Você está na página 1de 3

UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU - FURB

CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA


DISCIPLINA DE REATORES II

RESUMO – REATORES QUÍMICOS INDUSTRIAIS

Os reatores são parte fundamental para um processo químico, devem conter o


volume e a quantidade de catalisadores necessários para a reação. Para o projeto de
reatores é necessário saber o tipo de ativação (térmica, iniciador, catalítica, bioquímica
ou eletroquímica), o calor da reação, a concentração e temperatura, e também o número
de fases envolvidas.

Há uma variedade muito grande de reatores e suas aplicações, os tipos básicos


de reatores são: batelada, tanque de mistura (CSTR), tubular (PFR) e semibatelada.

 Reator batelada: usualmente utilizado em pequena escala e a reação pode


acontecer em fase líquida ou então líquido-sólido. Sua conversão é
elevada, fácil de limpar e o tempo de residência é bem definido, em
contrapartida o custo de operação é elevado, pois há dificuldade de
produção em larga escala e o controle de é temperatura limitado. Usados
para tratamento de efluentes, produção de cosméticos, em indústrias
alimentícias e farmacêuticas, entre outros.
 Reator CSTR: é aplicado para reações líquidas, líquido-gás e gasosas.
Sua operação é contínua, bem misturado, há bom controle de temperatura
e fácil de limpar. Tem alto custo para implementação de operação
contínua e para a maior parte das reações sua conversão é menor. Usado
para reações de polimerização, saponificação, desidratação, entre outros.
 Reator PFR: utilizado para reações líquidas, gasosas e gás-líquido. Sua
operação é contínua, tem baixo custo operacional e não possui partes
removíveis. Possui elevado custo de investimento e há queda de pressão.
Podem ser usados na oxidação do etileno a acetaldeído ou a óxido de
etileno, também utilizado em reações de polimerização, hidrogenação.
 Semibatelada: aplicados para reações líquidas, gás-líquido e sólido-
líquido. Possui bom controle de temperatura e é fácil de limpar, mas
possui elevado custo por unidade de produto e sua operação é difícil de
analisar. Utilizados na produção de nitrocelulose, na redução de
nitrobenzeno, em reações de oxidação, acetilação, entre outros.

Ainda têm-se outros tipos de reatores, como: reator de leito fluidizado, de


reforma, de coluna de bolhas, reator de leito fixo, de leito de lama, reator nuclear, reator
fotocatalítico, microreator, reator de leito gotejante, tipo loop, de pirólise, reator de
hidrotratamento, reator esférico, de membranas e também o reator eletroquímico.

 Reator de leito fluidizado: possui boa transferência de calor e o


catalisador é facilmente resposto ou regenerado. Em contra partida o
custo de construção e manutenção deste reator é elevado e há queda de

