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UNICESUMAR – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ

CENTRO DE TECNOLOGIAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

SILVIO GERALDO PEIXOTO JUNIOR

Dimensionamento de lajes cogumelo

Maringá

2017
SILVIO GERALDO PEIXOTO JUNIOR

Dimensionamento de Lajes cogumelo

Trabalho apresentado como requisito extra para


obtenção de nota na disciplina de estruturas de
concreto II, no curso de engenharia civil, no
Centro Universitário de Maringá – Unicesumar.

Prof. Eng. Esp. Yutaka Mario Kobayashi Junior

Maringá
2017
“O mundo não está preparado para isso. É algo
muito além do nosso tempo, mas as leis vão
prevalecer, e um dia farão um sucesso
triunfante”
Tesla, Nicola
RESUMO
ABSTRACT
LISTA DE FIGURAS

lI
LISTA DE TABELAS
LISTA DE ABREVIATURAS E SIMBOLOS
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. LAJES COGUMELO
2.1.1. Histórico
2.1.2. Vantagens e Desvantagens
2.1.3. Exemplos de utilização
2.2. PUNÇÃO
3. EXEMPLO RESOLVIDO
1. INTRODUÇÃO

Com o avanço tecnológico e da arquitetura moderna, onde é buscado cada vez


mais ambientes com grandes vãos, trouxe ao engenheiro civil novos desafios, os
quais, quase sempre fogem da tradicional concepção estrutural, laje – viga – pilar. As
soluções para esses novos desafios levam à concepção e ao cálculo de estruturas
cada vez mais arrojadas. Uma possível solução é o uso de lajes cogumelo, que de
acordo com a ABNT NBR 6118 de 2014 é uma laje que é apoiada diretamente em
pilares por meio de capitéis.
De acordo com Roberto Chust Carvalho, o uso desse tipo de laje com ausência
de vigas traz inúmeras vantagens, que estão relacionadas na diminuição de tempo de
execução, na melhoria da qualidade da edificação e em alguns casos podendo ter um
custo menor do que o sistema tradicional. O uso deste sistema de laje para arquitetura
é de grande vantagem, pois, oferece ampla liberdade na definição de espaços
internos.
Esse tipo construtivo faz com que tenha um esforço de punção na laje exercido
pelo pilar, para combater esse esforço é utilizado um capitel, que segundo Melges o
capitel é um engrossamento da seção transversal do pilar, próximo à ligação com a
laje. Takeya em 1981 diz que as inclinações das geratrizes do capitel em relação ao
plano da laje deve ser algo entre 9,46º e 7,12º, pelo fato de haver um controle preciso
nesta inclinação, opta-se por realizar um ábaco ou pastilha, que é um engrossamento
na espessura da laje na região da ligação com o pilar, este engrossamento é mais
conhecido como “drop panel”. Em alguns casos pode ser utilizar os dois métodos,
capitel e “drop panel”.
O objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão bibliográfica sobre tal
sistema assim como um dimensionamento prático com todas as verificações cabíveis.

COLOCAR ALGUMAS FOTOS?


2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. LAJE COGUMELO

2.1.1. Histórico

Não se sabe ao certo a quando começou o uso desse tipo de laje e nem quem
inventou este sistema. Sabe que em meados do século XX nos Estados Unidos alguns
engenheiros por conta própria começaram a utilizar lajes sem vigas, mas em 1905,
Claude Allen Porter Turner levou os créditos pela utilização do sistema nos EUA, o
sucesso foi tão grande que na Europa o engenheiro suíço Robert Maillart e o
engenheiro russo Artur F. Loleit foram responsáveis por difundir o novo sistema
construtivo.
Por ser um sistema novo algumas obras do engenheiro americano foram
submetidas a provas de carga, como diz Melges. E foi comprovada a eficiência deste
sistema, deste modo, mais engenheiros começaram a adotar este novo sistema,
porém, em 1911 devido à falta de estudo sobre o assunto um acidente causado pelo
colapso de uma laje do tipo cogumelo onde matou 9 pessoas, desde modo fazendo
com que começassem estudos sobre este tipo de laje.
Segundo TAKEYA (1981) Talbot em 1981 iniciou os estudos, analisando
sapatas sem armadura de cisalhamento para verificar o esforço de punção. FALAR
MAIS SOBRE OS ENSAIOS?
No Brasil em 1972 no laboratório de estruturas da escola de São Carlos, com
o Professor Doutor Telêmaco H.M van Langendock, iniciou os estudos das ligações
laje-pilar.

2.1.2 Outros tipos de laje cogumelo.

Além da tradicional laje maciça apoiando sobre o pilar temos outros tipos de
laje cogumelo, os mais usuais são, lajes cogumelo aliviadas, lajes cogumelo
protendida e lajes cogumelo com vigas nas bordas.

2.1.2.1 Lajes cogumelo aliviadas

Para redução do peso próprio e diminuição do uso de concreto a laje pode ser
nervurada ou possuir vazios, desde que essas nervuras ou vazio estejam localizadas
sob o pilar, pelo fato que nesta região existe um grande esforço de cisalhamento.
Segundo Melges esse tipo de laje é conhecido internacionalmente como “waffle slab”.
2.1.2.2 Lajes cogumelo protendida.
O uso da protensão na engenharia civil está ficando cada mais maior,
nas lajes isso não é diferente. Ao se utilizar a protensão em lajes é
possível atingir vãos de até 12 a 20 metros.

