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GOVERNO DE SERGIPE

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - SEED


DEPARTAMENTO DE APOIO AO SISTEMA EDUCACIONAL - DASE
Jan/2009 FÍSICA III
PROF. ASTROGILDO FILHO AGO/07 – Vest2008

ELETROMAGNETISMO c) Exercem entre si forças de atração ou de repulsão, con-


forme a posição em que são postos em presença. A ex-
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS periência mostra que: “pólos de mesmo nome se repe-
lem e de nomes contrários se atraem”. (Princípio da
ELEMENTOS DE FÍSCA QUÂNTICA Atração e da Repulsão).

I – ELETROMAGNETISMO
1. INTRODUÇÃO
O eletromagnetismo é o ramo da física que estuda
os fenômenos relacionados à atração de metais e imãs e a d) É impossível separa os pólos de um ímã - Princípio da
relação entre esses fenômenos e a eletricidade. inseparabilidade dos pólos de um ímã. Se secionar-
A palavra magnetismo tem sua origem na Grécia mos ao meio um ímã em forma de barra, surgirão novos
Antiga, porque foi em Magnésia, antiga cidade grega, que pólos norte e sul em cada um de seus pedaços, constitu-
se observou um minério com a propriedade de atrair objetos indo cada um deles um novo ímã. Prosseguindo a divi-
de ferro. Tal minério ficou conhecido por magnetita (Fe3O4) são, pode-se chegar em escala atômica. Uma explica-
que é considerado ímã natural . Um imã natural pode se ção desse fenômeno foi proposta pelo cientista André-
desmagnetizar por vibrações (marteladas) ou por aqueci- Marie Ampère (1775-1836). Ele supôs cada ímã constitu-
mento. A temperatura em que o imã se desmagnetiza é ído de pequenos ímãs elementares; a soma dos efeitos
denominado ponto curie e vale cerca de 585ºC.Atualmente de todos esses ímãs elementares é que resultaria no ímã
se sabe que eletricidade e magnetismo são aspectos do completo.
mesmo fenômeno, o eletromagnetismo, no qual estuda-
mos os fenômenos magnéticos originados por correntes
elétricas e as suas conseqüências.
Na teoria atual, dos domínios magnéticos – grupos
2. ÍMÃS OU MAGNETOS de átomos – cada átomo de um corpo, é um pequeno
ímã, que recebe o nome de dipolos magnéticos.
São corpos que atraem Ferro, Níquel, Cobalto e ou-
tros materiais ferromagnéticos. Podem se apresentar em
diversas formas tais como barras cilíndricas, barras prismá-
ticas, ferraduras, anel circular, etc.

3. CAMPO MAGNÉTICO
Campo magnético é a região em volta de um
ímã ou de um condutor percorrido por corrente. O cam-
po magnético é caracterizado em cada ponto pelo ve-

2.1 – Propriedades dos Ímãs tor indução magnética B , tangente as linhas de indu-
ção, e detectado por BÚSSOLAS.
a) Tem propriedades de atrair ferro, cobalto, níquel e 
materiais ferromagnéticos. Limalhas de ferro ade- B
rem às regiões extremas de um ímã, denominadas
pólos, que só existem aos pares.

b) Quando suspensos pelo centro de gravidade, ori-


entam-se, aproximadamente, na direção norte- Linhas de indução do campo magnético
sul geográfica do lugar. A região do imã que se
volta para o pólo norte geográfico é denominada São linhas imaginárias fechadas, tangentes ao vetor
pólo norte (N) e a outra região, pólo sul (S). 
campo magnético B e orientadas em seu sentido, que saem
do pólo Norte e entram no pólo Sul. Dão, portanto, a dire-

ção e o sentido do vetor campo B em cada ponto.

 Na região interna de um ímã em forma de U temos um


campo de indução magnética uniforme, ou seja, o ve-

tor B é constante em todos os pontos do mesmo.

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rente para cada substância magnética: o ferro se des-


3.1 - INDUÇÃO MAGNÉTICA magnetiza a 770 ºC, o níquel a 358 ºC, a magnetita a
585 ºC e o cobalto a 1140 ºC.
É o fenômeno da imantação de um corpo por meio
de um ímã. Um corpo não imantado quando é colocado na 3.3 - Campo Magnético da Terra
presença de um ímã, o vetor indução magnético do campo
por ele criado orienta os ímãs elementares ou os domínios A Terra se comporta como um enorme dipolo magné-
magnéticos , imantando-o. Este corpo passará a apresen- tico. Tudo se passa como se no interior da Terra houvesse
tar propriedades magnéticas porque nele há uma predomi- um gigantesco ímã em forma de barra com uma pequena
nância de ímãs elementares sobre os demais. inclinação em relação ao eixo de rotação da Terra. Este
magnetismo se deve em parte aos materiais magnéticos
que constituem o solo terrestre, e em parte às característi-
cas da ionosfera que, por ser eletrizada, ao acompanhar a
rotação da Terra, gera um campo magnético.
Os pólos magnéticos terrestres não são fixos; nos
Corpo não imantado Corpo imantado últimos 2000 anos o pólo sul magnético descreveu uma
(domínios não orientados) (domínios orientados) espécie de “8” entre o pólo Norte Geográfico e o Canadá.
Assim, por exemplo, em 1894, numa medição feita em
Londres, o ângulo Φ mostrado na figura abaixo era de 17º;
3.2 - Ímãs permanentes e ímãs transitórios atualmente é cerca de 11º.

a) ÍMÃS PERMANENTES – são aqueles que


,depois de imantados, conservam suas propri-
edades magnéticas por longo tempo mesmo na
ausência de um campo magnético. Exemplo:
materiais de aço.

b) ÍMÃS TRANSITÓRIOS – são aquele que dei-


xam de funcionar como ímãs, quando não es-
tão sob a ação de um campo magnético; eles
perdem a orientação de seus ímãs elementares
Exemplo: materiais de ferro doce (aquele
que contém o mínimo de impurezas) e aço
não- temperado.

3.4 - CLASSIFICAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS MAG-


NÉTICAS

Quanto a facilidade de imantação as substâncias


NOTAS: podem ser classificadas em:

1ª) ÍMÃS ARTIFICIAIS, são mais fortes que os ímãs natu-  Ferromagnéticas – são aqueles cujos ímãs elementares
se orientam facilmente quando submetidas à ação de um
rais; são usados para movimentação de cargas pesadas. campo magnético. Possuem poderes de imantação. Exem-
plo: ferro, níquel, cobalto e algumas ligas metálicas.
2ª) Em geral, o simples contato de um corpo com um ímã
não é suficiente para magnetizá-lo; torna-se necessário,  Paramagnéticas – são aquelas cujos ímãs elementares
então, atritá-los várias vezes e sempre no mesmo senti- não se orientam facilmente sob a ação de um campo magné-
do, abrangendo toda a superfície do corpo a ser imanta- tico. Possuem fraco poder de imantação . Exemplo: madeira,
do. plástico, óleo, ar, oxigênio líquido e metais como alumí-
nio, cromo, manganês, paládio, platina, etc.
3ª) Como basicamente a magnetização da matéria ocorre
sempre que conseguimos orientar seus ímãs elementa-  Diamagnéticas – são aquelas cujos ímãs elementares se
res, outros métodos de imantação de menor importân- orientam em sentido contrário ao vetor indução magnéti-
cia podem ser sugeridos, como, por exemplo, o marte- ca.Não possuem propriedades magnéticas, não podem ser
imantadas e são repelidas por ímãs. Exemplos: ouro, prata,
lamento de um corpo de substância magnética que es- chumbo, mercúrio, zinco, bismuto, antimônio, água etc.
teja alinhado com o eixo magnético da Terra. Este mar-
telamento pode também ser substituído por um leve
aquecimento do corpo com idêntico resultado.
3.5 - EXPERIÊNCIA DE OERSTED - Campo Magné-
4ª) Inversamente, se desalinharmos os ímãs elementares tico criado por corrente
de um material magnético, ele perderá grande parte de
sua imantação. Assim, os materiais magnéticos não de- Até o começo do século XIX, não se conhecia uma
vem ser aquecidos acima de determinada temperatura relação entre a Eletricidade e o Magnetismo. Através de
(denominada ponto de Curie), sob pena de perderem experiências, verificou-se que cargas elétricas fixas não
suas propriedades magnéticas. O ponto de Curie é dife- interagem de modo algum com os ímãs. Porém, com

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cargas em movimento – corrente elétrica – ocorrem vá-


rias interações elétricas. Campo magnético uniforme
Uma corrente elétrica (cargas em movimento)
cria ao seu redor um campo magnético. Conclusão 
É aquele cujo vetor indução B é constante, isto é,
obtida a partir das experiências realizadas pelo físico di- 
namarquês Hans Christian Oersted –1820. O maior em todos os pontos B tem mesma direção, mesmo senti-
mérito da descoberta de Oersted foi a demonstração de do e mesmo módulo. As linhas de indução de um campo
que os fenômenos elétricos e os magnéticos estão inti- magnético uniforme são retas paralelas e igualmente distri-
mamente relacionados. Na figura abaixo, tem-se um buídas.
condutor percorrido por corrente gerando um campo
magnético em torno de si, que faz desviar agulhas mag-
néticas colocadas na sua vizinhança.

4. CAMPOS MAGNÉTICOS DE
CORRENTES ELÉTRICAS

4.1 - Campo magnético de fio retilíneo longo.


