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Vias Romanas em Portugal


Itinerários
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Mapa de Hispânia Hispânia Noroeste Hispânia Sudoeste romanos no Google Earth

Este itinerário tenta fixar no mapa de Portugal os pontos de passagem das vias romanas, de modo a criar rotas de viagem. Para
além da evidência arqueológica, existe uma cópia medieval do Itinerário de Antonino, Itinerarium Antonini Augusti,
originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via (mansiones) e respectivas distâncias medidas
em milhas. Nesta página são apresentadas propostas de traçado para os 11 itinerários respeitantes ao actual território português,
bem como os muitos outros itinerários da extensa rede viária romana que cobrem a totalidade do terriório nacional. Para a
conversão da milha romana em kilómetros, convencionou-se que uma milha equivale a 1480 m.

Para uma introdução ao tema da viação romana ver a página Informação.


Para um histórico das alterações do site e dicas sobre os itinerários, ver a página Histórico.
Para acompanhar a evolução do estudo das vias romanas ver a página de Notícias e o Blog Vias Romanas.

Os Itinerários de Antonino

De Braga partiam 5 itinerários:


Itinerário XVI Braga (BRACARA) a Lisboa (OLISIPO)
Itinerário XIX Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) por Ponte de Lima (LIMIA), Tui (TUDAE), Lugo (LUCUS)
Itinerário XVII Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) por Chaves (AQUAE FLAVIAE)
Itinerário XVIII Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) pelo Gerês - chamada Geira ou Via Nova
Itinerário XX Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) seguindo pela costa até Lugo (LUCUS) - chamada per loca
maritima

De Lisboa partiam 3 itinerários para Mérida:


Itinerário XV Lisboa (OLISIPO) a Mérida (EMERITA) por Alvega (ARITIUM VETUS)
Itinerário XIV Lisboa (OLISIPO) a Mérida (EMERITA) por Alter do Chão (ABELTERIUM)
Itinerário XII Lisboa (OLISIPO) a Mérida (EMERITA) por Alcácer do Sal (SALACIA) e Évora (EBORA)

O Itinerário refere ainda os itinerários seguintes:


Itinerário XIII Alcácer do Sal (SALACIA) a Faro (OSSONOBA)
Itinerário XXII Castro Marim (ESURI) a Beja (PACE IULIA) por Mértola (MYRTILIS)
Itinerário XXI Castro Marim (ESURI) a Beja (PACE IULIA) por S. Pedro de Solis (ARANNIS?)

Admite-se um itinerário entre Braga e Mérida, a capital da Lusitânia, embora este não seja referido por Antonino
Itinerário Braga (BRACARA) a Mérida (EMERITA) por Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA)

Outros itinerários (de norte para sul) Outros itinerários (de norte para sul)
Valença a Melgaço Coimbra (AEMINIUM) a Viseu
Porto (CALE) a Ovar Coimbra (AEMINIUM) a Bobadela
Porto (CALE) a Marco de Canaveses (TONGOBRIGA) Coimbra (AEMINIUM) a Freixo, Leiria (COLIPPO)
Porto (CALE) a Viseu por S. Pedro do Sul Freixo, Leiria (COLIPPO) a Santarém (SCALLABIS)
Chaves (AQUAE FLAVIAE) a Torre de Moncorvo (Civitas Freixo, Leiria (COLIPPO) a Lisboa (OLISIPO)
BANIENSIS) Coimbra (AEMINIUM) a Covilhã
Palência (PALLANTIA) a Torre de Moncorvo (Civitas BANIENSIS) Coimbra (AEMINIUM) a Alvega (ARITIUM VETUS)
Chaves (AQUAE FLAVIAE) ao Rio Douro por Vila Pouca de Aguiar Alvega (ARITIUM VETUS) a Salamanca
Cabeço do Vouga / Marnel (TALÁBRIGA) a Viseu (SALMANTICA)
Viseu a Lamego (LAMECUM?) por Castro Daire Tomar (SELLEUM) a Évora (EBORA)
Viseu a Moimenta da Beira Santarém (SCALLABIS) a Évora (EBORA)
Viseu a Aguiar da Beira Alcácer do Sal (SALACIA) a Beja (PACE IULIA)
Viseu a Trancoso Évora (EBORA) a Moura (ARUCCI?)
Viseu a Celorico da Beira Moura (ARUCCI?) a Serpa (SERPA)
Viseu a Famalicão da Serra Évora (EBORA) a Beja (PACE IULIA)
Famalicão da Serra a Mérida Beja (PACE IULIA) a Sevilha (HISPALIS)
Viseu a Bobadela Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Beja (PACE IULIA)
Mangualde a Bobadela Castro Marim (ESURI) a Faro (OSSONOBA)
Mealhada a Bobadela

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ver mais troços dispersos: NORTE CENTRO SUL

Itinerários de Antonino

Itinerário XVI (16)


Braga (BRACARA) - Porto (CALE) - Lisboa (OLISIPO) CCXLIIII milhas - 361.5 Km (1 milha=1480 m)

Item ab OLISIPONE BRACARAM AUGUSTAM m.p. CCXLIIII

IERABRIGA XXX A via romana de BRACARA a OLISIPO estabeleceu a rota definitiva entre as duas
SCALLABIN XXXII cidades que subsiste até hoje, sobrepondo-se sucessivamente a Estrada Real, a
SELLIUM XXXII Estrada Nacional EN1 e a Auto Estrada AE1. Estas seguem paralelas ou mesmo
CONIMBRIGA XXXIIII coincidentes em alguns pontos até CONÍMBRIGA, mas a partir daqui a via segue
AEMINIO X para SELLEUM, hoje Tomar, enquanto que a EN1 e AE1 seguem mais a poente,
TALABRIGA XL por um outro trajecto também romano que talvez ligasse às cidades de COLIPPO
LANGOBRIGA XVIII perto de Leiria e EBUROBRITTIUM perto de Óbidos. O troço entre Braga e o
CALEM XIII Porto está bem documentado por inúmeros miliários, (ver 8 miliários da série do
BRACARA XXXV Padre Martins Capela referentes a esta via, dos quais só o da Trofa Velha indica a
distância que marca, 21 milhas), mas a partir do Porto, os vestígios começam a
escassear. Entre Porto e Coimbra restam apenas o miliário de Úl, entretanto
deslocado para o jardim central de Oliveira de Azeméis, o miliário da Vimieira que
está hoje no átrio da Câmara Municipal da Mealhada e o miliário do Arco da
Traição em Coimbra que está hoje no Museu Machado de Castro. Na região a Sul
de Coimbra existem referências a 6 miliários, entre os quais se destacam o o
miliário in situ de Tamazinhos em Alvorge, atestando a passagem da via em
direcção a Tomar, e o miliário do castelo de Soure que atesta a existência da
variante atrás referida que se dirigia para Leiria. Na região de Tomar são
referenciados 6 miliários na cidade e mais 2 na periferia, o miliário de Sta.
Catarina em Delongo e o miliário de Santos Mártires em Curvaceiras atestando a
continuação da via rumo a Santarém, onde aliás apareceu um miliário. Daqui até
Lisboa conhecem-se apenas mais 2 miliários, o miliário do Açougue Velho em
Alverca e o miliário do Campo das Cebolas em Lisboa. Como também os vestígios
de calçada são escassos, essencialmente devido à forte urbanização do litoral, o
trajecto da via é ainda em grande parte conjectural.

Braga (BRACARA AUGUSTA) (Conventus Bracara Augustanus; A dispersão por toda a cidade de miliários
para os quais não se sabe a qual via pertenciam, torna muito difícil a definição dos traçados dentro da malha
urbana; Alguns estarão relacionados com a Via Braga-Lisboa, como os que apareceram na parte Sul da Rua de S.
Geraldo ou o da esquina da Rua Sá de Miranda com a rodovia, aliás próximo da necrópole da Av. da Imaculada
Conceição. Muitos destes miliários podem ser observados no Museu D. Diogo de Sousa, nomeadamente, os 21
miliários da série Capela, que estavam reunidos no Campo das Carvalheiras. No Museu Pio XII existem mais 3
miliários, dois pertencentes ao Itinerário XIX que liga Braga a Tui e o terceiro que hoje está na arrecadação,
pertencente a esta via, proveniente da Portela de Santiago de Antas em Famalicão. No Museu Martins Sarmento
em Guimarães, existem mais 3 miliários de incerta via: miliário a Marco Aurélio e a Cómodo, miliário a
Constantino I e noutra inscrição a Constâncio II da milha XXXVI, ambos provenientes da Qta. do Cravinho e um
miliário a Valentiano I e Valente com os n.º 79, 80 e 81 respectivamente; ver fotos ao lado)

Maximinos, Braga (talvez partisse do Largo S. Paulo Orósio, antigo Forum, descendo pela Rua S. Sebastião, a
decumanus maximus, acompanhando a Necrópole Romana de Maximinos; hoje tem que se virar à esquerda pela
Rua Direita, Largo de Maximinos, seguir em frente pela cortada Rua Peão da Meia Laranja,
Rua Felicíssimo Campos, atravessa a Rua Cidade do Porto ou EN103 e segue pelo CM1330 ou Rua da Ponte
Pedrinha)
Travessia do rio Este (ponte nova no lugar da Ponte Pedrinha, alusão a uma ponte antiga; talvez na milha I)
Lomar (miliário talvez da milha II; continua pela Rua dos Presidentes até entroncar na EN309, e logo depois sai à
esquerda pelo CM1333-2)
Arcos (por Estrada, Boucinha, Ventosa, Capela e atravessa o rib. do Barral; talvez a milha III)
Esporões (por Mosqueiros, Quinta, Caridade, Bocas; talvez a milha IV)
Trandeiras (CM1343 por Almoinha, Outão, Varziela)
(Carreiras, lugar não identificado da freguesia de Lamas apareceu um miliário, talvez da milha V)
Penso St. Estevão (pouco depois de passar o cemitério vira à esquerda pelo CM1343, atravessa um ribeiro no
lugar de Mesão Frio, provável mutatio na milha VI; segue à direita até reencontrar a EN309 em)
Escudeiros (passa nos lugares de Pousada, Carreira, Granja, onde seria a milha VII, e ascende por Longra para
ultrapassar o monte; também poderia seguir por Hospital)
Portela, Famalicão (miliário está na arrecadação do Museu Pio XII em Braga, talvez da milha VIII)
Telhado (EN309; talvez a milha IX)
S. Cosme do Vale (miliário encontrado em S. Cosmado, talvez da milha XI)
Vale de S. Martinho (entronca na EN206 na Cruz do Pelo, onde seria a milha XII, vira à direita e logo a seguir à
esquerda por caminho de terra para S. João da Pedra Leital, Lagoas, a milha XIII, e Pinheiral)
Santiago de Antas, Famalicão (um miliário a Caracala da milha X..., talvez XIV, no pátio da casa paroquial; da
Igreja românica segue à esquerda por Vela e Capões até à EN204)
Portela de Baixo, Santiago de Antas (miliário talvez da milha XV)
Deveza Alta, Santiago de Antas (miliário deslocado na Qta. do Vinhal)

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Souto, Esmeriz (miliário muito danificado no portão da Qta. de Pereira talvez da milha XVI)
Cabeçudos (miliário deslocado na Igreja paroquial; na Qta. de Sta. Catarina apareceu um outro miliário a
Caracala da milha X..., talvez a milha XVII; passa em Estrada, continua em frente para o alto de Sta. Catarina,
mas no marco segue pela Rua do Marco para Fial, Pé de Prata, Garrida, Rua dos Almocreves e Rua das
Diligências até à margem do rio Ave onde inflecte para poente já que a Ponte da Lagoncinha será medieval e
ligaria a Guimarães pela Ponte de Serves; seria aqui a milha XVIII)
Lousado (segue a margem direita do rio Ave passando por Souto, Portela, miliário da milha XIX, e Bragadela; o
"Endovélico" refere uma desconhecida Ponte Velha de origem romana no lugar das Marcas)
Travessia do rio Ave (Avo) por barca entre Várzea e Azenha da Barca (milha XIX; segue pela Rua da Barca da
Trofa, Largo do Padrão)
Santiago de Bougado (dois miliários, um a Carino e outro a Tácito provenientes da Igreja, estão hoje na Casa da
Cultura da Trofa em Santiago de Bougado)
Trofa Velha, S. Martinho de Bougado (fragmento de miliário a Marco Aurélio; segue a EN14)
Ponte sobre a rib. de Sedões, Trofa Velha (ao demolir a ponte velha foram aqui colocados 3 miliários, o miliário a
Constante da milha XXI, o miliário a Licínio e um fragmento que sustia uma ramada)
Lantemil, Santiago de Bougado
Ponte da Peça Má, Alvarelhos (miliário a Constâncio entretanto desaparecido, talvez da milha XXII)
Qta. do Paiço, Alvarelhos (miliário a Adriano deslocado para dentro da quinta, talvez da milha XXIII)
Carriça, Muro (fragmento de miliário talvez da milha XXIV; segue a EN14)
S. Pedro de Avioso (pela parte alta nos limites com a freguesia de Guilhabreu; miliário anepígrafo na berma da
estrada Porto-Braga ao Km 11+200 junto à capela de Ferronho, talvez da milha XXV, e outro miliário epigráfico,
no lugar de Paredes, talvez da milha XXVI que está hoje no Museu de História e Etnologia da Terra da Maia)
Mandim, Maia (milha XXVII; pelos limites das freguesias de Barca e Moreira atravessando a EN Porto-Braga)
Pinta, Maia (muito alterado pela AE; talvez pela Rua Deolinda Duarte dos Santos)
Picoto, Maia (milha XXVIII no centro da cidade; segue pela Rua Augusto Simões)
Leça do Balio/Gueifães (a via faz de fronteira entre estas freguesias; milha XXIX junto ao Lar do Comércio, antiga
Qta. do Catassol, hoje Rua do Catassol e depois Rua de Santana até ao largo da Feira de Santana onde ficava a
milha XXX; vira à esquerda pela estreita Rua da Estrada Velha e Rua da Ponte da Pedra)
Ponte Romano-Medieval da Pedra sobre o rio Leça (algumas pedras almofadadas)
S. Mamede de Infesta (Hübner referiu um miliário a Adriano encontrado na Qta. do Dourado ou de St. António
que, segundo o Padre Martins Capela, teria sido entretanto destruído; no entanto este poderá ser o que está no
cemitério a servir de base a um cruzeiro; da ponte segue à direita e logo à esquerda pela Rua da Estrada Velha até
ao Largo da Ermida onde fica a milha XXXI, continua pela Rua da Conceição até à estação CF, do outro lado
segue pela Rua de St. António, Capela de St. António Telheiro, milha XXXII no Largo do Marco, Rua do Carriçal;
ainda hoje o limite entre o Porto e Matosinhos fica junto ao campo de futebol do Progresso)
Paranhos (Rua do Amial, milha XXXIII no Jardim da Arca d'Água, Rua do Vale Formoso, Rua Antero de Quental)
Cedofeita (passa na Capela do Sr. do Socorro que guarda um raro padrão do Caminho de Santiago referente à
milha XXXIV; segue pelo Largo da Lapa, Rua da Lapa, milha na Praça da República, antigo Campo de St. Ovídio,
Rua dos Mártires da Liberdade, antiga Estrada de St. Ovídio, Largo do Moinho de Vento, Rua da Oliveiras, Rua
Sá de Noronha, Praça Gomes Teixeira (Leões), Rua Dr. Ferreira da Silva, antiga Calçada dos Orfans, Jardim da
Cordoria (ver "karraria antiqua" abaixo), Rua dos Caldeireiros, Rua Afonso Martins Alho, atravessava o rio da
Vila pela desaparecida Ponte da Pedra, o rio está entubado sob a Rua Mouzinho da Silveira, antigo Largo de S.
Roque, subia pela Rua do Souto e Rua Escura, entrando no morro da Sé pela Porta de S. Sebastião)

Porto (CALE) (milha XXXV no terreiro da Sé, antigo Forum)

 Karraria Antiqua
De Cale partia uma outra via mais a poente referida na documentação medieval como Karraria Antiqua
que deverá ter também origem romana. Sendo também Caminho de Santiago, é possível percorrer o seu
trajecto seguindo as «setas amarelas», apesar do trajecto escolhido nem sempre coincidir com os
traçados romanos. Talvez partisse do Jardim da Cordoaria no Porto, outrora Porta do Olival, tal como a
via Porto-Braga, mas ao contrário desta, dirigia-se para a Rua de Cedofeita, chamada Rua da Estrada até
1781, seguia pela Rua do Barão de Forrester, contorna a capela do Sr. do Calvário no Largo da Ramada
Alta, e continua pela Rua 9 de Julho, Rua do Carvalhido, Rua Monte dos Burgos, Rua Nova do Seixo,
Padrão da Légua, Rua de Recarei, Rua de Gondivai (villa), Rua de Araújo até ao cruzeiro da Capela do
Araújo.
A partir daqui há duas variantes possíveis, dependendo do ponto onde se fazia a travessia do Rio Leça.
 Pela Ponte de Moreira:, Continuava em frente para Rua de Custió, Rua da Ponte Moreira,
atravessava o Rio Leça, e segue pela Rua Mestre Clara, após seguir pela EN13 e virar à direita no
cemitério. A Rua Mestre Clara desemboca na EN542, hoje Rua Fernando Ulrich. Neste ponto, é
perceptível a continuação do caminho, mas hoje é uma zona industrial. É provável que seguisse
até à Rua de Matamá, onde também é visível o o antigo caminho interrompido, continuando
depois pela Rua da Venda (topónimo viário muito comum) e Rua do Padinho, confluindo com a
variante abaixo.
 Pela Ponte de Barreiros: Do cruzeiro do Araújo, desce à direita pela Trv. D. Frei Manuel
Almeida de Vasconcelos e Rua Sousa Prata para atravessar o Rio Leça na Ponte Romano?-
Medieval da Azenha (/de Ronfes/de Barreiros). Continua em frente atravessando a EN13 e
sobe pela Rua do Souto até à Igreja paroquial da Maia, onde desvia à esq. pela Rua da Igreja, Rua
Pa. José Pinheiro Duarte (paralela ao cemitério), no fundo desce à esq. pela Rua de Recamunde,
passa o CF até desembocar na Rua Conselheiro Costa Aroso. Daqui até à Rua do Padinho em
Vilar de Pinheiro, por onde seguia depois o caminho, o traçado está muito indefinido devido à
construção do IC24 e da zona industrial da Maia. Talvez seguisse pela Calçada de Real, Rua de
Real, Guarda em Moreira, Rua José Moreira da Silva, segue à esquerda pela Rua Adelino Amaro
da Costa, Rua do Outeiro (zona industrial), Rua Dr. José Aroso, até cruzar com a Rua da Venda,
onde segue à direita retomando o caminho antigo.
Juntas, seguem pela Rua do Padinho (EM1077), continuava pelo lugar da Lameira em Mosteiró pela Rua

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do Monte, Rua da Botiga, Rua da Costinha, Rua da Arribela, Rua do Padrão em Vilar e Rua da Carrapata
de Cima em Modivas. A partir daqui a via é coincidente com a EN306 ou Rua da Estrada Principal,
seguindo por Rochio e Joudina em Gião, pelo sopé do Castro de Boi em Vairão (milha), Vilarinho (milha),
cruza a EN104 (milha) e segue até à Ponte Medieval de D. Zameiro sobre o rio Ave, continua por Vila
Verde (villa e necrópole), Vilar, S. Mamede (no sopé da Cividade de Bagunte) e logo no sítio da Boavista
sai da EN306 e segue pela EM1048 ou Rua Camilo Castelo Branco, passa a nascente da Mosteiro da
Junqueira, por caminho de terra nas traseiras do Mosteiro por Bibres e Casal Maria até reencontrar a
EN306 já perto da Ponte Medieval de Arcos sobre o rio Este, continua por Arcos, EN526, Moldes,
Borgonha, Rates já no concelho de Barcelos. A partir daqui tanto poderia dirigir-se à Barca do Lago para
a travessia do Rio Cávado, confluindo com a outra estrada que vinha mais pelo litoral (per loca maritima)
descrita abaixo, como poderia dirigir-se para o vale do Rio Covo que seguia até atravessar o Rio Cávado
St. Eugénia do Covo e Manhente, passando em St. Eulália do Covo, (vestígios romanos em torno da
Capela da Sra. de Águas Santas) e S. Bento da Várzea. Também ervindo também a estrada que vinha
Braga até Areias de Vilar que está descrita no Itinerário XX de Antonino. Depois de Manhente seguia
para Ponte de Lima algures por Galegos, Roriz, S. Pedro de Alvite, Alheira, para ir atravessar o Rio Neiva
na Ponte de Anhel. Depois talvez seguisse um traçado próximo da EN306 até Ponte de Lima, onde
entronca na via XIX proveniente de Braga.

 Per Loca maritima


Uma via secundária de serventia às diversas explorações de salga espalhadas pelo litoral; partiria
provavelmente da Foz do Douro, zona romanizada, atravessando o rio Leça no local da actual ponte
móvel mas por uma ponte demolida nas obras do porto de Leixões, antigo porto romano, continuando
próximo da villa de Fontão em Lavra e das indústrias de salga do litoral, como os Tanques de Salga de
Angeiras, continuando por Calvelhe, Vila Chã, Moimenta e Retorta, onde atravessava o Rio Ave, já a
jusante foz do Rio Este evitando assim a sua travessia. A partir daqui o traçado é indefinido, mas a
abundância de vestígios romanos (villa em Formariz, Igrejas de Touginha e Touguinhã) sugerem um
continuação da via para norte com eventuais ligações às sucessivas povoações do litoral como a villa e
necrópole de Caxinas e já na Póvoa de Varzim, o Castro Romanizado de Terroso, a villa Euracini em
Martim Vaz, o porto na Aguçadora, a villa Mendo em Estela, a villa da Apúlia, seguindo por por Fonte
Boa em direcção à Barca do Lago, atravessando assim o Rio Cávado. Continua por Esposende, seguindo
junto à Qta. do Belinho, atravessa a Ponte Romano?-Medieval do Neiva, em ruínas, junto ao Castro
Romanizado do Monte da Guilheta/Moldes, continua por Castelo do Neiva, Darque (villa), Viana do
Castelo (Citânia de Sta. Luzia), Carreço (Tanques de Salga na Praia de Fornelos), Afife (villa das
Baganheiras e Cividade de Âncora/Afife, no Monte Facho e da Suvidade), Ponte Filipina de Abadim em
Aspra sobre o rio Âncora (existem vestígios de uma ponte mais antiga ao lado, eventualmente romana),
Vile (calçada em Lousa e S. Pedro de Varais), seguindo por Moledo até Caminha.

 Via Veteris
Também é possível que tenha origem romana a chamada Via Veteris ou "Estrada Velha", via medieval
com um traçado paralelo à Karraria Antiqua até ao Padrão da Légua, onde desviava para Custóias mais a
poente. Começava na zona da Arrábida, junto ao Rio Douro, seguia pelo Couto entre Lordelo e Cedofeita,
passava junto do Cruzeiro de Santiago de Custóias, atravessava o rio Leça na Ponte de D. Goimil e
continuava por Pedras Rubras, Aveleda e Modivas onde deveria confluir com a Karraria Antiqua.

Porto (CALE) (milha XXXV) (descia da Sé pela Porta de S. Sebastião, Rua Escura, Rua da Bainharia, Rua dos
Mercadores até à Boca do Rio da Vila no Cais da Ribeira)
Travessia do rio Douro (DURIUS) por barca
Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia (a poente fica o Castelo de Gaia, cuja escadaria de acesso é no Sr. da Boa
Passagem, onde apareceu um marco epigráfico que talvez indicasse o limite territorial dos Túrdulos Velhos
(TURDULI VETERES) e está hoje no Solar dos Condes de Resende em Canelas)
Santa Marinha (do Cais de Gaia talvez subisse pela Rua Cândido dos Reis, Rua Teixeira Lopes)
Mafamude (Rua Marquês Sá da Bandeira, Jardim Soares dos Reis, Rua da Rasa, Rua António Rodrigues da
Rocha, até à Rotunda de St. Ovídio, passa junto à Capela do Sr. do Padrão e segue a direito antiga EN1 hoje Rua
Soares dos Reis e Rua da Fonte dos Arrependidos, antes da passagem sob a AE1 seguia à esquerda até terminar
cortada pela AE1, do outro lado está a Rua do Alto das Torres por onde continua por)
Rechousa, Canelas (calçada segue paralela ou coincidente com a Rua da Rechousa)
Canelas de Cima (calçada segue ao lado direita da Rua Sra. do Monte e Rua do Monte e está a ser destruída, ver
alertas)
Perosinho (como a AE destruiu a via romana até aos Carvalhos, é necessário um percurso alternativo;
continuando pela Rua do Monte seguir à dir., antes de descer, pela Rua da Serra que atravessa a Serra de
Negrelos, desce uma calçada moderna até à Rua Alzira Pacheco, na Qta. da Penna vira à dir., cemitério, Igreja,
atravessa a EN109-2, Rua do Loureiro passa a Rua da Barrosa, lugar da Costa e segue pelo sopé da vertente
poente do Monte Murado até)
Idanha, Pedroso (Castro romanizado do Monte Murado ou da Sra. da Saúde; na villa de Decimus Iulius Cilo
apareceram as Tesserae Hospitales hoje no Solar dos Condes de Resende em Canelas; necrópole; vestígios da
calçada de acesso ao castro foram já danificados por uma urbanização recente)
Brantães, Sermonde (aqui passava a estrada mourisca segundo Mattos, 1937)
Barrancas
Vendas de Grijó, Seixezelo (no cruzamento para Argoncilhe segue pela Rua Prof. Ferreira da Silva até às bombas)
Picoto, Vila da Feira (segue a EN1)
Vergada, Argoncilhe (segue pela Rua Central da Vergada até reencontrar a EN1)
Lourosa (desvia da EN1 no cruzamento para Arouca, pela Rua Romana e Rua da Estrada Real, CM1062-1; no
Ferradal está interrompida, é preciso seguir à direita pela Rua do Alto e depois sempre à esquerda até reencontrar
a via; passa na Qta. do Arieiro, Rua do Areeiro, em Souto Redondo, onde entronca no CM1064, estrada que vem
da EN1, segue à esquerda e logo em frente aparece a Rua Romana e logo a seguir a calçada de Airas)

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Fiães (LANGOBRIGA) (milha XLVIII(48), XIII milhas a Cale, seria provavelmente no Monte de Sta. Cruz ou
Monte Redondo)
Airas, S. João de Ver (troço da Estrada Real sobre a via romana; o troço continua até à ao Largo de Airas onde
subsistem uns 50 m da calçada romana original; daí segue sempre pela Estrada Real até entroncar na EN1, no
acesso às instalações da empresa Irmãos Cavaco)
Malaposta de Sanfins (segue pela EN1)
Sanfins (EN1; passa na Capelinha da Meia Légua, 1100 m)
Escapães (EN1; devido aos novos viadutos, sair para Arrifana e logo a seguir à esquerda até retomar a EN1; logo a
seguir à bomba vira à direita pela Rua Frei Luís de Sousa, Rua António Nobre, Rua Dr. Afonso Rodrigues)
Arrifana, Vila da Feira (provável mutatio; talvez pela Rua Prof. Beleza dos Santos, em frente pela Rua Américo
Resende, Rua António Gomes Rebelo, Rua de Bocage, Rua Norton de Matos, Av. João Pinto Bessa)

 A travessia do rio Úl tem duas alternativas com reencontro em S. Tiago de Riba Úl


uma pela Ponte do Salgueiro:
Cucujães, Oliveira de Azeméis (entronca com a estrada de Ovar; nos palacetes brasileiros Qta. do Sol e
villa Brandão vira à esquerda e desce à ponte moderna sobre o rio Úl onde segue à direita até à)
Ponte Romano?-Medieval do Salgueiro sobre o rio Úl (antigo Antuã)
outra pela Ponte da Pica:
S. João da Madeira (Fonte Romana junto ao Tribunal Judicial; desvia pela fábrica Oliva e segue pelo
centro, passa a poente da Sra. dos Milagres, para Faria de Cima, Faria de Baixo, Rua da Via Militar
Romana até à)
Ponte Romano?-Medieval da Pica sobre o rio Úl (antigo Antuã; 3 arcos; segue junto ao rio até à EN1 em
Cavadas do Couto)

S. Tiago de Riba-Úl (segue por Carcavelos, a poente de Lações de Baixo e Ponte da Barca)
Oliveira de Azeméis (Rua da Farrapa, Rua Bento Carqueja, Rua António Alegria e Rua do Cruzeiro; atravessa o
alto do Serro para a estação CF de Úl)

Úl, Oliveira de Azeméis (na fundações da Igreja Paroquial de Úl foram encontrados dois importantes vestígios,
um Terminus Augustalis, hoje encastrado na parede das traseiras, que marcaria a divisão territorial entre
TALÁBRIGA e LANGOBRIGA, e o miliário a Tibério hoje no jardim em frente à Igreja Matriz de Oliveira de
Azeméis, indicando XII (12) milhas a LANGOBRIGA; outro miliário ilegível, talvez deslocado, foi encontrado
em Adães, Loureiro; da Igreja desce pela vertente nascente do morro do Castro de Úl)
Ponte sobre o rio Insua (sobe a Rua do Castro e entronca na estrada Travanca-Figueiredo)
Damonde, Travanca (segue à direita pela Rua do Cabeço, Rua da Relva e à direita pela Rua Manuel Soares Costa)
Pinheiro da Bemposta (vem por Figueiredo de Cima e Figueiredo de Baixo, Rua e Qta. do Paço, antiga albergaria
da família real e provável mansio; segue por Curval de Baixo, Coche e Escusa com vestígios das guias da calçada)
Branca (calçada em Barroca, Lajinhas; duvidoso miliário referido pelo Fr. Bernardo de Brito no Monte de S.
Julião indicando XII milhas; o povoado de AURANCA poderia ser em Cristelo 1 km para poente)
Albergaria-a-Nova
Albergaria-a-Velha (segue por Assilhó)
Serém, Machinata do Vouga (referência a um miliário; Rua da Estrada Real)
Gândara, Machinata do Vouga (calçada descia a encosta, hoje está aterrada)
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Vouga (os pilares são medievais; ou por barca entre Serém e Lugar da Cova)

Cabeço do Vouga, Marnel (TALÁBRIGA), Lamas do Vouga (milha LXVI segundo o Itinerário; ver Seabra
Lopes, 2000)
(à saída da ponte antiga sobre o Vouga vira à esquerda e a seguir no 1º caminho à dir;
a estação está a ser escavada para posterior abertura ao público;
daqui partiria para o interior a via Marnel - Viseu;
provável uma ligação ao mar por Eixo até ao povoado da Torre/Marinha Baixa em Cacia,
antigo Porto Romano já que a linha costa que na época era bem mais recuada)
Ponte Romano-Medieval sobre o rio Marnel (atravessa a EN1 e sobe a)
Pedaçães, Lamas do Vouga (calçada; segue por Covelas)
Trofa (vem de Castrovães e passa ao lado da Igreja)
Segadães (segue por Fontinha)
Travassô (calçada com 40 m escavada na rocha entre Hortinhas e Mato Crespo, hoje aterrada)
Cabanões, Travassô (desce ao rio pela EN601)
Travessia do rio Águeda na moderna ponte de betão (300 m a jusante, o lugar da Ponte Pedrinha talvez lembre
uma antiga ponte)
Óis da Ribeira (da ponte segue à esquerda pela EN601)
Espinhel (EN601; passa na Qta. do Morangal; contorna a Pateira de Fermentelos, a linha de costa no tempo
romano)
Piedade, Espinhel (atravessa a EN333 e segue para Barrô pelo EM1637)
Paradela, Espinhel
Barrô (segue para Carquejo onde vira à dir.)

A travessia do Cértima poderia ser daqui para o Cercal ou mais a sul em Aguada de Baixo, seguindo a EN601-2
pela encosta da Fábrica do Vale do Mouro, ponte antiga da Landiosa sobre um afluente do rio Cértima, virando
logo à direita para atravessar o Cértima na ponte moderna para Murta onde entronca com a 1ª hipótese.
Sangalhos, Anadia (mansio, a 34 milhas de Coimbra, talvez no lugar do Paço; a subida a Sangalhos a partir de
Murta talvez seja pelo Monte da Cabeça Gorda e não pela actual EM1657, confluindo ambas no lugar da Fontinha
com a EN235, entrando na povoação por Sortes e Saima)
Sá, Sangalhos (EN235)

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Cabeço, Mogofores (desvia à direita por S. Mateus e depois Lezírias)


Óis do Bairro (assenta num povoado romano)
Horta, Tamengos (próximo fica as Termas da Curia outrora Aquae Curiva)
Arinhos, Ventosa do Bairro (onde existia a necrópole na Encosta do Covão entretanto destruída pela AE1)
Ventosa do Bairro (travessia do rio da Ponte na EN614)
Antes, Mealhada (segue pela EN614; daqui é possível uma ligação ao interior em direcção a Bobadela,
contornando a Serra do Buçaco pela vertente norte)
Casal Comba (da Pedrulha segue pela EN615-1 até Casal Comba, onde continua pela EN616 até)
Vimieira, Casal Comba (provável mutatio onde apareceu um miliário a Calígula indicando XII (12) milhas a
Coimbra, hoje no átrio da CM da Mealhada; villa na Cidade das Areias)

Uma variante para poente, ligaria a Vimieira a Tentúgal, passando a via por Silvã, Enxofães, Cordinhã,
Póvoa da Lomba e Outil; Seliobriga poderia ser para poente em S. Martinho de Pedrulhais na freguesia de
Sepins em Cantanhede; Na villa da Qta. da N. Sra. do Amparo, em Murtede, apareceu uma ara votiva a
Caius Fabius Viator, uma referência à via.

