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Subestação Retificadora

- SSR -
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1 – Introdução

Devemos considerar que em qualquer rede metroviária deve haver um crescimento contínuo, e
assim, também um crescimento das necessidades energéticas. Aliando-se essa condição e ao
alto grau de confiabilidade que requer tal instalação o Sistema de Energia do Metrô-Rio foi
concebido de forma a apresentar como principais características:

 Alta capacidade de transporte – requer um grau de confiabilidade tal que, falhas ao nível
do sistema global, não venham a afetar a continuidade de serviço;
 Horário de funcionamento – como o tempo disponível para manutenção é curto, torna-se
necessário prever instalações que possibilitem reparos sem interferir no serviço de
passageiros.

Por esses motivos e por ser o sistema de 138kV mais confiável, o Metrô-Rio é suprido neste nível
de tensão em três pontos distintos. Esses pontos de interligação do Sistema de Energia do
Metrô-Rio com a concessionária LIGHT são denominados de Subestação Primária.

Nas Subestações Primárias a tensão de 138kV é abaixada para o nível de 22kV que será
distribuída para os subsistemas de energia que compõem o Sistema de Energia do Metrô-Rio.
Essas subestações estão dimensionadas de modo a assegurar à potência necessária a
alimentação do sistema de tração, dos sistemas de circuitos auxiliares, oficinas e postos de
comandos. A energia fornecida pela Subestação Primária é distribuída às cargas do Sistema
Metroviário através das Subestações Principais.

A energia distribuída pelas Subestações Principais é captada e transformada em cada subsistema


por uma subestação específica. O sistema de tração recebe essa energia na Subestação
Retificadora, que além de abaixar para nível de 600Vca retifica essa tensão em 750Vcc para
alimentar os trens do Sistema Metroviário.

2 – Tipo de alimentação de uma SSR

Sistema radial: utilizado para a alimentação do sistema de tração do Metrô-Rio, esta


alimentação é derivada das pontes de tração das SSP’s 22KV por intermédio de um disjuntor do
tipo trifásico de pequeno volume de óleo, modelo HPTW306E 800A fabricado pela Sprecher &
Shun, chamado de “Disjuntor de Força de Tração” (DFT).

Esta distribuição foi destinada ao sistema de tração de modo a garantir que havendo a falta de
uma subestação retificadora, num grupo de três, não haja repercussão de circulação de trens,
uma vez que todas as subestações retificadoras têm seu sistema de distribuição ligados em
paralelo, como veremos no estudo do sistema de tração. Assim, para que a falta de uma fonte
de energia não perturbe a alimentação de tração, é necessário que as alimentações de cada
grupo de três retificadoras consecutivas sejam de fontes diferentes. Como cada SSP é alimentada
por duas fontes diferentes, tem-se uma flexibilidade de alimentação através de quatro fontes
distintas.

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3 - Sistema de Tração

É denominado sistema de tração o conjunto de equipamentos de transmissão, proteção,


manobra e retificação que associados tornam possível o fornecimento de energia elétrica paras
os trens metroviários.

O sistema é caracterizado por uma alimentação constante em corrente contínua numa tensão de
750Vcc, cujas polaridades encontram-se isoladas da terra. Tal energia é fornecida pelas
subestações retificadoras.

O sistema de tração é um dos consumidores de 22kV das SSPs, que recebe esta tensão numa
subestação denominada Subestação Retificadora (SSR). Esta alimentação é transmitida por um
cabo trifásico tipo HTA 25kV / 3x250 MCM da FICAP que sai de um disjuntor denominado
Disjuntor de Força de Tração (DFT) o qual capta a energia da Ponte de Tração (PT) da SSP. Esse
sistema é constituído por vinte e três subestações retificadoras, sendo treze subestações na linha
1, nove na linha 2 e uma no centro de manutenção.
3.1 - Componentes do Sistema de Tração

Como todo sistema elétrico de energia o sistema de tração é composto por:

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 Fonte de alimentação (SSP22 – Ponte de tração);
 Linha de transmissão (Cabo trifásico de 22KV);
 Equipamentos de manobra e proteção (interruptores, disjuntores, contatores e
seccionadoras).

Tais equipamentos possuem as mesmas características fundamentais de funcionamento de um


sistema elétrico, porém no sistema de tração esses equipamentos possuem características
específicas.

3.1.1 - Fonte de Alimentação

A alimentação do sistema de tração é proveniente das subestações principais que transmitem


22kV para a SSR, onde ela é transformada para 600Vca por um transformador de 4.525kVA,
posteriormente passa pelo grupo retificador e é retificada em 750Vcc. Essa energia que será
distribuída para a alimentação dos trens.

Para garantir a confiabilidade e a flexibilidade do sistema de tração, todas as fontes de 750Vcc


estão ligadas em paralelo ao sistema de transmissão de energia. As SSRs podem alimentar as
vias com ligação tipo “” (pi), quando situadas na vertical de um seccionamento de via (ou seja,
ao longo do sistema de transmissão), e com ligação tipo “T”, quando fora da área do
seccionamento (ou seja, nas extremidades final do sistema de transmissão). Estas subestações
recebem ainda cinco tipos de classificação, sendo elas:

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SSR tipo I (T) - SSR que possui capacidade de manobra para apenas dois “Disjuntores de Via”
ou “DV’s” e um “Contator de Via” ou “CPS”, devido a essa característica este tipo de SSR só
permite a ligação tipo “T” ao sistema de transmissão de energia de tração;

DFT
22KV IIT ITA

TRAFO
DT AUXILIAR
22KV/440Vca

GRUPO RETIFICADOR
TRANSFORMADOR
22KV/600Vca PAINEL PAINEL
440V 125Vcc

RETIFICADOR
DE TRAÇÃO
BARRAMENTO NEGATIVO
PAINEL PAINEL
220V 220V
91 92
ALIMENTAÇÃO
SOCORRO
SIA M DA SSA

DCC1

BARRAMENTO POSITIVO 750Vcc

DV1 DV2

CPS1-2

SN

SV1 SV2

3º TRILHO

TRILHO DE ROLAMENTO

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SSR tipo II () - SSR que possui capacidade de manobra para quatro “Disjuntores de Via” ou
“DV’s” e dois “Contatores de Via” ou “CPS”, devido a essas características este tipo de SSR
permite a ligação tipo “” (PI) ao sistema de transmissão de energia de tração;

DFT
22KV IIT ITA

TRAFO
DT AUXILIAR
22KV/440Vca

GRUPO RETIFICADOR
TRANSFORMADOR
22KV/600Vca PAINEL PAINEL
440V 125Vcc

RETIFICADOR
DE TRAÇÃO
BARRAMENTO NEGATIVO
PAINEL PAINEL
220V 220V
91 92 ALIMENTAÇÃO
SOCORRO
SIA M DA SSA

DCC1 DCC2
BARRAMENTO POSITIVO 750Vcc

DV1 DV2 DV3 DV4

CPS1-2 CPS3-4

SN SV1 SV2 SV3 SV4

CCP1

CCP2

3º TRILHO

TRILHO DE ROLAMENTO

CUPON

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SSR tipo II (A) - SSR que possui capacidade de manobra para seis “Disjuntores de Via” ou
“DV’s” e três “Contatores de Via” ou “CPS”. Este tipo de SSR permite a ligação tipo “Y” ao
sistema de transmissão de energia de tração, ou seja, ele alimenta três zonas de tração
simultaneamente;

TRAFO
DFT21 > IIT ITA
AUXILIAR

DT

TRAFO ST.DT

RET

SIA

Sh.Dcc 5 Sh.Dcc 6
Sh .Dcc 1 Sh .Dcc 2

DV5 DV6

CPS 5 - 6
DV1 DV2 DV3 DV4
SV5 SV6

CPS 3 - 4
Ccp 1

Ccp 2

CPS 1 -2

SV1 SV2 SV3 SV4

Via 1

Ccp 1 Ccp 2
Via 2

Via 1 Via 1

Via 2 Via 2

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SSR tipo III (A) - SSR que possui capacidade de manobra para sete “Disjuntores de Via” ou
“DV’s”, sendo um destinado à alimentação de vias secundárias do Centro de Manutenção, e três
“Contatores de Via” ou “CPS”. Este tipo de SSR permite a ligação tipo “Y” ao sistema de
transmissão de energia de tração, ou seja, ele alimenta três zonas de tração simultaneamente.

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SSR tipo IV - embora denominada de SSR, esse tipo subestação não possui retificação. Esta
subestação possui apenas um “CPS” que é utilizado para realizar o paralelismo das vias a fim de
garantir a equalização do positivo entre vias diferentes (via 1 e via 2);

CPS

SV1 SV2

3º TRILHO

TRILHO DE ROLAMENTO

SSR tipo V - este tipo de subestação apresenta-se de forma única, pois possui apenas um DV
para alimentar as vias do centro de manutenção.

DTF
22KV

DT
GRUPO RETIFICADOR

TRANSFORMADOR
22KV/600Vca

RETIFICADOR
DE TRAÇÃO

SIA M

DCCO

DVO1

SN SVO1

ALIMENTAÇÃO
PRIMÁRIA
OFICINAS

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SSPF

DSA DFT13
(DESATIVADO) ESA

ITA1 DTO DTP ITA2

TRAFO TRAFO
AUXILIAR AUXILIAR

SIA-O M SIA-P M

DCC-O DCC-P

SIM-O

DVO1 SIM-P

DAR
OFICINAS

SAR DE

ENSAIOS

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Esquema de Alimentação de Energia nas
Zonas de Tração
DFT DFT DFT
22KV 22KV 22KV

DT DT DT

TRANSFORMADOR TRANSFORMADOR TRANSFORMADOR


22KV/600Vca 22KV/600Vca 22KV/600Vca

RETIFICADOR RETIFICADOR RETIFICADOR


DE TRAÇÃO DE TRAÇÃO DE TRAÇÃO

SIA M SIA M SIA M

750Vcc 750Vcc
750Vcc

DV3 DV4 DV1 DV2 DV3 DV4 DV1 DV2 DV3 DV4
CPS3-4 CPS1-2 CPS3-4 CPS1-2 CPS3-4

SN SV3 SV4 SN SV1 SV2 SV3 SV4 SN SV1 SV2 SV3 SV4
CCP1 CCP1

CCP2 CCP2

CUPON CUPON

ZONA A ZONA B ZONA C

3.1.2 - Linha de Transmissão

A linha de transmissão empregada no sistema de tração, 750Vcc, possui uma modalidade


incomum para o transporte de energia, pois faz o uso de trilhos para a sua transmissão. Os
trilhos de rolamento, por onde os trens se deslocam, transmitem a polaridade negativa e um
trilho auxiliar, denominado de terceiro trilho, transmite a polaridade positiva do sistema de
tração. Tais trilhos são distribuídos ao longo de toda a via, e são interligados as SSRs por cabos
de cobre.

O trilho de rolamento é montado de forma que, eletricamente não possua interrupção elétrica e
que o mesmo fique isolado da terra, garantindo assim o retorno de corrente ao sistema.
O terceiro trilho por transmitir a polaridade positiva, é montado de forma que permita manobras
de seccionamento operacional. Dessa forma, contrariamente ao fato de ser um componente de
linha de transmissão, ele está divido em trechos denominados “Seções de Tração”. A seção de
tração é o menor trecho de via que ao ser desenergizada interrompe a circulação de trens
naquela área.

