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PREFEITURA DE DUMONT

- EDUCADOR DE CRECHE
- CUIDADOR DE CRIANÇA COM
NECESSIDADES ESPECIAIS
.LÍNGUA PORTUGUESA
. MATEMÁTICA
. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
. QUESTÕES DE PROVAS ANTERIORES

 DICAS PARA RESOLUÇÃO DE QUESTÕES


PREFÁCIO

Agradecemos por confiar e adquirir o nosso material!


Nesta Apostila você tem os conteúdos importantes para o seu Concurso. Lembre-se de que você não pode estudá-
los apenas ―decorando‖ regras, sem entendê-las, pois se o fizer, não conseguirá resolver as questões, por isso,
seguem algumas dicas importantes:
DICAS PARA RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES E DE ESTUDO
LÍNGUA PORTUGUESA
1) Na Interpretação de texto, não resolva a questão buscando a resposta correta, mas sim, eliminando as erradas,
ou seja, aquelas que não têm nada a ver com o texto. Geralmente, os examinadores elaboram as questões com
palavras, expressões ou até trechos inteiros do texto, mas com um sentido diferente, outras vezes, elaboram-nas
com situações em que nós acreditamos (juízo de valor), mas que não foi o que o autor colocou. Por isso, para evitar
essas pegadinhas, só assinale uma alternativa como correta se você conseguir comprová-la com uma passagem do
texto ou pelo menos não conseguir achar um trecho que diz o contrário. Na maioria das vezes, você chegará à
resposta não porque a encontrou, mas porque você conseguiu eliminar as erradas.
2) Nas questões de Gramática, leia o enunciado, entenda o que você tem que procurar e só depois comece a ler as
alternativas. Por exemplo: ―Assinale a alternativa correta quanto à Concordância‖. Nesse caso, você deve se
concentrar apenas nos nomes e verbos das alternativas para ver se eles estão concordando com o sujeito, ou se é
alguma regra especial, como é o caso do verbo ―haver‖. Isso impedirá que você fique analisando se uma vírgula
está correta ou outra situação, quando na verdade você só precisa se preocupar com a concordância das palavras. É
preciso se concentrar naquilo que você tem que analisar, entender e, somente depois disso, começar a ler as
alternativas.
DIREITO
1) Neste conteúdo você não pode estudar aleatoriamente ou tentando apenas decorar (o que não é possível tendo em
vista a quantidade de matéria). É preciso que você perceba em cada leitura o que a banca poderia fazer para te
―enganar‖, por exemplo, se na lei fala ―inclusive‖ a Vunesp pode colocar na questão, ―exceto‖ e vice-versa. Por
isso, tomar cuidado com expressões do tipo somente, apenas, inclusive, exceto, desde que, ainda que, salvo,
vedado (proibido) e assim por diante.
2) Nos resumos de direito constantes desta apostila, você vai perceber que existem várias palavras em negrito e, às
vezes, em negrito e sublinhadas. Isso foi cuidadosamente feito para que você se concentre nelas, pois é possível
que a banca faça uma questão e troque os sentidos como uma espécie de ―armadilha‖.
3) É interessante que você anote em um caderno, à medida que for estudando, as situações que aparecem e que
pode te confundir na hora da prova, ou a Vunesp trocar uma pela outra, a exemplo, no estatuto do servidor, das
situações em que é um dever e nas que são proibidas ao funcionário. A Vunesp costuma trocar uma pela outra e o
candidato na hora nem percebe. Isso ocorre em vários outros pontos das leis.
OUTRAS CONSIDERAÇÕES
Resolva as provas anteriores por parte, não deixe para o final (às vésperas da prova), porque além de você não
resolver muitas (porque fazer a prova inteira cansa), você não aprenderá tanto. O legal é você resolvê-las por
partes. Imprima ou salve no computador várias provas (de preferência da mesma Instituição) e as resolva por parte
(não se esqueça do gabarito). Salve assim Prova 01, Gabarito 01, Prova 02, Gabarito 02, etc. Ex: estude
Interpretação de textos e pronomes, aí, pegue a primeira prova, resolva as questões de Interpretação e Pronomes
que houver, corrija-as e, depois, caso tenha errado ou ―chutado‖, volte à matéria e descubra o porquê errou. Resolva
esses conteúdos na segunda, terceira, etc, realizando o mesmo processo para todos os demais conteúdos que
estudar. No site www.pciconcursos.com.br você consegue provas anteriores de várias instituições. Procure pegar
também as mais recentes. Essa orientação vale para todas as matérias da prova. Em direito, por exemplo, estude
direito constitucional, pegue as provas que separou e resolva somente direito constitucional, depois os demais
direitos e assim por diante.
Gislany Gomes Ferreira
Oferecemos Cursos Preparatórios para Concursos e Apostilas. Caso queira maiores informações, consulte-
nos. Telefones ou whatsapp: 16-9-9149-7090-9-9342-4627 (Gislany ou Izael).
E-mail: cursospreparatorios.dragislany@gmail.com. Endereço da Escola: Rua Dr. Pio Dufles, 1426 – Centro –
Sertãozinho - SP

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LÍNGUA
PORTUGUESA

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COMPREENSÃO DE TEXTO

Compreensão e interpretação de textos é um tema que, geralmente, está presente em todos os concursos
públicos. Porém, a maioria não atenta para a diferença que há entre compreensão de texto e interpretação de
texto. Compreensão e interpretação de textos são duas coisas completamente diferentes. Quando o comando da
questão trabalha a área de compreensão, aquela informação está no texto. Diante disso, você terá alguns enunciados
básicos de questões de compreensão. Porém, se a informação estiver além do texto, fora do texto, trata-se de uma
questão de interpretação.

A questão é que é uma informação que, além de estar fora do texto, tem conexão com o texto. É a chamada
inferência textual, dedução textual. Ao ler o texto, o leitor consegue inferir, tirar conclusões a partir de ideias que
foram explicitadas no texto. Basta ao leitor passar a ter a visão qualificada e apurada de, no enunciado, conseguir
visualizar e identificar, qualificar, caracterizar o comando, se é de compreensão (informação que está no texto) ou
de interpretação (informação que não está no texto, mas está atrelada ao texto).

• Compreensão de texto – consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto.
Os comandos de compreensão (está no texto) são:
o Segundo o texto...
o O autor/narrador do texto diz que...
o O texto informa que...
o No texto...
o Tendo em vista o texto...
o De acordo com o texto...
o O autor sugere ainda...
o O autor afirma que...
o Na opinião do autor do texto...

• Interpretação de texto – consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. Os comandos de
Interpretação (está fora (além) do texto) são:

o Depreende-se/infere-se/conclui-se do texto que...


o O texto permite deduzir que...
o É possível subentender-se a partir do texto que...
o Qual a intenção do autor quando afirma que...
o O texto possibilita o entendimento de que...
o Com o apoio do texto, infere-se que...
o O texto encaminha o leitor para...
o Pretende o texto mostrar que o leitor...
o O texto possibilita deduzir-se que...
"Entenda: Enquanto a compreensão de texto trabalha com as frases e ideias escritas no texto, ou seja, aspectos
visíveis, a interpretação de textos trabalha com a subjetividade, com o SEU entendimento do texto."

ERROS DE INTERPRETAÇÃO
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do
tema quer pela imaginação.
b) Redução
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias,
o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido.
c) Contradição
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e,
consequentemente, errando a questão.

OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa
prova de concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais.

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TIPOS DE TEXTOS

Os tipos de textos, são classificados de acordo com sua estrutura, objetivo e finalidade. De maneira geral, a
tipologia textual é dividida em: texto narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo.
Texto Narrativo
A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo, do qual se desenvolvem as ações das
personagens, marcadas pelo tempo e pelo espaço. Assim, a narração possui um narrador (quem apresenta a trama),
as personagens (principais e secundárias), o tempo (cronológico ou psicológico) e o espaço (local que se
desenvolve a história). Sua estrutura básica é: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Texto Descritivo
O texto descritivo expõe apreciações e observações, de modo que indica aspectos, características, detalhes
singulares e pormenores, seja de um objeto, lugar, pessoa ou fato. Dessa maneira, alguns recursos linguísticos
relevantes na estruturação dos textos descritivos são: a utilização de adjetivos, verbos de ligações, metáforas e
comparações.
Texto Dissertativo
O texto dissertativo busca defender uma ideia e, logo, é baseado na argumentação e no desenvolvimento de um
tema. Para tanto, sua estrutura, dividida em três partes fundamentais, tese (introdução), antítese (desenvolvimento)
e nova tese (conclusão), define o modelo básico para apresentar uma tese (ideia, tema, assunto), explorar
argumentos contra e a favor (antítese) e, por fim, sugerir uma nova tese, ou seja, uma nova ideia para concluir sua
fundamentação. Os textos dissertativos-argumentativos, além de ser um texto opinativo, busca persuadir o leitor.

ORTOGRAFIA
1) Emprego do x e ch.
Emprega-se a letra x nos seguintes casos:
a) depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa.
b) depois de sílaba inicial en-: enxurrada, enxaqueca (exceções: encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados).
c) depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exceção: mecha e seus derivados).
d) palavras de origem indígena e africana: xavante, xangô.

2) Emprego do g ou j
Emprega-se a letra g : a) nas terminações –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: prestígio, refúgio.
b) nas terminações –agem, -igem, -ugem: garagem, ferrugem.
Emprega-se a letra j em palavras de origem indígena e africana: pajé, canjica, jirau.

3) Sufixo Zinho e inho


a) Qdo a palavra primitiva terminar em ―s‖ ou ―z‖, basta acrescentar o sufixo inho; EX: burguês – burguesinho,
chinês – chinesinho, nariz-narizinho
b) Qdo apresentar outra terminação, acrescenta-se Zinho EX: pão-pãozinho, mãe-mãezinha

4) Isar/Izar
Se a palavra primitiva apresentar ―s‖, grafa-se com isar, se não apresentar izar
EX: aviso-avisar, improviso-improvisar, canal-canalizar, atual-atualizar, humano-humanizar-humanização.

EXCEÇÃO: Catequese-catequizar

5) Verbo querer e pôr: grafados em todos os tempos com ―s‖


EX: quis – quiser – quisesse – quisera – pus – puser – pusesse – pusera

6) As letras e e i:
a) Os ditongos nasais são escritos com e: mãe, põem. Com i, só o ditongo interno cãibra.
b) Os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são escritos com e: caçoe, tumultue.
c) Escrevemos com i, os verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.

Atenção para as palavras que mudam de sentido quando substituímos a grafia e pela grafia i: área (superfície), ária
(melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que
anda a pé), pião (brinquedo)/ iminente (prestes a ocorrer), eminente (grande, importante)/ vadiar (andar à toa),
vadear (andar a pé)

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USOS ORTOGRÁFICOS ESPECIAIS

1) POR QUE – PORQUE – POR QUÊ - PORQUÊ


a) POR QUE – separado e sem acento: Nas interrogativas diretas ou indiretas: Por que você não veio ontem?
Quero saber por que você não veio ontem. Quando puder ser substituído por pelo qual (a) (s): Este é o caminho por
que passo todos os dias. Sei bem por que motivo permaneci neste lugar.
b) POR QUÊ – separado e com acento: quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação:
Vocês não comeram tudo? Por quê? Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
c) PORQUE – junto e sem acento: com valor aproximado de ―pois‖, ―uma vez que‖, ―para que‖: Não fui ao
cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois) Não vá fazer intrigas porque prejudicará você.
d) PORQUÊ – junto e com acento: É substantivo e tem significado de ―o motivo‖, ―a razão‖. Vem acompanhado
de artigo, pronome, adjetivo ou numeral: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada.
(motivo). Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão). Ele não veio ontem e não sei o porquê.

2) MAL OU MAU
Mau: opõe-se a bom e pode ser utilizada no plural e no feminino, segundo a necessidade. Exemplos:
Você é um mau aluno. Vocês são muito más. Aqueles garotos são maus.
Mal: Opõe-se a bem: Mal saiu de férias, já deve voltar para a escola. Aquele garoto saiu mal na prova de ontem.
Você não sabe o mal que me fez.

3) HÁ – A
Há : Indica sempre tempo passado : · Há tempo não ouço Roberto Carlos. Chegou há duas horas.
A: Em situações que indicam futuro, distância ou espaço temporal: Daqui a pouco ele chegará. · Foi atingido a
trinta metros do local do acidente. · O candidato chegou a 2 minutos do encerramento do prazo.

4 – SE NÃO – SENÃO
Se não: indica condição: Se não chover, muitos morrerão. (caso não chova...).
Senão: Pode ser substituído por: do contrário, de outra forma: Corra, senão perderemos a prova.

5 - A fim de/afim
A fim de : equivalente a para: Chegou cedo, a fim de fazer o trabalho.
Afim corresponde a semelhante ou parente por afinidade : · Os dois têm pensamentos afins. O sogro é afim da
nora. (isto é, tem parentesco sem laço sanguíneo)
Obs: não confundir com um uso coloquial do a fim de com o sentido de estar interessado. Este uso torna-se a cada
dia mais comum: · Ele está a fim de você.

6 - Mas/mais
Mas : É conjunção adversativa, com o sentido de idéia contrária: Chegou cedo, mas não conseguiu ser atendido.
(Chegou cedo, porém...). Obs: A vírgula deve ser usada antes de mas.
Mais: indica intensidade: Ela é a mais bonita da turma.

7) SEÇÃO (SECÇÃO) – CESSÃO - SESSÃO


SEÇÃO dignifica corte, segmento, setor (setor de esportes): Visitei a seção de roupas infantis.
CESSÃO é o ato de ceder (transferir ou doar algo): O Prefeito fez a cessão das terras aos desabrigados.
SESSÃO (com três esses) significa intervalo de tempo de uma reunião para determinado fim: Assisti a uma sessão
de cinema. A sessão da Câmara demorou para terminar. Fiz uma sessão de fisioterapia.

Hífen – ―r‖ e ―s‖


Nova regra
O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com ―r‖ ou ―s‖.
Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
Como é: ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-
senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
Como será: antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão,
contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.

Hífen – mesma vogal


Nova Regra: O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a
mesma vogal.
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Como é: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade,
microondas, microônibus.
Como será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade,
micro-ondas, micro-ônibus.
Hífen – vogais diferentes
Nova regra: O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda
palavra.
Como é: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor,
contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-
uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como será: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor,
contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino,
neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte começar com h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano,
semi-herbáceo.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

REGRAS BÁSICAS

Proparoxítonas - são todas acentuadas. Têm a antepenúltima sílaba tônica e, nesse caso, é a sílaba que leva
acento. É o caso de: lâmpada, relâmpago, Atlântico, trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido.
Paroxítonas - são as palavras mais numerosas da língua e justamente por isso as que recebem menos acentos. Têm
a penúltima sílaba tônica. São acentuadas as que terminam em: a) i, is: táxi, beribéri, lápis, grátis, júri. b) u, us,
um, uns, on, ons: vírus, bônus, álbum, parabélum, álbuns, parabéluns, nêutron, prótons. c) l, n, r, x, ps: incrível,
útil, ágil, fácil, amável, éden, hífen, pólen, éter, mártir, caráter, revólver, tórax, ônix, fênix, bíceps, fórceps, d) ã,
ãs, ão, ãos: ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos. e) ditongo oral, crescente ou decrescente,
seguido ou não de s: água, árduo, pônei, cáries, mágoas, jóquei, jóqueis.
Oxítonas - Têm a última sílaba tônica. São acentuadas as que terminam em: a) a, as: Pará, vatapá, estás, irás, cajá.
b) e, es: você, café, Urupês, jacarés. c) o, os: jiló, avó, avô, retrós, supôs, paletó, cipó, mocotó. d) em, ens: alguém,
armazéns, vintém, parabéns, também, ninguém.
Monossílabos tônicos - são acentuados os terminados em: a) a, as: pá, vá, gás, Brás, cá, má. b) e, es: pé, fé, mês,
três, crê. c) o, os: só, xô, nós, pôs, nó, pó, só.
Ditongo - abertos tônicos: quando em palavras oxítonas: a) éi: anéis, fiéis, papéis – b) éu: céu, troféu, véu – c) ói:
constrói, dói, herói Obs: O acento de ÉI, ÉU nas paroxítonas caiu. Assim não terão mais acento no ÉI, ÓI
(mesmo abertos) palavras como: ideia, assembleia, estreia, jiboia, paranoico, porque são paroxítonas. Assim
o acento agudo do ÉI, ÓI que caiu é o das palavras paroxítonas.

hiato - i e u nas condições: a) formem sílabas sozinhos ou com s na mesma sílaba; b) não sejam seguidas pelo
dígrafo nh. ex.: aí: a-í; balaústre: ba-la-ús-tre; egoísta: e-go-ís-ta; faísca: fa-ís-ca; viúvo; vi-ú-vo; heroína: he-ro-í-
na; saída: sa-í-da; saúde: sa-ú-de, mas ra-i-nha; ba-i-nha.

OBS: Não se acentuam as palavras oxítonas terminadas em i ou u (seguidos ou não do s). Palavras como baú, saí,
Anhagabaú, etc., são acentuadas não por serem oxítonas, mas por o i e o u formarem sílabas sozinhos, num hiato.

Acento diferencial
O acento diferencial (o qual foi abolido de acordo com a nova regra ortográfica) é utilizado para diferenciar
palavras de grafia semelhante. Usamos o acento diferencial - agudo ou circunflexo - nos vocábulos da coluna
esquerda para diferenciar dos da direita:
pôde (pret. perf. do ind. de poder) - pode (pres. do ind. de poder)
pôr (verbo) - por (preposição)
têm (terceira pessoa do plural do verbo ter) - tem (terceira pessoa do singular do verbo ter) vêm (terceira pessoa do
plural do verbo vir) – vem (terceira do singular).
Os derivados do verbo ter e vir têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa do
plural tem um acento circunflexo "^" mantém - mantêm – convém - convêm
fôrma (substantivo) - forma (substantivo e verbo)(opcionalmente)
O acento em "fôrma" pode ser considerado opcional.

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Obs: Os verbos crer, dar, ler e ver, continuam com a duplicação do ―e‖ no plural, porém, não mais se
acentua o primeiro ―e‖ como era antes. EX: Ele crê – eles creem – ele lê – eles leem – que ele dê – que eles
deem – ele vê – eles veem. (antes crêem – lêem – vêem – dêem). Não confundir o plural do verbo ver (veem) com
o verbo vir (vêm).

MORFOLOGIA
Estudo dos Substantivos

Classificação:
a) Comuns - aplicados a todos os seres de uma espécie: Ex.: mesa - homem - árvore
b) Próprios - aplicados a um único ser de toda uma espécie: Ex.: Benedito - Brasil
c) Concretos – o que não for estado, qualidade, sentimento, ações: caneta - Deus - fada – porta- saci pererê, Maria,
Sertãozinho.
d) Abstratos - nomeando estados, qualidades, sentimentos, ações: Ex.: ódio - gratidão - amor – tristeza, esperança
e) Primitivos - quando não originados de outra palavra: Ex.: flor, pedra
f) Derivados - quando originados de outra palavra portuguesa: Ex.: floricultura, floreira, pedraria, pedreira
g) Simples - quando formados por um único radical: Ex.: banana, couve
h) Compostos - quando formados de mais de um radical: Ex.: banana-maçã, couve-flor.
i) Coletivos - quando nomeiam agrupamentos de seres da mesma espécie: Ex.: arquipélago - flora - fauna

Classificação dos substantivos quanto ao número; atribuem-se regras:


1- Plural dos substantivos simples:
a) singular terminados em M, faz plural com NS: Ex.: homem - homens
b) singular terminado em vogal, ditongo oral ou N, faz plural somando-se S: Ex.: hífen - hifens; pai - pais
c) singular terminado em AL, EL, OL, ou UL, faz plural na troca do L pelo IS : Ex.: animal - animais; farol - faróis
d) singular terminado em R ou Z, faz plural somando-se ES: pomar - pomares; juiz - juízes
e) singular terminado em IL, faz plural em IS quando oxítono e em EIS quando paroxítono: Ex.: fóssil - fósseis;
canil - canis
f) singular de monossílabos tônicos ou oxítonos terminados em S, fazem plural somando-se ES: Ex.: ás - ases; mês
– meses.
g) singular terminado em ÃO, faz plural em ÃOS, ÃES ou ÕES: Ex.: pão - pães; órgão – órgãos; cidadão -
cidadãos
h) plural de diminutivos – regra: coloca-se a palavra no plural, tira-se o ―s‖ e acrescenta-se zinhos: Ex.: pão –
pães – paezinhos – coração – coraçoes - coraçoezinhos

2) Plural dos substantivos compostos:


a) Flexão dos dois elementos para o plural quando formados de:
. substantivos + substantivos - Ex.: couve-flor - couves-flores
. substantivos + adjetivos - Ex.: amor-perfeito - amores-perfeitos
. adjetivos +substantivos - Ex.: gentil-homem - gentis-homens
. numerais + substantivos - Ex.: Quinta-feira - quintas-feiras

b) Flexão apenas do substantivo quando formado de:


. verbo + substantivo: guarda-roupa – guarda-roupas
. preposição + substantivo: contra-ataque – contra-ataques

c) Flexão do primeiro elemento para o plural quando formados de:


. substantivos + preposições + substantivos
Ex.: pé-de-moleque - pés-de-moleque

3) Classificação dos substantivos quanto ao grau: ( aumentativo e diminutivo)


1) Aumentativo: a) Aumentativo analítico: (2 palavrinhas): casa grande – mesa grande
b) Aumentativo sintético (1 palavrinha – sufixos especiais): casona, mesona, homenzarrão, vidraça, homezarrão

2) Diminutivo: a) Diminutivo sintético: (1 palavrinha): casinha – mesinha-corpúsculo, vidrinho, homenzinho,


casebre
b) Diminutivo analítico: (2 palavrinhas): casa pequena – mesa pequena

Observação importante:
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a) Nem sempre o grau dos substantivos indica tamanho (aumento ou diminuição).
Às vezes pode indicar carinho, desprezo, ironia, intensidade, etc. Exs: Ela era uma ―gracinha‖, nunca mordeu
ninguém. (ironia) – Joãozinho era um espertalhão. (intensidade (muito esperto) – Mãezinha, venha cá. (carinho)
Fique aí, filhinho. (carinho). - Escrevia para um jornaleco qualquer. (desprezo). Que roupinha mais mixuruca
essa que você está usando. (desprezo). Lá só existe gentalha. (desprezo).
b) Muitas vezes, os sufixos aumentativos e diminutivos perdem o valor original: cartão, portão, sinhozinho.

Estudo dos Adjetivos

Quanto a sua formação, os adjetivos podem ser:


a) Primitivos - quando não se originam de outra palavra portuguesa: Ex.: bom - belo
b) Derivados - quando originados de outra palavra portuguesa: Ex.: róseo - carinhoso
c) Simples - quando formados de um só radical: Ex.: róseo
d) Compostos - quando formados por mais de um radical: Ex.: rosa-escuro

Quanto ao número, atribuem-se regras:


a) Adjetivos simples - seguem as regras dos substantivos: camisa azul – camisas azuis
b) Adjetivos compostos - seguem suas próprias regras, sendo:

1) Se for adjetivo + adjetivo, somente o segundo elemento irá para o plural:Exemplos: Lutas greco-romanas -
Turistas luso-brasileiros - Entidades sócio-econômicas - Olhos verde-claros
Observações: existem algumas exceções no plural dos adjetivos compostos, como por exemplo:
a) Azul-marinho/azul celeste » permanecem sempre invariáveis;
b) Surdo-mudo » flexiona-se os dois elementos; EX: Crianças surdas-mudas - Meninos surdos-mudos

2) Adjetivos que se referem a cor e o segundo elemento é um substantivo permanecem invariáveis.


Exemplos: Calças vermelho-sangue - Cortinas verde-garrafa -- Tintas branco-gelo - Camisas verde-limão

3) Permanecem, também, invariáveis adjetivos com a composição COR + DE + SUBSTANTIVO.


Exemplo: Blusa cor-de-rosa - Blusas cor-de-rosaQuanto ao grau, os adjetivos se flexionam indicando
intensidade, podendo ser comparativos ou superlativos, tendo como:
a) Graus comparativos: (vai haver dois seres sendo comparados)
. grau comparativo de igualdade – tanto...quanto: Ex.: Ela é tão jovem quanto ele
. grau comparativo de superioridade – mais...que: Ex.:Ele é mais franco que ela
. grau comparativo de inferioridade – menos...que: Ex.:Ela é menos astuta que ele

b) Graus superlativos:
1) Absoluto (1 ser sozinho, por isso absoluto)
. grau superlativo absoluto analítico (2 palavrinhas (um ser sozinho apenas). Ex.: O homem é muito alto - A flor é
muito pequena.
. grau superlativo absoluto sintético – com as palavras ótimo, péssimo, altíssimo, etc.(1 palavrinha só) Ex.: O
rapaz era vigorosíssimo. João é inteligentíssimo.

2) Relativo (1 ser em relação a um conjunto de seres, por isso, relativo)


. grau superlativo relativo de superioridade - o mais...que. Ex.: Ele era o mais sabido deles.
. grau superlativo relativo de inferioridade - o menos...que. Ex.: Ela foi a menos senil das senhoras. 3) Quanto ao
gênero os adjetivos podem ser:
a) Biformes: uma forma para cada sexo: Homem mau – mulher má
c) Uniformes: uma única forma para os dois sexos: mulher gentil – homem gentil

Estudo dos Pronomes


1) Emprego dos Pronomes Pessoais

Pronomes Pessoais:
Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos
Singular primeira Eu Me, mim, comigo
segunda Tu Te, ti, contigo
terceira Ele/ela Se, si, consigo, o, a, lhe
Plural primeira nós Nos, conosco
9
segunda vós Vos, convosco
terceira eles/elas Se, si, consigo, os, as, lhes

A) se, si, consigo, funcionam como reflexivos, ou seja, têm como referência o sujeito, são usados quando a ação se
refere à própria pessoa, somente neste caso.
EX: O avalista enganou-se. Manuel trouxe o livro consigo (com ele). Maria gosta muito de si. (dela mesma). João
falou consigo à noite. (com ele mesmo). Assim, é errado: Maria, quero falar consigo correto: Maria, quero falar
com você. Maria gosta muito de si (dela mesma). Você viu Maria, João? Ela gosta muito de si (errado) (Ela gosta
muito de ti (do João).

B) Eu e Tu não podem ser usados quando houver preposição (entre, para, etc). Neste caso uso o Mim (no lugar
do eu) e Ti (no lugar do tu)
Exs: Isto é para eu? certo: Isto é para mim? Nada há entre eu e tu (errado) correto: Nada há entre mim e ti. Ficou
entre mim e ela (e não entre eu e ela).
Mas: Isto é para eu ler? Está correto pois, após vem o verbo ler. Este livro é para tu leres. Este livro é para ti (e não
tu, pois não vem nenhum verbo depois). João disse para eu correr, mas não será bom para mim isso. Traga o
trabalho para eu fazer. Traga o filme para eu ver (e não mim ver). No final da oração uso mim ou ti. Traga o livro
para mim. Traga o livro para ti.

C) Sua – falar de/ Vossa – falar com: Vossa Santidade aceita um café? (falando com a autoridade) Sua Santidade
mandou avisar que não aceita o café. (falando da autoridade).

D) conosco e convosco: são utilizados na forma sintética, exceto se vierem seguidos de outros, todos, mesmos:
Queriam falar conosco. Queriam falar com nós mesmos.

E) Verbos terminados em a) r, s ou z: assumem as formas: lo, la, los e las.


Exs: Vou dar um presente – Vou dá-lo/ Fiz uma torta deliciosa – Fi-la./Quis os doces – Qui-los.

b) terminados em forma nasal: no, na, nos e nas


Exs: Chamem Maria – Chamem-na/Compraram a casa – Compraram-na/Põe o casaco – Põe-no
c) se não terminarem nem em r, s ou z e nem em som nasal, substituo o termo por: a) o, a, os ,as: se for verbo sem
preposição b) lhe, lhes : se for verbo que pede preposição:
Exs: Quero sorvete – Quero-o/ Quero a Pedro – Quero-lhe/ Obedeço a meu pai – Obedeço-lhe/ Entreguei os
cartões para José – Entreguei-lhe os cartões. Amo Maria – Amo-a

2) Pronomes Demonstrativos - que demonstram o ser: este(a) (s), esse(a) (s), isso, aquele (a) (s), aquilo.
Emprego
1) Este, esta, isto : usados quando a coisa estiver perto da pessoa que está falando
Exs: Esta minha blusa está apertada/ Este sapato que estou usando é lindo.
2) Esse, essa, isso: perto da pessoa com quem se fala
Exs: Essa blusa que você está é linda!/ Esse sapato que você comprou é bonito.
3) Aquele, aquela, aquilo: longe de quem fala e da pessoa com quem se fala
Exs: Aquele garoto que está atravessando a rua é legal.
4) Uso o esse e suas variações para indicar algo que já foi mencionado e este para algo que ainda vai ser. Ex: Ser
feliz. É isso que quero. Quero só isto: ser feliz. A verdade é esta: a crise está aumentando. A crise aumentou. Essa
é a verdade.
5) No contexto, o este e variações retoma o termo mais próximo e aquele e variações, o termo mais distante. Ex:
Paula (Português) e Ana (Matemática) são professoras. Aquela de Português e esta de Matemática. Carla e Antonia
são médicas. Esta cardiologista (Antonia) e aquela ginecologista (Carla)3) Pronomes Relativos - que agem
relacionando um ser dentre outros em relação ao tempo, espaço ou quantidade. Esta é a casa. Comprei a casa. Esta
é a casa que comprei.Os pronomes relativos são os seguintes:

Variáveis O qual, a qual


Os quais, as quais
Cujo, cuja
Cujos, cujas
Quanto, quanta
Quantos, quantas

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Invariáveis
Que (quando equivale a o qual e flexões)
Quem (quando equivale a o qual e flexões)
Onde (quando equivale a no qual e flexões)
Emprego:

1) Onde: usado somente para indicar lugar: Nasci onde nasceste. Onde você colocou os livros? Sertãozinho é
onde me sinto super bem. São erradas: Fez várias declarações de amor, onde fica evidente o desejo de reatar o
namoro. Quais são as modalidades onde seu filho é campeão?

2) Cujo: a) não admitem Artigo após eles b) Sempre estabelecem uma relação de posse com o termo anterior e c)
sempre vão concordar com o termo que vier após eles em número e gênero.
Exs: Esta é a sala cujas as cortinas são azuis. (errado) – Esta é a sala cujas cortinas são azuis/ Ela é a mulher cujo
sorriso me encanta/Esta é a fazenda cujos pastos secaram.

3) Sempre que o verbo que aparecer após o pronome relativo pedir uma preposição, esta deve obrigatoriamente vir
antes do pronome relativo:
Exs: Ela é a mulher que eu gosto (errada, pois quem gosta, gosta de) – Ela é a mulher de que eu gosto. Ela é a
mulher em quem eu confio/Corte fora as músicas de que você não gosta/Os produtos de que o Brasil precisa. Estes
são os relatórios de que preciso. Ela é a mãe com cuja filha eu simpatizo/Ela é a mãe por cuja filha me
apaixonei/Ela é a mãe contra cujos filhos eu lutei/Ela é a mãe cujo filho foi reprovado.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

É a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. São
pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos.

O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo 2. ênclise: pronome depois do verbo 3. mesóclise: pronome no meio do
verbo
Próclise
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
• Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Ninguém me falou que tinha prova.
• Advérbios: Nesta casa se fala alemão. Naquele dia me falaram que a professora não veio.
• Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Não vou deixar de estudar os conteúdos de
que me falaram.
• Pronomes indefinidos: Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Alguém nos visitou ontem.
• Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude!
• Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa
escolar.
• Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Ênclise
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos
átonos. A ênclise vai acontecer quando:
• Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. Sigam-me e não terão derrotas.
• O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. Chamaram-me para ser sócio.
• O verbo estiver no infinitivo: Eu não quis vangloriar-me. Gostaria de elogiar-te hoje pelo bom trabalho.
• O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreocupada. Despediu-se,
beijando-me a face.
• Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável.

ESTUDO DOS VERBOS

É uma palavra que indica uma ação (O menino correu), estado (O menino está triste) ou fenômeno (Choveu demais
aqui), situando-os no tempo.
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MODO
Os modos verbais indicam diferentes maneiras de um fato ser expresso. É dividido em:
MODO INDICATIVO: Indica um fato certo. Exemplo: Ele canta no teatro hoje à noite.
MODO SUBJUNTIVO: Indica um fato duvidoso, hipotético. Exemplo: Espero que ele volte cedo.
MODO IMPERATIVO: Indica ordem, proibição, pedido, conselho, etc. Exemplo: Fique aqui. (ordem) Não entre
na sala. (pedido)
TEMPO
Os tempos verbais dividem-se em:
Modo Indicativo
PRESENTE: Indica que os fatos acontecem no instante da fala: Nós recebemos nossas provas de matemática.
PRETÉRITO PERFEITO: Expressam fatos conclusos. Exemplo: Daniel pintou a casa.
PRETÉRITO IMPERFEITO: Expressa fatos ou acontecimentos que não foram concluídos no momento em que
estavam sendo observados.Exemplo: Daniel pintava a casa, quando Júlia chegou.
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO: Expressa fatos concluídos, mas que aconteceram antes de outros fatos
concluídos.(terminação ra) Exemplo: Daniel pintara a casa, quando Júlia chegou.
FUTURO: Expressa fatos que acontecem depois do momento da fala ou um fato futuro, mas ligado a um outro, no
passado.
FUTURO DO PRESENTE: Expressa fatos que acontecem após o momento da fala. Daniel pintará a casa.
FUTURO DO PRETÉRITO: Indica um fato futuro, mas que já fica no passado antes mesmo de chegar a data do
evento, por isso, futuro do pretérito. Daniel pintaria a casa no ano que vem, se tivesse dinheiro.

Modo Subjuntivo
PRESENTE: para conjugar esse tempo usa-se o ―que‖. Ex: Que eu compre, que tu compres, que ele compre, que
nós compremos, que vós compreis, que eles comprem.
Dica: os verbos em ―ar‖ se transformam em ―e‖ e os em ―er‖ e ―ir‖, transformam-se em a: Que eu bata, que tu
batas, que ele bata, que nós batamos, que vós batais, que eles batam (verbo bater).
PRETÉRITO IMPERFEITO: para conjugar esse tempo usa-se o ―se‖. Ex: Se eu comprasse, se tu comprasses, se
ele comprasse, se nós comprássemos, se vós comprasseis, se eles comprassem.
FUTURO: para conjugar esse tempo usa-se o ―quando‖. Ex: Quando eu comprarm quando tu comprares, quando
ele comprar, quando nós comprarmos, quando vós comprardes, quando eles comprarem.

VOZES VERBAIS: o verbo é flexionado pelas vozes verbais que indicam se o sujeito pratica, recebe ou pratica e
recebe a ação.
VOZ ATIVA: Na voz ativa o sujeito pratica a ação. A torcida aplaudiu a Seleção Brasileira.
VOZ PASSIVA: Na voz passiva o sujeito é paciente, ou seja, recebe a ação verbal. A Seleção Brasileira foi
aplaudida pela torcida.
A voz passiva é dividida em: Voz passiva analítica (2 verbos) A Seleção Brasileira foi aplaudida pela torcida. As
provas serão corrigidas pelo professor.
Voz passiva sintética (1 verbo + a partícula ―se‖). Pintam-se casas. Vendem-se vestidos. Aluga-se casa.
VOZ REFLEXIVA: Na voz reflexiva o sujeito pratica e recebe a ação ao menos tempo, ou seja, o sujeito é agente
e paciente simultaneamente. Exemplo: O menino feriu-se na perna. A garota penteou-se.
Modo Imperativo
Há o imperativo afirmativo e o imperativo negativo.
Formação do Imperativo Afirmativo: as segundas pessoas (tu e vós) são tiradas do presente do indicativo, sem
o ―s‖ e as demais do presente do subjuntivo. Imperativo Negativo: todas as pessoas são tiradas do presente do
subjuntivo sem nenhuma alteração.

Exemplo: verbo cantar


Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Imperativo Afirmativo Imperativo Negativo
Eu canto Que eu cante ------------ --------------
Tu cantas Que tu cantes Canta tu Não cantes tu
Ele canta Que ele cante Cante você Não cante você
Nós cantamos Que nós cantemos Cantemos nós Não cantemos nós
Vós cantais Que vós canteis Cantai vós Não canteis vós
Eles cantam Que eles cantem Cantem vocês Não cantem vocês
OBS: Quando for resolver exercícios de verbos na prova, não responda tentando achar a alternativa que mais
―combine‖ e sim analisando a oração cuidadosamente: se está no imperativo, no subjuntivo, a pessoa, etc.
Ex: Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da oração:
Todos esperam que nós___________ o trabalho. a) faremos b) façam c) façamos d) fizemos e) fizeram
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Se ela ___________ de tudo, teria contado. a) sabesse b) sabe c) saber d) soubesse e) saber
Quando eu _______ a tarefa, que todos querem que eu _____, avisarei. a) fizer-faça b) fazer-faça c) fazer-faz
―_______, não ______e vencerás‖ a) lute-desista; b) lutai–desisti; c) luta–desistas; d) lutas–desiste; e) lutai –
desista.
ESTUDO DOS ADVÉRBIOS

Obs: Nas provas em geral caem os advérbios de acordo com a relação, ideia que exprimem nas orações. Ex; Ele
saiu agora. (tempo). Provavelmente ele virá. (dúvida)
1) Classificação: a) de lugar - Ex.: perto, longe, aqui, acolá, lá...
b) de tempo - Ex.: ainda, jamais, nunca, sempre...
c) de modo - Ex.: bem, mal, assim, calmamente...
d) de intensidade - Ex.: muito, pouco, grandemente...
e) de negação - Ex.: não, nem...
f) de afirmação - Ex.: sim, certamente...
g) de dúvida - Ex.: talvez, porventura, quiçá...
2) Locuções Adverbiais - são as que correspondem a um advérbio (possuem a mesma classificação) Ex.: de
repente, com certeza, à noite, às claras, às ocultas, por aqui...

CONJUNÇÃO

Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos de uma mesma oração.
Joaquim escorregou e machucou a cabeça. Luana trouxe comida e refrigerante. Eu sei que você não foi à aula hoje
Classificação das conjunções
a) Conjunções coordenativas: Ligam duas orações independentes. São elas:
» aditivas: quando estabelecem uma relação de soma entre dois termos ou duas orações. São elas: e, nem, não só...
mas também. Carlos não veio à reunião nem ligou avisando.
» adversativas: estabelecem uma relação de oposição entre as orações. São elas: mas, porém, contudo, entretanto,
não obstante, todavia. Quero contar-lhe uma coisa mas tenho medo.
» alternativas: estabelecem uma relação de alternância entre as orações. São elas: ou, ora...ora, ou...ou, quer...quer,
já...já, seja...seja. Ora estuda, ora dorme.
» conclusivas: exprimem idéia de conclusão ou conseqüência entre as orações. São elas: logo, pois (posposto ao
verbo), portanto, assim, por isso, por conseguinte, então. O homem pensa, logo existe.
» explicativas: estabelece uma idéia de explicação entre duas orações. São elas: pois (anteposto ao verbo), porque,
porquanto, que. Ele agüentou a polêmica, pois provocou bastante.

b) Conjunções subordinativas: Ligam duas orações dependentes. São elas:


» temporais: exprimem idéia de tempo. São elas: quando, enquanto, depois que, logo que, sempre que, senão
quando. Quando você me deixou, quase morri.
» condicionais: exprimem condição. São elas: se, salvo se, caso, contanto que, uma vez que, dado que, a menos
que. Se não chover amanhã, iremos ao clube.
» causais: exprimem idéia de causa. São elas: porque, porquanto, visto que, visto como. Janaina não comprou o
carro porque não teve dinheiro.
» finais: exprimem idéia de finalidade. São elas: para que, a fim de que, porque (=para que), que.
Correu muito para que não chegasse atrasado.
» comparativas: estabelecem comparação. São elas: que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor,
pior), qual (depois de tal), como, assim como, bem como, que nem. Ela é como sua mãe, alegre.
» concessivas: exprimem concessão. São elas: embora, ainda que, posto que, por muito que.
Embora estivesse exausta, fui trabalhar.
» conformativas: exprimem idéia de conformidade. São elas: como, conforme, consoante, segundo.
Entreguei o relatório, conforme você pediu.
» consecutivas: exprimem com a segunda oração uma conseqüência ou resultado do que foi declarado na primeira.
São elas: tão, tal, tanto, tamanho...que. A dor era tão forte que não pude sair.
» proporcionais: exprimem idéia de aumento ou diminuição, de simultaneidade. São elas: quanto mais...tanto
mais, quanto menos...tanto menos, quanto mais, à medida que, à proporção que, quanto mais...mais, quanto
mais...menos, quanto menos...mais. Quanto mais se vive, mais se aprende.
» integrantes: introduzem a segunda oração que completa o sentido da primeira. São elas: que, se, como.
Espero que você seja feliz.
Locuções conjuntivas são duas ou mais palavras que tem o valor de conjunção. Veja algumas: ainda que, à
medida que, por consequência, visto que
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OBSERVAÇÕES: 1) Nesta matéria deve-se ir pelo sentido que traz cada uma das conjunções, sejam
coordenativas ou subordinativas. Não adianta decorar.
Ex: Ou você entra, ou você sai (alternância), Quando ele chegar. (tempo).

2) Na prova costuma-se cair testes nos quais se deve trocar uma conjunção por outra sem mudança de sentido:
EX: Em; Foi à aula, porém não entrou. A conjunção grifada pode ser substituída sem alteração de sentido por:
a) e b) no entanto c) quando d) pois

Na frase: ―Quando ocorreu o encontro entre as civilizações pré-colombianas, os colonizadores foram capazes de
superar a tragédia do enfrentamento...‖, a conjunção grifada pode ser substituída, sem alteração de sentido por‖:
a) Assim que b) Contudo c) Sempre que d) À medida que e) Antes que – Resposta= ―a‖

3) Ou o sentido, a idéia que ela representa: EX: Ela entrou e saiu. Estudei muito, mas não passei.
a) adversidade – conclusão b) adição – adversidade c) alternância – tempo – Resposta: ―b‖

4) Uma mesma conjunção pode estabelecer relações diferentes entre orações:


Exs: Você irá bem desde que estude (condição). Não pára de falar desde que a aula começou. (tempo).

PREPOSIÇÃO

Preposição é a palavra invariável que une termos de uma oração, estabelecendo entre eles variadas relações.
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições
Autoria - Esta música é de Roberto Carlos. Lugar - Estou em casa. Tempo -Eu viajei durante as férias.
Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio. Causa - Estou tremendo de frio
Assunto - Não gosto de falar sobre política. Fim ou finalidade - Eu vim para ficar
Instrumento - Paulo feriu- se com a faca. Companhia - Hoje vou sair com meus amigos.
Meio - Voltarei a andar a cavalo. Matéria - Devolva-me meu anel de prata. Posse - Este é o carro de João.
Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense. Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho.
Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300,00. Origem - Você descende de família humilde.
Especialidade - João formou-se em Medicina. Destino ou direção - Olhe para frente!

PONTUAÇÃO
A VÍRGULA

Uma mesma frase, com as mesmas palavras, pode ter sentidos completamente diferentes dependendo das pausas
que se estabelecem entre elas.
EX: Ele gosta de pizza de mussarela de leite de búfala./ Ele gosta de pizza, de mussarela, de leite, de búfala./ Ele
gosta de pizza de mussarela, de leite de búfala./ Ele gosta de pizza, mussarela de leite de búfala.

A) NÃO SE USA VÍRGULA entre:

a) sujeito e predicado: Todos os componentes da mesa recusaram a proposta.


b) o verbo e seu complemento: O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
c) nome e o complemento nominal: Tenho certeza de que ele virá.
d) nome e o adjunto adnominal: Tomei um suco de laranja.

B) USA-SE A VÍRGULA

1) Para marcar intercalação:


a) do adjunto adverbial: Ele, com razão, sustenta opinião contrária.
b) da conjunção: Não há, portanto, nenhum risco no negócio.
c) das expressões explicativas ou corretivas: Todos se omitiram, isto é, colaboraram com os adversários.
d) do aposto: O tempo, nosso inimigo, foge rápido.

2) Para isolar o vocativo: Não demores, meu filho.

3) Para marcar inversões:


a) do adjunto adverbial: (no início da oração): Na semana passada, deixamos um depósito.
b) do nome de lugar antecipado às datas: São Carlos, 10 de janeiro de 1997.
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4) Para separar termos coordenados (em enumeração): Os mais vendidos eram os sucos de laranja, de limão, de
abacaxi e de pêssego.
5) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós trabalhamos com fatos e vocês, com hipóteses.

OS DOIS-PONTOS (:)
1) Função básica: tudo o que vem à direita dos dois-pontos serve para esclarecer ou detalhar o que vem à
esquerda. Quero somente isto: que você seja muito feliz. Tivemos uma idéia sensata: viajar naquele fim de
semana.
2) Empregam-se os dois-pontos para indicar o início da citação de outrem: Chegou o mensageiro com esta notícia:
―As tropas devem concentrar-se na foz do grande rio‖.

AS ASPAS (― ―)

1) Função básica: o que vem inscrito entre aspas não é da autoria ou do estilo de quem está escrevendo. Dentro
desse princípio geral, empregam-se as aspas para isolar uma citação textual colhida de outrem: Sócrates dizia:
―Conhece-te a ti mesmo‖.
2) Quando utilizamos uma palavra ou expressão estrangeira: Concederam-lhe o ―hábeas corpus‖.
3) Quando utilizamos uma palavra empregada em sentido irônico: Era uma ―simpatia‖, nunca mordeu ninguém.
4) Para dar destaque a uma palavra (o que, na fala, seria conseguido por meio da entonação): Considero este fato
―normal‖.

O PONTO-E-VÍRGULA ( ; ) - Usa-se:
1) Para fazer uma divisão nítida entre orações coordenadas que já vêm separadas por outras vírgulas no seu interior:
Estavam irados, agressivos; eu, porém, mantive a calma.
2) Para estabelecer uma divisão bem marcada entre duas partes de um enunciado: Uns pelejavam, esforçavam-se,
exauriam-se; outros divertiam-se, folgavam, omitiam-se.

ANÁLISE SINTÁTICA

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO

1) SUJEITO: É o elemento a respeito do qual se informa algo. Quando ele é determinado posso fazer a pergunta
ao verbo ―quem‖ ou ―o quê‖ e vou achá-lo onde ele estiver. Pode ser:
a) simples: possui um só núcleo. Toda a resposta a ―quem ou o que‖ será o sujeito, mas o núcleo é a palavra mais
importante dentre as da resposta:
Ex: Muitos atletas brasileiros atuam na Europa (quem atua na Europa? Resp: Muitos atletas brasileiros. Toda essa
resposta é o sujeito, mas o substantivo ―atletas‖ é a palavra mais importante, portanto, o núcleo). Alguém entrou na
sala agora.
b) composto: possui mais de um núcleo: Bois, vacas, bezerros andavam misturados. (há três núcleos: bois, vacas e
bezerros).
Obs: Não confundir o sujeito no plural com sujeito composto. O que conta é a quantidade de núcleos. Ex: As
meninas chegaram agora. (há apenas um núcleo ―meninas‖, sujeito simples).
c) oculto ou desinencial ou elíptico: Aqui o sujeito não está explícito, mas consigo achá-lo pela terminação do
verbo: Falei com você ontem à tarde (sujeito oculto ―eu‖). Viajamos para a Itália (sujeito oculto: nós)
Obs: Será oculto quando forem o eu, tu, ele, nós e vós. O eles não entra, pois será indeterminado.
d) indeterminado: em dois casos:
a) com o verbo na 3ª pessoa do plural: Roubaram o seu carro. Telefonaram para você ontem. b) com o verbo na 3ª
pessoa do singular + a partícula ―se‖: Precisa-se de datilógrafas. Come-se bem aqui. Confia-se em pessoas.
e) oração sem sujeito: nos seguintes casos: a) verbo haver no sentido de existir: Havia pessoas na sala. b) verbos
ser, estar e fazer indicando tempo: Faz dez anos que me formei. É dia. Está calor. c) verbos que indicam fenômenos
da natureza: Choveu ontem.

2) PREDICADO: É a informação a respeito do sujeito. Pode ser:


a) Verbal: sem qualidade, característica. O importante é o verbo: As garotas brincam no jardim. b) Nominal:
verbo de ligação (ser, estar, permanecer, parecer, ficar, continuar e andar) + qualidade: As garotas estão felizes c)
Verbo-nominal: sem verbo de ligação + qualidade. As garotas brincam no jardim felizes.
REGRA PRÁTICA: 1º) Separo o sujeito. 2º) olho no predicado: a) se não tiver característica será verbal. b) se
tiver característica será nominal ou verbo-nominal, vai depender do verbo. Se de ligação será nominal, se não de
ligação, verbo-nominal.
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Ex: Os alunos chegaram agora. (verbal) Os alunos estão felizes (nominal, verbo de ligação). Os alunos chegaram
tristes (verbo-nominal, verbo não de ligação + característica).

TERMOS INTEGRANTES
Por mais ampliada que seja, uma frase não contém mais do que duas grandes famílias de termos: os termos
associados ao nome e os termos associados aos verbos:
Ex: Aqueles dois pombos amestrados do vizinho voam longe em busca de alimento não contaminado. (aqueles,
dois, amestrados e do vizinho, relacionam-se ao nome pombo. ―Longe‖ relaciona-se ao verbo voam. ―De
alimentos‖ com o verbo buscar e, por fim, não contaminado relaciona-se com o nome alimentos). Há, ainda, na
oração os termos: do, em, de, que não se relacionam com nenhum termos, que são as preposições.

1) Termos relacionados ao VERBO: Objetos (Direto e Indireto), Adjunto Adverbial e agente da voz passiva.
a) Objetos: são os elementos que servem para completar os verbos. Dessa forma eu só classificarei um terno de
uma oração como objeto se esse vier ligado a um verbo que precisa de um complemento. O objeto pode ser:

* Objeto Direto: completa um verbo sem a necessidade de preposição, o verbo vai direto a ele, por isso, direto: O
cão matou......./ Se terminássemos essa oração aqui ela ficaria sem sentido, ou seja, o verbo ―matar‖ precisa de um
complemento para ter sentido. O cão matou a lebre. O termo ―a lebre‖ está completando o verbo matar sem a
necessidade de uma preposição. Assim, ―a lebre‖ é um objeto porque completa o verbo matar e direto, pois se liga
ao verbo sem necessidade de preposição. Outros exemplos: Os tratores derrubam o bosque. Ane comprou um
lindo vestido.
OBS Em alguns casos o objeto direto pode vir precedido de preposição que o verbo não exige. Nesse caso ele se
chama objeto direto preposicionado: Ele comeu do bolo. Amo a Deus.