Lendiosa, Casal Comba (continua pela EN616 passando em Lendiosa, Mala e Carqueijo, onde reencontra a EN1)
Sargento-Mor, Souselas (villa de Mouros e da Qta. de Lagares; sai da EN1 pela EM1138)
Trouxemil (continua por Adões, Trouxemil, Cioga do Monte, Fornos, EM1137, travessia do rio de Fornos, Adémia
de Baixo, travessia da rib. das Eiras, Pedrulha, entrando em Coimbra pela Av. Fernão de Magalhães, Rua Simões
de Castro e Rua Direita)

Coimbra (AEMINIUM) (milha CVI) (miliário a Calígula, apareceu deslocado perto do Arco da Traição, está
hoje no Museu Machado de Castro; nas traseiras do museu apareceram vestígios da decumanus maximus que
ligava ao forum, hoje a Praça D. Dinis na Universidade Velha)
Travessia do rio Mondego (MONDA) na Ponte Romana que foi reconstruída em 1132 e posteriormente destruída
Cruz do Morouços (sobe pela Qta. das Lages)
Antanhol (segue próximo do acampamento romano, chamado Cidade dos Mouros)
Cernache
Eira Pedrinha, Condeixa-a-Nova (passa pelo lugar de Calçada e a Qta. de Silvães junto à EN1)
Condeixa-a-Nova

Condeixa-a-Velha(CONÍMBRIGA) (milha CXVI) (a poucos km's fica o Castellum Romano de Alcabideque


que fornecia água a CONÍMBRIGA através de um aqueduto; neste território apareceram 6 miliários, o de
Tamazinhos a Décio, o de Soure a Caracala, dois a Constâncio Cloro, um a Tácito e outro a Galério; a via saía pelo
pórtico junto às "Lojas a Sul da Via", descia pela Ladeira de Condeixa-a-Velha até à)
Ponte Romana? da Sancha sobre o rio de Mouros (só vestígios; daqui subia ao lugar do Poço e seguia pela Mata
da Bufarda)
Fonte Coberta, Zambujal (cruza com a EN347-1)
Zambujal
Rabaçal, Penela (villa Romana de Miroiços aberta ao público e museu na povoação; a via segue a nascente)
Tamazinhos, Penela (miliário in situ a Décio da milha VIII a CONÍMBRIGA e uma possível ponte romana)
Alvorge, Ansião (passa a nascente entre os cabeços de Trás de Figueiró e Ateanha)
Junqueira, Alvorge (na povoação desviar à direita saindo da EN348)
Santiago da Guarda, Ansião (villa e provável mansio no Solar dos Condes de Castelo Melhor; a via passaria por
Granja, Matos de Sta. Bárbara, Estrada e Vale de Boi, onde existe uma calçada com 150 m, em Vales, a sul da
povoação)
Ponte Romana? de Ponte Galiz sobre o rio Nabão
Ansião
Avelar (calçada entre os lugares da Tojeira e Pontão)
Chão de Couce, Ansião
Pousa Flores, Ansião
Portela de S. Caetano, Pousa Flores
Maçãs de Caminho (talvez por Pomares e Laranjeiras na EM1104 até entroncar na EN350)
Alvaiázere (seguindo a EN350 passa em Seixal, onde existe a necrópole da Igreja Velha, Alvaiázere, onde passa a
EN348, Rominha, Sobreiral, onde existe a villa do Cereijal, e Feteiras)
Sandoeira, Rego da Murta (villa; possível desvio de acesso à travessia do rio Zêzere entre Martinelo e Alcamim ou
mais a jusante entre Bairrada e Porto Caíns)
Pereiro, Areias, Ferreira do Zézere (calçada)
Venda dos Tremoços, Areias
Calçadas, Portela de Vila Verde, Areias
Calçadinha, Ceras, Alviobeira (Travessia da rib. de Ceras)
Alviobeira (Ponte Romana?)
Casais, Tomar (Ponte Romana? da Póvoa; passa em Pintado com vestígios de calçada, Venda Nova, Calçadas,
Alvito e Gorduchas)

Tomar (SELLEUM) (milha CL(150), XCIV(94) milhas a Lisboa)


(dois miliários encontrados em S. João do Couto estão agora no Museu do Carmo em Lisboa; um a Tácito, CIL
II, 6197, e outro a Maximiano, CIL 6198, que segundo Hübner seria o da milha I mas hoje já não é legível; dois
miliários encontrados na Igreja de Sta. Maria dos Olivais; notícia de um miliário enterrado na Rua do Everard;
Forum nas traseiras dos Bombeiros; villa em Cardais)
Travessia do rio Nabão
Madalena (Ponte Romana? dos Frades; villa de S. Pedro de Caldelas)
Paialvo (a calçada ficou debaixo da linha do norte; vicus)
Travessia da rib. da Beselga

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Delongo, Paialvo (miliário em Sta. Catarina; EN535)


Curvaceiras, Paialvo, Tomar (miliário em Santos Mártires)
Guerreira
Atalaia, Vila Nova da Barquinha (calçada na Rua Luís Picciochi, possível miliário e fonte centenária, tudo a ruir!
daqui poderia atravessar o rio Tejo de Tancos para Arrepiado ligando à VIA XV ou a Évora)
Ponte da Pedra, Vila Nova da Barquinha (antiga Ponte da Cardiga atravessa a rib. da Ponte da Pedra)
Entroncamento
Golegã (na Qta. dos Álamos fica a villa de S. Miguel)
Azinhaga, Golegã (villa em Portas de Água)
Pombalinho, Santarém (villa)
Reguengo do Alviela, S. Vicente do Paúl
Travessia do rio Alviela
Chões de Alpompé, Vale de Figueira (provável localização de MORON)
Vale de Figueira
Alcanhões (ruínas das Termas Romanas na Qta. das Martanas; seguiria por Cruz da Entrada)
Ponte Medieval de Alcource, Ribeira de Santarém sobre a vala de Palhais (EM1348, 4 arcos)

Santarém (SCALLABIS), Milha CLXXXII (182), LXII (62) a Lisboa, Conventus Scalabitanus (miliário talvez
a Marco Aurélio; templo romano)
Onias (acompanha a linha férrea)
Vale de Santarém (calçada na Qta. do Malpique a sul da povoação)
Vila Chã de Ourique, Cartaxo
Cartaxo
Pontével (calçada acima da Fonte da Concha, à Horta d’Ourives, junto ao Pinhal da Rola)
Ponte Romano?-Medieval de Pontével sobre a rib. de Pontével
Ponte Romano?-Medieval da Ribeira da Fonta, Pontével
Cruz do Campo, Pontével (daqui talvez partisse um desvio para Reguengo onde há calçada e passaria o Tejo no
Vau de Escaroupim)
Azambuja
Vila Nova da Rainha, Azambuja (calçada e villa)
Travessia do Rio Alenquer

Alenquer (IERABRIGA?) (milha CCXIV (214), XXX (30) milhas a Lisboa; vestígios no perímetro
compreendido entre Paredes, Qta. de Sta. Teresa, Qta. das Sete Pedras, Qta. do Bravo, Villa da Qta. da
Barradinha, Casal da Telhada; junto à necrópole da Qta. do Bravo apareceu um marco comemorativo dedicado a
Adriano assinalando reparações na via e está hoje no Museu do Carmo em Lisboa; na Qta. de Sta. Teresa
apareceu um fragmento de coluna epigrafado que poderia ter origem num miliário.)

 Continua a existir incerteza quanto à localização de Ierabriga em Alenquer porque os vestígios são
inconclusivos. Assim, também se colocam como hipóteses, o Monte dos Castelinhos em Castanheira do
Ribatejo e lugar de Povos em Vila Franca de Xira, até porque estes estão mais alinhados com o suposto
traçado da via.

Carregado
Travessia do Rio Grande da Pipa talvez na zona da Ponte da Couraça
Castanheira do Ribatejo (villa no Bairro da Gulbenkian e vestígios no Monte dos Castelinhos)
Povos, Vila Franca de Xira (Porto romano e villa no sítio da Escola Velha, na Qta. do Borrecho e em Casal da
Boiça, Cachoeiras, ver João Pimenta, 2007)
Vila Franca de Xira (referência a um miliário descoberto mais a poente em Calhandriz)
Alverca do Ribatejo (miliário a Adriano da milha XVIII a partir de Lisboa encontrado na Trav. do Açougue
Velho e posteriormente deslocado para o Convento de S. Félix de Chelas, CIL II 4632)

 Variante para Lisboa por Vialonga e Loures


Vialonga (EN501; Rua Egas Moniz)
S. Julião do Tojal (calçada)
St. Antão do Tojal
Loures (villa de Almoínhas junto ao Palácio da Justiça)
Frielas (miliário nos alicerces da Qta. de St. António que segundo Vasco Mantas estaria junto à ponte de
Frielas; villa na capela de Sta. Catarina)
Lisboa (segue pela Calçada de Carriche, Campos de Alvalade até à Praça da Figueira)

 Variante para Lisboa por Sacavém, seguindo a margem direita do Rio Tejo
Póvoa de Santa Iria (vestígios na Qta. de St. António de Bolonha)
S. João da Talha (segue pela Bobadela)
Ponte Romana de Sacavém sobre o rio Trancão (desenhada por Francisco de Holanda com 15 arcos;
hoje só restam vestígios dos alicerces)
Sacavém (pelas Rua José Luís de Morais e Rua António Ricardo Rodrigues)
Moscavide
Marvila (Rua e Estrada de Marvila)
Beato (Calçada do Grilo, Rua de Xabregas e Rua da Madre de Deus)
Sta. Engrácia (Calçada da Cruz de Pedra, Rua da Cruz de Sta. Apolónia)
Alfama, St. Estevão (Rua do Mirante, Rua do Paraíso, Rua dos Remédios, Largo do Chafariz, Rua de S.
Pedro e Largo da Sé; Campo das Cebolas, na Casa dos Bicos apareceu um miliário a Probo)

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Lisboa (OLISIPO) (milha CCXLIV) (o Museu do Carmo em Lisboa guarda 3 miliários, dois provenientes de S.
João do Couto, Tomar, pertencentes a esta via e também o miliário da Qta. do Cadouço, Famalicão da Serra que
pertencia ao Itinerário Braga-Mérida; o quarto "miliário" em exposição é o marco comemorativo da Qta. do
Bravo, Alenquer; referência a uma Ponte Romana junto à Rua do Arco da Bandeira, actual Rua dos Sapateiros
sobre um braço do Tejo e calçada debaixo do Claustro da Sé e no Núcleo Arqueológico da Rua dos Correios;
Teatro Romano de Nero entre a Rua de S. Mamede, ao a Rua da Saudade; Forum debaixo do Largo da Sé;
Muralha Romana da Cerca da Moura junto ao Castelo de S. Jorge; Circo Romano no Rossio destruído pelas obras
do metro; Termas Romanas dos Cássios na Rua das Pedras Negras)

Itinerário XIX (19)


Braga (BRACARA) - Tui (TUDAE) - Lugo (LUCUS) - Astorga (ASTURICA) CCXCVIIII milhas - 443
Km

Item a BRACARA ASTURICAM m.p. CCXCVIIII

LIMIA XVIIII O Itinerário XIX corresponde no território nacional à Via IV, cujo traçado
TUDAE XXIIII está relativamente bem estudado dado o elevado número de miliários
BURBIDA XVI existentes, mas, a partir de Lugo, passa a ter um traçado comum com
TUROQUA XVI Itinerário XX que vinha pelo litoral ou por mar, per loca maritima, e a
AQUIS CELENIS XXIIII partir de BERGIDO é também comum com o Itinerário da Via Nova que
TRIA XII vinha pela Serra do Gerês. Este itinerário corresponde em grande parte ao
ASSEGONIA XIII Caminho de Santiago pelo que existe sinalização do percurso (setas
BREVIS XXII amarelas) nas partes coincidentes com o caminho romano. Entretanto está
MARCIE XX a decorrer o projecto Vias Atlânticas que visa a protecção e exploração
LUCO AUGUSTI XIII turística da via. (ver os 14 miliários da série Capela referentes a esta via)
TIMALINO XXII
PONTE NEVIAE XII
UTTARIS XX
BERGIDO XVI
INTERAMNIO FLUVIO XX
ASTURICA XXX

Braga (BRACARA) (o Museu Pio XII tem em exposição o miliário de Oleiros e guarda na arrecadação o miliário
de Arcozelo, Vila Verde e o miliário de Romarigães; no Patronato da Sé apareceu deslocado um miliário a Nerva
relacionado com esta via; partindo do Largo S. Paulo Orósio, antigo Forum, a via deveria seguir próximo da
Necrópole do Campo da Vinha;
hoje em dia, seguir pela Rua Frei Caetano Brandão, de onde são provenientes 2 miliários, no alinhamento da
cardus maximus, virando depois à esquerda pela Rua da Boavista, conflui com a Rua Costa Gomes ou EN201 e
segue pela Calçada de Real)
Real (em Capela conflui novamente com a EN201; a dois passos em Tourido, apareceu outro miliário que
poderá ser o mesmo que o miliário a Maximino da milha I encontrado no Monte de Cones cuja inscrição revela
reparações da via " vias et pontes temporis vetustate conlapsos restituerunt")
Frossos (miliário deslocado na Qta. do Outeiro talvez da milha II)
Panoias (na Qta. de Germil apareceu deslocado um miliário a Tibério da milha II, hoje no Museu Martins
Sarmento com o n.º 82; no Largo do Souto, servindo de base ao cruzeiro, está um miliário deslocado com uma
inscrição primitiva a Tibério e uma reinscrição a Valentiano e Valente , da milha III ou milha IV)
S. Pedro de Merelim (talvez a milha III; o marco divisório em Felgueiras pode ser um miliário transformado)
Calçada, S. Paio de Merelim
Ponte Romano-Filipina do Prado sobre o rio Cávado (CELADUS) (miliário a Augusto da milha IV
entretanto desaparecido; fragmento de miliário embutido no muro de uma casa; ver Regalo:1987)

 Variante por Lage:


A partir da Ponte do Prado, a via segue por Atiães até à Ponte de Goães atendendo aos miliários
existentes, mas também é possível uma variante por Lage;
St. Maria do Prado (segue por Faial, calçada da Qta. do Jorge, Estrada, Murta, Santiago, Corga, Montinho
e Sarrela)
Lage, Oleiros (calçada; passa junto à Igreja de S. Julião, entra na Roupeira na EM1184 e segue por Livão)
Moure (calçada; próximo fica o Castro Romanizado do Barbudo ou Monte Castelo; continua pela EM1184
por Caraceira, Laranjal, Landeira e Portelinha)
S. Miguel de Carreiras (passa a EM1183 por St. André e Cachada)
Portela das Cabras (onde reencontra via principal)

St. Maria do Prado (miliário a Tibério, talvez da milha V, hoje no Museu Martins Sarmento com o n.º 77)
Oleiros (miliário a Valentiano I, hoje exposto no Museu Pio XII, encontrado na Bouça do Benefício Paroquial da
antiga Igreja Matriz)
Atiães (fragmento de miliário no pinhal; da capela de S. Sebastião segue para a mata de S. Jerónimo)
Freiriz (segue pelo Monte do Cardal)
Marrancos
Portela das Cabras (calçada no lugar da Rua; em Portela do Meio passa a EN308 e segue por Hospital e Fonte
Fria)
Goães
Ponte Romano?-Medieval da Pedrinha ou Ponte Velha, Goães, sobre o rio Neiva (NAEBIS) (3 arcos)
(em Martim, Calvêlo apareceu um miliário como sepultura; se não foi deslocado, poderá indicar uma travessia

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mais a jusante a partir de Arcozelo, onde, na Igreja velha, apareceu um outro miliário a Tibério que está hoje no
Museu Pio XII)
Rio Mau (da ponte sobe até Angulo Quarenta onde vira à esquerda até Lagoeira onde entra no concelho de Ponte
de Lima)
Anais (de Lagoeira, segue à esquerda para Venda e logo à direita para Gandara; muito próximo, no lugar da Boa
Vista, apareceu um miliário ilegível suportando o alpendre de uma casa; continua por Talho, Souto, Varziela,
Malhos, Cruzeiro, à esquerda por Albergaria, Casas Novas até à Pedra da Cruz onde vire à dir.)
Queijada (passa em Empregada e Qta. do Baganheiro, onde conflui com a EN201 e segue até ao Rio Trovela junto
à necrópole da Qta. do Outeiro)
Travessia do rio Trovela (algures perto do lugar da Ponte Nova)
Fornelos (200 m depois da ponte segue à esquerda para Cercal, Silvosa e Ermida de S. Brás até à rib. de
Sandilhão; miliário anepígrafo no caminho de acesso à Qta. da Torre e outro miliário no lugar do Passal)
Travessia da rib. de Sandilhão (segue por Lage; miliário no lugar da Posa ou será o mesmo de St. Amaro?)
St. Amaro, Fornelos (seria daqui o miliário a Maximino da milha XVIII 18 que está hoje no jardim do Solar de
Bertiandos como pelourinho; a inscrição revela reparações da via na frase vias et pontes temporis vetustate
conlapsos restituerunt)
Qta. das Pias, Feitosa
Gaia, Arca (poderia ser aqui o local primitivo do miliário a Maximino da milha XXI encontrado a Sudeste na
Qta. da Agra, Correlhã, n.º 7 da série Capela, está hoje no Museu Nacional de Arqueologia partido em dois)
Bustelo, Arca (por Cruzeiro, Graciosa, Av. António Feijó, Qta. da Lapa, Quartéis e Portas de Braga onde entra na
vila de)

Ponte de Lima (LIMIA) (mansio da milha XVIIII; a via entrava pela já demolida Porta de Braga e seguia
pela Rua do Souto, depois por detrás da Igreja Matriz, pela Rua Direita e Rua Fonte da Vila)
Ponte Romana sobre o rio Lima (LAETHES) (reconstrução medieval; só os primeiros 5 arcos da margem
direita são romanos)

Qta. do Antepaço, Alémponte (o miliário a Adriano da milha XX, é o único que resta de um grupo de 4
miliários com os n.º 1,2,3 e 4 da série Capela que foram deslocados para a Qta. de Faldejães; segue à direita pelo
Caminho das Tojeiras, EM523, passa a nascente das Qtas. de Sabadão e Pomarchão, atravessa a EN e segue até)
Cancelinhas, Arcozelo (na bifurcação segue à dir., no lugar da Igreja segue à esquerda e passa na Igreja de Santa
Marinha, onde apareceu um miliário; na Qta. de Faldejães para além dos 3 miliários provenientes da Qta. do
Antepaço, existem mais 2 miliários, um deles proveniente da Capela de S. Sebastião)
Arcozelo (a calçada descreve um arco pela Rua Lima Bezerra e Largo Freiria até à)
Ponte Romano-Medieval do Arco da Geia, Boa Vista, sobre o rio Labruja (1 arco, pedras almofadas; depois
da ponte segue a margem esquerda do rio por um caminho agrícola, passando em Coutada, Riba Rio, Borrelho,
Cerdeira, Carvalho Mouco e Moinho do Folão)
Paredes, Cepões (tem que subir à EN306 e logo depois à esquerda para a)
Ponte do Arco, nova travessia do rio Labruja (segue a EN até Revolta, onde vira à esquerda por Portelinha,
Valinhos e Igreja)
Labruja (segue pelos lugares de Freita, Vinhó de Baixo, Casa Branca, Eiras e Espinheiros onde foi encontrado um
miliário; aqui o caminho divide-se, um medieval, segue para a Portela Grande e a via romana, segue pela Portela
Pequena; miliário convertido em pia baptismal na Capela de S. João da Grova)
Portela de Câmboa, Labruja (o miliário n.º 11 da série Capela foi partido em 4 e está desaparecido)
Portela Pequena, Romarigães (milha XXVIII; podia ser aqui a origem do miliário a Valentiano I que indica
somente os caracteres XX...; apareceu numa casa rural transformado em pia de porcos e está hoje no Museu Pio
XII em Braga)
Veiga do Monte, Romarigães (segue pelos lugares do Pico, Portela e Venda)
Cascalhal, Romarigães (miliário a Constante I da milha XXIX 29 está hoje no lugar de Barreiros em S. Martinho
de Coura, num largo por detrás da Igreja; segue junto à Capela de S. Roque, nas traseiras da famosa Casa Grande
de Romarigães)
Portela, Romarigães (continua pela vertente leste do Castro do Couto de Ouro)
Azenha do Ribeiro, Romarigães (miliário a Augusto da milha XXX 30, está hoje na Qta. do Crasto; ver
adiante)
Ponte Romano-Medieval da Codeceira sobre a rib. da Codeceira
Agualonga (segue por Monte da Gândara e Covelo)
Pereiros, Rubiães (miliário a Magnêncio da milha XXXI 31 que está hoje no alpendre da Capela de S.
Bartolomeu das Antas)

 para a construção da Capela de S. Bartolomeu das Antas, foram utilizados vários miliários da zona que
ficaram assim deslocados; contam-se 6 miliários, dois deles suportando o alpendre, o de Magnêncio da
milha XXXI 31, proveniente de Pereiros em Rubiães e o de Nerva da milha XXXVI 36 proveniente do
Monte das Contenças em Fontoura; os restantes estão hoje ao redor da capela sendo um deles a Juliano
da milha XXXII 32 proveniente da Ponte de Rubiães, outro a Maximino e Máximo, outro a Maximino II
Daia e outro anepígrafo; também no lugar da Fonte de Olho em S. Martinho de Coura existe um miliário
deslocado a Magnêncio, suportando um alpendre de uma casa rural; seria um avariante?

Rubiães (ver mapa; na Capela de S. Roque, junto à EN201, vira à esquerda por um caminho paralelo à EN,
continua pela vertente poente do Monte da Costa, passa nas traseiras da Igreja Românica de S. Pedro, onde no
adro está um miliário a Caracala convertido em sepultura e segue até ao lugar da Escola onde desvia à esquerda
para descer ao rio Coura)
Crasto, Rubiães (na Qta. do Crasto há 3 miliários deslocados, o miliário a Augusto da milha XXX 30
proveniente da Azenha do Ribeiro em Romarigães, um anepígrafo e outro a Valentiano I como esteio duma
ramada; desce por calçada até à)
Ponte Romano-Medieval de Rubiães ou Ponte Velha sobre o rio Coura (3 arcos, um romano?; miliário a

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Juliano da milha XXII 32 que está hoje junto à Capela de S. Bartolomeu das Antas)
Cossourado (da ponte segue à direita até à EN201 que atravessa e segue por caminho estreito, contornando o
Monte da Cividade e o seu magnífico castro)
Couto da Cabras, Cossourado (ao km 11 da EN201 estaria o miliário a Maximino Daia da milha XXXIIII 34, já
desaparecido, que apareceu deslocado para poente no Monte da Gândara)

 existem três miliários desta via que foram deslocados para lugares próximos de Cossourado, embora já na
freguesia de Sápardos, nomeadamente, o fragmento de miliário na Capela de S. Brás, o miliário a
Constâncio Cloro da Ranhadoura já desaparecido; apareceu ainda um outro mais afastado na freguesia
de Candemil.

S. Bento da Porta Aberta, Cossourado (milha XXXV 35)


S. Julião (no lugar do Raso, 200 m de calçada paralela à estrada actual, seguindo depois em alcatrão até Pousada)
Fontoura (segue por Reguengo, junto ao campo de futebol, S. Gabriel, Portela, Cortinhas, Casa Gonçalo, Boriz até
à rib. do mesmo nome; continua por Rio Torto, por caminho de terra batida com 100 m, até Monte Chão,
restando da antiga via uma lomba no terreno com 500m, em propriedade privada)

 o miliário anepígrafo de S. Julião está hoje no adro da Igreja dos Terceiros em Ponte de Lima, talvez
corresponda à milha XXXV 35.
 o miliário a Nerva da milha XXXVI 36 estaria no Monte da Contença em Fontoura e está hoje junto à
Capela de S. Bartolomeu das Antas.
 o miliário de Chamosinhos da milha XXXVII37, encontrado num quinteiro perto da Igreja de S.
Pedro da Torre, teria sido deslocado da Capela de S. Miguel em Fontoura e está hoje no Museu Nacional
de Arqueologia em Lisboa.

Cerdal (por Bouça da Gândara, Paços seguindo por caminho de terra batida até à)
Ponte Romano-Medieval da Pedreira sobre a rib. da Pedreira ou de Fervença (calçada antes da ponte)
Pedreira, Cerdal (a seguir à ponte segue sempre em frente, cruza uma estrada asfaltada e segue por Corgas para
atravessar a rib. de Mira)
Gandra (da ribeira segue a direito por Tuído, Albergaria e Senra até entroncar na EN13 ao km 116)
Arão (segue por uma paralela à EN13 que começa junto ao café Arcádia e passa no centro da povoação até
reencontrar a EN13)
Valença ( miliário anepígrafo na «estrada do cais» talvez da milha XLII tal como o miliário de Arinhos)
Travessia do rio Minho (MINIUS) no lugar do Cais de Arinhos (miliário de Arinhos a Cláudio da milha XLII
42, deslocado para dentro da fortaleza)

Tui (TUDAE) (mansio da milha XLIII 43)


No seu percurso até Astorga, a via continuava por Madalena, Ponte Romana? de Orbenlle, Guizan, Louredo
(miliário em Santiaguiño de Antas), Saxamonde em Redondela (5 miliários), e nas seguintes mansiones referidas
no Itinerário: BURBIDA, TUROQUA, AQUIS CELENIS, TRIA, ASSEGONIA, BREVIS, MARCIE, LUCUS,
TIMALINO, PONTE NEVIAE, UTTARIS, BERGIDO, INTERAMNIO FLUVIO e finalmente
Astorga (ASTURICA) (total de CCXCVIIII milhas, ou seja, 443 Km)

Itinerário XVII (17)


Braga (BRACARA) - Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Astorga (ASTURICA) CCXLVII milhas - 364.4 km

Item a BRACARA ASTURICAM m.p. CCXLVII

SALACIA XX Apesar dos muitos miliários existentes, o traçado principal da via ainda suscita
PRAESIDIO XXVI muitas dúvidas devido tanto às variantes equacionadas como à incerteza sobre
CALADUNO XVI as localizações das mansiones referidas no Itinerário. O recente levantamento
AD AQUAS XVIII da via no âmbito do projecto "Vias Augustas" irá trazer novas informações sobre
PINETUM XX o trajecto. Entretanto esta rota tenta interligar os imensos vestígios existentes.
REBORETUM XXXVI Ver os 13 miliários da série Capela referentes a esta via de um total de 32 e na
COMPLEUTICA XXVIIII bibliografia Barradas:1956, Maciel:2004 e Colmenero:1987.
VENIATIA XV MRF - Museu da Região Flaviense || MAB - Museu Abade de Baçal
PETAVONIUM XXVIII
ARGENTIOLUM XV
ASTURICA XXIIII

Braga (BRACARA) (nos alicerces da enfermaria do Hospital de S. Marcos apareceu um miliário talvez
relacionado com esta via, assim como a necrópole de S. Lázaro que fica nos terrenos da Sta. Casa da Miserircórdia
na mesma zona; talvez partisse do Largo S. Paulo Orósio, antigo Forum, seguindo pela Rua do Alcaide, Rua do
Anjo, até à Necrópole do Largo Carlos Amarante que se estenderia até Igreja de S. Vítor, Av. da Liberdade e Rua
dos Congregados, antiga Cangosta da Palha;
hoje é preciso seguir pela Rua de S. Marcos, Av. Central, Rua de S. Vítor; Rua Padre Manuel Alaio/Largo do
Orfeão, onde apareceu um miliário a Tibério talvez da milha I e daí acompanharia a margem direita do rio Este
pela estrada velha paralela à EN103)
Areias, Gualtar (miliário a Heliogábalo da milha III; apareceu junto à EN103)
Este de S. Mamede (calçada passa em Pidre contornando pelo sul a Serra dos Carvalhos onde existe o Povoado
Romano no Monte das Eiras Velhas)
Lanhoso (vestígios Romanos em Cima de Vila e Vila Cova)

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Póvoa do Lanhoso (Estação Luso-Romana a meio do acesso ao Castelo)


Calvos (calçada; Castro Romanizado do Monte Castelo)
Igreja Nova, Serzedelo (calçada; segue por Chapadas, Botica de Cima, Pousadouros e Cerdeirinhas)
Louredo (segue pela encosta poente da Serra da Cabreira talvez sob partes da EN103)
Salamonde
Ponte Velha da Rês sobre a rib. de Saltadouro
Ruivães (em Boticas de Ruivães apareceu um miliário anepígrafo já desaparecido; segue por S. Cristovão e Sta.
Leocádia talvez sempre pela EN103)
Ponte Romana? do Arco sobre a rib. da Borralha (hoje submersa pela barragem do Rabagão)
Campos
Linharelhos, Salto (calçada; pode ser só um desvio)
Padrões, Montalegre (antiga Vilarinho dos Padrões, local da milha XX a Braga donde se conhece 3 miliários; um
anepígrafo, um miliário a Tibério da milha XX... a Braga, está no Museu Nacional de Arqueologia, e um miliário a
Trajano da milha XLII talvez a Chaves, hoje no MRF, ARC431, foto ao lado, mas descoberto na Venda Nova)
Sanguinhedo, Venda Nova (4 miliários; um miliário a Cláudio da milha ?XXV a Braga, talvez falta o X de 35
milhas, ARC396, e os restantes dois estavam na parede de um forno, , um a Adriano e o ARC431 a Trajano que
estaria em Vilarinho; estão todos no MRF; outro miliário que indicava XXXIII 33 milhas está hoje desaparecido)
Venda Nova (antiga Venda dos Padrões)
Codeçoso do Arco (segue até ao Castro Romanizado de Codeçoso possível localização de Praesidium; miliário a
Cláudio da milha XXXVIII 38 já destruído)

a Chaves pela variante norte pelo concelho de Montalegre, talvez a principal:


(há um miliário deslocado a Tibério no pátio do Castelo de Montalegre)
Travessia do Rio Rabagão em Sanfins, Pondras (Argote refere uma Ponte Romana já então em ruínas e existe um
miliário embutido numa casa; em alternativa poderia passar na Vila da Ponte)
Borrageiro (Argote refere um miliário a Tibério da milha XXXVIII na Lama do Carvalho hoje desaparecido)
Currais, Reigoso (calçada; miliário anepígrafo como suporte de varanda, foto)
Vila da Ponte (calçada na margem dir.)
Cruz de Leiranque, Pisões, Viade (calçada submersa pela barragem; o miliário da Cantina de Leiranco, está hoje
na praça da aldeia de Viade)
S. Vicente da Chã (a calçada segue por Parafita e Penedones)
Travassos, S. Vicente da Chã (miliário anepígrafo convertido em cruzeiro na foto ao lado; segue por Peirezes)
Ponte Romana de Peirezes sobre o rio Rabagão (só resta o arco e um troço de calçada)
Gralhós, S. Vicente da Chã (calçada)

Para a travessia do rio Beça existem duas hipóteses com reencontro em Ardãos:

 seguir por Cortiço, pela calçada até à Ponte Romano?-Medieval de Cortiço, continuando para Vilarinho
de Arcos (calçada) e a aldeia de Arcos (na rua principal, perto da Sra. do Campo, apareceu o miliário a
Cláudio da milha L..., talvez a milha 50, hoje no MRF com o n.º ARC398; outra possível localização de
CALADUNO)

 ou seguir para Zebral (onde terá aparecido um miliário a Adriano), continuando por Antigo de Arcos
(onde apareceu um miliário a Tibério da milha LIX (59) suportando a varanda da casa de Manuel
Moreno e hoje está no MRF com o n.º ARC394) e pelo Alto da Serra do Pindo; a calçada de Pedrário em
Serraquinhos, indicia uma ligação para a raia)

Ardãos (calçada entre Sangrinheira e Fragão do Fojo)


Seara Velha (calçada até Soutelo atravessando a rib. de Calvão)
Soutelo (segue por Noval, no lugar da Pipa e no sítio do Cavalo dos Mouros, onde há inscrições em penedos talvez
relacionadas com a via e continua pela calçada do Alto da Mortiça)
Vale de Anta (miliário a Treboniano Galo na Igreja; calçada em Campo da Via; Barragem Romana da
Abobeleira; Minas romanas em Outeiro Machado e no Campo Queimado; ver abaixo reencontro com a variante
Sul)

a Chaves pela variante sul por Boticas:


A derivação poderia partir de Codeçoso do Arco em direcção a Alturas do Barroso
Atilhó
Carvalhelhos (Castro Romanizado Castelo de Mouros)

 é possível uma rota mais a sul pois segundo Argote existiam 2 miliários, um a Cláudio da milha XX? e
outro da milha XXXV na desconhecida Portela de Rebordelos, deslocados para junto a um ribeiro a
Sudoeste da aldeia de Campos em S. Salvador de Viveiro e hoje desaparecidos; próximo fica o Castro
Romanizado de Lesanho.

Ponte Pedrinha sobre o rio Beça (4 arcos)


Carreira da Lebre, Beça (contorna pelo sul o Alto da Esculca e segue por Quintas)
Boticas (miliário a Adriano da milha XLIII a Braga próximo do Castro da Nogueira, talvez deslocado; outra
possível localização de PRAESIDIO)
Granja (Castro do Cabeço)
Sapiões (o miliário a Augusto? da milha LXV a Braga foi descoberto na Ribeira da Costa perto da capela da Sra.
das Neves já convertido em sarcófago e por isso chamado de Pedra do Caixão, hoje no MRF)
Ponte Pedrinha sobre o rio Terva
Sapelos, Boticas (a norte ficam as importantes Minas Romanas do Poço das Freitas)

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Serra da Pastoria, Redondelo (um miliário a Trajano da milha V contadas a partir de Chaves, hoje no MRF com
o n.º ARC401)
Vale de Anta (miliário anepígrafo desaparecido; possível ligação ao Castro Luso-Romano da Curalha e à villa da
Granjinha, ambas junto ao Tâmega)

Chaves (AQUAE FLAVIAE) (milha LXXX; Ponte Romano-Medieval de Ribelas ou das Caldas; a Rua Direita
seria a decumanus maximus; miliário a Décio da milha V; miliário do Postigo das Manas já desaparecido;
Argote refere ainda mais 4 miliários: um a Licínio, entretanto relocalizado em 2006, um outro a Constantino,
um a Caro encontrado em Sta. Cruz e dois a Adriano, o da milha II que estaria no actual Campo da Aliança e o
da milha V que estaria junto à Capela do Anjo no actual Largo 8 de Julho, onde estaria outro miliário também
desaparecido; estão em curso as escavações do balneário termal no Largo do Arrabalde; existem pelo memos 6
miliários em exposição no MRF: um fragmento de um miliário a Caracala, o miliário a Tibério proveniente de
Antigo dos Arcos, o miliário a Claudio proveniente de Arcos, os dois miliários a Trajano de Venda dos Padrões, o
miliário a Trajano da Pastoria e um fragmento proveniente de Vilarandelo)
Ponte Romana de Trajano sobre o rio Tâmega (sobre a ponte estão as cópias de duas colunas honoríficas;
uma, chamada Padrão dos Aquiflavienses, assinalaria a construção da ponte e está desaparecida; a outra,
chamada Padrão dos Povos foi encontrada em 1980 no leito do rio e está hoje no hall do MRF)

 Daqui partiriam também duas rotas para a Galiza; uma seguiria pela calçada entre Sanjurge e Bustelo,
chamada "Estrada Velha de Montalegre", e depois Calvão onde fica o vicus do Outeiro da Torre e o
miliário anepígrafo do Facho dos Castelões à entrada da aldeia, seguindo talvez até Iria Flaviae,
talvez em Padrón, perto de Compostela. Outra seguiria a margem esquerda do rio Tâmega, designada por
"Calçada das Minas" por R. Colmenero, derivando da variante norte da Via XVII em St. Estevão passando
na Ponte do Arquinho sobre a rib. de Arcossó, Vila Verde da Raia, Vila de Frade, onde apareceu um
miliário anepígrafo e um miliário a Carino como suporte do alpendre da Capela de Sta. Marta,
seguindo depois para a Galiza, por Feces, Mandím, Mourazos, Cabreiroa até Verín; de Chaves partia
também uma outra via para sul em direcção ao rio Douro.

 Atendendo ao grande número de miliários e pontes romanas encontradas é hoje consensual que a Via
XVII seguia por Valpaços. No entanto, ainda não é possível descartar a origem romana de uma variante
que segue mais a Norte por Vinhais, reencontrando-se em Castro de Avelãs, talvez a capital do povo
Zoelae, às portas de Bragança. Nesta zona ficaria a mansio COMPLEUTICA referida no Itinerário. Estas
variantes podem estar ligadas entre Lebução e Sá, por Fiães (no lugar de Muradelhas há um possível
miliário), Tinhela (calçada e Ponte Romana?) e Alvarelhos (calçada e miliário a Magnêncio já
desaparecido em Lama de Ouriço).

