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Capı́tulo 1

Análise Vetorial

1.1
−−→ ~ −A~ e−−→ ~ − C,
~
Sejam os dois segmentos de reta AB e CD, com AB = B CD = D
tal que:
−−→
AB = ı̂ + 2̂ − k̂
−−→
CD = −3ı̂ − 6̂ + 3k̂
−−→ −−→ −−→ −−→
Para verificar que AB e CD são paralelos basta verificar que AB × CD = 0 ou
−−→ −−→ −−→ −−→
simplesmente que CD = −3· AB. Então, AB e CD são paralelos e CD/AB = 3.

1.2
Para A~ ⊥ B,~ o produto interno A·~ B
~ deve ser igual a zero, já que não existe uma
~ ~
projeção não nula de A sobre B. Nesse caso, A~ = ı̂ + 4̂ + 3k̂ e B
~ = 4ı̂ + 2̂ − 4k̂:

~·B
A ~ = 4 + 8 − 12 = 0

~eB
Ou seja, A ~ são perpendiculates.

1.3
~ B
Para que A, ~ eC
~ sejam os lados de um triângulo retângulo, tem-se que:
 
 ~+B
A ~ =C~  ~·B
A ~ =0

 


 ou 
 ou
~ +C
B ~ =A
~ e ~ ·C
B ~ =0

 


 ou 
 ou
 ~ ~=B~  ~ ~
C +A C ·A=0
| {z } | {z }
def inicão de triângulo ângulo reto

~+B
Verifica-se que: A ~ =C
~ eA
~·B
~ = 0. Logo, A,
~ B~ eC
~ formam um triângulo
retângulo.

1
2 CAPÍTULO 1. ANÁLISE VETORIAL

1.4

~=B
A ~ −C
~

Tomando o produto escalar em ambos os lados da


equação, obtem-se:

~·A
A ~=B
~ ·B
~ +C
~ ·C
~ −2·B
~ ·C
~

Como B ~ ·C ~ = BC cos θ, onde B e C são os módulos de B ~ e C,


~ respectiva-
mente, e θ é o ângulo formado entre os dois vetores, obtem-se:

A2 = B 2 + C 2 − 2BC cos θ
| {z }
lei dos cossenos

A interpretação geométrica é evidente e leva à conhecida desigualdade trian-


~ + |C|
gular |A| ~ ≥ |B| ~ e ao teorema de Pitágoras, quando θ = π/2, um triângulo
retângulo.

1.5

~ = cos αı̂ + sin α̂


A
~ = cos βı̂ + sin β̂
B

Os ângulos de cada vetor com o eixo x são obtidos a partir do produto escalar
entre cada um deles e o versor da direção x, ı̂. Fica evidente que o ângulo θ
~eB
entre A ~ é igual a β − α.
Tomando, então, o produto escalar de A ~ com B,~ obtem-se:

~·B
A ~ = |A|
~ · |B|
~ · cos θ = cos α · cos β + sin α · sin β
~ = |B|
Como |A| ~ = 1, então:

cos (β − α) = cos α · cos β + sin α · sin β

1.6

~r = xı̂ + y̂ + z k̂
~ = Ax ı̂ + Ay ̂ + Az k̂
A
³ ´
Tomando o produto interno ~r − A ~ ·A ~ = (x − Ax ) Ax + (y − Ay ) Ay +
(z − Az ) Az = 0 e lembrando que ³a equação ´ greal de um plano é da forma
ax + by + cz + d = 0, verifica-se que ~r − A~ ·A ~ é a equação do plano que passa
1.7. 3

~ e que tem como direção perpendicular a direção de


pelo ponto definido por A
~ Identificando as constantes a, b, c e d obtem-se:
A.



 a = Ax
 b=A
y

 c = A z
 ~2
d = |A|

1.7
³ ´
Analogamente ao exercı́cio anterior, ~r − A ~ · ~r = (x − Ax ) x + (y − Ay ) y +
(z − Az ) z = 0. Isso pode ser reescrito da seguinte forma:
³ ´2
2 2 2 ~
(x − Ax /2) + (y − Ay /2) + (z − Az /2) = |A|/2

Definindo a equação de uma esfera de centro C = (Ax /2, Ay /2, Az /2) e raio
~
R = |A|/2.