* Objeto Indireto: como o próprio nome já diz, o verbo não vai até o seu complemento (objeto), diretamente. Ele
primeiro passa pela preposição para depois chegar ao verbo. As andorinhas gostam do verão. Maria precisa de
mais atenção. Falamos com o rapaz.

OBSERVAÇÃO: Os pronome oblíquos o, a, os, as, lhe, me, te, se, nos e vos, podem funcionar como
complementos do verbo. Os o, a, os e as: como objeto direto. O lhe: como indireto. Os demais: me, te, se, nos e
vos: podem ser OD ou OI, dependendo do verbo que completarem.
EXS: Emprestei-lhe o dinheiro.(O.I). Espero-o na estação.(O.D). Isto nos pertence ( O.I). Aquilo não me convinha.
(O.I). Nada nos incomoda (O.D, incomoda alguém). Alguém te deu o recado? (O.I – quem dá, dá algo a alguém).

b) Adjunto Adverbial: Como o próprio nome indica, esse termo não completará o verbo (que é função dos
objetos), mas sim virá ligado a ele indicando uma circunstância (de lugar, de tempo, de modo, causa, instrumento,
meio, intensidade, assunto, de fim, de dúvida, de companhia, de negação, afirmação): Tudo aconteceu na sala.
Chegamos ao local às dez horas. O canário morreu de fome. Estudou muito para o exame. Não discutíamos sobre
este tema. Fizeram barba a navalha. Não consegui falar com calma. Falam muito. Talvez cheguemos às dez
horas. João foi passear com Maria. Nunca se falou tanto disso. Certamente ele virá.

c) Agente da Voz Passiva: Aparece quando o verbo está na voz passiva (o sujeito sofre a ação) e sempre ligado
por preposição pelo, por: O prédio foi vendido pelos comerciantes. O garoto foi atropelado pelo carro. A tarefa
foi feita por ela.

2) Termos relacionados ao NOME: Adjunto Adnominal, Predicativo, Complemento Nominal e Aposto.

a) Adjunto Adnominal: vem junto ao nome para qualificá-lo, caracterizá-lo ou determiná-lo, mas nuca para
completá-lo, que é função do complemento nominal: As noites de inverno são frias. (―de inverno‖ está
caracterizando noites que é um nome). Aqueles dois meninos estudiosos saíram. Meninos tristes chegaram.
b) Complemento Nominal: como o próprio nome indica, liga-se ao nome completando-o. Vem sempre regido por
preposição: Tenho certeza de que ele virá (O nome ―certeza‖ não tem sentido sozinho, precisa de complemento).
Era favorável ao divórcio.
c) Predicativo: Indica uma qualidade ao nome, é diferente do adjunto adnominal pelo fato de que ele vem
associado ao nome sempre através de um verbo, já mo adjunto adnominal, não. Pode ser:
Predicativo do sujeito: qdo se relaciona ao sujeito da oração: O professor deu aula hoje bêbado. (estabelece uma
qualidade a professor, que é o sujeito). As noites são de inverno. Os ventos sopravam fortes.

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Predicativo do objeto: Quando não se refere ao sujeito: Os alunos deixaram o mestre furioso (O sujeito é ―os
alunos‖, mas a qualidade ―furioso‖ não se refere a ele e sim, ao ―mestre‖, que é objeto). A casa possui uma sala
linda.
d) Aposto: é o termo que vem após um outro para explicar, esclarecer, identificar, discriminar esse termo. É
sempre separado por um sinal de pontuação (vírgula, travessão, dois pontos): Sertãozinho, capital do açúcar, está
crescendo. Lúcia, aluna da oitava série, foi bem na prova. Desejo-lhe uma coisa: felicidade.
3) Vocativo: É um termo independente dentro da oração. Não faz parte nem do sujeito e nem do predicado. Sua
função é chamar ou interpelar o locutor. Na escrita deve sempre vir separado por um sinal de pontuação (vírgula ou
ponto de exclamação): Ó meu Deus! Dai-me forças!. Maria, venha cá. Saia já daí, João. Gosto muito de você,
menina.

TIPOS DE VERBO
O verbo pode ser: Transitivo ou Intransitivo. Transitivo Direto ou Indireto: chama-se transitivo porque ―transita‖,
ou seja, faz relação com o seu complemento. Sozinho não tem sentido completo. Será transitivo direto quando se
ligar ao complemento sem preposição: Marta ganhou uma blusa. João namora Maria. Será transitivo indireto,
quando se ligar ao termo com preposição: Maria precisa de ajuda.
Transitivo Direto e Indireto: quando necessita de dois complementos, um com preposição e outro sem
preposição: Maria pagou a conta ao dentista. João entregou o caderno ao aluno.
Intransitivo: quando ―não transita‖, ou seja, não faz relação com o seu complemento. Sozinho tem sentido
completo: Ontem choveu. Joãozinho caiu na calçada. Maria sorriu. Joaquim andou depressa.

CONCORDÂNCIA
A concordância pode ser verbal ou nominal
CONCORDÂNCIA VERBAL

Aqui o verbo altera suas desinências para ajustar-se em pessoa e número ao seu sujeito.
Exs: O ipê floresce em agosto. As acácias florescem em novembro. Eu rego as plantas todos os dias. Nós
regamos as plantas todos os dias.

REGRAS:
1) Como regra geral o verbo e seu sujeito deverão concordar em número e pessoa: Eu cheguei. O aluno chegou. Os
alunos chegaram.
Obs: A concordância se faz mesmo que a frase esteja na ordem inversa e é assim que mais caem nos concursos.
EX: Faltaram, naquele dia, cinco pessoas. (quem faltaram? R: Cinco pessoas, sujeito plural, verbo plural)
Sucederam, naquela época, acontecimentos trágicos.

2) Casos Particulares
Nomes que só se usam no plural: 1) se vierem acompanhados de artigo, a concordância se faz com o artigo. EX:
As Minas Gerais produzem muito leite. As férias fazem bem. Os pêsames não trazem conforto. O Amazonas fica
longe. 2) se não vierem acompanhados de artigo, verbo no singular: Minas Gerais produz muito leite. Férias faz
bem. Pêsames não traz conforto.

Pronomes de tratamento: verbo sempre na 3ª pessoa: Vossa Alteza sabe o lugar. Vossas Altezas sabem o lugar.
Sua Excelência pediu calma. Suas Excelências pediram calma.

Expressões mais de um, mais de dois, mais de..., menos de...cerca de...: Verbo fica no número em que estiver o
numeral: Mais de um aluno faltou. Mais de dois alunos faltaram. Mais de uma criança se machucou no
brinquedo. Cerca de dez candidatos faltaram.
Verbo acompanhado da partícula ―SE‖: Se houver preposição (de, em, para, com, sobre, por, pelo, etc), o verbo
fica na terceira pessoa do singular (ele). Se não houver, a concordância se faz normalmente.

Exs: Precisa-se de datilógrafas. Acredita-se em marcianos. Trabalha-se em lugares poluídos. Conversa-se com
pessoas. Necessita-se de funcionários. Não se necessita de funcionários. Vendem-se casas de veraneio. Plastificam-
se documentos. Conserta-se sapato. Consertam-se sapatos. Vende-se casa.

3) Verbos impessoais: o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular

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a) Haver no sentido de existir, ocorrer: Havia sérios obstáculos (existiam). Deve haver sérios obstáculos (se vier
outro verbo junto a ele (auxiliar) esse também fica no singular), então, ficaria errado: Devem haver sérios
obstáculos. Houve vários fatos estranhos aqui. Vai haver várias comemorações amanhã.

b) Fazer indicando tempo (cronológico, metereológico): Fazia dez anos que ele não vinha aqui. Faz dez anos que
me formei. Vai fazer dez anos que me formei e não Vão fazer dez anos. Deve fazer uns dois dias que não o vejo.
Aqui faz verões terríveis. Fará invernos rigorosos nos próximos anos.
c) Verbos que indicam fenômenos da natureza: Choveu demais ontem à noite. Mas: Choveram tomates no
comício daquele deputado. O verbo chover aqui não indica fenômeno da natureza, está no sentido figurado e o
sujeito é tomates.
Cuidado!!!! O verbo ―haver‖ no sentido de existir, acontecer é impessoal, já esses verbos são pessoais e a
concordância se faz normalmente: Havia sérios obstáculos (singular). Existiam sérios obstáculos (plural pois o
verbo é ―existir‖). Deve haver sérios obstáculos. Devem existir sérios obstáculos. Houve fatos estranhos aqui.
Aconteceram fatos estranhos aqui. Vai haver várias comemorações amanhã. Vão existir várias comemorações
amanhã.

Expressões que representam percentagem: o verbo acompanha o numeral: Vinte por cento se ausentaram. Um
por cento faltou.

Sujeito Composto (mais de um sujeito):


 Se vier antes do verbo: verbo no plural: O técnico e os jogadores chegaram. Se vier depois do verbo: verbo
concorda com o núcleo mais próximo ou vai para o plural: Chegou o técnico e os jogadores. Chegaram o técnico
e os jogadores. Depois veio a claridade, os grandes céus, a paz dos campos. Mas: Chegaram várias pessoas
(sujeito simples a concordância é normal).
 Núcleos ligados por ―ou‖: a) se indicar exclusão: verbo no singular: Roma ou Viena será a sede das próximas
Olimpíadas. João ou Pedro será eleito. b) se não indicar exclusão: verbo no plural: Roma ou Viena são excelentes
locais para as próximas Olimpíadas. Laranja ou mamão fazem bem à saúde.
 Núcleos ligados por ‖com‖: a) se indicar colaboração na ação: verbo no plural: Marco Antonio com outros
amigos consertaram a cerca. b) se indicar companhia verbo no singular: O presidente com a sua comitiva
desembarcou em Brasília. Marco Antonio com sua esposa viajou para São Paulo.
 Expressões como: maioria de, grande parte de, parte de, grande número de + nome no plural: verbo no
singular ou no plural: A maior parte dos presentes se retirou/retiraram da sala. Grande parte dos torcedores
compareceu/compareceram ao estádio. A maioria dos alunos fez/fizeram a prova. MAS: Grande parte da
população está confiante na nova administração, não admite estão, pois não há uma expressão no plural.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

Concordância nominal consiste na adaptação de uns nomes aos outros, harmonizando-se nas suas flexões com as
palavras de que dependem. EX: Aqueles dois meninos estudiosos leram os livros antigos.

REGRAS

 Regra Geral: O artigo, o adjetivo, o pronome adjetivo e o numeral concordam em gênero e número com o
nome a que se referem: Os garotos ficaram assustados. As garotas ficaram assustadas. Ana e Maria ficaram
assustadas. Pedro e Joaquim ficaram assustados.

 CASOS ESPECIAIS:

A) Um só adjetivo (qualidade) para mais de um substantivo (nome): vai depender da posição dele na oração:

a) se vier antes concordará com o substantivo mais próximo: Tiveste má idéia e pensamento. Tiveste mau
pensamento e idéia. Tiveste maus pensamentos e idéias. Tiveste más idéias e pensamentos.
b) se vier depois haverá duas opções de concordância: 1) o adjetivo concorda com o mais próximo: Encontramos
um jovem e um homem preocupado. (concorda com homem) Encontramos um jovem e uma mulher
preocupada.(concorda com mulher) 2) vai para o plural masculino concordando com todos os substantivos:
Encontramos um jovem e uma mulher preocupados.

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c) Possível: Quando acompanhada de expressões superlativas (o mais, a menos, o melhor, a pior) varia conforme o
artigo que integra as expressões. Exemplo: As previsões eram as piores possíveis. Recebemos a melhor notícia
possível.

B) CASOS PARTICULARES: caem bastante em concursos em geral:

 Anexo – obrigado – mesmo – incluso – quite – leso – próprio: sempre concordam com o nome a que se
referem: As declarações seguem anexas. (declarações: feminino-plural – anexas: feminino-plural). A carta segue
anexa. As meninas disseram obrigadas. Os alunos disseram obrigados. Ela mesma fez o bolo. Paulo e José, eles
mesmos fizeram os exercícios. Declaro ter recebido inclusa a escritura do imóvel. Nós estamos quites com a
justiça. E você, também está quite? É um crime de lesa-pátria. Paula, ela própria, fez o bolo.
DICA: faça sempre a pergunta quem ou o quê?, Pois, às vezes, o nome vem distante do adjetivo: Seguem anexos
para serem enviados, na próxima semana, às autoridades do Senado, todos os relatórios. (o que seguem anexos?
Resp: todos os relatórios (masculino/plural).

 Bastante – caro – barato – meio – longe: a) quando essas palavras aparecerem na oração como advérbio
(indicando modo), ficam invariáveis: Falaram bastante sobre o caso. Essa blusa custou caro. Marília anda meio
nervosa. As garotas ficaram meio assustadas. b) quando não indicarem modo, variam: Fizeram bastantes
perguntas sobre o caso. Bastantes pessoas estiveram aqui. Marília comeu meia maçã. Vou viajar por longes terras.
Tomei duas meias garrafas de vinho.

 É proibido – é necessário – é bom – é preciso – etc: se as palavras a que elas se referem vierem: a) sem
determinante (artigo, pronome) antes delas, sem concordância: Cerveja é bom. (e não boa, pois não há nenhum
determinante antes de cerveja). Entrada é proibido. Coragem é necessário. b) com determinante, com
concordância: A cerveja é boa. (com determinante a). É proibida a entrada.. É necessária essa coragem.

 ALERTA – MENOS: são sempre invariáveis, ou seja, serão escritos assim independentemente de em qual
oração estiverem. Logo, não existem menas e nem alertas. Os soldados ficaram alerta. (e não alertas). A sentinela
ficou alerta. Hoje há menos pessoas na sala. (e não menos). Essa comida tem menos calorias que aquela.

CRASE

Crase não é acento, e sim superposição de dois "as". O primeiro é uma preposição, o segundo, pode ser um artigo
definido, um pronome demonstrativo a(as) ou aquele(a/s),e aquilo. O acento que marca este fenômeno é o grave (`).
- crase da preposição a com o artigo definido a(s):

Condições necessárias para ocorrer crase: termo regente deve exigir a preposição ―a‖ e o termo regido tem de
ser uma palavra feminina que admita artigo ―a‖.

Ex: a) Todos iriam à reunião (quem vai, vai a algum lugar + o a de reunião). b) Todos iriam ao encontro (a + o).
Obs: Para saber se o termo regido admite o artigo ―a‖, basta fazer uma oração com ele. Ex: A reunião começou e
não Reunião Começou, assim, o termo ―reunião‖ admite o artigo ―a‖. Entreguei o caderno a você.. Eu digo Você é
legal e não A você é legal, por isso que nesse caso não há crase. No caso do exemplo 'B‖, o termo é encontro e
admite o artigo ―o‖ e não o 'A‖, por isso que não há crase.

REGRAS
1) A crase é obrigatória:
a) em locuções prepositivas, adverbiais ou conjuntivas (femininas).
à queima-roupa, às cegas, às vezes, à beça, à medida que, à proporção que, à procura de, à vontade, à toa, á direita,
à esquerda, à vista
b) expressão à moda de, mesmo que subentendida: Era um penteado à francesa. O jogador fez um gol à Pele.

2) As situações onde não existe crase são:


a) antes de palavra masculina e verbos: Vende-se a prazo. O texto foi redigido a lápis. Ele começou a fazer dietas.
b) antes de artigo indefinido e numeral cardinal (exceto em horas): Refiro-me a uma blusa mais fina. O vilarejo
fica a duas léguas daqui.
c) antes dos pronomes pessoais, inclusive as formas de tratamento: Enviei uma mensagem a Vossa Majestade.
Nada direi a ela.
d) antes de pronomes demonstrativos esta (s) e essa (s): Refiro-me a estas flores. Não deram valor a esta idéia.
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e) antes de pronomes indefinidos, com exceção de outra: Direi a todas as pessoas. Fiz alusão a esta moça e à outra.
f) no meio de expressões com palavras repetitivas: Ficamos cara a cara. Tomou o remédio gota a gota.
g) no a singular seguido de palavra no plural: Pediu apoio a pessoas estranhas.

3) A crase é facultativa:
a) antes de nomes próprios femininos: Enviei um presente a (à) Maria.
Obs: A exceção ocorre quando o nome feminino vier acompanhado de uma expressão que a determine a crase é
obrigatória (Dedico minha vida à Rosa do Jaboatão)
b) antes do pronome possessivo feminino: Pediu informações a (à) minha secretária. Pediu informações as (às)
minhas secretárias. Entreguei os cadernos a (à) sua irmã.
c) Com a preposição até: Fui até a (à) escola.

Regra prática: quem volta ―da‖, crase há. Quem volta ―de‖, crase pra quê?: Iremos a Curitiba.(voltaremos de)
Iremos à bela Curitiba.(da) Iremos à Bahia.(da).

- Crase da preposição a com o pronome demonstrativo


Com os demonstrativos aquele (s), aquela (s) e aquilo, basta verificar se, por regência, alguma palavra pede a
preposição que irá se fundir com o "a" inicial do próprio pronome: Enviei presentes àquela menina.(quem envia,
envia algo “a” alguém) A matéria não se relaciona àqueles problemas. Não se de ênfase àquilo.

- antes da palavra casa, terra e distância:


Se vierem determinados há crase, se não vierem não há crase.
Iremos a casa assim que chegarmos. Iremos à casa de minha mãe. O Marinheiro forma a terra.
Voltei à terra natal. A espaçonave voltará à Terra em um mês (planeta tem). Via-se o barco à distância de
quinhentos metros . Olhava-nos a distância.

FIGURAS DE LINGUAGEM

Figuras de linguagem são recursos de expressão, utilizados por um escritor, com o objetivo de ampliar o
significado de um texto literário ou também para suprir a falta de termos adequados em uma frase. É um recurso
que dá uma grande expressividade ao texto literário. As mais comuns são: metáfora, comparação, metonímia,
antítese, paradoxo, personificação (ou prosopopeia), hipérbole, eufemismo, ironia, elipse, zeugma, pleonasmo,
polissíndeto, assíndeto, onomatopeia, anáfora, sinestesia, gradação e aliteração.
 Metáfora
A metáfora é um tipo de comparação, mas sem os termos comparativos (tal como, como, são como, tanto
quanto, etc). Na metáfora, a comparação entre dois elementos está implícita, trazendo uma relação de semelhança
entre eles. Exemplo: Tempo é dinheiro. Percebemos neste exemplo a relação implícita, onde o tempo é tão valoroso
quanto o dinheiro, por isso ele é colocado como semelhante à moeda.
 Comparação
A comparação consiste na aproximação entre dois objetos por meio de uma característica semelhante entre
eles, dando a um as características do outro. Difere da metáfora porque possui, obrigatoriamente, termos
comparativos. Em suma, é uma comparação explícita. Exemplo: Tempo é como dinheiro.
Neste exemplo vemos o principal definidor de uma comparação: a palavra como traz explicitamente a ideia de que
o tempo é valoroso como o dinheiro.
 Metonímia
É a substituição de uma palavra por outra sendo que, entre ambas, há uma proximidade de sentidos, uma
relação de implicação. Exemplos: Não leu Machado de Assis. Não leu a obra de Machado de Assis.
Vemos no exemplo que a obra de Machado de Assis foi substituída só pelo nome do autor. A metonímia consiste
nessa substituição de palavras, dando o mesmo sentido a uma frase. A seguir, outro exemplo que reforça essa
substituição: A cozinha italiana é maravilhosa! A comida italiana é ótima.
 Antítese
A antítese consiste no uso de palavras, expressões ou ideias que se opõem. Exemplo:
Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
Vinícius de Moraes

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Neste soneto vemos claramente a antítese por trás da temática da separação amorosa: o que antes era riso
trouxe lágrimas com a separação; as bocas unidas pelo beijo no amor se separam como a espuma que se espalha e
se dissolve. A oposição de sentimentos e atos forma claramente a antítese.
 Paradoxo
Paradoxo é a presença de elementos que se anulam numa frase, trazendo à tona uma situação que foge da
lógica. Exemplo:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
Luís de Camões
A situação do paradoxo aqui é clara: os elementos marcados se anulam, trazendo uma série de
questionamentos. Como pode uma ferida, algo que causa dor física, não ser sentida? Como o contentamento, que
causa felicidade, pode ser descontente? Como a dor pode não doer? Vemos claramente a fuga da lógica.
 Personificação (ou prosopopeia)
A personificação, também chamada prosopopeia, consiste na atribuição de características humanas, como
sentimentos, linguagem humana e ações do homem, a coisas não-humanas. Exemplo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro. Carlos Drummond de Andrade
Neste exemplo, o medo, uma sensação, é transformado em pai e companheiro, algo que só é atribuído a um
ser humano.
 Hipérbole
Esta figura de linguagem consiste no emprego de palavras que expressam uma ideia de exagero de forma
intencional. Exemplo: Ela chorou rios de lágrimas. Chorar rios remete a um choro contínuo, exagerado e o termo
rios vem para enfatizar a ideia de que foi um choro intenso.
 Eufemismo
O eufemismo ocorre quando utilizamos palavras ou expressões que atenuam e substituem outras que
produzem um efeito desagradável e chocante. Exemplos: Faltei com a verdade ao dizer que fui à igreja. Menti ao
dizer que fui à igreja. A expressão e o impacto negativo que a palavra menti traz é "suavizado" ao dizer que "faltei
com a verdade".
 Ironia
É a expressão de ideias com significado oposto ao que se realmente pensa ou acredita. Exemplo:
Moça linda, bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor! Mário de Andrade
O trecho é o exemplo claro de ironia: a moça é descrita como, bonita e bem tratada, tradicional,
conservadora (é de família) e burra. O destaque em "um amor", apoiando-se na descrição da moça, mostra que ela,
ao contrário de ser esse "amor de pessoa", é, na verdade, alguém sem atrativos, sem graça.
 Pleonasmo
Repetição de uma ideia por meio de outras palavras. É utilizado como forma de ênfase e, além de ser figura
de linguagem, é classificada como vício. A diferença entre a figura de linguagem e o vício de linguagem é simples:
para ser figura de linguagem, o pleonasmo vem de forma intencional, para dar mais expressividade no texto,
enquanto no vício vem como uma repetição não intencional e desnecessária. Exemplo:
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite. Manuel Bandeira
A repetição proposital de Manuel Bandeira ao dizer que "chovia uma chuva" intensifica a ideia de que
estava chovendo.
 Onomatopeia
Temos onomatopeia quando há o uso de palavras que reproduzem os sons de seres vivos e objetos. É mais
comum em história em quadrinhos. Ex: dim-dom, toc=toc, trim-trim.
 Sinestesia
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A sinestesia traz textos que expressam as sensações humanas, com o cruzamento de palavras referentes aos
cinco sentidos. Exemplo:
Recordação
Agora, o cheiro áspero das flores
leva-me os olhos por dentro de suas pétalas
Cecília Meireles
Aqui, vamos uma característica do olfato (cheiro) misturada com outra do tato (áspero).

 Aliteração
Consiste na repetição de consoantes em uma sequência de palavras, trazendo um texto com um efeito sonoro.
Confira um exemplo no trecho da música Chove Chuva de Jorge Ben Jor: Chove, chuva, chove sem parar. Neste
caso, o ch repetido vem para dar a sonoridade da chuva, além de dar ritmo à música de Jorge Ben Jor.

LINGUAGEM DENOTATIVA E CONOTATIVA

DENOTAÇÃO (ou sentido próprio) E CONOTAÇÃO (ou sentido figurado)


As palavras podem ser usadas no sentido próprio ou figurado.
Exemplo: Janine tem um coração de gelo. (sentido figurado) Sempre tomo uísque com gelo. (sentido próprio)

DENOTAÇÃO: É uso da palavra com seu sentido original, usual.


Exemplo: A torneira estava pingando muito. O sol brilhava intensamente hoje.
CONOTAÇÃO: É o uso da palavra diferente do seu sentido original.
Exemplo: Ele tem um coração de manteiga. É um verdadeiro mar de emoções essa música.

VÍCIOS DE LÍNGUAGEM

Vícios de Linguagem são alterações defeituosas das normas da língua padrão, provocadas por ignorância, descuido
ou descaso por parte do falante. Os vícios de linguagem se classificam em:

- Barbarismo: desvio da norma quanto à:


- grafia: proesa em vez de proeza;
- pronúncia: incrustrar em vez de incrustar;
- morfologia: cidadões em vez de cidadãos;
- semântica: Ele comprimentou o tio (em vez de cumprimentou).
- todas as formas de estrangeirismo são consideradas, por diversos autores, barbarismo.
Ex: weekend em vez de fim de semana.

- Arcaísmo: emprego de palavras ou estruturas antigas que deixaram de ser usadas.


Ex: Vossa Mercê em vez de você.

- Neologismo: emprego de novas palavras que não foram incorporadas pelo idioma.
Ex: Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar?

- Solecismo: erros de sintaxe contra as normas de concordância, de regência ou de colocação.

- concordância: Sobrou muitas vagas (em vez de sobraram).


- regência: Hoje assistiremos o filme (em vez de ao filme).
- colocação: Me empresta o carro? (em vez de empresta-me)

- Ambiguidade: ocorre quando uma frase causa duplo sentido de interpretação.


Ex: O ladrão matou o policial dentro de sua casa. (na casa do ladrão ou do policial?).

- Cacófato: refere-se ao mau som que resulta na união de duas ou mais palavras no interior da frase.
Ex: Nunca gasta com o que não é necessário.

- Eco: ocorrência de terminações iguais.

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Ex: Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
- Pleonasmo: redundância desnecessária de informação. Ex: Está na hora de entrar pra dentro.

FUNÇÕES DO ―QUE‖

A palavra QUE tem muitas possibilidades de uso, e por isso mesmo pode causar algumas dúvidas sobre a sua
regência, concordância, significado, etc. Veremos abaixo as principais funções desta palavra:

SUBSTANTIVO: Nestes casos admite o acompanhamento de um artigo indefinido (um), e pede uma preposição
(de), além disso, deve ser acentuado (quê).
Exemplo: Este texto tem um quê de romance... nem parece um texto modernista.

PRONOME ADJETIVO
Como pronome, o QUE poderá ser interrogativo, exclamativo ou indefinido.
Exemplos:
 Que horas são? (interrogativo)
 Que delícia de jantar! (exclamativo)
 Que palavras duras você usou!

PRONOME RELATIVO
Neste caso dizemos que é um dêitico, pois serve para recuperar termos que estão citados antes dele, fazendo-lhes
referência. Exemplo: O livro que você me deu é muito bom!

PRONOME INTERROGATIVO
Considera-se nesse caso, também como pronome indefinido. É encontrado o início frases interrogativas.
Exemplo: Que aconteceu com o aniversariante?

PREPOSIÇÃO
Até pouco tempo atrás era considerado coloquialismo, mas já é aceito pela gramática. O ―Que‖ é utilizado aqui
para substituir o ―de‖ após o verbo ―ter‖. Exemplo: Teremos que sair mais cedo hoje.

ADVÉRBIO DE MODO
O ―que‖ pode também substituir o ―como‖. Que roupa mal costurada era aquela! (Como aquela roupa era mal
costurada!)

ADVÉRBIO DE INTENSIDADE
Como a própria denominação diz, serve para intensificar o termo ao qual se refere.
Exemplo: Que enganados andam os homens!

PARTÍCULA EXPLETIVA
Neste caso não tem função na oração, serve apenas para realçar determinado termo.
Exemplo: Há muito tempo que não vou à minha cidade natal.

INTERJEIÇÃO - Exemplo: Quê! Não acredito que vai custar tudo isso!

PARTÍCULA ITERATIVA
É quando o ―que‖ é repetido para dar ênfase ou realce à frase. Ex: Oh! Que lindos que são esses cachorrinhos!

CONJUNÇÃO COORDENATIVA
a) ADITIVA: Exemplo: Mexe que mexe e não encontra nada!
b) ALTERNATIVA: Exemplo: Que aceitem ou que não aceitem, eu vou falar mesmo assim.
c) ADVERSATIVA: Exemplo: Pode falar à vontade que não vai fazer efeito!
d) EXPLICATIVA: Exemplo: Vocês precisam escutar, que é muito importante.

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
a) INTEGRANTE – aparece no início de uma oração subordinada substantiva e não tem função sintática.
Exemplo: Falou que não iria, mas acabou indo.
b) COMPARATIVA – aparece no início de uma oração subordinada adverbial comparativa.
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Exemplo: Não há maior prova de amor que doar a vida pelo irmão.
c) CAUSAL - aparece no início de uma oração subordinada adverbial causal.
Exemplo: Tenho que tomar cuidado, que esse chão é muito escorregadio.
d) CONCESSIVA – expressa uma concessão, uma exceção à regra.
Exemplo: Gosto de goiabas, verdes que estejam.
e) CONSECUTIVA – expressa uma conseqüência do que acabou de ser afirmado.
Exemplo: É tão pequeno que não alcança a geladeira.

FUNÇÕES DO ―SE‖

A partícula SE, que pode ser também um pronome, possui várias formas de uso e chega a causar dúvidas em muitas
pessoas na hora de escrever textos ou em provas. Veremos aqui suas principais funções:

Como PRONOME, o ―SE‖ pode ser

a) Pronome Pessoal Reflexivo


Neste caso, o SE vai servir para indicar uma ação que é praticada pelo sujeito e ele mesmo receberá suas
conseqüências. Dizemos que o sujeito pratica e sofre a ação.
Exemplos: Maria cortou-se com uma tesoura. Deitou-se mais cedo para descansar.

b) Pronome Pessoal Recíproco


O pronome recíproco é muito parecido com o reflexivo, mas neste caso a ação envolve dois sujeitos, em que ambos
praticam a ação um sobre o outro, e portanto também sofrem a conseqüência da ação praticada.
Exemplos: Pedro e Maria deram-se as mãos. Meus pais se amam profundamente.

c) Pronome Apassivador
Pode também ser chamado de partícula apassivadora/apassivante, e serve para indicar que a frase está na voz
passiva, ou seja, o sujeito sofre a ação praticada por outro agente. Chamamos de sujeito ―paciente‖.
O pronome apassivador segue um VTD (verbo transitivo direto) que esteja na 3ª (terceira) pessoa.

Exemplos: Vendem-se casas. Os livros que se extraviaram, foram restaurados.

d) Pronome Indefinido
Também chamado de Índice de indeterminação do sujeito, é utilizado em frases cujo sujeito é indeterminado, e por
muitos gramáticos não é considerado um pronome.
Exemplos: Precisa-se de vendedor. Vive-se um dia de cada vez.

O ―SE‖ como PARTÍCULA DE REALCE


Como o nome já sugere, o SE servirá neste caso para realçar aquilo que está sendo dito, e portanto poderá ser
retirado da frase sem prejudicar a sua estrutura sintática e coesão.
Exemplos: Foi-se embora a minha última esperança. Você fez o que lhe pedi? Se fiz!

Como CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA, o ―SE‖ pode ser:


a) Causal
Pode ser substituída pelas construções ‗já que‘, ‗visto que‘ e ‗por que‘. É utilizada na oração subordinada para
indicar a causa da oração principal.
Exemplo: Se você não chegou, tivemos que improvisar um apresentador.
b) Condicional
Indica uma condição para a oração principal.
Exemplo: Se você não chegar cedo, teremos que improvisar um apresentador.
c) Concessiva
Pode ser substituída pela conjunção ‗embora‘, e indica uma concessão, uma exceção à conseqüência natural da
ação. Exemplo: Se perdermos este jogo, nem por isso sairemos daqui desanimados.

d) Integrante
Aparece entre dois verbos para completar o sentido de um deles. É utilizada nas orações substantivas.
Exemplos: Pergunte se trouxe a encomenda que pedi. Fale-me se estou certo ou errado.

24
QUESTÕES DE
PROVAS ANTERIORES

PORTUGUÊS

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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Por que achamos que ser magro é bonito?


Dieta da sopa, da lua, do pepino, da batata doce, para secar a barriga. Em um passeio rápido pela internet, não é nada difícil
pinçar alguns exemplos de uma obsessão pela magreza. Mas por que queremos tanto emagrecer? Por que achamos que
―magreza = beleza‖? A preocupação com o ponteiro da balança está longe de ser apenas uma preocupação com a saúde. Essa
neura com o peso não vem dos tempos mais remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura
feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as modelos de hoje. O quadril largo, as coxas generosas, o rosto mais
cheinho eram traços valorizados nas musas. Ainda que o padrão em si tenha mudado, a lógica permanece. ―Os padrões de
beleza que aparecem ao longo da história são, como regra, acessíveis a poucos‖, aponta a psicóloga Joana de Vilhena Novaes.
Quando fazer as três refeições básicas diariamente era um luxo e morrer de fome era um destino comum para as pessoas, a
gordura era um privilégio. Agora, já que temos mais comida à disposição, mais jeitos de conservá-la, comer é fácil. Portanto,
não é de estranhar que as modelos extremamente magras sejam colocadas em um pedestal. É mais difícil ser muito magra com
tantas calorias à disposição. O corpo magro e jovem também exige cada vez mais procedimentos estéticos e cirurgias para
atingir a dita ―perfeição‖ — exige dinheiro, mais um obstáculo. Só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9º ano do
Ensino Fundamental já se preocupam com o peso, de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE. Em âmbito global, a
probabilidade de que uma moça com idade entre 15 e 24 anos morra em decorrência de anorexia é 12 vezes maior que por
qualquer outra causa. E não é à toa que as vítimas mais comuns sejam as mulheres. A nutricionista Paola Altheia explica a
tendência: ―Enquanto a moeda de valor masculina na sociedade é dinheiro, poder e influência, a das mulheres é a aparência‖.
(Ana Luísa Fernandes, Priscila Bellini. http://super.abril.com.br.08.07.2015. Adaptado)

01. De acordo com o texto, a preocupação com o corpo magro é


(A) histórica, pois nos séculos passados as musas cuidavam de suas curvas com especial atenção.
(B) recente, já que o padrão de beleza dos séculos passados valorizava os corpos mais gordos.
(C) fictícia, uma vez que esse padrão de beleza se circunscreve às idealizações feitas por artistas.
(D) elitista, porque a magreza é uma característica exclusiva dos ricos e inacessível aos muito pobres.
(E) recomendável, na medida em que tem resultado no cultivo de hábitos nutricionais mais saudáveis.

02. Conforme o texto, a lógica que dita os padrões de beleza leva em conta
(A) a dificuldade em se conquistar determinada forma física.
(B) a opinião exclusiva de homens dedicados à criação artística.
(C) as agências publicitárias, que sempre fizeram parte da história.
(D) o fato de que os indivíduos querem copiar os corpos da maioria.
(E) a importância conferida à relação entre aparência e personalidade.

03. Segundo o texto, a supervalorização do corpo magro tem como consequência


(A) a distribuição de alimentos menos gordurosos e, portanto, mais saudáveis à população.
(B) a aderência a dietas capazes de queimar calorias de maneira equilibrada e gradual.
(C) o gasto de verba pública em campanhas de esclarecimento para combater a obesidade.
(D) o consumo desmedido de alimentos industrializados, cada vez mais acessíveis ao consumidor.
(E) a grande probabilidade de moças entre 15 e 24 anos morrerem de anorexia.

04. No trecho – Só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9º ano do Ensino Fundamental já se preocupam com o peso,
de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE.
– o termo já sugere que a preocupação com o peso entre as estudantes brasileiras é
(A) tranquilizadora. (B) contornável. (C) insignificante. (D) superficial. (E) precoce.

05. O sinal de igual (=) em – Por que achamos que ―magreza = beleza‖? (1o parágrafo) – pode ser substituído, sem prejuízo de
sentido e com a regência de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, por:
(A) é associada pela (B) é o mesmo em que (C) é equivalente a (D) é compatível de (E) é igual em

GABARITO: 1-A 2-B 3-E 4-E 5-C

O resgate do casaco
Já entrávamos no restaurante quando minha amiga deu um grito. Tinha esquecido seu casaco no táxi. Vi no seu olho o tamanho
da perda. Mulher sabe. Não era um casaco qualquer. Era daqueles que jamais poderão ser substituídos, roupas energéticas que
serão lembradas para todo o sempre. Nem pestanejei. Corri para a rua. O táxi ainda estava parado no semáforo da esquina. Me
concentrei na atleta que poderia existir oculta dentro de mim e fiz minha melhor performance nos cem metros rasos. Quando
estava bem perto, o sinal abriu e o táxi acelerou.
Tive vontade de chorar. Eu estava quase. Por muito pouco não o alcancei. Desisti por um momento, ofegante, mas um pequeno
engarrafamento parou o carro novamente. Inflei mais uma vez minha esperança atlética e dei o melhor de mim. Não reconhecia
minhas pernas se alternando em tamanha velocidade e agora eu já pensava muito mais na minha capacidade de atingir o que
me parecia impossível do que no casaco da minha amiga. Inacreditavelmente, o carro se pôs de novo em movimento a apenas
alguns passos de minhas potentes pernas. Não parei. Não sei o que me deu. Não sei como, mas continuei a correr. Não pude
engolir dois fracassos. Fui além. Corri no limite do impossível.
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O resgate do casaco virou uma questão de honra, de exercício da esperança duas vezes desafiada. Agora eu corria gritando a
plenos pulmões: — Pare este táxi! Pare este táxi!
Deu certo. Pararam o táxi e eu, quase morrendo, recuperei o precioso casaco de minha amiga.
Quando o coloquei em suas mãos, ela me abraçou e caiu numa crise de choro. Não parava de chorar. Entendi que o casaco não
era o que mais importava também para ela, e juntas choramos abraçadas sob os olhares curiosos de nossos maridos. Tínhamos
ambas nos transformado pelo que tinha acontecido. Tão banal e tão revelador. Minha amiga sempre me fala da história do
casaco. Diz que sempre se lembra dela e que já chegou a vesti-lo quando estava prestes a desistir de uma empreitada sem ao
menos ter tentado. Quanto a mim, sei o quanto foi especial aquele momento. Minha esperança em vaivém, tornando-se elástica
quando tudo parecia perdido. Uma heroína desconhecida se fazendo valer à minha revelia, desafiada pela frustração de
sucessivos quases. (Denise Fraga. www.folha.uol.com.br. 08.05.2016. Adaptado)

01. Da leitura do trecho – Vi no seu olho o tamanho da perda. Mulher sabe. (1º parágrafo) – conclui-se que a autora
(A) ficou espantada com o quanto sua amiga valorizava um simples casaco.
(B) tinha passado uma experiência idêntica àquela vivida pela amiga.
(C) sentiu pena da amiga, embora não entendesse a razão de seu sofrimento.
(D) compreendeu o sentimento da amiga diante do casaco deixado no táxi.
(E) desconfiou que sua amiga não sabia exatamente o que havia deixado no táxi.

02. Com base no segundo parágrafo, é correto concluir que a autora


(A) passou a correr após ser desafiada pela amiga. (B) hesitou para iniciar a perseguição ao táxi.
(C) decidiu correr atrás do táxi com prontidão. (D) começou a correr por ser ignorada pelo táxi.
(E) foi até o táxi pensando que não o alcançaria.

03. De acordo com a autora, o resgate do casaco


(A) despertou nela a vontade de ter uma vida mais ativa. (B) deu início a sua carreira como atleta profissional.
(C) fez com que ela reavaliasse o valor de suas roupas. (D) levou-a a ser mais cuidadosa com seus pertences.
(E) correspondeu à superação de aparentes limitações.

04. Após ter sido resgatado, o casaco passou a ser, para a amiga da autora, símbolo de
(A) perseverança. (B) autenticidade. (C) ansiedade. (D) consumismo. (E) distração.

GABARITO: 1-D 2-C 3-E 4-A

SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS – SENTIDO FIGURADO

01. Na frase do quarto parágrafo – É certo que o crescimento populacional se acelerou de uma maneira bizarra. –, o termo em
destaque significa
(A) paulatina. (B) despretensiosa. (C) hesitante. (D) incomum. (E) providente.

02. Releia o penúltimo parágrafo: Temporariamente, haverá (já está havendo) deslocamento de populações dos lugares menos
modernizados e mais pobres (onde a população ainda cresce) para os lugares mais ricos, onde ela diminui. Mas, e depois disso,
se todos se ―modernizarem‖? Ao empregar a expressão ―modernizarem‖ – entre aspas –, o autor relaciona o sentido de
modernizar à ideia de
(A) inquietações ecológicas. (B) escassez de recursos naturais. (C) redução da população.
(D) retrocesso econômico. (E) revolução política.

03. A frase em que há emprego de palavra em sentido figurado é:


(A) Ninguém se lembra de deixar dinheiro para pagar a polícia, manter os esgotos ou tampar os buracos.
(B) A partir do século XVIII, consolidaram-se os conceitos de democracia e a prática de sua implementação.
(C) Em essência, trata-se de fazer com que as decisões políticas reflitam a vontade coletiva, por meio da representação de
todos.
(D) ... muitas resoluções são tomadas diretamente pelos eleitores. É o povo decidindo, sem intermediários.
(E) Embora seja uma grande contribuição da civilização ocidental, a sua aplicação no mundo real costuma patinar.

Para responder à questão, considere as seguintes passagens: ...


consolidaram-se os conceitos de democracia e a prática de sua implementação. ... só um pedacinho do dinheiro alocado por
orçamentos participativos. Mas os reais escolhos não estão aí...

04. São sinônimos das palavras destacadas, adequados ao contexto, respectivamente:


(A) firmaram-se … destinado a um fim específico … perigos (B) concretizaram-se … alugado … restos
(C) concentraram-se … fornecido … riscos (D) criaram-se … condicionado a um objetivo … avanços
(E) estipularam-se … concentrado … méritos

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05. As palavras em destaque em – Nossas cidades são particularmente vulneráveis às agressões sonoras./ A modernidade
assinala uma tentativa difusa de saturação do espaço e do tempo por uma emissão sonora sem fim. – estão correta e
respectivamente substituídas, quanto ao sentido, em:
(A) refratárias, frustrada, interminável. (B) acessíveis, instantânea, irregular. (C) frágeis, indefinida, infindável.
(D) imunes, espalhada, ininterrupta. (E) resistentes, insistente, ensurdecedora.

06. Na frase – O silêncio é um terreno baldio no centro da cidade. – observa-se emprego de linguagem figurada, o que se
repete em:
(A) A vítima do barulho é obrigada a recuar até suas últimas trincheiras, e o barulho se impõe como forma de violência.
(B) O barulho tem efeito destrutivo, tanto no interior do apartamento, como no meio da rua e chega a causar doenças.
(C) As pessoas com frequência se mobilizam contra projetos envolvendo a construção de estradas, aeroportos, shopping center,
tudo que prejudique a audição.
(D) O desenvolvimento do barulho se agravou com o surgimento da sociedade industrial e intensifica-se cada vez mais.
(E) As pessoas isolam acusticamente os apartamentos, os escritórios, os ateliês; não se tolera mais que o motor do carro, do
avião atrapalhe as conversas.

07. As frases – O conhecimento cresce de forma imprevisível, isto é, cresce . / Temos de estar sempre buscando: trata-se de
busca . completam-se, correta e respectivamente, quanto ao sentido, com
(A) aleatoriamente … ininterrupta (B) desordenadamente … modesta (C) linearmente … desenfreada
(D) espontaneamente … relevante (E) lentamente … repentina

GABARITO: 1-D 2-C 3-E 4-A 5-C 6-A 7-A

TIPOS DE TEXTOS

1) Preencha os parênteses com os números correspondentes; em seguida, assinale a alternativa que indica a correspondência
correta.

1. Narrar 2. Argumentar 3. Expor 4. Descrever 5. Prescrever


( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de
verbos no modo imperativo.
( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações
e reflexões. Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal.
( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo
personagens e ações. A temporalidade é fator importante nesse tipo de texto.
( ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma objetiva ou subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com
abundância do uso de adjetivos. Não há relação de temporalidade.
( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e exposição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista.
Sua estrutura básica é: apresentação de ideia principal, argumentos e conclusão.
a) 3, 5, 1, 2, 4 b) 5, 3, 1, 4, 2 c) 4, 2, 3, 1, 5 d) 5, 3, 4, 1, 2 e) 2, 3, 1, 4, 5
2) Analise os fragmentos a seguir e assinale a alternativa que indique as tipologias textuais às quais eles pertencem:
Texto I
“Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar,
encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na
pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os
lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque (...)”. (Dalton Trevisan – Uma
vela para Dario).
Texto 2
“Era um homem alto, robusto, muito forte, que caminhava lentamente, como se precisasse fazer esforço para movimentar seu
corpo gigantesco. Tinha, em contrapartida, uma cara de menino, que a expressão alegre acentuava ainda mais.”

Texto 3
Novas tecnologias
Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades
de telecomunicações. Expressões frequentes como ―o futuro já chegou‖, ―maravilhas tecnológicas‖ e ―conexão total com o
mundo‖ ―fetichizam‖ novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse
motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o ―futuro‖ tão festejado.
Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista
controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica
de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal
transformado em objeto público de entretenimento.
Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta
relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.
SAMPAIO, A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 1 mar.
2013 (adaptado).
28
Texto 4
Modo de preparo:
1. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o açúcar e bata por 5 minutos;
2. Depois, numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes, misturando tudo, menos o fermento;
3. Esse é misturado lentamente com uma colher;
4. Asse em forno preaquecido (180° C) por 40 minutos.
a) narração – descrição – dissertação – prescrição. b) descrição – narração – dissertação – prescrição.
c) dissertação – prescrição – descrição – narração. d) prescrição – descrição – dissertação – narração.

GABARITO: 1.B 2.A

CLASSE DE PALAVRAS

SUBSTANTIVO E ADJETIVO
01. A palavra destacada na frase – Um método do mal. – é um substantivo, classe de palavra que pode designar noções, ações,
estados e qualidades tomados como seres. Assinale a alternativa em que a palavra ―mal‖ também é um substantivo.
(A) Age mal com os colegas, a quem desrespeita com frequência.
(B) Escondeu-se apressado, mal viu o cobrador bater à sua porta.
(C) É... desse jeito a coisa vai mesmo mal...
(D) Foi vítima de um sujeito mal-intencionado.
(E) Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.

02. Assinale a alternativa em que a segunda palavra adjetiva a primeira


(A) sonho encantador. (B) todo mundo. (C) teus dias. (D) nada mais. (E) uma cruz.

03. Quanto ao gênero os adjetivos podem ser uniformes e biformes. Assinale a alternativa que apresenta adjetivos uniformes:
a) português, cristão. b) feliz, espanhol. c) ateu, judeu. d) comum, feliz. e) corajoso, brincalhão.

04. Assinale a alternativa que o adjetivo está flexionado no grau superlativo absoluto sintético:
a) O garoto é tão inteligente quanto sua irmã. b) O aluno é o mais inteligente da sala. c) A cerveja está geladíssima.
d) O político é muito influente. e) O leite está melhor que o café.

05 – Assinale a única alternativa que possui substantivo sobrecomum.


a) crocodilo b) colega c) cavalheiro d) indivíduo e) imperador

06. Das frases a seguir a que contém todos os substantivos empregados no grau normal é:
a) O cãozinho não resistiu aos ferimentos. B) A cozinha da casa era um espaço aconchegante.
c) É um livrinho interessante, fácil de ser lido. D) O fogaréu atingiu parte dos canaviais da região.
e) O filhote de peixe-boi nasce em cativeiro.

GABARITO: 01-E 2-A 3-D 4-C 5-D 6-B

PRONOMES
01. Assinale a alternativa em que o pronome substitui corretamente os termos destacados.
(A) ... os cidadãos escolhem seus dirigentes... / os cidadãos escolhem-os.
(B) ... as decisões que fazem andar a nação./ que lhe fazem andar.
(C) ... delegando a eles e a seus prepostos as decisões... / os delegando as decisões.
(D) ... que as decisões políticas reflitam a vontade coletiva... / que as decisões políticas reflitam-na.
(E) ... se o povo decidisse como distribuir o orçamento público... / se o povo decidisse como lhe distribuir.

02. A lacuna em – Na Nave Terra_____, vagam passageiros ansiosos, políticos e investidores são insensíveis aos fatores
ambientais.- deve ser preenchida com
(A) de onde (B) na qual (C) os quais (D) da qual (E) a qual

03. Considere o seguinte trecho: Outra aprendizagem necessária diz respeito à instalação de uma cultura de grupo, na qual a
ajuda é valorizada, e exista disposição para ajudar todo aquele que a solicita ou dela necessita.
09. As expressões em destaque referem-se, correta e respectivamente, a
(A) instalação e disposição. (B) instalação e aprendizagem. (C) cultura de grupo e aprendizagem.
(D) cultura de grupo e ajuda. (E) aprendizagem e ajuda.

04. Leia as frases. Cinco casais jovens reuniram-se para um jantar______ assunto principal tornou-se, inevitavelmente, a opção
por parto normal ou cesárea. Para o cronista, a busca por um novo cordão umbilical,_____ procedemos desde o nascimento,
infelizmente é inútil. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas das frases devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
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(A) com que o … em que (B) para o qual … com que (C) cujo … a que (D) do qual o … para a qual
(E) aonde o … de que

05. Observe o emprego do pronome relativo onde no trecho do terceiro parágrafo: Mas o estresse prejudica especificamente o
funcionamento do córtex pré-frontal, onde os pensamentos ocorrem… Esse pronome também está corretamente empregado
em:
(A) Aquele foi um período de sua vida onde ele se sentiu muito entusiasmado com seus projetos.
(B) Esta instituição, reconhecida internacionalmente e onde estudaram famosos arquitetos, fará a restauração da propriedade.
(C) Nos próximos meses, onde todos os condôminos se comprometeram a colaborar, pretende-se 20% de economia no
consumo de água.
(D) Nossos avós paternos nos contaram que se conheceram na França em 1918, ano onde terminou a Primeira Guerra.
(E) Para a entrevista de trabalho, ela optou por um vestido chamativo onde deveria ter optado por uma roupa mais discreta.

06. Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, o pronome relativo está corretamente empregado em
(A) Às vezes, a narradora dormia na casa de uma das avós que ficava o relógio de parede.
(B) Às vezes, a narradora dormia na casa de uma das avós a qual ficava o relógio de parede.
(C) O relógio de parede ficava na casa de uma das avós cuja narradora, às vezes, dormia.
(D) Às vezes, a narradora dormia na casa de uma das avós em cuja ficava o relógio de parede.
(E) O relógio de parede ficava na casa de uma das avós onde a narradora, às vezes, dormia.

