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SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS - SÃO PAULO - SUS - SP - 2018

1) Um paciente de 21 anos é admitido na sala de emergência sonolento e visivelmente desidratado. Segundo familiares,
paciente apresenta diarreia e febre nos últimos 5 dias. Não há relato de comorbidades ou uso de medicações contínuas.
Ao exame físico: REG, sonolento, Glasgow 11 (o3v3m5), desidratado IV+/IV+, pele fria. Taquicárdico, ausculta
cardíaca em sopros. FC: 138 bpm e PA: 70 × 40 mmHg. Ausculta pulmonar sem achados. Taquipneico, FR: 27 ipm e
Saturação de 98% em ar ambiente. Abdome plano, normotenso, ruídos hiperativos e sem dor a palpação. Exames
laboratoriais: hemograma com leucocitose, neutrofilia, desvio a esquerda e presenca de granulações tóxicas. Contagem
de plaquetas e coagulograma normais. Cr 2,8mg/dL e U 95 mg/dL. Na+ 148 mEq/L, K+ 3,0 mEq/L. Cl −120 mEq/L
(VR 90-110 mEq/L). Albumina 4g/dL. Lactato VR 18 mg/dL (VR 18 mg/dL). Gasometria arterial: pH 7,0; HCO₃- . 5
mEq/L; pCO2 28 mmHg. Neste caso é correto afirmar que:
A) Há critérios para choque séptico segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com coloides
sintéticos; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce.
B) Há critérios para choque séptico segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar noradrenalina em acesso venoso
periférico; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce.
C) Não há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com cristaloides
balanceados; coleta de culturas e antibioticoterapia precoce.
D) Há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com coloides sintéticos; coleta
de culturas; antibioticoterapia precoce.
E) Há critérios para sepse segundo o estudo sepsis 3. Deve-se realizar expansão volêmica com cristaloides
balanceados; coleta de culturas; antibioticoterapia precoce.

2) Sobre estudos clínicos com novas drogas:


A) A fase V são os diversos estudos de caso-controle realizados após a liberação das drogas.
B) Na fase II a medicação é testada em indivíduos sadios para avaliação toxicológica sérica.
C) Na fase I a medicação é, em geral, testada em indivíduos terminais. Indivíduos sadios ou com doença inicial são
poupados do risco de possíveis efeitos adversos de novas drogas.
D) A fase III compõe ensaios clínicos randomizados. Baseado nestes ensaios que as drogas são liberadas para
comercialização.
E) A fase IV compõe estudos observacionais para verificação de efeitos adversos a curto prazo. Baseado nestes estudos
que as drogas são liberadas para comercialização.

3) Um paciente de 48 anos é admitido no pronto socorro com queixa de tosse produtiva e febre nos últimos 3 dias.
Refere ser hipertenso em uso de Losartana 50 mg/dia e alérgico a betalactâmicos. Há cerca de 20 dias utilizou
Azitromicina para tratamento de sinusite (sic). Ao exame físico: BEG, consciente, orientado, febril (38 °C), ausculta
cardíaca sem achados. FC: 89 bpm, PA: 120 × 80 mmHg e FR: 17 ipm, saturando 98% em ar ambiente. Não há
quaisquer sinais de desconforto respiratório porém há estertores em base pulmonar à direita. Não há outras alterações ao
exame físico. Rx de tórax demonstra opacidade em base pulmonar a direita e broncogramas aéreos compatíveis com
processo infeccioso atual. Qual a melhor conduta para este caso?
A) Repetir o tratamento com macrolídeo pois o achado radiológico indica infecção por germes atípicos.
B) Indicar tratamento ambulatorial com Levofloxacino oral e orientar retorno em caso de evolução desfavorável.
C) Solicitar exames laboratoriais para adequada estratificação do risco posto a alteração radiológica evidente.
D) Indicar tratamento ambulatorial com Levofloxacino com retorno obrigatório em 48 horas para repetir radiografia.
E) Indicar antibioticoterapia endovenosa em regime de internação posto o uso recente de azitromicina.

4) Paciente de 50 anos, hipertenso e diabético foi admitido em leito monitorizado por suspeita de síndrome coronariana
aguda. Iniciado as medidas adequadas porém paciente evolui para parada cardiorrespiratória em fibrilação ventricular.
Imediatamente o paciente recebe desfribilação. A conduta a ser tomada a seguir:
A) Verificar a presença de pulso.
B) Infusão de epinefrina, 1mg, endovenosa.
C) Checar se houve reversão para ritmo sinusal.
D) Infusão endovenosa de fibrinolíticos.
E) Compressões cardíacas de alta qualidade.

5) Homem de 65 anos procura orientação quanto a medicação dado alterações de exames laboratoriais do metabolismo
de lípides. Não tem morbidades. Exame físico normal. Apresenta os seguintes resultados: Colesterol total: 280 mg/dL;
HDL colesterol: 32 mg/dL; LDL colesterol: 192 mg/dL; VLDL colesterol: 56 mg/dL e Triglicerídeos: 280 mg/dL; A(s)
medicação(ões) a ser(em) prescrita(s) é(são):
A) Ezetimibe e fibrato.
B) Estatina.
C) Niacina.
D) Ezetimibe.
E) Estatina e fibrato.

6) Sobre o diagnóstico da Febre Reumática, é correto afirmar:


A) A cultura de orofaringe tem positividade baixa devido ao período de latência entre a infecção e o início da
doença.
B) O diagnóstico pode ser estabelecido caso o paciente apresente dois critérios maiores como cardite e artralgia ou
cardite associada a febre a aumento de PCR.
C) Coreia de Sydenham constitui critério maior e é considerada manifestação precoce que desaparece após o uso da
antibioticoterapia.
D) A febre ainda é critério maior para o seu diagnóstico e é um sinal de elevado valor preditivo negativo.
E) Títulos elevados de anticorpo antiestreptolisina O significam infecção recente, porém só são encontrados em 20% dos
casos.

7) As características laboratoriais da anemia de doença crônica são:


A) macrocitose e redução da proteína receptora de transferrina.
B) ferritina baixa e normocitose.
C) ferro sérico baixo e aumento da saturação de transferrina.
D) trombocitose e aumento do RDW.
E) aumento da hepcidina e redução da transferrina.

8) O tuberculostático que mais frequentemente pode ocasionar neuropatia periférica como efeito adverso é:
A) Pirazinamida.
B) Ofloxacina.
C) Estreptomicina.
D) Rifampicina.
E) Isoniazida.

9) Em relação à bronquiectasia, é correto afirmar que:


A) A reabilitação pulmonar, importante no tratamento do DPOC, não tem benefício na bronquiectasia.
B) O diagnóstico de exacerbação é clínico. Radiografia de tórax deve ser realizada na emergência para
diagnóstico diferencial.
C) Antibiótico profilático para exacerbação não é indicado dada a crescente preocupação com o advento de resistência
bacteriana.
D) O tratamento clínico com broncodilatadores e corticoide inalatórios é efetivo em reverter a inflamação das vias
aéreas.
E) Em geral a etiologia da bronquiectasia é identificada e passível de ser tratada, levando a reversão da inflamação das
vias aéreas através do controle da doença de base.

10) Homem, 42 anos, fumante, tem episódios diários de cefaleia de forte intensidade em região supra-orbital à esquerda,
com duração de aproximadamente 25 minutos, associada a lacrimejamento de olho esquerdo. Durante os momentos de
dor fica impaciente, andando de um lado para outro da casa. Teve períodos de diversos dias com essa dor no último ano,
seguidos de alguns meses de melhora e recorrência. Sobre este caso:
A) amitriptilina é uma opção como abortivo para a patologia.
B) hipoxemia está frequentemente associada à patologia.
C) oxigênio é uma opção como abortivo para a cefaleia.
D) sumatriptano é uma opção como profilático para a patologia.
E) amitriptilina é uma opção como profilático para a patologia.