1
pressão. Utilizado para craqueamento catalítico do petróleo, reações
enzimáticas, de hidrogenação, desidrogenação, oxidação, entre outros.
 Reator de reforma: usados em craqueamento de hidrocarbonetos a
etileno, produção de cloreto de vinila, aumentar a octanagem da gasolina,
reforma do metano para produção de hidrogênio.
 Reator de coluna de bolhas: possui baixo custo de manutenção e
operação, baixa queda de pressão, fácil controle de temperatura e
agitação mecânica simples. Para gás, possui baixo tempo de residência,
há custo de energia e os investimentos, para este reator, são maiores. Seu
uso industrial se dá em polimerização de oleofinas, tratamento biológico
de efluentes, reações de hidrogenação, cloração, oxidação.
 Reator de leito fixo: tem como vantagem alta conversão por unidade de
catalisador, possui fácil e baixo custo de construção e efetivo em altas
temperaturas e pressão. Já como desvantagem possui difícil controle de
temperatura, dificuldade na reposição do catalisador e reações paralelas.
Utilizados na produção de bioéteres e de biodiesel, na oxidação do etanol
a acetaldeído, na síntese do metanol e também na síntese da amônia.
 Reator de leito lama: possui bom controle de temperatura, operação em
batelada ou contínua e fácil substituição do catalisador. Seu projeto é de
grande dificuldade, possui também dificuldade de reter o catalisador no
vaso e grande gasto energético. São usados nas reações de hidrogenação
e oxidação, na síntese do metanol, produção de diesel, entre outros.
 Reator nuclear: sua fonte é concentrada de energia, não provoca efeito
estufa ou chuva ácida e pequenas quantidade de reagente pode abastecer
uma cidade inteira. Por outro lado há risco de acidente nuclear, é usado
também para fins bélicos e armazenamento do resíduo radioativo.
Utilizados para produção de energia, produção de combustível para
navios e produção de radiofármacos.
 Reator fotocatalítico: podem ser operados em batelada ou por processo
contínuo, possui bom contato entre o catalisador e o contaminante
quando agitado. Há necessidade de fonte de energia UV e de separar o
catalisador apor o tratamento. Usados no tratamento do ar e
microbiológico da água e também na degradação de compostos orgânicos
na água.
 Microreator: este reator possui rendimento elevado, segurança devido ao
controle de temperatura e também possui rendimento elevado. Mas o uso
do catalisador sólido pode causar entupimento e há dificuldade em
utilizá-lo na indústria, mesmo assim podem ser utilizados em indústria
farmacêutica e de química fina, no desenvolvimento de produtos
orgânicos, em reações entre organometálicos e na reforma catalítica do
metanol.
 Reator de leito gotejante: tem baixo custo operacional, baixa perda de
catalisador e queda de pressão baixa. Este reator possui limitações no uso

2
de líquidos viscosos, é sensível a efeitos térmicos e há possibilidade de
formação de gradientes de temperatura. Na indústria são utilizados para
refino de petróleo, reações de hidrogenação, reações de
hidrodessulfurização-HDS e reações de hidrodesnitrogenação-HDN.
 Reator tipo loop: baixo consumo de catalisador, rendimento elevado e
aumento da velocidade de reações autocatalíticas. Possui transferência
de calor e diminuição da velocidade de reação não autocatalíticas.
Empregados para reações de polimerização, produção de fenol, produção
de corantes, entre outros.
 Reator de pirólise: utilizado na produção de fibra de carbono, produção
de óleo combustível, produção de carvão e produção de carbono
pirolítico.
 Reator de hidrotratamento: aplica-se industrialmente em processos de
hidrodessulfurização, hidrodesnitrogenação, hidrodesaromatização e
hidrodesoxigenação.
 Reator esférico: o custo benefício é relativamente baixo, possui elevada
conversão por grama de catalisador e possibilidade de trabalho em
elevadas pressões. Possui alto custo de construção e há dificuldade
elaboração de projeto. Utilizado em reação de reforma para aumento da
octanagem da gasolina, em reações de fusão nuclear e reações que
requerem elevadas pressões.
 Reator de membrana: este reator tem elevada conversão, aumento da
seletividade, possibilidade de separação das espécies e membranas
seletivas. Por outro lado possui alto custo das membranas, é necessária
substituição periódica das membranas e formação de caminho
preferencial de fluxo. Utilizado para reação de Sabatier, mitigação de
CO2 para produção de H2, tratamento de efluentes, reforma de vapor do
metano, hidrólise enzimática da lactose, entre outros.
 Reator eletroquímico: possui baixo custo de investimento inicial, baixa
polarização por variação de concentração, simplicidade de automação,
instalação e manutenção e conversão aumentada pelo aumento da área do
eletrodo. Em contra partida há necessidade de adição de eletrólito suporte
quando a concentração de íon é baixa, há formação de depósitos,
diminuição da concentração dos íons metálicos reduz a eficiência da
corrente. Em indústrias são utilizados para tratamento de água, extração
de metais, degradação do diclorofenaco sódico e conversão de compostos
de enxofre.

REFERÊNCIA
RODRIGUES, L. A. Reatores Químicos Industriais.