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Gramsci, Paulo Freire e a batalha da linguagem: nosso


declínio começou com a deturpação das palavras
Chegou a hora de contra-atacar
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Ubiratan Jorge Iorio (SearchByAuthor.aspx?id=192&type=articles) quinta-feira, 24 nov 2016

   Curtir 16 mil

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O famoso escritor francês Victor Hugo (1802-1885) observou: "resistimos à invasão dos exércitos; não
resistimos à invasão das ideias".

Uma das frases mais repetidas por Mises — e atribuída por alguns ao pintor americano William McGregor
Paxton (http://www.livrariascuritiba.com.br/os-pensamentos-sao-mais-poderosos-que-os-exercitos-
lv244501/p) (1869 – 1941) — é que as ideias são mais poderosas do que os exércitos. Acredito não apenas que
todos estavam cobertos de razão, mas também que, nessas poucas palavras, conseguiram transmitir uma
lição formidável de otimismo e, mais do que isso, um convite para que todos acreditemos na inexorabilidade
do longo prazo, no tempo bergsoniano como fonte permanente de descobertas e aperfeiçoamento.

Como escreveu Lew Rockwell (/Article.aspx?id=656),

As ideias ignoram as fronteiras.  Elas não são inibidas por meras questões espaciais.  Elas são
perfeitamente capazes de atravessar os limites do tempo.  Elas crescem e se difundem por meio
de ações e decisões individuais sobre as quais absolutamente ninguém possui controle algum.  No
nal, o fato é que os governos são incapazes de gerir e impor as ideias.  Muitos são, inclusive,
emasculados por elas.

Ora, assim como os armamentos usados pelos exércitos são transportados em caminhões, aviões,
helicópteros ou mesmo pelas tropas de infantaria, as ideias são expressas — e isso é uma simples tautologia
— por meio da linguagem, que é o meio sistemático de comunicá-las por meio de sinais convencionais
sonoros e escritos (linguagem verbal) e gestuais, corporais, geométricos e mímicos (linguagem não verbal).

É a linguagem, portanto, o elemento mediante o qual expressamos nossos pensamentos, ideias, opiniões,
expectativas e sentimentos. É o elemento comunicador por excelência: onde há comunicação, há
necessariamente linguagem. A linguagem é o sistema de sinais que utilizamos para efeito de nos
comunicarmos e a linguística é o estudo dos fenômenos segundo os quais as línguas evolvem.

Você pode ter uma ideia excelente, até mesmo genial, mas, se não souber comunicá-la, essa ideia não se
espalhará e você perderá a batalha. Nunca é demais relembrar o velho José Abelardo Barbosa de Medeiros,
mais conhecido como Chacrinha (1917 — 1988), um comunicador popular fantástico, que tinha como um de
seus famosos motes "quem não se comunica se trumbica". Pura sabedoria popular, sem qualquer pretensão
de erudição, mas que, para determinados ns, vale mais do que certos tratados de Filoso a da Linguagem [1].

Pois bem, o ponto a que desejo chegar é que, fora do âmbito teórico, os liberais, no Brasil e no mundo, vêm se
trumbicando há muitos anos, simplesmente porque, embora suas ideias sejam as melhores, não têm sabido
comunicá-las devidamente para a sociedade. Ou seja, até o presente momento nós simplesmente ainda
estamos perdendo a batalha da linguagem. E de goleada.

O que devemos, então, fazer, já que, neste bendito ano da graça de 2016, a esquerda — ao que parece — está
perdendo rapidamente espaço em todo o mundo e sabendo que, se nada zermos, ou se adotarmos alguma
postura ine caz, essa esquerda — que é bastante organizada — irá recuperar o terreno, com todas as
consequências que isso trará em termos de obstáculos à geração de riqueza e da melhoria do padrão de vida
em todo o planeta?

A paródia da "linguagem das doninhas"


Weasel word é uma gíria inglesa para designar palavras evasivas ou ocas. Em português usamos a expressão
linguagem das doninhas, essa mesma ouvida incessantemente na TV, em bares e reuniões de intelectuais, na
internet e nos jornais, e que cria em suas vítimas o hábito de não pensar, substituindo a lógica pelos chavões
e palavras de ordem.

Ai de quem, sabendo pensar por conta própria, recusa-se a falar esse dialeto maldito. É logo tachado de
''elitista'', ''conservador'', "misógino", "racista", "machista", "homofóbico", "nazista", "coxinha" e —
ignomínia das ignomínias! — ''politicamente incorreto'', além de outros adjetivos "xingativos".

Em Dilbert and the way of the weasel: A Guide to Outwitting Your Boss, Your Coworkers, and the Other
Pants-Wearing Ferrets in Your Life (https://www.amazon.com/Dilbert-Way-Weasel-Outwitting-Pants-
Wearing/dp/006052149X), um livro satírico de bastante sucesso, o economista e cartunista americano Scott
Adams (1957) estabelece a proposição de que muitas pessoas — mais exatamente, as que se deixam dominar
pela ditadura do ''politicamente correto'' — agem como as doninhas ou mustelas, aqueles mamíferos capazes
de sugar todo o conteúdo de um ovo, por um minúsculo furo que conseguem fazer, deixando-o
aparentemente intacto. A humanidade, segundo essa sátira, não seria formada por pessoas boas ou más, mas
sim por doninhas.

Assim, o autor introduz sarcasticamente a Zona da Doninha, uma gigantesca área cinzenta entre o bom
comportamento moral e a criminalidade aberta, que é de onde nos ''exploram'' sem parar: chefes,
empresários, fazendeiros, executivos, países e pessoas ricos, banqueiros, Donald Trump, Angela Merkel,
en m, todos os que são bem sucedidos na vida. Em 27 hilariantes capítulos, Adams revela os segredos desses
seres escorregadios, como reconhecê-los e como agem, denominando de weaseleze a língua o cial das
doninhas, útil para ninguém entender racionalmente o que é dito e confundir os inimigos, como parte da
estratégia gramsciana (/Article.aspx?id=1292) de implantar o socialismo sem recorrer às armas
convencionais.

Passando da sátira ao mundo real, esse comportamento de bois ao som do berrante que domina a sociedade
atual é certamente uma das etapas derradeiras do processo de degradação cultural, em que a linguagem se
desconecta da experiência inteligente e emite apenas tênues sinais de vida social. Aquilo que quase todos se
põem a dizer já se mostra inteiramente desconectado dos acontecimentos, fatos e ações racionais do mundo
real, para re etir apenas opiniões conduzidas e sem qualquer embasamento, segundo a clivagem binária
rudimentar entre nós e eles.

Imagine uma explanação qualquer feita por um professor e que atenda aos requisitos da lógica e suponha que
o raciocínio desse docente o conduza a, por exemplo, defender as privatizações. O homem que é guiado pela
linguagem politicamente correta, então, dirá simplesmente que discorda, sem qualquer preocupação quanto a
explicar por que discorda. Muito provavelmente, se lhe perguntarem o motivo, cará em maus lençóis.

Isso acontece porque aquilo de que ele discorda nada tem a ver com a sua vivência dos fatos reais, mas sim
com o comando que lhe foi exarado — como que do além —, de que "privatizar é dilapidar o patrimônio
público". Logo, ele instantaneamente colocará o professor do lado deles e, portanto, contra o nós que lhe foi
impregnado desde o ensino básico como o time dos bonzinhos.

Para usarmos a nomenclatura (http://www.livrariacultura.com.br/p/hitler-e-os-alemaes-11017975) do


lósofo alemão Eric Voegelin (1901-1985), essas pessoas vivem em uma segunda realidade, aquela que povoa
seu imaginário e que é absolutamente alheia ao mundo real, formado pela primeira realidade, aquela que é
factual, que de fato existe.

Temos, então, uma grave situação, em que os sons emitidos pelo professor são reconhecidos como
característicos de uma linguagem racional, mas compreendidos — e passados adiante — como o de uma
comunicação irracional, como a dos animais.

O veneno de Bakhtin, Gramsci, Piaget e Freire

A degradação da linguagem se dá quando essa anomalia se estende aos jornais, à TV, à internet, ao rádio, aos
discursos dos políticos e — como é triste escrever isso! — aos intelectuais e professores universitários
(http://www.olavodecarvalho.org/semana/130506dc.html).

Argumentar para quê?, se esses teleguiados já dispõem dos chavões, das palavras de ordem e de todas as
doninhas do mundo para protegê-los. Mostrar racionalmente por que se discorda dessa ou daquela a rmativa
para quê?, se é su ciente buscar-se a leniência do grupo nós. Buscar convencer o outro lado para quê?, se é
mais fácil intimidá-lo com a demonstração de que esse mesmo grupo é mais barulhento do que o grupo
deles. 

Em suma, não há qualquer necessidade de demonstrar-se que se está com a razão, porque o que importa é
amealhar o maior número possível de autômatos que compõem o nós e segregar os demais — mesmos que
estes sejam a maioria — no curral utilizado para isolar a in uência nociva de todos os mal-intencionados, ou
seja, eles.

Mas é evidente que essa verdadeira ditadura das doninhas conhecida como linguagem politicamente correta
não está acontecendo por acaso. Tudo isso foi pensado, planejado e executado pacientemente, durante
décadas, como um incessante trabalho de formigas, pela esquerda em todo o mundo. Para não retrocedermos
em demasia no tempo, vamos nos referir apenas ao lósofo russo Mikhail Bakhtin (1895-1975) e ao também
lósofo italiano Antonio Gramsci (1891-1937), bem como aos educadores Jean Piaget (1896-1980), e Paulo
Freire (1921-1997), todos comunistas.

Bakhtin enxergava a linguagem como um processo permanente de interação por meio do diálogo e não
apenas como um sistema autônomo. Assim, a língua só existe mediante o uso que locutores ou escritores e
ouvintes ou leitores fazem dela, em situações concretas de comunicação. De niu noções de análise da
linguagem com base em discursos e crônicas artísticos, losó cos, cientí cos e políticos. Segundo ele, o
ensino, o aprendizado e a linguagem deveriam subordinar-se ao sujeito, aquele agente dos acontecimentos
responsável pela criação dos discursos e ideias. E — os negritos são meus — os enunciados sempre são
trabalhados pelo sujeito tendo em vista os objetivos ideológicos, sociais, históricos e culturais.

Isso lembra a você alguns dos partidos de esquerda? Pois é.

As relações entre linguagem, ideologia e hegemonia de Gramsci e Bakhtin são bastante semelhantes.
Analisando os conceitos bakhtinianos de heteroglossia (a diversidade social de tipos de linguagens) e
dialogismo (o processo de interação entre  textos, em que estes não são considerados isoladamente, mas
concatenados com outras proposições  similares) e a de nição gramsciana de hegemonia (as relações de
domínio de uma classe social sobre o conjunto da sociedade), conclui-se que as visões de linguagem e
subjetividade de ambos são convergentes e que, a partir de uma discussão sobre os conceitos de poder,
discurso e ideologia, consideram a linguagem e o sujeito como processos capazes de refutar e criticar os
poderes e discursos prevalecentes.

O sardo de Ales, Antonio Gramsci, certamente é mais conhecido no Brasil do que Bakhtin como uma das
maiores referências do pensamento esquerdista no século XX. Il Gobbo (o corcunda), assim apelidado por
conta de um defeito físico, alinhava-se com o projeto político que visa à revolução proletária, mas se
distinguia porque acreditava — e, novamente, os negritos são meus — que a chegada ao poder deveria ser
antecedida por mudanças de mentalidade e que os agentes dessas mudanças deveriam ser os intelectuais e
a ferramenta essencial deveria ser a escola.

Enquanto a maioria dos pensadores marxistas enfatizava as relações entre economia e política, Il Gobbo deu
maior importância à ação ideológica nos campos da educação, da cultura e da intelligentsia no processo
histórico de transformação. Muitos de seus conceitos permanecem atuais e — o que é pior — são postos em
prática por governos e políticos esquerdistas em todo o mundo. Por exemplo, é dele o de cidadania, pois foi
Gramsci que levou à pedagogia a "conquista da cidadania" como um dos objetivos das escolas. Estas deveriam
ser manipuladas para o que denominou de "elevação cultural das massas", alegoria que, segundo ele,
representaria a libertação das populações da visão de mundo baseada em "preconceitos" e "tabus" (a religião
seria um deles), bem como dos usos e costumes tradicionais que impediriam a crítica das "classes
dominantes".

A maior parte da obra de Gramsci foi escrita na prisão, por ordem de Mussolini e só veio a ser divulgada
depois da sua morte. Desse período, há duas obras: as  Cartas do cárcere, com mensagens a parentes ou
amigos e os famosos 32  Cadernos do cárcere, que não eram originalmente destinados à publicação. Para
esconder-se da censura fascista, adotou uma linguagem cifrada, repleta de conceitos originais, como bloco
histórico, intelectualidade orgânica, sociedade civil e hegemonia, e de expressões novas, como ' loso a da
práxis' como sinônimo de marxismo. Sua escrita, a exemplo da de Nietzsche, é fundamentalmente
fragmentada, com inúmeras passagens que se limitam a sugerir re exões.  

Segundo Gramsci, "toda relação de hegemonia é necessariamente uma relação pedagógica", isto é, de
aprendizado.  E obtém-se a hegemonia mediante uma luta de direções contrastantes, primeiramente no
campo da ética e depois no da política. Para Il Gobbo, era necessário primeiro conquistar as mentes e só
depois o poder. 

No campo da educação, duas in uências consentâneas com essas ideias in uenciaram a educação de maneira
muito forte. A primeira foi a do francês Jean William Fritz Piaget, para quem as crianças só podiam aprender
o que estavam preparadas a assimilar. Aos professores  caberia tão somente a tarefa de aperfeiçoar o processo
de descoberta dos alunos. Piaget criticou acidamente a modalidade de ensino onde "o professor dita e o aluno
copia e repete".

Crítica endossada pela segunda das in uências, o pernambucano Paulo Freire, o pedagogo endeusado pela
esquerda de nosso país e autor de A pedagogia do oprimido
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_do_Oprimido). Com seu método dialético de alfabetização, Freire
denominou jocosamente a então maneira tradicional de educar de "educação bancária". Freire é — e não
posso me furtar de aduzir — infelizmente, o patrono da educação brasileira. O que, certamente, explica as
péssimas colocações do Brasil em todos os rankings internacionais divulgados anualmente. Mas trata-se,
dizem seus adoradores, de pedagogia crítica, o que para mim não passa de uma antecipação do dialeto
weaselese para designar o grande equívoco que é o marxismo.

Sempre que ouço ou vejo o nome de Paulo Freire, lembro-me de Roberto Campos, que não se cansava de se
referir a ele como o educador que jamais educara uma criança sequer. Mas vale a pena veri carmos até que
ponto suas divagações alucinatórias iam. À educação "bancária" ele contrapunha a educação "libertadora"
(http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/2339567).

A primeira seria uma relação "vertical" entre educador e educando. Um deteria o conhecimento e a
capacidade de pensar, e o outro seria o objeto que recebe o conhecimento e segue o mestre. O educador
"bancário", então, "depositaria" conhecimentos nos alunos e estes passivamente os receberiam. Tal
concepção de educação teria como objetivo intencional formar indivíduos acomodados, não-questionadores e
que se submeteriam à estrutura de poder vigente, sem objetivos de crescerem na vida, e teria sido idealizada
para acobertar os interesses dos "dominadores".