11) São critérios que orientam a necessidade de diálise de urgência, EXCETO:


A) Acidose grave e refratária ao bicarbonato.
B) Elevação abrupta da creatinina > 5 mg/dL.
C) Sinais clínicos compatíveis com uremia.
D) Hipervolemia não responsiva aos diuréticos
E) Hipercalemia grave (> 6,5 mEq/L) e refratária.

12) Sobre a Febre Amarela, é correto afirmar:


A) As manifestações trombóticas podem ocorrer no 3 ou 4 dia após melhora clínica parcial e piora da função hepática.
B) Na forma moderada os sintomas são de febre, cefaleia, náuseas, vômitos, icterícia e o sinal de Faget pode estar
presente.
C) O seu agente etiológico é um vírus DNA, pertencente à família Flaviviridae.
D) A letalidade da forma grave é baixa após a preconização de terapia de substituição renal precoce.
E) O período de incubação é prolongado e varia de 14 até 28 dias.

13) Paciente vai a consultório com história de ter realizado radiografia de tórax indicada por médico da UBS, que ficou
preocupado com a imagem. O diagnóstico radiológico é
A) hérnia diafragmática.
B) tuberculose.
C) pneumonia lobar.
D) derrame pleural.
E) aneurisma de aorta torácica.

14) Homem, 35 anos, procura consulta médica para realizar avaliação peri-operatória pois está em programação de
realizar herniorrafia inguinal. Faz atividade física de moderada intensidade regularmente, sem antecedentes patológicos
e sem uso de medicações crônicas. Não há alteração ao exame físico. A conduta correta, quanto à solicitação de exames
complementares para avaliação de risco cirúrgico, é:
A) solicitar radiografia de tórax, hemograma completo e função renal apenas.
B) solicitar eletrocardiograma, radiografia de tórax e função renal apenas.
C) solicitar eletrocardiograma, radiografia de tórax, hemograma completo e função renal.
D) não solicitar nenhum exame.
E) solicitar eletrocardiograma, hemograma completo e função renal apenas.

15) NÃO é característica da Doença Celíaca:


A) Aumento dos linfócitos intraepiteliais.
B) Presença de anticorpos antiendomísio.
C) Atrofia das vilosidades ao nível de íleo terminal.
D) Associação com dermatite herpertiforme.
E) Clínica de esteatorreia.

16) Mulher de 36 anos vai a consulta médica para avaliação de nódulos tireoidianos. A ultrassonografia de tireoide
demonstra 2 nódulos em lobo esquerdo: puramente cístico de 1 cm no maior eixo e puramente sólido, hipoecoico, com
microcalcificações de 0,6 cm no maior eixo. Nega história familiar de neoplasia tireoidiana e nega exposição a radiação
na infância. A função tireoidiana é normal. A conduta mais adequada é:
A) Iniciar levotiroxina.
B) Tireoidectomia total.
C) Punção aspirativa por agulha fina de ambos os nódulos.
D) Cintilografia de tireoide.
E) Observacional - repetir ultrassonografia.

17) Paciente portador de artrite reumatoide em tratamento com terapia biológica NÃO deve receber as seguintes
vacinas:
A) rotavírus, tríplice viral e febre amarela.
B) varicela, rotavírus e influenza.
C) tríplice viral, hepatite B e varicela.
D) febre amarela, herpes zoster e hepatite B.
E) influenza, hepatite A e febre amarela.

18) Mulher de 65 anos é trazida por sua filha à unidade de emergência confusa e desorientada, queixando-se de
cãimbras e formigamento nas mãos. Foi submetida à tireoidectomia por módulos há 2 dias. No exame físico, observam-
se sinais de Chvostek e Trousseau. O achado eletrocardiográfico esperado neste caso é
A) pré-excitação com onda Delta.
B) presença de onda U.
C) alargamento de intervalo QT.
D) encurtamento do QRS.
E) inversão de onda T.

19) Sobre prevenção e screening de doenças:


A) A prevenção terciária tem como objetivo detecção precoce de doenças.
B) A prevenção secundária tem como objetivo reabilitação.
C) A prevenção primária tem como objetivo detectar doenças na fase pré-clínica.
D) A prevenção primária tem como objetivo detecção de doenças em pessoas que não tiveram a doença anteriormente.
E) A prevenção quaternária tem como objetivo evitar intervenções médicas desnecessárias.

20) Análise do derrame pleural com relação proteína do líquido pleural / proteína sérica igual a 0,8 e LDH do líquido
pleural / LDH sérico de 1,5, sugere:
A) Insuficiência cardíaca congestiva.
B) Neoplasia.
C) Síndrome nefrótica.
D) Hipoalbuminemia.
E) Cirrose hepática.

21) Um motociclista de 28 anos, alcoolizado, colidiu com uma árvore a cerca de 70 km/hora. Estava de capacete. Era
um dia de inverno, chovia e a temperatura era baixa (cerca de 7 °C). No hospital, a via aérea está pérvia e o murmúrio
vesicular normal bilateralmente. Pulso: 90 bpm, PA: 115 × 70 mmHg. Glasgow: 13. Temperatura retal e esofágica: 34
°C. FAST (Focused Assessment With Sonography for Trauma): positivo. Exames laboratoriais: glicemia: 300 mg/dL,
plaquetas: 280.000/mm3 (150.000 a 450.000/mm3) e TTPA alargado. A tomografia de abdome mostrou lesão esplênica
grau II. Próximo passo mais adequado:
A) Aquecimento e monitorização cardíaca, pelo risco de fibrilação ventricular.
B) Bypass cardiopulmonar para reaquecimento central.
C) Insulina por via venosa.
D) Transfusão de 10 U ou uma aférese de plaquetas.
E) Laparotomia exploradora e esplenectomia.

22) Um homem de 75 anos, com fibrilação atrial e sem claudicação intermitente prévia, apresentou dor de início súbito
em membro inferior direito há 3 horas. A frequência cardíaca é 120 bpm e a PA: 180 × 90 mmHg. A extremidade
inferior direita está fria e pálida, com déficits motor e sensitivo. O pulso femoral neste membro está ausente, sendo que
no membro inferior esquerdo todos os pulsos estão presentes. Conduta inicial mais apropriada, após a administração de
heparina sistêmica:
A) Trombólise sistêmica por acesso venoso periférico.
B) Angiografia no setor de hemodinâmica.
C) Tromboembolectomia cirúrgica imediata.
D) Trombólise intra-arterial local por cateter.
E) Duplex scan para localizar a lesão obstrutiva.

23) Um homem de 72 anos notou discreto abaulamento na região inguinal esquerda, há três meses. Não tem história de
dor no local nem outras queixas ou sintomas. Seu hábito intestinal é normal e não tem antecedentes cirúrgicos. Também
não tem sintomas que sugiram prostatismo. É hipertenso controlado e não tem outras morbidades. Vive sozinho e
trabalha 3 vezes por semana como voluntário em um hospital universitário. Um cirurgião o examina e faz o diagnóstico
de hérnia inguinal e recomenda apenas observação. Essa conduta é
A) cabível, pelo quadro clínico, a menos que o paciente se torne sintomático.
B) equivocada, pela história natural das hérnias.
C) inadequada, por conta da possibilidade de hérnia crural concomitante.
D) inaceitável, dada a idade do doente.
E) contraindicada, pelo elevado risco de obstrução intestinal.

24) Uma mulher de 25 anos, gestante de 23 semanas, vai ao pronto-socorro com queixa de dor no flanco direito, há 24
horas. Está anorética, com náuseas e febril (37,6 °C). O exame físico revela dor à palpação no flanco e na fossa ilíaca
direita, embora sem defesa e sem sinais de irritação peritoneal. A ultrassonografia mostra útero gravídico, feto normal e
vesícula biliar normal. O ceco não foi visualizado. Hemograma: 15.800 leucócitos/mm³, sem desvio. O exame de urina é
normal. Escore na escala de Alvarado: 5. Apesar de melhora parcial com sintomático, a dor persiste. Próximo passo
mais apropriado:
A) Ultrassonografia transvaginal.
B) Antibioticoterapia intravenosa e observação.
C) Ressonância magnética do abdome.
D) Tomografia de abdome e pelve.
E) Apendicectomia.

