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A Organização Mundial do Comércio (OMC) – em inglês: WTO (World Trade

Organization) – é um mecanismo internacional fundado em 1995 em substituição ao


antigo GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), que havia sido criado em 1947. Seu
atual presidente é o brasileiro Roberto Azevêdo, cuja eleição em 2013 foi considerada
uma vitória dos países subdesenvolvidos dentro do órgão.

O principal objetivo da OMC é promover a liberalização do comércio mundial,


diminuindo ou extinguindo as barreiras comerciais e alfandegárias para facilitar as trocas
econômicas em âmbito internacional. Os acordos envolvem o comércio de mercadorias,
serviços e propriedades intelectuais.

Com sede em Genebra, a OMC conta atualmente com 156 países-membros, com
destaque para a Rússia, que só ingressou como membro signatário no ano de 2012, em
função da crise econômica que atingiu o país nos anos pós-Guerra Fria e dos impasses
envolvendo a aceitação de acordos bilaterais.

Entre as várias funções desse organismo internacional, destaca-se o seu papel em


administrar e regular acordos internacionais, em promover a ampliação de negociações,
fiscalizar e julgar denúncias referentes à conduta dos países no âmbito comercial e
promover ações de cooperação mundial. Apesar de, em muitos casos, as decisões
atenderem às dinâmicas internacionais de poder, a existência de um regime de regulação
do comércio é extremamente importante para países como o Brasil, que fazem uso desse
espaço para fazer valer os seus direitos.

Do ponto de vista organizacional, a OMC é estruturada por um Conselho Geral, por


Conferências Ministeriais, por um Secretariado e alguns outros espaços decisórios. O
Conselho Geral analisa as políticas comerciais e administra as disputas entre os diferentes
Estados. As Conferências Ministeriais, instância maior dentro do órgão, reúnem a cada
dois anos todos os países-membros para decisões superiores referentes a tratados
multilaterais. Já o Secretariado presta somente auxílios administrativos e burocráticos.

A OMC é muito criticada por diversas frentes em virtude de falhar, várias vezes, na
promoção do desenvolvimento do comércio mundial, além de coibir de forma desigual as
ações de protecionismo por parte dos países. A entidade é frequentemente acusada de
beneficiar somente os países desenvolvidos, legitimando as barreiras alfandegárias
levantadas por essas nações e taxando politicamente os países periféricos que tentam agir
da mesma forma.

Apesar disso, no final de 2013, a OMC conseguiu um importante avanço rumo à


liberalização do comércio em todo o mundo. Foi assinado um acordo histórico em uma
conferência na cidade de Bali, na Indonésia, que envolve a facilitação de acordos
aduaneiros entre todos os países-membros, o que inclui até mesmo Cuba. O acordo foi
considerado por muitos – inclusive por seu presidente – como a primeira grande façanha
da OMC no sentido de cumprir os objetivos pelos quais fora criada.

A adesão à OMC de novos Membros depende de negociação prévia com os Membros


atuais para a abertura dos mercados de bens e serviços e também de adequação da
legislação interna do país solicitante aos diversos acordos existentes no âmbito da OMC.

Para acompanhar o processo de acessão, é formado um Grupo de Trabalho específico por


país solicitante. Atualmente, encontram-se em processo de acessão os seguintes países:

1. Afeganistão 11. Etiópia 21. São Tomé e Príncipe


2. Algéria 12. Iêmen 22. Sérvia
3. Andorra 13. Irã 23. Seicheles
4. Azerbaijão 14. Iraque 24. Sudão
5. Bahamas 15. Laos 25. Tajiquistão
6. Bielorússia 16. Líbano 26. Tonga
7. Bósnia Herzegóvina 17. Líbia 27. Ucrânia
8. Butão 18. Montenegro 28. Uzbequistão
9. Cabo Verde 19. Rússia 29. Vanuatu
10. Cazaquistão 20. Samoa

Países Membros (150 em janeiro de 2007) :.

África do Sul Cuba Moldávia


Albânia Dinamarca Mongólia
Alemanha Djibuti Moçambique
Angola Dominica Mianmar
Antígua e Barbuda Equador Namíbia
Arábia Saudita Egito Nepal
Argentina El Salvador Nicarágua
Armênia Emirados Árabes Unidos NígerNigéria
Austrália Eslováquia Noruega
Áustria Eslovênia Nova Zelândia
Bahrein Espanha Paquistão
Bangladesh Estados Unidos Panamá
Barbados Guatemala Papua Nova Guiné
Bélgica Guiné Bissau Paraguai
Belize Guiné Peru
Benin Guiana Polônia
Bolívia Haiti Portugal
Botsuana Holanda Quênia
Brasil Honduras Quirguistão
Brunei Hong Kong (China) Reino Unido
Bulgária Hungria República Centro-africana
Burkina Faso Índia República Democrática do
Burundi Indonésia Congo
Camarões Irlanda República Tcheca
Camboja Islândia República Dominicana
Canadá Ilhas Salomão Romênia
Catar Israel Ruanda
Chade Itália São Cristóvão e Névis
Chile Iugoslávia São Vicente e Granadinas
China Jamaica Santa Lúcia
Chipre Japão Senegal
Cingapura Jordânia Serra Leoa
Colômbia Kuwait Sri Lanka
Comunidades Européias Lesoto Suécia
Congo Letônia Suíça
Coréia Liechtenstein Suriname
Costa Rica Lituânia Suazilândia
Costa do Marfim Luxemburgo Tailândia
Croácia Macau (China) Taiwan
Estônia Macedônia Tanzânia
Fiji Madagascar Togo
Filipinas Malásia Trinidad e Tobago
Finlândia Malauí Tunísia
França Maldivas Turquia
Gabão Mali Uganda
Gâmbia Malta Uruguai
Gana Marrocos Venezuela
Geórgia Maurício Vietnã
Granada Mauritânia Zâmbia
Grécia México Zimbabue