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Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Laboratório de Transformação Mecânica - LdTM


Prof. Dr.-Ing. Lirio Schaeffer
Índice do Treinamento em Forjamento
Bloco 1. Histórico, Previsões e Estatísticas (Apostila)

Bloco 2. Demandas da área de forjamento

Bloco 3. Razões para baixar custos (possibilidades para aumentar a produtividade)

Bloco 4.
A)Aspectos metalúrgicos da matéria prima (foco: forjamento a frio) (Apostila)
B)Modelagem numérica da microestrutura
Bloco 5. O processo sob controle (Apostila)
5.1 Cuidados especiais no recebimento da Matéria Prima
5.2 Corte de blanks e descrições de defeitos
5.3 Aquecimento
5.4 Visão geral dos processos
5.5 Tratamento térmico com calor de Forja
5.6 Acabamento
Bloco 6. Parâmetros Fundamentais do Processo de Forjamento
(Cap. 1 do Livro Forjamento – Introdução ao Processo)
6.1. Tensões
6.2. Deformações
6.3. Velocidade de Deformação
6.4. Temperatura durante o processo de forjamento
6.5. Curva de Escoamento
Coeficiente de atrito e Dados Térmicos,

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Bloco 7. Controle de Parâmetros no Processo de Forjamento
(Cap. 2 do Livro Forjamento – Introdução ao Processo)

7.1 Considerações gerais


7.2 Modelo simplificado para cálculo de força e energia
7.3 Modelo de cálculo de força e energia baseado na Teoria Elementar da Plasticidade

Bloco 8. Projeto de Matrizes (Ferramentas)


(Cap. 3 do Livro Forjamento – Introdução ao Processo)
8.1 Linha de repartação das matrizes
8.2 Ângulo de saída
8.3 Dimensionamento de costeletas, bases e raios
8.4 Especificações sobre a região da rebarba
8.5 Projeto conforme recomendações DIN 7523
8.6 Falhas em Ferramentas de Forjamento a Quente
8.7 Ferramentas de Forjamento de Precisão (sem rebarba)

Bloco 9. Forjamento a Frio


(Cap. 4 do Livro: Forjamento – Introdução ao Processo)

Bloco 10. Extrusão (direta e indireta)


(Cap. 5 do Livro: Forjamento – Introdução ao Processo)

Bloco 11. Prensagem


(Cap. 6 do Livro: Forjamento – Introdução ao Processo)

Bloco 12. Forjamento a Morno


(Cap. 7 do Livro: Forjamento – Introdução ao Processo)

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Bloco 13. Forjamento semi-quente

Bloco 14. Forjamento de Sinterizados/Forjamento de Pó Metálico.


(Cap. 14 do Livro: Forjamento – Introdução ao Processo)

Bloco 15. Considerações sobre a Simulação Computacional do Forjamento

15.1 Considerações sobre a Simulação Computacional do Forjamento (Cap. 14 do Livro Forjamento – Introdução ao Processo)
15.2 Sistemas integrados CAD-CAE-CAM (Cap. 15 do Livro Forjamento – Introdução ao Processo)

Bloco 16. Exemplos de Cálculo: Parâmetros Fundamentais


(Cap. 1 do Livro Conformação Mecânica – Cálculos Aplicados ao Processo de Fabricação)

Bloco 17. Exemplos de Cálculo: Teoria Elementar da Plasticidade


(Cap. 2 do Livro Conformação Mecânica – Cálculos Aplicados ao Processo de Fabricação)

Bloco 18. Exemplos de Cálculo: Prensagem


(Cap. 3 do Livro Conformação Mecânica – Cálculos Aplicados aos Processos de Fabricação)

Bloco 19. Exemplos de Cálculo: Forjamento em Matriz Fechada


(Cap. 4 do Livro Conformação Mecânica – Cálculos Aplicados aos Processos de Fabricação)

Bloco 20. Exemplos de Cálculo: Extrusão


(Cap.6 do livro Conformação Mecânica – Cálculos Aplicados aos Processos de Fabricação)

Bloco 21. Teste prático para a Determinação do Coeficiente de Atrito

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BLOCO 1

Histórico do Forjamento e estatísticas

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• Breve histórico do forjamento
Treinamento: Processos de Forjamento

O objetivo principal do TREINAMENTO em FORJAMENTO é a apresentação


simples e compreensível do altamente importante e interessante parque
econômico relacionado aos processos de forjamento a quente, a morno e a frio.

Na época dos “BlackBerry”, IP-Tv, Web 2.0, etc... e outras tecnologias do mundo
moderno que a mídia nos apresenta diariamente, engenharia de máquinas,
projetos etc..., não descartam o forjamento e a conformação de materiais maciços
como um dos principais pilares das prosperidades dos dias atuais.