2.1.2.3 Lajes cogumelo com vigas nas bordas

Nas palavras de Melges (1995)

Embora possa prejudicar algumas das vantagens oferecidas pelas


lajes-cogumelo, esta associação melhora o seu desempenho nos seus
principais pontos fracos:
a) a presença das vigas elimina o problema do puncionamento da laje na
região dos pilares de canto e de extremidade;
b) são nas bordas livres que os deslocamentos transversais são maiores e
mais perceptíveis, devida à falta de continuidade da laje; a presença de vigas
também elimina este problema;
c) as vigas de borda melhoram o comportamento do edifício quanto à sua
estabilidade global.

3. Punção

3.1 Generalidades

Punção é o fenômeno que ocorre devido ao grande esforço cisalhante aplicado


em uma região. Em lajes do tipo cogumelo segundo Branco (1989) as ligações
viga – pilar são as regiões críticas, pois, há uma concentração de esforços de
momentos fletores e de esforços cortantes. Para combater esse esforço TAKEYA
(1981) diz que há vários tipos de reforços, podendo ser eles: chapas metálicas,
estribos, barras dobradas, “shearheads”, fibras de aço, conectores do tipo pino e
segmentos de perfis metálicos.

3.2 Tipos de Reforços


3.2.1 Chapas Metálicas

A chapa metálica é utilizada como um “drop panel”. BOTAR FOTO

3.2.2 Estribos

Há duas formas de colocar os estribos para combater a punção, ele pode ser
colocando em forma de ganhou ou fechados em formas de retângulos, os mesmos
podem estar retos ou inclinados. Quando os estribos são colocados de formas
retangulares pode se fazer associações de estribos.
Como falou Melges (1995) o uso dos estribos traz muitas vantagens, pelo fato
de ser de fácil montagem e por não interferir nas armaduras de flexão do pilar nem
da laje, o problema do uso do estribo é pela falta de controle de qualidade na hora
da ancoragem dos estribos, pois, os mesmos não podem ter folgas.

3.2.3 Barras dobradas


As barras dobradas nada mais é do que um alongamento da armadura negativa
de flexão e que são ancoradas na face inferior da laje.

3.2.4 “Shearheads”
É um sistema muito utilizado nos Estados Unidos, onde basicamente é
colocado um perfil metálico embutido na laje, onde o mesmo ajuda aumentando a
resistência da ligação laje – pilar.
3.2.5 Fibras de Aço
Segundo Gonçalves em sua dissertação de mestrado, as fibras de aços são
misturadas ao concreto, as mesmas podem ser retas ou em formas de ganchos e
seu comprimento não pode extrapolar 50mm. Em seus ensaios foi possível chegar
ao um aumento de resistência ao cisalhamento de até 40%.

3.2.6 Conectores do tipo pino


É o tipo de conexão que é recomendado pela NBR 6118:2014, pois apresenta
diversas vantagens assim como cita FIGUEIREDO (1998):
 É de fácil instalação;
 Não interferem na colocação e posicionamento das armaduras dos
pilares e da flexão das lajes;
 Possibilita ancoragem satisfatória, de modo que a armadura atinja a sua
capacidade resistente antes da ruptura;
 Aumenta a resistência e a ductibilidade da ligação.
Para que este tipo de conexão tenha total eficácia deve-se colocar as
armaduras de flexão da laje, logo abaixo da cabeça do conector.
3.2.7 Segmentos de perfil metálico

Partindo do ponto de vista econômico esta é a opção menos viável, porém no


quesito estrutura ela é tão boa quanto as outras, a diferença é que é utilizado um
segmento metálico de perfil “I”.

4 Modelo de Cálculo.

O modelo de cálculo da laje tipo cogumelo será baseado no modelo de


cálculo da ABNT NBR 6118/2014. Antes de começar de fato a verificação para
combater a punção é necessário FALAR SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DOS
MOMENTOS?
A punção deverá ser verificada de acordo com o item 16.5 da ABNT NBR
6118/2014.
O modelo de cálculo corresponde à verificação do cisalhamento em duas
ou mais direções ou até mais superfícies que são consideradas críticas no
entorno das forças concentradas.

CARVALHO, Roberto Chust; PINHEIROS, Libâno Miranda. Cálculo e detalhamento


de estruturas usuais de concreto armado. [S.L.]: Pini, 2009.

MELO, G. S. S. A., Behavior of Reinforced Concrete Flat Slabs after Local Failure.
PhD Thesis, Polytechnic of Central London, London, England, 1990, 214p.

TAKEYA, T. (1981) Estudo experimental da ruína de ligações laje-pilar em bordas de


lajes-cogumelo. São Carlos. Dissertação (mestrado) - Escola de Engenharia de São
Carlos, Universidade de São Paulo.
MELGES, J. L. P., Punção em lajes: exemplos de cálculo e análise teórico
experimental. São Carlos. Dissertação (mestrado) – Escola de Engenharia de São
Carlos, Universidade de São Paulo.
GONÇALVES, R.M. (1986) Estudo experimental da ruína de ligações laje-pilar em
bordas de lajes-cogumelo com reforço transversal constituído de perfis metálicos.
São Carlos. Dissertação (mestrado), EESC-USP apud FIGUEIREDO FO, J.R. (1989)
Sistemas estruturais de lajes sem vigas: subsídios para o projeto e execução. São
Carlos. Tese (doutorado), EESC-USP.