Trata-se de uma trama muito bem urdida por Freire: ao mesmo tempo em que alerta que educar para pensar
é algo perigoso para eles e que mudanças devem ser feitas, ele também propõe uma solução que, ao m e ao
cabo, bestializa os alunos, destruindo sua inteligência e sua própria capacidade de pensar como indivíduos
autônomos. E, ao mesmo tempo em que critica a educação "vertical" ou "bancária", sugere outra
verticalidade de viés totalitário, a do estado sobre os indivíduos, transferindo a autoridade de pais e
professores para seu exército de ideólogos ocupando as salas de aula.

Segundo sua nomenclatura, uma "educação libertadora ou problematizadora" seria aquela que não separasse
professor e aluno, em que ambos seriam concomitantemente educadores e educandos. Em suas palavras
(http://pedagogiaaopedaletra.com/pedagogia-do-oprimido/):

Desta maneira, o educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado,
em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. A educação libertadora abre
espaço para o diálogo, a comunicação, o levantamento de problemas, o questionamento e
re exão sobre o estado atual de coisas e, acima de tudo, busca a transformação.

Repare no recorrente estratagema dialético que consiste em dividir tudo o que existe no mundo na suposta
dicotomia entre nós e eles, sem a qual o socialismo-comunismo não pode existir: nós, os bonzinhos, os
socialistas-comunistas de caráter ilibado e ótimas intenções e eles, os malvados defensores do capitalismo,
da propriedade privada e da economia de mercado, de péssima índole e intenções escusas.

Bakhtin, Gramsci, Piaget e Freire, os dois primeiros em plano mais losó co e os dois últimos invadindo (ou
ocupando, segundo o dialeto weaselese) as salas de aula, podem ser responsabilizados pelo predomínio —
dito cultural — que a esquerda vem exercendo há décadas em todo o mundo. A linguagem das doninhas é
fruto, como escrevi no início, de um trabalho árduo, paciente e de longo prazo da esquerda mundial. Mas,
como tudo o que é errado não pode funcionar bem durante todo o tempo, as coisas estão começando a mudar.

Alguns exemplos de weaselese

Eis alguns exemplos de palavras e expressões dessa novilíngua tão bem retratada por George Orwell (1903-
1950) e que bem ilustram a importância dessa batalha, ao mesmo tempo em que nos exortam a eliminar esse
lixo que vem contaminando seguidas gerações, destruindo sua capacidade de pensar, manipulando o idioma e
cometendo enormes fraudes semânticas:

Homofobia, machismo, empoderamento, aquecimento global (ou mudanças climáticas), patriarcado,


ressigni cação da família, misoginia, o uso do x em lugar dos artigos o ou a, afrodescendente, opressão, luta
de classes, golpista, democracia, estado democrático de direito, extrema-direita, mídia golpista,
neoliberalismo, capitalismo selvagem, identidade de gênero, justiça social, dívida histórica, xenofobia,
ocupação (no lugar de invasão), eurocentrismo, islamofobia, heteronormativismo, elite, classista, burguês,
pobre de direita, negro de direita, direito social, distribuição de renda, cultura do estupro, apreensão (no
lugar de prisão) de menores, função social da terra, desconstrução, poliamor, homoafetivo, medidas sócio-
educativas, transexualidade, problematização, opressão do homem branco, medieval (aplicado à Igreja
Católica), transfobia, consciência social, função social, desmatamento, ações a rmativas, minorias, elitista,
preconceituoso, "pública, gratuita e de qualidade", polícia cidadã, relativização, cidadãos críticos, neo (aqui
basta acrescentar qualquer palavra), globalização (no lugar de globalismo), excluídos, presidenta, dieta
balanceada, manifestantes, inclusão, interrupção voluntária da gravidez, espírito republicano, autonomia do
corpo, direito da mulher ao próprio corpo, católicas pelo direito de decidir, sociedade justa e igualitária, saúde
reprodutiva, questão de gênero, orientação sexual, autoritarismo (como sinônimo de hierarquia), cadeirante,
indivíduos em situação de risco social (criminosos), demandas do nosso tempo, bom dia a todos e todas,
pessoa em transição entre empregos (desempregado), sustentabilidade, hipossu ciência e muitas, muitas e
muitas outras.

Poderia continuar (existem até dicionários com essas palavras (https://www.estantevirtual.com.br/b/henry-


beard-e-christopher-cerf/dicionario-do-politicamente-correto/1361013737)), mas creio que isso já seja
su ciente.

Combatendo o bom combate da linguagem

Todo esse discurso contaminado ideologicamente tem uma característica indisfarçável, que é a negação da
verdade, o que se explica pela orientação marcantemente relativista do socialismo-comunismo e, no plano
prático, pelos conhecidos conselhos do nacional-socialista Goebbels, de que uma  mentira  repetida
mil vezes torna-se verdade, bem como pelo ensinamento de Lenin de acusar os adversários do que você faz e
chamá-los do que você é.

Mas parece que uma nesga de esperança começa a se descortinar neste nal de 2016, em que a esquerda
brasileira foi batida e humilhada nas eleições municipais, a presidente petista foi destituída (/Article.aspx?
id=2394), a Inglaterra escolheu o Brexit (/Article.aspx?id=2449), Hillary Clinton perdeu para Donald Trump
(/Article.aspx?id=2537), Hollande está com sérios problemas na França (/Article.aspx?id=2571), a bandeira da
responsabilidade scal está mais visível (/Article.aspx?id=2534) e as pessoas estão acreditando cada vez
menos nas ditas soluções políticas (/Article.aspx?id=2570).

A batalha das ideias aí está e o que devemos fazer para vencê-la, aproveitando-nos dessa aparente derrocada
do esquerdismo?

Aqui vou apenas dar algumas sugestões genéricas, ao mesmo tempo em que indicarei um curso — Guerra
Semântica — criado por Dante Mantovani, especialista em linguística, para estudar metodicamente o tema e
mostrar como restabelecer a verdade semântica em dez lições, com abordagem aprofundada e
(http://savefrom.net/?
url=https%3A%2F%2Fwww.youtu
fundamentação sólida. Aqui (https://www.youtube.com/watch?v=Yd6NNRJNQRc) chrome&utm_medium=extension
você pode assistir ao
vídeo em que ele fala sobre o curso.

A primeira coisa que devemos fazer para ganharmos a batalha da linguagem é nos insurgir contra a mentira.
E, para combatermos a mentira, temos necessariamente de reconhecer que existe a verdade. Isso não quer
dizer, em absoluto, que pretendamos ser seus donos; apenas que devemos mostrar todo o arsenal de
embustes que se esconde atrás dessa linguagem politicamente correta da esquerda. A mentira não pode
prevalecer durante muito tempo e, em se tratando das ideias socialistas, seu tempo já é mais do que passado.

Assim, reaja sem medo, tão logo você ouvir alguma dessas palavras ou expressões envenenadas, mostrando
que você tem cérebro e que ele funciona, mesmo se você foi treinado na escola por professores do método
Freire. Mostre que o socialismo-comunismo jamais funcionou em país algum, não funciona e nunca vai
funcionar (/Article.aspx?id=2348).

Para isso, é preciso que você faça um pequeno esforço, começando pela supressão dos jornais e
documentários de TV e dos jornais impressos, que estão impregnados de doninhas. Busque outras fontes de
informação. A internet aí está para isso. A lei da demanda funciona sempre e, portanto, caindo a demanda por
esse verdadeiro lixo, os proprietários de TVs e de jornais terão que se livrar dos maus jornalistas, que são na
verdade militantes. Se não agirem assim, vão quebrar. Mercado neles!

Se você tem lhos na escola, acompanhe tudo o que os professores estão fazendo com eles, porque a
responsabilidade é toda sua. Se perceber a existência de professores militantes — e certamente isso vai
acontecer — vá à escola e diga que seu lho não está ali para ser doutrinado por ideias de esquerda ou de
direita, mas para aprender. Se a coordenação ou direção da escola não se mostrar receptiva, ameace trocar de
escola. E se nem assim funcionar, troque. Aqui o mercado também funcionará.

Se você é universitário e está cansado dessa xaropada doutrinadora, desse lerolero esquerdista que domina os
cursos de ciências humanas, especialmente nas universidades públicas, comece a contestar respeitosamente
seus professores. Use argumentos e não se impressione nem com a idade, nem com a barba e a sandália do
seu professor petista ou psolista ou com aquele vestido sempre comprido e os cabelos desalinhados da
professora marxista, pois a maioria deles não tem argumentos. Os que eventualmente apresentarem alguns
argumentos muito provavelmente irão respeitar também os seus. Se eles não respeitarem você, carão mal
perante a turma.
E se você, tal como eu, é professor universitário, tenha sempre em mente uma famosa frase de Mises, a de
que basta haver um solitário professor que tenha as ideias certas — e que saiba transmitir sua lógica — em
um departamento, para que um grande número de alunos se interesse e busque aprofundar-se nelas. A esse
respeito posso, por experiência própria, assegurar que o "bom velhinho" estava coberto de razão.

E, para incentivar seus alunos a não abandonarem seus intentos diante das enormes di culdades
representadas pela cultura predominantemente de esquerda, diga para eles que, se eles têm convicção de que
suas ideias são corretas, então sigam a máxima: o sentido é mais importante do que a velocidade.

[1]  Por exemplo, segundo Olavo de Carvalho (http://www.olavodecarvalho.org/semana/120204msm.html), o


autor do  Tractatus Logico-Philosophicus, o lósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951), um dos
membros do famoso círculo de Viena e primo de F. A. Hayek, "se notabilizou pelo seu ódio insano à ciência,
que ele considerava a raiz de todos os males modernos, e pela precariedade dos conhecimentos de
matemática e linguística com que se meteu a enfrentar os problemas da linguagem losó ca".

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autor

Ubiratan Jorge Iorio


é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ).  Visite seu website (http://www.ubirataniorio.org/).
(SearchByAuthor.aspx?
id=192&type=articles)

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comentários (98)

Um anônimo qualquer  24/11/2016 13:08

"(...) o grande equívoco que é o marxismo."

Não consigo evitar o pensamento de que tamanha insistência em atacar Marx seja devida muito mais a uma defesa de
ideologia que a questões teóricas. Sobretudo porque as "críticas" não revelam mais que as inépcias pueris da
austriacada, cuja di culdade de compreensão d'O Capital só posso atribuir a uma displicência deliberada.

Se alguém se lança ao desa o de teorizar a economia, a primeira coisa que deve ser capaz de fazer é apresentar uma
interpretação convincente para aquela que é a característica essencial de uma sociedade capitalista: a geração privada
de lucros. Vocês não fazem mais que se posicionar ao lado dos seus congêneres ortodoxos nesta questão basilar, mas
o austriaquismo de internet se prolifera alardeando por todos os cantos que é A escola que deveria ser ouvida...

É ridículo acreditar na ideia simplista de que o lucro é nada mais que o fruto da "capacidade do empreendedor de
ajustar sua produção à demanda dos consumidores", como diz Mises; de que o lucro ocorre simplesmente porque o
"empreendedor" foi capaz de obter um ganho com a venda de suas mercadorias num montante que excede os gastos,
despesas e investimentos incorridos em sua produção, reduzindo uma complexa relação social a uma mera relação
entre oferta e demanda... Parece tão simples e óbvio, não? O capitalista simplesmente foi recompensado por seu
esforço de atender a uma necessidade dos "consumidores" e conseguiu tornar positiva a relação P.Q - CT. Fim de
papo!

Mas vamos estender esta ideia rasa para todo o conjunto da classe capitalista? Se o lucro é meramente um montante
obtido no mercado su ciente para cobrir com margem os custos totais de produção, como é possível que a maioria
dos capitalistas - ou mesmo quase a totalidade deles - possa estar lucrando ao mesmo tempo, como ocorre durante a
fase ascendente do ciclo econômico? Chega a passar pela cabeça de vocês que isto signi ca que cada capitalista está
realizando o absurdo de tirar do mercado mais do que coloca nele? Ou, por outras palavras, que o volume monetário
que cada um dos "empreendedores" toma para si do mercado com a venda das mercadorias que produziu é superior
ao montante monetário que coloca nele ao empenhar recursos na produção destes bens (matérias-primas, salários,
maquinário, instalações, energia, aluguel, juros, etc.)? Parece perfeitamente possível que isto ocorra a um capitalista
individual, que ele possa simplesmente estar recebendo pela venda de suas mercadorias um volume monetário maior
que aquele despendido na produção das mesmas, mas, de novo, como estender esta ideia míope para todo o conjunto
dos capitalistas? Como poderia este suposto processo de obtenção de lucro funcionar para praticamente todos os
capitalistas, como quando a atividade econômica está em constante expansão? Como poderia o total dos lucros
exceder o total dos prejuízos? Vocês podem acreditar, mas a mim não parece que o mercado possua a propriedade de
viabilizar o milagre da multiplicação...

A única explicação logicamente plausível para esta concepção é que o mercado funcione como um jogo de soma zero,
em que o ganho do conjunto de empreendedores bem sucedidos em sua empreitada signi ca simplesmente o
prejuízo, ou mesmo a falência, dos que não obtiveram êxito em seu negócio. Mas se tudo o que um empreendedor faz
para lucrar é atrair para si o dinheiro de demandadores que, de outra forma, iria para os bolsos de outro
empreendedor, como explicar que os mercados possam se expandir e ampliar ao longo do tempo? Além disso, parece
não ser esta a ideia de Mises: "Os lucros daqueles que produzem bens e serviços disputados pelos compradores não
são a causa dos prejuízos daqueles que produzem mercadorias pelas quais o público não está disposto a pagar um
preço su ciente para cobrir os custos de sua produção." Este senhorzinho esperto deve ter para o problema uma
solução mágica que eu desconheço.

Mas a verdade é que pouco importa, porque a origem do lucro não está na esfera da circulação ("mercado"), como
imaginam os austríacos e seus parzinhos ortodoxos, e Marx é quem a localiza com precisão: o próprio processo
produtivo. E é por isso que Marx foi capaz de demonstrar como o lucro surge aparentemente de maneira "natural"
para o capitalista (conquanto produza bens úteis fazendo uso do nível técnico predominante em determinado
período), teorizando o capitalismo não como um conjunto de peças de quebra-cabeça destacadas do processo
histórico, mas como mais um modo de produção, em que a classe da base da pirâmide social produz para a sociedade
como um todo, da mesma forma como operavam todos os outros modos de produção anteriores.