Sem os componentes de alta resistência forjados, os desenvolvimentos


econômicos e técnicas não seriam possíveis nos últimos cem anos. A eletricidade
e a mobilidade em forma de veículos motorizados são também exemplos da
aplicação de componentes forjados.

E também no futuro esta tecnologia não perderá sua importância...

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• A detenção de metais decidia o status social de um grupo ou de uma


sociedade. Os metais modificaram a paisagem e as técnicas de
guerra, facilitaram o trabalho humano, ocasionaram aumento de
mortes devido o aumento da eficiência das armas minimizando o
tempo e o espaço.
• Quando os romanos desenvolveram suas redes de estradas com vias
calçadas facilitaram e aceleraram o transporte de produtos e grupos
militares.
• Rodas de madeira foram substituídas por rodas com aros metálicos,
as patas de cavalos receberam sapatos metálicos e as solas dos
legionários receberam botões metálicos.

Fonte: Daxelmüller, C.: Der Schmied in der Mythologie von der Antike
bis zum Mittelalter. Ferrum. Editora Georg Fischer, pg 16-33, 2005
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O Forjamento é um dos
processos tecnológicos mais
antigos.

Há 4000 AC metais já eram


trabalhados pelos ferreiros
.
Há 2500 AC ligas de cobre
aparecem na Idade do
Bronze.

Figura do Túmulo de Rechminé Faraó da 18ª dinastia (aprox. 1450 AC )

A arte do Forjamento possui mais de 6000 anos


Fonte: Deutsche Massivumformung, 2008
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Sobre a História do Forjamento
A partir de 4000 AC: Era do Cobre
. Fusão de ouro, prata e cobre
. Peças importantes: jóias, armas, recipientes
. Conformação: sistemas manuais e pedras como ferramenta
A partir de 2800 AC: Era do Bronze
- Na região do mediterrâneo:
. Produção de ligas de cobre -> bronze
. Desenvolvimento de ferramentas para fabricação de peças em forma de chapas de ouro e prata
- No norte da Europa
. Desenvolvimento de punções
. Produtos: agulhas, arames e jóias em forma de perfis
A partir de 900 AC: Inicio da era do Ferro
. O bronze substitui madeiras e pedras usadas como ferramentas
. Uso de peças de ferro(apesar de péssimas propriedades mecânicas)

Esquerda: Estampagem grega


(aproximadamente 700AC)

Direita:
Forjaria Romana (moldura em um vaso)

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Da era dos Romanos até o Século XIIV
. A conformação segue sem novos desenvolvimentos
. A forjaria dos anos 1000 tem os aspectos das nossas ferrarias (atuais em desaparecimento)
Do Século XIV até o final do Século XVIII
. A produção dos ferrosos tem um grande avanço
. Séc. XV: surgimento dos martelos movidos com água
. Desenvolvimento da Conformação de Chapas
. Surgimento da prensa excêntrica (spindelpresse)
. Começa a concorrência entre peças forjadas e peças fundidas
Do final do Século XVIII até o final do Século XIX
. James Watt constrói o primeiro martelo a vapor (Inglaterra, 1784)
. Primeira prensa Hidráulica em operação (Inglaterra, 1789)
. Componentes maciços
. Inicio do forjamento de grandes quantidades
. Conformação de Chapas
. Laminação de chapas para revestimentos sofre melhorias
Século XX
. Inicia o ensinamento da conformação mecânica em universidades
. Através da conformação mecânica são produzidos componentes de alta qualidade e alta resistência mecânica (industria automobilística,
aeronáutica e aeroespacial)
. Emprego de ligas leves (alumínio, magnésio e titânio)

Esquerda: martelo de queda (da Vinci)

Direita: martelo a vapor “Fritz” Alfred Krupp, Essen 1861

Fonte: Livro Umformtechnik Doege / Behrens, pg. 2 Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
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Entre 700 e 500 A.C. o


Ferro substituiu o Bronze.

A fusão do minério de Ferro


e o Processo de Forjamento
eram executados em uma
mesma unidade até os
séculos 13 e 14 (D.C.)

Forno de fusão acompanhado da forja na Idade Média.


