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FILOSOFIA - MÓDULO 02 - LISTA DE EXERCÍCIOS

Prof. Rodolfo
1. (Ufu 2013) De um modo geral, o conceito de physis no a) baseia-se na observação da natureza e de suas
mundo pré-socrático expressa um princípio de movimento por transformações, resultando, por essa razão, numa
meio do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A explicação naturalista pautada pelos sentidos.
doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada pela b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem
tradição, aboliu esse princípio e provocou, do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que
consequentemente, um sério conflito no debate filosófico lhe são estranhas.
posterior, em relação ao modo como conceber o ser. c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira
Para Parmênides e seus discípulos: existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o sentidos.
movimento está em tudo o que existe. d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará
b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos
um não-ser. apontam as evidências dos sentidos.
c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de e) pressupõe a noção de continuidade entre os instantes,
imaginação especulativa. contida no pressuposto da aceleração do movimento entre
d) O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a os corredores.
realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.
4. (Ufu 2013) O diálogo socrático de Platão é obra baseada
2. (Ufu 2013) Existe uma só sabedoria: reconhecer a em um sucesso histórico: no fato de Sócrates ministrar os seus
inteligência que governa todas as coisas por meio de todas as ensinamentos sob a forma de perguntas e respostas. Sócrates
coisas. considerava o diálogo como a forma por excelência do
Heráclito, Diels-Kranz, Frag. 41. exercício filosófico e o único caminho para chegarmos a
alguma verdade legítima.
De acordo com a doutrina socrática,
Por isso é necessário seguir o que é igual para todos, ou seja, o a) a busca pela essência do bem está vinculada a uma visão
que é comum. De fato, o que é igual para todos coincide com antropocêntrica da filosofia.
o que é comum. Mas ainda que o logos seja igual para todos, a b) é a natureza, o cosmos, a base firme da especulação
maior parte dos homens vive como se possuísse dele um filosófica.
conhecimento próprio. c) o exame antropológico deriva da impossibilidade do
Heráclito, Diels-Kranz, Frag. 2. autoconhecimento e é, portanto, de natureza sofística.
d) a impossibilidade de responder (aporia) aos dilemas
humanos é sanada pelo homem, medida de todas as coisas.
Com base nos textos acima e em seus conhecimentos sobre a
filosofia heraclitiana, responda: 5. (Unicamp 2013) A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense
que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na
a) O que é o logos ao qual o filósofo se refere? afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de
b) Explicite a relação existente entre o logos e a inteligência, Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele
tal como encontrados nos fragmentos supracitados. era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos,
políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se
3. (Uel 2013) No livro Através do espelho e o que Alice diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria
encontrou por lá, a Rainha Vermelha diz uma frase enigmática: ignorância.
“Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia,
continuar no mesmo lugar.” pois
a) aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais
(CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. sábio por querer adquirir conhecimentos.
Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p.186.) b) é um exercício de humildade diante da cultura dos sábios
do passado, uma vez que a função da Filosofia era
Já na Grécia antiga, Zenão de Eleia enunciara uma tese reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.
também enigmática, segundo a qual o movimento é ilusório, c) a dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é
pois “numa corrida, o corredor mais rápido jamais consegue o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de
ultrapassar o mais lento, visto o perseguidor ter de primeiro métodos rigorosos.
atingir o ponto de onde partiu o perseguido, de tal forma que d) é uma forma de declarar ignorância e permanecer distante
o mais lento deve manter sempre a dianteira.” dos problemas concretos, preocupando-se apenas com
causas abstratas.
(ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.;
SCHOFIELD, M. Os Pré-socráticos. 4.ed. Lisboa: Fundação 6. (Uel 2013) Leia o texto a seguir.
Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.)
Tudo isso ela [Diotima] me ensinava, quando sobre as
Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em questões de amor [eros] discorria, e uma vez ela me
Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento perguntou: – que pensas, ó Sócrates, ser o motivo desse amor

