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de raciocínio e o melhor que não traz resultado principalmente quando vamos
entendimento sobre o aprender algo que ainda não
conteúdo sabemos

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“O conhecimento quando compartilhado é muito melhor, pois, todos são beneficiados com novas formas de enxergar o mundo”

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DIREITO CIVIL
Antes de iniciar o conteúdo é importante enxergar em qual parte estamos na linha do tempo do estudo do Direito Civil

No Direito Civil Parte Geral estudamos: Pessoa, Bem e Atos No Direito Contratual ou Contratos em Espécie estudamos o
Jurídicos (Atos Jurídicos “lato sensu; Aquisição e Extinção e vínculo das obrigações estipuladas entre pessoas
Negócios Jurídicos (Ato ilícito e Contratos)
E neste momento, no Direito das Coisas ou Direito Real,
No Direito das Obrigações estudamos a obrigação entre as iremos estudar o vínculo entre pessoa e objeto
pessoas

Direito das Coisas ou Direitos Reais

TÓPICO 1 – NOÇÕES GERAIS

Noções Gerais  PRINCÍPIOS

Vamos começar estudando alguns princípios que caracterizam os Direitos Reais:

1) Princípio do Absolutismo – O Direito Real é erga omnes 6) Princípio da Exclusividade – Não podem existir dois
(vale para todos) Direitos Reais contraditórios sobre a mesma coisa
2) Princípio da Publicidade – Se for Coisa Imóvel os 7) Princípio da Sequela – Prerrogativa de obter, perseguir
Direitos Reais somente se adquirem após o registro no a coisa em poder de quem quer que ela esteja. O
Cartório de Imóveis, se for Coisa Móvel se adquire com detendo do Direito Real tem o direito de perseguir a
a tradição (com a troca) coisa aonde quer que ela esteja e com quem ela esteja
3) Princípio da Tipicidade – O Direito Real é taxativo, ou 8) Princípio da Aquisição de Posse – Os Direitos Reais são
seja, somente aquele que a Lei especificar (art. 1225 do passíveis de posse, por exemplo, alguns Direitos Reais
CC) adquirem-se pela usucapião, ou seja, a propriedade não
4) Princípio da Atualidade – O Direito Real exige a se perde pelo não uso, mas sim por outra pessoa estar
existência atual da coisa, ex.: cachorro morto não é mais usando-a algum tempo
meu 9) Princípio da Preferência – Os Direitos Reais gozam de
5) Princípio da Individualização – O objeto do Direito Real preferência no rateio (divisão) entre dois credores
é sempre certo e determinado diversos de um mesmo devedor

Noções Gerais  CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS REAIS

Direitos Reais sobre Coisa Própria: É o Direito Real pleno, aquilo que é de propriedade sua

Direitos Reais sobre Coisa Alheia: Subdivide em:

1. Direitos Reais sobre Coisa Alheia de Fruição 2. Direito Reais sobre Coisa Alheia de Garantia
Ex.: Usufruto, uso, habitação, servidões, a concessão Ex.: Penhor, hipoteca, anticrese, direito do promitente
especial para fins de moradia comprador de imóvel

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TÓPICO 2 – DA POSSE

O que iremos estudar nesse tópico:

TEORIAS TERMINOLOGIAS CLASSIFICAÇÃO

AQUISIÇÃO EFEITOS TUTELA

Posse é um Fato ou Direito?

É uma situação de fato que gera um Direito, podemos dizer que POSSE é um direito especial que estuda dentro dos Direitos das
Coisas, mas não é um Direito Real

Elementos constitutivos – “corpus” = apreensão física, contato material com a coisa; “animus” = intenção de ter a coisa como sua

Da Posse  TEORIAS SOBRE A POSSE

SAVIGNY
IHERING
Teoria Subjetiva
Teoria Objetiva
Para que haja posse há a necessidade de
Para haver posse basta a presença do
estarem presentes os elementos "corpus"
"corpus" + ausência de obstáculo legal
(contato físico) + "animus" (intenção de
para a aquisição da posse
ter a coisa pra si, como proprietário)

A Teoria adotada pelo Código Civil foi a de IHERING – Arts. 1198 e 1208 CC

Para Ihering é um Direito, para Savigny é um Fato. Como não está descrito no rol taxativo do art. 1225 CC, mas está inserido dentro
dos direitos reais, a maioria da doutrina a considera um fato que acarreta ou gera direitos, portanto, uma categoria jurídica própria
especial, “sui generis”

