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Introdução

Este Ebook foi desenvolvido com base no levantamento de dados, pesquisas em fontes
seguras e confiáveis, em informações pessoais e no aprendizado adquirido em minha
vivência profissional com o propósito de criar um material de base e suporte para um
melhor aproveitamento aos alunos.

A intenção dessa Ebook e falar sobre a serigrafia em geral (silk screen) voltada para
confecção em tecidos e abordar técnicas, dicas e truques para a criação de estampas e
facilitar no desenvolvimento de uma maneira simples, fácil e eficiente.

Sempre que esquecer de algo abordado em curso, terá onde recorrer e aguçar a sua
mente!

Faça bom proveito do curso, boa sorte e vamos colocar a mão na massa, ou será na
tinta?!?
quadro
Secagem da
tela
Fotografando a tela
Abertura de quadro / tela
Fixando melhor o quadro (catalizador)
Preparando a tela para o silk
Como retirar a emulsão da tela
Preparando o tecido, a mesa e o quadro para o

Índice silk Tipos de tinta na serigrafia


Observações finais e cuidados no processo. O que eu
devo verificar antes de começar o processo de silk
(desde a arte final até a produção do silk)
1 - Entendendo o Silk Screen
Serigrafia ou Silk Screen
6 - Pequeno Glossário de Termos referentes
História do silk Screen
A serigrafia e suas aplicações à Serigrafia 7
O princípio básico da serigrafia – Referências
Principais vantagens da serigrafia Sites de referências sobre silk
Sites de imagens
2 - Silk Screen Sites de fontes
Tipos de estampa Alguns contatos e Fornecedores
Lojas de materiais de SIlk Screen
Tipos de tintas utilizadas
Processos e técnicas de Silk screen
Onde pode ser aplicado em confecção 8 - Processo Criativo da criação de
Materiais usados no processo do silk screen uma estampa
Equipamentos e suporte para aplicação do silk screen Preciso saber desenhar?
Empresas e fornecedores de equipamentos Como criar uma estampa
Quais programas eu uso para desenvolver uma
3 - Cores estampa? Pesquisas de mercado e tendências
O que é cor? Referências
Classificação das cores Construção de um banco de dados
Quais são as cores mais utilizadas?
O que é o sistema PMS (Pantone Matching System) 9 - Dicas, Toque e Truques
de cores? Dicas e truques no Corel, Illustrator, Photoshop e
O que é a separação de cores? Adobe Streamline
Quais são os processos de separação de cores Como imprimir fotolito em cores
existentes? chapadas Como criar um raport
Montando um cubo de gravação de
4 - Fotolito ou Diapositivo quadro artesanalmente
O que é um fotolito / diapositivo? Montando uma Ficha Técnica
Quais são as características de um bom fotolito? Montando uma Tela / Matriz
Quais são os tipos de fotolito?
O que são as marcas de registro colocadas em um
fotolito?

5 - Com a Mão na Massa


Ficha Técnica
Emulsão
Como preparar a Emulsão
Tela, quadro ou matriz
Tipo de tecido e suas finalidades (poliéster) Como
emulsionar, fotografar ou revelar uma tela ou
• Serigrafia ou Silk Screen
• História do Silk Screen
• A Serigrafia e suas aplicações
• O princípio básico da serigrafia
• Principais vantagens da serigrafia
Serigrafia ou Silk Screen
Serigrafia ou silk screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada pela pressão de um rodo ou puxador
através de uma tela preparada. A tela, normalmente de seda, náilon ou poliéster, é esticada em um bastidor de madeira,
alumínio ou aço. A “gravação” da tela se dá pelo processo de foto sensibilidade, onde a matriz preparada com uma
emulsão foto sensível é colocada sobre um fotolito, sendo este conjunto matriz+fotolito colocados por sua vez sobre uma
mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem
da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão) são
impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão foto sensível que foi exposta a luz.

É utilizada na impressão em variados tipos de materiais (papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies
(cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.), espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas
ou cores. Também pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).

A serigrafia caracteriza-se como um dos processos da gravura, determinado de gravura permeográfica.

A palavra permeográfica, pretende enfatizar que não há realização de sulcos e cortes com retirada de matéria da matriz.
O processo se dá no plano, ou seja, na superfície da tela serigráfica, que é sensibilizada por processos foto
sensibilizantes e químicos. O princípio básico da serigrafia é relacionado freqüentemente ao mesmo princípio do estêncil,
uma espécie de máscara que veda áreas onde a tinta não deve atingir o substrato (suporte).

O termo serigrafia (serigraph, em inglês) é creditado a Anthony Velonis, que influenciado por Carl Zigrosser, crítico, editor e
nos anos 40, curador de gravuras do Philadelphia Museum of Art, propôs a palavra serigraph (em inglês), do grego sericos
(seda), e graphos (escrever), para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de
criação realizado por um artista dos trabalhos destinados ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo.

Velonis também escreveu um livro em 1939, intitulado Silk Screen Technique (New York: Creative Crafts Press, 1939)
que foi usado como “how-to” manual de outras divisões de posters. Ele viajou extensivamente orientando os artistas da
FAP sobre a técnica da serigrafia.

A História do Silk Screen


Desde os tempos mais remotos, existe no Oriente, o estêncil (pl. estênceis, em inglês stencil) para a aplicação de
padrões (modelos, espaços seqüenciais) em tecidos, móveis e paredes.

Na China os recortes em papel (cut-papers) não eram só usados como uma forma independente de artefato, mas
também como máscaras para estampa, principalmente em tecidos.

No Japão o processo com estêncil alcançou grande notabilidade no período Kamamura quando as armaduras dos
samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os
séculos XVII e XVIII ainda se usava esse tipo de impressão na estamparia de tecidos. Aos japoneses é atribuída a
solução das “pontes” das máscaras: diz-se que usavam fios de cabelo para segurar uma parte na outra.

No Ocidente registra-se no século passado, em Lyon, França, o processo (de máscaras, recortes) sendo usado em
indústrias têxteis (impressão a la lyonnaise ou pochoir) onde a imagem era impressa através dos vazados, a pincel. No
início do século registravam-se as primeiras patentes: 1907 na Inglaterra e 1915 nos Estados Unidos, e o números de
impressos comerciais cresceu muito. Na América, os móveis, paredes e outras superfícies eram decorados dessa
maneira. Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execução de gravuras, ou de trabalhos
gráficos. Theóphile Steinlein, um artista suíço que vivia em Paris no início do século (morreu em 1923) é um dos poucos
exemplos do uso da técnica. Neste período da grande depressão de 30, nos EUA os esforços do WPA - Federal Art
Projects, estimulou um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis a experimentar a técnica com propósitos
artísticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das
razões que estimularam os artistas a experimentar o processo. Entre eles, citamos Bem Shahn, Robert Gwathmey, Harry
Stenberg. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mecânico, cujas qualidades gráficas se
limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse
esforço inicial estendeuse aos artistas dos anos 50, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como
Jackson Pollock.

Até Marcel Duchamp, que não era exatamente um artista-gravador, nos deixou um auto-retrato de 1959, uma serigrafia
colorida que está no MoMa (Museum of Modern Art, Nova York).
No fim da segunda guerra mundial, quando os aviões americanos aterrizaram em Colônia (Alemanha), com
suas fuselagens decoradas com emblemas e comics em serigrafia, surgiu o interesse europeu pela técnica.

As barreiras e definições estabelecidas que tratavam a serigrafia como “manifestação gráfica menor” só foram eliminadas
no fim dos anos 50, início dos 60. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e
novos conceitos e movimentos artísticos, além do avanço tecnológico (ver Pop art, Op art, Hard-edge, Stripe, Color-field,
Minimal Art). Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as
impressões. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos básicos da técnica: (1) sua extrema adaptabilidade que permite a
aplicação sobre qualquer superfície inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tendências artísticas (2) e suas
especificidades gráficas próprias, ou seja, características gráficas que apenas a serigrafia pode proporcionar.

Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers,
Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contemporâneo do processo em aplicações artísticas. Novos conceitos
foram associados às idéias tradicionais e o estigma “comercial” da serigrafia tornou-se uma questão ultrapassada.
Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Serigrafia

Podemos verificar em outra pesquisa realizada sobre a história da estamparia que os dados não fogem muito das
informações acima descritas no site Wikipédia. O que podemos notar é que o processo da estamparia iniciou a séculos
passados, cada um com sua cultura e sua técnica de produção. Os fenícios produziram os primeiros tecidos estampados,
usando o método de estamparia em blocos e a tecelagem trabalhada em fios de diversas cores formando estampas muito
apreciadas pelo mercado.

Outro método usado era o stencil, em diferentes estamparias, além de bordados em cores ricas e vibrantes. Na verdade,
tecidos estampados apenas passaram a ser utilizados na Europa após o século XVII. Porém, existem exemplos de
estamparia utilizando blocos de madeira sobre linho, durante a Idade Média, técnica esta que foi muito provavelmente
trazida da Ásia e introduzida pelos romanos na Europa. A Índia era mestra na arte de estamparia sendo que seus produtos
superavam, em muito, o trabalho feito pelos Persas e Egípcios.

Estampas usando técnica de serigrafia sobre linho foram escavadas pelos arqueólogos em tumbas egípcias de 8.000 anos.
Seda estampada foi encontrada em escavações a leste do Turkistão e Kansu muito provavelmente originárias da dinastia
Tang chinesa.

Tartans e Xadrez: estampas geométricas fazem parte da história humana. Na história da moda ocidental, a origem do xadrez
pode ser traçada até a Idade do ferro (700 – 50a.C.) no Norte da Europa, mas especificamente nos pântanos da Alemanha e
Dinamarca. Pesquisas arqueológicas escavaram vários sacrifícios humanos, nos quais foi possível identificar as padronagens
têxteis das roupas das vítimas. Estas se compunham quase exclusivamente de tecidos com padronagem xadrez em fio de lã,
tecido 2X2 cruzado (em forma de losango). Os pigmentos de base vegetal davam à cor na lã, naturalmente branca. Hoje este
xadrez vermelho e branco é conhecido por padronagem “Medevi square” e considerado a marca registrada do xadrez sueco
assim como a padronagem xadrez branco e preto é conhecido como “Vichy”.

Já os Tartans, tão famosos símbolos dos clãs escoceses surgiram, com este específico propósito, apenas no século XVI
II. A falta de tecnologia indispensável para a imensa quantidade de diferentes combinações de tons que classificam os
vários clãs impossibilitava o tingimento homogêneo do fio, necessário para a confecção da padronagem xadrez complexa
dos tartans.

Contudo existe evidência da existência de tartans que datam do século 3 a.C.. Escavações arqueológicas acharam
um pedaço de pano xadrez, nas cores marrom e branca, fora usado como tampa.

A palavra Tartan significava, originalmente, “tecido de lã leve” e origina-se do francês tiretaine ou do espanhol tiritana.

Enfim, o que podemos concluir é que a estamparia é usada mesmo antes de pensarmos em existir em vida nessa
encarnação, e podemos reparar que o processo começou de uma maneira praticamente artesanal e usando
matérias primas e recursos que as pessoas tinham conhecimento naquela época.

Essa introdução sobre a história da estamparia é mais uma curiosidade sobre o assunto que vamos abordar em curso
e para o conhecimento geral de como a estamparia surgiu.
A serigrafia e suas aplicações
Aplicação na indústria
O uso extensivo da serigrafia por diversos setores industriais tem contribuído para o desenvolvimento de novos
materiais, métodos e equipamentos que, aliados à pesquisa e à experimentação artística, abrem novas possibilidades de
aplicação da técnica na elaboração da obra de arte.

A serigrafia, devido à versatilidade de aplicação sobre os mais diversos tipos de substratos, à possibilidade de utilização de
praticamente qualquer tipo de material fluido para imprimir (desde os mais diversos tipos de tinta até materiais condutivos,
adesivos, isolantes, resinas etc.) e à capacidade de controle de deposição da camada impressa, é largamente utilizada
pela indústria, e se estende aos mais variados setores. Dentre os quais, destacamos alguns exemplos:

Publicidade e comunicação visual: Impressão de cartazes, displays, placas de ruas, sinais de trânsito, auto-adesivos,
outdoors etc., tanto de áreas chapadas como reticuladas (imagem fotográfica). Os outdoors atuais como, por exemplo, os
backlights, têm alta resolução gráfica e são impressos em quadricromia sobre lonas e vinis, com modernos equipamentos
automáticos, utilizando-se tinta UV (ultravioleta). A impressão em serigrafia se destaca pela durabilidade da camada
impressa, no que se refere à maior resistência de exposição à luz e às intempéries, à viabilidade de impressão de
grandes formatos, como também à versatilidade de produção de pequenas tiragens, o que torna a opção pela serigrafia,
muitas vezes, economicamente mais viável se compararmos à impressão em off-set.

Indústria de embalagens e brindes: Impressão de frascos, caixas, sacolas, balões, canetas, cd-roms, cartões de crédito,
brinquedos, entre outros e aplicada a uma grande variedade de substratos como papéis, plástic os, madeira, couro,
metais, vidro entre outras. Aplicações sobre superfícies planas e curvas, em diversos formatos e tamanhos, e com
diferentes espessuras da camada de tinta (alto relevo).

Indústria de eletrodomésticos: Impressão sobre vidro temperado utilizado nas portas de fornos, impressão de
material condutivo aplicado nos circuitos térmicos de condução de gás em geladeiras, impressão sobre teclados de
membrana como os dos painéis de microondas e balanças.

Indústria de eletrônicos: Impressão de tintas resistes (tintas que imprimem uma camada que funciona como máscara
protetora) sobre placas de circuitos impressos, com diversas finalidades de aplicação como resistes de corrosão, de
metalização e de solda, impressão de tintas de legenda, impressão de tintas condutivas nas calculadoras eletrônicas.

Indústria automobilística: Impressão sobre vidros para aplicação de reticulados para controle da incidência de luz
(esmalte vitrificado) de condutores elétricos para antena FM e condutores de calor para desembaç adores de vidros
(pasta de prata), impressão de painéis (tintas epóxi e vinílica), impressão em relevo das juntas de motores (tinta plástica).

Indústria cerâmica: Impressão direta sobre azulejos e pisos, voltada tanto à decoração quanto à funcionalidade c omo,
por exemplo, os pisos antiderrapantes, que são impressos por meio de diferentes deposições da camada de tinta, criando
uma superfície texturizada. Impressão sobre decalques, utilizando-se tinta cerâmica, que são posteriormente aplicados
sobre porcelanas.

Indústria alimentícia: Impressão sobre chocolates e biscoitos, seja diretamente, utilizando telas de metal para imprimir o
chocolate derretido, ou indiretamente na impressão de papéis transferíveis (transfers) com tinta comestível, que são
aplicados no alimento.

Indústria têxtil: Impressão de estampas em tecidos de camisetas, bonés, toalhas, lençóis, bandeiras, etc. São utilizadas
desde tintas para impressão em quadricromia, até tintas metalizadas, emborrachadas, glitter, plastissóis entre outras.

As aplicações da impressão serigráfica são múltiplas, incluindo desde processos artesanais simples e baratos,
até processos automatizados que proporcionam alta qualidade de resolução de imagens.

Os recursos oferecidos pelo processo serigráfico viabilizam a impressão sobre suportes com características, dimensões e
formas fora dos padrões convencionais de outros meios de impressão, possibilitam a edição de grandes e pequenas
tiragens, sem limitação quanto ao número de impressões, além de permitir o uso de uma grande variedade de tintas e
outros materiais fluidos para imprimir. A pesquisa destes recursos abre um amplo campo de experimentação ao artista
interessado em utilizar a serigrafia na elaboração da obra de arte.

O princípio básico da serigrafia


A serigrafia é considerada o quarto processo de impressão, ao lado da impressão tipográfica, da rotogravura e da impressão
plana. Ao contrário do que ocorre nestes três outros processos, “a tinta não é aplicada no papel diretamente
pela matriz”, mas impressa no papel após atravessar a matriz. Na serigrafia, a matriz se constitui de uma tela permeável
de malhas finas, que é esticada em um quadro. No passado, a tela era feita de seda (daí o nome silk-screen, do inglês
seda) ou gaze. Hoje ela é fabricada com tecidos de poliéster ou também com uma rede de arame muito fina.

Através de diferentes técnicas, esta tela é coberta e/ou impermeabilizada de acordo com o motivo apenas nos
lugares onde a tinta não deverá chegar ao papel. Os pontos a serem impressos permanecem “abertos”.

Principais vantagens da serigrafia


As vantagens da aplicação da serigrafia comparadas com outros processos de impressão são grandes, sendo
possível imprimir os materiais e as superfícies mais diversas como superfícies lisas, porosas, irregulares e também
objetos tridimensionais como garrafas, latinhas, etc.
Impressão de pisos e azulejos com superfícies estruturadas.

É possível determinar o depósito de tinta de maneira exata. Isto permite a produção de impressões funcionais como,
por exemplo, de resistores elétricos, desembaçadores de vidros traseiros de automóveis, camadas de cola, etc.

Aplicação de camadas de emulsão com grandes espessuras: o volume de tinta pode ser até 20 vezes maior do que
em outros processos de impressão.

O depósito da tinta depende principalmente da espessura do tecido e da camada de emulsão.

É possível imprimir as mais diferentes tintas como, por exemplo, tintas convencionais com solvente, tintas UV, pastas
condutoras, colas, material de vedação, chocolate, calda de açúcar, entre outras, sendo possível produzir efeitos especiais
com tintas fluorescentes.
• Tipos de estampa
• Tipos de tintas utilizadas
• Processos e técnicas de Silk screen
• Onde pode ser aplicado em confecção
• Materiais usados no processo do silk screen
• Equipamentos e suporte para aplicação do silk screen
Tipos de estampa
Estampa Localizada
É o processo de silk screen tradicional mais usado no mercado. O processo é utilizado em peças individuais e não
no tecido todo, como por exemplo, fazer o silk de uma camiseta, onde a estampa é realizada sobre peças cortadas.

O processo pode ser realizado em produção individual ou em longa escala de acordo com a necessidade de cada
produto podendo ser manuais, ou mecanizadas em carrosséis automáticos, como usam uma Hering ou Sul Fabril, que
possuem várias destas máquinas.

O processo é feito através de um quadro de silk screen (tela ou matriz) que é aplicado no tecido e silkado diretamente cor
a cor e peça por peça.

Nesse processo é necessário tomar todos os cuidados e providências para que a estampa saia perfeitamente sem
nenhum defeito na peça. Os cuidados requeridos são a verificação do local onde a estampa será silkada no tecido através
de uma Ficha Técnica, marcas de registros aplicadas no fotolito que deveram seguir na gravação da tela para registrar a
sobreposição de cores na estampa, realizar o registro dos quadros antes de aplicar a tinta para o silk e a verificação da(s)
cor(es) exata(s) a ser(em) aplicada(s) e qual técnica de silk será usada.

Podem ser estampadas na mesma mesa onde se faz as estampas corridas ou em berços de alumínio com aquecimento,
em carrosséis manuais, ou até mesmo em placas soltas de “duratex”. A utilização de mesa de silkscreen tem a finalidade
de se usar tecidos abertos (corte sem fechamento / costura) e a utilização de berços ou carrosséis manuais é para silk
screen realizados em produtos prontos (camisetas fechadas/costuradas, por exemplo). Ambas as bases de aplicações
podem ter tamanhos e quantidades variadas, de acordo com a necessidade da produção ou espaço físico do seu negócio,
caso venha trabalhar no ramo.

Quadros, telas ou matrizes?


É a ferramenta fundamental do silk screen, ou serigrafia. Basicamente é constituída da moldura e de uma gaze, ou tecido,
esticada e fixada na moldura.

Hoje, utilizam-se tecidos técnicos de poliéster, de alta precisão, fabricado exclusivamente para este fim, devido a
sua excelente estabilidade dimensional que garante o registro das cores da estampa.

As molduras podem ser em madeira, alumínio ou ferro. Elas possuem dois parafusos de apoio e outro com uma “chaveta” e
esses parafusos regulam o movimento longitudinal da estampa na hora do registro e a chaveta o movimento lateral.

Estes três elementos, devidamente ajustados, permitem que se possam estampar cada cor no seu devido registro.
Registro é o encaixe exato de cada cor do desenho nas demais cores que compõe o desenho. Normalmente já se grava
as telas devidamente registradas.
As telas são gravadas com a imagem de cada cor componente do desenho. Para isto utiliza-se de uma emulsão fotográfica
que é aplicada uniformemente, e com muita técnica, ao tecido do quadro com um aplicador apropriado. Depois de seca, na
posição horizontal - para não escorrer - a tela pode então ser gravada.
Prensa-se a arte final ou o fotolito entre a tela e um vidro (com pesos ou com vácuo) e se expõe a uma fonte de luz por
um tempo determinado. Após isto, com um jato de água molha-se a tela.

A área protegida pela arte, que não recebeu luz, não endurece, e escorre, deixando aberta a área por onde a tinta
vai passar durante a impressão, reproduzindo exatamente o desenho original.

Para as artes mais complexas, como a quadricomia, separações indexadas ou mesmo na especialidade dos circuitos
eletrônico impressos, utiliza-se emulsões diazoicas ou de fotopolímeros, que exigem um alto grau de emissão
ultravioleta para a perfeita gravação da imagem desejada.

Estampa Corrida
São estampas realizadas em tecido ou malhas a metro. Como já vimos, manualmente ou mecanizadas.

O segredo da estampa corrida está em confeccionar a arte de forma em que cada batida consecutiva das telas, a
emenda de uma batida com a outra não seja percebida, que a estampa mostre um continuo absolutamente uniforme,
como se a emenda não existisse.

Esta emenda é chamada de Rapport, também chamada em português de atacadura.

Chamamos de rapport também a largura de cada batida, ou melhor, a distância entre as cruzetas de registro que define
a distância entre os batentes da mesa que vão garantir o perfeito encaixe de cada batida consecutiva.

Se o rapport for marcado errado na mesa, ou fica uma abertura entre cada batida ou a estampa trepa uma na
outra, deixando uma marca que vai arruinar a estampa.

Falso Corrido
Estampas realizadas sobre pedaços de tecidos cortado, ou “paneaux”, mas sem continuidade de emenda do rapport de
uma estampagem para a outra.

Muito usada em pequenas estamparias que não possuem longas mesas de estampagem, para simular a estampa corrida,
não tem compromisso de rapport e são mais simples de realizar.

Neste caso os paneaux são enfestados e o corte riscado e efetuado. A perda de tecido é maior, mas é a única maneira
de viabilizar um corrido simulado em uma pequena área.

Pode-se fazer falso corrido de forma corrida. Estampa-se como se fosse corrida, mas cada batida de tela não emenda com
a outra.

Tem-se que cortar em paneaux e enfestado (empilhado) como já mencionado.

Existem certa estampas onde isso é desejável. Por exemplo: estampar a bandeira do Brasil, uma atrás da outra em um tecido
a metro, ou vestidos onde a flor principal tem que estar na altura do peito, ou fazer uma tela para estampar listras
longitudinais num tamanho que dê para cortar uma calça, com uma tela de tamanho especial, com o rapport adequado.
Listras longitudinais não podem ser estampadas à quadro, pois fica marcada a emenda da tinta sobre tinta.
Nenhuma área continua pode ser estampada em estamparia de quadro, só com cilindros.

Para viabilizar a estamparia de quadros de certos desenhos, utilizamos recursos para permitir que cada batida flua para a
outra sem emendas percebíveis. Usamos os elementos da estampa pra criar um caminho da emenda - raminhos, folhas,

ou qualquer outro motivo que constitua a estampa.