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e desse desejo? A natureza mortal procura, na medida do b) Compare a alegoria da caverna e a charge, e explicite o que
possível, ser sempre e ficar imortal. E ela só pode assim, representa, do ponto de vista político, a saída do homem
através da geração, porque sempre deixa um outro ser novo da caverna e a contemplação do bem.
em lugar do velho; pois é nisso que se diz que cada espécie
animal vive e é a mesma. É em virtude da imortalidade que a 8. (Unesp 2013) Do lado oposto da caverna, Platão situa uma
todo ser esse zelo e esse amor acompanham. fogueira – fonte da luz de onde se projetam as sombras – e
alguns homens que carregam objetos por cima de um muro,
(Adaptado de: PLATÃO. O Banquete. 4.ed. São Paulo: Nova como num teatro de fantoches, e são desses objetos as
Cultural, 1987, p.38-39. Coleção Os Pensadores.) sombras que se projetam no fundo da caverna e as vozes
desses homens que os prisioneiros atribuem às sombras.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o amor em Temos um efeito como num cinema em que olhamos para a
Platão, assinale a alternativa correta. tela e não prestamos atenção ao projetor nem às caixas de
a) A aspiração humana de procriação, inspirada por Eros, som, mas percebemos o som como proveniente das figuras na
restringe-se ao corpo e à busca da beleza física. tela.
b) O eros limita-se a provocar os instintos irrefletidos e
vulgares, uma vez que atende à mera satisfação dos (Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2001.)
apetites sensuais.
c) O eros físico representa a vontade de conservação da Explique o significado filosófico da Alegoria da Caverna de
espécie, e o espiritual, a ânsia de eternização por obras que Platão, comentando sua importância para a distinção entre
perdurarão na memória. aparência e essência.
d) O ser humano é idêntico e constante nas diversas fases da
vida, por isso sua identidade iguala-se à dos deuses. 9. (Ufu 2013) [...] após ter distinguido em quantos sentidos se
e) Os seres humanos, como criação dos deuses, seguem a lei diz cada um [destes objetos], deve-se mostrar, em relação ao
dos seres infinitos, o que lhes permite eternidade. primeiro, como em cada predicação [o objeto] se diz em
relação àquele.
7. (Uel 2013) Observe a charge a seguir. Aristóteles, Metafísica. Tradução de Marcelo Perine. São
Paulo: Edições Loyola, 2002.

De acordo com a ontologia aristotélica,


a) a metafísica é “filosofia primeira” porque é ciência do
particular, do que não é nem princípio, nem causa de nada.
b) o primeiro entre os modos de ser, ontologicamente, é o
“por acidente”, isto é, diz respeito ao que não é essencial.
c) a substância é princípio e causa de todas as categorias, ou
seja, do ser enquanto ser.
d) a substância é princípio metafísico, tal como exposto por
Platão em sua doutrina.

10. (Enem 2013) A felicidade é portanto, a melhor, a mais


Após descrever a alegoria da caverna, na obra A República, nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos
Platão faz a seguinte afirmação: não devem estar separados como na inscrição existente em
Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a
Com efeito, uma vez habituados, sereis mil vezes melhores do saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes
que os que lá estão e reconhecereis cada imagem, o que ela é atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e
e o que representa, devido a terdes contemplado a verdade entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
relativa ao belo, ao justo e ao bom. E assim teremos uma
cidade para nós e para vós, que é uma realidade, e não um ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
sonho, como atualmente sucede na maioria delas, onde
combatem por sombras uns com os outros e disputam o Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes
poder, como se ele fosse um grande bem. atributos, Aristóteles a identifica como
a) busca por bens materiais e títulos de nobreza.
(PLATÃO. A República. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1994. b) plenitude espiritual a ascese pessoal.
p.326.) c) finalidade das ações e condutas humanas.
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
a) Segundo a alegoria da caverna de Platão e com base nessa e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
afirmação, explique o modelo político que configura a
organização da cidade ideal.