Da Posse  TERMINOLOGIAS

“Jus possidendi” (Direito de Possuir) - É a faculdade de “Jus possessionis - É a faculdade de possuir com base na
possuir com base em uma situação jurídica preexistente (Ex. mera relação de fato, sem necessidade de título preexistente
proprietário, locatário, usufrutuário, etc.) (Ex. aquele que cultiva terra abandonada sem relação jurídica
ou título que lhe justifique a posse)

Da Posse  CLASSIFICAÇÃO DA POSSE

● Posse Direita e Posse Indireta (art. 1197 CC): Posse aquela não marcada pelos vícios da violência,
Direita ocorre quando todos os elementos da posse clandestinidade e precariedade (“nec vi”, “nec clan”,
“corpus” e “animus” encontram-se reunidos na mesma “nec precário”), Posse Injusta é aquela em que estão
pessoa; Posse Indireta ocorre quando há cessão dos presentes tais vícios
poderes diretos fáticos sobre a coisa (sempre via relação ● Posse de Boa e Má-fé: Boa Fé tem aquele que ignora os
jurídica), a divisão da posse é qualitativa vícios da posse (art. 1201 CC) ou os obstáculos para a
● Posse Justa e Posse Injusta (art. 1200 CC): Posse Justa é aquisição da coisa, Má Fé tem aquele que conhece tais

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obstáculos, ou seja, que tem consciência da invoca para obtenção os interditos (ações possessórias).
ilegitimidade do seu direito Para a posse “ad usucapionem” exige-se posse com
● Posse “ad interdicta” e “ad usucapionem”: Para a posse requisitos especiais (tempo mínimo, “animus domini”,
“ad interdicta” basta a demonstração dos elementos posse pacífica, etc), ou seja, invoca para a obtenção da
“corpus” e “animus”, ou “corpus” e ausência de usucapião
impedimento legal para aquisição da posse, ou seja, se

Da Posse  AQUISIÇÃO DA POSSE

Art. 1204 CC: Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de qualquer dos poderes
inerentes à propriedade

Art. 1.205 CC: A posse pode ser adquirida:

I - pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante

II - por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação

Seguindo a Doutrina de Ihering, para verificar se alguém adquiriu a posse basta constatar se ocorre uma situação de
“corpus” + ausência de obstáculo legal para aquisição da posse

Mas o Código preferiu discriminar os modos de aquisição da posse:

Da Posse  Aquisição da Posse  Modos de Aquisição Originária

Apreensão: Por ato unilateral, sem qualquer ligação ou Exercício do Direito: Objetivando a utilização ou função da
consentimento do possuidor anterior, ou seja, não há coisa, ou seja, não basta a mera aptidão abstrata. A posse do
transmissão de posse anterior. (Ex. peixes adquiridos pelo direito se adquire pelo seu exercício
pescador)
Disposição do Direito: Quem dispõe de algo, exterioriza a sua
posse (Ex. dar em comodato de outrem revela que a pessoa
adquiriu a posse, pois a desfrutava)

Da Posse  Aquisição da Posse  Aquisição Derivada ou Bilateral

Quando existe nexo de causalidade entre a posse anterior e a


atual, pode ser:

Por Tradição: Real (entrega efetiva da coisa) ou simbólica (Ex.


Por Sucessão Hereditária: O herdeiro recebe a posse
entrega das chaves)
automaticamente no exato momento da morte do seu
Pelo Constituto Possessório: O alienante conserva a coisa em antecessor, mesmo que não haja apreensão (art. 1784 CC)
seu poder, mas sob outro título (Ex. vende o imóvel, mas
continua na posse como inquilino)

OBS¹.: Na aquisição por “causa mortis” e a título universal o possuidor recebe a posse com todos os réus, vícios e qualidades. O
herdeiro simplesmente fica no lugar do morto
OBS².: Na aquisição por ato “inter vivos” e a título singular o adquirente recebe nova posse, podendo juntar ou não à do seu
antecessor (art. 1207 CC) para efeito da usucapião, mas, neste caso, assume os riscos da posse anterior

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Da Posse  Aquisição da Posse  EXCEÇÃO DA COMPOSSE

Art. 1199 CC – Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que
não excluam os dos outros compossuidores

A posse de uma pessoa anula a de outra (princípio da A composse não se fraciona em partes certas, mas tão
exclusividade). Porém, por convenção ou título hereditário, somente em partes ideais. Assim, perante terceiros, cada um
pode-se instituir condomínio e, dessa forma, pode haver dos compossuidores procedem como se fossem um único e a
também a composse, uma vez que a posse é o sinal exterior todos são assegurados a utilização da coisa, a divisão da
da propriedade posse é quantitativa