25) Uma senhora de 48 anos de idade vem apresentando hemorragia digestiva baixa intermitente, de pequeno volume.
Nunca teve instabilidade hemodinâmica. A endoscopia digestiva alta e a colonoscopia não mostraram alterações.
Próximo exame que mais poderia auxiliar na identificação da causa do sangramento:
A) Arteriografia mesentérica seletiva.
B) Trânsito intestinal.
C) Angiotomografia de abdome.
D) Ultrassonografia abdominal.
E) Ressonância nuclear magnética.

26) Tratamento mais apropriado para a diverticulite Hinchey IV (peritonite fecal):


A) Drenagem percutânea (radiologia intervencionista).
B) Laparotomia com cirurgia de Hartmann.
C) Antibiótico e observação clínica rigorosa.
D) Colostomia em alça.
E) Laparoscopia para irrigação e drenagem.

27) Um paciente de 34 anos refere dor abdominal há 6 meses. Queixa-se também de aumento do volume abdominal.
Nega febre ou perda de peso. Ao exame físico, não se palpa massa nem se acha nenhuma outra alteração. A tomografia
mostra lesão retroperitoneal, junto à veia cava inferior, de cerca de 8 cm. Duas informações essenciais, omitidas na
descrição do exame físico, que podem ser úteis na investigação da etiologia da lesão:
A) Palpação de pulsos em membros inferiores e superiores e palpação de virilha, axila e pescoço.
B) Palpação de pulsos em membros inferiores e superiores e palpação dos testículos.
C) Toque retal e palpação de axila, virilha e pescoço.
D) Palpação de testículos e de virilha, axila e pescoço
E) Toque retal e palpação de testículos.

28) Um jogador de beisebol foi atingido por um taco no tórax. Queixa-se de muita falta de ar e de dor torácica.
Saturação de oxigênio: 87%, que não se elevou mesmo sendo ventilado com máscara de O2. Parece ter discreta estase
jugular, mas não tem desvio da traqueia. O murmúrio vesicular está abolido à direita, onde a percussão revela
timpanismo. Pulso: 130 bpm, PA: 60 × 40 mmHg. Na sala de admissão, fez a radiografia de tórax ilustrada a seguir.
Tratamento imediato:

A) Toracotomia de reanimação.
B) Descompressão do hemitórax direito, por punção.
C) Toracotomia anterolateral direita no quinto espaço intercostal.
D) Drenagem de tórax com cateter de pigtail ou com dreno tubular siliconado, no quarto espaço intercostal direito,
anteriormente à linha axilar média.
E) Intubação traqueal e ventilação mecânica.

29) Um paciente de 42 anos, com antecedentes de ter feito cirurgia de duodenal switch há 8 anos, é levado ao pronto-
socorro devido a quadro de cólica abdominal de fraca intensidade, mal-estar, confusão mental, desequilíbrio e fraqueza.
Os familiares dizem que ele não faz seguimento há mais de 3 anos e que frequentemente tem vômitos, por comer muito
rápido. Está em regular estado geral e descorado. Pulso: 80 bpm, PA: 120 × 80 mmHg, frequência respiratória: 14 irpm.
O abdome é flácido e indolor. Tratamento para o provável diagnóstico que explica os sintomas apresentados:
A) Hidratação intravenosa.
B) Laparoscopia.
C) Tiamina intramuscular.
D) Ferro intravenoso.
E) Antibiótico.

30) Vítima de atropelamento por auto, um paciente de 24 anos é atendido no pronto-socorro, com os seguintes achados
na avaliação primária: A: via aérea pérvia; B: frequência respiratória: 20 irpm, murmúrio vesicular presente
bilateralmente, saturação de oxigênio: 96%; C: Pulso: 120 bpm, PA: 60 × 40 mmHg, enchimento capilar: 5 segundos,
FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma): negativo; pelve instável; toque retal: sem alterações;
sondagem vesical: sem hematúria; D: Glasgow: 14, pupilas isofotorreagentes, sem déficits motores ou sensitivos; E:
ferimento lacerante extenso de todo o períneo, com perda de pele, comprometendo a região perianal e o escroto, com
sangramento difuso, “em babação”. Foi feito o tamponamento extraperitoneal de pelve com compressas e o paciente
recebeu vacinação antitetânica e antibioticoterapia. Conduta frente à lesão perineal, além da hemostasia e do
desbridamento dos tecidos desvitalizados:
A) Curativo a vácuo, cistostomia e colostomia em alça.
B) Colostomia em alça, lavagem da ferida e curativo compressivo.
C) Fechamento primário da ferida, com a reconstrução plástica que se fizer necessária.
D) Colostomia terminal, lavagem exaustiva e fechamento primário da ferida.
E) Colostomia em alça, cistostomia e fechamento primário da ferida.

31) Um paciente de 34 anos é submetido a colecistectomia após resolução clínica de pancreatite aguda biliar leve. No
intraoperatório, foi feito o exame ilustrado a seguir. Diagnóstico radiológico:

A) Via biliar normal.


B) Dilatação das vias biliares intra-hepáticas.
C) Coledocolitíase.
D) Via biliar anômala.
E) Dilatação do Wirsung.

32) Um senhor de 45 anos de idade vai ao pronto-socorro com dor abdominal em hipocôndrio esquerdo, febre e mal-
estar há 3 semanas. Ficou internado há 2 meses por diverticulite aguda em sigmoide, tratada com sucesso com
antibióticos. Foi reinternado há 2 semanas por coleção esplênica de 6 × 6 cm, com alguns septos. Foi realizada
drenagem percutânea da coleção. Uma semana após a drenagem, por manter febre ainda, foi feita revisão do dreno pela
radiologia intervencionista. Agora, duas semanas após a drenagem e tendo feito uso correto de antibioticoterapia, o
paciente está em bom estado geral, mas continua com febre. Também se queixa ainda de dor em hipocôndrio esquerdo.
O volume do débito do dreno é desprezível. Pulso: 95 bpm, PA: 110 × 80 mmHg, temperatura: 38,5 °C. O abdome é
doloroso à palpação em hipocôndrio esquerdo; não tem massas palpáveis nem sinais de irritação peritoneal. Os últimos
exames séricos mostram aumento da Proteína C Reativa − PCR e da leucocitose. Melhor conduta:
A) Lavagem diária do dreno.
B) Manter antibioticoterapia endovenosa e observação.
C) Nova drenagem guiada por radiologia intervencionista.
D) Drenagem guiada por laparoscopia.
E) Esplenectomia (laparoscopia ou laparotomia).

33) Um senhor de 55 anos, previamente hígido, é internado por dor abdominal epigástrica em faixa, náuseas e vômitos
há 2 dias. Está em regular estado geral, desidratado, afebril. Pulso: 120 bpm, PA: 80 × 40 mmHg, frequência
respiratória: 20 irpm. O abdome é doloroso difusamente, principalmente no andar superior; não tem sinais de irritação
peritoneal. Hemograma: hemoglobina: 15,8 g/dL, leucócitos: 18.500/mm3, amilase: 3.500 U/L, lipase: 2.000 U/L,
creatinina: 2,0 mg/dL. A radiografia de abdome não mostra pneumoperitônio. Foi iniciada já a reanimação volêmica,
com boa resposta inicial da frequência cardíaca e da pressão arterial. Conduta nesse momento:
A) Tomografia de abdome com contraste endovenoso, para melhor esclarecimento do quadro e decisão da conduta a
tomar.
B) Antibioticoterapia intravenosa empírica.
C) Laparotomia com debridamento e drenagem.
D) Drenagem guiada por radiologia intervencionista.
E) Jejum, analgesia e monitorização em unidade de terapia intensiva.

