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Obra: SANTOS, Sales Augusto dos.

Mídia e o “caso Tinga” no Peru: um novo


paradigma de representação das relações raciais na televisão brasileira?
Brasília: Revista da ABPN, v. 6, n. 13, mar. –jun. 2014. p. 273-299

Objetivo geral: Falar sobre a abordagem da Globo quanto ao caso Tinga – uma
rede de TV que sempre foi racista estaria, agora, mudando seu posicionamento?

Argumentos principais dos autores: segundo Gregório e Melo, a propaganda


e a mídia são responsáveis pela construção identitária de um povo. No caso do
Brasil, o negro não é o ator principal na mídia, mas sim, a tão vendida
mestiçagem.

Definição de termos e conceitos:

1. Rede Globo de Televisão: emissora adotou posicionamento racista por


diversas vezes (autor cita exemplos tanto em jornais, quanto novelas). Ali Kamel
e o livro Não somos racistas são mais uma confirmação desse fato.

Citações destacadas:

1. Observa-se nessa e outras reportagens do Jornal Nacional que não somente


a divulgação de posicionamento contrário às políticas de inclusão racial no
ensino superior brasileiro, mas também a tese de que não há desigualdade racial
no Brasil, mas sim desigualdade de classe social (SANTOS, 2014, p. 281)
2. Mas pensamos que ainda é muito cedo para se formular tal assertiva, qual
seja,a mudança do padrão Globo no que diz respeito às relações raciais
brasileiras e à representação dos negros. (SANTOS, 2014, p. 292)

Análise geral da obra e argumentação para uso na pesquisa: a obra é


CONCORDANTE da nossa proposta. A partir dela, podemos tirar complementos
para embasar a proposta de que a Globo é racista, pois o artigo aponta cenas
de telenovela, jornais e programas esportivos em que o tema racismo foi
abordado de diferentes formas.
Como pensamos em escolher os portais de notícias como nosso objeto de
análise, temos que tomar cuidado para não partirmos demais para o lado
televisivo.