Que tal justi car a selvageria dos ataques a Marx tentando fazer mais do que apenas arranhar a superfície do
problema essencial?
RESPONDER

Guilherme  24/11/2016 13:54

"Não consigo evitar o pensamento de que tamanha insistência em atacar Marx seja devida muito mais a uma
defesa de ideologia que a questões teóricas. Sobretudo porque as "críticas" não revelam mais que as inépcias
pueris da austriacada[...].Que tal justi car a selvageria dos ataques a Marx tentando fazer mais do que apenas
arranhar a superfície do problema essencial? "

Fique à vontade para refutar as inépcias pueris da "austriacada":


www.mises.org.br/Article.aspx?id=2348 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2348)
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856)
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2324 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2324)
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2540 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2540)
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2136 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2136)
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1141 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1141)

Volte quando tiver algo de concreto a dizer em vez de apenas despejar sua diarréia mental aqui. Ou então pode
apenas se resignar e car de beicinho. Aqui você é livre.
RESPONDER

saoPaulo  24/11/2016 14:27

Se o lucro é meramente um montante obtido no mercado su ciente para cobrir com margem os custos totais
de produção, como é possível que a maioria dos capitalistas - ou mesmo quase a totalidade deles - possa
estar lucrando ao mesmo tempo, como ocorre durante a fase ascendente do ciclo econômico? Chega a passar
pela cabeça de vocês que isto signi ca que cada capitalista está realizando o absurdo de tirar do mercado mais
do que coloca nele?
Exatamente pela capacidade humana de se aprimorar e se tornar mais e ciente.
Antes eu tinha um processo que levava dois dias de trabalho para ser efetuado. Ao adotar um processo mais
e ciente, consigo o mesmo resultado, com os mesmos insumos, mas agora com uma hora de trabalho. Eu
estou "tirando menos do mercado" (tempo), mas estou "colocando o mesmo" (resultado). Acabei de "realizar
o absurdo de tirar do mercado mais do que coloquei nele".

A única explicação logicamente plausível para esta concepção é que o mercado funcione como um jogo de
soma zero
O pescador trocou seu peixe pelo pão do padeiro. Segundo seu raciocínio, nenhum deles melhorou sua
situação. É isso mesmo?
Por favor, isso é economia 101, nas primeiras 30 páginas de qualquer livro texto de economia básica...
RESPONDER

Um anônimo qualquer  24/11/2016 15:01

Olá, Paulo.
Me re ro em tirar/colocar do mercado em termos monetários.
Para tornar um "processo mais e ciente" é preciso ter havido uma acumulação prévia (lucros). Mas,
então, volta-se à questão: como o total dos lucros pode superar o total dos prejuízos, de modo que a
maioria dos capitalistas possa lucrar?

"O pescador trocou seu peixe pelo pão do padeiro. Segundo seu raciocínio, nenhum deles melhorou sua
situação. É isso mesmo?
Com "jogo de soma zero" eu quis dizer que lucros e prejuízos se compensariam "no agregado", não
havendo uma acumulação total que viabilizasse a expansão dos mercados (de novo, em termos
monetários, independentemente do que cada um produza).

Capiche?
RESPONDER

Alfredo  24/11/2016 15:51

"Me re ro em [sic] tirar/colocar do mercado em termos monetários. Para tornar um "processo


mais e ciente" é preciso ter havido uma acumulação prévia (lucros)."

Correto. E com esse lucro, o empreendedor adquire maquinários, amplia suas instalações e
contrata mais mão-de-obra.

Observe que, após isso, ele não mais está em posse de dinheiro (seu lucro). O dinheiro já foi
novamente disperso pela sociedade. Foi para os mãos do vendedor/produtor dos maquinários,
para a construtora que ampliou suas instalações fabris, e para a mão-de-obra contratada. E
todos esses gastaram esse dinheiro em outras coisas.
"Mas, então, volta-se à questão: como o total dos lucros pode superar o total dos prejuízos, de
modo que a maioria dos capitalistas possa lucrar?"

Juro que tentei e me esforcei. Mas sinceramente não entendi do que você está falando. Li seu
texto completo e não consegui ver ali um simples encadeamento lógico.

"Com "jogo de soma zero" eu quis dizer que lucros e prejuízos se compensariam "no
agregado", não havendo uma acumulação total que viabilizasse a expansão dos mercados (de
novo, em termos monetários, independentemente do que cada um produza)."

É porque você, como todo marxista, acha que o lucro é algo que some no bolso do capitalista.
Ou então é remetido para uma conta na Suíça. Como tentei desenhar acima, em uma economia
capitalista, lucros não somem no bolso do capitalista malvadão. Ele tem de reinvesti-los em seu
negócio caso queira continuar competitivo. Se não zer isso, ele será devorado pela
concorrência.

E, ao reinvestir seus lucros, esse dinheiro volta a "circular" na economia, permitindo lucros em
todas as áreas. É isso, pelo visto, que você não conseguiu entender. Seu raciocínio parou na
metade. Como o de Marx.
RESPONDER

saoPaulo  24/11/2016 17:27

Um anônimo qualquer 24/11/2016 15:01

Com "jogo de soma zero" eu quis dizer que lucros e prejuízos se compensariam "no agregado",
não havendo uma acumulação total que viabilizasse a expansão dos mercados (de novo, em
termos monetários, independentemente do que cada um produza).
Não entendi. Por que algo ilógico já nos fundamentos se tornaria certo "no agregado"? Se o jogo
já não é de soma zero no seu fundamento, por que o seria "no agregado"?
É o mesmo que o seguinte:
- (eu) Se eu jogar uma pedra para o alto (sem atingir a velocidade de escape) ela cairá.
- (você) Sim, mas se eu jogar várias (sem atingir a velocidade de escape), elas carão voando
"no agregado".
- (eu) Isso não faz sentido algum.
No mais, daonde você tirou que a base monetária se mantém constante nas economias? Já ouviu
falar de in ação?
E, mesmo que ela permanecesse constante, se mais produtos são produzidos, o próprio valor do
dinheiro aumenta. Digamos que investi R$100.000,00 há 5 anos, quando eu podia comprar x
balas Juquinhas. Hoje, com a mesma quantidade de dinheiro, eu compro 1,2*x balas Juquinhas.
Mesmo que meu investimento me retorne os exatos R$100.000,00, eu terei um lucro de 20%.
Ainda sob a mesma base monetária, mesmo que o valor do dinheiro não aumente (a
produtividade não aumente), o empreendedor irá inevitavelmente gastar seu lucro, não
"realizando o absurdo de tirar do mercado mais do que colocou nele".
Creio que você esteja confundindo dinheiro com riqueza. Dinheiro é apenas um meio de se
facilitar as trocas*, se foque na riqueza e talvez entenderá melhor.

*E também de se distribuir informação pelo mercado através de preços.


RESPONDER

Getulio  24/11/2016 17:54

Exato, saoPaulo. O anônimo ignorou completamente coisas como dinheiro e valor


subjetivo em sua análise (assim como Marx). Ele acha que o valor (preços, custos e até
mesmo o valor nominal dos lucros e dos prejuízos) das coisas é xo e imutável, e não
algo em contínua mudança.

Um preço de $100 será $ 100 para sempre. Um custo de $ 100 será $ 100 para sempre.
Nada muda.

A "análise" que ele fez é completamente mecanizada; preços e custos não se alteram.
Volume de gastos e de investimentos também não. Tudo tem o mesmo preço e o mesmo
custo para sempre, assim como as preferências dos consumidores, que não se alteram.
Por isso ele cou completamente perdido em sua "análise". Não há espaço para a ação
humana alterar a valoração das coisas na "análise" dele.

E ele vem, na cara-de-pau, dizer que já leu tudo de Mises.


RESPONDER

saoPaulo  24/11/2016 18:23

Getulio 24/11/2016 17:54

Concordo, acho que ele não faz ideia de contra o que ele está tentando argumentar.

Pra título de educação, sugiro o seguinte livro/quadrinho de economia básica. É tão simples
que até uma criança consegue entender. E não digo isto para humilhar ninguém, visto que já
o li várias vezes.

How an Economy Grows and Why It Doesn't (by Irwin Schi )

How an Economy Grows and Why It Doesn't (by Irwin Schiff)

RESPONDER

Franco Engenheiro  24/11/2016 16:12

Um anônimo qualquer, boa tarde.

Concordo plenamente com você,

eu transformo aços em máquinas, que estas, fabricam treliças, as mesmas,


constituem a armação de residências = oras, um indivíduo tem que pagar
para se ter um teto, ou um imóvel é natura, tal qual, cavernas.

Porém, inicialmente eu preciso de matéria prima, especi camente, barras,


chapas de aço, eletrônicos, etc... as barras de aço precisam de uma mistura
de minérios, parte vem do Brasil, parte da África, e um restante da China.

Simpli cando e concluindo,

a) eu compro uma pão, o padeiro ganha;


b) a padaria foi construída por determina empreiteira, a empreiteira ganha;
c) na obra foi usada treliça, a casa de ferragens ganha;
d) a casa de ferragens comprou a treliça do distribuidor, o distribuidor
ganha;
e) o distribuidor comprou da metalúrgica, a metalúrgica ganha;
f) a máquina de conformar treliça foi comprada de mim, eu ganho;

E assim até a ideia inicial, pagamos pela inventividade de vários indivíduos,


aquele que descobriu o aço, aquele que produziu o primeiro pão, e pago
para o padeiro me fazer pão, e ele me paga para ter treliça em seu imóvel.

Quanto de trabalho você está disposto para para ter um local apropriado
para te proteger do vento, da chuva, do frio, do sol e preservar sua
privacidade?????

Tudo pagamos com trabalho, a moeda é somente o símbolo ( a soma zero


que você diz, acredito que seja inerente a circulação da moeda).

E com isso todos ganhamos, mas antes, lembre-se sempre damos mais do
que ganhamos, por isso a soma nunca é zero. Um pão tem mais "valor"
pra mim que a máquina e a máquina tem mais valor pro padeira que para
mim.

Relação ganha ganha, onde 1+1= n.


RESPONDER

Não sou um anônimo qualquer, meu nome é Je erson  24/11/2016 15:10

Permita-me refutar suas proposições?


1)
"Não consigo evitar o pensamento de que tamanha insistência em
atacar Marx seja devida muito mais a uma defesa de ideologia que a
questões teóricas. Sobretudo porque as "críticas" não revelam mais
que as inépcias pueris da austriacada, cuja di culdade de
compreensão d'O Capital só posso atribuir a uma displicência
deliberada. "
- O fato de Marx se contestado não se deve por "questões teóricas,
mas sim, por empíricas. Vos pergunto onde a proposta marxista
obteve êxito? Cuba, URSS, Armênia, Romênia, Venezuela, Camboja e
etc... talvez?
2)
"É ridículo acreditar na ideia simplista de que o lucro é nada mais
que o fruto da "capacidade do empreendedor de ajustar sua
produção à demanda dos consumidores", como diz Mises; de que o
lucro ocorre simplesmente porque o "empreendedor" foi capaz de
obter um ganho com a venda de suas mercadorias num montante
que excede os gastos, despesas e investimentos incorridos em sua
produção, reduzindo uma complexa relação social a uma mera
relação entre oferta e demanda... Parece tão simples e óbvio, não? O
capitalista simplesmente foi recompensado por seu esforço de
atender a uma necessidade dos "consumidores" e conseguiu tornar
positiva a relação P.Q - CT. Fim de papo! ....."
- A minha ideia de lucro é mais simplista ainda. O lucro é o
estímulo que o empreendedor tem para produzir algo acima da suas
necessidades e só. E é por isto que em uma economia igualitária,
benevolente, em que o estado bom coração sabe distribuir a renda
de maneira uniforme, e sem lucros as pessoas morrem de inanição,
sem remédios, sem roupas, sem moradia, sem os benefícios da
tecnologia e sem vida.
3)
"...Ou, por outras palavras, que o volume monetário que cada um
dos "empreendedores" toma para si do mercado com a venda das
mercadorias que produziu é superior ao montante monetário que
coloca nele ao empenhar recursos na produção destes bens
(matérias-primas, salários, maquinário, instalações, energia,
aluguel, juros, etc.)? Parece perfeitamente possível que isto ocorra a
um capitalista individual, que ele possa simplesmente estar
recebendo pela venda de suas mercadorias um volume monetário
maior que aquele despendido na produção das mesmas, mas, de
novo, como estender esta ideia míope para todo o conjunto dos
capitalistas?..."
- É contraditório pensar que um capitalista que ca com algo que
não lhe é devido, ou seja , o lucro para depositar em um cofre e
deixar que os anos o corroa. Imagine em alguns países da Europa
onde o juros são negativos. Estranho, não? Sim, é estranho. O
empreendedor empreende, desculpe o trocadilho, seu lucro em
novos equipamentos ou em outros negócios e, desta forma, devolve
o lucro para a economia gerando novos empregos e a ns. Lembra-
se daquele dito popular? Girando o dinheiro? E também, o que é
poupança, não é aquela de fornece os recursos para o Estado Gente
Fina nanciar seus projetos habitacionais?

Gostaria de prolongar esta refuta, mas, há outros afazeres. De fato,


sou míope na realidade e não enxergo tão longe. Mas, vós , sois
hipermetrope não consegues ver o que lhe estas perto. O
conhecimento dos fatos nos demonstra que o socialismo não
funciona, nuca funcionou e nunca fucionará.
RESPONDER

Emerson Luis  28/11/2016 14:20

"O fato de Marx se contestado não se deve por "questões


teóricas, mas sim, por empíricas. Vos pergunto onde a proposta
marxista obteve êxito? Cuba, URSS, Armênia, Romênia,
Venezuela, Camboja e etc... talvez? [...] O conhecimento dos
fatos nos demonstra que o socialismo não funciona, nuca
funcionou e nunca funcionará."

Je erson, o socialismo "não funciona" somente se você acreditar


que os líderes socialistas são pessoas virtuosas, porém mal
informadas e autoiludidas, que realmente querem ajudar as
pessoas, mas não conseguem compreender que estes métodos
são ruins.

Fidel Castro era um psicopata que queria dominar de modo


totalitário o seu país para o resto da vida e usufruir de grande
riqueza con scada, mesmo que isso signi casse causar grande
sofrimento e miséria para o seu povo durante décadas; ele usou o
discurso socialista para obter e manter esse poder. Parece-me
que o socialismo funcionou muito bem e deu certíssimo no caso
dele.

Em vez de dizermos que o socialismo "nunca deu certo" fazendo


parecer que eles eram sinceros, é melhor dizer que o socialismo
sempre deu maus resultados.

***
RESPONDER

Dario  22/12/2016 18:11


O socialismo funciona, sim. A questão é saber onde ele foi
efetivamente implantado. E ele o foi na Europa, no Japão, em
Israel, no Canadá... , sob o nome de Estado de Bem-Estar Social.
Com apoio a microempresa, com investimento estatal maciço em
educação de base, com uma rede pública de atendimento à
saúde, com investimento em ciência e tecnologia e, sobretudo,
com valorização constante do salário-mínimo e da massa salarial
em geral. Ou seja, socialismo é antes de tudo, composto por
medidas simples e óbvias, mas de di cílima implementação
neste Brasilzão adormecido...
RESPONDER

Berger  22/12/2016 18:49

Não, Dario. Isso não é socialismo. Isso é social-democracia.

É um arranjo aparentemente muito bonito; o único


probleminha é que ele é paradoxal: só funciona em países de
populações ricas e produtivas -- que em tese não necessitam
de social-democracia.

Sim, social-democracia é luxo de país com população rica e


produtiva (veja os países que você próprio citou como
exemplo). População pobre e pouco produtiva não tem como
sustentar um arranjo social-democrata.

A própria história mostra que nenhum país enriqueceu


aplicando a social-democracia. A história mostra que todos os
países ricos que hoje adotam a social primeiro enriqueceram
por meio do livre mercado, depois, só depois, implantaram a
social-democracia, a qual se consolidou apenas na década de
1970.

População ainda pobre não tem como aplicar social-


democracia. Se o zer, os custos serão inviáveis no longo
prazo.

Vou lhe recomendar apenas dois artigos sobre o tema. Leia-


os se tiver coragem e sinta-se livre para refutá-los.