34) São ramos do tronco celíaco as artérias


A) gástrica esquerda, mesentérica superior e hepática.
B) hepática, esplênica e gástrica esquerda.
C) gastroepiploica direita e esquerda e hepática.
D) esplênica, mesentérica superior e gástrica direita.
E) gástrica direita e esquerda e gastroepiploica direita e esquerda.

35) Um homem de 50 anos de idade procurou atendimento por alteração em exame solicitado pelo clínico geral. Nega
dor lombar, hematúria ou infecções urinárias. O exame em questão está ilustrado a seguir. O exame, a principal
alteração e a conduta são:

A) Ressonância magnética de abdome - tumor renal - nefrectomia radical.


B) Tomografia de abdome - tumor renal - nefrectomia radical.
C) Tomografia de abdome - cisto renal - seguimento com exames de imagem.
D) Tomografia de abdome - cisto renal - nefrectomia parcial.
E) Ressonância magnética de abdome - cisto renal - seguimento com exames de imagem.
36) Um senhor de 52 anos é internado por dor abdominal em faixa em epigástrio, irradiada para o dorso, há 2 dias,
acompanhada de náuseas e vômitos. Apesar da fácies de dor, está em bom estado geral, anictérico e afebril. Pulso: 90
bpm, rítmico; PA: 130 × 80 mmHg, frequência respiratória: 18 irpm. Tem dor em epigástrio à palpação do abdome, mas
sem peritonismo ou distensão. O ultrassom mostra múltiplos cálculos na vesícula biliar. Amilase: 1.500 U/L, leucócitos:
10.100/mm³, creatinina: 0,8 mg/dL. No primeiro dia após a internação, apresenta febre, mas sem repercussão
hemodinâmica. Novo leucograma: com 9.500 leucócitos/mm³. Melhor conduta, neste momento:
A) Observação clínica e pesquisa de foco infeccioso.
B) Tomografia de abdome para descartar necrose pancreática, eventualmente infectada.
C) Ressonância magnética para avaliar provável complicação pancreática.
D) Laparotomia ou laparoscopia diagnóstica, pela provável complicação infecciosa que pode exigir debridamento
cirúrgico e drenagem.
E) Antibioticoterapia empírica e monitorização clínica.

37) Um homem de 32 anos de idade, sem queixas urinárias, fez exame de imagem do escroto por queixa de dor e
aumento do volume escrotal há 2 anos. Nega alterações intestinais, febre ou infecções nesse período. Trata-se de exame
de

A) ressonância magnética que evidencia hidrocele.


B) ultrassonografia que evidencia varicocele.
C) ultrassonografia que evidencia hérnia inguinoescrotal.
D) ultrassonografia que evidencia hidrocele
E) ressonância magnética que evidencia varicocele.

38) Uma mulher de 32 anos apresenta tremores de membros superiores, taquicardia, agitação e irritação. Frequência
cardíaca:120 batimentos por minuto, pressão arterial: 140 × 90 mmHg. Glândula tireoide globalmente aumentada.
Exame diagnóstico mais indicado, considerando a hipótese diagnóstica mais provável:
A) Eletrocardiograma.
B) Tomografia do pescoço.
C) Ecocardiograma.
D) Dosagem de colesterol total e frações.
E) Dosagem de hormônio tireostimulante - TSH.

39) Paciente de 22 anos, com nódulo cervical lateral, medindo 3,5 × 2,4 cm, próximo ao ângulo da mandíbula direita,
indolor, de consistência amolecida e limites precisos, fez biópsia por Punção Aspirativa com Agulha Fina − PAAF, com
achado de lesão cística, sem sinais de malignidade. Melhor conduta:
A) Avaliação cuidadosa da cavidade oral e da faringe, pois pode tratar-se de metástase de carcinoma.
B) Tomografia para programar cirurgia, pois se trata de cisto branquial.
C) Biópsia incisional, pois é preciso ter um exame histopatológico confirmado.
D) PET-CT e cirurgia urgente, pois se trata de linfoma.
E) Ressonância magnética e nova biópsia, pois a informação de lesão cística apenas não é suficiente para diagnóstico.

40) Paciente de 56 anos, tabagista de 80 maços-ano, etilista de 2 doses de aguardente e 1 garrafa de cerveja por dia,
apresentou perda ponderal de 15 kg nos últimos 6 meses. No mesmo período, notou nódulo cervical à esquerda,
endurecido e móvel, de crescimento lento. Há 3 meses percebeu irritação na garganta, principalmente com a ingesta de
aguardente. Melhor conduta, considerando a principal hipótese diagnóstica:
A) Ultrassonografia cervical e orientação sobre a importância de interromper o tabagismo e o etilismo.
B) Exame cuidadoso da cavidade oral, Punção Aspirativa com Agulha Fina - PAAF e tomografia do nódulo
cervical.
C) Biópsia aberta do nódulo do pescoço com anestesia local.
D) Exames laboratoriais, incluindo hemograma e sorologias para toxoplasmose e mononucleose.
E) Arteriografia, para avaliar a relação do nódulo com os vasos cervicais.

41) Em relação à laringe da criança,


A) sua porção mais estreita, a fenda glótica, é visível durante a intubação direta.
B) tem forma cônica, sua porção mais estreita é na altura das pregas vocais.
C) o achado de epiglote em ômega contribui para o diagnóstico de laringomalacia.
D) pequenos estreitamentos podem ocasionar obstruções graves com risco de vida.
E) apresenta localização mais baixa que a do adulto.

42) Paciente, 2 anos e 3 meses, chega ao Pronto-Socorro após queda da própria altura com Glasgow 12. Feita hipótese
diagnóstica de traumatismo craniano leve. Neste caso, o sintoma isolado mais comum é
A) cefaleia.
B) convulsões.
C) amnésia.
D) vômitos.
E) perda transitória da consciência.

43) Paciente de 11 meses com defeito septo interventricular (CIV), em uso domiciliar de furosemida e seguimento com
cardiologista, deu entrada no pronto-socorro taquipneico e taquicárdico, FC: 182 bpm, Na: 136 mEq/L; K: 2,7 mEq/L;
P: 2,9 mmol/L; Hb: 9,5 g/dL e presença de onda U proeminente no ECG. A conduta inicial adequada é
A) corrigir rapidamente P.
B) iniciar soro de manutenção para reposição de K.
C) corrigir rapidamente o K.
D) iniciar soro de manutenção com P e K.
E) fazer dose extra de furosemida.

44) Mario de 15 meses de idade é trazido para sua primeira consulta após o nascimento. Mãe refere que Mário apresenta
bastante sudorese na cabeça e que ela é naturalista e vegana há 10 anos, evitando o uso de medicamentos, vitaminas e
vacinas. Ao exame físico, o pediatra observou aumento da relação segmento superior/inferior, cintura de Harrison,
aumento de diâmetro anteroposterior do tórax, punhos e joelhos alargados. O diagnóstico mais provável do caso é:
A) Doença Henda-Shyullera-Christian.
B) Sífilis congênita.
C) Artrite reumatoide.
D) Raquitismo.
E) Osteogênese imperfecta.

45) Criança de 7 anos apresenta queda brusca no colégio. Não responde ao chamado verbal ou estímulos táteis
vigorosos. No local estão presentes dois professores. A melhor conduta é uma pessoa iniciar
A) a abertura e desobstrução das vias aéreas, enquanto o outro chama o serviço de urgência.
B) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de
resgate na proporção 15:2.
C) compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto) e a outra ficar responsável por administrar ventilações de
resgate na proporção 30:2.
D) 30 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência.
E) 15 compressões torácicas (aproximadamente 100/minuto), enquanto o outro chama o serviço de urgência.