Para o forno e calor de forja usava-se carvão nesta época.
Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008

Forging through the ages I Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


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a) b)
Fig. 1. a) Espada de Damasco. b) Detalhes da textura peculiar do Aço de Damasco
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Water-powered iron hammer (ca. 1780) Steam hammer "Fritz" in Essen


(ca.1860) Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008

Water and steam replace muscle power Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
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The smiths of those days used hammers driven by transmission shafts to produce a wide
range of forged parts for the railways, for the car industry and for agricultural machinery

View of the production area of the Range of products of the Schöneweiss


Schmiedag drop-forging works (ca.1910)
company in Hagen (ca.1910)
Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008

The start of drop forging Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


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The development of drop
forging made possible:

- increasing batch sizes for


the automotive industry

- further development of and


specialization in steel types

- new technologies for tool


production

- development of new
machine types, new
production processes and
combinations of processes,
View of a production facility with a linked automated forging and automation
line
Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008

Development of forging technology Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


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Forjamento e Processos Conexos

Forjamento em matriz aberta

Forjamento em matriz fechada

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Extrusão livre (direta) de


eixos
Cunhagem

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Extrusao indireta

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Variedade de peças forjadas a quente (e/ou a morno) e a frio

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Exemplos de peças, tais como moedas, medalhas, cutelaria e


ferramentas de mão diversas, bem como peças cunhadas a frio após
forjamento a quente.

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Seqüência de operação para a fabricação de chaves

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Steel group Standard
Mild steels DIN EN 10222-1
All metals and metal alloys, with very few exceptions, are
DIN EN 10250-1/-2
suitable for forging. There is a range of more than 2,500 types
of steel from which to choose to achieve the most economical Heat-treating steels DIN EN 10083-1/-2/-3
production process.
Case-hardening steels DIN EN 10084

Nitriding steels DIN EN 10085


Steels for flame- and induction- DIN EN 10083-1/-2/-3
hardening

Ball- and roller-bearing steels DIN EN ISO 683-17

High-temperature steels DIN EN 10269


DIN EN 10222-1/-2
Tough-at-low-temperature steels DIN EN 10269
DIN EN 10222-1/-2/-3

Stainless steels DIN EN 10222-5


DIN EN 10250-1/-4
SEW440
AFP-Steels DIN EN 10267, DBL 4028
Forming characteristics of various material groups

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Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008
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Steel group Standard Application

Mild steels DIN EN 10222-1 Machine parts with low dynamic loading and tensile strength requirements
DIN EN 10250-1/-2

Heat-treating steels DIN EN 10083-1/-2/-3 Machine parts and automotive components with higher dynamic or static loading such as steering knuckles, crank shafts, drive
shafts and safety critical parts for automobiles and for use in cable cars and aerial ropeways.

Case-hardening steels Nitriding steels DIN EN 10084 Case-hardened gearbox and drive-line components such as gears, shafts, toothed parts and wear-resistant forming tooling.
DIN EN 10085

Steels for flame- and induction- DIN EN 10083-1/-2/-3 Very high wear-resistance for chassis components, for tracked vehicles, conveyors for the mining industry, very large roller
hardening bearings with hardened tracks

Ball- and roller-bearing steels DIN EN ISO 683-17 Special steels for hardened roller bearing rings and bodies. The steels achieve their very high hardness values by good through-
hardening.

High-temperature steels DIN EN 10269 High-alloyed steels for gas turbine engines, burners and industrial furnaces, forming tooling and dies.
DIN EN 10222-1/-2

Tough-at-low-temperature steels DIN EN 10269 Machine parts for use at sub-zero temperatures, automotive components for use in extreme conditions, springs and applications
DIN EN 10222-1/-2/-3 with high dynamic loading.

Stainless steels DIN EN 10222-5 Fittings for the chemical and food industries, components for marine use, fittings for the building industry, cutlery and household
DIN EN 10250-1/-4 SEW44O wares, screws and fasteners and wire ropes for use in damp conditions.

AFP-Steels DIN EN 10267 Application as with heat-treated steels but more cost-effective for engine and chassis components such as connecting rods,
DBL 4028 crankshafts, steering components, drive shafts and axles.

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Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008
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For special applications, materials such as titanium, aluminium, nickel alloys and AFP-
steels are also forged.

Medical components Front-wheel swing Heat-resistant turbine


Connecting rods for
(Hip joints) in titanium bearing blades in nickel alloys
truck engines in AFP
steel (precipitation
hardening ferritic-perlitic
steel)
Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008 Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
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Grain-flow takes place during rolling through the longitudinal alignment of segregations in the steel.
In an optimal forming process, this grain-flow is retained and runs parallel to the surface of the
component.

Four cylinder crankshaft with counterweights

Optimal grain-flow increases the dynamic strength of the component

Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008 Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


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The grain-flow (with the segregated core of the raw material) runs from left to right through
the component. Grain-flow breaking out of the side would result in an undesirable stress-
raising notch effect.

Automobile gearbox shaft The gear profile is milled in the two collars. In the area of the
cold teeth, the grain-flow is perpendicular to the direction of the
formed in two stages load

Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008 Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


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Germany is the number two producer world-wide. Production in 2006 was
2,660,000 tonnes.

Current status of drop-forging technology


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Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008
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• Será que o Brasil, que detém uma das maiores reservas de materiais metálicos do mundo, ainda ter alguma
chance no futuro?