GABARITO: 1-D 2-B 3-D 4-C 5-B 6-E

VERBOS
01. Ao reescrever-se o trecho do terceiro parágrafo – Quando fazer as três refeições básicas diariamente era um luxo e morrer
de fome era um destino comum para as pessoas, a gordura era um privilégio. – com o verbo ser flexionado no tempo futuro, a
forma verbal era, em suas três ocorrências, deve ser substituída, respectivamente, por:
(A) ser… ser… seria (B) será… será… seja (C) for… for… será (D) fosse… fosse… será (E) seja… seja… seria

02. Assinale a alternativa em que, reescrita, a frase – ... a natureza é algo sagrado, em que nunca se deve intervir. – tem os
verbos corretamente conjugados.
(A) ... a natureza possuía algo sagrado, em que nunca se interviu.
(B) ... a natureza possue algo sagrado, em que nunca se intervia.
(C) ... a natureza possuirá algo sagrado, em que nunca se interverá.
(D) ... a natureza possui algo sagrado, em que nunca se interveio.
(E) ... a natureza possue algo sagrado, em que nunca se intervém.

03. Se alterados os versos Eu quero uma casa no campo / Onde eu possa ficar do tamanho da paz, obtém-se versão correta em:
(A) Eu quero uma casa no campo/ Que eu pudesse ficar do tamanho da paz
(B) Eu queria uma casa no campo/ De onde eu puder ficar do tamanho da paz
(C) Eu quero uma casa no campo/ Aonde eu pudesse ficar do tamanho da paz
(D) Eu quisera uma casa no campo/ Na qual eu puder ficar do tamanho da paz
(E) Eu queria uma casa no campo/ Em que eu pudesse ficar do tamanho da paz

04. A forma verbal que contém sentido de hipótese está destacada em:
(A) A maioria dos vertebrados morre quando o vigor reprodutivo chega ao fim. (1o parágrafo)
(B) A deterioração da capacidade cognitiva associada ao envelhecimento, entretanto, compromete essas vantagens. (4o
parágrafo)
(C) Para elucidar o papel do gene, o grupo comparou essas duas variantes com as dos chimpanzés, nossos parentes mais
chegados. (6o parágrafo)
(D) Pesquisando em bancos de dados do Projeto Genoma, os autores encontraram a variante protetora em etnias africanas,
americanas, europeias e asiáticas. (7o parágrafo)
(E) Esse mecanismo seletivo operaria no sentido de maximizar as contribuições de indivíduos em idade pós-reprodutiva… (8o
parágrafo)

05. Segundo a descrição gramatical, o futuro do pretérito é empregado ―nas afirmações condicionadas, quando se referem a
fatos que não se realizaram e que, provavelmente, não se realizarão‖. Assinale a alternativa em que o verbo ―viver‖ está
empregado de acordo com essa descrição.
(A) Viveremos como reis, se nos pagarem o que nos devem.
(B) Insatisfeito com tudo, vivia se queixando aos amigos.
(C) Esperam ter mais conforto quando viverem na cidade grande.
(D) Para vivermos bem é preciso que saibamos ceder, quando necessário.
(E) Se todos o aceitassem como parte da família, ele viveria feliz ali.

06. Assinale a alternativa cujos termos preenchem, correta e respectivamente, as lacunas das frases a seguir. Embora sejam
diferentes na forma como_____ o mundo, os trabalhadores da escola são iguais em seus direitos. Todos os que no ambiente
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escolar desenvolvem parte de sua vida______ a merecer respeito. Se a ética_____ a falhar, a desigualdade pode se estabelecer
no ambiente escolar.
(A) vem … veem … vir (B) veem … vêm … vier (C) vê … vem … vier (D) vêm … veem … vir (E) veem … vem … vir

07. Tendo-se em conta a flexão e o emprego dos verbos, assinale a alternativa em que a forma entre parênteses completa
corretamente a lacuna da frase.
(A) Se_________ a proibição, haverá reclamações. (manterem)
(B) Se_________ não uma análise criteriosa da situação, não será possível aceitar o acordo. (fazerem)
(C) Se_________ mais documentos nesta caixa, a arrumação ficará melhor. (caberem)
(D) Se_________ funcionários de outros setores, o serviço ficará pronto mais rapidamente. (trazerem)
(E) Se_________ a questão com cuidado, tudo se resolverá. (virem)
08. O verso da segunda estrofe – Se eu fosse um padre eu citaria os poetas – seria corretamente reescrito, de acordo com as
regras de concordância e mantendo a correlação dos tempos verbais dos termos destacados, em:
(A) Se nós fôramos padre, nós citamos os poetas. (B) Se nós formos padres, nós citaremos os poetas.
(C) Se nós formos padres, nós citaríamos os poetas. (D) Se nós fôssemos padre, nós citemos os poetas.
(E) Se nós fôssemos padres, nós citamos os poetas.

09. Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no tempo futuro.


(A) E a saúde não fica de fora... (B) O termo humor surgiu com os gregos...
(C) O equilíbrio entre eles era o responsável pela saúde... (D) O bom humor e o riso produzem hormônios...
(E) ... maior bem-estar, melhor saúde teremos.

10. No trecho do quinto parágrafo – A vida moderna e o apoio institucional e social ao idoso transformaram a velhice... –, o
termo destacado expressa uma ação
(A) presente habitual. (B) futura hipotética. (C) futura pontual. (D) passada durativa. (E) passada pontual

11. Observe o trecho: Há muitas e muitas décadas – para não dizer séculos –, a humanidade tenta decifrar o impacto do
avanço tecnológico em nossa vida.
Assinale a alternativa em que a substituição das formas verbais destacadas por outras, no pretérito, mantém a concordância e o
sentido da frase corretos.
(A) Fazia – queriam. (B) Fizeram – aguardava. (C) Fazem – pretenderam. (D) Fazia – procurava. (E) Faz – buscara.

12. Observe no trecho do último parágrafo que a forma verbal em destaque foi empregada no futuro do subjuntivo. No
próximo jantar, se estiver do lado de uma grávida, jogarei um talher no chão e, ao abaixar para pegá-lo... As duas frases que
apresentam as formas verbais em destaque também empregadas, corretamente, no futuro do subjuntivo estão na alternativa:
(A) Se o documento caber neste envelope, envie-o hoje mesmo. Se este vestido lhe convier, a loja fará um desconto.
(B) Se o convidado fizer um discurso breve, a cerimônia será menos cansativa. Se ele não pôr mais combustível no veículo,
não chegará ao destino pretendido.
(C) Se o piloto mantiver a calma, terminará a prova em primeiro lugar. Se ela reouver o passaporte extraviado, terá menos
transtornos para deixar o país.
(D) Se o delegado supor que o rapaz mente, dará início a novas investigações. Se o dique contiver o avanço das águas do mar,
a cidade estará protegida.
(E) Se o jornalista se ater apenas a boatos, não escreverá uma matéria consistente. Se a polícia o detiver no aeroporto, o
empresário será encaminhado ao presídio da cidade.

GABARITO: 1-C 2-D 3-E 4-E 5-E 6-B 7-E 8-B 9-E 10-E 11-D 12-C

CONJUNÇÃO
01. A alternativa que preenche corretamente a lacuna da frase – Já entrávamos no restaurante quando minha amiga deu um
grito, ___________tinha esquecido seu casaco no táxi. –, preservando a relação de sentido estabelecida no primeiro parágrafo,
é:
(A) pois (B) porém (C) contudo (D) embora (E) entretanto

02. O termo destacado em – E decidi que a vida logo me daria tudo, / Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro. –
tem sentido equivalente ao da expressão:
(A) Ainda que (B) Desde que (C) Mesmo que (D) Assim que (E) Depois que

03. No trecho do último parágrafo – Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir
como deveriam? –, os termos destacados estabelecem, respectivamente, relações de
(A) finalidade, modo e alternância. (B) consequência, proporção e condição. (C) causa, comparação e modo.
(D) condição, finalidade e conformidade. (E) explicação, consequência e comparação

04. A conjunção que inicia o trecho destacado – Embora seja uma grande contribuição da civilização ocidental, a sua
aplicação no mundo real costuma patinar. – expressa
(A) condição, introduzindo uma afirmação da qual depende a realização do que se declara na sequência.
31
(B) concessão, introduzindo uma afirmação que não representa impedimento ao que se declara na sequência.
(C) causa, introduzindo uma afirmação que constitui garantia da realização do que se declara na sequência.
(D) conformidade, introduzindo uma afirmação que estabelece as exigências para realização do que se declara na sequência.
(E) comparação, introduzindo uma afirmação que expõe conteúdo análogo ao exposto na sequência.

05. No trecho do último parágrafo – … ―as avós são tão importantes, que nós evoluímos genes para proteger suas mentes‖. –, o
termo destacado introduz, com rela- ção à afirmação que o antecede, uma
(A) condição. (B) concessão. (C) comparação. (D) consequência. (E) conformidade.

Para responder a esta questão, considere a seguinte passagem: Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter
celular. Cada vez mais, se rendem. A vida ficou impossível sem ele.
06. A alternativa em que o emprego de conjunções expressa, com correção, a adequada relação de sentido entre as orações é:
(A) Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular; ora, cada vez mais, se rendem, contanto que a vida
ficou impossível sem ele.
(B) Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular; entretanto, cada vez mais, se rendem, embora a vida
ficou impossível sem ele.
(C) Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular; todavia, cada vez mais, se rendem, pois a vida ficou
impossível sem ele.
(D) Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular; apesar de que, cada vez mais, se rendem, mesmo se a
vida ficou impossível sem ele.
(E) Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular; então, cada vez mais, se rendem, como a vida ficou
impossível sem ele.

07. Uma possível reescrita da frase ―Pensei que você gostasse de Aritmética. Ela é um assunto tão preciso‖. Sem perda de
sentido, e em que a expressão destacada estabelece sentido de causa, é
(A) A Aritmética é assunto tão preciso, mas também pensei que você gostasse dela.
(B) Pensei que você gostasse de Aritmética, enquanto ela é um assunto tão preciso.
(C) Já que a Aritmética é um assunto tão preciso, pensei que você estivesse gostando dela.
(D) Pensei que você estivesse gostando de Aritmética, caso ela seja tão precisa.
(E) Se a Aritmética é um assunto tão preciso, pensei que você estivesse gostando dela.

08. No período – Como todos os alunos estão alfabetizados, ela planeja trabalhar acentuação e ortografia para que a escrita
dos pequenos seja cada vez mais aprimorada. – a conjunção em destaque estabelece entre as orações relação de

(A) comparação. (B) tempo. (C) finalidade. (D) conformidade. (E) explicação.

09. Assinale a alternativa em que a expressão em destaque estabelece relação de concessão.


(A) Apesar de não provocar nenhum sinal ou sintoma, a esteatose pode se associar à elevação significativa dos riscos de morte
por doenças diversas...
(B) Mas sua ocorrência não é restrita a esse grupo de pacientes.
(C) Curiosamente, no entanto, muitas pessoas que comem ou bebem em excesso não têm nenhum sinal de gordura no fígado...
(D) Quando foi correlacionada a presença da doença com as alterações genéticas do Apoc3, os cientistas observaram que nos
indivíduos...
(E) Por outro lado, nos indivíduos com presença das alterações genéticas do gene, 38% tinham infiltração gordurosa
significativa no fígado...

10. Na frase ─ Acham que sou um bicho raro porque não tenho televisão ─ a palavra destacada pode ser substituída, sem
prejuízo do sentido do texto, por
(A) portanto. (B) mas. (C) sempre que. (D) visto que. (E) no entanto.

11. No final do texto – É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. –, em relação à oração
anterior, o emprego da conjunção mas expressa uma
(A) adição. (B) contradição. (C) conclusão. (D) condição. (E) explicação.

12. No trecho – A internet é como Funes, o memorioso, o personagem de Jorge Luis Borges: lembra tudo, não esquece nada. –
o sentido expresso pela conjunção destacada é de
(A) explicação. (B) comparação. (C) retificação. (D) contraste. (E) finalidade.

13. Considere o trecho do último parágrafo em que as expressões destacadas exprimem, respectivamente, as ideias de tempo e
de concessão.
Quando começar a tremedeira, agarra bem nas paredes, se enrola no cordão, carca os pés na borda e não sai, mesmo que te
cutuquem com um fórceps... A alternativa em que as expressões destacadas exprimem, respectivamente, as mesmas ideias
presentes no trecho do texto encontra-se em:
(A) Depois que ele conversou com o médico, ficou mais tranquilo já que os exames não indicaram problemas graves.
(B) Sempre que ela viaja a trabalho, pede à vizinha que regue as plantas para que elas não morram por falta de água.
32
(C) Assim que o cliente chegar à loja, entregue-lhe a encomenda imediatamente, ainda que ele não faça o pagamento à vista.
(D) Como alguns funcionários concluíram o curso, receberam um bônus salarial embora o valor tenha sido irrisório.
(E) Visto que o espetáculo está fazendo sucesso, o diretor quer estender a temporada, por isso está negociando com o
proprietário do teatro.

14. No trecho ―– Bilac, preciso vender minha chácara, que só dá dor de cabeça.‖, a oração em negrito expressa sentido de
(A) adição, assim como a destacada em: Minha filha trabalha que trabalha sem parar naquela loja.
(B) consequência, assim como a destacada em: Falou tanto durante a festa que saiu de lá rouca.
(C) comparação, assim como a destacada em: Ela é uma pessoa mais mal-humorada que o Zangado.
(D) explicação, assim como a destacada em: Viajei para Goiás de avião, que é bem mais rápido.
(E) restrição, assim como a destacada em: Ela comprou todos os vestidos que estavam em liquidação.

GABARITO: 1-A 2-B 3-C 4-B 5-D 6-C 7-C 8-C 9-A 10-D 11-B 12-B 13-C 14-D

ADVÉRBIO
01. No trecho do primeiro parágrafo – ... já me aconteceu de pensar que somos muito poucos. –, o termo muito é um advérbio
e expressa ideia de intensidade, assim como o termo destacado em:
(A) Sempre há muito carro na av. Nove de Julho, por isso aconselhamos usar uma rota alternativa.
(B) Gosto de sair cedo de casa, pois tenho muitos clientes para atender e não posso me atrasar.
(C) ―O código da Vinci‖, livro de Dan Brown, fez muita gente interessar-se pela obra de Leonardo Da Vinci.
(D) O novo livro de Dan Brown trata de um tema muito interessante: o crescimento demográfico.
(E) O vilão de ―Inferno‖ acredita que somos muitos seres humanos dividindo os recursos da Terra.

02. No verso – Quando tudo terminar... – a palavra destacada tem sentido de


(A) comparação. (B) adição. (C) explicação. (D) tempo. (E) condição.

03. No trecho do segundo parágrafo, – Se observarmos a vida dos idosos atualmente... –, o termo destacado indica uma
circunstância de tempo, assim como o termo destacado em:
(A) ... podemos facilmente perceber que o que pensam os sábios... (2o parágrafo)
(B) ... a velhice agora pode ser sinônimo de vida ativa... (2o parágrafo)
(C) ... se a velhice for acompanhada, necessariamente, de boa saúde e lucidez. (3o parágrafo)
(D) ... esses benefícios só poderão ser conquistados se a velhice... (3o parágrafo)
(E) ... essa etapa importante da vida possui uma receita mais simples ainda... (4o parágrafo)

04. Considere os trechos: – Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo...; – Todo mundo, ao passar por lá...; –
Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível.... Os advérbios em destaque expressam, respectivamente, sentido
de
(A) afirmação, lugar e dúvida. (B) tempo, lugar e modo. (C) intensidade, meio e dúvida.
(D) afirmação, lugar e tempo. (E) assunto, modo e afirmação.

GABARITO: 1-D 2-D 3-B 4-A

PREPOSIÇÃO
01. Assinale a alternativa em que se identifica com correção o sentido que a preposição destacada imprime ao contexto.
(A) De tecnologias ―quentes‖, sem a frieza dos zeros e uns... – PROCEDÊNCIA.
(B) Filmes em celuloide... – TEMPO. (C) Morria-se de doenças incuráveis... – CAUSA.
(D) ... a vida antes dos antibióticos... – MOVIMENTO. (E) ... conversa para hipster dormir. – SITUAÇÃO POSTERIOR.

02. No contexto da frase – O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se
tinha uma noite mais tranquila. –, a palavra até indica
(A) exclusão. (B) inclusão. (C) conclusão. (D) retificação. (E) situação.

03. Na passagem do primeiro parágrafo – ... que pudesse explicar o Brasil com apenas um título que... –, a preposição ―com‖
forma uma expressão cujo sentido indica
(A) lugar. (B) modo. (C) conformidade. (D) instrumento. (E) causa.

GABARITO: 1-C 2-B 3-B


COLOCAÇÃO PRONOMINAL
01. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases, conforme as regras de colocação
pronominal da norma-padrão da língua portuguesa.
Já não é um exagero muito grande afirmar que, entre os jovens, ninguém_________ devidamente informado sem ter conexão
com a internet. No mundo das tecnologias conectadas, ainda_________ escolas que não usam a internet de modo regular.
Cresce o número de escolas que________ com computadores cada vez mais modernos.
(A) considera-se … se encontram … se equipam (B) considera-se … encontram-se … se equipam
(C) se considera … se encontram … se equipam (D) se considera … encontram-se … equipam-se
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(E) considera-se … encontram-se … equipam-se

02. Assinale a alternativa que completa, corretamente, de acordo com a norma-padrão, a frase – Usamos instrumentos variados
(A) para que expanda-se nossa percepção da realidade, ainda que saibamos que nossa visão será sempre limitada.
(B) para que expanda-se nossa percepção da realidade, ainda que sabemos que nossa visão será sempre limitada.
(C) para que se expanda nossa percepção da realidade, ainda que saibamos que nossa visão será sempre limitada.
(D) para que se expanda nossa percepção da realidade, ainda que sabemos que nossa visão será sempre limitada.
(E) para que expanda-se nossa percepção da realidade, ainda que saberemos que nossa visão será sempre limitada.

03. Considere o trecho: Te coloquei numa ponta do túnel, fui andando em direção à outra, sumi de vista por uns segundos e
você deu uma resmungada, achando que eu ia te abandonar ali, mas então me agachei e apareci do outro lado. Substituindo-se
a segunda pessoa – te – pela terceira pessoa, as respectivas expressões destacadas assumem redação correta, de acordo com a
norma-padrão, em:
(A) Coloquei-o … abandoná-lo (B) Lhe coloquei … lhe abandonar (C) O coloquei … abandonar-lhe
(D) Coloquei-no … abandonar-lhe (E) Coloquei-lhe … o abandonar

04. Assinale a alternativa em que a substituição de palavras por pronomes e a colocação destes na frase está de acordo com a
norma-padrão.
(A) Os quatro netos tinham celulares; sacaram-nos para trocar mensagens com os amigos.
(B) Se minha conhecida quisesse passar um tempo com os netos, levaria-os para lanchar.
(C) A avó ficou desanimada com os netos, por isso, não levou-os para lanchar.
(D) Detesto celular e espero para conversar quando não ouço-o tocar.
(E) Se uma pessoa pega seu celular, logo outras começam a lhe imitar.

05. __________o Dia Nacional do Livro Infantil no último sábado. A data é festejada em 18 de abril porque é o dia em que
nasceu Monteiro Lobato, o autor que_______ de presente o mundo do ―Sítio do Picapau Amarelo‖, com a boneca de pano
mais espevitada que alguém poderia conhecer, a Emília. Monteiro Lobato sabia que, quando______ um leitor, nunca mais ele
abandonará seu amigo livro. (Folha de S.Paulo, 20.04.2015. Adaptado) De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto
devem ser preenchidas, respectivamente, com:
(A) Comemorou-se … deu-nos … se cria (B) Se comemorou … deu-nos … cria-se
(C) Comemorou-se … nos deu … cria-se (D) Se comemorou … nos deu … se cria
(E) Comemorou-se … nos deu … se cria

GABARITO: 1- C 2-C 3-A 4-A 5-E

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL


01. Quanto à concordância, respeitando-se a norma-padrão da língua portuguesa, está correta a frase:
(A) Existe roupas que tem significados importantes para os seus donos.
(B) Houve instantes em que o táxi e o casaco foram quase alcançados.
(C) As amigas, depois de recuperado o casaco, se abraçou com emoção.
(D) Os maridos das amigas as olhava muito surpresos diante do ocorrido.
(E) A história do casaco permanecem nas lembranças das duas amigas.

02. Assinale a alternativa em que a concordância segue a norma -padrão da língua portuguesa.
(A) A perspectiva da falta de alimentos deixam os ecologistas preocupados.
(B) É possível que já tenha nascido mais de nove bilhões de seres humanos.
(C) Conforme algumas previsões, deverão haver dez bilhões de pessoas em 2050.
(D) As discussões sobre o crescimento demográfico têm se tornado cada vez mais relevante.
(E) Segundo a revista ―Veja‖, um número considerável de brasileiras abriu mão de ter filhos.

03. Assinale a alternativa em que a frase – ... havia também a vida antes dos antibióticos, essas substâncias agressivas que
causam tanto dano. – está reescrita de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e/ou nominal.
(A) ... haviam também condições de vida antes dos antibióticos, substâncias agressivas essas responsável por tanto dano.
(B) ... existiam também condições de vida antes do antibiótico, substância agressiva causadora de tantos danos. (C) ... havia
também condições de vida antes do antibiótico, essas substâncias agressivas que tantos danos causa.
(D) ... existia também condições de vida antes dos antibióticos, substâncias agressivas causadora de tantos danos.
(E) ... havia também condições de vida antes dos antibióticos, essa substância agressiva que tanto danos causam.

04. As lacunas da frase – O barulho e os ritmos das cidades modernas_________ as pessoas a buscar a natureza, onde o
silêncio, as descobertas, a lentidão, tudo_______ a paz: condição ideal para que elas_______ a interioridade. – serão, correta e
respectivamente preenchidas, com
(A) instigam … refletem … vislumbram (B) instiga … refletem … vislumbram (C) instigam … reflete … vislumbrem
(D) instigam … refletem … vislumbre (E) instiga … reflete … vislumbra

05. A concordância entre nomes e adjetivo está correta em:


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(A) Qualquer microscópio tem significativo precisão e alcance.
(B) Qualquer microscópio tem exata precisão e alcance.
(C) Qualquer microscópio tem ilimitada alcance e precisão.
(D) Qualquer microscópio tem alcance e precisão reguladoras. (E) Qualquer microscópio tem duvidosa alcance e precisão.

06. Assinale a alternativa em que a concordância está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Segundo o autor, de elementos simples é que se compõem a vida; o extraordinário ocorre raramente.
(B) Entre os diversos textos que te despertará interesse no futuro, pode estar esta crônica, escrita com elementos simples.
(C) O tempo que passamos juntos entre as árvores nos fizeram bem e mudaram minha maneira de encarar os fatos.
(D) Os gestos do meu filho me fizeram perceber o quanto os fatos simples da vida têm sido negligenciados.
(E) Aproveitar os momentos com nossos filhos são fundamentais para não perdermos de vista o que realmente importa.

07. Considere a passagem — … as salas de aula são lugares privilegiados, mas é preciso pensar na vida que transcorre fora
delas e que está estreitamente relacionada ao que ocorre no seu interior — e assinale a alternativa que reescreve o trecho
destacado, em conformidade com a norma-padrão de concordância nominal e verbal.
(A) ... nos eventos que se dão fora delas, estreitamente relacionados às ocorrências que se verificam no seu interior.
(B) ... nos fatos que existe fora delas e que está relacionado e estreitamente ligado ao que se dá no seu interior.
(C) ... nas situações que há fora delas e que estão estreitamente relacionado a tudo que ocorrem no seu interior.
(D) ... nas circunstâncias todas que haveriam fora delas e que estariam relacionada estreitamente ao que sucedem no seu
interior.
(E) ... nos acontecimentos que se desenrolam fora delas, estreitamente relacionado ao que se passam no seu interior.

08._________ escolas que, no decorrer dos anos, não fazem alteração nas turmas, pois_________ no crescimento do vínculo
entre os colegas. É verdade que o tempo ajuda a fortalecer a convivência, mas é preciso ter cuidado para que não_______ os
papéis desempenhados por alguns da turma. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
(A) Existem ... apostam ... se cristalizem (B) Há ... apostam ... cristalizem-se
(C) Se veem ... se aposta ... se cristalize (D) Conhecem-se ... aposta-se ... cristalizem-se (E) Existe ... apostam ... se cristalize
09. Considere as seguintes frases: Os pais precisam se vigiar... Os problemas aparecem depois. Com as formas verbais em
destaque substituídas por outras, as frases estão corretamente reescritas em:
(A) Os pais tem de se vigiar... / Os problemas vem depois. (B) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas vem depois.
(C) Os pais tem de se vigiar... / Os problemas vêm depois. (D) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas veem depois.
(E) Os pais têm de se vigiar... / Os problemas vêm depois.

10. Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.


(A) Nos três simples versos de Mário, revela-se que sempre haverá amigos que com certeza o amarão.
(B) A riqueza humana de Mário é suas capacidades de compreensão e de sentimento, que o torna único.
(C) O fato de viver inúmeras vidas fizeram de Mário um ser tão entregue à experiência terrena e sem fim.
(D) Na semana de Mário, todos têm a impressão de que novidades sobre ele pode chegar a qualquer momento. (E) A
capacidade de compreensão de Mário e o seu sentimento fez dele um poeta, um músico, um folclorista.

11. Assinale a alternativa em que a concordância das palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Já fazem dois anos que não vejo seus pais. (B) Chegaram novos livros relacionados ao assunto.
(C) É muito grande os benefícios que o humor pode trazer. (D) Ontem veio vários clientes procurando esse produto.

GABARITO: 1-B 2-E 3-B 4-C 5-B 6-D 7-A 8-A 9-E 10-A 11-B

ORTOGRAFIA

1. Considere as frases:
Esta escada tem degrau irregular. O troféu vem adornado com ouro. Elas estão corretamente escritas no plural na alternativa:
(A) Estas escadas têm degraus irregulares. Os troféus vêm adornados com ouro.
(B) Estas escadas têm degrais irregulares. Os troféis vêm adornados com ouro.
(C) Estas escadas tem degraus irregulares. Os troféus vem adornados com ouro.
(D) Estas escadas tem degrais irregulares. Os troféis vem adornados com ouro.
(E) Estas escadas têm degrais irregulares. Os troféus vem adornados com ouro.

2. Indique a alternativa cujas palavras preenchem, correta e respectivamente, as frases a seguir: _____o motorista chegou, já
havia uma série de tarefas para ele realizar. Aquele que é _____caráter não progride na carreira profissional.
Como ele se saiu _____ na prova prática, não conseguiu a colocação esperada.
(A) Mau ... mau ... mal (B) Mau ... mal ... mau (C) Mal ... mau ... mau (D) Mal ... mau ... mal (E) Mal ... mal ... mau

3. Analisar escreve-se com s porque é derivada da palavra análise, que tem s em seu radical. A palavra em que o mesmo
processo justifica o emprego do s é
(A) tediosa. (B) bondoso. (C) pesquisador. (D) comunismo. (E) gigantesco.
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4. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase.
João substabeleceu o ______, ________ não confiava mais no advogado.
(A) mandato … por que (B) mandado … porque (C) mandato … porque (D) mandado … por quê

5. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.


I. Fomos assistir a duas ___ de cinema. II. Ele foi__ no exame. III. Os policiais tinham um_____ para entrar na casa.
IV. O juiz não podia_____ uma bela carreira ao advogado.
(A) sessões … mal … mandado … prenunciar (B) seções … mau … mandado … prenunciar
(C) cessões … mau … mandato … pronunciar (D) secções … mal … mandato … prenunciar
(E) seções … mau … mandado … pronunciar

6. Assinale a alternativa em que a expressão entre parênteses completa, corretamente, as lacunas das frases.
(A) A estratégia das indústrias quanto ao uso de gordura trans deve______ efeito imediatamente, para coibir as doenças
cardíacas. (surtir)
(B) A nutricionista _______uma nova dieta sem o uso de gordura trans, mesmo sendo um pouco mais cara. (proscreveu)
(C) As pesquisas acerca da interesterificação ainda estão______, pois caminham lentamente. (insipientes)
(D) O uso de gordura trans em alimentos industrializados está na ________de ter seu fim decretado. (eminência)
(E) A atual _______das indústrias possibilita o surgimento de novas pesquisas relacionadas à ingestão de gordura no
organismo. (conjetura)

7. Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está empregada com sua correta significação.
(A) Como todos os documentos estão corretos, vou ratificá-los.
(B) O submarino emerge em águas profundas para não ser visto.
(C) As testemunhas fizeram uma discrição detalhada do suspeito do crime passional.
(D) O comprimento cordial faz parte das relações humanas.
(E) Quando há variação térmica, os corpos delatam, confirma a Física.

GABARITO: 1-A 2-D 3-C 4-B 5-A 6-A 7-A

ANÁLISE SINTÁTICA

1. Na oração: ―Foram chamados às pressas todos os vaqueiros da fazenda vizinha‖, o núcleo do sujeito é:
a) todos; b) fazenda; c) vizinha; d) vaqueiros; e) pressas.

2. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorretamente classificado:


a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito composto);
b) fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);
c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);
d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).

3.Em ―Éramos três velhos amigos, na praia quase deserta‖, o sujeito desta oração é:
a) oculto; b) claro, composto e determinado; c) indeterminado; d) inexistente; e) claro, simples e determinado.

4.Marque a oração em que o termo destacado é sujeito:


a) houve muitas brigas no jogo; b) Ia haver mortes, se a polícia não interviesse;
c) faz dois anos que há bons espetáculos; d) existem muitas pessoas desonestas; e) há muitas pessoas desonestas.

5. Indique a única frase que não tem verbo de ligação:


a) o sol estava muito quente; b) nossa amizade continua firme; c) suas palavras pareciam sinceras;
d) ele andava triste; e) ele andava rapidamente.

6. Considere a frase: ―Ele andava triste porque não encontrava a companheira‖, os verbos grifados são respectivamente:
a) transitivo direto – de ligação; b) de ligação – intransitivo; c) de ligação – transitivo – indireto;
d) transitivo direto – transitivo indireto; e) de ligação – transitivo direto.

7.Na praça deserta um homem caminhava – o sujeito é:


a) indeterminado; b) inexistente; c) simples; d) oculto por elipse; e) composto.

8.Na oração: ‖Anunciaram grandes novidades‖ – o sujeito é:


a) simples; b) composto; c) indeterminado; d) elíptico; e) inexistente.

9. ―O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da cidade pelo vento‖. O termo grifado é:
a) sujeito; b) objeto direto; c) objeto indireto; d) complemento nominal; e) agente da passiva.
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10.―Eu andava satisfeito com o mundo e comigo mesmo‖, o período é:
a) simples; b) composto por coordenação; c) composto por subordinação; d) composto por coordenação e subordinação;
e) composto de duas orações.

GABARITO: 1-D 2-E 3-A 4-D 5-E 6-E 7-C 8-C 9-E 10-A

01) Estão corretas quanto à acentuação gráfica as palavras:


a) Enjôo, idéia, revólver.
b) Assembléia, abacaxí, juízo. c) Rúim, raínha, pêlo.
d) Pôde (do verbo poder), veem (do verbo ver), vêm (do verbo vir).
e) Pára (do verbo parar), saúde, baía.

02) Estão corretas quanto à ortografia as palavras:


a) Anti-higiênico, antirrugas, infraestrutura. b) Anti-inflamatório, semi-reta, ultra-som.
c) Micro-ondas, auto-estima, inter-relação. d) Hiperativo, sem-terra, para-quedas.
e) Mini-saia, pontapé, ex-prefeito.

03) O vocábulo ―se‖ tem a função de partícula apassivadora em:


a) Ela se foi repentinamente. b) Consertam-se aqui todos os tipos de bicicletas.
c) Necessita-se de vendedores com experiência. d) Se for sair, leve um casaco. e) João se cortou com a navalha.

04) Trata-se de uma oração com sujeito indeterminado:


a) Fizemos tudo o que você pediu. b) Fábio e Ana se casam este mês. c) Faz muito calor no litoral.
d) Falam muito bem de você na empresa. e) Nenhuma das anteriores.

05) Chegamos ___ São Paulo ___ 14 h e minha mãe estava ___ nos esperar. ___ tarde, fomos ___ Pinacoteca e vimos uma
linda exposição. ___ noite, decidimos jantar num sofisticado restaurante, que ficava ___ cerca de 1 hora de onde estávamos.
Foi um passeio maravilhoso!
a) A, as, a, a, a, a, a. b) À, às, a, a, à, a, a. c) À, as, à, a, a, a, à. d) A, às, a, a, à, a, à. e) A, às, a, à, à, à, a.

06) Na oração ―Não distingue entre gente e bicho‖, temos um sujeito:

a) Simples. b) Composto. c) Indeterminado. d) Oculto. e) Não há sujeito na oração.

07) Assinale a alternativa em que a palavra se desempenha a função de índice de indeterminação de sujeito:
a) Alugam-se imóveis. b) Necessita-se de professores eventuais. c) Lia olhou-se no espelho.
d) Se chover, tire as roupas do varal. e) Não sei se digo a verdade.

08) Assinale a alternativa em que a palavra que assume o valor morfológico de advérbio:
a) Que perto fica a sua escola! b) Tem que haver um lugar para ele. c) Eu é que sei como dói a perda de alguém.
d) Apresse-se que quero partir. e) Que dias mais tristes, que dias sem vida estes!

09) Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso da crase:


a) Adoro arroz à grega. b) Deu o presente à professora. c) Ele nunca foi à Itália. d) Estava sempre feliz à cantar.
e) Fui à casa de Helena

10) Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância verbal:


a) A mãe, a filha e a neta acreditam em duendes. b) Vossas Senhorias se equivocaram.
c) Os Estados Unidos desprezam os outros países. d) Era agosto e a rainha comemorava seu aniversário.
e) São meio dia e meia.

11) Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância nominal:


a) Estou quites com o serviço militar. b) Eles estavam sempre alerta. c) Há menos mulheres aqui hoje.
d) As crianças sempre falavam manso. e) As próprias mães foram à delegacia.

12) Assinale a alternativa que apresenta o vício de linguagem conhecido por barbarismo:
a) Sua saia sujou. b) Ele vai vim aqui. c) A cadela da sua irmã foi passear no parque? d) Pagou quinze por cada.
e) Subiu lá em cima no décimo andar.

GABARITO: 1 – D 2– A 3 – B 4-D 5 – E 6-D 7-B 8-A 9-D 10-E 11-A 12-B

FIGURAS DE LINGUAGEM

01) Assinale a alternativa em que o autor NÃO utiliza prosopopéia.


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a) ―A luminosidade sorria no ar: exatamente isto. Era um suspiro do mundo.‖ (Clarice Lispector)
b) ―As palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam, se dissolvem…‖ (Drummond)
c) ―Quando essa não-palavra morde a isca, alguma coisa se escreveu.‖ (Clarice Lispector)
d) ―A poesia vai à esquina comprar jornal‖. (Ferreira Gullar)
e) ―Meu nome é Severino, Não tenho outro de pia‖. (João Cabral de Melo Neto)

02) Eu nasci há dez mil anos atrás


E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
(...)
É possível observar, no trecho sublinhado, a seguinte figura de linguagem:
a) Metonímia. b) Hipérbole. c) Catacrese. d) Ironia. e) Sinestesia.
03) Atribua ―V‖ para verdadeiro e ―F‖ para falso em relação aos seguintes excertos:
a- Faria isso mil vezes se fosse necessário – antítese ( )
b – Falta-lhe inteligência para compreender isso – eufemismo ( )
c – Muito competente aquele candidato, esquecendo-se de cumprir com suas promessas eleitorais - ironia ( )
d – ―O amor que a exalta e a pede e a chama e a implora‖ – inversão ( )

04) No trecho: ―…dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo‖, a figura de linguagem presente é
chamada:
a) metáfora b) hipérbole c) hipérbato d) anáfora e) antítese

05) Identifique a figura de linguagem empregada nos versos destacados:


―No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!‖
A) antítese B) anacoluto C) hipérbole D) metonímia E) aliteração

6) Identifique qual das alternativas trata-se de metáfora:


a) Aqueles olhos eram como dois faróis acesos. b) Ah! O doce sabor da vitória!
c) Aquele velho é uma raposa! d) Eles morreram de rir daquela cena.

7) "Muito bom aquele encanador. Colocou em nossa casa vários canos furados.". Esta frase trata-se de qual tipo de figura de
linguagem?
A) Metonímia B) Ironia C) Indireta D) Antítese

8) "É como mergulhar num rio e não se molhar" (Skank); "Tristeza não tem fim, felicidade sim" (Vinícius de Moraes). As
frases acimas são exemplos de:

A) Antítese e Zeugma B) Paradoxo e Paradoxo C) Paradoxo e Antítese D) Antítese e Antítese E) Zeugma e Paradoxo

9) Em: "Aquele ser desprovido de inteligência era como palhaço: não queria saber de nada, só contava piada e fazia graça até
que todos morressem de rir. Era uma situação difícil, até uma porta pensa mais que ele!". O texto possui as seguintes figuras:
a) Eufemismo - Comparação - Hipérbole – Personificação b) Zeugma - Metáfora - Hipérbole – Personificação
c) Eufemismo - Metáfora - Hipérbole – Personificação d) Metonímia - Comparação - Hipérbole - Personificação

10) Em: "O rato roeu a roupa do rei de roma". Qual é a figura de linguagem desta frase?
a) Aliteração b) Gradação c) Onomatopéia d) Anáfora

GABARITO: 1-E 2-B 3-F-V-V-F 4- E 5-C 6-A 7-B 8-C 9-C 10-A

FUNÇÃO DO ―QUE‖ e do ‗SE‖

01) No período ―Acredito que o papel de um pai é preparar o seu filho para a vida‖, a expressão em destaque é:
a) Uma preposição. b) Uma conjunção subordinativa. c) Um termo essencial da oração. d) Sujeito da oração.
e) Um verbo de ligação

02) Assinale a alternativa em que a palavra se desempenha a função de índice de indeterminação de sujeito:
a) Alugam-se imóveis. b) Necessita-se de professores eventuais. c) Lia olhou-se no espelho.
d) Se chover, tire as roupas do varal. e) Não sei se digo a verdade.

03) Assinale a alternativa em que a palavra que assume o valor morfológico de advérbio:
a) Que perto fica a sua escola! b) Tem que haver um lugar para ele. c) Eu é que sei como dói a perda de alguém.
d) Apresse-se que quero partir. e) Que dias mais tristes, que dias sem vida estes!
GABARITO: 01-B 02-B 03-A
38
MATEMÁTICA

39
OPERAÇÕES COM NUMEROS INTEIROS
ADIÇÃO

A professora de língua Portuguesa indicou aos alunos de 5° série os livros que eles deverão ler no primeiro
bimestre do ano letivo, o primeiro tem 64 páginas e o segundo têm 72 páginas. Nesses dois livros, quantas páginas,
ao todo, os alunos vão ler?
Devemos contar as 72 páginas de um livro mais as 64 páginas do outro. Partindo de 72 e contando mais 64 vemos
chegar ao resultado. Essa contagem é demorada, não é? Por isso, você aprendeu a fazer esta conta:
72 + 64 = 136

Adicionar significa somar, juntar , ajuntar, acrescentar. No exemplo acima, os números 72 e 64 são parcelas da
adição. O resultado, 136, é chamado soma. Veja outro exemplo: 600 + 280= 880--soma
Na matemática, a operação da adição é usada quando devemos juntar duas ou mais quantidades. Consideremos,
então, as seguintes situações em que vamos empregar a operação de adição

1º EXEMPLO
Uma empresa tem 1748 pessoas trabalhando na sua fábrica e 566 pessoas trabalhando no seu escritório. Quantas
pessoas trabalham, ao todo, nessa empresa? Resolução: Para resolver esse problema, devemos fazer 1748 + 566,
ou seja 1748---parcela +566---parcela ----2314---soma ou total (resultado da operação). Logo, podemos dizer que
nessa empresa trabalham 2314 pessoas

2º EXEMPLO
Em uma escola, o início das aulas é às 7h 30min. Como cada aula tem 50 minutos de duração, a que horas termina
a primeira aula? Resolução: Para resolver esse problema, devemos fazer 7h 30min + 50 min, ou seja: 7h 30 min----
parcela + 50 min----parcela --------- 7h 80 min----soma ou total

Como 1 hora tem 60 minutos, então 80 minutos correspondem a 1h 20 min. Então 7h 80 min = 7 h + 1h 20 min = 8
h 20 min. Logo, podemos dizer que a primeira aula termina às 8 h 20 min

3º EXEMPLO
Durante o ano de 2008, uma equipe de futebol venceu 49 partidas, empatou 18 partidas e perdeu 5 partidas.
Quantas partidas essa equipe disputou durante o ano de 2008? Resolução: Para resolver o Problema, devemos
calcular 49 + 18 + 5, ou seja : 72---soma ou total. Logo, podemos dizer que essa equipe disputou 72 partidas

SUBTRAÇÃO
Na matemática, a operação da subtração é empregada quando devemos tirar uma quantidade de outrea quantidade.
Veja o exemplo: O estádio do Pacaembu, na cidade de São Paulo, tem capacidade para 40.000 pessoas. È também
na cidade de São Paulo que se encontra o estádio do Morumbi que tem capacidade para 138.000 pessoas. Para se
ter uma idéia do tamanho do Morumbi, se colocarmos nele 40.000 ainda sobrarão muitos lugares. Quanto sobrarão?
Dos 138.000 lugares devemos tirar os 40.000 assim: 138.000 - 40.000 = 98.000. Sobrarão 98.000 lugares.

Subtrair significa tirar, diminuir. Na subtração anterior, o número 138.000 é chamado minuendo e 40.000 é o
subtraendo, o resultado, 98.000, é chamado diferença ou resto.

MULTIPLICAÇÃO
A multiplicação é uma adição de parcelas iguais. Veja: 3+3+3+3 = 12. Podemos representar a mesma igualdade
por: 4 x 3 = 12 ou 4 . 3 = 12. Essa operação chama-se multiplicação e é indicada pelo sinal . ou x. Na multiplicação
4 x 3 = 12, dizemos que: 4 e 3 são os fatores e 12 é o produto.

1º exemplo
Um edifício de apartamentos tem 6 andares. Em cada andar a 4 apartamentos. Quantos apartamentos tem o edificio
todo?
Resolução: Para resolver esse problema, podemos fazer: 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 = 24. Essa mesma igualdade pode
ser representada por: 6 x 4 = 24. Logo podemos dizer que o edificio tem 24 apartamentos

2° Exemplo
A fase final do torneio de voleibol da liga nacional é disputado por 4 equipes. Cada equipe pode inscrever 12
jogadores. Quantos jogadores serão inscritos para disputar a fase final desse torneio? Resolução: Para resolver

40
esse problema podemos fazer 12 + 12 + 12 + 12 = 48. Essa mesma igualdade pode ser representada por: 4 x 12 =
48
DIVISÃO EXATA
Consideremos dois números naturais, dados numa certa ordem, 10 é o primeiro deles e 2 é o segundo. Por meio
deles determina-se um terceiro número natural que, multiplicado pelo segundo dá como resultado o primeiro. Essa
operação chama-se divisão e é indicada pelo sinal :

Assim: 10:2 = 5 porque 5x2 = 10. Na divisão 10:2=5, dizemos que 10 é o dividendo, 2 é o divisor, 5 é o resultado
ou quociente

EXEMPLO
Um cólegio levou 72 alunos numa excursão ao jardim zoológico e para isso repartiu igualmente os alunos em 4
ônibus. Quantos alunos o colégio colocou em cada ônibus? Para resolver esse problema, devemos fazer uma
divisão 72 : 4 = 18 , sendo assim cada ônibus tinha 18 alunos.

DIVISÃO NÃO EXATA


Nem sempre é possivel realizar a divisão exata em N. Considerando este exemplo: 7 : 2 = 3 sobra 1 que chamamos
de resto. Numa divisão, o resto é sempre menor que o divisor

Exemplo
Uma industria produziu 183 peças e quer colocá-las em 12 caixas, de modo que todas as caixas tenham o mesmo
número de peças. Quantas peças serão colocadas em cada caixa? Resolução: Para resolver esse problema devemos
fazer 183 : 12, tendo como resultado 15 e resto 3. Como o resto é 3, dizemos que esta é uma divisão com resto ou
uma divisão não exata. Logo na caixa serão colocadas 15 peças, sobrando ainda 3 peças.

Adição e subtração de números fracionários


a) Adição e Subtração
Para somar frações homogêneas (com mesmo denominador), somam-se os numeradores e conserva-se o
denominador.
Exemplos:

1º) 2º)
Para somar frações heterogêneas (com denominadores diferentes), é necessário reduzi-las a um denominador
comum. O processo para transformá-las a um denominador comum segue os passos abaixo:
1º passo: Determina-se o m.m.c (mínimo múltiplo comum) dos denominadores das frações dadas. O resultado
obtido é o novo denominador.

m.m.c. (4, 5, 10)

m.m.c. (4, 5, 10) = 20 (denominandor comum)


2º passo: Divide-se o m.m.c encontrado pelos denominadores das frações dadas.
20 : 4 = 5; 20 : 5 = 4; 20 : 10 = 2
3º passo: Multiplica-se o quociente encontrado, em cada divisão, pelo numerador da respectiva fração. O produto é
o novo numerador.

Logo, temos:

b) Multiplicação
Para multiplicar duas ou mais frações, multiplicam-se entre si os numeradores e os denominadores.

Exemplo:
c) Divisão
41
Para dividir uma fração por outra, multiplica-se a primeira pela inversa da segunda.

Exemplo:
PROBLEMAS COM NÚMEROS RACIONAIS

Os problemas com números racionais absolutos são geralmente resolvidos da seguinte forma :
1°) Encontrando o valor de uma unidade fracionária.
2°) obtendo o valor correspondente da fração solicitada

Exemplo: Eu tenho 60 fichas, meu irmão tem ¾ dessa quantidade. Quantas fichas tem o meu irmão?
60 x ¾ = 180/4 = 45. R: O meu irmão tem 45 fichas

Potenciação e radiciação de números fracionários


Na potenciação, quando elevamos um número fracionário a um determinado expoente, estamos elevando o
numerador e o denominador a esse expoente, conforme os exemplos abaixo:

Na radiciação, quando aplicamos a raiz quadrada a um número fracionário, estamos aplicando essa raiz ao
numerador e ao denominador, conforme o exemplo abaixo:

Operações com números racionais decimais


Adição
Considere a seguinte adição:
1,28 + 2,6 + 0,038
Transformando em frações decimais, temos:

Método prático
1º) Igualamos o números de casas decimais, com o acréscimo de zeros;
2º) Colocamos vírgula debaixo de vírgula;
3º) Efetuamos a adição, colocando a vírgula na soma alinhada com as demais.
Exemplos:
1,28 + 2,6 + 0,038 35,4 + 0,75 + 47 6,14 + 1,8 + 0,007

Subtração
Considere a seguinte subtração:
3,97 - 2,013
Transformando em fração decimais, temos:

Método prático
1º) Igualamos o números de casas decimais, com o acréscimo de zeros;
2º) Colocamos vírgula debaixo de vírgula;
3º) Efetuamos a subtração, colocando a vírgula na diferença, alinhada com as
demais.
Exemplos:
3,97 - 2,013 17,2 - 5,146 9 - 0,987

42
Multiplicação Considere a seguinte multiplicação: 3,49 · 2,5

Transformando em fração decimais, temos:


Método prático
Multiplicamos os dois números decimais como se fossem naturais. Colocamos a
vírgula no resultado de modo que o número de casas decimais do produto seja igual à
soma dos números de casas decimais do fatores.
Exemplos:
3,49 · 2,5

1,842 · 0,013

Observação:
1. Na multiplicação de um número natural por um número decimal, utilizamos o método prático da
multiplicação. Nesse caso o número de casas decimais do produto é igual ao número de casas decimais do fator
decimal. Exemplo:
5 · 0,423 = 2,115
2. Para se multiplicar um número decimal por 10, 100, 1.000, ..., basta deslocar a vírgula para a direita uma,
duas, três, ..., casas decimais. Exemplos:

3. Os números decimais podem ser transformados em porcentagens. Exemplos

0,05 = = 5% 1,17 = = 117% 5,8 = 5,80 = = 580%

Divisão
1º: Divisão exata
Considere a seguinte divisão: 1,4 : 0,05

Transformando em frações decimais, temos:


Método prático
1º) Igualamos o números de casas decimais, com o acréscimo de zeros;
2º) Suprimimos as vírgulas;
3º) Efetuamos a divisão.
Exemplos:
43
 1,4 : 0,05 Efetuado a divisão
Igualamos as casa decimais: 1,40 : 0,05
Suprimindo as vírgulas: 140 : 5
Logo, o quociente de 1,4 por 0,05 é 28.

 6 : 0,015 Efetuando a divisão


Igualamos as casas decimais 6,000 : 0,015
Suprimindo as vírgulas 6.000 : 15
Logo, o quociente de 6 por 0,015 é 400.

 4,096 : 1,6 Efetuando a divisão


Igualamos as casas decimais 4,096 : 1,600
Suprimindo as vírgulas 4.096 : 1.600

Observe que na divisão acima o quociente inteiro é 2 e o resto corresponde a 896 unidades. Podemos prosseguir a
divisão determinando a parte decimal do quociente. Para a determinação dos décimos, colocamos uma vírgula no
quociente e acrescentamos um zero resto, uma vez que 896 unidades corresponde a 8.960 décimos.

Continuamos a divisão para determinar os centésimos acrescentando outro zero ao novo resto, uma vez que 960
décimos correspondem a 9600 centésimos.

O quociente 2,56 é exato, pois o resto é nulo.


Logo, o quociente de 4,096 por 1,6 é 2,56.
 0,73 : 5 Efetuando a divisão
Igualamos as casas decimais 0,73 : 5,00
Suprimindo as vírgulas 73 : 500

Podemos prosseguir a divisão, colocando uma vírgula no quociente e acrescentamos um zero à direita do três.
Assim:

Continuamos a divisão, obtemos:

Logo, o quociente de 0,73 por 5 é 0,146.


Em algumas divisões, o acréscimo de um zero ao resto ainda não torna possível a divisão. Nesse caso, devemos
colocar um zero no quociente e acrescentar mais um zero ao resto. Exemplos:
 2,346 : 2,3 Verifique 460 (décimos) é inferior ao divisor
(2.300). Colocamos, então, um zero no quociente
e acrescentamos mais um zero ao resto.