46) Criança de 4 anos, vítima de queimadura, chega ao pronto-socorro de pediatria. Uma criança NÃO tem indicação de
encaminhamento a um centro de referência de queimados quando há
A) queimadura por agentes inalantes.
B) queimaduras de segundo ou terceiro graus em períneo.
C) mais que 10% da superfície corpórea com queimaduras de espessura parcial.
D) mais que 5% da superfície corpórea com queimaduras de terceiro grau.
E) qualquer queimadura elétrica.

47) Sobre reanimação cardiopulmonar em pediatria, é correto afirmar que:


A) As compressões torácicas devem ter profundidade de aproximadamente 3/4 do diâmetro anteroposterior do tórax.
B) O ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é taquicardia ventricular sem pulso.
C) O ritmo mais frequente de parada cardiorrespiratória em crianças de 0 a 8 anos é a atividade elétrica sem pulso.
D) O socorrista leigo deve utilizar a manobra de elevação do mento para abrir a via aérea dos pacientes.
E) O socorrista leigo deve utilizar a manobra de tração da mandíbula para abrir a via aérea do paciente.

48) Lactente de 8 meses internado na enfermaria com quadro de diarreia aguda e desidratação apresenta os seguintes
exames laboratoriais: pH = 7,26; PO₂ = 120 mmHg; PCO₂ = 33 mmHg; bicarbonato = 14 mEq/L; BE = −9; Na = 145
mEq/L; K = 4,5 mEq/LCl = 111 mEq/L; lactato arterial = 7 mmol/L. O distúrbio do equilíbrio acido-básico encontrado
nessa gasometria é
A) acidose metabólica compensada.
B) acidose respiratória compensada.
C) acidose metabólica com acidose respiratória.
D) alcalose metabólica com acidose respiratória.
E) acidose metabólica com alcalose respiratória.

49) José com 8 anos, previamente saudável, foi ao consultório do pediatra com história de febre e dor de garganta há 1
dia, sem rinorreia, tosse ou diarreia. O exame da orofaringe mostrou eritema faríngeo com exsudato tonsilar,
linfadenomegalia cervical anterior bilateral dolorosa. Mãe refere que apresentou dor epigástrica leve com uso de
Amoxicilina há dois meses atrás quando tratou um quadro semelhante a este de “dor de garganta” (sic). A melhor
conduta neste caso é
A) penicilina benzatina 50.000 UI/kg intramuscular dose única.
B) prescrever Amoxicilina 50 mg/kg via oral por 10 dias.
C) solicitar dosagem de anticorpos antiestreptolisina O.
D) prescrever Azitromicina 50 mg/kg via oral por 5 dias.
E) solicitar teste rápido para antígeno do Streptococcus do grupo A.

50) Gestante com 25 anos admitida em trabalho de parto, com idade gestacional de 37 4/7 semanas pela data da última
menstruação e confirmada posteriormente pelo exame clínico (New Ballard). Evoluiu para parto normal. Recém-nascido
de termo, com 2.180 g de peso, pequeno para a idade gestacional. Mãe referia ser a terceira gestação, com dois partos
vaginais anteriores. Compareceu a três consultas de pré-natal e não realizou os exames solicitados. Os exames maternos
colhidos em sala de parto revelaram VDRL 1/32, TPHA positivo. Teste de HIV, hepatite B e C, não reagentes. À
realização da história a gestante referia ter tido o mesmo problema na última gestação, há 1 ano e meio. Nesta ocasião
recebeu tratamento com duas injeções de “Benzetacil®” por dia, duas vezes, com intervalo de uma semana entre elas.
Chegou a fazer controle 1 ano após o tratamento, quando o VRDL revelou título de 1/2. Desde então não realizou
controles de saúde. O pai das três crianças é o mesmo, sendo que nunca realizou exames e, por ocasião do tratamento
materno na outra gestação, recebeu duas injeções de “Benzetacil®” em um único dia, uma vez. A sorologia do RN foi
VDRL 1/8 e TPHA reagente. A melhor conduta a ser adotada para este RN é:
A) Administrar uma dose de penicilina benzatina. Realizar seguimento seriado do VDRL, com 1, 2, 4 e 6 meses.
B) Colher VDRL seriado, com 1, 2, 4 e 6 meses. Caso haja ascensão de títulos tratar o RN.
C) Colher hemograma e realizar radiografia de ossos longos. Dependendo dos resultados, colher liquor e iniciar
tratamento com penicilina cristalina.
D) Não investigar nem tratar. Mãe tratada adequadamente e os títulos do VDRL são menores no RN, indicando
passagem transplacentária de anticorpos.
E) Colher hemograma, liquor, realizar radiografia de ossos longos. Iniciar tratamento com penicilina cristalina.

51) João, 4 anos, foi encaminhado pela escola ao médico da Unidade Básica de Saúde. A escola está preocupada pelo
fato da criança apresentar dificuldades de se comunicar e de fazer amigos e de ser agressivo quando contrariado. Os pais
referem que ele é muito agitado e parece não se concentrar, mas é muito inteligente e que sabe contar e ler os números
desde os 2 anos de idade. Na consulta o pediatra observou que João tinha dificuldade de ficar parado, fez o maior
escândalo para ser examinado e que os pais não conseguiam colocar limites. Não se interessou por nenhum brinquedo
da sala, mas adorava abrir e fechar a porta, o que fez diversas vezes. A hipótese diagnóstica mais provável é:
A) Retardo mental.
B) Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.
C) Transtorno desafiador opositor.
D) Transtorno do espectro autista.
E) Distúrbio específico da linguagem.

52) Lactente de 9 meses, previamente hígido, passa a retificar a curva de peso a partir do oitavo mês de vida. A criança
fez aleitamento materno exclusivo até o sétimo mês de vida, quando passou a receber sucos, frutas e sopinha no almoço
e jantar, o que ainda não aceita muito bem preferindo mamar o seio materno. A criança mama 3 vezes a noite, e várias
vezes durante o dia, “sempre e quando ela quer”. Com esse histórico, o pediatra solicitou hemograma, ferritina e ferro
sérico. O hemograma mostrou Hb 9,2 g/dL. No diagnóstico mais prevalente, as alterações mais esperadas nos exames
são:
A) VCM e HCM normais, RDW normal, ferritina normal e ferro sérico baixo.
B) VCM e HCM diminuídos, RDW normal, ferritina baixa e ferro sérico normal.
C) VCM e HCM diminuídos, RDW aumentado, ferritina baixa e ferro sérico normal.
D) VCM e HCM diminuídos, RDW aumentado, ferritina normal e ferro sérico diminuído.
E) VCM e HCM normais, RDW aumentado, ferritina baixa e ferro sérico normal.

53) Em tempos de Zika vírus, os valores segundo a OMS para definição de microcefalia são:
A) Recém-nascido com 37 semanas ou mais de idade gestacional com medida do perímetro cefálico menor ou igual a
31,0 cm para meninas e 31,5 cm para meninos.
B) Recém-nascido com menos de 37 semanas de idade gestacional com medida do perímetro cefálico menor que -3
desvios padrão para idade gestacional e sexo.
C) Recém-nascido com 37 semanas ou mais de idade gestacional com medida do perímetro cefálico menor ou
igual a 31,5 cm para meninas e 31,9 cm para meninos.
D) Recém-nascido com menos de 37 semanas de idade gestacional com medida do perímetro cefálico menor que -2
desvios padrão para idade gestacional e sexo.
E) Recém-nascido com 37 semanas ou mais de idade gestacional com medida do perímetro cefálico menor que -3
desvios padrão para a idade gestacional e sexo.

54) Lactente de 10 meses de idade, previamente saudável, apresentou febre alta (maior de 39 °C) de início abrupto, sem
qualquer pródromo, que durou 4 dias. Juntamente com a febre, se observou tosse, coriza e fezes diarréicas. Logo que a
febre cedeu, a criança apresentou um exantema maculopapular discreto na face, pescoço e tronco. Ao exame físico
notou-se pápulas eritematosas no palato mole e discreto aumento dos linfonodos cervicais. O diagnóstico mais provável
é
A) Varicela.
B) Exantema súbito.
C) Escarlatina.
D) Exantema alérgico.
E) Sarampo.

