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PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Registro: 2018.0000460919

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Embargos de Declaração nº


1052159-35.2016.8.26.0100/50000, da Comarca de São Paulo, em que é embargante
CENTRAL NACIONAL UNIMED - COOPERATIVA CENTRAL, é embargada BRUNA
DANIELY DE CARVALHO (JUSTIÇA GRATUITA).

ACORDAM, em sessão permanente e virtual da 4ª Câmara de Direito Privado do


Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: Rejeitaram os embargos. V.
U., de conformidade com o voto do relator, que integra este acórdão.

O julgamento teve a participação dos Desembargadores ENIO ZULIANI


(Presidente) e MAURÍCIO CAMPOS DA SILVA VELHO.

São Paulo, 20 de junho de 2018.

Alcides Leopoldo
Relator
Assinatura Eletrônica
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Processo n.: 1052159-35.2016.8.26.0100/50000
Comarca: São Paulo (9ª Vara Cível Central)
Embargante:Central Nacional Unimed Cooperativa Central
Embargada: Bruna Daniely de Carvalho
Juiz: Rodrigo Galvão Medina
Voto n. 13.186

EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Inexistência de


omissão, contrariedade, obscuridade ou erro material a serem
sanados – Prequestionamento numérico - Desnecessidade -
Recurso rejeitado.

Trata-se de embargos de declaração ao Acórdão de fls.


369/373, visando o prequestionamento dos arts. 186, 927 e 944 do Código
Civil.

É o Relatório.

Não há omissão, contradição ou obscuridade a serem


sanadas. Há contradição quando a decisão apresenta proposições entre si
inconciliáveis, o que não é o caso.

O efeito modificativo somente pode se dar como


consequência do suprimento da omissão, aclaramento da obscuridade,
afastamento da contradição ou correção do erro material, sendo inadequada a
presente via para reforma do julgado.

Não se encontra qualquer destes vícios na decisão


embargada.

Constou expressamente do Acórdão que: “Está


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pacificado perante o Superior Tribunal de Justiça que: 'a recusa indevida à


cobertura pleiteada pelo segurado é causa de danos morais, pois agrava a sua
situação de aflição psicológica e de angústia no espírito' (REsp 657717/RJ,
Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, DJ 12/12/2005; AgRg no AREsp
431.163/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 06/05/2014, DJe 13/05/2014; AgRg no AREsp 144.028/SP, Rel.
Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 03/04/2014, DJe
14/04/2014), o que deve ser acolhido, em especial por se tratar de obrigação
amparada em jurisprudência do STJ e Súmula n.102 do Tribunal de Justiça2
de São Paulo, competente para conhecer do litígio, demonstrando que a
negativa somente tinha por causa interesse meramente financeiro, resultando
em agravamento ao estado emocional da paciente que ainda teve que buscar
decisão judicial coercitiva, em manifesta afronta à boa-fé objetiva e ao dever
de cooperação”.

Está consolidado perante o Superior Tribunal de Justiça


que: "I. Não é de exigir-se, de modo a que se tenha por atendido o requisito
do prequestionamento, o denominado prequestionamento numérico. Basta
que a questão federal suscitada, no Recurso Especial, tenha sido efetivamente
versada, no acórdão objurgado. O que se prequestiona é a matéria jurídica,
não o número do dispositivo de lei. Nos termos da jurisprudência deste STJ,
'não (se) exige o chamado prequestionamento numérico para o conhecimento
da questão federal, ou seja, aquele em que necessariamente o acórdão
recorrido deve registrar o artigo de lei federal que a parte quer debater. Basta
que o Tribunal de origem julgue a matéria federal, explicitamente, ainda que
não indique o artigo de lei, que é facilmente identificável' (STJ, AgRg no
AgRg no Ag 416.406/MA, Rel.Ministro HUMBERTO MARTINS,
SEGUNDA TURMA, DJe de 14/04/2008)" (AgRg no REsp 1417199/RS,
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Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em


01/09/2015, DJe 15/09/2015).

Não houve afronta aos arts. 186, 927 e 944 do Código


Civil e às Súmulas 211 do STJ e 282 e 356 do STF.

Pelo exposto, REJEITAM-SE os embargos de


declaração.

Alcides Leopoldo
Relator
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