1.8
Seja um cubo de aresta unitária com um
vértice na origem e posicionado no primeiro
octante. O vetor que define uma das diago-
~ = ı̂ + ̂ + k̂. Para
nais principais é, então, D
saber o ângulo formado entre o vetor diag-
onal principal³ e qualquer´ versor dos eixos
coordenados ı̂, ̂ ou k̂ , basta tomar o seu
produto interno:

D~ · ı̂ = D
~ · ̂ = D
~ · k̂ = |D|
~ · cos θ = 1
√ ¡√ ¢
Como |D| ~ = 3, θ = arccos 3/3 .

1.9

~=B
A ~ +C
~
Tomando o produto externo da equação
~ obtem-se que:
com B,

~ ×B
B ~ +C
~ ×B
~ =A
~×B
~
4 CAPÍTULO 1. ANÁLISE VETORIAL

~ ×B
Como B ~ = 0 e |P~ × Q|
~ = |P~ | · |Q|
~ · sin (θP Q ):

~ · sin (θBC ) = |A|


|C| ~ · sin (θAB )

Com um processo análogo ao anterior, porém efetuando o produto vetorial


~ obtem-se a lei dos senos da trigonometria:
da equação com C,

~
|A| ~
|B| ~
|C|
= =
sin (θBC ) sin (θCA ) sin (θAB )

1.10
Seja o plano definido pelos três pontos A, B e C. Assim, todo vetor ~v da forma
³ ´ ³ ´ ³ ´
~v = c1 · C~ −A ~ +c2 · A ~−B ~ +c3 · C ~ −B~ ,
| {z } | {z } | {z }
v1 v2 v3

com c1 , c2 e c3 escalares reais,


³ pertence ao plano. ´
Para verificar que N ~ = A ~×B~ +A~×C ~ +C ~ ×B
~ define um vetor normal
ao plano, basta mostrar que

~ × ~v1 = N
N ~ × ~v2 = N
~ × ~v3 = 0.

1.11

~ ~
~ = C × A + kA
X ~
A~·A~
O objetivo é mostrar que o vetor X~ satisfaz à equação C
~ =A
~ × X.
~
~
Substituindo, então, X na equação, obtem-se:
³ ´
A~× C ~ ×A ~
~ =
C +kA ~×A ~
~·A
A ~ | {z }
=0
³ ´ ³ ´ ³ ´
Utilizando a identidade vetorial A ~× B ~ ×C ~ = ~ A
B ~·C
~ −C~ A~·B
~
³ ´ ³ ´ ³ ´
obtem-se que A ~× C ~ ×A~ =C ~ A ~·A
~ −A ~ C ~ ·A
~ . ~ ·A
O último termo C ~ é
~ = A×
identicamente nulo pela equação C ~ X.~ Então, X
~ definido acima é solução
da equação dada.

1.12
³ ´
~· B
Afirmar que A ~ ×C
~ = 0 é equivalente a afirmar que o determinante
¯ ¯
¯ Ax Ay Az ¯
¯ ¯
¯ Bx By Bz ¯
¯ ¯
¯ Cx Cy Cz ¯
1.13. 5

é nulo.
~ B
Deve-se mostrar que a condição acima é satisfeita se, e somente se, A, ~ e
C~ são linearmente dependentes:

1. Se os três vetores são linearmente dependentes então é possı́vel escrever


~ = k1 A
C ~ Assim,
~ + k2 B.
³ ´ ³ ´ ³ ´
A~· B ~ ×C ~ = k1 A ~· B~ ×A~ + k2 A
~· B ~ ×B ~ = 0.

2. O determinante anula-se somente se uma linha (ou coluna) for nula ou


uma combinação linear das outras.