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Gabarito:
Resposta da questão 4:
Resposta da questão 1: [A]
[B]
É um tanto complicado dizer que Sócrates ministrava aulas
O conceito de physis entre os pré-socráticos expressa com a finalidade de transmissão dos seus conhecimentos, pois
basicamente o princípio gerador, constituinte e ordenador de como é sabido o filósofo se gabava de ser um parteiro de
todas as coisas. Segundo Parmênides, este princípio é aquilo ideias (cf. Teeteto). Isso nos leva necessariamente à
que racionalmente compreendemos ser sempre e nunca consideração de que o conhecimento era do interlocutor e o
mutante, sendo o seu contrário justamente o não-ser. É uma seu trabalho consistia em fazer isto ser concebido.
tese difícil de apreendermos, como se pode observar no Esta afirmação: “a busca pela essência do bem está vinculada
seguinte trecho do seu poema: a uma visão antropocêntrica da filosofia”, necessita de
referência precisa, pois há uma mistura de termos antigos e
“eu te direi, e tu, recebe a palavra que ouviste, modernos que cria um anacronismo inaceitável. Todavia, até
os únicos caminhos de inquérito que são a pensar: onde conseguimos percebemos, a intenção da alternativa é
o primeiro, que é; e, portanto, que não é não ser, ressaltar que os pré-socráticos mantinham pesquisas
de Persuasão, é caminho, pois à verdade acompanha. preocupadas com o conhecimento da natureza, enquanto
O outro, que não é; e, portanto, que é preciso não-ser. Sócrates possuía como grande tema o conhecimento de si.
Eu te digo que este último é atalho de todo não crível, Essa noção é parcialmente verdadeira, pois nem os pré-
Pois nem conhecerias o que não é, nem o dirias...” socráticos eram simplesmente preocupados com o “mundo
objetivo”, nem Sócrates era simplesmente preocupado com o
(tradução de José Cavalcante de Souza, “Parmênides de Eléia”, “mundo subjetivo”. A natureza, o cosmos, possui enorme
in Os pré-socráticos, coleção Os Pensadores) importância para a filosofia desenvolvida por Platão; podemos
observar isso na leitura da República (Livro VI, por exemplo).
Resposta da questão 2:
a) O logos, no pensamento de Heráclito, é o princípio, ou Resposta da questão 5:
seja, é o mundo como devir eterno, é a guerra entre os [A]
contrários que possuem em si mesmos a existência própria
e do oposto, é a unidade da multiplicidade na qual “tudo é Primeiramente, o ponto de partida da filosofia socrática não é
um”, é o fogo, é o conhecimento verdadeiro. O logos é a a afirmação “sei que nada sei”, mas sim a palavra do oráculo
exposição de um único mundo comum a todos. de Delfos (dedicado a Apolo) que afirmou para Sócrates ser
ele o homem mais sábio de todos. Sócrates não duvidou da
b) O logos possui no seu sentido comum um caráter palavra do Deus e partiu em busca da compreensão das
contingente, quer dizer, qualquer homem é capaz de construir palavras divinas. Interrogando outras pessoas, Sócrates
uma narrativa, um discurso sobre o mundo. E Heráclito diz percebeu que apesar de ele não possuir conhecimento sobre
que o mais o corriqueiro é exatamente a construção arbitrária as coisas, possuía conhecimento sobre sua própria ignorância,
e parcial disto que antes de tudo deveria ser comum. Ele, algo que todos os outros homens não possuíam. A ignorância
então, alerta sobre a necessidade de que o logos não seja sobre o que significava a palavra divina o fez ir atrás do
exposto sem que antes haja o reconhecimento da inteligência conhecimento sobre si mesmo.
que torna isto aparentemente diverso em algo unido sob um
único governo, a saber, o logos comum. Resposta da questão 6:
[C]
Resposta da questão 3:
[C] O texto, traduzido como foi, dá a impressão que o amor (éros)
é desejo e zelo, e a razão do amor está na busca da natureza
O argumento de Zenão problematiza a tese de que o espaço, mortal por ser imortal, na superação da aparência passageira
conceitualmente dado, é divisível. Portanto, o seu argumento do mundo sensível para a realidade eterna do mundo
parte da suposição da verdade dessa qualidade do espaço, sua inteligível. Essa ânsia pela perduração no tempo é algo que
divisibilidade, para provar o seu absurdo. Se considerarmos participa da filosofia platônica de várias maneiras e de uma
possível a divisão do espaço, então teremos que assumir, por maneira especial, por exemplo, na consideração da formação
exemplo, que é impossível Aquiles ultrapassar a tartaruga em do cidadão ser inspirada nas qualidades perenes de Deus (cf.
uma corrida, pois para Aquiles ultrapassar a tartaruga ele teria As Leis).
antes que ultrapassar a metade da distância entre eles, e
depois a metade da metade, e depois a metade da metade, Resposta da questão 7:
assim por diante infinitamente, de modo que Aquiles nunca a) Platão dedica a obra República para criar a cidade ideal,
sairia do seu lugar de origem. Como isso é absurdo, então o isto a fim de demonstrar o que é a justiça e se a vida justa é
espaço não é efetivamente divisível e sim uno; também, o mais feliz que a injusta. O filósofo rejeita as cidades
movimento é ilusório, pois não existe um percurso que se existentes como modelos de cidades justas, pois as
percorre, afinal não se pode realmente dividir o espaço. aparências não são suficientes para definir o que algo é em