• Pode a otimização dos diferentes parâmetros de processo compensar a composição de custos através de
uma melhoria da Qualidade, Produtividade, Força de Inovação e Repetibilidade?

• Pode uma combinação de longos anos de conhecimentos práticos aliarem-se a um conhecimento científico e
com isso levar a indústria brasileira a moldar um futuro mais promissor?
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Produção Mundial de Forjados


Aproximadamente 12 milhoes de toneladas por ano

Alemanha
2,3 Milhoes ton/ano
25.000 trabalhadores
Energia de aquecimento: 1.248 GWh/ano
Custo do aquecimento: 125 milhões €/ano
Emissão de gas carbonico: 743.808 ton/ano

Peso: Poucas Gramas até 2 toneladas


Dimensão: até 5 metros (peças de avião)
4 metros (virabrequins)

Fonte: Schmiede – Journal März 2010 pg 17 Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
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Custo por tonelada de diferentes estágios dos materiais metálicos
(em US$)
Minério 30 US$/ton

Gusa 120 US$/ton


Perfil laminado 250 US$/ton
Aço Construção 500 US$/ton

Aço temperado e revenido 800 US$/ton

Aço inoxidável 2500 US$/ton


Titânio em barra 70000 US$/ton

Junta Homocinética 74000 US$/ton

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Production of forgings in 2006
Production in '000
Manufacturing group Proportion in %
tonnes

Drop forging industry 1354,7 61,6

Flange manufacturers 97,7 4,4

Pipe-fittings producers 103,8 4,7

Cold-forging manufacturers 184,1 8,4

Open-die forgers 460,2 20,9

Total forging production 2200,5 100

Almost two-thirds of the total forging output comes from the drop-forging sector

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Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008
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More than a third of all forged parts are exported. The automotive sector, together with
system producers (tier one suppliers) receives more than 80% of the total production

Others 9 %

Export 37 Mechanical
Automobile
% engineering and manufacture
Domestic 63 system suppliers
% (cars, trucks)
39 % 51%

Percentages of steel forged parts delivered in 2007, in tonnes


Markets for forged products I
Fonte: Dentsche Massivumforming, 2008 Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
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AS INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE CONFORMAÇÃO DE MATERIAIS MACIÇOS


FORJAM IDÉIAS?

A COMBINAÇÃO IDÉIAS + FORJAMENTO TEM ALGUM SIGNIFICADO PARA A


COMPETITIVIDADE?
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Composição de Custos Operacionais


campo de distribuição média das companhias
investigadas

60%
55%

48%

33%
18%
20%
10% 15% 15%
15% 12%
4% 7%
3% 4% 4%
2% 0,5%

Custo Ferramental Troca ferrament. Custo Rejeição e Custo Administr.


material e start up manufatura retrabalho e Vendas
(incl. Custo
Garantia)

Fig 15: R. Fritsch/ 58° ABM


Fonte: Forging Technologies Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
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Redução de Matéria Prima


Lotes pequenos (~100 pçs) Lotes médios (~600 pçs) Lotes grandes (~5000 pçs)

Peça
acabada Usinagem Usinagem Usinagem
Custo

Forjado Prod. Prod. Prod.

Material Material Material

Ferrament. Ferrament. Ferrament.

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Fonte: Forging Technologies 34/40
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Vendas externas do Brasil
Total dos cinco produtos (%).

As Commodities mais exportadas (%).

Apenas cinco commodities garantem 47% das vendas externas do país. As


vendas dos produtos manufaturados perderam fôlego, prejudicados pelo dólar
barato demais, pela desaceleração da economia global no pós-crise e pela
ausência de tecnologia competitiva nas nossas indústrias.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento (out/2011) Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


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Aço Alumínio Magnésio Plasticos

Produção mundial de Aço, alumínio, magnésio ( 1970/2010) e plásticos (1970/2008) em milhões de toneladas

Fonte: Liewald, M.: New Developments in Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
Forging Technology. Anais 2011, pg. 16 36/40
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Produção de Aço [milhões
toneladas/ ano]

Produção Mundial de Aço, aluminio e magnezio (1970/2010) e plásticos (1970/2008) em


milhões de toneladas. ,

Fonte: Liewald, M. New Developments in


Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística
Forging Technology. Anais 2011, pg. 17 37/40
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Produção regional em 2009 / 2010

Fonte: Liewald, M. New Developments in Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


Forging Technology. Anais 2011, pg. 18 38/40
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Fonte: Liewald, M. New Developments in Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


Forging Technology. Anais 2011, pg. 19 39/40
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Fonte: Liewald, M. New Developments in Forjamento 2014/ bloco 1/Histórico e Estatística


Forging Technology. Anais 2011, pg. 20 40/40

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