3.6 - VETOR INDUÇÃO MAGNÉTICA Quando o fio é atravessado pela corrente elétrica
surge no espaço em torno dele um campo magnético ca-
A fim de se caracterizar a ação de um imã, em cada paz de agir sobre uma agulha magnética. As linhas de
ponto do campo magnético associa-se um vetor, denomi- campo magnético criadas por um condutor retilíneo percor-

nado vetor indução magnética B , que atende às seguin- rido por uma corrente i são círculos concêntricos e perpen-
tes características. diculares a ele. A orientação dessas linhas é dada pela
“regra da mão direita”

a) Sua direção é tangente à linha de indução que passa


pelo ponto considerado.
b) Seu sentido concorda com o sentido da linha de indu-
ção, na convenção dada.
c) Seu módulo assume valor que, em geral, depende da
posição do ponto.

Unidade do vetor indução magnética Características do Vetor Campo Magnético B , em P
No SI, a unidade [B] = tesla(T)
Outra unidade [B] = gauss (G)
4 μ 0 .i
1 T = 10 G  Módulo: B ( Lei de Biot e Savart )
CONVENÇÕES 2π.R
No estudo do eletromagnetismo, usam-se as seguin-
tes convenções para as representações de vetores: Constata-se experimentalmente que o módulo do

vetor indução magnética B depende da intensidade da
corrente i no condutor, da distância R do ponto P ao con-
dutor, e do meio que envolve. O meio é caracterizado
magneticamente por uma grandeza física escalar denomi-
(Visão por trás) ⊗ ⊙ (visão pela frente) nada permeabilidade magnética do meio (). Para o
vácuo essa grandeza tem valor:

⊗ : ENTRANDO - representa um fio, uma linha ou um μ 0 = 4 π. 10


-7
T.m/A
  
vetor ( Fm , B , v ) perpendicular ao da figura (ou B : intensidade do campo em tesla ( T ),
i : corrente elétrica em ampère (A),
do papel), em posição de ENTRADA (afastando-se r: distância do ponto P ao condutor ( m)
do observador).
⊙ : SAÍNDO – representa um fio, uma linha ou um vetor  Direção: tangente à linha de indução;
perpendicular ao plano da figura, em posição de
 Sentido: regra da mão direita nº 01
SAíDA (aproximando-se do observador).

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4.3 - Campo de um solenóide reto (centro)

Chama-se solenóide ou bobina longa a um fio condu-


tor enrolado em forma de espiras não justapostas. São
aparelhos de larga aplicação industrial, comportam-se como
ímãs quando percorridos por correntes.

Regra da mão direita nº 01:

Colocando-se o polegar da mão direita sobre o fio, no


sentido convencional da corrente elétrica, o sentido das
linhas de indução será o mesmo do movimento dos dedos
ao envolver o fio.
O campo magnético produzido por um solenóide é seme-
lhante ao campo de um ímã em forma de barra. No interior
4.2 - Campo magnético de uma espira circular 
do solenóide, o vetor indução magnética B é uniforme e
(centro) tem as seguintes características:

 μ 0 .N.i
B
 Módulo: B  ( tesla, T)
L

N = número de espiras no comprimento L


ℓ = comprimento em metro ( m),
i = corrente em ampère (A)

 Direção: paralela ao eixo do solenóide.


 Sentido: do sul para o norte, determinada pela re-
gra da mão direita Nº 01,

Corrente vista por dois observadores


( Espiras no plano do papel)

As linhas de campo entram por um lado e saem pelo Envolva o solenóide com a mão direita de modo que
outro. O lado onde entram as linhas associa-se o pólo SUL a ponta dos dedos indique o sentido da corrente e o pole-

e o que sai ao NORTE. gar indique o sentido de B . Também podemos dispor o
polegar no sentido da corrente e os demais dedos, por
Características do vetor campo magnético no cen- dentro do solenóide, indicando as linhas de indução saindo
tro da espira: ou entrando na extremidade considerada.
μ .i
 Módulo: B 0 ( tesla, T) 5- FORÇA MAGNÉTICA DE LORENTZ
2.R
Mostra a experiência que o campo magnético é capaz
Onde: μ0 = permeabilidade magnético do meio in-
de atuar sobre a carga em movimento, exercendo nela uma
terno à espira força de campo denominada força magnética de Lorentz,
i = intensidade da corrente que desvia a carga de sua trajetória original.
R = raio da espira (anel circular) A força magnética resulta da interação dos campos
da carga em movimento e do meio.
 Direção: perpendicular ao plano da espira
 Sentido: regra da mão direita Nº 01 5.1. FORÇA SOBRE CARGAS MÓVEIS
O sentido das linhas de indução pode ser determina-
do, também, pela regra do parafuso ou, sendo mais con-
veniente escrever uma letra N (Norte) ou S (Sul) acompa-
nhando o sentido da corrente.

Bobina Chata com n espiras:


μ 0 .N.i
B (centro)
2.R Quando uma carga elétrica q positiva, lançada em um
campo magnético uniforme de intensidade B, com velocida-

Sendo: de v , formando um ângulo θ com o vetor indução magné-
N = número de espiras; tica , fica submetida a uma força magnética com as seguin-
i = intensidade de corrente; tes características:
R = raio.

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Módulo : Fm = q.v.B.senθ
1º Caso: Lançamento paralelo ao campo
q = módulo da carga lançada; (θ=0º ou θ=180º).
v = módulo da velocidade da carga
  Uma carga elétrica lançada na direção das linhas de
θ = ângulo entre v e B
indução de um campo magnético uniforme realiza um mo-
B = módulo do campo magnético.
vimento retilíneo e uniforme. Temos Fm = 0 ⇒ M.R.U

Θ = 0Ί

Θ= 180º
Nota: Temos, também, Fm = 0 (força nula) se a carga for
abandonada em repouso no campo magnético.
Regra da MÃO ESQUERDA Regra da MÃO DIREITA Nº 02
2º Caso: Lançamento perpendicular ao
   campo magnético
Direção: Fm perpendicular a B e a v
Sentido: regra da esquerda direita nº2 (regra do
tapa) ou regra da mão esquerda, de Fle-
ming.

Regra da mão esquerda, com q > 0:



 Polegar: indica o sentido de Fm

 Indicador: indica o campo magnético B

 Médio: indica a velocidade v

Se a carga elétrica q é negativa, o sentido da Fm é o opos- Nessas condições, da Dinâmica, concluímos que a
to àquele fornecido pela regra da mão esquerda. carga elétrica realiza movimento circular uniforme.
Temos θ = 90º ⇒ Fm = Fcp = q.v.B ⇒ MCU

CÁLCULO DO RAIO DA CIRCUNFERÊNCIA



Como a força magnética ( Fm ) é uma resultante centrípeta
 m.v 2
( Fcp ), resultante: Fm = Fcp ⇒ |q| . v . B =
R
5.2- CARGA “Q” LANÇADA NO INTERIOR DE UM Portanto: m .v
CAMPO MAGNÉTICO UNIFORME R = Raio da trajetória
q .B
Sabemos que quando uma carga elétrica (q) se
movimenta num campo magnético, ela pode ficar sujeita CÁLCULO DO PERÍODO
à ação da força magnética de Lorentz.

Essa força Fm , quando existe, é sempre perpendicular Sendo o movimento uniforme, podemos escrever:
 s = v . t. Numa volta completa tem-se:
()
ao vetor indução magnética B e ao vetor velocidade


V . Concluímos, então, que a força magnética é uma
 
s = 2 R e t = T. Logo: 2 . R = vT

resultante centrípeta (pois Fm  V ) e, portanto, altera a


 2 π .m
direção do vetor velocidade V , mas não altera seu mó- 2 . m.v = v.T ⇒ T=
|q |B q.B Período do MCU
dulo. Decorre, portanto, que o movimento de uma carga
elétrica, sob a ação exclusiva de um campo magnéti-
Observação
co, é uniforme. O movimento particular que uma carga
elétrica passa a executar quando penetra numa região
Nem o período e nem a freqüência do movimento de-
onde reina um campo magnético uniforme depende do
pendem da velocidade de lançamento.
modo pelo qual ela penetra no campo.
m = massa (kg);
Analisaremos, a seguir, três casos distintos.
B = campo magnético (tela,T)
v = velocidade( m/s)
Movimentos adquiridos pela carga:
q =carga elétrica (coulomb,C)
MRU, MCU e MHU.

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Assim, a força magnética Fm tem as seguintes caracte-
3ºCaso: Carga elétrica lançada obliqua- rísticas:
mente às linhas de indução. a) Módulo: Fm = B . i .  sen 
A partícula realiza Movimento Helicoidal Uniforme. Te- b) Direção – é perpendicular ao condutor e ao vetor
mos: Fm = q.v.B.senθ ⇒ MHU indução.

c) Sentido - o sentido da força magnética é obtido


pela regra da mão esquerda. O dedo indicador
no sentido do campo e o médio no sentido con-
vencional da corrente elétrica, o polegar dará o
sentido da força que age sobre o condutor.

A análise desse movimento fica simples quando se de-



compõe a velocidade v em duas componentes perpendi-

culares, uma na direção de B e outra na direção perpendi-
cular a B
.

( )
a) A componente na direção de B v 1 permanece cons-
5.4 – FORÇA EM FIOS PARALELOS
tante e, ao longo dessa direção, a partícula descreve
MRU (1° caso).
  Quando dois fios condutores são dispostos
( )
b) A componente perpendicular à B V2 , de acordo com paralelamente um ao outro, podemos perceber que entre
o 2° caso, determina que a partícula execute MCU. eles passa a ocorrer uma força que pode ser de atração
ou de repulsão entre os fios. Analisando as figuras abaixo
A superposição desses dois movimentos é um movimento podemos mostrar o que ocorre quando um fio é colocado
helicoidal e uniforme. A trajetória é uma hélice de eixo próximo do outro.
paralelo às linhas de indução do campo.