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Logo, o quociente de 2,346 por 2,3 é 1,02.

Observação:
Para se dividir um número decimal por 10, 100, 1.000, ..., basta deslocar a vírgula para a esquerda uma, duas,
três, ..., casas decimais. Exemplos:

2º : Divisão não-exata
No caso de uma divisão não-exata determinamos o quociente aproximado por falta ou por excesso.
Seja, por exemplo, a divisão de 66 por 21:

Tomando o quociente 3 (por falta), ou 4 (por excesso), estamos cometendo um erro que uma unidade, pois o
quociente real encontra-se entre 3 e 4.
Logo:

Assim, na divisão de 66 por 21, temos: afirmar que:


3 é o quociente aproximado por falta, a menos de uma unidade.
4 é o quociente aproximado por excesso, a menos de uma unidade.

Prosseguindo a divisão de 66 por 21, temos:

Podemos afirmar que:


3,1 é o quociente aproximado por falta, a menos de um décimo.
3,2 é o quociente aproximado por excesso, a menos de um décimo.
Dando mais um passo, nessa mesma divisão, temos:

Podemos afirmar que:


3,14 é o quociente aproximado por falta, a menos de um centésimo.
3,15 é o quociente aproximado por excesso, a menos de um centésimo.
Observação:
1. As expressões têm o mesmo significado:
- Aproximação por falta com erro menor que 0,1 ou aproximação de décimos.
- Aproximação por falta com erro menor que 0,01 ou aproximação de centésimos e, assim, sucessivamente.
2. Determinar um quociente com aproximação de décimos, centésimos ou milésimos significa interromper a
divisão ao atingir a primeira, segunda ou terceira casa decimal do quociente, respectivamente. Exemplos:
13 : 7 = 1,8 (aproximação de décimos)
13 : 7 = 1,85 (aproximação de centésimos)
13 : 7 = 1,857 (aproximação de milésimo)
Cuidado!
No caso de ser pedido um quociente com aproximação de uma divisão exata, devemos completar com zero(s), se
preciso, a(s) casa(s) do quociente necessária(s) para atingir tal aproximação. Exemplo:
O quociente com aproximação de milésimos de 8 de 3,2 é

45
Representação Decimal de uma Fração Ordinária
Podemos transformar qualquer fração ordinária em número decimal, devendo para isso dividir o numerador pelo
denominador da mesma. Exemplos:

 Converta em número decimal.

Logo, é igual a 0,75 que é um decimal exato.

 Converta em número decimal.

Logo, é igual a 0,333... que é uma dízima periódica simples.

 Converta em número decimal.

Logo, é igual a 0,8333... que é uma dízima periódica composta.

RAZÃO E PROPORÇÃO

Razão e proporção são conceitos que estão intimamente ligados. Dizemos que existe uma proporção ao observar
duas ou mais razões e construir uma relação entre elas.
O conceito de razão está relacionado com o conceito de divisão. Dizemos que a razão entre os números A e B é o
quociente A : B, ou seja, o resultado da divisão de A por B é chamado de razão. A representação de uma razão
pode ser A : B, A/B, o próprio resultado ou o mais usual:
A
B
A é o numerador e B é o denominador. Como exemplo, a razão entre os números 20 e 5 pode ser escrita: 20:5, 20/5
ou
20
5
e tem como resultado o número 4. Logo, 4 é a razão entre 20 e 5.
Outro exemplo de razão é a porcentagem. Porcentagem é uma razão que tem o denominador igual a 100.

Proporção:
Quando duas razões têm o mesmo resultado, elas são chamadas de proporção.Portanto, tem-se uma proporção
quando é observada a igualdade entre duas ou mais razões. Assim, se a razão entre A e B é igual à razão entre os
números C e D, dizemos que a seguinte igualdade é uma proporção:
A=C
B D
Nesse caso, leia essa igualdade da seguinte maneira: A está para B assim como C está para D. É importante dizer
ainda que A e D são chamados extremos das proporções e B e C são chamados meios.

Propriedades:
1 – Em toda proporção, o produto entre os extremos é igual ao produto entre os meios,ou seja, se
A=C
B D
Então
46
A·D = B·C
Essa é a técnica utilizada para o cálculo de proporções quando se tem apenas três dos números acima e é necessário
descobrir o quarto. Por essa razão, esse cálculo é chamado de regra de três.

2 – Em toda proporção, é possível trocar os extremos de lugar. Dessa maneira, as igualdades a seguir são
verdadeiras.
A=C
B D

D=C
B A
3 – Em toda proporção, é possível trocar os meios de lugar. Essa propriedade funciona exatamente como a anterior.
4 – Em toda proporção, é possível inverter as duas razões ou trocá-las de lugar. Portanto, as igualdades abaixo são
verdadeiras e equivalentes.
A=C
B D

B=D
A C

D=B
C A

EQUAÇÃO DE 1º GRAU

1) COM 01 (UMA) INCÓGNITA


Toda equação do 1º grau com uma incógnita é representada pela forma geral ax + b = c, com a, b e c pertencentes
aos números reais, sendo a ≠ 0.
Exemplos: x + 1 = 6 2x + 7 = 18 4x + 1 = 3x – 9 10x + 60 = 12x + 52
 Para resolver uma equação, precisamos conhecer algumas técnicas matemáticas. Vamos, por meio de
resoluções comentadas, demonstrar essas técnicas.

REGRA PRÁTICA PARA RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU


Para resolver equação de 1° grau usaremos um método pratico seguindo o roteiro:
1) Isolar no 1° membro os termos em x e no 2° membro os termos que não apresentam x ( devemos trocar o sinal
dos termos que mudam de membro para outro)
2) Reduzir os termos semelhantes
3) Dividir ambos os membros pelo coeficiente de xExemplo 1: 4x + 2 = 8 – 2x
4x + 2x = 8 – 2
6x = 6
x=6/6 x=1
Portanto, o valor de x que satisfaz à equação é igual a 1. A verificação pode ser feita substituindo o valor de x na
equação, observe:
4x + 2 = 8 – 2x
4*1+2=8–2*1
4+2=8–2
6 = 6 → sentença verdadeira
Todas as equações, de uma forma geral, podem ser resolvidas dessa maneira.

Exemplo 2:
10x – 9 = 21 + 2x + 3x
10x – 2x – 3x = 21 + 9
10x – 5x = 30
5x = 30
x = 30/5 = x = 6

2) EQUAÇÃO DO PRIMEIRO GRAU COM 02 (DUAS) INCÓGNITAS


Toda equação do 1º grau com uma incógnita é representada pela forma geral ax + b = c, com a, b e c pertencentes
aos números reais, sendo a ≠ 0.
47
As equações do 1º grau com duas incógnitas são representadas pela expressão ax + by = c, com a ≠ 0, b ≠ 0 e c
assumindo qualquer valor real. Nesse modelo de equação, os valores de x e y estão ligados através de uma relação
de dependência. Observe exemplos de equações com duas incógnitas:
10x – 2y = 0 x – y = – 8 7x + y = 5 12x + 5y = – 10 50x – 6y = 32 8x + 11y = 12
Essa relação de dependência pode ser denominada de par ordenado (x, y) da equação, os valores de x dependem
dos valores de y e vice versa. Atribuindo valores a qualquer uma das incógnitas descobrimos os valores
correlacionados a elas. Por exemplo, na equação
3x + 7y = 5, vamos substituir o valor de y por 2:
3x + 7*2 = 5
3x + 14 = 5
3x = 5 – 14
3x = – 9
x=–9/3
x=–3
Temos que para y = 2, x = – 3, estabelecendo o par ordenado (–3, 2).

Exemplo 1
Dada a equação 4x – 3y = 11, encontre o valor de y, quando x assumir valor igual a 2.
x=2
4*2 – 3y = 11
8 – 3y = 11
– 3y = 11 – 8
– 3y = 3 (multiplicar por – 1)
3y = – 3
y = – 3/3
y=–1
Estabelecendo x = 2, temos y = – 1, constituindo o par ordenado (2, –1).

EQUAÇÃO DO 2º GRAU
* Definição
Denomina-se equação do 2º grau com uma variável toda e qualquer equação que esteja na forma:

Onde : a, b, c pertence a R, com a ≠ 0


Desta forma, são equações do segundo grau com uma variável:
a) 3x2 – 4x + 2 = 0
Onde:
a = 3 b = -4 c = 2
b) y2 + 10y – 15 = 0
Onde:
a=1
b = 10
c = -15
* Coeficientes da equação do 2º grau
Os números reais a, b e c são chamados de coeficientes da equação do 2º grau, e seguem da seguinte forma:
» a é sempre o coeficiente do termo x2
» b é sempre o coeficiente do termo x
» c é chamado de termo independente ou mesmo de termo constante
* O que são equações completas e equações incompletas
Como já definimos, o coeficiente ―a‖ é sempre diferente de zero (a ≠ 0). Mas os coeficientes ―b‖ e ―c‖ podem ser
nulos.
Desta forma:
» quando ―b‖ e ―c‖ são diferentes de zero, a equação se diz completa.
Ex.:
2x2 – 4x + 2 = 0
Y2 – 3y + 4 = 0
-3t2 + 4t + 3 = 0
Todas as equações acima são chamadas de ―equações completas‖.
» quando (b = 0), ou (c = 0) ou (b = c = 0), a equação se diz incompleta.
x2 – 5 = 0
48
t2 + 2t = 0
10x2 = 0
Todas as equações acima são chamadas de ―equações incompletas‖.
* Como resolver equações do 2º grau incompletas
Para resolver uma equação, que significa determinar o conjunto de soluções dessa equação.
Inicialmente observamos o seguinte:
» Se x2 = a, então x = raiz quadrada positiva e negativa (relação fundamental)
» Se a.b = 0, então a = 0 ou b = 0
Baseado nas condições acima, verificaremos como resolver as equações incompletas do 2º grau.
1º caso:
A equação é da forma ax2 + bx = 0, onde c = 0.
Resolva as seguintes equações incompletas do 2º grau, sendo U = R
Exemplos:
a) x2 – 4x = 0
Colocando o fator x em evidência, temos:
x. (x – 4) = 0
As raízes das equações são:
x=0
x–4=0
x=4
Logo S = {0,4}
b) y2 + 10y = 0
Colocando o fator y em evidência, temos:
y.(y + 10) = 0
As raízes das equações são:
y=0
y + 10 = 0
y = -10
Logo S = {0, -10}
Observe que nos exemplos acima, sempre procuramos colocar a variável em evidência para a equação seja
solucionada mais rapidamente.
2º caso
A equação é da forma ax2 + c = 0, onde b = 0.
Resolva as seguintes equações incompletas do 2º grau, sendo U = R
a) x2 – 49 = 0
Calculando o termo independente e transpondo e termo, temos o seguinte:
x2 – 49 = 0
x2 = 49
x = +/- raiz quadrada de 49 (√49) – relação fundamental
x = +/- 7 ---à Raiz quadrada de 49 pertence R e é exata : 7
x = + 7 ou x = -7
S = {-7, 7}
b) 4x2 – 36 = 0
Calculando o termo independente e transpondo e termo, temos o seguinte:
4x2 = 36
x2 = 36/4
x2 = 9
x = +/- raiz quadrada de 9 (√9) – relação fundamental
x = + 3 ou x = -3
S = {-3, 3}
SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU

Noções: A soma de dois números é 12 e a diferença entre eles é 4. Quais são estes números?
Para a resolução de problemas como este que apresenta duas incógnitas desconhecidas, utilizamos um sistema de
equações.
Chamamos de x o primeiro número (o maior) e de y o segundo número.
Pelo enunciado:
» soma de dois números é 12, ou seja: x+y = 12 ...I
» a diferença entre eles é 4, isto é : x-y = 4 .....II
49
A solução de um sistema de equações com duas variáveis é um par ordenado (x,y) de números reais que satisfaz
as duas equações ( I e II ).
Verificando o par ordenado (8,4), notamos que satisfaz as duas equações:
8+4=12 e 8-4=4 , logo a solução do sistema é (8,4)
Vejamos agora os métodos para a resolução de sistema de equações:
Método da adição: basta eliminar uma das variáveis, através de termos opostos, recaindo numa equação do 1º grau
com uma variável.
Ex: x+y=12
x-y=4
Notamos que as duas equações possuem termos opostos: (y e -y).
Com isso, basta somar as duas equações:

A seguir, basta substituir o valor encontrado para x em uma das equações.


8+y=12 ou 8-y=4
y=12-8 -y=4-8
y=4 y=4
O par ordenado (x,y)=(8,4) é a solução do sistema.
Outro exemplo:
... I
.. II
Note que as equações não possuem coeficientes opostos, logo se somarmos membro a membro, não eliminaremos
nenhuma variável.
Para a resolução deste sistema, devemos escolher uma variável para ser eliminada.
Para isso, multiplicamos a equação I por -2:
... I
... II
0x + 0y = 6 .... III
Observe que a equação III não possui solução, logo a solução do sistema seria vazio. S= { }
Método da substituição: » Consiste em eliminarmos uma das variáveis isolando seu valor numa das equações do
sistema, para em seguida substitui-la na outra.
Ex: x+y=12 ... I
x-y=4 .... II
Escolhemos uma das variáveis na primeira equação, para determinarmos o seu valor: x+y=12 » x=12-y
Substituímos na outra equação:
(12-y) - y = 4
12-2y = 4
-2y = -8
y=4
Substituindo o valor encontrado em uma das equações:
x+4=12 » x=12-4 » x=8
Logo a solução do sistema seria:
S = {(8,4)
Ex:
... I
... II
Escolhemos a variável y da equação II:
... II
Substituindo na equação II :

Substituindo o valor de x encontrado em II:

50
Logo a solução do sistema é : S = {( 10,4 )}
Método da comparação:» Consiste em comparmos as duas equações do sistema, após termos isolado a mesma
variável (x ou y) nas duas equações:
x+2y=2 » x=2-2y
x+y = 3 » x=3-y

Comparando as duas equações:


2-2y=3-y
-2y+y=3-2
-y = 1
y = -1
Substituindo o valor de y encontrado: x = 2-2.(-1) » x=2+2=4 - Portando S= {(4,-1)}

SISTEMA DE MEDIDAS
Medidas de Comprimento
Metro
A palavra metro vem do gegro métron e significa "o que mede". Foi estabelecido inicialmente que a medida do
metro seria a décima milionésima parte da distância do Pólo Norte ao Equador, no meridiano que passa por Paris.
No Brasil o metro foi adotado oficialmente em 1928.

Múltiplos e Submúltiplos do Metro


Além da unidade fundamental de comprimento, o metro, existem ainda os seus múltiplos e submúltiplos, cujos
nomes são formados com o uso dos prefixos: quilo, hecto, deca, deci, centi e mili. Observe o quadro:
Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Fundamental
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
km hm dam m dm cm mm
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas
distâncias.

Leitura das Medidas de Comprimento


A leitura das medidas de comprimentos pode ser efetuada com o auxílio do quadro de unidades.
Exemplos: Leia a seguinte medida: 15,048 m. Sequência prática

1º) Escrever o quadro de unidades:


km hm dam m dm cm mm

2º) Colocar o número no quadro de unidades, localizando o último algarismo da parte inteira sob a sua respectiva.
km hm dam m dm cm mm
1 5, 0 4 8
3º) Ler a parte inteira acompanhada da unidade de medida do seu último algarismo e a parte decimal
acompanhada da unidade de medida do último algarismo da mesma. 15 metros e 48 milímetros
Outros exemplos:
6,07 km lê-se "seis quilômetros e sete decâmetros"
82,107 dam lê-se "oitenta e dois decâmetros e cento e sete centímetros".
0,003 m lê-se "três milímetros".

Transformação de Unidades

Observe as seguintes transformações:


2. Transforme 16,584hm em m.
km hm dam m dm cm mm
51
Para transformar hm em m (duas posições à direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 10).
16,584 x 100 = 1.658,4. Ou seja: 16,584hm = 1.658,4m
 Transforme 1,463 dam em cm.
km hm dam m dm cm mm
Para transformar dam em cm (três posições à direita) devemos multiplicar por 1.000 (10 x 10 x 10).
1,463 x 1.000 = 1,463. Ou seja: 1,463dam = 1.463cm.

 Transforme 176,9m em dam.


km hm dam m dm cm mm
Para transformar m em dam (uma posição à esquerda) devemos dividir por 10.
176,9 : 10 = 17,69 Ou seja: 176,9m = 17,69dam

 Transforme 978m em km.


km hm dam m dm cm mm
Para transformar m em km (três posições à esquerda) devemos dividir por 1.000.
978 : 1.000 = 0,978 Ou seja: 978m = 0,978km.
Observação:
Para resolver uma expressão formada por termos com diferentes unidades, devemos inicialmente transformar
todos eles numa mesma unidade, para a seguir efetuar as operações.

Medidas de massa
Introdução
Observe a distinção entre os conceitos de corpo e massa:
Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui, sendo, portanto, constante em qualquer lugar da terra ou
fora dela. Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído (gravidade) para o centro da terra. Varia de
acordo com o local em que o corpo se encontra.
Quilograma
A unidade fundamental de massa chama-se quilograma.
O quilograma (kg) é a massa de 1dm3 de água destilada à temperatura de 4ºC.
Apesar de o quilograma ser a unidade fundamental de massa, utilizamos na prática o grama como unidade
principal de massa.

Múltiplos e Submúltiplos do grama


Unidade
Múltiplos Submúltiplos
principal
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
kg hg dag g dg cg mg
1.000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g
Observe que cada unidade de volume é dez vezes maior que a unidade imediatamente inferior. Exemplos:
1 dag = 10 g 1 g = 10 dg

Relações Importantes
Podemos relacionar as medidas de massa com as medidas de volume e capacidade.
Assim, para a água pura (destilada) a uma temperatura de 4ºC é válida a seguinte equivalência:
1 kg <=> 1dm3 <=> 1L
São válidas também as relações:
3
1m <=> 1 Kl <=> 1t
Observação: Na medida de grandes massas, podemos utilizar ainda as seguintes unidades especiais:
1 arroba = 15 kg 1 tonelada (t) = 1.000 kg 1 megaton = 1.000 t ou 1.000.000 kg

Leitura das Medidas de Massa


A leitura das medidas de massa segue o mesmo procedimento aplicado às medidas lineares. Exemplos:
 Leia a seguinte medida: 83,732 hg
kg hg dag g dg cg mg
8 3, 7 3 1
Lê-se "83 hectogramas e 731 decigramas".
 Leia a medida: 0,043g

52
kg hg dag g dg cg mg
0, 0 4 3
Lê-se " 43 miligramas".

Transformação de Unidades
Cada unidade de massa é 10 vezes maior que a unidade
imediatamente inferior.

Observe as Seguintes transformações:


 Transforme 4,627 kg em dag.
kg hg dag g dg cg mg
Para transformar kg em dag (duas posições à direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 10).
4,627 x 100 = 462,7
Ou seja: 4,627 kg = 462,7 dag
Observação: Peso bruto: peso do produto com a embalagem. Peso líquido: peso somente do produto.

Medidas de volume 1cm3 <=> 1ml <=> 1g


Metro cúbico
A unidade fundamental de volume chama-se metro cúbico. O metro cúbico (m3) é medida correspondente ao
espaço ocupado por um cubo com 1 m de aresta.

Múltiplos e submúltiplos do metro cúbico


Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Fundamental
hectômetro decâmetro decímetro centímetro milímetro
quilômetro cúbico metro cúbico
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
1.000.000 0,000000001
1.000.000.000m3 1.000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3
m3 m3

Leitura das medidas de volume


A leitura das medidas de volume segue o mesmo procedimento do aplicado às medidas lineares. Devemos utilizar
porem, tres algarismo em cada unidade no quadro. No caso de alguma casa ficar incompleta, completa-se com
zero(s). Exemplos.
 Leia a seguinte medida: 75,84m
3
3 3 3
km hm dam m3 dm3 cm3 mm3
75, 840
Lê-se "75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos".

 Leia a medida: 0,0064dm3


3
km hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
0, 006 400
Lê-se "6400 centímetros cúbicos".

Na transformação de unidades de volume, no sistema métrico decimal, devemos lembrar que cada unidade de
volume é 1.000 vezes maior que a unidade imediatamente inferior.

Observe a seguinte transformação:


 transformar 2,45 m3 para dm3.
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

53
Para transformar m3 em dm3 (uma posição à direita) devemos multiplicar por 1.000.
2,45 x 1.000 = 2.450 dm3

Medidas de superfície
Superfície e área
Superficie é uma grandeza com duas dimensòes, enquanto área é a medida dessa grandeza, portanto, um número.

Metro Quadrado
A unidade fundamental de superfície chama-se metro quadrado.
O metro quadrado (m2) é a medida correspondente à superfície de um quadrado com 1 metro de lado.
Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Fundamental
quilômetros hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
2 2 2 2 2 2
km hm dam m dm cm mm2
1.000.000m2 10.000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
O dam , o hm e km sào utilizados para medir grandes superfícies, enquanto o dm2, o cm2 e o mm2 são
2 2 2

utilizados para pequenas superfícies.


Exemplos:
1) Leia a seguinte medida: 12,56m2
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
12, 56
Lê-se ―12 metros quadrados e 56 decímetros quadrados‖. Cada coluna dessa tabela corresponde a uma unidade
de área.
2) Leia a seguinte medida: 178,3 m2
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
1 78, 30
Lê-se ―178 metros quadrados e 30 decímetros quadrados‖

3) Leia a seguinte medida: 0,917 dam2


km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
0, 91 70
Lê-se 9.170 decímetros quadrados.

Transformação de unidades
No sistema métrico decimal, devemos lembrar que, na transformação de unidades de superfície, cada unidade
de superfície é 100 vezes maior que a unidade imediatamente inferior:

Observe as seguintes transformações:


 transformar 2,36 m2 em mm2.
2
km hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
2 2
Para transformar m em mm (três posições à direita) devemos multiplicar por 1.000.000 (100x100x100).
2,36 x 1.000.000 = 2.360.000 mm2

 transformar 580,2 dam2 em km2.


2
km hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
2 2
Para transformar dam em km (duas posições à esquerda) devemos dividir por 10.000 (100x100).
580,2 : 10.000 = 0,05802 km2

NOÇÕES DE GEOMETRIA
PERINCIPAIS FIGURAS GEOMÉTRICAS

PERÍMETRO é a medida do comprimento de um contorno, ou o comprimento da linha que delimita uma figura
plana.

54
ÁREA é a medida da quantidade de espaço de uma superfície delimitada.

LOSANGO: S = D.d/2

VOLUME: Em geral, o volume de sólidos refere-se à capacidade desse sólido e é calculado levando-se em
consideração suas três dimensões.
CUBO PARALELEPÍPEDO CILINDRO

PRISMA

TEOREMA DE PITÁGORAS

O Teorema de Pitágoras é considerado uma das principais descobertas da Matemática, ele descreve uma relação
existente no triângulo retângulo. Vale lembrar que o triângulo retângulo pode ser identificado pela existência de um
ângulo reto, isto é, medindo 90º. O triângulo retângulo é formado por dois catetos e a hipotenusa, que constitui o maior
segmento do triângulo e é localizada oposta ao ângulo reto. Observe:

Catetos: a e b
Hipotenusa: c

O Teorema diz que: ―a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

‖ a² + b² = c²

55
Exemplo
Calcule o valor do segmento desconhecido no triângulo retângulo a seguir.

x² = 9² + 12²
x² = 81 + 144
x² = 225 √x² = √225
x = 15

TABELAS E GRÁFICOS

Vamos nos deter em conhecer melhor os elementos dos textos tabelas e gráficos, e as regras que devem ser analisadas
quando da produção e leitura destes textos.

tabela

São elementos de um gráfico:


Título - em geral na forma de frase curta e chamativa, para despertar o interesse do leitor.
Subtítulo ou texto explicativo - essencial para a compreensão do gráfico. Nele encontramos o assunto de que trata o
gráfico, aonde e quando foi feita a pesquisa e muitas vezes as unidades escolhidas para uma ou para as duas variáveis
envolvidas.
Fonte - identificação do órgão ou instituição que fez a pesquisa de dados. A fonte valida a pesquisa e permite que o leitor
possa confiar nas informações descritas pelo gráfico.

Onde é representada a variável independente que pode ser do tipo qualitativa ou quantitativa. Este eixo pode ser visível ou
não, no entanto quando tratamos com variável quantitativa ela deve ser organizada neste eixo em ordem crescente de
valores, enquanto no caso de variáveis qualitativas elas podem ser dispostas no eixo em qualquer ordem.

Gráfico retirado da revista Aprender de maio/junho de 2003


Cada tipo de gráficos tem uma função diferente, basicamente eles são de três tipos: em barras, em linha ou segmentos ou
em setores.
Os gráficos em barras, em que os dados são representados por retângulos verticais (colunas) ou horizontais (barras), são
utilizados sempre que temos variáveis qualitativas, ou ainda para representar dados numéricos colhidos de diversas
populações.

56
PROBABILIDADE

A história da teoria das probabilidades, teve início com os jogos de cartas, dados e de roleta. Esse é o motivo da grande
existência de exemplos de jogos de azar no estudo da probabilidade. A teoria da probabilidade permite que se calcule a
chance de ocorrência de um número em um experimento aleatório.
Experimento Aleatório
É aquele experimento que quando repetido em iguais condições, podem fornecer resultados diferentes, ou seja, são
resultados explicados ao acaso. Quando se fala de tempo e possibilidades de ganho na loteria, a abordagem envolve
cálculo de experimento aleatório.
Espaço Amostral
É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório. A letra que representa o espaço amostral, é S.
Exemplo:
Lançando uma moeda e um dado, simultaneamente, sendo S o espaço amostral, constituído pelos 12 elementos:
S = {K1, K2, K3, K4, K5, K6, R1, R2, R3, R4, R5, R6}
1. Escreva explicitamente os seguintes eventos: A={caras e m número par aparece}, B={um número primo
aparece}, C={coroas e um número ímpar aparecem}.
2. Idem, o evento em que:
a) A ou B ocorrem;
b) B e C ocorrem;
c) Somente B ocorre.
3. Quais dos eventos A,B e C são mutuamente exclusivos

Resolução:
1. Para obter A, escolhemos os elementos de S constituídos de um K e um número par: A={K2, K4, K6};
Para obter B, escolhemos os pontos de S constituídos de números primos: B={K2,K3,K5,R2,R3,R5}
Para obter C, escolhemos os pontos de S constituídos de um R e um número ímpar: C={R1,R3,R5}.
2. (a) A ou B = AUB = {K2,K4,K6,K3,K5,R2,R3,R5}
(b) B e C = B C = {R3,R5}
(c) Escolhemos os elementos de B que não estão em A ou C;
B Ac Cc = {K3,K5,R2}
A e C são mutuamente exclusivos, porque A C=

Conceito de probabilidade
Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, então a probabilidade de ocorrer um evento A
é:

Por, exemplo, no lançamento de um dado, um número par pode ocorrer de 3 maneiras diferentes dentre 6 igualmente
prováveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%
Dizemos que um espaço amostral S (finito) é equiprovável quando seus eventos elementares têm probabilidades iguais
de ocorrência.
Num espaço amostral equiprovável S (finito), a probabilidade de ocorrência de um evento A é sempre:

Propriedades Importantes:
1. Se A e A‘ são eventos complementares, então:
P( A ) + P( A' ) = 1
2. A probabilidade de um evento é sempre um número entre Æ (probabilidade de evento impossível) e 1 (probabilidade
do evento certo).

Probabilidade Condicional
57
Antes da realização de um experimento, é necessário que já tenha alguma informação sobre o evento que se deseja
observar. Nesse caso, o espaço amostral se modifica e o evento tem a sua probabilidade de ocorrência alterada.
Fórmula de Probabilidade Condicional
P(E1 e E2 e E3 e ...e En-1 e En) é igual a P(E1).P(E2/E1).P(E3/E1 e E2)...P(En/E1 e E2 e ...En-1).
Onde P(E2/E1) é a probabilidade de ocorrer E2, condicionada pelo fato de já ter ocorrido E 1;
P(E3/E1 e E2) é a probabilidade ocorrer E3, condicionada pelo fato de já terem ocorrido E1 e E2;
P(Pn/E1 e E2 e ...En-1) é a probabilidade de ocorrer En, condicionada ao fato de já ter ocorrido E1 e E2...En-1.

Exemplo:
Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20 azuis. Se ocorrer um sorteio de 2 bolas, uma de cada vez e sem
reposição, qual será a probabilidade de a primeira ser vermelha e a segunda ser azul?
Resolução:
Seja o espaço amostral S=30 bolas, e considerarmos os seguintes eventos:
A: vermelha na primeira retirada e P(A) = 10/30
B: azul na segunda retirada e P(B) = 20/29
Assim:
P(A e B) = P(A).(B/A) = 10/30.20/29 = 20/87
Eventos independentes
Dizemos que E1 e E2 e ...En-1, En são eventos independentes quando a probabilidade de ocorrer um deles não depende do
fato de os outros terem ou não terem ocorrido.
Fórmula da probabilidade dos eventos independentes:
P(E1 e E2 e E3 e ...e En-1 e En) = P(E1).P(E2).p(E3)...P(En)

Exemplo:
Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20 azuis. Se sortearmos 2 bolas, 1 de cada vez e repondo a sorteada na
urna, qual será a probabilidade de a primeira ser vermelha e a segunda ser azul?
Resolução:
Como os eventos são independentes, a probabilidade de sair vermelha na primeira retirada e azul na segunda retirada é
igual ao produto das probabilidades de cada condição, ou seja, P(A e B) = P(A).P(B). Ora, a probabilidade de sair
vermelha na primeira retirada é 10/30 e a de sair azul na segunda retirada 20/30. Daí, usando a regra do produto, temos:
10/30.20/30=2/9.
Observe que na segunda retirada forma consideradas todas as bolas, pois houve reposição. Assim, P(B/A) =P(B), porque
o fato de sair bola vermelha na primeira retirada não influenciou a segunda retirada, já que ela foi reposta na urna.
Probabilidade de ocorrer a união de eventos
Fórmula da probabilidade de ocorrer a união de eventos:
P(E1 ou E2) = P(E1) + P(E2) - P(E1 e E2)
De fato, se existirem elementos comuns a E1 e E2, estes eventos estarão computados no cálculo de P(E1) e P(E2). Para
que sejam considerados uma vez só, subtraímos P(E1 e E2).
Fórmula de probabilidade de ocorrer a união de eventos mutuamente exclusivos:
P(E1 ou E2 ou E3 ou ... ou En) = P(E1) + P(E2) + ... + P(En)

Exemplo: Se dois dados, azul e branco, forem lançados, qual a probabilidade de sair 5 no azul e 3 no branco?
Considerando os eventos:
A: Tirar 5 no dado azul e P(A) = 1/6
B: Tirar 3 no dado branco e P(B) = 1/6
Sendo S o espaço amostral de todos os possíveis resultados, temos:
n(S) = 6.6 = 36 possibilidades. Daí, temos:P(A ou B) = 1/6 + 1/6 – 1/36 = 11/36

Exemplo: Se retirarmos aleatoriamente uma carta de baralho com 52 cartas, qual a probabilidade de ser um 8 ou um
Rei?
Sendo S o espaço amostral de todos os resultados possíveis, temos: n(S) = 52 cartas. Considere os eventos:
A: sair 8 e P(A) = 4/52
B: sair um rei e P(B) = 4/52
Assim, P(A ou B) = 4/52 + 4/52 – 0 = 8/52 = 2/13. Note que P(A e B) = 0, pois uma carta não pode ser 8 e rei ao mesmo
tempo. Quando isso ocorre dizemos que os eventos A e B são mutuamente exclusivos.

QUESTÕES
1) Uma escola possui 800 alunos, dos quais 560 são meninos. Sabe-se que entre as meninas, 10% gostam de futebol, já entre os
meninos essa porcentagem é de 80%. Escolhendo-se, ao acaso, um desses alunos e sabendo que este gosta de futebol, a
probabilidade de que este aluno seja menino é:
a) 56/59 b) 14/25 c) 4/5 d) 9/10

58
2) Ao realizar uma reportagem que aborda a preocupação dos cidadãos em investir numa renda alternativa para complementar
a aposentadoria, a jornalista de uma emissora de TV obteve, por meio de um órgão de estatística, os seguintes dados coletados
em um grupo de 100 trabalhadores:
-35 pessoas tem preferência em investir na caderneta de poupança;
-42 preferem investir em imóveis;
-26 preferem investir em um plano de previdência privada;
-9 tem preferência pela caderneta de poupança e imóveis;
-12 preferem o investimento em imóveis e previdência privada;
-10 preferem a caderneta de poupança e a previdência privada;
-4 preferem investir de três formas: caderneta de poupança, imóveis e previdência privada.
-Com o intuito de realizar uma entrevista no estúdio da emissora, a jornalista decide entrar em contato e convidar, ao acaso,
uma das pessoas do grupo pesquisado. Qual a probabilidade da pessoa escolhida não ter preferência por nenhuma das três
opções de investimento citadas?
a 0,37 b 0,15 c 0,28 d 0,09 e 0,24

GABARITO: 1-A 2-E

NOÇÕES DE RELAÇÃO E FUNÇÃO


Definimos função como a relação entre dois ou mais conjuntos, estabelecida por uma lei de formação, isto é, uma regra geral.
Os elementos de um grupo devem ser relacionados com os elementos do outro grupo, através dessa lei. Por exemplo, vamos
considerar o conjunto A formado pelos seguintes elementos {–3, –2, 0, 2, 3}, que irão possuir representação no conjunto B de
acordo com a seguinte lei de formação y = x².

Aplicada a lei de formação, temos os seguintes pares ordenados: {(–3, 9), (–1, 1), (0, 0), (2, 4), (4, 16)}. Essa relação também
pode ser representada com a utilização de diagramas de flechas, relacionando cada elemento do conjunto A com os elementos
do conjunto B. Observe:

No diagrama é possível observar com mais clareza que todos os elementos de A estão ligados a pelo menos um elemento de B,
então podemos dizer que essa relação é uma função. Dessa forma o domínio é dado pelos elementos do conjunto A, e a
imagem, pelos elementos do conjunto B.

As funções possuem diversas aplicações no cotidiano, sempre relacionando grandezas, valores, índices, variações entre outras
situações. Por exemplo, a inflação é medida através da função que relaciona os preços atuais com os preços anteriores, dentro
de um determinado período, caso ocorra variação para mais dizemos que houve inflação, e havendo variação para menos,
denominamos deflação. A distância percorrida por um veículo depende da quantidade de combustível presente no tanque.
Ciências como a Física, a Química e a Biologia utilizam em seus cálculos as propriedades das funções para demonstrarem a
ocorrência de determinados fenômenos. Dessa forma, é muito importante obter o conhecimento adequado sobre as
propriedades e definições das funções

FUNÇÕES DE 1º GRAU

O estudo das funções é importante, uma vez que elas podem ser aplicadas em diferentes circunstâncias: nas engenharias, no
cálculo estatístico de animais em extinção, etc.
O significado de função é intrínseco à matemática, permanecendo o mesmo para qualquer tipo de função, seja ela do 1° ou do
2° grau, ou uma função exponencial ou logarítmica. Portanto, a função é utilizada para relacionar valores numéricos de uma
determinada expressão algébrica de acordo com cada valor que a variável x assume.
Sendo assim, a função do 1° grau relacionará os valores numéricos obtidos de expressões algébricas do tipo ( ax + b),
constituindo, assim, a função f(x) = ax + b.

Note que para definir a função do 1° grau, basta haver uma expressão algébrica do 1° grau. Como dito anteriormente, o
objetivo da função é relacionar para cada valor de x um valor para o f(x). Vejamos um exemplo para a função f(x)= x – 2.

59
x = 1, temos que f(1) = 1 – 2 = –1
x = 4, temos que f(4) = 4 – 2 = 2
Note que os valores numéricos mudam conforme o valor de x é alterado, sendo assim obtemos diversos pares ordenados,
constituídos da seguinte maneira: (x, f(x)). Veja que para cada coordenada x, iremos obter uma coordenada f(x). Isso auxilia na
construção de gráficos das funções.
Portanto, para que o estudo das funções do 1° grau seja realizado com sucesso, compreenda bem a construção de um gráfico e
a manipulação algébrica das incógnitas e dos coeficientes.

A função determina uma relação entre os elementos de dois conjuntos. Podemos defini-la utilizando uma lei de formação, em
que, para cada valor de x, temos um valor de f(x). Chamamos x de domínio e f(x) ou y de imagem da função.
A formalização matemática para a definição de função é dada por: Seja X um conjunto com elementos de x e Y um
conjunto dos elementos de y, temos que:
f: x → y

Assim sendo, cada elemento do conjunto x é levado a um único elemento do conjunto y. Essa ocorrência é determinada por
uma lei de formação.
A partir dessa definição, é possível constatar que x é a variável independente e que y é a variável dependente. Isso porque, em
toda função, para encontrar o valor de y, devemos ter inicialmente o valor de x.

Tipos de funções
As funções podem ser classificadas em três tipos, a saber:
Função injetora ou injetiva
Nessa função, cada elemento do domínio (x) associa-se a um único elemento da imagem f(x). Todavia, podem existir
elementos do contradomínio que não são imagem. Quando isso acontece, dizemos que o contradomínio e imagem são
diferentes. Veja um exemplo:
 Conjunto dos elementos do domínio da função: D(f) = {-1,5, +2, +8}
 Conjunto dos elementos da imagem da função: Im(f) = {A, C, D}
 Conjunto dos elementos do contradomínio da função: CD(f) = {A, B, C, D}

 Função Sobrejetora ou sobrejetiva


Na função sobrejetiva, todos os elementos do domínio possue um elemento na imagem. Pode acontecer de dois elementos do
domínio possuírem a mesma imagem. Nesse caso, imagem e contradomínio possuem a mesma quantidade de elementos.
Conjunto dos elementos do domínio da função: D(f) = {-10, 2, 8, 25}
Conjunto dos elementos da imagem da função: Im (f) = {A, B, C}
Conjunto dos elementos do contradomínio da função: CD (f) = {A, B, C}

Função bijetora ou bijetiva


Essa função é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora, pois, cada elemento de x relaciona-se a um único elemento de f(x).
Nessa função, não acontece de dois números distintos possuírem a mesma imagem, e o contradomínio e a imagem possuem a
mesma quantidade de elementos.
Conjunto dos elementos do domínio da função: D(f) = {-12, 0, 1, 5}
Conjunto dos elementos da imagem da função: Im (f) = {A, B, C, D}
Conjunto dos elementos do contradomínio da função: CD (f) = {A, B, C, D}

60
As funções podem ser representadas graficamente. Para que isso seja feito, utilizamos duas coordenadas, que são x e y. O
plano desenhado é bidimensional. A coordenada x é chamada de abscissa e a y, de ordenada. Juntas em funções, elas formam
leis de formação. Veja a imagem do gráfico do eixo x e y:

Do último ano do Fundamental e ao longo do Ensino Médio, geralmente estudamos doze funções, que são:
1 – Função constante; 2 – Função par; 3 – Função ímpar; 4 – Função afim ou polinomial do primeiro grau;
5 – Função Linear; 6 – Função crescente; 7 – Função decrescente; 8 – Função quadrática ou polinomial do segundo grau;
9 – Função modular; 10 – Função exponencial; 11 – Função logarítmica; 12 – Funções trigonométricas; 13 – Função raiz.

Mostraremos agora o gráfico e a fórmula geral de cada uma das funções listadas acima:
1 - Função constante
Na função constante, todo valor do domínio (x) tem a mesma imagem (y).
Fórmula geral da função constante:
f(x) = c x = Domínio f(x) = Imagem c = constante, que pode ser qualquer número do conjunto dos reais.
Exemplo de gráfico da função constante: f(x) = 2

2 – Função Par
A função par é simétrica em relação ao eixo vertical, ou seja, à ordenada y. Entenda simetria como sendo uma figura/gráfico
que, ao dividi-la em partes iguais e sobrepô-las, as partes coincidem-se perfeitamente.
Fórmula geral da função par:
f(x) = f(- x) x = domínio f(x) = imagem - x = simétrico do domínio
Exemplo de gráfico da função par: f(x) = x3

3 – Função ímpar
A função ímpar é simétrica (figura/gráfico que, ao dividi-la em partes iguais e sobrepô-las, as partes coincidem-se
perfeitamente) em relação ao eixo horizontal, ou seja, à abscissa x.
Fórmula geral da função ímpar
f(– x) = – f(x) – x = domínio f(– x) = imagem - f(x) = simétrico da imagem
Exemplo de gráfico da função ímpar: f(x) = 3x

61
4 – Função afim ou polinomial do primeiro grau
Para saber se uma função é polinomial do primeiro grau, devemos observar o maior grau da variável x (termo
desconhecido), que sempre deve ser igual a 1. Nessa função, o gráfico é uma reta. Além disso, ela possui: domínio x,
imagem f(x) e coeficientes a e b.
Fórmula geral da função afim ou polinomial do primeiro grau
f(x) = ax + b x = domínio f(x) = imagem a = coeficiente b = coeficiente
Exemplo de gráfico da função polinomial do primeiro grau: f(x) = 4x + 1

5 – Função Linear
A função linear tem sua origem na função do primeiro grau (f(x) = ax + b). Trata-se de um caso particular, pois b sempre será
igual a zero.
Fórmula geral da função linear
f(x) = ax x = domínio f(x) = imagem a = coeficiente
Exemplo de gráfico da função linear: f(x) = -x/3

6 – Função crescente
A função polinomial do primeiro grau será crescente quando o coeficiente a for diferente de zero e maior que um (a > 1).
Fórmula geral da função crescente
f(x) = + ax + b x = domínio f(x) = imagem a = coeficiente sempre positivo b = coeficiente
Exemplo de gráfico da função crescente: f(x) = 5x

7 – Função decrescente
Na função decrescente, o coeficiente a da função do primeiro grau (f(x) = ax + b) é sempre negativo.
Fórmula geral da função decrescente
f(x) = - ax + b x= domínio/ incógnita f(x) = imagem - a = coeficiente sempre negativo b = coeficiente
62
Exemplo de gráfico da função decrescente: f(x) = - 5x

8 – Função quadrática ou polinomial do segundo grau


Identificamos que uma função é do segundo grau quando o maior expoente que acompanha a variável x (termo desconhecido)
é 2. O gráfico da função polinomial do segundo grau sempre será uma parábola. A sua concavidade muda de acordo com o
valor do coeficiente a. Sendo assim, se a é positivo, a concavidade é para cima e, se for negativo, é para baixo.
Fórmula geral da função quadrática ou polinomial do segundo grau
f(x) = ax2 + bx + c x = domínio f(x) = imagem a = coeficiente que determina a concavidade da parábola. b =
coeficiente.
c = coeficiente.
Exemplo de gráfico da função polinomial do segundo grau: f(x) = x2 – 6x + 5

9 – Função modular
A função modular apresenta o módulo, que é considerado o valor absoluto de um número e é caracterizado por (| |). Como o
módulo sempre é positivo, esse valor pode ser obtido tanto negativo quanto positivo. Exemplo: |x| = + x ou |x| = - x.
Fórmula geral da função modular
f(x) = x, se x≥ 0
ou
f(x) = – x, se x < 0
x = domínio f(x) = imagem - x = simétrico do domínio
Exemplo de gráfico da função modular: f(x) =

10 – Função exponencial
Uma função será considerada exponencial quando a variável x estiver no expoente em relação à base de um termo numérico ou
algébrico. Caso esse termo seja maior que 1, o gráfico da função exponencial é crescente. Mas se o termo for um número
entre 0 e 1, o gráfico da função exponencial é decrescente.
Fórmula geral da função exponencial
f(x) = ax a > 1 ou 0 < a < 1 x = domínio f(x) = imagem a = Termo numérico ou algébrico
Exemplo de gráfico da função exponencial crescente: f(x) = (2)x, para a = 2

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Exemplo de gráfico da função exponencial decrescente: f(x) = (1/2)x para a = ½

11 - Função logarítmica
Na função logarítmica, o domínio é o conjunto dos números reais maiores que zero e o contradomínio é o conjunto dos
elementos dependentes da função, sendo todos números reais.
Fórmula geral da função logarítmica
f(x) = loga x a = base do logaritmo f(x) = Imagem/ logaritmando x = Domínio/ logaritmo
Exemplo de gráfico da função logarítmica: f(x) = log10 (5x - 6)

12 – Funções trigonométricas
As funções trigonométricas são consideradas funções angulares e são utilizadas para o estudo dos triângulos e em fenômenos
periódicos. Podem ser caracterizadas como razão de coordenadas dos pontos de um círculo unitário. As funções consideradas
elementares são:
- Seno: f(x) = sen x - Cosseno: f(x) = cos x - Tangente: f(x) = tg x
Exemplo de gráfico da função trigonométrica seno: f(x) = sen (x + 2)

Exemplo de gráfico da função trigonométrica cosseno: f(x) = cos (x + 2)

64
Exemplo de gráfico da função tangente: f(x) = tg (x + 2)

13 – Função raiz
O que determina o domínio da função raiz é o termo n que faz parte do expoente. Se n for ímpar, o domínio (x) será o conjunto
dos números reais; se n for par, o domínio (x) será somente os números reais positivos. Isso porque, quando o índice é par, o
radicando (termo que fica dentro da raiz) não pode ser negativo.
Fórmula geral da função raiz
f(x) = x 1/n f(x) = Imagem x = domínio/ base 1/n = expoente
Exemplo de gráfico da função raiz: f(x) = (x)1/2

ÁLGEBRA

Álgebra é o ramo da Matemática que generaliza a aritmética. Isso significa que os conceitos e operações provenientes da
aritmética (adição, subtração, multiplicação, divisão etc.) serão testados e sua eficácia será comprovada para todos os
números pertencentes a determinados conjuntos numéricos.
A operação ―adição‖, por exemplo, realmente funciona em todos os números pertencentes ao conjunto dos números
naturais? Ou existe algum número natural muito grande, próximo ao infinito, que se comporta de maneira diferente dos
demais ao ser somado? A resposta para essa pergunta é dada pela álgebra: Primeiramente, é definido o conjunto dos
números naturais e a operação soma; depois, é comprovado que a operação soma funciona para qualquer número natural.

Nos estudos de álgebra, letras são utilizadas para representar números. Essas letras tanto podem representar números
desconhecidos quanto um número qualquer pertencente a um conjunto numérico. Se x é um número par, por exemplo,
então x pode ser 2, 4, 6, 8, 10,.... Dessa maneira, x é um número qualquer pertencente ao conjunto dos números pares e
fica evidente o tipo de número que x é: um múltiplo de 2.

 Propriedades das operações matemáticas
Sabendo que um número qualquer pertencente a um conjunto pode ser representado por uma letra, considere os números
x, y e z como pertencentes ao conjunto dos números reais e as operações adição e multiplicação representadas por ―+‖ e
―·‖, respectivamente. Então, as seguintes propriedades são válidas para x, y e z:
1 – Associatividade
(x + y) + z = x + (y + z)
(x·y)·z = x·(y·z)
2 – Comutatividade
x+y=y+x
x·y = y·x
3 – Existência de elemento neutro (1 para a multiplicação e 0 para a adição)
x+0=x
x·1 = x
4 – Existência de elemento oposto (ou simétrico).
x + (– x) = 0
65
x· 1 = 1
x
5 – Distributividade (também chamada de propriedade distributiva da multiplicação sobre a adição)
x·(y + z) = x·y + x·z

Essas cinco propriedades são válidas para todos os números reais x, y e z, uma vez que essas letras foram usadas para
representar qualquer número real. Elas também são válidas para as operações adição e multiplicação.

 Expressões algébricas
Na Matemática, expressão é a uma sequência de operações matemáticas realizadas com alguns números. Por exemplo: 2
+ 3 – 7 é uma expressão numérica. Quando essa expressão envolve números desconhecidos (incógnitas), ela é chamada
de expressão algébrica. Uma expressão algébrica que possui apenas um termo é chamada de monômio.
Qualquer expressão algébricaque seja resultado de soma ou subtração entre dois monômios é chamada de polinômio.
Expressões algébricas, monômios e polinômios são exemplos de elementos pertencentes à álgebra, pois são
constituídos a partir de operações realizadas com números desconhecidos. Lembre-se de que um número desconhecido
pode representar qualquer número de um conjunto numérico.

 Equações
Equações são expressões algébricas que possuem uma igualdade. Dessa forma, equação é um conteúdo da Matemática
que relaciona números a incógnitas por intermédio de uma igualdade.
A presença da incógnita é o que classifica a equação como expressão algébrica. A presença da igualdade permite
encontrar a solução de uma equação, isto é, o valor numérico da incógnita.
Exemplos
1) 2x + 4 = 0
2) 4x – 4 = 19 – 8x
3) 2x2 + 8x – 9 = 0

 Funções
A definição formal de função é a seguinte: função é uma regra que relaciona cada elemento de um conjunto a um único
elemento de um segundo conjunto.
Essa regra é matematicamente representada por uma expressão algébrica que possui uma igualdade, mas que relaciona
incógnita a incógnita. Esta é a diferença entre função e equação: a equação relaciona uma incógnita a um número fixo;
na função, a incógnita representa todo um conjunto numérico. Por esse motivo, dentro de funções, as incógnitas são
chamadas de variáveis, já que elas podem assumir qualquer valor dentro do conjunto que representam.
Como envolve expressões algébricas, função é também um conteúdo pertencente à Álgebra, uma vez que as letras
representam qualquer número pertencente a um conjunto de números qualquer.

Exemplos:
1) Considere a função y = x2, em que x é qualquer número real.
Nessa função, a variável x pode assumir qualquer valor dentro do conjunto dos números reais. Como a regra que liga os
números representados por x aos números representados por y é uma operação matemática básica, então, y também
representa números reais. O único detalhe a respeito disso é que y não pode representar um número real negativo nessa
função, uma vez que y é resultado de uma potência de expoente 2, que sempre terá resultado positivo.

2) Considere a função y = 2x, em que x é um número natural.


Nessa função, a variável x pode assumir qualquer valor dentro do conjunto dos números naturais. Esses números são os
inteiros positivos, portanto, os valores que y pode assumir são os números naturais múltiplos de 2. Dessa maneira, y é
um representante do conjunto dos números pares.