55) A prescrição de um soro de manutenção isotônico para um lactente de 1 ano com 10 kg é:


A) SG10% 1000 mL; NaCl 20% 45 mL; KCl 19,1% 10 mL.
B) SG5% 1000 mL; SF 200 mL; KCl 19,1% 5 mL.
C) SG10% 800 mL; SF 200 mL; KCl 19,1% 10 mL.
D) SG10% 1000 mL; NaCl 3% 45 mL; KCl 19,1% 10 mL.
E) SG5% 800 mL; NaCl 20% 200 mL; KCl 19,1% 5 mL.

56) A indicação médica para a suspensão do aleitamento materno é um evento pouco frequente. Em algumas
circunstâncias, o aleitamento materno, no recém-nascido de termo, tem sua suspensão questionável e deve ser discutido
conjuntamente com a família, sua indicação ou suspensão. O exame materno que se positivo indicaria uma dessas
circunstâncias é:
A) Parvovírus.
B) Cytomegalovirus.
C) HIV.
D) Hepatite C.
E) HBs Ag.

57) O Kernicterus, termo que deve ser reservado para as sequelas da encefalopatia bilirrubínica aguda, é consequência
de fenômenos que causam lesão neuronal e de outras células do sistema nervoso central. Quanto ao Kernicterus é
correto afirmar:
A) Acomete apenas o prematuro, pela maior vulnerabilidade do SNC, quase não mais sendo observado nos RN termo.
B) É um grave problema de saúde, mas que está praticamente extinto, devido ao uso de fototerapia em larga escala.
C) Acredita-se que seu reaparecimento nos últimos anos é decorrente da alta precoce sem o adequado seguimento
do RN.
D) Tem como características principais o comprometimento da inteligência e a hipotonia dos membros superiores.
E) Caracteriza-se principalmente pelo comprometimento da audição e da fala, sem outras alterações.
58) Paciente de 4 anos previamente hígido, é levado ao PS com quadro de febre alta (39 °C) e irritabilidade há 1 dia. Ao
exame físico apresenta-se em regular estado geral, prostrado e febril (38,8 °C). Percebe-se rigidez nucal. Coração com
bulhas rítmicas taquicárdicas (FC = 145) sem sopros. Pulmões livres e abdome distendido com fígado a 2,5 cm do
rebordo costal direito. Foi obtido liquor por punção lombar que revelou: 150 leucócitos/mm3 ; 90% de
polimorfonucleares e 10% de linfomonócitos; Glicorraquia = 10 mg/dL e proteínoraquia = 120 mg%; Bacterioscopia
com cocos gram negativos. É opção para a adequada profilaxia dos contactantes deste paciente:
A) Ceftriaxona 50 mg/kg, dose única, em menores de 12 anos.
B) Ciprofloxacino 500 mg VO de 12/12h por 2 dias, em adultos.
C) Rifampicina 20 mg/kg 1x/dia por 4 dias, em menores de 12 anos.
D) Ceftriaxona 100 mg/k, dose única, em maiores de 12 anos.
E) Ceftriaxona 125 mg, dose única, em menores de 12 anos.

59) O uso de analgésicos em crianças depende das características farmacológicas específicas das medicações
disponíveis. Das drogas abaixo, aquela que tem o melhor perfil de segurança em caso de superdosagem é
A) a codeína.
B) a aspirina.
C) o acetaminofeno.
D) a dipirona.
E) o tramadol.

60) A bronquiolite pode cursar com insuficiência respiratória grave com necessidade de suporte ventilatório invasivo.
São fatores de risco para maior gravidade da bronquiolite, EXCETO:
A) prematuridade.
B) sexo feminino.
C) baixa idade pós-natal.
D) mãe fumante.
E) aleitamento artificial.

61) É uma afecção ginecológica própria do menacme e sua conduta adequada:


A) Mastodínia; vitamina E.
B) Dispareunia de profundidade; estrogenioterapia.
C) Candidíase recorrente; itraconazol quinzenal por 12 meses.
D) Sangramento irregular; progestagênio contínuo.
E) Cólica menstrual; serotoninérgico.

62) São métodos contraceptivos denominados LARC que adolescentes nuligestas podem utilizar, segundo os atuais
Critérios de Elegibilidade da Organização Mundial de Saúde:
A) Sistema intrauterino liberador de hormônio, implante subcutâneo, injetável mensal.
B) Sistema intrauterino liberador de hormônio, implante subcutâneo, dispositivo intrauterino de cobre.
C) Injetável mensal, injetável trimestral, implante subcutâneo.
D) Adesivo transdérmico, anel vaginal, injetável mensal.
E) Pílulas combinadas, pílulas com progestagênio isolado, pílulas combinadas de uso estendido.

63) Paciente do sexo feminino de 53 anos de idade, IIIG IIIP normais, queixa-se de bola na vagina há 1 ano com piora
progressiva. Apresenta esses dados na classificação de prolapso genital POP-q: Aa = +3; Ba = +3; C = +6; Ap = +1; Bp
= +1; D = −; HG = 6; CP = 2; CVT = 7. Neste caso o compartimento mais prolapsado é
A) do corpo perineal.
B) do colo do útero.
C) da parede vaginal anterior.
D) da cúpula vaginal.
E) da parede vaginal posterior.

64) Paciente do sexo feminino de 40 anos de idade, IIG IIPc, foi submetida a anexectomia direita de urgência e
encontrou-se o achado incidental de tumor ovariano boderline (baixo potencial maligno) no anatomopatológico. A
conduta oncológica complementar adequada:
A) Se prole constituída, ooforectomia contralateral e linfadenectomia laparoscópica e quimioterapia.
B) Se desejosa de nova gestação, dosagem seriada de marcadores tumorais CA 125 e CEA bimensais no primeiro ano de
seguimento.
C) Se prole constituída, histerectomia total abdominal; salpingectomia bilateral; ooforectomia contralateral,
omentectomia, linfadenectomia e quimioterapia.
D) Se desejosa de nova gestação, linfadenectomia e quimioterapia.
E) Se prole constituída, histerectomia total abdominal; salpingectomia bilateral; ooforectomia contralateral.

65) Paciente do sexo feminino de 23 anos de idade realizou citologia cervicovaginal em sua primeira consulta
ginecológica. O resultado foi ASCUS. A conduta adequada,segundo as Diretrizes do Ministério da Saúde é
A) repetir citologia cervicovaginal e colposcopia em 6 meses.
B) repetir a citologia cervicovaginal em 3 anos.
C) colposcopia com biópsia e anatomopatológico.
D) repetir a citologia cervicovaginal em 1 ano.
E) colposcopia e pesquisa de HPV por captura híbrida.

66) Das síndromes abaixo relacionadas, apresenta amenorreia primária e incapacidade para ter relações sexuais,
respectivamente:
A) Síndrome de Cushing - hiperandrogenismo e obstrução do canal vaginal.
B) Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser - agenesia uterina e do 1/3 superior da vagina.
C) Síndrome de Asherman - atrofia da cavidade endometrial e do introito vaginal.
D) Síndrome de Stein-Leventhal - Síndrome de Ovários Policísticos e masculinização dos órgãos genitais externos.
E) Síndrome de Chiari-Frommel - agenesia dos órgãos genitais internos e externos femininos.

67) NÃO é diagnóstico diferencial da sífilis secundária:


A) Cancro mole.
B) Doenças exantemáticas não vesiculosas.
C) Farmacodermia.
D) Hanseníase virchowiana.
E) Colagenoses.

68) NÃO são consideradas indicações adequadas para encaminhamento ao pré-natal de alto risco:
A) Dependência de drogas lícitas ou ilícitas.
B) Idade da gestante menor que 15 anos ou maior que 35 anos
C) Alteração genética materna.
D) Endocrinopatia materna (hipotireoidismo, hipertiroidismo).
E) Gemelaridade.