Da Posse  EFEITOS DA POSSE

Previsão nos arts. 1210/1222 CC

● Conduz a Usucapião: Decorre da posse prolongada, ou seja, a propriedade não é perdida pelo não uso, mas sim pelo uso,
desta forma a posse prolongada conduz a usucapião
● Presunção “juris tantum” de propriedade: Significa que admite prova em contrário. Ex. determinado objeto está comigo,
presume-se que está sob a minha posse e também é minha propriedade, porém o objeto pode estar sob a minha posse mas
ser de propriedade de outro, por isso a posse é juris tantum, admite prova em contrário
● Percepção dos Frutos: Frutos são riquezas/utilidades que a coisa produz sem que haja alteração de sua substância (art. 95 CC);
Podem ser:
o Naturais – São os que se renovam por força Os frutos ainda podem ser:
orgânica da própria natureza; Ex. laranjas, peras, o Pendentes – Quando ainda unidos à arvore que os
tomates, ovos, leite etc. produziu tanto pelos ramos quanto pelas raízes.
o Industriais – São os devidos à atuação do homem Depois de colhidos denominam-se percebidos.
sobre a natureza como a produção de uma fábrica. Armazenados ou acondicionados para venda são
Ex. indústria, fábrica estantes. Os que deveriam ter sido, mas ainda não
o Civis – São as rendas provenientes da utilização de foram colhidos, chamam-se percipiendos.
coisa frutífera, como juros e alugueis Consumidos são os que já foram utilizados

Da Posse  TUTELA DA POSSE

Diferença: Turbação = Toma parte do bem | Esbulho = Toma o bem inteiro

Da Posse  Tutela da Posse  Autotutela (Art. 1210 §1º CC)

Só pode ser exercida pessoalmente e de forma proporcional à agressão. É a legítima defesa da posse enquanto estiver ocorrendo a
turbação e o desforço imediato, quando o possuidor sofre esbulho e, já tendo perdido a posse, a retoma ainda no calor dos
acontecimentos

Da Posse  Tutela da Posse  Ações Possessórias (Art. 1210 a 1229 CC c.c art. 560 a 568 CPC)

São meios defensivos previstos no Código para resolver invasões e problemas que aconteceram na propriedade da pessoa. Todavia
será discutida invasão na posse, e não a propriedade. As modalidades são:

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Ações Possessórias em Sentido Estrito

Reintegração de Posse Manutenção da Posse Interdito Proibitório

Art. 1210 CC c.c art. 560 CPC Art. 1210 CC c.c art. 561, IV CPC Art. 1210 CC c.c art. 567 CPC

Visa restaurar a posse desfeita pelo Visa impedir o desapossamento que Tem caráter preventivo e visa
esbulho. O esbulhado perde a posse ainda não ocorreu, mas que já atos impedir que o esbulho e a turbação
turbativos (dificulta ou embaraça o comecem. Pode ser usado preceito
exercício) cominatório

Princípio da Fungibilidade da Ação Possessória é o caso de não saber com qual modalidade de ação possessória ajuizar, sendo
assim usa-se esse princípio para que o Juiz adeque a modalidade a ser usada (art. 554 CPC)
Caráter dúplice das ações possessórias: Qualquer dos litigantes pode assumir a posição de autor ou réu. Portanto, é lícito ao réu
pleitear seu direito e reclamar perdas e danos na própria contestação (Art. 556 CPC)

Outras Ações Consideradas Possessórias

Tem natureza possessória para defender a posse:

Embargos de Terceiro Imissão de Posse

Art. 674 a 681 CPC Embora sem previsão legal no CC e no CPC, é admitida no rito
ordinário. Visa entregar a posse a quem nunca a teve,
Se a ofensa à posse (turbação ou esbulho) decorrer ato
permitindo a quem adquiriu um bem e tem a posse jurídica
judicial (penhora, arresto, etc.), o remédio adequado são os
ou de direito, passe a ter também a posse de fato
embargos de terceiro

Requisitos para os Embargos:

Que o embargante seja o dono ou possuidor da coisa

Existência de processo judicial no qual o embargante não


seja parte

A concretização de turbação ou esbulho por ato judicial

Ritos das Ações Possessórias

Em princípio, seguem o Rito Ordinário. Se o esbulho datar de menos do que UM ANO E UM DIA, cabe liminar (Ação de Força Nova)
Se datar de MAIS DE UM ANO E UM DIA não cabe liminar (Ação de Força Velha). O prazo de ano e um dia contam a partir da
consumação do esbulho ou turbação (quando não há mais resistência do possuidor)

Foro Competente: Se for sobre bens móveis o foro competente será em regra no domicilio do réu (art. 46 CPC) e se tratar de bens
imóveis a competência será o foro da situação da coisa (Art. 47 CPC)