Estampa Corrida de Quadro
É um processo de estamparia de rolo de tecido. São desenhos que se repetem formando um rapport cobrem toda
a extensão do tecido sem tingimento. Assim são feitos os tecidos estampados.

O rapport é padrão mínimo da estrutura do desenho que


se repetirá por toda a extensão do tecido, sua arte é
criada para que não seja percebida a emenda entre
uma batida e a outra, e também de forma que o
desenho se complemente.

O processo de estamparia corrida em quadro é um


processo lento e caro. São feitas telas de nylon como as
telas de silk screen, porém com a medida de 1,50 x
0,80m e a tinta é aplicada manualmente ou por
máquinas através dos quadros (telas).

É utilizada uma tinta especial que busca obter o


menor toque possível para não comprometer o caimento do tecido. Existe um limite de até oito cores. Estamparia
Corrida de Cilindro
Processo semelhante ao processo de quadro. Porém, neste são utilizados cilindros metálicos perfurados com os
desenhos da estampa. Esse tipo de estampa pode ser realizadas em máquinas de estamparia, que utilizam até 12
cilindros (que é uma tela cilíndrica feita em níquel). Podem estampar algo como 50 metros, ou mais, por minuto. São
máquinas caríssimas, usadas normalmente nas fábricas de tecido e malhas.
Nas máquinas mais antigas podia-se gastar cerca de
300 metros, ou mais, para ajustar o registro de todas as
cores, e essas perdas vão para as lojas de pontas de
estoques das fábricas de tecido. Hoje existem
máquinas com modernos ajustes digitais que reduzem
isto ao mínimo.

Para cada cor é feito um cilindro. A tinta é colocada


dentro do cilindro e uma maquina gira os cilindros
aplicando a tinta ao tecido como numa gráfica. É o
processo mais moderno de estamparia corrida. Seu
custo de preparo é pouco mais alto que o de quadro,
porém o tempo de produção é muito mais rápido.

Também existe o limite de oito cores.


Para se gravar um cilindro, o processo pode ser digital usando gravadoras a laser, cera ou manual utilizando fotolitos.

A estamparia de cilindros geralmente é utilizada quando a quantidade de tecido a ser estampada é muito grande e com
pouco prazo para sua execução. Podem-se estampar listras continuas no sentido longitudinal, o sentido do urdimento.

Tecidos têm trama (transversal) e urdimento (longitudinal), permite áreas contínuas chapadas de tinta vazado na cor
do tecido, impossível de ser feito a quadro.

Estamparia Corrida em Transfer Sublimático


É um processo que funciona com cilindros metálicos
perfurados, a diferença do processo de estampa de
cilindro comum é que os cilindros são alimentados com
tinta sublimática e a máquina aplica a tinta a um rolo de
papel que na mesma hora vai aplicando por processo de
prensa térmica no tecido.
Praticamente são estampas que são transferidas de um
papel previamente impresso com a tinta de corante
sublimático (“dye sublimation” em inglês).

Para a estamparia corrida, tais papeis são produzidos em


bobinas por gráficas especializadas, pelo processo “off-
set”.

A bobina de papel e o rolo do tecido são alimentados numa calandra especial que transfere a estampa do papel para o
tecido por pressão e calor.

A tinta sublimática é uma tinta que reage diretamente com a fibra dos tecidos de poliéster e poliamida e funciona como
uma espécie de tingimento localizado.

Limita-se ao uso de até oito cores e apenas aos tecidos de poliéster e poliamida e o resultado é lindo e de alta precisão.
Mas tem o inconveniente de só servir para estampar tecidos de poliéster e da dependência de papeis pré-impressos
importados.

Estamparia Digital
Processo de estamparia onde uma maquina semelhante a uma impressora gigante imprime diretamente no tecido
um desenho digital. Do computador para o tecido.

Esse processo dispensa a fabricação de quadros e cilindros, além de possibilitar a produção em pequena escala,
sendo possível estampar um único metro se necessário, contra os 600 metros mínimos pedidos para os outros
processos de estamparia corrida.

Graças à alta resolução dessas “impressoras” de tecido é possível imprimir até fotos através da estamparia digital.
Este processo eliminou alguns custos, porém seu valor é três vezes maior que os convencionais porque a tinta usada
é extremamente cara.
Sua aparência após estampado é a de quadricromia. Suas cores são formadas pelos pixels em jatos de tinta e podem
ser estampados praticamente todos os tipos de desenhos que se desejar os de qualquer padronagem que conhecemos
em estamparia e inclusive ou principalmente os formados por fotos e/ou ilustrações com todas as cores possíveis.

Por todas as possibilidades é o processo mais lento e por isso usado para desenhos difíceis, com inúmeras cores,
desenhos fotográficos, exclusivos ou de pouca quantidade.

Sua qualidade é excelente e seu toque é somente o do tecido, como os do processo transfer.

Tipos de tintas utilizadas


Existem basicamente os seguintes sistemas de tinta para estampar tecidos:

Com Pigmentos
Pigmentos são matérias sólida, moída muito fina, em diversas cores.

Adicionada nas doses certas a uma base, ou pasta à base d’água, que contém fixador, emulsionador, amaciante, água
e outros aditivos conservantes, constituem a tinta de estamparia.

Existem pastas (à base d’água) de cura ao ar (acrílica) ou de cura por calor.

A pasta com resina acrílica, de cura ao ar, é muito usada em camisetas, e cura ao ar em 72 horas. São muito práticas para
estampas localizadas, porém têm um toque mais sólido, e desagradável para uma blusa ou vestido todo estampado. As pastas
de cura por calor, por outro lado, têm um toque mais suave e macio. Depois de lavadas e amaciadas ficam melhor ainda. São
o que chamamos de tinta TT - tintas translúcidas para serem estampadas sobre tecidos brancos.

Quando estampadas sobre tecidos coloridos elas se compõe com a cor do fundo formando uma terceira cor, o que muitas
vezes é o que se quer. No caso da tinta preta o resultado é sempre o preto, e isto é muito utilizado, já que se tem um tecido
estampado em duas cores tendo-se estampado uma única cor, o preto.

Pigmentos adicionados em excesso requerem mais fixador, o que endurece e empapela a estampa - sendo assim não
adianta tentar copiar certas cores muito intensas de corante, com pigmento.

Corantes
São tintas feitas com corantes químicos cujo resultado é normalmente excelente: cores mais vivas e vibrantes
e absolutamente nenhum toque; porque mudam a cor da fibra sem acrescentar matéria sólida.

É o que se encontra nas roupas mais finas, nos lenços de seda, nas cangas de praia (dependendo da viscosidade
da pasta, a estampa aparece também do outro lado do material.)

São chamados de corantes reativos, usados para estampas popeline, viscose, seda, etc.

Para estampar lycra e poliéster usam-se os corantes ácidos.

Porque não a usamos? É um processo mais complexo e caro: o controle das cores é traiçoeiro (só se vê a cor final depois
da lavagem), o material estampado tem que ser vaporizado em equipamentos que utilizam caldeiras e, depois, têm que ser
lavados para descarregar o excesso de corantes.

As cores têm que ser escolhidas de cartelas previamente preparadas, que já foram lavadas e mostram as cores finais. O
difícil é novos lotes de corantes serem fornecidos exatamente iguais aos usados para as cartelas.

Isso pode ocorrer também com pigmentos - por isso usamos sempre os pigmentos Bayer.

O corante, quando bem feito, é uma maravilha; não tão bem feito pode ser um desastre. A não ser que você esteja
estampando para seu próprio uso. Aí ninguém vai saber que foi um desastre. Mas para atender as especificações de um
cliente, já viu! No Rio de Janeiro não existem prestadores de serviço fazendo estampa corrida em corante reativo. Os
confeccionistas, quando solicitados pelas lojas, mandam fazer em São Paulo.
Mas existem estamparias que estampam lycra com corantes ácidos para os confeccionista de linha praia e lingerie, como
a Sayonara no Rio e a Rosset em São Paulo.

Pode-se estampar lycra com pigmento, mas o resultado não é tão bonito nem tem a mesma solidez do corante.
Solidez refere-se à capacidade de fixação das tintas no material estampado. Mas fazemos muitas estampas localizadas
em peças de lycra cortada com tinta plastisol - como peças de biquínis, maiôs e roupas da linha aeróbica, com aplicação
de glitter, esferas de vidro e brilhantes.

Transfer Sublimático
São papeis impressos com uma tinta a base de corante ácido que quando pressionados com calor sobre um tecido
com poliéster em sua composição, transferem com solidez a estampa impressa para o tecido.

Existem máquinas, ou calandras, que trabalham com papel em bobinas, que transferem a estampa continuamente para
um tecido alimentado paralelamente na máquina.

Como estes papeis são impressos em offset, exatamente como papel de revistas, consegue-se uma qualidade
de impressão extraordinária.

Quase toda roupa de alta qualidade em tecidos com poliéster são impressos assim.

No caso de estampas localizadas, ou mesmo em falsos corridos, temos uma prensa com 1 metro por 90 cm que permite
usar papeis feitos por nós numa impressora automática para papéis, ou, se a quantidade justificar, mandar imprimir
numa gráfica especializada, em offset, e obter um resultado excelente.

Plastisol
É uma tinta à base de plástico PVC. Ela tem um toque mais forte, o que muitas vezes é desejável pelo cliente.

Têm que ser curada numa estufa à 165º C. O material tem que agüentar esta temperatura sem encolher ou amarelar,
ou mudar de cor. Aliás, todo material tem que ser testado antes de se realizar o corte e a impressão.

É uma tinta que tem uma qualidade maravilhosa em relação à produtividade e à mecanização da impressão: elas não
secam nunca, não entopem telas, o que permite largar a tinta na tela e ir almoçar. Elas não secam, elas são curadas, e
se fundem no material onde estão sendo impressas.

Nos Estados Unidos, fãs da produtividade, praticamente só usam esta tinta para camisetas.

Nos carrosséis automáticos só se pode usar esta tinta, pois, como não secam nem estopem as telas, a produção não é
arruinada porque a tela de alguma cor entupiu e a cor ficou falhada.

No nosso calor, poucas peças seriam estampadas antes de todas as cores começassem a secar nas telas. Além do mais, no
final do expediente pode-se deixar as telas no lugar, devidamente no registro, para retomar o trabalho no dia seguinte.

Tinta de Cobertura
São usadas quando se deseja estampar sobre tecidos ou malhas coloridas, sobretudo nas cores mais escuras.

Podem ser TT, acrílicas ou plastisóis.

Recebem, em sua composição, óxido de titânio finamente moído.

No caso das tintas à base d’água, o pigmento branco acrescenta mais um fator sério de entupimento de telas.

O pigmento branco é muito maior que o pigmento colorido: como comparar uma bola de futebol com uma continha.
Quando se usa tinta de cobertura as telas utilizadas precisam estar esticadas com um tecido com uma trama mais aberta,
que permita a tinta fluir sem provocar entupimentos.
A tinta plastisol de cobertura não entope, e trabalha com telas onde as tintas à base d’água não poderiam ser usadas.
Isto permite bons detalhes, mesmo em letras finas em branco sobre fundo escuro, ou retícula de policromia ou indexado.

As tintas de cobertura normalmente são repicadas, ou seja, estampadas como uma segunda demão, para poder
efetuar uma cobertura eficiente.

Na estampa corrida procuramos usar as tintas de cobertura com parcimônia, pois não só têm um toque mais sólido devido
ao depósito de mais pigmentos brancos, como não se repica estas cores. Repicar cores na estampa corrida a encareceria
demasiadamente. Assim o branco fica meio off-white, ou um branco sujo. Se o fundo é de cor clara ou pastel a cobertura é
muito boa.

Tintas Especiais
Para confeccionar outras tintas especiais adicionamos componentes para se obter outros visuais.
Usamos também pigmentos metalizados para conseguir tintas dourada, prateada, bronze e ouro velho.

Há ainda a adição de “glitter” e purpurina. O “glitter” é uma purpurina com partículas um pouco maior. É feita
normalmente em poliéster metalizado e é fornecido em várias cores além do tradicional prata e ouro.

Estas tintas podem ser usadas tanto na estampa corrida como na localizada.

A tintas plastisol é usada apenas na estampa localizada, já que como não secam não há como fazer a cura
intermediária entre as cores, o que é possível ao estampar peças cortadas.

Processos e técnicas de Silk Screen


Técnicas de Silk Screen
Temos muitas estampas que utilizam processos especiais, ou uma combinação de vários processos como a Flocagem,
o Foil, o Relevo entre outros.

É possível combinar estes processos, acrescentando bordados ou crochets, patchs, folhas, fios de lã, recortes de feltro ou
o que a criatividade inventar e a técnica permitir.

Obviamente existem custos associados a esta viagem criativa, que muitos emrpesas ou marcas escolhem por serem
de vanguarda, ou por que sua clientela pode absorver este tipo de custo, em nome da diferenciação.

Abaixo vamos falar sobre os principais tipos de técnicas usadas na aplicação do silk screen.

Toque Zero - Base D´Água


Tinta para tecido a base de água. Seu efeito é de uma estampa com aspecto mais claro, lavadinho.
A grande quantidade de água na composição dessa tinta proporciona um toque imperceptível na
estampa.

Esse é o processo mais tradicional do silk e é o processo que usamos neste curso.

Puff
O efeito puff é proporcionado por um tipo de tinta expansiva, onde, através do contato com o calor,
ela expande dando o efeito “fofinho” ao desenho. A tinta pode ser encontrada em plastisol e a base
de água.

Foil
É uma película metálica (folha) importada que é aplicada do tecido através de uma cola. A cola é
aplicada como qualquer cor no processo de silk screen através da tela de nylon. Depois de aplicada
a cola, a folha de foil é colada na peça, que é levada para uma prensa térmica, e retiradas às
sobras (que não foram aplicadas pela cola. O foil é utilizado para obter brilhos incríveis como
prateados e dourados.

Plastisol - Relevo
É uma tinta expansiva, reagente ao calor, onde seu brilho é semelhante ao do plástico, e
aplicando calor a tinta é possível obter volumes na estampa. É o famoso emborrachado.

Plastisol - Relevo Transparente


É uma tinta plastisol gel (transparente ou incolor) expansiva, que da o efeito de tinta transparente
onde a tinta puxa a tonalidade do tecido de fundo, dando um aspecto de tom sobre tom.
Plastisol - Repuxado
É uma técnica utilizada com o recurso da tinta plastisol que através de camadas de tintas criadas na
matriz na hora da impressão da estampa, ao retirar a tela, ela cria superfícies irregulares na estampa.

Craquelê
É uma processo de aplicação de tinta plastisol com a ação de calor, gerado pelo soprador
térmico, que gera o craquelamento ou rachadura onde a tinta plastisol craquelê foi aplicada.

Flocagem
É uma processo de aplicação parecido com o do foil, onde é aplicada uma cola localizada no tecido
através da tela, e a peça vai para uma máquina especial onde são aplicadas pequenas fibras sobre
a cola, resultando num efeito de estampa que parece um veludinho colado.

Perolada
É uma tinta para tecido com uma mistura de pasta de brilho. Essa tinta já vem preparada para a
estamparia, e sua aplicação deixa a estampa com um aspecto brilhoso, semelhante ao brilho leve
de uma pérola.

Processos de Silk Screen


O silk screen pode ser resumido à 4 tipos de processos, sendo eles o Silk Screen, a Quadricromia, o Transfer e o
Transfer Sublimático. Abaixo, segue a definição de cada processo.

Silk Screen
Essa é a mais popular forma de estamparia localizada. É feita a partir de uma tela de nylon perfurada (revelada
pela impressão de um filme fotolito), onde a tinta é aplicada na tela e transferida para o tecido pelos furos na tela.

Não existem restrições de quantidades de cor, porém, quanto mais cores o desenho tiver, mas caro ele ficará, pois
para cada cor, é necessário uma tela diferente.

Quadricromia
É um processo de silk screen onde são feitas 4 telas de nylon perfuradas especiais (com furos menores) que funcionam
como os cilindros de impressão gráfica. São utilizadas as 4 cores da impressão gráfica em papel (Azul, Magenta, Amarelo
e Preto) possibilitando obter com a mistura das cores uma extensa gama de combinações. É utilizada para estampar
fotos em sua maioria, porém, a resolução de imagem deixa a desejar.

Transfer
Processo de transferência de imagem do papel para o tecido por prancha aquecida, impressões em impressoras laser. A
tinta contida no papel é transferida para o tecido quando o papel é submetido à pressão e alta temperatura por alguns
segundos.

Não existem limitações de cor por ser um processo de impressão.

Transfer Sublimático
Processo semelhante ao transfer comum, a diferença é o tipo de tinta utilizada e o toque proporcionado. O
transfer sublimático é feito com tinta sublimática, utilizada em impressoras especiais (sublimáticas).

A tinta sublimática é uma tinta que reage diretamente com a fibra dos tecidos de poliéster e poliamida e funciona como
uma espécie de tingimento localizado.
Onde pode ser aplicado em confecção.
Hoje em dia, a aplicação de estampas em peças de confecção tomou uma grande proporção no mundo da moda
tendo uma excelente aceitação pelos consumidores.

Conseguimos identificar a estamparia em diversos produtos e aplicações que nunca imaginaríamos que poderiam
ser usados em tempos atrás.

A estampa em geral, tem muitas finalidades e aplicações que não só diz respeito à moda ou na indústria da confecção em
geral, hoje a estampa é utilizada em produtos diversos como a papelaria, adesivos decorativos de ambientes, embalagens,
canetas, chaveiros, cartazes, relógios, óculos, produtos esportivos como shapes de skate, pranchas de sur f, bikes, bolas,
carros, motos, capacetes de motos, entre outros tantos que se eu for dar continuidade, a lista vai ser enorme, mas é muito
importante citar isso, pois a proposta do curso é aguçar a criatividade do aluno para a criação de estampas não pensando
somente em confecção, mas sim de uma forma mais ampla onde da imaginação e criatividade de cada podem surgir
novas técnicas, processos e tipos de aplicações do silk screen.

Abaixo vou ilustrar algumas aplicações da estamparia em alguns produtos diferenciados voltados para o ramo da moda.

Materiais usados no processo do Silk Screen


Para a prática do silk screen são necessárias o uso de alguns tipos de materiais que são peças fundamentais para que o
processo em geral seja bem aplicado. É importante lembrar que alguns materiais podem ser improvisados com alguns
utensílios domésticos no começo para se ter um melhor custo benefício no início da sua empreitada ao mundo do silk
screen, mas também é importante lembrar que o uso do material adequado é fundamental com o tempo.

Rodo impressor
Material utilizado para aplicação da tinta ao objeto a ser impresso.

Quadro de madeira
Componente básico da estrutura da tela.

Nylon (trama)
Espécie de tecido utilizado para confecções de telas. Hoje é o tecido mais utilizado e indicado é o poliéster que mais para
frente na apostila iremos falar sobre ele.

Matriz ou tela
É o composto final para execução da impressão.

Desengraxante de tecidos
Com a tela pronta, esse produto é passado para limpar todas as sujeiras (gorduras, poeiras, etc.) que ficam no nylon. É
uma espécie de detergente que serve para a limpeza do tecido antes de preparar a tela para a gravação.

Emulsão e sensibilizante
Esses dois tipos de componente, misturado a proporções corretas, fazem parte da gravação da tela.
Corda, grampeador, tachinhas e cola
Materiais que são utilizados para fixar o nylon (trama) ao quadro de madeira para a produção do quadro ou tela para
a produção do silk screen.

Acessórios Calhas ou canaletas


Servem para aplicação da emulsão preparada na tela para a gravação da arte no quadro. As calhas podem ter
diversos tamanhos que são usados de acordo com o tamanho do quadro a ser gravado.

Pincéis
Em vários tamanhos para fazer o retoque das telas e cobrir os espaços abertos no quadro para a tinta não vazar no tecido
no ato da aplicação do silk.

Cola permanente
Especialmente para fixar tecido e outros materiais a mesa de impressão.

Copos, recipiente plástico (graduados ou não)


São usados para medir a quantidade certa a ser aplicado na hora do preparo da emulsão e também serve para misturar as
tintas que serão aplicadas na estampa.

Espátula
Serve para colocar e retirar a tinta nas telas, para misturar a emulsão e para retoques em telas.

Estopas, esponjas, trapos de pano e papel


São acessórios de limpeza de telas, mesa, rodos e outros materiais.

Estilete e tesoura
Para recortar filmes, fazer arte final, cortar papel, etc.

Fita adesiva
Serve para a vedação da tela, na preparação para a impressão e também é usada para aplicar no fotolito quando
há necessidade de junção devido ao tamanho da arte e no momento do registro no quadro para a gravação da tela.

Secador
É um secador especial utilizado na área da serigrafia ou pode-se usar um secador de cabelo.

Tintas e solventes
Existem vários tipos de tintas para serigrafia, mas basicamente se usam tintas a base d’água e tintas a base de solvente.
Cada tipo de material a ser impresso possui um tipo próprio de tinta e cada tinta por sua vez possui seu tipo de solvente. A
consistência da tinta usada dependerá do tipo do material e do nylon da tela.

Mesa de impressão
Para a impressão, a tela precisa ser fixada a uma mesa que podem ser de diferentes jeitos. Temos as mesas
profissionais utilizadas em estamparia para o processo de larga escala e de tecidos aberto, temos os berços ou
carrosséis onde é utilizado para peças já prontas e podem ter diferentes tamanhos ou podemos usar nossa imaginação e
criar uma base de mesa de impressão utilizando madeira, um forro de plástico ou nylon e dobradiças que permitem a
marcaç ão do registro, permitindo que a tela seja abaixada e levantada sem perder o local onde está apoiado o material a
ser impresso, o que é feito diversas vezes durante a impressão.
Equipamentos e suporte para aplicação do Silk Screen
O nível da tecnologia está se desenvolvendo e proporcionando uma capacidade produtiva cada vez maior. Neste ponto,
vemos a importância da automatização dos processos, não só na economia de mão de obra, mas principalmente na
padronização dos resultados. Além do ganho de produtividade e velocidade, isso é um fato. Hoje temos suporte para
todas as etapas, seja na pré-impressão, impressão e pós-impressão, apresentam algum tipo de aparato que dão suporte
ao sistema.

O avanço da tecnologia é um grande ponto positivo para nossa área também, cabe cada um saber utilizá-la da
melhor maneira que seu espaço e seu bolso permitir.

Vamos ver alguns equipamentos e suas funcionalidades.

PRE-IMPRESSÃO
Se o profissional deseja qualidade na impressão, deve conhecer e controlar diversas variáveis do processo produtivo, e
dispor de equipamentos com um alto nível técnico. E, para a realização de um bom trabalho, também é imprescindível
contar com matrizes serigráficas de qualidade. Para isso é preciso adotar tecidos com fios, cores, tecitura e lineatura
adequados ao substrato e à imagem que se deseja imprimir. Emulsões e quadros (caixilhos) também são elementos
aos quais se devem atentar.

Com todos os aparatos em mãos, é fundamental realizar corretamente as etapas de esticagem, emulsionamento, gravação e
revelação da tela serigráfica. A qualidade da serigrafia começa na confecção das matrizes. A definição da tela e a armação vão
garantir a longevidade e a qualidade do quadro. Mas, além disso, é necessário extrair o máximo potencial desses produtos e,
para isso, são necessário equipamentos adequados para cada etapa de fabricação de matrizes.

ESTICADORES
Para a esticagem da malha (tecido da tela), pode-se fazer uso das técnicas manual, eletromecânica ou pneumática.