 Da álgebra clássica à álgebra abstrata


Os conceitos relacionados até aqui compõem a álgebra clássica. Essa parte da álgebra está mais ligada aos conjuntos
dos números naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais e complexos e é estudada tanto no ensino fundamental quanto
no ensino superior. A outra parcela da álgebra, conhecida como abstrata, estuda essas mesmas estruturas, mas para
conjuntos quaisquer. Dessa forma, dado um conjunto qualquer, com elementos quaisquer (números ou não), é possível
definir uma operação ―adição‖, uma operação ―multiplicação‖ e verificar a existência ou não das propriedades dessas
operações, bem como a validade de ―equações‖, ―funções‖, ―polinômios‖ etc.

MATRIZES

Conceituando matriz

66
Para compreendermos a conceituação de matriz, precisamos aderir à convenção dos matemáticos em que a ordenação
das linhas de uma matriz seja dada de cima para baixo, e a ordenação das colunas, da esquerda para a direita. Veja o
exemplo abaixo e perceba a prática desta convenção.

Vejamos mais detalhadamente o resultado desta convenção.

Em termos gerais: uma matriz m x n, com m e n números naturais não nulos, é toda tabela composta por m.n elementos
dispostos em m linhas e n colunas.
Representando matrizes
Uma matriz é, em geral, representa por uma letra maiúscula do nosso alfabeto (A, B, C, ...Z), enquanto os seus termos
são representados pela mesma letra, desta vez minúscula, acompanhada de dois índices (a11 a12 a13 ... amn), onde o
primeiro representa a linha e o segundo a coluna em que o elemento está localizado.
Uma representação genérica de matriz é mostrada em seguida:

Chamemos esta matriz de A, e sua ordem é m x n, ou seja, m linhas e n colunas. Nela podemos observar o elemento aij,
onde i representa a linha e j a coluna. Tomemos como exemplo o elemento a 32 → i = 3 e j = 2. O elemento está
localizado na 3ª linha e na 2ª coluna. Ainda podemos chamar esta matriz de A = (aij)m x n.
Tipos de matrizes
Matriz quadrada
Dizemos que uma matriz A de ordem m x n é quadrada, quando m = n. Isso significa que o número de linhas será igual
ao número de colunas. Podemos representar este tipo de matriz por An.
Exemplos:

Matriz triangular
Uma matriz de ondem n (quadrada) é triangular quando todos os elementos acima ou abaixo da diagonal principal são
nulos (iguais à zero).
Exemplos:

Lembrete: O enunciado diz que os elementos acima OU abaixo da diagonal principal, na matriz quadrada, são nulos, ou
seja, somente uma dessas partes (acima ou abaixo) deverá estar nula para caracterizar uma matriz triangular. Quando
estas duas partes são nulas, temos outro tipo de matriz, a diagonal, como veremos em seguida.

67
Matriz diagonal
A matriz, de ordem n (quadrada), diagonal é aquela em que todos os elementos acima e baixo da diagonal principal são
nulos.

Matriz identidade
Matriz identidade é uma matriz quadrada de ordem n cujos elementos da diagonal principal são iguais a 1 e os elementos
acima e abaixo desta diagonal são nulos (iguais a zero). Podemos representar esta matriz por In.

Matriz nula
Numa matriz nula, todos os elementos são iguais à zero. Podemos representar uma matriz nula m x n por 0 m x n; caso ela
seja quadrada, indica-se por 0n.

Matriz linha
É toda matriz que possui apenas uma linha. Numa matriz linha m x n, m = 1.

Matriz coluna
É toda matriz que possui apenas uma coluna. Numa matriz coluna m x n, n = 1.

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

O termo ―progressão aritmética‖ remete a um desenvolvimento gradual de um processo ou uma sucessão. Em


matemática, dizemos que esta sucessão é uma sequência. Podemos exemplificar algumas sequências conhecidas:
 Sequência das eleições para o Executivo a partir de 1994: (1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014);
 Sequência das edições da Copa do Mundo a partir de 1990: (1990, 1994, ..., 2014, 2018);
 Sequência dos números naturais: (0, 1, 2, 3, 4, 5, ...)
Note que em todos os exemplos acima, as sequências são definidas por uma ordem em seus elementos (também
chamados de termos). Definimos o tamanho de uma sequência pelo número de termos que ela possui, o que nos traz a
possibilidade de que ela seja infinita ou finita.
Em uma sequência, finita ou infinita, nomeamos os termos em função de sua posição, ou seja, nos exemplos acima temos
que o 1º termo de cada um são: 1994, 1990 e 0. O segundo termo: 1998, 1994 e 1. Assim, determinamos que um termo
de uma sequência em função de sua posição pode ser chamado de , onde n representa a sua posição (1ª, 2ª, 3ª, ..., nª).
Dizemos também que o primeiro e o último termo de uma sequência finita ( e ) são chamados de extremos de uma
sequência. Podemos então representa-la de uma forma genérica:
(a1, a2, a3, a4, ... an)
Definição formal de Sequência Numérica
―Uma sequência numérica é uma função f, definida no conjunto dos números naturais, ou inteiros positivos tal
que: f:n→f(n)=an. Onde o n é chamado de índice e an o n-ésimo elemento da sequência, ou termo geral.‖

Termo Geral de uma Progressão Aritmética


Perceba que, nos exemplos acima, todos os termos das sequências, a partir do 2º, são obtidos com a soma de um número
fixo. Vejamos a sequência dos números naturais: Cada termo, iniciando com 0 (a 1) é obtido somando 1 ao seu anterior.
Ou seja:
a2 = a1 + 1 = 1
68
a3 = a2 + 1 = (a1+1)+1 = 2
a4 = a3 + 1 = (a2+1)+1 = [(a1+1)+1]+1 = 3
...
No caso da sequência dos números naturais, o número 1 que é somado a cada termo é chamado de razão da
progressão (r). Em uma progressão aritmética (P.A.), cada termo de uma sequência é a soma do elemento anterior com
sua razão. Se analisarmos os outros exemplos, vemos que elas possuem uma razão igual a 4. Vamos agora reescrever os
termos da sequência em função de r (razão).
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r = (a1+r)+r = a1+2r
a4 = a3 + r = (a2+r)+r = [(a1+r)+r]+r = a1+3r
...
Ora, se continuarmos realizando esta operação para os próximos termos, encontramos então uma fórmula para
determinar o termo geral de uma progressão aritmética, que será dado por:
an = a1 + (n-1)r
E supondo um caso em que não sabemos qual é o seu primeiro termo, podemos usar uma forma generalizada do termo
geral da P.A. Sejam m e n posições quaisquer dos termos, temos:
an = am + (n-m)r
Imagine que nosso desejo seja obter o 500º termo da sequência dos números naturais. Como a 1 = 0, r = 1 e buscamos o
termo a500, pela fórmula teremos:
a500 = a1+(500-1)r
a500 = 0+(500-1) . 1
a500 = 499
O termo da 500ª posição dos números naturais é o número 499.

Propriedade importante!
Qualquer termo de uma P.A., a partir do segundo termo (a 2), é sempre igual à média aritmética entre os termos anterior e
posterior a ele. Então para n ≥ 2, temos que:
an=an−1+an+12
Exemplo: Seja a sequência em progressão aritmética definida por (-7, -2, 3, 8, 13, 18), note que:
a2=a2−1+a2+12=a1+a32=−7+32=−42=−2
a5=a5−1+a5+12=a4+a62=8+182=262=13

Soma dos termos de uma progressão aritmética finita


Tomemos a sequência dos números naturais de 1 a 10: (1, 2, 3, 4, ..., 8, 9, 10) e representaremos a soma de 10 termos da
P.A. por S10. Então escrevemos:
S10 = 1 + 2 + 3 + ... + 8 + 9 + 10
O matemático Carl Friedrich Gauss (1777-1855) notou que em toda PA finita existe uma relação em que ao escolhermos
um termo qualquer em uma sequência e somarmos ao seu extremo simétrico (ou o seu termo equidistante) obtemos
sempre o mesmo valor, veja abaixo:

Gauss utilizou este procedimento para obter a fórmula da soma dos termos da PA. No exemplo acima, notem que
teremos, no total, n/2 parcelas de valor (n+1), ou seja (5 x 11 = 55). Esta relação vale para a soma dos termos de uma
P.A. Gauss constatou então que:
Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ... + an-2 + an-1 + an
Sn = (a1+an) + (a1+an) + ... + (a1+an)
Como existem n/2 parcelas iguais a (a1+an), então a fórmula é dada por:
Sn=(a1+an)n2
Esta fórmula serve para qualquer PA de qualquer razão, pois independente do valor dos seus termos as propriedades das
somas de suas parcelas também são válidas.

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

As Progressões Geométricas são formadas por uma sequência numérica, em que estes números são definidos (exceto o
primeiro) utilizando a constante q, chamada de razão. O próximo número da P.G. é o número atual multiplicado por q.
Exemplo:
(1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, ...), a razão é 2
69
A razão pode ser qualquer número racional (positivos, negativos, frações, exceto o zero). Para descobrir qual a razão de
uma PG, basta escolher qualquer número da sequência, e dividir pelo número anterior.

Fórmula do termo geral


A sequinte fórmula pode ser utilizada para encontrar qualquer valor de uma sequência em progressão geométrica:
an = a1 . q(n - 1)
em que a é um termo, então a1 refere-se ao primeiro termo. No lugar de n colocamos o número do termo que queremos
encontrar. Exemplo:
q = 2 a1 = 5
para descobrir, por exemplo, o termo a12, faremos:
a12 = 5 . 2 (12 - 1)
a12 = 5 . 211
a12 = 5 . 2048 = 10240
As PG's podem ser divididas em quatro tipos, de acordo com o valor da razão:

Oscilante
Neste tipo de PG, a razão é negativa, o que fará com que a sequência numérica seja composta de números negativos e
positivos, se intercalando.
(3, -6, 12, -24, 48, -96, 192, -384, 768,...), em que a razão é -2
Crescente
Uma PG é considerada crescente quando q > 1 e a1 > 0, ou quando 0 < q < 1 e a1 < 0:
(1, 3, 9, 27, 81, ...), onde a razão é 3 e a1 > 0 (primeiro caso)
(-4, -2, -1, -0,5, -0,25, -0,125 ...), onde a razão é 0,5 e a1 < 0 (segundo caso)
Constante
Nesta PG, a sequência numérica tem sempre os mesmos números. Para isso, a razão deve ser sempre 1:
(4, 4, 4, 4, 4, 4, 4, ...) onde a razão é 1
Decrescente
Uma PG é considerada decrescente quando q > 1 e a1 < 0, ou quando 0 < q < 1 e a1 > 0. Assim, os números da sequência
são sempre menores do que o número anterior:
(-4, -8, -16, -32 ...), razão = 2 (primeiro caso)
(64, 32, 16, 8, 4, 2, 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, 1/64, 1/128, ..) razão = 1/2 (segundo caso)

70
QUESTÕES DE
PROVAS ANTERIORES

MATEMÁTICA

71
01) A alternativa que contem o décimo termo da PG (2, - 4, 8,...), é:

a) -512. b) 512. c) 1024. d) -1024. e) -2048.

02) Leia as frases abaixo sobre a teoria dos conjuntos e identifique as sentenças verdadeiras.
I. {-1, 0,1} pertencem ao conjunto dos Números Naturais. II. A raiz quadrada de 4 é um Número Irracional.
III. {-4} pertence ao conjunto dos números racionais.

a) Apenas I é verdadeira. b) Apenas II é verdadeira. c) Apenas III é verdadeira. d) Apenas I e II são verdadeiras.
e) Apenas II e III são verdadeiras.

03) Em uma proporção, sabe-se que a está para 5, assim como b está para 3 e que a + b = 64. Nessas condições, o valor que
representa o dobro de a é: a) 24. b) 48. c) 40. d) 64. e) 80.

04) Sabendo que o tanque de combustível de uma caminhonete tem capacidade para 75 litros de combustível, é correto afirmar
que isso equivale, em centímetros cúbicos, a:

a) 75.000 cm3 . b) 7.500 cm3 . c) 750 cm3 . d) 75 cm3 . e) 7,5 cm3 .

05) Sobre as sentenças matemáticas abaixo:


I - Todo ângulo reto tem medida igual a 180°. II – Ângulo reto é aquele que mede 90°.
III – Ângulo raso é aquele que mede menos de 90°
Estão corretas apenas as afirmações: a) I. b) II. c) III. d) II e III. e) I, II e III

06) Para alimentar os alunos durante um campeonato interescolar foi considerado o consumo dos últimos jogos, nos quais 1000
kg de alimentos alimentaram 50 alunos por 30 dias. Para alimentar a equipe de 60 pessoas, durante os 40 dias de jogos e
considerando a mesma média do ano anterior, a prefeitura deverá disponibilizar:

a) 1600 kg de alimentos. b) 1500 kg de alimentos. c) 1400 kg de alimentos. d) 1300 kg de alimentos.


e) 1200 kg de alimentos.

07) A forma fatorada que está representada de forma incorreta é:


a) (x + y)2 = x2 + 2xy + y2 . b) (a + b) . (a - b) = a2 - b 2 . c) (a – b)2 = a2 – 2ab - b 2 . d) (x + 3)2 = x2 + 6x + 9. e)
9x2 - 25 = (3x + 5) . (3x - 5).

08) De acordo com o sistema de medidas:


I- 1260 litros correspondem a 1,26 metros cúbicos.
II- 5000 decímetros cúbicos correspondem a 50 metros cúbicos.
III- 200 centímetros quadrados correspondem a 0,02 metros quadrados.
Classificando as afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F), a sequência correta é:
a) V, V, V. b) V, F, V. c) V, F, F. d) F, V, V. e) F, V, F.

09) Um atleta em treinamento corre, durante os dez últimos dias antes da competição, 2.500 metros a pé e 8 km de bicicleta.
Ao final dos dez dias de treinamento, ele terá percorrido a) 105 hm. b) 1.050 hm. c) 10.500 hm. d) 105.000 hm. e) 1.050.000
hm.

GABARITO: 1 – D 2 – C 3 – E 4 – A 5 – B 6 – A 7 – C 8 – B 9-B

01) O dono de uma fábrica irá instalar cerca elétrica no estacionamento que tem forma retangular de dimensões 100 m por
140 m. Também, por motivo de segurança, pretende, a cada 40 metros, instalar uma câmera. Sendo assim, ele utilizará de cerca
elétrica, em metros, e de câmeras, respectivamente,
(A) 480 e 12. (B) 380 e 25. (C) 420 e 53. (D) 395 e 30. (E) 240 e 40.

02) Um investidor comprou um terreno retangular cujos lados medem 250 m e 60 m. Para ser vendido, esse terreno será
dividido em 12 lotes iguais. Sendo assim, a área de cada lote, em metros quadrados, será igual a
(A) 1 000 (B) 1 250 (C) 1 500 (D) 2 250 (E) 2 500

03) Uma escola vai construir mais um reservatório de água, com formato de paralelepípedo retângulo, como o representado
a seguir

72
Observando-se tais dimensões, é possível afirmar que o volume do reservatório será de
(A) 65 m³. (B) 70 m³. (C) 650 m³. (D) 700 m³. (E) 7 000 m³.

04) Uma piscina retangular mede 24 m de comprimento por 18 m de largura. Nadando na diagonal dessa piscina, quantos
metros um atleta consegue nadar ida e volta?

(A) 54 m (B) 60 m (C) 72 m (D) 48 m (E) 50 m

05) Pedrinho não sabia nadar e queria descobrir a medida da parte mais extensa (AC) da ―Lagoa Funda‖. Depois de muito
pensar, colocou 3 estacas nas margens da lagoa, esticou cordas de A até B e de B até C, conforme figura abaixo. Medindo
essas cordas, obteve: med (AB) = 24 m e med (BC) = 18 m.

Usando seus conhecimentos matemáticos, Pedrinho concluiu que a parte mais extensa da lagoa mede:

(A) 30 m (B) 28 m (C) 2 6 m (D) 35 m (E) 42 m

06) Um avião decolou com um ângulo x do solo e percorreu a distância de 5 km na posição inclinada, e em relação ao solo,
percorreu 3 km. Determine a altura do avião.

(A) 4 m (B) 6200 m (C) 11200 m (D) 4 km (E) 5 km

07) Uma escola possui 800 alunos, dos quais 560 são meninos. Sabe-se que entre as meninas, 10% gostam de futebol, já entre
os meninos essa porcentagem é de 80%. Escolhendo-se, ao acaso, um desses alunos e sabendo que este gosta de futebol, a
probabilidade de que este aluno seja menino é:
a) 56/59 b) 14/25 c) 4/5 d) 9/10

08) Ao realizar uma reportagem que aborda a preocupação dos cidadãos em investir numa renda alternativa para complementar
a aposentadoria, a jornalista de uma emissora de TV obteve, por meio de um órgão de estatística, os seguintes dados coletados
em um grupo de 100 trabalhadores:
-35 pessoas tem preferência em investir na caderneta de poupança;
-42 preferem investir em imóveis;
-26 preferem investir em um plano de previdência privada;
-9 tem preferência pela caderneta de poupança e imóveis;
-12 preferem o investimento em imóveis e previdência privada;
-10 preferem a caderneta de poupança e a previdência privada;
-4 preferem investir de três formas: caderneta de poupança, imóveis e previdência privada.
Com o intuito de realizar uma entrevista no estúdio da emissora, a jornalista decide entrar em contato e convidar, ao acaso,
uma das pessoas do grupo pesquisado. Qual a probabilidade da pessoa escolhida não ter preferência por nenhuma das três
opções de investimento citadas?
a) 0,37 b) 0,15 c) 0,28 d) 0,09 e) 0,24

GABARITO: 1-A 2-B 3-E 4-B 5-A 6-D 7-A 8-E

Questão 01: Analise o diagrama abaixo e determine: o domínio, o contradomínio e o conjunto imagem.

73
Questão 2: Defina a função abaixo e classifique-a em injetora, sobrejetora ou bijetora.

GABARITO

Resposta Questão 1
Pelo diagrama, temos:
Domínio: D (f) = {0, 1, 2}
Contradomínio: CD (f) = {1, 2, 3, 5}
Conjunto Imagem: Im (f) = {1, 3, 5}
Essa função é definida por: 2x +1
Observe que não há nenhum elemento x em A, que substituindo em 2x + 1 resulta em 2. Por isso não teve associação.

Resposta Questão 2
A função é definida por:
F(x) = 4x
Veja: 4 . (-1) = -4
4 . (0) = 0
4.1=4
4.2=8
A Função é injetora, pois os elementos distintos do domínio têm imagens distintas.

Questão 1: Uma função satisfaz a relação f(2x) = 2f(x) + f(2) para qualquer valor real de x. Sabendo-se que f(4) = 6,
calcule f(16).

Questão 2: Considere as seguintes afirmações:


I. Uma função é uma relação que associa a cada elemento do seu domínio um único elemento no seu contradomínio.
II. Toda relação é uma função.
III. Dada uma função sobrejetora, então seu contradomínio é diferente de sua imagem.
IV. Uma função será injetora se, e somente se, elementos distintos do domínio possuírem imagens distintas.

Assinale a alternativa correta:


a) I, II e III estão corretas. b) I e II estão corretas. c) III e I estão corretas. d) II, III e IV estão corretas.
e) I e IV estão corretas.

GABARITO:
Resposta Questão 1
Inicialmente vamos tentar visualizar f(4) em f(2x) = 2f(x) + f(2). Para tanto, podemos fazer x = 2 e teremos:f(2x) = 2.f(x) +
f(2)
f(2.2) = 2.f(2) + f(2)
f(4) = 3.f(2)
Mas sabemos que f(4) = 6, logo:
f(4) = 3.f(2)
6 = 3.f(2)
f(2) = 6
3
f(2) = 2
Faremos agora x = 4 para que tenhamos o valor de f(8):
f(2x) = 2.f(x) + f(2)
f(2.4) = 2.f(4) + f(2)
f(8) = 2.6 + 2
f(8) = 12 + 2
f(8) = 14
Por fim, utilizaremos x = 8 para que encontremos o valor de f(16):
74
f(2x) = 2.f(x) + f(2)
f(2.8) = 2.f(8) + f(2)
f(16) = 2.14 + 2
f(16) = 28 + 2
f(16) = 30
Portanto, f(16) = 30.

Resposta Questão 2
Vamos analisar cada uma das afirmações:
I. Correta. Só pode ser considerada uma função se cada elemento do domínio estiver associado a um único elemento do
contradomínio.
II. Incorreta. Nem toda relação pode ser considerada uma função. Por exemplo, uma relação que liga um elemento do domínio
a dois ou mais elementos do contradomínio não pode ser considerada uma função.
III. Incorreta. A definição de uma função sobrejetora é exatamente o contrário do que foi dito nessa afirmativa. Uma função
sobrejetora ocorre quando a imagem é igual ao contradomínio.
IV. Correta. Realmente uma função só é injetora quando cada elemento do domínio possui uma imagem distinta no
contradomínio.
Portanto, a alternativa correta é a letra e.

QUESTÕES

1 - Considere as seguintes sequências de números:


I. 3, 7, 11, ... II. 2, 6, 18, ... III. 2, 5, 10, 17, ...

O número que continua cada uma das sequências na ordem dada deve ser respectivamente:
A) 12, 36, 25 B) 15, 43, 26 C) 15, 54, 26 D) 12, 36, 26

2 - Sejam x, y, z números reais tais que a sequência (x, 1, y, ¼, z) forma, nesta ordem, uma progressão aritmética, então o valor
da soma x + y + z é:
A) -2/8 B) 11/8 C) 15/8 D) 2

3 - A soma de todos os números naturais ímpares de 3 algarismos é:


A) 230 mil B) 247,5 mil C) 257,45 milX D) 300 mil

4- O primeiro termo de uma progressão geométrica é 10, o quarto termo é 80; logo, a razão dessa progressão é:
A) 2 B) 12 C) 40 D) 45

5 - Um terreno, cujo preço à vista é R$ 24 mil, pode ser adquirido dando-se uma entrada e o restante em 5 parcelas que se
encontram em progressão geométrica. Um comprador que optou por esse plano, ao pagar a entrada, foi informado que a
segunda parcela seria de R$ 4 mil e a quarta parcela de R$ 1 mil. Quanto esse cliente pagou de entrada na aquisição do
terreno?
R$ 12 mil R$ 15,5 mil R$ 10 mil R$ 7,5 mil

GABARITO: 1) C 2) C 3) C 4) A 5) B

RAZÃO E PROPORÇÃO

01) Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram aprovadas 1800. A razão do número de candidatos aprovados para o
total de candidatos participantes do concurso é
(A) 2/3 (B) 3/5 (C) 5/10 (D) 2/7 (E) 6/7

02) Segundo uma reportagem, a razão entre o número total de alunos matriculados em um curso e o número de alunos não
concluintes desse curso, nessa ordem, é de 9 para 7. A reportagem ainda indica que são 140 os alunos concluintes desse curso.
Com base na reportagem, pode-se afirmar, corretamente, que o número total de alunos matriculados nesse curso é
(A) 180. (B) 260. (C) 490. (D) 520. (E) 630.

03. No arquivo de um escritório, a razão entre o número de gavetas vazias e o número de gavetas contendo documentos era
3/7. Após duas gavetas vazias serem ocupadas com documentos, a razão entre o número de gavetas vazias e o número de
gavetas contendo documentos passou a ser 1/3 . O número total de gavetas vazias que restou no arquivo foi
(A) 15. (B) 13. (C) 10. (D) 8. (E) 5.
04. Em uma sala de aula, há alguns alunos com idades de 7 anos e 15 alunos com idades de 8 anos. Sabendo-se que a razão
entre o número de alunos com idades de 7 anos e o número de alunos com idades de 8 anos é igual a doze décimos, é correto
afirmar que o número total de alunos, nessa sala, é
75
(A) 31. (B) 32. (C) 33. (D) 34. (E) 35

05. Em uma padaria, a razão entre o número de pessoas que tomam café puro e o número de pessoas que tomam café com
leite, de manhã, é 2/3. Se durante uma semana, 180 pessoas tomarem café de manhã nessa padaria, e supondo que essa razão
permaneça a mesma, pode-se concluir que o número de pessoas que tomarão café puro será:
(A) 72. (B) 86. (C) 94. (D) 105. (E) 112.

06. Em um encontro de trabalhadores da área de transporte, a razão entre o número de motoristas e o número de fiscais que
compareceram foi de 7 para 3. Se nesse encontro compareceram 24 fiscais, o número total de trabalhadores (motoristas e
fiscais) que participaram foi
(A) 177. (B) 80. (C) 56. (D) 46. (E) 8

07. A razão entre largura e comprimento de um envelope é de 3/5. Portanto, se o lado maior desse envelope mede 21,5 cm, a
diferença entre o lado maior e o lado menor desse envelope é de
(A) 8,2 cm. (B) 8,6 cm. (C) 9,0 cm. (D) 9,2 cm. (E) 9,6 cm.

GABARITO: 1-B 2-E 3-C 4-C 5-A 6-B 7-B

OPERAÇÕES COM NÚMEROS REAIS

01. Dentre as alternativas a seguir, a fração que corresponde a um número decimal compreendido entre 0,5 e 0,7 é:
a) 1/3 b) 4/7 c) 5/3 d) 2/5 e) 3/4

02. Yuri está digitando um trabalho de matemática. O problema proposto é o seguinte: ―Um grupo de garotos foi a uma
pizzaria. Caio comeu 3 pedaços da pizza de atum e três pedaços da pizza marguerita. Cada pizza estava dividida em 8 partes
iguais. Em relação a uma pizza inteira, que porção Caio comeu?‖ Yuri sabe responder facilmente essa questão, mas como tem
dificuldade em digitar uma fração, resolve apresentar a resposta em número decimal, sendo esta:
(A) 0,50. (B) 0,12. (C) 2,8. (D) 1,25. (E) 0,75.

03. Gabriel gasta 1/3 do seu salário para pagar o aluguel, R$ 720,00 para pagar a faculdade, e ¾ do restante para pagar as
despesas com a casa (água/luz/telefone), que correspondem a R$ 360,00. A fração que representa quanto Gabriel paga de
faculdade, em relação ao seu salário, é de
a) 3/2 b) ½ c) 2/5 d) ¼ e) ¾

04. Pedro, que é dono de um restaurante, foi ao supermercado com dinheiro para comprar 120 latas de refrigerante, as quais
estavam em promoção a custo unitário de R$ 2,05. Ao chegar ao local, a promoção havia terminado e o preço unitário da lata
havia subido para R$ 2,15. Com o dinheiro que Pedro levou para comprar os refrigerantes na promoção, agora com o novo
valor, a quantidade de latas que ele conseguirá comprar é igual a
(A) 112. (B) 113. (C) 115. (D) 116. (E) 114.

05. Carlos, Amanda e Janaína, somente eles, são os professores que corrigiram todas as provas de um 3o ano de uma
determinada escola. Carlos corrigiu um quarto do total de provas e, em seguida, Amanda corrigiu um terço do total de provas
ainda não corrigidas. Sabendo-se que Janaína corrigiu o restante das provas, que correspondeu a 120, é correto afirmar que o
número total de provas corrigidas pelos três professores foi
(A) 240. (B) 248. (C) 256. (D) 264. (E) 272

06. Para resolver um problema de matemática, Renato tinha que dividir 189 por 18 até encontrar um número decimal exato e,
em seguida, tinha que tirar quatro décimos desse resultado. Se ele fez as contas corretamente, o resultado final obtido foi
(A) 1,1. (B) 1,46. (C) 10,1. (D) 10,46. (E) 14,6.

GABARITO: 1-B 2-E 3-C 4-E 5-A 6-C

EQUAÇÃO DE 1º GRAU

01) No estoque inicial de uma loja, o número de casacos pretos era o triplo do número de casacos vermelhos. Foram vendidos
2 casacos vermelhos e 26 pretos, restando no estoque quantidades iguais de casacos de cada cor. O número total desses casacos
no estoque inicial era

(A) 36. (B) 48. (C) 58. (D) 66. (E) 68.

02) Dona Yara comprou 4 pares de sapatos e gastou R$ 725,00 ao todo. O 2.º par de sapatos custava R$ 20,00 a mais do que o
1.º, o 3.º custava o dobro do 2.º, e o 4.º custava o triplo do 1.º. O preço do 4.º par de sapatos foi

(A) R$ 285,00. (B) R$ 265,00. (C) R$ 245,00. (D) R$ 230,00. (E) R$ 205,00.

76
03) O pai de Andréa gosta muito de Matemática e montou um probleminha para expressar a idade de sua filha. ―O dobro da
diferença entre a idade de Andréa e cinco, mais a mesma idade, é igual a 11‖. Portanto, a idade de Andréa é
(A) 3 anos. (B) 5 anos. (C) 6 anos. (D) 7 anos. (E) 8 anos.

04) Um animador de festas pediu a atenção dos participantes e proclamou: – Pensei em um número. Multipliquei esse número
por 5 e depois subtraí 65 do produto. O valor obtido é o mesmo que somar 81 ao triplo do número que eu tinha pensado no
início. O número que eu pensei é um número que está entre

(A) 21 e 30. (B) 40 e 63. (C) 70 e 85. (D) 88 e 90. (E) 100 e 112.

05) Um funcionário de uma loja percebeu que 8 caixas fechadas de canetas menos 50 canetas contêm a mesma quantidade que
7 caixas fechadas mais 20 canetas. O número de canetas de uma caixa é:

(A) 55. (B) 60. (C) 65. (D) 70. (E) 75.

06) De mesada, Julia recebe mensalmente do seu pai o dobro que recebe de sua mãe. Se em 5 meses ela recebeu R$ 375,00,
então, de sua mãe ela recebe, por mês,

(A) R$ 15,00. (B) R$ 20,00. (C) R$ 25,00. (D) R$ 30,00. (E) R$ 35,00.

07) O professor de matemática perguntou a seus alunos: Qual é o número que, subtraindo 7 do seu quíntuplo, resulta no
mesmo que somando 15 ao seu triplo? Os alunos que acertaram responderam um número

(A) par. (B) divisível por 3. (C) múltiplo de 7. (D) ímpar. (E) menor do que 9.

08) A solução da equação 5(x + 3) – 2(x – 1) = 20 é


A) 0 B) 1 C) 3 D) 9

GABARITO: 1-B 2-A 3-D 4-C 5-D 6-C 7-D 8-B

01) Um determinado presídio abriga um total de 376 detentos em 72 celas. Sabe-se que uma parte dessas celas abriga 4
detentos por cela, e que a outra parte abriga 6 detentos por cela. O número de celas com 4 detentos é igual a
(A) 46. (B) 42. (C) 30. (D) 28. (E) 24.

02) Certo dia, uma lanchonete vendeu 16 copos de suco de laranja e 14 copos de suco de abacaxi, recebendo, por isso, um total
de R$ 67,00. Uma pessoa comprou um copo de suco de cada tipo, pagando, no total, R$ 4,50. Então, a diferença entre o preço
dos copos de suco é de
(A) R$ 0,50. (B) R$ 0,70. (C) R$ 1,00. (D) R$ 1,20. (E) R$ 1,50.

03) Dois casais de namorados foram à feira e pararam em frente a uma banca que vendia pastéis e caldo de cana. O primeiro
casal pagou R$ 5,40 por um pastel especial e dois copos de caldo de cana. O segundo casal pagou R$ 9,60 por três copos de
caldo de cana e dois pastéis especiais. A diferença entre o preço de um pastel especial e o preço de um copo de caldo de cana
foi de
(A) R$ 2,00. (B) R$ 1,80. (C) R$ 1,50. (D) R$ 1,20. (E) R$ 1,00.

04) Em uma lanchonete, 2 sanduíches naturais mais 1 copo de suco custam R$ 10,00, e 1 sanduíche natural mais 2 copos de
suco custam R$ 9,20. O preço de um sanduíche natural mais um copo de suco é
(A) R$ 6,40. (B) R$ 6,90. (C) R$ 7,20. (D) R$ 8,80. (E) R$ 9,60.

05. Em uma padaria, dois brigadeiros mais um quindim custam R$ 5,00. Uma pessoa comprou três brigadeiros e dois quindins
e pagou R$ 8,50 por eles. Nessas condições, pode-se concluir que
(A) um brigadeiro custa R$ 0,50 a mais que um quindim. (B) um brigadeiro custa R$ 1,00 a mais que um quindim.
(C) um quindim custa R$ 0,50 a mais que um brigadeiro. (D) um quindim custa R$ 1,00 a mais que um brigadeiro.
(E) um quindim custa o mesmo que um brigadeiro.

GABARITO: 1- D 2-A 3-B 4-A 5-C

SISTEMA DE MEDIDAS USUAIS

01. Renata estava organizando um evento e calculou que seriam necessários 150 copos, de 200 mL, de suco. No mercado,
havia duas marcas diferentes do mesmo suco, sendo que uma era vendida, em lata de 350 mL, por R$ 3,85 e outra, em garrafa
de 2 L, por R$ 21,00. Renata comprou o suco da marca mais barata e gastou
(A) R$ 307,00. (B) R$ 330,00. (C) R$ 326,00. (D) R$ 315,00. (E) R$ 300,00

77
02. Determinado tipo de detergente é vendido em galões e, para utilizá-lo, é necessário fazer uma mistura com a seguinte
proporção: 250 mL de detergente para 950 mL de água. Para preparar 6 litros dessa mistura (detergente + água), a quantia
necessária de detergente, em litros, é
(A) 2,25. (B) 2,00. (C) 1,75. (D) 1,50. (E) 1,25
03. Se três litros e meio de um determinado produto custam R$ 21,00, então é verdade que 750 mililitros desse produto custam
(A) R$ 4,25. (B) R$ 4,50. (C) R$ 4,75. (D) R$ 5,00. (E) R$ 5,25.

04. Deseja-se dividir 1000 litros de água, sem desperdiçá-la, em recipientes com capacidade total de 20000 centímetros
cúbicos, cada um. O número mínimo de recipientes que serão necessários para fazer essa divisão é
(A) 5. (B) 50. (C) 100. (D) 500. (E) 5 000.

05. Uma competição de corrida de rua teve início às 8h 04min. O primeiro atleta cruzou a linha de chegada às 12h 02min 05s.
Ele perdeu 35s para ajustar seu tênis durante o percurso. Se esse atleta não tivesse tido problema com o tênis, perdendo assim
alguns segundos, ele teria cruzado a linha de chegada com o tempo de
(A) 3h 58min 05s. (B) 3h 57min 30s. (C) 3h 58min 30s. (D) 3h 58min 35s. (E) 3h 57min 50s.

06. Se uma indústria farmacêutica produziu um volume de 2 800 litros de certo medicamento, que devem ser acondicionados
em ampolas de 40 cm³ cada uma, então será produzido um número de ampolas desse medicamento na ordem de
(A) 70. (B) 700. (C) 7 000. (D) 70 000. (E) 700 000.

07. Um programa de TV começa às 16 h e 41 min. Apenas a apresentação, sem considerar os 5 intervalos de tempo iguais para
propaganda, tem a duração de 38 minutos. Sabendo que ele termina às 17 h e 34 min, cada intervalo dura
(A) 3 min (B) 2,5 min (C) 1,5 min (D) 1 min (E) 2 min

08. O quadro abaixo representa o horário de funcionamento de uma escola nos períodos matutino, vespertino e noturno.

09. Um professor que leciona nesta escola de segunda a sexta-feira, nos períodos matutino e noturno, dando todas as aulas do
período, trabalha por semana um total de
(A) 32h. (B) 33h30min. (C) 34h. (D) 40h. (E) 44h30min.

10. As duas caixas de água que abastecem um edifício comportam, cada uma, um volume de 5 metros cúbicos. Supondo que
estas caixas estejam totalmente vazias, para enchê-las completamente serão necessários
(A) 10 litros. (B) 100 litros. (C) 1 000 litros. (D) 10 000 litros. (E) 100 000 litros.

11) Uma pessoa comprou três tipos diferentes de iogurte, cada um deles numa embalagem diferente e com diferente
capacidade, conforme mostra a tabela.

Sabendo-se que essa pessoa comprou apenas uma embalagem de cada tipo, pode-se concluir que a quantidade total de iogurte
comprado, em litros, foi de
(A) 2,81. (B) 2,61. (C) 2,53. (D) 2,42. (E) 2,21.

12) Um galão está com 20 litros de água e são retirados dele cinco garrafinhas com 510 ml cada uma, mais trinta copos com
230 ml cada um e duas garrafas com 1,5 litros cada uma. Considerando-se apenas essas retiradas, o volume, em litros, da água
que permaneceu no galão foi
(A) 17,25. (B) 15,75. (C) 12,45. (D) 9,65. (E) 7,55.

13) Em uma maratona, um brasileiro concluiu a prova em 7 minutos, 22 segundos e 35 centésimos de segundo, perdendo
apenas para um angolano, que chegou 48 segundos e 57 centésimos de segundo à sua frente. O vencedor dessa maratona fez o
tempo de
(A) 6 minutos, 33 segundos e 28 centésimos de segundo.
(B) 6 minutos, 32 segundos e 28 centésimos de segundo.
(C) 6 minutos, 26 segundos e 22 centésimos de segundo.
(D) 6 minutos, 33 segundos e 78 centésimos de segundo.
(E) 6 minutos, 26 segundos e 78 centésimos de segundo.
GABARITO: 1-D 2-E 3-B 4-B 5-B 6-D 7-A 8-D 9-D 10-D 11-B 12-E 13-D
78
CONHECIMENTOS

ESPECÍFICOS

79
TÉCNICAS DE CONTAR HISTÓRIAS

Prepare-se: um bom contador de histórias é aquele que possui muitas experiências sensitivas, que lê bastante, que
assiste teatro, bons filmes. Cuide da sua dicção, cante, dramatize, dance. Esteja bem fisicamente, bem mentalmente,
sentimentalmente. Descubra-se, invista em você, seja sempre um entusiasta, procure saber, aprender, conhecer,
experienciar...
Estude o texto: Conte mais do que apenas a história. Compreenda as frases, as construções, imagine as imagens e
fortaleça as imagens sonoras.
Planeje a apresentação: Chegar em cima da hora e ir direto para a leitura pode atrapalhar a comunhão com as
crianças. Prepare o local, sinta o ambiente, descubra se há pontos na sala, ou no espaço que dificulte a visualização,
ou a audição dos ouvintes. Perceba se há muita luz, pouca luz, muito calor, pouco calor. Corrija o excesso se não
for proposital. Sensibilize as crianças antes de começar, para que não dispersem durante a história.
Recursos: Dê preferência para o ato narrativo ao ilustrativo. Contar história com bonecos é um bom recurso, mas
cuidado para não virar teatro, teatro de bonecos, teatro de animação. Cada modalidade tem suas características que
devem ser estudadas para que sejam utilizadas. Centralize a concentração das crianças no ato de narrar com, ou sem
livros, com ou sem bonecos. O verbo e a voz, no ato de contar história, sempre serão os principais focos de atenção.
Após a narrativa: Procure realizar atividades de vivência artística e prática corporal para a apreensão dos signos
contísticos. Pintar, dançar, cantar, escutar músicas sempre serão melhores recursos do que explicar, ou conceituar a
história que se acabou de ler, ou narrar. Utilizar os acontecimentos dos contos como forma de admoestação e
expiação, ou chantagem, empobrece o trabalho pedagógico.
- Fazer a escolha cuidadosa da "sua" história: escolher aquela que com aquela se identifica, que lhe encanta.
- Estudar a história entendendo os seus elementos principais: personagens, cenário, conflito principal. Refletir sobre
a sua mensagem, destacando quais são as situações usadas para a transmissão. Dividi-las em quatro partes:
introdução, enredo, ponto culminante e desfecho.
- Decidir se na narração será usado recursos auxiliares e, neste caso, quais.

DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS

O homem é essencialmente um ser social.Vive em grupo para sanar suas necessidades, modificando-o e
estruturando-o segundo suas necessidades e as circunstâncias. As relações podem se caracterizar pelo encontro de
dois indivíduos, dos indivíduos com o grupo ou do grupo com outro grupo.
Entender o relacionamento interpessoal constitui hoje em uma necessidade: a de obter e conservar as cooperação e
confiança dos membros de um grupo ou entre indivíduos com os quais convivemos. Devemos entender nossa
importância como membros participantes de uma sociedade, as relações humanas objetivam levar o individuo a:
conhecer e aceitar sua existência; constituir um EU interior mais solido e forte; manter relacionamento mais
caloroso e próximo das outras pessoas. Para melhor relacionar-se com o ambiente no qual você está inserido é
necessário desenvolver uma ―sensibilidade social‖, isto significa que você deve exercitar sua percepção com
relação aos grupos sociais que você é membro. A observação é a chave para começar a entender as pessoas, de
inicio destaco que para entender os outros é necessário entender a si mesmo primeiro. Entender a si mesmo não é
nada parecido com auto-ajuda, para entender você mesmo é preciso apenas refletir sobre algumas questões muito
importantes e que todo individuo deve questionar-se.

DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
Diferenças individuais são as várias formas nas quais os indivíduos se distinguem uns dos outros, seja em aspectos
psíquicos, intelectuais, físicos, emocionais ou sociais. Não existem indivíduos iguais, acredite mas, o fato de você
ser diferente das outras pessoas, não é nenhuma novidade, não há nada de tão surpreendente nisto, todos os
indivíduos são diferentes, existe uma infinidade de tipos de personalidades e tais diferenças caracterizam sua
individualidade. Cada pessoa percebe, age e modifica a realidade de forma diferente. A personalidade dos
indivíduos é caracterizada pela herança biológica e pela ação ambiental sofrida por cada individuo, desta maneira é
singular o modo de ser de cada um.

A diversidade é um problema que precisa incomodar a escola? A diferença precisa ser considerada na escola? Bom,
a escola não é uma instituição que tenha uma prática fora da realidade da vida das pessoas. Nas palavras de
Casassus (2002, p. 29): ―(...) a educação não é algo que acontece num vazio social abstrato‖. Pelo contrário, sua
existência dar-se num contexto sócio-cultural concreto, o que é de suma importância. Certamente, os profissionais
de educação sabem que a obrigação da escola não pode se reduzir apenas à transmissão cientifica de saberes. A
função social da instituição escolar vai além de somente reproduzir, reorganizar e retransmitir o legado científico e
cultural das gerações mais velhas às gerações mais novas. Tem um elemento mais problemático, que extrapola seus
muros, que a construção de uma sociedade mais democrática, mais igualitária, mais respeitosa, onde todos caibam.
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A verdadeira professora sabe que dela é exigido muito mais do que a mera função social da escola de transmissão
de saberes. No atual contexto, dela é pedido que considere a diversidade em sua sala de aula, que use não somente a
racionalidade, a técnica, a didática, a ciência, mas também a emoção, a afetividade, a ternura, o amor, a compaixão.
É-lhe sugerido que, na complexidade da existência, ensine a seu alunado a compreensão e o respeito ao outro, ao
diferente, visto que somente ela será a garantia da solidariedade intelectual e moral da humanidade (MORIN,
2002). Além do mais, o objeto principal da ação educacional não é uma coisa qualquer, um pedaço de madeira, um
caderno, um quadro verde, mas, um ser humano, produzido a partir de sua própria rede histórica. Em outras
palavras, ―(...) o objeto do trabalho dos professores são os seres humanos individualizados, socializados ao mesmo
tempo‖ (TARDIF, 2003, p. 128). Portanto, um objeto complexo, o mais complexo do universo, possuindo natureza
física, biológica, individual, social e simbólica ao mesmo tempo, não redutível a uma forma simplória. A educação,
portanto, é uma ação de pessoa exercida sobre pessoa, na diferença. É o encontro de, pelo menos, duas ou mais
diferenças simultaneamente.

Dessa forma, é importante reafirmar que é preciso mais compreender que tolerar. Mais aceitar que ficar indiferente.
No atual momento da sociedade e da educação, é valioso entender a pluralidade, aceitar a diversidade, conviver
com as diferenças, isto sim. É correto assegurar que compreender e respeitar as diferenças não é tolerar. Cabe ao
educador ―(...) promover o entendimento com os diferentes e a escola deverá ser espaço de convivência, onde os
conflitos sejam trabalhados e não camuflados‖ (GADOTTI, 1997, p. 117). Ensinar exige o risco, aceitação do novo
e rejeição a qualquer forma de discriminação (FREIRE, 2004).

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

O que é desenvolvimento infantil?


O desenvolvimento infantil é um processo pelo qual todas as crianças passam desde o nascimento até mais ou menos
6 anos de idade. Está relacionado ao desenvolvimento de habilidades específicas que garantem a autossuficiência da
criança.
Esse processo é caracterizado por marcos, nos quais certos comportamentos são esperados das crianças a partir de
uma certa idade. Que pais não ficam ansiosos para ouvir a primeira palavra do bebê? E quantos pais não ficam
extremamente felizes quando o filho dá os primeiros passos?
Pois bem, esses são exemplos evidentes do que é e como se dá o desenvolvimento das crianças. São os pequenos
aprendizados do dia a dia que fazem com que elas se tornem cada vez mais adultas.
Tipos de desenvolvimento
O desenvolvimento das crianças não se limita apenas ao desenvolvimento das habilidades motoras, mas ocorre em
várias esferas ao mesmo tempo. Muitas vezes, é necessário uma integração entre todos os tipos de desenvolvimento
que a criança passa. Entenda:
Desenvolvimento físico
Refere-se à melhora das habilidades físicas da criança, como a capacidade de engatinhar, manter-se em pé, andar,
correr, pular e até mesmo fazer atividades mais precisas como desenhar e escrever, que muitas vezes necessitam que
a área mental esteja bem desenvolvida também.
Desenvolvimento cognitivo
A palavra ―cognição‖ remete às habilidades que garantem a capacidade do cérebro de processar informações e
obter conhecimentos sobre o mundo. Sendo assim, ela engloba processos como pensamento, raciocínio, memória,
linguagem, atenção, resolução de problemas, entre outros.
Sabemos que os bebês não nascem sabendo fazer tudo isso. De fato, muitos acreditam que os bebês já nascem
capazes de pensar, mas de uma maneira muito diferente da nossa. Por isso, com o tempo, essas habilidades precisam
ser desenvolvidas.
Você consegue se lembrar de algo que aconteceu antes dos seus 3 anos de idade? Quase nenhum de nós consegue,
porque até então o cérebro ainda não é muito capaz de armazenar memórias. Com o tempo, a maturação desse órgão
possibilita que a memória de longo prazo se estabeleça e, aos poucos, a cognição vai se desenvolvendo por
completo.
Tudo isso demora um tempo e é importante para que a criança aprenda a viver no mundo. Por meio da aprendizagem
contínua, a criança se adapta à realidade ao seu redor, aprendendo a se virar sozinha e a resolver os problemas que
encontra durante a vida.
Desenvolvimento social
Com o aprendizado da linguagem, começa também o desenvolvimento social. A partir daí, a criança é capaz de
trocar informações com outras crianças e adultos, possibilitando o aprendizado de normas sociais, cultura, tradições,
entre outros.

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Desenvolvimento afetivo
Relacionado às emoções, o desenvolvimento afetivo está presente desde os primeiros anos de vida da criança. Quem
acha que bebê não sente amor está muito enganado: diversas abordagens da psicologia, incluindo a psicanálise,
mostram como o amor e o carinho são importantes para que a criança cresça saudavelmente, logo nos primeiros
meses.
Marcos importantes até os 12 meses
No nascimento, o bebê:
 Dorme a maior parte do tempo;
 Suga com a boca com frequência;
 Chora quando é perturbado ou sente desconfortos.
4 semanas
 Leva as mãos aos olhos e à boca;
 Move a cabeça de um lado para o outro quando deitado;
 Segue um objeto em movimento em frente ao rosto com o olhar;
 Responde aos sons do ambiente (levando sustos, chorando etc.);
 Pode se virar na direção de vozes e sons familiares;
 É capaz de focar em um rosto.
6 semanas
 Observa objetos dentro do seu campo de visão;
 Passa a sorrir quando falam com ele;
 Fica deitado sobre a barriguinha.
3 meses
 Consegue manter a cabeça firme quando está sentado;
 Eleva a cabeça a 45º quando deitado de bruços;
 Abre e fecha as mãozinhas;
 Faz força com os pés quando é colocado sob uma superfície plana;
 Movimenta-se para alcançar brinquedos suspensos, como o móbile do berço;
 Segue, com o olhar, um objeto na frente do seu rosto, balançando a cabeça de um lado para o outro;
 Observa rostos atentamente;
 Sorri ao ouvir a voz do cuidador (mãe, pai, babá etc.);
 Começa a balbuciar, emitindo sons semelhantes à fala.
5—6 meses
 Mantém a cabeça firme quando está de pé;
 Consegue se sentar com apoio;
 Rola o corpo em um sentido, geralmente da posição deitado de bruços para deitado de costas;
 Tenta alcançar objetos;
 Reconhece pessoas à distância;
 Presta bastante atenção às vozes humanas;
 Sorri espontaneamente;
 Ao sentir prazer, expressa por meio de gritinhos;
 Balbucia para brinquedos.
7 meses
 Consegue se sentar sem apoio;
 Sustenta parte do seu peso corporal quando mantido de pé;
 Passa objetos de uma mão para a outra;
 Segura a própria mamadeira;
 Procura objetos que caíram;
 Responde ao próprio nome;
 Balbucia combinando vogais e consoantes;
 Responde à brincadeira do ―cadê o bebê?‖.
9 meses
 Consegue se sentar bem;
 Tenta pegar brinquedos que estão longe do seu alcance;
 Responde quando os brinquedos são tirados dele;
 Engatinha ou se mantém sobre os pés e as mãos;
 Consegue se colocar de pé;
 A partir da posição de bruços, consegue se sentar;
 Consegue ficar de pé se apoiando em algo ou alguém;
 Diz ―mama‖ e ―papa‖.
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12 meses
 Consegue andar se apoiando em móveis ou segurando a mão de pessoas;
 Pode dar um ou dois passos sem apoio;
 Fica em pé por poucos momentos de cada vez;
 Diz ―mama‖ e ―papa‖ para as pessoas corretas;
 Aprende a beber em copo;
 Bate palminhas e dá tchau;
 Consegue falar algumas palavras.