O limite entre duas seções adjacentes é chamado de seccionamento. O seccionamento é


utilizado para evitar o “by-pass” que o trem pode fazer de uma seção alimentada para uma
seção privada de tensão. Nesse seccionamento, é empregado um segmento de terceiro trilho,
chamado de “cupon de proteção”, o qual é colocado entre as secções e é alimentado em
situação normal por uma das seções adjacentes.

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O trecho que compreende o espaço entre duas SSR, sendo ela de ligação “ ” (pi) ou “T”, é
chamado de “Zona de Tração”, de forma que dentro das zonas de tração existam subdivisões, ou
seja, as seções de tração.

3.1.3 - Equipamentos de Manobra e Proteção

Por ser um sistema de característica única, o sistema de tração possui equipamentos que
permitem uma grande flexibilidade e confiabilidade para a operação desse sistema. Os
equipamentos que compõem esse sistema devem ser visto de forma individual, pois empenham
papéis distintos, uma vez que em um mesmo sistema trabalha-se com formas de tensões
distintas, ou seja, com tensões alternadas em 22kV na parte recepção e transformação, e
contínua em 750Vcc na parte de transmissão e distribuição. Para um melhor entendimento
desses equipamentos, esse estudo será dividido em duas partes:

 Equipamentos de transformação, que irá abranger todos os meios empregados na


retificação da tensão, na alimentação dos equipamentos auxiliares e comando dos
equipamentos da SSR;
 Equipamentos de tração, que irá abranger todos os equipamentos empregados na
distribuição da energia no nível de tensão 750Vcc.

3.2 - Equipamentos de Transformação

3.2.1- Painel de 22kV


Fabricado pela Sprecher & Schun, é montado na SSR para o recebimento e distribuição da
tensão de 22kV oriunda da SSP. Esse painel é composto por três equipamentos principais e
montado em cubículos distintos:

Interruptor de isolamento tração:

- Interruptor Intermediário de Tração (IIT): chave seccionadora de acionamento manual e


manobra em carga, fabricada pela Merlin Gerin e montado no cubículo central. Nela é conectado
o cabo alimentador de 22kV, que ao ser fechada acopla o cabo ao barramento de distribuição.

Esta seccionadora é equipada com uma chave de aterramento colocada na parte anterior à etapa
de ligação, logo após as ligações do cabo alimentador. A chave de aterramento é utilizada como
elemento de segurança durante a manutenção ou por impedimento de atuação da SSR. Quando
fechada, curto circuita e aterra as três fases na entrada do cabo de 22kV ao cubículo. Com isso
dá garantia de segurança a quem executar algum serviço no painel de 22kV.

Para a manobra de aterramento do cabo, existe um intertravamento mecânico que só permite


sua execução quando estiverem eliminadas as possibilidades de energização.

- Interruptor do Transformador Auxiliar (ITA): chave seccionadora de acionamento manual


e manobra em carga, fabricada pela Merlin Gerin, e montado no cubículo à direita do cubículo da
IIT. Essa chave possui uma etapa de acionamento de facas e outra de proteção equipada com

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fusíveis. A queima de um fusível atua sobre o dispositivo de abertura da seccionadora. O ITA
atua como interruptor de alimentação do transformador auxiliar de 22kV/440V.

O ITA é equipado com uma chave de aterramento após os fusíveis, que serve para curto circuitar
e aterrar as três fases do transformador. Seu acionamento está sujeito a um intertravamento
mecânico que só permite seu fechamento quando o ITA estiver aberto.

- Disjuntor de Tração (DT): disjuntor destinado a alimentação e proteção do grupo retificador,


e montado no cubículo à esquerda do cubículo do IIT. É um disjuntor do tipo trifásico de
pequeno volume de óleo, do tipo HPTW306E 800A fabricado pela Sprecher & Shun. O disjuntor é
montado sobre um carrinho que torna fácil e rápida a sua extração. Seu acionamento por
sistema de mola pode ser manual ou telecomandado, a ação de um motor faz com que o
carregamento seja totalmente automático, mas o disjuntor também está equipado para um
carregamento manual com ajuda de uma alavanca.
O acionamento do DT para o fechamento ou abertura em condições normais, pode ser feito por
comando local ou à distância. Caso não seja possível a atuação do DT pode ser manual
(mecânica) através de um botão de “liga” ou “desliga” na tampa do disjuntor. (O botão liga fica
bloqueado mecanicamente.)

O cubículo do DT está equipado com uma chave de aterramento que curto circuita e aterra as
três fases que alimentam o transformador do grupo retificador. Essa chave é intertravada
mecanicamente com a extração do DT. Ela só pode ser acionada mecanicamente se o disjuntor
estiver fora do cubículo.

O disjuntor utilizado como DT possui proteção tipo secundária, através de um relé de proteção
digital tipo sobrecorrente fase-fase e sobrecorrente fase-neutro. Essa proteção será abordada
com mais detalhe no estudo do painel de proteção. (Não existe mais SSR com proteção estática.)

3.2.2 - Painel de 440V (QF-03)

A SSR possui um transformador para serviços auxiliares, com uma relação de transformação de
22kV para 440 V e com uma potência de 75kVA.

A tensão que sai do transformador chega ao painel de distribuição por um disjuntor principal tipo
caixa moldada 3VS da SIEMENS de 225A dotado de proteção primária de curto circuito e
sobrecarga, o qual protege todo o painel e é denominado de circuito 91.

A tensão de 440V é distribuída em um painel constituído por gavetas extraíveis fabricado pela
SIEMENS. As gavetas servem como circuito de distribuição e são equipadas com disjuntores tipo
caixa moldada com proteção primária de curto circuito e sobrecarga.

Os circuitos de saída do painel de 440V são usados para a ventilação forçada do grupo
retificador, a alimentação do painel de 125Vcc (QF-16), o painel de 220V (QF-04) e o exaustor
da sala.

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3.2.3 - Painel de 220V (QF-04)

O painel de 220V é do tipo gavetas extraíveis fabricado pela SIEMENS. Sua função é distribuir a
tensão aos circuitos de controle e comando dos equipamentos montados na subestação e
circuitos auxiliares (motor da SIA, iluminação, etc.).

O painel de 220V é constituído por duas partes isoladas eletricamente no circuito de força. Ele
dispõe de duas entradas, denominadas circuito 91 e circuito 92, através das quais se faz o
recebimento de 440V e a transformação para 220V.

O circuito 91 fornece energia a um barramento de onde são derivados os circuitos alimentadores


dos serviços auxiliares. É constituído por um transformador de 440/220V de 30kVA, um disjuntor
geral de caixa moldada tipo 3VS de 100A equipado com proteção primária de curto circuito e
sobrecarga.

O circuito 92 alimenta o barramento onde são derivados os circuitos alimentadores de circuitos


de controle e comando dos equipamentos de manobra e painel de controle. O circuito 92 possui
duas entradas de 440V, uma oriunda do painel de 440V da SSR e outra da SSA mais próxima . A
alimentação vinda de SSA é denominada de “alimentação de emergência”. Essa alimentação tem
como função manter a tensão de comando dos equipamentos de manobra de via quando não for
possível pela própria SSR.

O circuito 92 é constituído por conjunto de contatoras que comuta a alimentação de entrada do


circuito, um transformador de 440/220V de 15kVA, um disjuntor geral de caixa moldada tipo 3VS
de 100A equipado com proteção primária de curto circuito e sobrecarga.
3.2.4 - Painel de 125Vcc (QF-16)

O Painel de 125Vcc é responsável pela retificação e distribuição da corrente contínua para a


alimentação do motor do DT, a alimentação dos relés digitais de proteção, alimentação do painel
de proteção e comando do DT e circuitos de sinalização.

O painel é fabricado pela SIEMENS e é composto por uma unidade de conversão elétrica de
440Vca para 125Vcc e circuitos com disjuntores para a distribuição dessa tensão.

3.2.5 - Painel de Proteção (PC-06)

Este painel tem como função supervisionar as anormalidades e defeitos relativos à alimentação
de 22kV do grupo retificador e estabelecer o comando à distância do DT. Esses painéis são
constituídos pelos relés digitais de sobrecorrente 7SJ600 que possui ambas as proteções (F051 e
F051N), fabricado pela SIEMENS.

Porém em 2003 foi realizado em um “retrofit” nas subestações retificadoras que possuíam os
relés digitais e substituídos os mesmos por relés digitais SEPAM 1000+ modelo S20 fabricados
pela Merli Gerin.
Em ambos os tipos de relé são empregados um TC de 22kV com uma relação 300/5 modelo KIG-
25 de fabricação da BALTEAU que manda a informação de corrente para a análise do relé. Esse
TC é disposto dentro do cubículo do DT na sua parte inferior.

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O painel de proteção é composto ainda por relés auxiliares de proteção e anomalias (alimentados
em 125Vcc) e os relés de comando a distância (24Vcc). Este painel é responsável pela supervisão
e sinalização de:

- Atuação de uma sobrecorrente entre fase ou terra;


- Falta de corrente contínua de comando;
- Falta de corrente contínua no painel de proteção;
- O disjuntor extraído;
- Comando local;
- A proteção em teste;
- Teste de alarme global.

3.2.6 - Grupo Retificador

O grupo retificador é o conjunto de equipamentos responsável pela transformação 22/0,6kV e


retificação à 750Vcc utilizados para a alimentação da via. O grupo é formado por um
transformador de potência e um retificador de potência trifásico hexafásico.

3.2.6.1 - Transformador de Potência

São empregados dois tipos de transformadores de potência nas SSR, porém ambos respeitando
as seguintes características técnicas:
- Relação de transformação: 22kV / 600V;
- Potência: 4.525 – 6.780 kVA (a potência de 6.780kVA é obtida com ventilação forçada do
trafo);
- Ligações: Y / 

Os tipos de transformadores empregados são o refrigerado a óleo isolante através de circulação


natural, onde o óleo é resfriado ao passar por um conjunto de radiadores, e transformadores
resfriado a ar, também conhecido como transformador a seco. Esses dois tipos de
transformadores possuem um conjunto de quatro ventiladores localizados na parte inferior do
transformador para auxiliar no resfriamento dos mesmos.

Nos transformadores resfriados a óleo são empregados três tipos de proteção: o de nível do óleo
isolante (F026), o de temperatura (F049) do transformador e de pressão através de um relé de
gás (F063). Nessas três proteções são estabelecidos dois níveis de atuação o primeiro de alarme
e o segundo nível de desligamento do DT. Já nos transformadores a seco é empregado apenas o
de temperatura, respeitando a mesma filosofia de funcionamento do empregado no
transformador a óleo.

O quadro de comando da ventilação forçada está localizado na carcaça do trafo, o comando da


ventilação é automático, sendo o mesmo comandado pela sonda de temperatura do trafo em seu
primeiro nível. Existem ainda dois interruptores para o comando manual dos ventiladores para
efeito de teste ou em caso de emergência.