Dentre os métodos de esticagem, o manual é o mais básico e não utiliza


aparatos com muita sofisticação. Na maioria das vezes, é adotado por serigrafias
de pequeno porte, que trabalham com produções pequenas e não exigem um
alto nível de qualidade. Grampos e adesivos específicos são usados para
prender o tecido à superfície do quadro. Para realizar esse trabalho, o serígrafo
depende de um grampeador e um suporte para prender a matriz a uma mesa,
que facilita a esticagem.

No processo eletromecânico, o tecido é desenrolado e acoplado aos esticadores. Estes, ao serem acionados, puxam a
malha, longitudinal e transversalmente, até que se alcance a tensão adequada. É importante ficar atento ao
aparecimento de furos e defeitos no tecido, pois podem
causar rasgos e depreciação da malha.

Quando falamos de esticagem pneumática, referimo-nos a um dispositivo composto por várias pinças operadas por ar
comprimido, que agem em conjunto para tencionar o tecido. Essas pinças possuem uma base (na qual o quadro é
apoiado) e uma manivela (para fechar manualmente os mordentes, que prendem e esticam). O equipamento conta, ainda,
com caixas de controle, ligado às pinças, que regulam a tensão exercida na malha.
Para garantir a uniformidade e a tensão correta, é possível utilizar o tensiômetro. Enquanto o tecido está recebendo a esticagem,
esse aparelho é colocado sobre a malha. Uma tela mal tensionada pode produzir desencaixe e, nas máquinas automáticas,
pode vir a não descolar do palete (mesa) ou produto, podendo arrancar o produto, romper a tela, aumentando os custos da
produção e atrasando a entrega. Além disso, interfere na aplicação uniforme de tinta sobre a peça.

EMULSIONADORES
A camada de emulsão é imprescindível para a gravação da imagem
na matriz. Essa camada é a que define a passagem de tinta e, por
isso, é uma das responsáveis pela qualidade da imagem.

O líquido viscoso pode ser aplicado no tecido, manualmente, com


uma calha especial ou com equipamentos automáticos, que agilizam o
processo e proporcionam uniformidade. Existem alguns tipos de
dispositivos confeccionados com aço e alumínio, os quais se
diferenciam, basicamente, pelo tamanho.

Emulsão automatizada proporciona Modelo de prensa combina, em um único equipamento, processo de mais agilidade
e uniformidade. gravação e secagem, por meio de uma estufa com gavetas individuais.

GRAVADORAS DE MATRIZ
Depois de receber a emulsão, a tela serigráfica é levada a uma prensa, que
nada mais é do que um dispositivo para gravação de matrizes. Nessa etapa,
ocorre a transferência da imagem do diapositivo à emulsão. Aliás, a qualidade
desse diapositivo, o tempo de exposição e a luz precisam ser controlados, para
um trabalho padronizado.

Os equipamentos industrializados são capazes de manter o quadro fixo e estável


durante a exposição à luz. Existem dois principais formatos de gravadoras:
gabinete e basculante.

Gabinete: É similar a uma caixa com um tampo de vidro. E, sobre esse tampo, há
outro de borracha, que funciona como uma prensa. A luz para gravação se
localiza dentro do gabinete. É também chamada de mesa. Alguns modelos podem
incluir uma estufa.

Basculante: Podendo ficar tanto na horizontal quanto na vertical, possui dois


tampos ligados por dobradiças. A lâmpada para gravação pode estar na base oi
ser avulsa, instalada em um pedestal.

O segundo formato é o mais indicara para registro de quadros maiores, isso porque telas de grandes formatos exigem
mais distância da fonte luminosa, durante a gravação e no caso das prensas em formato gabinete, a lâmpada é fixa.

É importante ressaltar que o gabinete fechado protege a matriz contra outras fontes de luz durante a gravação. Quando se
utiliza uma prensa basculante, é necessário um ambiente em que não existam lâmpadas que emitam raios ultravioletas,
os quais podem comprometer a revelação da emulsão.
CTS (COMPUTER TO SCREEN / COMPUTADOR PARA A TELA)
Outra maneira de gravar a matriz serigráfica é do Computador para a tela. Essa tecnologia permite ao serígrafo dispensar
fotolitos e prensas a vácuo. Em alguns casos, nos CTS mais avançados, é possível prescindir da etapa de exposição.

No CTS, as imagens salvas são enviadas ao software RIP


(Raster Image Processor) que as converte para um sistema
de impressão a jato de tinta. Com esse equipamento, há uma
redução no tempo de exposição de até 40%. Dessa forma,
além de maior agilidade na produção, garante-se estabilidade
no processo. E não podemos deixar de mencionar a facilidade
de armazenamento de imagens, que é feito em arquivos
digitais. Há quatro tipos básicos de sistemas CTS>

A jato de tinta: Faz a impressão do positivo da imagem


diretamente na camada de emulsão do quadro. A tinta
utilizada é à base d água e por isso é preciso ter atenção
com emulsões compatíveis à água para que ela não penetre
na camada, gerando má definição.

A jato de cera: O princípio é semelhante ao método com tinta. A distinção está no fato que a cera é liquidificada a 180º C e
ao entrar em contato com a matriz, se solidifica. É um processo instantâneo.

Exposição com luz UV: Também conhecida como DMD (Digital Micromirrors Devices) usa um chip com micro espelhos,
refletindo a luz de uma lâmpada ultravioleta diretamente na tela emulsionada. Se comparado ao diapositivo, esse
método elimina duas etapas: O filme e a exposição à luz.

Exposição a laser: Para remover a emulsão polimerizada, o equipamento adota diodos de laser azul-violeta que
emitem raios nas áreas positivas da imagem.

Um entrave para a disseminação desse método é o custo alto do aparelho. E, apesar das diversas vantagens, o
CTS possui algumas limitações - problemas de foco na exposição da luz, por exemplo.

IMPRESSÃO
Com desenvolvimento da tecnologia serigráfica, hoje existem diversos equipamentos para imprimir trabalhos variados,
entretanto, não podemos menosprezar as impressoras manuais, pois elas acabam sendo bons instrumentos para
quem deseja começar na serigrafia.

IMPRESSORAS PLANAS
As impressoras (ou mesas) planas contêm um tampo a vácuo que possibilita a
fixação do substrato durante a impressão (não operam com tecidos). E para
prender o quadro ao equipamento, precisam de um sistema de garras
específicas. Com esse dispositivo, basta o impressor instalar o quadro
corretamente para iniciar uma produção em série, pois o quadro pode ser
levantado e abaixado sem o risco de mudar seu posicionamento. Existem
alguns tipos principais de mesas planas, confira:

MANUAIS
Nas impressoras manuais, o operador realiza a passada do rodo. Para acertar
o posicionamento do substrato nas planas são usadas as marcas de registro.
Assim que o ponto de impressão for definido, marca-se a mesa com fitas
adesivas para garantir a repetição do local de gravação.

A medição da produtividade de aparelhos manuais é muito difícil, dada a


subjetividade do processo, depende muito de variáveis como agilidade e
resistência do impressor. Durante um dia inteiro, o trabalhador não
consegue manter um ritmo constante

SEMI-AUTOMÁTICAS
Com um sistema semi-automático, podemos notar um aumento na produção. Nesse processo, o impressor apenas coloca
e retira o substrato da máquina, enquanto ela realiza a passada do rodo automaticamente. A impressora plana semi-
automática é destinada a produções de maior demanda, geralmente com lotes acima de 500 peças, ou menores, quando
há exigência de muita qualidade.
Um pouco acima dos aparatos semi-automáticos, ainda
existem os modelos 3/4 automáticos, que possuem
passada de rodo e extrator de substratos ambos
automatizados. Dessa forma, só é preciso configurar a
impressora e alimentá-la com as mídias.

AUTOMÁTICAS
Essas impressoras são semelhantes às máquinas
semiautomáticos. O principal fator que as diferenciam são
os módulos para entrada e saída do substrato que, nesse
caso, são automático, adquirido no momento certo, pode
sozinho duplicar o faturamento de uma serigrafia, desde que
o projeto ou análise tenha sido bem feita. O sistema desse
tipo de máquina possibilita a operação com suportes planos
flexíveis, como papel e auto-adesivos ou materiais rígidos
como chapas de PVC e vidro. Todavia, não são todos os
modelos que permitem impressão sobre esses substratos.
Se desejar um registro em vidro, por exemplo, é necessário
que a máquina seja projetada para tal aplicação, visto que
precisa suportar o peso desse material durante todas as
etapas (alimentação, impressão e extração).

Tais equipamentos automáticos ajustam adequadamente as peças, a fim de garantir o encaixe preciso das cores. Essa
manobra é feita por meio de mecanismos ou sensores óticos, que transportam o substrato à área de impressão
corretamente.

Como a tiragem é elevada, a curadora UV


pode ser acoplada ao mecanismo, pelo fato
de a tinta ultravioleta ter uma rápida cura,
procedimento mais adequado à produção
das impressoras automáticas.

Grande parte dessas impressoras permite a


instalação modular. Assim, é possível montar
uma linha de produção em módulo, com
quatro estações, por exemplo. Para isso, é
necessário o transporte automático das
peças a serem impressas, do primeiro ao
último módulo de impressão, dispondo de
esteiras e curadoras UV entre as unidades.

AUTOMÁTICAS COM CILINDRO A VÁCUO


Os equipamentos com essa estrutura são especialmente voltados à impressão de substratos planos, leves e de baixa
espessura, trabalham basicamente com folhas avulsas de papel. Podem ser empregados, também, na aplicação de
verniz em capas de livros e folhetos.

Se comparados aos padrões serigráficos, é possível dizer que operam em altíssima velocidade, alguns modelos atingem a
marca de 3 a 4 mil impressos por hora. Um dos dispositivos que proporciona esses índices altos de operação é o cilindro
a vácuo, que faz o substrato se mover rapidamente sobre a matriz de impressão.

Os aparatos desse tipo apresentam módulos de alimentação e extração automatizados (como os aparelhos com mesa
a vácuo), além da curadora UV.
IMPRESSORAS AUTOMÁTICAS ROLO A ROLO
Esse tipo de equipamento é destinado à impressão de materiais disponibilizados em rolos - podem ser papéis, filmes,
poliéster, PVC, sintético, alguns tipos de tecidos, vinil e materiais plásticos - desde que a largura do substrato respeite os
limites da saída da impressora, que também é conhecida como máquina de alimentação à bobina. Geralmente, essa
largura não chega a 50 cm. Entretanto, empresas já disponibilizam tamanhos variados e, no mercado internacional,
existem modelos disponíveis para grande formato, com capacidade para rolos de mais de 2 m de largura.

Para produzir de forma adequada, o desbobinador e o rebobinador dessa impressora têm de funcionar em sincronia
e, dessa forma, evita-se problemas de tracionamento,
garantindo um registro correto das imagens.

O módulo de impressão de grande parte das impressoras


rolo a rolo apresenta uma mesa a vácuo, embora existam
as que funcionam com um cilindro a vácuo.

A velocidade que operam esses aparelhos é medida em


metros por minuto, variando bastante de modelo a
modelo, É importante ressaltar que, para atingir altas
velocidades, é fundamental ter um conjunto estável,
que ofereça a sincronia exigida.

Muitos associam tais equipamentos apenas a produções


em larga escala. Estão enganados os que pensam que
trabalhar com bobinas é só para altas produções,
porque os tempos de setup e preparação em um
sistema contínuo a partir de bobinas são rápidos e de
fácil preparação.

IMPRESSORAS ROTATIVAS
O sistema de impressão desse tipo de máquina é pouco usual: o substrato passa entre a matriz rotativa e o rolo de
contrapressão. Com um trabalho automático e em alta velocidade, esse processo se difere do tradicional: o rodo,
localizado dentro da tela rotativa, não se movimenta. O que gira é a tela. Esse tipo de equipamento apresenta uma bomba
para alimentar o reservatório de tinta dentro do cilindro, onde fica a tela.
As tintas usadas podem variar à base d água, de
solvente ou de cura UV. Para a cura, o aparelho
costuma contar com uma unidade própria. Altas ou
baixas tiragens são possíveis de serem produzidas,
já que as telas são regraváveis, trazendo ótimo
custo-benefício.

IMPRESSORAS CILÍNDRICAS
Não é difícil imaginar o porquê de esse equipamento
receber tal nome. Como se pode deduzir, essa
impressora é capaz de gravar imagens em objetos
cilíndricos e também em peças cônicas.

Para efetuar o procedimento, as impressoras


cilíndricas (tanto manuais quanto automáticos)
seguem o mesmo sistema básico: a pela gira em
torno de seu próprio eixo e a matriz desliza sobre ela
enquanto o rodo faz a passada.

O porte das máquinas é um quesito que varia bastante. Existem modelos destinados à impressão manual em pequenos
objetos, como canetas, squezzes, garrafas e baldes. Esses equipamentos podem ser explorados pelo mercado de
brindes com uma baixa tiragem.

Em contrapartida, há impressoras de porte industrial, que contam com o módulo de impressão em câmara fechada. Esse
gênero apresenta um sistema automatizado para abastecer a máquina com o objeto a ser impresso e para retirá-lo, após o
trabalho.

MESAS CORRIDAS
A estrutura de uma mesa corrida, formada por um tampo de madeira (revestido com
espuma coberta de lona ou corvim) apoiado em cavaletes, é destinada à estampa de
tecidos abertos. Esses dispositivos são encontrados, principalmente, em empresas
de pequeno e médio porte. No mercado, há dois tipos de mesas corridas: térmica ou
fria. O primeiro gênero apresenta resistência elétrica sob o revestimento do tampo, o
que mantém a superfície aquecida e colabora na secagem das tintas à base d água,
Já as frias, não conta com esse procedimento.

Ao trabalhar com mesas corridas, a principal característica, à qual o


profissional deve ficar atento, é a robustez do equipamento. Esse atributo ajuda
a manter a mesa firme, já que ela não deve oscilar na hora da impressão.

Outra parte fundamental do mecanismo é o trilho, no qual estão localizados os


morcetes, usados para posicionar corretamente o quadro, o que evita as perdas
de registro no momento de estampar.

Dica para o profissional: é recomendável utilizar um tampo de MDF, com


pelo menos dois cm de espessura, para que ele não empene.
MESA LOCALIZADA
Relativamente parecida com a corrida, à mesa localizada, em vez de um tampo
extenso de madeira, apresenta uma seqüência de berços instalados lado a lado,
o que possibilita estampar também, peças costuradas. Para isso, essas peças
são vestidas nos berços, que podem variar de tamanho, caso seja necessário
operar com mangas de camisas e pernas de calça, por exemplo.

Nesse equipamento, os trilhos ficam no centro, entre as filas de berço.


Embora existam, ainda, mesas com apenas uma linha de berços.

A mesa localizada é recomendada para profissionais que possuem uma


pequena demanda ou estão adentrando o ramo serigráfico.

CORROSSÉIS
Muito disseminados no ramo de estamparia têxtil, os carrosséis apresentam uma
base conhecida também como gabinete ou cavalete, na qual são instalados os
berços e os braços.

Nessas máquinas, os berços são instalados em hastes que giram conforme o comando (manual ou programado) do
estampador, dependendo do tipo de carrossel que estiver sendo usado. A saber, os berços desses equipamentos são
sempre frios.

Já os braços são as hastes nas quais as matrizes são fixadas. Portanto, quando mais desses braços houver, mais
cores poderão ser estampadas.

O formato dos carrosséis, geralmente, é circular. Mas existem alguns com uma configuração oval, cujo objetivo é
atender empresas que não dispõem de um espaço físico suficiente para compreender um equipamento maior.

Manual
A estrutura de um carrossel manual segue o formato
padrão, na base são instalados berços e braços.
Alguns modelos ainda contam com berços giratórios.
Esse tipo mais simples de carrossel é uma boa
alternativa às mesas corridas e localizadas, facilita
principalmente o trabalho com várias cores.

Semi-automático
Conforme vai aumentando o nível de automação, cresce
também o potencial produtivo. Assim, podemos considerar os
carrosséis semi-automáticos mais rentáveis em relação aos
manuais e ás mesas. Esses carrosséis são indicados para
produções acima de mil peças por turno,

Tais equipamentos apresentam um giro automático dos

berços, acionado por meio de um pedal ou uma programação prévia.

Com um sistema semi-automático, o estampador segura o quadro enquanto aguarda o giro dos berços. Embora em
um nível menor, o processo ainda depende de forças humanas, já que o operador é quem alimenta a máquina.
Automático
O carrossel automático esta no hall dos equipamentos considerados top de linha na serigrafia. Além de contar com
um sistema giratório automático de berços, apresentam também passadas automáticas de rodo, Com isso, possibilita
uma produção em larga escala e com ótimos resultados, devido à padronização da impressão.

Em média, estampando uma cor, pode atingir um patamar de 700 a 800 peças por hora. Obviamente, alguns fatores
interferem nessas metas: operador que alimenta a máquina, tempo de exposição de peça ao flash cure e o número de
passadas. No carrossel automático, essas variáveis podem ser consideradas na hora de programar o aparelho.

Ainda é possível instalar em alguns modelos acessórios aplicados diretamente nos braços da máquina como flash cure e
módulos para flocagem.
FLASH CURE

OUTRAS IMPRESSÕES
É possível imaginas a existência de equipamentos completamente específi-
cos, pela versatilidade que a serigrafia nos permite, como por exemplo, para
imprimir em CD e DVD, há dispositivos manuais e até mesmo alguns super
automatizados. Os pequenos brindes também estão inclusos no grupo que
usa dispositivos especiais.

Uma aplicação interessante é aquela realizada por equipamentos capazes de


imprimir balões de borracha (bexigas). Especialmente desenvolvidos para
essa finalidade, contam com placa laterais de apoio que ajudam a segurar o
balão. Devido à irregularidade, a bexiga é impressa cheia de ar.

Esse dispositivo pode ser empregado em carrosséis ou, até mesmo, mesas
corridas. Sua finalidade é realizar a pré secagem, na produção de impressões
com mais de uma cor. Tais dispositivos possuem lâmpadas e temporizadores,
que marcam o tempo de acionamento para um controle preciso de exposição da
estampa à luz.

Para adaptar o flash cure a alguns carrosséis, algumas vezes, é preciso


à utilização de pedestais.

Embora não seja o mais indicado para secagem de estampas flocadas e


substratos com baixa resistência ao calor, é o método de pré-cura mais
empregado em processos serigráficos.
PÓS-IMPRESSÃO ESTUFA
As estufas são direcionadas à secagem de tinta de um produto impresso. Atualmente, diversos modelos estão disponíveis
no mercado. Nesse dispositivo, o calor produzido pelas resistências entra em contato direto com a peça. Existem
máquinas com gavetas (modelos menores) ou com esteira, que transportam os objetos para dentro do equipamento.

POLIMERIZADORA
Como o próprio nome indica esse dispositivo faz a polimerização das tintas já impressas. O termo que designa o
processo pelo qual um monômero se liga a outros, constituindo cadeias moleculares maiores (polímeros), significa, na
prática, tinta seca. Também é conhecida como polimerizadeira, estufa de esteira ou forno de secagem.

Seu funcionamento não é muito complexo: basta esticar a peça na esteira (com a impressão voltada para cima), acionar o
aparelho, aguardá-la percorrer o túnel e, depois de um a três minutos, retirá-la do outro lado já seca.

Com o calor emanado por esse dispositivo não atinge diretamente as partes impressas, na polimerizadora o risco de
queimar a superfície de uma peça é menor, se comparado à estufa.

No mercado, existem dois padrões básicos de alimentação energética: As elétricas (mais comuns) e as alimentadas por
gás (GLP). Ambas são eficientes, mas apresentam seus prós e contras: as elétricas são mais seguras e práticas,
enquanto as de gás são mais econômicas.

Basicamente, são muito requisitadas pela indústria têxtil, pois acelera o processo de secagem de tintas, como o plastisol.

LAVADORA DE MATRIZES
Na produção serigráfica, é importante trabalhar com materiais de qualidade para que eles possam ser
aproveitados posteriormente. Uma das etapas focadas na reutilização de matrizes é a lavagem.

Para isso, pode-se contato com estruturas em aço de carbono, as quais reaproveitam a água utilizada nesse procedimento.

Também existem máquinas que fazem esse serviço automaticamente e de forma contínua: uma combinação de
vários módulos (de reaproveitamento, de remoção de tinta e remoção de emulsão.

Alguns desses equipamentos contam com barras móveis deslizantes, que borrifam solvente com alta pressão nos dois
lados da tela, em ciclos programados. Além de manter o operador livre do contato direto com produtos químicos,
essas lavadoras não geram grande atrito nas matrizes, o que possibilita maior vida útil.

Empresas e fornecedores de equipamentos


Abaixo, vou listar alguns fornecedores dos equipamentos listados nessa sessão:
Termopress
Telefone: (11) 2957-1425 / (11) 2791-3526
Site: www.termopress.com.br
Penha / SP

Silksmaq
Telefone: (19) 3451-6384 / (19) 3451-5358
Site: www.silksmaq.com.br
Limeira / SP

Flock Color
Telefone: (11) 2440-8486
Site: www.flockcolor.com.br
Guarulhos / SP

AKA Equipamentos
Telefone: (19) 3272-6014 / (19) 3272-1073
Site: www.akaequipamentos.com.br
Campinas / SP

PR Sul Máquinas
Telefone: (43) 3423-1131
Site: www.prsulmaquinas.com.br
Apucarana / PR

Gilmaq
Telefone: (51) 3595-0553 / (51) 3595-0798
Site: www.gilmaq-silk.com.br
Novo Hamburgo / RS

Imah - Indústria de máquinas


Telefone: (41) 3557-6008
Site: www.imah.com.br

Mogk Máquinas
Telefone: (47) 3323-5844
Site: www.mogk.com.br
Blumenau / SC

Phenix Máquinas
Telefone: (41) 3633-1008
Site: www.phenixmaquinas.com
Mandirituba / PR
• O que é cor?
• Classificação das cores
• Quais são as cores mais utilizadas?
• O que é o sistema PMS (Pantone Matching System) de cores?
• O que é a separação de cores?
• Quais são os processos de separação de cores existentes?
Classifi cação das cores
Cores PrimáriasVermelhoVermelho
Uma cor primária é uma cor que não pode ser decomposta em outras cores.

Essas cores são misturadas entre si para produzir as demais cores do espec -
tro. Quando duas cores primárias são misturadas, produz-se o que se conhece
AzulVerde como cor secundária, e ao se misturar uma cor secundária com uma
primária surge uma cor terciária.

AmareloAzul
Tradicionalmente, o Vermelho, o Azul e o Amarelo são tratadas como as cores primárias nas artes
plásticas. Esse sistema de classifi cação é conhecido como
RYB. Entretanto, essa é uma defi nição errada do ponto de vista científi co, uma vez que, em se tratando de pigmentos,
o sistema correto é o CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto).

Como são muito raros na natureza pigmentos de cor ciano e magenta, eles são substituídos respectivamente pelo azul
e pelo vermelho nas artes plásticas.

Para os que trabalham com cor-luz as primárias são: vermelho, verde e azul, ou em linguagem técnica: Red, Green e Blue.
(RGB).

Cores Secundárias
Cores secundárias são as cores que se formam pela mistura de duas cores primárias, em partes iguais.