A Castro de Avelãs por Valpaços, na rota da Via XVII


Madalena, Chaves (passada a ponte, segue a direito pela EN103, na capela continua em frente por terra, na
bifurcação segue à direita para Qta. de S. Germano;
após o canal segue à esquerda e 50 m depois segue à direita onde passa a calçada que ascende ao Alto de S.
Lourenço)
Calçada de S. Lourenço, Eiras (a calçada passa no miradouro, na Casa dos Ferradores, Largo do Cruzeiro, Rua da
Travessa, até à EN213; no chafariz segue para Juncal)
S. Lourenço, Eiras (a magnífica calçada subindo a encosta; miliário anepígrafo já desaparecido)
Ponte Romana de S. Lourenço sobre a rib. de S. Julião (1 arco, a 500 m da povoação e segue para Arco e
Lama)
S. Julião de Montenegro (na Igreja paroquial apareceram 3 miliários, miliário Macrino e miliário a Décio da
milha VI nos altares laterais e um miliário anepígrafo no altar mor; permanecem no local; segue por Falgueira,
Poças, Alto da Gesta e Barracão)
Travessia do rib. de Limãos
Sá (apareceram dois miliários nas obras de demolição da capela de Sta. Luzia; um miliário a Macrino está no
terreiro da casa de Hermínio Quintino e outro nas fundações da mesma)
Vilarandelo (miliário a Macrino, apareceu na Capela do Espírito Santo dentro do cemitério e está hoje no jardim
junto ao mercado junto com um outro miliário a Caracala que apareceu no pátio duma casa particular em
Vilarandelo; um fragmento de miliário talvez a Flávio Severo foi para o MRF em Chaves)
Lagoas, Valpaços (calçada e miliários deslocados no Solar e Capela dos Morgados Pinto Leite, Casa do Arco)
(é possível que de Valpaços partisse uma variante rumo a Sudoeste passando em Vassal e Sanfins, onde
recentemente foi descoberto um vicus, continuando para Argeriz onde há a Ponte do Regato do Pereiro e a
calçada que vai do Castro de Ribas ao santuário de rupestre de Pias de Mouros)
Possacos (calçada com 2 km desvia à direita da EN206 e desce à ponte; 4 miliários, o miliário a Magnêncio
indicando as milhas a Braga apareceu junto à Igreja e está hoje numa casa particular em Carlão, Alijó , um
miliário a Macrino estaria na Qta. do Padre António de Sousa, um miliário talvez a Delmácio aparecido no Largo
das duas Fontes e um talvez a Carino, todos desaparecidos; no lugar do Bairro existia um miliário também
desaparecido no muro de uma fonte)
Ponte Romana do Arquinho ou de Possacos sobre o rio Calvo (1 arco; daqui provém o miliário a Maximino
e Máximo, deslocado depois para a ponte de Vale de Telhas, acabando junto à capela de N. Sra. de Fátima em
Vale de Telhas onde está hoje; indica reparações da via na frase vias et pontes temporis vetustate conlapsos
restituerunt curante; a calçada continua até à EN206)
Ponte Romano-Medieval de Vale de Telhas, sobre o rio Rabaçal, Fornos do Pinhal (EN206; reconstrução
medieval com elementos romanos, como blocos de pedra com marcas de fórfex; existiam 6 miliários; um miliário
a Maximino e Máximo, está hoje no Museu de Vila Real; um miliário a Numeriano e outro a Maximiano já
desaparecidos)
Vale de Telhas (a PINETUM do Itinerário a XX milhas de Chaves poderia ser no Castro do Cabeço; há um
miliário junto à fonte romana e o miliário a Maximino e Máximo junto à capela de N. Sra. de Fátima)
Bouça (na casa da família Verdelho, em Vale de Gouvinhas, há um miliário a Maximiano que estaria no leito do

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rio Rabaçal junto à Ponte de Vale de Telhas; topónimo Estalagem)


Ferradosa, Fraziela (um miliário da milha XXII a Chaves junto ao café Estrela do norte; e mais 3 fragmentos
anepígrafos, um dos quais na berma da estrada; segue pela Qta. da Calçada, Padrões, Redonda, Cabeço da Mós,
Qta. do Ermidão e Estalagem)
Ponte Romano?-Medieval do Arquinho ou de Ermidão sobre a rib. do Arquinho (indicada na EN206; 1 arco)
Ponte Romana da Pedra, Torre de Dona Chama sobre o rio Tuela (ao km 6 da EN206; 6 arcos)
Torre de Dona Chama (ver projecto VIAS AVGVSTAS no concelho de Macedo de Cavaleiros)
Vila Nova da Rainha (calçada com 900 m, começa a 1 km da povoação, segue paralela à EN206; fragmento de
miliário na berma da EN206, 600 m antes da povoação;
miliário anepígrafo no centro da povoação suportando uma varanda)
N. Sra. das Dores, Lamalonga (calçada com 1500 m ladeia a capela)
Lamalonga (algures estaria a REBORETUM mencionada no Itinerário a XXXVI milhas de PINETUM; no adro da
Capela de S. João apareceu um miliário a Constâncio Cloro que está hoje no MAB com o nº 1565 e um outro
anepígrafo dado como destruído mas que poderá ser o que se encontra à saída da povoação;
o Caminho de Pombal poderia ser uma ligação às minas de Ervedosa, onde existe um fragmento de miliário
suportando uma varanda, passando em Argana, onde existe um fragmento de miliário tombado junto a um
tanque)
Carvalhal, Lamalonga (miliário anepígrafo na berma da EN206; miliário em Argana)
Cabeço do Marco, Agrochão (referência a um miliário; sob a Estrada Velha que passa no sopé do monte estará a
calçada)
Falgueiras, Ervedosa
Penhas Juntas
Edrosa (pela EN206 ou, mais directo por Melhe)
Portela de Zoio, Zoio
Carrazedo (miliário a Caro; calçada contorna o Cabeço Carro, desce ao vale pelo lugar de Além Rio e atravessa o
rib. de Carrazedo para)
Alimonde, Carrazedo (calçada sobe pelo Caminho dos Mortos até ao Alto da Ferradosa e desce pelo Caminho da
Vila ao Castro de Formil ou Feira dos Mouros)
Formil, Gostei (segue junto à Capela de S. Cláudio onde apareceu um miliário a Maximiano, hoje no MAB com o
nº 1580 e uma inscrição honorífica a Cláudio embutida na parede)
Gostei
Ponte Romano?-Medieval de Ariães sobre a rib. de Castro (na EM518 Gostei-Bragança)
Castro de Avelãs (Civitas ZOELARUM?) (na villa Romana da Torre Velha apareceram dois miliários,
transformados em sarcófagos no exterior das ruínas da capela de S. Sebastião, um a Augusto da milha CLX? a
Braga? ou XIX? e outro a Caracala, hoje no MAB com o nº 1584 e 1583; poderia ser aqui a COMPLEUTICA
mencionada no Itinerário a 165 milhas de Braga)
Var. norte a Castro de Avelãs por Vinhais; variante norte (2 miliários em Bouçoães e 1 em Soeira):
Faiões
Ponte Romano?-Medieval de Faiões sobre a rib. de Avelelas
St. Estevão (por nascente)
Ponte do Arquinho
Assureiras, Águas Frias (segue pela calçada do Souto Bravo e pelo sopé do Castelo de Monforte, talvez uma
statione; continua pelo planalto por Breia, Jaguintas, Calhelhas das Presas e Baixinha das Presas)
Bobadela (da Igreja paroquial segue pela chamada Estrada que atravessa a povoação e segue por Souto das
Almas, Sítio da Estrada e Fraga das Antas até)
Nozelos (segue a norte da povoação e atravessando os ribs. de Cima e da Pulga e sobe a)
Lebução
Vilartão, Bouçoães (dois miliários anepígrafos provenientes da Casa da Abadia estão hoje na J. F.;
segue pelo Terreiro do Marco, onde terá existido um miliário já desaparecido, pela Fraga do Clero, Lombinho das
Cruzes e desce à Qta. dos Picões)
Ponte Romano?-Medieval de Picões sobre o rio Rabaçal, Bouçoães (estava em ruínas e hoje está submersa)
Valpaço, Curopos (seguia por Fonte do Mau Nome, Breia, Pedra Mourisca, Estalagem de Baixo e de Cima e Souto
Escuro onde terá existido um miliário)
Sobreiró de Baixo (vem pelo Monte da Forca e Cruz das Cortes, e segue pelo sopé do Monte da Circa)
Travessia da rib. das Trutas no Pontão (segue entre os Altos da Portela e do Pinheiro)
Vinhais (miliário a Maximino e Máximo da milha C... só existe a transcrição; segue por calçada já destruída na
encosta do Castro da Cidadelha)
Vila Verde (provável statione no Forte de Modorra de apoio à via)
Ponte Romano?-Medieval de D. Marinha sobre a rib. de Padornelo
Ponte Romano?-Medieval da Soeira ou Ponte Velha sobre o rio Tuela, (18 m, 2 arcos; segue pelo sopé do Castro
da Ponte)
Soeira (provável mutatio; a via sobe 1 Km até à Capela de S. Sebastião em Vilar onde apareceu um miliário a
Augusto?, transformado em sarcófago, hoje no MAB com o nº 1566; segue pela Igreja Velha, sítio das Prainas e
desce ao rio)
Travessia do rio Baceiro (sobe a Castromil por calçada e daí desce pela Calçada de Dossãos a)
(em alternativa poderia passar na Ponte de Castrelos e daqui a Castro de Avelãs)
Gondesende (necrópole e calçada; continua por Oleiros da Breia)
Donai (segue para Grandais)
Castro de Avelãs (nas Terras de S. Sebastião)

Continuando para leste a partir de Castro de Avelãs:


Bragança (o Museu Abade de Baçal guarda 8 miliários; necrópole dos Quatro Caminhos e necrópole do Couto,
ambas em Vale de S. Francisco)
Ponte Romano?-Medieval das Carvas, S. Lázaro sobre o rio Sabor (segue pela Qta. das Carvas)
Gimonde

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Ponte Romano?-Medieval de Gimonde sobre o rio Onor (a 100 m da ponte nova)


Cruz do Marrão, Gimonde (miliário a Caro no caminho velho para Babe, está hoje no MAB com o nº 1575)
Babe (provável statione no lugar do Sagrado, de onde serão os dois miliários da milha XX..., um a Caracala
encontrado na capela S. Pedro Velho
e outro a Adriano da milha XX encontrado na Igreja Matriz; no MAB nº 1572 e 1570)
São Julião de Palácios (Fonte Romana; calçada chamada Caminho das Duenas segue por Lameiros da Calçada)
Travessia do Rio Maçãs em Porto Calçado para Vale de Perdizes (fronteira luso-espanhola)
Viñas, Espanha (calçada submersa por açude)
San Vitero, Espanha (miliário a Adriano dentro da povoação)

VENIATIA (seria em Peña del Castillo, Boya, Zamora a XV (15) milhas de COMPLEUTICA)
PETAVONIUM (seria em Ciudadeja de Sansueña, Rosinos de Vidriales, Santibáñez de Vidriales, Zamora a
XXVIII (28) milhas de VENIATIA)
ARGENTIOLUM (seria a norte de Herreros de Jamuz, Quintana y Congosto, Leon a XV (15) milhas de
PETAVONIUM)
Astorga (ASTURICA) (total percorrido CCXLVII milhas, ou seja, 365,5 Km desde Braga; a XXIIII milhas de
ARGENTIOLUM)

Itinerário XVIII (18)


Braga (BRACARA) - Gerês - Astorga (ASTURICA) - Via Nova CCXV milhas - 318.5 Km

Item alio itinere a BRACARA ASTURICA m.p. CCXV

SALANIANA XXI A Geira ou Via Nova, é a via romana melhor preservada em Portugal e,
AQUIS ORIGINIS XVIII caso único no mundo, conta com mais de 230 miliários ao longo do seu
AQUIS QUERQUERNNIS XIIII percurso até Astorga. No Itinerário de Antonino apenas é referida a
GEMINAS XVI mansio SALANIANA em território nacional que será a aldeia de
SALIENTIBUS XVIII Travassos na freguesia de Vilar, Terras de Bouro já que aí foi
PRAESIDIO XVIII encontrado um miliário precisamente indicando a milha XXI. A Via
NEMETOBRIGA XIII Nova é referida na Cosmografia do Anónimo de Ravena como Augusta
FORO XVIIII Bracaria, obra escrita já no século VII dc por um desconhecido monge
GEMESTARIO XVIII do Mosteiro de Ravena.
BELGIDO XIII + info
INTERERACONIO FLAVIO XX
ASTURICA XXX Está em marcha um projecto de reabilitação e promoção turística da
via que inclui a sua promoção a Património Mundial.
Ver aqui os 35 miliários da série do Padre Martins Capela.
Ver aqui uma descrição do trajecto.

Braga (BRACARA) (existem vários miliários provenientes do centro urbano que poderão estar realcionados
com esta via como é o caso do miliário encontrado na Rua de N. Sra. do Leite, ou o da Casa do Passadiço na Rua
Francisco Sanches; a via saía pelo extremo Nordeste da cidade, talvez no largo de S. João do Souto, seguindo
junto à Necrópole da Via Nova, no ínicio da Av. Central, onde apareceu também um ara dedicada aos Lares
Viales, e seguia pela actual Rua de Chãs em direcção a Amares pela EN 205-4, passando por Montariol e
Pinheiro)
Adaúfe (segue pelo lugar da Estrada)
Sta. Lucrécia de Algeriz
Ponte Romano?-Medieval do Porto sobre o rio Cávado (CELADUS) (ou por barca mais a jusante no lugar da
Barca)
Prozelo (da ponte vira na 1ª à esquerda e logo em frente fica o inicio da subida já em calçada; hoje tem que passar
debaixo na nova ponte; a calçada sobe até à capela do Anjo da Guarda, onde está o miliário de S. Miguel-o-Anjo
convertido em cruzeiro)
Ferreiros, Amares (próximo há 3 miliários deslocados, o miliário do Pilar em Fiscal, que marca hoje a divisão com
a freguesia de Carrazedo e os miliários da Qta. do Agrolongo e da Qta. da Pena)
Caires (da EN205 virar à direita para Caldelas, e pouco depois desviar para Caires, contornando o Monte de S.
Fins; passa nos lugares da Sobreira, Paço Velho, Castro, Tornadouro e Lugar da Geira)

Paredes Secas, Amares


(a Via Romana começa no enfiamento da estrada moderna antes da descida para a povoação e ascende por
patamares suaves, contornando pelo lado nascente o Monte de Sta. Cruz até desembocar na povoação da Portela
de Sta. Cruz; Deste troço restam o miliário a Maximino e Máximo da milha XII, hoje no adro da Igreja Paroquial
de Paredes Secas e os dois miliários, um a Tito e Domiciano, da milha XIII, hoje no adro da Igreja de Paroquial de
Vilela.)

Portela de Sta. Cruz, Souto (passa num primeiro largo com um miliário anepígrafo muito danificado e logo a
seguir vira à esquerda pelo estradão de terra onde está a placa de término do concelho de Amares, entrando no
vale do rio Homem; logo a seguir aparecem os 8 miliários da milha XIV)
Cantos da Geira, Lampaças, Balança (miliário a Maximiano da milha XV; quando passa a asfalto a via desvia para
a direita para Chão de Cima e Reboredo, enquanto que a estrada asfaltada segue por Balança e Emaús, onde sobe
à direita por Chorense até reencontrar a via em S. Sebastião da Geira)
Teixugos, Chorense (miliário da milha XVI)
Cabaninhas, Chorense (3 miliários da milha XVII a Caracala, Décio e Caro; recentemente apareceu mais um
miliário a Maximiano)
Lagedos, Chorense (miliário a Caracala da milha XVIII e dois miliários a Tito e Caracala da milha XIX)

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S. Sebastião da Geira, Chorense (entronca na estrada que vem de Chorense e segue por Candelo, Chã de Vilar, rib.
do Urzal, Alto do Falanco, Barreiros, Alto do Bustelo, Podrigueiras, passa a rib. da Pala da Porca, Geira e Insuas)
Valfoios, Vilar (miliário)
Travassos (SALANIANA), Vilar (mansio na Milha XXI; a mansio SALANIANA mencionada no Itinerário a 21
milhas de Braga devido ao miliário a Heliogábalo indicando precisamente XXI milhas; daqui segue por Espigão e
passa o rib. do Fojo)
Ervosa, Santa Comba, Chamoim (Milha XXII; dois miliários, um a Adriano; segue pelo lugar da Geira)
Esporões, Chamoim (Milha XXIII; dois miliários, um a Tácito; atravessa a EN307 e segue entre esta e a rib. da
Roda até Sá onde reencontra a EN307)
Cabaninhas, Carvalheira (Milha XXIV; Miliário a Maximino e Máximo; referência a mais 4 miliários já
desaparecidos)
Sá, Covide (milha XXV; miliário a Décio transformado em cruzeiro à entrada da povoação; daqui perde-se a via
dentro da povoação)
Covide (milha XXV; miliário a Décio na Rua da Carreira como pilar de um alpendre, e outro miliário na base do
cruzeiro; pelo caminho da Junceda acede-se ao Castro da Calcedónia)
Costa do Cruzeiro, no limite entre Covide e Campo do Gerês (milha XXVI; miliário a Licínio na berma esquerda
da estrada)
Cruzeiro de S. João do Campo, Campo do Gerês (milha XXVII; a base do cruzeiro é um Miliário a Décio; um
pouco mais à frente aparece outro miliário na berma direita da estrada)
Veiga de S. João, Campo do Gerês (milha XXVIII; um miliário no lugar da Leira dos Padrões, dentro do jardim de
uma casa particular junto à estrada; o antigo povoado fica no lugar do Sagrado ou Adro Velho na Veiga de S.
João; segue na direcção de Vilarinho das Furnas e antes de descer à barragem segue à dir; o estradão de terra
actual foi construída numa cota superior já que a via ficou submersa pela barragem)
Bouça do Gavião (Milha XXIX; 13 miliários, um a Maximino e Máximo; como foi submersa, foram deslocados
para a estrada actual em Sarilhão)
Bouça da Mó (Milha XXX; mutatio na margem esquerda da rib. da Mó; dois miliários e recentemente apareceu
mais um miliário a Maximiano)
Bico da Geira (Milha XXXI; 21 miliários, a Adriano, Caro e Décio, junto à rib. do Pedredo; pedreira para fabrico
de miliários)
Volta do Covo (Milha XXXII; 22 miliários, a Maximino e Máximo, Adriano, Caro, Decêncio e Magnêncio)
Ponte Romana sobre a rib. de Maceira (só vestígios)
Ponte Romana sobre a rib. do Forno (só vestígios)
Albergaria (milha XXXIII; 20 miliários, a Carino, Caro, Décio e Tácito; poderia partir daqui uma variante para
leste atendendo ao miliário da milha XXXVIII aparecido no Borrageiro correspondente à distância actual entre
estes lugares)
Ponte Romana de Albergaria, Ponte Feia, sobre a rib. de Leonte (da ponte em ruínas segue entre o rio Homem e a
estrada actual)
Ponte Romana sobre a rib. de Monsão (vestígios)
Ponte Romana de S. Miguel sobre o rio Homem (a via segue até à estrada nova na Cruz do Pinheiro)
Portela do Homem (milha XXXIV; 9 miliários, a Caracala, Tito, Décio, Domiciano, Magnêncio, Maximino e
Máximo, Nerva e Adriano, um dos quais indica reparações da via na frase vias et pontes temporis vetustate
conlapsos restituerunt; talvez fosse a fronteira entre os Braccari e os Quarquerni; segue o vale do rio Caldo)
Torneiros, Galiza
Vila Meã, Galiza
Segue pela margem esquerda do rio Lima

Continua para Astorga pelas estações referidas no Itinerário:


Banos del Rio Caldo (AQUIS ORIGINIS) (miliário da milha XXXIX, 39)
Baños de Bande (AQUIS QUERQUERNNIS) (miliário da milha LIII, 53; o miliário da milha 51 está na Igreja
Visigótica de Sta. Comba de Bande como pia baptismal)
Sandiás (GEMINAS) (milha LXIX; miliários em Vilariño das Poldras e Zadagos)
Xinzo da Costa, Xinzo (SALIENTIBUS) (milha LXXXVII, 87)
Vilamaior, Castro Caldelas(possível localização de PRAESIDIO) (junto à Igreja; milha CV)
Mendoia (NEMETOBRIGA) (milha CXVIII, 118)
Ponte Romana de Bibei (magnífica construção romana; os miliários indicam 84 milhas a Astorga, ou seja, 131
milhas a Braga; segue para Larouco)
Pobra, Valdeorras (FORO) (milha CXXXVII, 137)
Portela de Aguiar (GEMESTARIO) (Vale do rio Sil; milha CLV, 155)
Cacabelos (BERGIDO), El Bierzo (junto ao cemitério; milha CLXVIII, 168)
Bembibre (INTERERACONIO FLAVIO) (atravessa os Montes de León; milha CLXXXVIII, 188)
Astorga (ASTURICA) (total percorrido CCXVmilhas, ou seja, 318 Km desde Braga)

Itinerário XX (20)
Braga (BRACARA) - Lugo (LUCUS) - Astorga (ASTURICA) chamada per loca maritima

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Item per loca maritima a BRACARA ASTURICAM usque

AQUIS CELENIS CLXV Ao cognominar este itinerário de per loca maritima, o Itinerário de
VICO SPACORUM stadia CXCV Antonino sugere uma rota próxima do mar ou mesmo por via marítima.
AD DUOS PONTES stadia CL Para além do nome, há outra pista neste Itinerário que reforça esta
GLANDIMIRO stadia CLXXX teoria quando indica as distâncias das primeiras estações, não em
TRIGONDO XXII milhas ou MILIA PASSUM, mas em STADIA (um estádio equivale a
BRIGANTIUM XXX 184.7 m) que era uma unidade habitualmente usada em trajectos
CARANICO XVIII marítimos ou fluviais (Mantas, 1997). Este itinerário seria assim uma
LUCO AUGUSTI XVII alternativa por via marítima à Via Romana XIX que também seguia
TIMALINO XXII para Lugo, mas por via terrestre, passando em Ponte de Lima, Valença e
PONTE NEVIAE XII Tui, BURBIDA, TOROQUA e AQUIS CELENIS onde se voltavam a
UTTARI XX reunir. A partir de AQUIS CELENIS que seria em Caldas dos Reis na
BERGIDO XVI Galiza, os dois itinerários voltavam a separar-se, a Via Romana XIX
ASTURICA L continuava para Lugo por via terrestre, enquanto que a per loca
maritima continuava por via marítima com paragens nos portos de
VICO SPACORUM, AD DUOS PONTES e de GLANDIMIRO. Daqui
seguia por via terrestre até Lugo, onde voltava a reunir-se com com a
Via Romana XIX. A partir de Lugo (LUCUS AUGUSTI), estes dois
itinerários seguiriam um traçado comum até Astorga.
Seria muito provavelmente uma via comercial, para transporte de
mercadorias pesadas, o que é uma demonstração notável da
organização económica da era romana. A parte do percurso em
território português está ainda por definir porque a distância entre
Braga e AQUIS CELENIS não coincidem nos dois itinerários. No
itinerário da via terrestre, Via Romana XIX, contamos 99 milhas (cerca
de 147 Km) desde Braga enquanto que neste itinerário per loca
maritima aparecem 165 milhas (cerca de 244 Km). É claro que esta tão
grande diferença poderia ser explicada por um erro na transcrição do
número de milhas, mas é mais provável a diferença se deva a trajectos
diferentes;

Algumas pontes antigas e troços de calçada com eventual origem romana são os poucos vestígios existentes pelo
que não existem provas concludentes da existência da via. Muitos autores referem o miliário de Chamosinhos
que foi encontrado num quinteiro da Igreja de S. Pedro da Torre como a prova da passagem da via junto ao
litoral, mas de facto este miliário pertenceria ao troço Braga-Valença do Itinerário XIX, proveniente da Capela de
S. Miguel em Fontoura a 6 km, até porque o número de milhas indicados, XXXVI milhas, corresponde à zona de
Fontoura.

Assim, o itinerário a partir de Braga é apenas hipotético, não se sabendo se a seguia por via terrestre ou por via
fluvial até um porto marítimo na costa Portuguesa, pois não existem miliários nem outros vestígios seguros que
indiquem o seu traçado. Uma hipótese é seguir até Ponte de Lima pela Via Romana XIX e daí por via fluvial até à
Foz do Lima, mas é mais provável que se dirigisse para Areias de Vilar (antigo Areal de Caíde), talvez o porto
fluvial de Bracara Augusta, onde poderia seguir por três alternativas:

 Rumar a Noroeste atravessando o rio Cávado e seguir para Caminha pela Ponte de Tourim.
 Seguir por via fluvial pelo curso navegável do rio Cávado até à sua foz entre Esposende e Fão, para depois
rumar à Galiza por mar.
 Seguir por via terrestre ao longo do rio Cávado até à Barca do Lago em Barcelos onde entroncaria na via
proveniente do Porto.

De Braga a Areias de Vilar


Braga (sai pela Rua Padre Cruz em direcção a poente)
Ferreiros (pela Rua de Naia, antiga calçada)
Porto Martim, Cabreiros
Martim
Encourados
Areias de Vilar, Barcelos (calçada)

De Areias de Vilar a Vila Nova de Cerveira pela Ponte de Tourim


Em Areias de Vilar poderia atravessar o rio Cávado (CELADUS) para Manhente e daí a Vila Nova de Cerveira pela
Ponte de Tourim:
Manhente
Pena Grande, Sta. Maria de Galegos (forno romano a norte da Igreja paroquial)
Roriz (citânia)
Subportela (a poente, já em Vila Franca, fica o Castro romanizado do Santinho ou de Roques; calçada de acesso
ao local)
Travessia do Rio Lima (LAETHES) (talvez entre Subportela e S. Salvador da Torre ou mais a montante entre Sta.
Maria de Geraz do Lima e o Monte da Cividade em Vila Mou)
Nogueira (a poente em Romãe, Outeiro há uma calçada)
Vale da Murteira
Amonde
Ponte Romano?-Medieval de Tourim, Amonde sobre o rio Âncora (1 arco)

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Orbacém, Caminha
Talvez por Gondar, Azevedo, Venade e Corredoura
Caminha (Castro Romanizado do Alto do Couto da Pena em Vilarelho, sobre a cidade)
Argela (volta atrás para ir passar o rio Coura na zona da Ponte Medieval de Vilar de Mouros sobre o rio Coura)
Vila Nova de Cerveira
Lovelhe, Vila Nova de Cerveira (villa no Castro do Forte de Lobelhe,
provável porto romano de escoamento do minério da mina romana do Couço do Monte Furado em Covas; espólio
na C. M. de Cerveira)

De Vila Nova de Cerveira a Valença


Eventual continuação até Valença pelo itinerário medieval mas que poderá ter origem romana, entroncando na
Via XIX Braga-Valença.
Chamosinhos, S. Pedro da Torre (aqui apareceu o miliário de Chamosinhos que pertence ao Itinerário XIX)
Ponte Medieval sobre a rib. de Insuas, no lugar da Ponte
S. Pedro da Torre
Ponte Medieval da Veiga da Mira sobre a rib. de Mira (1 arco; junto à linha CF)
Cristêlo-Côvo
Valença

De Ponte de Lima a Vila Nova de Cerveira pela Ponte de Estorãos


A interessante Ponte Romano?-Medieval de Estorãos, pode indicar uma via secundária que rumaria para
Noroeste de Ponte de Lima, atravessando a Serra d'Arga (Monte Medúlio?), por Agra de Baixo até Caminha onde
entroncaria nas vias anteriores.

Itinerário Braga-Mérida
Braga (BRACARA) - Freixo (TONGOBRIGA) - Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA) - Mérida
(EMERITA)

Percurso não referenciado nos Itinerários de Antonino pelo que ainda é pouco conhecido. O problema começa
logo depois de Braga na passagem do Rio Vizela com 3 pontes eventualmente de origem romana e complica-se
ainda mais na travessia do Douro que sendo uma zona intensamente romanizada, num terreno difícil, contém
uma grande diversidade de itinerários, não se sabendo se uma delas poderia ser chamada de via principal, caso
existisse essa distinção. Existem 4 miliários a norte do Douro relacionados com esta via, um em S. Martinho de
Sande indicando o ponto de passagem da via na zona de Guimarães, e os miliários relacionados com a cidade
romana de TONGOBRIGA em Marco de Canaveses, com dois miliários junto à civitas, em Tuías e na aldeia do
Freixo, e os miliários de Soalhães e da Carreirinha que marcam o trajecto em direcção rio Douro. A partir do Rio
Douro, o traçado da via é ainda mais obscuro. Deveria seguir por Castro de Daire até Viseu, o principal caput
viarum das Beiras, mas destes caminhos só se conhecem vestígios já próximo de Viseu. Já a partir de Viseu, o
traçado é pontuado por alguns miliários, seguindo por Mangualde para depois ultrapassar a Serra da Estrela pelo
caminho que vai de Folgosinho até Famalicão da Serra, já na vertente Leste da serra. Uma alternativa a este
itinerário seria uma ligação directa entre entre Lamego e Celorico da Beira, transpondo a Serra da Estrela por
Nordeste até Famalicão da Serra. A partir daqui a abundância de calçadas e miliários torna o percurso mais claro,
seguindo na direcção da Ponte Romana de Alcantara, o grande monumento viário da Hispânia romana ainda
de pé, onde atravessa o rio Tejo, seguindo depois para Mérida.

Braga (BRACARA AUGUSTA) (talvez saia pela Necrópole da Rodovia, a SE)


Fraião
Serra da Falperra (Castro Romanizado do Monte de Sta. Marta das Cortiças)
Longos
S. Martinho de Sande (na casa paroquial apareceu o miliário a Trajano da milha IV, hoje no Museu Martins
Sarmento com o n.º 78)
Caldas das Taipas, Caldelas (calçada e Ara de Trajano)
Travessia do rio Ave (Avo) na zona da Ponte das Taipas ou mais a jusante na Ponte de Campelos; segue a EN101)
S. João da Ponte (calçada no Monte da Insua)
Ponte Romano?-Medieval de Roldes, Caneiros, Fermentões sobre a rib. do Selho (a montante da ponte nova na
EN101)

Guimarães
(além do referido miliário de S. Martinho de Sande, o Museu Martins Sarmento guarda mais 5 miliários
encontrados perto de Braga, 3 de incerta via e os 2 miliários do Prado e da Qta. de Germil em Panoias
pertencenetes à Via XIX - Braga-Valença )

A partir de Guimarães o traçado da via principal para Mérida não está identificado devido à complexidade da rede
viária nesta região.
A existência de 3 pontes sobre o rio Vizela com provável origem romana (S. Martinho do Campo, Caldas de Vizela
e Vila Fria), indiciam 3 possíveis traçados para Sul, mas atendendo à importância da Civitas de Tongobriga em
Marco de Canaveses, é mais plausível que a via principal seguisse por aí em direcção ao Rio Douro, trajecto
pontuado por alguns miliários.

De Guimarães para o Porto pela Ponte de Negrelos em S. Martinho do Campo:


De Guimarães seguir para sul pela EN105, para Moreira de Cónegos
Ponte Romana de Negrelos, São Martinho do Campo, Santo Tirso, sobre o rio Vizela (3 arcos; ver alerta)
(da ponte também poderia rumar à esquerda para Vilarinho por Burreiros, Costeira, Mosteiro, Estrada e
Paradela)

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S. Tomé de Negrelos (em alternativa poderia seguir por Roriz)


Sanfins de Ferreira (Citânia Romanizada de Sanfins; espólio no Museu Arqueológico de Paços de Ferreira;
próximo fica o Castro do Monte Padrão em Monte Córdova)
Eiriz
Bouçós, Meixomil (necrópole)
Paços de Ferreira
Frazão (calçada e necrópole)
Lordelo (EN209)
Ponte das Penhas Altas, Lordelo, Paredes sobre o rio Ferreira (2 arcos)
Rebordosa
Aboím
Portela (entronca na EN15)
Granja (segue pela EN15)
Valongo (onde entronca com a via proveniente do Porto para Tongobriga)

De Guimarães para MAGNETUM em Meinedo e daí a Entre-os-Rios onde atravessa o rio Douro:
De Guimarães seguir para sul pela EN105 e depois desviar para Vizela
Caldas de Vizela (OCCULIS CALIDARUM?), S. Miguel de Vizela
Ponte Romano-Medieval de Vizela sobre o rio Vizela (31 m, 2 arcos; segue pela Rua Joaquim Sousa Oliveira)
Daqui seguiria para Meinedo por percurso desconhecido podendo passar por: Sta. Eulália de Barrosas, Vizela
(necrópole no lugar da Senra), Sto. Estevão de Barrosas, Lousada (calçada no lugar da Venda, junto à Casa do
Carmo)
ou por Casais e Nespereira. A passagem sobre o rio Sousa poderia ser em Aveleda na Ponte Romana? de
Barrimau, tem pedras almofadadas, ou na Ponte Romano?-Medieval de Vilela ou ainda na Ponte de Espindo
Meinedo (MAGNETUM), Lousada (o vicus fica na Qta. do Padrão)
Penafiel
Ponte de Rans sobre um afluente do rio Cavalum
Oldrões (calçada no sopé do Castro Romanizado do Monte Mozinho cujo espólio está no Museu de Penafiel)
Valpedre
Pinheiro (Termas Romanas de S. Vicente)
Portela
Eja (povoado da Sra. da Cividade, onde há calçada, talvez fosse Anégia)
Travessia do Rio Douro em Entre-os-Rios (foz do Rio Tâmega)
Castelo de Paiva (necrópoles romanas em Folgoso/Picoto na Raiva, em Cruz da Carreira, Sobrado, em Valbeirô e
Campo da Torre , Sta. Maria de Sardoura e já no concelho de Arouca em Alvariça, Espiunca)
Eventual ligação a Fermedo onde entronca na via Porto-Viseu ou continuação para Viseu pelo vale do Rio Paiva.

Via principal para Mérida, passando em Felgueiras e TONGOBRIGA:


Esta variante poderia ser a via principal entre Braga e Mérida.
Guimarães (seguiria o actual percurso da EN101)
Mesão Frio, Guimarães (mansio frigidae?)
Infantas, Guimarães
Serzedo (passa por Leiros, Leirinhos, Outeiro e desce por Segoira, Penedos, Bouças do Arco e finalmente Arco)
Ponte Romano-Medieval do Arco em Vila Fria, Felgueiras, sobre o rio Vizela (reconstrução medieval com
materiais romanos, como pedras almofadas; a calçada começa à direita da saída da ponte e sobe ao Monte da
Boavista, passa a asfalto até à EM563 no Sardoal, segue à direita até ao lugar da Rua onde vira à esquerda para a
Rua do Burgo, EM1160-1, junto à Casa do Paço e segue junto ao seminário até ao cemitério.)
Pombeiro de Ribavizela, Felgueiras (sobe pelo troço de calçada que ladeia o muro do Mosteiro, até confluir com
EM1175 que segue para os lugares de Ribeiro, Chã e Cascalheira, no sopé do Castro do Monte Picoto até confluir
com a EN101-3)
Campas, Água Empregada (sai da EN101-3 à esq., passando em Estrada, onde atravessa a EM562 e logo a segue à
direita para Padroso, Taco, Forca, Barreiras e Venda)
Várzea (atravessa o Rio Sousa em Ameal, e daí passa no Souto, onde ainda há 350m de calçada, Pereira, Lama e
Estrada, onde segue à dir.)
Caramos (100 m depois existe uma derivação à esquerda em calçada talvez medieval que sobe até ao Mosteiro de
Caramos mas a via segue para Borlido, Mouta, passa por dois troços de calçada que ligam a Espíuca, seguindo
depois por Cerdeira das Ervas, Quintela e Santo onde conflui com a EN101)
Alto da Lixa, Lixa (Castro/Monte do Ladário, natural cruzamento de caminhos)
(é possível uma ligação a Amarante, mas na ausência de vestígios nessa região, a rota aqui descrita continua para
TONGOBRIGA)
Santiago de Figueiró (à esquerda na EN15, passa no Paço na EN565-1)
Mancelos (segue por Pidre, contorna por poente o Castro de Banho)
Banho e Carvalhosa (segue por Pimpinela, Carreira Chã e Torre)
Vila Caiz (eventual desvio por Retorta até à villa de Vilarinho debaixo da Estação CF)
St. Isidoro (segue indefinido até ao rio Odres no lugar de Quintã)
Ponte Romano?-Medieval do Bairro sobre o rio Odres (1 arco)
Constance (por Forcado)
Caldas de Canaveses (Aquae Tamacanae), Sobretâmega (referência a um miliário; segue até à Igreja de Sta.
Maria; antes da Barragem do Torrão submergir esta área, a via seguia em direcção ao Cruzeiro do Sr. da Boa
Passagem e dirigia-se pela Rua de Canaveses, aldeia de Pisão, até à ponte)
Ponte Romana sobre o rio Tâmega (seria uma das maiores pontes romanas do Norte de Portugal; na idade
média foi reconstruída mantendo os pilares originais, posteriormente destruídos na reconstrução de 1941; hoje
está tudo submerso)
Lugar da Quinta, S. Nicolau, Marco de Canaveses (miliário no lugar do Outeiro)
Tuías, Marco de Canaveses (miliário a Valentiano I e Valente da última milha a TONGOBRIGA encontrado na
Qta. de Baixo, lugar da Herdade, está hoje no Jardim da Biblioteca Municipal)

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Freixo (TONGOBRIGA), Marco de Canaveses (Martins Capela refere um miliário junto à Igreja entretanto
destruído; parte dele reapareceu em 1992 nos alicerces da Escola Profissional de Arqueologia e será a milha III
vindo da ponte)

De TONGOBRIGA partiam várias vias (Dias, 1987,1997,1998):

Para Noroeste, em direcção a Magnetum em Meinedo:


Travessia do rio Tâmega na desaparecida Ponte Romana
Sobretâmega (segue por Rua, S. Pedro, Penides e Avessada)
Vila Boa de Quires (segue por Torre, Arvio, Pedras, Boriz e continua em calçada pelo Alto de Vide Basta,
junto à capela)
Ponte de Santa Marta sobre o rio Cavalum (na EN589 ao lado da ponte nova)
Santa Marta
Meinedo (MAGNETUM)

Para Nordeste para Amarante e Vila Real:


Traçado hipotético ao longo do rio Ovelha; pela margem esquerda poderia seguir por Quelha e Chão da
Igreja em Tabuado até Folhada, enquanto que pela margem direita poderia seguir por:
Várzea da Ovelha e Aliviada (passando em Légua, Aldeia, Senra, Torre, Valadares e Fraga descendo até à)
Ponte Romano?-Medieval do Arco, Folhada (só parte do arco parece antigo)
Folhada (passa em Moura e Igreja Velha)
Madalena (passa junto a Amarante e segue por Ataúdes)
Lufrei (por Gatiães, Marancinho, onde há calçada que desce pela margem direita da rib. de Marancinho)
Sanche (Junto ao Castro Oresbi e o lugar de Paredinhas e Paraíso)
Ponte Medieval do Fundo da Rua, Aboadela (entre Sanche e lugar da Rua)
Ponte Medieval da Tornada sobre o rio Ovelha, Aboadela (entre o lugar da Eira e Carregal)
Talvez continue para Vila Real, atravessando a Serra do Marão.