Fases do desenvolvimento infantil segundo Piaget


O grande pesquisador das fases do desenvolvimento cognitivo infantil é Jean Piaget, psicólogo que começou a se
interessar pelo raciocínio das crianças enquanto trabalhava em uma escola para meninos. Ele ficou curioso com o
raciocínio usado pelos meninos quando erravam as respostas das perguntas que os professores faziam. Ao observar
diversas crianças durante o crescimento, inclusive seus próprios filhos, ele postulou 4 estágios (ou fases) do
desenvolvimento cognitivo infantil. Os dois primeiros estágios são bastante extensos, pois há uma grande quantidade
de habilidades sendo aprendidas nessas fases. No entanto, os últimos dois estágios são extremamente importantes
para a formação do pensamento encontrado no adulto e dependem muito das habilidades adquiridas nos estágios
anteriores. As fases do desenvolvimento infantil são:

Sensório-motor: de 0 a 2 anos
Nesta fase, a criança se concentra nas sensações e nos movimentos. Ela começa a entender o que as sensações
significam e como os movimentos dela podem levar a alterações no mundo exterior. Nos primeiros meses, o bebê
ainda não tem controle consciente de suas ações motoras. No entanto, com o passar do tempo, ele vai gradualmente
ganhando consciência de seus movimentos, e é aí que começa a festa: ele percebe que, se esticar o bracinho,
consegue puxar o móbile em cima do berço. A partir daí, passa a testar as possibilidades de movimentação para ver
aonde aquilo vai chegar. Vale lembrar que, nessa fase, a criança ainda tem dificuldades com tudo aquilo que ela não
pode ver, tocar ou sentir. A chamada permanência do objeto ainda não existe, pois a criança não admite sua
existência fora do seu campo sensorial. Sendo assim, se os pais escondem um brinquedo, por exemplo, ela não vai
procurar. Pra ela, o brinquedo deixou de existir. O mesmo acontece com as pessoas: se o bebê não vê a mãe, ela
automaticamente deixa de existir e começa a choradeira. A medida em que a criança vai recebendo estímulos, ela
passa a ter uma vaga noção de que objetos fora de sua vista não necessariamente deixam de existir. É por isso que a
brincadeira do ―cadê o bebê?‖ é tão divertida e saudável!
Pré-operatório: de 2 a 7 anos
Esse estágio se inicia com a capacidade do pensamento representativo, ou seja, a criança começa a gerar
representações da realidade no próprio pensamento. É isso que possibilita a aprendizagem da fala (que começa bem
mais cedo, mas se desenvolve mais rapidamente aqui) e as brincadeiras de ―faz de conta‖. Vale lembrar que essa fase
é marcada por um egocentrismo evidente, mas isso não significa falha de caráter, fazendo parte do
desenvolvimento cognitivo típico de qualquer criança. Ao falar, ela fala sozinha e poucas vezes considera aquilo que
foi dito para ela. Com isso, há também uma necessidade de ―dar vida‖ às coisas: para as crianças nesse estágio, uma
bola rolando faz isso porque tem vontade, não porque está em uma superfície íngreme ou porque uma força foi
aplicada, tirando-a da inércia. Ela também acredita que as coisas acontecem para si mesma. Na mente das crianças
dessa idade, o sol se põe para que elas vão dormir, não porque o dia acaba naturalmente. Voltando ao pensamento
representativo, é justamente ele que permite o desenvolvimento do pensamento lógico posteriormente. Nessa fase, a
criança pode se confundir com números e quantidades.

Um exemplo é quando colocamos a mesma quantidade de suco em copos de formatos diferentes: um fino e longo,
outro largo e curto. Por mais que seja a mesma quantidade, o nível do suco no copo fino fica acima do nível no copo
curto. Para as crianças nesse estágio, isso quer dizer que tem mais suco no copo fino, mesmo que antes elas tenham
visto que se trata da mesma quantidade! Outro exemplo: se eu pegar dois biscoitos para mim e der apenas um
biscoito para ela, a criança ficará chateada achando que tem menos. De fato, nesse caso, ela está certa. No entanto, se
eu dividir o biscoito dela ao meio ao invés de dar um novo biscoito, ela achará isso justo. Isso acontece pois, para
ela, parece que nós dois temos dois biscoitos, mesmo que as metades do biscoito dela sejam consideravelmente
menores que os meus. Por isso, se o seu filho pequeno dá respostas erradas em exercícios que medem quantidades,
volumes e tamanhos, não se preocupe: ele está se desenvolvendo normalmente, apenas passando pelo período pré-
operatório no qual a lógica ainda está sendo formada! É também nesse estágio que as crianças começam a entender o
que é certo e o que é errado, o que podem e o que não podem fazer. No entanto, ao serem apresentadas a uma nova
situação inusitada, elas ainda não são capazes de julgar moralmente o problema, fazendo aquilo que têm vontade
(independente de ser certo ou errado). Por isso, pais e mães devem ter paciência com as crianças nessa fase. Ela

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ainda tem muito a aprender e não adianta brigar quando ela faz algo de errado: ela simplesmente não é capaz de
perceber sozinha que não pode.
Operatório concreto: de 8 a 12 anos
Marcado pelo início do pensamento lógico concreto, as crianças passando por esse estágio começam a manipular
mentalmente as representações das coisas que internalizou durante os estágios passados. O problema é que essa
manipulação só pode ocorrer com coisas concretas, dispostas no mundo real. Conceitos abstratos ainda não são
compreensíveis. Lembrando do exemplo dos copos de suco, a criança nessa fase já compreende que os dois copos
têm a mesma quantidade de suco, ou seja, ela tem a noção de conservação. Quanto ao biscoito, ela também entende
que duas metades de um biscoito não equivale a dois biscoitos. Prepare-se para ter que dividir mais biscoitos com
seu filho, porque essa desculpa não vai mais colar! Aqui, já há uma maior compreensão do que é moral. As regras da
sociedade começam a fazer sentido e, em situações simples, a criança já é capaz de, por si só, julgar o que seria
correto fazer.
Operatório formal: a partir de 12 anos
O último estágio postulado por Piaget tem seu início já na pré-adolescência, quando a criança é capaz de manipular,
também, representações abstratas, fazendo operações com conceitos que não possuem formas físicas, como certos
conceitos matemáticos. Nesse estágio, as crianças começam a entender o mundo pelos olhos de outras pessoas: elas
passam a compreender experiências que elas mesmas não vivenciaram em primeira pessoa. Na verdade, esse
processo já começa durante o período operatório concreto mas, como o nome já diz, só serve para objetos concretos.
Já nesse novo estágio, a criança passa a entender o ponto de vista dos outros a respeito de conceitos abstratos.

IMPORTÂNCIA DA ARTE E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Vygotsky (1998) acentua o papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil, pois é brincando,
jogando, que a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, seu modo de aprender e entrar em
uma relação cognitiva com o mundo de eventos, pessoas, coisas e símbolos. Ainda podemos dizer que o ato de
brincar acontece em determinados momentos do cotidiano infantil, neste contexto, Oliveira (2000) aponta o ato de
brincar, como sendo um processo de humanização, no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de forma
efetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, as crianças desenvolvem sua capacidade de raciocinar, de julgar,
de argumentar, de como chegar a um consenso, reconhecendo o quanto isto é importante para dar início à atividade
em si. O brincar se torna importante no desenvolvimento da criança de maneira que as brincadeiras e jogos que vão
surgindo gradativamente na vida da criança desde os mais funcionais até os de regras. Estes são elementos
elaborados que proporcionarão experiências, possibilitando a conquista e a formação da sua identidade. Como
podemos perceber, os brinquedos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva. Para uma
aprendizagem eficaz é preciso que o aluno construa o conhecimento, assimile os conteúdos. E o jogo é um
excelente recurso para facilitar a aprendizagem, neste sentido, Carvalho (1992 p. 28) afirma que: ―[…] o ensino
absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da
inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade,
denotando-se, portanto em jogo‖.

As ações com o jogo devem ser criadas e recriadas, para que sejam sempre uma nova descoberta e sempre se
transformem em um novo jogo, em uma nova forma de jogar. Quando a criança brinca, sem saber fornece várias
informações ao seu respeito, no entanto, o brincar pode ser útil para estimular seu desenvolvimento integral, tanto
no ambiente familiar, quanto no ambiente escolar. É brincando que a criança aprende a respeitar regras, a ampliar o
seu relacionamento social e a respeitar a si mesmo e ao outro. Por meio do universo lúdico que a criança começa a
expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua liderança, e sendo
liderados e compartilhando sua alegria de brincar. Em contrapartida, em um ambiente sério e sem motivações, os
educandos acabam evitando expressar seus pensamentos e sentimentos e realizar qualquer outra atitude com medo
de serem constrangidos. Zanluchi (2005, p. 91) afirma que ―A criança brinca daquilo que vive; extrai sua
imaginação lúdica de seu dia-a-dia‖, portanto, as crianças, tendo a oportunidade de brincar, estarão mais preparadas
emocionalmente para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores
resultados gerais no desenrolar da sua vida. Vygotsky (1998) toma como ponto de partida a existência de uma
relação entre um determinado nível de desenvolvimento e a capacidade potencial de aprendizagem. Defende a ideia
de que, para verificar o nível de desenvolvimento da criança, temos que determinar pelo menos, dois níveis de
desenvolvimento. O primeiro deles seria o nível de desenvolvimento efetivo, que se faz através dos testes que
estabelecem a idade mental, isto é, aqueles que a criança é capaz de realizar por si mesma, já o segundo deles se
constituiria na área de desenvolvimento potencial, que se refere a tudo aquilo que a criança é capaz de fazer com a
ajuda dos demais, seja por imitação, demonstração, entre outros. Assim, significa que a criança pode fazer hoje
com a ajuda dos adultos ou dos iguais certamente fará amanhã sozinha.

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Para Vygotsky, citado por Baquero (1998), a brincadeira, o jogo são atividades específicas da infância, na quais a
criança recria a realidade usando sistemas simbólicos, sendo uma atividade com contexto cultural e social. O autor
relata sobre a zona de desenvolvimento proximal que é a distância entre o nível atual de desenvolvimento,
determinado pela capacidade de resolver, independentemente, um problema, e o nível de desenvolvimento
potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um
companheiro mais capaz. Na visão de Vygotsky (1998) o jogo simbólico é como uma atividade típica da infância e
essencial ao desenvolvimento infantil, ocorrendo a partir da aquisição da representação simbólica, impulsionada
pela imitação. Desta maneira, o jogo pode ser considerado uma atividade muito importante, pois através dele a
criança cria uma zona de desenvolvimento proximal, com funções que ainda não amadureceram, mas que se
encontra em processo de maturação, ou seja, o que a criança irá alcançar em um futuro próximo. Aprendizado e
desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro dia de vida, é fácil concluir que o aprendizado da
criança começa muito antes de ela freqüentar a escola. Todas as situações de aprendizado que são interpretadas
pelas crianças na escola já têm uma história prévia, isto é, a criança já se deparou com algo relacionado do qual
pode tirar experiências. Vygotsky (1998), ao discutir o papel do brinquedo, refere-se especificamente à brincadeira
de faz-de-conta, como brincar de casinha, brincar de escolinha, brincar com um cabo de vassoura como se fosse um
cavalo. Faz referência a outros tipos de brinquedo, mas a brincadeira faz-de-conta é privilegiada em sua discussão
sobre o papel do brinquedo no desenvolvimento. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do
comportamento habitual, o mesmo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo
ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento.

A criança se torna menos dependente da sua percepção e da situação que a afeta de imediato, passando a dirigir seu
comportamento também por meio do significado dessa situação, Vygotsky (1998, p. 127) relata que ―No
brinquedo, no entanto, os objetos perdem sua força determinadora. A criança vê um objeto, mas age de maneira
diferente em relação àquilo que vê. Assim, é alcançada uma condição em que a criança começa a agir
independentemente daquilo que vê.‖ No brincar, a criança consegue separar pensamento, ou seja, significado de
uma palavra de objetos, e a ação surge das idéias, não das coisas. Segundo Craidy e Kaercher (2001), Vygotsky
relata novamente que quando uma criança coloca várias cadeiras uma através da outra e diz que é um trem,
percebe-se que ela já é capaz de simbolizar, esta capacidade representa um passo importante para o
desenvolvimento do pensamento da criança. Brincando, a criança exercita suas potencialidades e se desenvolve,
pois há todo um desafio, contido nas situações lúdicas, que provoca o pensamento e leva as crianças a alcançarem
níveis de desenvolvimento que só às ações por motivações essenciais conseguem. Elas passam a agir e esforça-se
sem sentir cansaço, não ficam estressadas porque estão livres de cobranças, avançam, ousam, descobrem, realizam
com alegria, sentindo-se mais capazes e, portanto, mais confiantes em si mesmas e dispostas a aprender.

Assim, seguindo este estudo os processos de desenvolvimento infantil apontam que o brincar é um importante
processo psicológico, fonte de desenvolvimento e aprendizagem. De acordo com Vygotsky (1998), um dos
principais representantes dessa visão, o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e
realidade interagem na produção de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e/ou
adultos. Tal concepção se afasta da visão predominante da brincadeira como atividade restrita à assimilação de
códigos e papéis sociais e culturais, cuja função principal seria facilitar o processo de socialização da criança e a
sua integração à sociedade. Vygotsky deixa claro que o tema brincar na educação infantil tem sua origem naquilo
que à criança vive no seu dia a dia, nas relações com seus pares e principalmente, nas relações com adultos. É uma
situação imaginária, um faz de conta criada pela criança, mas que só pode ser criada por ela graças ao material
abstraído nas interações.

HIGIENE E LIMPEZA EM CRECHES E ESCOLAS

* Obs: Esta parte consta no manual ―Higiene e segurança nas escolas‖ que está no CD.

PREVENÇÃO DE ACIDENTES

As crianças ainda são pequenas e não têm a clara noção dos perigos que o ambiente pode oferecer. Por esta razão,
precisamos atentar especialmente para a prevenção de acidentes, reduzindo os riscos de acidentes. Não se trata de
superproteger, mas sim de cuidar educando e educar cuidando, possibilitando a criança exercer a sua autonomia
com segurança.
Tomadas / Fiação – é ideal que estejam acima do alcance das crianças e, quando não for possível, que sejam
resguardadas por protetores apropriados e estejam ocultas por mobiliário. Atenção ainda aos aparelhos conectados
a elas. Além do risco de choques elétricos, eles oferecem o risco de quedas do próprio objeto e de tropeços para

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crianças e adultos. Assegurese de que estejam em local firme e, tanto o aparelho quanto o fio, fora do alcance das
crianças. Sempre que possível, o mobiliário deve ser fixado na parede.
Fios, cordas – qualquer fio ou corda deve estar fora do alcance das crianças, pois há o risco de enforcamento e,
quando utilizados em atividades, a supervisão deve ser feita durante toda a execução das mesmas. Cortinas –
devem ser evitadas. Acumulam poeira e podem desprender-se. Quando indispensáveis, precisam ser
frequentemente lavadas. As persianas plásticas são de fácil limpeza.
Sacos plásticos - apesar de fazerem parte do cotidiano e dos pertences da criança, exigem de nós total atenção, pois
podem causar sufocamento.
Murais – são importantes veículos de comunicação, porém é preciso prestar atenção às miudezas que nele são
fixadas. Alfinetes, grampos, tachinhas, imãs pequenos etc. não devem ser usados, nem mesmo em murais altos.
Recomendamos o uso de fitas adesivas sempre.
Portas oferecem riscos e requerem cuidado no manejo:
*Portas que separam espaços de acesso exclusivo de adultos devem estar sempre trancadas. Os trincos das portas
devem estar fora do alcance das crianças.
*Há boas opções de protetores de borracha para as portas, assim como ganchos, que protegem a criança de batidas
bruscas. Atenção para que sejam colocados também fora do alcance das crianças.
* O sistema de meia porta reduz a necessidade do abrir e fechar, pois favorece a visibilidade, a ventilação e
delimita o espaço.
* Atenção redobrada às chaves. O ideal é mantê-las em um claviculário, longe do alcance das crianças.
Desinfecção do fraldário e da banheira - deve ser feita sistematicamente a cada troca de fralda com solução
adequada – um litro de água e um copinho de água sanitária ou álcool a 70%. Além da desinfecção, é importante
forrar o trocador com papel descartável a cada troca de fraldas. Sono das crianças:
* Em caso de berços, os lençóis precisam estar bem ajustados ao colchão, evitando que o rosto do bebê possa ser
encoberto.
* Mantenha o colchão do berço na graduação mais baixa possível, evitando quedas.
* Cada criança deverá ter seu próprio lençol que será utilizado sempre que necessário e, quando retirado, deverá ser
guardado em um saco protetor.
* Os berços poderão ser usados por mais de uma criança, porém em horários diferenciados, desde que a troca de
lençóis seja respeitada.
* Roupas de cama precisam ser lavadas na maior frequência possível. O correto é que sejam lavadas diariamente e
trocadas sempre que houver necessidade.
* Tanto berços como colchonetes devem manter uma distância de, aproximadamente, 90 cm entre eles, permitindo
a passagem de um adulto.
* No caso de colchonetes, deite as crianças no mesmo sentido, evitando que rostos e pés se encontrem. * Dê
preferência aos colchonetes de 10 cm de espessura, pelo menos, feitos de espuma resistente , evitando a
proximidade da criança com o chão,
* Os colchonetes precisam ser higienizados diariamente. Use para isto a solução adequada - um litro de água e um
copinho de água sanitária ou álcool a 70%.
* Ao guardar os colchonetes, retire e guarde os lençóis em local apropriado. Você poderá empilhá-los, sem
esquecer que precisarão ser higienizados antes do próximo uso.
* Procure forrar o chão com alguma superfície lavável antes de estender os colchonetes. Isto facilitará a
higienização dos mesmos.
* A supervisão do adulto é obrigatória em todos os momentos do dia, com especial atenção à hora do sono das
crianças.
* Atenção redobrada para objetos que possam ser utilizados como degraus, inclusive dentro do berço. Evite o
uso destes objetos sem supervisão dos adultos. Portanto, mantenha-os fora do alcance das crianças. Tendo em vista
que os brinquedos precisam estar na sala frequentada pela criança, deve ser parte da rotina diária a atenção à
limpeza dos mesmos, assim como à limpeza de chupetas, mamadeiras etc. Você pode usar a mesma fórmula de
desinfecção usada no fraldário. Durante este momento, cada item deve ser criteriosamente vistoriado, para detectar
avarias que comprometam a segurança da criança. Efetuar a limpeza de materiais pessoais, mamadeiras e chupetas
todas as vezes que forem utilizadas; brinquedos, tecidos, fantoches etc. devem ser lavados, no mínimo,
semanalmente. Carrinhos que trazem os bebês às creches e, portanto circulam na rua, não podem adentrar o espaço
do berçário. Ralos precisam estar sempre fechados e limpos.
Lixeiras devem ser pequenas, para que o lixo seja rapidamente descartado. Devem ser lavadas constantemente e
mantidas longe do alcance das crianças.
Aparelhos de ar-condicionado e ventiladores retêm e expelem muita poeira e necessitam ser constantemente
limpos. Atenção especial ao filtro do ar condicionado. O ambiente arejado e com luz natural é sempre mais
saudável. Procure variar bastante os espaços que as crianças ocupam durante o dia, fazendo diferentes propostas:
ora abrindo as janelas para entrar ar fresco, ora ligando os ventiladores e/ou aparelhos de ar condicionado. Se o
86
calor for intenso, permaneça com o aparelho de ar ligado, mas leve as crianças para tomar ar em área externa
quando for conveniente e mais fresco. A iluminação natural é sempre mais adequada para todos. Além do Banho
de Sol diário, antes das 10h e após as 16h, é importantíssimo colocar no planejamento momentos em que a criança
desenvolva atividades ao ar livre.
Sons *
a música precisa estar sempre a favor do trabalho pedagógico. Entretanto, o som não deve estar tão alto que não
permita às crianças falarem e ouvirem umas às outras. A seleção musical deve ser adequada à faixa etária.
* especialmente nos momentos de repouso e alimentação das crianças, procure sempre evitar o som alto e
dispersivo e/ou ruídos estridentes.
* procure sempre se dirigir às crianças com voz calma e acolhedora, transmitindo segurança e proteção. Redes de
proteção nas janelas e vãos da creche tornam o espaço mais seguro, mas precisam ser constantemente limpos e
revisados (rede e ganchos)
Odores - Produtos com cheiros fortes, por exemplo, os de limpeza, devem ser usados quando as crianças não
estiverem presentes. Deixar ao alcance das crianças apenas aquilo que elas podem manusear sem riscos. Tenha o
máximo de vigilância com tesouras, vassouras, produtos de limpeza (estes devem ser guardados fora da sala das
crianças e fora do alcance delas) etc. Faça uma análise criteriosa dos livros e brinquedos que serão
disponibilizados. As cerâmicas da creche (paredes e pisos) exigem manutenção constante em caso de rachaduras e
quebras. Todas as quinas devem ser abauladas ou revestidas com material protetor. Pisos antiderrapantes diminuem
o risco de quedas para crianças e adultos se, por acaso, o piso de sua creche escorrega, evite sempre a passagem por
áreas úmidas e em manutenção. O piso ideal para o berçário é o antiimpacto.
Objetos pessoais (pentes, sabonetes, toalha, escova de dente etc.) devem ser guardados em compartimentos
individuais e fechados. Devem estar sempre limpos e identificados. Procure selecionar brinquedos e materiais
apropriados e seguros para cada grupo. Atenção às partes que possam soltar. Retire aqueles que estão quebrados.
Recomenda-se cuidado redobrado com a presença de plantas no espaço frequentado pela criança. Algumas contêm
espinhos e outras podem causar mal à saúde, quando ingeridas ou ao simples toque. Procure informações sobre as
melhores opções junto às instituições competentes.

SEGURANÇA ALIMENTAR

As medidas de higiene individual, dos locais de trabalho e dos alimentos são essenciais para a eficácia da
prevenção das toxinfecções alimentares. Estas medidas visam reduzir as fontes de contaminação e os meios de
transmissão dos agentes que causam efeitos indesejáveis nos alimentos e na saúde dos consumidores.
Para prevenir estes problemas é necessário: - Manter os alimentos isentos de microorganismos ou substâncias
tóxicas; - Eliminar as condições propícias ao seu desenvolvimento nos alimentos; - Obter condições de confecção e
cozedura que os eliminem; - Manter os alimentos à temperatura adequada; - Evitar as contaminações cruzadas.
CONTROLE DAS TEMPERATURAS
O controle inadequado da temperatura é uma das causas mais frequentes da deterioração dos produtos alimentares e
da ocorrência de doenças transmitidas ou causadas por alimentos. Durante o transporte, no armazenamento e na
refrigeração é fundamental manter a temperatura adequada para evitar a degradação dos produtos. O controle e a
manutenção das temperaturas adequadas é também necessário na cozedura, nos processos de arrefecimento e na
conservação, enquanto aguardam o consumo. A maioria das bactérias cresce entre os 5 e os 60º C, pelo que não se
deve deixar alimentos já confeccionados ou preparados à temperatura ambiente, por períodos superiores a duas
horas. A cozedura deve ser efetuada com temperaturas acima dos 70ºC, temperatura necessária para a eliminação
da maioria dos microrganismos.
CONTAMINAÇÃO CRUZADA
As contaminações cruzadas são também causas frequentes de doenças de origem alimentar. Estas contaminações
acontecem pela passagem dos microrganismos de um alimento para outro por contacto direto, através do ar, e
sobretudo, através das mãos ou de operações de manipulação. As mãos, facas, colheres, garfos, panos de cozinha
podem transportar germes patogênicos de alimentos crus para outros já cozinhados. Esses microrganismos, à
temperatura ambiente, multiplicam-se rapidamente no alimento ou produzem toxinas, tornando-o extremamente
perigoso para quem o ingere.
Para reduzir ao máximo a probabilidade de ocorrerem contaminações cruzadas, a organização do trabalho deve
garantir o princípio da marcha-em-frente, assegurando: - A separação entre locais de preparação de alimentos crus
e alimentos cozinhados; - A separação entre zonas frias e zonas quentes; - A separação entre zonas limpas e zonas
sujas.
HIGIENE INDIVIDUAL
As pessoas que contatam direta ou indiretamente com alimentos podem contaminá-los involuntariamente. A
contaminação pode resultar de comportamentos inadequados, de asseio pessoal deficiente ou por o manipulador ser
portador de determinadas doenças. Todos os trabalhadores que executam tarefas relacionadas com alimentos
87
necessitam realizar exames periódicos para avaliação do seu estado de saúde. A preparação ou confecção de
alimentos obriga a: - Roupa e calçado para uso exclusivo no trabalho e adequados à função do trabalhador; -
Vestuário de cor clara e sempre limpo; - Cabelo protegido com toucas ou lenços; - Mãos sempre limpas e lavadas,
sem anéis ou pulseiras, unhas curtas e sem verniz. 4 5 A lavagem das mãos deve efetuar sempre que: - Iniciar ou
reiniciar o trabalho; - Utilizar os sanitários; - Antes de calçar luvas de vinil; - Manipular produtos químicos, de
limpeza, desperdícios ou lixo; - Eviscerar ou arranjar/limpar aves, peixes ou outros animais; - Assoar /limpar o
nariz, espirrar ou mexer no cabelo; - Fazer intervalos para comer, fumar ou descansar; - Mudar da manipulação de
alimentos crus para cozinhados ou já confeccionados. Para que esta lavagem das mãos seja facilitada e efetuada de
um modo eficaz é necessário que os lavatórios, de comando não manual, instalados na zona de manipulação de
alimentos, tenham água corrente, estejam sempre equipados com dosador de sabão líquido, escova de unhas,
toalhetes descartáveis e recipiente para deposição de papéis.
PREPARAÇÃO
Na preparação dos alimentos, respeitar sempre as seguintes regras: - Manipular os alimentos cozinhados
separadamente dos crus; - Nunca empregar utensílios utilizados em alimentos crus noutros já preparados ou
confeccionados antes de serem corretamente lavados e limpos; - Utilizar sempre um garfo ou colher diferente cada
vez que se provem as preparações culinárias; - Preparar os alimentos retirados do frio o mais rapidamente possível;
- Arranjar/preparar os produtos hortícolas em local separado das carnes e do pescado; - Lavar muito bem e
desinfetar as saladas e os vegetais crus. ∙
Desinfecção: mergulhar os alimentos, depois de bem lavados, numa solução de dez gotas de lixívia em um litro de
água, deixando atuar 30 minutos (voltar a enxaguar os alimentos em água potável corrente); - Não colocar os dedos
nos bordos ou interior dos copos, taças ou pratos; - No empratamento, utilizar utensílios limpos e adequados (ex.
pinças, colheres, escumadeiras, e conchas). Caso seja necessário, é permitida a utilização de luvas de vinil
descartáveis, que se devem usar exclusivamente para cada etapa e substituir após cada utilização. É obrigatório
lavar as mãos antes da sua colocação; - Manusear sempre o gelo com pinças e prepará-lo a partir de água potável.

NOÇÕES DE VALOR NUTRICIONAL NA ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS

A importância do aleitamento materno nos primeiros 6 meses


Nos primeiros seis meses de vida do bebê, recomenda-se que o aleitamento materno seja mantido como forma de
alimentação exclusiva. A amamentação vai fornecer a quantidade certa de proteínas, carboidratos, gorduras,
vitaminas e minerais. Além dos nutrientes, o bebê recebe anticorpos que favorecerão seu sistema imunológico e
ajudarão na prevenção de patologias.
Com o aleitamento materno exclusivo, é possível evitar também as alergias alimentares. Bebês que se expõe a
alimentos que não o leite materno podem desenvolver inúmeros tipos de alergias alimentares e algumas delas
podem perdurar durante toda a vida.
De seis meses a um ano de idade
A partir dos seis meses, a dieta da criança precisa ser complementada, mas o ideal ainda é manter a amamentação
até por volta dos dois anos de idade, ou até quando mãe e filho quiserem. A alimentação sólida deverá ser iniciada
quando o bebê completar seis meses, e o ideal é começar oferecendo pequenas porções diárias de novos alimentos,
aumentando um pouco a cada dia.
É muito importante que a criança comece a receber alimentos ricos em ferro, como carnes, frango, feijões, cereais
enriquecidos com ferro, além dos legumes, frutas e tubérculos. A água também deve ser introduzida na dieta
infantil a partir dos seis meses. É normal que a criança comece aceitando só pequenas quantidades de alimentos
sólidos. A mãe deverá, então, complementar com o peito até que a criança passe a comer melhor.
De um a dois anos de idade
Nessa fase, a criança já pode fazer as refeições junto com a família e comer os mesmos alimentos, desde que não
sejam excessivamente temperados e que sejam amassados ou desfiados em pequenos pedaços.
Os sucos devem ser naturais e nunca adoçados com açúcar. Para beber, a preferência deve ser sempre a água pura.
O leite materno continua sendo um alimento muito importante e seu consumo deve ser estimulado até os dois anos
de idade ou mais, conforme a vontade da mãe e do bebê.
De dois a oito anos
Ainda nessa fase, a criança possui um estômago pequeno, mas gasta muita energia. É importante manter as três
principais refeições (café, almoço e ceia) e oferecer pequenas quantidades de alimentos ao longo do dia. Os pais
devem ter cuidado para não oferecer lanches em horários próximos das refeições (duas horas antes é o suficiente).
A partir dos 2 anos, é o momento de introduzir no cardápio alimentos ricos em fibras, como laranjas com o bagaço,
pães integrais, maçã com casca, brócolis e cenoura. Se a criança tem dificuldade para aceitar o alimento, os pais
devem variar a quantidade, o corte e até o recipiente em que oferecem a refeição.

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É preciso ter paciência e fazer diversas tentativas para a criança se acostumar com novos sabores e texturas. Carnes,
ovos, peixe e outras fontes de proteínas devem estar presentes nas refeições. Esses alimentos também contém ferro,
elemento fundamental para levar oxigênio ao sangue.
A quantidade de suco de frutas natural deve ser limitada até 175ml por dia e pequenas quantidades de água devem
ser sempre intercaladas entre refeições. Introduzir frutas como sobremesa é um hábito saudável que deve começar
nessa fase.
É aconselhável começar a envolver as crianças na preparação das refeições para estimular o interesse dos pequenos
em uma alimentação saudável. Os pais devem deixá-los comer na ordem que preferirem e ensinar a mastigar com
calma, concentrados naquele ato. As crianças jamais devem comer no carro ou assistindo televisão.

De oito a doze anos


As regras continuam valendo para crianças de oito a doze anos. O que muda, porém, é a questão comportamental.
Crianças e pré-adolescentes nessa faixa etária sentem-se independentes e costumam contradizer adultos, o que pode
influenciar no modo como aceitam as refeições.
Uma ótima solução para este momento é sugerir que elas contribuam na preparação da comida. Os pais devem
apresentar as opções disponíveis para que a criança escolha aquelas de sua preferência e a geladeira deve sempre
conter alimentos frescos e saudáveis, já que é uma fase em que a criança se alimenta por conta própria.
A criança já pode aprender a planejar uma refeição que deve ter, ao menos, uma fonte de carboidrato, uma de
proteína e uma de gordura. Essa é a combinação ideal para uma refeição com muitos nutrientes, que garantirá a
energia necessária ao corpo humano.
Os pais já podem incentivar os filhos a prepararem lanches sozinhos, contanto que seja uma tarefa segura. Eles
devem ensinar e acompanhar as primeiras tentativas, como montar sanduíches saudáveis, uma boa opção para
começar.

A importância da diversidade alimentar na infância


A formação de bons hábitos alimentares deve começar o mais cedo possível, por isso é importante apresentar à
criança uma grande variedade de alimentos, sempre dando preferência aos mais nutritivos, como frutas, legumes e
verduras, sucos naturais, frango sem pele, carnes magras, peixes, arroz, feijões e produtos integrais.
É natural que a criança rejeite alguns deles em um primeiro momento, mas isso não significa que devam ser
retirados da dieta. O melhor é voltar a oferecer os alimentos rejeitados depois de alguns dias. O ideal é que se
ofereça a maior variedade possível de alimentos, para que o paladar da criança se acostume com diferentes sabores,
cores e texturas.

PRÁTICA E ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

O professor exerce função tão importante quanto a dos pais no desenvolvimento da educação formal da criança,
pois nas suas práticas não oferece apenas aquilo que sabe, mas também aquilo que é, através das interações com os
alunos, na observação e compreensão, na ação e na configuração do pensamento. Seu papel não se restringe a
transmitir uma informação, mas propõe desafiar a criança a continuar pensando, a encontrar sua identidade.
Principalmente na educação infantil, a criança vai passar boa parte de seu tempo na companhia do professor; é ele
que será o exemplo para a mesma. O professor precisa avivar em si mesmo o compromisso de uma constante busca
do conhecimento como alimento para o seu crescimento pessoal e profissional. Isto poderá gerar-lhe segurança e
confiabilidade na realização do seu trabalho docente. (ANGOTTI, 2010, p.69). Nestas condições, exige-se uma
postura polivalente por parte do professor, ou seja, cabe a ele desenvolver diversas formas de aprendizagem, em
que possa abranger as diversas áreas do conhecimento, considerando cada criança individualmente. Assim, uma
ação pedagógica capaz de contemplar todas as dimensões da criança é um desafio para os educadores, que devem
possuir uma vasta bagagem de conhecimentos e uma formação capaz de lhes assegurar que tais ações alcancem
resultados favoráveis.

O professor deve ter bastante claro que os princípios que regem seu fazer estão diretamente relacionados com os
princípios de cidadania que estarão sendo construídos pelas crianças. Desta maneira é fundamental buscar a
coerência entre o ideal de formação que se quer alcançar e os procedimentos assumidos pelo docente enquanto ser
individual, social, profissional e político na efetivação de seus objetivos (…). (ANGOTTI, 2010 p. 72). Dessa
forma, o professor deve ter consciência de que exerce grande influência sobre a personalidade da criança como um
todo e assim procurar desenvolver seu trabalho o mais coerente possível com o tipo de pessoa que ele pretende
formar e ainda manter essa postura, ou seja, o professor é visto como exemplo para as crianças. É necessário,
portanto, que mantenha uma boa postura, coerente com os princípios defendidos em sala de aula. Ainda acerca dos
papéis a serem desenvolvidas pelos professores na Educação Infantil, cabe destacar que se faz imprescindível nesta
etapa a contribuição para a formação dos valores. É de extrema importância que todo educador tenha a consciência
89
de transmitir princípios para seus alunos, visto que esses serão norteadores de sua própria vida, inclusive colocando
seu ponto de vista diante de uma determinada situação e é essencial que essa prática tenha início nesta fase, em que
as crianças estão em processo de desenvolvimento. A relação professor-aluno se faz essencial nessa transmissão de
princípios. A esse respeito, Gonçalves (2010) diz:

A relação professor-aluno, como qualquer relação entre pessoas não é unidirecional, nem mesmo quando se trata de
crianças pequenas como em uma pré-escola. A relação supõe participação ativa de ambas as partes, o que envolve
acordos e desacordos. É através deste embate entre parceiros que a criança vai construindo sua visão de mundo,
conforme os significados que ela já vem elaborando, desde que nasceu (sentimentos, interpretações, valores) são
confrontados com os significados que circulam pela escola. (GONÇALVES, 2010 p. 175). Nesta visão, percebe-se
que o professor se constitui na ponte mais importante da passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois
junto com os pais, eles são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e independência das crianças e por
influenciar na formação do caráter, da personalidade e dotá-las de valores e conhecimentos, não só pedagógicos,
mas também preparar para a convivência na sociedade. A prática educacional deve despertar os alunos e direcioná-
los para caminhos mais solidários, considerando suas relações em convívio com a sociedade. É necessário que
esses profissionais tenham compromisso ético ao dar limites à criança, não as expondo a situações constrangedoras.
Todas devem receber tratamento igualitário já que a Educação Infantil é local de desenvolvimento, portanto é um
espaço de liberdade de expressão das crianças. Compreende-se daí que a Educação Infantil é um período de
extrema importância para o crescimento da criança, onde se devem oferecer a elas possibilidades de
desenvolvimento de habilidades e competências capazes de construir um alicerce para as etapas subsequentes da
sua vida, sendo que o processo de desenvolvimento da inteligência ocorre a partir do momento em que a criança
nasce como se percebe através dos estágios de desenvolvimento definidos por Piaget (1989). Assim é fundamental
que haja a socialização dessas crianças com o meio escolar desde cedo, como forma de garantir o desenvolvimento
intelectual, social e pessoal das mesmas, respeitando suas especificidades, pois se sabe que cada criança possui seu
tempo de desenvolvimento.

Trabalhar na Educação Infantil requer práticas significativas, que promovam uma aprendizagem efetiva,
propiciando resultados satisfatórios na vida das crianças, desse modo, exige-se uma postura dinâmica no processo
de ensino aprendizagem, procurando ter sempre como princípio conhecer os interesses e necessidades de cada
criança, para que dessa forma possa ser desenvolvida uma prática educativa adequada, sempre observando que a
relação educação/infância deve ser um processo cultural, na qual a educação, por meio dos métodos, didáticas e
técnicas coerentes faça com que a criança desenvolva relações de respeito mútuo, justiça, solidariedade, igualdade e
autonomia, para poder futuramente atuar na sociedade. Muitas vezes, o processo de ensinar e aprender nas
instituições educacionais é baseado em conteúdos prontos, construídos e acumulados ao longo da história. Daí a
necessidade de se buscar alternativas e repassar esses conhecimentos de forma diferenciada, para que possa ser bem
assimilado pelas crianças, assim a visão de que a função do professor é transmitir saberes ou ainda, proporcionar
aos alunos o contato com o conhecimento envolve mais do que o simples domínio do que irá ser transmitido, tendo
em vista que na Educação Infantil as metodologias devem ser diferenciadas e o professor tem que adquirir uma
função polivalente, buscar sempre novas formas de se trabalhar, levando em consideração as especificidades do
público infantil e considerando sempre que a construção da aprendizagem acontece a partir da troca de
conhecimentos e vivências.

Cabe às instituições de Educação Infantil, oferecer às crianças condições para aprendizagens que decorram de
brincadeiras e de situações pedagógicas intencionais e orientadas por adultos. Assim, as ações educativas devem
propiciar às crianças a aquisição de conhecimentos, levando em consideração que a aprendizagem nessa fase deve
ser construída em um ambiente propício à sua faixa etária, através de atividades que envolvam brincadeira, jogos,
enfim, atividades que promovam interação entre as crianças. Dessa forma, a rotina das crianças na Educação
Infantil se define como instrumento construtivo, pois permite o desenvolvimento de aprendizagens além de
desempenhar um papel socializador. Nesse sentido Barbosa e Horn (2001), afirmam que: O cotidiano da Escola
Infantil tem de prever momentos diferenciados que certamente não se organizarão da mesma forma para crianças
maiores e menores. Diversos tipos de atividades envolverão a jornada diária das crianças e dos adultos: o horário da
chegada, a alimentação, higiene, o repouso, as brincadeiras – os jogos diversificados, os livros de histórias, as
atividades coordenadas pelos adultos.

CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PARA EDUCADOR DE CRECHE

1 – Preparar a alimentação da criança, consoante a sua idade e necessidades, acompanhando-a nas refeições e
promovendo a sua autonomia.
2 – Cuidar da higiene da criança e facilitar a aquisição destes hábitos de saúde.
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3 – Estabelecer rotinas de sono adequadas à idade de cada criança.
4 – Estar atento aos sintomas de alteração de saúde que podem ocorrer nas crianças, encaminhando para as
unidades de saúde próprias, sempre que se justifique.
5 – Prevenir acidentes e socorrer a criança, de forma adequada em qualquer acidente infantil.
6 – Desenvolver atividades que promovam vivências infantis ricas do ponto de vista: sensorial, motor, cognitivo,
afetivo e social.
7 – Ser modelo de bons hábitos, comportamentos e atitudes para a promoção dos mesmos, por parte das crianças.
8 – Reforçar a criança nas suas aprendizagens, oferecendo-lhe segurança, apoio e estímulo para que desenvolva
todas as suas capacidades da melhor forma possível.
9 – Procurar os materiais e recursos tecnológicos úteis ao desenvolvimento de actividades adequadas às crianças.
10 – Promover jogos, brincadeiras e atividades plásticas, literárias e musicais de interesse para as crianças.
11 – Participar ativamente nas atividades de animação desenvolvidas pelos animadores, em contexto escolar e de
tempos livres.
12 – Garantir a segurança e o desenvolvimento saudável de crianças em situação de risco social e com
Necessidades Educativas Especiais.
13 – Participar proativamente nas instituições, como elemento da equipa educativa, assegurando a melhor atenção à
criança e família.
14 – Apoiar os elementos da equipa educativa, nas suas tarefas, e dar resposta às necessidades das crianças e
famílias, na ausência de cada elemento.

PROBLEMAS DA APRENDIZAGEM: FATORES FÍSICOS, PSÍQUICOS E SOCIAIS

Os problemas de aprendizagem referem-se a duas situações: a criança normal e a criança com desvio do quadro
normal. Segundo J. Paz podemos considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, não aprender não é
um quadro permanente, mas uma constelação de comportamentos, dos quais podemos destacar como sinal de
descompensação. Dificuldade de aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de
desordens, manifestadas por dificuldades na aquisição e no uso da audição, da fala, da leitura, da escrita, do
raciocínio ou das habilidades matemáticas. Segundo Terezinha Nunes (2000), problemas de controle de
comportamento, percepção e interação social podem coexistir. “é importante não se confundir dificuldade de
aprendizagem com fracasso escolar, que embora tenham semelhanças na forma de se manifestarem, pertencem a
categorias diferentes”.
Existem inúmeros fatores que podem desencadear um problema ou distúrbio de aprendizagem:
 Fatores orgânicos: saúde física deficiente, falta de integridade neurológica, alimentação inadequada.
 Fatores psicológicos: inibição, ansiedade, angústia.
 Fatores ambientais: educação familiar, grau de estimulação, influência dos meios.
“muitas crianças são identificadas quando não realizam o que se espera de uma programação de ensino. Seja
porque ficam presas a mecanismos que tentam reproduzir sem êxito, seja porque faltam-lhes mecanismos para se
expressarem.”

Correll e Schwarz relacionam as formas de dificuldades que podem ocorrer no processo de aprendizagem, de
acordo com vários aspectos:
Dificuldades de aprendizagem condicionadas pela escola:
 as condicionadas pelo professor;
 as condicionadas pela relação professor-aluno;
 as condicionadas pela relação entre os alunos;
 as condicionadas pelos métodos didáticos.
Dificuldades de aprendizagem condicionadas pela situação familiar. Distúrbios de aprendizagem condicionados por
características da personalidade da criança.
Dificuldades de aprendizagem condicionadas por dificuldades de educação. As dificuldades de aprendizagem mais
reconhecida, dizem respeito ao desempenho escolar e são representadas pelas dificuldades de indivíduos com
inteligência normal ou acima da média, apresentam em reter ou expressar informações recebidas. São divididas em
verbais e não-verbais. As dificuldades de aprendizagem verbais são relacionadas à dificuldade para adquirir
processos simbólicos de leitura, escrita e matemática. Em relação à leitura encontramos a dislexia e a hiperlexia.

A dislexia deve ser entendida como um transtorno especifico em processar as informações procedentes da
linguagem escrita, embora a inteligência do individuo seja normal e o potencial de aprendizagem esteja adequado a
sua idade cronológica. Segundo Nicásio Garcia (1997). “a dislexia é definida devido à presença de um déficit no
desenvolvimento do raciocínio do reconhecimento e compreensão dos textos escritos.”A dislexia pode ser dividida
em dislexia da linguagem interior, onde a função de significação não é atingida (―criança repetidora de palavras‖),
91
e dislexia auditiva, onde o que é afetado é a auditoração dos grafemas, os processos cognitivo que relaciona os
grafemas às formas de dislexia visual, onde a dificuldade é a discriminação das letras: tamanhos, formas, ângulos,
etc. Mas há controvérsias sobre suas causas, conforme Peter Bryant:
“as causas da dislexia ainda são controvertidas, mas já existem algumas direções claras para o atendimento das
crianças com dificuldade de aprendizagem.”

Já a hiperlexia diz respeito às crianças que apresentam uma habilidade precoce para reconhecer palavras escritas
embora não compreendam seu significado. Segundo Baurouski (1995) e Kupperman (1995). “para melhor
compreensão das características da criança hiperléxica, é a habilidade precoce de leitura”. Existem ainda, a
dificuldade de aprendizagem escrita, disgrafia e disortografia e a discalculia (matemática). As dificuldades de
aprendizagem não-verbais são as que a criança apresenta para autoperceber-se, perceber seu mundo e relacionar-se
com outras pessoas, embora tenham inteligência normal ou superior à média e não apresentam nenhum transtorno
emocional (Johnson C. Myklebust,1987). Nowicki C Duki (1996),cunharam o termo dissemia para se referirem a
este tipo de dificuldade, citando: “dissemia: dificuldade para utilizar e entender sinais e sinalização não-verbais.”
Se há um problema na aprendizagem escolar deve-se identificar a causa, combatê-la e tratá-la com intervenção
especializada. Existe hoje uma área do conhecimento que se dedica exclusivamente ao estudo dos distúrbios da
aprendizagem e com os diversos elementos envolvidos nesse processo.Essa área é conhecida como psicopedagogia
e busca na psicologia, na psicanalise, na psicolingüística, na pedagogia, na neurologia e outros os conhecimentos
necessários para a compreensão do processo de aprendizagem. Ao educador cabe detectar as dificuldades que
aparecem na sala de aula e investigar as causas de forma ampla, que abranja os aspectos orgânicos, neurológicos,
mentais, psicológicos, adicionados às problemáticas que a criança vive. Isso facilita o encaminhamento a um dos
especialistas citados acima, que têm condições de orientar este professor a lidar com o aluno. Na educação
brasileira, a proposta é dar a oportunidade de aprender tanto quanto sua capacidade permitir, no entanto, os alunos
que apresentam distúrbios ou problemas de aprendizagem não conseguem acompanhar o currículo, e porque
fracassam, são classificados como retardados mentais ou como alunos fracos e multirrepetentes. São crianças que
precisam de um atendimento especializado e o sistema brasileiro de educação não tem lugar para essas crianças.

As escolas deveriam ter um setor de orientação educacional, psicológica e pedagógica para atender os alunos com
dificuldades provocadas pela própria escola ou professores. Os professores deveriam ser orientados na adequação
do programa, na elaboração de métodos a serem aplicados e na forma de atender as crianças com problemas de
aprendizagem. “a educação especial ainda é uma utopia na realidade brasileira. Somente as classes sociais mais
privilegiadas conseguem educar crianças com dificuldades de aprendizagem.” Na escola pública, o professor deve
contar com seus próprios conhecimentos, e ao perceber qualquer distúrbio, solicitar ajuda da família para que
juntos possam ajudar a criança a superar suas dificuldades. Em relação à integração desses alunos podemos dizer
que existem muitos preconceitos em torno desta questão que impedem a compreensão de pais e professores, quanto
os benefícios que a integração escolar de deficientes pode oferecer aos alunos em geral. A crença é de que o ensino
decrescerá em qualidade e que tanto os alunos normais com os deficientes serão prejudicados com essa inovação
escolar. A intenção é substituir gradativamente um ensino especializado em alguns alunos ―ensino especial‖, por
um ensino especializado ―no aluno‖, em outras palavras, possibilitar a integração de alunos com déficit intelectuais
em salas de aula de o ensino regular. Temos que ter condições favoráveis à integração escolar de pessoas com DGD
no ensino regular, desde a concepção dos objetivos curriculares, à avaliação de desempenho dos alunos.
Precisamos capacitar professores para solicitar o desenvolvimento dos alunos deficientes e normais em todos os
seus aspectos, o professor precisa atuar pedagogicamente num modo que beneficie todos os alunos. A adesão dos
pais à causa.

Os conhecimentos e as modificações introduzidas na escola tem que ser no meio, considerando as dimensões locais
da atividade cognitiva individual, (aprendizagem empírica – conhecimentos pragmáticos e particularizados).
Precisam oferecer aos professores condições de compreenderem a construção da inteligência, as situações
particulares de aprendizagem. Tem-se que exigir valorização do ―saber fazer‖. É necessário se ter um compromisso
com o desenvolvimento global de todos alunos, sejam normais e portadores de déficits intelectuais. Temos que
abrir novos caminhos para educação escolar, estimulando a capacidade criativa dos alunos, pois são importantes
para novos conhecimentos. Os professores têm que estarem mais atentos ao funcionamento psicológico dos alunos
e ao desenvolvimento intelectual. Precisa-se modernizar os instrumentos didáticos pedagógicos. É preciso quebrar
a reprodução a repetição, sensibilizar a comunidade escolar para uma integração, pois os profissionais temem os
desafios da integração. Tem que fazer um redimensionamento e redefinição da clientela das instituições
especializadas no sentido de se dedicarem exclusivamente aos deficientes severos e não escolarizáveis. Segundo
Clarice Nunes (1996) “a integração deveria substituir gradativamente um ensino especial especializado em alguns
alunos”, por um ensino especializado no geral, em outras palavras, possibilitar a integração de alunos com déficit
intelectuais em salas de aula do ensino regular.” Em qualquer um doa problemas acima citados é necessário que
92
haja uma profunda integração entre a escola, professores e pais para que não se generalize as dificuldades em
prender que os alunos possuem e para que se tenha a orientação e cuidado para cada caso.

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Para que o ser humano cresça de forma saudável, é necessária uma alimentação nutritiva e variada.
Os alimentos que são considerados excelentes fontes de energia, auxiliam em certas ações que nosso corpo realiza
como: estudar, trabalhar, brincar e, principalmente, praticar exercícios físicos, sem essa energia o corpo não teria
disposição para realizar ações como essas que foram citadas. Para adquirir uma boa saúde é fundamental:
• Alimentar-se em períodos curtos de 3 em 3 horas, • Comer alimentos frescos, naturais e variados,
• Ao ingerir alimentos crus, lavá-los muito bem • Conservar os alimentos em local fresco e limpo, • Mastigar bem
os alimentos. Ressalta-se que cada alimento tem o seu valor nutritivo, as frutas, por exemplo, acumulam grande
quantidade de água e sais minerais, principalmente ferro, cálcio, sódio e potássio. O ferro auxilia na oxigenação do
organismo ajudando entre outros, o desempenho das funções cerebrais com exatidão. As frutas também fornecem
calorias, fibras e vários outros nutrientes que regulam outros mecanismos e previnem doenças degenerativas, tais
como: câncer de estômago, esôfago, intestino e pulmão, além de doenças cardiovasculares.
Os nutricionistas recomendam a ingestão diária de pelo menos cinco porções de frutas, para compor uma dieta
balanceada, paralelo a alimentos como hortaliças, carnes, e derivados do leite. • Doenças degenerativas: são
enfermidades (doenças) que causam transformações negativas e progressivas em quem é afetado por elas.
• Doenças cardiovasculares: são doenças referentes ao coração e circulação do sangue.

CORPO HUMANO

O corpo humano é constituído por diferentes partes, entre elas, a pele, os músculos, os nervos, os órgãos, os ossos
etc. Cada parte do corpo humano é formada por inúmeras células que apresentam formas e funções definidas. Além
disso, existem os tecidos, órgãos e sistemas, os quais funcionam de modo integrado.