No início, a teoria dos pigmentos era restrita à pintura. Os antigos pintores já faziam misturas antes da moderna ciência
das cores, e as tintas usadas até então eram poucas. No sistema RYB, que emprega a teoria das cores de Leonardo da
Vinci, as cores secundárias são:

Verde - Formado pela mistura do Azul com o Amarelo Laranja -


Formado pela mistura do Amarelo com o Vermelho Violeta (ou
roxo) - Formado pela mistura do Azul com o Vermelho
Verde Laranja Violeta
Modernamente, contudo, considera-se dois casos de classifi cação de cores: o aditivo (ou luminoso) e o subtrativo (ou
refl etivo), uma vez que o sistema RYB não representa de fato todas as cores perceptíveis pelo olho humano. As cores
primárias de um caso são secundárias do outro, e vice-versa.
Esse sistema aditivo de mistura das cores conhecido como RGB é o que forma as cores dos sistemas de comunicação
visual, como a televisão e até mesmo o monitor do seu computador. A mistura dessas três cores em quantidades
iguais produz o branco - Síntese Aditiva.

Para o químico e o artista e aqueles que trabalham


com cores-pigmento, as cores primárias são vermelho,
amarelo e azul, e a mistura dessas cores em igual
quantidade resulta na cor preta ou cinza-neutro -
síntese substrativa. O nome técnico dado a estas cores
é CMYK (cian, magenta, yellow e black). O sistema
CMYK é usado nas gráfi cas para a impressão por
fotolitos, nos jornais, revistas, livros, cartões e tudo
o que é impresso.

Os dois extremos da classifi cação das cores: o branco, ausência total de cor, ou seja, luz pura; e o preto, ausência total de
luz, o que faz com que não se refl ita nenhuma cor. Não são exatamente cores, mas características da luz, que
convencionamos chamar de cor.
Cor TerciáriaLaranja
Cor terciária é uma cor composta por uma cor primária e uma cor secundária. São ao todo seis cores,
a saber:

Oliva
Laranja = Vermelho + Amarelo
Oliva = Verde + Amarelo Turquesa
Turquesa = Verde + Ciano
Celeste = Azul + Ciano Celeste
Violeta = Azul + Magenta
Rosa = Vermelho + Magenta Violeta

A defi nição das cores terciárias independe de o caso ser aditivo (RGB) ou subtrativo (CMY), as cores são Rosa sempre as
mesmas, e com as mesmas combinações.

O que é cor?
A cor faz parte do nosso mundo e está tão presente que muitos de nós já não damos tanta importância, tornou-se
corriqueiro, algo que já é inerente ao ser. Desde o momento em que acordamos estamos em contato com as cores: ao nos
depararmos com as cores do nosso quarto, ao escolhermos a roupa para vestirmos, quando saímos vemos os muros e
outdoors da cidade nos invadindo de cores, ou mesmo se ficarmos em casa; tudo está repleto de cores. Mas afinal, o que é
cor?

Só podemos perceber as cores quando temos luz. Cor é luz. A luz emitida, seja pelo sol ou por uma lâmpada, contém todas as
cores do arco-íris. A luz branca é constituída pela reunião de numerosas radiações coloridas que podem ser separadas. A cor é
o resultado do reflexo da luz que não é absorvida por um pigmento. Assim podemos perceber que a cor
é uma sensação provocada pela luz sobre nossos olhos. Podemos estudar as cores sob dois aspectos que
estão diretamente relacionados, embora sejam aparentemente opostos: a COR-LUZ e a COR-PIGMENTO.

Cor Luz
Você já viu um arco-íris? Ao incidir nas gotas de água da chuva os raios da luz solar se decompõem em
várias cores. São radiações coloridas. Semelhante a um arco-íris temos um prisma comum, onde a luz
branca é dividida em um espectro de cores. Essas cores — vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e
violeta — compõem o que é chamado de espectro visível da luz, que são freqüências do espectro
eletromagnético (“luz”) que podemos ver a olho nu. O que nos dá um total de 7 cores.

Porém, temos milhões de cores diferentes na transição de uma cor para outra. Estudos nos mostram
a classificação das cores, são elas: primária, secundária e terciária. A qual gerará o círculo cromático e diante deste
teremos também as cores complementares e análogas, além de muitos outros estudos e definições.

Cor Pigmento
O pigmento é o que dá cor a tudo o que é material. Os homens primitivos descobriam as cores pela experiência. As
pinturas rupestres eram feitas com os mais variados tipos de pigmentos naturais: plantas, terra, carvão, e até o sangue
dos animais que caçavam.

As técnicas de pintura se desenvolveram se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos. Cores “artificiais” , feitas
em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas
com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. A mistura
de pigmentos altera a quantidade de luz absorvida e refletida pelos objetos. Cada um reflete somente a cor que não é absorvida.
Por exemplo: o pigmento amarelo absorve da luz branca as cores azul violeta, azul cian, verde, vermelho alaranjado e vermelho
magenta, e reflete somente a luz amarela, que é a cor que podemos ver.
Seguindo os estudos de NEWTON, podemos classificar as cores pigmento inversamente a cor -luz, pois é assim que
nossos olhos podem ver perceber e misturar as tintas. Essa mistura de cor-pigmento é chamada de mistura subtrativa,
por ser oposta a mistura aditiva que acontece com a cor-luz.

Cores Complementares
Cores complementares são cores que são, em certo sentido, opostas umas às outras. A acepção dessas cores varia
dentro da ciência das cores, na arte e no processo de impressão.

Na concepção artística, como no decorrer da história havia poucos pigmentos disponíveis - cores como o magenta e o
ciano são muito raras na natureza - os artistas ainda hoje costumam usar outros pares de cores complementares, a saber:

Azul e Laranja
Vermelho e Verde
Amarelo e Violeta (ou roxo)

Como acontece na ciência das cores, cada cor primária tem uma secundária por complementar e vice-versa. Ao juntar
uma com outra, obtém-se alguma tonalidade de cinza ou marrom.

O uso de cores complementares é um aspecto importante para a beleza na arte e no design gráfico. Quando são colocadas
uma ao lado da outra, os complementos aparecem contrastantes. No disco artístico, as cores complementares são colocadas
no lado oposto uma da outra. Embora essa concepção artística não se enquadre rigorosamente dentro da definição científica de
cores, a maioria dos discos de cores na arte são dispostas de maneira semelhante ao sistema HSV.

Quais são as cores mais utilizadas?


Basicamente as cores que são mais utilizadas em estamparias são as cores branca, preta, vermelha, azul e amarela.

O resultado das outras cores como laranja, verde, cinza, rosa entre outras cores é utilizado o processo de mistura de
tintas que tomamos por base a classificação das cores citas no item anterior.

É legal tocar em um ponto que pode ser muito útil na economia e desperdício de tintas. Todas as cores misturadas ou
sobras de tintas que não dá mais para ser recolocadas em seu pote, pois vai afetar a cor exata da tinta, as aproveitamos
deixando em um pote separado, aonde vamos misturando todas as sobras das tintas que vai resultar na cor PRETA
(mistura de todas as cores). Então não desperdice tintas que foram misturadas e não terá mais utilidade naquele
momento, você pode ter uma nova cor ai dessa mistura que é muito usada, a cor preta!

Em estamparias de médio e grande porte, existem profissionais que somente fazem a preparação das tintas, são
chamados de Colorista ou Misturadores. São pessoas que tem grande prática e experiência na mistura de cores para a
reprodução da cor exata exigida na ficha técnica do produto.

As cores são baseadas no sistema da Escala Pantone como referência exata da cor estipulada na estampa.
Profissionais da área sejam designers, estilistas e estamparias se baseiam nesse sistema de referência de cores que
vamos falar melhor sobre no próximo item.

O que é o sistema Pantone (pantone matching system) de cores?


A marca PANTONE® foi criada pela Pantone Inc. que está sediada em Carlstadt, Nova Jersey, EUA.
Considerada hoje uma autoridade em cores, é mundialmente conhecida pelos sistemas e tecnologias de
ponta criada para os processos que envolvem cores com reprodução precisa, nas etapas de seleção,
comunicação e controle de cores. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem
padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores,
desde o designer até o fabricante, desde o revendedor e até o consumidor, em várias indústrias.

Em 1963, Lawrence Herbert, fundador da PANTONE®, criou um sistema inovador de identificação, combinação
e comunicação de cores para resolver problemas associados com produção precisa de combinações de cores na
comunidade de
artes gráficas. Sua visão de que o espectro de cores é visto e interpretado
diferentemente por cada indivíduo conduziu à invenção do PANTONE
MATCHING SYSTEM, um manual de cores padrão em formato de leque ou chip.

Durante os últimos quarenta anos, a PANTONE® desenvolveu e aprimorou o


conceito do seu sistema de combinação de cores, adaptando-o para outras indústrias,
onde a reprodução fiel das cores são críticas, incluindo tecnologia digital, têxteis,
plásticos, arquitetura e interiores.
Fonte: Site Pantone do Brasil (http://www.pantonebr.com.br/sobre -nos.asp)

A escala Pantone é usada mundialmente como identificação de cores em diversos


processos e no mundo da estamparia também não fica de fora. Para maiores
informações sobre os tipos de guias Pantone e como você pode adquirir, visite o
site da marca http://www.pantone.com.br e tenha todas as informações sobre.

O que é a separação de cores?


Chamamos de separação de cores, quando falamos de estamparia, o processo da separação de cada cor existente em
uma estampa. Não existe um número máximo de cores exigidas numa estampa e sim um número padrão que utilizamos,
pois cada cor que é criada na estampa é um processo que tem que ser feito individual, o que pode acabar encarecendo
o seu produto final.

Existem basicamente duas formas de se reproduzir uma cor, através de cores chapadas, já na tonalidade final
(mistura física de cores), ou através da técnica de Quadricromia

Por exemplo, se uma estampa tem 4 cores (vermelho, preto, amarelo e branco) para cada cor vamos ter que fazer 1
fotolito e 1 quadro terá que ser gravado para ser aplicado individualmente na base a ser estampada. Então teremos o total
de 4 fotolitos e 4 quadros. Se tivermos uma estampa com 12 cores, teremos 12 fotolitos e 12 quadros e assim por diante.
Claro que todo tem as suas vantagens e desvantagens que veremos a seguir:

A grande vantagem é que podemos imprimir sobre um material de qualquer cor (até mesmo o preto), pois as tintas
usadas são opacas (não confundir com fosca), isto é, não são transparentes.
A grande desvantagens é o tempo elevado para a conclusão do trabalho (se o número de cores for elevado), a
necessidade de uma maior precisão de registro e o custo elevado de todo o processo.

Imaginem o preço que essa estampa vai acrescentar no valor final do produto. Vale lembrar que estamos falando
nesse exemplo de cores chapadas.

Para estampas que se utilizam degrades e imagens, estamos falando do processo de quadricromia que é baseado na
escala de 4 cores CMYK (Cyan, Magenta, Amarelo e Preto), onde serão necessários 4 fotolitos e 4 quadros especiais
para esse tipo de reprodução que veremos mais adiante na apostila.

Temos uma referência padrão em relação a quantidade de cores de estampas em vetor (cores chapadas) de até 4
cores, sendo os mais usados de 1, 2 ou 3 cores pelo baixo custo e pelo resultado que não deixa nada a desejar.

Eu, Evandro da Silva Borges, sou da seguinte opinião: “Às vezes o básico é o mais bonito!”

Falo isso, pois vai muito da sua criatividade com o desenho, local onde será aplicada a estampa, a junção do tipo do tecido
com a cor ou o processo de estampa que vai utilizar que são ferramentas que ajudam muito na criação final do seu
produto, pois de nada adianta uma estampa bem feita se na hora da aplicação na peça, vamos pensar aqui em camiseta,
o modelo de camiseta, o tipo de tecido, a cor do tecido e as cores da estampa não tiverem harmonia, seu produto final não
é bem aceito no mercado e você tem um produto encalhado em seu estoque!
• O que é um fotolito / diapositivo?
• Quais são as características de um bom fotolito?
• Quais são os tipos de fotolito?
• O que são as marcas de registro colocadas em um fotolito?
O que é um fotolito / diapositivo?
Fotolito ou diapositivo são os nomes genéricos que são dados a uma base transparente, que contém gravada a
imagem a ser impressa. O filme é o material de base transparente que serve como matriz da impressão da arte final ou
estampa, transportando a imagem que queremos imprimir para o quadro de silk screen.

Eles podem ser chamados de transparência, filme positivo ou fotolito também e numa comparação simplista é como um
negativo de uma fotografia.

O fotolito é um elemento extremamente importante para obter a impressão com muita qualidade e muita fidelidade
em relação ao original. A impressão deve ser feita na cor preta e falhas, riscos ou sujeiras na impressão ou na folha
pode afetar a qualidade na reprodução do silk.

Assim como qualquer outra etapa de processo serígráfico, a dos fotolitos também sofre uma evolução constante.

Os métodos de produção dos dispositivos também são beneficiados pela tecnologia, por isso, além de considerarmos
as matrizes, tintas e substratos, também devemos considerar a qualidade dos diapositivos para a obtenção de um bom
resultado.

É importante lembrar que para cada cor da estampa criada, é necessário um

fotolito. O fotolito pode ser feito manualmente, fotograficamente ou digitalmente.

Quais são as características de um bom fotolito?


As propriedades de um bom fotolito são básicas e fundamentais para que sua estampa seja reproduzida fielmente no
silk screen.

Devemos levar em conta os seguintes cuidados:


1) A escolha do papel correto para o seu tipo de aplicação e saída certa.
2) Uma boa impressora, seja ela jato de tinta ou a laser, conferindo sempre se os cartuchos estão em bom estado
de conservação dando um suporte a uma boa impressão.
3) A sua arte final tem que estar bem definida e em boas condições de reprodução no fotolito, contendo as marcas de
registro corretas, a separação de cores, se no caso for usar imagem ou for imprimir a estampas em arquivos fechados
(JPG, TIF e PSD) o tamanho do desenho tem que estar com o tamanho correto da estampa e a resolução tem que
estar em 300 DPI.
4) O papel a ser impresso não deve conter sujeiras, manchas ou gorduras que possam atrapalhar a impressão.
5) A impressão sempre será na cor preta 100%, em alta qualidade, evitando assim efeitos de degrades, riscos,
oscilação de cores, buracos e falha na impressão por causa de pouca tinta na impressora ou uma folha não bem
preservada. 6) Verificar o lado correto que a arte tem que ser impressa na folha.

Esses cuidados devem ser tomados antes de realizar a impressão do fotolito, para que o mesmo esteja em perfeitas
condições para a gravação do quadro. A função do fotolito no processo de gravação do quadro é de impedir a total
passagem da luz pelas áreas pretas (arte final / estampa) impressas no fotolito, no momento em que a luz é acionada.
Caso haja algum tipo de interferência ou de passagem da luz, corre o risco de na hora da abertura da tela, algumas partes
da estampa não abra perfeitamente, tendo assim, que realizar novamente a gravação da tela.

Quais são os tipos de fotolito?


O fotolito pode ser feito de 3 maneiras, manual, fotograficamente ou digitalmente. Confira abaixo a diferença de cada tipo
de processo.

Fotolitos feito manualmente


Esse processo é para pessoas que queiram eliminar o processo do computador e desenhar a sua estampa diretamente
no fotolito.

Você pode desenhar utilizando um pincel e uma tinta opaca ou uma caneta apropriada para o tipo de folha que for
usar. Para o caso de desenhos manuais direto na folha, falhas na cor ou uma tinta mal usada vai interferir na gravação
do quadro.

Normalmente é usada para esse processo a tinta nanquim com pincel ou caneta específica em um papel transparente.

Fotolitos feitos fotograficamente


Esse processo é o mais tradicional usado na produção do fotolito. Ele é feito por intermédio de um computador e
uma impressora onde vai dar a saída da sua estampa do computador para a impressora que vai imprimir o filme.

Podemos usar impressoras jato de tinta e impressoras a laser e para cada tipo de impressora é usado um tipo de papel.

Normalmente para impressoras a jato de tinta são usadas papel transparência tradicionais que suportem a impressão a
base de jato de tinta e para impressoras a laser, normalmente é usado o Laser Film ou poliéster especial para
impressoras a laser que segurem a impressão sem borrar ou manchar o papel.

Fotolitos feitos digitalmente


Esse processo é usado em grande estamparias ou semelhante, pois o custo e o investimento para a compra do
maquinário é elevado.

Esse processo é conhecido como CTS, onde a arte final feita no computador tem a saída direta para o quadro,
eliminando assim o filme propriamente dito.

O processo funciona da seguinte maneira:


Os dados do computador (arte final) são convertidos por um RIP e enviados para um ploter a jato de tinta. Esse ploter
lança uma tinta UV opaca ou cera diretamente sobre a matriz emulsionada. A matriz é então exposta e enxaguada da
mesma maneira que as matrizes feitas de filmes. Essa técnica não requer retenção a vácuo durante a exposição, porque
a tinta ou cera é depositada diretamente sobre a superfície da emulsão.

O que são as marcas de registro colocadas em um fotolito?


As marca de registro, como são chamadas, são registro feitos no fotolito para garantir que a sobreposição e o
alinhamento das cores da estampa a ser produzidas sejam encaixadas e registradas perfeitamente na preparação do
quadro e assim na preparação do silk na peça a ser reproduzida.

O registro é um elemento essencial na produção do fotolito, pois ele ajuda na montagem do fotolito em relação ao número de
cores ou também é usado quando a folha a ser impressa não caiba toda a arte sendo dividida em 2, 3 ou mais folhas.

A marca de registro não tem um padrão estipulado, ela pode ser representada de algumas maneiras,.

Abaixo, segue alguns exemplos de como pode ser criada uma marca de registro.
• Ficha Técnica
• Emulsão
• Como preparar a Emulsão
• Tela, quadro ou matriz
• Tipo de tecido e suas fi nalidades (poliéster)
• Como emulsionar, fotografar ou revelar uma tela ou quadro
• Secagem da tela
• Fotografando a tela
• Abertura de quadro / tela
• Fixando melhor o quadro (catalizador)
• Preparando a tela para o silk
• Como retirar a emulsão da tela
• Preparando o tecido, a mesa e o quadro para o silk
• Tipos de tinta na serigrafi a
• Observações fi nais e cuidados no processo.
• O que eu devo verifi car antes de começar o processo de silk (desde a arte fi nal
até a produção do silk)
Fichá Técnica
A ficha técnica é um grande aliado para quem está interessado em atuar ou já trabalha com confecção em geral, pois é
com ela que vamos nos basear e nos guiar em toda a construção de nosso produto.

A criação de uma ficha técnica é um procedimento muito importante para a criação de qualquer tipo de produto, ainda mais
se falando de confecção e estamparia, pois é nessa ficha que você irá colocar todas as informações e características
técnicas para a produção do seu produto.

No caso, da estamparia, colocamos informações sobre as cores que vamos usar na estampa, a localização de onde a
estampa será aplicada na peça, o tipo de estampa, o processo de estampa a ser usado, a quantidade a ser silkada,
dados do tecido, etc.

Na verdade, ela serve como um guia tanto para quem está criando o produto como para quem irá produzi-lo. Com ela, a
estamparia tem como se guiar e saber exatamente o que, como e onde fazer.

É importante ressaltar que antes de realizarmos a produção final do produto na estamparia, pedirmos antes ao fornecedor, uma
prova ou uma bandeira (como chamamos) para verificarmos se a estampa está correta e assim podermos aprovar
antes da produção final, pois com essa bandeira vamos poder ver se a cor está correta, se o processo de silk que será
aplicado tem o efeito que está imaginando, se tem alguma falha no desenho e com essa bandeira aprovada, o
estampador vai se baser para a produção sem ter maiores problemas ou cometer erros durante todo o processo.

Em curso, será mostrado como criar uma ficha técnica e junto ao CD que consta essa apostila tem um modelo padrão para
ser usado como referência.

Emulsão
O que é uma Emulsão?
A emulsão é uma substância química usada para o transporte do desenho ou estampa para a matriz, também
chamado transporte fotográfico feito com o auxílio de emulsões fotográficas.

Essas emulsões, sensíveis à luz, são constituídas de dois elementos: a emulsão propriamente dita e o sensibilizante.

Normalmente são utilizadas resinas de PVA ou de PVOH, que têm a interessante propriedade de serem solúveis em água.

Por isso, todas as emulsões, mesmo depois de secas, dissolvem-se com água.

Mas existe uma coisa que as torna insolúveis, é a sua exposição à


luz. Uma vez sensibilizadas, as emulsões ficam sujeitas à ação da
luz, que modifica a estrutura de suas moléculas, tornando a camada
de emulsão insolúvel em água.

Assim, com o auxílio de um fotolito, podemos gravar na camada de


emulsão áreas solúveis e áreas insolúveis.

As áreas que não forem expostas á luz permanecerão solúveis e


serão facilmente removidas com água e formarão o estêncil, que é
a mascara que reproduz a imagem.

Na serigrafia a emulsão funciona como estêncil, isto é, é a emulsão


quem define a imagem, delimitando as áreas por onde deve passar a
tinta.

Pode-se dizer que são duas as propriedades exigidas de um material utilizado como estêncil:

1) A fidelidade de cópia, que implica em definição e resolução.


2) A resistência a produtos químicos e ao desgaste físico e também à abrasão.

Uma boa emulsão deve ter fidelidade de cópia e resistência a produtos químicos e ao desgaste físico e também à abrasão.

As emulsões podem ser encontradas em dois tipos:


Plastifoto: Emulsão própria para impressão com tinta a base de solvente. É feita, à base de álcool polivinílico, usada
para impressão de motivos coloridos com tintas sintéticas, vinílicas ou epóxi, sendo resistente a solventes.
Hidrofoto: Emulsão especial para impressão com tinta a base de água. É feita à base de cola, para ser usada
na impressão de motivos coloridos com tintas à base de água exclusiva para tecidos, sendo resistente à água.

As emulsões não sensibilizadas podem ser armazenadas por um bom tempo, já as sensibilizadas duram até quatro
semanas, quando mantidas em ambiente fresco, ventiladas e protegidas da luz. As emulsões podem ser
sensibilizadas com bicromatos ou diazo.

Os bicromatos podem ser sódio, potássio e amônia, destes, o mais usado é o de sódio. A sua composição é líquida.

O diazo possui excelente resistência ao tempo e pode ser armazenado por períodos mais longos que os bicromatos
e também apresenta alto grau de definição de traços finos. A sua composição e solúvel, em pó.

Os sensibilizantes vêm em quantidade exatas para a sensibilização de um pote de emulsão (100 ml).

Esses produtos são encontrados em lojas especializadas para silk screen a um preço acessível.

Como preparar a emulsão


O processo da preparação da emulsão se da na mistura da emulsão com o sensibilizante, sendo usado na proporção
de 10 partes de emulsão com 01 parte de sensibilizante, até formar uma mistura sem bolhas e homogênea.

Exemplo: Para 1 Litro de Emulsão é necessário adicionar 100 ml de sensibilizante.

Você pode preparar a emulsão de acordo com a quantidade exata que for usar, não precisando usar o liquido todo. Para isso,
usamos o apoio de seringas ou potes dosadores e ou medidores para poder saber a medida exata a ser usada.

Para o preparo da emulsão é necessário um pote, caso não de para fazer o preparo no próprio frasco da emulsão e
uma espátula para poder fazer a mistura.
Para Emulsões Hidrofoto e Plastifoto usando o sensibilizante a base de Bicromato.
1) Misturar 1 parte de sensibilizante liquido para 10 partes de emulsão, evitando formar bolhas
2) Aguardar um período de até 2 horas para proceder à aplicação da emulsão já preparada na matriz.
3) Quando a aplicação não for feita imediatamente, conservar a emulsão sensibilizada em recipiente bem fechado e em
ambiente fresco, podendo ser usada até o prazo máximo de uma semana, sem que haja alteração no teor de
sensibilização.

Para Emulsões Hidrofoto e Plastifoto usando o sensibilizante a base de Diazo.