Para Sul em direcção à Várzea do Douro no Foz do Tâmega:


Esta via poderia desviar a rota principal em Tuías ou no Freixo até confluirem no lugar do Bairral, onde
há necrópole.
- vinda de Tuías seguiria a EN210 por Vilar, Cobreira, Ponte, Talegre, Tenrais e Bairral.
- vinda do Freixo passava nos lugares de Covas, Esmoriz, Rosém de Cima, Alto do Monte Confurco,
Chentadiços e Bairral

Vila Boa do Bispo (juntas em Bairral seguiam a EN210 pelo lugar da Estrada e Lamoso)
Favões (continua pela EN210 por Golas, Vila, Requim de Cima e Requim de Baixo)
Alpendurada e Matos (no sopé do Castro de Arados no Alto de Santiago, passando em Mondim,
Memorial, Vista Alegre, Ventosela e Bitetos)
Várzea do Douro (vicus e provável mansio hoje submersa pela barragem de Crestuma)
Travessia do Rio Douro entre o cais de Bitetos de Baixo e o Outeiro do Castelo)
Souzelo (segue pela "Carraria Antiqua", em calçada, passando na Capela de Escamarão, e segue até à
EN222 no lugar do Couto, onde há a necrópole da Concelhôa; uma inscrição de S. Paio de Fornos faz uma
referência viária)
Talvez continue para Viseu pelo vale do rio Paiva. Ver Itinerários a Norte de Viseu

Para Nordeste para Mesão Frio:


Baião (o Museu Municipal de Baião guarda o miliário da Carreirinha)
Ovil (necrópole de Giesta)
Loivos do Monte
Alto do Carneiro (daqui poderia rumar a Amarante; ligação entre Carvalho de Rei e Bustelo, atravessando
o rio Teixeira)
Padrões da Teixeira, Teixeira
Teixeiró
Mesão Frio (mansio frigidae?) (perto fica o Castro de Cidadelhe, a Ponte de Cavalar em Mouramorta
sobre o rio Sermanha, Nostim e as Caldas de Moledo)
Eventual travessia do rio Douro e acesso a Lamego pela Portela de Cambras

Rota principal para Mérida em direcção ao Rio Douro (ver mapa):


De Tongobriga atravessa o rio Galinhas talvez na confluência da rib. do Juncal com a rib. da Lardosa
Soalhães (calçada e miliário a Constantino II da milha VIII desde TONGOBRIGA, hoje armazenado no Museu
Soares dos Reis no Porto)
Outeiro, Soalhães
Lugar do Crasto, Soalhães (calçada e miliário da milha VIII talvez contadas a partir do Rio Douro)
Mesquinhata (segue por Casal e Geguintes)
Carreirinha, Mesquinhata (miliário da Carreirinha a Galieno, está hoje no Museu Municipal de Baião)
Grilo (segue por Passadouro e o Alto do Loureiro)
Gôve (Castro Romanizado do Cuito; Ponte de Gove)

A partir de Gôve a travessia do rio Douro podia fazer-se em três pontos diferentes,
com eventual continuação na margem esquerda.

Até às Caldas de Aregos por (continuaria para Cárquere, Resende):


Sta. Cruz do Douro (passava em Portela do Gôve, Vale de Coelho, Sra. das Boas Novas em Sequeiros)

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Travessia do Rio Douro em Venda das Caldas


Caldas de Aregos
S. Romão de Aregos
Cárquere (possível capital dos PAESURI)

Até Porto de Rei (continuaria para Lamego):


Sta. Cruz do Douro (segue a EN108 até Vila Monim, sai à direita para Cedofeita, Senra, Tomé de Covelas,
Sta. Marinha do Zêzere (continua por Outeiro, Lama Susa e Barreiro)
Frende
Travessia do Rio Douro em Porto de Rei
S. João de Fontoura
S. Martinho de Mouros, Resende (calçada no alto de Vila Verde e perto do Castro da Mogueira)
Penude (Castro de Penude)
Lamego (possível capital dos COILARNI)

Até Porto Manso por (continuaria para S. Cristóvão de Nogueira, Cinfães):


Ancede (percurso assinalado em ladeia em calçada o Castro de Porto Manso e desce pela margem
esquerda do rio Ovil)
Porto Manso, Ribadouro (possível mansio na Qta. de Mosteirô para apoio à travessia do rio Douro)
Travessia do Rio Douro
Porto Antigo, Cinfães (vicus no Castelo de Sampaio, S. Cristóvão de Nogueira e villa de Passos,
Tarouquela)
Poderia continuar até Viseu por Castro Daire, atravessando a Serra de Montemuro pelo vale do rio
Bestança
(calçada em Gafanhão, Gralheira, junto à Ponte de Panchorra sobre o rio Cabrum e em Cotelo).

Ligação a Viseu: É muito provável que a partir de uma destas passagens do rio Douro a via romana rumasse a
Viseu, e daqui seguisse o Itinerário entre Viseu e Famalicão da Serra para transpôr a Serra da Estrela. Dada a
indefinição dos traçados a partir do Douro, optei por descrever estes itinerários a partir de Viseu, onde os vários
vestígios de calçada permitem equacionar várias alternativas em direcção ao Douro. Ver aqui os Itinerários a
Norte de Viseu.

Viseu - Famalicão da Serra

Esta itinerário atravessa a Serra da Estrela, talvez integrado na via principal para Mérida, seguindo por
Mangualde, Abrunhosa-a-Velha, Folgosinho e Famalicão da Serra, onde 4 miliários atestam a passagem via.
Ver também os outros itinerários da região de Viseu.

Viseu (sai pela necrópole, na antiga porta da cidade, junto à capela de S. Miguel e segue pelo Viso)
Prime
Travessia do rio Dão
Fagilde (coluna, possível miliário)
Roda (calçada e miliário anepígrafo)
Mangualde (miliário da milha XI; dois troços de calçada junto à villa romana da Qta. da Raposeira, no sopé do
Castro da Sra. do Castelo, cujo espólio está na Assoc. Cultural Azurara da Beira)

Provável ligação a Gouveia, atravessando o Mondego na Ponte de Palhez:


Mangualde (segue pela Qta. da Calçada com vestígios da via)
Mesquitela (segue pela Qta. da Lavandeira)
Mourilhe (onde há 50 m de calçada romana em excelente estado; indicada na EN232)
Contenças de Baixo (calçada no caminho para a ponte)
Ponte de Palhez sobre o rio Mondego (segue pela calçada de Safail; villa em Aljão)
Póvoa da Rainha, Cativelos ( Ponte do Aljão e Ponte das Cantinas com calçada)
Vila Nova de Tazem (vestígios entre Freixial e Safail; calçada da Texugueira-Parigueira)
Rio Torto
Ponte Romano?-Medieval sobre o Rio Torto
Gouveia

A via principal segue para Folgosinho, atravessando o Mondego em Poço Moirão/Qta. dos Padres:
Almeidinha, Mangualde (calçada em Moita da Oliveira)
Casal de Cima, Santiago de Cassurães (atravessa a Serra da Baralha por Tapada; possível miliário reutilizado nas
alminhas da capela da Sra. de Cervães; possível ligação ao Mondego por Sta. Marinha onde há habitat e calçada)
Abrunhosa-a-Velha (na povoação existiam quatro miliários que foram transferidos para Viseu, dois anepígrafos e
um a Numeriano já desaparecidos, e um miliário dedicado a Adriano da milha XVIII contadas a partir de Viseu
que está hoje na Assembleia Distrital de Viseu com o n.º 605)
Travessia do rio Mondego de Poço Moirão para Qta. dos Padres (segue por Risado EN506)
Arcozelo
Nespereira (Ponte Romana? em Chorido; calçada; Cadeiral Romano no Bairro de St. António)
S. Paio
Nabais
Melo
Freixo da Serra
Folgosinho (seria provavelmente a última mansio antes da travessia da serra)

De Folgosinho a via romana seguia para Famalicão da Serra pela calçada dos Galhardos:
Calçada dos Galhardos, com 1,5 Km, passando na Portela de Folgosinho, Cantarinhos, Casa das Pias, Reigoso,

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atravessando o Mondego na Qta. da Taberna e daí pela Lomba de Saimão, Tapada/Quinta da Eira, onde existe
calçada e apareceu um miliário a Constâncio, Qta. do Cadouço, com calçada e miliário a Tácito, até atingir
Famalicão da Serra

Lamego - Famalicão da Serra

Em alternativa, esta rota segue uma via hipotética que ligaria Lamego a Famalicão da Serra, contornando a Serra
da Estrela pelo Nordeste, reunido-se com a via que vinha de Viseu em Famalicão da Serra. Os únicos miliários
conhecidos nesta rota situam-se todos na zona de Moimenta da Beira, tradicionalmente associados a uma
provável via entre o Rio Douro e Marialva, a provável capital dos Aravi. No entanto a insistência neste itinerário
tem a virtude de interligar vários troços que de outra forma estariam "perdidos" na complexa rede viária romana
do Douro e Beiras. Esta solução também permite dar continuidade a uma série de outras travessias do Rio Douro
mais a montante que poderiam entroncar nesta rota como por exemplo o Itinerário Chaves-Douro.

Lamego (LAMECUM?)
(em Balsemão apareceu um Terminus Augustalis sem indicação dos povos que demarca)
Ponte Romana? de Recião sobre a rib. de Recião, Várzea de Abrunhais
Gouviães (calçada parte junto ao cemitério e desce até à)
Ponte Medieval de Ucanha
Ucanha
Granja Nova
Passô, Moimenta da Beira (próximo fica o castro luso-romano de Sanfins)
Sarzedo
Beira Valente, Leomil (a calçada passa pelos topónimos Cabeça, Carguencho e Cidade de Mouraria)
Moimenta da Beira (ver eventual derivação para Viseu)
Vide, Rua (miliário a Numeriano da milha XVIII, CIL II 4641, talvez contadas a partir do rio Douro ou de
Marialva; referência a outro miliário, o CIL II 4643 , na frontaria da capela do Espírito Santo; contorna o Alto da
Ranhã)
Faia, Rua (calçada em Ladário; base de miliário junto à Igreja)
Qta. da Lagoa, Rua ( miliário a Constantino? da milha ?IX, CIL II 4642, como suporte de uma varanda, talvez
a milha XIX na sequência de Vide)
Prados de Cima, Rua (provável miliário transformado em cruzeiro junto à Capela de S. Domingos)
Travessia do rio Távora talvez na Ponte do Freixinho hoje submersa pela Barragem de Vilar (CORTEZ 1951 refere
as Poldras)
Freixinho
Vila da Ponte, Sernancelhe (calçada)
Sernancelhe (sai pela Rua do Curral, Entre-Vinhas e Veiga)
Ponte Românica sobre a rib. do Medreiro (talvez com fundamentos romanos)
Sarzedo
Guilheiro (calçada parte do Cruzeiro e segue até)
Arnas (vicus luso-romano no Monte Muragos)
Sebadelhe da Serra, Trancoso (calçada)
Sintrão, Trancoso (calçada na chamada Via do Sintrão; acesso pela EN226; parte junto ao cemitério e segue pela
Fraga do Ladrão até)
Trancoso
Fiães (calçada em Vale Longo; talvez siga a cota alta pelo Alto da Silva, )
Qta. do Salgueiro (a leste por Barreiros, Murça)
Forno Telheiro (calçada na Pedra da Atalaia e necrópole de S. Gens)
Lameiras
Ponte Romano?-Medieval da Lavandeira sobre o rio Mondego (daqui parte a 500 m de calçada até Celorico)
Celorico da Beira (calçada entra pelo norte do Bairro de Sta. Luzia)
Porto da Carne
Cavadoude (Calçada do Tintinolho percorre o Monte do Tintinolho)
Faia, Guarda (ponte; calçada medieval da Ramalhosa liga à Guarda)
Mizarela (calçada com largura média de 5 m)
Ponte Romano?-Medieval da Mizarela sobre o rio Mondego
Pêro Soares (calçada)
Maçaínhas de Baixo (calçadas de Cubo e Gulifar)
Trinta
Meios
Fernão Joanes
Famalicão da Serra

Famalicão da Serra - Mérida (EMERITA) (ver Belo:1960)

Este troço está bem definido pelos 9 miliários existentes ao longo do seu percurso até Caria embora se
desconheça a origem das milhas marcadas.

Famalicão da Serra (miliário a Constantino I; calçada e miliário a Constâncio da Tapada/Quinta da Eira,


calçada e miliário a Tácito da Qta. do Cadouço, hoje no Museu do Carmo em Lisboa)
Barrelas, Valhelhas (o miliário a Tácito da milha IV e o miliário a Constantino Magno foram levados para o
Museu da Guarda)
Valhelhas (vem pela Qta. do Sendão e junto à capela de St. Antão; o miliário a Maximiniano, estava junto ao
Zêzere, esteve na Igreja Matriz, hoje está dentro da J. F.)
Várzea do Vale Formoso (calçada ao longo da margem esquerda do rio Zêzere; na Lameira apareceram, um
miliário a Tácito e outro anepígrafo, estão hoje no Castelo de Belmonte)

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Ponte Romana sobre a rib. da Gaia na Qta. do Galvão (defronte fica uma provável mansio na Torre Romana de
Centum Cellae)
Catraia da Torre, Colmeal da Torre (contorna a Torre, cerca de 30 m da face norte)
Travessia da rib. do Colmeal (na margem direita apareceram, um miliário a Constâncio Cloro e um miliário
anepígrafo hoje no Castelo de Belmonte)
Belmonte (miliário no portão de uma cada particular junto à Igreja de Santiago;
a via contornava por nascente o esporão de Belmonte, junto à villa do Muro na Qta. do Bouzieiro e segue paralela
à Serra da Esperança e a poente da estação C.F.)
Malpique (calçada passa a leste junto à villa da Qta. da Fórnea)
Travessia da rib. das Inguias talvez na Catraia da Caria
Caria (existiam vestígios da calçada em Barcinho e junto à igreja paroquial no caminho prá Fontinha; provável
mutatio e caput viarum onde confluiria a via Alvega-Salamanca)
Pontão sobre a rib. de Caria, Laje do Freixo, Caria (calçada)

Variante por Capinha:


Capinha (calçada junto à capela de S. Marcos e no Sítio das Lagens)
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Meimoa
Quintas da Torre, Vale de Prazeres (Torre Romana dos Namorados; aqui aparaceu um miliário que está hoje no
Museu Arqueológico do Fundão)
Mata Rainha
Pedrogão
Ponte Romana? sobre a rib. das Taliscas (em risco de ruína; 20 m de calçada)
Bemposta
Medelim (onde reencontra a variante por Meimoa)

Variante por Meimoa:


Casteleiro (vestígios no Convento de S. Francisco do Anascer, junto Ribeira do Casteleiro, e no Coito de Cima)
Salgueiro (em Vale do Canto apareceu um miliário a Licínio)
Ponte Romano?-Filipina sobre a rib. de Meimoa, Penamacor (70 m, 7 arcos)
Meimoa, Penamacor (vicus no Cabeço do Lameirão ou na Canadinha)
Penamacor (mina de ouro da Presa)
Ponte Romana? sobre a rib. das Taliscas (2 arcos, 1 destruído; vestígios no sítio da Saibreira)
Aranhas
Salvador (aqui apareceu o Terminus Augustalis demarcando a divisão territorial entre os IGAEDITANI e os
LANCIENSES OPPIDANI)
Medelim (no acampamento romano em Oliveira das Almas)
Monsanto (via passava a poente junto à villa de S. Lourenço, em Monsatela, Relva)
(daqui talvez partisse um desvio para as Termas de Monfortinho com passagem na Ponte Romana? da Ribeira
das Rasas sobre a rib. do Ameal em Penha Garcia, 4 arcos)
Carroqueiro, Monsanto
Vale da Portela, Serrinha, Idanha-a-Velha (calçada e um fragmento de miliário)
Serrinha, Idanha-a-Velha
Idanha-a-Velha(IGAEDITANIA) (Civitas; ruínas muito interessantes de visitar)
Ponte Romano-Medieval de Idanha-a-Velha sobre o rio Pônsul (4 arcos, só 2 serão romanos)
Alcafozes (miliário a Augusto)
Toulões
Segura (calçada desce ao rio)
Ponte Romana de Segura sobre o rio Erges (5 arcos; pela EN355 faz fronteira; arco central e tabuleiro
reconstruídos)
Piedras Albas (Estorninos)
Ponte Romana de Alcantara sobre o rio Tejo (Tagi) (ex-libris das pontes romanas na Hispânia)
Alcantara (ver traçado)
Cáceres (NORBA CAESARINA) (onde entronca na chamada "Via de la Plata" que ligava Astorga a Cádiz no
sentido Norte-Sul)
Mérida (EMERITA)

Itinerário XV (15)
Lisboa (OLISIPO) - Alvega (ARITIUM VETUS) - Mérida (EMERITA) CCXX milhas - 326 Km

Item alio itinere ab OLISIPONE EMERITAM m.p. CCXX

IERABRIGA XXX Este itinerário deveria seguir o percurso do ITINERARIO XVI entre Lisboa e
SCALLABIN XXXII Braga até Santarém, onde atravessava o rio Tejo para Almeirim. A partir daqui
TABUCCI XXXII a via acompanhava a margem esquerda do rio seguindo o traçado da actual
FRAXINUM XXXII EN118 para Alpiarça. Neste troço estão referenciados 6 miliários a Trajano já
MONTOBRIGA XXX desaparecidos e Hübner refere no CIL dois miliários a Tácito.
AD SEPTEM ARAS XIIII
PLAGIARIA XX
EMERITA XXX

Lisboa (OLISIPO)
Alenquer (IERABRIGA a 30 milhas)
Santarém (SCALLABIN a 32 milhas)
Travessia do Rio Tejo (teria existido ponte?)

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Ponte Romano?-Medieval da Terrugem sobre a Vala Velha, Tapada


Almeirim (a via seguia o traçado da EN118, com vestígios na Qta. do Casal Branco, villa de Vale de Tijolos e Eira
da Alorna)
Alpiarça (passaria próximo das Qtas. da Goucha e dos Patudos)
Vale de Cavalos (vestígios na Qta. do Meirinho, a poente da povoação, na confluência da rib. de Vale de Carros
com a Vala do Paúl)
Chamusca
Pinheiro Grande
Carregueira, Pinheiro Grande (vestígios na Galega Nova; eventual ligação ao Semideiro, descrita no itinerário
Tomar-Évora)
Arrepiado, Pinheiro Grande (daqui passaria o Tejo para Tancos e daí ligava à Via XVI; outra hipótese seria mais a
montante no Castelo de Almourol de origem romana)
Tramagal (calçada com 25 m; provável localização da estação TABUCCI mencionada no Itinerário na Herdade do
Carvalhal, a 32 milhas de Santarém)
S. Miguel do Rio Torto (villae no Casal do Moinho do Meio e Vale da Vila) Pego
Concavada
Alvega (segue por Monte Galego onde existe um possível miliário conhecido como "marcão" ou "polícia")
Casa Branca (ARITIUM VETUS) (vestígios da cidade no sítio do Casal da Várzea; embora não mencionada nos
Itinerários, é provável a sua inclusão nesta rota, até porque daqui rumaria para Nordeste uma via para
Salamanca)
Ponte-Represa Romana de Casal da Várzea, Casa Branca, Alvega (em ruínas)
Gavião
Ponte Romana? da Atalaia, Gavião
Atalaia, Gavião
Ponte Romana? da rib. da Venda, Comenda (3 arcos; na praia fluvial do parque de merendas, junto à confluência
com a rib. da Cabeça Cimeira)
Comenda (calçada; villa em Vale do Grou)

 A partir daqui o traçado da via principal é muito duvidoso dado o desconhecimento actual sobre a
localização das estações seguintes, FRAXINUM e MONTOBRIGA, e a existência de ligações tanto à
Civitas de AMMAIA em S. Salvador da Aramenha, passando em Alpalhão (ver o sistema viário em torno
de AMMAIA), como uma ligação em direcção ao Crato, passando no Monte da Pedra.

Variante pelo Crato


Monte da Pedra, Crato (possível localização de FRAXINUM, a XXXII milhas de TABUCCI e a XXX milhas de
MONTOBRIGA segundo o Itinerário; villa em Fonte Santa e vicus em Monte de Biscaia)
Ponte Romano?-Medieval do Sorinho, Monte da Pedra (só vestígios)
Flor da Rosa (balneário; villa em Couto dos Coldes)
Crato (necrópole da Lage do Ouro; sai pelo cemitério atravessa a estrada e segue por calçada)
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. do Chocanol
Monte do Chocanol, Crato (o antigo vicus Camolocensis)
Ponte Romano?-Medieval do Crato sobre a rib. de Seda
Granja, Crato (villa, 500 m a sul da estação CF; eventual ligação a Alter do Chão)
Assumar, Monforte ( calçada na Canada do Alicerce, junto à estação C.F., no sentido Noroeste-Sudeste )
Arronches (possível localização de MONTOBRIGA, a XXX milhas de FRAXINUM segundo Itinerário; villa no
Monte da Capela em Mosteiros)
Monte Custódio, N. Sra. da Graça dos Degolados (calçada e villa)
N. Sra. da Graça dos Degolados (possível localização da estação AD SEPTEM ARAS, a XIIII milhas de
MONTOBRIGA, na confluência com a Via XIV vinda de Alter do Chão; troços de calçada; seguia próximo da villa
e Termas da Herdade das Argamassas)
Campo Maior ( miliário encontrado no vicus de S. Pedro sob o hospital da misericórdia e bairro novo; seguia
para Leste, talvez próximo das villae da Defesa de S. Pedro, Monte do Muro, Monte dos Castros, Monte dos
Peguinhos, Monte das Ilhas, atravessando o Rio Xévora junto ao Monte de S. Salvador; Barragens Romanas em
Mourinha, Muro e Olivá)
Novelda del Guadiana (possível localização de PLAGIARIA a 20 milhas de AD SEPTEM ARAS segundo o
Itinerário)
Mérida (EMERITA) (a 30 milhas de PLAGIARIA correspondendo ao total de 220 milhas desde Lisboa segundo
o Itinerário)

Itinerário XIV (14)


ITINERARIO XIV - Lisboa (OLISIPO) - Alter do Chão (ABELTERIUM) - Mérida (EMERITA) CLIIII
milhas - 228 Km

Alio itinere ab OLISIPONE EMERITAM m.p. CLIIII

ARITIO PRAETORIO XXXVIII Apesar de ser a principal rota entre OLISIPO a EMERITA, o seu percurso
ABELTERIO XXVIII inicial não é muito claro pois não é conhecida a localização da primeira
MATUSARO XXIIII estação referida no itinerário, ARITIUM PRAETORIUM, a 38 milhas de
AD SEPTEM ARAS VIII ? Lisboa (56 km). É provável que partindo de Lisboa a via rumasse para
BUDUA XII Nordeste atravessando o rio Tejo talvez entre Reguengo, onde existem
PLAGIARIA VIII vestígios de calçada, e Escaroupim na freguesia de Marinhais, Salvaterra
EMERITA XXX de Magos, seguindo depois para Alpiarça, onde inflectia para leste
rumando ao Semideiro, onde existem miliários, continuando por Ponte de

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Sor, na direcção da magnífica Ponte Romana da Vila Formosa, hoje


EN369. Daqui seguiria para Alter do Chão, onde seria ABELTERIUM, a
segunda estação referida no itinerário a 66 milhas de Lisboa (98 Km). A
estação seguinte, Matusaro a 90 milhas de Lisboa também é desconhecida,
seguindo-se a estação AD SEPTEM ARAS a 150 milhas de Lisboa, onde
conflui com o outro Itinerário Lisboa-Mérida ou Via XV estação que se
deveria situar na região de Campo Maior.

Depois de atravessar o Tejo a via deveria seguir para Alpiarça seguindo a margem esquerda do Tejo por:
Muge (Porto Romano do Sabugueiro e Ponte Romana? de Muge)
Benfica do Ribatejo (villa da Azeitada e villa em Alqueva da Branca)
Alpiarça (aqui a via inflecte para leste, por Casalinho, seguindo depois pelos Altos do Sartel, do Ameixial, dos Sete
Sobreiros, do Canavial, da Perna Seca até ao Semideiro onde existem miliários; possível mutatio no Poiso)

Semideiro (miliário a Constantino Magno, entre os lugares de Azenhas de Baixo e Vale da Lama; seguiria pelo
Alto da Cascalheira)
Venda das Mestas, Bemposta (Francisco de Holanda refere aqui "calçadas" nas chamadas "Mestas")
Tamazim, Bemposta (dois miliários deslocados; um está derrubado num cabeço por detrás da capela e o outro
nas redondezas partido em dois fragmentos; seguia pelo Alto de Rapazes)
Lagoa Grande, Bemposta (Mário Saa recolheu um miliário a Constantino no Casal da Puçarica; seguia pelo
Altos das Águas Negras, da Abegoria e de Vale do Zebro onde entronca na EN2)
Água Branca, Bemposta (mutatio?; no desvio para a Herdade da Água Branca de Cima, segue pelo caminho de
terra oposto e que faz de fronteira entre os concelhos de Abrantes e Ponte de Sôr, seguindo pelos Altos de Bufão e
Padrãozinho, onde reencontra a EN2)
Ponte de Sor (miliário a Probo)
Ponte Romana sobre o rio Sor (já desaparecida, a actual com 10 arcos é de 1822; a via segue a rota da actual
EN119)
Monte de Cabeceiros, Ponte de Sôr (a norte; miliário anepígrafo)
Monte do Freixial, Vale do Açor (miliários em Vale do Contador, Camoa e N. Sra. dos Prazeres)
Monte de S. Marcos, Vale de Açor (miliário epigráfico)
Fonte da Cruz, Vale de Açor (6 miliários, um anepígrafo, 4 fragmentados e um miliário a Maximiano?)
Chancelaria, Vale de Açor (miliário)
Rascão, Vale de Açor (miliário)
Monte da Coreia, Vale de Açor (miliário anepígrafo)
Vale do Gato, Seda (miliário anepígrafo)
Ponte Romana da Vila Formosa, sobre a rib. de Seda (6 arcos, ex-libris das Pontes Romanas em Portugal; na
EN369 ao km 8,9)
Monte da Selada, Seda (miliário anepígrafo)
Vale de Perlim, Alter do Chão (miliário anepígrafo; a 2 km de Alter do Chão)
Alter do Chão (ABELTERIUM) (a 28 milhas de ARITIUM PRAETORIUM segundo o Itinerário; 2 miliários
numa casa particular; passa na Rua da Misericórdia; villa de Ferragial d'El Rei no topo SE do campo de futebol;
cruzamento de caminhos)
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Sarrazada, Alter do Chão
Assumar, Monforte ( calçada na Canada do Alicerce, junto à estação C.F., no sentido Noroeste-Sudeste )
Arronches (possível localização de MATUSARO a 24 milhas de ABELTERIUM; calçada em Porto Mane; Ponte
Romano?-Medieval do Monte Pisão; dois miliários e calçada entre Monte Figueira e Sra. do Rosário; vicus no
Monte Baldio)
N. Sra. da Graça dos Degolados (possível localização de AD SEPTEM ARAS a a 8 milhas de MATUSARO, na
confluência com o Itinerário XV entre Lisboa e Mérida; troços de calçada)
Ouguela, Campo Maior (talvez próximo das villae da Cabecinha da Lebre e da Herdade da Lapagueira; ver mapa)
Ponte Romano?-Medieval da N. Sra. da Enxara sobre o rio Xévora (em ruína; troço de calçada)
Bótoa (possível localização de BUDUA a 12 milhas de AD SEPTEM ARAS segundo o Itinerário)
Novelda del Guadiana (possível localização de PLAGIARIA a 8 milhas de BUDUA segundo o Itinerário)
Mérida (EMERITA) (a 30 milhas de PLAGIARIA correspondendo ao total de 154 milhas desde Lisboa segundo
o Itinerário)

Variante de Alter do Chão para Cabeço de Vide pela Estrada de S. Domingos (Carneiro, 2004)
Alter Pedroso, Alter do Chão (estradão com vários troços de calçada; passa a 500 m a Nordeste da villa da Qta. do
Pião, Horta do Fonte de Vide, a poente do marco geodésico do Monte das Ferrarias e junto à Tapada de Vaz)
Cabeço de Vide, Fronteira (derivação com 700 m de calçada para as Termas da Sulfúrea)

Variante de Cabeço de Vide para Elvas? pela Estrada dos Castelhanos (Carneiro, 2004)
Travessia da Ribeira de Vide na zona da Arrociada ou da Qta. da Ponte e passa para a Horta da Calçadinha)
Monte dos Merouços, Cabeço de Vide (provável mutatio; continua atravessando a rib. do Carrascal, Monte das
Laranjeiras, rib. do Juncal, a poente do Monte Fidalgo, Monte dos Caliços de Cima, Monte dos Caliços, rib. de
Pau e Monte do Gracho )
Vaiamonte (segue a poente da importante villa de Torre da Palma; acesso pela EN369, a 4 km, num desvio à dir.)
Ponte Romano-Medieval da Vila, Monforte sobre a rib. Grande ou de Aviz (7 arcos)
(há mais dois locais para leste de provável travessia: uma na zona da actual Ponte Medieval de Fronteira para
Sousel e Estremoz
e outra, ainda mais a Leste, em Porto dos Melões que ligaria por Vale de Amoreira à villa da Herdade da Palhinha
onde teria aparecido um miliário segundo Batata, 2000)
Monforte (na região existem as Pontes do rio Almur e do Cubo)
Ponte Romana? da Ribeira Leca, Monforte (segue a sul do Cabeço do Raio e do Monte de Vale de Cortiços; mais a
sul fica a Herdade da Torre do Curvo, onde está um miliário a Maximino e Máximo) Monte da Esquilas,

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Monforte (inscrição Lares Viales)


Herdade dos Campos ou de Genemigo, Barbacena (miliário a Caracala)
Barbacena (miliário a Heliogábalo da milha XXII a Évora e outro a Caracala já desaparecidos)
São Vicente e Ventosa, Elvas (calçada no Monte da Silveira e villa na Qta. das Longas)
Elvas

Itinerário XII (12)


Lisboa (OLISIPO) - Alcácer do Sal (SALACIA) - Évora (EBORA) - Mérida (EMERITA) CLXI milhas -
238.5 Km

Item ab OLISIPONE EMERITAM m.p. CLXI

AQUABONA XII Apesar a sua importância, o Itinerário XII de Antonino continua cheio de
CAETOBRIGA XII incógnitas e incertezas, não sendo possível definir o seu traçado principal.
CAECILIANA VIII Partindo de Lisboa, atravessava o Rio Tejo e seguia em direcção a SALACIA
MALATECA XXVI hoje Alcácer do Sal com três estações intermédias com localização bastante
SALACIA XII complicada. Aos poucos vestígios existentes acresce a dificuldade em acertar
EBORA XLIIII as distâncias no terreno com as indicadas no Itinerário. Se os vestígios
AD ADRUM FLUMEM VIIII romanos recentemente encontrados em Setúbal reafirmam a localização de
DIPONE XII CAETOBRIGA nesta cidade, por outro lado, nas outras estações
EVANDRIANA XVII intermédias, AQUABONA, CAECILIANA, MALATECA, subsistem as
EMERITA VIIII dúvidas. O troço seguinte entre SALACIA e EBORA é bem mais conhecido
com duas prováveis variantes, uma mais directa por Montemor-o-Novo que
seria a via principal e outra mais a Sul pelo Torrão. Daqui poderia derivar o
caminho para Faro correspondendo ao Itinerário XIII, enquanto que este
itinerário continuava por Alcáçovas em direcção a Évora. A partir de Évora a
via passaria pelas três estações referidas no Itinerário na sua rota para
Mérida, AD ADRUM FLUMEN, EVANDRIANA e DIPONE cujas
localizações são ainda desconhecidas.

Lisboa (OLISIPO) Travessia do rio Tejo (Tagi) para Cacilhas ou Porto Brandão
Seixal
AQUABONA (mansio na milha XII talvez na zona de Coina-a-Velha, S. Lourenço)
Palmela
Setúbal (CAETOBRIGA) (milha XXIV; calçada na chamada "Estrada do Viso" e atravessava a serra de S. Luís,
seguindo por Grelhal, onde há vestígios de calçada, entrando na cidade pelo Bairro de Tróino)
CAECILIANA (mansio na milha XXXII algures por Águas de Moura; não há vestígios talvez porque seria apenas
um albergue)
MALATECA (mansio na milha LVIII ficaria na zona de Marateca; vestígios ao longo da rib. de Marateca, entre
Landeira e Cabrela)
Seixola?
Vale de Reis? (villa)
Alcácer do Sal (SALACIA) (Civitas na milha LXX) (a via chega ao centro da povoação pela necrópole de S.
Francisco de Frades, junto ao Convento de St. António; O Itinerário indica XLIIII milhas a EBORA)

Existem duas variantes, a primeira sai de Alcácer do Sal pela margem direita da rib. de Sítimos e segue por
Valverde; a segunda variante seguia mais a sul, por Torrão e Alcáçovas, confluindo as duas na zona da
Esparragosa, já perto da Porta do Raimundo em Évora.