Células
As células são estruturas formadas por membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Cada célula do corpo pode
variar quanto a forma (estrelada, alongada, cilíndrica etc.), tamanho e ao tempo de vida (as células ósseas duram
vários anos, enquanto as células da pele se renovam entre 35 e 45 dias).
Cada tipo de célula se desenvolve para desempenhar uma função no organismo. A célula muscular, por exemplo, é
capaz de se contrair. A hemácia transporta oxigênio para todo o corpo. A célula nervosa é capaz de receber
estímulos.
Tecidos
A vida do ser humano começa com uma única célula. Esta se divide e origina duas novas células, que também se
dividem e formam mais duas e assim sucessivamente. Durante a formação do feto, no útero materno, as células vão
se desenvolvendo, conforme sua localização e função no organismo. Esse processo é chamado de diferenciação
celular.
No corpo humano existem muitos tipos de células, com diferentes formas e funções. As células trabalham em
grupo, estão organizadas de maneira integrada, desempenhando juntas, uma função determinada. Esses grupos
celulares formam os tecidos. Os tecidos do corpo humano podem ser classificados em quatro tipos: Tecido
epitelial; Tecido conjuntivo; Tecido muscular; Tecido nervoso
Órgãos
Os tecidos, da mesma forma que as células também se agrupam. O conjunto de tecidos que desempenham
determinada função recebe o nome de órgãos. Em geral, um órgão é formado por diferentes tipos de tecidos.

93
Vários órgãos formam o corpo humano, entre eles, coração, pulmão, cérebro, estômago, intestino, fígado, pâncreas,
rins, ossos, baço, olhos etc. A maior parte dos órgãos está localizada no tronco. A pele é o maior órgão do corpo
humano.
Organismo
Um conjunto de órgãos que atuam de modo integrado constitui um sistema. O corpo humano é formado de diversos
sistemas: respiratório, circulatório, digestório, cardiovascular ou circulatório, muscular, nervoso, endócrino,
excretor, linfático, reprodutor e ósseo. Cada sistema apresenta sua função específica. O sistema respiratório, por
exemplo, é responsável pela absorção do oxigênio do ar pelo organismo e da eliminação do gás carbônico, retirado
das células. Por fim, o conjunto de todos os sistemas constitui o organismo que funcionando em conjunto e
harmonicamente mantém a sobrevivência do corpo humano.

ORGANIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE MATERIAIS

Nos diversos espaços que formam uma escola, desde a sala de aula até pátios e quadras esportivas, todos tem em
comum a importância da limpeza no ambiente escolar. Cada um desses espaços possui sua frequência particular
de limpeza e exige cuidados específicos na manutenção e organização dos produtos e equipamentos utilizados. O
volume de recursos materiais que uma escola administra no seu dia a dia é grande, por isso é importante saber
como manter os ambientes organizados. Para isso uma lista com dicas para auxiliar na gestão, organização e
conservação dos recursos, além de preservar a limpeza escolar.
NA BIBLIOTECA
Fonte de pesquisas e estudos, o acervo da biblioteca deve ser bem estruturado e o ambiente confortável e
convidativo ao leitor. Manter prateleiras e exemplares limpos e sem pó é um cuidado constante, bem como manter
o ambiente higienizado de forma geral. Manter dispensers de álcool gel é uma forma rápida de incentivar a
desinfecção das mãos antes e após o manuseio do material, evitando contaminação. É interessante também escolher
um aroma característico para este ambiente e utilizá-lo em difusores e desinfetantes, criando uma lembrança de
local acolhedor e convidativo.
NA SALA DE AULA
Nas salas de aula a limpeza deve ser intensificada e ocorrer a cada turno, garantindo a higiene do ambiente e a
segurança dos alunos. Deve-se eliminar pó, papéis e migalhas de cima das mesas, cadeiras e chão, além de não
esquecer de cuidar de prateleiras, armários e lousas, para que sejam preservados. Para facilitar este
serviço, produtos químicos de limpeza específicos para limpeza de classes, produzidos para tirar manchas de
canetas e sujeiras normalmente concentradas em carteiras escolares podem auxiliar neste processo. Produtos
destinados à limpeza de quadros também são importantes pois garantem a limpeza sem danificar a superfície.
EM PÁTIOS
A gestão escolar deve investir em organização consciente e coletiva, por isso ambientes de grande movimentação
como pátios e corredores são locais onde esta mensagem deve ser propagada. A instalação de lixeiras para coleta
seletiva é uma atitude simples e que conta com a colaboração de quem circula por estes lugares. Os resultados
ficam ainda melhores quando se realiza um trabalho de conscientização com os alunos e com a certeza que, após
recolhimento, o lixo será encaminhado corretamente ao seu destino.
MATERIAIS ESPORTIVOS
Os materiais utilizados nas aulas de educação física, nos intervalos ou outras atividades lúdicas devem ser
guardados com cuidado e em um local reservado exclusivamente para seu armazenamento, garantindo a
usabilidade dos equipamentos. Manutenção regular se faz necessária, higienizando e limpando cada vez que o
material for utilizado.
REFEITÓRIOS
Os locais onde estudantes, funcionários e visitantes realizam suas refeições são pontos chave da limpeza na escola.
Por serem ambientes de uso comum são encontrados resíduos diversos, de migalhas de alimentos a material
descartável. Cada superfície com seu nível de sujidade. Portanto, a mão de obra especializada em limpeza deve
realizar uma rápida triagem, atacando as áreas de maior impacto inicialmente e utilizando produtos de limpeza
eficientes e destinados corretamente ás necessidades. A limpeza após os intervalos e os períodos de aula deve ser
ágil e rápida, se utilizando de químicos apropriados e equipamentos capazes de trazer eficiência aliada à
velocidade.

É importante compreender que os procedimentos de limpeza no ambiente escolar devem sempre observar as boas
práticas e o bem-estar comum, utilizando-se de equipamentos de limpeza para realizar as atividades com
eficiência, equipamentos de segurança para garantir a saúde dos funcionários e produtos químicos confiáveis e
eficazes. É possível identificar que todos estes aspectos são de responsabilidade da administração da instituição,
porém a limpeza na escola deve ser um hábito arraigado na cultura dos colaboradores e gestores, além de

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incentivada constantemente na conduta dos alunos e visitantes. Manter a escola limpa é fruto da colaboração de
todos!

NOÇÕES BÁSICAS DE ASSEPSIA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DO AMBIENTE


TERMINOLOGIA BÁSICA

Esporo bacteriano (endósporos): Muitas evidências nos mostram que a anatomia das bactérias ajudam-na a ajustar-
se a diversos habitats. Os endósporos são corpos dormentes (assim como sementes) produzidos pelas
bactérias Bacillus, Clostridium, Sporosarcina. Resumindo: um endósporo é formado quando a bactéria se encontra
em condições onde seu desenvolvimento, metabolismo, replicação fica prejudicado por condições ambientais e
nutricionais (temperatura inadequada à espécie, deficiência de nutrientes etc..). Os esporos bacterianos são as forma
de vidas mais resistentes, são capazes de suportar extremas temperaturas, baixa umidade, congelamento, radiação e
agentes químicos que, normalmente, matariam facilmente outras células comuns. A ―vida útil‖ de um esporo tende
a imortalidade.
Biocida: é um termo geral utilizado para descrever um agente químico, geralmente de amplo espectro (broad
spectrum), que inativa microrganismos. Dependendo da atividade do biocida este pode ganhar um sufixo: -stático
refere aos agentes que inibem o crescimento (ex. bacteriostáticos, fungistático e esporostático), pode aparecer
também como –cida, no qual refere-se a agentes que matam os microrganismos (ex. esporicida, viruscida,
bactericida, fungicida).
Antibiótico: são definidos como substâncias sintéticas ou naturais que inibem (bacteriostático) ou destroem
(bactericidas) bactérias seletas (certo tipo de.). Embora o termo antibiótico seja normalmente associado a bactérias
ele pode englobar outros microrganismos como os fungos. Antibióticos atuam normalmente em baixa
concentração. Podem ser administrados de forma tópica, intramuscular, intravenosa etc.
Antisséptico: são biocidas ou produtos que destroem ou inibem o crescimento de microrganismos no ou em tecidos
vivos (ex. assepsia das mãos, mucosa, região de aplicação de injeções, campos cirúrgicos, região para coleta de
materiais como sangue, punção lombar etc.).
Desinfetantes: antissépticos são similares aos desinfetantes, no entanto os desinfetantes são usados em objetos e
superfícies inanimadas (mesas, microscópios, bancadas, piso, paredes etc..). Os desinfetantes podem ser
esporostáticos, mas NÃO necessariamente esporicidas.
Esterilização: a esterilização refere-se a processos químicos ou físicos que removem ou destroem POR
COMPLETO toda a forma de vida microbiana, incluindo os esporos.
Preservação: é a prevenção da multiplicação de microrganismos em produtos formulados, incluindo produtos
farmacológicos como também alimentos.
Limpeza: É o procedimento de remoção de sujidade e detritos para manter em estado de asseio os artigos,
reduzindo a população microbiana. A limpeza devepreceder os procedimentos de desinfecção ou de esterilização,
pois reduz a carga microbiana através remoção da sujidade e da matéria orgânica presentes nos materiais.
―É possível limpar sem esterilizar, mas não é possível garantir a esterilização sem antes limpar‖
Descontaminação de Artigos: Descontaminação e desinfecção não são sinônimos. A descontaminação tem por
finalidade reduzir o número de microrganismos presentes nos artigos sujos, de forma a torná-los seguros para
manuseá-los, isto é, ofereçam menor risco ocupacional.
Desinfecção: O termo desinfecção deverá ser entendido como um processo de eliminação ou destruição de todos os
microrganismos na forma vegetativa, independente de serem patogênicos ou não, presentes nos artigos e objetos
inanimados. A destruição de algumas bactérias na forma esporulada também pode acorrer, mas não se tem o
controle e a garantia desse resultado.

PRINCÍPIOS ATIVOS USADOS COMO DESINFETANTES (MAIS COMUNS E DE FÁCIL


ACESSO/CUSTO)

Formaldeído: Como desinfetante é mais utilizado a formalina, solução em água a 10% ou em álcool a 8%, sendo
bactericida, tuberculicida, fungicida e viruscida após exposição de 30 minutos e esporicida após 18 horas. Não
pode ser utilizado como agente de assepsia, pois é corrosivo, tóxico, irritante de vias aéreas, pele e olhos.

Iodo
Além do uso como antisséptico pode ser usado na desinfecção de vidros, ampolas, metais resistentes à oxidação e
bancadas. A formulação pode ser de álcool iodado, contendo 0,5 e 1,0 % de iodo livre em álcool etílico de 77%
(v/v), que corresponde a 70% em peso ou iodóforos na concentração de 30 a 50 mg/L de iodo livre. O (PVPI)
Iodopovidona pode ser utilizado na assepsia das mãos, regiões para injeção, campos cirúrgicos etc. Não se
recomenda o uso em mucosas (ex. boca, olhos, ânus etc.).
95
Cloro: O hipoclorito está indicado para desinfecção e descontaminação de superfícies e de artigos plásticos e
borracha. Também é utilizado em superfícies de áreas como lavanderia, lactário, copa, cozinha, balcões de
laboratório, banco de sangue, pisos etc. É um agente desinfetante de amplo espectro, barato, não tóxico dentro de
suas especificações (utilizar equipamento de proteção individual como máscara, óculos, luvas e aventais). Em sua
concentração a 5% ou 50.000 ppm com aproximadamente 20 minutos de exposição, destrói

Álcool
O álcool é amplamente usado como desinfetante, tanto o álcool etílico, 70% (p/v), como o isopropílico, 92% (p/v),
por terem atividade germicida, menor custo e pouca toxicidade, sendo que o álcool etílico tem propriedades
germicidas superiores ao isopropílico. O seu uso é restrito pela falta de atividade esporicida, rápida evaporação e
inabilidade em penetrar na matéria proteica. É recomendável para desinfecção de nível médio, com tempo de
exposição de 10 minutos, sendo recomendáveis três aplicações intercaladas pela secagem natural. A concentração
ideal é da faixa de 60% a 90%. O mecanismo de ação do álcool depende de sua concentração. Diferentemente de
outros desinfetantes o álcool mais concentrado ou absoluto não exerce maior poder de desinfecção. Em
concentrações de álcool superiores a 50%-70% eles dissolvem membranas lipídicas, desestabilizam a tensão da
superfície celular, comprometendo a integridade da membrana levando as células a lise. Já as concentrações 60% a
70% álcool entra no nucleoplasma (meio que contorna o material genético) desnatura proteínas através de
coagulação, outro fato importante é que o álcool 70% possui maior tempo de ação (evapora mais devagar). A água
é necessária para a coagulação das proteínas, e, portanto a concentração ideal para a atividade microbicida é
de 70% álcool. O álcool não é esporicida a temperatura ambiente. No entanto, é eficaz contra formas vegetativas de
muitas bactérias e esporos de fungos.

AGENTES RECOMENDADOS PARA ASSEPSIA/DEGERMAÇÃO.

Etanol (álcool etílico): Utilizar em concentrações de 60%-70% após a limpeza química com sabonetes comuns e
ou escova. Utilizar em até 3 repetições deixando o produto secar por si. O álcool pode ressecar a pele e mucosas,
por isso, a adição de glicerina na fórmula pode evitar o ressecamento precoce. (Obs.: Formulações prontas
comercializadas em farmácias geralmente já incluem hidratantes à base de glicerina + aromatizantes)

Clorexidina: O composto clorexidina (Hibiclens, Hibitane) é um complexo orgânico contendo cloro e anéis
fenólicos. Seu mecanismo de ação ocorre nas duas membranas celulares pela diminuição da tensão superficial e da
estrutura proteica através de desnaturação. Em concentrações moderado-altas é um bactericida para bactérias tanto
gram-positivas quanto gram-negativas, porém ineficaz contra esporos. Sua ação em fungos e vírus é variável. A
clorexidina tem vantagens sobre outros antissépticos devido seu caráter suave/benigno, baixa toxicidade, ação
rápida e baixa absorção tecidual. É o antisséptico mais utilizado no controle de Staphylococcus MRSA (cepas
bacterianas resistentes a antibióticos) em hospitais. Dentre as suas principais aplicações, destacam-se: degermação
das mãos eantebraço da equipe; preparo da pele (pré-operatório e procedimentos invasivos);lavagem simples das
mãos.
Triclosan: Apresenta ação contra bactérias Gram positivas e a maioria das Gram-negativas, exceto para
a Pseudomonas aeruginosa, e apresenta pouca ação contra fungos. O triclosan pode ser absorvido através da pele
íntegra, mas sem consequências sistêmicas relevantes. A sua ação antimicrobiana se faz num período intermediário
e tem uma excelente ação residual. Sua atividade é minimamente afetada pela presença de matéria orgânica. O
triclosan é encontrado em formulações de sabonetes em barra e líquidos, e é um dos agentes utilizados na
degermação de médicos cirurgiões em muitos hospitais.

OUTRAS TÉCNICAS ÚTEIS

Flambagem (Incineração por calor seco): A temperatura da chama de um bico de Bunsen (1100 – 1,870° C) ou
vela (em média 1000° C) dependendo do gás usado como combustível é eficaz na redução de microrganismos e
outras substâncias ao nível de cinzas e gás. A incineração de alças bacteriológicas, pinças, agulhas utilizando um
bico de Bunsen é uma prática muito comum em laboratórios de microbiologia. Esse método é considerado rápido e
efetivo, no entanto é limitado a metais e vidros resistentes ao calor. Uma desvantagem nesse método é que o gás
resultante da queima possa conter partículas virais (ativas, ou não), bem como gases tóxicos resultantes da queima
de certos materiais. Isto pode ser contornado utilizando máscaras ou ―capelas‖ com fluxo de ar controlado.

Dica: Quando trabalhando com inoculação de meios ou distribuição de bactérias, esporos de fungos ou outros
organismos que necessitam de controle. O trabalho com o bico de Bunsen associado ao álcool 70% ou álcool
absoluto (95% - 100%) é de grande ajuda. O procedimento é simples: Flambar o material na chama (parte apical,
mais azulada do bico, ou topo da vela) até incandescência e após isso resfriar na solução alcoólica; ou apenas
96
deixar imerso na solução até o momento de utilizar. Mantenha o recipiente com álcool não muito longe do
bico/vela, e tomar bastante cuidado com a manipulação do fogo próximo ao álcool.

Esterilização/Desinfecção por luz ultravioleta.


Outro modo no qual a energia serve como um agente antimicrobiano é o uso da radiação. Radiação é definida como
energia emitida da atividade de um átomo e dispersa a uma alta velocidade através da massa ou espaço. É
caracterizada por um faixa de comprimento de ondas conhecida como espectro eletromagnético. Embora existam
outras formas de radiação, irei considerar aqui, a mais simples de conseguir e manipular: a radiação ultravioleta.

Raios Ultravioleta: A radiação ultravioleta (UV) possui um comprimento de onda de aproximadamente 100 nm
(nanômetros) a 400 nm. É mais letal de 240 nm a 280 nm (com pico em 260 nm). Na prática cotidiana a fonte de
raios ultravioleta é a lâmpada germicida, que gera radiação a 254 nm. A radiação ultravioleta não é tão penetrante
quanto a radiação ionizante. Isso porque a radiação ultravioleta passa livremente pelo ar, relativamente pela água, e
muito pouco por sólidos, então os objetos a serem desinfetados necessitam estar diretamente expostos para ação
completa. Como a radiação UV passa entre a célula, e é inicialmente absorvida pelo DNA. Danos específicos
moleculares ocorrem nas bases pirimidínicas (Tiamina e Citosina) que forma ligações anormais. Sem muitos
detalhes, essa ligação formada anormalmente (dímeros de pirimidina) interferem com a normal replicação e
transcrição do DNA. Como resultado a célula para de crescer e morre. Além das mutações genéticas a radiação UV
também gera substâncias tóxicas fotoquímicas conhecidas como radicais livres.Eficiente: destruição de células e
esporos de fungos, formas vegetativas de bactérias, protozoários e vírus. Os esporos bacterianos são 10 vezes mais
resistentes que as bactérias em sua forma vegetativa, mas podem ser destruídos se o tempo de exposição for maior.
Desvantagem e precauções: Além da baixa penetração em materiais sólidos como vidro, tecidos, massas, meios
difusos, objetos densos, os materiais precisam ser espalhados de forma que a maior quantidade de luz possível
incida sobre eles.

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QUESTÕES DE
PROVAS ANTERIORES

PARTE ESPECÍFICA

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01. Assinale a alternativa incorreta sobre as fases do desenvolvimento:

A) Respeitar as peculiaridades de cada fase do desenvolvimento humano é primordial para a saúde psicológica.
B) Sair do aleitamento materno para entrar nos alimentos sólidos significa que a criança pode e deve comer como um adulto.
C) Respeitar as peculiaridades de cada fase do desenvolvimento humano é primordial para a saúde física.
D) Pular etapas, principalmente na infância e na adolescência pode ter consequências sérias na fase adulta e na velhice

02. Sobre a educação infantil é incorreto afirmar:

A) Tem por objetivo o desenvolvimento integral do aluno.


B) Seu objetivo situa-se aquém da faixa etária que compreende o ciclo do desenvolvimento e aprendizado.
C) Complementa a ação da família.
D) Complementa a ação da comunidade.

03. É incorreto afirmar a respeito da higiene dos alimentos:

A) Representa asseio e principalmente limpeza.


B) Tem relação direta com a saúde dos indivíduos.
C) Tem relação direta com o bem estar dos indivíduos.
D) É um conjunto de ações que visa à proteção dos alimentos e destruição dos microorganismos, exceto os patogênicos.

04. A vivência das atividades lúdicas na escola é de suma importância no processo de aprendizagem da criança. Ao vivenciar
brincadeiras imaginativas, a criança pode despertar seu pensamento para:

A) Corrigir sua linguagem.


B) Brincar isoladamente, fugindo do mundo real.
C) Possibilitar a resolução de problemas importantes e significativos para ela.
D) Resolver problemas irrelevantes do dia a dia.

05. As práticas desenvolvidas entre adultos e crianças de zero a três anos no contexto das creches constituem-se relações
permeadas por influências:

A) múltiplas B) escolares C) sociais D) relacionais

06. Para o sucesso da aprendizagem infantil, é imprescindível que o educador, na organização do trabalho educativo,
considere:

A) a falta de conhecimentos prévios que as crianças possuem.


B) a interação com crianças da mesma idade e de idades diferentes em situações diversas.
C) a não resolução de problemas como forma de aprendizagem.
D) o irrelevante grau de desafio que as atividades apresentam.

07. Na fase da educação infantil, as atividades artísticas vivenciadas no ambiente escolar têm o papel fundamental no processo
de:

A) identificação B) competição C) individualização D) socialização

08. No ambiente da creche, o educador deve propiciar às crianças diversas situações para que elas possam desenvolver suas
competências e habilidades. Para garantir uma formação completa da criança, o educador deve:

A) exercer autoridade com as crianças.


B) ter paciência e tolerância, persistindo na educação das suas crianças.
C) expor suas crianças a situações de vergonha e constrangimentos.
D) expressar, de forma negativa, críticas para o desenvolvimento social da criança.

09. Analise as afirmativas abaixo:


I. Brincar é fator positivo para o autoconhecimento da criança.
II. No ambiente da creche, a criança deve se sentir protegida.
III. O educador de creche não deverá utilizar das brincadeiras para observar as interações das crianças.
IV. É de grande importância cuidar do ambiente da creche, pois ele é parte da educação.

Assinale a opção CORRETA.

A) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas. B) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
C) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. D) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
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10. Durante o seu desenvolvimento, a criança passa por diferentes estágios como o desenvolvimento motor, o desenvolvimento
físico e intelectual e o desenvolvimento. Durante a fase de desenvolvimento motor, a criança deverá ser estimulada a:

A) engatinhar, andar e correr, sem pular a sequência de suas etapas.


B) andar, mesmo que ainda não apresente condições de maturidade.
C) andar e correr.
D) usar o andador para o desenvolvimento da marcha.

11. A escola infantil deve criar um ambiente de acolhimento que dê segurança e confiança à criança e garantir oportunidades
para que ela seja capaz de, EXCETO:

A) interessar-se progressivamente pelo cuidado com o próprio corpo, executando ações simples relacionadas à saúde e higiene.
B) brincar e relacionar-se progressivamente com mais crianças e com professores, demonstrando suas necessidades de
interesses.
C) experimentar e utilizar os recursos de que dispõe para satisfação de suas necessidades essenciais, expressando seus desejos,
sentimentos, vontades e desagrados.
D) identificar e enfrentar situações de conflitos.

12. No que se refere aos cuidados básicos com a higiene e a alimentação de bebês, deve-se atentar para o seguinte:

(A) os alimentos devem ser esfriados por meio do assopro, desde que executado por um profissional que tenha cuidados com
sua higiene bucal.
(B) deve-se reservar um espaço para que as mães amamentem os bebês, o mais próximo possível dos locais de troca de fralda e
de banho.
(C) é imprescindível que todos lavem as mãos antes das refeições, inclusive os bebês que tomam mamadeira ou mamam no
peito.
(D) deve-se evitar levar as crianças para o refeitório em grupos pequenos, pois grupos maiores facilitam a aprendizagem
coletiva dos bons hábitos.

13. A maioria dos estudos sobre o desenvolvimento motor e sensorial de uma criança de 0 a 24 meses orienta que

(A) um bebê de 14 meses é geralmente capaz de subir escadas sem ajuda.


(B) entre 8 e 10 meses um bebê é capaz de se sentar sem apoio e de se movimentar para testar o próprio equilíbrio.
(C) somente aos 12 meses um bebê é capaz de segurar um brinquedo sem apoio de um adulto.
(D) somente aos 6 meses o bebê adquire paladar.

14. Acerca dos primeiros socorros aos bebês, é correto afirmar que,

(A) se o bebê cair e aparecer um ‖galo― alto na sua testa, não há por que se assustar, pois o galo é mais feio do que grave.
(B) se o bebê parecer estar com dor, deve-se prescrever um analgésico na dose costumeira.
(C) caso o bebê sofra uma queimadura de primeiro grau, independente do tamanho e da intensidade da vermelhidão, não é
necessário levá-lo ao hospital.
(D) caso o bebê seja ferrado por uma abelha, retire o ferrão com uma pinça afiada ou aperte com os dedos para expulsá-lo.

15. Para manter o ambiente escolar limpo, contamos com uma série de produtos higienizantes e desinfetantes. Entretanto o uso
e armazenamento desses produtos requerem atenção especial em casa e na escola para evitar acidentes. Selecione abaixo a
alternativa INCORRETA com relação ao armazenamento de produtos de limpeza na escola:

A) É importante sempre manter os produtos químicos na sua embalagem original.


B) Todas as salas de aula da creche devem possuir, armazenadas atrás da porta: rodo, água sanitária e pano. Isso porque a
professora precisa fazer rápidas desinfecções do ambiente, no caso de alguma criança vomitar ou de vazar xixi da fralda.
C) Os produtos químicos devem ser guardados longe dos alimentos e de medicamentos, em compartimento específico.
D) O acesso aos produtos de limpeza deve ser restrito aos adultos, ficando as crianças afastadas desses locais por meio de
portões, cercas ou portas fechadas.
E) Todos os produtos químicos devem ficar fora do alcance das crianças, em armário fechado, com altura mínima de 1,5m.

16. Seja durante brincadeiras e jogos, ou quando está aprendendo a andar, a criança está sujeita a sofrer quedas e pequenos
cortes. Sobre o cuidado no caso de cortes superficiais é CORRETO afirmar:

A) Lavar com água limpa ou soro fisiológico. Cobrir com curativo tipo band aid ou gaze esterilizada;
B) Passar creme dental para estancar o sangue;
C) Bater delicadamente claras de ovo (antes de chegar ao ponto de claras em neve), passar no corte e cobrir com gaze
esterilizada.
D) Passar soro fisiológico e cobrir com pomada para assadura, pois seu princípio ativo contribui para cicatrização da pele.
100
e) Lavar com álcool 30% e cobrir com curativo tipo band aid.

17. O engasgamento acontece quando há obstrução das vias aéreas pela ingestão de comidas ou objetos estranhos ou também
por regurgitação. Em caso de engasgo de lactente (criança até um ano de idade), com obstrução parcial das vias aéreas e com
vítima responsiva, ou seja, a criança está consciente, assinale o procedimento CORRETO:

A) Posicionar o lactente de bruços no antebraço de um adulto, deixando a cabeça mais baixa que o nível do corpo. A mão do
adulto deve servir como apoio para a cabeça e seus dedos devem segurar a boca do bebê aberta. Aplicar 5 tapas entre as
escápulas. Verificar a desobstrução das vias aéreas e repetir o procedimento, se necessário. Acionar os órgãos de emergência.
B) Sentar o lactente sobre o joelho de um adulto e aplicar pequenos tapas entre as escápulas. Acionar os órgãos de emergência
no caso de dificuldades na desobstrução das vias aéreas.
C) Ao constatar desobstrução das vias aéreas aplicar 3 leves tapas a cada 15 segundos. Só parar quando chegar o socorro.
D) Apoiar o lactente de bruços sobre o antebraço com a cabeça mais baixa que o restante do corpo. Segurar a cabeça da criança
na mão, com a mandíbula aberta (hiperextensão), com a ajuda de um objeto pinçante desobstruir as vias aéreas. Acionar os
órgãos de emergência no caso de dificuldades na desobstrução das vias aéreas.
e) Apoiar o lactente de bruços sobre o antebraço com a cabeça mais baixa que o restante do corpo. Fazer compressões no peito
da criança no ritmo de 30 compressões para cada intervalo de 15 segundos.

18. São critérios para a qualidade em uma unidade de creche, EXCETO:


A) As crianças têm direito à brincadeira;
B) As crianças têm direito à atenção individual;
C) As crianças têm direito a higiene e à saúde;
D) As crianças têm direito à proteção, ao afeto e à amizade que devem ser oferecidos exclusivamente pelo núcleo familiar.

19. Em relação as brincadeiras, assinale a alternativa incorreta:


A) Toda brincadeira é uma imitação transformada.
B) O principal indicador da brincadeira entre as crianças, é o papel que o adulto assume.
C) Nas brincadeiras as crianças transformam os conhecimentos que possuíam em conceitos gerais com os quais brincam.
D) É no ato de brincar que a criança estabelece diferentes vínculos entre as características do papel assumido.

20. As atividades de arte na creche são essencialmente:

A) duradouras B) lúdicas C) repetitivas D) belas

21. A criança é um ser social que nasce com capacidades:


A) afetivas, emocionais e cognitivas. B) emocionais, cognitivas e psicológicas.
C) cognitivas, psicológicas e afetivas. D) psicológicas, afetivas e relacionais.

22. Estudos recentes apresentam várias contribuições que o lúdico pode propiciar ao processo de ensino‐aprendizagem.
Considerando a afirmativa anterior, é INCORRETO afirmar que

A) os jogos promovem fatores diagnósticos do nível de aprendizagem ou de eventuais dificuldades de


aprendizagem e proporcionam novas experiências afetivas, social e cognitiva.
B) o brincar favorece uma aprendizagem significativa e prazerosa, capaz de promover a construção de aspectos reflexivos e
críticos, além de possibilitar ao educador a elaboração de uma proposta didática eficaz.
C) as brincadeiras possibilitam métodos de aprendizagem incapazes de proporcionar um ambiente propício à produção do
conhecimento e a uma facilitação do trabalho docente, pois geram competição e discordâncias entre os alunos.
D) o lúdico facilita a visão da relação dos alunos sobre o social, promove o resgate das influências culturais e torna a escola um
espaço de resgate cultural, de valorização social, de reprodução do conhecimento adquirido em gerações passadas, além de
transpor a emoção do imaginário infantil.

23. Segundo Moyles, analise as seguintes sentenças:


Brincar de faz de conta, fingir e imaginar são características do brincar lúdico (1ª parte). Os jogos baseados na lógica podem
ajudar a criança a fazer conexões e pensar criativamente (2ª parte). Os jogos com regras limitam a autonomia e a criatividade
da criança porque impõem uma estrutura de jogo e não permitem interpretações e questionamentos (3ª parte).
Quais estão corretas?

A) Apenas 1ª parte. B) Apenas 3ª parte. C) Apenas 1ª e 2ª partes. D) Apenas 1ª e 3ª partes. E) Apenas 2ª e 3ª partes.

GABARITO: 1-B 2-B 3- D 4-C 5-A 6-B 7-D 8-B 9-C 10-A 11- D 12-C 13-B 14-A 15-B 16-A 17-A 18-D
19-B 20-B 21-A 22-C 23-C

101
REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

102
RESUMO LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 – Estabelece diretrizes e bases da Educação Nacional

Dos Princípios e Fins da Educação Nacional


1) A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem
por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho.
2) O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de
concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à tolerância; coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; valorização do profissional da educação escolar; gestão
democrática do ensino público; garantia de padrão de qualidade; valorização da experiência extra-escolar; vinculação entre a
educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; consideração com a diversidade étnico-racial.

Do Direito à Educação e do Dever de Educar


1) O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: a) educação básica obrigatória e
gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: pré-escola; ensino fundamental; ensino
médio; b) educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; c) atendimento educacional especializado
gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; d) acesso público e gratuito
aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; e) acesso aos níveis mais elevados do
ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; f) oferta de ensino noturno regular, adequado às
condições do educando; g) oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades
adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e
permanência na escola; h) atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; i) padrões mínimos de qualidade de
ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do
processo de ensino-aprendizagem; j) vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de
sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade.
2) O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos,
associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério
Público, acionar o poder público para exigi-lo.
3) O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: a) recensear anualmente as crianças e adolescentes em
idade escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a educação básica; b) fazer-lhes a chamada pública; c) zelar,
junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em
primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de ensino,
conforme as prioridades constitucionais e legais.

Da Organização da Educação Nacional


1) Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo
função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais.
2) * Competências da União: mais abrangentes, ajudar os Estados e Municípios, etc.
3) * Competências dos Estados: responsabilidades em relação ao seus sistemas de ensino, como ex: transporte escolar.
Assegurar o ensino fundamental e oferecer com prioridade o médio
4) * Competências do Distrito Federal: a dos Estados e dos Municípios.
5) * Competências dos Municípios: sobre seus sistemas de ensino, oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e,
com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas
plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino, transporte rede municipal.
6) * Incumbências dos estabelecimentos de ensino: administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;
assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas; *velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada
docente; *prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; *articular-se com as famílias e a comunidade,
criando processos de integração da sociedade com a escola; informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for
o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta
pedagógica da escola; notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo
representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do
percentual permitido em lei.
7) * Incumbências dos docentes: participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; *elaborar
e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; *zelar pela aprendizagem dos
alunos; *estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; ministrar os dias letivos e horas-aula
estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento
profissional; *colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.
8) O sistema federal de ensino compreende: as instituições de ensino mantidas pela União; as instituições de educação
superior criadas e mantidas pela iniciativa privada; os órgãos federais de educação.
9) Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem: as instituições de ensino mantidas,
respectivamente, pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal; as instituições de educação superior mantidas pelo Poder
103
Público municipal; as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciativa privada; os órgãos de
educação estaduais e do Distrito Federal, respectivamente.
10) Os sistemas municipais de ensino compreendem: as instituições do ensino fundamental, médio e de educação infantil
mantidas pelo Poder Público municipal; as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada; os
órgãos municipais de educação.
Da Composição dos Níveis Escolares: A educação escolar compõe-se de: educação básica, formada pela educação infantil,
ensino fundamental e ensino médio e educação superior. (Não confundir com a educação básica).

DA EDUCAÇÃO BÁSICA
1) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o
exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Poderá organizar-se em séries
anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na
competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem
assim o recomendar. A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre
estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais.
2) A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: a) a carga
horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar,
excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; b) a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira
do ensino fundamental, pode ser feita: por promoção; por transferência.. c) nos estabelecimentos que adotam a progressão
regular por série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que preservada a sequência do
currículo; d) poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento
na matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros componentes curriculares; e) o controle de freqüência fica a
cargo da escola, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação.
3) Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser
complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. Devem abranger, obrigatoriamente,
o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política,
especialmente da República Federativa do Brasil. O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais e a
educação física constituirão componentes curriculares obrigatórios da educação básica.
4) A carga horária mínima anual deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para mil e quatrocentas
horas, devendo os sistemas de ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos mil horas anuais de carga horária,
a partir de 2 de março de 2017.
5) No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto ano, será ofertada a língua inglesa.

Da Educação Infantil
1) A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5
(cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Será oferecida em: creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; pré-escolas, para as crianças de
4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade. Será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: avaliação mediante
acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental; carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de
trabalho educacional; atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas
para a jornada integral; controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60%
(sessenta por cento) do total de horas; expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e
aprendizagem da criança.

Do Ensino Fundamental
1) O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos
de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: a) o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo
como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; b) a compreensão do ambiente natural e social, do
sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; c) o desenvolvimento da capacidade
de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; d) o
fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida
social. É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. Os estabelecimentos que utilizam
progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da
avaliação do processo de ensino-aprendizagem. Será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas
a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. Será presencial, sendo o ensino a distância
utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
2) O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos
adolescentes. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui
disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural
religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos
quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola,
exceto noturno.

104
Do Ensino Médio
1) O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: a consolidação e o
aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, a preparação básica para o trabalho e a cidadania do
educando; o aprimoramento do educando como pessoa humana; a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos
processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.
2) A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do
Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento: I - linguagens e suas tecnologias; II - matemática e suas
tecnologias; III - ciências da natureza e suas tecnologias; IV - ciências humanas e sociais aplicadas.
3) A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de educação
física, arte, sociologia e filosofia. Os currículos do ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e
poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a
disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino.
4) A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e oitocentas
horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino.
5) O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que
deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a
possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: I - linguagens e suas tecnologias; II - matemática e suas tecnologias; III -
ciências da natureza e suas tecnologias; IV - ciências humanas e sociais aplicadas; V - formação técnica e profissional.

Da Educação de Jovens e Adultos


A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino
fundamental e médio na idade própria. A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a
educação profissional.

DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
1) Entende-se por educação especial, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de
ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Haverá,
quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação
especial. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das
condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. A oferta de
educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.

Das Disposições Gerais


1) O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‗Dia Nacional da Consciência Negra‘.
2) O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e
modalidades de ensino, e de educação continuada.

RESUMO DA LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.

Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.


Das Disposições Preliminares

Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze
e dezoito anos de idade. Obs: Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e
vinte e um anos de idade.

Dos Direitos Fundamentais


1) A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que
permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. O poder público, as
instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães
submetidas à medida privativa de liberdade.
2) Incumbe ao poder público garantir, à gestante e à mulher com filho na primeira infância que se encontrem sob custódia em
unidade de privação de liberdade, ambiência que atenda às normas sanitárias e assistenciais do Sistema Único de Saúde para o
acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino competente, visando ao desenvolvimento integral da criança.
3) É assegurado acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema
Único de Saúde, observado o princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da
saúde. A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem discriminação ou segregação, em suas necessidades
gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
4) Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão formação específica e
permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o acompanhamento que se
fizer necessário. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem
prejuízo de outras providências legais

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Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade
a) A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de
desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. direito à liberdade
compreende os seguintes aspectos: ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições
legais; opinião e expressão; crença e culto religioso; brincar, praticar esportes e divertir-se; participar da vida familiar e
comunitária, sem discriminação; participar da vida política, na forma da lei; buscar refúgio, auxílio e orientação. b) É dever de
todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento,
aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária


1) É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família
substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. Toda
criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação
reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base em relatório elaborado
por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou
colocação em família substituta.
2) A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 18
(dezoito) meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela
autoridade judiciária.
3) Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a
obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui
motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar.

Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer


1) A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício
da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola; direito de ser respeitado por seus educadores; direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias
escolares superiores; direito de organização e participação em entidades estudantis; acesso à escola pública e gratuita próxima
de sua residência.
2) É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: a) ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que
a ele não tiveram acesso na idade própria; b) progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; c)
atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; d)
atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; e) acesso aos níveis mais elevados do ensino, da
pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; f) oferta de ensino noturno regular, adequado às condições
do adolescente trabalhador; g) atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
3) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: a) maus-tratos
envolvendo seus alunos; b) reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; c) elevados
níveis de repetência. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto
social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.

Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho


É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. Ao adolescente empregado,
aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não-governamental,
é vedado trabalho: a) noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte; b) perigoso,
insalubre ou penoso; c) realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e
social; d) realizado em horários e locais que não permitam a frequência à escola.

Do Conselho Tutelar
1) O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo
cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei. Em cada Município e em cada Região
Administrativa do Distrito Federal haverá, no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração
pública local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para mandato de 4 (quatro) anos, permitida
1 (uma) recondução, mediante novo processo de escolha.
2) Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: reconhecida idoneidade moral;
idade superior a vinte e um anos; residir no município.
3) São atribuições do Conselho Tutelar: atender as crianças e adolescentes nas hipóteses de maus tratos; atender e aconselhar
os pais ou responsável; encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra
os direitos da criança ou adolescente; encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência; providenciar a medida
estabelecida pela autoridade judiciária, para o adolescente autor de ato infracional; expedir notificações; requisitar certidões de
nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário; assessorar o Poder Executivo local na elaboração da
proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente; representar, em nome
da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, § 3º, inciso II, da Constituição Federal; representar
ao Ministério Público para efeito das ações de perda ou suspensão do poder familiar, após esgotadas as possibilidades de
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manutenção da criança ou do adolescente junto à família natural; promover e incentivar, na comunidade e nos grupos
profissionais, ações de divulgação e treinamento para o reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crianças e
adolescentes.
4) O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar ocorrerá em data unificada em todo o território nacional a cada 4
(quatro) anos, no primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente ao da eleição presidencial. A posse dos
conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao processo de escolha. São impedidos de servir no
mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou nora, irmãos, cunhados, durante o
cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado.

Da Competência
1) A competência será determinada: pelo domicílio dos pais ou responsável; pelo lugar onde se encontre a criança ou
adolescente, à falta dos pais ou responsável. Nos casos de ato infracional, será competente a autoridade do lugar da ação ou
omissão, observadas as regras de conexão, continência e prevenção.
2) A execução das medidas poderá ser delegada à autoridade competente da residência dos pais ou responsável, ou do local
onde sediar-se a entidade que abrigar a criança ou adolescente.
3) Em caso de infração cometida através de transmissão simultânea de rádio ou televisão, que atinja mais de uma comarca, será
competente, para aplicação da penalidade, a autoridade judiciária do local da sede estadual da emissora ou rede, tendo a
sentença eficácia para todas as transmissoras ou retransmissoras do respectivo estado.

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS DE CRECHE

* O conteúdo deste tópico encontra-se no manual constante no CD

HIGIENE E SEGURANÇA NAS ESCOLAS

* O conteúdo deste tópico encontra-se no manual constante no CD

ORIENTAÇÕES E AÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

* O conteúdo deste tópico encontra-se no manual constante no CD (estudar apenas o Capítulo da Educação
Infantil).

CONVIVENDO COM CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS

A obra trata do trabalho cotidiano com as crianças de zero a seis anos, especialmente nas instituições de educação
infantil, foi dividida em cinco capítulos que abrangem desde os aspectos gerais do desenvolvimento da criança até
os fundamentos legais do atendimento à criança pequena. Os assuntos são abordados de maneira clara e
exemplificam várias situações cotidianas da criança desta idade como: a organização das atividades no tempo:
rotina; as instituições de educação infantil e a comunidade e convivendo com crianças de zero a seis anos.
O livro apresenta a educação infantil institucionalizada, explicando sobre o desenvolvimento infantil demonstra
como ela deve ser conduzida pelos professores, a importância da rotina e ainda como essas instituições relacionam-
se atualmente com a comunidade na qual estão inseridas. O texto serve de apoio para aqueles que convivem com
crianças, especialmente professores, para refletirem e conhecerem melhor a criança e a maneira de relacionar-se
com ela.

È necessário considerar porque existem essas instituições de educação infantil e qual sua função. O mundo
moderno trouxe novas visões de criança, de mulher, de trabalho e de família. A mudança do papel da mulher na
sociedade trouxe necessidades e possibilidades. Hoje as instituições de educação infantil são vistas como
realizadoras dos direitos das famílias e freqüentá-las é um direito previsto em lei federal (Lei das diretrizes e
Bases). As famílias e a sociedade em geral são responsáveis pela infância e realizam ações que se complementam,
jamais uma poderá substituir a outra, pois todas são importantes para o desenvolvimento das crianças.
È necessário definir que desenvolvimento é um processo dinâmico, ativo e interativo que vai acontecendo ao longo
da vida, nesse processo o ser humano sofre influência pela sua interação com o meio e com as pessoas. Levando
este fato em consideração o adulto deve ser o mediador entre o mundo e a criança, pois esta nasce como uma tabula
asa e a cada dia conhece um pouco mais do mundo e agrega conhecimentos para si.

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA DE 0 A 6 ANOS


Para poder avançar na explicação de uma determinada maneira de entender o desenvolvimento, convém esclarecer
alguns conceitos que utilizamos seguidamente e que, às vezes, podem gerar confusões, se não forem utilizados da

107
maneira como o leitor ou a leitora foi avisado para fazê-lo. São destacados três conceitos muito relacionados:
maturação, desenvolvimento e aprendizagem.
Quando se fala de maturação, refere-se às mudanças que ocorrem ao longo da evolução dos indivíduos, as quais se
fundamentam na variação da estrutura e da função das células. Assim, pode-se falar, por exemplo, de maturação do
sistema nervoso central, mediante a qual são criadas as condições para que haja mais e melhores conexões nervosas
que permitam uma resposta mais adaptada às necessidades crescentes do indivíduo. A maturação está estritamente
ligada ao crescimento (que corresponderia basicamente às mudanças quantitativas: alongamento dos ossos,
aumento de peso corporal, etc) e, portanto. aos aspectos biológicos, físicos, evolutivos das pessoas. Quando se trata
de desenvolvimento. refere-se explicitamente à formação progressiva das funções propriamente humanas
(linguagem, raciocínio, memória, atenção, estima).
Trata-se do processo mediante o qual se põem em andamento as potencialidades dos seres humanos. Consideramos
que é um processo interminável, no qual se produz uma série de saltos qualitativos que leva.m de um estado de
menos capacidade (mais dependência de outras pessoas, menos possibilidades de respostas, etc.) para um de maior
capacidade (mais autonomia. mais possibilidades de resolução de problemas de diferentes tipos, mais capacidade
de criar, etc.). Finalmente, tem-se o objetivo de destacar as características do conceito de aprendizagem.
Mediante os processos de aprendizagem, incorporamos novos conhecimentos, valores, habilidades que são próprias
da cultura e da sociedade em que vivemos. As aprendizagens que incorporamos fazem pessoas mudarem de
condutas, de maneiras de agir, de maneiras de responder, e são produto da educação que outros indivíduos, da
nossa sociedade, planejaram e organizaram, ou melhor, do contato menos planificado, não tão direto com as
pessoas com quem nos relacionarmos.

A partir dessas definições pode-se expor comas pessoas entendem que se desenvolvem os meninos e as meninas
dessas idades e qual é o papel da escola na potencialização desse desenvolvimento.
De zero a seis anos, ocorre um processo de complexidade do ser humano que não se repetirá durante seu
desenvolvimento. As crianças, quando nascem, necessitam de cuidados mínimos e de atenção não muito complexa
(comer e dormir certas horas e receber atenção às demandas a que o recém-nascido começa a fazer).
À medida que vão crescendo, aumenta a complexidade de suas demandas (choram porque têm vontade ou mal-
estar, ou não querem estar sozinhas, ou querem estar com uma outra pessoa, etc.) e também aumenta sua
capacidade de resposta (começam a ter critérios próprios em alguns aspectos e, portanto, mediante o uso de
linguagem podem pedir o que querem). Também se tornam mais complexas as realidades em que vivem essas
crianças: passam do âmbito relacional reduzido ao estabelecimento de relações com pessoas mais alheias e
desconhecidas, a ter necessidade de valer-se por si mesmas, de garantir-se sem a presença constante das pessoas
mais próximas.

A complexidade é consubstancial ao processo de desenvolvimento dos seres humanos. Esse desenvolvimento é


caracterizado pelo seu caráter único com relação às outras espécies vivas: o ser humano é o único ser vivo que pode
planejar sua ação, pôr em andamento uma atividade psíquica que lhe permita realizar ações criadoras. Também é
necessário destacar que a diversidade é uma característica do ser humano, pois todas as pessoas são diferentes em
suas particularidades físicas e psíquicas: cada uma recebe, por meio de herança, determinadas características físicas
e determinadas potencialidades, que se desenvolvem em um determinado ambiente. Tudo isso exige-nos a
necessidade de falar simultaneamente das características de unicidade e de diversidade do ser humano.

Quando uma criança nasce, recebe de seu pai e de sua mãe uma informação genética que lhe permite fazer parte da
espécie humana: traços morfológicos, um sexo definido, algumas capacidades de desenvolvimento que estão
inscritas em determinada constituição do cérebro e um calendário de maturação. Todos os recém-nascidos têm duas
pernas, dois braços, traços faciais de seres humanos e um sexo determinado. Esses são os traços característicos que
externamente o identificam como um ser humano. Também nascem com um cérebro, que está preparado para
crescer e desenvolver-se de modo espetacular. A informação que o cérebro contém é caracterizada pelo fato de que
marca todas as possibilidades de desenvolvimento que tem o ser humano, mas não impõe limitações. Assim, por
exemplo, o cérebro contém todas as informações para que uma criança possa falar, porém não determina em que
língua o fará. nem o grau de aquisição que atingirá. Isso dependerá do contexto lingüístico em que essa criança
passe a conviver e a mover-se, do grau de correção de linguagem que se fala em sua volta e de suas experiências
para utilizar a linguagem com diferentes finalidades. Nosso código genético contém uma informação que
denominamos de calendário de maturação.

Com esse conceito, pode-se referir a uma série de informações geneticamente estabelecidas por meio das quais se
sabe que os seres humanos passam por uma seqüência de desenvolvimento que sempre é igual para todos
(caminhar aproximadamente ao final do primeiro ano de vida, falar aos dois anos, etc.) e que, em seus traços
característicos básicos, não se realizam com grandes variações (por exemplo, uma criança não poderá caminhar aos
108
seis meses, porque nessa idade ainda não tem um desenvolvimento motor que lhe permite fazê-la; consegue
somente permanecer sentada). Essa seqüência determina que coisas são possíveis em diferentes momentos.
Esse calendário de maturação é especialmente indicativo das possibilidades e da seqüência de desenvolvimento nos
dois primeiros anos de vida, já que está muito relacionado a uma maturação neurológica essencial. Depois disso, as
aquisições estarão marcadas por outros aspectos, como a estimulação e a ajuda recebidas do exterior.
A compreensão da influência hereditária no desenvolvimento do ser humano está bem esclarecida na diferenciação,
apresentada por F. Jacob e registrada em Palácios (1979), entre a parte aberta e a parte fechada do código genético.
A parte fechada do código genético é aquela que impõe uma determinada informação genética que será
necessariamente cumprida. Trata-se da informação genética que estabelece um ciclo de vida determinado para os
seres humanos, alguns reflexos no momento do nascimento, algumas características genéticas determinadas.
A parte aberta do código genético, ao contrário, estabelece um conjunto de potencialidades que não se desenvolvem
totalmente sem influência do meio, sem a estimulação das pessoas com as quais convivem. Trata-se, por exemplo,
das possibilidades de utilização da linguagem, das capacidades de estabelecimento de vínculos emocionais e da
resolução de problemas. Em cada uma dessas funções e capacidades, há um predomínio específico da parte aberta
ou da parte fechada do código genético. Assim, é esse grau de predominância do código que explica as diferenças
entre umas e outras capacidades infantis.
Por exemplo, podemos constatar que, em relação ao desenvolvimento das capacidades motrizes, todos os meninos e
as meninas conseguem caminhar concretamente por volta do primeiro ano, sem necessidade de que se faça uma
estimulação específica nesse sentido, uma vez que essas capacidades estão fortemente moduladas pela parte
fechada do código genético. Por outro lado, é difícil que todas as crianças consigam um desenvolvimento da
linguagem em toda a sua amplitude sem estimulação do meio que permite a sua utilização em todas as suas funções
e usos, já que a linguagem está regulada pela parte aberta do código genético.