Assim:
n ³ ´ o n o
~· B
A ~ ×C
~ = 0 ⇐⇒ C~ = k1 A
~ + k2 B
~

Para

~ = ̂ + 3k̂
 A
~
B = ı̂ − 2k̂
 ~
C = ı̂ + ̂ + k̂
~ =A
claramente, C ~ + B.
~ Assim:
¯ ¯
³ ¯ 0
´ 1 3 ¯
¯ ¯
~ ~ ~
A · B × C = ¯¯ 1 0 −2 ¯=0
¯
¯ 1 1 1 ¯

1.13
Seja ϕ = ϕ (~r) um campo escalar. A equação ϕ (~r) = constante define uma
superfı́cie, de forma que:
∂ϕ ∂ϕ ∂ϕ
dϕ = dx + dy + dz = 0
∂x ∂y ∂z
Essa equação pode ser reescrita como ∇ϕ ~ (~r) · −

dr = 0. Isso mostra que


~ (~r) é perpendicular ao vetor dr, que é um vetor paralelo à superfı́cie num
∇ϕ
dado ponto ~r.
~ (~r) = 2axı̂ + 2by̂ + 2cz k̂ e:
Para ϕ (~r) = ax2 + by 2 + cz 2 , obtem-se ∇ϕ

axı̂ + by̂ + cz k̂

|{z} =q
2 2 2
versor normal à superf ície (ax) + (by) + (cz)

1.14


dϕ ~ ds
= ∇ϕ ·
ds ds


Em coordenadas cilı́ndricas, ds = r̂dr + θ̂rdθ + k̂dz e
6 CAPÍTULO 1. ANÁLISE VETORIAL

∂ϕ ∂ϕ ∂ϕ
dϕ = dr + dθ + dz.
∂r ∂θ ∂z
Por comparação:
µ ¶
~ = ∂ϕ r̂ + ∂ϕ 1 θ̂ + ∂ϕ k̂
∇ϕ
∂r ∂θ r ∂z
Uma forma alternativa de resolução seria escrever x, y e z em coordenadas
cilı́ndricas e, através da regra da cadeia, substituir de forma direta na definição
de gradiente em coordenadas cartesianas.

1.15
Definição de divergente:
µ ¶ ZZ
~ · F~ = lim 1
∇ F~ · n̂dA
∆V →0 ∆V S

onde S é a superfı́cie que limita ∆V .

F~ (r, θ, z) = Fr r̂ + Fθ θ̂ + Fz k̂
Em coordenadas cilı́ndricas, um diferencial de volume dV é dado por dV =
rdrdθdz.
Realizando, agora, o cálculo do fluxo de F~ na superfı́cie S, em cada uma das
direções, obtem-se:
• r̂ : Fr (r + ∆r, θ, z) · (r + ∆r) ∆z∆θ − Fr (r, θ, z) · r∆z∆θ
• θ̂ : Fθ (r, θ + ∆θ, z) · ∆z∆r − Fθ (r, θ, z) · ∆z∆r
• k̂ : Fz (r, θ, z + ∆z) · r∆θ∆r − Fz (r, θ, z) · r∆θ∆r
Substituindo na definição:

~ · F~ =

"µ ¶ µ
1
lim · Fr (r + ∆r, θ, z) · (r + ∆r) ∆z∆θ − Fr (r, θ, z) · r∆z∆θ
∆r→0 r∆r∆θ∆z
∆θ→0
∆z→0
+ Fθ (r, θ + ∆θ, z) · ∆z∆r − Fθ (r, θ, z) · ∆z∆r
¶#
+ Fz (r, θ, z + ∆z) · r∆θ∆r − Fz (r, θ, z) · r∆θ∆r

Rearranjando os termons, obtem-se:


·µ ¶ ¸
~ · F~ Fr (r + ∆r, θ, z) − Fr (r, θ, z) Fr (r + ∆r, θ, z)
∇ = lim +
∆r→0 ∆r r
µ ¶µ ¶
Fθ (r, θ + ∆θ, z) − Fθ (r, θ, z) 1
+ lim
∆θ→0 ∆θ r
µ ¶
Fz (r, θ, z + ∆z) − Fz (r, θ, z)
+ lim
∆z→0 ∆z
1.16. 7

Nota-se aqui que os termos acima entre parênteses correspondem às definições
de derivada parcial. Portanto:

~ · F~ = 1 · ∂ (r · Fr ) + 1 ∂Fθ + ∂Fz

r ∂r r ∂θ ∂z

1.16
¡ ¢ ¡ ¢ ¡ ¢
F~ = ı̂ x2 + yz + ̂ y 2 + zx + k̂ z 2 + xy

~ · F~ ∂Fx ∂Fy ∂Fz


∇ = + +
∂x ∂y ∂z
= 2x + 2y + 2z

¯ ¯
¯ ı̂ ̂ k̂ ¯
¯ ¯
~ ~
∇ × F = ¯¯ ∂/∂x ∂/∂y ∂/∂z ¯=0
¯
¯ Fx Fy Fz ¯

1.17
µ ¶ µ ¶ µ ¶
~ × F~ = ı̂ ∂Fz ∂Fy ∂Fx ∂Fz ∂Fy ∂Fx
∇ − + ̂ − + k̂ −
∂y ∂z ∂z ∂x ∂x ∂y
Assim, para que ∇~ × F~ seja perpendicular à F~ , o produto interno entre eles
deve ser nulo. Entretanto

³ ´ µ ¶ µ ¶ µ ¶
~ ~ ~ ∂Fz ∂Fy ∂Fx ∂Fz ∂Fy ∂Fx
F · ∇ × F = Fx − + Fy − + Fz − ,
∂y ∂z ∂z ∂x ∂x ∂y
e, obviamente, esse resultado não é identicamente nulo.

1.18
~ 2 (ϕψ) pode ser reescrito da seguinte forma:
Utilizando a derivada do produto, ∇

h i
~ 2 (ϕψ) = ∇
∇ ~ · ∇~ (ϕψ)
µ ¶ µ ¶ µ ¶
∂ ∂ϕ ∂ψ ∂ ∂ϕ ∂ψ ∂ ∂ϕ ∂ψ
= ψ +ϕ + ψ +ϕ + ψ +ϕ
∂x x x ∂y y y ∂z z z
Aplicando mais uma vez a derivada do produto:

~ 2 (ϕψ) = ∂ψ ∂ϕ ∂2ϕ ∂2ψ


∇ 2 + ψ 2 + ϕ 2 + ...
∂x ∂x ∂x ³ ´∂x³ ´
= ~ 2 ~ 2 ~
∇ ψ + ∇ ϕ + 2 ∇ψ · ∇ϕ ~
8 CAPÍTULO 1. ANÁLISE VETORIAL

1.19

~r = xı̂ + y̂ + z k̂

~ · ~r = ∂x + ∂y + ∂z = 3
• ∇
∂x ∂y ∂z
µ ¶ µ ¶ µ ¶
~ × ~r = ı̂ ∂z − ∂y + ̂ ∂x − ∂z + k̂ ∂y − ∂x = 0
• ∇
∂y ∂z ∂z ∂x ∂x ∂y

• ~u = ux ı̂ + uy ̂ + uz k̂

³ ´ µ ¶
~ ~r ∂ ∂ ∂
~u · ∇ = ux + uy + uz
∂x ∂y ∂z
µ ¶ µ ¶ µ ¶
∂~r ∂~r ∂~r
= ux +uy +uz
∂x ∂y ∂z
| {z } | {z } | {z }
= ı̂ = ̂ = k̂
³ ´
~ ~r = ~u.
Portanto ~u · ∇

1.20
Sejam os vetores:
~
A = Ax ı̂ + Ay ̂ + Az k̂ =⇒ constante
~r = xı̂ + y̂ + z k̂
Tomando seu produto interno, obtem-se:

~ · ~r = Ax x + Ay y + Az z
A
Então:
³ ´ ³ ´ ³ ´ ³ ´
~ A
∇ ~ · ~r = ∂ A ~ · ~r ı̂ + ∂ A ~ · ~r ̂ + ∂ A ~ · ~r k̂ = A
~
∂x ∂y ∂z

1.21
³ ´ ³ ´ ³ ´
?
~ · ϕF~ = ~
1-1-7 ∇ ∇ϕ · F~ + ϕ ∇~ · F~ . Reescrevendo a equação:

³ ´ ∂ ∂ ∂
~ · ϕF~
∇ (ϕFx ) +
= (ϕFy ) + (ϕFz )
∂x ∂y ∂z
µ ¶
∂Fx ∂Fy ∂Fz
= ϕ + +
x y z
µ ¶
∂ϕ ∂ϕ ∂ϕ
+ Fx + Fy + Fz
∂x ∂y ∂z
³ ´ ³ ´ ³ ´
~ · ϕF~ = ∇ϕ
Portanto ∇ ~ · F~ + ϕ ∇ ~ · F~ .
1.22. 9
³ ´ ³ ´ ³ ´
?
~ × ϕF~ = ~ × F~ + ∇ϕ
~
1-1-9 ∇ ϕ ∇ × F~ . Reescrevendo a equação:

³ ´ · ¸
~ × ϕF~ ∂ (ϕFz ) ∂ (ϕFy )
∇ = − ı̂
∂y ∂z
· ¸
∂ (ϕFx ) ∂ (ϕFz )
+ − ̂
∂z ∂x
· ¸
∂ (ϕFy ) ∂ (ϕFx )
+ − k̂
∂x ∂y

Derivando os produtos:

³ ´ · µ ¶ µ ¶¸
~ × ϕF~ ∂Fz ∂Fy ∂ϕ ∂ϕ
∇ = ı̂ ϕ − + Fz − Fy
∂y ∂z ∂y ∂z
· µ ¶ µ ¶¸
∂Fx ∂Fz ∂ϕ ∂ϕ
+ ̂ ϕ − + Fx − Fz
∂z ∂x ∂z ∂x
· µ ¶ µ ¶¸
∂Fy ∂Fx ∂ϕ ∂ϕ
+ k̂ ϕ − + Fy − Fx
∂x ∂y ∂x ∂y
³ ´ ³ ´
= ϕ ∇ ~ × F~ + ∇ϕ ~ × F~

1.22
p
Sejam ~r = xı̂ + y̂ + z k̂ e f = f (r) tal que r = |~r| = x2 + y 2 + z 2 .

~ (r) = ∂f (r) ı̂ + ∂f (r) ̂ + ∂f (r) k̂


∇f
∂x ∂y ∂z
Aplicando a regra da cadeia:
µ ¶
~ (r) = df (r) · ∂r ı̂ + ∂r ̂ + ∂r k̂
∇f
dr ∂x ∂y ∂z
Lembrando que ∂r/∂x = x/r, ∂r/∂y = y/r e ∂r/∂z = z/r, obtem-se:
µ ¶
~ (r) = ~r · df (r)
∇f
r dr

1.23
p
Sejam ~r = xı̂ + y̂ + z k̂ e F~ = F~ (r) tal que r = |~r| = x2 + y 2 + z 2 .

F~ = Fx ı̂ + Fy ̂ + Fz k̂

∇~ · F~ = ∂Fx + ∂Fy + ∂Fz


∂x ∂y ∂z
Analogamente ao exercı́cio anterior aplica-se a regra da cadeia de forma que:
µ ¶
~ · F~ = dFx x + dFy y + dFz z = ~r dF~ (r)
∇ ·
dr r dr r dr r r dr
10 CAPÍTULO 1. ANÁLISE VETORIAL

1.24
Para ξ = A~ · ~r, com A
~ = Ax ı̂ + Ay ̂ + Az k̂ constante e ~r = xı̂ + y̂ + z k̂, obtem-se
∂ξ ∂ξ ∂ξ
∂x = Ax , ∂y = Ay e ∂z = Az .
Utilizando a regra da cadeia,

~ (ξ) = ∂ϕ ı̂ + ∂ϕ ̂ + ∂ϕ k̂
∇ϕ
∂x ∂y ∂z

pode ser reescrito da seguinte forma:

~ (ξ) = ∂ϕ ∂ξ ı̂ + ∂ϕ ∂ξ ̂ + ∂ϕ ∂ξ k̂
∇ϕ
∂ξ ∂x ∂ξ ∂y ∂ξ ∂z
∂ϕ dϕ
Como ϕ é função apenas de ξ, então ∂ξ = dξ . Portanto:

~ · dϕ
~ (ξ) = A
∇ϕ

1.25
³ ´ ³ ´
~ × ∇~ × F~ =? ~ ~ 2 F~
~ · F~ + ∇
∇ ∇ ∇

Desenvolvendo o lado esquerdo da equação:

³ ´ ·µ ¶ µ ¶ µ ¶ ¸
~ × ∇~ × F~ = ∇ ~ × ∂Fz ∂Fy ∂Fx ∂Fz ∂Fy ∂Fx
∇ − ı̂ + − ̂ + − k̂
∂y ∂z ∂z ∂x ∂x ∂y
· µ ¶ µ ¶¸
∂ ∂Fy ∂Fx ∂ ∂Fx ∂Fz
= ı̂ − − −
∂y ∂x ∂y ∂z ∂z ∂x
· µ ¶ µ ¶¸
∂ ∂Fz ∂Fy ∂ ∂Fy ∂Fx
+ ̂ − − −
∂z ∂y ∂z ∂x ∂x ∂y
· µ ¶ µ ¶¸
∂ ∂Fx ∂Fz ∂ ∂Fz ∂Fy
+ k̂ − − −
∂x ∂z ∂x ∂y ∂y ∂z