Variante pelo concelho de Montemor-o-Novo e Valverde (5 miliários)


Alcácer do Sal (sai para Nordeste acompanhando a rib. de Sta. Catarina de Sítimos pela EN253)
Monte do Olival (na outra margem fica a importante villa de Santa Catarina de Sítimos)
Monte dos Carvalhos de Baixo, Pego do Altar ( miliário anepígrafo; na margem esquerda apareceu o miliário
do Porto da Lama; estaria deslocado ou pertencia a uma via rumando para Sul?)
Sta. Susana (André de Resende refere um miliário junto ao rio Mourinho, actual rib. de Remourinho; seguiria
pela calçada da Herdade da Biscainha e não longe das villa da Portagem e de Pedrões)
Foros de Pinheiro, S. Cristovão (continua pelo Poço Novo, Outeiro Caído, Monte da Barbosa e Monte das Canas)
Monte da Prata, Casa Branca, Santiago do Escoural (continua por Álamo)
Monte da Venda, S. Brissos (provável mutatio onde existem dois fragmentos de um miliário anepígrafo;
miliário anepígrafo deslocado para junto da Igreja paroquial de S. Brissos)
Travessia da rib. de S. Brissos (continua por calçada até ao Monte dos Andrades, onde existe um miliário
anepígrafo, e daqui ao Monte do Freixo)
Valverde, N. Sra. de Tourega (depois da aldeia, atravessa a rib. de Valverde, 800 m depois, na Herdade da Mitra,
a 150 m do desvio para a Anta Grande do Zambujeiro aparece um miliário anepígrafo marcando talvez VII
milhas a Évora (ver foto); segue talvez pelo monumento comemorativo chamado Pedra da Pinha e a norte do
Monte da Alfarrobeira; referência de Mário Saa a um viaduto na Herdade da Murteira)
Travessia da rib. da Viscossa (segue talvez pelo caminho rural pelas Qtas. das Tacinhas de Fora, Carranca, Cabeça
da Guarda e Silveirinha)
Esparragosa (passa próximo do marco geodésico, onde, a 50 m poente do moinho, apareceu parte do fuste de um
miliário anepígrafo e segue para Évora)

Variante pelo Torrão e Alcáçovas (6 miliários)


Alcácer do Sal (sai pela villa do Bairro dos Crespos e daí pela margem direita do rio Sado pela EN5)
Barrosinha (villa dentro da Herdade da Barrosinha)

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Monte da Casa Branca, Torrão (calçada com 200 m junto às villa do Monte da Casa Branca e do Portinho)
Travessia da rib. Algalé junto à sua foz no Sado
Monte de Porto de Rei, Torrão (villa de Porto de Rei; porto fluvial)
Monte da Herdade de Frades, Torrão (villa da Herdade dos Frades, de Portancho e mais a sul a da Herdade de
Porto Carro)
Monte da Qta. de D. Rodrigo, Torrão (calçada; segue a EN5-2 ao longo da margem direita do rio Xarrama)
Monte S. João, Herdade de Arranda, Torrão
Herdade da Qta. de Cima, Torrão (villa e Calçadinha Romana, com 300 metros até à)
Ponte sobre o rio Xarrama
Torrão (daqui derivam as vias para Faro e para Beja)
Alcáçovas (será daqui o miliário que está no Museu Arqueológico de Montemor-o-Novo?)
Monte dos Taboleiros de Baixo (Mário Saa fotografou aqui um miliário, hoje desaparecido)
Monte do Zambujeiro, N. Sra. da Tourega ( 3 miliários entre esta e a Herdade da Magalhoa)
N. Sra. da Tourega (calçada do Porto da Calçadinha e a 120 m um miliário a Maximino e Máximo; villa das
"Martas")
Herdade do Barrocal (1.5 km à frente, existe um miliário anepígrafo deitado)
Travessia da rib. da Viscossa ou de Peramanca (vestígios de calçada na margem esq.; o caminho continua para
Nordeste)
Cabida (pouco depois do caminho cruzar o acesso à Qta. do Pomarinho existe um fragmento de miliário, cujo
fuste epigráfico, aparece pouco mais à frente, junto ao caminho que deriva da EN para o Monte das Flores;
eventual derivação para a travessia do rio Xarrama a vau na Moita da Carne)

 Existe uma antiga estrada proveniente da N. Sra. da Boa Fé com vestígios de calçada em Monte do
Escrivão, Monte da Ponte, atravessava a rib. de Peramanca em Alcamizes e iria confluir com estas
variantes em Esparragosa.

Comum até Évora


As duas variantes confluem a seguir ao marco geodésico da Esparragosa, junto à rotunda do parque de campismo
e entram na cidade pela Porta do Raimundo e segue pela Rua do Raimundo, Praça do Giraldo, Rua 5 de Outubro
até à acrópole.
Évora (EBORA) (Civitas a CXIII milhas de OLISIPO e XLIII de SALACIA; decumanus maximus na Rua Vasco da
Gama; Templo de Diana; Termas)

 A partir de Évora a via passaria pelas três estações referidas no Itinerário XII, AD ADRUM FLUMEN,
EVANDRIANA e DIPONE cujas localizações são ainda desconhecidas na sua rota para EMERITA; Como
nenhuma destas estações é comum aos outros dois itinerários Lisboa-Mérida (o Itinerário XIV e o
Itinerário XV) é provável que este Itinerário XII seguisse mais a sul eventualmente pela sua margem
esquerda do Guadiana até Mérida. A primeira estação depois de Évora, AD ADRUM FLUMEN, ou seja
junto ao Rio ADRUM, fica a apenas 9 milhas (13,2 km) pelo que é possível que fosse uma mansio nas
imediações da Ribeira Na ausência de vestígios concludentes, mostram-se as diversas variantes até à
região de Elvas (ver F. Bilou: 2000a).

Variante norte por Évora Monte e Estremoz (7 miliários)


Évora (sai pela Porta de Machede e segue por caminho rural pela Qta. da Nogueiras)
Travessia do rio Xarrama no sítio do Porto (continua próximo da Qta. do Sande, Qta. da Retorta e Qta. da
Lagardona em Garraia)
Montinho da Piedade (4 possíveis miliários reaproveitados como suporte duma laje, no caminho de acesso ao
Monte; continuaria junto ao CF)
Travessia do rio Degebe (da ponte nova segue à direita por um caminho rural paralelo ao CF, para Vale de
Figueira até à)
Herdade da Sousa da Sé (um miliário anepígrafo à entrada do largo, fragmentado em duas partes, e um
monólito, possível miliário, em forma de menir; continua pelo caminho rural paralelo ao CF, atravessa a rib. da
Fonte Boa ou do Freixo até ao)
Monte do Freixo (daqui segue o caminho rural para Casal Ventoso, existindo calçada 2.5 km antes desse local)
Azaruja, S. Bento do Mato (do Solar do Castelo Ventoso continua pelo Monte do Almo e Monte da Venda, onde
existem dois miliários anepígrafos em 3 fragmentos)
S. Bento do Mato (passa próximo da igreja paroquial)
Évora Monte ( na Igreja Matriz de N. Sra. da Conceição existe um miliário a Constantino, reaproveitado para pia
baptismal)
Estremoz (importante villa Romana em Sta. Vitória do Ameixial)

 A partir de Estremoz, o traçado poderia seguir várias direcções em função dos vestígios existentes: seguir
para Norte por Silveirona, St. Estevão, talvez em direcção a Abelterio em Alter do Chão ou Ammaia em S.
Salvador da Aramenha, ou dirigir-se a Elvas por Arcos ou Orada, onde apareceu um possível miliário e há
referência a uma ponte eventualmente romana e daí a Terrugem.

Variante sul por S. Miguel de Machede e Redondo (2 miliários)


Évora (saindo Porta de Machede, seguia a variante anterior, desviando na Qta. da Retorta para Leste, pelo Bairro
do Degebe, calçada da Qta. dos Altos e da Qta. Velha, atravessando o rio Degebe no sítio do "porto" onde há
calçada ou, em alternativa, saía de Évora pela Qta. da Comenda, onde atravessava o Xarrama, seguia pela EN254
junto da capela de Sta. Bárbara do Degebe e pela pela calçada da Qta. do Lobo, atravessando o rio Degebe no vau
lajeado junto ao Monte de Mauriz e segue pela calçada da Qta. das Rosas, reencontrando-se em Fonte Boa;
também é possível um desvio por Câmaras onde há calçada)

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Herdade da Fonte Boa do Degebe (continua próximo do marco geodésico das Pedras Brancas)
Travessia da rib. de Machede (provável localização de AD ADRUM FLUMEN a 9 milhas de Évora)
Monte da Amendoeira, S. Miguel de Machede
Monte da Barrosinha, S. Miguel de Machede (ao km 41 da EN254, junto ao caminho de acesso ao Monte estava
um fragmento de miliário anepígrafo, hoje já desaparecido; continua pela EN254)
S. Miguel de Machede (segue a norte pelo Monte da Aldeia, onde apareceu um miliário anepígrafo)
Travessia da rib. da Pardiela (algures entre o Monte da Teixeira e os Foros do Queimado; entroncaria depois na
EN254)
Redondo (segue sob a EN254 até ao lugar da Venda, 500 m depois desvia à esquerda em calçada pelo Monte do
Hospital e Monte da Fonte da Cal, passando a norte do Redondo)
Elvas

 Poderia seguir até Elvas por Bencatel e Vila Viçosa ou mais a sul, por Alandroal e Pardais, em direcção a
Terrugem
Terrugem (miliário na Herdade de Alcobaça) e Vila Boim.

Mérida

Itinerário XIII (13)


Alcácer do Sal (SALACIA) - Faro (OSSONOBA)

A SALACIA OSSONOBA m.p. XVI

O Itinerário XIII (13) de Antonino que partia de SALACIA, actual Alcácer so Sal e rumava para sul para
OSSONOBA, actual Faro, seria uma derivação do itinerário XII (12) entre Lisboa e Mérida até porque foi descrita
na sequência da anterior. Como a distância indicada no itinerário é de apenas XVI (16) milhas e como não são
mencionadas estações intermédias, é de supôr que houve erro na transcrição do original feito na idade média
omitindo o «C», de 100 milhas, o que colocaria a distância em CXVI (116) milhas, cerca de 172 km, ou seja, já da
mesma ordem de grandeza da distância actual entre as duas cidades que é de 190 km. Uma outra hipótese
também plausível seria atribuir a estação de SALACIA ao Vicus do Cerro da Vila, em Vilamoura, antigo Porto
Romano, apenas suportada no facto de estar exactamente a 16 milhas de Faro.

Seguindo a lógica do Itinerário, a via ligaria directamente Alcácer a Faro, por uma via a ocidente de Beja, talvez
por Aljustrel, mas dada a indefinição deste traçado, apresentam-se os possíveis troços da região.

Alcácer do Sal (SALACIA) - Beja (PACE IULIA)

Embora o Itinerário XIII sugira uma ligação directa entre Alcácer do Sal e Faro, é muito provável a existência de
uma ligação a Beja, de onde rumaria ao Algarve por uma das variantes apresentadas mais abaixo.

Alcácer do Sal (SALACIA) (segue o ITINERARIO XII entre Lisboa e Évora até ao Torrão rumado aí para sul)
Torrão (segue próximo das villa do Penedo Minhoto, das Fontaínhas e de Altura dos Pintos)
Odivelas, Ferreira do Alentejo (André de Resende refere um miliário; villa em Casal Ventoso)
Ponte Romano?-Medieval de Alfundão, Ferreira do Alentejo
Peroguarda, Ferreira do Alentejo (segue pela EM1029, passando na villa do Monte da Chaminé e na necrópole do
Monte da Zambujeira)
Ponte Romana? de Lisboa, Beringel sobre o rio Galejo (1 arco; calçada)
Beringel, Beja (1 Km após a povoação seguir a estrada de terra à direita para a villa romana de Pisões, na Herdade
de Algramaça)
Beja (PACE IULIA)

Alcácer do Sal (SALACIA) - Santiago do Cacém (MIROBRIGA),

Hipotética ligação entre as duas Civitas, embora sem vestígios concludentes.


Alcácer do Sal (SALACIA)
Grândola (Termas no Cerrado do Castelo, na escola primária e 2 Km a sul a Barragem Romana do Pego da
Moura)
Santiago do Cacém (MIROBRIGA) ( Ponte Romana dentro da Civitas; foto ao lado)

Santiago do Cacém(MIROBRIGA) - Beja (PACE IULIA)

Hipotética ligação entre as duas civitas passando nas minas romanas de Aljustrel
Santiago do Cacém (MIROBRIGA) (provável ligação ao Portos Romanos de Sines e da Ilha do Pessegueiro)
Ponte Romano?-Medieval de Alvalade sobre a rib. de Campilhas (reconstruída no séc. XVI)
Alvalade (villae nas herdades de Conqueiros, Roxo, Ameira, Retorta e Defesa; minas do Montinho e do Canal
Caveira)
Aljustrel (VIPASCA) (Minas Romanas Metallum Vipascensis; calçada e do Monte do Gavião e do Monte do Mau
Ladrão no sentido Este-Oeste)
Ervidel, Aljustrel (villa de Alcarias)
Beja (PACE IULIA) (pela Porta de Aljustrel)

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Itinerário XXII (22)


Castro Marim (ESURI / BAESURIS) - Mértola (MYRTILIS) - Beja (PACE IULIA) LXXVI milhas - 101
Km

Item ab ESURI per compendium PACE IULIA m.p. LXXVI

MYRTILIS XL No Itinerário XXII de Antonino esta rota é chamada de "Per compendium Pace",
PACE IULIA XXXVI ou seja pelo caminho mais curto, indicando um total de 76 milhas até Beja, cerca de
101 Km, o que corresponde à actual distância entre Castro Marim e Beja, distinguindo
assim do Itinerário XXI que também seguia para Beja, mas por uma rota mais longa,
interligando as cidades do litoral Algarvio, BALSA e OSSONOBA, antes de rumar ao
Alentejo.

A ligação entre Castro Marim e Mértola, a única estação referida no itinerário, deveria ser efectuada por via
fluvial, subindo o rio Guadiana, mas não se pode excluir uma alternativa terrestre pela margem direita do rio,
apesar do terreno ser aqui muito acidentado e da ausência de provas consistentes da passagem dessa via. Os
vestígios encontrados nesta rota, nomeadamente as villae que bordejam o Guadiana, poderiam não estar ligadas à
via terrestre, mas antes à via fluvial, constituindo assim pequenos portos comerciais ao longo do percurso. (ver
Silva, 2002/2005; Rodrigues, 2004; Lopes, 2006)

Castro Marim (BAESURIS ou ESURI) (calçada com 50 m na base do Castelo e um pequeno troço no
entroncamento com EN122, seguindo para norte +- paralela à EN122)
Horta dos Quartos (eventual referência à milha IV desde BAESURIS; talvez por Varanda, Fronteirinha e Calçada)
Ponte de Beliche sobre a Ribeira de Beliche (calçada)
Travessia da Ribeira de Odeleite a vau
Ponte Romana? de Álamo, Alcoutim (só vestígios; villa e Barragem Romana de Álamo)
Montinho das Laranjeiras, Alcoutim (villa aberta ao público, ligada ao tráfego fluvial)
Alcoutim
Mértola (MYRTILIS) (Civitas; núcleo romano na cave da CM de Mértola)

Ligação às Minas de S. Domingos:


Travessia do Rio Guadiana (ANAE) na Ponte Romana? de Mértola sobre o rio Guadiana (ANAE) (já
desaparecida; só restam uns pilares)
Fernandes, Mértola (calçada parte do Porto de Mértola no Guadiana, junto aos celeiros da EPAC, e segue durante
2,2 km pela chamada Estrada Velha até Casa Branca, reaparecendo depois no sopé do Cerro do Calcolítico e mais
à frente no Monte Alto)
Minas de S. Domingos (villa no Cerro da Mina)
Corte do Pinto (esta via poderia continuar para Serpa passando em Sta. Iria ou seguir para território espanhol)

Continuando pela via principal para Beja:


Corte Gafo de Baixo
Travessia da rib. de Terges e Cobres numa das seguintes alternativas:
uma por Amendoeira da Serra, Monte da Lapa, Alto de Vasco Martins, atravessando a rib. entre Porto de Salvada
e Monte do Pica Milho.
outra descendo à rib. pelo Monte do Mosteiro, atravessando para Demangas e Herdade de Barbas de Gaio
Vale de Rucins (talvez seguindo a EM511, evitando a travessia de linhas de água)
Salvada (seguindo talvez próximo da Herdade do Carrascalão, villa do Monte da Azinheira e por Pisão)
Beja (PACE IULIA) (chega pela Porta de Mértola, demolida em 1876)

Itinerário XXI (21)


Castro Marim (ESURI) - Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Évora (EBORA) - Beja (PACE IULIA)

Item de ESURI PACE IULIA m.p. CCLXVII

BALSA XXIIII Este Itinerário XXI percorre quase todo o território do Alentejo e Algarve num
OSSONOBA XVI percurso circular, mas como ainda subsistem muitas dúvidas quando à localização das
ARANNIS LX estações intermédias, apresentam-se as principais rotas da região por troços. Sobre o
SALACIA XXXV Algarve Romano ver o excelente trabalho de Luís Fraga da Silva em
EBORA XLIIII www.arkeotavira.com e no seu blog Impronto
SERPA XIII
FINES XX
ARUCCI XXV
PACE XXX
IULIA

Castro Marim (ESURI) - Torre de Aires (BALSA) - Faro (OSSONOBA)

O primeiro troço do Itinerário XXI liga ESURI, actual Castro Marim, a OSSONOBA, a actual Faro, passando na

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civitas de BALSA, estação intermédia situada em Torre de Aires, Luz de Tavira. A partir de Faro, o itinerário ruma
a norte na direcção de Beja, mas aqui apresenta-se a sua provável continuação até ao Cabo de S. Vicente. Esta
rota segue mais ou menos o percurso da EN125, tendo uma variante mais a norte que percorre o barrocal
algarvio. (ver Silva, 2002/2005; Rodrigues, 2004; Maia 2006).

Castro Marim (ESURI) (por Horta de D. Maria, Sobral de Cima até à linha férrea, seguindo paralela a esta por
Alcaria e Portela, Cruz do Morto, Buraco e Torrão)
Cacela Velha, Vila Real de St. António (villa na Quinta do Muro; continua por Qta. de Baixo, Baleeira e Morgado)
Conceição, Tavira (passa em Canada junto à necrópole da Horta da Canada)
Ponte Romano?-Medieval do Almargem sobre a rib. de Almargem, Conceição (3 arcos; calçada)
Tavira
Ponte Medieval de Tavira sobre o rio Gilão (sem vestígios romanos; talvez a travessia fosse a vau 130 m a
montante; Silva 2005)
Terras d'El Rei, Luz de Tavira (vem pelo "Caminho do Concelho" em terra, passa na Qta. de St. António, e passa a
calçada junto ao aldeamento turístico)

Torre de Aires (BALSA), Luz de Tavira (a Civitas abrangia a Qta. das Antas e estaria a XXIIII milhas de
ESURI; a via romana entrava na cidade pela Qta. do Arroio, onde há calçada e seguia quase recto até)
Livramento, Luz de Tavira (aqui conflui com a EN125 e continua sob esta por Arroteia e Alfandanga)
Bias do Sul, Olhão (em Canada do sul, na foz da rib. de Bias, apareceu in situ, o único miliário encontrado no
Algarve, indicando a milha X contadas a partir de Faro e marcaria também a fronteira entre as Civitas de
BALSA e OSSONOBA ; está hoje no Museu de Moncarapacho)
Ohão (a via segue a norte da EN125 próximo do Templo Romano de Qta. do Marim, onde seria a Statio Sacra
mencionada na Cosmographia do Anónimo de Ravena (Graen: 2007) e talvez seguisse próximo da villa de
Torrejão Velho)

Faro (OSSONOBA) (Civitas a XVI milhas de BALSA; entrava na cidade pela necrópole de Lethes, na direcção
da Rua Dr. João Lúcio, e seguia pela Rua Conselheiro Bivar, antiga Rua da Carreira, passando junto à necrópole
Horta dos Fumeiros, até Pontes de Marchil já na EN125)
S. João da Venda, Almansil
Almansil (provável mansio onde deriva o caminho para Loulé; segue a sul e paralela à EN125 por Marchil, Pontal,
Ludo, Fonte Santa, Passil e Quarteira)

Via litoral até ao Cabo de São Vicente (Promontorium Sacrum):


Vilamoura (Porto e villa do Cerro da Vila)
Ponte Romano-Medieval do Barão, Albufeira sobre a rib. da Quarteira (fundações romanas; perto fica a villa
Romana da Retorta cujo espólio está no Museu Municipal de Albufeira; segue por Vale de Carros e Lajeado)
Mosqueira, Albufeira
Guia (segue paralela e a sul da EN125)
Pêra
Ponte Romano?-Medieval de Alcantarilha (talvez com fundações romanas)
Alcantarilha (calçada por debaixo da ponte em betão na Rua das Muralhas)
Porches (talvez pelo lugar da Torre)
Lagoa
Estômbar, Lagoa (calçada; continua por Corredoura, Passagem, junto à Qta. de S. Pedro e Calçada da Barca)
Travessia do rio Arade no lugar do Parchal
Portimão (PORTUS HANNIBALIS) (é possível uma derivação para Vila Velha do Alvor, sítio romano)
Meixilhoeira Grande (villa da Qta. da Abicada em Figueira, desvio a partir da EN125 para o apeadeiro)
Lagos (LACCOBRIGA) (talvez no Monte Molião em Telheiro, junto à Ponte sobre o rio de Lagos na EN125;
Barragem romana da Fonte Coberta)
Luz, Lagos (na Rua da Igreja existiu uma estação romana já desaparecida)
Budens (talvez seguisse junto à costa por Burgau, Boca do Rio na foz da rib. de Budens, Figueira)
Vila do Bispo (é possível uma ligação daqui a MIROBRIGA, perto de Santiago do Cacém, passando em Aljezur)
Cabo de São Vicente (Promontorium Sacrum)

e a sua variante norte pelo barrocal algarvio:


Esta variante derivava da via litoral talvez no lugar da Cruz do Morto em Cacela Velha e seguia por
Ribeira de Almargem
Vale da Asseca
Sta. Catarina da Fonte do Bispo (poderia seguir entre Desbarato ou Bengado, onde há calçada medieval, e Cerro
da Mesquita)
São Brás de Alportel (entra por Hortas e Moinhos, onde cruza com a proveniente de Faro, e segue a sul da EN270,
por Calçada, Fonte do Mouro, Fonte do Touro, Vilarinhos, onde cruza para norte da EN270 por Carrascal, S.
Romão, Poço Largo e Fonte de Apra)
Torres de Apra, Loulé (villa; segue a sul da EN270 próximo de Betunes)
Loulé (daqui poderia descer por Benfarras até à Ponte do Barão onde entronca com a via litoral)

Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Beja (PACE IULIA)

A partir de OSSONOBA o Itinerário XXI rumava a norte em direcção a ARANNIS percorrendo 60 milhas ou 89
Km. O itinerário sugere uma localização de ARANNIS na região de Castro Verde, talvez em Sta. Bárbara de
Padrões, onde se localizam importantes ruínas de um grande povoado romano e cuja distância actual a Faro
concorda com o itinerário. Para atingir a estação seguinte, SALACIA, o itinerário indica apenas 35 milhas, o que é
insuficiente para atingir Alcácer do Sal, motivando assim várias propostas de correcção, quer alterando o número
de milhas, quer alterando o nome da estação para SARAPIA que para estar em concordância com as distâncias
indicadas no itinerário, teria uma localização a ocidente de Beja, talvez em Sta. Margarida do Sado ou em

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Peroguarda. De SALACIA a EBORA, o itinerário indica 44 milhas o que deverá estar correcto não só por
corresponder à distância actual, mas também porque é igual à distância indicada noutro itinerário para o mesmo
troço, no caso o Itinerário XII entre Lisboa e Mérida.

Partindo de OSSONOBA, a via teria que ultrapassar a Serra do Caldeirão, existindo três prováveis variantes, uma
mais ocidental por Loulé, talvez a mais importante, uma central por S. Brás de Alportel, reunindo-se em Salir, e
uma oriental por Sta. Catarina da Fonte do Bispo que se reúne com as anteriores em S. Pedro de Solis onde há
vestígios de calçada.
(ver Silva, 2002/2005; Rodrigues, 2004; Maia 2006).

Variante ocidental por Loulé:


Faro (OSSONOBA) (seguia a via litoral até Almansil, onde desviava para norte para Loulé por Quartos e
Fazenda do Cotovio pela margem esquerda da rib. de Cadouço)
Ponte Romano?-Medieval de Álamos, Loulé (2 arcos)
Loulé (segue pela estrada de Salir que sai pela Rua de Portugal por Vale da Rosa e cruz da Assumada)
Ponte Romano?-Medieval de Tôr sobre a rib. de Algibre, Querença, Loulé (5 arcos; 2 visíveis; calçada a 2 km
chamada "Estrada de Portugal")
Salir (daqui ruma a leste para contornar a serra)
Maxieira (segue +- o percurso da EN2 até)
Barranco do Velho (desvia pela EN124 para Montes Novos e segue o caminho rural para Vale da Rosa por
Cortiçadas onde reencontra a EN2, saindo pouco depois para Figueirinha)
Figueirinha (eventual ligação a Ameixial e daí a Almodôvar
Mealha, Cachopo (segue por Moinho do Pereirão atravessando a Rib. da Corte e segue por Monte Novo do
Pereirão); Travessia da Ribeira do Vascão (talvez no Moinho da Vargem passando em Casa nova)
Santa Cruz (por Castelejo; rencontro com a variante oriental)
S. Pedro de Solis

Variante oriental por Sta. Catarina da Fonte do Bispo:


Partindo quer de BALSA quer de OSSONOBA, o caminho poderia seguir a via litoral até Alfandanga, onde
rumava a norte pelo lugar do Marco até Moncarapacho. Este troço inicial está algo indefinido porque também é
possível uma ligação directa entre OSSONOBA e Moncarapacho pela Ponte de Quelfes sobre a rib. de Marim e
próximo do Cerro de S. Miguel. "caminho de que vae de quelfes pera porttugal" (LOURO, 1929 p.60) (ver Fraga
da Silva, 2000/2005 e Sandra Rodrigues, 2004)

Moncarapacho (possível localização da Statio Sacra referida pelo Anónimo de Ravena)


Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. do Tronco, Moncarapacho (1 arco; aqui começa o caminho com vários
troços de calçada)
Caliços (no Vale da Serra há calçada intermitente com 1300 m)
Ponte dos Caliços (a via continua com troços empedrados e em terra batida)
Foupana, Moncarapacho (segue por Torre)
Ponte da Torre sobre a rib. de Arroio
Sta. Catarina da Fonte do Bispo ( calçada do Ribeiro do Lagar; cruzaria com a variante norte da via litoral)
Travessia da Ribeira de Alportel em Porto Carvalhoso (continua para norte)
Travessia da Ribeira de Fronteira (segue para Cabeça do Velho)
Travessia da ribeira de Odeleite no Cercado da Lagoa (segue por Castelão até)
Feiteira (segue à esquerda pela EN124 e logo a seguir na Fonte da Rata à direita em direcção à Figueirinha)
Mealha, Cachopo (segue por Moinho do Pereirão atravessando a Rib. da Corte e segue por Monte Novo do
Pereirão); Travessia da Ribeira do Vascão (talvez no Moinho da Vargem passando em Casa nova)
Santa Cruz (por Castelejo)
S. Pedro de Solis

Variante por S. Brás de Alportel:


Faro (OSSONOBA) (saía pela Rua de Portugal e área de Lethes, comum à estrada para Balsa, e rumava a norte
pela Rua de S. Luís, Estrada da Penha até Vale Carneiros)
Conceição (talvez próximo dos Montes da Meia Légua e de Porto Carro)
Estoi (villa de Milreu; segue pela margem esquerda do rio Seco até Cancela)
Travessia do rio Seco em Porto Velho
Vale do Joio, Machados (villa; atravessa a Serra de Monte Figo)
Hortas e Moinhos, S. Brás de Alportel (calçadinha)
S. Brás de Alportel (a calçadinha, talvez de origem romana, entra na vila pela Rua Dr. Vítorino Passos Pinto; a via
seguiria pelo Vale da Rib. das Mercês, Alcaria, Juncais, Corte e Almarjão, desviando por calçada para
Amendoeira)
Querença (segue por Portela e Touriz)
Salir (onde entronca na variante ocidental Faro-Loulé-Salir)

A partir de S. Pedro de Solis seguem juntas para Sta. Bárbara de Padrões:


S. Miguel do Pinheiro (Forte Romano Manuel Galo)
Travessia da Rib. de Carreiras (segue por Caiada)
Sra. da Graça de Padrões
Travessia da Rib. de Cobres (segue por Sete)
Sta. Bárbara de Padrões, Castro Verde (provável localização da estação ARANNIS; referência a dois
miliários)
A partir de Arannis o itinerário segue para Salacia, mas como a rota está para já muito indefinida é preferível
fazer a ligação a Beja; (ver o itinerário Alcácer do Sal-Beja).

Continuando para Beja:

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Namorados
Travessia da rib. de Cobres entre Cabeças e Pereira
Travessia da rib. de Maria Delgada junto ao alto de S. Pedro das Cabeças
Castro Verde (entra junto ao cemitério e segue por Portela, Monte Tacanho, Monte da Perdigoa e Alto do Monte
Branco)
Entradas (segue a poente da povoação pelo Monte do Canal, onde atravessa a Rib. Cinceira, segue pelo Alto da
Lapa, Alto da Malhada Nova, Lagoa de Pedra, onde inflecte para o Monte da Charnequinha; próximo fica o
Castelo Velho de Cobres/Castelo de Montel)
Albernoa (segue na EM1092 pelos limites do Monte da Charnequinha, Monte dos Grous, Alto das Marzalonas,
Monte Linhares, Monte das Marzalonas, Alto do Cerro, Rib. de Rascas e Balhamim)
S. Clara do Louredo, Beja (miliário a Galério e Constâncio)
Beja (PACE IULIA)

Deveria existir uma outra variante mais ocidental, derivando para norte da Via Litoral do Algarve
em Estômbar, atravessando a Serra de Monchique, continuando por Garvão e Aljustrel:
Estômbar, Lagoa
Silves (a povoação antiga seria no Cerro da Rocha Branca ou da Guerrilha, 1km para poente, hoje destruído; villa
em Vila Fria)
Porto de Lagos
Caldas de Monchique (Termas e Ponte Romana?)
Pé da Cruz, Monchique (calçada para o alto da serra)
Monchique (Mons Cicus, monte alto) (calçada em Palmeira, Nave, Rencovo e Cerro da Vigia)
Alferce
Nave Redonda (calçada)
Sabóia
S. Clara-a-Velha, Odemira (Ponte Romano?-Medieval de D. Maria sobre o rio Mira no acesso à barragem)
Garvão, Ourique (povoado)
Panóias (villa da Horta de S. Romão na Herdade da Torre Vã)
Messejana (Ponte Romano?-Medieval da Horta do Cabo, 1 arco)
Aljustrel (ver o itinerário Alcácer do Sal-Beja)

Évora (EBORA) - Serpa (SERPA) - FINES - ARUCCI - Beja (PACE IULIA)

Neste troço o Itinerário XXI de Antonino suscita muitas interrogações; Segundo o Itinerário a estação seguinte é
SERPA que, admitindo que corresponde à Serpa actual, nunca poderia estar apenas a 13 milhas de Évora como é
indicado. Também as estações seguintes, FINES e ARUCCI, cuja localização está ainda por definir, tornam
improvável um percurso entre Serpa e Beja com duas estações de permeio. Todas estas incertezas sugerem que
Évora a
talvez o itinerário esteja errado tanto nas milhas indicadas como na própria sequência de estações.
Moura
De entre as várias as propostas de correcção do itinerário (como seja a inclusão de uma estação intermédia entre
Évora e Serpa para acertar a distância), a solução que parece mais consistente seria alterar a sequência de
estações, colocando SERPA como a última estação antes de Beja, passando a ser FINES e ARUCCI estações
intermédias numa rota entre Évora e Serpa, de onde continuava para Beja. Desta forma FINES ficaria a 20 milhas
de Évora, talvez na zona de Monsaraz, ARUCCI a 25 milhas de FINES, talvez em Moura, seguindo por fim para
Serpa e daqui para Beja; Assim, os traçados apresentados são hipotéticos e tentam ligar os vários troços dispersos
da região.

de Évora (EBORA) a Moura pela região de Portel


Traçado hipotético em direcção a Moura pelo caminho mais curto; os possíveis fragmentos de miliários em Sitima
e S. Marcos da Abóbada indiciam a passagem da via; Horta do Bispo, Horta das Figueiras (troço de calçada
Moura segundo Pereira: 1948, 296-335; desvia no Monte da Barbarrala Nova pelas traseiras das instalações da EDIA)
a Serpa Ponte Antiga do Xarrama sobre o rio Xarrama (22 m, 3 arcos, 1 desabou; calçada debaixo do actual caminho)
Monte da Chaminé (talvez por Alto da Vigia e Alto da Barroqueira)
Sitima ( possível miliário e mais 3 fragmentos no Monte da Sitima)
Travessia da Ribeira de Souséis (calçada; continua talvez por Maceda)
S. Marcos da Abóbada, Torre de Coelheiros (4 fragmentos de miliários anepígrafos; villa; talvez pelos Altos do
Seixo, do Casqueiro, do Outeirão, de Ferros e Monte de Matraque)
Portel
Alqueva (villa do Outeiro do Castelinho)
Travessia do rio Guadiana no Porto de Évora junto à foz do rio Degebe (segue pelo Monte do Ratinho até Porto
Mourão)
Travessia do rio Ardila (estação romana; segue pelas Qtas. da Esperança, da Pardouqueira, de S. Lourenço e
calçada de Forca)
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Brenhas (1 arco; sobe até à EN255 e entra em Moura)
Moura (ARUCCI?)

de Évora (EBORA) a Moura pela região de Reguengos de Monsaraz


A ligação por Reguengos, tentando enquadrar as estações referidas no Itinerário XXI de Antonino.

Alternativa por N. Sra. de Machede


Évora (sai da cidade pela Qta. do Forno da Cal) N. Sra. de Machede (calçada em Vale Melhorado; villa no Monte
da Fonte Coberta)
Ponte sobre a rib. de Machede ( possível miliário à saída da ponte)
S. Vicente de Valongo (a 4km de Montoito; antes do medieval Castelo Real existiria um Castelo Velho de origem
romana na outra margem em Alcorovisca; possível localização da mansio FINES)

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Reguengos de Monsaraz

Alternativa por S. Manços


Horta do Albardão, S. Manços (Castelos de Monte Novo / Cidade de Cuncos junto à barragem do Monte Novo)
Travessia do rio Degebe em Porto Calçado (vau lajeado, continuando pela calçada do Moinho da Ponte)
S. Vicente do Pigeiro (Vendinha)
Reguengos de Monsaraz

 FINES (zona de Monsaraz ?; o Itinerário indica a 20 milhas de SERPA, mas poderia ser a Évora)
 ARUCCI a 25 milhas de FINES poderia ser em Moura por percurso incerto
 Castelo da Lousa, Luz, Mourão, controlava a passagem do rio Guadiana, hoje submerso pela Barragem do
Alqueva

de Moura a Beja
Travessia do rio Guadiana em Porto de Moura (Minas de Orada)
Pedrogão (segue por Monte das Aldeias)
Travessia da rib. de Odearce em Rabadoa
Monte da Rabadoa, Barbas da Lebre
Horta do Bacelo
Travessia das ribeiras da Cardeira e do Canal
Beja (PACE IULIA) (entrava pela Carreira dos Seguros)

de Moura a Arouches (Espanha)


Moura (do Rossio do Carmo segue pela EN255 desviando à esquerda para descer à Ponte de Brenhas, seguia
depois por Calçadinha, Coutada e St. Amador)
Monte da Coroada, Sobral da Adiça (referência a um miliário ilegível no Cabeço Redondo junto à Ribeira de
Toutelga)
Rosal de la Fronteira (entronca na via Beja-Sevilha e daí a Arouche)

de Moura a Serpa
segue pelos lugares de Ladeira Branca, Ponte Romana? de Pisões, Mata Sete, calçada de Farelos até
Herdade dos Machados, Moura (calçada com vários km)
Corte do Alho, Vale de Vargo/Pias, Serpa (miliário a Adriano da milha VIII, contadas talvez a partir da fronteira
com a Baetica ou de Moura; a 5 km para Leste de Pias pelo CM1049; hoje está no Museu Municipal de Moura)
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Enxoé (a 8 km de Serpa junto à EN256 com 6 arcos)
Serpa (onde entronca na via Beja-Sevilha)

de Serpa a Beja
Este troço está descrito no Itinerário Beja-Sevilha

Évora (EBORA) - Beja (PACE IULIA) (ver F. Bilou: 2000a)

Esta via romana que ligava Évora a Beja pelo caminho mais curto não é referida nos Itinerários de Antonino, mas
o extensos vestígios ao longo do caminho atestam a sua existência, contando-se actualmente 16 miliários e alguns
troços de calçada ao longo do seu traçado. Urge estabelecer medidas de protecção para esta via cujos vestígios
estão ao abandono e sujeitos a progressivas destruições.