Assim, constata-se que a herança recebida dá-nos uma série de possibilidades e indica-nos em que momento
aproximado estará disponível. O grau de aquisição e as características de tal aquisição dependerão das inter-
relações que a criança faz em experimentações com as pessoas de seu convívio. Podemos destacar que. no decorrer
do primeiro ano, os bebês têm a capacidade de começar a estabelecer fortes vínculos com as pessoas que os
cuidam. O fato de estabelecerem ou não esses vínculos, que lhes proporcionam segurança ou que constituem
vínculos instáveis e inseguros, dependerá das características das relações que o bebê vai tecendo durante seu
primeiro ano de vida. O desenvolvimento da espécie humana é, portanto, o resultado de uma interação entre o
programa de maturação (inscrito geneticamente) e a estimulação social e pessoal que a criança recebe das pessoas
que a cuidam. Logo, entende-se que os aspectos psicológicos de desenvolvimento não estão predeterminados. mas
que são adquiridos mediante a interação com o meio físico e social que envolve as crianças desde o seu nascimento.
Para entender as aquisições que os meninos e as meninas podem fazer no decorrer dos anos da educação infantil,
convém definir como consideramos o processo de aprendizagem das crianças e, também, as relações que se pode
descascar entre a aprendizagem e o desenvolvimento.

Nessas idades, sobretudo na fase da creche, considera-se, muitas vezes, que os meninos e as meninas não podem
aprender, se não tiverem desenvolvido previamente algumas características consideradas imprescindíveis. Um dos
exemplos mais típicos e conhecidos nas escolas é o fato de dizer que v crianças de quatro ou cinco anos não se
pode ensinar os numerais, porque elas não têm a noção e o conceito de número corretamente estabelecido. Isso
ilustra claramente a tendência em subordinar a aprendizagem ao desenvolvimento, no sentido de entender que
primeiro se desenvolve uma série de capacidades cognitivas e depois se pode iniciar o ensino de conceitos que
envolvam tais capacidades. O fato de que a escola estabelece esse tipo de decisões está diretamente relacionado
com o que a psicologia diz em relação a esses aspectos. Nesse sentido, destacamos que algumas das abordagens
fundamentais feitas pela psicologia genética de Jean Piaget estão rigidamente aplicadas na escola e, então, ocorrem
comportamentos práticos educativos discutíveis como promotores de uma. boa aprendizagem.
A perspectiva que Vygotsky (1984) abordou em relação à aprendizagem escolar é fundamental para que se possa
raciocinar e entender qual é a natureza da aprendizagem e do ensino escolar e sobre que relações seria conveniente
estabelecer o desenvolvimento da criança. Segundo o psicólogo russo, para que possa haver desenvolvimento é
necessário que se produza uma série de aprendizagens, as quais, de certo modo, são condições prévias. Assim,
voltando ao exemplo que apresentamos antes, é necessária uma série de aprendizagens em relação a situações de
contar, de lembrar, recordar a seriação numérica, experiências contatos com coisas possíveis de contar e outras
incontáveis. etc., para a criança poder chegar a conceitualizar a noção de um nome, como a inclusão de todos os
outros (o cinco incluiu o quatro, o três. o dois, o um), independentemente de questões perspectivas (a disposição
espacial dos objetos não influencia a quantidade).

A partir disso, entende-se que a maturação por si só não seria capaz de produzir as funções psicológicas próprias
dos seres humanos: é a aprendizagem na interação com outras pessoas que nos dá a possibilidade de avançar em
109
nosso desenvolvimento psicológico. Esses processos de interação com outras pessoas permitem o estabelecimento
das funções psicológicas superiores. Assim, as crianças, começam a utilizar a linguagem como um veículo de
comunicação, controle e regulação das ações das outras pessoas, e somente depois de tê-la utilizado interagindo
com as outras pessoas é que a linguagem converte-se em um instrumento idôneo para planejar a ação, ou melhor, a
linguagem transforma-se em pensamento.
Começamos, então, a delinear a importância fundamental que têm as pessoas mais capazes da espécie no processo
de desenvolvimento das crianças e, as mães. os pais, os professores de educação infantil e também os meninos e as
meninas mais velhas. A criança pequena, quando atua juntamente com uma pessoa mais capaz, pode chegar a fazer
algumas coisas que não consegue fazer em um momento em que esteja sozinha.
Assim, por exemplo, um menino de um ano pode colocar uma peça em cima da outra e fazer uma torre somente se
a pessoa mais capaz do que ela acompanhar sua mão. Ou, então, uma menina de dois anos poderá contar os dois
pedaços de carne que tem para comer, se a pessoa mais capaz ajudar-lhe contando com ela. Ou, ainda, um menino
de três anos poderá pôr a mesa, na escola, se sua professora disser como deve proceder.

Também um menino de quatro anos poderá reconhecer o seu nome, quando vê a professora escrevê-la. Uma
menina de cinco anos poderá explicar um conto literário, se a professora, a mãe ou o pai derem a ela diferentes
pistas que a ajudem a ordenar os dados. As crianças poderão realizar todas essas atividades sozinhas, mais adiante,
sem prescindir da ajuda de outra pessoa mais capaz ou de um adulto para indicar os processos, como apresentado
nos exemplos anteriores. Nesses processos, as crianças pequenas interiorizam os objetivos, os procedimentos e as
regulações que vão compartilhando com a outra pessoa mais capaz, o que as tornam capazes de fazê-lo
automaticamente. A partir desses exemplos, podemos dizer que tudo o que a criança pequena sabe fazer com a
ajuda, a orientação e a colaboração de pessoas mais capazes é o que Vygotsky denomina nível de desenvolvimento
potencial. Aquilo que a criança pequena já é capaz de fazer sozinha no mesmo momento pode ser considerado o
nível de desenvolvimento efetivo. Aquilo que a criança pequena sabe trazer com a ajuda de outras pessoas mais
capazes e não sozinha, Vygotsky destaca que acontece porque algumas funções não estão totalmente
desenvolvidas, mas estão em desenvolvimento; portanto, a aprendizagem que a criança pequena faz, praticando
esses aspectos juntamente com uma pessoa mais capaz, é o que lhe permitirá chegar a desenvolver algumas
capacidades pessoais que poderá exercer sozinha mais adiante.

Nesses conceitos vygotskianos. encontramos uma definição satisfatória referente às relações entre aprendizagem e
desenvolvimento. Pode-se destacar que a aprendizagem facilita e promove o desenvolvimento através da criação de
zonas de desenvolvimento potencial, as quais, segundo o que já mencionamos, podemos definir como a ―distância
entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema,
e o nível de desenvolvimento potencial determinado através da resolução de um problema sob a orientação de uma
pessoa adulta ou com a colaboração de um companheiro mais capaz‖ (Vygotsky, citado por Riviere, 1981).
Atuando com outra pessoa na zona de desenvolvimento próximo, a criança interiorizar a ajuda proporcionada,
incorporando, assim, aos seus conhecimentos e às suas ações novas dimensões que a farão mais funcional, mais
complexa e mais capaz de resolver problemas. Finalmente, podemos destacar que, no processo de ajuda, de cuidado
dedicado a uma criança pequena, os educadores e os pais atuam de uma maneira ou outra, conforme entendem
implicitamente que seja seu papel no processo de estimulação dessa criança: para que ela desenvolva suas aptidões
e até possa antecipar suas capacidades, a partir de um processo de observação constante dos aspectos que esteja
incorporando, para conseguir melhorar essas suas capacidades. Nessa atuação conjunta, pais e educadores ajudam a
criança pequena em seu avanço pessoal.

Todos esses aspectos estão integrando concepção construtivista do desenvolvimento e da aprendizagem (Coll,
1986, 1990) e, a partir dessa perspectiva, entende-se que o desenvolvimento não surge do nada. Mas é uma
construção sobre a base de desenvolvimento que existe previamente, sendo uma construção que exige o
envolvimento tanto do menino ou da menina como daqueles que se inter-relacionam com ele ou ela, tratando-se de
processos modulados pelo contexto cultural em que vivem. É necessário destacar que, nos últimos anos. tem havido
entre os investigadores e estudiosos da psicologia evolutiva e da educação, em :nosso contexto cultural, o que
poderíamos nomear de um certo ―acordo construtivista‖, já que seus fundamentos teóricos sustentam várias
explicações dadas sobre o desenvolvimento do ser humano. O currículo proporciona informações referentes a que,
quando e como ensinar e avaliar. É necessário revisar alguns aspectos importantes pelo modo como se relacionam a
cada uma dessas questões. No decorrer da etapa da educação infantil, há uma série de saberes culturais que devem
ser conhecidos e de aspectos que ajudam a desenvolvê-los. Quando se fala de tudo isso, refere-se aos conteúdos
educativos. Eles têm sido uma fonte de mal-entendidos em educação e, sobretudo, em educação infantil. Julgava-se
que falar de aprendizagem de conteúdos nessa etapa, necessariamente, queria dizer não considerar as
particularidades da etapa e ―escolarizar‖ (no mau sentido da palavra) a creche e a pré-escola.

110
No auge da reforma educativa, dá-se muita importância aos conteúdos, porque é o que se aprende, sobre o que atua
a atividade auto-estruturante das crianças: é a partir dos conteúdos que somos capazes de desenvolver as nossas
capacidades e converter-nos, gradativamente, em pessoas com mais recursos, com uma inteligência que nos
permite o confronto com outras situações, etc. Por exemplo, para que a criança construa a sua noção de identidade
– conteúdo conceitual – é preciso fazer diferentes atividades que lhe permitam diferenciar-se de outras pessoas:
aprender o seu nome e os dos outros membros da família, saber que é um menino ou uma menina, etc.
Os conteúdos, objetos de aprendizagem, ordenam-se e organizam-se em torno das áreas curriculares que, na
educação infantil, são âmbitos de experiência muito próxima da criança: A descoberta de si mesma. A descoberta
do meio social e natural. A intercomunicação e as linguagens.
O conceito de conteúdo é entendido de maneira mais ampla do que anteriormente; em geral. têm-se identificado
conteúdo com dados ou conceitos que a criança precisa aprender. Atualmente, identificamos como conteúdos de
aprendizagem todos os aspectos que as crianças precisam conhecer, saber fazer, ou melhor, saber como se
comportar. Assim, fala-se de três tipos de conteúdos: conceituais, procedimentais e atitudinais. É preciso destacar
que essa é uma terminologia muito útil para o ensino fundamental e também interessante para a educação infantil .
Às vezes, porém. apresenta algumas dificuldades nos conteúdos trabalhados na creche e na pré-escola. Em termos
gerais, para todo o sistema educativo, tem a vantagem de permitir ir mais além na polêmica de ―se a escola deve
ensinar conceitos ou incidir nos processos de aprendizagem‖. Conhecer a existência de coisas, poder dizer
características e estabelecer relações. implica aprender fatos e conceitos. Na creche e na pré-escola. existem
basicamente fatos: as cores, nome da criança, as partes do seu corpo, saber que se podem conseguir coisas através
da linguagem. conhecer o nome das coisas e alguns conceitos iniciais: os conceitos que elabora em torno do que é
um animal, a escola, a noite, a televisão; uma representação que o menino ou a menina faz da realidade a partir de
cenas e planuras vividas – sempre que signifiquem a representação do que se apresenta – que lhe permitam
antecipar e prever. Os procedimentos podem ser mais abertos, como as estratégias (conjunto de ações ordenadas
para facilitar a resolução de problemas diversos). É necessário motivar a interação entre a criança e o adulto para
motivá-la a atuar, a assumir novos caminhos, a relacionar-se, a colocar as dúvidas e a buscar soluções. É preciso
facilitar contextos ricos que permitam à criança defrontar-se com novas experiências que lhe sejam interessantes e
nas quais possa experimentar, manipular. observar, etc. A relação ótima entre a professora e as crianças é aquela
que estabelece através de situações de comunicação real, que permite à menina ou ao menino criarem novos
significados. com os quais poderão dar sentido a suas novas aprendizagens. A professora deverá facilitar as
ferramentas para conhecer a realidade e para ajudar a fazer uma memorização abrangente dos aspectos que vi-
venciam na escola.

Os meninos e as meninas dessa idade apresentam necessidades educativas diversas, as quais a professora deverá
conhecer para poder ajustar à sua ajuda, conforme as capacidades manifestadas. É importante utilizar metodologias
diversas que incorporem diferentes tipos de situações de interação; nesses momentos, a professora poderá
proporcionar a ajuda que cada criança necessita, considerando as suas capacidades e as suas dificuldades. Em
conseqüência, não se trata de prescrever um só método, mas de utilizar as estratégias que sejam adequadas para dar
o tratamento educativo que cada menino ou menina necessita. A relação com as famílias. O objetivo prioritário da
colaboração entre professores e pais é o de ajudar a desenvolver todas as capacidades das crianças. É preciso buscar
canais de comunicação entre ambos, que permitam incentivar ao máximo essas capacidades. Particularmente na
etapa da educação infantil, é importante uma boa comunicação entre a escola e a família para facilitar a adaptação
das crianças aos novos contextos e, em conseqüência, às novas demandas, exigências e possíveis dificuldades. A
comunicação entre as famílias e a escola normalmente é estabelecida através dos seguintes canais: as entrevistas
pessoais, os informes, as reuniões das turmas de cada ciclo, os escritos informativos, a celebração de atividades e
de festas conjuntas e a colaboração nas tarefas educativas. Ao adotar um currículo aberto e flexível muitas das
decisões em relação a como e quando ensinar ficam atribuídas às equipes de professores das escolas. Uma vez
definidos os objetivos e os conteúdos para a etapa no primeiro nível de concretização, as escolas podem seqüenciar
esses conteúdos por ciclos e por cursos, identificando os objetivos para as áreas adequadas às características do
contexto em que sejam trabalhados. Finalmente, um currículo fornece informação em relação aos diferentes
aspectos referentes à avaliação: o que avaliar, como avaliar e em que momentos é preciso fazê-lo. No documento
normativo a que nos referimos, são oferecidas as seguintes recomendações: A avaliação deve proporcionar
informação útil para poder continuar ensinando. É preciso avaliar todos os tipos de conteúdos e em relação a todas
capacidades que são necessárias desenvolver.

O referente último em avaliação deve ser os objetivos gerais da etapa; porém, como esses não são diretamente
avaliáveis, é preciso identificar os objetivos didáticos que se referem aos objetivos gerais que deverão ser
alcançados. Os objetivos didáticos referem-se às situações educativas propostas às crianças e. portanto, podem ser
avaliados através da análise e da observação do grau de alcance dos objetivos previsto para a situação.

111
É preciso avaliar também o Projeto da escola com a finalidade de identificar possíveis desconexões entre os
objetivos formulados e o nível de aprendizagem obtido. É necessário avaliar no princípio, durante e no final do
processo de aprendizagem. É necessário fazer uma avaliação sistemática e continuada no decorrer de todo o curso.
É necessário avaliar ao concluir uma etapa educativa. A avaliação é um processo que compreende uma série de
dados; é preciso valorizá-los e tomar decisões que impliquem o ajuste da prática educativa. A observação é a
estratégia principal da avaliação na etapa da educação infantil.

RESUMO LIVRO JANET R. MOYLES

A professora titular de educação na University of Leicester, Janet R. Moyles, é responsável pela educação inicial e
pela formação dos professores de educação infantil inicial. Seus livros incluem Só brincar? Publicado pela
Artmed. Moyles organiza um livro coletânea, onde há vários artigos escritos por estudiosos dessa temática que
discuti o brincar como sendo essencial para a criança, tanto fora da escola, como no contexto educacional. Elucida
que o brincar quando é mandado é diferente do brincar livre, do cotidiano, onde a estruturação, as regras, o tempo,
tudo é feito pela própria criança. E como garantir essa excelência e a qualidade na provisão do brincar? Sendo um
fator fundamental para a elevação da educação infantil e posterior. No primeiro capítulo, o autor Peter K. Smith,
professor de Psicologia, faz suas pesquisas em várias comunidades, com tipos diversificados de culturas, e por
meio dessas pesquisas, demonstra que o brincar vai depender dessa cultura local, e das manifestações dos adultos
frente a esse direito que é, e que deve ser de toda criança. Na maioria das sociedades, desta forma, o brincar é
aceito como atividade infantil, porém sua importância não é reconhecida como parte fundamental do
desenvolvimento cognitivo, social, entre outros. A autora Hislam, professora de didática, faz seus estudos acerca de
como está organizada a questão do gênero no brincar. Verificando os espaços do brincar de faz-de-conta em que há
predominância feminina em detrimento à figura masculina. A autora alerta para que os educadores possam estar
trabalhando essas questões de forma diversificada, para não fomentar os esteriótipos determinados pela sociedade.
Brown é diretor de uma escola de ensino fundamental, e realizou suas observações e estudos acerca do brincar no
pátio, um dos poucos espaços tido pelas crianças para brincar livremente. Diz que, as brincadeiras e os jogos
constituem a base em torno da qual giram as atividades sociais e culturais das crianças. E a forma em que as
crianças lidam com os conflitos que envolvem a brincadeira determinará sua capacidade de construir
relacionamentos, desenvolver maior competência e, conseqüentemente, conquistar status.

Anning é professora do ensino de artes para as primeiras séries, abre o segundo capítulo do livro, refletindo sobre
o currículo nacional, desenvolvido por uma sociedade machista que não tem uma visão ampla sobre o brincar e
suas conseqüências no desenvolvimento infantil e posterior, desta forma traz pressupostos relevantes para a
discussão de um possível currículo alternativo baseado nos estudos de Gardner que defende a existência de oito
tipos de inteligências, sendo elas: lingüística, lógico-matemática, musical/auditiva, visual/espacial, cinestésica,
interpessoal, intrapessoal e intuititva/epiritual. Compor um currículo observando essas e tantas outras
peculiaridades da educação infantil seria chegar ao ideal da educação. Abbot é professora de didática em educação
infantil, relata no seu artigo que, se o educador conhece o contexto das crianças e seus pais, as atividades que
envolvem o brincar estarão sendo desenvolvidas com tranqüilidade. Defende também, que o brincar como
oportunidade de construção cognitiva é essencial para o currículo da educação infantil.
Responsável pela disciplina de educação fundamental, Kitson escreve seu artigo sobre a importância do brincar
sociodramático, em que a criança faz uso da sua fantasia. Estudos aprofundados por Freud, considerado o maior
psicalanista de todos os tempos, enfatiza que, por meio do brincar sociodramático, os educadores podem criar uma
situação e uma motivação que estimularão as crianças a se comportarem e a funcionarem em um nível cognitivo
acima da sua norma. Heaslip é consultor sobre a primeira infância, e desta forma acredita que apesar de atualmente
a televisão está tomando conta dos espaços, os quais as crianças poderiam estar brincando, a escola precisa
empregar uma avaliação de baixo para cima, sendo assim, a escola estará desempenhando sua responsabilidade
cada vez maior de garantir que elas não sejam privadas das oportunidades de descobrir a respeito de si mesmas e do
seu mundo e que tenham o direito de aprender de uma maneira que seja apropriada para elas, por meio do brincar.
Hall é professor titular na School of Education, argumenta que o letramento deve fazer parte do cotidiano das
crianças, e não, empurrado de goela abaixo. Desta forma, o autor reforça a idéia de um currículo com fundamentos
no brincar, e mais uma vez é visto a defesa do posicionamento do professor, o qual precisa reconhecer que o
brincar realmente oferece às crianças experiências ampliadas.

O diretor do Departamento de Arte e Design no Institute of Education, Prentice, acredita e defende que o ensino de
artes deva fazer parte do currículo nacional para a educação infantil. E as atividades que serão desenvolvidas sobre
artes, dando as crianças a possibilidade de conhecer formas tridimensionais, bidimensionais, cores, entre outras,
deverão ser planejadas pelo professor de forma a ―prender‖ o aluno nessas atividades. Riley é professor de no curso
112
de pós-graduação em educação e Savage é professora de didática da educação de ensino fundamental no Institute of
Education, eles desenvolvem o seu artigo demonstrando em forma de algumas pesquisas a importância e o interesse
das crianças nas atividades de ciências, acreditando, ser essa uma temática a ser explorada não apenas do ensino
fundamental com crianças de 11 anos em diante, mas sim fazer um trabalho planejado desde a educação infantil.
Defendem que essas atividades devam ser bem planejadas, sistematizadas e estruturadas, para proporcionar uma
verdadeira aprendizagem científica convincente e apropriada. Griffiths é professora de educação na University of
Leicester e desenvolve um rico trabalho em relação a matemática e o brincar, no seu artigo ela também, demonstra
algumas atividades com relação à temática desenvolvida. Acredita també, que existam cinco fatores-chave para se
defender as vantagens de aprender a matemática por meio do brincar, entre eles estão: propósito, ou seja, tudo que
fazemos fica mais fácil de se aprender quando se tem um propósito, e o propósito das crianças é sempre o
divertimento; contextualizar as atividades através do brincar, ajuda as crianças entenderem os vínculos entre idéias
concretas e abstratas. Os demais fatores-chave estão explicitados acerca do controle e a responsabilidade, tempo e
atividade prática. Pascal e Bertram ambos são professores de educação no Worcester College of Higher Education
e no seu artigo eles se focalizam em destacar dez dimensões da qualidade do brincar, e defende que as mesmas
estão separadas para melhor serem entendidas, mas no trabalho pedagógico elas são vistas inter-relacionadas.
A primeira dimensão são as metas e objetivos, esta dimensão refere-se às declarações escritas e faladas a respeito
de políticas, em um ambiente em que as metas e os objetivos da provisão do brincar são explicitados. A segunda
dimensão é o currículo esta dimensão tem a ver com a variedade e o equilíbrio das atividades lúdicas oferecidas e
com as oportunidades de aprendizagem que elas proporcionam às crianças. A terceira dimensão são as estratégias
de aprendizagem e ensino esta dimensão tem a ver com o modo como o brincar é organizado e estruturado para
incentivar a aprendizagem e descoberta. A quarta dimensão é o planejamento, avaliação e manutenção de
registros esta dimensão examina como o brincar é planejado e questões com quem está envolvido no processo do
planejamento e em que média o planejamento está baseado na avaliação anterior da atividade lúdica. A quinta
dimensão se refere a equipe esta dimensão focaliza as oportunidades de envolvimento da equipe na atividade
lúdica das crianças.

A sexta dimensão refere-se ao ambiente físico examina o contexto em que o brincar ocorre. A acessibilidade, as
condições e a adequação dos equipamentos lúdicos são documentadas. A sétima dimensão são os relacionamentos
e interações esta dimensão examina como as crianças e os adultos interagem em seu brincar. A oitava dimensão
refere-se às oportunidades iguais, ou seja, à maneira pela qual o brincar reflete e celebra a diversidade cultural e
física e contesta estereótipos. A nona dimensão se refere a ligação e parceria com os pais esta dimensão focaliza a
natureza da parceria com os pais e as maneiras pelas quais eles, e outros membros da comunidade local, estão
envolvidos nas atividades lúdicas. A décima dimensão refere-se ao monitoramento e a avaliação esta dimensão
examina os procedimentos pelos quais monitoramos e avaliamos a qualidade e a efetividade das políticas lúdicas.
No decorrer do artigo os autores desenvolvem um modelo de avaliação e melhoramento do brincar, em que o
processo de refletir, justificar e narrar aumente o entendimento profissional dos educadores e que os mesmos se
tornem mais confiantes, mais conhecedores e mais articulados em sua defesa da importância e da excelência do
brincar na educação infantil.

Hurst é professora no Goldsmiths College, University of London no seu artigo relata algumas estratégias de
observação do brincar na primeira infância, relata que os educadores têm muita dificuldade para fazer a observação
principalmente quando os mesmos estão sob pressão devido a recursos inadequados de equipe, acomodação, espaço
ao ar livre e equipamentos. No decorrer do artigo a autora disponibiliza alguns formulários de observação, que
precisam ser o mais simples possível. Desta forma termina o seu artigo defendendo o brincar, e solicitando aos
educadores que nos seus estudos, tentem convencer os pais da importância do brincar na aprendizagem. Bruce é ex-
diretora do Center for Early Childhood Studies no Froebel Institute defende de forma geral o brincar livre, em que a
criança irá contextualizar o brincar de forma que tenha maior significado para ela é o brincar de fluxo livre.
Segundo Erikson, por meio do nosso brincar durante a infância nós nos tornamos parceiros do nosso futuro. A
autora desenvolve uma preocupação em relação ao pouco tempo que as crianças da sociedade atual tem para
brincar e fluxo livre, ou seja, elas estão cada vez mais dentro da escola formal. E mais uma vez é visto a defesa de
um currículo apropriado e de qualidade. Enfatiza também que uma sociedade onde as crianças não brincam de
fluxo livre provavelmente desmoronará. No posfácio Moyles na tentativa de concluir o livro, atividade essa
complexa, a autora demonstra concordar com os demais artigos, no que se refere à tentativa de defender a
excelência do brincar. E alerta aos professores o valor que existe no brincar infantil e como ele pode ser
transformado em um poderoso instrumento de aprendizagem. Por fim a autora deixa uma fala de uma criança para
demonstrar o que é o brincar para ela.

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RESUMO DO LIVRO A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO: UMA ATITUDE PEDAGÓGICA
DE MARIA CRISTINA TROIS DORNELES RAU

Maria Cristina Trois Dorneles Rau é mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná
(PUC/PR), sua obra é fruto do trabalho da autora no curso de pedagogia – EAD, da Faculdade Internacional de
Curitiba. Nela a autora discute os principais fundamentos da ludicidade na educação e a propõe como recurso
pedagógico na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental.
Essa proposição é feita com base no aporte teórico de Vygotsky (1984) e Piaget (1976), no que diz respeito a
construção do conhecimento e importância do jogo nessa construção. Sobre a importância do lúdico no processo
de ensino-aprendizado e na formação do educador a autora dispõe, principalmente, das ideias de Kishimoto (2008),
Friedmann (1996) e Santos (1997). No primeiro capítulo, a autora propõe um estudo sobre as bases teóricas da
educação lúdica. Sua primeira defesa do lúdico pauta-se na ideia de que a utilização de recursos lúdicos, como
jogos e brincadeiras, auxilia a transposição dos conteúdos para o mundo do educando e afirma que, em encontros
de formação, os professores ressaltam a importância de jogos e brincadeiras de que participaram quando em
formação inicial, apesar de terem sido raras as oportunidades de vivenciarem o lúdico em suas formações.

A definição de Santos (1997) dá um bom respaldo à ideia da inserção do lúdico na formação do professores quando
diz que a formação lúdica se assenta em pressupostos que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a
busca da afetividade, a nutrição da alma e afirma que quanto mais o educador vivenciar a ludicidade, maior será a
chance de este profissional trabalhar com a criança de forma prazerosa.
Uma das consequências do estudo da ludicidade é a desmistificação de que a brincadeira é apenas um passatempo,
algo tido como não sério, portanto desprovido de possibilidade de aprendizagem, ao contrário disso, o jogo ou a
brincadeira, além de proporcionar alegria a alunos e educadores, é capaz de desenvolver diversas habilidades e
construir conhecimentos, importantes para o processo de ensino-aprendizado. A autora apresenta o significado
atual do jogo na educação, que segundo Kishimoto (2008) deve exercer concomitantemente e em equilíbrio as duas
funções: a lúdica, com o objetivo de divertir e dar prazer a quem participa e a educativa, na qual o sujeito é levado
a desenvolver seus saberes, seus conhecimentos e sua apreensão de mundo.

Ainda no primeiro capítulo a autora procura trazer as diferenças conceituais elaboradas por Kishimoto (2008) entre
jogo, brincadeira e brinquedo, definindo jogo como uma ação voluntária da criança, um fim em si mesmo, que não
pode criar nada, não visa um resultado final, importando apenas o processo em si de brincar que a criança se impõe,
já a definição de brincadeira é a de que trata-se de uma ação espontânea da criança, sozinha ou em grupo, na qual
ela faz uma ponte entre a fantasia e a realidade e o brinquedo como sendo um objeto, suporte da brincadeira ou do
jogo. Mais adiante na obra a autora retoma a diferenciação entre jogo e brincadeira, ficando mais clara essa
diferença quando diz que no jogo existem as regras desde o início e a brincadeira se inicia a partir da imaginação e
a regra é construída no decorrer da brincadeira, de acordo com a necessidade. A partir desse momento no capítulo a
autora traz as contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1984) com relação a importância da ludicidade no
processo de ensino-aprendizagem e construção do conhecimento. Piaget (1976) aponta que o jogo contribui para o
processo de assimilação e acomodação na construção do conhecimento e é fundamental para o desenvolvimento
cognitivo, pois ao representar situações imaginárias, a criança tem a possibilidade de desenvolver o pensamento
abstrato. Propõe quatro sucessivos sistemas de jogos: de exercício, simbólico, de regras e de construção. Para
Vygotsky (1984) a brincadeira e o jogo atuam diretamente na zona de desenvolvimento proximal, possibilitando
avanços na construção do conhecimento da criança quando utilizados com fins educativos e também quando
acontecem de maneira espontânea.

Já no segundo capítulo, a proposta é falar sobre as implicações da ludicidade no desenvolvimento humano e na


prática educativa. O capítulo inicia falando da questão do lúdico enquanto linguagem simbólica: ―com relação ao
imaginário, é necessário observar que, em situações de jogos infantis, a imaginação é explícita e as regras são
ocultas; nos jogos do adulto, é o inverso: as regras são explícitas, e a imaginação é oculta‖ (p. 82). Os jogos de faz
de conta auxiliam no controle emocional da criança, faz com que ela adquira mais autoconfiança, melhor
conhecimento de suas possibilidades e limites, com frequência impostos pela presença de outra criança, com quem
ela pode aprender a cooperar durante o jogo. (p. 84). Para Piaget (1976) os diferentes tipos de jogos desenvolvem
diferentes sentimentos ou habilidades. O jogo de exercício sensório-motor desenvolve o prazer de exercer novos
poderes (0 a 2 anos), o jogo simbólico permite a imitação de papéis e a resolução de conflitos (2 a 6 anos), o jogos
de regras possibilita a construção de limites (6 a 7 anos) e o jogos de construção proporciona uma preparação para
as relações sociais e do trabalho (a partir dos 11 anos). (p. 96). Já Vygotsky (1984) considera o jogo como um
estímulo à criança no desenvolvimento de processos internos de construção do conhecimento e no âmbito das
relações com os outros.

114
Em seguida, no terceiro capítulo, a autora traz os tipos de jogos, suas definições e contribuições para o
desenvolvimento da criança, pode ser considerado o capítulo mais interessante do livro. Além de trazer os tipos de
jogos ele propõe uma reflexão sobre como escolher os jogos e as brincadeiras para os educandos de acordo com
suas necessidades e interesses. (p.144). O jogo, como qualquer situação de aprendizagem evoca as áreas cognitiva,
social, motora e afetiva, por esse motivo é natural que os educandos apresentem dificuldades tais como: ansiedade,
competição exagerada, pouca reflexão sobre as regras, agitação motora, portanto necessita de tempo suficiente,
recursos e metodologias diversificadas. Nesse capítulo, a definição de diferentes autores são apresentadas em
relação aos jogos. O mais interessante é que ao final de cada explicação sobre o tipo de jogo, a autora traz
sugestões de jogos e referências sobre onde encontrá-los (obras) para que seja possível aplicá-lo e utilizá-lo como
recurso pedagógico.

No quarto e último capítulo é trazido um panorama sobre o brincar na educação, as questões da psicomotricidade
e a importância do movimento para o desenvolvimento da criança e os princípios inerentes a construção de uma
brinquedoteca. A psicomotricidade é definida como o controle mental sobre a expressão motora. (p. 197) A autora
encontra em Wallon (1989) a contribuição para o tema quando esse descreve que durante a infância
psicomotricidade e psiquismo são indissociáveis. E ainda se referencia em Le Boulch (1982) na questão da
afirmação da lateralidade começar por volta dos 6 anos até sua culminância, por volta dos 10 ou 11 anos. Esse
conhecimento a respeito da psicomotricidade só vem a corroborar a utilização de jogos e brincadeiras como recurso
pedagógico para auxiliar no desenvolvimento psicomotor da criança. Com relação a brinquedoteca, a autora
compartilha da abordagem de Friedmann (1996, p. 40), ―é um espaço preparado para estimular a criança a brincar,
possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos, dentro de um ambiente especialmente lúdico.‖
O capítulo também traz as contribuições de Friedmann (1996) sobre os objetivos que deve ter uma brinquedoteca:
valorizar os brinquedos e as atividades lúdicas e criativas, possibilitar o acesso a variedade de brinquedos,
emprestar brinquedos, dar orientações sobre adequação e utilização de brinquedos, dar condições para que as
crianças brinquem espontaneamente, criar um espaço de convivência que propicie interações espontâneas e
desprovidas de preconceitos, entre outros . (p.213).

Por fim, a obra traz orientações práticas sobre montagem e organização de uma brinquedoteca, respaldadas nas
ideias de Cunha (2007) e Costa (2002). O que se pode depreender da obra é a clareza com que apresenta os
aspectos que são desenvolvidos na criança por meio do jogo ou da brincadeira. Aspectos que são apresentados na
obra e constantemente retomados ao longo da exposição da autora, o que torna a leitura cansativa pela repetição
dos conceitos. A autora não desenvolve o tema referente a formação lúdica dos professores, mas defende essa
proposta como importante, tanto na formação inicial quanto continuada dos professores. m dos diferenciais da obra
é o fato de que, ao término de cada capítulo a autora traz atividades de autoavaliação com questões alternativas
sobre os conceitos trabalhados no capítulo e propostas de atividades práticas para serem utilizadas em um contexto
de formação de educadores.

115
QUESTÕES DE
PROVAS ANTERIORES

REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS

116
01. A Lei n.º 9.394/96 – LDB – estabelece que
(A) a definição dos conteúdos do ensino religioso far-se-á por entidade civil constituída pelas diferentes denominações
religiosas.
(B) a jornada escolar no ensino fundamental e na educação infantil incluirá, no mínimo, cinco horas de trabalho efetivo em sala
de aula.
(C) o ensino noturno e as formas alternativas de organização escolar deverão incluir pelo menos quatro horas de trabalho
efetivo em sala de aula, sem ressalvas.
(D) o currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, componente curricular que trate dos direitos das crianças e
dos adolescentes, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
(E) o ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em
situações emergenciais.

02. De acordo com o disposto na Lei n.º 9.394/96 – LDB, os docentes incumbir-se-ão, dentre outros procedimentos, de
(A) elaborar e executar sua proposta pedagógica.
(B) assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas.
(C) zelar pela aprendizagem dos alunos.
(D) prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento.
(E) elaborar e cumprir seu plano de trabalho, conforme a concepção construtivista de aprendizagem.

03. O desenvolvimento da cidadania constitui uma das finalidades da educação brasileira expressa em vários artigos da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Tendo esta característica em vista, leia os seguintes objetivos:
I. desenvolver a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II. desenvolver uma base de conhecimentos comum nacional e diversificada estabelecida por cada instituição de ensino;
III. fortalecer os vínculos de família, os laços de solidariedade humana e a tolerância recíproca em que se assenta a vida social;
IV. desenvolver a capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de
atitudes e valores;
V. aprimorar e aprofundar os conhecimentos científicos e tecnológicos, a fim de compreender os processos produtivos.
Os objetivos referentes à formação básica do cidadão presentes no art. 32 da Lei n.º 9.394/96 estão corretamente expressos,
apenas, em: (A) II e IV. (B) I, II e V. (C) I, III e IV. (D) I, IV e V. (E) II, IV e V.

04. A jornada escolar no ensino fundamental, nos termos da Lei de Diretrizes e Bases Nacionais – LDBEN – (Lei n.º
9.394/96), deve
(A) incluir, no mínimo, quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de
permanência do aluno na escola.
(B) incluir, no mínimo, cinco horas de trabalho efetivo em sala de aula, com meta de ampliação do tempo de permanência do
aluno na escola.
(C) obrigatoriamente prever a oferta de tempo integral para todas as crianças das séries iniciais.
(D) ter como meta a oferta de oito horas diárias de efetivo atendimento em sala de aula para todos os alunos.
(E) incluir, no mínimo, quatro horas e meia de trabalho efetivo em sala de aula, inclusive no caso do ensino noturno.

05. Os Art. 58 e 59, Capítulo V, da Lei 9394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - definem educação especial
como uma modalidade de educação escolar que deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos
portadores de necessidades especiais. Os sistemas educacionais devem assegurar aos educandos com necessidades especiais:
I - Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos para atender às suas necessidades.
II - Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em
virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para superdotados.
III - Professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores
do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.
IV - Informação aos pais sobre a impossibilidade de seu filho frequentar a escola regular, por não acompanhar o processo.
V - Acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível de ensino regular.
Está (ão) correta(s): a) I e II b) III c) IV d) I, II e III e) I, II, III e V

06.Segundo a interpretação do 12º artigo da LDB, que define a incumbência do estabelecimento de ensino, é correto afirmar que:
A) é dever do estabelecimento de ensino elaborar e executar sua proposta pedagógica.
B) elaborar estratégias para a recuperação dos alunos de menor rendimento.
C) dar orientação sócio-psicológica as famílias sobre a educação de seus filhos.
D) administrar financeiramente seus recursos de maneira a viabilizar a contratação de especialistas para a elaboração da proposta
pedagógica.
E) definir e aplicar a gestão democrática nas redes públicas e particulares.

07. A mãe de uma criança portadora de necessidades especiais está em busca de uma vaga para seu filho numa escola. De
acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), esta criança deverá ter a garantia de:
a) oferta preferencialmente na rede regular de ensino e professores capacitados para a integração desses educandos em
classes comuns.
117
b) atendimento exclusivo em classes ou escolas especializadas e métodos específicos para atender às suas necessidades de
desenvolvimento.
c) início da escolarização aos seis anos de idade e terminalidade específica para aqueles que puderem atingir o nível exigido
para a conclusão do ensino fundamental.
d) aplicação de um currículo idêntico ao dos demais alunos e educação especial para o trabalho, a fim de evitar qualquer
discriminação.
e) serviço de apoio especializado para atendimento de peculiaridades e acesso prioritário aos benefícios dos programas sociais
suplementares disponíveis.

08- De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional (LDB Lei no 9.394/96), os docentes estão incumbidos
de:
(A) participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, garantindo sua adequação às Diretrizes
Nacionais Curriculares fixadas na forma da lei.
(B) Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento, por meio de projeto aprovado pelo Conselho
de Escola.
(C) Definir, juntamente com seu pares, o calendário escolar, respeitado o número mínimo de dias letivos e da jornada escolar
definidos na lei.
(D) Informar o Conselho Tutelar sempre que o direito público subjetivo dos alunos não for respeitado, em especial, os casos de
maus tratos.
(E) Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao
planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional.

09. A educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica, e tem como finalidade,
(A) iniciar o processo de alfabetização para garantir o bom desempenho da criança no ensino fundamental, sobretudo as
oriundas das camadas mais pobres da população.
(B) o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade.
(C) assegurar aos alunos da educação infantil programas suplementares de transporte, alimentação e saúde, através de
campanhas promovidas pelas escolas.
(D) construir, para a educação infantil, uma política educacional que assegure a guarda da criança para favorecer a inserção da
mãe no mercado de trabalho.
(E) facilitar o trabalho das equipes escolares ao possibilitar que os alunos carentes adquiram um perfil mais próximo do aluno
da classe média.

10. De acordo com a LDBEN, Lei n.º 9.394/1.996, educação inclusiva é aquela que
(A) tem uma proposta de avaliação centrada nos resultados que os alunos obtêm na prova e envolve os pais na discussão para
servir de apoio aos filhos.
(B) supõe que as desigualdades físicas e sociais entre as crianças e jovens não provocam qualquer forma de marginalização dos
alunos no âmbito das escolas.
C) prevê integração real – e não apenas formal – entre alunos regulares e portadores de necessidades especiais, de preferência
na rede regular de ensino.
(D) tem uma proposta de avaliação que assegura a realização de uma nova prova, com questões semelhantes, para verificar o
aprendizado dos alunos com baixo aproveitamento na prova anterior.
(E) tem uma proposta de avaliação que compreende a elaboração de uma curva dos resultados das avaliações com média e
desvio-padrão, para subsidiar a classificação dos alunos com problemas de aprendizagem.

11. A Lei n.o 9.394, de 20.12.1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, afirma em seu Art. 8.º que ―A
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de
ensino‖. Ao tratar das responsabilidades, a LDB estabelece que os
(A) Estados incumbir-se-ão de coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação.
(B) Municípios incumbir-se-ão de assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio.
(C) estabelecimentos de ensino terão a incumbência de executar sua proposta pedagógica, cabendo exclusivamente ao Diretor,
sua elaboração.
(D) docentes incumbir-se-ão de ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos
períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional.
(E) docentes incumbir-se-ão de prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento e informar os pais e
responsáveis sobre a sua freqüência e o rendimento.

12. De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), toda criança e adolescente terá acesso às diversões e aos
espetáculos públicos classificados como adequados a sua faixa etária. A Lei autoriza às crianças menores de 10 anos
(A) o ingresso e a permanência nos locais de apresentação, acompanhados dos pais ou responsáveis.
(B) o ingresso nos locais de apresentação, desde que os pais ou responsáveis venham buscá-las.
(C) a permanência nos locais de apresentação ou exibição, quando houver espaço seguro especificamente delimitado para elas.
(D) a permanência nos locais de apresentação ou exibição, desde que haja um adulto por grupo de dez crianças.
(E) o ingresso e permanência nos locais de apresentação com grupos de, no mínimo, cinco crianças amigas entre si.
118
13. De acordo com o ECA, considera-se adolescente a pessoa:
a) maior de 14 anos completos e menor de 18 anos de idade incompletos.
b) maior de 14 anos incompletos e menor de 18 anos de idade completos.
c) maior de 12 anos completos e menor de 18 anos de idade incompletos.
d) maior de 12 anos incompletos e menor de 18 anos de idade completos.

14. As regras do ECA podem ser aplicadas:


a) apenas às crianças e aos adolescentes.
b) apenas às crianças e, excepcionalmente, aos adolescentes.
c) às crianças e adolescentes, mas nunca aos adultos.
d) excepcionalmente, aos adultos com idade entre 18 e 21 anos.

15. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo
cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Segundo o ECA, art. 132, em cada município haverá
(A) um único Conselho Tutelar, com duração de 5 anos.
(B) vários Conselhos Tutelares, compostos de 3 policiais e 1 professor.
(C) vários Conselhos Tutelares, escolhidos pelas escolas e com duração de 5 anos.
(D) no mínimo um Conselho Tutelar, composto de 5 membros e com mandato de 3 anos.
(E) alguns Conselhos Tutelares, com membros de idoneidade moral e de até 18 anos.

16. O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei Federal n.º 8.069/90 – é um importante dispositivo legal que considera as
crianças e adolescentes como titulares de direitos. Em relação à educação, dentre os direitos assegurados pelo ECA, pode-se
citar:
I. direito de organização e participação em entidades estudantis;
II. acesso a escola gratuita próxima de sua residência;
III. direito de faltar à escola sempre que achar conveniente;
IV. direito de contestar os critérios de avaliação.

São verdadeiras apenas as afirmações contidas em


(A) I e II. (B) I e III. (C) I e IV. (D) II e IV. (E) II e III.

17. O Estatuto da Criança e do Adolescente, de acordo com a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, em seu Artigo 56,
estabelece como obrigação dos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental, comunicar ao Conselho Tutelar os casos
de:
(A) maus-tratos envolvendo seus alunos; reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar; ausência dos pais nas reuniões
escolares.
(B) reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar; indisciplina em sala de aula; dificuldades de aprendizagem.
(C) maus-tratos envolvendo seus alunos; reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar; elevados níveis de repetência.
(D) maus-tratos envolvendo seus alunos; reiteração de faltas injustificadas e evasão escolar; desempenho escolar aquém do
esperado.
(E) indisciplina em sala de aula; evasão escolar; ausência dos pais nas reuniões escolares.

18.Sobre os objetivos dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Estimular no aluno o espírito de competição.
b) Oportunizar à criança formas de solucionar problemas práticos, que as situações dos jogos e brincadeiras oferecem.
c) Favorecer a autoexpressão.
d) Despertar na criança o sentido de grupo, ensinando-a a conviver com
outras crianças, praticando cooperação, lealdade, cortesia e respeito aos semelhantes.

19.Conforme Craidy, a criança coloca em ação sua inteligência prática através de ordenações sobre os objetos. Para tanto, ela
se utiliza de jogos que são responsáveis por inúmeras aquisições, como a classificação, a seriação, o equilíbrio, etc. Desse
modo, qual o nome dos jogos referidos?

a) De construção. b) Simbólicos. c) De exercício. d) De linguagens. e) Virtuais.

20. Numa reunião pedagógica, os professores discutiram como tema a utilização de jogos no processo ensino aprendizagem.
Ao expor as experiências com a temática a professora Ana afirmou que o uso dos jogos no ensino de alguns conteúdos vinha
apresentando bons resultados, inclusive gerando mudança positiva nas atitudes de alguns estudantes. A experiência socializada
pela professora Ana indica que o uso de jogos no processo educativo pode promover, EXCETO:

a) Integração b) Socialização c) Autoconfiança d) Apatia e) Motivação

21. Quanto ao EDUCAR nas instituições de Educação Infantil:


119
I – Devem ser oferecidas as crianças condições para aprendizagens por meio das brincadeiras infantis e aquelas advindas de
situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos.
II – As aprendizagens, de naturezas diversas, ocorrem de maneira integrada no processo de desenvolvimento infantil.
III – O educar significa propiciar situações de cuidado, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que
possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em
uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade
social e cultural.

Assinale a alternativa correta:


A) É correta apenas a afirmativa I. B) São corretas apenas as afirmativas I e II.
C) São corretas apenas as afirmativas II e III. D) Todas as afirmativas são corretas.

22. No educar e cuidar da criança, devem ser favorecidas situações que incluam
A a organização de atividades complexas e extremamente difíceis.
B a criação de ambiente receptivo e a participação passiva do aluno.
C a organização de proposta única e geral, com ênfase na esfera intelectual.
D atividades coletivas e contextos lúdicos.
E a participação passiva da família e a oferta de situações exploratórias.
Uma das principais características do lúdico é o(a)

A) prazer. B) desafio. C) conquista. D) envolvimento. E) aprendizagem.

23. Sobre a importância do brincar na Educação Infantil, assinale a alternativa correta:

A Brincar significa tempo desperdiçado ou sem importância no processo educativo.


B É no brincar que a criança expande a criatividade, fortalecendo sua sociabilidade.
C O brincar está para a criança somente nos momentos de distração, quando não se busca obter aprendizado.
D Na infância, é preciso considerar que o único e importante modelo de educação é a forma letrada, sendo que o brincar deve
acontecer apenas como momentos de lazer.

24. Sobre a influência da brincadeira no desenvolvimento infantil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A brincadeira permite à criança se apropriar de códigos culturais e de papéis sociais.
( ) As primeiras brincadeiras do bebê, que são caracterizadas pela observação e posterior manipulação de objetos, oferecem à
criança o conhecimento e a exploração do seu meio através dos órgãos dos sentidos.
( ) A brincadeira, seja simbólica ou de regras, não tem apenas um caráter de diversão ou de passatempo.
( ) Pela brincadeira a criança, com a intencionalidade, estimula uma série de aspectos que contribuem para o seu
desenvolvimento.

A sequência está correta em


A) F, F, F, V. B) V, F, V, F. C) F, V, F, V. d) V, V, V, F.

25. Sobre os objetivos dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil, assinale a alternativa INCORRETA:

A) Estimular no aluno o espírito de competição.


B) Oportunizar à criança formas de solucionar problemas práticos, que as situações dos jogos e brincadeiras oferecem.
C) Favorecer a autoexpressão.
D) Despertar na criança o sentido de grupo, ensinando-a a conviver com outras crianças, praticando cooperação, lealdade,
cortesia e respeito aos semelhantes.

26. Sobre o brincar na infância, analise as assertivas e, em seguida, assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Favorece a auto-estima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa.
II. É uma ação que ocorre no plano da imaginação, isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem
simbólica.
III. Contribui para a interiorização de determinados modelos de adulto, no âmbito de grupos sociais diversos.

A) Apenas II. B) Apenas I C) I, II e III. D) Apenas III. E) Apenas II e III.

27. O ensino será ministrado com base nos princípios:


I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
120
VII - valorização do profissional da educa- ção escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extraescolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial.
Esta correta as alternativas:

a. Todas as alternativas b. Nenhuma das alternativas c. I, II, IV d. I, II, VI, VII, VIII e. I, II, III, XI

28. Em conformidade com o artigo 13 da LDB, os docentes incumbir-se-ão de:


I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
III - zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao
planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.

Esta correta a alternativa:


a. I, II, III b. I, II, III, IV e V c. I, II e V d. Nenhuma das alternativas e. Todas as alternativas

29. O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá:


I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a
educação básica;
II - fazer-lhes a chamada pública;
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola. Esta correta:

a. I b. II c. III d. I e III e. I, II e III

30. O artigo 4º, da Lei Federal 8.069/90, diz que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público
assegurar:
a) com absoluta dignidade, a efetivação dos direitos referentes à educação e a profissionalização, com respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária.
b) com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer,
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
c) com relativa prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, com dignidade, e à convivência
familiar e comunitária.
d) com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos educacionais na educação infantil, ensino fundamental e médio, nas
escolas públicas e privadas com respeito, à liberdade e à convivência de todos os alunos.

31. Nos termos do artigo 24, da Lei Federal 9394/96, a carga horária mínima anual será de:
a) oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, incluído o tempo reservado aos
exames finais, quando houver.
b) oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos
exames finais, quando houver.
c) mil e duzentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, incluído o tempo reservado
aos exames finais, quando houver.
d) novecentas e sessenta horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, incluído o tempo
reservado aos exames finais, quando houver.

32. De acordo com o artigo 60 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é proibido qualquer trabalho, salvo na
condição de aprendiz, a menores de:

a) dezesseis anos de idade. b) dezessete anos de idade. c) doze anos de idade. d) quatorze anos de idade.

GABARITO: 1-E 2-C 3-C 4-A 5-E 6-A C 7-A 8-E 9-B 10-C 11-D 12-A 13-C 14-D 15-D 16-C 17-C 18-A
19.A 20.D 21.D 22.D 23.A 24.D 25.A 26.C 27.A 28.E 29.E 30-B 31.B 32.D

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