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3.2.6.2 - Retificador de Potência

Fabricado pela empresa francesa JEUMONT-SCHNEIDER, é um retificador com ventilação forçada


(em pequena e grande intensidade), constituído por oitenta e quatro diodos de silício montados
em uma ponte trifásica (Ponte de Graetz) e com uma retificação tipo hexafásica. O retificador é
dotado de um filtro RC em sua entrada para eliminação de harmônicas e protegido por fusíveis,
supervisionados em caso de queima. Cada diodo é protegido por um fusível, também
supervisionado em caso de queima e um circuito RC em paralelo para estabilização da
retificação.

O retificador possui as seguintes características técnicas:

- Tensão em vazio: 802Vcc;


- Tensão em regime: 750Vcc (para uma carga de 5.300A);
- Tensão máxima em sobrecarga: 650Vcc (para uma carga de 16.000A);
- Tolerância sobre as tensões retificadas:  5V;
- Potência: 4.000kW;
- Corrente nominal: 5.330A (regime de carga permanente);
- Capacidade de sobrecarga: 8.000A durante duas horas e 16.000A durante um minuto.

No corpo do retificador é montado um painel de comando no qual existe todo um conjunto de


releamento responsável por suas proteções. No painel de comando são processadas e analisadas
as seguintes anomalias:

- Temperatura perigosa do transformador (26SDTR);


- Pressão súbita no transformador (73SD);
- Comando da pequena e grande ventilação do retificador (31SDTH - por aumento brusco de
corrente);
- Sobre intensidade do grupo retificador (51SD);
- Sobrecarga no grupo (51SA);
- Fusão do fusível de proteção do circuito RC (57SD);
- Fusão do fusível de um diodo (73SA);
- Fusão dos fusíveis de dois diodos (73SD);
- Temperatura perigosa no retificador (26 SDDO - através de sensor termométrico);
- Controle de fechamento dos disjuntores alimentadores do painel de comando;
- Falta de ventilação no transformador (31SDTR);
- Falta de ventilação no retificador (31SDTH).

3.2.7 - Painel de Comando e Controle

É o painel responsável por toda a supervisão e o processamento dos comandos de todos os


equipamentos da subestação que possuem comandos elétricos. Este é dotado de todo um
conjunto de releamento auxiliar que promove essas supervisões e comando.

Existem dois tipos de painéis de comando empregados nas SSRs: os que realizam todas as
operações de comando e proteção através de lógica de relés eletromecânicos; e os que
empregam a lógica de comando digital através de PLCs.

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Os painéis com lógica a través de relés possuem em sua face externa um gráfico de distribuição
dos equipamentos a serem comandados em forma de um diagrama unifilar, chamado de
mosaico. Cada equipamento possui, no gráfico, um dispositivo de comando luminoso tipo
botoeira. Quando houver discordância de posição entre o equipamento e a chave, essa ficará
luminosa. As chaves podem ser de dois tipos:

- VPL – para comandar e indicar a posição dos equipamentos (DT, SIA, DV e CPS);
- VL – indica a posição dos equipamentos (SV).

Abaixo do gráfico de comando estão três chaves seletoras usadas para selecionar o telecomando
dos equipamentos para “local” ou “distância”. Essas chaves são denominadas por chave-308
acompanhadas da sigla do equipamento correspondente.

Na SSR existe uma chave-308 para cada zona de tração a ser energizada designadas por: 308
DV1-2 ou 308 DV3-4 e uma para o DT (308DT). Acima do gráfico existe um indicador luminoso
que sinaliza os seguintes defeitos:

- Alarme SSR;
- Desligamento;
- Bloqueio DV1-DV2;
- Bloqueio DV3-DV4;
- Funcionamento proteções do DT;

Existem ainda dois botões, um de cor preto para o teste de lâmpadas e outro de cor amarela
para cancelar defeitos.

Nos painéis com a lógica digital, em sua face externa existe uma IHM com uma animação gráfica
do mesmo diagrama unifilar existente nos painéis a relé, a IHM realiza todas as sinalizações e
comandos dos equipamentos da mesma forma que nos painéis a relé. Os painéis a relé foram
fabricados pela francesa ALSTON e são composto por relés auxiliares e temporizados
eletromecânicos. Os painéis que utilizam lógica digital são fabricados pela SIEMENS e neles são
empregados os PLC’s da linha SIMATIC modelo S7-400 com uma IHM modelo OP-37. Embora
faça o uso da lógica digital esses painéis também fazem o uso de relés para o comando dos
equipamentos.

3.2.8 - Painel de Interface

Situado junto ao painel de comando e controle, o painel de interface faz a interligação entre o
painel de controle com os equipamentos da subestação e ainda estabelece a comunicação dos
comandos à distância bem como as informações que são enviadas e recebidas do centro de
controle.

Nesse painel as informações são recebidas em forma de tensão e que passam por fusíveis de
proteção, para depois entrar na cadeia de comando e controle da subestação.
No caso das novas SSR digitalizadas (com PLC) os centelhadores e fusíveis foram substituídos
por micro relés e dispositivos de contra surtos de tensão.

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3.3 - Equipamentos de Tração

3.3.1 - Disjuntor de Via (DV)

Tem como função proteger as vias de anomalias elétricas, seja por sobrecarga ou curto-circuito.
O DV é um equipamento que possui comando local (mecânico e elétrico) ou à distância, possui
proteções de ordem primária e secundária e está provido de um sistema de extinção de arco
elétrico. Esses disjuntores são regulados para uma corrente nominal até 19.000A.

O DV funciona com duas bobinas. Uma executa o fechamento e a outra supervisiona a presença
da tensão de comando e proteção que é incorporada ao circuito de proteção secundária. Essa
bobina é conhecida como bobina “Mantial” (MT).

O DV quando comandado, a primeira bobina a operar é a Mantial. Ela prepara o disjuntor,


mecânica e eletricamente para o fechamento que é realizado pela bobina principal, chamada de
bobina “F”. Imediatamente após o fechamento do disjuntor, a bobina principal é desenergizada e
o fechamento fica assegurado pela ação da bobina Mantial. Uma terceira bobina auxiliar (RX)
ajuda o fechamento da bobina “F”.

Operacionalmente o DV é o último equipamento a ser ligado durante o processo normal de


energização da via. Para a desenergização deve ser o primeiro a ser aberto.

3.3.2 - Seccionadora de Via (SV)

São seccionadoras de acionamento manual que servem para isolar uma subestação quando
estiver em manutenção. Em condições normais as SVs permanecem sempre fechadas. As SVs
estão providas de contatos auxiliares do tipo micro, através dos quais são obtidas as informações
sobre sua posição (aberta ou fechada), e também permitir a lógica de comando dos disjuntores.
Numa SSR existe uma seccionadora para cada DV e uma para a barra do negativo do retificador,
chamada de seccionadora negativa (SN).

O acionamento de uma SV não deve ser realizado quando ela estiver sob tensão porque são
desprovidas de qualquer tipo de proteção contra manobras indevidas ou contra os efeitos
provocados pelos arcos elétricos quando abertas em regime de carga.

3.3.3 - Contator Paralelo de Socorro (CPS)

O CPS é um equipamento idêntico ao DV tanto na estrutura quanto em seu princípio de


funcionamento, porém desprovido de equipamentos de proteção existente em um DV o que o
leva a perder as suas características de disjuntor.

Um CPS coloca em paralelo as duas vias principais para estabelecer uma compensação de tensão
entre elas em se tratando de uma SSR tipo IV. Já nas SSRs tipo I, II ou III, o CPS funciona como
um equipamento de emergência quando ocorrer à falta de um DV. Ao ser fechado ele

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restabelece a alimentação perdida pela falta do disjuntor e também coloca as vias em paralelo
estabelecendo a compensação.
3.3.4 - Contator do Cupon de Proteção (CCP)

É um contator de acionamento automático integrante de uma SSR que alimenta a via com
ligação tipo “”. Ele alimenta com energia o cupon de proteção responsável por isolar as zonas
de tração em caso de alguma falha.

A atuação do CCP está sujeita à atuação dos DVs que alimentam as seções de tração adjacentes
tanto no fechamento quanto na abertura, ou seja, para a condição de fechamento do CCP se faz
necessário que os DVs alimentadores das seções a montante e a jusante estejam fechados, ou
que um dos DVs juntamente com o CPS referente estejam fechados. Tal condição garante que
caso haja uma falha na zona de tração a mesma não seja realimentada.

3.3.5 - Seccionadora de Isolamento Automático (SIA)

É uma seccionadora motorizada que possui um comando elétrico à distância, montada no


barramento entre o grupo retificador e o barramento de distribuição dos DVs, e tem como função
principal o isolamento do grupo retificador dos equipamentos de manobra.

A SIA atua automaticamente em caso de um defeito de fuga a terra do grupo retificador. A


abertura da SIA ocorre logo após a abertura de todos os DVs da SSR e da abertura do DT.
Embora a SIA possua um acionamento elétrico, a mesma possui um acionamento manual. O
acionamento manual só é possível após ser feita sua liberação, pois está sujeita a um
intertravamento mecânico que impede a realização dessa operação quando a seccionadora
estiver sob tensão.

O intertravamento elétrico e mecânico estão projetados para não permitir manobras quando a
seccionadora estiver em regime de carga. A seccionadora não tem condições de efetuar esse tipo
de manobra, pois sua atuação é lenta e não possui elementos de extinção do arco elétrico.

3.3.6 - Seccionadora de Isolamento Telecomandada (SIT)

É uma seccionadora motorizada que possui um comando elétrico à distância utilizado para o
isolamento de seções tração adjacente. Estas seccionadoras são dispostas ao longo das vias, elas
são montadas em série com seccionadoras de acionamento manual numa razão de uma por cada
seção elementar e permanecem fechadas a não ser no caso de ser necessário isolar o SIT do
resto da via.

O SIT possui uma faca de ligação principal que faz a ligação entre seções e uma faca auxiliar que
alimenta o cupom de proteção no seccionamento. Só é permitido o comando para a abertura do
SIT quando as seções adjacentes estiverem sem tensão. O seu fechamento pode ser efetuado
em qualquer estado de alimentação das seções adjacentes. O SIT é normalmente comandado à
distância, mas pode ser comandado no local quando for acionada a chave comutadora “Local-
Distância” em seu painel de comando, ou em casos emergenciais por seu acionamento manual.

20
3.3.7 - Celas de Tração

Nelas são localizados os equipamentos destinados à distribuição de energia. São em alvenaria e


possuem grades de segurança no caso das SVs e CCPs e no caso dos DVs e CPSs uma porta de
ferro, chamada de guilhotina, a qual só é possível ser aberta pelo dispositivo de inserção dos
equipamentos.

3.3.8 - Dispositivos de Proteção

São empregados dois tipos de proteção no sistema de distribuição de energia de tração, um relé
para a supervisão de fuga de corrente à terra e um detector de curto-circuito, ambos atuando no
disparo dos disjuntores da SSR (DT e DVs). No caso do detector de curto-circuito, a atuação do
disparo do DT só ocorre quando há uma falha no equipamento, do contrário o mesmo só atuará
no disparo dos DV’s.

São empregados dois relés de terra de mesmo tipo em uma SSR, porém um para a supervisão
das correntes de fuga do grupo retificador chamado de Relé de Terra do Grupo (RTG), e um para
a supervisão dos equipamentos de distribuição de 750Vcc chamado de Relé de Terra de Via
(RTV). Esses relés possuem um bloqueio mecânico que impossibilita o seu rearme automático,
dessa forma há a necessidade da presença de uma equipe de manutenção para realizar uma
inspeção nos equipamentos e desbloqueio de relé.