Évora (EBORA) (a via sai pela Porta do Raimundo)


Horta do Bispo, Horta das Figueiras (troço de calçada segundo Pereira: 1948, 296-335; segue pelo Bairro da N.
Sra. do Carmo
Travessia da rib. da Torregela junto à Herdade da Barbarrala Nova (lajeado no vau da ribeira)
Monte das Flores (miliário; a via segue pela margem direita do rio Xarrama; miliário 3 e 4 de Fontalva)
Porto de Zambujal do Conde (2 miliários 800 m a montante, 1 e 2 de Fontalva, um epigráfico e outro no leito do
rio)
Monte do Seixo (referência a um miliário)
Porto da Magalhoa (referência a um miliário; o miliário referenciado por Mário Saa como Marca do Diabo estaria
deslocado entre os Montes da Magalhoa e do Zambujeiro)
Torre/Solar da Camoeira (provável mutatio de onde provém o miliário da milha XI que está hoje à entrada
dos serviços administrativos da EP, antiga JAE, em Évora)
Travessia do rio Xarrama no Porto da Camoeira (existe um miliário tombado no leito do rio que corresponderá à
milha XII)
Aguilhão, Torre de Coelheiros (segue 200 m paralela ao rio até à Azenha do Silveira onde existe calçada; continua
pelo Porto da Calçadinha onde reaparece a calçada durante 300 m até chegar a um miliário in situ
correspondente à milha XIII na Herdade da Ovelheira; a calçada continua por 1500 m, próximo do marco
geodésico na divisão das Herdades da Falcoeira e Camoeira)
Ponte Romana sobre a rib. da Murteira ou do Aguilhão na Horta do Vinagre (só vestígios; fuste e base de
miliário anepígrafo na margem esquerda e a sua base no leito do rio correspondente à milha XIV)
Aguiar (passa a poente da povoação pelo Monte Lindim onde há calçada e miliário ilegível correspondente à
milha XV)
Travessia da rib. de Alpracá (continua por Serrado)
N. Sra. d'Aires, Viana do Alentejo (vicus; calçada e 2 miliários, um dos quais indica a milha XVII que
corresponde à distancia a Évora)
Viana do Alentejo (segue pela EN257 junto a Horta de Tomes e Horta do Espanadeiro, onde sai da EN257 a
direito por estradão por Sarnado)
Água de Peixe (onde conflui com o CM1004 em asfalto)

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Albergaria dos Fusos, Vila Ruiva (segue pela EN258-1)


Ponte Romano-Medieval de Vila Ruiva sobre a rib. de Odivelas (120 m; 20 arcos, só 3 pilares são romanos)
Vila Ruiva, Cuba (segue a EN258-1, passa ao lado da ermida da N. Sra. da Represa, defronte da barragem romana
que servia a villa do Monte do Outeiro a NE; continua pelo Monte da Delicada e pela villa do Monte da
Panasqueira)
(possível ligação à importante villa de S. Cucufate em Vila de Frades e mais a sul à villa do Monte da Cegonha já
em Selmes)
Travessia da rib. de Mac Abraão junto ao Monte da Palheta e seguindo pelo Monte das Figueiras e Assentins
Cuba (sai pela Fonte dos Leões e segue junto à linha férrea pelo Monte da Torre do Pinto, até Pombalinho e Qta.
da Saúde; a villa da Qta. de Suratesta fica próximo)
Beja (PACE IULIA) (chegava pelas traseiras do Convento de Sta. Clara, entrando na cidade pela Porta de Évora
com o seu arco romano e calçada)

Beja (PACE IULIA) - Sevilha (HISPALIS)

Sendo Beja capital de um Conventus deveria ligar pelo caminho mais curto à província romana da Baética que
corresponde grosso-modo à actual Andaluzia, entroncando no itinerário de Antonino, Item ab Ostio fluminis
Anae Emeritam usque , em Santiponce, a antiga via romana que ligava a foz do Rio Guadiana a Mérida, passando
em Huelva (ONOBA) e Santiponce (ITALICA).

Beja (PACE IULIA) (sai talvez pela Rua Bento Jesus Caraça, passa na Qta. da Abóbada, entra na EM1045 até ao
lugar do Padrão)
Quintos (calçada na Herdade das Carretas; talvez seguisse não longe dos vestígios do Monte da Azinheira,
Herdade de Gil Vaz, Monte do Montinho, Herdade do Zambujal e Pisões, onde atravessava a rib. da Cardeira pela
Ponte Romana, continuando pelo Monte da Corte Piorno)
Travessia do rio Guadiana (ANAE) no Vau de Quintos
Monte da Salsa, Brinches
Serpa (calçada na Herdade da Bemposta a 1,5 km de Serpa, dentro da Escola Profissional de Desenvolvimento
Rural de Serpa)
Aldeia Nova de S. Bento, Serpa
Vila Verde de Ficalho (FINES ?) (villa no Jardim do Museu de Ficalho; segue pelo Barranco de Penalva)
Rosal de la Frontera
San Mamés, Aroche (TUROBRIGA ?)
Almonaster la Real
Cortegana
Aracena
Santiponce (ITALICA) (magníficas ruínas)
Sevilha (HISPALIS)

OUTROS ITINERÁRIOS
Valença - Melgaço

Traçado hipotético de uma via secundária que partindo de Valença percorria a margem esquerda do rio Minho
até Melgaço, de onde poderia ligar a Espanha ou seguir para Sul em direcção a Castro Laboreiro.

Valença
Ganfei (Ponte Romana?; calçada com 300 m acompanhando a cerca do Convento de Ganfei)
Verdoejo (o miliário aqui referenciado pode ser o actual fuste do pelourinho e talvez pertencesse ao Itinerário
XIX entre Braga e Valença)
Friestas (vizinho, em Gondomil existe uma necrópole no lugar da Cruz)
Troporiz (do lugar da Lapela parte para sul uma derivação por Gadanha e Pinheiros, até à Calçada da Catelinha
em Moreira, onde entronca com outra que vem de Monção e juntas seguiam para Braga por Arcos de Valdevez)
Ponte Romano?-Medieval de Troporiz sobre o rio da Gadanha (2 arcos e 2 viadutos)
Monção
Bela
Barbeita (no sopé da Citânia do Monte da Assunção)
Ponte Romano?-Medieval de Mouro sobre o rio Mouro, Barbeita (1 arco)
Ceivães
Valadares

Penso
Paderne (Termas do Peso e Cividade de Paderne)
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Folia, Remoães (nas Termas do Peso)
Remoães
Melgaço

Ligação a Castro Laboreiro:


Lamas de Mouro (Ponte Medieval de Porto Ribeiro)
Castro Laboreiro (segue pelo CM1160 por Laceiras, Assureira, Ponte Medieval da Cava Velha, sobre o rio
Laboreiro, com pedras almofadadas, Ponte Medieval de São Brás sobre o rib. de Barreiro, com pedras
almofadadas do lado nascente, Assureira, Dorna, Ponte Medieval de Dorna, sobre a rib. de Dorna; também de

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Ameijoeira saíria uma via para Nordeste pelo CM1159 por Bago de Baixo, Bago de Cima, Curveira, Bico,
Cainheiras Ponte Medieval das Cainheiras, sobre a rib. das Cainheiras, Portas, Barreira e Bande já na Galiza.)

Porto (CALE) - Ovar

Traçado hipotético de uma via secundária que partindo do Porto seguiria pelo litoral, junto aos castros da
Madalena e de Ovil, até à zona de Ovar, de onde flectia para o interior até entroncar na Via XVI.

Sta. Marinha (do cais de Gaia ascendia até ao Candal ou Coimbrões ou derivava da Porto-Lisboa pelo lugar do
Marco, Barrosa)
Coimbrões, Sta. Marinha (Igreja e Monte de Sta. Bárbara; talvez pela Rua Sr. de Matosinhos, cortada pela AE1,
continua na Rua Velha dos Lagos)
Madalena (Largo da Oliveiras, onde está um marco divisório entre freguesias; talvez pelo sopé do Castro do
Cerro/Coteiro do Castro/da Madalena, ao lado da Rua do Castro)
Valadares ( necrópole romana do Monte Sameiro; na foz da rib. de Valverde/do Paço, em Tartomil, Praia de
Valadares, foi encontrado uma pedra epigráfica, possível fragmento de miliário, hoje no Solar dos Condes de
Resende em Canelas; se não foi deslocado, pode indiciar uma rota mais a poente; esta rota atravessa a EN109 da
Rua Nova do Paço para a Rua do Paço, passa junto à Casa do Paço)
Chamorra, Vilar do Paraíso (sobe pela Rua do Rio do Paço, Rua da Chamorra, Rua Salvador Brandão/EN15)
Gulpilhares (sai da EN15 pela Rua do Pereirinho, junto ao cemitério, Rua Nuno Álvares, atravessando a Rib. de
Canelas, Rua João Ovarense até à destruída necrópole do Alto da Vela onde apareceu a coluna de mármore rosa
que hoje serve de base ao Cristo do Padrão em Pedroso; segue em frente por caminho de terra até chegar à Rua de
Enxomil e Rua do Vale)
Arcozelo (continua ladeando a igreja e cemitério de Arcozelo até Sá onde segue pela Rua das Lavouras, Rua da
Pedra Alva, volta à EN15 e logo à direita no acesso à A29 onde segue à esquerda pela Rua da Carreira Velha)
Brito, S. Félix da Marinha (atravessa a A29 na passagem para peões e continua pela mesma Rua da Carreira
Velha, Rua dos Ligustres, Rua da Calçada Romana até ao tanque junto à ribeira da Granja; daqui segue em frente,
por caminho de terra hoje obstruído por mato, entra na Rua Velha da Calçada Romana até entroncar na Estrada
de Brito, EN109; daqui deveria seguir em frente pela Rua Oliva Teles até à ribeira, mas hoje não tem saída)
Travessia da Ribeira do Juncal (sguia talvez próximo da Rua da Paz, Rua S. Vicente Ferrer e Rua de S. Tomé)
Lugar de Espinho, S. Félix da Marinha (Villa romana Spino, sob a Capela de S. Tomé integrada numa casa rural)
Travessia da rib. do Mocho (hoje a travessia é feita na Ponte da Anta)
Anta, Espinho (por Tabuaça)
Silvalde (há uma lenda sobre uma ponte romana sobre a rib. de Silvalde)
Paramos (atravessa a rib. do Rio Maior e segue por detrás da Capela da Guia no sopé do magnífico Castro de Ovil)
Esmoriz (necrópole do Chão do Grilo; eventual ligação a Vila da Feira e daqui ligar à Via Braga-Lisboa em S. João
da Madeira)
Cortegaça
Maceda
Arada
Ovar
Daqui poderia seguir para o interior contornando a ria de Aveiro em direcção a Cucujães onde entroncaria na Via
XVI Braga-Lisboa ou continuar por Estarreja até ao Rio Vouga em Cacia.

Porto (CALE) - Valongo - Penafiel - Marco de Canaveses - Freixo (TONGOBRIGA)

Via secundária de acesso às minas de Valongo, Gondomar e Paredes, e daí a TONGOBRIGA em Marco de
Canaveses. Esta rota parece seguir no essencial a EN15 e a A4 numa região densamente povoada pelo que restam
poucos vestígios. Salientam-se as travessias dos dois grandes rios da região, o Ferreira e o Sousa, em pontes
medievais mas talvez com origem romana e o troço de calçada romana a seguir à Ponte de Cepeda.

Sé, Porto (pela demolida Porta de Vandoma, Calçada de Vandoma e Rua Chã, antiga Rua Chão das Eiras, sobe
pela Rua Cimo de Vila à Praça da Batalha, antiga Porta da muralha)
St. Ildefonso, Porto (Rua de St. Ildefonso, antiga Rua Direita, passa no Largo do Padrão, Campo 24 de Agosto,
antigo das Mijavelhas)
Bonfim, Porto (Rua do Bonfim, antigo Chão das Oliveiras e Rua de Godim)
Campanhã, Porto (segue por S. Roque da Lameira; topónimo villa Minhao, hoje resta a Rua da Vila Meã)
Travessia do rio Tinto talvez na Trav. da Ponte
Rio Tinto, Gondomar (acompanha a EN15 por S. Caetano, Cavada Nova e Venda Nova)
Valongo (ligaria às Minas Romanas do Fojo das Pombas na Quinta da Ivanta, Serra de Sta. Justa, e, já em
Gondomar às do Covelo e de Medas; calçada junto à Ponte de Couce sobre o rio Ferreira)
S. Martinho do Campo (necrópole da Corredoura; possível ligação a Aguiar de Sousa, centro de uma região
mineira como as Minas Romanas de Banjas e Covas de Castromil pela Ponte da Morte, em Luriz, sobre o rio
Ferreira e pelo lugar da Milhária eventual referência a um miliário)
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Ferreira
Gandra (continua por Vilarinho de Baixo, Granja e Carreiro)
Vandoma (junto ao Castro Romanizado do Muro)
Baltar (possível desvio para os Mosteiros de Cete e Paço de Sousa pela Ponte do Vau sobre o rio Sousa ao km 2 da
EN319-3)
Vila Cova de Carros (sai da EN15 e segue pela EN319 até entroncar na EN598-1 onde vira à direita por Agrela)
Paredes (antiga Castelões de Cepeda; do Jardim Público pela Rua da Estrebuela, Rua de Cepeda)
Ponte Romano?-Medieval de Cepeda sobre o rio Sousa, Castelões de Cepeda (1 arco; na EM1325; segue
pela calçada e sobe à Costeira)

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Qta. da Aveleda, Penafiel (desemboca na entrada da Qta. que atravessa pelo caminho em frente até entroncar na
EN596-1 e segue até)
Penafiel (antiga Arrifana do Sousa)
Santa Marta
Croca
Recezinhos
Vila Boa de Quires (eventual ligação a Amarante por Vila Meã)
Freixo (TONGOBRIGA), Marco de Canaveses

Porto (CALE) - S. Pedro do Sul - Viseu

Via secundária de acesso a Viseu, capital dos INTERANNIENSES e importante caput viarum, atravessando a
Serra de Arouca, continuando por Manhouce e S. Pedro do Sul. O percurso inicial poderia aproveitar a via Porto-
Lisboa até Fiães (LANGOBRIGA) e aí desviar para o interior.

Fiães (LANGOBRIGA) (mais a sul ficam as Caldas de S. Jorge; segue para Sanguedo pela EM521, atravessando
do rio Uíma na Ponte da Tabuaça até entroncar na EN326)
Louredo (sai pela EN326 e logo a seguir sai à dir., sobe a Vila Seca; em Lagoas reencontra a EN326)
Cedofeita, Romariz (torna a sair da EN326 antes da Póvoa e desce pela Rua Romana até à)
Ponte Romano?-Moderna sobre o rio Inha, Sta. Ovaia (sobe pela Rua da Ponte até entroncar na EN326; o castro
de Romariz fica próximo)
Cabeçais, Fermedo (a Rua Romana desemboca na EN326)
Escariz (segue pela EN326 até desvio à direita para a Serra da Abelheira)
Abelheira (segue pela EM519)
Gestosa (segue à direita por Alvite de Cima até reencontrar a EM519; atravessa a EN327 para Arouca em Alagoas
e segue na direcção de Nabais, mas antes sai da estrada e segue por um estradão até Venda da Serra)
Coval, Chave (segue até entroncar na EN224-1, junto ao Castro de Cambra, onde segue à esquerda sob a estrada
de asfalto)
Farrapa, Chave (passa nos lugares de Barracão e Borralhal)
Chão de Ave (entronca na EN224; daqui sobe à Serra da Freita pela EM511)
Quintela
Provisende (aqui na rotunda vira à direita e ascende à Serra)
Merujal
Albergaria da Serra (ou das Cabras), Arouca (mansio?) (a seguir ao cemitério existia um lanço de calçada que
entretanto foi destruída!)
Portela da Anta (junto à anta)
Gestoso (calçada termina à entrada da povoação e continua sob a estrada de asfalto, desviando pouco depois por
caminho florestal)
Qta. da Barreira / Qta. das Uchas (calçada, provável mansio no fim da descida da serra)
Ponte Romano?-Medieval de Poço da Barreira sobre a rib. da Vessa (1 arco) (calçada preservada à saída da ponte)
Barreira, Manhouce (no planalto das Chãs passa a calçada que liga Campo de Eirós às Minas das Chãs que poderá
ter origem romana)
Ponte Romano?-Medieval de Manhouce sobre a rib. de Manhouce (1 arco), a montante da ponte nova
Manhouce (referência a um miliário; desce pela estrada asfaltada até Sequeira, onde segue à esquerda por troços
de calçada em Gandras e Castanheiros, na direcção de Valongo e Bostarenga, onde também ainda há calçada,
para depois contornar por nascente a Serra da Grávia)
S. Cristovão de Lafões (desce por Giesteira e Chousas até Gralheiras onde entronca na EN227 que vem de Sever
do Vouga)
(é possível uma via proveniente de Sever do Vouga atendendo à Calçada de Conlelas junto da escola primária de
S. João da Serra)
Travessia da rib. da Landeira
Santa Cruz da Trapa (segue pela Capela de S. Mamede, Capela de S. Sebastião da Trapa e Ribeira de Lourosa)
Travessia da rib. de Varosa
Penso, Bordonhos (a calçada parte no sitio da Arroçada e segue por Figueirosa e pelo sopé do Castro da Sra. da
Guia até Massarocas; foi em parte destruída pela colocação de saneamento e alcatrão)
S. Pedro do Sul (a via entra na cidade pelo Bairro Belo Horizonte e segue pela Rua Direita até ao Bairro da Ponte)
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Sul
Ponte Nova, ao lado estão as ruínas da velha ponte sobre o rio Vouga
Arcozelo (calçada junto à capela)
Lufinha
Qta. da Comenda (Ponte Romana? sobre o rio Troço ligava à via Marnel-Viseu em Figueiredo das Donas?)
Gumiei (segue a actual EN 16-4)
Bodiosa-a-Velha (calçada com 300 m; parte da rua principal e segue pelo sítio do Cruzeiro de Bodiosa)
Moselos, Campo (calçada e dois miliários, um da milha IV a Adriano e outro da milha V a Cláudio, hoje no
Museu Histórico e Arqueológico de Viseu)
Pascoal, Abraveses (calçada vem de Moselos pela Rua Romana, recentemente asfaltada(!), passa na Rua Vale do
Valego, lajeada, e segue pelo jardim de uma moradia anexa à Rua Soito do Cêpo)
Abraveses (calçada passa pelo Bairro da Barrosa, segue junto à escola C+S, segue pela Estrada Velha de
Abraveses, passa junto à Cava de Viriato)
Aqui entronca na via vinda de Castro Daire para Viseu
Travessia do rio Pavia junto à Ponte das Barcas (segue pela Rua da Ponte de Pau e Calçada de Viriato, necrópole e
antiga porta da cidade, até à Sé)
Viseu (miliário na Rua do Arco; 4 miliários no Museu Histórico e Arqueológico de Viseu e muitos outros
recolhidos pelo IPPAR no jardim da Assembleia Distrital de Viseu)

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Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Torre de Moncorvo (Civitas BANIENSIS) - DOURO (DURIUS)

Hipotética ligação de AQUAE FLAVIAE à Civitas BANIENSIS e às minas romanas de ferro de Torre Moncorvo.
Atravessava o Vale da Vilariça até à foz da Ribeira da Vilariça no Rio Sabor, local onde seria a capital dos
BANIENSES

Chaves (AQUAE FLAVIAE) (segue a Via XVII até Valpaços)


Rio Torto (statione do Alto de S. Pedrinho)
Travessia do rio Torto
Sucçães, Mirandela (vestígios em Sainça)
Lamas de Orelhão (junto à Igreja foi encontrado um suposto Terminus Augustalis e junto ao cemitério uma
fortificação romana)
Avidagos ( mina romana do Buraco da Gralheira; talvez pelo caminho do Alto do Navalho)
Longra, Barcel (talvez pelo Cabeço do Moinho)
Travessia do Rio Tua
Ribeirinha, Vilas Boas, Vila Flor (villa de Olival de Rei sobranceira ao rio Tua)
Vila Flor (Fonte Romana)
Travessia da rib. da Vilariça na zona da Ponte Medieval da Junqueira
Junqueira, Adeganha (necrópole romana do Chão da Capela)
Torre de Moncorvo (Civitas BANIENSIS)
(a capital do povo BANIENSIS poderia ser na zona do foz da rib da Vilariça no rio Sabor, talvez no Povoado do
Baldoeiro na freguesia de Adeganha; na freguesia de Cabeça Boa, na outra margem da rib. da Vilariça, fica a a
villa Romana em Vila Maior, e castro romanizado no Castelo da Mina;

Eventual ligação ao Douro, atravessando o rio Sabor na zona da Ponte Medieval da Portela, seguindo até ao
Pocinho, onde atravessa o rio Douro para Vila Nova de Foz Côa e daqui a
Marialva (Civitas ARAVORUM)

Palência (PALLANTIA) - Torre de Moncorvo (Civitas BANIENSIS)

Hipotética via proveniente de Palência atravessando o planalto mirandês entre os rios Sabor e Douro na direcção
de Torre de Moncorvo.

Palência (PALLANTIA), Espanha


Medina de Rioseco, Valladolid (cruzando com a Via da Asturica a Mérida, chamada "Via de la Plata")
Cedea, Fonfria, Zamora
Fronteira em Cicouro (calçada entra em Portugal pela Cruz de Candena, a fronteira, e segue por Eiras da Cruz e
Malhadona)
Constantim, Miranda do Douro (calçada segue a poente por Cabeço dos Brunhos, cruza Fontes e segue pouco
depois à direita por Pito)
entre Especiosa e Póvoa (em Veneita à esq., nas Penhas do Gordo em frente para a Sra. do Picão, desce a Chãos)
entre Genízio e Malhadas (de Chãos a via segue sempre à esquerda para o alto das Lombardas, atravessa a EN218
na Cruz das Lombardas,
passa na Lagoas Grande e Pequena, Alto da Zebra, continua até à Cruz de Martins Fernandes onde toma o
caminho a poente do alto do Serro)
Duas Igrejas (do Serro passa em Chanas, onde segue à esquerda para Cula, Rodelas, Cabeço da Matança, Fonte
dos Campos até Reboleira;
este troço é também a fronteira concelhia com Vimioso)
Fonte de Aldeia, Duas Igrejas (continua pelo alto de Sta. Catarina até à linha férrea que passa a acompanhar)
Prado Gatão (continua junto à linha passando em Prado)
Sendim Gare, Sendim (passa no estação e no alto da Alubreira, confluindo na EN221)
Urrós Gare, Urrós (1 km após a estação CF, sai da EN221 à direita e segue para a linha férrea)
Brunhozinho (alinha-se outra vez com a linha férrea, passando em Penas de Areia/Monte de S. Miguel onde ruma
para SO,
entre as Ribeiras do Campeal e de Vale Cabreiro até entroncar novamente na EN221)
Variz (segue pela EN221 pela vertente sul da Serra de Variz)
Santiago (no Carreirão segue à esquerda acompanhando a linha férrea até)
Vilar de Rei, Mogadouro

A partir daqui os vestígios sugerem uma ligação mais directa a Torre de Moncorvo por Castelo Branco e Estevais,
mas, atendendo ao terreno, poderia seguir na direcção do caminho de ferro por Lagoaça e Fornos até ao
Povoado de São Cristovão que fica no meio das duas variantes, e daqui rumar na direcção de uma eventual
travessia do rio Douro em Barca de Alva.

na direcção de Torre de Moncorvo (Civitas BANIENSIS) por:


Vale de Porco (segue pela Veiga onde vira à esquerda pela EN221, passando ao lado do castro luso-romano da
Capela da Sra. da Vila Velha)
Castelo Branco (poderia seguir pelo cemitério, Ponte do castelo, Qta. das Quebradas, Calhinha)
Estevais (calçada de Nogueira; entronca na EM1195 e segue pela EN220)
Carviçais (a sul fica a calçada de Mós)
Souto da Velha (calçada; junto das minas de ferro da Serra do Reboredo)
Felgar (villa na Qta. de Cilhades)
Carvalhal
Torre de Moncorvo (desceria à Civitas BANIENSIS no Povoado do Baldoeiro, na foz da rib. da Vilariça, onde
entronca na itinerário proveniente de Chaves)

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na direcção de Barca Dalva:


Lagoaça
Fornos
Povoado de São Cristovão (cruzamento da Lomba do Carvalhão, EN220 com a EN221; por calçada em terra
para SE)
Mazouco (segue a EN221)
Ponte Medieval do Carril, Freixo de Espada à Cinta sobre o rib. de Moinhos (1 arco; a norte da povoação)
Freixo de Espada à Cinta (vicus no Monte de Sta. Luzia; espólio na C. M.)
Poiares, Freixo de Espada à Cinta (a Calçada de Alpajares, 800 m, parte a NO do Castro de São Paulo, passa pela
Ponte Medieval do Diabo sobre a rib. do Mosteiro, a 200 m da foz do ribeiro do Candedo, de onde desce ao
Douro)
Travessia do rio Douro em Barca Dalva (calçada do Gamão entretanto destruída pelo EN221, Km120)
Escalhão (Fonte Romana; segue a EN221)
Mata de Lobos (Fonte Romana)
Almofala (Civitas Cobelcorum?)

Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Vila Pouca de Aguiar - Rio Douro (DURIUS)

Eixo viário romano em direcção ao rio Douro, articulado com a rede de caminhos em torno das minas romanas de
Jales e Tresminas.
O traçado da via é atestado por muitos troços de calçada, a Ponte Romana do Arco sobre o rio Pinhão, mas apenas
uma referência a um miliário em Constantim, pelo que poderia ser uma via secundária para escoamento da
exploração mineira.

Chaves (AQUAE FLAVIAE) (direcção sul pela margem esquerda do Tâmega; IP3)
Bóbeda, S. Pedro de Agostém (calçada; em Outeiro de Jusão, Samaiões apareceu um dos 4 marcos existentes de
divisão territorial entre os Praen e os Coroc que está hoje no MRF com o nº ARC614)
Redial, Vilela do Tâmega
Pereira do Selão, Vilas Boas
Vila Verde de Oura, Oura
Ponte Romano?-Medieval de Oura sobre a rib. de Oura
Oura (Termas Romanas de Vidago em Salus, divindade e palavra latina que designa saúde)
Sabroso de Aguiar, Vreia de Bornes
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Avelames no lugar das Águas Romanas (ruiu à poucos anos!)
Pedras Salgadas, Bornes de Aguiar (IP3)
Vila Meã, Bornes de Aguiar
Ponte Romano?-Medieval de Cidadelha sobre o rio Avelames
Vila Pouca de Aguiar
A partir de Vila Pouca de Aguiar, a Via Romana deveria seguir em direcção ao Santuário de Panoias em Vale de
Nogueiras, mas existia uma variante que servia de escoamento do minério para o rio Douro (seguindo depois por
via fluvial até à sua foz, em Cale). Estas duas variantes reuniam-se em Pinhão Cel.

Variante pela Região Mineira:


(existem várias rotas de servidão às Minas Romanas de Tresminas, Jales, Ribeirinha, Covas e Lago
Pequeno).
Campo, Vreia de Jales (passa junto às Minas de Jales e segue pela EM567 para Vreia de Jales)
Vreia de Jales (a EM567 passa na N. Sra. da Saúde, Monda e Cruz da Vreia, onde segue à direita para o
centro da povoação)
Barrela, Vreia de Jales (calçada passa a poente por Milhapão e Marco, onde está a estátua-estela de Jales)
Ponte Romana do Arco sobre o rio Pinhão, 1,2 Km a SE da Barrela, Vreia de Jales (silhares romanos
no arco e estribos; continua pelo caminho do Tronquilho, Laje do Cavalinho, Fraga das Teixeiras e
Lameiras)
Ponte de Lameiras sobre a rib. dos Carrojos
Pinhão Cel, Torre do Pinhão (onde entronca com a via proveniente de Chaves descrita abaixo)

Vila Pouca de Aguiar (ascende ao Alto do Guilhado pela EN212, pouco antes da aldeia segue à direita para a
calçada de Chã de Guilhado, segue pelo Alto da Presa, passa junto aos cabeços de Negrelo e Pedras Sarnosas,
continua na curva de nível da encosta leste de Zimão, Gralheira, Tourencinho, passa na Casa da Floresta da N.
Sra. do Extremo, no cotovelo à esquerda passando nos sítios de Cerejeira, calçada de Sainça com 100o m de
extensão , sítios da Curvaceira, Boi Morto, no campo de futebol desce a)
Pinhão Cel (sai pela EM1237, pouco depois segue à esquerda por caminho por Chães, Vidual, passa a EN15 e
segue por Bouça da Velha)
Justes (passa a poente pela Cabeça Gorda, Regais, Fraga e Alto de Lamares)
Lagares, Lamares (topónimo Pousadas; ver eventual ligação a Vila Real)
Santuário Luso-Romano de Panóias, Assento, Vale de Nogueiras
(neste planalto entre os rios Corgo e Pinhão ficaria a capital desta região, Terras de Panóias, da qual só resta o
excepcional Santuário Luso-Romano, já que toda a pedra de construção foi levada para a muralha de Vila
Real que terá sido fundada aglomerando 3 aldeias, (Sesmires, Veiga de Cabril e Vilalva) em torno da ponte sobre
o rio Corgo, possivelmente de origem romana, talvez uma statione num local estratégico como é a confluência dos
rios Cabril e Corgo)

A via continuava por (ver Silvano 2004):


Constantim (referência a um miliário a Trajano; a villa Constantini seria no lugar das Mamoas)

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Portela, Andrães (pela EM1251 até Mosteirô e desce ao rio Tanha passando na capela de S. Miguel-o-Anjo até à
Qta. da Ribeira
Ponte Romano?-Medieval da Ribeira sobre o rio Tanha
Abaças (vicus e segue perto de Fontelo, na Sra. do Bom Caminho poderia derivar um acesso ao Castellum de
Guiães)

Travessia do rio Douro entre Covelinhas (vicus) e Folgosa


Na N. Sra. da Boa Morte, a estrada poderá dividir-se em dois acessos a Covelinhas, onde seria a travessia do rio
Douro.

 Seguir para Canelas por Estalagem, Estrada, Vila Seca, Poiares, Canelas, junto ao Castellum da Fonte do
Milho, descendo ao rio pela Qta. do Muro, Qta. de Biandos e Sra. da Boa Passagem.
 Seguir para Galafura por Lamas de Bujões, Caminho dos Salgueirinhos, Galafura, Aveleira, Barreiro e
Muro.

De Folgosa poderia aceder a Tabuaço pela Ponte de Santo Adrião:


Vila Seca
Ponte Romano-Medieval de St. Adrião, Armamar sobre o rio Tedo (CM1101)
Sta. Leocádia
Barcos (calçada)
Tabuaço

ou seguir para Riodades pela Ponte da Granja do Tedo:


Vila Seca
Coura
Arícera
Goujoim (talvez seguisse no cemitério à esquerda continuando para Qta. do Pombo e Ronção; outra calçada com
4 km na zona do castro;
aqui apareceu um Terminus Augustalis demarcando a divisão territorial entre os COILARNI e os
ARABRIGENSES)
Ponte Romano?-Medieval de Granja do Tedo (calçada parte junto ao cemitério e segue por Monte Rei e S. Miguel;
eventual ligação a Moimenta da Beira por Castelo)
Longa (passa no cemitério e continua pela calçada da Sra. da Saúde para Arcos por Rebolos e Serra)
Arcos (passa no cemitério e segue para Sendim à esquerda por terra)
Sendim (continua por Aldeia e Paço para Riodades, mas também poderia rumar à Paradela pela calçada do Vale
da Vila)
Travessia do rio Távora
Riodades
Paredes da Beira ( calçada no sentido NO-SE)
A via poderia continuar para Penedono ou para S. João da Pesqueira.

Cabeço do Vouga / Marnel (TALÁBRIGA) - Viseu

Esta via secundária ligava TALÁBRIGA a Viseu, importante nó rodoviário, derivando da Via XVI Braga-Lisboa
após a travessia do rio Vouga. Seguia por Talhadas onde há vestígios da calçada, entrando no concelho de Oliveira
de Frades por Benfeitas, onde um miliário da milha XXXI indica a distância a Viseu que era assim Caput Viae.
Daqui até Vouzela conhecem-se mais 5 miliários. (ver S. Borges: 2000).
Indica-se também uma hipotética variante pela Serra do Caramulo (antiga Serra de Alcoba).

Cabeço do Vouga / Marnel (TALÁBRIGA), Lamas do Vouga


Valongo do Vouga
Arrancada do Vouga, Valongo do Vouga
A-dos-Ferreiros, Préstimo
A partir daqui, a via principal segue para Talhadas, enquanto a hipotética variante sul, segue para a Serra do
Caramulo.

Rota principal por Talhadas e Vouzela:


(CADV - Colecção da Assembleia Distrital de Viseu || MMOF - Museu Municipal de Oliveira de Frades)
Doninhas, Talhadas (calçada)
Ereira, Talhadas (calçada indicada na EN333)
Pisco, Benfeitas, Destriz (EM1284; miliário a Caracala da milha XXXI, também marco fronteiriço, pertencia à
CADV com o n.º 612 e está hoje no MMOF)
Sobreira, Reigoso (passa nos lugares da Ponte e da Feira; miliário a Constantino, estava na eira da Casa
Paroquial, foi para a CADV com o n.º 610 e está hoje no MMOF)
Travessia do rib. do Sizão (miliário a Numeriano da milha XXVIII, estava no adro da Igreja de Reigoso, foi
para a CADV com o n.º 609 e está hoje no MMOF)
Reigoso, a sul (existia aqui uma albergaria talvez antiga mansio; a calçada passa um pouco a sul da povoação e
segue para)
Entre Águas, Reigoso (miliário a Constâncio Cloro da milha XXVI, achado em Benfeitas, pertencia à CADV
com o n.º 611 e está hoje no MMOF)
Seixa, Pinheiro de Lafões (calçada ainda em uso, passa na zona das Mamoas, e segue por Fiais, Ral, Ponte Fora,
passa a sul de Vilarinho, na zona industrial, cruza a EN333-3 que dá acesso à IP5, e segue para)
Cajadães, S. Vicente de Lafões (segue por caminho de terra e depois entra na magnífica calçada romana de
Postasneiros)

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Santiaguinho, S. Vicente de Lafões (calçada)


Sernadinha, Paços de Vilharigues (restos de calçada que conflui com a EN333 e segue por Vilharigues pela
calçada da Ladeira da Forca)
Vouzela (miliário a Tácito da milha XVIII, encontrado no adro da Igreja, hoje no Museu Municipal)
(daqui poderia ligar a S. Pedro do Sul, passando o rio Vouga nas Termas de S. Pedro do Sul)
Travessia do rio Zela
Feira de Vouzela (segue a EN333 até Fataúnços)
Fataúnços (calçada à direita do sítio da Fonte Velha)
Bandavizes (calçada)
Ponte Romano?-Medieval Pedrinha sobre a rib. da Ribamá (logo à direita a calçada sobe até)
Figueiredo das Donas (calçada no lugar do Outeiro, no extremo da povoação)
Carregal, Queirã (junto à capela da Sra. da Agonia)
Carvalhal do Estanho, Queirã (necrópole; segue por Caria)
Pereiras, Bodiosa (junto às mamoas)
Lobagueira, Couto de Cima (junto às Mamoas do Fojo)
Sra. do Castro, Orgens (calçada assinalada no sopé do castro, com 1100 m, a 4 km da EN16)
Travessia do Rio Pavia talvez na Ponte da Azenha
Viseu

Variante sul pela Serra do Caramulo e Guardão:


Esta variante tem por base o Terminus Augustalis que está na capela de Guardão. Apesar de ser um marco de
divisão territorial entre povos, é provável que a ele estivesse associada uma estrada que seguiria o antigo caminho
pelo Cabeço de Cão e Macieira de Alcoba até ao Guardão, de onde tanto poderia seguir para Viseu como rumar
para Sul em direcção a Tondela.