5.3 – FORÇA SOBRE FIO CONDUTOR

Considere um condutor metálico retilíneo, de com-


primento (), percorrido por corrente elétrica de intensidade
constante i, colocado num campo magnético uniforme, for- Correntes no mesmo sentido  atração

mando com o vetor indução B um ângulo . Correntes em sentidos contrários  repulsão

A figura acima representa as situações em que os fios são


percorridos por correntes de mesmo sentido, ocorrendo
forças atrativas entre eles, e quando são percorridos por
correntes de sentidos opostos, aparecendo forças repulsi-
vas. A intensidade da força magnética entre os fios pode
ser determinada pela expressão:

A força magnética Fm que surge no condutor é a resul- i 1. .i 2
Fm  μ 0 .L
tante de um conjunto de forças de Lorentz que atuam so- 2π.d
bre cada carga elétrica q constituinte da corrente elétrica.
Seja n o número de cargas q que atravessa uma secção Onde: μ (mi) = permeabilidade magnética do meio
do condutor em um intervalo de tempo t e estão contidas d = distância entre os fios
no comprimento . Temos em cada carga q: L = comprimento dos fios condutores
i1 e i2 = intensidade das correntes nos fios.
Fm = |q|. V .B sen 
6. INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA
A força magnética resultante será:
 Descoberta por Michael Faraday, 1791 -1867,
Fm = n . fm ⇒ Fm = n . |q| . . B sen  cientista inglês, é o fenômeno do aparecimento de uma
Δt f.e.m ( e ) ou de uma corrente elétrica induzida ( i )
n|q| quando um condutor corta as linhas de um campo
Mas i Então: Fm = i  B sen  ou magnético. Explica o funcionamento dos geradores.
Δt Consta-se, experimentalmente, que, quando a intensi-
Fm = B.i. sen  dade do fluxo magnético se altera com o decurso do tempo,

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através de um circuito fechado, surge neste uma femi mé- c) O ângulo θ varia.
dia em (força eletromotriz induzida média).

Variação do fluxo magnético (∆Φ) ⇒ produz f.e.m.


e corrente induzida

∆Φ em circuito fechado (espira) ⇒ produz “f.e.m.” e “i”.


∆Φ em circuito aberto ⇒ produz f.e.m.
O ângulo θ está variando, o que faz variar o fluxo
6.1- FLUXO MAGNÉTICO
Para a abordagem conveniente do fenômeno da
indução eletromagnética, Faraday sugeriu a introdução de 6.2. LEI DE LENZ
uma grandeza chamada fluxo magnético e que mede o
número de linhas de indução que atravessam a superfí- Heinrich F. E. Lenz (1804-1865), físico russo que
cie da espira imersa num campo magnético. No SI, a enunciou a lei que permite determinar o sentido das cor-
unidade usual de fluxo magnético (Φ, fi) é o weber (Wb). rentes induzidas. Estudou, também, a dependência da
Consideremos uma espira de área A colocada resistência elétrica com a temperatura.

dentro de um campo magnético B de tal forma que a nor-

mal n à superfície da espira faça ângulo θ com as linhas
LEI DE LENZ
”Os efeitos da corrente induzida sempre se opõem
de indução. às causas do seu aparecimento”.

Φ= B.A.cos θ Φ= B.A Φ= 0 Φ= - B.A


Define-se fluxo do vetor indução B , através da espira, Aproximando o ímã com um SUL, aparecerá
Afastando o ímã com um NORTE,
aparecerá um SUL na espira
como sendo a grandeza escalar dada por: um SUL na espira. Aproximando com um
NORTE, aparecerá um NORTE.

 = B . A . cosθ
Por exemplo, a aproximação de um ímã em relação a
B : indução magnética, em tesla ( T ) uma espira causa a variação de fluxo magnético através da
A: área da espira, em m² espira, originando uma femi e a conseguente corrente
induzida. Esta corrente irá, então, produzir um fluxo
Φ: fluxo magnético, em weber(Wb) ,
magnético induzido que se oporá à variação do fluxo
magnético indutor.
Da definição de fluxo magnético resulta:
2 Wb
1 Wb = 1 T . 1 m  T = 2 6.3 – LEI DE FARADAY- NEUMANN
m
A variação do fluxo de indução através da área de
Temos variação de fluxo de indução uma espira induz nela uma F.E.M., provocando o apareci-
magnética (∆Φ) quando: mento de uma corrente elétrica (ou “ A f.e.m. induzida num
circuito é igual ao quociente da variação do fluxo magnético
a) O campo(B) do ímã na espira varia. pelo intervalo de tempo decorrido.

  - 1
em  _ _ 2 volt(V)
t t 2 t1

O sinal negativo deve-se a lei de LENZ. Naturalmente,


quando se considerar um intervalo de tempo tendendo a
zero (Δt → 0), será obtida a femi instantânea (e)

b) A área “A” da espira varia.


6.4 - Obtenção de uma f.e.m. induzida
constante
Imaginemos um condutor retilíneo de comprimento
L, atravessando uma região com velocidade v, onde atua
um campo magnético B, orientado para dentro da folha
conforme a figura abaixo. Como se trata de um condutor
metálico, ele possui elétrons livres, os quais se deslocam
com a mesma velocidade do condutor. Esses elétrons ficam

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submetidos a uma força magnética que provoca o acúmulo Isto decorre porque, num transformador ideal, a potên-
de cargas negativas em uma das extremidades do condutor cia no primário é igual à potência no secundário
e falta de cargas negativas na outra extremidade. À medida (P1 = P2).
que as cargas elétricas vão se separando no interior do
condutor vai se estabelecendo um campo elétrico, até que 8. CORRENTES DE FOUCAULT
os elétrons ficam em equilíbrio, quando as forças elétrica e
magnética assumem o mesmo módulo. Como resultada da Circulam em condutores maciços, uma vez que
separação surge entre os extremos do condutor uma tensão nestes existem muitos percursos fechados e forças eletro-
e, chamada fem induzida (femi). motrizes induzidas fazem circular, no interior dos mesmos
correntes induzidas, produzindo aquecimento.; são nocivas,
A f.e.m. induzida entre os terminais de um condu- pois provocam gastos de energia na forma de calor. Os
tor que se desloca num campo e dada por: núcleos dos transformadores são formados de percas lami-
nadas justapostas para evitar formação dessas correntes.
As correntes de Foucault são utilizadas na a construção
de fornos de indução, para fundir peças metálicas, e nos
velocímetros de carros.
⊙ Bi
e = ℓ.B.v i

EXERCÍCIO - ELETROMAGNETISMO

e = fem induzida, na espira, em volts; 01. Nas questões de 1 a 2 lançou-se com velocidade V
B = módulo do campo magnético, em teslas; uma partícula eletrizada com carga elétrica q, num campo
ℓ = comprimento do lado móvel, em metros; 
v = velocidade constante do lado móvel (DC), em m/s. magnético uniforme de indução B . Represente a força

magnética Fm que age na partícula, na posição de lança-
mento.
7 .TRANSFORMADORES
Uma aplicação importante do fenômeno da indução
eletromagnética está nos dispositivos denominados trans-
formadores elétricos.
Transformador de tensão é um dispositivo capaz de
elevar ou rebaixar uma ddp. É constituído, basicamente, de
um núcleo de substância facilmente imantável (ferro puro) e
duas bobinas (primário e secundário).

02. Um condutor retilíneo AB é alimentado por uma bateria


de força eletromotriz E, conforme mostra a figura abaixo.
Colocando-se esse condutor no interior de um campo
magnético e fechando-se a chave C, o condutor AB ficará
sujeito a uma força melhor representada por:

U1 = tensão alternada gerada pela fonte (gerador) e recebi-


da pelo consumidor que deseja transforma-la.

U2 = tensão alternada obtida e que será utilizada pelo con-


sumidor.
03. (VUNESP) Uma partícula de pequena massa e eletri-
A corrente alternada que alimenta o primário produz no camente carregada, movimentando-se da esquerda para a

núcleo do transformador um fluxo magnético alternado. direita com velocidade constante v , entra numa região em
Grande parte deste fluxo (há pequena perda) atravessa o que há um campo magnético uniforme. Devido à ação
enrolamento secundário, induzindo aí a tensão alternada desse campo sobre a carga, a partícula descreve uma
U2. semicircunferência e retorna para a esquerda com veloci-
Chamando de N1 e N2 o número de espiras dos enro-    
dade u , paralela a v , com | u | = | v |, como mostra a figu-
lamentos primário e secundário e admitindo que não há
ra.
perdas, transformador ideal, as tensões de entrada e de
saída são proporcionais ao número de espiras de cada
uma das bobinas, ou seja:

N1 U1 i2
= =
N2 U2 i1

40
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a) Qual a direção das linhas desse campo magnéti- 08. Nas figuras abaixo, tem-se um condutor retilíneo per-
co? corrido por corrente elétrica e imerso num campo magnéti-
  
b) Explique por que | u | = | v |. co uniforme de indução B . Represente a força magnética

04. Duas cargas elétricas A e C, de mesma massa, são
Fm que age no condutor.
lançadas perpendiculares a um campo magnético uniforme
com as mesmas velocidades. As trajetórias seguidas por
elas estão mostradas na figura. Assim, a razão entre as
cargas elétricas de A e C é igual a:

A) 1 B) 2 C) 4 D) 1/2 E) 1/4

05. (ITA) Uma partícula com carga q e massa m move-se


ao longo de uma reta com velocidade v constante numa
região onde estão presentes um campo elétrico de 500 V/m
e um campo de indução magnética de 0,10T. Sabe-se que 09. (UFLA-MG-97) Um condutor retilíneo AB é alimentado
ambos os campos e a direção de movimento da partícula por uma bateria de força eletromotriz E, conforme mostra a
são mutuamente perpendiculares. A velocidade da partícula figura abaixo. Colocando-se esse condutor entre os pólos
é: norte e sul de um imã e fechando-se a chave C, o condutor
AB
A) 500 m/s;
B) constante para quaisquer valores dos campos elé-
trico e magnético;
3
C) (M / q) 5,0 x 10 m/s
3
D) 5,0 x 10 m/s;
E) Faltam dados para o cálculo.