O número de detector de curto-circuito é determinado pelo tipo de SSR, no caso das SSR tipo I e
V é empregado apenas um, pois a mesma só alimenta uma zona de tração. No tipo II são
utilizados dois detectores, um para cada zona de tração, e na SSR tipo III além dos dois
empregados para cada zona existem um terceiro, responsável por supervisionar a via auxiliar
alimentada pela SSR.
Esses equipamentos possuem as seguintes características:

- Relé de Terra do Grupo (RTG): é um relé de corrente que supervisiona as perdas de


isolamento dos equipamentos que se encontram relacionadas com o grupo retificador, ou seja,
nesse relé estão conectados os cabos de aterramento do transformador de tração, retificador e
os isoladores da parte superior da SIA.

A atuação desse relé acontece quando a ruptura do isolamento significa uma fuga de corrente
para a terra acima de 90A. Na atuação desse relé, o mesmo provoca a abertura do DT, DVs e da
SIA, isolando assim o grupo retificador, e após esse ciclo os DV’s voltam a fechar para garantir a
continuidade da alimentação da via.

- Relé de Terra de Via (RTV): idêntico ao RTG, o RTV supervisiona as perdas de isolamsento
dos equipamentos envolvidos na distribuição da energia de tração, ou seja, nele são ligados os
cabos de aterramento dos DVs, CPSs, SVs (parte), CCPs, celas dos DVs e os isoladores da parte
inferior da SIA.

A atuação desse relé acontece quando a ruptura do isolamento significa uma fuga de corrente
para a terra acima de 90A. Na atuação desse relé, o mesmo provoca a abertura do DT e abertura

21
e bloqueio dos DV’s da SSR onde aconteceu à fuga e também a abertura e bloqueio do DV’s das
SSRs a montante e jusante da mesma.

- Detector de Curto-Circuito (DCC): é um relé do tipo direcional que utiliza a comparação de


ângulo, ou seja, a relação entre a variação de corrente em função do tempo (i/t). Esse
equipamento é utilizado para detectar curtos-circuitos na via.

O DCC é composto por duas partes fundamentais, o sensor de impulso e a parte operacional.
A tomada de impulsos para parte sensora é feita por um “shunt”, ligado em série com o
barramento, que alimenta uma zona de tração. No shunt são indicadas as polaridades para que
seja mantida a direcionalidade do relé. Para cada nível de corrente que passa pelo shunt,
corresponde um nível de tensão na ordem de milivolts (8000A/100mV).

A parte operacional do relé é alimentada por uma tensão de 220V, tomada do circuito de
comando dos DVs.

Por ser um equipamento de proteção, o DCC só tem função quando a SSR está alimentando a
via, ou seja, quando DT e os DVs da SSR encontram-se fechados, para outras configurações o
DCC não tem função. Devido a isso o DCC de uma SSR fica inibido quando os DVs estão
fechados e o DT aberto.
A inibição do DCC é feita por um “loop” de contato auxiliar fechado quando houver tensão na via
não alimentada pela SSR. O loop é feito pela combinação do circuito inibidor do próprio DCC com
o relé de tensão, chamado de 180 DCC. O terminal positivo do relé 180 DCC está ligado ao
barramento de saída da SIA e o terminal negativo aos trilhos de rolamento.

O objetivo da inibição é evitar uma atuação do DCC quando for ligado o DT, quando essa
operação for feita com a via em regime de carga.

A parte operacional do DCC atua sobre três relés internos (KA, KB e KC). Quando o DCC detectar
um curto-circuito, os relés KA e KB atuam. Essa atuação se processa através de dois canais com
contatos associados em paralelo. A atuação dos relés KA e KB são do tipo pulso. A cada atuação
do DCC corresponde um pulso.

Ao se alimentar a parte operacional do DCC, uma supervisão do funcionamento das duas cadeias
(KA e KB) atua automaticamente e permite o fechamento do DT e a manutenção dessa posição,
por intermédio do relé KC. Se tudo estiver correto, o fechamento dos DV’s é autorizado e o DT
permanece fechado.
O não funcionamento de uma das cadeias de um dos detectores provoca a abertura do DT e,
após certo tempo, o corte da alimentação do DCC com defeito.

A abertura dos DV’s por uma atuação do DCC é denominada de DI (Disjunção por Intensidade),
que é todo incremento de corrente elétrica que ultrapassa os limites estabelecidos em função do
tempo. Esses incrementos podem ser caracterizados como correntes de sobrecarga e ou
correntes de curto-circuito.

Quando um DV desliga por atuação de DI, esse desligamento é processado por um sistema de
relés em temporizarão que autoriza um religamento automático do disjuntor. Ao ser religado o
disjuntor, se o defeito persistir, ele volta a se desligar e seu comando é bloqueado. Antes de se

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dar um novo comando ao DV deve-se desbloquear o mesmo. Em toda a atuação de uma DI,
desligam-se todos os DV’s da zona de tração.

O circuito processador de DI não faz distinção se o disjuntor desliga-se por falha mecânica ou DI.
A informação é sempre dada como uma DI, pois o circuito está baseado no desligamento não
telecomandado do DV, e a informação desse desligamento obtida através dos contatos auxiliares
do DV.

4 - Sistema de Intertravamento Mecânico

Os equipamentos do sistema de energia do Metrô são dotados de equipamentos que bloqueia a


sua operação, estes bloqueios são realizados por dispositivos de intertravamento mecânico ou
elétricos que asseguram a interdependência dos diferentes equipamentos. Essas manobras são
realizadas para assegurar a proteção das equipes que forem realizar alguma manutenção no
equipamento. Esses intertravamentos podem ser de três tipos:

 Bloqueio de posição: os dispositivos deste bloqueio são montados nos equipamentos e são
de comando manual para o isolamento ou para continuidade, e o bloqueio é realizado
mecanicamente através de travas. O bloqueio mantém esses aparelhos na posição aberta ou
fechada e impedirá qualquer manobra com os mesmos.

 Bloqueio de manobra: impõem à execução de manobras em uma ordem lógica, pré-


estabelecida, de acordo com as normas de segurança e conforme a tecnologia de cada aparelho.
O bloqueio pode ser:

- Elétrico: realizado pelos contatos de posição e pelos contatos de relés para as manobras
automáticas.
- Mecânico: realizados pelas travas, para as manobras de segurança.

 Bloqueio de acesso: só possibilitam o acesso aos cubículos e aos locais contendo


equipamentos, somente após a desenergização, o bloqueio de realimentação e o aterramento
dos equipamentos. Utiliza certos elementos de bloqueio de posição e é feito por trava e chaves
de segurança.

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OPERAÇÃO DA SSR

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1 – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA PARA A SSR

Cada SSR do sistema de tração é alimentada radialmente por uma tensão de 22KV através das pontes de
tração das Subestações Principais de 22KV, protegido por um disjuntor de força de tração (DFT).

TENSÃO AUXILIAR

A tensão de 22KV do DFT chega pelo interruptor de isolamento de tração (IIT) e segue para o interruptor
de trafo auxiliar (ITA) que alimenta o trafo 22 KV/440V que por sua vez, alimenta o painel 91/440V. O
disjuntor principal alimenta e protege os disjuntores secundários onde destacamos a alimentação do
painel 91/220V, 92/220V e do painel 125Vcc.

PAINEL 91/220V

A alimentação de 440V chega ao painel 91/220V onde a tensão é transformada de 440/220V. O disjuntor
principal alimenta e protege os secundários, onde destacamos a alimentação do motor da seccionadora
de isolamento automático (SIA).

PAINEL 92/220V

A alimentação de 440V chega ao painel 92/220V onde a tensão é transformada de 440/220V. O disjuntor
principal alimenta e protege os secundários, onde destacamos a alimentação das bobinas de comando dos
DV’s, CPS’s, CCP’s, painel alstom (mosaico) ou o PLC.

Na falta de alimentação para este painel, automaticamente entrará a alimentação de socorro proveniente
da SSA da estação correspondente, para o fechamento dos DV’s e, consequentemente fechamento dos
CCP's para alimentação do cupom de proteção. No momento da chegada desta tensão de socorro,
observa-se o acendimento do indicador ótico vermelho no painel.

PAINEL 125 VCC

A alimentação de 440V chega ao painel 125Vcc onde a tensão é transformada para 220V e retificada para
125Vcc. O disjuntor principal alimenta e protege os secundários, onde destacamos a alimentação do
motor e da bobina de mínima do DT, indicadores óticos dos painéis auxiliares, e a proteção dos cubículos
de 22KV.

TENSÃO DE TRAÇÃO

A tensão de 22KV chega ao disjuntor de tração (DT) através do IIT, que alimenta e protege o grupo
trafo-retificador que transforma e retifica 22KV em 750Vcc. Esta tensão passa pela seccionadora de
isolamento automático (SIA) alimentando os disjuntores de via (DV’s), que alimentam e protegem o
circuito até o terceiro trilho, fornecendo energia de tração para o material rodante. Destacamos ainda
as contatoras paralelas de socorro (CPS’s) que, em caso de avaria em um dos DV’s poderá ser fechado
para a alimentação deste circuito.

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SUBESTAÇÃO RETIFICADORA

DFT
22KV IIT ITA

TRAFO
DT AUXILIAR
22KV/440Vca

GRUPO RETIFICADOR
TRANSFORMADOR
22KV/600Vca PAINEL PAINEL
440V 125Vcc

RETIFICADOR
DE TRAÇÃO
BARRAMENTO NEGATIVO
PAINEL PAINEL
220V 220V
91 92 ALIMENTAÇÃO
SOCORRO
SIA M DA SSA

DCC1 DCC2
BARRAMENTO POSITIVO 750Vcc

DV1 DV2 DV3 DV4

CPS1-2 CPS3-4

SN SV1 SV2 SV3 SV4

CCP1

CCP2

3º TRILHO

TRILHO DE ROLAMENTO

CUPON

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Esquema de Alimentação de Energia nas
Zonas de Tração
DFT DFT DFT
22KV 22KV 22KV

DT DT DT

TRANSFORMADOR TRANSFORMADOR TRANSFORMADOR


22KV/600Vca 22KV/600Vca 22KV/600Vca

RETIFICADOR RETIFICADOR RETIFICADOR


DE TRAÇÃO DE TRAÇÃO DE TRAÇÃO

SIA M SIA M SIA M

750Vcc 750Vcc
750Vcc

DV3 DV4 DV1 DV2 DV3 DV4 DV1 DV2 DV3 DV4
CPS3-4 CPS1-2 CPS3-4 CPS1-2 CPS3-4

SN SV3 SV4 SN SV1 SV2 SV3 SV4 SN SV1 SV2 SV3 SV4
CCP1 CCP1

CCP2 CCP2

CUPON CUPON

ZONA A ZONA B ZONA C

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2. COMANDO E CONTROLE

MOSAICO OU PAINEL ALSTOM

Este é o painel de comando e controle das SSR’s da linha 1, com exceção de CAV e SCP e da linha 2 com
exceção de CLG, AFB e PVN. Possui dois tipos de botões:

1) Volante de Pressão Luminoso (VPL): Este botão é utilizado tanto para controle quanto para
comando dos disjuntores de tração, SIA, disjuntores de via e CPS’s. No caso de controle, quando acende
informa que a posição do VPL está em discordância com a condição do equipamento (aberto ou fechado).
Exemplo: Se no mosaico o VPL do Disjuntor encontrar-se na posição de fechado e o equipamento estiver
na condição aberto, o VPL referente ao mesmo estará aceso.
Na condição de comando, este botão só é efetivo aos DV’s, DT, CPS's e SIA, para os comandos de
fechamento, abertura e desbloqueio do equipamento.