69) Paciente do sexo feminino, 22 anos, nuligesta, refere ciclos eumenorreicos e vida sexual ativa, com diagnóstico de
lúpus eritematoso sistêmico com anticorpos antifosfolípides positivo. O melhor método contraceptivo, segundo os atuais
Critérios de Elegibilidade da Organização Mundial da Saúde:
A) Preservativo.
B) Injeção trimestral de medroxiprogesterona.
C) Sistema intrauterino liberador de levonorgestrel.
D) Pílulas de progestagênio isolado.
E) Dispositivo intrauterino de cobre.

70) Paciente do sexo feminino, 65 anos, IIG IIPc, encontra-se assintomática porém desejosa de melhorar sua qualidade
de vida. Não possui comorbidades. Nega outras cirurgias. Além de estimular atividade física e hábitos de vida saudável,
quais são recomendações que seu ginecologista deve fazer:
A) Prescrever antidepressivo e raloxifeno.
B) Prescrever terapia hormonal estrogênica transdérmica.
C) Prescrever terapia hormonal estroprogestativa via oral de baixa dose.
D) Prescrever terapia hormonal vaginal se queixa de secura vaginal.
E) Orientar ingesta diária de soja e evitar exposição solar.

71) Quadro clínico mais semelhante com a candidíase de repetição, caracterizado por prurido, dispareunia e corrimento
pastoso:
A) Vaginite por trichomoniase.
B) Vaginose bacteriana.
C) Vaginose citolítica.
D) Vaginite arófica.
E) Vaginite inespecífica.

72) Objetivo principal e a melhor idade gestacional para avaliar a translucência nucal e observar a presença do osso
nasal:
A) Avaliação da face fetal; entre 20 a 25 semanas.
B) Investigação de defeitos do tubo neural; entre 8 e 12 semanas.
C) Avaliação do risco de síndromes genéticas; entre 11 e 14 semanas.
D) Investigação de malformações cardíacas; entre 10 e 13 semanas.
E) Avaliação da morfologia fetal; entre 18 e 22 semanas.

73) A vacina DPTa (difteria, pertusis, tétano acelular)


A) não é recomendada na gestação pelos riscos de manifestações neurológicas fetais.
B) é recomendado a partir de 20 semanas de gestação em todas as gestantes.
C) é recomendado a partir de 28 semanas de gestação nas gestantes não vacinadas previamente.
D) é recomendado a partir de 24 semanas de gestação caso a gestante não tenha feito dose de reforço no último ano da
dupla antitetânica.
E) não é recomendada na gestação pois é composta por toxoides diftéricos e tetânicos.

74) É conduta correta numa paciente HIV+ em relação ao parto:


A) Utilizar 100 mg de AZT oral a cada 3 horas na ausência de AZT injetável durante o trabalho de parto até o
clampeamento do cordão umbilical.
B) Manter dose de manutenção de 1 mg/kg/hora de AZT durante o trabalho de parto e após o nascimento por via
vaginal, procede-se a ligadura do cordão umbilical oportuna com ordenha para diminuir risco de anemia do nascituro.
C) Indicar cesárea eletiva em gestante acima de 34 semanas com carga viral indetectável com dose de ataque de AZT 1
mg/kg na primeira hora.
D) Conduta obstétrica quando ocorrer rotura prematura das membranas antes das 34 semanas de gestação com dose de
ataque de de AZT 1 mg/kg na primeira hora.
E) Indicar cesárea eletiva em parturiente com dilatação menor que 4 cm e bolsa íntegra com carga viral " menor
ou igual" 1.000 cópias/mL ou desconhecida com infusão de AZT pelo menos 3 horas antes do parto.

75) Tem contraindicação absoluta para o parto vaginal


A) arritmia cardíaca maternal.
B) doença hipertensiva específica da gestação.
C) cesárea anterior com cicatriz segmentar.
D) placenta de inserção marginal sem sangramento.
E) descolamento prematuro de placenta quando o feto estiver vivo.

76) Em relação as definições de aleitamento materno, é INCORRETO:


A) Aleitamento materno exclusivo - criança suga leite diretamente da mama da mãe, não se incluindo o leite
originado por ordenha mecânica.
B) Aleitamento materno - criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado) independente de receber outros
alimentos.
C) Aleitamento materno predominante - criança recebe além do leite materno, água, chás, infusões ou suco de frutas.
D) Aleitamento materno complementado - criança recebe além do leite materno, alimento sólido ou semi-sólido com
finalidade de complementação e não substituição.
E) Aleitamento materno misto ou parcial - criança recebe leite materno e outros tipos de leite.

77) Em relação ao partograma, é correto afirmar:


A) A parada secundária de dilatação é diagnosticada por 2 toques sucessivos com intervalo de 1 hora no trabalho de
parto ativo.
B) O parto precipitado é diagnosticado quando a dilatação cervical e a descida e expulsão fetal ocorrem num
período de até 4 horas.
C) Não há necessidade de se registrar o uso da analgesia, porém deve-se anotar a intensidade das contrações uterinas, a
infusão de drogas, os batimentos cardíacos fetais, a dilatação cervical e a posição e descida do polo cefálico.
D) Por convenção, registra-se a dilatação cervical com um quadrado e a variedade de posição fetal com uma
circunferência.
E) Na fase ativa prolongada, a dilatação do colo ocorre numa velocidade menor que 1cm/hora e é indicativo de cesárea
quando ultrapassa a linha de alerta.

78) Na Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal estão


A) incluídas as parturientes que tenham ocorrência de morte fetal no II trimestre da gestação independente da causa.
B) incluídas as parturientes que apresentarem eliminação de mecônio até 6 horas antes do início do trabalho de parto.
C) incluídas as mulheres em trabalho de parto com parto normal planejado, seja espontâneo ou induzido, entre
37 e 42 semanas de gestação com feto único, vivo e em apresentação cefálica.
D) incluídas as mulheres em trabalho de parto prematuro após 34 semanas, já que algumas práticas e intervenções
podem ser semelhantes.
E) excluídas as parturientes que façam uso de ocitocina e o alívio farmacológico da dor por meio de peridural, opioides e
óxido nitroso.

79) Em relação a diabetes mellitus gestacional (DMG) segundo a OMS,


A) é a endocrinopatia mais comum da gestação e tem prevalência de 30% a 50% das gestações.
B) considera-se DMG quando a glicemia de jejum for de 92 a 125 mg/dL, 1 hora "maior que" 180 mg/dL ou 2
horas de 153 a 199 mg/dL, sendo que 1 ponto alterado na curva já faz diagnóstico.
C) se a glicemia plasmática estiver entre 92 e 125 mg/dL em jejum no primeiro trimestre, há necessidade de repetir o
exame no terceiro trimestre.
D) a investigação de DMG deve ser feita em todas as gestantes, mesmo naquelas com diabetes mellitus tipo 1.
E) a glicemia após sobrecarga acima de 200 mg/dL é um critério maior para o diagnóstico de DMG independente do
período gestacional.

80) No trabalho de parto, na apresentação


A) defletida de 2° grau o ponto de referência fetal é a glabela.
B) bregmática a linha de orientação é a sutura metópica.
C) facial o ponto de referencia fetal é o bregma.
D) pélvica incompleta, também denominada pelvipodálica, as coxas e as pernas estão fletidas.
E) pélvica a linha de orientação é o sulco intergluteo e o ponto de referencia fetal a pube.

81) Um programa de rastreamento de um problema clínico será implantado e, para tanto, é


A) irrelevante se o rastreamento é um processo contínuo e sistemático.
B) dispensável a avaliação da magnitude, transcendência e vulnerabilidade da doença.
C) necessário que a história natural da doença seja conhecida.
D) preciso que a doença não possa ser diagnosticada em estágio pré-clínico (assintomático).
E) importante que o benefício da detecção e do tratamento precoce com o rastreamento seja menor do que se a condição
fosse tratada no momento habitual de diagnóstico.