Desenvolvendo, agora, o lado direito:

³ ´ · µ ¶ µ 2 2 2
¶¸
~ ∇
∇ ~ 2 F~ = ı̂ ∂ ∂Fx + ∂Fy + ∂Fz − ∂ Fx + ∂ Fx + ∂ Fx
~ · F~ − ∇
∂x ∂x ∂y ∂z ∂x2 ∂y 2 ∂z 2
· µ ¶ µ 2 ¶¸
∂ ∂Fx ∂Fy ∂Fz ∂ Fy ∂ 2 Fy ∂ 2 Fy
+ ̂ + + − + +
∂y ∂x ∂y ∂z ∂x2 ∂y 2 ∂z 2
· µ ¶ µ 2 2
¶¸
∂ ∂Fx ∂Fy ∂Fz ∂ Fz ∂ Fz ∂ 2 Fz
+ k̂ + + − + +
∂z ∂x ∂y ∂z ∂x2 ∂y 2 ∂z 2

Basta, então, comparar as duas igualdades e verificar que são iguais.


1.26. 11

1.26
1-2-2 Sejam ϕ = ϕ (~r) e F~ , um vetor constante. Utilizando a propriedade
³ ´ ³ ´
~ · ϕF~ = ∇ϕ
∇ ~ · F~ + ϕ∇
~ · F~

³ ´ ³ ´
~ · ϕF~ = ∇ϕ
obtem-se que ∇ ~ · F~ , já que F~ é constante.
tomando o produto interno da expressão
ZZZ
~
∇ϕdv
V

com F~ e aplicando a propriedade acima descrita, obtem-se que:


ZZZ ZZZ ³ ´
~
∇ϕdv · F~ = ~ · ϕF~ dv

V V

Aplicando, então, o teorema do divergente:


ZZZ ³ ´ ZZ
~ · ϕF~ dv =
∇ ϕF~ · n̂ds
V S

½Z Z Z ¾ ½Z Z ¾
~
∇ϕdv · F~ = ϕn̂ds · F~
V S

A igualdade é válida para todo F~ (vetor arbitrário), logo ela não depende
de sua escolha, de forma que:
ZZZ ZZ
~
∇ϕdv = ϕn̂ds
V S

~ =G
1-2-4 Sejam G ~ (~r) e F~ = F~ (~r) duas funções vetoriais.

ZZZ ³ ´ ZZZ ³ ´
~ ·G
∇ ~ +G
~ ·∇
~ · F~ dv = ı̂ ~ ·G
∇ ~ +G
~ ·∇
~ Fx dv
V
Z Z ZV ³ ´
+ ̂ ∇~ ·G
~ +G~ ·∇
~ Fy dv
Z Z ZV ³ ´
+ k̂ ~ ·G
∇ ~ +G
~ ·∇
~ Fz dv
V

Comparando com o item anterior, nota-se que


³ ´ ³ ´ ³ ´
~ · Fu G
∇ ~ = ∇F
~ u ·G
~ + Fu ∇
~ ·G
~ = ∇~ ·G
~ +G
~ ·∇
~ Fu

em que u = x, y ou z.
Substituino, então, a propriedade acima em cada componente da integral
e aplicando o teorema do divergente obtem-se:
12 CAPÍTULO 1. ANÁLISE VETORIAL

ZZZ ³ ´ ZZ ³ ´
~ ·G
∇ ~ +G
~ ·∇
~ · F~ dv = ı̂ ~ · n̂ Fx ds
G
V
Z ZS ³ ´
+ ̂ G~ · n̂ Fy ds
Z ZS ³ ´
+ k̂ ~ · n̂ Fz ds
G
S

Portanto:
ZZZ ³ ´ ZZ ³ ´
~ ·G
∇ ~ +G
~ ·∇
~ · F~ dv = F~ G~ · n̂ ds
V S