A social-democracia no Brasil entrou em colapso -


abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532)

Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não


gostam de comentar (http://www.mises.org.br/Article.aspx?
id=2548)
RESPONDER

Robson  24/11/2016 15:32

"Se o lucro é meramente um montante obtido no


mercado su ciente para cobrir com margem os custos
totais de produção, como é possível que a maioria dos
capitalistas - ou mesmo quase a totalidade deles - possa
estar lucrando ao mesmo tempo, como ocorre durante a
fase ascendente do ciclo econômico?"

Em que mundo um ser desses vive? Escolha aí o ano de


maior pujança econômica da história. Haverá ali, naquele
ano, milhões de empreendedores que faliram ou entraram
em concordata. E milhões de pessoas que foram demitidas
e que foram buscar emprego em outras áreas.

Não existe isso de todos -- ou "quase todos" --


empreendedores terem lucro ao mesmo tempo. Sempre há
aqueles que cam obsoletos. Sempre há aqueles que
perdem mercado para novos entrantes. Sempre há aqueles
que simplesmente não são bons no que fazem e levam
prejuízo. E milhões desses vão à bancarrota. E outros
tomam essa sua fatia de mercado. (Uma simples empresa
que fabrica telefones de linha xa pode perfeitamente ir à
bancarrota num período de grande crescimento
econômico, pois as pessoas preferem celular e
smartphone).

Isso explica o seu falso paradoxo: não são todos que têm
lucro; há vários que quebrem e saem do mercado; e há
vários outros que tomam o lugar deste. E há ainda vários
outros que, embora não quebrem, têm seus lucros
acentuadamente diminuídos pela simples entrada de
novos concorrentes mais e cientes.

Por que todo marxista é incapaz de entender o mais


básico do básico do mundo empreendedorial? Gente que
nunca gerenciou uma carrocinha de pipoca acha que
encontrou "a grande falha do mundo capitalista".

Aliás, para quem diz ter lido o que Mises tem a dizer sobre
isso, parece que você pulou exatamente o texto básico:

A natureza econômica dos lucros e dos prejuízos


(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1374)

Condenar o lucro é defender o retrocesso da humanidade


(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1383)
RESPONDER

Um anônimo qualquer  24/11/2016 16:29

Para a discussão que incitei aqui, dos textos que vc


linkou (eu já havia lido, mas, mesmo assim, obrigado)
a única coisa relevante é esta:

"o que permite o surgimento do lucro é o fato de que


aquele empreendedor que estima quais serão
os preços futuros de alguns bens e serviços de maneira
mais acurada que seus concorrentes irá
comprar fatores de produção a preços que, do ponto
de vista do estado futuro do mercado, estão
hoje muito baixos. Consequentemente, os custos
totais de produção — incluindo os juros pagos
sobre o capital investido — serão menores que a
receita total que o empreendedor irá receber
pelo seu produto nal. Esta diferença é o lucro
empreendedorial."

Ou seja, apenas a obtenção de lucro por um único


capitalista individual. Para contra-argumentar a mim,
você subtrai do meu
comentário inicial a proposição de que a maioria dos
capitalistas possa estar sendo lucrativa em
determinado período, a rmando que tal coisa é
impossível, e, sem perceber, cai justamente naquela
explicação que eu a rmei ser a única "logicamente
plausível".
Mas isso signi ca também negar que possa haver
excesso do total de lucros sobre o total de prejuízos, e
os ganhos e perdas "no agregado" apenas se
compensariam (como o total de chas numa mesa de
poker: os ganhos de um são as perdas de outros, e o
total de chas permanece o mesmo). Mas, neste caso,
como poderiam os mercados expandirem-se ao longo
do tempo?
RESPONDER

Franco Engenheiro  25/11/2016 10:43

Não leu tudo que está acima??

O valor se cria a partir do trabalho, e não confunda


riqueza com a moeda em circulação, nisso que você
deve estar se equivocando, qual é a mágica de se
ter ~200 bi de reais em moeda na circulação com
uma população de 206 mi de pessoas, daria R$970
para cada um, você tem somente isso??

E todos podem ganhar sim, devido a subjetividade.


RESPONDER

saoPaulo  25/11/2016 11:22

Um anônimo qualquer 24/11/2016 16:29

Sua di culdade em entender conceitos


fundamentais é incrível! Começo a achar que é má
vontade mesmo, visto que você não parece ser
burro.
Já foi discutido acima que o próprio valor do
dinheiro pode mudar, possibilitando que, mesmo
que monetariamente o somatório de todas as
transações seja nulo, empreendedores consigam
lucro pelo simples fato do dinheiro ter se
valorizado. Num cenário in acionário, sua
a rmação sequer faz sentido, já que o somatório
não pode ser nulo, por de nição!
Apesar disto, você simplesmente ignorou o que
escrevi, não apresentou sequer um contra-
argumento e continua insistindo no erro. Você está
interessado em debater e buscar a verdade, ou
somente em nos fazer perder o nosso tempo?
Segundo seu raciocínio equivocado, seria
impossível o pescador e o padeiro acumularem
peixes e pães ao mesmo tempo! Quando, para isso,
basta consumirem menos que produzem.
Esqueça o "agregado"! Pense nas interações entre
poucas pessoas. Se os fundamentos mostrarem que
isto é possível, é óbvio que isto também será
possível com um conjunto maior de interações. O
que acontece no "agregado" é justamente a
mudança do valor da moeda para se ajustar à
maior abundância de produtos.
Por último, como você explica o fato da riqueza
mundial per capita hoje ser muito maior que há
meros 200 anos se, para você, é óbvio que um
empreendedor só ganha quando outro perde? Se a
criação de riqueza é um jogo de soma zero, a
riqueza per capita não deveria se manter
constante? A própria empiria desmente sua
a rmação!

Capiche?
RESPONDER

LEONARDO M COSTA  26/11/2016 01:27

A economia para esse ser pensante é a mesma de


50 anos atrás. Pois "estamos numa mesa de
pôquer trocando chas."
RESPONDER

Jarzembowski  24/11/2016 15:45

Será que algum dia vocês vão entender o que é


valor subjetivo?
NÃO EXISTE essa relação direta entre o (tempo
+ valor de insumos gasto para produzir algo) X
(lucro gerado pela venda deste bem ou serviço)
- esse raciocínio CRETINO de "tirar mais do
mercado do que colocou nele" parte dessa
mesma ASNEIRA de valor-trabalho que já foi
reduzida abaixo de merda por centenas de
economistas deste os marginalistas.
MEU DEUS, até quando vão insistir nisso? Já
não foram humilhados o bastante?

Leia esse livro do Böhm-bawerk pra


exorcizar(só pode ser um demônio uma teoria
que já foi esmigalhada e ainda
é defendida bovinamente dessa forma) essa
BOBAGEM de valor-trabalho de onde surgem
todos os erros do arcabouço econômico
marxista.

www.buscape.com.br/a-teoria-da-exploracao-
do-socialismo-comunismo-eugene-von-
bohm-bawerk-8562816124

RESPONDER

Nogueira  24/11/2016 17:52

Se você acha que o lucro é o problema do


capitalismo. Então as pessoas têm que
trabalhar de graça, ou car sem trabalhar e
esperar tudo cair do céu?
Explique aí como as ideias de Marx funciona no
mundo real.
RESPONDER

Primo  26/11/2016 13:57


Deixe-me comentar as frases abaixo:

"[...] como é possível que a maioria dos


capitalistas - ou mesmo quase a totalidade
deles - possa estar lucrando ao mesmo tempo,
[...]"

"[...] empreendedores" toma para si do


mercado com a venda das mercadorias que
produziu é superior ao montante monetário
que coloca nele ao empenhar recursos na
produção [...]"
Ditas por: Um anônimo qualquer
(http://mises.org.br/Article.aspx?
id=2574#ac186129) , comentarista do site
mises.

"Uma anônimo qualquer" o seu erro


fundamental é acreditar que o capitalista não
gera riqueza. Dizer que o capitalista tira do
mercado mais do que coloca nele, é fazer uma
analise simplista das relações de troca. O
calculo do lucro é apenas um indicador
momentâneo contábil da relação de troca do
ponto de vista do capitalista. A acumulação de
capital, não está diretamente ligada ao lucro,
você confunde esses conceitos e faz suposições
estapafúrdias. Quando um tomateiro, vende
seus 10kg de tomates a $50 reais, depois de
simplesmente jogar umas sementes e gastar
seus tempo cuidando da planta, ele obteve $50
de lucro. Ora, o tomateiro criou $50, e somente
criou $50 no momento da venda, caso não
conseguisse vender, ele não teria criado nada
de riqueza. O custo monetário contábil dele é
zero, mas o custo subjetivo do cliente dele é
exatamente os $50 da operação de venda. O
cliente que paga os $50 não teve o
conhecimento, o capital acumulado, ou a
motivação necessária de simplesmente jogar
umas sementes e gastar seu tempo cuidando
da planta, para ele isso vale $50.
O tomateiro pode tomar diversos caminhos. Ele
pode pagar a alguém $30 para colher e cuidar
do seu tomate, ele pode comprar uma enxada
por $45, e ele pode também não fazer nada.
Optando por comprar uma enxada, ele teria
ainda $5 de lucro vendendo os mesmo 10kg a
$50. Você consegue perceber que o custo é
completamente relativo? Consegue perceber
que do ponto de vista do capitalista o custo é
um conjunto de parâmetros e do ponto de vista
do consumidor o custo é outro? Um cenário
onde todos os capitalistas estejam lucrando
signi ca que estão atendendo exatamente a
demanda de mercado, isto é, estão produzindo
na quantidade, na qualidade e no custo exigido
pelo mercado. Consegue perceber que um
proletário também é um capitalista? Quando
Karl Marx divide a sociedade em classes de
trabalhadores e estimula a luta entre eles, o
foco das relações de trabalho deixa de se
concentrar na produção de riqueza e passa a se
concentrar na distribuição. Dessa forma, a
analise da demanda de mercado ca
prejudicada e toda a sociedade perde. Por isso
Karl Marx deve ser combatido. Ele acredita que
o justo é o tomateiro jogar umas sementes de
tomate, cuidar da planta e simplesmente
distribuir os tomates para seu cliente, ou que o
tomateiro "ganhe" umas 4 enxadas, contrate 5
trabalhadores, que oriente eles a plantar e
cuidar dos tomates e depois os tomates serão
distribuídos a quem quiser. Percebe que nesse
sistema os custos são distorcidos? Percebe que
nesse sistema haverá uma disputa política e
não uma disputa econômica? A simples
substituição de uma disputa econômica por
uma disputa política, não torna a sociedade
mais justa. Simplesmente toda a sociedade
perde.
RESPONDER

Waldomiro Silva Filho  29/11/2016 13:44

Um amigo insistiu muito para que eu lesse esse


artigo. Relutei, disse que esse tema não é do
meu interesse.

Li.

Eu sou uma pessoa que aceita tranquilamente o


fato de que existem diferente opiniões sobre
inúmeros assuntos. O desacordo é algo natural
e, até certo ponto, positivo.

Mas eu já mais li tanta bobagem na minha


vida. Eu me pergunto, como uma pessoa
educada (o autor parece-me ser um professor
universitário com um título de doutor), pode
escrever algo tal estúpido. Eu tenho certeza que
ele não acredita em uma linha do que escreveu.
Não é crível que alguém possa acreditar nisso.

Os comentários de apoio ao texto provam que a


insanidade está se disseminando como uma
pandemia.

Estou apavorado.
RESPONDER

Cleodomiro  29/11/2016 14:09

Sua capacidade de argumentação é


primorosa. Seu poder de refutação é
inigualável. E seu português ("eu já mais
[sic] li tanta bobagem") é esplêndido.

Essas suas três qualidades re etem


perfeitamente seu intelecto.
De fato, seu amigo poderia ter lhe poupado
desse vexame público.

P.S.: você realmente tem todos os motivos


do mundo para "estar apavorado". Fosse eu
você, já estaria além do desespero.
RESPONDER

Um observador  29/11/2016 14:35

O comentário do Waldomiro é a
representação perfeita deste trecho do
artigo:

"Imagine uma explanação qualquer feita


por um professor e que atenda aos
requisitos da lógica e suponha que o
raciocínio desse docente o conduza a, por
exemplo, defender as privatizações. O
homem que é guiado pela linguagem
politicamente correta, então, dirá
simplesmente que discorda, sem qualquer
preocupação quanto a explicar por que
discorda. Muito provavelmente, se lhe
perguntarem o motivo, cará em maus
lençóis."

Waldomiro, por que você discorda do texto?


RESPONDER

O MESMO de SEMPRE  24/11/2016 13:20

..e por falar em educação e estabelecimentos educacionais (que são apenas "instrucionais", já que educação é em
casa):

Isso aqui não é bla bla bla, É VIDEO é PROVA CABAL e tô tentando viralizar:

https://homemculto.com/2016/11/24/visita-a-uma-invasao-estudantil/

Esse é o melhor video de todos os tempos.


Clareza insuperável:
- os pací cos e DEMONIOCRÁTICOS esquerdistas fazem assim, TAL e QUAL FIZERAM os NAZISTAS e FASCISTAS!

- Eles usam a violência para impedir as críticas e até mesmo a verdade do que são.

- Eles são imbecis que NEM MESMO SABEM O QUE ESTÃO FAZENDO ou SOBRE o QUE ESTÃO ATUANDO: São como
CÃES ADESTRADOS que ATACAM ao COMNDO dos ADESTRADORES, MAS NÃO SABEM a RAZÃO de ESTAREM
ATACANDO:
A esquerda ANIMALISA o ser humano, leva o indivíduo à condição de ANIMAL ADESTRADO.

- São SAFADOS e IMBECIS que, ADESTRADOS, OBEDECEM sem saber o porquê estão obedecendo.
APENAS OBEDECEM SEUS LÍODERES e são capazes de ATACAR, AGREDIR e certamente ATÉ MATAR, bastando-lhes
que o LÍDER MANDE e eles OBEDECERÃO!!!

O esquerdismo ou Socialismo, traduza-se como DEFESA do PODER TOTALITÁRIO do ESTADO, é um EMBUSTE


IDEOLÓGICO que IMBECILIZA e ANIMALISA o ser humano recalcado, sem autoestima (seduzido facilmente por
galanteios) e mentalmente instável.

Uma ideologia de PSICOPATAS que desenvolveram metodologia para ALICIAR IMBECIS e mais imbeciliza-los e torna-
los VIOLENTOS como CÂES ADESTRADOS a serviço de seus adestradores e proprietários.
E ALÈM de COVARDES, atacam em grupos numericamente mais fortes e choram se revidados à altura, além da
COVARDIA SÃO FROUXOS e não permitem que seus FOCINHOS SEJAM MOSTRADOS ...PORQUE SABEM qaue SÃO LIXO
e não querem ser RECONHECIDOS FORA do grupamento "valentão". PULHAS!!!
RESPONDER

henrick andrade   24/11/2016 13:48

Olá, gostaria de saber como funcionaria a justiça numa sociedade sem estado, grato !
RESPONDER

Terráqueo  24/11/2016 14:00

Leia:
Murray N. Rothbard - O Manifesto Libertário

Capítulo 12 - O Setor Público , III: Polícia ,


Lei e os Tribunais ........................................ 255
Proteção Policial........................................ 255
Os Tribunais........................................ 262
A Lei e os Tribunais........................................ 268
Protetores Criminosos ........................................ 276
Defesa Nacional........................................ 280

Leia toda a obra do Rothbard, sua visão de mundo nunca mais será a mesma.
RESPONDER

Tulio  24/11/2016 14:03

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795)

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1556 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1556)

www.mises.org.br/Article.aspx?id=948 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=948)

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1570 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1570)

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1846 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1846)

www.mises.org.br/Article.aspx?id=605 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=605)

www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=731 (http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=731)
RESPONDER

Guilherme de Souza  24/11/2016 13:55

Os índices da Educação no Brasil são sofríveis, mas questionar o "santíssimo patrono Paulo Freire" é praticamente
um pecado por aqui

Vá entender.
RESPONDER

Alfaiate Progressista  24/11/2016 15:04

Isso porque deturparam Paulo Freire.