Aqui terminamos o estudo da posse, agora vamos estudar sobre Propriedade

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TÓPICO 3 – PROPRIEDADE

Propriedade  NOÇÕES GERAIS

É o Direito que toda pessoa física ou jurídica tem dentro dos limites normativos de usar, gozar e dispor de um bem, corpóreo ou
incorpóreo, bem como de reivindicá-lo de quem quer que injustamente o detenha

É o Direito Real MAIS AMPLO e de MAIOR CONTEÚDO

Art. 1228 CC – “O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a
possua ou detenha”

Propriedade  Noções Gerais  Elementos Constitutivos

Jus utendi: É a prerrogativa de tirar do bem todos os serviços Jus fruendi: É o direito de perceber os frutos e de utilizar os
produtos da coisa; Direito de Fruir
que ele pode prestar, sem que haja alteração em sua

substância; Direito de Usar

Jus abutendi ou disponendi: É o direito de poder dispor da coisa


Reinvidicatio: É o poder que tem o proprietário de mover ação
ou o poder de aliená-la a título gratuito ou oneroso, abrangendo
para obter o bem de quem quer que injustamente o detenha;
também o poder de consumi-la e o poder de gravá-la de ônus
Direito de Reivindicar
ou submetê-la ao serviço de outrem. Direito de Dispor

Propriedade  Noções Gerais  Características da Propriedade

Caráter absoluto: Por ser “erga omnes”, e de titular poder Caráter exclusivo: Uma coisa não pode pertencer com
desfrutar do bem como quiser, sujeitando-se apenas às exclusividade e simultaneamente a duas ou mais pessoas.
limitações legais impostas em razão do interesse público OBS.: Condomínio é uma a propriedade dividida em
ou da coexistência do direito de propriedade de outros partes ideais, sendo assim não exclui o caráter exclusivo
titulares (art. 1231 CC)
Caráter perpétuo: O Direito de propriedade não se perde Caráter elástico: A propriedade pode ser diminuída ou
pelo não uso, mas se adquire pelo uso aumentada

Propriedade  Noções Gerais  Função Social da Propriedade

A propriedade cumpre a sua função social quando respeita a riqueza do desenvolvimento social, ao meio ambiente e cumpre as
legislações - Art. 5º, XXIII CF c.c art. 1228 §§ 1º e 2º CC

Os valores perseguidos, além do interesse individual, são da Coletividade, do Meio Ambiente ecologicamente equilibrado como a
fauna, flora, patrimônio histórico, água e ar, e a Utilização da Propriedade em prol do desenvolvimento da riqueza social

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Propriedade  Noções Gerais  Espécies, Sujeitos e Extensão da Propriedade

Quanto à Extensão do Direito do Titular Quanto a Perpetuidade do Domínio

Propriedade Plena: Quando todos os elementos constitutivos Propriedade Perpétua: É a que tem duração ilimitada
se acham reunidos na pessoa do proprietário – Art. 1231 CC Propriedade Resolúvel: É a que encontra no seu próprio
Propriedade Restrita: Quando se desmembram um ou alguns título constitutivo uma razão de sua extinção, ou seja, as
dos seus poderes, que passam a ser de outrem. Ex.: Hipoteca, próprias partes estabelecem um prazo limitado para extinguir
penhor o domínio da propriedade

Sujeitos da Propriedade Extensão da Propriedade

Qualquer pessoa física ou jurídica. Estrangeiro depende de A propriedade se estende na vertical, tanto para o subsolo ou
autorização do INCRA para comprar imóvel rural acima de para o céu, na proporção da necessidade, até onde tenha
determinada dimensão (Lei 5709/71). Ascendente, não pode interesse e utilidades. Entretanto os as jazidas e demais
vender a descendentes sem autorização dos demais recursos minerais e potenciais de energia hidráulica NÃO
pertencem ao proprietário, mas sim a UNIÃO

Propriedade  AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL

Somente se adquire com o Registro no Cartório de Registro de Imóveis (art. 1245 CC). A lei 6015/73 regulamenta o registro de
imóveis