Ponte do rio Alfusqueiro (séc. XVII; a travessia poderia ser no sítio do Vau, 100 m a montante ou na desaparecida
«Ponte Velha», 100m a juzante)
Préstimo, Águeda (seguir pela actual EN574)
Cabeça de Cão, Préstimo
Macieira de Alcoba
Urgueira, Macieira de Alcoba
Arca, Oliveira de Frades (segue por Póvoa)
Monte Tezo, Varzielas (possível variante para norte pela calçada de Alcofra)
Portela de Guardão, Tondela
Caramulo (na direcção do Caramulinho há uma calçada em Jueus e em Múceres na freguesia de Castelões de
Besteiros)
Guardão de Baixo, Guardão (calçada na Rua do Cruzeiro segue para Pedronhe; na capela de S. Bartolomeu existe
um Terminus Augustalis demarcando o território dos INTERANNIENSES com sede provável em Viseu)
Santiago de Besteiros
Ponte Romana? de Muna
Paranho de Besteiros, Caparrosa (calçada, parte a 100 m da escola primária)
Coval, Caparrozinha, Caparrosa (calçada com 500 m que vem de Paranho)
Fial, S. Miguel do Outeiro (calçada)
Ponte da Seara, Routar, Torredeita
Enforcadas, Mosteirinho, Torredeita (calçada no caminho para Couto de Baixo, seguindo para Couto de Cima e
Masgalos)
Viseu

Viseu - Castro Daire - Lamego (LAMECUM?)

Via secundária ligando Viseu ao Douro comprovada pela excepcional construção da Calçada Romana de
Almargem na descida para do Rio Vouga, uma das mais interessantes em Portugal. O traçado proposto segue
para Lamego, mas também é possivel que a partir de Castro Daire, seguisse para Cárquere, provável capital dos
Paesuri, atravessando o Rio Douro nas Caldas de Aregos e ainda um percurso pela Serra do Montemuro até
Cinfães, atravessando o Rio Douro em Porto Antigo.
Ver todas estas travessias do Douro no Itinerário Braga-Mérida

Viseu (sai da Sé pela Calçada de Viriato, Rua da Ponte de Pau, necrópole e antiga porta da cidade)
Travessia do rio Paiva (segue pela Rua Cap. Salomão, passa na Cava de Viriato e segue pela Estrada Velha de
Abraveses)
Abraveses (na escola C+S segue por caminho de terra pela Qta. da Corga e Qta. de Cimalha)
Campo (segue por Moure da Madalena, no sopé do Castro de Sta. Luzia; topónimo "Caminho da Ponte Romana"
da Raposeira(?) junto à prisão e calçada em Salgueiral)
Bigas, Lordosa (Estrada Romana de Almargem com 260 m, assinalada na EN2, parte de Pousa Maria e desce ao
rio Vouga desembocando na EN2, 50 m a jusante da ponte actual)
Travessia do Rio Vouga
Almargem, Calde (a IP3 cruza a via ao km 16+900; assentamento romano entre Vale e Monte)
Lamas de Moledo (eventual ligação a Cárquere)
Mões, Castro Daire
Granja, Castro Daire
S. Joaninho, Castro Daire (estação romana junto à igreja de Pendilhe, a 5 km)
Cujó (calçada junto à travessia do rio Calvo)
Mourisca
Almofala, Castro Daire (calçada passa a nascente por Corgo do Altar e atravessa o rio Varosa na Ponte do Touro
restaurada em 1839)

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Bustelo, Almofala
Vilarinho, Tarouca
Teixelo, Tarouca (referência a um miliário e calçada no sítio do Padrão)
Bairral, Britiande
Lamego (LAMECUM?)
Daqui poderia seguir até à travessia do Douro entre Folgosa e Covelinhas.

Viseu - Moimenta da Beira

Viseu (segue a EN229)


Mundão
Cavernães (templo romano; segue a EN323)
Cepões (segue pela Igreja, Laje Gorda, capela de Sta. Eufémia até reencontrar a EN323)
Ponte Romano?-Medieval de Vouguinha sobre o rio Vouga, Vouginha (1 km depois de passar a ponte nova no
caminho assinalado à esq.)
Côta (junto à Anta de Pedralta; seguiria por Vale de Cavalos e Chão do Frade)
Travessia do rio Paiva em Fráguas, Vila Nova de Paiva ( daqui poderia seguir para Almofala onde entroncaria na
Viseu-Lamego, pela aldeia de S. Pelágio, atravessando o rio Covo em Touro)

De Fráguas rumaria a Vila Nova de Paiva, Alhais, Peva, Ariz onde talvez se dividisse em duas rotas, uma por Pêra
Velha, Carapito, passando na calçada da Aldeia de Nacomba, com 1 Km, continuando por Toitam até Moimenta
da Beira pela EN514;
e outra seguiria por Granja do Paiva e Vila Cova até Caria, onde há vestígios romanos, e daqui a Moimenta da
Beira)
Moimenta da Beira (também poderia seguir por Castelo até à Granja do Tedo, indiciando uma ligação ao
Douro.

Viseu - Aguiar da Beira

Talvez seguisse a via Viseu-Famalicão da Serra até Prime onde desvia para Nordeste para atravessar o concelho
de Sátão seguindo grosso-modo a actual EN229-2.

Povolide (calçada na Qta. de Sta. Luzia com acesso defronte do cemitério à esq.)
S. Miguel de Vila Boa, Sátão (talvez pela villa na Qta. de Torneiros, seguindo depois por Abrunhosa e Forno
Telheiro)
Casal do Fundo, Rio de Moinhos (a via passaria próximo da villa de Trancosã e da villa da Eira do Rei, onde
existem dois possíveis miliários anepígrafos encastrados no muro da Casa da Família Xavier)
Casal de Cima, Rio de Moinhos ( calçada no lugar da Igreja)
Silvã de Cima (passa por Casal, onde existe um miliário encastrado numa parede da Qta. do Pomar, e segue
junto à Qta. das Chedas)
Romãs (talvez próximo da villa da Presa e da villa da Corga)
Travessia da Rib. de Sátão (a villa da Cerca indicia uma eventual ligação ao Rio Vouga por Decermilo)
Rãs, Romãs
Ponte Romano?-Medieval do Candal, Coruche, sobre a rib. de Coja (70 m; 2 arcos)
Aguiar da Beira (eventual ligação a Caria por Quintela e Carregal)

Viseu - Trancoso

Muito indefinida; talvez comum à via Viseu-Famalicão da Serra até Mangualde e Freixiosa, derivando aí para
norte.

Freixiosa
Quintela de Azurara (segue por Canelas)
Ponte romano?-medieval sobre a Rib. de Ludares ou de Canelas (calçada segue por Abogões, Couceirinho)
Trancozelos
Travessia do rio Dão na Ponte de Trancozelos
Ínsua, Penalva do Castelo (vicus no sítio da Murqueira em Fundo de Vila)
Esmolfe (vestígios na capela de S. Martinho)
Sezures (segue por Boco, EM1429)
Qta. da Ponte (calçada e poldras sobre o rio Dão)
Matela, Antas
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. do Carapito, Matança (2 arcos; calçada)
Matança (uma outra ponte antiga sobre a rib. das Forcadas sugere uma ligação N-S para Infias, passando em
Furtado e Rancozinho)
Forcadas, Matança
Alpedrinha, Maceira (calçada liga a Sobral Pichorro)
Mata, Sobral Pichorro (calçada na Qta. da Mata Gata)
Sobral Pichorro
Aldeia Velha, Aldeia Nova
Trancoso

 De Aldeia Velha poderia partir uma ligação para Aguiar da Beira por Queiriz, onde há calçada, Ponte

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Romana? da Regateira, recentemente destruída, e Carapito, onde há uma calçada nas traseiras do
cemitério proveniente da Lage Grande.
 Eventual ligação a Meda e Marialva por Moreira de Rei e Casteição.

Viseu - Celorico da Beira

Muito indefinida; talvez comum à via Viseu-Famalicão da Serra até Mangualde e depois seguindo a rota da actual
EN16.

Freixiosa (seguiria por Tragos e Matados)


Guimarães de Tavares, Chãs de Tavares (a calçada junto à villa das Qtas. do Costa, indicia uma ligação a
Abrunhosa-a-Velha e Poço Moirão, no rio Mondego)
Chãs de Tavares (calçada no acesso ao Castro romanizado da Sra. do Bom Sucesso; a via passaria mais a sul)
Pinheiro de Tavares, São João da Fresta (talvez pela Calçada de Alpaioques)
Ramirão, Casal vasco
Infias (vicus no Outeiro da Forca e na Rasa de Infias; Ponte Romano?-Medieval da Ribeira)

 Eventual ligação ao Rio Mondego por Fornos de Algodres com eventual continuação para
Linhares e Folgosinho:
Fornos de Algodres (a calçada parte junto à capela da Sra. da Graça, seguindo por detrás da zona
industrial, passando na Qta. da Lomba, Qta. do Seminário de S. José e Qta. da Costa)
Travessia do Rio Mondego na actual ponte de Juncais (a ponte antiga foi destruída em 1810)
Juncais
Mesquitela
Carrapichana
Figueiró da Serra
Segue para Folgosinho ou atravessa a Rib. de Linhares e sobe pela calçada ou Estrada dos Almocreves até
Linhares

Algodres (Rua da Roseira; necrópole)


Torre, Figueiró da Granja (vicus junto ao cemitério)
Travessia da rib. da Muxagata
Lameiras, Celorico da Beira
Ponte da Lavandeira sobre o rio Mondego
Celorico da Beira

Viseu - Bobadela

A magnífica calçada entre Ranhados e Coimbrões indicia uma via importante que daria acesso à Civitas de
Bobadela e à Serra da Estrela. De Coimbrões a via seguia para as Termas de Alcafache, atravessando aí o Rio Dão.
A utilização de pedras almofadadas na ponte actual indicia que existiria aí uma ponte romana. A partir daqui
parece dividir-se em vários percursos, Mangualde para Nordeste, Gouveia para leste e a Civitas de Bobadela para
sul. Dois possíveis miliários anepígrafos encontrados em Oliveira do Conde devem pertencer a esta última via.

Viseu (sai pela Rua do Cerrado, onde existia uma necrópole e a antiga porta da cidade)
Ranhados (sai de Viseu por um dos melhores troços de calçada romana em Portugal; começa junto ao tanque da
povoação segue em direcção ao campo de futebol, desce ao Pontão Romano de S. Domingos sobre a rib. da Póvoa,
passa debaixo da A25 e ascende à zona industrial de Coimbrões)
Coimbrões (desce ao rio Dão; miliário no caminho para Lourosa de Baixo)
Ponte Romano-Medieval das Termas de Alcafache sobre o rio Dão (a calçada por trás do Hotel das Termas foi
entretanto destruída; a ponte tem algumas pedras almofadadas num dos talhamares e na base do pilar do lado
das termas)
Lugar do Peso, Alcafache (caminho desde a ponte)

O Lugar do Peso seria um cruzamento de vias

Provável ligação a Mangualde por Mosteirinho, Pedreles e Ançada

Continuaria para sul até à Bobadela por:


Casal Mendo (pelo caminho das Fontanheiras)
Aldeia do Carvalho
Santar
Ponte Romana? sobre o rib. de Cagavaio
Carvalhal Redondo
Urgeiriça, Canas de Senhorim
Canas de Senhorim (villae em Casal/Olival Grande, Freixieiro e Fojo; vestígios em Moledo)
Azenha, Oliveira do Conde (miliário anepígrafo junto à Qta. da Sobreira; calçada com 2 km em Alagoas)
Vila Meã, Oliveira do Conde (um miliário anepígrafo num muro em Vale do Touro; vicus de S. Sebastião na
freguesia de Currelos)
Travessia do rio Mondego (talvez entre Qta. da Barca e Vale França pela ponte referida na inscrição de Póvoa de
Midões)
Póvoa de Midões (a inscrição está na parede de uma casa na Rua Principal e refere a construção de uma ponte:
«Imperatori Tito Pontem Aedificavit Severus Vivi Filius»)

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Vasco, Midões (calçada segue até ao rio de Cavalos)


Travessia do rio de Cavalos na Ponte Medieval de S. Geraldo (1 arco) ou na Ponte Medieval de Sumes (1 arco)
Bobadela (Civitas), Oliveira do Hospital (possível miliário junto ao arco romano; Pinto, 2001)

Mangualde - Bobadela

É bem provável que uma via proveniente do vicus da Murqueira em Ínsua perto de Penalva do Castelo passasse
em Mangualde e seguisse para a civitas de Bobadela, atendendo aos miliários encontrados em Chãos de St. Luzia
e Póvoa de Espinho. A indicação de VII milhas num deles sugere que a contagem de milhas começasse nas Caldas
da Felgueira, provável limite territorial entre as Civitas de Viseu e Bobadela

Ínsua, Penalva do Castelo (vicus no sítio da Murqueira em Fundo de Vila; a via poderia vir da Ponte de Quijó
sobre a rib. de Sezures)
Passos, Mangualde (calçada a caminho do Rio Dão)
Mangualde (onde cruzava com a estrada Viseu-Famalicão da Serra)
St. Amaro de Azurara
Santa Luzia (miliário a Licínio Pai em Chãos)
Póvoa de Espinho, Espinho (miliário anepígrafo junto a uma casa da Rua do Forno; miliário anepígrafo
encastrado num muro, no entroncamento da Rua do Calvário para a Abadia)
Abadia de Espinho
Ponte sobre o rio do Castelo (o miliário a Cláudio da milha VII da Qta. da Ponte foi transferido para Museu
Histórico e Arqueológico de Viseu)
Outeiro de Espinho (para nascente em Vila Nova de Espinho há um cruzeiro que reutiliza um possível miliário)
Carvalhas, Senhorim
Nelas
Folhadal
Caldas da Felgueira (divisão territorial entre as civitas de Viseu e Bobadela?)
Travessia do rio Mondego
Seixo da Beira
Vila Franca da Beira
Ervedal da Beira (a calçada de Travancinha ou "Canada das Cerejeiras" indicia uma ligação a Seia)
Ponte Romana? da Ribeira ou de Vale de Negros
Lagares da Beira (calçada) Travanca de Lagos
Bobadela (Civitas), Oliveira do Hospital (possível miliário junto ao arco romano; Pinto, 2001)

Mealhada a Bobadela

Com base na existência de dois prováveis miliários romanos na região do Luso, é possível que por aqui passasse
uma via romana que derivando da via Braga-Lisboa na zona da Mealhada, atravessava o Cértima e seguia o
estradão que hoje delimita os concelhos da Anadia e da Mealhada.

Grada, Anadia (pelo sítio dos Marcos)


Leira Grande, Barrô ( miliário da Leira Grande)
Vila Nova de Monsarros ( marco romano a sul do lugar do Poço no cruzamento com a EN235, seguindo para o
Alto do Loisal)
Salgueiral (continua por Bilheiro)
Sula (segue por Moura, Serra da Cerdeirinha)
Alcordal
Cercosa (passa nas calçadas de Galhardo, Cercosa e Vale de Ana Justa)
Travessia do Rio Mondego
Oliveira do Mondego
Tábua (eventual ligação ao Mondego pela calçada da Pedra da Sé com 350 m, para S. João de Areias, Santa
Comba Dão)
Seixos Alvos
Vila Nova da Oliveirinha
Ponte Romana de Bobadela sobre o rio de Cavalos (junto ao cemitério)
Bobadela (Civitas), Oliveira do Hospital

Coimbra (AEMINIUM) - Viseu

Poucos vestígios num itinerário que acompanha a antiga estrada medieval de Coimbra a Viseu que saía de
Coimbra por Eiras em direcção a Mortágua e daí a Viseu.
Coimbra
Ponte Romano?-Medieval de Eiras sobre a rib. das Eiras (2 arcos; acesso pela Rua de Sta. Isabel)
Botão
St. António do Cântaro, Carvalho
Vale de Remígio
Travessia da rib. de Mortágua
Gândara, Mortágua
Sobral
Tondela (acampamento romano em Ferreirós do Dão)
Viseu

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Coimbra (AEMINIUM) - Bobadela

Muito indefinida; talvez seguisse o traçado da actual Estrada da Beira ou EN17 por:
S. Miguel de Poiares
Ponte Romano?-Medieval da Mucela sobre o rio Alva, S. Martinho da Cortiça, Arganil (só alguns silhares serão
romanos)
Sarzedo (calçada)
Lourosa (calçada)
Bobadela (Civitas), Oliveira do Hospital

Coimbra (AEMINIUM) - Freixo, Leiria (COLIPPO)

Poderão existir duas variantes, uma por Montemor-o-Velho e outra por Condeixa-a-Velha (CONÍMBRIGA),
reencontrando-se novamente em Soure, onde apareceu um miliário, ou na Redinha, onde existe uma ponte talvez
de origem romana.

Variante por Montemor-o-Velho:


Coimbra (para poente pela EN111-1)
S. João do Campo
Tentúgal
Ponte Romana? do Casal Novo do Rio, Meãs do Campo
Carapinheira
Montemor-o-Velho
Travessia do rio Mondego
Ponte da Pedra sobre a vala de Alfarelos que, a montante é chamado rio Ega e rio de Mouros (junto à estação de
CF de Alfarelos)
Granja do Ulmeiro (seguiria pela chamada Estrada Larga pelo cemitério, escola primária e Igreja Matriz, onde há
vestígios no adro)
Vila Nova de Anços
Ponte Romana? sobre a rib. de Sicó
Soure (Saurium?) (miliário a Caracala no Museu Municipal; na confluência dos rios Anços e Arunca existem
duas pontes antigas; vicus na Qta. da Madalena)
Continua até à Redinha talvez por Marco do Sul

Variante por Condeixa-a-Velha (CONÍMBRIGA):


Seria comum à Via XVI Braga-Lisboa até CONÍMBRIGA e daqui seguia na direcção de Redinha por trajecto
indefinido.
Redinha (villa de Roda/Galiana)
Ponte Romano?-Medieval da Redinha sobre o rio Anços (3 arcos)

Juntas seguem para Pombal


Pombal (uma derivação seguiria pela Estrada das Congostas até Melga, onde bifurcava: uma seguiria pelo alto das
Mouriscas, Ponte de Assamaça, vicus da Igreja de S. Tibério em Farroubal e acompanharia o rio Abiul até ao vicus
de Traz-os-Matos em Vila Chã; Outra poderia ligar a Tomar (SELLEUM) seguindo junto ao vicus de Telhada em
Vermoil, Santiago de Litém, Albergaria dos Doze e já em Ourém, por Rio de Couros, Caixarias, Seiça e Alburitel,
onde há calçada).

Marrazes (villa em Martingil)


Leiria (travessia do rio Lis; segue pela EN543)
Telheiro
Barreira, Leiria (calçada)
Andreus, Barreira
S. Sebastião do Freixo (COLIPPO) (Civitas)
Daqui ligaria ao porto de mar de Vale Paredes por Maceira (villa em Arneiro) e Pataias (Fornos de Cal). Daí
poderia continuar pela antiga linha de costa até Fervença, passando em Póvoa de Cós (villa) e Maiorga, onde
reencontraria a rota de COLIPPO a EBUROBRITTIUM.

Freixo, Leiria (COLIPPO) - Santarém (SCALLABIS)

Hipotética ligação entre estas duas importantes Civitas que inclui o fantástico troço de calçada em Alqueidão da
Serra e a pequena ponte medieval de Alcanede.

S. Sebastião do Freixo (COLIPPO), Leiria


Reguengo do Fetal, Batalha (a poente por Garruchas e Perulhal)
Alqueidão da Serra, Porto de Mós (calçada com 150 m acesso em Carreirancha e em Vales, seguindo para
Bouceiros)
Mendiga (segue por Valverde)
Alcanede
Ponte Romano?-Medieval de Alcanede sobre o rio Nede (na Rua da Ponte Romana)
Aldeia da Ribeira, Alcanede
Tremês
Achete
Santarém (SCALLABIS)

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Freixo, Leiria (COLIPPO) - Óbidos (EBUROBRITTIUM) - Lisboa (OLISIPO)

Via romana que ligava a Civitas de COLIPPO na zona de Leiria à Civitas de EBUROBRITTIUM na zona de Óbidos
e daí a Lisboa, atravessando os concelho de Alcobaça, Mafra e Sintra. A via seguiria a linha de costa que ao tempo
dos romanos era mais para interior, passando próximo da villa de Parreitas em direcção à Civitas de
EBUROBRITTIUM, a documentada capital romana da região, mas que só viria a ser descoberta em 1994 durante
as obras da IP6 na encosta virada a Óbidos já na freguesia de Gaeiras. A sua localização em Amoreira por J.
Alarcão (1988) está assim descartada. Um único miliário dedicado a Adriano atesta a passagem da via em
Alfeizerão e está hoje numa casa particular. Este miliário tem uma cópia em gesso no Museu Dr. Joaquim Manso
na Nazaré e e foi encontrado não na aldeia de Ramalhiça, como indica Vasco Mantas (1986), mas no sítio das
Ramalheiras (contributo da AMIALFA - Associação de Amigos de Alfeizerão).

S. Sebastião do Freixo (COLIPPO), Leiria (segue por Rebolaria e Crasto)


Batalha (por Cruz da Légua)
Aljubarrota (calçada de Prazeres)
Boavista de Baixo, Aljubarrota (calçada na Qta. das Inglesas)
Alcobaça
Fervença, Maiorga (talvez siga pelas Termas da Piedade)
Travessia do rio Alcoa
Bárrio (vicus ou villa de Parreitas sobre a antiga Lagoa da Pederneira)
Cela Velha, Cela (calçada)
Famalicão, Nazaré (segue por Rebolo e Macarca)
Alfeizerão, Alcobaça (o miliário a Adriano, encontrado no sítio das Ramalheiras)
Vale de Maceira
Caldas da Rainha (também é possível um variante a Leste passando por Évora de Alcobaça e Turquel, locais
romanizados)

Gaeiras(EBUROBRITTIUM), Óbidos (a cidade situa-se na Qta. das Flores, no Vale do rio Arnóia)

Daqui talvez partisse uma variante junto à costa para S. Miguel de Odrinhas:
Amoreira de Óbidos
Atouguia da Baleia (Porto Romano que serviria EBUROBRITTIUM?; Peniche que na época romana era ainda
uma ilha, servia de entreposto com vários vestígios dessa actividade em torno da Igreja de Nossa Senhora da
Ajuda e dos fornos romanos no Morraçal da Ajuda, edifícios na Rua da Liberdade )
Travessia do rio Toxofal, antigo rio Gaia, junto à villa de Caio Júlio Lauro na Qta. da Moita Longa
Miragaia, Lourinhã
Marteleira, Miragaia
S. Domingos da Fanga da Fé, Encarnação
Paço de Ilhas, St. Isidoro (calçada com 100 m e Ponte no lugar do Crato)
Ericeira
Ponte Romana? da Carvoeira sobre o rio Lizandro
S. João das Lampas (segue por Assafora, Cortesia, Areias, Amoreira até S. Miguel de Odrinhas)

Continuando para Lisboa a partir de Óbidos:


Columbeira, Roliça (villa)
Bombarral
Cadaval (villa de Borjigas, espólio no Museu Municipal do Cadaval)
S. Tomás das Lamas
Ramalhal
Travessia do rio Alcabrichel
Matacães (vicus na Qta. da Machêa/Macheia e Termas Romanas dos Cucos; segue pela Qta. do Juncal)
Travessia do rio Sizandro
Torres Vedras (possível localização da CHRETINA referida por Ptolomeu)
Runa (vestígios na Qta. Portucheira)
Dois Portos (eventual ligação a IERABRIGA na zona de Alenquer)
Loures
Lisboa

Ligação a Lisboa por Mafra:


S. Gião
S. Pedro da Cadeira
Travessia do rio Safarujo em Estrada
Mafra
Ponte Romano?-Medieval de Cheleiros sobre a rib. de Cheleiros (1 arco)
(um pouco fora desta rota, mas ainda próximo, fica a Ponte Romano?-Medieval de Catribana sobre a rib. de
Samarra ou de Bolelas em S. João das Lampas, calçada com 50 m chamada "Caminho do Castelo", acesso a partir
do largo da fonte pública)
Odrinhas, S. João das Lampas (espólio no Museu Arqueológico de Odrinhas; calçada para Faião)
Faião, Terrugem (depois de OLISIPO esta seria a maior povoação da região; calçada; ver mapa)
Montelavar (segue por Pero Pinheiro; pedreiras)
Carenque, Belas (Barragem Romana que abastecia Lisboa pelo Aqueduto Romano)
Falagueira, Amadora (villa da Qta. da Bolacha a poente da rib. da Falagueira)
Lisboa (OLISIPO) (chega pela calçada de Carriche)

Variante para Sintra e Cascais por:

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Terrugem
Sintra (seguia por Lourel, Sintra e Galamares; poderia ligar a Belas pela Ponte Romana? de Albarraque, Rio de
Mouro)
Ponte Romana? da Várzea de Baixo, Colares, Sintra (3 arcos)
Colares (calçada entre Colares e Almoçageme passa na Qta. do Corvo)
Santo André de Almoçageme, Sintra (villa)
Alcabideche, Cascais (villa do Alto da Cidreira)
Areia, Cascais (villa de Casais Velhos, junto ao Parque de Campismo)
De Cascais ligaria a Lisboa por:
São Domingos de Rana, Cascais (villae da Freiria, de Mirouços e do Outeiro de Polima)

Coimbra (AEMINIUM) a Covilhã

Hipotética via romana, referida em documentos medievais do século XII como Via da Covilhã, que ligava
Coimbra à vertente Sudeste da Serra da Estrela, onde entronca com a Via Braga-Mérida. Talvez seguisse comum à
Via Braga-Lisboa até Ansião, rumando daí para leste para atravessar o Rio Zêzere na Ponte Romana do
Cabril, em Pedrogão, a única travessia por ponte na época.

De Ansião segue para Chão de Couce


Avelar
Pedrogão Grande(Forno Romano no Cabeço da Cotovia e vicus do Calvário/Devesa)
Ponte Romana do Cabril sobre o rio Zêzere (vestígios submersos pela albufeira, a jusante da Ponte Filipina)
Pedrogão Pequeno
Vale da Galega (calçada à saída)
Sobral
Mata de Álvaro
Mosteiro (atravessa a Serra de Alvéolos onde há vários troços de calçada)
Oleiros (um desvio poderia ligar à Sertã atravessando a Serra do Cabeço Raínho onde existem vários vestígios:
uma calçada com 2 km ascendendo pela vertente norte, a calçada de Besteiros no alto da serra, um troço já
alcatroado em Castanheira Cimeira já na vertente sul e a calçada em Ermida)
Travessia do rio Zêzere em Cambas ou em Álvaro onde existe uma ponte talvez de origem romana sobre a rib. de
Alvéolos
Ademoço
Penedos de Janeiro
Janeiro de Baixo
Dornelas do Zêzere
Ourondo
Paúl (Ponte Romana?)
Taliscas
Ponte Romana? de Ourondinho sobre a rib. de Cortes
Covilhã (calçada com 50 m junto à estação CF)
Terlamonte, Teixoso (ruínas por explorar talvez a Civitas dos Lancienses)
Orjais (calçada e templo na N. Sra. das Cabeças)
fragmento de miliário anepígrafo na Rua do Pinheiro)
Aldeia do Souto (talvez pela Qta. da Muda e do Paço)
Vale Formoso (calçada das Quintarias e das Hortas; Ponte Romano?-Filipina Valhelhas sobre o rio Zêzere
Valhelhas (onde entroncaria na Via Braga-Mérida)

Coimbra (AEMINIUM) a Alvega (ARITIUM VETUS) (ver Batata, 2006)

Hipotética via secundária ligando Coimbra ao Rio Tejo, provalvelmente em direcção à Ponte Romana referida por
Francisco D'Holanda como "acima d'Abrantes", onde atravessaria o rio para ARITIUM VETUS em Casal da
Várzea, Alvega, entroncando assim na Via XV Lisboa-Mérida. Tal como o itinerário anterior, atravessaria o rio
Zêzere Ponte Romana do Cabril, mas a partir daqui rumava para Sudeste em direcção à Sertã e daqui à
Ponte Romano?-Medieval dos Três Concelhos onde fazia a travessia da Ribeira de Isna. A partir daqui
divide-se na rede complexa de caminhos que interligam as aldeias da região de Mação, mas é provável que a via
principal rumasse a ARITIUM VETUS por Amêndoa e Mação, mas dois possíveis miliários, um em Mouriscas e
outro em Vale do Grou indiciam mais duas variantes correspondendo aos possíveis pontos de travessia do Tejo.

Travessia o Rio Zêzere na Ponte Romana do Cabril (restam os contrafortes submersos pela albufeira, a
jusante da Ponte Filipina)
Pedrogão Pequeno (calçada sobre o rib. dos Porteleiros, ao sair pela IC8 para a Sertã desviar pela Estrada da
Cova)
Sertã
Travessia da rib. da Sertã na Ponte Filipina (ou na Ponte da Rolã mais a poente)
Cumeada (atravessa a Serra da Longra)
Ponte da Cova do Moinho sobre a rib. da Tamolha (sobe até Catraia)
Marmeleiro (na povoação vira à direita para Sarnadas e desce à)
Ponte Romano?-Medieval dos Três Concelhos sobre a rib. da Isna
Portela dos Colos, S. João do Peso

Provável ligação da Ponte dos Três Concelhos ao Rio Tejo na Barca da Amieira:
Casas da Ribeira
Travessia da Rib. de Bostelim

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Cardigos, Mação (de Chão do Pião segue talvez por Lameirancha e Sarnadas)
Freixoeiro (Moradeira)
Vale da Mua (vestígios em Tapada, Vale Bom e Casal)
Vilar da Lapa (Vila da Sra. do Morto)
Envendos (onde entronca na via Alvega-Salamanca)
Travessia do Tejo na Barca da Amieira

Continuando por Amêndoa:


Algar
Várzea
Tinfaneiros
Capela de Santa Madalena
Amêndoa (calçada no Castro de S. Miguel e em Cabeceiros)
Mação
Continuando para sul, a travessia do Tejo poderia ser em Belver, passando em S. Marcos do Rosmaninhal e na
Qta. do Ribeiro da Nata, ou em Ortiga, passando na Ponte Romana para o Casal da Várzea, onde seria ARITIUM
VETUS.

Ligação directa de Amêndoa à travessia do Tejo na Barca da Amieira:


Amêndoa
Fonte de Amêndoa
Chão de Lopes Pequeno
Castelo
Castelo Velho do Caratão
Vale do Grou (calçada e uma base de um possível miliário hoje no Museu de Mação)
Travessia do Rio Tejo

Outras variantes derivando da Via Braga-Lisboa:


Um fragmento de um possível miliário identificado por Vasco Mantas em Martinelo pode indiciar uma variante
que desviava da Via Braga-Lisboa mais a sul, talvez em Rego da Murta, seguindo então para Martinelo, onde
atravessava o Rio Zêzere para Alcamim, evitando assim a travessia da Rib. da Isna, seguindo depois para:
Vale Velido
Vila de Rei (continua para leste)
Várzeas (onde cruza com a via norte-sul entre a Ponte dos Três Concelhos e a travessia do Tejo em Ortiga)
Cardigos (onde cruza com a via que liga Ponte dos Três Concelhos à travessia do Tejo na Barca da Amieira; segue
por Roda e Mesão Frio)
Continuaria para Castelo Branco talvez por St. André das Tojeiras, Ferrarias, Travessia do Rio Ocreza e
Benquerenças

Esta mesma derivação também poderia seguir por Ferreira do Zêzere, fazendo a travessia do rio Zêzere mais a
jusante entre Bairrada e Porto Caíns, onde convergia com uma outra via proveniente de Tomar que passaria em
Paixinha, Poço Redondo, Olalhas e Bairrada.
Travessia do Rio Zêzere em Porto Caíns (daqui também poderia ligar a Vila de Rei)
S. Domingos
Carvalhal ou Andreus
Sardoal (calçada junto à Ponte de S. Francisco)
Valhascos
Casal da Sra. da Graça, Valhascos (calçada e vários fustes de possíveis miliários)
Mouriscas (vicus no cruzamento de várias vias onde apareceu uma base de miliário)

Também é provável um via Sudoeste-Nordeste proveniente de uma travessia do Tejo no Tramagal, passando
talvez na
Ponte-represa Romana de Alferrarede, Qta. do Bom Sucesso, Olho de Boi, Alferrarede (55 m; chamada Ponte dos
Mouros)
Mouriscas
Ponte Romana? do Coadouro sobre a rib. do Coadouro em Penhascoso (calçada de S. Marcos junto à ponte
entretanto 'betonada')
Mação, continuando para leste por Vale do Grou, onde cruzava com a via Amêndoa-Amieira, em direcção à Ponte
de Pracana.

Alvega (ARITIUM VETUS) - Salamanca (SALMANTICA) (ver Batata, 2006)

Via hipotética que derivava do Itinerário XV Lisboa-Mérida em ARITIUM VETUS (Casal da Várzea, Alvega),
atravessava o rio Tejo numa Ponte Romana referida por Francisco d' Holanda como "acima d'Abrantes",
dirigindo-se para Nordeste, passando em Castelo Branco, Caria ou Idanha-a-Velha, seguindo depois para Sabugal
e Ciudad Rodrigo até atingir Salamanca. Este itinerário tenta ligar uma série de troços de calçada e outros
vestígios dessas regiões. De Mação, área muito romanizada, seguiria pela Ponte antiga sobre a ribeira de Pracana
até Castelo Branco, onde talvez se divida, seguindo um ramal para Idanha-a-Velha e outro ramal para Caria,
cruzando com o nesses pontos. A partir daí, a via deveria seguir para Sabugal atendendo aos miliários
encontrados em Vale do Lobo, com o primeiro ramal, partindo de Caria, pelo Casteleiro e o segundo, partindo de
Idanha-a-Velha pela ponte de Meimoa até se reunirem em Vale da Sra- da Póvoa. Estes traçados são hipotéticos e
podem estar misturados com troços da via Braga-Mérida.