E o manual ideológico esquerdista que eu sigo é bem claro:

Se uma ideia ou teoria esquerdista produz resultados desastrosos no mundo real, o problema está na realidade
e não na teoria. Essa realidade precisa então ser torcida e espremida até se encaixar na teoria.

Na minha pro ssão por exemplo, quando um terno ca curto demais no cliente eu resolvo o problema do jeito
marxista:
amputando partes dos membros do cliente até que ele caiba no terno.
RESPONDER

JP  24/11/2016 15:47

Os antigos que não são bobos em nada já sabiam disso. Basta ler o mito sobre o Leito de Procusto.
RESPONDER

Paulo Sérgio  24/11/2016 15:53

Ninguém distorceu Paulo Freire, a sua pedagogia é este lixo marxista mesmo que vemos nas escolas,
uma educação voltada pra formar militantes de esquerda e não cabeças pensantes.

P.S.: apesar de saber que você fez uma (excelente) ironia, é sempre bom aproveitar as deixas para fazer
esclarecimentos e correções.
RESPONDER

Esquerdista de Verdade  24/11/2016 20:30

Exatamente, Alfaiate! Deturparam Paulo Freire.

Mas isso é porque nunca houve uma esquerda no Brasil. Aqui só tem direita e extrema-direita.
RESPONDER

Rômulo Costa  25/11/2016 13:49

Como sempre, deturparam Marx, deturparam Paulo freire....

Senhores, não é a primeira vez que vemos isso. Esse argumento já está um tanto velho.
RESPONDER

Gilberto  24/11/2016 13:56

Torci pelo Trump porque ele não reza por essa cartilha do politicamente correto.
RESPONDER

Alexandre  24/11/2016 13:57

Apoiado. Enquanto não divulgarmos às massas a obra de nomes como Bastiat, HHH, Rothbard, Mises, Milton
Friedman, Vargas Llosa e outros, estaremos sujeitos a esse brainwashing a favor da utopia marxista e gramscista.

"Idéias...somente Idéias podem iluminar a escuridão" - LVM


RESPONDER

Max Stirner  24/11/2016 14:26

Excelente artigo... me fez lembrar também de outra fase :

"É a palavra que ordena e organiza, que induz as pessoas a fazerem as coisas, comprar e aceitar."

Querem substituir uma ideologia por outra... É a briga contínua de poder, de ideias... a "direita" quer vencer
a "esquerda".
Mises x Marx , nós x eles...

RESPONDER

WDA  29/12/2016 17:22

Só que Mises tem razão, Marx não.


RESPONDER

Marcelo Delormes dos Santos  24/11/2016 13:59


Quanta lucidez nesse comentário. Fantástico!!!!

Esse texto é para até os mais doutrinados pela esquerda despertarem do zumbinismo ao qual foram lançados.

Parabéns!!!! Nota 10, professor!!!

Meu sonho é ver essa mudança acontecer. Eu faço uso de todas as ferramentas disponíveis para fazer essa mudança.
Tenho certeza que um dia teremos todo esse mau varrido do nosso Brasil.
RESPONDER

Tannhauser  24/11/2016 15:07

Discordo em contestar respeitosamente os professores marxistas. Pre ro a estratégia de ignorar ao máximo a aula do
sujeito e, fora de aula, discutir com os demais alunos. Será bem mais frutífero.

Sobre os lhos na escola, concordo em pressionar a diretoria pela não doutrinação. Mas, considerando que a pressão
di cilmente surtirá efeito, sobretudo em escolas públicas, sugiro o ensino domiciliar (homeschooling).

Parecer em favor do Ensino Domiciliar (Homeschooling)

RESPONDER

Daniel Marchi  24/11/2016 15:21

Excelente artigo. O Padre Paulo Ricardo ministrou um curso de Filoso a da Linguagem que é fundamental para se
entender a profundidade da revolução semântica. O curso está disponível para os assinantes do site do Pe. Paulo.
RESPONDER

anônima das sextas  26/11/2016 01:06

Agradeço a dica, Daniel! Também vou assistir ao curso de Revolução e Marxismo Cultural que outro
comentarista indicou nesta seção de comentários. É muito bom saber que há padres contrários à "Teologia da
Libertação".
RESPONDER

Pobre Paulista  24/11/2016 15:21

Mercado neles! Gostei do termo.


RESPONDER

Henrique Inácio  24/11/2016 15:29

É bom ver que tem mais gente que está se empenhando nesta batalha contra socialistas e comunistas e não ca só
em defesas políticas e querendo afastá-los da mídia.
A universidade tem um poder velado, o de formar os dirigentes do futuro. Não basta combatermos os inimigos de
hoje, é preciso que tenhamos menos adversários amanhã.
RESPONDER

Flávio  24/11/2016 15:39

E a mais nova distorção da verdade é a "pós-verdade", em que a esquerda só aceita a sua verdade dos fatos ;)
RESPONDER

Dissidente Brasileiro  24/11/2016 16:04

Resultado do gramscismo e dos ensinamentos da Escola de Frankfurt nas universidades públicas bananeiras:
retardados que sequer sabem pensar e atacam de acordo com as ordens de seus donos, como cães adestrados. Não
têm a mínima ideia do que fazem, nem do motivo de estarem ali. Vejam como exemplo este vídeo:

https://www.facebook.com/mamaefalei/videos/1824719297762417/

RESPONDER

Viking  24/11/2016 17:24

lembrei desse especial sobre o Paulo Freire publicado no ano passado


reaconaria.org/colunas/dacia/especial-paulo-freire/

reaconaria.org/resenha/pedagogia-do-oprimido/
RESPONDER

Paulo  24/11/2016 17:44

Conversei recentemente com um amigo, chamado Israel, que antes comemorava a aprovação da lha no vestibular.
Agora, já com a lha universitária, lamenta cabisbaixo: a lha só fala em ir para Cuba, pintou o cabelo de vermelho e
tornou-se uma lha respondona.
RESPONDER

Sociólogo da USP  24/11/2016 20:09

Ele deveria car feliz, pois a lha dele aos poucos está desenvolvendo um pensamento crítico próprio, assim se
despregando dos fundamentos patriarcais e religiosos impostos pela sociedade machista e opressora onde
vivemos.

Aqui na USP mesmo, pude ter a felicidade de acompanhar a ''evolução'' de uma aluna: ela entrou tímida, de
roupas cobrindo todo o corpo, era ''bem cuidada'' até demais e saiu de cabeça raspada, com pelo nas axilas,
roupas curtas e cheia de tatuagens.

O progressismo não só liberta a alma das pessoas, mas as evolui mentalmente.


RESPONDER

Marciano  25/11/2016 14:34

Manda seu amigo dá uma conta para ela pagar.


RESPONDER

Juliana  25/11/2016 23:28

Joga uma carteira de trabalho nela.


RESPONDER

Julian  24/11/2016 17:47

Já dizem os próprios esquerdistas: "a crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto". Eles são parte ativa
desse projeto (são as doninhas) e os grandes projetistas são aqueles que eles defendem com unhas e dentes (políticos
de esquerda, sua ideologia e as políticas por eles defendidas).

E Paulo Freire é um dos maiores mentores desse atraso. É impressionante como sua corrente idiotizadora consegue,
ainda, seduzir. Na verdade, até sabemos o motivo: suas doninhas (professores doutrinadores) seguem à risca suas
ideias, destruindo os cérebros dos incautos. Mas sempre vai ter aquele "intelectual" (na verdade, outra doninha) a
a rmar categoricamente que "não há doutrinação nas escolas e universidades", enquanto a horda de lobotomizados
toma conta.
RESPONDER

Sérgio  24/11/2016 18:13

Só que vocês se "esquecem" que Paulo Freire nunca foi aplicado no Brasil.

www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150719_entrevista_romao_paulofreire_cc

RESPONDER

Murdoch  25/11/2016 04:54

É sempre o mesmo discurso da negação.

Socialismo foi implantado ali e não deu certo, mas não foi o socialismo.

Agora é os "intelectuais" da pedagogia negando que o método Paulo Freire não foi implementado.
RESPONDER

LEONARDO M COSTA  26/11/2016 01:15

Se o comunismo nunca foi implantado e Paulo Freire nunca foi aplicado. Como sabes que funciona?
RESPONDER

Valentin  24/11/2016 18:20

Parabenizo o site e o articulista pela excelente re exão. No meu entender a batalha não é só pela mente - intelecto,
razão, mas também pelo coração - sentimento. Diria que a batalha começa exatamente pelo coração. Quem não se
comove com a miséria e o sofrimento de outro ser humano? Ora, se eu ofereço a cura para isso e toco no seu coração,
já tenho a abertura para ganhar a sua mente. O processo demanda paciência e tolerância.
Roberto Freire trabalha com a empatia - tira o professor do pedestal e coloca no mesmo nível do aprendiz. Ora,
qualquer adolescente adora rivalizar com o mestre e se o mesmo se mostra receptivo já ganhou seu coração. Por outro
lado, por mais que você tenha razão - e intelectualmente seja superior, se isso aparentar arrogância há o fechamento
da comunicação.
Perceba a questão da "justiça social". É a grande bandeira do socialismo. Ainda que seja inalcançável por esse
caminho as pessoas insistirão nele porque tem a aparência da caridade, da salvação pessoal, do ajudar o próximo ...
(ideias presentes em todas as grandes religiões do mundo)
Ora, se o liberalismo entende ter a melhor solução deve embalá-la de maneira que as outras pessoas também
entendam, não adianta citar a Ação Humana de Mises, quem é Mises para o povão? A esquerda há muito saiu do
academicismo e foi para as ruas, onde o liberalismo é totalmente desconhecido. Até o nome" capitalismo" foi dado
pela esquerda e tudo que se refere ao liberalismo foi rotulado como selvagem, ruim, desequilibrado ....
É hora de virar o jogo, mas é preciso pensar e agir estrategicamente.
RESPONDER

Centrista  24/11/2016 19:25

O que dizer sobre o banco estatal Suiço ''Credit Suisse'' que é mundialmente conhecido e renomado?

Os liberais amam a Suiça como exemplo. O que dizer sobre:

O sector industrial é uma das marcas mais importantes dos séculos XVIII e XIX pois serviu de impulso para a economia
helvética. Mas a grande expansão de empresas criara um efeito de capitalismo sem ordem pelo que foi necessário
criar regras para conter esses problemas. Também no século XIX a Suíça faz-se de exemplo ao Mundo ao criar regras
laborais tais como em 1815 em Zurique que defendia que as horas diárias não excederiam as 12, nunca começando
antes das cinco da manhã. As crianças com menos de dez não deviam trabalhar. Em 1815 o cantão de Turgau a rma
que nenhuma criança pode trabalhar. Em 1877 uma lei federal nasce a rmando que as horas diárias passariam a ser 11
e não haveria período laboral à noite e aos Domingos. As crianças com menos de 14 anos estavam proibidas de
trabalhar.

Essa história que os escandinavos enriqueceram em live-mercado não é muito verdade, tanto que no século 19 e 20,
eles estavam submetidos a muita regulamentação e assistencialismo...

E as estatais do Reino Unido?


E as Sul-coreanas?
E as japonesas?

E a coreia do sul que cresceu com protecionismo, assitencialismo e desenvolvimentismo..

Expliquem essa neoliberais!!!!


RESPONDER

Exterminador  24/11/2016 20:50

Mas hein?! O Credit Suisse é um banco totalmente privado. Sempre foi.

Aliás, foi fundado por Alfred Escher, simplesmente o homem que travou uma batalha contra a ideia de haver
ferrovias estatais na Suíça.

en.wikipedia.org/wiki/Credit_Suisse (http://en.wikipedia.org/wiki/Credit_Suisse)

Suas fontes estão boas, hein? Tão boas quanto o que você disse depois.

Pulemos para o que interessa.

"E as estatais do Reino Unido?"

Privatizadas por Thatcher

"E as Sul-coreanas?"

Desconheço uma de renome mundial.

"E as japonesas?"

Idem.

"E a coreia do sul que cresceu com protecionismo, assitencialismo e desenvolvimentismo..."

Você se refere àquele modelo implantado aqui por Dilma e que gerou a Lava-Jato? Por favor, conte-nos mais
sobre ele.

Essa gente que defende mercantilismo é simplesmente é incapaz de ligar causa e consequência. Capitalismo
corporativista é excelente para os grandes empresários ligados ao governo e para os grandes sindicatos. E
péssimo para o povo, que ca com toda a fatura.

Ademais, não é verdade dizer que a Coréia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e
aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível.

O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento
estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou
relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria
estagnado.

Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o


que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para
a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características
inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não
havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital
acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não
têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as
coisas).

De resto, chega a ser engraçado o desespero dos nossos desenvolvimentistas. Ao se apegarem com todas as
forças ao mito de que a Coréia do Sul se desenvolveu graças à intervenção estatal, eles estão explicitamente
apoiando uma ditadura militar (que foi o que ocorreu na Coreia)

Aliás, vale destacar a desavergonhada defesa do mercantilismo e do corporativismo. Eles não têm o menor
pudor em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados e dizer que o Brasil deve imitar
esse modelo de privilégio estatal às grandes empresas. Ué, mas não foi exatamente isso o que foi feito no
governo Dilma?

Jamais imaginaria que a esquerda chegaria a tal desespero a ponto de defender mais privilégios para Eike
Batista (que nada mais é do que uma grande Chaebol). Os políticos e os grandes empresários que têm pavor
da concorrência adoram.

Se for para escolher, co com os modelos de Hong Kong (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804) e


Cingapura (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059). Ambos eram grandes favelas a céu aberto na
década de 1970, e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas
protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos
-- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

"Expliquem essa neoliberais!!!!"

Tá falando pras paredes.

Você sabe o que realmente signi ca 'neoliberalismo'? (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2542)


RESPONDER

Maycon  24/11/2016 22:54

Excelente resposta, parabéns!