06. (FUVEST) Ao penetrar numa região com campo mag-


A) será atraído pelo pólo norte;
nético uniforme B , perpendicular ao plano do papel, uma B) será atraído pelo pólo sul;
partícula de massa m e carga elétrica q descreve uma C) irá se deslocar para cima;
trajetória circular de raio R, conforme indica a figura. D) irá se deslocar para baixo;
E) será atraído e repelido de forma alternada.

10. (UNIRIO-97) Um condutor XY é percorrido por uma


corrente elétrica de intensidade i, gerando, ao redor, um
campo magnético de intensidade B.

a) Qual o trabalho realizado pela força magnética Uma partícula de carga elétrica positiva q é lançada com
que age sobre a partícula no trecho AC da trajetó- velocidade inicial V0, paralelamente ao condutor e logo
ria circular? abaixo dele, ficando submetida a uma força magnética Fm .
b) Calcule a velocidade V da partícula em função de Assinale a opção que representa corretamente o vetor
B, R, m e q. força Fm , no instante em que a carga q é lançada.

07. (FESP-PE) O período do movimento de uma partícula


que se move numa circunferência em um campo magnéti- A)  B) C) D) E)
co é proporcional:

A) à intensidade do campo magnético; 11. (FAAP-97) O condutor retilíneo muito longo indicado na
B) à carga da partícula; figura é percorrido pela corrente de intensidade I = 62,8 A.
C) ao raio do círculo; A intensidade da corrente na espira circular de raio R, a fim
D) à massa da partícula; de que seja nulo o campo magnético resultante no centro 0
E) à velocidade da partícula. da mesma, será igual a:

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16. Verifique se há atração ou repulsão entre os elementos


dos exercícios que se seguem:
A) B)

A) nulo B) 1 A C) 1000 A D) 100 A E) 10

12. Considere a espira circular da figura. A corrente elétrica


entra pelo ponto A e sai pelo ponto B, diametralmente o-
posto. Qual a intensidade do vetor indução magnética re- 17. (FEI) Num circuito elétrico, imerso num campo de indu-
sultante no centro O da espira?
ção magnética B , surge uma corrente elétrica induzi-
da se:

A) o circuito estiver em movimento;


B) o fluxo de indução magnética variar com o tempo
no circuito;
C) o fluxo de indução magnética não variar no circui-
13. (AFA) Um solenóide é percorrido por uma corrente to;
elétrica constante. Em relação ao campo magnético no seu
interior, pode-se afirmar que depende D) se B for não uniforme;
E) se for uniforme.
A) só do comprimento do solenóide;
B) do comprimento e do diâmetro interno; 18. (PUC-MG) Nas opções abaixo, indica-se a velocidade v
C) do diâmetro interno e do valor da corrente; de um imã, em relação a um anel metálico, por uma seta
D) do número de espiras por unidades de compri- ao lado de v. O sentido da corrente induzida i está também
mento e do valor da corrente. em cada uma delas. A figura que descreve corretamente a
situação indicada é:
14. (FESP-PE) Dois fios paralelos, de comprimentos indefi-
nidos, são portadores de corrente, no mesmo sentido con-
forme figura.
A força de interação dos dois fios é de:

A) atração, proporcional à distância entre os fios;

B) atração, inversamente proporcional à distância en-


tre os fios; 19. Nas figuras a e b, temos uma espira retangular de área
C) repulsão, proporcional à distância entre os fios; 
variável (haste móvel). A seta ao lado de v indica o senti-
D) repulsão,, inversamente proporcional à distância do em que a haste está sendo movida por ação de forças
entre os fios; externas. Indique o sentido da corrente induzida.

E) atração inversamente proporcional ao quadrado de


distância entre os fios.

15. (FUVEST) Um circuito é formado por dois fios muito


longos, retilíneos e paralelos, ligados a um gerador de
corrente contínua, como mostra a figura. O circuito é per-
corrido por uma corrente constante I.

Pode-se afirmar que a força de origem magnética que


um trecho retilíneo exerce sobre o outro é:

A) nula 20. (UFES-97) A figura abaixo representa uma região do


B) atrativa e proporcional a I; espaço onde atua um campo magnético constante e uni-
2
C) atrativa e proporcional a I ; forme e três espiras 1, 2 e 3, entrando, saindo e se movi-
D) repulsiva e proporcional a I; mentando nessa região, respectivamente.
2
E) repulsiva e proporcional a I ;

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Analise as afirmações que seguem.



Nessas condições, verifica-se que há força eletromo- 0 0 - A força F tem direção vertical e sentido para ci-
triz induzida: ma.

A) apenas nas espiras 1 e 2; 1 1 - Se o sentido da corrente i for invertido, o sentido



B) apenas nas espiras 1 e 3; da força F não se altera.
C) apenas nas espiras 2 e 3;
D) em todas as espiras; 
E) em nenhuma das espiras. 2 2 - Se o sentido do campo magnético B for inverti-

do, o sentido da força F não se altera.
-2 2
21. Uma espira de área A = 1,0. 10 m é disposta perpen-
dicularmente às linhas de indução de um campo magnético 
-2 3 3 - A força F tem intensidade proporcional à inten-
uniforme, de indução B = 2,0 . 10 T. Sabendo-se que num sidade da corrente elétrica i.
-1
intervalo de tempo t = 1,0 . 10 s a espira passa a ter seu
plano paralelo às linhas de indução, determine: 
4 4 - A força F tem intensidade proporcional à intensi-

a) Os fluxos inicial e final. dade do campo magnético B .
b) A f.e.m. induzida média, em valor absoluto.

22. Uma espira em forma de C está ligada a um condutor 03. (UFS - 03) A figura representa um ímã em forma de
móvel AB. A área do circuito é perpendicular a um campo barra, em queda livre, com o pólo norte voltado para
-2
magnético uniforme de indução B = 2,0 . 10 T. A resis- cima. Na queda, o ímã passa pelo centro de uma espi-
ra circular situada num plano horizontal.
tência total do circuito é de 3,0 e a velocidade de AB é de
2,0 m/s. Determine o sentido e a intensidade da corrente
induzida.

Analise as afirmações que seguem.

0 0 - Enquanto o ímã se aproxima do plano da espira,


a força exercida pelo ímã na espira é vertical,
EXERCÍCIOS “V” OU “F” para cima.

01. (UFAL-02). Analise as afirmações abaixo. 1 1 - Enquanto o ímã se afasta do plano da espira, a
força exercida pela espira no ímã é vertical, para
0 0 - Ao manusear uma bússola, basta girar o corpo da
cima.
bússola que a ponta colorida da agulha acompanha a
rotação, assumindo qualquer posição.
2 2 - Enquanto o ímã se aproxima do plano da espira,
1 1- Pendurando-se um ímã em barra pelo seu centro de uma corrente elétrica induzida é gerada na espi-
massa, o seu pólo norte fica voltado, aproximada- ra, no sentido horário.
mente, para o sul geográfico da Terra.
3 3 - Se o ímã for mantido em repouso acima do plano
2 2- Quando um ímã se parte em dois pedaços, da espira e nesta for estabelecida uma corrente
cada pedaço tem um único pólo magnético. elétrica no sentido horário, ocorrerá repulsão en-
3 3 - Um parafuso de ferro pode atrair a agulha de uma tre o ímã e a espira.
bússola.
44- Se a espira for percorrida por uma corrente elé-
4 4 - Quando duas bússolas estão próximas, a agulha de trica no sentido horário e o ímã se aproximar do
uma delas pode atrair ou repelir a agulha da outra. plano da espira, a intensidade da corrente elétri-
ca diminuirá.
-8
02. (UFS-03) Um condutor de comprimento  , percorrido 04. (UFAL-04) Uma partícula de massa m = 2,0. 1 0 Kg
- 6
por uma corrente elétrica i, está imerso em um campo de e carga elétrica q = - 2,0. 1 0 C penetra em uma região
  onde existe um campo magnético uniforme de intensidade
indução magnética uniforme B . O campo magnético B e o - 2
B = 1,0. 10 N/A.m, com velocidade de módulo V = 1,0 .
condutor são horizontais e perpendiculares entre si. A força 2
 10 mis, perpendicularmente ao campo, como mostra a
magnética que atua no condutor é F . figura.

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I. Ímã executando um movimento de vaivém, em


relação a uma espira em repouso.
II. Solenóide com núcleo de ferro ligado a uma
bateria de automóvel.
III. Transformador.