Operação do VPL

Abertura: Observe o VPL na posição vertical e apagado (disjuntor fechado). Gire o VPL para a esquerda,
verifique o acendimento do mesmo, e pressione-o. Observe o som pertinente a abertura do disjuntor e o
VPL se apagará, indicando abertura do equipamento.

Fechamento: Observe o VPL na posição horizontal e apagado (disjuntor aberto) Gire o VPL para a direita
e verifique o acendimento do mesmo , pressione – o e Observe o som pertinente ao fechamento do
disjuntor e o VPL se apagará, confirmando o fechamento do equipamento.

Esgotamento do fechamento do DT: Observe o VPL na posição vertical e aceso (disjuntor aberto),
pressione – o e observe o som pertinente ao fechamento do disjuntor e o VPL se apagará, confirmando o
fechamento do equipamento. Se este não fechar, pressione o botão CANCELAMENTO DE DEFEITO e logo
em seguida, com o VPL ainda na posição vertical, pressione-o mais uma vez, se não houver sucesso na
operação, proceda com a CONFIRMAÇÃO DE ABERTURA, girando o VPL para a esquerda (posição
horizontal), observe o apagamento do seu indicador ótico e pressione-o. Neste momento, o VPL
continuará apagado. Volte a girá-lo para a posição vertical (direita), observe o reacendimento do VPL e
pressione-o logo em seguida, observando o som pertinente ao fechamento do disjuntor e o VPL apagado,
confirmando o fechamento do equipamento. Se este não fechar, solicitar ao agente de segurança que
proceda com a vistoria da SSR informando o resultado da operação.

Esgotamento do fechamento dos DV’s, CPS’s e SIA: Proceda primeiro com a CONFIRMAÇÃO DE
ABERTURA, girando o VPL para a esquerda (posição horizontal), observe o apagamento do VPL e
pressione-o. Neste momento o VPL continuará apagado. Volte a girá-lo para a posição vertical (direita),
observe o reacendimento do VPL e pressione-o logo em seguida, observando o som pertinente ao
fechamento do disjuntor e o VPL apagado, confirmando o fechamento do equipamento. Se este não
fechar, proceda pressionando o botão CANCELAMENTO DE DEFEITO e logo em seguida, com o VPL ainda
na posição vertical pressione-o mais uma vez, se não houver sucesso na operação, solicitar ao agente de
segurança que proceda com a vistoria da SSR informando o resultado da operação.

ATENÇÃO: Para a confirmação de abertura (desbloqueio), estando o VPL já na posição horizontal


basta pressioná-lo.

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2) Volante Luminoso (VL)

Este tipo de botão indica somente controle (aceso ou apagado). Apenas as SV's possuem este botão, pois
são comandadas somente no local pela manutenção.

ANUNCIADOR DE ALARMES

ALARME: Informa a atuação de uma Bandeirola de 1º nível do retificador.


PROTEÇÃO DT: informa a atuação da proteção de 22KV.
BLOQUEIO DV1 E DV2: Informa uma DI nesta zona.
BLOQUEIO DV3 E DV4: Informa uma DI nesta zona.
DESLIGAMENTO: Informa a atuação de uma Bandeirola de 2º nível do retificador, proteção de RTG e
RTV.

BOTOEIRAS E COMUTADORAS

Comutadoras de Modo de Operação (308): Responsáveis pela colocação do modo de comando dos
equipamentos (comutadora 308). Modo de comando a distância, isto é, comandadas pelo CCT, ou local
(comando do operador local).

Botão de Teste de Lâmpadas: Permitem testar as lâmpadas dos VPL’s. VLS e o anunciador de alarmes.

Botão de Cancelamento de Defeito: Permite realizar o desbloqueio do DT e o cancelamento de


defeito nos DV’S.

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3. COMPUTADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (CLP OU PLC)

O CLP é um painel de comando e controle digital dos equipamentos da subestação presente nas SSR’s de
PVN, AFB, CLG, CAV e SCP.

O CLP possui dois tipos de tela: A de controle, que tem por finalidade, apresentar a condição de todos os
equipamentos da subestação e as telas de comando, que efetivamente promovem a condição de
comandar e também visualizar as condições do equipamento. Para o comando de qualquer equipamento,
é requisitado pelo PLC uma senha de acesso (SENHA: 100 + ENTER)

Condição dos Equipamentos:

VERDE: equipamento aberto;


VERMELHO: equipamento fechado;
DELINEADO AZUL: equipamento selecionado para fechamento;
PREENCHIDO AZUL: equipamento selecionado para abertura;
TRACEJADO BRANCO: equipamento sem tensão de comando;
TRIANGULO RETANGULO AMARELO: equipamento extraído do cubículo.

Teclas de Operação do PLC:

TECLA F1: Permite ao operador local, comandar o fechamento do equipamento selecionado.

TECLA F2: Permite ao operador local, comandar a abertura e/ou confirmar a abertura do equipamento
selecionado.

TECLA MODO DE OPERAÇÃO: Estando em local, o Operador local terá condições de comandar todos os
equipamentos referentes àquela tela. Se estiver em remoto, pressione a tecla referente ao modo de
operação, verifique a abertura da tela (COMUTADORA), logo em seguida pressione a tecla F7 (LOCAL) e
retorne a tela anterior para continuar a operação.

TECLA A/Z: Permite selecionar o modo de funcionamento do teclado alfanumérico.


Obs.: a operação somente será efetivada com o teclado na forma numérica, portanto, no momento de
inserir a senha para iniciar alguma operação, verifique que os leds sobre a tecla A/Z estejam apagados.
Caso contrário pressione a tecla A/Z até a extinção do led.

TECLA ACK: Permite ao operador evidenciar o ultimo alarme da barra de informações do PLC.

TECLA ESC: Permite ao operador sair das telas do Buffer de Alarme ou Eventos.

TECLA UNIFILAR: Permite ao operador visualizar a condição de todos os aparelhos da subestação através
desta tela (UNIFILAR).

TECLA TELA ANTERIOR: Permite ao operador retornar a tela anterior.

TECLA QUITA BUZINA: Permite ao operador extinguir o alarme sonoro o PLC.

TECLA TELA INICIAL: Permite ao operador local acessar a tela com o logotipo do METRO RIO.

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Operação dos Equipamentos:

Fechamento do DT: Pressione a tecla unifilar geral no PLC e observe a condição do equipamento que
deverá estar VERDE. Selecione o circuito média tensão (F3) e observe a abertura da tela de comando do
DT. Observe no canto superior esquerdo o MODO DE OPERAÇÃO do equipamento se está em LOCAL.
Estando em LOCAL, selecione o equipamento pressionando a tecla (F5) e observe o equipamento
selecionado (COR DELINEADO AZUL) e pressione a tecla (F1) observando o som pertinente ao
fechamento do disjuntor e a cor do equipamento no PLC estará vermelho, confirmando o fechamento do
DT. Se este não fechar, proceda pressionando a botão CANCELAMENTO DE DEFEITO e logo em seguida,
verifique se o equipamento continua selecionado e pressione mais uma vez a tecla fechamento (F1), se
não houver sucesso na operação, proceda com a CONFIRMAÇÃO DE ABERTURA do DT. Observe se o
equipamento ainda está selecionado, se não estiver, selecione a tecla (F3), verifique a seleção do
equipamento e pressione a tecla abertura (F2), observe se o equipamento ainda está selecionado e
pressione o botão fechamento (F1) observando o som pertinente ao fechamento do disjuntor e a cor do
equipamento no PLC estará vermelha, confirmando o fechamento do DT. Se este não fechar, solicitar que
o agente de segurança proceda com a vistoria da SSR informando o resultado da operação.

Abertura do DT: Pressione a tecla unifilar geral no PLC e selecione o circuito média tensão (F3) e
observe a abertura da tela de comando do DT. Observe a condição do equipamento que deverá estar
VERMELHO. Observe no canto superior esquerdo o MODO DE OPERAÇÃO do equipamento se está em
LOCAL. Selecione o equipamento, pressionando a tecla (F5) e observe o equipamento selecionado (COR
PREENCHIDO AZUL) e pressione a tecla (F2) (ABERTURA) observando o som pertinente a abertura do
disjuntor e a cor do equipamento no PLC estará verde.

Fechamento dos DV’s, CPS’s e SIA: Pressione a tecla unifilar geral no PLC e observe a condição do
equipamento que deverá estar VERDE. Selecione o circuito 1 - 2 (DV1, DV 2 OU CPS1-2) ou circuito 3 - 4
(DV3, DV4 ou CPS 3- 4) ou média tensão para SIA. Observe a abertura da tela de comando do circuito
selecionado, selecione o equipamento desejado que deverá ficar na cor DELINEADO AZUL e pressione a
tecla (F1) observando o som pertinente ao fechamento do disjuntor e a cor do equipamento no PLC
estará vermelho, confirmando o fechamento do disjuntor. Se este não fechar, proceda a CONFIRMAÇÃO
DE ABERTURA do disjuntor. Observe se o equipamento ainda está selecionado, se não estiver,
selecione-o novamente e pressione o botão fechamento (F1) observando o som pertinente ao
fechamento do disjuntor e a cor do equipamento no PLC estará vermelho. Se este não fechar, proceda
com o CANCELAMENTO DE DEFEITO, pressionando este botão e logo em seguida, selecione mais uma
vez o Disjuntor, verifique a seleção do equipamento e pressione mais uma vez a tecla fechamento (F1),
se não houver sucesso na operação, solicitar ao agente de segurança que proceda com a vistoria da SSR
informando o resultado da operação.

Abertura dos DV’s, CPS’s e SIA: Pressione a tecla unifilar geral no PLC e observe a condição do
equipamento que deverá estar VERMELHO. Selecione o circuito 1-2 (DV1, DV 2 OU CPS1-2) ou circuito 3
- 4 (DV3, DV4 ou CPS 3-4) ou média tensão para a SIA . Observe a abertura da tela de comando do
circuito selecionado, selecione o equipamento que deverá ficar na cor PREENCHIDO AZUL e pressione a
tecla F2 observando o som pertinente a ABERTURA do disjuntor e a cor do equipamento no PLC estará
VERDE, indicando a abertura do disjuntor.

ATENÇÃO: A SIA somente deverá ser operada sem carga, ou seja, quando os DV’s e o DT
estiverem abertos.

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Indicador Homem Máquina (IHM) do PLC

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TELAS DO PLC

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ANORMALIDADES DA SSR

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4. DISJUNÇÃO POR INTENSIDADE DE CORRENTE – (DI)

Elevação súbita da corrente por um determinado período. As DI’s ocorrem em dois estágios:
1ª DI: os 4 DV’s da zona em que ocorreu a DI abrem e religam automaticamente após um tempo.
2ª DI: se a DI persistir, os 4 DV’s retornam a abrir e o seu comando fica bloqueado.