Mais uma vez aprendi muito com os comentários neste site.
RESPONDER

Vanessa  24/11/2016 22:43

O pior são essas estratégias implantadas aos poucos. Eles trabalham com escala de tempo, numa situação onde a
maioria não percebe, e assim, pouco a pouco, vão moldando o cotidiano, transformando mentes, colocando na espiral
do silêncio os contrários. E ca tudo tão sutil, como é jornalismo hoje. É um modelo de "revolução" perfeita, quase
imperceptível, e sem armas.
RESPONDER

Inaví Corcini   24/11/2016 22:44

Esses dias estava ajudando minha mãe com as aulas de sociologia e quei em choque, é uma lavagem cerebral.
RESPONDER

Sérgio  24/11/2016 23:08

Curto muito os textos do Sr. Ubiratan Jorge Iorio. É um dos membros mais sensatos do IMB....
RESPONDER

saoPaulo  25/11/2016 00:11

Também curto muito as opiniões do Pe. Paulo Ricardo. É um dos membros mais sensatos da ICAR....
https://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural
(http://https://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural)
RESPONDER

Rhyan  25/11/2016 08:14


Janer Cristaldo falava muito de como os conservadores superestimam Gramsci, sendo o sr. Olavo de Carvalho um dos
seus maiores propagandistas. Tudo é colocado com ares de teoria conspiratória, extremo planejamento central,
exatamente como o olavismo faz com o suporto ultra-poder do Foro de SP, outra coisa que Janer questionava bem.

Além do exagero, os conservadores, fusionistas e coisas piores também adoram distorcer o marxismo cultural. Tudo
que eles não gostam, tudo que vai contra o pensamento religioso e neoconservador dessa direita caricata brasileira é
marxismo cultural.
Libertários são marxistas culturais! Mises queria legalizar as drogas? Marxista cultural! Isso é uma crítica losó ca à
minha religião? Marxismo cultural! Está dizendo que o regime militar não foi necessário? Marxismo Cultural! Abolir o
estado? Marxismo cultural! Deixar tudo na mão do mercado? Marxismo cultural!

Ubiratan Iorio não é o professor do Bolsonaro Jr naquela foto?


RESPONDER

saoPaulo  25/11/2016 14:25

Libertários são marxistas culturais! Mises queria legalizar as drogas? Marxista cultural!
Exato! São os mesmos que defendem internet como direito social e depois têm o disparate de vir a rmar que
libertários que são idiotas úteis da esquerda...
RESPONDER

kabeça  25/11/2016 13:35

Cara, vou dizer só um coisa.


Costumo dizer que eu leio de tudo...
Basta ver três comentários aqui pra ver a SUPERIORIDADE da discussão em relação aos sites esquerdistas.
Até os esquerdistas que entram aqui acabam travando uma discussão com base em argumentos e não as baboseiras
que se vê em outros sites.
Os comentários reforçam o sentido do texto: no campo das ideias, da consistência dos argumentos, de sua
plausibilidade a esquerda perde é feio... no campo das palavras a história é outra.
RESPONDER

Che  25/11/2016 19:42

É preciso contextualizar a época em que Paulo Freire desenvolveu suas idéias. No país a grande maioria das pessoas
eram analfabetas, e viviam de subemprego, quando algum tinham. A educação assume poder libertador aos oprimidos
que padecem sua ausência. A semelhança da maiêutica socrática, a verdade e o conhecimento não podem ser
impostos, mas como que paridos, banindo a educação bancária impositiva, dando lugar uma educação libertadora e
que permite a formação de indivíduos com visão crítica e dialética, o pesdelo dos opressores.
RESPONDER

Companheiro Camarada  25/11/2016 21:35

Mais um artigo do Ubiratan Iorio para se ler e dizer: "Sim senhor! Como o senhor mandar."

É realmente muito visível como os socialistas, marxistas, etc., já há tempos descobriram como utilizar nossa principal
ferramenta de comunicação, a linguagem, para propagar e xar suas ideias. E infelizmente, na maioria das vezes
fazem isso deturpando ou vulgarizando o sentido de palavras e expressões que, em um país tão plural como o Brasil,
tendem a ser caras à maioria das pessoas. Mas muito do trabalho para reverter isso começa com saber trazer à
racionalidade, justamente, muito desse vocabulário.

E também, com muito cuidado para não cair na armadilha e ser simplesmente a projeção, a oposição e a perpetuação
dessa divisão, nós e eles. A direita, nova direita, neoconservadores ou sei lá quem mais, erra muito a mão, e está
longe de conseguir construir alguma linguagem com palavras, expressões ou sentidos que se aproximem de fazer
parte e serem defendidas como valores da sociedade ou de pessoas comuns. Opressão, por exemplo, é uma palavra
que tem sido muito utilizada para caracterizar uma atitude que poderia ser entendida como típica da "direita
reacionária". Não chega a ser nenhuma novilíngua, muitas vezes é apenas uma forma jovial e descontraída de irritar a
esquerda ou de fazer um elogio. Mas não tem a menor chance de ser absorvida, constituir e fazer parte da linguagem
popular. Jovial e descontraída demais.

Racionalidade e seriedade são as palavras chaves. E quem está no meio liberal, tem mais chances de saber contra-
atacar.
RESPONDER

Paulo Bat  26/11/2016 00:39

Prezado Ubiratan Jorge Iorio


Segundo você, uma das fraudes semânticas é o aquecimento global ou mudanças climáticas.

Em primeiro lugar, deixe me apresenter: sou geólogo a 38 anos, com especialbização em geologia do petróleo.

Em relação a mudanças climáticas terrestres, elas ocorrem a 4,5 bilhões de anos, ou seja, desde que o planeta Terra
foi formado. Este ponto é pací co entre todos os geólogos contemporâneos. Um estudo muito interessante é a curva
de variação do nível do mar, de autoria da Exxon, a maior empresa de petróleo do mundo e que criou esta curva
baseado nos milhares de poços de petróleo que furou mundo afora.

Vejo muitas vezes, neste site que falar sobre mudanças climáticas é coisa de esquerdista. Em primeiro lugar, concordo
que nas ciências humanas haja tendências à esquerda e à direita.

Não vou dizer que nas ciências naturais isto não possa existir. Dois exemplos são famosos: a a rmação que a Terra
não era o centro do universo foi violentamente atacado pela igreja, de tal forma que Galileu teve que se retratar ou
iria para a fogueira. Hoje ninguém discute que a Terra não é o centro do universo. O segundo foi a Teoria da Origem
das Espécies de Charles Darwin o qual a igreja foi violentamente contra e hoje ninguém reprova, principalmente após
as descobertas do DNA. Só alguns grupos extremistas americanos que continuam a só acreditar no criaçonismo.

Mas, na grande maioria dos casos, as ciências naturais são não ideológicas (esquerda ou direita). A nal, ao contrário
das ciências sociais. as ciências naturais seguem as leis da natureza que são indendentes da vontade do homem.
Assim, não adianta Mises ou Marx querer elaborar a segunda lei de Newton. Sempre será F = m.g.

Isto posto, oclima está alterando. A nal, a pouco de dez mil anos atrás estávamos na idade do gelo.

Hoje, todos os estudos cientí cos mostram que o clima está esquentando.

Agora, o segundo ponto não é se o clima está alterando, o que está, mas qual são os fatores causadores, naturais,
antropogênicos ou ambos.

Ou seja, assim como as teorias de Copérnico e Darwin não eram de esquerda, só porque iam contra a igreja e o
establishment, a teoria da mudança climática também não é.

Outro grande exemplo é a deriva continental que hoje está comprovada cientifcamente pela rede de satélites GPS,
mas foi ridicularizada no início do século XX.

RESPONDER

Dissidente Brasileiro  26/11/2016 23:15

Hoje ninguém discute que a Terra não é o centro do universo.

Discute sim. Já ouviu falar da Teoria da Terra Plana? Pois é, procure saber mais a respeito, eles têm
questionamentos bem interessantes que deixam algumas pessoas - aquelas com alguma perspicácia -
digamos, "com a pulga atrás da orelha"...
RESPONDER

João das Coxas  27/11/2016 22:18

O Geocentrismo também nunca foi descartado. Pode não ser mais o consenso hoje, mas também não
há nenhuma prova de nitiva de que esteja errada essa hipótese.

Só pra deixar claro: eu não acredito em Geocentrismo, mas não há nenhuma prova de nitiva de que a
Terra não seja o centro do Universo.
RESPONDER
Paulo Bat  28/11/2016 02:07

Caro João das Coxas

O geocentrismo já foi totalmente descartado pela CIÊNCIA. Só alguns seguidores de pseudo-


ciência ainda batem nesta tecla. Há gente para tudo neste mundo.
RESPONDER

João das Coxas  28/11/2016 19:03

Não, senhor Paulo Bat. O Geocentrismo NUNCA foi descartado pela Ciência (nem mesmo
pela convencional). A Ciência está em constante construção e mesmo que haja hoje um
Consenso Cientí co de que a Terra não seja o centro do Universo, não há nenhuma prova
conclusiva de que ela não seja.
Há provas conclusivas de que a Terra não seja o centro do Sistema Solar, mas não que
não seja do Universo.

E como o Rogério postou, ser um Consenso Cientí co não prova que seja Verdade. Há
vários exemplos disso em um passado recente.
RESPONDER

Rogério  27/11/2016 22:28

Como um bom cientista, você deveria saber que nem sempre o Consenso
Cientí co é verdadeiro. O século passado, é uma grande prova disso.
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2060)
RESPONDER

Emerson Luis  28/11/2016 14:56

"Mas, na grande maioria dos casos, as ciências naturais são não ideológicas
(esquerda ou direita). A nal, ao contrário das ciências sociais. as ciências naturais
seguem as leis da natureza que são independentes da vontade do homem. Assim,
não adianta Mises ou Marx querer elaborar a segunda lei de Newton. Sempre será
F = m.g. "

Concordo, Paulo.

É interessante que os paulofreireanos a rmam que ensinar os alunos a fazerem as


operações matemáticas fundamentais, conjugar verbos, interpretar mapas, etc. é
uma "doutrinação ideológica burguesa" - "educação bancária" - e que esta deve
ser substituída pela "educação libertadora" - "senso crítico" (doutrinação
socialista). Por isso temos tantos jovens que são analfabetos funcionais e
"guerreiros da justiça social".

Repetindo: os socialistas acreditam que ensinar o pensamento racional/cientí co é


"doutrinação burguesa" - ou seja, o modo de pensar liberal/conservador.

Em outras palavras, "Mises" (liberais e conservadores) não tem nenhum interesse


em impedir os alunos de aprender a ler e escrever, calcular, conhecer as leis de
Newton, pelo contrário, pois esses conhecimentos e habilidades conduzem ao
liberalismo e ao conservadorismo moderado.

Já "Marx" (os socialistas) tem enorme interesse em impedir os alunos em geral de


aprender a pensar, pois com esta habilidade eles rejeitarão o socialismo.

***
RESPONDER

saoPaulo  28/11/2016 16:03


Perdão pela chatice, mas meu TOC está apitando aqui...
A fórmula correta é F = d(m*v)/dt
RESPONDER

Mr Richards  02/03/2017 20:56

Os pontos mais importantes destacados:

Deixando de lado o Geocentrismo e a Teoria da Terra Plana, abordarei outras


questões destacadas.

"O segundo foi a Teoria da Origem das Espécies de Charles Darwin o qual a
igreja foi violentamente contra e hoje ninguém reprova, principalmente após a
descobertas do DNA."

1º Fato - Existe um arcabouço de cientistas que reprova ou põe em dúvida a


teoria de Darwin. Mais de 800 cientistas com PhD proclamam suas dúvidas
acerca da teoria de Darwin abertamente.
(http://www.dissentfromdarwin.org/about/prt/)
O Design Inteligente é a irrefutável evidência de que a Teoria da Evolução é pu
estupidez!
Segundo o David Berlinski, losofo da ciência, Ph.D. em loso a pela
Universidade de Princeton, é também pós-doutorado em matemática e biologi
molecular pela Universidade de Columbia: "A teoria de Darwin é volumosa,
quase completamente inútil, e objeto de veneração supersticiosa."

2º Fato - Dizem comumente que humanos e chimpanzés dividem 99% do


mesmo DNA. Comparações genéticas não são tão simples devido às repetições
mutações, mas uma estimativa melhor seria entre 85 e 95%. Isso pode soar
impressionante, mas saiba que a maior parte do DNA é usado para funções
celulares básicas, que todos os seres vivos dividem.
Por exemplo, nós temos quase metade do mesmo DNA de uma banana, mas as
pessoas não usam isso de exemplo! Então 95% não é tanto quanto parece de
início.
Os chimpanzés têm 48 cromossomos, dois a mais que os humanos. Pensa-se
que isso acontece por que em um ancestral humano, dois pares de
cromossomos se fundiram e formaram um apenas. Um fato interessante é que
os humanos têm as menores variações genéticas entre os animais, por isso o
relacionamento entre parentes é perigoso.
Mesmo dois humanos completamente sem parentesco são usualmente mais
similares do que dois chimpanzés parentes.
Limites rigorosos de "comparação genética" parecem que não são levados em
conta quando comparações simplistas como esta são feitas. A se utilizar uma
abordagem como esta, alguém poderia chegar à conclusão de que, baseado nos
97 genes escolhidos, os seres humanos e as bananas seriam da mesma espécie
uma vez que eles teriam quase que 100% de DNA idêntico. Então por que
considerar o macaco ou algum animal do mesmo ancestral e descartar a
banana? Se bem que Jean Wyllys iria gostar de ter vindo de uma banana.
Brincadeiras a parte.

3º Fato - Gigantes. Sim, eles existiram assim como foi relatado biblicamente
com pura comprovação arqueológica. E como eu disse lá em baixo, tudo que nã
estiver de acordo com a teoria evolucionista, é descartado e escondido da
grande massa pelas mídias e a comunidade cientí ca.
Fotos históricas revelam a existência de seres humanos gigantes
(http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/fotos-historicas-revelam-a
existencia-de-seres-humanos-gigantes-18062015)
Fotos mostram claramente a evidência da existência de gigantes na Terra
(http://ahduvido.com.br/fotos-mostram-claramente-a-evidencia-da-
existencia-de-gigantes-na-terra)
Essa existência de gigantes já é uma grande refutação da teoria evolucionista,
porque esta é uma questão muito controversa especialmente para a ciência,
uma vez que eles não mencionam e não acreditam que gigantes existiram. Mas
mesmo assim você poderá me perguntar: Como foi que surgiram, de onde
vieram e porque a ciência não os mencionam em canais como History Channel,
National Geographic ou outro programa semelhante?
Há uma foto onde os cientistas foram contratados para negar a existência de
um gigante. Talvez a foto tenha sido manipulada ou não, mas além desta foto
existem centenas de outras fotos onde você verá claramente que esses seres
viveram conosco. Con ra na imagem abaixo que mostra a altura em metros de
gigantes relatados na Bíblia e de fósseis encontrados na Terra. Fonte acima.

A imagem anterior é incrível, mas a National Geographic negou a constatação


desses restos assumindo que era uma montagem . A resposta é simples: a
Ciência se recusa a reconhecer que os gigantes existiram, porque mostrar as
fotos e os restos encontrados simplesmente derrubaria a teoria da evolução, qu
ensina que viemos do macaco. Ops! Se isto acontecesse toda rede envolvida no
comércio iria a falência, todo dinheiro envolvido nesta teoria evolutiva seria
perdido, as grandes vendas de livros, as aulas em todas as escolas do mundo
que ensinam a teoria do "macaco" cariam obsoletos, e um grande negócio
acabaria! E você acredita ou não?
Como sustentar a evolução destes gigantes? Se fosse assim deveria existir em
algum lugar deste mundo, um macaco gigante como é King Kong!