Propriedade  Aquisição Imóvel  Aquisição da Propriedade Imóvel pela ACESSÃO

Aquisições previstas nos Arts. 1248 ao 1257 CC

1. Formação de ilhas 3. Aluvião

Em rios navegáveis são públicas em rios não navegáveis são São acréscimos, os depósitos e os aterros naturais que o rio
particulares. As particulares são atribuídas aos proprietários anexa vagarosamente às margens de modo sucessível e
ribeirinhos na proporção de suas testadas (a distância da imperceptível. Pertence aos proprietários dos imóveis
lateral do terreno até o meio do rio). Se estiver no meio do ribeirinhos, salvo se for águas públicas
rio, a ilha pertencerá aos proprietários ribeirinhos a partir do
eixo do rio. Se for formada a ilha pelo desdobramento de
novo braço de rio, pertence aos proprietários dos terrenos à 4. Avulsão

custa dos quais se formaram (Art. 24 Código Águas) É a desagregação violenta de uma porção de imóvel para se
juntar a outro. No prazo de UM ANO o proprietário que sofre
a avulsão pode reclamar do que recebeu a remoção da coisa
2. Álveo abandonado ou indenização
Álveo significa o leito do rio. Se for particular o rio, o direito
dos proprietários ribeirinhos vai até o meio do eixo do rio, de
acordo com suas testadas

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5. Construção de Obras ou Plantações - Art. 1253/1257 CC

Presunção: Todas as construções/plantações foram feitas pelo proprietário

● Semeadura, plantação ou construção em terreno próprio com material alheio (art. 1254 CC): Quem planou/construiu fica
com o material, mas fica obrigado a pagar o respectivo valor. Se agiu de má-fé, responde, também por perdas e danos
● Semeadura, plantação ou construção em terreno alheio com material próprio (art. 1255 CC): Quem plantou/construiu, perde
o material em proveito do proprietário do solo. Se procedeu de boa-fé, tem direito à indenização

EXCEÇÃO: Se o valor da construção ou plantação exceder consideravelmente o valor do terreno, aquele que plantou ou
construiu de boa-fé, pode adquirir a propriedade do solo, mediante pagamento de indenização (judicialmente fixada, se não
houver acordo – art. 1255, § único CC)
ATENÇÃO: Se houve má-fé de ambas as partes, o proprietário do terreno fica com as sementes/construções, mas indeniza o
valor das acessões

6. Construção feita Parcialmente em Solo Alheio - Art. 1258/1259 CC

Se a invasão for em parte não superior à 20ª parte do solo Se a área invadida for superior a 20ª parte (5%) do solo
alheio, o construtor adquire a propriedade do solo invadido invadido, o invasor de boa-fé terá direito de adquirir a
desde que: propriedade do solo invadido desde que pague indenização
➢ Esteja de boa-fé que englobe:
➢ O valor da construção seja maior do que o valor da ➢ Valor que a invasão acrescer à construção
parte do solo invadido ➢ Valor da área invadida
➢ Indenize o proprietário do solo pelo valor da área ➢ Valor correspondente à desvalorização da área
invadida e pela desvalorização da área remanescente invadida
Se, a invasão for de área superior à 20ª parte (5%) da área
Se a área invadida NÃO for superior à 20ª parte (5%) do solo
invadida e o invasor agiu de má-fé, não se confere o direito
alheio e o construtor agiu de má-fé, terá de demolir o que
de aquisição do solo invadido, devendo o invasor demolir o
construiu. Se não for possível a demolição o que construiu
que construiu no solo alheio, além de pagar em dobro as
(Ex. comprometer a estrutura do prédio, o construtor (de má-
perdas e danos que foram apuradas
fé) terá direito de adquirir a parte invadida desde que pague
o valor equivalente a 10 vezes o valor que deveria pagar se
estivesse de boa-fé

Propriedade  Aquisição Imóvel  Aquisição da Propriedade Imóvel pela USUCAPIÃO

É também denominada de prescrição aquisitiva porque concorrem para a aquisição da propriedade a inércia do titular e o tempo
de posse

Considerações gerais

Requisitos Pessoais

O usucapiente deve ser pessoa (natural) capaz. Incapazes devem ser representados. Relativamente incapazes podem por ato
próprio adquirir a posse e mantê-la pelo tempo necessário à usucapião

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Já, se o proprietário for incapaz, o prazo não flui em seu desfavor. Se o prazo para usucapião já se iniciou, ficará suspenso até que o
proprietário complete 16 anos. (Art. 198, I e 1244 CC)

Pessoa jurídica pode ser ré e só pode adquirir por usucapião se exercer a posse e a modalidade da usucapião pretendida não exija
como requisito a moradia

OBS.: Bens públicos não podem ser usucapidos (Art. 120 CC e art. 191 § único CF)

Requisitos Reais

Só é possível pedir usucapião de Bens móveis e imóveis. Ex.: Não é possível usucapir o ar

OBS.: Não comportam usucapião bens de absolutamente incapazes e os bens nas situações dos arts. 197 e 198 CC

Ex.: No caso de uma pessoa estar morando em uma casa há dois anos, e a proprietária do imóvel falece, passando a propriedade
para um herdeiro absolutamente incapaz, o prazo de contagem para a usucapião suspende, e somente irá voltar quando completar
16 anos, tornando-se relativamente incapaz

Requisitos Formais

Posse e tempo são os elementos essenciais para a Usucapião. A posse deve ser mansa, pacífica, contínua e com ânimo de
proprietário “animus domini”.