Repercussão: A zona onde ocorreu a DI é desenergizada automaticamente pela abertura dos


disjuntores que alimentam a zona. Os disjuntores permanecerão abertos e bloqueados.

Alarmes (2ª DI):

SSR com Mosaico: Nas SSR’s da zona, com o mosaico tanto na condição de comando a distância ou
local, acenderá o alarme BLOQUEIO DV 1/2 ou 3/4, correspondente a cada uma.

SSR com PLC: Nas SSR’s da zona, com o PLC tanto na condição de comando a distância ou local,
indicará no buffer de alarmes “transferência de disparo DV 1/2 ou 3/4”, correspondente a cada uma e na
SSR em que o DCC atuou, indicará também “2ª atuação do DCC”.

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Procedimento:

SSR Linha 1 e 2 (JPL a MGR): Confirmação de abertura dos respectivos DV’s da zona em questão
realizada pelo PCT e em seguida o fechamento dos mesmos.

SSR Linha 2 (INH a PVN): Solicitação do PCT para o desbloqueio e fechamento dos disjuntores
através do agente de segurança.
Procedimento para o agente de segurança:

SSR com Mosaico:

Verificar os disjuntores abertos;


Comandar a abertura dos disjuntores afetados, para confirmar a abertura, desbloqueando assim os
disjuntores (Girando o botão para a posição horizontal e pressionar);
Comanda o fechamento dos disjuntores;
Solicitar ao Agente o resultado da operação;

SSR com PLC:

Verificar os disjuntores abertos;


Verificar a condição dos disjuntores em local alterando para esta condição, se necessária;
Confirmar a abertura dos disjuntores afetados, desbloqueando assim os disjuntores;
Comandar o fechamento dos disjuntores;
Solicitar ao Agente o resultado da operação.

OBS.: Os disjuntores só aceitarão o comando de fechamento após a operação de confirmação de


abertura de todos os disjuntores abertos em todas as SSR afetadas pela DI.
Se em uma das SSR envolvidas, pelo menos um disjuntor não receber confirmação de abertura, todos os
disjuntores abertos na DI, não aceitarão comando de fechamento e no painel da SSR, permanece aceso o
alarme de bloqueio DV.

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5. ACIONAMENTO DE RUPTOR DE EMERGÊNCIA

Corte emergencial de energia de tração (Tráfego paralisado na zona do A.R.E)

Repercussão: A zona onde ocorre o acionamento de um ruptor é desenergizada automaticamente,


devido à abertura dos disjuntores que alimentam a zona em questão. Os disjuntores permanecerão
abertos e bloqueados enquanto o ruptor estiver acionado.

Alarmes:

Nas SSR’s que tem caixa de tração acenderá uma lâmpada indicando ARE na respectiva zona.
Para todas as zonas de tração o PCT tem indicação de ARE no TCO.

Procedimento:

Este procedimento só poderá ser realizado após a confirmação do PCT da situação real na via e se a
neutralização dos ruptores realmente poderá ser realizada mediante a esta situação.

SSR Linha 1 e 2 (JPL a MGR): Ativação do comando de NRE na zona desenergizada e confirmação de
abertura dos respectivos DV’s da zona, realizada pelo PCT e em seguida o fechamento dos mesmos.

SSR Linha 2 (INH a PVN): Solicitação do PCT para realizar o By-pass e fechamento dos disjuntores
através do agente de segurança.

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Procedimento para o agente de segurança:

 Ativar o By-pass correspondente à zona, na caixa de tração da SSR (chaves no cofre da sala do SE);
 Comandar o fechamento dos disjuntores;
 Solicitar o Agente o resultado da operação;
 Confirmar a necessidade de permanecer com o By-pass;
 Solicitar ao Agente para informar a todos os colaboradores da estação;
 Solicitar ao Agente para informar ao CEP, (para o CEP informar as estações envolvidas na zona);

OBS.: Se numa vistoria casual o Agente de Segurança encontrar o indicador ótico da caixa de tração
(quando houver) aceso ou a sinalização no mosaico, indicando acionamento do Ruptor de
Emergência, o operador deverá comunicar ao PCT e aguardar determinação.
Se numa interestação da zona (linha 2 de MGR a PVN) o Agente de Segurança for informado sobre o
acionamento do NRE, deverá confirmar através da sinalização na cabeceira da plataforma.
Se não condisser com a realidade, informar ao PCT.

CAIXA DE NEUTRALIZAÇÃO DOS RUPTORES DE EMERGÊNCIA (SSR INH a PVN)

Este indicador ótico se


acenderá quando o By
Pass for realizado

Introduza a chave que se


encontra no cofre da sala
do “S.E”, na fechadura
referente a zona onde
deverá ser realizado o By
Pass, girando-a no sentido
horário.
OBS.: A chave ficará retida
quando o By Pass for
acionado.

45
CAIXA DE TRAÇÃO DE UMA ZONA – SSR VCV
CAIXA DE TRAÇÃO DE 1 ZONAS DE TRAÇÃO - VCV

A sinalização de
ruptor acionado na
zona VCV – INH, se
faz através do
Este indicador ótico
mosaico.
verde aceso indica
normalidade na zona
VCV - CLG

Este indicador ótico


vermelho quando aceso
indica ruptor acionado na
zona VCV - CLG

VCV
CAIXA DE TRAÇÃO DE DUAS ZONAS DE TRAÇÃO – SSR CLG
CAIXA DE TRAÇÃO DE 2 ZONAS DE TRAÇÃO - CLG

Este indicador ótico


verde aceso indica Este indicador ótico
normalidade na zona vermelho aceso indica
CLG - AFB ruptor acionado na
zona CLG -- VCV

CLG

46
5CAIXA DE TRAÇÃO DE DUAS ZONAS – SSR AFB

CAIXA DE TRAÇÃO DE UMA ZONA - SSR PVN


CAIXA DE TRAÇÃO DE PVN
Este indicador ótico
verde aceso indica
normalidade na zona
PVN - AFB

Este indicador ótico


vermelho quando aceso
indica ruptor acionado na
zona PVN - AFB

47
6. ATUAÇÃO DO RTV

Relé que supervisiona as perdas de isolamento dos equipamentos envolvidos na distribuição de tração
(parte inferior da SIA, DV’s, CPS’s, celas de DV’s e parte inferior das SV’s).

Repercussões: Tráfego paralisado com duas zonas de tração desenergizadas.

Na SSR avariada:
Abre o DT e os 4 disjuntores de via
Se ocorrer em uma SSR em “T” de um terminal, somente uma zona será desenergizada

Nas adjacentes:
Em cada uma abrirão 2 disjuntores, adjacentes à SSR avariada

Alarmes:

Na SSR onde atuou o RTV, se possuir o Mosaico com o comando local, acenderá o alarme
“DESLIGAMENTO SSR”. Este alarme se apagará somente após ter sido normalizado o RTV.

48
PROCEDIMENTO

Solicitação do PCT, para verificar o motivo da abertura dos disjuntores.


Verificação da condição do RTV atuado;
Normalização do RTV através da haste;
Solicitar confirmação da normalização ao agente de segurança.

NAS SSR ADJACENTES

Solicitação do PCT para fechar os disjuntores abertos.


Identificação dos disjuntores abertos;
Confirmação da abertura para o desbloqueio dos DV’s;
Comando do fechamento dos dois DV’s;
Solicitar confirmação do comando ao agente de segurança.

RTV RTG

Borne
s

Borne
Borne s
s
Trava

Relés de proteção contra fuga de corrente – R64


Ao constatar a Ao constatar a
atuação do RTV, o atuação do RTG, o
operador deverá operador deverá,
desatuá-lo, informar ao PCT
informar ao PCT e solicitar
e solicitar abertura de PI.
abertura de PI.

Trava de desatuação

Bórnes de contato

Trava de desatuação

49
OBS.: O Operador ao identificar o relé 64-V (RTV) deve normalizá-lo com as hastes isolantes e
imediatamente comunicar a operação ao PCT.
O Operador ao identificar o relé 64-G (RTG) atuado, deverá imediatamente comunicar ao PCT.

7. ATUAÇÃO DO RTG

Relé que supervisiona as perdas de isolamento dos equipamentos do grupo retificador (parte superior da
SIA, Retificador de Tração e Transformador).

REPERCUSSÕES

Abrirão somente na SSR avariada os seguintes equipamentos:

1) Primeiro: abrirá o DT;


2) Segundo: abrirá os DV’s;
3) Terceiro: abrirá a SIA;

Após esta seqüência de abertura: Os DV’s voltam a fechar automaticamente.

ALARMES

Na SSR onde atuou o RTG, com o Mosaico na condição de comando local, acenderá o alarme
“DESLIGAMENTO SSR”.

PROCEDIMENTO

Solicitação do PCT, para verificação do motivo da abertura do disjuntor;


 Verificação da condição do RTG que deve estar atuado;
 Verificação da condição do DT e SIA abertos;
 Solicitar ao agente o resultado da inspeção.

50
8. FALTA DE 22KV

Possível abertura do DFT na SSP 22KV (tráfego comprometido na área do cupom de proteção).

REPERCUSSÕES

Abertura do DT por falta de tensão, só aceitará comando de fechamento após o retorno da tensão de
22Kv.
Os auxiliares da SSR ficarão sem alimentação, indicando zero volt nos painéis de 440 Vca; 91/ 220Vca e
125Vcc, exceto o circuito 92/ 220 Vca que recebe o socorro em 440 Vca da SSA mais próxima, para
permitir o fechamento dos disjuntores de via (DV)
Os disjuntores de via abrirão por falta, momentânea, da tensão de comando (220 Vca) no circuito
auxiliar 92/220.
Com esta tensão de socorro será possível fechar os disjuntores de via, assegurando a continuidade
elétrica entre as zonas adjacentes, inclusive voltando a fechar automaticamente o CCP (alimentando o
CUPOM de proteção).
Se o painel 92/220 permanecer com o voltímetro em Zero, indicará que não ocorreu o socorro pela SSA.
Após retornar a tensão de 22Kv, os disjuntores de via se abrirão novamente no instante de transição, em
que o socorro da SSA é substituído pela normalização da alimentação dos auxiliares da SSR, sendo
necessário novo comando de fechamento para os DV's;
Ao retornar a tensão de 22Kv, será possível fechar o DT, após pressionar o botão cancelamento de
defeito (nas SSR com painel Alstom ou PLC).

51
PROCEDIMENTO

SSR com comando a distancia: Comandar o fechamento dos DV’s e verificar no sistema CCK a falta de
energia no DFT correspondente.

SSR sem comando a distancia: Quando o PCT solicitar ao agente de segurança o fechamento dos DV’s o
mesmo deverá:

Observar o circuito 92 do painel auxiliar indicando no voltímetro a tensão de 220 Vca;


Comandar o fechamento dos DV’s;
Informar ao PCT o resultado da operação;
Inspecionar a SSR, confirmando a falta de 22KV no DT / IIT (através dos leds);
Inspecionar as bandeirolas do retificador de tração;
Informar ao PCT o resultado da pesquisa se for o caso.

9. ATUAÇÃO DE BANDEIROLA

BANDEIROLA DE 1º NÍVEL

Possível defeito no grupo trafo retificador (tráfego normal)

REPERCUSSÃO

A SSR continua em operação, no caso de atuação de uma das duas bandeirolas abaixo (1º nível).