4º Fato - Um estudo do cientista evolucionista Todd Preuss, do Centro Naciona


Yerkes de Pesquisa de Primatas da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estado
Unidos, desfaz o mito de que o DNA do ser humano é 99% idêntico ao do
chipanzé. O estudo, intitulado Human Brain Evolution: From Gene Discovery to
Phenotype Discovery ("A evolução do cérebro humano: da descoberta do gene
descoberta do fenótipo"), foi publicado na edição de 26 de junho de 2012 da
PNAS – a revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. A rma
Preuss em seu artigo que "é agora claro que as diferenças genéticas entre
humanos e chipanzés são muito mais extensas do que se pensava; seus
genomas não são 98% ou 99% idênticos". O mito dos 99%, popularizado pela
mídia secular, surgiu quando uma equipe de pesquisadores, dirigida por Morris
Goodman, da Faculdade de Medicina da Wayne State University, nos EUA,
comparou 97 genes de seres humanos, chipanzés, gorilas, orangotangos e
camundongos. Naquele momento, eles concluíram que os genes de chipanzés e
de bonobos (chipanzés pigmeus) tinham mais em comum com os genes
humanos do que com os de quaisquer outros primatas. Só que di cilmente ess
dados seriam su cientes para sustentar uma conclusão tão radical, já que os
pesquisadores compararam apenas 97 genes, quando o genoma humano (que
foi mapeado em sua totalidade de uma maneira muito geral) tem pelo menos
30 mil genes – ou seja, eles haviam comparado apenas 0,03% do total. Além
disso, os genomas dos primatas naquela época não haviam sequer sido
mapeados de maneira aproximada.
Em artigo publicado na revista Molecular Ecology em 2011, o geneticista Richar
Buggs explica que essa proximidade genética chegaria, na verdade, a no máxim
69%. Explica Buggs: "De 1964 a 2004, acreditava-se que os humanos eram
quase idênticos aos macacos no nível genético. E dez anos atrás, já dizíamos qu
a informação codi cada em nosso DNA era 98,5% a mesma que codi cava no
DNA de chipanzé. Isso levou alguns cientistas a a rmarem que os humanos
eram simplesmente outra espécie de chipanzé. Eles argumentavam que os
humanos não tinham um lugar especial no mundo, e que os chipanzés deveriam
ter os mesmos direitos que os humanos […] Só que, em 2005, os cientistas
publicaram um rascunho de leitura da sequência completa de DNA (genoma) d
um chipanzé. Quando isso é comparado com o genoma de um humano, nós
encontramos grandes diferenças. Para compararmos os dois genomas, a
primeira coisa que nós devemos fazer é alinhar as partes de cada genoma que
são semelhantes. Quando nós fazemos esse alinhamento, nós descobrimos que
somente 2,4 bilhões dos 3,2 bilhões de letras do genoma humano se alinham
com o genoma do chipanzé – isto é, 76% do genoma humano".

"Alguns cientistas argumentaram que os 24% do genoma humano que não se


alinha com o genoma do chipanzé é o inútil DNA lixo. Todavia, parece que agor
este DNA pode conter 600 genes que codi cam proteínas, codi cam também
moléculas de RNA funcionais. Além disso, olhando detalhadamente a
semelhança do chipanzé com 76% do genoma humano, nós descobrimos
também que, para fazermos um alinhamento exato, frequentemente temos qu
introduzir lacunas arti ciais ou no genoma humano ou no genoma do chipanzé
Essas lacunas dão outros 3% de diferença. De modo que, agora, nós temos uma
semelhança de 73% entre os dois genomas".(Fonte)
(http://novavidaemamor.com/?p=465)

5º Fato - A evolução das espécies não está em hipótese alguma comprovado.


Não se sabe de um caso sequer de uma transformação(mudança) de um anima
para outro. Eu disse mudança, não adaptação. Paramos para pensar. A ciência
a rma que uma matéria abiótica(sem vida) deu origem à todas as formas de
vida. Mas a mesma ciências a rma que uma vida só é possível vindo de outra
vida. E agora? É uma tremenda contradição. Se crer na criação é uma questão d
fé, crer na evolução também o é, só quem num grau muito maior, visto que ele
caem numa contradição. Para ainda ampli car o raciocínio, existe a questão do
aminoácidos que se unem para se tornarem uma célula replicante. A vida até o
presente momento não foi capaz de ser criada em laboratório a partir dos
elementos químicos básicos para tal.

"Só alguns grupos extremistas americanos que continuam a só acreditar no


criaçonismo."

Acho que você nunca ouviu falar do TDI(Teoria do Design Inteligente).


Resumindo o TDI é uma teoria cientí ca que emprega os métodos comumente
usados por outras ciências históricas para concluir que muitas características do
Universo e dos seres vivos são mais comumente explicadas por uma causa
inteligente, não por um processo não guiado como a seleção natural. Os teórico
da TDI argumentam que o design pode ser inferido estudando-se as
propriedades informacionais dos objetos naturais para determinar se eles
portam o tipo de informação que, em nossa experiência, se originam de uma
causa inteligente. A forma de informação que observamos é produzida por uma
ação inteligente, e assim indica seguramente o design, que é geralmente
veri cado por características como a "complexidade especi cada" ou a
"informação complexa e especi cada" (ICE). Um objeto ou evento é complexo
se ele for improvável, e especi cado se corresponder a algum padrão
independente.
Ao contrário do que muitos supõem, o debate sobre o design inteligente é mui
maior do que o debate sobre a teoria da evolução de Darwin. Isso porque muito
da evidência cientí ca a favor do design inteligente vem de áreas cientí cas qu
a teoria de Darwin sequer aborda. Na verdade, a evidência a favor do design
inteligente vem de três áreas cientí cas importantes: Física e Cosmologia, a
Química da Origem da Vida e a Bioquímica do Desenvolvimento de
Complexidade Biológica.(Fonte) (http://www.criacionismo.com.br/2014/10/o-
que-e-teoria-do-design-inteligente.html)

A Teoria do Design Inteligente está pautada sobe uma vasta e sólida literatura
cientí ca, existe centenas de obras cientí cas tratando do assunto, um bom
começo para os brasileiros é ler o livro de Michael Behe, intitulado "A Caixa
preta de Darwin, O desa o da bioquímica a Teoria da Evolução". O Intelligent
Design é uma verdadeira Teoria cienti ca que segue o método cienti co a risca
a Teoria da Evolução por outro lado não passa de um conjunto de especulações
sem fundamento algum.
"Mas, na grande maioria dos casos, as ciências naturais são não ideológicas
(esquerda ou direita)."

O quê? Amigo, aqueles de áreas de ciências naturais que não se encaixa na


teoria evolucionista e funciona de alguma maneira para comprovar a veracidad
bíblica é descartado. Primeiro, o que eles não puderem explicar vão tentar
esconder, depois a rmar que é uma anomalia, e por último se calar e tentar
calar a quantos puderem. O evolucionismo não explica satisfatoriamente a
complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam
mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Sua a rmação é completamente desonesta.

Sobre o aquecimento global:


Onda de frio mata 'dezenas' na Índia
(http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/01/100104_indiafrio_ba.shtm
Frio mata 41 na Índia e provoca transtornos na China e Coreia
(http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,frio-mata-41-na-india-e-
provoca-transtornos-na-china-e-coreia,490270)
Onda de frio mata 46 pessoas na Europa
(http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-01/onda-de-frio-
mata-46-pessoas-na-europa)
"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Su
(http://https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-
noticias/redacao/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-
representante-da-omm-na-america-do-sul.htm)
Prof. Molion aponta renovadas incongruências e até fraudes cientí cas em
recente relatório do IPCC (http://https://ecologia-clima-
aquecimento.blogspot.com.br/2014/02/prof-molion-aponta-renovadas.html)
30,000 scientists sue Al Gore for fraud. (http://www.warriorforum.com/o -
topic-forum/542-30-000-scientists-sue-al-gore-fraud.html)
www.dailymail.co.uk/news/article-1250872/Climategate-U-turn-
Astonishment-scientist-centre-global-warming-email-row-admits-data-
organised.html (http://www.dailymail.co.uk/news/article-
1250872/Climategate-U-turn-Astonishment-scientist-centre-global-
warming-email-row-admits-data-organised.html)

"Aliás o Phil Jones admitiu que usou truques para manipular os dados da
temperatura.

Ele não está sozinho nesse ceticismo. A lista é enorme, na verdade: Dr. Ian
Clark, professor da Universidade de Ottawa; Dr. Daniel Schrag, de Harvard;
Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard
Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da
Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da
James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia,
que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controle
climáticos de "advertências doentes, sem o devido suporte cientí co"; 17.000
cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição
do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto a rma a falta de
evidência cientí ca comprovando que os gases estufa causam o aquecimento
global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70
ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual s
referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como
"teorias cientí cas altamente duvidosas". E tem muito mais!"

E uma especial para você: Santa Catarina registra neve no amanhecer deste
domingo (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/07/santa-
catarina-registra-neve-no-amanhecer-deste-domingo.html?)
Deixe-me ser claro, cientistas alegam que na Idade Média teve um período de
aquecimento, chegando a temperaturas superiores do que atualmente, o que
indica que se houver um aquecimento hoje, não é culpa do homem, é como um
ciclo da natureza. Pois bem, existe um outro lado cientí co, que alega que a
terra está ESFRIANDO.
Homem não controla o clima e mundo está esfriando, diz professor
(http://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2014/06/1464294-homem-
nao-controla-o-clima-global-e-mundo-esta-esfriando-diz-professor.shtml)
A terra não está esquentando, mas esfriando, diz a NASA
(http://www.giroacreano.com.br/editorias/brasil/a-terra-nao-esta-
esquentando-mas-esfriando-diz-a-nasa/)
A Antártida está esfriando
(http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,a-antartida-esta-
esfriando,10000065781)
Cientistas dizem que Terra poderá viver 'mini Era Glacial' na década de 2030
(http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/cientistas-dizem-que-terra-
podera-viver-mini-era-glacial-na-decada-de-2030-16745721)
A terra está esfriando a rma estudioso
(http://www.clmais.com.br/informacao/57170/a-terra-est%C3%A1-esfriando-
a rma-estudioso)
A Terra está esfriando e cientistas alarmistas corrigem dados falsos
(http://https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2009/01/terra-
est-esfriando-e-cientistas.html)
Arctic Ice Cap Growing at Tremendous Rate
(http://guardianlv.com/2013/09/arctic-ice-cap-growing-at-tremendous-rate

E mais:
Após 37 anos, volta a nevar no deserto do Saara
(http://blogs.oglobo.globo.com/pagenotfound/post/apos-37-anos-volta-
nevar-no-deserto-do-saara.html)
2016 não termina nunca: nevou no Deserto do Saara
(http://veja.abril.com.br/mundo/2016-nao-termina-nevou-no-deserto-do-
saara/)
Como o colega acabou de postar hoje.
RESPONDER

Ex-microempresario  18/06/2017 17:10

Nota dez no Control-C/Control-V. Pena que mesmo copiando a


internet inteira, nada do que vc postou faz sentido.
RESPONDER

saoPaulo  20/06/2017 09:23

Gigantes? Sério isso? Gigantes?


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Pessoal tá de sacanagem.
RESPONDER

Paulo Bat  27/11/2016 10:37

Prezado Dissidente Brasileiro.

Entrei no site Terra Plana. Li e não quei "com a pulga atrás da orelha".

Para mim, pareceu muito mais um "hoax" (embuste, em português), que está cheio na Internet.

Ou então os caras acreditam mesmo. O que fazer, há todo tipo de gente no redondo planeta Terra.
RESPONDER

Dissidente Brasileiro  27/11/2016 17:09


Não é hoax. A origem desse movimento existe bem antes da Internet, na verdade originou-se ainda no século
19 com o inventor e escritor inglês Samuel Rowbotham. No século 20 seus proponentes foram
os americanos Samuel Shenton e Charles K. Johnson. Busque também por vários vídeos no YouTube mostrando
as muitas falsi cações de lmagens da ISS, lmagens a partir da estratosfera de balões meterológicos a
30.000 metros de altitude onde não se vê nenhuma curvatura do globo terrestre, relatos de ex-funcionários
da NASA e outras agências espaciais denunciando como as falsi cações das fotos do globo são feitas, além da
famosa ida do homem à Lua - coisa que pelo visto nunca aconteceu.
RESPONDER

Paulo Bat  27/11/2016 18:14

Eu entrei tanto nos sites em português quanto em inglês dos proponentes da Terra Plana. O que você
escreveu está nestes sites além da Wikipedia inglesa. Li inclusive, no site Wiki da The Flat Earth Society
muitos verbetes explicando porque a Terra seria plana, porque não existem satélites circundando a
Terra e que todos os países fazem parte de uma grande conspiração global para "esconder" a
verdadeira forma da Terra. E que tanto a NASA como os programas espaciais são uma mentira.

Nada se sustenta com os fatos cientí cos e tecnológicos acumulados desde Copérnico. É como se todos
os países e organizações cientí cas e tecnológicas mundiais participassem de um grande embuste
mundial. Quem ganharia o que mentindo que a Terra é esférica?

Interessante que quando eles usam fotos do exterior da Terra, utilizam fotogra as tiradas por satélites
da NASA.

É a típica pseudo-ciência como tantas outras e que só são seguidas por uma minoria.

Hoax é uma palavra inglesa do nal do século 18, que signi ca embuste em português. Ou seja, é usada
a mais de duzentos anos. Vide na wikipedia em inglês. Ou seja, muito antes da Internet.

Para mim Teoria da Terra Plana é um hoax típico além de uma pseudo-ciência.
RESPONDER

Dissidente Brasileiro  28/11/2016 04:01

Nada se sustenta com os fatos cientí cos e tecnológicos acumulados desde


Copérnico. É como se todos os países e organizações cientí cas e tecnológicas
mundiais participassem de um grande embuste mundial. Quem ganharia o que
mentindo que a Terra é esférica?

Se você leu todo o conteúdo dos sites, viu que além deles a rmarem que a Terra
é plana, também a rmam que ela possui um domo impenetrável. Fora um possível
pânico generalizado mundial que esta revelação poderia criar, existe o fator
nanceiro. Por exemplo, se não podemos sair de nosso planeta, todo o programa
espacial existente - inclusive as futuras "viagens a Marte", tão em
destaque atualmente na mídia - obviamente não fariam sentido.

Sendo assim, para onde vai o dinheiro investido nele? Dinheiro fácil roubado
através de impostos do bolso dos americanos que vai parar direto nas mãos de
empresas como Raytheon, Boeing, Lockheed Martin e outras que têm contrato com a
NASA. Estou falando de bilhões de dólares por ano. Consegue entender onde quero
chegar?

E existem as histórias sobre os "avistamentos de Óvnis"; isto também estaria


relacionado, mas não quero entrar em detalhes nesse assunto aqui.

Interessante que quando eles usam fotos do exterior da Terra, utilizam


fotogra as tiradas por satélites da NASA.

Eles usam estas fotos justamente para provar que não passam de montagens
baratas criadas pela NASA.
Aliás, você já viu alguma foto real da Terra vinda da NASA ou alguma outra
agência espacial? Não existe. Em pleno século 21, na Era da Informação não
existe uma única fotogra a real do nosso mundo, nenhuma mesmo. Porquê? Qual
seria o motivo?

É a típica pseudo-ciência como tantas outras e que só são seguidas por uma
minoria.

Então o fato de uma minoria apoiar determinada teoria automaticamente torna essa
teoria uma "pseudo-ciência"? Falácia cretina essa...