82) Paciente infectado pelo HIV-1, assintomático, encontra-se em programação para início de tratamento antirretroviral.
O médico solicitou teste para identificar a presença de antígeno criptocócico, o qual foi positivo. O requerimento desse
exame laboratorial é um exemplo do(s) nível(is) de prevenção
A) Terciária e quaternária.
B) Primária.
C) Secundária.
D) Terciária.
E) Quaternária.

83) Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o esquema vacinal de 2017 para febre amarela consiste em dose
A) a cada 10 anos, a partir dos 12 meses de idade.
B) única, a partir dos 9 meses de idade.
C) dupla, a partir dos 9 meses de idade.
D) a cada 10 anos, a partir dos 9 meses de idade.
E) única, a partir dos 12 meses de idade.

84) Para cada doente, o número aproximado de “alarmes falsos” é de

A) 200.
B) 20.
C) 40.
D) 80.
E) 160.

85) A prevalência da doença é de

A) 5,0%.
B) 0,50%.
C) 0,63%.
D) 2,45%.
E) 2,51%.

86) Sobre o rastreamento de câncer de próstata, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, é certo que
A) não acarreta risco de excesso de tratamentos.
B) não apresenta risco de excesso de diagnósticos.
C) as evidências científicas atuais demonstram que tem impacto relevante na taxa de letalidade da doença.
D) a estratégia do teste de antígeno prostático - PSA é boa, pois este teste não produz resultados falso-positivos.
E) não há recomendação para sua organização em programas.

87) Segundo a Nota Técnica Conjunta no 001/2015, do Instituto Nacional do Câncer e do Ministério da Saúde do Brasil,
o câncer de maior letalidade na população masculina brasileira é de
A) fígado e vias biliares.
B) cólon e reto.
C) próstata.
D) estômago.
E) traqueia, brônquios e pulmão.

88) Segundo o documento “Estimativa 2016: Incidência do câncer no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer José
Alencar Gomes da Silva, do Ministério da Saúde do Brasil, NÃO é fator de risco para câncer de próstata:
A) hiperplasia prostática benigna.
B) idade.
C) história familiar de câncer de próstata.
D) etnia/cor de pele.
E) aumento de peso corporal.

89) Segundo o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde do Brasil (2017), um Paciente com febre de
início súbito maior que 38,5 °C e artralgia ou artrite intensa de início agudo, não explicado por outras condições, sendo
residente ou tendo visitado áreas endêmicas ou epidêmicas até duas semanas antes do início dos sintomas, ou que tenha
vínculo epidemiológico com caso importado confirmado, é caso suspeito de doença causada pelo vírus
A) Rocio.
B) Zica.
C) Dengue.
D) Chikungunya.
E) Mayaro.

90) Analise a seguinte figura, onde 1, 2 e 3 representam diferentes tipos de desenhos de ensaios clínicos randomizados:
Corresponde ao tipo de desenho de um estudo cujos resultados indicaram, às 96 semanas, que 90% dos pacientes que
receberam 400 mg do tratamento padrão e 90,6% dos pacientes que receberam 600 mg do tratamento controle tinham
atingido o desfecho primário do estudo (diferença −0.6, intervalo de confiança 95% −5.2 a 4.0; P = 0.72):

A) 2 ou 3.
B) 1.
C) 2.
D) 3.
E) 1 ou 2.

91) A Portaria n° 204 de 2016, do Ministério da Saúde do Brasil, define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de
Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública em todo o território nacional. São doenças de notificação imediata
(menor ou igual a 24 horas):
A) Febre maculosa e esquistossomose.
B) Sarampo e leptospirose.
C) Cólera e tuberculose.
D) Sífilis congênita e rubéola.
E) Dengue-casos e dengue-óbitos.

92) Uma epizootia de febre amarela em um primata, associada à evidência de circulação viral em vetores, outros
primatas não humanos, ou humanos, no local provável de infecção, é classificada como
A) descartada.
B) em investigação.
C) confirmada, por critério laboratorial.
D) confirmada, por vínculo epidemiológico.
E) indeterminada.

93) Na Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde do Brasil (2017), a seguinte definição Paciente com
quadro discreto de febre moderada, de início súbito, que dura de 2 a 3 dias, e sintomas generalizados inespecíficos (mal-
estar, adinamia, anorexia, cefaleia e outros) e erupção cutânea pápulo-vesicular, que se inicia na face, couro cabeludo ou
tronco (distribuição centrípeta-cabeça e tronco), corresponde a caso suspeito de
A) herpangina.
B) varicela.
C) mononucleose infecciosa.
D) doença mão-pé-boca.
E) doença herpética.

94) O cálculo da taxa de mortalidade infantil utiliza o denominador de


A) 1.000.000 nascidos vivos.
B) 100 nascidos vivos.
C) 1.000 nascidos vivos.
D) 10.000 nascidos vivos.
E) 100.000 nascidos vivos.

95) Segundo o documento “Estimativa 2016: Incidência do câncer no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer José
Alencar Gomes da Silva, do Ministério da Saúde do Brasil, câncer de cólon e reto
A) é considerada doença sem correlação com “estilo de vida”.
B) apresentou maior taxa em pacientes do sexo feminino na maioria das regiões geográficas, apesar da incidência ser
semelhante entre os sexos.
C) apresentou taxas de mortalidade mais baixas em homens, do que em mulheres, exceto no continente africano.
D) apresentou um padrão de aumento da incidência nos últimos anos em alguns países desenvolvidos (por exemplo,
Estados Unidos).
E) pode ser prevenido e detectado precocemente devido à história natural da doença.

96) Paciente do sexo masculino, 10 meses de idade, apresentou diarreia e vômitos de moderada intensidade durante 3
dias, quando o quadro se intensificou. Deu entrada no Pronto-Socorro muito desidratado e com sinais de desnutrição
moderada. Três dias depois da admissão hospitalar, apresentou aspiração de vômitos, evoluindo com broncopneumonia.
O quadro se agravou e o paciente faleceu no quinto dia da internação. No atestado de óbito, a causa básica deve ser
A) Desnutrição moderada.
B) Broncopneumonia.
C) Aspiração de vômitos.
D) Vômitos.
E) Gastroenterocolite.

97) Paciente de 74 anos de idade, sofreu acidente cerebrovascular que resultou em hemiparesia no hemicorpo esquerdo.
A realização de reabilitação desse déficit motor é um exemplo do(s) nível(is) de prevenção
A) Terciária e quaternária.
B) Primária.
C) Secundária.
D) Terciária.
E) Quaternária.

98) Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, as vacinas recomendadas para os 2 meses de vida não incluem aquelas
para
A) doenças invasivas e otite média aguda causadas por alguns sorotipos de Streptococcus pneumoniae.
B) hepatite B.
C) meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B.
D) doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis do sorogrupo C.
E) diarreia por rotavírus.

99) Constituem estratégias de prevenção da reurbanização da febre amarela, EXCETO:


A) Eliminar o Aedes aegypti em cada território ou manter os índices de infestação muito próximos de zero.
B) Induzir a manutenção de altas taxas de cobertura vacinal em áreas infectadas por Aedes aegypti, nas áreas com
recomendação de vacina no país.
C) Orientar o uso de proteção individual das pessoas que vivem ou adentram áreas enzoóticas ou epizoóticas.
D) Isolar os casos suspeitos durante 14 dias, em áreas infectadas pelo Aedes aegypti.
E) Implementar a vigilância laboratorial das enfermidades que fazem diagnóstico diferencial com febre amarela.

100) Em 2015, o Instituto Trata Brasil, especializado em saneamento, informou que o percentual de esgotos tratados no
país é de
A) 82,67%.
B) 22,67%.
C) 42,67%.
D) 52,67%.
E) 62,67%.