BANDEIROLA N.º SIGNIFICADO REPERCUSSÃO


51 - SA Sobrecarga no grupo Alarme SSR
73 - SA Fusão fusível diodo 1 Alarme SSR

Nas SSR’s com painel de comando, ocorre a sinalização “ALARME SSR” e nas SSR’s com PLC ocorre a
sinalização do alarme especifico no BUFFER DE ALARMES da IHM.

PROCEDIMENTO

O PCT solicitará ao agente de segurança a realização da inspeção na SSR, verificando:

No painel do retificador de tração a identificação da Bandeirola atuada;


Informar ao PCT o nº da Bandeirola, para abertura de PI.

BANDEIROLA DE 2º NÍVEL

Possível defeito no grupo trafo retificador (tráfego normal)

REPERCUSSÃO

Abre o DT e bloqueia.

52
BANDEIROLA N.º SIGNIFICADO REPERCUSSÃO
26 - SDDO Temperatura perigosa Desligamento da SSR
26 - SDTR Defeito temperatura trafo Desligamento da SSR
31 - SDTH Falta ventilação Trafo/Ret. Desligamento da SSR
51 - SD Sobre intensidade no grupo Desligamento da SSR
53 - SD Retorno de corrente Desligamento da SSR
57 - SD Fusão fusível CA Desligamento da SSR
63 - STRX Pressão súbita no trafo Desligamento da SSR
73 - SD Avaria fusão fusível diodo 2 Desligamento da SSR

Nas SSR’s com o Mosaico, ocorrerá a sinalização “DESLIGAMENTO” e nas SSR’s com PLC ocorre a
sinalização do defeito especifico no BUFFER DE ALARMES da IHM.

PROCEDIMENTO

O PCT solicitará ao agente de segurança a inspeção na SSR:

Verificar no painel do retificador de tração a identificação da Bandeirola atuada;


Informará ao PCT o nº da Bandeirola, para abertura de SS.

53
10. FALTA DE 125VCC

Possível abertura do disjuntor do painel 91/440V ou dos disjuntores do painel de 125vcc por proteção
(tráfego normal).

REPERCUSSÃO

Abertura do DT por falta de tensão na bobina de mínima, que só aceitará comando de fechamento
após o retorno da tensão de 125vcc.

PROCEDIMENTO

O PCT solicitará ao agente de segurança a vistoria na subestação, que:

 Inspecionará a SSR, confirmando a falta de 125 VCC no painel de tensão de comando 125vcc através
do voltímetro;
 Informará ao PCT o resultado da vistoria que solicitará uma P.I. para o equipamento.

54
11. FALTA DE 220V NO CIRCUITO 91/220

Possível abertura do disjuntor do painel auxiliar de 440V por proteção, ficando assim o painel 91/220vca
sem alimentação.

REPERCUSSÃO

Abertura do DT devido a falta de tensão de 220vca nos relés de proteção do trafo retificador.
A ‘SIA’ fica sem comando, porém a mesma permanece fechada.

PROCEDIMENTO

O PCT solicitará ao agente de segurança que realize a vistoria, constatará a falta de tensão no painel de
220V, informando ao PCT o resultado da operação que solicitará abertura de PI.

55
12. FALTA DE 220V NO CIRCUITO 92/220

Possível abertura do disjuntor do painel auxiliar de 440vca por proteção, ficando assim o painel 92/220V
sem alimentação.

REPERCUSSÃO

Abertura dos DV’s devido a falta de tensão de 220vca nas bobinas de comando.
As CPS’s ficam sem comando.
Mosaico ou PLC sem alimentação não funciona.

PROCEDIMENTO

O PCT solicitará ao agente de segurança que realize a vistoria que constatará a falta de tensão no painel
de 220V e a inoperância do mosaico ou PLC, o operador informa o resultado da operação ao PCT,
solicitando abertura de SS.

56
13. RESUMO DAS OCORRÊNCIAS

CAUSAS REPERCUSSÃO POSSIBILIDADES

NA SSR ONDE ATUOU  Confirmar o RTV atuado;


 ABRE DT e DV’s;  Normalizar o RTV
 SSR fica inoperante.  Informar ao PCT.
 Não haverá continuidade energia
RTV
entre as zonas

NAS SSR ADJACENTES NAS SSR ADJACENTES


 Abrem os DV’s do lado  Comandar o fechamento dos
correspondente à SSR avariada. DV’s.
 ABRE DT; DV’s e S I A;
 Confirmar o RTG atuado;
 DV voltam a fechar
RTG  Informar ao PCT;
automaticamente.

 ABRE DT e bloqueia;
 Painel auxiliar 440Vca e 220Vca
sem alimentação, exceto, o circuito 92  Fechar os disjuntores de via;
FALTA DE 22KV do painel auxiliar 220 Vca que recebe o  Informar ao PCT
socorro em 440 Vca da SSA mais
próxima, para permitir o fechamento
DV.
ATUAÇÃO DE
 Confirmar a bandeirola
BANDEIROLA
Alarme “SSR” (nas SSR com painel). atuada;
1º nível (51SA,
 Informar ao PCT.
73SA)
ATUAÇÃO DE
 ABRE DT e bloqueia;  Confirmar a bandeirola
BANDEIROLA
 Alarme “DESLIGAMENTO” (nas SSR atuada;
2º nível (todas as
com painel).  Informar ao PCT
outras)
 ABRE DT;
FALTA DE TENSÃO
 Não aceita comando de  Informar ao PCT;
PAINEL
fechamento, até que se normalize a  Abre SS.
125Vcc
tensão;

57
O DT abre por falta de tensão nas
 Confirmar a falta
bobinas dos relés de proteção do
Falta de 220vca de tensão no painel e
retificador.
no circ. abertura do DT;
A SIA fica sem tensão de comando
91/220vca  Solicitar abertura
porém não abre.
de SS.
Os DV’s se abrem por falta de
 Confirmar a falta
tensão de comando;
de tensão no painel e
Falta de 220vca As CPS’s não podem ser
inoperância do mosaico ou
no circ. comandadas
PLC;
92/220vca Mosaico ou PLC não funciona por
 Solicitar abertura
falta de alimentação.
SS.
 Normalizar o
 Abrem os DV’s da Zona; ruptor ou circuito do CEAT ou
ARE Alarme bloqueio de DV 1 / 2 ou 3 / By pass dos ruptores;
4 (nas SSR com painel).  Voltar a fechar os
DV’s
 Abrem os DV’s da Zona;  Pesquisar e eliminar a
DI Alarme bloqueio de DV 1 / 2 ou 3 / 4 causa;
(nas SSR com painel).  Voltar a fechar os DV’s

58
14. SSR de Siqueira Campos

14.1. Unifilar: A SSR é do tipo II “”, sendo assim, possui quatro disjuntores de via que alimentam a
zona de tração compreendida entre a SSR de SCP até a zona de manobra de CTG que é o terminal da
linha 1 (sentido sul).

14.2. Painéis auxiliares: Os painéis auxiliares são alimentados diretamente por um trafo auxiliar
(22Kv/220Vca), com 220Vca e são compostos de três circuitos propriamente ditos, que são:

 Circuito 90: Tem por finalidade alimentar as cargas auxiliares não prioritárias da SSR;
 Circuito 91: Este circuito tem por finalidade alimentar as cargas prioritárias da SSR;
 Circuito 92: Este circuito é um circuito de socorro, que tem por finalidade alimentar as cargas
prioritárias com tensão proveniente da SSA mais próxima que também se dará em 220Vca;

14.2.1. Circuito de distribuição de 125Vcc: Este circuito tem por finalidade alimentar com tensão de
comando e controle todos os aparelhos da SSR, assim como, DT; SIA; DV’s(inclusive) e os relés de
proteção.

14.3. Comando e controle: O comando e controle operacional da SSR são feitos através do PLC, cuja
diferença básica esta no esgotamento da tentativa de desbloqueio e fechamento dos DV’s que é feito
através do cancelamento de defeito e em seguida a confirmação de abertura.

59
15. SSR de São Cristovão

A SSR foi configurada com seis disjuntores de via assim como:

 Circuito 1.2 (DV1 e DV2) – Alimenta a zona de tração entre SCR e TRG, linha 2;
 Circuito 3.4 (DV3 e DV4) – Alimenta a zona de tração entre SCR e JPL, linha 2;
 Circuito 5.6 (DV5 e DV6) – Alimenta a zona de tração entre SCR e CTR, nova linha 2.

15.1. Circuito unifilar

DFT21 > IIT ITA


TRAFO
AUXILIAR

DT

TRAFO ST.DT

RET

SIA

Sh.Dcc 5 Sh.Dcc 6
Sh .Dcc 1 Sh .Dcc 2

DV5 DV6

CPS 5 - 6
DV1 DV2 DV3 DV4
SV5 SV6
Ccp 1
Ccp 2

CPS 1 -2 CPS 3 - 4

SV1 SV2 SV3 SV4

Via 1
Ccp 1 Ccp 2
Via 2

Via 1 Via 1

Via 2 Via 2

60
16.2. Nova IHM (SSR SCR)

O novo modelo de IHM é operado na sua totalidade com toques na própria tela (Touch Screem).
A senha de acesso é a mesma – 100 – que será digitada na própria tela.

16.3. Tela de Navegação

Através da tela de navegação, podemos ter o acesso a todas as telas principais do sistema.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0

NAVEGAÇÃO DAS TELAS

Controle de
Unifilar Tela Inicial
Mensagem

Painel de Lista de
Eventos Alarmes
Controle Senhas

61
16.4. Teclas de Comando:

Segue abaixo a representação das teclas conforme sua cor e função:

Comando de fechamento;

Comando de abertura;

unifilar Botão azul – Navegação entre telas;

Botão amarelo – Seleção do equipamento a ser manobrado, ou comando;


Local

Acesso a tela inicial;

Retorna a tela antes da chamada;

16.5. Configuração de cores:

Verde – Disjuntor aberto ou desligado;

Vermelho – Disjuntor fechado ou ligado;

Selecionado para fechamento

Selecionado para abertura

Amarelo - Posição inválida ou defeito;

Branco – Equipamento ausente.