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si mesmo. Então, para vislumbrar o que é a justiça, antes qualquer, de modo que o bem pode ser definido como aquilo
necessitamos enxergar o conceito de maneira ampliada, a que todas as ações tendem. Todavia, nem todas as
isto é, na cidade ideal e depois de maneira diminuta na atividades do homem tendem para o bem da mesma maneira,
alma do indivíduo. A cidade justa de Platão contempla pois algumas ações são seus próprios fins e outras são meios
trabalhadores, soldados e governantes realizando as através dos quais se atinge alguma finalidade desejada. O
funções para as quais estão mais aptos naturalmente. E homem é capaz de muitas atividades e, por conseguinte, é
assim como na cidade platônica é o filósofo quem governa, capaz de atingir muitos fins. Alguns destes fins estão
no indivíduo é a razão que o guia. subordinados a outros – por exemplo, a finalidade da
b) Na charge os personagens estão presos por correntes ao agricultura é a alimentação – e, consequentemente, se não
televisor, na alegoria os homens estão presos à caverna. Assim podemos dizer que cultivamos apenas por cultivarmos, ao
como na TV a realidade é forjada pelos programas, a realidade contrário podemos dizer que nos alimentamos apenas por nos
era forjada dentro da caverna por alguns homens livres dos alimentarmos. Entretanto, a questão é que poderíamos
grilhões. Os homens nos dois casos, as sombras são tidas considerar todas as nossas atividades, até a alimentação, em
como verdadeiras, porém quando libertos, eles passam a função de outras, e o fim visado pela primeira tornar-se-ia o
enxergar a realidade mesma. Essa saída indica a possibilidade começo da segunda. Se assim considerássemos, a sequência
de autonomia. No âmbito político, representa a possibilidade seguiria infinitamente, nos fazendo transitar de uma ação para
do exercício do governo à luz da justiça e o afastamento das outra nunca nos tranquilizando. Ora, a atividade humana deve
formas de dominação. visar o bem tendo em vista aquela atividade mais excelente, o
sumo bem. Conhecer tal sumo é, então, de grande
Resposta da questão 8: importância, pois afetaria a maneira como agimos e facilitaria
A Alegoria da Caverna quer dizer, utilizando uma imagem a realização da nossa felicidade nos dando um bom termo
fictícia, como era a realidade da cidade de Atenas ou de todas para nossas ações. Segundo o filósofo grego, a política é a arte
as cidades. Tal realidade é que os homens vivem suas vidas mestra, pois é decisiva para a determinação dos conteúdos de
encantados com imagens, ou seja, eles vivem suas vidas todas as ciências, isto é, todos os conhecimentos se
encantados com aquilo que mantém apenas a aparência da subordinam à finalidade da política; se considerarmos que o
realidade. Não apenas o homem está nessa situação de bem é a felicidade e o sumo bem é a felicidade de todos,
enfeitiçado, porém ele também está preso impedido de então a política se torna a mais decisiva das ciências por ser a
chacoalhar para fora dessa situação. O filósofo é quem atividade que realiza o último fim, o sumo bem. Portanto, se a
consegue se livrar do feitiço e depois quebrar os grilhões que felicidade é a atividade da alma em conformidade com a
o impedem de sair desse estado. É fundamental, segundo a virtude perfeita, e esta virtude perfeita é adquirida através de
alegoria, realizar esse movimento para fora da caverna para um bom hábito dirigido pela ciência política, então a felicidade
conceber que a aparência explicitada pelas imagens não é algo divino, pois ela é o que de melhor existe no mundo, ou
revela muito sobre a verdade descoberta sob a luz existente seja, ela é a felicidade de todos os cidadãos atingida pela boa
fora da caverna. A aparência é apenas um simulacro direção da alma de cada um.
produzido na caverna, a essência é uma descoberta feita livre
do confinamento neste antro que os homens vivem, chamado
“cidade”.

Resposta da questão 9:
[C]

Em Categorias, Aristóteles concebe a substância apenas como


indivíduos e define distinções lógicas importantes entre tipos
de atributos que se referem a estas substâncias, já em
Metafísica, o filósofo engendra uma análise fundante sobre a
substância mesma e a posiciona diferentemente como um
complexo de matéria e forma. De maneira geral podemos
tomar a substância como o ser dito de várias maneiras: 1) ela
é o princípio da realidade e do conhecimento, 2) é a causa por
excelência sendo em todos os sentidos causa formal, material,
eficiente e final, 3) é o suporte de propriedades essenciais e 4)
é a essência, ou seja, aquilo sem o qual a coisa deixa de ser o
que é.

Resposta da questão 10:


[C]

Aristóteles parte do senso comum para afirmar que todas as


atividades humanas, pragmáticas ou teóricas, miram um bem

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