Analise as afirmações que seguem.

0 0 - A partícula atravessará a região do campo mag-


nético sem sofrer nenhum desvio.

1 1 - Ao penetrar na região do campo magnético, a Considerando as três situações acima, julgue os


partícula será desviada para a esquerda. itens abaixo:

2 2 - No interior do campo magnético, a partícula fica-


rá sujeita a uma força magnética de intensidade 0 0 - Em II, como o fluxo magnético não varia, não se
-6
2,0. 10 N. consegue obter um eletroímã.

33- No interior do campo magnético, o módulo da 1 1 - A situação I corresponde à obtenção de corrente


velocidade da partícula aumentará à razão de alternada.
100 m/s, em cada segundo. 22 - Em III, o transformador não funcionará se o
primário for ligado a uma bateria de automóvel.
44- O raio da trajetória descrita pela partícula no in-
2
terior do campo magnético vale 1,0. 10 m. 3 3 - Na situação I, quando o ímã se aproxima da es-
pira, a corrente induzida circula no sentido anti-
05. (UFS – 04) Analise as afirmações que seguem sobre o horário, para um observador situado no ímã.
movimento de cargas elétricas em regiões nas quais existe
44 - Na situação III, se o número de espiras do se-
um campo magnético uniforme.
cundário for maior que o número de espiras do
primário, o transformador funcionará, aumentan-
00- Uma carga de módulo q lançada com velocidade
do a tensão.
v perpendicularmente às linhas de força de um
campo magnético de módulo B ficará sujeita à
uma força de módulo igual ao resultado da mul- 07. (UFS-05) Considere um solenóide e um ímã em forma
tiplicação de q por v e por B. de barra dispostos como mostra a figura.

1 1 - É possível que uma carga q entre e saia de uma



região na qual existe um campo magnético B
sem sofrer qualquer mudança na direção original
de sua velocidade.

22- Se a medida do ângulo formado pelas direções


da velocidade da carga e das linhas do campo
magnético for igual a 180°, a carga desenvolverá Analise as afirmações que seguem.
um movimento circular uniforme enquanto esti-
ver na região do campo magnético. 0 0 - Fazendo circular uma corrente elétrica i no sole-
nóide, de A para B, o ímã será atraído pelo sole-
 nóide.
33- Uma força magnética F atua sobre uma carga

em movimento com velocidade V numa região 1 1 - Fazendo o ímã oscilar para a direita e para a es-

de campo magnético B . Nessa situação, a força querda, sempre no interior do solenóide, a corrente
 elétrica induzida no solenóide terá o sentido de A
F tem direção contida no plano determinado
  para B.
por V e B .
2 2 - Se o solenóide e o ímã se moverem na mesma
4 4 - Uma carga entra com certa velocidade em um direção e no mesmo sentido com a mesma veloci-
campo magnético e fica sujeita à uma força cuja dade escalar não haverá corrente elétrica induzida
direção é perpendicular ao plano que contém as no solenóide.
linhas de força do campo. A partir disso, pode-se
concluir que a velocidade da carga ao entrar no 3 3 -Se o pólo norte do ímã se aproximar do solenóide
campo magnético tinha, com certeza, direção pela extremidade B, a corrente elétrica induzida no
perpendicular às linhas de força desse campo. solenóide terá o sentido de A para B.

06. (PUC-MG-mod) Responda a está questão, conside- 4 4 - Quando o ímã se afasta do solenóide a força mag-
rando as três situações abaixo: nética induzida entre eles é de repulsão.

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10. Uma partícula de peso P e carga elétrica negativa q é
08.(UFS -06) Um próton (massa M) e um elétron (massa m) 
lançada, no vácuo, com velocidade V , perpendicularmen-
são lançados com a mesma velocidade V numa região onde 
 te ao campo magnético B , conforme indica a figura. A
existe um campo magnético uniforme B , descrevendo as
partícula descreve movimento retilíneo uniforme entre os
trajetórias circulares representadas na figura.
pontos R e S; após o ponto S, fica sujeita apenas à ação
  
do campo gravitacional. Os vetores P , V e B têm inten-
sidades iguais a P, V e B, respectivamente.

Considerando I carga do próton I = I carga do elétron I


= e, analise as afirmações que seguem. Nessas condições, pode-se afirmar:

0 0 - As linhas de força do campo magnético são per- 0 0. O módulo da velocidade da partícula, entre R e
pendiculares ao plano da figura para dentro des- P
se plano. S, é v  .
qB
1 1 - A força magnética que atua no elétron, no instan- 1 1. A força magnética realiza trabalho sobre a partícu-
la, igual a qvBd, sendo d a distância entre R e S.
te que ele penetra na região do campo, tem di-
reção horizontal e sentido para a direita.
2 2. Após o ponto S, a partícula descreve uma trajetó-
2 2 - O trabalho realizado pela força magnética que ria parabólica.
atua no elétron é nulo.
3 3. A energia mecânica da partícula se conserva du-
rante todo o seu movimento.
3 3 - O raio da trajetória descrita pelo próton é dado
m.V
por r  . 4 4. Se o campo magnético fosse tão intenso, a
e.B ponto de considerar-se o peso da partícula des-
prezível, ela descreveria uma trajetória circular
4 4 - O tempo de permanência do elétron na região do na região do campo magnético.
m.
campo é t  .
e.B 5 5. Se a carga q fosse positiva, ainda assim a par-
tícula atingiria o ponto S.
09. Considerando-se os conceitos do Eletromagnetismo,
pode-se afirmar: 11. A figura abaixo representa uma lâmpada L, feita para
operar a 110 V, ligada, por um fio condutor fino e rígido, às
0 0. As linhas de força do campo magnético produzi- extremidades de uma barra metálica, com 1m de compri-
do por um ímã e as do campo elétrico produzido mento. O conjunto se desloca perpendicularmente a um
por uma carga puntiforme têm a mesma configu- campo de indução magnética B de 10 teslas, com veloci-
ração. dade u.

1 1. Uma carga elétrica em movimento produz,


simultaneamente, campo elétrico e campo mag-
nético.

2 2. O campo magnético é nulo em todos os pontos


situados entre dois fios longos e paralelos, per-
corridos por corrente elétrica de mesma intensi- Nessas condições, pode-se afirmar:
dade e de mesmo sentido.
0 0. A lâmpada acenderá com maior intensidade, para
3 3. A ação do campo magnético é mais intensa, velocidades múltiplas inteiras de 11m/s.
quando ocorre sobre cargas elétricas em re-
pouso. 1 1. A lâmpada queimará, se a velocidade u for maior
do que 1100 m/s.
4 4. Uma partícula eletrizada, em movimento, tem a
trajetória modificada, ao penetrar num campo 2 2. A lâmpada acenderá fracamente, se a velocidade
magnético uniforme e perpendicular à sua velo- u for menor do que 11m/s.
cidade.
3 3. Qualquer que seja o valor de u, a lâmpada não
5 5. Partículas com massas distintas e cargas e velo- acenderá.
cidades iguais seguem a mesma trajetória, na
presença do mesmo campo magnético. 4 4. Caso o campo B varie rapidamente com o tempo,
a lâmpada acenderá, mesmo que u seja nula.

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GABARITO
 Um fóton é um quantum (partícula) de energia ele-
EXERCÍCIOS- ELETROMAGNETISMO tromagnética.

03) a) Perpendicular ao plano da circunferência.  Os fótons não têm todos a mesma energia. Os
b) A força magnética que atua sobre a partícula é per- “quanta” de luz azul são de maior energia que os de
pendicular ao vetor velocidade e não altera o mó- luz vermelha, pois têm menor comprimento de onda
dulo do mesmo. e portanto, maior freqüência.

04 05 07 09 10 11 12  Duas fontes luminosas de mesma freqüência (isto é


D D D C D E 0 de mesma cor) emitem fótons de igual energia “h.f”.
13 14 15 17 18 20
D B E B A A  Uma fonte “brilhante” (grande intensidade luminosa)
emite MAIS fótons por segundo do que uma fonte
R.B. q “tênue” (pequena intensidade luminosa) da mesma
06) a) nulo; b) v 
m cor, porém os fótons de ambas as fontes têm a
16) a) repulsão mesma ENERGIA.
b) repulsão
19) a) Sentido horário
b) Sentido horário
-4
2) RADIAÇÃO DO CORPO NEGRO
21) a) 0= 2.10 Wb;  = 0
-2
b) e = 2 .10 V A radiação emitida pelos corpos em função da agi-
-3
22) i = 8,0. 10 A tação térmica em geral denomina-se radiação térmica.
Sentido anti-horário Ela depende exclusivamente da natureza da fonte e-
missora e de sua temperatura. Um aspecto importante
GABARITO - EXERCÍCIOS “V” OU “F” é que os corpos em geral absorvem a energia radiante,
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 a qual provocam-lhes aumento na agitação molecular e
00 F F F F V F V F F V F conseqüente acréscimo de temperatura. Corpo em e-
11 F F V V V V F V V F V quilíbrio térmico com o ambiente ao seu redor tem sua
22 F F V V F V V V F V V taxa de emissão de energia radiante igual à sua taxa
33 V V V F F V F F F V F de absorção. Vemos então que um bom absorvedor de
44 V V F V F V F V V V V energia radiante é também um bom emissor.
55 F F
Corpo negro, em equilíbrio térmico com o ambien-
te, é um corpo capaz de absorver toda energia radi-
ante incidente, isto é um absorvedor Ideal.
II - ELEMENTOS DE A quantidade de energia irradiada por unidade de
FÍSICA QUÂNTICA tempo e por unidade de área (Poder emissivo-E ou
potência irradiada) do corpo negro é proporcional à
temperatura absoluta (T) elevada à quarta potência:
FÍSICA QUÂNTICA – a partir do século 20 - explicação
dos fenômenos: corpo negro, efeito fotoelétrico, Efeito Comp-
4
ton, Raios X, etc ( FÍSICA MODERNA) E = ST Lei de Stefan - Boltzmann