Posse mansa, pacífica e tranquila é aquela da qual não houve por parte do proprietário qualquer contestação

Contínua é a que não sofreu interrupção, transcorrendo no tempo, sem intervalo

Justo título é aquele potencialmente hábil para a transferência de domínio. A doutrina tradicional exige o registro. A jurisprudência
moderna o dispensa

Boa fé é a crença do possuidor de que a coisa realmente lhe pertença

Formas de adquirir por Usucapião

Usucapião
Extraordinária

Usucapião Especial
Usucapião Ordinária
Urbana Coletiva

Usucapião Especial
Usucapião Especial Rural
Urbana

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Propriedade  Aquisição de Propriedade Imóvel  Usucapião Extraordinária

Prevista no Art. 1238 CC - É a modalidade de Usucapião que exige menos requisitos para a sua concessão, pois é também a que
exige mais prazo

Há duas modalidades de Usucapião Extraordinária:

Posse mansa,
1ª Modalidade Animus
Posse Pública pacífica e 15 anos
(caput do art) Domini
contínua

Posse mansa, Usucapiente


2ª Modalidade Animus residir no
Posse Pública pacífica e 10 anos imóvel ou nele
(§ único do art) Domini
contínua fizer obras

OBS.: Estas 2 modalidades de usucapião independem de boa-fé e de justo título

OBS.²: Observe que quanto mais tempo menos requisitos são exigidos

Propriedade  Aquisição de Propriedade Imóvel  Usucapião Ordinária

Prevista no Art. 1242 CC – Essa modalidade de Usucapião exige a boa fé e o justo título, por outro lado o prazo é menor

Relembrando:

Justo título: Traduz-se em documento em que o possuidor A boa-fé é a decorrência do fato do possuidor desconhecer
acredite que a coisa lhe pertence, mas, na realidade, é que prejudica o direito alheio. Impõe como expressão de um
portador de um documento viciado, cujo defeito o impede de estado psicológico, subjetivo, no qual o possuidor ignora a
adquirir legitimamente a coisa ilegitimidade de sua situação jurídica

Posse mansa,
Usucapião Animus Justo título e
Posse Pública pacífica e 10 anos
Ordinária Domini
contínua
boa fé

Reduz o prazo Adquirido onerosamente com registro em cartório, cancelado


Exceção para 5 anos se posteriormente e que o possuidor estabeleceu moradia, ou realizou
o imóvel foi: investimento de interesse social e econômico

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Propriedade  Aquisição de Propriedade Imóvel  Usucapião Especial Rural

Prevista no Art. 191 CF e no Art. 1239 CC – Veio pela CF como parte política da reforma agrária. Essa modalidade também é
conhecida por PRO LABORE

Posse mansa, Área em zona rural


Animus
Requisitos pacífica e nao superior a 50
Domini
contínua hectares

Nao ser proprietário de outro


. 5 anos
imóvel urbano ou rural

OBS¹.: Observe que para essa modalidade NÃO é exigido justo título e nem boa-fé

OBS².: Essa modalidade só é possível para pessoa física

OBS³.: Caso o possuidor tenha posse de uma área de 90 HECTARES, poderá entrar com Usucapião Especial Rural apenas sob 50
hectares desta área, e posteriormente entrar com outra ação que não seja Usucapião Especial Rural, para adquirir o restante

Propriedade  Aquisição de Propriedade Imóvel  Usucapião Especial Urbana

Prevista no Art. 183 CF, no Art. 1240 CC e nos arts. 9 a 14 da Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade)

Essa modalidade de usucapião por objetivo conceder moradia para pessoas carentes. Seus requisitos são:

Posse mansa,
Animus Área urbana nao
Requisitos Posse Publica pacífica e
Domini superior a 250 m²
contínua

Moradia do Só pode ser


Nao ser proprietário
. possuidor e sua requerido 5 anos
de outro imóvel
família uma vez

No caso da propriedade que era dividida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que


Exceção
abandonou o lar os requisitos serão outros:

2 anos
Imóvel urbano até Não ser proprietário
. ininterruptos e
250m² de outro imóvel
sem oposição

OBS.: Para a usucapião especial não é possível pedir uma fração de 250 m² do terreno, e deixar de lado a outra parte