1) Misturar água quente ao pó contido no recipiente do sensibilizante de Diazo em quantidade suficiente para formar
uma solução pastosa.
2) Encher o restante do recipiente com água fria de modo a tornar a solução pastosa em líquida
3) Misturar o líquido sensibilizante à emulsão, sempre na proporção de 1 parte de sensibilizante para 10 partes
de emulsão.
4) Aguardar um período de até 2 horas para usar a emulsão já sensibilizada.
5) Sensibilizada a emulsão, guardar em lugar fresco e escuro, onde se conservará inalterada durante o prazo de 2
meses. Se guardada em refrigerador, este prazo se prolongará até 4 meses.

Feita a sensibilização acima descrita, a emulsão fica sensível à luz, por isso não deve ser passada na tela em
ambiente com iluminação comum, mas sim de luz fraca ou laranja.
Tela, quadro ou matriz
Chamamos de tela, quadro ou matriz o conjunto composto pelo quadro (bastidor) mais o
tecido com a gravação da imagem a ser impressa.

Sua função é deixar livre para passagem de tinta os espaços correspondentes à figura
que deverá ser impressa e vedar (para impedir a passagem de tinta) a área restante.

Esse quadro é composto de madeira ou metal (alumínio ou afins) e tecidos que pode
ser fixado no quadro por intermédio de grampos, prego ou cola.

Tecidos
A padronização (tipo de malha, largura, etc.) agiliza a produção e permite
o aproveitamento constante do tecido na esticagem das telas.

O tecido serigráfico tem a função de efetuar a dosagem da quantidade de tinta por


igual sobre toda a área de impressão.

A filtragem da tinta se dá pelo seu corte contra os fios de tecido, sob a ação exercida pelo rodo ou espátula.

O tipo de tecido vai determinar a quantidade de tinta a ser depositada na impressão.

Tensão dos quadros


Os quadros devem ser tão rígidos quanto possível, além de estáveis. É importante observar que quanto mais esticada a
tela, melhor será a impressão. Recomendável utilizar tecido de poliéster, pois este quando envelhece tende a se
estabilizar, requerendo retensionamento para continuar seu uso.

A esticagem do tecido é uma das etapas na confecção da matriz que requer maior atenção e cuidado, pois ela
é responsável pela definição da imagem, pelo controle do depósito de tintas, e pelo registro das cores.

Quando o tecido fica mal esticado, ele se movimenta durante a impressão e faz com que a tinta seja arrastada de
maneira indesejável, provocando borrões na imagem.
O controle da esticagem pode ser feito de maneira manual ou mecânica, com um aparelho denominado tensiômetro.

Tipos de tecidos e suas finalidades


É fundamental a seleção correta do tecido, já que ele funcionará como uma estrutura para suportar a camada fotográfica,
determinará a deposição de tinta e terá influência na definição e resolução da imagem. Para a escolha do tecido ideal,
observe os seguintes fatores:

Material do Fio
Determina as propriedades físicas e químicas do tecido como a elasticidade, estabilidade dimensional, resistência à
abrasão e a produtos químicos etc. Os tecidos podem ser de nylon (boa elasticidade), poliéster (excelente
estabilidade dimensional) ou metálicos (máxima estabilidade dimensional e efeitos anti-estático e térmico devido à
condutibilidade elétrica).

O Nylon por ter surgido primeiro é mais popular, mas por ser mais elástico e sofrer a interferência da umidade e
temperatura é menos instável. O Poliéster é um tecido mais estável, perde muito menos tensão após a
esticagem, permitindo um melhor encaixe de cores e registro. É mais resistente em aplicações gerais.

Quantidade de fios por centímetro linear (Lineatura)


Determina a deposição de tinta sobre o substrato. Também relacionado com a ancoragem da camada.

Tipo de fio
Pode ser mono ou multifilamento (de custo menor, porém menos preciso). A tela monofilamento oferece o
melhor desempenho, entope menos e é muito mais resistente e ainda imprime com mais definição.

Diâmetro dos fios


Influência as propriedades físicas do tecido (resistência mecânica), o fluxo de tinta e a resolução nos detalhes finos.

Pigmentação
Tecidos tingidos (amarelo ou laranja) eliminam a difração de luz, permitindo melhor definição e resolução de imagem.
O tecido amarelo ou laranja garante uma definição melhor que a branca, mas necessita de um tempo de exposição de
ao menos o dobro do que é usado no tecido branco. Os tecido amarelos ou laranjas são recomendados para o uso na
quadricromia.

Acabamento
O tecido pode ainda se calandrado, o que reduz a deposição de tinta sem diminuir a lineatura (fios/cm). A redução
da deposição chega a ser de até 50% em relação ao mesmo tipo de tecido não calandrado.

Quantidade de fios por cm em nylon ou poliéster - Material a ser impresso


Fios 32 a 44
Ideais para tecidos felpudos e atoalhados.

Fios 50 a 77
Ideais para tecidos lisos e não muito finos, como brim, as malhas e algodão e desenhos chapados.

Fios 90 a 100
Ideais para retículas de até 12 pontos e desenhos detalhados, tecidos lisos de qualquer espessura.

Fios 120
Ideais para papel, papelão, vidro, materiais impermeáveis, madeira, couro, plásticos e tecidos finos como a seda.

Fios 150 a 180


Ideais para retículas finas, desenhos detalhados e semitons.

Como emulsionar, fotografar ou revelar uma tela ou quadro


Esse é o processo mais complexo e sujeito a erros na serigrafia. Por se tratar de um processo 100% manual e
acaba exigindo muita prática para um melhor aprendizado e desempenho na aplicação do processo.

É importante se atentar a algumas etapas antes de iniciar os processos de emulsionar, fotografar e revelar a tela:
1) Verificar se a emulsão foi preparada da maneira correta para não ter erros, lembrando sempre da proporção de 10 x 1
e de ter misturado bem eliminando todas as bolhas.
2) Verificar se a tela está limpa, seca ou se contem algum rasgo ou irregularidade no tecido.
3) Tempo de exposição à luz na caixa ou mesa de luz utilizada para a gravação da tela.
4) Verificar se o fotolito foi bem impresso ou desenhado, esta bem definido e preparado da maneira correta.
5) Preparar todo o registro do fotolito no quadro antes de aplicar a emulsão para não ter erros no momento da aplicação
do silk.
6) Verificar se todo o material necessário para a aplicação como calhas, espátulas e panos para limpeza estão em fácil
acesso para o uso.
7) Deixar por perto o secador ou soprador térmico para a secagem da tela após a aplicação da emulsão.
8) Estar em um ambiente escuro, com luz laranja ou negra para que após a aplicação da emulsão e no ato da secagem a
luz direta na tela não atrapalhe o processo de gravação e abertura do quadro.

Feitas todas essa precauções vamos se preparar para emulsionar a tela.

Vamos utilizar a emulsão já preparada e uma calha que corresponda a medida (largura) da tela para ter um
melhor aproveitamento.

1) Jogar a emulsão na calha em uma medida que não transborde assim evitando o desperdício e o acumulo
ou excesso de emulsão na tela.
2) Primeiramente vamos aplicar a emulsão na parte da frente da tela (externa), onde será aplicado o fotolito para a
gravação, e depois aplicaremos a emulsão na parte de dentro da tela (interna), onde será aplicada a tinta para o silk.

A passagem da emulsão é feita da seguinte maneira.


1) Aplicar 2 (duas) mãos de emulsão na parte externa da tela, de maneira uniforme, sendo alinhado no centro do
quadro e aplicado de baixo para cima de modo firme.

Caso a aplicação não fique uniforme e tenha alguns excessos de emulsões em algumas partes, use a calha ou
uma espátula para remover excessos e deixar a emulsão uniforme.

2) Aplicar 1 (uma) mão de emulsão na parte da interna da tela, de maneira uniforme, sendo alinhado no centro do
quadro e aplicado de baixo para cima de modo firme. Caso a aplicação não fique uniforme e tenha alguns excessos
de emulsões em algumas partes, use a calha ou uma espátula para remover excessos e deixar a emulsão uniforme.
Após emulsionar a tela, a mesma será colocada em um local totalmente escuro para secar.

Secagem da tela
Após emulsionar a tela, é necessário secá-la para poder ser feito o processo de gravação.

Pode ser usado secador de cabelo, ventilador ou um soprador térmico para acelerar o processo de secagem da tela.

A tela estará seca quando passar de brilhante para fosca e quando começamos a notar essa transição, podemos ir
verificando com os dedos, mas sempre tomando cuidado para não marcar a tela caso não esteja 100% seco.

Todo esse processo é feito num ambiente 100% escuro, ou com uma luz laranja ou negra, pois já estamos no processo
de revelação da tela.

Fotografando a tela
Esse é o processo onde a arte impressa no fotolito será passada para a tela de silk através da exposição de luz.

Para esse processo é necessário alguns materiais como, uma mesa de luz, fotolito, um tecido, alguns pedaços de
papelão e algum tipo de peso para ser colocado sobre o quadro para firmar mais o fotolito junto à tela e a mesa, evitando
a passagem de luz em locais que não devem ser passados no fotolito para a tela, evitando que a tela seja mal gravada.

Com todos esses materiais em mãos, vamos preparar a mesa para a gravação.

Primeiramente é importante verificar o lado certo que o fotolito será aplicado na tela para a gravação. O fotolito será fixado
na parte de fora da tela com uma fita adesiva e a arte do fotolito será aplicada com a leitura invertida, para que quando
você virar o quadro e olhar para o lado interno dele, você tenha a leitura exata da arte, pois é ali que a tinta será aplicada
no quadro e o silk será feito.

Feito isso, vamos colocar a tela com o nylon e o fotolito fixado voltado para baixo junto ao vidro da mesa de luz. Dentro do
quadro, colocamos alguns pedaços de papelão até cobrir toda a tela, evitando assim o vazamento de luz, sobre o quadro
colocamos alguns pesos para pressionar melhor o quadro, fotolito e vidro. Esses pesos podem ser feitos de caixas, livros,
garrafas de 5 litros cheia de areia ou outros tipos de pesos. Aplicado o peso, vamos pegar um pedaço de tecido e jogar
por cima da tela e da mesa de luz para fechar melhor a luz na tela. Feito todo esse processo, vamos ascender à luz da
mesa, dando assim o inicio a gravação da tela.

Passado o tempo de exposição da sua mesa, vamos desligar a luz e retirar o quadro para prepará-lo para a abertura da
tela.

É importante ressaltar que todo esse processo é feito em um ambiente escuro!

Tempo de exposição
Para esse processo é necessária saber qual o tempo de exposição da mesa de luz que será usada. Para cada mesa
de luz o tempo é diferente, pois vai depender do tamanho da caixa, da luz usada, etc. Para isso é necessário fazermos
alguns testes para saber o tempo exato a ser usado.
É recomendando usar intervalos de 30 em 30 segundos para esse teste. Se a sua mesa de luz for pequena e uma luz
forte, esse intervalo será de até 1 minuto. Se sua mesa for grande e usar várias lâmpadas, vamos se basear no
tempo superior a 1 minuto.

Para saber o tempo de exposição correto a ser usado em sua mesa, vamos fazer o seguinte teste. Vamos fazer uma arte
simples e jogar essa arte em 2 partes do fotolito que será impresso. Pegue um quadro já emulsionado e seco como foi
falado anteriormente, aplique o fotolito no mesmo e cubra metade da tela com uma folha de papel grosso e fita adesiva,
de forma que apenas metade da tela seja exposta à luz e a outra metade, vamos deixar aberta para gravarmos a tela.
Vamos chamar esses dois processos de Teste 1 e Teste 2.

Teste 1
Nosso tempo base será de 1 minuto, portanto para a parte aberta da tela, vamos deixar o tempo de 1 minuto e 15
segundos de exposição para a gravação da tela. Feita a gravação, apague a luz da mesa e desloque a folha de papel,
deixando a metade da tela que não foi exposta desprotegida e cobrindo a metade da tela que foi exposta para que
não seja exposta à luz novamente e vamos para o Teste 2.

Teste 2
Vamos usar agora o tempo de 45 segundos como tempo de exposição teste para a gravação da tela, assim você terá duas
metades da tela expostas em tempos diferentes, uma por 1 min. e 15 seg. e outra por 45 seg.

Revele a tela com água, removendo a emulsão do vazado. Onde a tela foi exposta por maior tempo, a luz pode ter invadido
as áreas protegidas pelo desenho, dificultando a retirada da emulsão ou mesmo vedando o vazado. Esta exposição
variada testará o tempo de exposição que você deverá usar com sua mesa de luz.

Você vai reparar que algumas partes podem ficar mais fáceis de abrir e outras não, ou um lado pode ficar com a emulsão
mole e sair mais que o devido na abertura e a outra abrir exatamente a arte. Com essa abertura, você vai poder identificar
qual o tempo que vai ser usada em sua mesa de luz, podendo ser superior a 1 minuto e 15 segundos ou inferior a 45
segundos.

É bom lembrar que o tempo de exposição vai depender da arte final. Se os traços forem grossos, daremos mais tempo,
se forem finos, menos tempo.

Abertura de quadro / tela


Feito todo o processo de gravação da tela, vamos abrir o quadro ou a tela.

Para esse processo é necessário um ambiente onde contenha água corrente e um ralo para evacuação da água. Não
é necessário estar em um ambiente escuro, pois o processo de revelação da tela já foi feito.

Após gravar a tela, retire o fotolito do quadro e vamos lavar essa tela para dar inicio a abertura.
Podemos utilizar uma mangueira ou um jato de água (WAP). Inicialmente vamos jogar água corrente dos 2 lados da tela
e você vai verificar alguns detalhes importantes que é resultado do processo bem feito. Primeiramente quando você grava
a tela, você enxerga muito pouco a arte, e quando começar a jogar a água na tela, você ira reparar que a sua arte vai
começar a aparecer, um liquido amarelo começará a escorrer (esse líquido amarelo é resultado da mistura da emulsão
com o sensibilizante) e a emulsão em geral aplicada na tela vai começar a ficar homogênea ou irá mudar de cor.
Quando o liquido amarelo parar de sair e a tela toda estiver de uma cor só, vamos começar a pressionar com mais força
a água na arte, fazendo com que a parte preta do fotolito (arte) que não foi passada a luz pra tela e assim não foi
gravada junto à emulsão, comece a amolecer e sair do nylon, ficando vazada na tela. Algumas partes terão que dar mais
uma pressão que outras para que a tela seja aberta totalmente. Nesse processo pode ocorrer que algumas partes fora
da arte abram também, mas isso não será problema que após a abertura total da tela e a secagem da mesma, vamos
corrigir falhas que ficaram na tela, com a emulsão, para que o quadro fique bem vedado.

Bom, feito esse processo de abertura, vamos deixar o quadro secar para corrigir aberturas indesejadas na tela, se
necessário, e prepará-lo para aplicar o catalisador. Nesse processo pode ser usada a luz do sol, um secador,
soprador térmico ou ventilador para acelerar o processo.

Vedando cantos e imperfeições da tela


Com o quadro seco, vamos verificar se toda a tela está completamente vedada e ou se tem falhas para ser corrigidas.

É importante que somente a arte a ser silkada esteja vazada na tela, pois caso tenha alguns buracos ou falhas na tela
que não dizem respeito à estampa, quando for aplicar a tinta, essas falhas serão silkadas também, prejudicando o seu
produto final.

Para corrigir essas falhas, usamos a emulsão e um pincel, corrigindo e cobrindo todas as imperfeições da tela a ponto
de deixar seu quadro totalmente vedado. Feito isso, vamos secar novamente a tela e aplicar agora o catalisador.

Fixando melhor o quadro (catalizador)


O catalisador é um produto usado para fixar melhor a tela, prolongando o tempo de vida útil da mesma, pois quando
em contato com tinta, água, secagem no processo do silk, a tela começa a se desgastar naturalmente por todo o
processo utilizado e com o catalisador aplicado, esse tempo é prolongado.

Para aplicar o catalisador é simples, use uma bucha macia, aquelas Scoth Brite podem ser usadas desde que use o
lado amarelo (macio) da bucha para a aplicação. Passe o catalisador na bucha e aplique na tela de forma a preencher
toda a tela do lado de fora e de dentro. Não precisa usar muito, pois ele se espalha facilmente na tela.

Após passar o catalisador, vamos secar novamente à tela, para assim fixar o catalisador. Pode se usar secador,
soprador, ventilador ou a luz do sol para agilizar o processo.

Seca a tela, vamos lavá-la novamente, agora com água e sabão de coco para tirar todo o excesso do catalisador da tela
assim evitando que uma vez em contato com o tecido ou o material a ser aplicado o silk, o catalisador que não foi retirado
da tela, aja com o tecido e pode ocorrer de queimar o mesmo, assim você pode ter prejuízo, perdendo matéria prima.

Após lavar a tela e remover o excesso, vamos secar novamente à tela.

Preparando a tela para o Silk


Feito todos os processos acima descritos, vamos preparar a tela finalmente para aplicar o silk. Aqui não tem segredos,
é mais uma precaução para que a tinta na hora do silk não vaze por partes não cobertas 100% pela emulsão.

Para isso, vamos usar fita adesiva ou crepe para vedar os cantos. Para as telas à base de água, usar fita crepe e para
as telas à base de solvente usar fita gomada.

Como retirar a emulsão da tela


Caso em alguma parte do processo ocorreu alguma falha, o risco de sua tela não abrir pode ocorrer. Mas não se preocupe
com isso, pois como esse processo é manual e depende de uma série de outras etapas, sempre há o risco de dar erros,
mas os mesmos podem ser solucionados e corrigidos e para o caso da tela não abrir total ou em partes, podemos retirar a
emulsão da tela e prepará-la novamente para o processo.

Para isso podemos usar o meio tradicional, cuja é à base de um produto que já compramos prontos feito exatamente para
isso ou a base do improviso.

Em lojas que vendem produtos para silk screen, é vendido um líquido chamado Removedor de Emulsão que
serve exatamente para isso, revolver emulsão. A aplicação é simples, vamos lá:
Utilize uma bucha macia, aquelas Scoth Brite podem ser usadas desde que use o lado amarelo (macio) da bucha para a
aplicação. Jogue o removedor na bucha e passe a mesma na tela, dos dois lados a ponto de preencher toda a área
emulsionada na tela. De alguns minutos e coloque a tela em água corrente e repare que a emulsão começa a sair da tela.
Em partes que tenha uma maior dificuldade para a remoção, vai passando a bucha e jogando água até a emulsão sair
por completo.

A outra maneira é usando água sanitária, pano ou jornal. Vamos colocar um pano ou jornal sobre a tela e jogue
água sanitária; esfregue a tela com um pano até sair à emulsão por completo.

Em ambos os processos, depois de terminado a retirada da emulsão por completa, lave a tela com água corrente e
sabão neutro e seque a mesma.

Pronto, sua tela está pronta para ser usada novamente!

Preparando o tecido, a mesa e o quadro para o Silk


Entramos na parte mais gostosa de todo o processo, onde teremos nosso resultado final reproduzido na base
que determinamos desde o inicio.

Com a tela toda pronta, vamos verificar a ficha técnica para saber quais as cores serão usadas na estampa, onde será
localizada a estampa no tecido e qual o tipo de processo de silk screen será aplicado.

Feito isso, começamos a preparar a tinta exata que vai ser usada baseado no tecido e tipo de silk que será aplicado.
Caso haja cores que necessitem de mistura para chegar à cor exata, vamos lembrar do capitulo que falamos das cores
primárias, secundárias para sabe qual cor misturar exatamente para se chegar ao resultado pretendido. Não se esqueça
de usar uma palheta de cor da escala Pantone como referência.

Tintas prontas vamos preparar a mesa ou berço onde será aplicado o tecido a ser silkado. Verifique se a mesa esta com
a cola para que o tecido fique esticado e fixado sem ter o problema de enrugar na hora de aplicar a tinta no mesmo.

Vamos verificar a posição da estampa junto ao tecido para efetuarmos o registro da arte junto ao tecido antes de começar
a aplicar a tinta. Usamos parafusos, porcas e uma base de fero no próprio quadro ou no suporte da mesa para
verificarmos esse registro.

Após feito o registro de todos os quadros, podes usar talco como prévia para ver se a estampa esta centralizada, reta ou
no local exato. Com o quadro sobre o tecido, jogamos talco e com um pano vamos passando na tela que será passado
para o tecido. Tiramos o quadro e verificamos a posição da estampa no tecido. Se tiver tudo certo, limpe o tecido com a
mão, secador para tirar todo o talco e passe um pano ou secador na tela para sair o talco.

Vamos jogar a tinta preparada na tela posicionada sobre o tecido, vamos verificar o tamanho de r odo que vamos usar para
passar a tinta. É importante que o rodo seja maior que o desenho todo (largura) e menor que a parte interna do quadro.

Para aplicar a tinta, pegamos o rodo na tinta espalhada no ponto inicial da tela, pressionamos junto a tela e passamos em
direção à arte de maneira que toda a arte seja preenchida com a tinta.

Cada passada de tinta é contada como ida e volta e chamamos esse processo de mão, ou seja, podemos aplicar de 1 a 4
mãos de tinta no tecido. Conforme mais mãos aplicadas, a estampa fica mais grossa e forte e podemos fazer alguns
efeitos nesse processo também, onde passamos 1 mão somente, fazendo o efeito de falha da estampa no tecido. Ai vai
da criação e intenção da estampa junto a sua peça.

Após cada passagem de mão, é necessária a secagem da tinta junto ao tecido e para esse processo é usado um
secador de cabelo ou um soprador térmico.

Lembrando que para cada cor é necessário 1 quadro e o processo é repetido para cada cor até chegar ao resultado final
da sua estampa!

Tipos de tinta na serigrafia


A determinação do tipo correto de tinta a ser utilizado no processo serigráfico escolhido vai influenciar diretamente
na qualidade e produtividade do trabalho.

Em serigrafia há um tipo de tinta para cada superfície. Assim, a mesma tinta utilizada para se imprimir um determinado tipo
de tecido não serve para a impressão de plásticos.
Os fabricantes de tintas fornecem literatura para evitar a utilização inadequada de seus produtos, informações
importantes como poder de cobertura, resistência à luz, tempo de secagem, etc.

Classificação das tintas e o tempo de secagem


Sintéticas
As tintas sintéticas são muito utilizadas em trabalhos onde a durabilidade seja requerida.
Sua secagem lenta limita a tiragem, mas apresenta preço bastante acessível.

Vinílica
As tintas vinílicas possuem secagem rápida pela evaporação do solvente.

Epóxi
São tintas a base de resina ou epóxi, solúvel em solventes. A secagem ocorre pela reação química entre a tinta e o
catalisador.

Poliamídicas
São tintas a base de resinas poliamídicas termoplásticas, solúveis em solventes. Indicadas para impressão de
sacolas plásticas e faixas promocionais.

Qualquer que seja a tinta utilizada, quando não se dispõe de meios mecânicos para secagem, é muito importante a
ventilação do ambiente de impressão para uma rápida e eficiente secagem.

A maioria das tintas seca à temperatura ambiente, mas existem algumas que não secam ao ar, sendo necessária a
utilização de uma estufa.

O processo de secagem ao ar ocorre em duas fases distintas que são:


a) Secagem ao toque;
b) Secagem definitiva.

Por secagem ao toque entende-se que depois de algum tempo (geralmente uma ou duas horas), o impresso pode
ser manuseado sem lhe causar danos.

A secagem definitiva ocorre em geral, depois de 24 horas. As fábricas de tintas geralmente informam qual o
tempo necessário para cada fase de secagem.