1) TEORIA QUÂNTICA (Max Planck, 1900) Sendo :


-8 2 4
 = 5,67 . 10 W/m .K ,
Formulada pelo físico alemão Max Planck, em a constante de Stefan – Boltzmann, no SI.
1900, que explica a natureza da radiação eletromagnética, T = temperatura absoluta
emitida pela superfície de um corpo negro. S = área do orifício da cavidade
Um elétron, oscilando com freqüência f, emite (ou absorve)
uma onda eletromagnética de igual freqüência, porém a Embora idealizado, pode-se construir um corpo negro
energia não é emitida (ou absorvida) continuamente, mas com boa aproximação. Uma cavidade, com um pequeno
sim em porções descontinua, “partículas”, denominadas orifício é um modelo simples, praticamente perfeito, de um
fótons, que transportam, cada qual, uma quantidade de corpo negro (figura).
energia E (quantum, no plural quanta), bem definida, múl-
tiplo inteiro de h.f, isto é:

“A transferência de energia entre as radiações lu-


minosas e a matéria ocorre em unidades discretas,
chamadas fótons, cujo valor depende da freqüência da
radiação”.

E = h.f, h = 6,6 x 10 –34 J.s


“(Energia diretamente proporcional a freqüência)”.

Temos:

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Depois de inúmeras reflexões internas, praticamente quirir energia suficiente para serem ejetados; isto
todo fóton que penetra na cavidade é absorvido. é, uma energia mínima para arrancar um elétron,
chamada Função Trabalho Φ = h.fo (fo = fre-
Observação importante: qüência de corte).

Não confundir corpo negro com cor preta, o corpo  A energia absorvida em excesso aparece na forma
negro tem características ideais em relação à absor- de energia cinética. Ec = h.f –  .
ção e à emissão de radiação. Nestes corpos, temos:
 A energia cinética dos fotoelétrons é independente
 Poder absortivo máximo (a = 1), para qualquer fre- da intensidade da luz incidente.
qüência e em qualquer ponto;
 A energia cinética máxima dos fotoelétrons depen-
 Absorve toda energia incidente e não reflete nem
de da freqüência da luz incidente.
calor nem luz;
 Não pode ser detectado nem visto por reflexão, daí
 Quando a luz de certa freqüência(f) arranca elé-
a sua denominação de corpo negro,
trons do metal, eles não saem todos com mesma
 É perfeito emissor, segundo a lei de Kirchhoff, toda energia. Suas energias distribuem-se entre um va-
a radiação nele gerada será emitida. lor mínimo e um máximo.
3) EFEITO FOTOELÉTRICO 4) Efeito Compton
”Quando uma superfície metálica é iluminada por “Os fótons apresentam propriedades corpusculares
uma radiação eletromagnética adequada, pode o- (partículas) quando se chocam com um elétron. Nessas
correr a emissão de fotoelétrons”. circunstâncias, o fóton perde energia para o elétron,
diminuindo sua freqüência e aumentando o seu
comprimento de onda.”
h.f

Ec = h.f – 
(fotoelétrons)

metal
Ec = energia cinética dos elétrons
Φ = função trabalho (energia mínima, h.fo)
fo = freqüência de corte Espalhamento de fótons por elétrons livres

Os elétrons expulsos do metal são chamados fotoelé- Compton estudou o espalhamento de radiação por
trons. A energia necessária para o elétron escapar da su- elétrons. De acordo com a tória Clássica, a radiação inci-
perfície do metal é fornecida pela energia de agitação tér- dente poria os elétrons em oscilações forçadas; por sua
mica. Esse fenômeno foi descoberto por Hertz em 1887 vez, estes elétrons em oscilação emitiriam nova radiação,
que evidentemente teriam o mesmo comprimento de onda
O efeito fotoelétrico não ficou suficientemente explica- da radiação incidente. Entretanto, Compton observando a
do na Física Clássica até que Einstein, em 1905, desenvol- radiação espalhada percebeu que o comprimento de onda
veu uma teoria, levando em consideração a quantização da e, também, a freqüência se modificavam com relação à
energia. Einstein propôs que, no efeito fotoelétrico, um radiação incidente, resultados estes - experimentais, incon-
fóton da radiação incidente, ao atingir o metal, é comple- sistentes com a física clássica.
tamente absorvido por um único elétron, cedendo-lhe sua
energia h.f, ficando então o elétron do metal com uma
energia adicional h.f. Essa teoria de Einstein sugere, por- 5) Dualidade onda- partícula
tanto, que a luz ou outra forma de energia radiante é com-
posta de “partículas”, os fótons, que podem ser absorvi-
dos pelo metal apenas um de cada vez, não existindo “Em determinados fenômenos a luz apresenta propri-
frações de um fóton. Tais afirmações estão em total con- edades ondulatórias (reflexão, refração, difração e inter-
cordância com as hipóteses de Planck, sendo que com isso, ferência) e, em outros, corpusculares – de partículas (e-
Einstein explicou corretamente que a energia do elétron feito fotoelétrico e efeito Compton)”. (NATUREZA
deve aumentar com a freqüência e não tem nada a ver DUAL DA LUZ). Contudo, a luz nunca apresenta o mes-
com a intensidade da radiação, fato que a Física Clássica mo comportamento num único fenômeno.
não conseguiria explicar.
Na Teoria Corpuscular, a LUZ consiste num fluxo de
partículas que são emitidos em ritmo contínuo por fontes
Segundo Albert EINSTEIN (1905):
luminosas.
 A taxa de emissão de fotoelétrons é diretamente
Na Teoria Ondulatória, a LUZ é uma onda e, sendo assim,
proporcional à intensidade de luz incidente. O úni-
ela é apenas uma freqüência de energia, e não matéria. A
co efeito em aumentar a intensidade de é au-
difração e a interferência são fenômenos tipicamente
mentar o número de elétrons emitidos.
ondulatórios, isto é, só as ondas sofrem difração e interfe-
rência. As experiências de YOUNG demonstraram que,
 Para que um elétron escape da superfície de um
realmente, a luz sofre difração e interferência, caracterizan-
metal, deve-se usar um trabalho contra as forças
do assim, seu comportamento ondulatório.
que o fixam aí, ou seja, os fotoelétrons devem ad-

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6) Segundo de Broglie 02. De acordo com a teoria do efeito fotoelétrico, julgue


os itens seguintes:
Uma partícula de massa m (partículas subatômicas
elétrons, prótons, etc) apresenta características ondula- 0 0. Quando um feixe de luz incide sobre a superfície de
tórias. (DUALIDADE ONDA - PARTÍCULA: a Hipótese de determinados metais, a luz pode arrancar elétrons
DE BROGLIE). dessa superfície. Esse efeito é conhecido como efeito
A freqüência(f) e o comprimento de onda () da fotoelétrico, pois a incidência de luz faz os elétrons
onda associada à partícula são: saírem do metal. Isto se deve ao fato de os elétrons
da superfície do metal, ao serem iluminados, recebem
energia, ficam agitados e abandonam o metal.
E h
f 
h
λ  h  6,63.10 34 J.s 1 1. A interpretação correta do efeito fotoelétrico foi enun-
Q ciada em 1905 por Einstein, que veio a reforçar a teo-
Sabe-se que, para fenômenos microscópicos, as ondas ria quântica de Planck (A energia das moléculas
eletromagnéticas comportam-se em alguns casos como quantizadas).
onda e em outros casos como um tipo de partícula (fóton) 2 2. Pelo eletromagnetismo de Maxwell, a energia dos
de energia E = hf e quantidade de movimento Q = h/f. O elétrons emitidos deveria ser proporcional à energia
Físico francês Louis DE BROGLIE, em 1923, sugeriu da onda incidente no metal, isto é, quanto maior a in-
que as partículas microscópicas e subatômicas (elétrons, tensidade da onda incidente, maior deveria ser a e-
prótons) também possuem características ondulatórias, nergia dos elétrons ejetados do metal. No entanto, o
visto que a elas tinham associadas uma onda de freqüência aumento da intensidade de luz incidente só faz au-
f = E/h e comprimento de onda λ = h/Q . Esta hipótese mentar o número de elétrons expelidos do metal, mas
completou o que foi chamado de dualidade onda - partí- cada elétron continua tendo a mesma energia.
cula dos objetos microscópicos e a hipótese ficou conheci-
da como hipótese de DE BROGLIE. Esse fato foi compro- 3 3. O efeito fotoelétrico ocorre com luz de qualquer fre-
vado por Clinton DAVISS, Lester GERMER e G. P. THOM- qüência.
SON (filho J. J. Thonson). 4 4.A interpretação do efeito fotoelétrico como onda eletro
magnética não explica os resultados experimentais,
uma vez que toda onda eletromagnética transporta
7) Princípio da Incerteza – 1927 energia ao se propagar. A energia transportada au-
menta com o aumento da intensidade luminosa e,
HEISENBER (1901-1976, físico alemão) e a certeza da também, com o aumento da sua freqüência.
incerteza