Ponte Romana sobre o rio Tejo (foi destruída e só restam os pegões junto à estação elevatória de rega)
Ortiga (do rio segue próximo da villa do Vale do Junco)

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Ponte Romana? da Ladeira d'El-Rei sobre a rib. de Mação (2 arcos; na entrada SO da povoação)
Mação
Ponte Romana? da rib. de Eiras, Palhafome, Mação (junto à EN 3, em 1990 foi colocado um tabuleiro em betão!)
Ponte Romana? sobre a rib. do Carvoeiro, Vale da Mua (2 arcos)
Vale da Mua (mutatio?)
Venda Nova
Ladeira de Envendos
Ponte Romano-Medieval da Ladeira de Envendos sobre a rib. de Pracana (70 m, 6 arcos, dos quais 3 são
romanos)
S. Pedro do Esteval
Travessia do Rio Ocreza talvez entre a Cerca do Castelo e o Montinho
Marmelal (calçada; continua pela Portela de Milhariça onde atravessa a Serra das Talhadas)
Sarnadas do Rodão (necrópole)
Ponte Romana? do Pego Negro, Benquerenças, Castelo Branco (em ruínas)
Castelo Branco (Ponte Romana? e calçada no sopé do Monte de S. Martinho ou Sra. de Mércoles; zona muito
romanizada, onde seria a capital dos Tapori)

de Castelo Branco a Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA)


Alguns vestígios romanos apontam para esta provável ligação à Civitas Igaeditania. Este troço também poderia
pertencer à via principal que vinha do rio Tejo.
Castelo Branco (talvez daqui partisse um outro ramal na direcção Sul pela EN18-8 para Malpica do Tejo,
passando na Ponte Romano-Medieval sobre o rio Pônsul )
Escalos de Baixo (possível desvio pela Ponte Romana? da Munheca na estrada EN240 para Ladoeiro onde há
vestígios de calçada em direcção a Zebreira)
Escalos de Cima («In Scallis nos miliários»)
Lousa
Oledo (seguiria próximo da villa de Barros e Qta. dos Cebolais )
(Eventual ligação a S. Miguel da Acha, Idanha-a-Nova pela calçada e Ponte Romana? de Barros sobre a rib. da
Caniça)
Proença-a-Velha
Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA)

de Castelo Branco a Caria:


Ponte Romana? sobre a rib. da Tira-Calça, Alcains (junto ao Pisão, ruína)
Ponte Romana? da Marateca, Lardosa (3 arcos)
Catraia, Lardosa
Atalaia do Campo (um erro no Endovélico localiza aqui um dos miliários de Vale do Lobo)
Póvoa da Atalaia, Fundão (calçada)
Soalheira (calçada)
Louriçal do Campo (calçada)
Alpedrinha (calçada para Alcongosta parte do Largo D. João V e segue para Portela, passando debaixo do túnel da
Gardunha no IP2 e Capela de S. Sebastião)
Alcongosta (calçada desde Alpedrinha)
Lameira do Forno, Fundão (calçada)
Valverde
Ponte Romana? dos Moinhos
Ponte Romano-Medieval de Peroviseu sobre a rib. da Meimoa
Peroviseu (o Museu do Fundão guarda o Terminus Augustalis aqui encontrado que demarcava a divisão
territorial entre os Igaeditani e os Lancienses; calçada em Ferrarias, S. Marcos e Lameira do Forno; vestígios na
Quinta da Boutocela)
Ferro
Peraboa
Caria (onde cruzaria com a Via Braga-Mérida)

Talvez existisse uma variante por:


Salgueiro do Campo (ponte e vicus)
Juncal do Campo
Freixial do Campo
Tinalhas
Ninho do Açor (villa junto à Capela de Sta. Águeda no rio Ocreza, hoje submersa pela barragem da Marateca)
Sobral do Campo, Fundão (Ponte Romana? sobre o rio Ocreza ou um afluente; 2 arcos)
S. Vicente da Beira (vicus; calçada da Qta. da Sra. da Orada)
Castelo Novo

Continuação por Sabugal:


Casteleiro
Vale da Sra. da Póvoa (antigo Vale do Lobo, possível capital dos LANCIENSES OPPIDANI; 3 miliários na
Serra do Lobo, um a Tácito indicando a milha VII talvez contadas a partir do Rio Côa)
Alagoas, Aldeia de St. António (o miliário de Alagoas foi deslocado para o largo da aldeia e está hoje no Museu
do Sabugal)
St. Estevão (vicus na Tapada de Sta. Maria; o miliário da Serra do Mosteiro, a 3 milhas de Alagoas, está hoje
no Museu do Sabugal)
Sabugal (ver os miliários de Alagoas e de St. estevão no Museu do Sabugal)
Ponte Romano?-Medieval do Sabugal sobre o Rio Côa
Souto, Sabugal (para nascente existe uma calçada no Caminho Velho na Aldeia Velha)
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Alfaiates (já desaparecida)

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Alfaiates (vicus, calçada e um miliário ou marco divisório que está hoje no Museu Nacional de Arqueologia em
Lisboa)
Ponte Romano?-Medieval da Aldeia da Ponte sobre o rio Cesarão (junto à EN 332, 3 arcos)
Aldeia da Ponte, Sabugal
Ciudad Rodrigo
Salamanca (SALMANTICA)

Tomar (SELLEUM) - Évora (EBORA) (ver F. Bilou: 2000a)

Hipotética via ligando as duas Civitas que inicialmente deveria seguir a Via XVI entre Braga e Lisboa até ao
Entroncamento, desviando aqui para Tancos onde transpunha o Rio Tejo para o Arrepiado; Daqui seguia por um
percurso comum ao Itinerário XV entre Lisboa e Mérida até à Carregueira, onde inflectia para Sudeste na
direcção do Semideiro; A partir daqui o traçado não está definido, devendo seguir por Montargil e Mora até
Santana do Campo, com magníficos vestígios de um Templo Romano, seguindo depois por Arraiolos até Évora.

Tomar (SELLEUM)
Tancos
Travessia do rio Tejo entre Tancos e Arrepiado
Carregueiro, Pinheiro Grande, Chamusca (inflecte para nascente na direcção de Semideiro, passando entre
Casalinho e Casal do Relvão, seguindo depois pelo Alto da Lagoa da Murta, pelo Alto da Lagoa Grande, provável
mutatio, e Alto do Gavião)
Semideiro (rumaria a sul talvez por Foros de Arrão)
Montargil (calçada na Serra de Montargil no sítio das Mesas?; talvez seguisse junto à necrópole da Herdade de St.
André, atravessando o rio Sôr para o lugar de S. Martinho de Baixo ou no Monte dos Irmãos)
Mora
Travessia da rib. de Divor na Torre das Águias, Brotas (segue a "Estrada da Cumeada")
Santana do Campo (CALANTICA?), Arraiolos (a Igreja Paroquial reaproveita um Templo Romano)
Arraiolos (segue a EN370 até ao Monte do Montinho onde existem restos de calçada; segue recto até)
Sempre Noiva (calçada com 20 m em linha recta)
Monte do Penedo (calçada com 50 m, subia à Camoeira e descia à rib. de Divor)
Travessia da rib. de Divor junto ao Monte da Azenha (continua pelo Monte de Ovil, Monte de Goes e Montinho da
Abegoaria até ao)
Monte da Parreira (fragmento de miliário anepígrafo; atravessa a estrada que vem de Igrejinha e segue por
Oliveirinha até entroncar na estrada que vem de Divor)
Bairro do Louredo
Bairro do Granito (passa na medieval Porta de Avis e Rua da Avis)
Évora (EBORA) (entra pelo Arco Romano de D. Isabel, antiga porta da muralha romana no entroncamento da
Rua de D. Isabel com a Rua do Menino Jesus)

Santarém (SCALLABIS) - Évora (EBORA) (ver F. Bilou: 2000a)

Hipotética via ligando as duas Civitas com poucos vestígios para além de um fragmento de miliário epigráfico no
Monte Silval, perto de Montemor-o-Novo

Santarém (SCALLABIS)
Almeirim
Coruche
Ponte Romana? da Coroa, Coruche
Lavre, Montemor-o-Novo (calçada e Ponte Romana? sobre a rib. de Lavre)
S. Geraldo, N. Sra. do Bispo, Montemor-o-Novo
Sabugueiro, Gafanhoeira (de São Pedro segue para sul pela Herdade da Represa)
Herdade da Pedra Longa, N. Sra. da Vila, Montemor-o-Novo (Menires; segue pelo Monte do Cabido)
Travessia da rib. Almansor (segue pelo Monte de Alcanede e Monte Silval, onde apareceu um fragmento de
miliário epigráfico deslocado para o caminho para Almansor de Baixo)
N. Sra. da Graça do Divor (passa a poente pelos Montes de Capelos, da Azinheira do Campo, pelas calçadas de
Vale de El-Rei de Baixo com 600 m e Vale de El-Rei de Baixo)

 Daqui a Évora Possível ligação atendendo aos vestígios de calçada em Monte dos Mogos e no Vale Maria
do Meio.

Monte da Valeira, N. Sra. da Graça do Divor (possível miliário; vários troços de calçada; segue sob a EN114-4,
passa no Monte da Valada, Monte de Brito, Atafona, Monte das Pinas, S. Bento de Castris, Convento da Cartuxa e
entra pela Porta da Lagoa em)
Évora (EBORA)

TROÇOS DISPERSOS - NORTE - CENTRO - SUL


NORTE

TROÇOS DISPERSOS - NORTE


Na sua maioria serão rotas medievais que poderiam assentar sobre caminhos ainda mais antigos, possivelmente

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da era romana.
Imenso património de pontes medievais e caminhos antigos a exigir preservação.

Braga - Vila Real - Douro


Hipotética via secundária muita indefinida sobre uma rota medieval que atravessa as Terras de Basto e Serra do
Alvão.
Celorico de Basto
Travessia do rio Tâmega, talvez no vau de Barões
Mondim de Basto
Ponte Medieval sobre o rio Cabril, Brumela, Mondim de Basto
Ponte Medieval da Várzea, Ermelo, Mondim de Basto sobre o rio Olo (1 arco)
Ermelo
Campeã (calçada?)
Atravessava o rio Sordo na Ponte Medieval de Quintã ou mais à frente em Arrabães
Mondrões (calçada 50 m a poente da Igreja Matriz)
Vila Marim (villa?)
Parada de Cunhos
Travessia do Rio Cabril
Sta. Marta de Penaguião
Régua

Braga - Vila Pouca de Aguiar


Hipotética via secundária baseada na documentada via medieval que ligaria Braga ao planalto transmontano
através da Ponte de Cavez.
Seria comum à Via Braga-Mérida até Guimarães, derivando aí para Fafe.
Ponte Românica de São Gidos, Bouças sobre o rio Vizela (a sul do Castro de St. Ovídio; possível miliário em
Agrela)
Fafe (antiga região de Montes Longos)
Ponte Românica da Ranha sobre o rio Ferro
Quinchães (necrópole no Marco das Cabanas e possível miliário em Carreirões)
Vila Boa, Rego, Celorico de Basto
Arbonça, Rego (calçada com 50 m)
Gandarela, S. Clemente, Celorico de Basto (uma calçada dentro da Casa da Gandarela segue até ao Castro do
Ladário)
Alto da Beira, Alvite, Cabeceiras de Basto
Painzela (possível miliário a Constâncio Cloro junto à Casa de Pielas)
Ponte Medieval de Painzela, Cabeceiras de Basto sobre o rio Peio
Arco de Baúlhe
Ponte Medieval sobre o rio Ouro, lugar da Ponte Velha
Pedraça
Cavez (calçada acompanha a EN206, a uma cota superior, até à ponte)
Ponte Medieval de Cavez, Cabeceiras de Basto sobre o rio Cavez
Ponte Medieval de Cavez, Cabeceiras de Basto sobre o rio Tâmega
Ribeira de Pena
Vila Pouca de Aguiar onde entronca na Via Chaves-Douro

de Ribeira de Pena a Vila Real


Ribeira de Pena (seguiria para sul pela Portela de Sta. Eulália, Concelho, Mourão e Cabriz)
Ponte Medieval de Louredo, Cerva, sobre o rio Louredo (1 arco)
Cerva
Ponte Medieval sobre o rio Poio, Lugar do Leão, Cerva (à direita da EN312)
Limões (segue por Cadaval e Macieira)
Dornelas, Lamas de Olo
Lamas de Olo (por Ribeira Negra, Ribeiro de Paraíso, onde há calçada, e Costa da Portela)
Borbela (por Relva e Cales, onde há calçada)
Lordelo (Ponte Medieval no caminho para Telhado)
Vila Real

de Vila Pouca de Aguiar a Vila Real


Soutelinho de Amésio, Telões
Samardã, Vilarinho de Samardã
Vilarinho de Samardã (segue pela Ponte Ribeiro sobre a rib. de Borralheira, Benagouro, Ponte do Neto sobre a
rib. de Soutelo)
Adoufe (segue a margem direita do rio Corgo por Escariz, Gravelos, Vila Seca e Calçada; EM1227)
Vila Real

de Vila Real a Mirandela


Via medieval eventualmente com origem romana saindo de Vila Real por Flores.
Ponte Romano?-Filipina de Piscais sobre o rio Corgo
Mouçós (calçada sobe pelo lugar da Ponte, passa na Capela de N. Sra. de Guadalupe, Castro Romanizado, e segue
por Varge, Sanguinhedo e Lagares)
Lamares
Justes
Ponte de Balsa sobre o rio Pinhão, Vila Verde
Ponte do Rato sobre a rib. de Jorjais
Vila Verde, Alijó (calçada em Cerca)

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Ponte Romana? sobre o rib. do Ascas


Freixo, Alijó (calçada)
(daqui talvez ligasse a Alijó pela EN212)
Alto do Pópulo, Pópulo, Alijó (Castro de Touca Rota)
Cadaval, Pópulo (fonte romana junto à via; desce pelas chamadas Voltas de Murça até que na última volta desvia
à direita pela calçada até à)
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Tinhela (1 arco; calçada sobe até à EN15)
Murça (poderia continuar para Vila Flor por Montefebres e Ponte de Abreiro, antiga Estrada Real Porto-Torre de
Moncorvo, com o seu castro de Sta. Catarina)
Palheiros
Franco
Lamas de Orelhão, Mirandela (cruzaria com a vinda de Chaves)
Passos
Golfeiras
Mirandela (Estação no Monte de S. Martinho; Ponte Romana? sobre a rib. de Carvalhais)

de Vila Real a Alijó


Sai de Vila Real pela Rua do Bairro de Vilalva no CM1238.
Ponte Romano?-Medieval do Sobreiro, Torneiros, Arroios sobre a rib. das Torrinhas (ao lado da ponte nova; 200
m mais à frente sai da estrada à esquerda pela Rua da Calçada, onde há 20 m lajeados, até reencontrar a estrada
actual)
Constantim (segue para Assento/Panoias onde cruza com a Via Chaves-Douro)
S. Martinho de Antas
Paços
Sabrosa (a 2 km, sobranceiro à EN323, fica o Castro Romanizado Castelo de Mouros)
Sancha
Ponte Romano?-Medieval de Cheires sobre o rio Pinhão
Cheires (calçada em Ribeira; Castro)
Sanfins do Douro (calçada em Rei de Moinhos e Marco)
Favaios (possível ligação ao Pinhão por Favaios, Vale Mendiz e Casal de Loivos seguindo a EN323-1)
Alijó

 De Alijó poderia continuar até às Caldas de Carlão passando em Carlão, pela EN582 pelo Alto da
Figueirinha na Serra da Burneira, atravessando o rio Tinhela numa Ponte Romana destruída por uma
cheia em 1739; calçada até ao rio Tua)

 Também é possível uma ligação à foz do rio Tua para travessia do Douro seguindo a EN212 por S.
Mamede de Ribatua, onde também poderia derivar pela Ponte Medieval do Lodão ou da Azenha sobre a
rib. de S. Mamede (calçada parte da ponte, cruza a estrada actual e sobe o monte até Safres onde passa a
coincidir com a estrada actual) seguindo depois para Carlão pela Serra da Burneira.

 Talvez existisse uma ligação entre Sabrosa e Pinhão(hoje é a EN323), passando por Provesende
(necrópole da Qta. da Relva). Atravessando o Douro na foz do rio Pinhão poderia continuar para S. João
da Pesqueira e daí a Penedono onde há 3 possíveis miliários ainda inéditos nas ruas da vila. Num
traçado hipotético poderia sair de S. João pela Sra. da Estrada onde vira à esquerda para Valongo dos
Azeites, com vestígios de calçada no chamado "caminho da Gricha"), por Póvoa de Penela até Penedono.
É possível uma continuação desta via até Meda e Marilava, mas não há vestígios concludentes.

CENTRO

TROÇOS DISPERSOS - CENTRO


O centro do país está repleto de vestígios do período romano, no entanto a rede intrincada de caminhos antigos
e o forte desenvolvimento da região na idade Média, tornam difícil integrar na rede viária alguns pólos romanos
importantes da região, como Freixo do Numão, Marialva, Rabaçal, Idanha-a-Velha, Bobadela e toda a Serra da
Estrela.

De Freixo de Numão (MEIDOBRIGA?) a Marialva (Civitas ARAVORUM)


Freixo de Numão (MEIDOBRIGA?) (espólio no Museu Arqueológico da Casa Grande; villa em Salgueiro;
Ligação a Murça pela Qta. de Redoído (calçada), Regadas (calçada com 500 m e possível mutatio), Moinho das
Regadas, villa da Vinha de Zimbro, sitio da Colodreira / Escorna Bois até Murça;
Saía de Freixo de Numão por Sta. Bárbara, passa no Pontão Romano da Nogueira e segue até à)
Qta. da Pedra Escrita, Freixo de Numão ( villa do Prazo, aberta ao publico, no cruzamento do caminho que vai
poente para Numão pela Qta. da Lameira e pela
Ponte Romano?-Medieval da Zaralhôa sobre a Rib. de Teja e do caminho que vinha da Qta. do Vesúvio no rio
Douro, por Seixas, e junto à magnífica villa de Rumansil)
Touça (da Qta. da Pedra Escrita ruma para sul passando junto da villa da Qta. dos Bons Ares, cruza com a EN222
e segue pelo alto da Touça, Qta. das Alminhas)
Fonte Longa
Mêda (outra possível capital dos Meidobrigenses)
Marialva (Civitas ARAVORUM) (imensos vestígios; calçada; Podium de Templo Romano na Devesa)

Hipotética via entre Marialva (Civitas ARAVORUM) e Pinhel


Devesa, Marialva
Ponte Romano-Medieval sobre a rib. de Marialva (alicerces romanos; calçada atravessa a Qta. da Lobeira e cruza

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a En102)
(Um desvio poderia ligar ao Rabaçal )
Coriscada (atravessa a rib. do Prado junto ao Cabeço Seixo)
Gravato, Coriscada (importante vicus e Termas em Vale do Mouro)
Travessia da rib. de Massueime (embora os vestígios estejam ao longo da rib. na Qta. do Campo e Qta. da Aldeia
Rica)
Ervedosa
Bogalhal
Valbom (a oriente)
Pinhel

Hipotética via entre Meda e Almofala (Civitas COBELCORUM?)


Meda
Longroiva (LONGOBRIGA?) (referência a um miliário; povoado romanizado )
Ponte Romana? sobre a rib. da Concelha
Veiga ou Coutada de Longroiva (imensos vestígios de Vilas nas quintas em redor; miliário na Qta. de Chão
D'Ordem; minas romanas de chumbo na Qta. dos Areais)
Ponte Romana? da Relva, sobre a rib. dos Piscos no lugar da Coitada (a 50 m da EN102)
Relva (pela EM1013)
Chãs (segue à esquerda junto ao cemitério por Carris até à Sra. do Monte;
aqui podia haver um acesso à direita para outra travessia do Côa na Qta. da Barca, estação romana, ascendendo a
Almendra pela Calçada da Penascosa e Qta. do Andrade;
a via continua pelo caminho dos Muchões, Trigueiras, Curral do Pregador até à comprovada
mutatio da Qta. de Sta. Maria da Ervamoira, junto à foz da rib. de Piscos, onde atravessa o Côa)
Castelo Melhor
Almendra (villa no Chão do Morgado, a norte da Igreja Matriz)
Serra da Vilar de Amargo (próximo fica o Castelo Calabre talvez o Oppidum Caliabria; Fonte Romana da Pereira)
Estrela Figueira de Castelo Rodrigo
(daqui poderia ligar a Barca Dalva atravessando a,
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Aguiar para Escalhão (a 100 m da ponte nova; 2 arcos; calçada começa 1
Km antes)
Santa Maria de Aguiar
Nave Redonda
Almofala (Civitas COBELCORUM?) ( Torre Romana das Águias, Turris Aquilaris, talvez uma statione;
a via continuava por Escarigo, atravessava a fronteira na rib. de Tourões para La Bouza já em Espanha)

Hipotética via entre Carrazeda de Ansiães e Sernancelhe


Ponte Romano?-Medieval de Pereiros, Carrazeda de Ansiães
Pombal, Carrazeda de Ansiães
Tralhariz, Castanheiro, Carrazeda de Ansiães (junto à villa da Sra. da Ribeira)
Arnal, Carrazeda de Ansiães
Ponte do Galego sobre a rib. de Linhares, Marzagão (24 m)
Lavandeira (calçada)
Seixo de Ansiães (em Covas, na Qta. da Sra. da Ribeira da Vila, vicus mineiro)
Travessia do rio Douro no Vale do Vesúvio
Ponte Romano?-Medieval sobre a Ribeira de Teja, Zarelhoa, Numão
Numão (calçada do Areal, próximo do castelo junto à confluência das rib. de Tourões e Duas Casas)
Cedovim
Ranhados (calçada segue pelo Alto da Póvoa, Sra. da Estrada; povoado em Aramenha)
Ourozinho, Penedono (calçada atravessa a Qta. do Vale de Outeiro talvez de acesso às minas romanas de ouro)
Antas, Penedono (calçada e estação romana da Qta. dos Carvalhais)
Beselga
Sarzeda
Sernancelhe

Hipotética via entre Almofala (Civitas COBELCORUM?) e Pinhel, atravessando a Serra da Marofa
Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Aguiar ou rio Seco, Vermiosa
Vilar Torpim (calçada em Barrocal)
Ponte sobre a rib. do Lagar de Água
Cinco Vilas (calçada na chamada "Estrada de França")
Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Côa, Cinco Vilas (destruída em 1909 por uma cheia, ainda conserva 3 dos 5
arcos primitivos)
Vale de Madeira (calçada parte da ponte do Cõa)
Pinhel (talvez entre pela Ponte sobre a rib. das Cabras na Qta. da Ponte)

Hipotética via entre Pinhel e Trancoso


Pinhel (desce pela estrada para Valbom até à Ponte do Saltadouro onde atravessa a rib. da Pêga) Valbom, Pinhel
(passa na villa da Qta. do Prado Galego)
Ponte Medieval de Valbom sobre a rib. do Porquinho
Sta. Eufémia
Póvoa de El-rei, Pinhel
Ponte Medieval dos Carvalhais, Póvoa de El-Rei sobre o rio Massueime
Ponte Romano?-Medieval de Minhocal sobre a rib. dos Tamanhos
Freches (Qta. das Corgas)
Frechão (pelo caminho para S. Marcos)
Trancoso

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Hipotética via entre Pinhel e a Póvoa do Mileu na Guarda


Vascoveiro, Pinhel
Ponte Romana? dos Moiros sobre a rib. de Malados, Qta. da Escorregadia, Vascoveiro
Manigoto (vestígios na Qta.da Urgeira)
Lamegal, Pinhel (calçada)
Ponte Medieval sobre a rib. da Pega, Lamegal
Argomil, Pomares
Menoita, Pêra do Moço (calçada passa no alto do monte)
Jarmelo (calçada até Mileu)
Arrifana
Póvoa de Mileu, Guarda (Termas romanas na Av. Cidade de Waterbury)

ou por esta variante mais a poente:


em vez de atravessar o rio Massueime em Póvoa de El-rei seguia para sul por Cerejo (Ponte Pedrinha), Alverca da
Beira, Avelãs da Ribeira (Ponte Romana?) e Prados, Freixedas
Alverca da Beira
Avelãs de Ambom (calçada junto ao rio Massueime) até ao Porto da Carne

Almeida
Almeida (hipotética ligação a Pinhel pelo caminho da Qta. da Calçada, Ponte Pequena e Ponte Grande, onde
atravessa o rio Côa, continuando para a Qta. Nova da Silva, Ponte Romana? sobre a rib. de Gaiteiros , segue para
Vale Verde, segue Casal da Pinta e Laje do Carril, passa a oriente de Pereiro e Gamelas, acedendo a Pinhel pela
EN324)

Outros vestígios na região:


Castelo Bom (villa na Tapada das Trigueiras)
Castelo Mendo (villa em Sardoal; calçada liga ao Porto Romano? de S. Miguel no rio Côa, seguindo para Vilar
Formoso por Costas Magras, Rasto de Boi, Quintã da Butre, a actual Aldeia de S. Sebastião e N. Sra. da Paz)
Parada, Almeida (villa junto à Igreja; inserida na via antiga para a Guarda por Porto Mourisco, na rib. das Cabras,
e Pousade)
Ponte Velha sobre a rib. das Cabras, Cabreira, Almeida
Malhada Sorda, Almeida (a 4km para sul fica um importante vicus no sítio do Verdugal e em Moradios)

de Póvoa de Mileu, Guarda a Alfaiates, Sabugal


Uma alternativa seria por Adão (villa de Merouços) e Marmeleiro
Outra seria por:
Rochoso
Cerdeira do Côa, Sabugal (calçada)
Ponte Medieval de Sequeiros sobre o rio Côa, Valongo do Côa, Sabugal (2 km a norte)
Badamalos
Ponte Medieval de Vilar Maior sobre a rib. de Cesarão, Sabugal (3 arcos, acesso pela Rua da Fonte)
Alfaiates, Sabugal (calçada)

SERRA DA ESTRELA - Montes Hermínios (Herminius Mons)

de Coimbra à Serra da Estrela, atravessando a Serra de Arganil


Hipotética via de acesso à Serra da Estrela partindo de AEMINIUM e seguindo a margem esquerda do rio Alva
Coimbra
Penacova
Lousã
Serpins, Lousã (vestígios dos pilares da antiga Ponte Medieval sobre o rio Ceira junto ao Cabeço da Igreja)
Várzea Grande, Vila Nova do Ceira (calçada de acesso às minas de ouro da região)
S. Miguel da Cortiça, Arganil
Secarias (acampamento romano na Lomba do Canho; entretanto as peças foram roubadas, ler notícia)
Coja (miliário a Teodósio dentro da Capela da Sra. da Ribeira; Castro Cogia)
Vila Cova de Alva (cimo de)
Anseriz (a calçada, já destruída, passava na Rua da Sra. de ao Pé da Cruz)
Avô (calçada de S. Pedro)
Aldeia das Dez (calçada)
S. Sebastião da Feira
Penalva do Alva
Sandomil, Seia
Ponte Romano?-Medieval de Sandomil sobre o rio Alva (50 m, 4 arcos)
Ponte Romano?-Medieval de Vila Cova à Coelheira
S. Romão
Seia (a antiga povoação seria na Qta. da Nogueira)
Santa Marinha (Ponte Romana?)
Paços da Serra (referência a um miliário a Adriano em Eiró que será o mesmo de Castro Verde)
Moimenta da Serra
Gouveia

de Seia a Alvoço da Serra


Hipotética via que contornava a serra.
Seia (da Qta. da Nogueira segue a EN339 até à rib. de Valverde que atravessa para a Qta. da Valverde; próximo
do Castro Verde apareceu um miliário a Adriano que hoje está em Paços da Serra, numa casa solarenga que foi de

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Ribeiro Saraiva)
S. Romão (continua por estradão em direcção ao Castro de S. Romão, passando na Cabeça da Velha até Sra. do
Desterro)
Valezim, Seia (a calçada vem pela Darrua, Cabeço do Castro, junto à Sra. da Saúde e à Sra. da Boa Viagem, e junto
à capela de S. Domingos em direcção a Vale de Açor)
Loriga (Lorica), Seia (calçada vem da Portela de Arão, passa em Calçadas, Cemitério, Capela de S. Sebastião,
atravessava a rib. de S. Bento pela Ponte Romana que ruiu no séc. XVI e seguiria pela actual Ponte Romano?-
Medieval da Moenda sobre a rib. das Courelas)
Alvoço da Serra (calçada na Rua das Lajes junto à capela de S. Sebastião segue pela Ponte Romano?-Medieval e
segue para sul por a Tornadoiro, Poiso do Senhor, Barroca das Pedras Brancas, Malhadinha, Bandeirinha, Chão
da Cruz, Fonte da Bica até Avoaça)

Torres Novas
Aos muitos vestígios de romanização na região poderá estar associada uma estrada romana no sentido norte-sul
que passaria em Torres Novas e próximo da importante villa Cardillio no lugar da Caveira
(espólio recolhido no Museu Municipal de Torres Novas)
Valhelhas, Olaia (calçada junto ao cemitério)
Calçada importante com 80 m entre Casal da Quebrada/Casal Bom Amor, Salvador e Gateiras de St. António,
Santiago
Calçada entre Quebradas, Santiago e Sentieiras, Salvador
Calçada em Fungalvaz, Assentiz para Chão de Maçãs
Ponte Romana? de Alcorochel
Vestígios junto à rib. do Mortal em Mata, Chancelaria, no Castelo Velho em Riachos e em Lameiranche, Almeirão,
Parceiros de Igreja

Minas de Gois
Alvares, Gois (Minas Romanas da Escádia Grande em Roda Cimeira e de Covas dos Ladrões no Alto das
Cabeçadas)
Cadafaz, Gois (troço de calçada na Estrada do Pepio e do Sal e na Estrada das Malhadas, ambas nas cumeadas da
Serra de Entre-Capelos e Serra das Malhadas)

Rio Maior
Alguns vestígios importantes da região
Rio Maior (villa no cemitério; vestígios em Freiria, Bocas e perto de Fonte da Bica em Casais de Cidral)
Boiças
Arrouquelas
Assentiz (Ponte Romana? com 2 arcos)
Azambujeira
Ponte Romano?-Medieval de Calhariz sobre a rib. de Alcobertas (8 arcos)

Tomar
Alguns troços hipotéticos na região de Tomar:
Uma rota seguia para nascente em direcção ao Zêzere, talvez por Vale Donas, Carril, Ponte de Vales sobre a rib.
de Bairrol (calçada), Serra (calçada), Ponte Romana? da Abadia ou de Cortes no lugar do Paço
Pontes ditas Romanas em Asseiceira, Beselga, Carregueiros e Sabacheira
Calçada em Ribeiro Grande e Sabacheira
Formigais, Ourém (calçada em Porto Velho)
Possível ligação a S. Sebastião do Freixo (COLIPPO), Leiria por Ourém

SUL

PONTOS ISOLADOS - SUL


Ponte de Pernes, Santarém sobre a rib. de Pernes
Ponte de Calvos, Milharado, Mafra
Ponte do Azinhal, Vila Nova da Baronia, Alvito (a poente da povoação, 3 arcos)
Ponte da Frausta, Ponte do Freixo e calçadas em Vimieiro, Arraiolos
Ponte Medieval do Monte da Fonte dos Ouros entre Redondo e Terena sobre a rib. de Lucefecit
Santuário Endovélico em S. Miguel da Mota, Terena
Ponte de Pavia, Mora (no caminho para Malarranha)
Castelo do Mau Vizinho entre Igrejinha e Azaruja, Évora
Povoado das Mesas do Castelinho, Sta. Clara-a-Nova

TROÇOS DISPERSOS - SUL

Salir é cruzamento viário

 Continuar para ocidente para S. Bartolomeu de Messines, podendo daí rumar a norte para a travessia da
serra por Alte (passando em Torre, Messines de Baixo, Portela e Castelo)

 Ou seguir para a Silves (por Calçada, Amorosa, Corte, Torre, Cumeada e St. Estevão com a sua mina de
cobre) rumando depois ao litoral por Estômbar onde entroncaria na via do litoral algarvio ou seguindo
por Qta. do Arge até Porto de Lagos onde entroncaria na via de Portimão a Monchique)

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AMMAIA
Traçados hipotéticos que partiriam da Civitas de AMMAIA (Corsi, 2006; Carvalho, 2003):

S. Salvador da Aramenha(AMMAIA), Marvão


A Civitas abrangia as Qtas. da Azenha Branca e de Deão, na margem esquerda do rio Sever; o espólio está no
Museu da Cidade de Ammaia junto às ruínas; A cidade seria servida por 3 pontes com provável origem romana:

 Ponte Romano?-Medieval da Ribeira das Trutas (reconstrução com silhares de origem romana)
 Ponte Romano-Medieval da Madalena sobre a rib. dos Alvarrões ( ver video da única ponte romana
sobrevivente em Ammaia)
 Ponte Romana sobre o rio Sever em Olhos de Água (a ponte de um arco ruiu e os seus materiais foram
reutilizados na construção da Ponte Medieval da Portagem mais a montante)

Hipotética ligação a Évora(EBORA)


Ponte Romano-Medieval da Madalena sobre a rib. dos Alvarrões (a 1km rumo ao sul, junto à ponte nova na
EN246-1; este caminho seguia por Carris, onde há vestígios de calçada, continuava por Alvarrões, Ribeira de Nisa,
seguindo o curso da ribeira por Cabeço do Mouro até Portalegre, não longe da EN359, e daqui ligaria à
confluência dos Itinerários Lisboa-Mérida XIV e XV, talvez em Assumar ou Arronches; No entanto a via poderia
continuar até Évora por Monforte (pela villa da Torre da Palma), Silveirona e Évora-Monte)

Hipotética ligação a Cáceres (NORBA CAESARINA) (64 milhas)


Portagem, Marvão
Travessia do rio Sever no lugar da Ponte Velha
Valencia de Alcantara (Aqueduto; Puente da Piedra; Pontarrón de los Agravios; talvez siga próximo da linha
férrea)
Aliseda (a norte)
Malpartida de Cáceres
Cáceres (NORBA CAESARINA)

Hipotética ligação a Mérida (EMERITA)


Ponte Romana sobre o rio Sever em Olhos de Água (a ponte de um arco ruiu e os seus materias foram reutilizados
na construção da Ponte Medieval da Portagem mais a montante; a via deveria seguir pelo vale da Serra de S.
Mamede por Porto Espada, S. Julião, atravessa a fronteira em Rabaça e segue por La Vega e La Codosera; a partir
daqui tanto poderia seguir em direcção a Bótoa (BUDUA), entroncando aí no Itinerário XIV entre Lisboa e
Mérida, ou seguir em direcção a N. Sra. da Graça dos Degolados, onde seria a estação de AD SEPTEM ARAS,
entroncando assim na confluência dos dois itinerários XIV e XV entre Lisboa-Mérida )

Hipotética ligação a ARITIUM VETUS em Casal da Várzea, Alvega


S. Salvador da Aramenha(AMMAIA), Marvão (segue pelo Vale da Escusa)
Castelo de Vide (segue por Pouso, Sra. da Luz, segue próximo do Alto dos Lavradores ou Serra de S. Paulo,
passando em Monte da Lameira e Machoquinho; importante vicus junto ao Monte do Mascarro)
Travessia da rib. de Nisa em Porto dos Espinheiros (segue por Alcogulo, Vale da Manceba e Vale da Bexiga)
Travessia da rib. de Figueiró
Alpalhão (segue por Monte do Maxial; Eventual ligação a Alter do Chão (Abelterium) por Crato)
Comenda
Gavião
Casa Branca (ARITIUM VETUS)

Hipotética ligação de Alpalhão à Barca da Amieira atravessando o rio Tejo para Envendos:
Arez
Amieira (eventual ligação a Nisa pela Ponte Medieval de Vila Flor sobre a rib. de Figueiró)
Travessia antiga do Rio Tejo na Barca da Amieira
S. José da Matas, Envendos
Envendos
Ligaria ao itinerário Alvega-Salamanca na Ponte sobre a Ribeira de Pracana

Hipotética ligação a Vila Velha de Rodão:


Castelo de Vide (eventual ligação a Espanha para leste, atravessando o Rio Sever junto à villa da Herdade dos
Pombais em Beirã; algum do espólio está no Museu Municipal do Marvão)
Póvoa e Meadas, Castelo de Vide (passaria a poente junto da villa dos Mosteiros em Mata da Póvoa; para leste, na
Meada, fica a Barragem Romana da Tapada Grande)
S. Simão, Nisa (eventual ligação a Nisa Velha pela Ponte Romana? da Sra. da Graça sobre a rib. de Nisa; a calçada
contorna o santuário e segue para Nisa Velha)
Travessia do Rio Tejo nas Portas de Rodão
Vila Velha de Rodão (Ponte Romana? do Cobre sobre o rio Açapal e Barragem Romana da Lameira; ligação de
Perais ao Rio Tejo pela calçada em Telhada e Estalagens até à Lomba da Barca; calçada e ponte no chamado
Passeio da Faia na margem do Tejo)
Continuaria para Castelo Branco

algumas razões para a existência desta página:

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 porque a via está mesmo aqui debaixo dos nossos pés.

 pela conservação, batalha que em Portugal parece perdida.

 pela viagem...

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