O serígrafo deve analisar a peça a ser impressa para depois escolher a tinta apropriada. Um material cuja impressão
deve durar por apenas 15 ou 20 dias, pode ser impresso com qualquer tinta de baixo custo.

Por outro lado, uma peça que deve ser exposta durante anos só pode ser impressa com uma tinta com boa resistência à
luz.

Guia de tintas Tinta para Tecidos (T.T)


Não muito consistente, porém ótima para certos trabalhos, principalmente os que podem ser feitos com registro visual,
entretanto após a secagem devemos colocar um pano em cima da impressão e passar um ferro quente para fixar,
caso contrário com a lavagem à impressão vai desbotando.

Tinta Acrílica
De altíssimo rendimento em tecido, extrema resistência ao atrito nas lavagens e também aos detergentes
domésticos, dispensa toda e qualquer forma de polimerização ou fixação a calor.

Tinta Puff
Para impressão em tecidos, tendo a característica de ficar em relevo após ser submetida à estufa, ferro quente ou secador
de cabelos, proporcionando grande efeito visual.

Tinta Sintética Brilhante


Impressões serigráficas sobre chapas de ferro e metais, duratex, cartolina, papéis, flâmulas, poliéster e madeira.

Tinta Sintética Fosca


Chapas de ferro e metal, duratex, papelão, papel, cartolina, flâmulas, sacolas de papel para posterior plastificação.

Tinta Sintética Luminosa


Presta-se aos casos acima citados.
Tinta Vinílica Brilhante
Material vinílico flexível, semi-rígido. Bolsas, carteiras e sacolas, auto-adesivos, embalagens industriais, brinquedos.

Tinta Vinílica Fosca


Vinílicos flexíveis e semi-rígidos como bolsas, plásticos, encadernações, auto-adesivos, pastas e carteiras,
brinquedos, pneumáticos, embalagens industriais, etc.

Tinta Vinílica Luminosa


As mesmas aplicações do item anterior, além de decalques.

Tinta ETCH-RESIST para Circuito Impresso


Tinta branca para gravar e imprimir circuitos eletrônicos com posterior aplicação ácida com percloreto de ferro e
remoção final com álcalis.

Solder Resist para Circuito Impresso


Tinta serigráfica verde transparente, base de epóxi, dois componentes, para dar acabamento no circuito
impresso (máscara), para posterior soldagem com estanho.

Tinta para Acetato


Impressão serigráfica sobre acetato, celofane, cartolina, papel, duratex, poliéster ou acrílicos em chaveiros de propaganda.

Tinta Epóxi
Impressão serigráfica sobre Polietileno tratado, Polipropileno tratado, metais (ferro, alumínio, etc.), vidro, fórmica e
semelhantes, baquelites e chapas fenólicas. Esta tinta é diluída a uma proporção de 10% com o seu catalisador.

Tinta para Couro


Impressão sobre couro, tecidos de nylon, diversos materiais vinílicos.

Observação:
Emprega-se solvente vinílico para a limpeza da tela ou diluição, no caso de se utilizar tinta vinílica, emprega-se solvente
sintético ou água raz, no caso em que houver utilização de tintas sintéticas, emprega-se solvente epóxi no caso de tinta
epóxi.

Lista das tintas e superficies a ser aplicada


Para cada tipo de superfície existe um tipo de tinta ideal, a mesma tinta utilizada para se imprimir um determinado tipo de
tecido não serve para a impressão de plásticos como, por exemplo, o vinil, o polietileno ou o poliestireno. Existem tintas
próprias para vidro, madeira, plásticos, papel, acetato, tecidos de todos os tipos, metais, etc.

Vamos ver abaixo alguns exemplos de material e tinta a ser usada:


Material PVC, vinil, ABS: Tinta Vinílica
Material de policarbonato: Tinta Vinílica e Epóxi
Material de polietileno tratado, Poliéster: Tinta Epóxi e Poliuretânica
Material de polietileno laminado tratado: Tinta Poliâmidica
Material acrílico: Tinta Vinílica, Epóxi e Poliuretânica
Material alumínio: Tinta Epóxi e Acrílica
Material ferro galvanizado, aço inox, vidro, cerâmica, laminado melamínico: Tinta Epóxi
Material madeira, papel celulose: Tinta Sintética
Material couro: Tinta Poliuretânica
Material tecido: Tinta Têxtil

Tinta Acrílica
Vamos falar sobre o que realmente nos interessa tinta para tecidos.

Para Tecido
Para impressões sobre tecidos de algodão (puros sem fios sintéticos), não engomados.
Utilizada em mensagens e propagandas sobre camisetas, bonés, flanelas e outros artigos promocionais. Cores
luminosas, excelente rendimento e boa cobertura.

Secagem
Secagem inicial: 15 minutos. Secagem final: 3 horas (para empilhamento e embalagem).
Após 72 horas pode ser lavada sem desprendimento da impressão.
Não necessita de caloria para fixação.
Solventes
Para diluir usar água (quando necessário). Para retardar a secagem usar água raz mineral.

Para Quadricomia
Para a reprodução de uma arte ou foto de tecidos de algodão (puros, sem fios sintéticos), não engomados pelo processo de
quadricromia, usando-se meio tons separados por processos fotográficos especiais para a confecção de fotolitos.
Secagem
Secagem inicial: 20 minutos, em temperatura ambiente. Secagem final: 3 horas.
Após 72 horas pode ser lavada sem desprendimento da impressão. Não necessita de caloria para fixação.

Solventes
Pronta para uso, se necessário, utilizar água para diluir.

Fosca Luminosa
Para impressões sobre tecidos de algodão (puros, sem fios sintéticos), não engomados.

Utilizada em mensagens e propagandas sobre camisetas, bonés, flanelas e outros artigos promocionais. Cores
firmes, excelente rendimento, boa cobertura e solidez à luz.

Secagem
Secagem inicial: 15 minutos. Secagem final: 3 horas (para empilhamento e embalagem).
Após 72 horas pode ser lavada sem desprendimento da impressão.
Não necessita de caloria para fixação.

Solventes
Para diluir usar água (quando necessário). Para retardar a secagem, usar
água raz mineral.

Observações finais e cuidados no processo


1) Caso você erre o tempo de exposição quando estiver trabalhando, sua tela pode ser recuperada antes de fixar a
emulsão. Se expuser demais à luz, não jogue água na tela, passe água sanitária ou removedor de emulsão apropriado e a
emulsão será removida com facilidade. A maneira de lavar a tela para remover a emulsão é a seguinte: coloque um pano
ou jornal sobre a tela e jogue água sanitária; esfregue a tela com um pano até sair à emulsão por completo. A seguir, lave
a tela com água corrente e sabão neutro, para remover os restos de emulsão e da água sanitária.

2) Caso a emulsão esteja difícil de sair, na lavagem com água, das áreas que devem ficar vazadas,
esfregue levemente com uma esponja macia por trás da área emulsionada, para não danificar a gravação.

3) Quando for secar a tela com secador, não aproxime demasiadamente o secador da trama, para não “cozinhar”
a emulsão.

4) Se após a revelação com água a tela apresentar falhas na gravação, estas podem ser corrigidas com retoques
feitos com emulsão sensibilizada. Para retocar a tela, não é preciso trabalhar no escuro. Retoque a tela com auxílio de
um palito ou um pincel fininho e de cerdas duras.

5) Não se preocupe se sua primeira tela gravada com emulsão não ficar muito bem gravada. Com a prática os
resultados melhoram. É muito importante que este processo de gravação de telas seja bem compreendido, pois
disto dependerá a eficiência na execução de seus trabalhos.

6) A mesa de luz pode ser montada colocando-se duas tábuas formando um ângulo, da beirada da mesa até o
bocal da lâmpada para apoiar o papel alumínio. É fundamental este “espelho” de papel alumínio para que a luz se
distribua por igual no tampo de vidro da mesa.

Água: utilizada em toda a tinta à base d’água, acrílica, puff, etc.

O que eu devo verificar antes de começar o processo de silk (desde a arte


final até a produção do silk)
Vamos fazer uma breve revisão para ver todos os processos e etapas a serem seguidos desde o processo da criação da
arte a impressão do silk no tecido, vamos lá:

1) Verificar Arte Final ou Estampa


Verificar se a estampa a ser feita é de cor chapada ou quadricromia.
Verificar na arte, fontes convertidas em curvas, caso mande imprimir seu fotolito em outro local, marcas de registro,
quantidade de cores.

Criar a ficha técnica com a posição da estampa a ser aplicada, as cores a serem seguidas se baseando a escala
Pantone, quantidade de cores, tipo de tinta e efeito a ser aplicado na estampa.

2) Fotolito
Verificar inicialmente onde o fotolito será impresso, se vai ter saída em impressora jato de tinta ou em impressora a laser.
Isso é importante, pois o tipo de papel a ser usado é diferente um do outro.

Se sua arte for maior que o papel a ser impresso, fazer a marca de registro para a junção e sobreposição da arte
nos fotolitos impressos.

Fazer as marcas de registros, caso sua estampa tenha mais que 1 cor para bater o registro na hora da gravação da tela.

Seguir os passos de impressão adequado ao tipo de saída, papel e estampa (cor chapada ou quadricromia).

3) Preparando a Emulsão
Ver qual o tipo de processo de silkscreen será feito (cor chapada ou quadricromia) para usar o tipo de química especifica
para cada processo.

Se atentar a medida exata que será feita a mistura da emulsão com o sensibilizador. Lembrando-se sempre da proporção
10 x 1 (Emulsão x Sensibilizante).

Misturar bem a emulsão junto ao sensibilizante para que todas as bolhas saiam no processo da preparação.

Após usar a emulsão, não voltar ao pote original sem a mistura. Deve ser conservada em ambiente arejado em pote
fechado. É recomendando usar uma geladeira, por exemplo, para esse armazenamento. Não pode ser guardado por
muito tempo.

4) Tela
Verificar o tipo de tecido certo para o tipo de silk a ser feito. Cores chapadas e quadricromia a tela é diferente para cada
processo!

Verificar se a tela está totalmente seca e sem sujeiras para dar inicio ao processo de emulsionar a tela. Utilizar o produto
chamado Desengraxante de tecido para a limpeza da tela antes de aplicar a emulsão. Utiliza-se esse produto em uma
esponja e com água passamos nos 2 lados do tecido em sentidos verticais e horizontais até fazer bastante espuma.
Logo após, jogar bastante água (jatos) para tirar toda a espuma da tela e deixar secar toda para poder aplicar a emulsão.

Fazer as marcas de registro junto ao(s) fotolito(s) na tela para a arte ficar bem registrada na hora da aplicação do
silk screen.

5) Aplicando emulsão na tela


Verificar antes do preparo se os materiais a serem usados estão próximos para não ocorrer erros.

Materiais a serem usados são calhas (verificar o tamanho da calha mais apropriada ao tamanho da tela a
ser emulsionada), espátula, panos, papéis ou estopas para prevenir sujeiras e excessos.

Jogar a emulsão já preparada na calha e aplicar 2 mãos de emulsão na parte de fora da tela (frente), sempre
posicionando de baixo para cima, e 1 mão na parte de dentro do quadro. É importante que seja pressionado e passada a
emulsão de forma homogênea na tela e tentar sempre cobrir buracos ou falhas e retirar o excesso.

6) Secando a tela
Aplicada a emulsão, vamos secar a tela. Um secador, soprador ou ventilador pode acelerar o processo.

Fazer a secagem sempre em um ambiente escuro, pois já estamos no processo de revelação e uma vez a tela exposta a
luz, corre-se o risco da tela não abrir.

Ao usar algum tipo de aparelho para acelerar o processo de secagem, tome o cuidado de não aproximar muito o
secador da tela a ponto de não cozinhar o tecido.
A tela começara a secar quando começarmos a verificar que a tela passa de brilhante para fosca. Podemos ir
verificando com os dedos, mas sempre tomando cuidado para não marcar a tela caso não esteja 100% seco.

7) Gravando a tela
Após a tela emulsionada estiver seca, vamos preparar o quadro para a gravação.

Essa etapa é necessária ser feita em um ambiente escuro.

Verificar se todos os materiais de apoio estão de fácil alcance para o processo, como pesos, panos para
cobertura, papelão e fita adesiva.

Verificar a posição que o fotolito será fixado na tela.

Saber exatamente o tempo de exposição da luz da mesa de luz a ser usada.

Ter um cronometro para verificar o tempo exato de exposição.

8) Abrindo a tela
Após a tela ser gravada, vamos abrir a tela em um ambiente que tenha bom escoamento de água, uma mangueira ou um
WAP.

Antes de lavar a tela, não se esqueça de retirar o fotolito da tela.

Jogar água dos 2 lados da tela, retirando assim o sensibilizante (líquido amarelo) e verificando a mudança da cor
ou homogeanização da tela antes de começar a pressionar a água na arte a ser aberta.

Verificar se toda a arte foi aberta impedindo assim falhas na estampa ou o entupimento da tinta.

9) Preparando a tela para o silk.


Após a abertura da tela, vamos secar a mesma para verificar se tem alguma falha ou buraco a ser corrigido.

A tela estando 100% seca, corrigir as falhas com a emulsão preparada e colocar para secar novamente.

Com a tela toda pronta, vamos aplicar o catalisador com uma bucha macia nos 2 lados da tela e deixar secar
novamente. Após secagem, lavar a tela com água e sabão a fim de tirar excessos de catalisador para não prejudicar o
tecido a ser estampado.
Fechar os 4 cantos da tela com uma fita adesiva.

10) Silkando
Antes de todo o processo ser feito, é necessário saber em qual tipo de tecido será aplicado à estampa, qual tinta a
ser usada e qual o efeito de silk será aplicado.

Tudo verificado, colocar o tecido ou o produto já pronta na mesa ou no berço. Verificar se a mesa está com a cola a
ponto de esticar o tecido e não deixar que o mesmo enrugue no ato do silk.
Verificar todo o registro da(s) tela(s) junto ao tecido antes de passar a tinta. Pode-se usar um talco como base aplicado no
quadro já registrado para verificar se a posição da estampa vai ficar exatamente onde foi colocado em ficha técnica.

Verificar a cor correta a ser usada, usando a escala Pantone e misturando as tintas de acordo com as matrizes para
se chegar à cor exata desejada.

Tudo verificado vamos usar espátulas, rodo, soprador ou secador.

Não se esqueça que para cada cor é usado um quadro e um fotolito, então é sempre importante se atentar as cores mais
fortes e detalhes da estampa para ser aplicado antes ou depois.

Jogue tinta suficiente na tela (lado de dentro do quadro) à medida que o rodo seja do tamanho adequado ao tamanho da
arte para que na passagem da tinta com o mesmo, nenhuma parte da arte não fique sem a tinta.

Se necessária, passar de 2 a 4 mãos de tinta e no intervalo de cada mão, é necessário a secagem da tinta junto ao
tecido com um secador para não dar problema no resultado final da sua estampa.

Todas as mãos passadas, e telas aplicadas com suas devidas cores, vamos secar a estampa toda e pronto, sua
estampa está prontinha!
Pequeno glossário de termos referentes à serigrafi a
Adesivo, cola
Cola para fi xar o tecido no quadro serigráfi co. Na maioria das vezes são empregados adesivos de dois componentes.
Há também adesivos instantâneos e adesivos UV.

Aparelho de esticagem
Aparelhos de esticagem destinam-se à esticagem do tecido serigráfi co antes da sua colagem no quadro. Diferencia-se
entre:
- Sistemas de esticagem mecânica
- Sistemas de esticagem pneumática

Aparelho pneumático de esticagem


Sistemas pneumáticos de esticagem compõem-se de pinças individuais conectadas entre si formando um sistema de
esticagem. De acordo com o sistema, elas são operadas através de ar comprimido e um ou dois aparelhos de comando. O
total necessário de pinças depende do tamanho do quadro

Área aberta da malha


Soma de todas as aberturas da malha na superfície do tecido ao em %. Um tecido com ao = 30,5% possui uma superfície
aberta, que deixa passar a tinta, de 30,5% e uma superfície fechada, que não deixa passar a tinta, de 69,5%.

Abrir tela
Ato de revelar a tela com água após emulsionada e gravada

Cura
Signifi ca secar, secagem da tinta

Copiar
Ver exposição

Depósito de tinta seco


Espessura em um do depósito de tinta após a secagem e endurecimento da tinta

Desengraxe
Antes da confecção da matriz, o tecido deve ser desengraxado (limpo) com um produto apropriado caso ele não
possua um tratamento especial da superfície, do qual dispõe, por exemplo, o SEFAR PET 1500. Solicitamos que não
utilize produtos domésticos de limpeza! .

Diâmetro do fi o
A indicação do diâmetro do fi o, ou da espessura do fi o, é feita em valor nominal, ou seja, a informação refere-se ao
diâmetro do fi o não tecido em µm.

Dispositivo de exposição
Aparelho destinado à exposição da matriz. A fonte de luz UV deve ter a maior radiação no intervalo de aprox. 350 e 420
nm.

Emulsão
Camada fotográfi ca sensível à luz UV para matrizes serigráfi cas

Espessura do tecido
A espessura do tecido é medida em µm com o tecido não esticado

Espessura da tela
Ver espessura do tecido

Exposição
Exposição da emulsão fotográfi ca a raios de luz UV. As partes não cobertas da matriz e expostas à luz endurecem e não
dissolvem na água. As zonas não expostas, ao contrário, podem ser lavadas com água

Exposição gradual
A exposição gradual é o meio de se determinar o tempo ideal de exposição. Ela depende da emulsão fotográfi ca,
do tecido, de toda a espessura da matriz, da fonte de luz e da distância entre a luz e a matriz.
Filme capilar
Emulsão que foi aplicada sobre a película e secou.

Fora de contato
Fora de contato é a distância entre a tela e o suporte de impressão antes do processo de impressão, ou seja, antes de o
rodo pressionar a tela sobre o substrato.

Formação de dentes-de-serra
Os contornos das linhas e superfícies impressas não são nítidos, ou seja, são serrilhados. Causa principal: emulsão
fina demais ou valores de RZ alto demais.

Repique
É o termo utilizando para a aplicações de mão de tinta, ou seja, quando aplicamos a primeira mão de tinta, fazemos a cura
(secagem) e em seguida vamos passar outra mão, chamamos esse processo de repique.
• Sites de referências sobre Silk Screen
• Sites de pesquisa de imagens
• Site de download de fontes
• Alguns contatos e fornecedores
• Lojas de materiais de Silk Screen
baixo, vou listar algumas fontes úteis para o processo de silk screen, ajuda no processo criativo, busca de imagens,
sites de referências e fornecedores que possam usar após o curso.

Sites de referências sobre Silk Screen


Sefar
Empresa serigráfica de grande referência no mercado mundial
www.sefar-screens.com/
www.sefar.com/cms/pt.nsf/vPageID/glb_home

O Serigráfico
Site sobre noticiais e informações em geral sobre serigrafia.
www.oserigrafico.com/default.asp

Ipts
Dicas, notícias, tutoriais sobre artes gráficas e serigrafia.
www.iptshome.org/

Pantone
Site oficial em português da Pantone.
www.pantonebr.com.br/

Faz Fácil
O site que ensina TUDO, rsrsrs.
www.fazfacil.com.br

Ibytes
Site com algumas informações sobre a serigrafia em geral.
www.ibytes.com.br/silkscreen.php?id=1

Grupo Sertec
O Grupo Sertec é uma empresa que vem Atuando fortemente nos segmentos de comunicação visual,
sinalização, impressão digital, serigrafia e marketing promocional. www.gruposertec.com.br/index.asp

Guia Textil
Site sobre o mundo têxtil que facilita o intercâmbio entre produtores/produtores e produtores/pontos de
venda. www.guiatextil.com/portal2008/index.php

Sites de pesquisa de imagens


Uma ótima opção de pesquisa para referencias que podem ajudar ou ilustrar
sua estampa. Stock xchng www.sxc.hu

Shutterstock images
www.shutterstock.com

Every stock photo


www.everystockphoto.com

Fotolia
br.fotolia.com

Free photos
www.freephotos.com

Blue Vertigo
www.bluevertigo.com.ar/bluevertigo.htm
Site de download de fontes
Site que podem ser baixada fontes gratuitamente ou pagas que podem trazer um bom resultado junto à composição da
sua estampa. Da font www.dafont.com

My fonts
http://new.myfonts.com

1001 free fonts


www.1001freefonts.com

Free Fonts www.free-


fonts.com

Urban fonts
www.urbanfonts.com

Download Free Fonts


www.downloadfreefonts.com

Dingbat Depot
www.dingbatdepot.com

Alguns contatos e fornecedores


Luk Screen
Estamparia de grande escala, onde o vídeo da estampa foi feito.
Contato: Toninho
Fone: (11) 2274-7307

Santa Nina Estamparia


Estamparia de pequeno porte
Contato: Claudio
Fone: (11) 2276-6008

Marinyl
Estamparia e confecção
Contato: Rubia ou Leo
Fone: (11) 3451-4386 / (11) 3277 - 0767

Clean Stamp
Estamparia e confecção
Contato: Alessandra ou David
Fone: (11) 2341-4276

Arfix Print Solutions


Estamparia Digital
Site: www.artfix.com.br

Transfer
Bisa Transfer
Rua Bresser, 831 – Brás
Fone: (11) 2796-42655 / (11) 2081-5798
Blumund
Transfer, serigrafi a e bordado
Rua Bresser, 728 – Brás
Fone: (11) 2797-1200

Tecidos
Ponto Têxtil
Bairro: Brás
Fone: (11) 6692 - 4097

Cabo Verde
Bairro: Brás
Fone: (11) 6291-2005

Metatex / Tecno Malhas


Bairro: Moóca
Fone: (11) 2274-3833
Site: www.metatex.com.br

Lojas de materiais de Silk Screen


Comunic Sign
Rua General Lecor, 683
Fone: (11) 2274-7744
Site: www.comunicsign.com.br

Super Silk Signs


Rua da Figueira, 257 | Paqrue Dom Pedro II (Brás)
Fone: (11) 3228-0778
E-mail: super@supersilksign.com.br

Rotaprint (Papel para fotolito)


Rua Simão Dias da Fonseca, 97 | Cambuci
Fone: (11) 3209-2822 / (11) 3208-8953
Site: www.rotaprint.com.br

Star Transfer
Rua Bresser, 617 – Brás
Fone: (11) 3895-1430 / (11) 3895-1431 / (11) 3895-1432
Site: www.startransfer.com.br

Screen e Cia
Av. Duque de Caxias, 153 | Campos Elíseos / SP
Fone: (11) 3225-9810
Site: www.screencia.com.br

Auge Silk e Sign


Rua Madre de Deus, 733 | Moóca / SP
Fone: (11) 2813-2333
Site: www.augesilk.com.br

Galeria do Rock (2 últimos andares praticamente de materiais para silk screen)


www.portalgaleriadorock.com.br
Entradas: Rua Vinta e quarto de maio, 62 ou Av. São João, 439 | República / SP

Império da Serigrafi a
Galeria do Rock Loja 530
Fone: (11) 3337-8161 / (11) 3221-6354

Rob Screen
Av. Robert Kennedy, 3196 | São Bernardo do Campo / SP
Fone: (11) 4109-5334 / (11) 9896-4354
• Preciso saber desenhar?
• Quais programas eu uso para desenvolver uma estampa?
• Pesquisas de mercado e tendências
• Referências
• Construção de um banco de dados
• Como criar uma estampa
Neste capítulo irei falar sobre alguns princípios básicos na criação de uma estampa e elementos, ferramentas
e informações que podem ajudar no processo criativo.

Preciso saber desenhar?