62
16.6. Tela Unifilar

Esta tela dá uma visão geral da situação da subestação no momento, sendo possível consultar
rapidamente o status dos disjuntores e seccionadoras, porém sem realizar o comando dos mesmos.
A partir desta tela, podem-se acessar as telas especificas de cada parte do circuito, obtendo assim
informações mais detalhadas dos dispositivos.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~ Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0

DFT21 > IIT ITA


TRAFO
AUXILIAR

DT

TRAFO ST.DT

RET

SIA

Sh.Dcc 5 Sh.Dcc 6
Sh.Dcc 1 Sh.Dcc 2

DV5 DV6

CPS5-6
DV1 DV2 DV3 DV4
SV5 SV6

CPS1-2 CPS3-4
Ccp 1

Ccp 2

SV1 SV2 SV3 SV4

Via 1
Ccp 1 Ccp 2
Via 2

Via 1 Via 1

Via 2 Via 2

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0

DFT21 > IIT ITA


TRAFO
AUXILIAR

DT

TRAFO ST.DT

RET

SIA

Sh.Dcc 5 Sh.Dcc 6
Sh.Dcc 1 Sh.Dcc 2

DV5 DV6

CPS5-6
DV1 DV2 DV3 DV4
SV5 SV6

CPS1-2 CPS3-4
Ccp 1

Ccp 2

SV1 SV2 SV3 SV4

Via 1
Ccp 1 Ccp 2
Via 2

Via 1 Via 1

Via 2 Via 2

63
16.6.1. Média Tensão

Esta tela detalha o sistema de entrada de Média Tensão da subestação e saída do retificador, sendo
possível o comando dos dispositivos de proteção e manobra, desde que o operador possua o devido
código de acesso.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0
LOCAL
CIRCUITO DE MÉDIA TENSÃO

DFT21 > IIT ITA


TRAFO
AUXILIAR

DT

ST.DT
TRAFO

RET

SIA

Modo de
Operação

16.6.2. Circuito 1.2

São apresentados os componentes pertencentes ao circuito 1.2 do alimentador dos trilhos, sendo
possíveis os comandos dos dispositivos de proteção e manobra, desde que o operador possua o devido
código de acesso.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0
LOCAL CIRCUITO 1 - 2

Sh.Dcc 1

< Distribuição CC

DV1 DV2

CPS1-2

SV1 SV2

Ccp 1 Ccp 2

Via 1

Via 2

Modo de
Operação

64
16.6.3. Circuito 3.4

São apresentados os componentes pertencentes ao circuito 3.4 do alimentador dos trilhos, sendo
possíveis os comandos dos dispositivos de proteção e manobra, desde que o operador possua o devido
código de acesso.
DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0
LOCAL CIRCUITO 3 - 4

Sh.Dcc 2

Distribuição CC
>

DV3 DV4

CPS3-4

SV3 SV4

Via 1

Via 2

Modo de
Operação

16.6.4. Circuito 5.6

São apresentados os componentes pertencentes ao circuito 5.6 do alimentador dos trilhos, sendo
possíveis os comandos dos dispositivos de proteção e manobra, desde que o operador possua o devido
código de acesso.
DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0
LOCAL CIRCUITO 5 - 6

Distribuição CC
>
Sh.Dcc 5 Sh.Dcc 6

DV5 DV6

CPS5-6
SV5 SV6
Ccp 2
Ccp 1

Via 1

Via 2

Via 1

Modo de
Via 2 Operação

65
16.6.5. Modo de Operação

Possibilita a seleção do modo de operação local ou remota (CCO) para cada elemento automatizado do
circuito da SSR através dos botões de toque.
Cada circuito possui a sua tela de seleção do modo de operação, onde podemos selecionar entre o
controle local e remoto.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0

TELA DE MODO DE OPERAÇÃO

LOCAL REMOTO

66
16. SSR de Uruguaiana / Largo do Machado

A SSR foi configurada com dois Alimentadores de via assim como:

 Circuito 1.2 (DV1 e DV2) – Alimenta em reforço a zona de tração entre CRC e CTR, linha 1.
 Circuito 1.2 (DV1 e DV2) – Alimenta em reforço a zona de tração entre FLA e CTT, linha 1.

16.1. Circuito unifilar

DFT 21 > IIT ITA


TRAFO
AUXILIAR

DT

ST.DT

TRAFO

RET

SIA

DV2
DV1

CPS1-2

SV2
SV1

Via
1

Via
2

67
16.2. IHM - Tela Unifilar

Esta tela dá uma visão geral da situação da subestação no momento, sendo possível consultar
rapidamente o status dos disjuntores e seccionadoras, porém sem realizar o comando dos mesmos.
A partir desta tela, podem-se acessar as telas especificas de cada parte do circuito, obtendo assim
informações mais detalhadas dos dispositivos.

47
DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00

SN ABERTA
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0

TRAFO
DFT > IIT ITA
AUXILIAR

DT

TRAFO ST.DT

RET

SIA

DV1 DV2

CPS1-2

SV1 SV2

Via 1

Via 2

16.2.1. Média Tensão

Esta tela detalha o sistema de entrada de Média Tensão da subestação e saída do retificador, sendo
possível o comando dos dispositivos de proteção e manobra, desde que o operador possua o devido
código de acesso.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0
LOCAL
CIRCUITO DE MÉDIA TENSÃO

DFT21 > IIT ITA


TRAFO
AUXILIAR

DT

ST.DT
TRAFO

RET

SIA

Modo de
Operação

68
16.2.2. Circuito 1.2

São apresentados os componentes pertencentes ao circuito 1.2 do alimentador dos trilhos, sendo
possíveis os comandos dos dispositivos de proteção e manobra, desde que o operador possua o devido
código de acesso.
Estes alimentadores são tipo  (PI) e apenas reforçam a zona de tração que são alimentadas pela SSR de
CRC e CTR.

DATA: 15/10/2009
HORA: 10:00:00
x !
~
Teste
Global
Nível de acesso: 0

!
0
LOCAL CIRCUITO 1 - 2

Sh.Dcc 1

< Distribuição CC

DV1 DV2

CPS1-2

SV1 SV2

Ccp 1 Ccp 2

Via 1

Via 2

Modo de
Operação

16.3. Painéis auxiliares de URG

Os painéis auxiliares da estação URG são alimentados pelo transformador de 22kvca / 220vca.

69
Esta alimentação chega ao disjuntor 90 que por sua vez vai alimentar o barramento dos circuitos não
prioritários. Alimenta também o disjuntor 91 que por sua vez vai alimentar o barramento prioritário.
O barramento possui um alimentador de socorro que se dá através do disjuntor 92, ou seja, se por
qualquer motivo o barramento prioritário deixar de ser alimentado em condição normal, uma contatora é
acionada buscando assim a alimentação da SSA mais próxima, fazendo com que os circuitos prioritários
nunca deixe de ser alimentados, pois é deste painel que é retirada a alimentação para o painel de 125Vcc.

16.4. Painel de 125Vcc (distribuição de corrente continua)

Este painel fornece alimentação de comando e controle para todos os equipamentos de manobra e
proteção da SSR.

16.5. RTV e RTG (Relé de fuga para terra)

Este relé atuará sempre que houver fuga para terra nos circuitos de 22Kvca ou 750Vcc a sua
normalização se dá a través de um botão vermelho localizado no próprio relé e só pode ser feita com
autorização do PCT.

Botão de normalização
do Relé.

70
16.6. Comando dos equipamentos de Manobra e proteção

Para manobrar um equipamento é necessário seguir os seguintes passos:

4) Na tela de operação do equipamento, pressionar o botão correspondente ao equipamento que será


manobrado.
5) O equipamento passará para cor azul, indicando que o mesmo pode ser comandado.

6) Pressionar para fechar o equipamento ou;

Pressionar para abrir o equipamento.

Obs.: Para o operador realizar uma manobra no equipamento, o mesmo deverá possuir a senha com nível
de acesso 1 (100) para operação.
Os aparelhos a serem manobrados devem estar em modo local.
Os equipamentos não podem estar indicando o status de comando, bloqueado (blq) ou tripp (trp).

blq

trp

71
17. SSR de Central

A SSR foi configurada com sete disjuntores de via assim como:

 Circuito 1.2 (DV1 e DV2) – Alimenta a zona de tração entre CTR e ESA, linha 2;
 Circuito 3.4 (DV3 e DV4) – Alimenta a zona de tração entre CTR e CRC, linha 2;
 Circuito 5.6 (DV5 e DV6) – Alimenta a zona de tração entre CTR e SCR, nova linha 2.
 Circuito 7 (DVO2) – Alimenta o Y (via secundária do CM) e a SCT localizada na cabine A do
PMO.

17.1. Circuito unifilar

DFT
22KV IIT ITA

TRAFO
DT AUXILIAR
22KV/440Vca
GRUPO RETIFICADOR

TRANSFORMADOR
22KV/600Vca PAINEL PAINEL
440V 125Vcc

BARRAMENTO NEGATIVO

RETIFICADOR
DE TRA Ç
ÇÃO
BARRAMENTO POSITIVO
DCC5 DCC6
PAINEL PAINEL
750Vcc 220V 220V
91 92 ALIMENTAÇ
Ç ÃO
DV5 DV6 SOCORRO
SIA M DA SSA

CPS1- 2

DCC1 DCC2
CCP 1

CCP 2

750Vcc
DCCO

SV1 SV2
DVO2
DV1 DV2 DV3 DV4

CPS1-2 CPS3-4

SN
SV2 SV3 SV4 SVO2
SV1
CCP1

CCP2

3º TRILHO

TRILHO DE ROLAMENTO

CUPON

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18. SSR de Ipanema General Osório
18.1. Unifilar: A SSR é do tipo I (T), sendo assim, possui dois disjuntores de via que alimentam a zona
de tração compreendida entre a SSR de SCP até a zona de manobra de CTG que é o terminal da linha 1
(sentido sul).

18.2. Painéis auxiliares: Os painéis auxiliares são alimentados diretamente por um trafo auxiliar
(22Kv/220Vca), com 220Vca e são compostos de três circuitos propriamente ditos, que são:

 Circuito 91: Este circuito tem por finalidade alimentar as cargas prioritárias da SSR;
 Circuito 92: Este circuito é um circuito de socorro, que tem por finalidade alimentar as cargas
prioritárias com tensão proveniente da SSA mais próxima que também se dará em 220Vca;

18.3. Circuito de distribuição de 125Vcc: Este circuito tem por finalidade alimentar com tensão de
comando e controle todos os aparelhos da SSR, assim como, DT; SIA; DV’s(inclusive) e os relés de
proteção.

18.4. Comando e controle: O comando e controle operacional da SSR são feitos através do PLC, cuja
diferença básica esta no esgotamento da tentativa de desbloqueio e fechamento dos DV’s que é feito
através do cancelamento de defeito e em seguida a confirmação de abertura.

QF-08

Socorro
SSA
22kvca (220v)
220vca QF-04 (Painéis auxiliares de 220vca)

SSP/ESA
DFT24
IIT ITA
DT v v
M
91 92

Contatora
22kvca de socorro

750vcc Contatora
principal

(Cargas prioritárias)

v
SIA
M
Circ.01 Circ.02 Circ.03 Circ.04 Circ.05 Circ.06 Cisc.07 Circ.08
BPI 9/10 VE-5 Aquec. Aquec. Aquec. Circuito Reserva 3 Alimentação
22KV Painel Painel Comando principal
PC 07 750Vcc PC 07 QAC 125Vcc

v v
(Distribuição de 125vcc)
DV1 M
DV2 M v
91
M

v v
125Vcc
alim.circ.
Circ.09

Circ.10

Circ.16
comando 22kv
Circ.05 PD-01
disjuntor
01 motor
Circ.03 PD-

reserva
Circ.07

PC 07
alimentação
Circ.17
24Vcc
alim. Circ.
Circ.08

reserva 10A
Circ.18
reserva
Circ.06
sinalização
circuito
Circ.01 QF04

reserva
Circ.02

proteção 22kv
Circ.04 PD-01

reserva

SV1 SV2
VIA 1
VIA 2

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19. Anexo I

Diagrama de Alimentação de MGR

ESA
VIA 2

VIA 1 
ZONA A

MGR
V.D

V.B

V.A
V.C
ZONA 6

VIA 1 
VIA 2

PVN

OBS.: Informações extraídas do seguinte documento REG 002/Revisão 1 CTO.

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