“É impossível conhecer ao mesmo tempo a posição e a 03. Julgue os itens seguintes:


velocidade exata (ou a quantidade de movimento), de
qualquer partícula”.
Heisenberg quantificou a incerteza através das relações: 0 0. A luz apresenta um comportamento duplo. Em certas
circunstâncias comporta-se como partícula e, em ou-
(1) ∆Q. ∆x ≥ h/4π, tras, como onda. Contudo, nunca apresenta o mesmo
h / 4 π  5 ,3.10 35 (valor mínimo constante) comportamento num único fenômeno.
1 1. Em 1924, Louis de Broglie formulou a hipótese de
O produto das incertezas nas medidas de posição (∆x) e que o comportamento duplo descrito no item 0.0 (a-
da quantidade de movimento (∆Q) tem valor constante.“Se cima) não se restringe à luz, mas deve se manifestar,
tentarmos melhorar a medida da quantidade de movimento, em alguns casos, nos elétrons, prótons, átomos e nas
pioramos a medida da posição e vice- versa, para manter o moléculas, que têm movimento ondulatório associado
valor mínimo” . a eles.Essa hipótese foi confirmada, estabelecendo-
ou se o comportamento duplo para toda matéria.
(2) ∆E. ∆t ≥ h/4π 2 2. Como a certeza faz parte da teoria quântica, o com-
portamento das partículas é estudado não estatisti-
(Relação da incerteza da medida da energia da partícula camente. Assim, em vez de definir a posição de uma
com a incerteza do intervalo de tempo em que a energia partícula, a teoria quântica apresenta a certeza dela
é medida). estar lá.
3 3. Nos fenômenos atômicos, devido ao comportamen-
EXERCÍCIOS to duplo da matéria é impossível prever a posição e a
velocidade de uma partícula para qualquer valor do
tempo. Este fato levou Heisenberg estabelecer o prin-
cípio da incerteza: “É impossível conhecer ao mesmo
01. (UFRGS) Qual das alternativas refere-se a fenômenos tempo a posição e a velocidade exata de qualquer
cuja explicação é necessário admitir-se a natureza corpus- partícula”.
cular da luz, ao invés da sua natureza ondulatória?
4 4 As duas grandes áreas de expansão da Física foram a
A) Efeito Döppler e Efeito Fotoelétrico Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica. A Teo-
B) Efeito Döppler e Efeito Compton ria da Relatividade aborda os fenômenos que envol-
C) Polarização e Efeito Fotoelétrico vem altas velocidades.
D) Efeito fotoelétrico e Efeito Compton
E) Interferência e Difração Respostas: 1) D 2) V, V, V, F, V 3) V, V, F, V,V

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 
III – ONDAS ELETROMAGNÉTICAS  A relação entre B e E , a partir das equações de Max-
well é dada por:
E
São aquelas originadas por cargas elétricas osci- V= , v = velocidade de propagação.
lantes aceleradas, constituídas por dois campos variá- B
veis (um elétrico e outro magnético) propagando no es-
paço. ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO

São exemplos de ondas eletromagnéticas, a luz visí-


vel, os raios infravermelhos, os raios ultravioletas, os raios X
e as ondas de rádio. O conjunto das ondas eletromagnéti-
cas – que começa com as ondas de rádio e termina com os
raios gama () é denominado espectro eletromagnético. O
diferencia um tipo de radiação de outro é a freqüência e o
seu comprimento de onda.

Baseado nos resultados obtidos por Faraday e Neu- Raios gama (γ)
mann sobre a indução eletromagnética, Maxwell estabe-
leceu e previu teoricamente, em 1865, a existência de
PP
Raios X
ondas eletromagnéticas, o que, mais tarde, foi confirma-
do, experimentalmente, por Hertz. λ

Ultravioleta
f Luz visível

T
HIPÓTESE DE MAXWELL – “Um campo magnético
  infravermelho
( B ) variável faz aparecer um campo elétrico ( E ) variá-
vel, esse campo elétrico variável faz aparecer outro
campo magnético variável e assim sucessivamente;
 
E Microondas

esses campos ( B e E ) propagam-se, perpendicular-


mente, pelo espaço como se fossem ondas”. (Confir-
mação experimental por Hertz).
Q Ondas
de
PROPRIEDADES DAS ONDAS ELETROMAGNÉTICAS: Rádio
 Não necessitam de meios materiais para de propaga-
rem; propagam-se no vácuo e em certos meios mate-
riais transparentes a elas.
T = período; PP = poder de penetração;
 As ondas eletromagnéticas são transversais. Os veto- E = energia; Q = quantidade de movimento;
  λ (lâmbda) = comprimento de onda.
res B e E , em qualquer ponto, são perpendiculares um
ao outro e perpendiculares à direção de propagação da
onda eletromagnética. Alteram seus sentidos, ora é di-
a) Onda de Rádio (ondas hertzianas)
rigido para dentro do plano, ora é para fora; atingem Usadas em televisão e sistemas de radiodifusão (rá-
máximo num sentido até zero (as direções e sentidos dio AM) O intervalo de freqüência vai desde alguns
9
   hertz até 10 Hz.
dos vetores B , E e v devem obedecer à regra da mão  São produzidas artificialmente por circuitos eletrô-
esquerda, fig.) nicos oscilantes.
 São refletidas pela camada ionizada da atmosfera.
 São utilizadas pelas rádios AM ,ondas longas

b) Microondas
São conhecidas como UHF (ultrahigh frequency –
freqüência muito alta). O intervalo de freqüência vai
9 11
de 10 Hz até 3. 10 Hz. Correspondem às ondas
  curtas de rádio. Usadas em FM ( frequência modu-
 Os campos B e E são perpendiculares entre si e lada), TV, radar e celular.
variam “em fase – valor nulo e máximo no mesmo pon-
to”;  Não alcançam longas distâncias e necessitam de
satélites.
 As ondas eletromagnéticas se propagam com a mes-
ma freqüência da fonte.  Atualmente, fornos de microondas são largamente
utilizados nas cozinhas e nas indústrias, pois po-
A velocidade das ondas eletromagnéticas é constante e dem aquecer e cozinhar rapidamente.
8
igual para todas (c  3.10 m/s).
1  Só a água e produtos orgânicos absorvem as mi-
v = C = λ.f ou v croondas.
ε 0 .μ 0

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100 Å e quanto menor seu comprimento de onda , maior


c) Infravermelho será sua energia e seu poder de penetração.
As ondas de radiação infravermelhas ou simples-
mente luz infravermelha (por estarem na vizinhança da  São produzidos por elétrons a altas velocidades
luz visível) são ondas com comprimento de na faixa de atirados contra alvos metálicos ou pela oscilação
-6 -3
10 m e 10 m. dos elétrons das camadas mais internas dos áto-
mos.
 Todos os corpos emitem ondas de radiação infra-  São bastante utilizados na medicina, em tomogra-
vermelha. fias computadorizadas ,radiografias , radioterapia.

 Os raios infravermelhos são originados pela agita-  Na radioterapia, embora destruam células elas
ção térmica das partículas dos corpos. Devido a agi- destroem mais facilmente células cancerosas.
tação, as cargas elétricas dos átomos e moléculas
oscilam e emitem a radiação eletromagnética. h) Raios γ (gama)

 Atualmente são utilizados no controle remoto de e- São ondas eletromagnéticas de comprimento de


quipamentos eletrônicos como televisores, apare- onda extremamente pequeno, cerca de 1/100 do compri-
lhos de som e em portões eletrônicos. mento da onda dos raios X; têm origem nuclear - processos
nucleares como fissão, fusão e decaimento radioativo, as
mais penetrantes do espectro eletromagnético.
d) Radiações visíveis (LUZ)
 As fontes de raios γ são os processos nucleares
É o conjunto de ondas eletromagnéticas capazes de como fissão, fusão e decaimento radioativos (de-
impressionar a retina do olho humano, dando-nos a sensa- tectados em urânio, rádio, tório, etc).
ção da visão. Os valores do comprimento onda variam entre
– 7 – 7
4,0 . 10 m e 7,5 . 10 m e a freqüência está na faixa  Os raios X e os raios γ (gama) têm características
14 14
entre 4,0 . 10 Hz e 7,5 . 10 Hz. praticamente indistinguíveis, sendo que a única
distinção entre eles está na origem da radiação.
A cor da luz está relacionada com sua freqüência;  Os raios γ (gama) têm maior poder de penetração
maior, f menor – causa sensação visual do vermelho e  que os raios x; visto que quanto menor seu com-
menor, f maior - causa sensação visual do violeta. primento de onda, maior será sua energia e seu
poder de penetração.