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Propriedade  Aquisição de Propriedade Imóvel  Usucapião Especial Urbana Coletiva

Prevista no art. 10 da Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade)

Essa modalidade de usucapião por objetivo conceder moradia de forma coletiva para pessoas carentes. Seus requisitos são os
mesmos exigidos na Usucapião Especial Urbana acrescentado de:

Requisitos a Exige aglomeração de Não ser copossuidores e


mais ocupantes com baixa renda proprietários de outro imóvel

Possibilidade de não ser possível individualizar a área ocupada por


.
cada um

OBS¹.: Na sentença que a reconhecer, o Juiz deve designar as frações ideais de cada um dos copossuidores

OBS².: O condomínio assim formado é uno e indivisível, mas os copossuidores (condôminos) podem dissolvê-lo mediante
deliberação de, pelo menos, 2/3 dos condôminos

Propriedade  AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL

Modos de adquirir a propriedade móvel:

Usucapião Achado de
Ocupação Tradição Especificação Confusão Comistão Adjunção
Móvel Tesouro

Propriedade  Aquisição de Propriedade Móvel  Usucapião de Coisa Móvel

USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA (art. 1261 CC) USUCAPIÃO ORDINÁRIA (art. 1260 CC)

Requisitos Requisitos

Posse Posse
Mansa, Contínua e Pacífica Mansa, Contínua e Pacífica
5 Anos 3 Anos
Justo Título (expresso em qualquer documento que indique
a transmissão da posse, mas que não seja idôneo para
transferir a propriedade)
Boa-Fé, (ter a convicção de que a possui legitimamente,
embora isso não corresponda a verdade)

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Propriedade  Aquisição de Propriedade Móvel  Ocupação

Modalidade de aquisição da propriedade móvel por quem tomar posse ou apreender coisa sem dono com o objetivo de torna-la sua

Pressupostos para que a coisa seja considerada abandonada:

a) Pressuposto objetivo ou derreição, que se evidencia pelo abandono material da coisa


b) Pressuposto subjetivo, traduzido na vontade de não se ter mais a coisa como sua

É considerada forma de aquisição originária da propriedade, pois não há transmissão de um proprietário a outro

Apreensão da “res nullius” é outra modalidade de aquisição, Apreensão da “res derelicta” teve dono, mas foi abandonada,
pois não tem proprietário, ex.: pegar peixe em um rio. (coisa o dono quis abandonar a matéria, teve a intenção; essas duas
que nunca teve dono) modalidades são passíveis de ocupação

Propriedade  Aquisição de Propriedade Móvel  Achado de Tesouro

Tesouro: Depósito antigo de coisas preciosas, oculto, sem dono conhecido

Os objetivos, assim encontrados, pertencerão:

a) Ao proprietário do prédio, se for achado por ele ou em pesquisa que ele ordenou ou por terceiro não autorizado (se invadir o
terreno proibido de um proprietário, o tesouro achado será somente do proprietário do terreno)
b) Ao proprietário do prédio e a terceiro que tenha encontrado casualmente, dividindo-o em partes iguais

OBS.: Se for possível identificar o dono, não será considerado tesouro

Propriedade  Aquisição de Propriedade Móvel  Tradição

É a entrega da coisa móvel pelo transmitente ao adquirente com a intenção de lhe transferir o domínio

Modalidades de tradição Circunstâncias que levam à tradição

a) Real – Entrega efetiva da coisa (antes = direito a) Quando o transmitente cede ao adquirente o direito à
obrigacional/pessoal) restituição da coisa
b) Simbólica – Se perfaz por um ato representativo da b) Quando o adquirente já está na posse da coisa
alienação (ex.: Entrega das chaves de um veículo)
c) Ficta – Na hipótese de constituto possessório (O
alienante conserva a coisa em seu poder, mas sob título
de outra pessoa)

Propriedade  Aquisição de Propriedade Móvel  Especificação

Modo de adquirir a propriedade mediante transformação de coisa móvel em espécie nova em virtude de trabalho ou indústria do
especificador, sem que possa voltar a forma anterior

Matéria Prima Parte Alheia: O especificador fica com a coisa Matéria Prima Toda Alheia: Se boa-fé do especificador, fica
nova, mas indeniza o proprietário da matéria prima o com a coisa nova indenizando o dono da matéria prima; Se
equivalente a sua parte má-fé do especificador, a coisa nova fica para o dono da
matéria prima. Se não quiser a coisa nova, tem direito à
indenização

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Propriedade  Aquisição de Propriedade Móvel  Confusão, Comistão e Adjunção