Esse é um dos grandes questionamentos que todos fazem na hora que se deparam com a vontade de fazer estampas e
ter seus produtos personalizados ou trabalhar para empresas e marcas, EU PRECISO SABER DESENHAR PARA
CRIAR UMA ESTAMPA LEGAL?

Sabe qual é a real? Se você não sabe desenhar, você esta completamente perdido! Opa, não leve a sério hein, é apenas
uma brincadeirinha de mau gosto, rsrsrsrs. Na verdade você não precisa saber desenhar para poder criar estampas
bacanas, precisa ao menos ter uma boa imaginação, um bom senso para enxergar ou descobrir oportunidades onde
alguns olhos não enxergam e às vezes se você se arrisca a desenhar e você perceber que seu desenho tem uma
característica própria que identifica a sua personalidade ou o seu trabalho, te falo que esse tipo de desenho é mil vezes
melhor e mais pessoal que um desenho bem feitinho e cheio de frescura! Então o importante é você perde a vergonha e
o medo e passar pro papel aquilo que gosta, que te motiva, que tem facilidade de se expressar e o resultado você vai
ficar impressionado!

Agora se você não tem noção nenhuma de desenho e a palavra desenhar para você é um E.T, não se preocupe, pois
hoje temos meios e ferramentas que auxiliam a sua criação, então você entra nesse grande questionamento que já
algumas pessoas fazerem de que não sabe desenhar e assim não sabe fazer uma estampa! Eu falo que a pessoa esta
completamente enganada, basta ela ter criatividade e algumas noções de programas de computador que vão auxiliar na
criação da estampa.

Hoje temos muitas referências, muitas ferramentas acessíveis e de graça praticamente que nos ajudam a
compor elementos que vai nos ajudar a criar uma estampa e que será falado nos tópicos a seguir.

Quais programas eu uso para desenvolver uma estampa?


Além de você poder criar estampas desenhando direto no fotolito ou em papel, caso tenha um traço bom ou um traço
bem pessoal que caracterize com a sua arte, você pode usar alguns programas gráficos que podem auxiliar na
composição da sua estampa.

O software mais usado hoje para a industrial de estamparia em geral é o Corel Draw pela facilidade da impressão do
fotolito e por ser um software mais comum entre os usuários em geral. Alem do Corel Draw, temos outros softwares que
são tão bons quanto o mesmo e particularmente eu prefiro usar, pois são da mesma plataforma (fabricante) e a
comunicação entre eles é mais fácil, estou me referindo ao Adobe Illustrator (software gráfico vetorial) e o Adobe
Photoshop (software de manipulação de imagens) que são bastante usados em publicidade, design e moda.

Esses 3 sãos os softwares mais convencionais no uso da produção de estampas, pois todos possuem
características necessárias para todo o processo de produção.

Para saber mais sobre os programas acima citados, visite o site dos fabricantes:
Adobe Illustrator: http://www.adobe.com/br/products/illustrator/?promoid=BOZRF
Adobe Photoshop: http://www.adobe.com/br/products/photoshop/photoshop/
Corel Draw: http://www.corel.com.br/pt/

Pesquisas de mercado e tendências


Um dos pontos fundamentais para quem trabalha na indústria da moda (a estamparia faz parte dessa indústria) é
sempre estar antenado com o que anda acontecendo com o meio em que trabalha.

Sempre que puder, é aconselhável ir a desfiles de moda, feiras especializadas do seu setor, ver o que seus concorrentes ou
marcas que lhe expiram ou as que ditam a moda no Brasil e no Mundo estão usando em relação a tecidos, cores, estampas,
modelagens entre outras e ir coletando informações que podem lhe ajudar na evolução do seu trabalho.

Além de ir a feiras, pois são poucas ao ano e às vezes fica fora de mão para você, você pode fazer a sua pesquisa de
mercado de uma maneira mais fácil e eficiente também. Pegue uma maquina fotográfica ou se seu celular tiver essa
função também serve e saia para a rua. Por incrível que pareça a rua e a nossa maior fonte de expiração e muitas pessoas
não percebem isso, o que é um grande pecado. Na rua podemos ver o que as pessoas estão usando, o jeito que elas
estão se vestindo, podemos ver coisas de fora do Brasil, ver muita tendência, cores fortes, modelos malucos que nunca
imaginaríamos e que acaba nos inspirando.
Na rua também temos a maior galeria de arte a seu aberto que podíamos imaginar! Hoje, por onde você anda você se
depara com grafites dos mais variados e de artistas que se destacam no cenário, podemos ver muitas interferências
urbanas que artistas fazem com a proposta de expressar seu trabalho ao mundo ou de protestar sobre algo que lhes
incomodam, temos muitas obras e esculturas ao ar livre, temos uma arquitetura muito rica, temos muita arte na rua e o
melhor sem pagar nada para ver, basta ao menos começar a desviar a sua atenção de uma outra maneira que você
começa a captar e enxergar coisas que jamais imaginaria ver. Quantas vezes eu não me deparei com um simples
desenho que vi na rua e a estampa já me veio à cabeça! É tudo uma questão de estar atento as ferramentas que estão a
sua frente e saber como usá-las!

Outro ambiente que acho muito positivo e válido e ir para o bom e velho shopping dar aquela pescoçada no que anda
rolando. Mas não tenha vergonha, como quem não quer nada, tire fotos de peças em vitrines (mas naquela sutil
descrição), entre nas lojas, peça para ver modelos, veja as estampas que estão usando, veja o tipo de técnica que estão
fazendo, grave na memória e ao sair da loja, pegue o bom e velho caderninho de anotações e rabisque o que vier a sua
cabeça, e se a loja que você entrou tiver algum tipo de catálogo que eles deixam disponível para os seus consumidores
conhecer a coleção, não vacile, pegue um e comece a montar seu banco de dados com informações e referências que vão
lhe ajudar muito!

Outra ferramenta que gosto muito de usar, ai já é uma particularidade, mas é o trabalho com tipologia em estampa. Gosto
muito de música e sempre tento ouvir uma música de qual gosto muito ou em algum momento me marcou e tento pegar o
enrredo da letras e transformá-la em estampa ou pego alguns trechos da música e o transformo em estampa. O resultado
pode dar muito certo, pois hoje temos muitas pessoas que procuram camisetas com frases e tipologias e esse é um
público muito gostoso e divertido de se trabalhar!

Todo tipo de informação que você ver, ler ou escutar é muito válida, pois elas vão lhe ajudar a criar produtos e estampas
que estão seguindo o mesmo foco que o consumidor está buscando ou vai poder lhe ajudar a criar um diferencial em
cima do que hoje é moda!

Referências
Quando falo em referências, estou apenas reforçando o que foi falado acima, pois tudo não deixa de ser referência para
lhe ajudar em seu trabalho. Isso funciona em qualquer profissão, todo mundo se baseia em algo para poder ter uma
melhor idéia ou melhoria em seu trabalho. Como já dizia aquele antigo ditado, “Na vida nada se cria, tudo se copia” é a
mais pura verdade, rsrsrs. É tudo uma questão de evolução, você olha para uma idéia e você se depara com 2 situações,
ou você copia ou você a adapta em uma nova receita e criar algo novo em cima de algo que já existe!

Claro que às vezes temos aqueles insights do nada que lhe vem na cabeça uma coisa que você nunca viu
(inconscientemente) e lhe da aquele estalo e, no nosso caso, a estampa lhe vem pronta na cabeça e você parte
diretamente para a execução sem mais outro tipo de referência, o desenho sai direto da sua imaginação. É claro que
como disse antes, isso vem do seu inconsciente e em algum momento ou ocasião você já se deparou com alguma coisa
que lhe fez ter esse seu insight.

Não fique achando que você copiando ou melhorando uma idéia que já existe você não é uma pessoa talentosa ou criativa, o
mundo conspira assim e às vezes precisamos de uma base para criar um algo melhor do que já existe, é a evolução
natural do ser humano e como vimos isso acontece a todo o momento, em todas as profissões e é uma coisa natural,
pois ter referência é um chão, um ponta pé inicial para ajudar em nosso trabalho.

Construção de um banco de dados


Uma ferramenta que pode auxiliar muito em qualquer etapa do seu processo criativo é a construção de um banco de
dados que vão lhe dar suporte à criação de novos produtos e novas idéias de estampas.

Mas afi nal, o que é esse tal de banco de dados? Eu chamo de banco de dados, pois é um material que costumo coletar
que me ajudam na pesquisa na hora de criar novos produtos, estampas, cores, tecidos, modelagem, entre outros.
Essas informações eu costumo retirar de processos que foram falados acima, em minhas jornadas de pesquisa e
referência e digo que isso eu estou fazendo a toda hora, pois já acostumei com a idéia e tudo que acabo vendo, tento
imaginar aquilo se transformando em um produto novo, em uma estampa e por ai vai.

Com todas essas informações citadas, eu criei um banco de dados que me ajudam no meu processo de criaç ão. Criei
algumas pastas aonde vou colocando materiais que coletei e coleto como recortes de revistas, jornais, catálogos de
marcas, fotos que tiro pelo celular andando na rua ou quando estou observando algo na televisão, viagens que faço e vejo
traços de uma cultura diferente que pode ajudar a criar algo novo, revistas, vitrines, pessoas na rua que vejo usando uma
camiseta ou um produto legal, pesquisa na internet em site de marcas que me identifi co muito e que tem uma proposta
bacana e diferenciada, enfi m, tudo o que eu acho legal e que posso aproveitar de alguma maneira eu coloco nessa
banco de dados que sei que em algum momento vai servir de alguma coisa.

Alem de criar pastas, eu costumo criar arquivos no computador com elementos que usei em toda minha carreira
profi ssional de designer que são objetos, ícones e desenhos em vetor que costumo ir salvando que sei que um dia
aquilo poderá me ser útil de alguma maneira.

Acreditem vocês devem estar imaginando, que cara xarope, agora vou fi car fotografando tudo o que eu vejo na minha frente,
arrancando folha de revistas enquanto estou esperando para ser atendida no dentista??? Desculpe lhe dizer, mas vai, rsrsrsr. É
o processo natural da coisa, ela começa pequena, simples e tímida, mas com o passar do tempo ela vai te consumindo e se
torna grande, diário e sem vergonha! Claro que isso é apenas uma dica e tudo vai depender de onde você quer chegar como
profi ssional, se você quer voar alto como profi ssional ou como marca, você estará fardado a isso.

Como criar uma estampa


Depois de todas essas informações que passei, se você não conseguir criar uma estampa ou começar a evoluir no
seu trabalho, sinto lhe dizer mas.... a persistência é o que transforma o homem, rsrsrsrs.

Brincadeiras a parte, mas agora é a parte mais gostosa a ser feita, onde vamos colocar em prática tudo o que temos
em mente, pesquisamos através de nossas referências e vamos ao granfi nale.

Você pode usar uma infi nidade de ferramentas que vão lhe ajudar ao processo. Pode usar alguns traços que desenhou
em um papel, scaneou e passou pro computador (no próximo capítulo vou dar algumas dicas que vão lhe ajudar nesse
processo), fotos que pesquisou e quer usar um detalhe do desenho, tipologia que pode usar para ajudar a ilustrar o seu
desenho, a sua grande criação, a sua estampa!

Como disse e reforço hoje tem muitas ferramentas que nos ajudam a criar uma estampa bacana e apenas basta ter
uma idéia na cabeça, um pouco de prática seja em desenho manual ou em facilidade a mexer no computador que você
consegue expressar suas idéias por meio de uma estampa.

No tópico que vamos entrar, vou ensinar algumas dicas, alguns truques e manhas que vão lhe ajudar nesse processo todo.
• Dicas e truques no Corel, Illustrator, Photoshop e Adobe Streamline
• Como imprimir fotolito em cores chapadas
• Preparando um arquivo em quadricromia
• Como criar um raport
• Montando um cubo de gravação de quadro artesanalmente
• Montando uma Ficha Técnica
• Montando uma Tela / Matriz
Dicas e truques no Photoshop, Illustrator, Corel e Adobe Streamline
Photoshop | Como transformar uma imagem em Path para usar no Illustrator.

Vamos usar uma imagem de referência para poder ilustrar os processos que vou explicar etapa
por etapa.

Passo 1: Vamos abrir uma imagem para mostrar como funciona o processo. Essa imagem esta na
pasta Dicas. Imagem: arte.jpg

Passo 2: Vamos transformar essa imagem em Tons de cinza (Grayscale)


- Menu Superior: Image / Mode / Grayscale

Passo 3: Agora vamos Limiar (Threshold) a imagem para separar bem os tons entre Branco e
Preto para podermos criar o Path.
- Menu Superior: Image / Adjustments / Threshold (Limiar)

Passo 4: Vai abrir uma janela onde vamos ajustar o nível que vamos aplicar a imagem. Esse ajuste é feito através de um triângulo que fica abaixo do gráfico que vai
aparecer.
(Circulo vermelho)

Passo 5: Ajustado o nível e aplicado a imagem, vamos duplicar o layer para podermos aplicar a seleção
na imagem. Clique na Aba LAYER e verifique que vai conter um único layer com o desenho da imagem e
o escrito ao lado Background + um cadeado ao lado. Selecione esse layer e arraste até uma folha que se
encontra no rodapé da janela do Layer, ao lado de um ícone da Lixeira. (Segundo icone da direita para a
esquerda / circulo vermelho). Arraste até esse icone e solte, ele automaticamente vai
duplicar o layer (Background copy).
Passo 6: Duplicado o layer, vamos deletar o primeiro layer (Background). Para fazer isso clique no
layer Background com o cadeado ao lado e em seguida clique no ícone da lixeira que fica no
rodapé da janela. Ele vai abrir uma janela confirmando a exclusão. Confirme e o layer será excluido.

Passo 7: Vamos selecionar o fundo em preto da imagem para deletar o mesmo. Para fazer isso,
vamos usar a varinha mágica que fica na guia Tools (ferramentas) ilustrado ao seu lado esquerdo
(circulo vermelho). Com a varinha magica selecionada, vamos clicar no fundo preto da imagem.
Repare que ele vai aparecer um trasejado onde foi clicado.
Passo 8: Com o fundo preto selecionado, vamos agora selecionar tudo o que estiver em preto
na imagem.

- Menu Superior: Select / Similar

Passo 9: Com toda a cor preta na imagem selecionada, pois o que importa para nós nesse desenho
é a imagem em branco, vamos apertar o DELETE para apagarmos o preto.

Feito isso, agora vamos criar o Path. Com a varinha mágica selecionada, vamos até a aba do layer
para selecionarmos somente a imagem em branca por completa. Segure a tecla CTRL e com a
varinha magica clique no layer (no quadro que fica ao lado do olhinho). Ele vai selecionar somente
a imagem.
Veja como a imagem fica selecionada.

Passo 10: Com a imagem selecionada, vamos criar o Path (Máscara). Na mesma janela que temos
o LAYER, vamos na Aba PATH. No canto direito dessa janela, vamos ter uma SETA que fica
localizada no topo da janela, logo abaixo o botão X de fechar. Clique nessa seta e ela vai aparecer
uma janela/ menu com algumas opções. Selecione a opção MAKE WORK PATH.
Passo 11: Feito isso, ele vai abrir uma janela onde você vai definir o nível de tolerância. Vamos
deixar em 1,0 pixel e em seguida clicar no OK.

Passo 12: O Path foi criado, agora vamos exportar ele para o Illustrator (.ai).
- Menu Superior: File / Export / Path to Illustrator.
Feito isso, ele vai pedir para você salvar o arquivo. Eu salvei o arquivo como arte.ai que se
encontra na pasta Dicas
Passo 13: Agora vamos abrir o Illustrator e abrir o arquivo que foi criado. Quando abrir o arquivo ele
vai aparecer uma tela em branco somente com as marcas de corte. Dê um CTRL+A (selecionar tudo)
que ele vai aparecer o path do arquivo criado.

Passo 14: Com o path selecionado, vamos pintar a imagem. Eu usei o preto e reparem que a imagem
não ficou completamente vazada (vamos chamar assim / Exemplo: Olhos e boca). Isso é normal
pois todos os paths que foram criados não estão unificados, estão separados. Para poder juntar
tudo, termos que fazer uma nova ação.
Passo 15: Vamos clicar na imagem com o botão direito do mouse. Vai abrir uma janela/menu e
selecione a opção Make Compound Path. Ele vai unificar os paths e vamos ver a imagem
completa. Em alguns casos ele não da o resultado que esperamos logo de cara, não deixando a
imagem completa. Ai é um processo de paciência onde vamos ter que selecionar path por path (um
de cada vez) e ir aplicando o make compound path até a imagem ficar totalmente completa.

Passo 16: A figura está finalizada, agora é so aplicar cores e dar asas a sua imaginação...
Corel Draw | Como transformar uma imagem para aplicar cor no Corel.

Vamos usar uma imagem de referência para poder ilustrar os processos que vou explicar etapa
por etapa.

Passo 1: Vamos abrir uma imagem para mostrar como funciona o processo. Essa imagem está na
pasta Dicas. Imagem: arte.jpg

Passo 2: Vamos transformar essa imagem em Tons de cinza (Grayscale)


- Menu Superior: Image / Mode / Grayscale

Passo 3: Agora vamos Limiar (Threshold) a imagem para separar bem os tons entre Branco e
Preto para podermos criar o Path.

- Menu Superior: Image / Adjustments / Threshold (Limiar)


Passo 4: Vai abrir uma janela onde vamos ajustar o nível que vamos aplicar a imagem. Esse ajuste é feito através de um triângulo que fica abaixo do gráfico que vai
aparecer.
(Circulo vermelho)

Passo 5: Ajustado o nível e aplicado a imagem, vamos inverter a cor da imagem.


- Menu Superior: Image / Adjustments / Invert
Passo 6: Repare que o que era Preto virou Branco e o que era Branco virou Preto. Feito isso, vamos
trasnformar a imagem em BITMAP - Menu Superior: Image / Mode / Bitmap

Passo 7: Aplicado ao modo Bitmap, ele vai abrir uma janela com as opções de Resolução (resolution)
e Método (Method). Vamos deixar da seguinte maneira:
- Resolution
Output: 300 pixel/inch
- Method
Use: 50% Threshold
Passo 8: Vamos salvar a imagem em TIFF. No caso, eu salvei como arte.tif (A imagem encontra-se
na pasta dica).

Passo 9: Vamos abrir o Corel e importar a imagem.


- Menu Superior: Arquivo / Importar
Passo 10: Com a imagem importada no Corel, agora podemos mexer na Cor de Fundo da Imagem
e na Cor da Imagem, veja como:

Passo 11: Mexer na Cor de Fundo:


Vamos selecionar a imagem e na Palheta de Cores do Corel (que fica ao lado direito da
página), vamos Clicar na cor que quiser, no caso eu cliquei na cor Amarela com o BOTÂO
DIREITO DO MOUSE, e ele vai mudar a cor do fundo.
Passo 12: Mexer na Cor da Imagem
Vamos selecionar a imagem e na Palheta de Cores do Corel (que fica ao lado direito da página),
vamos Clicar na cor que quiser, no caso eu cliquei na cor Vermelha com o BOTÂO ESQUERDO
DO MOUSE, e ele vai mudar a cor da imagem.

Passo 13: Tirar a cor de Fundo da imagem


Vamos selecionar a imagem e na Palheta de Cores do Corel (que fica ao lado direito da página),
vamos Clicar na primeira opção da palheta que é um quadrado com um X dentro (sem
cor/preenchimento) com o BOTÂO ESQUERDO DO MOUSE, e ele vai tirar a cor do fundo e deixar a
imagem sem fundo algum, totalmente transparente e sem fundo para poder ser aplicado junto a
outros elementos.
Adobe Streamline | Como transformar uma imagem em vetor

Vamos usar uma imagem de referência para poder ilustrar os processos que vou explicar etapa
por etapa.

Passo 1: Vamos abrir uma imagem para mostrar como funciona o processo. Essa imagem está na
pasta Dicas. Imagem: arte.jpg

Passo 2: Vamos cortar a imagem que vamos querer usar. Para isso na palheta de ferramentas do
Photoshop vamos usar a ferramenta chamada CROP (em destaque vermelho na img) para recortar.
Passo 3: Feito o recorte na imagem, vamos deixa-la em Grayscale (tons de cinza)
- Menu Superior: Image / Mode / Grayscale (tons de cinza)

Passo 3: Agora vamos Limiar (Threshold) a imagem para separar bem os tons entre Branco e
Preto para podermos criar o vetor com maiores detalhes
- Menu Superior: Image / Adjustments / Threshold (Limiar).
Passo 5: Vai abrir uma janela onde vamos ajustar o nível que vamos aplicar a imagem. Esse ajuste é feito através de um triângulo que fica abaixo do gráfico que vai
aparecer.
(Circulo vermelho)

Passo 6: Pronto, agora vamos salvar a imagem em TIF (arte.tif) no photoshop para poder abrir a
imagem para a vetorização no Adobe Streamline.
Passo 7: A imagem vai abrir em uma janela dentro do programa e vamos dar a ação para que
o programa automaticamente transforme a imagem em traços.
- Menu Superior: File / Convert

Repare na figura abaixo, que a imagem ficou toda chapada e com alguns traços e formas um
pouco diferente do desenho original.
Passo 8: Com a imagem já transformada em vetor pelo programa, vamos salvar a mesma
- Menu Superior: File / Save Art / Salvar em Adobe Illustrator (.ai)

Passo 9: Vamos abrir a imagem salva no Illustrator e eliminar detalhes que não vamos querer usar
na imagem (seleção em azul) para assim dar uma limpada na imagem da maneira que quisermos.
Passo 10: Pronto, a sua imagem foi transformada em vetor, limpa e você pode mexer em
cores, ampliar ou reduzir sem perder a qualidade da mesma.

Como imprimr fotolito em cores chapadas


Illustrator | Imprimir Fotolito com mais de 1 cor.
Vamos usar uma estampa de 2 cores da Acervo Pessoal como referência para poder ilustrar
os processos que vou explicar etapa por etapa.
Passo 1: A estampa que estamos dando o exemplo tem 2 cores (Azul e Preto). É bom resaltar que
a página já tem que estar configurada no tamanho certo que vai ser impressa. (Configurar a pagina
ao tamanho do papel transparência.)

Passo 2: Com a estampa pronta, vamos criar as marcas de registro, ao redor da estampa para
quando imprimir, podermos registrar os 2 fotolitos e fazer o encaixe exato da estampa. As marcas
de registro no exemplo somam o total de 4 marcas ao redor da estampa. Isso varia de acordo com o
desenho e seu tamanho.

Passo 3: Com a página configurada no tamanho do papel, com as marcas de registro criadas, vamos
imprimir o fotolito. Como no illustrator não tem a opção de separar a cor na hora da impressão,
vamos ter que fazer na unha mesmo. Vamos deixar as marcas de registro na cor preta, deletar uma
das cores, no caso deletamos as ondas que estavam em azul e deixamos somente 1 cor.
Passo 4: Com a cor configurada, vamos imprimir. -
Menu Superior: File / Print

Passo 5: Vai abrir uma janela onde você vai visualizar a impressão e fazer toda a configuração que
expliquei em aula, ajustar o tamanho do papel, o tipo de papel, impressão em alta qualidade, tons
de cinza, etc...
Passo 6: Agora, vamos fazer a mesma coisa com a Segunda cor, no caso a cor azul que foi pintada
de preto para poder imprimir o fotolito na cor preta. Como na primeira etapa da impressão, essa parte
da arte foi deletada, logo apos imprimir vamos dar um Control + Z para a arte que foi deletada voltar e
em seguida podermos deletar a arte que já foi impressa.