EXERCÍCIOS DE AULA
01. ( U. E. Londrina –PR ) Na tabela que segue são com-
λ aumenta paradas propriedades da luz e do som. Assinale a alter-
λ  7 , 5 . 10  7 m λ  4,0.10 7 m nativa cuja comparação está correta:

f  4,3.10 14 Hz f  7,5.10 14 Hz Luz Som


a) Ocorre reflexão Não ocorre reflexão
e) Ultravioleta b) Ocorre refração Não ocorre refração
c) Ocorre interferência Não ocorre interferência
Também chamada de luz violeta por ter comprimento d) Propagação é retilí- Propagação não é reti-
de onda na vizinhança da faixa da luz visível – varia entre nea línea
4000 Å(  luz visível ) e 150 Å (  raios X) . e) Há propagação no Não há propagação no
vácuo vácuo
 A luz ultravioleta é produzida artificialmente por
lâmpadas de arco elétrico durante descargas elé-
2. (Osec – SP) O fenômeno que prova que a luz é formada
tricas. A radiação ultravioleta natural é produzida
por ondas transversais é:
principalmente pelo Sol.
a) Interferência d) Reflexão
 È utilizada para esterilizar superfícies, pois ela ma-
b) difração
ta bactérias e vírus.
c) Polarização e) Nenhuma das anteriores.
 Pode ser prejudicial aos seres vivos, particular- 03. (Fuvest-SP) A velocidade da luz no vácuo é:
mente quando os comprimentos de onda são pe-
2 5
quenos. a) infinita b) 3, 10 m/s c) 3 .10
8 10
d) 3 . 10 m/s e) 3. 10 m/s
 Pode provocar bronzeamento; uma exposição pro-
longada pode causar câncer de pele. 04. (U. F. Fluminense-Rio) A luz visível que atravessa um
buraco de fechadura praticamente não sofre desvio por-
f) Raios X que:

Foram descobertos acidentalmente, em 1895, pelo a) os comprimentos de onda da luz são muito menores
físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen ( 1845 – 1923) que as dimensões do buraco da fechadura.
enquanto estudava cargas elétricas em tubos de raios cató- b) os comprimentos de onda da luz são muito maiores
dicos.Têm comprimento de onda que varia entre 0,01Å e que as dimensões do buraco da fechadura.

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c) os comprimentos de onda da luz têm dimensões da


ordem daquelas do buraco da fechadura. 3 3 - O efeito fotoelétrico consiste na emissão de um
elétron de um metal quando recebe a energia de
d) a luz sempre se propaga na mesma direção. um fóton de luz.
e) a luz só muda de direção de propagação quando pas-
sa de um meio para outro. 4 4 - A energia de um fóton é proporcional à freqüên-
cia da respectiva radiação.
05. (U. F. Santa Maria-RS) Selecione a alternativa que
completa corretamente as lacunas. 02. (UFS - 03) Ondas eletromagnéticas são resultado de

A _____ é o fenômeno pelo qual a luz contorna os obs- interações de campos elétricos variáveis ( E ) e campos

táculos, desviando-se de sua trajetória retilínea. magnéticos variáveis ( B ). Analise as afirmações que
A _____ ocorre apenas em ondas transversais, como a seguem sobre propriedades das ondas eletromagnéti-
luz. cas.

A ______é o fenômeno pelo qual a luz é decomposta nas 0 0 - Elas são ondas transversais que só se propagam
suas componentes monocromáticas. no vácuo.
a) difração, dispersão, absorção.
1 1 - Os campos elétricos e magnéticos que geram as
b) dispersão, absorção, polarização. ondas eletromagnéticas variam em fase, isto é,
quando um deles atinge a intensidade máxima, o
c) polarização, dispersão, absorção.
mesmo ocorre com o outro.
d) difração, polarização, dispersão.
22- O módulo da velocidade de propagação de uma
e) polarização, absorção, dispersão. onda eletromagnética pode ser obtido pela rela-
06. (ITA-SP) Os físicos discutiram durante muito tempo ção entre as intensidades máximas do campo
sobre o modelo mais adequado para explicar a natureza da E
elétrico e do campo magnético ( V  ).
luz. Alguns fatos experimentais apóiam o modelo de partí- B
culas (modelo corpuscular) enquanto outros são coerentes 3 3 - No vácuo, todas as ondas eletromagnéticas se
com um modelo ondulatório. Existem também fenômenos propagam com a mesma velocidade constante,
que podem ser explicados tanto por um quanto por outro
1
modelo. Considere, então, os seguintes fatos experimen- dada por V  , onde  0 é a permissivi-
tais:  0 . 0
dade elétrica e µ0 é a permeabilidade magnética
I. A luz se propaga em linha reta nos meios homo-
do vácuo.
gêneos.
II. Os ângulos de incidência e de reflexão são i- 44- O sentido de propagação das ondas eletromag-
guais. néticas pode ser determinado pela regra da mão
esquerda, conforme a figura.
III. A luz pode exibir o fenômeno da difração.
IV. A luz branca refletida nas bolhas de sabão apre-
senta-se colorida.
Nesse caso, pode-se afirmar que o modelo ondulatório é
mais adequado para explicar:
a) Somente I. d) Todos eles.
b) Somente III e IV.
03. (UFS – 04) Apesar das ondas eletromagnéticas serem
c) Somente III e) Nenhum deles todas de mesma natureza, e se propagarem todas com
8
velocidade 3,0 10 m/s, costumam ser separadas em
RESPOSTAS tipos, dependendo da faixa de freqüência a que pertencem.
O conjunto de todos os tipos dessas ondas é chamado de
01 02 03 04 05 06 espectro eletromagnético.
E C D A D D

EXERCÍCIOS “V” OU “F”


01. (UFS- 02) Analise as informações a seguir referentes
a ondas eletromagnéticas.

0 0 - Infravermelho e raios , no vácuo, têm a mesma


velocidade de propagação.

11- Microondas e raios X são ondas eletromagnéti-


cas com diferentes comprimentos de onda.
Analise as afirmações que seguem sobre os tipos de
2 2 - Onda curta de rádio NÃO é uma onda eletromag- ondas que compõem o espetro eletromagnético.
nética.

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0 0- Uma onda de TV tem comprimento de onda da 3 3 - As ondas de rádio apresentam comprimentos de


ordem de 200 m. onda inferiores aos das radiações visíveis.

1 1- A radiação infravermelha é emitida em grande 4 4 - A freqüência de um raio X é inferior à de uma


quantidade pelos átomos de um corpo aquecido, microonda.
os quais se encontram em constante e intensa
vibração. 07. (UFS-06) Analise as afirmações relativas à Física
Quântica.
2 2 - Apesar do nome, fornos de microondas utilizam,
na verdade, radiação infravermelha no aqueci- 0 0 - Os fótons, ou quanta do campo eletromagnético,
mento dos alimentos. têm características semelhantes às de uma onda
e às de um corpúsculo.
3 3- As microondas têm comprimento de onda maior 1 1 - O efeito fotoelétrico consiste na emissão de fó-
que o das radiações ultravioleta. tons por um metal quando a sua superfície é a-
tingida por elétrons.
4 4- Os raios gama(  ) são, dentre os tipos de on- 2 2 - A energia de uma onda eletromagnética de fre-
das listadas no espectro acima, aqueles que têm qüência f pode apenas ter valores múltiplos de
o maior poder de penetração. uma energia mínima igual ao produto h . f, sen-
do h a constante de Planck.
04. (UFS-05) Analise as afirmações que são feitas sobre 3 3 - Os raios X são emitidos por fótons muito velozes
radiações eletromagnéticas. que se desaceleram bruscamente ao colidir con-
tra um alvo metálico.
0 0 - Onda eletromagnética é a propagação através 4 4 - Os raios gama (  ), radiações mais penetrantes
do espaço de um distúrbio constituído pelos que os raios X, são emitidos pelo núcleos atômi-
campos elétricos e magnéticos variáveis. cos nas transformações radioativas naturais e
nas reações nucleares.
1 1 - Ondas eletromagnéticas são ondas longitudinais.
08. (UFBA- mod) A figura abaixo representa uma onda
–10
2 2- No vácuo, todas as ondas eletromagnéticas se eletromagnética, de comprimento de onda igual a 10 m,

propagam com a mesma velocidade, a mesma propagando-se na direção x, em um meio material. E re-
freqüência e o mesmo comprimento de onda. 
presenta o campo elétrico oscilante, B , o campo magnético
– 18
3 3 - As ondas eletromagnéticas usadas pelas emisso- oscilante e t, o tempo, em l0 s.
ras de TV têm as mesmas características das
ondas de rádio, mas as de TV têm freqüências
mais elevadas que as de rádio.

44- Os campos elétricos e magnéticos em uma radi-


ação ultravioleta vibram paralelamente à direção
de propagação da radiação.

05. (UFS-05) Analise as afirmações que são feitas sobre


emissão e absorção de radiações eletromagnéticas.

0 0 - Corpo negro é todo corpo que tem capacidade


de emitir 100% da radiação nele gerada. Assim sendo, pode-se afirmar:

1 1 - Corpo negro é necessariamente um corpo de 0 0 - A onda é longitudinal.


cor preta.
2 2 - A cor da radiação emitida por um corpo aque- 1 1 - A velocidade de propagação da onda vale 2.10
8

cido só depende da temperatura. m/s.

3 3 - Todo corpo emite radiação. 2 2 - No vácuo, a onda se propaga com maior velocida-
de do que em um meio material qualquer.
4 4 - Para um determinado corpo, a razão entre o po-
der de emissão e o poder de absorção não de- 3 3 - Os campos elétrico e magnético estão em fase.
pende da sua temperatura.
4 4 - A onda poderia se propagar em qualquer mei-
06. (UFS-06) Analise as afirmações acerca das radia- o.
ções eletromagnéticas.
GABARITO- Ondas Eletromagnéticas e Física Quântica
0 0 - As ondas eletromagnéticas transportam, no vácuo,
8
sons e imagens à velocidade de 3,0. 10 m/s. 01 02 03 04 05 06 07 08
00 V F V V V N V F
1 1 - As ondas eletromagnéticas são transversais. 11 V V V F F V F F
22 F V F F V V V V
2 2- O campo eletromagnético é, essencialmente, a 33 V V V V V F F V
junção de dois campos variáveis: um elétrico e ou-
44 V V V F F F V F
tro magnético.

52