Confusão – Mistura de líquidos Comistão – Mistura de sólidos Adjunção – Justaposição de uma


coisa à outra

OBS¹.: Se não for possível separá-las, forma-se um condomínio com quotas proporcionais ao valor da coisa que agregou ao todo

OBS².: Se puder considerar uma das coisas como principal em função do valor, o dono dessa coisa, fica com o todo indenizando os
demais

Propriedade  PERDA DA PROPRIEDADE

Formas de perder a propriedade:

Perecimento do
Alienação Renúncia Abandono Desapropriação Arrematação
objeto

Adjudicação Usucapião Acessão

TÓPICO 4 – DIREITO DE VIZINHANÇA

Quando se trata do uso anormal da propriedade o Direito aparece para tutelar e colocar regras entre os vizinhos

Os três valores que sempre serão levados em conta e precisam ser preservados são a Segurança, o Sossego e a Saúde (3 Ss)

Alguns critérios para a composição do conflito Soluções para o conflito

A pré-ocupação – Quem ocupou o lugar primeiro tem Leva-se em conta a normalidade, com base no homem
preferência médio
A natureza da ocupação Busca-se reduzir o incômodo, para adequá-los às
A localização do prédio proporções normais
As normas relativas às edificações Não sendo isso possível, determina-se a cessão de
Limites da tolerância dos vizinhos com base no homem atividade
médio – Nem o mais intolerante e nem o mais tolerante Se a atividade for de interesse social e não puder ser
cessada, os vizinhos são indenizados

Possíveis ações para resolver os conflitos de vizinhança

Ação cominatória Ação demolitória

Ação de obrigação de fazer/não fazer Ação de dano infecto – Gera uma caução, uma garantia de
indenização

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Arvores Limítrofes Passagem Forçada (Art. 1285/1286 CC)

Caso 1: Se a árvore estiver na linha divisória, pertence aos Não se confunde com servidão de passagem. É também
proprietários confinantes (aos dois ou mais vizinhos), assim chamada de servidão legal e tem natureza de limitação do
como os frutos e os troncos. Nem um deles pode cortá-la direito de propriedade e como fundamento a solidariedade
sem a autorização do outro social
Caso 2: Se a árvore pertencer a um dos confinantes, mas seus
O preceito assegura ao dono de prédio rústico ou urbano
ramos e raízes se estendem além da linha divisória, os frutos
encravado em outro, sem saída para a via pública, a reclamar
pendentes pertencem ao proprietário da árvore que poderá
do vizinho que lhe deixe passagem. O encravamento deve ser
colhê-los de forma a não invadir a propriedade vizinha. O
natural (não provocado)
vizinho tem direito a cortar até o plano vertical divisório
A passagem é indenizável e os rumos devem ser fixados de
modo a causar o menor sacrifício possível

Passagem de Cabos e Tubulações Águas

O vizinho é obrigado a tolerar que, sob seu imóvel passem O proprietário ou possuidor do imóvel inferior (terreno de
cabos, tubulações, ou outros condutos subterrâneos desde baixo) é obrigado a receber as águas das chuvas e nascentes,
que os vizinhos não tenham outro meio condutor ou quando não podendo realizar obras que interrompem o seu curso. É
for muito dispendiosa a sua realização, sem atravessar a defeso, também poluir tais água
propriedade vizinha
É lícita a construção de barragens, açudes ou outras obras
É necessário, para que haja essa obrigatoriedade, que a coisa para represamento da água, mas se houver vazamentos,
conduzida seja de utilidade pública, como água potável ou responderá pelo prejuízo causado
água servida e não de interesse exclusivo do vizinho
O proprietário ou possuidor tem direito de construir canais
Os tubos e condutos devem ser instalados em local que lhe em prédio alheio para captação das águas indispensáveis
cause menos prejuízo ao proprietário que sofre o incômodo. para às primeiras necessidades da vida, desde que não cause
Cabe indenização pelo incômodo e pela desvalorização da prejuízo considerável à agricultura e à indústria
área remanescente

O proprietário do imóvel que sofre o incômodo pode exigir


obras para manter a segurança e, caso queira mudar os
tubos/canos de local, poderá fazê-los, mas arcará com os
custos da obra

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Nosso conteúdo de Direito Civil sobre Direito das Coisas e Direitos Reais encerra aqui

Esperamos que este eBook ajude em seus estudos. O objetivo desta didática é fazer com que o entendimento
do mundo jurídico fique muito mais fácil e que seu aprendizado seja rápido

Desta forma você estará acelerando o seu conhecimento, economizando um tempo valioso e se preparando
para ser um excelente profissional

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