Passo 7: Com a cor configurada, vamos imprimir.


- Menu Superior: File / Print
Passo 8: Vai abrir uma janela onde você vai visualizar a impressão e fazer toda a configuração que
expliquei em aula, ajustar o tamanho do papel, o tipo de papel, impressão em alta qualidade, tons
de cinza, etc...

Pronto, você tem os 2 fotolitos impressos e com as marcas de registro prontas para fazer o
encaixe para o quadro ser gravado!

Corel Draw | Imprimir Fotolito com mais de 1 cor.

Vamos usar uma estampa de 2 cores da Acervo Pessoal como referência para poder ilustrar
os processos que vou explicar etapa por etapa.
Passo 1: A estampa que estamos dando o exemplo tem 2 cores (Azul e Preto). É bom resaltar que
a página já tem que estar no tamanho certo que vai ser impressa. (Configurar a página ao tamanho
do papel transparência.)

Passo 2: Com a estampa pronta, vamos criar as marcas de registro, ao redor da estampa para
quando imprimir, podermos registrar os 2 fotolitos e fazer o encaixe exato da estampa. As marcas de
registro no exemplo somam o total de 4 marcas ao redor da estampa. No caso do Corel, como ele
vai imprimir as cores separadas, após criar as marcas de registro da primeira cor (azul) vamos
selecionar todas as marcas, Copiar e Colar (em cima das primeiras criadas) e vamos pintar essas
marcas de registro copiadas de preto.

Passo 3: Com as marcas de registro criadas (em Azul e Preto), vamos imprir o fotolito.
- Menu Superior: Arquivo / Imprimir
Passo 4: Vai abrir uma janela com a caixa de impressão. Vamos configurar a separação das cores por
essa caixa. Repare que a Aba que abre é a Geral. Vamos ir na terceira Aba chamada Separações.

Passo 5: Na Aba Separações, logo abaixo vamos ter um Clique Box “Imprimir Separações”.
Clicando nesse box, ele vai abrir as outras opções que até então estavam ocultas, mas no caso não
vamos precisar usá-las.
Logo abaixo , vamos ter um campo com as 4 cores CMYK e ele automaticamente vai identificar quais
cores contem a sua estampa, no exemplo em questão, ele identificou as cores Ciano e Preto. Repare
também que no canto direito, ele tem a opção de visualização da impressão e veja que ele já está
mostrando a estampa separada pela cor, no caso ele esta mostrando a estampa + marca de corte
que está em Azul (ciano).

Passo 6: Para poder visualizar a outra cor da estampa, logo abaixo ao campo que visualiza a
estampa, tem 4 botões com as opções de avançar e voltar. Isso vai permitir você visualizar a
segunda cor da estampa e voltar. Agora é só configurar as opções de impressão (papel, cor,
qualidade, etc.) e clicar em imprimir que ele vai imprimir as 2 cores na sequência automaticamente.

Pronto, você tem seus 2 fotolitos impressos e prontos para mandar fazer o quadro!
Como criar um Raport
O raport é uma técnica usada para criar estampas no tecido inteiro. Essa estampa pode ser impressa por
quadro, cilindro ou digital, como vimos no capítulo Silk screen / Tipo de estampa nesta apostila.
Bom, vou mostrar a criação do raport em 3 programas, sendo eles Photoshop, Illustrator e Corel.

Photoshop | Criando um raport para estamparia


É importante falar algumas informações importantes antes de começar a criar o seu raport. A
largura do seu arquivo não importa muito, tudo vai depender qual o produto a ser produto e ai você
se baseara na largura e no densenho em geral, pois se for peças pequenas, como por exemplo 1
bikini, talvez alguns detalhes que faça na estampa não acabe aparecendo, então é bom ter isso em
mente na criação da sua estampa / Raport.

A altura do raport já é importantíssimo, se a estampa for para cilindro vc deve sempre usar
“multiplos divisores de 64cm [32cm(=/2), 21,33cm (=/3) ,16cm(=/4), etc.

A resolução, sempre o mínimo de 300 dpi, se os elementos forem muito delicados aconselho fazer
o raport com 600dpi por causa da finalização da estampa e criação de harmonias (cores).

O modo de cores - se o desenho vc pretende também oferecer para indústria gráfica, você escolhe
CMYK, mas se for só para o textil, fazer as cores em RGB vc consegue mais contraste e outros
efeitos de cores.

Passo 1: Vamos configurar o arquivo antes.


Menu Principal: File / New
- Width: 21 cm
- Height: 21 cm
- Resolução: 300 dpi
- Color Mode: RGB

Passo 2: A imagem que vou usar como estampa são de caveiras. Como uma caveira base no arquivo vou
fazer minha estampa final. Clico e seleciono o Layer da caveira e vou duplicar ele. Clico e arrasto até o
final da guia onde tem um ícone de uma folha e solto, ele automaticamente duplica meu layer ou
vc pode fazer da seguinte maneira, clique com o botão direito no layer que quer duplicar e ele
vai aparecer uma janela. Escolha a opçãõ duplicar layer e pronto!

Layer

Duplicar
layer

Passo 3: Faremos a mesma ação até completar a largura todo do arquivo. A medida que for
duplicando o layer, vai movendo o para o lado direito com a seta ou o mouse tomando cuidado com o
alinhamento da imagem, para isso, aperte a tecla Shift junto ao mover.

Passo 4: Agora vamos dar uma leve modificada em algumas caveiras para deixar a estampa mais
interessante. Vamos inverter na vertical os layers 2, 4 e 6. Para isso, selecione os 3 layers e siga
a ação: Menu Principal: Edit / Transform / Flip Vertical
Veja na figura abaixo que as caveiras 2, 4 e 6 ficaram de cabeça pra baixo!

Passo 5: Vamos selecionar todos os layers e multiplicá-los para formar uma nova coluna e vamos
direcionando os layers para baixo até ficar num ponto em que todas as caveiras apareçam sem
haver alguma interferência uma com a outra. Siga o mesmo procedimento do Passo 3.
Novamente vamos dar uma leve modificada na coluna e inverter todos os layers da coluna 2 para dar
um contraste na estampa. Para essa ação, siga as mesmas intruções do Passo 4.

Passo 6: Vamos selecionar todos os layers e multiplicá-los para formar novas colunas até completar
o arquivo todo. Para isso, siga o mesmo procedimento do Passo 3.
Passo 7: Com o seu fundo base feito, vamos agora criar um elemento na estampa principal. Vou usar a
mesma caveira porem maior e em outra cor para dar o destaque principal. Como esse meu desenho
é um vetor, eu ajustei ele no illustrator (tamanho e cor) e dei um Control C (copiar) e um Control V
(colar) para jogar ele no photoshop. Ao fazer isso, ele vai me pedir como eu quero colar essa figura
no arquivo, selecioner como PIXEL e de OK.

Passo 8: Pronto, feito isso ele vai me colar a imagem no tamanho que escolhi no ilustrator
e centralizado ao arquivo como um todo.
Estampa pronta, arquivo fechado e o Raport está pronto e pode ser aplicado no tecido todo.

Como criar um Raport


Illustrator | Criando um raport para estamparia
Vamos criar a mesma estampa, usando o mesmo procedimento porém pelo Illustrator.

Passo 1: Vamos configurar o arquivo no mesmo tamanho que no exemplo anterior.


Menu Principal: File / New
- Width: 21 cm
- Height: 21 cm
Agora com a caveira já posicionada no canto superior esquerdo, vamos fazer toda a reprodução
da mesma na página toda.
Passo 2:

Com o desenho no tamanho certo, vou configurar meu espaçamento para locomover
as caveiras na lateral sem maiores problemas. Para isso vou fazer o seguinte comando:

Dou um Control K e vai me abrir uma janela com as minhas preferências.


Na guia General (geral) vou na primeira opção Keyboard Increment e vou colocar o tamanho do
espaçamento que eu quero na minha lateral, nesse caso eu usei o tamanho 4,1 cm. Feito isso, eu
seleciono minha caveira, dou um Control C (copiar) e um Control F (colar no mesmo lugar) para
não desalinhar meu desenho. Com a seta do teclado vou clicar para o lado esquerdo e ele vai me
posicionar exatamente ao lado da caveira.

Agora é so fazer a mesma ação Control C e Control F e ir posicionando até preencher a lateral
da página como na imagem abaixo!
Agora vamos dar uma leve modificada em algumas caveiras para deixar a estampa mais in-

teressante. Vamos inverter na vertical os layers 2, 4 e 6. Para isso, selecione os 3 layers e siga
a ação: Menu Principal: Object / Transform / Reflect
Passo 3:

Vai me abrir uma janela com as opções Horizontal, Vertical ou Angulo. No nosso caso, vou
selecionar o vertical para deixar as caveiras de cabeça para baixo!

Agora com a minha coluna pronta, vou selecionar todas para poder copiá-las e jogar para
baixo da primeira coluna. Para acertar o espaçamento certo para baixo, vou fazer exatamente o que
fiz no Passo 2.
Passo 4:

Agora com a minha segunda coluna pronta, vamos dar uma leve modificada na coluna toda
dando um efeito mais interessante na estampa. Para isso, vamos seguir as instruções do Passo 3.
Passo 5:

Passo 6: Com a segunda coluna criada e modificada, vamos fazer isso com as demais colunas
até preencher a página toda, como na imagem abaixo.
Passo 7: Para finalizar, vou inserir a minha imagem principal da estampa. Vou usar o mesmo
desenho da caveira, porem maior e em outra cor para poder dar o destaque que pretendo. Feito
isso, eu centralizo o desenho no meio da página.

Estampa pronta, arquivo fechado e o Raport está pronto e pode ser aplicado no tecido todo.

Como criar um Raport


Corel Draw | Criando um raport para estamparia
Vamos criar a mesma estampa, usando o mesmo procedimento porém pelo Corel.

Passo 1: Vamos configurar o arquivo no mesmo tamanho que no exemplo anterior.


Menu Principal: File / New
- Width: 21 cm
- Height: 21 cm
Agora com a caveira já posicionada no canto superior esquerdo, vamos fazer toda a reprodução da
mesma na página toda. Na figura abaixo, vai estar indicando onde vamos configurar a distância
que vamos posicionar a imagem colada para a esquerda, nesse cado dei o valor de 4,1 cm.

Nudge Offset - Define a distância do posicionamento da imagem para os 4 lados


quando eu movimentar a figura com as setas do teclado.

Passo 2: Com o espaçamento definido, vamos clicar na imagem, dar um Control C (copiar) e
um Control V (colar) e movimentar a imagem copiada para o lado esquerdo.
Feito isso, vamos vamos copiar e colar as imagens até atingir a pagina toda para formar uma
coluna com 6 caveiras.

Passo 3: Agora vamos dar uma leve modificada em algumas caveiras para deixar a estampa mais
interessante. Vamos inverter na vertical os layers 2, 4 e 6. Para isso, selecione os 3 layers e
vamos flipar as imagem para baixo. Veja como fazer esse flip na figura abaixo.
Mirror Verticaly - Clicando nesse botão você flipa a imagem na vertical

Passo 4: Agora com a minha coluna pronta, vou selecionar todas para poder copiá-las e jogar para
baixo da primeira coluna. Para acertar o espaçamento certo para baixo, vou fazer exatamente o
que fiz no Passo 1 só que vou mudar a distância para 5 cm.

Nudge Offset - Define a distância do posicionamento da imagem para os 4 lados


quando eu movimentar a figura com as setas do teclado.

Passo 5: Com a segunda coluna criada, vou dar outro flip na vertical seguindo o mesmo
processo feito no Passo 3.
Mirror Verticaly - Clicando nesse botão você flipa a imagem na vertical

Passo 6: Com as 2 colunas prontas, vou copiar, colar e posicionar para baixo até preencher toda a
minha página.

Passo 7: Com o fundo pronto, vou criar a imagem de destaque da estampa. Copio e colo uma caveira
do fundo, aumento ela uns 300% (o tamanho vai da necessidade de cada) e mudei a cor dela para
um azul mais escuro. Feito isso, vou centralizar minha estampa principal no centro da página:
Menu Principal: Arrange / Align and Distribute / Center to page

Estampa pronta, arquivo fechado e o Raport está pronto e pode ser aplicado no tecido todo.
Montando um cubo de gravação de quadro artesanalmente
Materiais para construção do cubo
- Madeira
- Vidro
- Adesivo Prata
- Lampada PhotoFood 500 Wtz
- Tomada, interruptor e soquete.
- Parafusos (cerca de 30 parafusos no total)

Ferramentas
- Furradeira
- Chave de fenda
- Estilete
- Tesoura- Régua

Construindo o cubo
Ele é construido na base de uma caixa, com 4 paredes laterias e um fundo de madeira.

As medidas que usei no cubo que desenvolvi são:


- 2 paredes laterais de 63 x 50 cm x 18 mm de espessura
- 2 paredes laterais de 60 x 50 cm x 18 mm de espessura
- 1 fundo de 60 x 60 cm x 15 mm de espessura (Onde a luz vai ficar)
- 4 sarrafos de madeira de 55 x 4 cm
- 1 vidro de 60 x 60 cm por 6 mm de espessura
- 1 rolo de adesivo metalico de 2 metros (esse adesivo é aplicado internamente no cubo, para
dar mais força a luz quando acender. Pode ser usar também papel aluminio de cozinha).

Custos de material
Chapas de MDF = R$ 102,00
Vidro 30 x 30 cm com 6 milimetros de espessura = R$ 30,00
Lâmpada Photoflood 500wtz = R$ 22,40
Parafusos = R$ 10,20 (Média de 30 parafusos)
Fios = R$ 2,56
Interruptor = R$ 3,90
Soquete de luz = R$ 6,60
Tomada = R$ 5,90
Adesivo Poliester Prata (2 metros) = R$ 19,60
Total = R$ 203,16

Locais para compra de materiais


Unida (2274-7744) - Pode ser comprar o Adesivo e a Lâmpada Photoflood de 500 Wtz.

Super Silk Screen (3228-0778) - Pode ser comprar o Adesivo e a Lâmpada Photoflood de 500 Wtz.

Vidros - A mais próxima da sua casa ou escritório

Peg e Faça - www.pegfaça.com.br - Madeiras MDF, fios, parafusos, soquete de luz, tomada
e interruptor.

Leroy Merlin - Fios, parafusos, soquete de luz, tomada e interruptor.


Montando uma ficha técnica

Vou dar um exemplo de como criar uma ficha técnica simples para você poder usar de guia na
criação do seu produto. Abaixo segue um modelo padrão onde você vai preencher todas as
informações necessárias para a produção do seu produto, nesse caso, uma camiseta.

Data de Cadastro: Coleção:


Produto:
Campo Tecido:
Fornecedor: Tel.:
01 Ref. Fornecedor:
Piloto Recebida em: Preço:

Campo
02

Grade:
P/36 M/38 G/40 GG/42 Total:
Cor 01 Campo
Cor 02
Cor 03 03
Campo
04
Observações:

Campo
05

Determinei minha ficha técnica em 4 campos sendo eles:


Campo 01
Nesse campo, vou colocar as informações que vou usar no meu cadastro do produto, como
por exemplo:
Data de Cadastro: Data na qual o produto foi criado ou cadastrado
Coleção: Qual a coleção vingente que esse produto pertence
Produto: Qual o produto que está sendo especificado em ficha
Fornecedor: Qual ou quais os fornecedores que eu vou usar para a produção desse produto
Telefone: Telefone de contato do fornecedor
Ref. Fornecedor: Qual a referência ou código do fornecedor que tenho cadastrado em sistema.
Piloto Recebida em: Data em que a peça piloto foi recebida e aprovada.
Preço: Preço de custo do meu produto

Campo 02
Nesse campo, vou colocar o layout do meu produto a ser criado. No exemplo é uma camiseta e nesse
espaçop eu indico o modelo, desenho e recorte da camiseta que vou usar, a(s) estampa(s) que vai ter
nessa camiseta, suas posições de aplicação do silk e as cores que compõe a minha estampa e caso
tenha algum outro elemento que vai compor o meu produto, eu indico o mesmo e a posição, como
por exemplo uma etiqueta.

Campo 3
Nesse campo, vou determinar a grade que vou usar para o produto, a quantidade que vou produzir
de cada tamanho, a quantidade total e a cor de corpo do tecido.

Cor 01: Nome da cor do tecido escolhida


Cor 02: Nome da cor do tecido escolhida
Cor 03: Nome da cor do tecido escolhida

Grade: Qual a grade que vou usar

P / 36: Coloco a quantidade de tamanho P que vou produzir


M / 38: Coloco a quantidade de tamanho M que vou produzir
G / 40: Coloco a quantidade de tamanho G que vou produzir
GG / 42: Coloco a quantidade de tamanho GG que vou produzir

Total: Coloco a quantidade total de tamanhos que vou produzir

Campo 04
Nesse campo, vou determinar o valor total da produção do produto.

Campo 05
Nesse campo, vou determinar todas as observações que vai conter no meu produto, no caso, o tipo e
processo de estampa que vou usar, costura, recorte, path, etc.

Na próxima página, vou exemplificar essa ficha técnica toda preenchida para você ter como
referência para a produção da sua. No CD, contem esse arquivo base em Illustrator e Corel Draw.
Montando uma Tela / Matriz
Nesse exemplo a seguir, vou mostrar como montar uma matriz utilizando o método convencional,
que é um dos métodos mais simples e de baixo custo de se montar quadros para silk screen.

Para isso, utilizei os seguintes materiais:


- Quadro de madeira no tamanho 40cm x 50 cm;
- Tecido / Nylon de 77 fios;
- Grampeador e grampos;
- Cadarço;
- Estilete;- Martelo.

Com esses materiais você consegue produzir telas de boa qualidade, utilizando o método tradicional
e com baixo investimento.

Bom, vou mostrar agora o passo a passo da produção, vamos lá:

Passo 1: Recorte o tecido, utilizando um tamanho maior que o quadro para poder nos dar suporte na
hora de tencionar o tecido. Coloque o nylon sobre o quadro e utilize um dos cantos do quadro (vertical
e horizontal) para deixar o tecido bem rente a moldura, pois vamos começar a grampear por esse lado
escolhido primeiramente e não é preciso tencionar o tecido nesse momento. Isso ajuda a dar uma
margem nos outros cantos para poder fazer a tensão necessária para a esticagem do tecido
Passo 2: Recorte um pedaço do cardaço no tamanho do lado do quadro que irá grampear. Aplique o
cadarço sobre o tecido, para que o grampo não seja fixado diretamento no nylon e grampeie uma das
pontas do quadro no sentido diagonal.

Cadarço

Passo 3: Agora vamos grampear a outra extremidade do quadro, para poder fixar e esticar o
cadarço e o nylon por completo, para poder nos dar suporte ao grampear o restante da tela.
Passo 4: Vamos grampear toda a lateral do quadro, no sentido diagonal, utilizando espaços de
aproximadamente 4 cm entre um grampo e o outro. Faça isso de um lado até o outro.

Passo 5: Veja como ficou a primeiro canto do quadro. Grampos sobre o cardaço, com uma distância
de mais ou menos 4 cm e grampos no sentido diagonal do quadro. Agora vamos grampear o outro
lado do quadro, fazendo tipo um L. Isso ajuda na hora de tencionar a tela. Coloque um cadarço no
tamanho da lateral a ser grampeada sobre o nylon e faça o primeiro grampo em um dos extremos da
tela.
Passo 6: Estique o cadarço e o nylon e fixe outro grampo na outra extremidade da tela. Isso ajuda e
dá suporte para fazer os outros grampos. Não esqueça do sentido diagonal do grampo na tela.

Passo 7: Grampeie toda a lateral, com grampos no sentido diagonal, utilizando espaços de
aproximadamente 4 cm entre um grampo e o outro. Faça isso de um lado até o outro lado.
Passo 8: Agora vamos começar a segunda etapa da montagem da tela, pois até agora somente
criamos a base e a partir de agora, vamos começar a tencionar / esticar o tecido para ele ficar bem
firme para realizar os processos de emulsionamento e impressão sem maiores problemas.

Grampeie uma das pontas da tela, como nos casos anteriores.

Passo 9: Estique o cardarço e de uma leve esticada no tecido, para criar um leve tencionamento do
tecido e grampeie a outra extremidade do quadro.
Passo 10: Agora o sistema muda, rsrsrs. Ao invés de fixar os grampos de uma lateral a outra, na
sequência e sem esticar o tecido, comece grampeando os MEIOS e com a sobra do tecido, puxe para
baixo com um certa força para esticar o tecido. Grampei o meio do quadro, com os grampos na
diagonal e vai grampeando os meios dos meios até grampear o lado todo! Não esqueça de forçar
para baixo o tecido em todo grampo que fixar.

Puxe para baixo!

Passo 11: Agora vamos grampear o último lado do quadro. Faça a mesma coisa que no exemplo
anterior, fixe com um grampo na diagonal um lado do quadro e estique o cardaço e o nylon para
fixar a outra extremidade da tela.
Passo 12: Vamos fazer o mesmo esquema de grampear o meio do quadro esticando o tecido para
dar a tensão necessária para a tela. Como esse é o último lado do quadro é nele que vai fazer toda
a diferença na esticagem final para deixar sua tela 100%.

Passo 13: Veja no detalhe, a esticagem do tecido (minha mão puchando para baixo o tecido) e o
sistema de grampear os meios dos meios dos grampos até grampear o lado todo. Não se esqueça de
fixar os grampos na diagonal e de forçar para baixo o tecido em todo grampo que fixar.
Passo 14: Agora é a hora de revisar todo o quadro. Com um martelo, inspecione se todos os
grampos estão bem fixados no quadro e se não tiver, o martelo é a solução! Martele até fixar de vez
os grampos irregulares.

Passo 15: Grampos revisados e fixados, vamos cortar as sobras do tecido e dos cadarços para
deixar o seu quadro prontinho para usar. Utilize um estilete para retirar as sobras encontradas, como
no exemplo abaixo.
Passo 16: Tela PRONTA! Tente reparar como ela está bem esticada e toda finalizada, sem
sobras nem nada para atrapalhar o emulsionamento, gravação e impressão do silk.

Essa é uma maneira bem tradicional de se montar matrizes para silk screen, uma maneira barata e
eficiênte de você começar a sua produção, boa sorte!
Considerações
finais
Essa apostila foi desenvolvida a base de muita pesquisa, dedicação e
experiência adquirida com anos de trabalho.

Espero que com as informações e o conteúdo apresentado em nessa apostila e


com a vivência na realização do curso, possam servir de muita utilidade para a sua
profissão ou caminho que deseja seguir.

Gostaria de salientar que a reprodução, cópia ou distribuição da mesma por outros


meios de comunicação é extremamente proibido, sujeito a contravenções judiciais
por direitos autorais e pirataria e seria uma grande injustiça com você mesmo,
que pagou pelo curso e pelo investimento que fez para participar do curso!

Vamos usar o bom senso e fazer o que é correto, certo?

Foi um grande prazer poder passar um pouco da minha experiência através


deste curso a você!

Um grande abraço e desejo sucesso em sua carreira.

Evandro da Silva Borges


Bônus
Vídeo de Apoio
Como fazer tela

https://www.youtube.com/watch?v=3wZtZetZVt0

Como revelar Tela

https://www.youtube.com/watch?v=92tofAMo9xc

Como estampar camisetas

https://www.youtube.com/watch?v=9ChOnPoIRpA

Limpeza de tela

https://www.youtube.com/watch?v=eD0T_ghZBgI

Quadricromia

https://www.youtube.com/watch?v=I8-PY54bPyk
Cursos de
Aperfeiçoamento
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