Hoax é uma palavra inglesa do nal do século 18, que signi ca embuste em
português. Ou seja, é usada a mais de duzentos anos. Vide na wikipedia em
inglês. Ou seja, muito antes da Internet.

Sei muito bem o signi cado e origem da palavra hoax. Mencionei


"Internet" porque você disse: pareceu muito mais um "hoax" (embuste, em
português), que está cheio na Internet. A Internet está mesmo cheia de
hoaxes, mas a Teoria da Terra Plana não é um deles e nem surgiu através
dela, como várias pessoas já disseram por aí.
RESPONDER

Paulo Bat  28/11/2016 20:22

Dissidente

Pelos dois últimos posts seus, vi que você acredita na teoria da Terra plana. Respeito
você. Inclusive porque muitas teorias tem um número inicial muito de seguidores e
depois vai crescendo.

No entanto, no meu ponto de vista ela não se sustenta. Como você falou, a NASA estaria
roubando os americanos. Engraçado que os Estados Unidos, com 300 milhões de
habitantes, não tenha criado um grupo de pressão para mostrar esta farsa.

Exemplo 1: o Partido Republicano não apontou a farsa da NASA quando Kennedy a criou e
Johnson a ampliou. Todos os presidentes republicanos a seguir a mantiveram. Certo que
Reagan diminuiu seu orçamento, mas não porque não acreditava na Terra redonda.

Exemplo 2: as centenas de universidades privadas não acusaram esta farsa, a nal é o


imposto deles que ajuda a nanciar a NASA.

Exemplo 3: a opinião pública contrária ao gasto público. Muitos grupos até defendem o
m da NASA, mas por questões de privatização. Nunca falaram que era porque a Terra
não é redonda.

Exemplo 4: quando a União Soviética lançou o primeiro satélite ao espaço, o Sputnik, os


EUA não denunciaram como sendo uma farsa, em plena guerra fria. Idem quando a URSS
lançou o primeiro homem ao espaço: Yuri Gagarin. Os EUA não só não denunciaram a
farsa, mas Gagarin foi capa de todos os jornais e revistas americanos.

Exemplo 5: que dizer de todos os outros países que já lançaram foguetes ao espaço:
Japão, China, Alemanha, França, Grã-Bretanha, só para car nos mais conhecidos.

Exemplo 6: além dos países acima que lançaram foguetes, satélites e homens ao espaço,
dezenas de países já lançaram satélites ao espaço, comprando lançamento dos países
mencionados, incluindo o Brasil,

Exemplo 7: fora os países dos itens 4 e 5 muitos países já enviaram astronautas ao


espaço, incluindo Brasil (Marcos Ponte), Irã, Israel, Ucrânia, Polônia, e muitos outros.
Exemplo 8: hoje já existem empresas privadas de lançamento de satélite como a SpaceX.

Exemplo 9: milhares de pessoas trabalham em programas espaciais mundo a fora e


centenas de astronautas já foram ao espaço.

Exemplo 10: A ISS é um esforço conjunto de 26 países: Canada, Japan, Russia, United
States, Austria, Belgium, Czech Republic, Denmark, Estonia, Finland, France, Germany,
Greece, Hungary, Ireland, Italy, Luxembourg, Netherlands, Norway, Poland, Portugal,
Romania, Spain, Sweden, Switzerland,United Kingdom.

É muita gente de muitos países para a NASA enganar.

Exemplo 9: O sistema de GPS é todo baseado numa constelação de satélites. Por isto
funciona no planeta inteiro, dos con ns da Amazônia ao centro do deserto do Saara.
Assim como os satélites de telecomunicações, de análises climáticas (cujos resultados são
apresentados toda noite nos telejornais pela moça do tempo.)

Ou seja, bilhões de pessoas do mundo inteiro, incluindo milhões de cientistas,


engenheiros, advogados, professores, e etc. estão se deixando enganar por estas
empresas que tem medo que o povo descubra que estão sendo enganadas a centenas de
anos por cientistas e engenheiros maus e que a Terra não é redonda, mas plana.

E se fosse verdade que a Terra fosse plana, segundo você a NASA mente para não perder
sua boquinha. Só que a NASA foi instalada em 1958, e Copérnico e Galileu viveram no
século 16. E o estudo da Terra redonda só foi se so sticando até que a URSS e a NASA
começaram a lançar foguetes.

Em relação à pseudo-ciência, deixa eu refazer a frase: a Teoria da Terra Plana é uma


pseudo-ciência pois não consegue se submeter ao método cientí co.
https://en.wikipedia.org/wiki/Pseudoscience
(http://https://en.wikipedia.org/wiki/Pseudoscience).

https://en.wikipedia.org/wiki/Myth_of_the_ at_Earth
(http://https://en.wikipedia.org/wiki/Myth_of_the_ at_Earth)

Ah, sim, e também é seguida somente por uma minoria, centenas de pessoas.

Quando eu falei do hoax eu já tinha lido sobre Rowbothan, Shenton e etc. e de que tudo
começou no século 19.
RESPONDER

Dissidente Brasileiro  27/11/2016 20:09

Não é hoax. A origem desse movimento existe bem antes da Internet, na verdade
originou-se ainda no século 19 com o inventor e escritor inglês Samuel
Rowbotham. No século 20 seus proponentes foram
os americanos Samuel Shenton e Charles K. Johnson. Busque também por vários
vídeos no YouTube mostrando as muitas falsi cações de lmagens da ISS,
lmagens a partir da estratosfera de balões meterológicos a 30.000 metros de
altitude onde não se vê nenhuma curvatura do globo terrestre, relatos de ex-
funcionários da NASA e outras agências espaciais denunciando como as
falsi cações das fotos do globo são feitas, além da famosa ida do homem à Lua -
coisa que pelo visto nunca aconteceu.
RESPONDER

Vladimir  27/11/2016 10:52

Vamos aos fatos:


1º quem propôs que a Terra era o centro do universo foi Aristóteles e Ptolomeu e reti cado pela igreja que era grande
admiradora da idade clássica
2º Quanto a mudança de clima entram outros fatores que não se mencionam que afetam mais que ação do homem
como atividade solar, vulcanismo, raios cósmicos, supernovas, alteração do campo magnético que está ocorrendo e
ninguém quase fala.
3º Quanto a Terra plana, um sábio grego fez um calculo da circunferência da Terra usando a posição do sol, e os
antigos tinham inclusive conhecimento de outros continentes além da Eurásia e África como o mapa de Piris Reis já
mostrou.
5º Se estivessem preocupados com ação do homem sobre a Terra e meio ambiente incentivariam os empreendedores
a buscar inovações que suprissem a demanda energética, transportes mais e cientes, menos ação de governos, uso de
usinas desalizadoras para irrigação etc. E o que falam: culpam o capitalismo pelas mudanças de clima, clamam por
justiça social etc. E a solução deles: socialismo, volta a uma sociedade primitiva, exterminar um terço da população
mundial, governo mundial etc.
RESPONDER

Paulo Bat  27/11/2016 14:49

Prezado Vladimir

Em relação a seus itens:

1° e 3°) Concordo com você em relação a no passado a Terra ser considerada o centro do universo. Só disse que
a Teoria da Terra Plana não se sustenta cienti camente. A Terra é redonda, orbita a estrela Sol, que por sua
vez orbita a Via-Lactea que também não é o centro do universo. Foi Erastótenes que estimou a circunferência
com erro de 5% somente.. Já o mapa de Piri Reis, de 1513, é considerado o 1° mapa-mundi e mostrava o
mundo conhecido aos europeus, inclusive mostrando a costa NE do Brasil.

2°) Em relaçào à mudança do clima, como geólogo eu sei que muitos fatores o alteram. Se voltar ao meu
comentário inicial, verá que disse que tal fato ocorre desde o início da formação da Terra. E também que isto é
ponto pací co entre os geólogos.

Em relação aos fatores que você indicou, a comunidade cientí ca concorda. Agora, um dos fatores mais
importantes na variaão climática são variações orbitais da Terra, como por exemplo os "Ciclos de
Milankovitch": https://en.m.wikipedia.org/wiki/Milankovitch_cycles
(http://https://en.m.wikipedia.org/wiki/Milankovitch_cycles). Um exemplo típico de variação orbital são as
estações do ano. CONCLUÍDO: Variações climáticas por causas naturais é ponto pací co da grande maioria da
comunidade cientí ca.

O que se discute atualmente é se as variações OBSERVADAS na temperatura, teor de CO2, redução das calotas
polares e dos glaciares está sendo causada por causas naturais somente ou pela combinação das causas
naturais aliadas a fatores antropogênicos (seres humanos).

5°) Em relaçào à preocupação, um verdadeiro cientista analisa um efeito e procura sua causa usando o método
cientí co. É como um médico que vê un paciente com febre, vômito e diarréia e analisa como causa mais
provável uma infecção intestinal.

Exemplo de como estudos sobre problemas ecológicos foram apresentados por cientista e a solução melhorou
a vida de todos:
a: despoluição dos rios Tâmisa, inglês e Reno, alemão. Hoje dá até para tomat banho nestes rios que eram
considerados mortos, devido principalment aos dejetos industriais.

Hoje o céu das cidades inglesas são azuis durante o tempo bom. Antigamente eram sempre cinzenta devido a
poluição. Foi a discussão da sociedade embasada em estudos cientí cos que fez esta mudança.

Exemplo brasieiro: A cidade industrial Cubatão, em São Paulo, era uma das mais poluídas do mundo. Precisou
muita luta de médicos e cientístas, aliado a um número exagerado de crianças com hidrocefalia para a
sociedade não aceitar mesmo.
Bom, as dezenas de industrias instalaram ltros e programas de controle de e uentes líquidos e sólidos e
Cubatão resolveu o problema.

Quando a indústria conversa com a sociedade aparecem as soluções. Um exemplo foi a invenção dos
catalizadores que tornou os motores a combustão interna muito menos poluidores. Antes do advento, todas as
grandescidades mundiais tinham o ar mais poluídos.
PS: Sou geólogo de petróleo que é uma industria poluidora por excelência. Sou pro ssional liberal e adoro
minha pro ssão. O que vi neste 38 anos que trabalho no petróleo foi que a indústria diminuiu muito seu per l
poluidor, principalmente nos paises ricos. Graças à pressão da sociedade. E mesmo assim elas continuam tendo
excelentes resultados.

Este negócio de dizer que se culpa o capitalismo é uma desculpa. O pais mais poluidor do mundo é a China. A
ex-URSS e seus satélites sempre foram mais poluidores que os paises capitalistas. Por que no capitalismo há
mais liberdade de se mostrar quando algo está errado e pode-se discutir o contraditório.

Wladimir. Querer a rmar que alguém queira socialismo ou queira voltar a uma sociedade primitiva ou querer
eliminar mais de DOIS bilhões de pessoas, só porque faz estudos sobre mudanças climáticas? Ao contrário.
Graças à ciência o mundo está cada vez melhor. E a ciência é nanciada, pelo menos nos países ricos, por
empresas capitalistas, pois é graças à ciência que elas conseguem ser cada vez mais competitivas, através de
novas descobertas.

Eu mostrei alguns exemplos de como cidades ou países melhoraram após ações tomadas baseadas em estudos
cientí cos. Há centenas de outros exemplos.

O que é melhor? Tomar banho no Tietê ou no Reno? Na baia da Guanabara ou na de Sydney, Australia? que
também era poluida e hoje tem água cristalina.

RESPONDER

Bruno Feliciano  27/11/2016 17:55

Quanto o aquecimento global, partindo do pressuposto que é verdade, eu não vejo problema.

Acho que o próprio mercado corrigi isso, eu não me re ro em o mercado poluir menos, acho que enquanto não
houver demanda por produtos que são menos agressivos ao meio ambiente, tudo vai continuar como esta.
Como a própria lei do mercado, onde há demanda há oferta! Se a demanda por produtos ecológicos for baixa,
os produtores continuaram se lixando pra poluição.

O mercado corrigiria pelo seguinte:

Se a temperatura subir e o nível do mar também, as cidades litoraneas perderão valor, todo os imóveis vão cair
de preço, obrigando as pessoas a vender e se mudar pra outro lugar que gere mais valor. Portanto, o sistema
de preços iria forçar as pessoas a saírem dessa cidade. O dano que o mar pode causar aos empreendimentos,
signi ca um risco enorme a quem quer empreender, portanto os empreendedores fugiriam dessa cidade
levando os empregos e a renda para outra cidade. Assim a cidade seria esvaziada naturalmente e tudo isso
antes do mar engolir a cidade(como prevê os ambientalistas). Porque como as pessoas estão sujeitas ao
prejuízo privado, estas iriam se planejar antecipadamente evitando enormes prejuízos. As pessoas cariam
atentas a cade previsão, pra sair da cidade antes que o prejuízo seja maior.

O aumento de temperatura iria prejudicar a agricultura e inclusive o bem estar nas grandes cidades do interior.
Muitos lugares do Mundo batem médias acima de 40 graus ao longo do ano e como é notório, ninguém mora
em um lugar desses, assim como o Polo Sul com 50 graus negativos.
Logo, as pessoas iriam demandar lugares com temperaturas mais agradáveis, do mesmo jeito que os
antepassados se mudaram de lugares que foram se tornando inabitáveis. A um tempo, esses lugares em que
hoje são extremamente quentes, já foram frios os su cientes pra sustentar o bem estar de uma sociedade.
Então onde hoje é meio frio pra se morar, vai se tornar mais agradável com o aumento da temperatura. Os
nórdicos poderiam se tornar um lugar ótimo pra se habitar. A ideia é que, lugares muito frios se tornarão
agradáveis pra morar, consequentemente iria ter demanda por moradia nesses lugares o que levaria toda a
oferta pra lá.

Hoje os humanos habitam lugares que antigamente era muito frio pra se habitar, é uma questão de se
adaptar...
A agricultura poderá progredir em lugares em que hoje são frios de mais, esses lugares se tornarão agradáveis
para agricultura, substituindo os atuais que carão quente de mais pra isso.
Não faz sentido? Isso sem contar inúmeras invenções pra superar tudo isso, toda a engenharia biológica,
marítima, gastronômica e etc...

Abraços
RESPONDER

Paulo Bat  28/11/2016 00:50

Prezado Bruno Feliciano

Muito boa a sua colocação. Não só o Ser Humano, mas toda a vida animal e vegetal do planeta ou se
adapta ou se extingue às mudanças, já que nada é estático em nosso mundo.

Um exemplo, o ser humano, segundo estudos antropológicos, paleontológicos e genéticos, tem cerca de
200.000 anos. Neste período nossa espécie já passou por dois períodos glaciais (idade do gelo) e
estamos na segunda idade de efeito estufa. Isto segundo estudos geológicos, paleo-climatológicos,
paleontológicos e etc. Ou seja, sobrevivemos a dois extremos: muito quente e muito frio.

Assim, como você falou, o próprio mercado também se adaptará a estas mudanças e corrigirá. Um
exemplo é a Russia, que já está tendo ganhos com o aquecimento, pois a cada ano mais terras se
tornam agriculturáveis e cada vez é mais fácil navegar no Oceano Ártico, mesmo no inverno.

Aliás, estudos mostram que muitas das grandes civilizações antigas se fortaleceram ou enfraqueceram
após períodos de mudanças climáticas extremas (longas secas ou enchentes extremas).

Alguns exemplos que o mercado, quando se alia a estudos cientí cos, muda e tem ganhos com isto,
sem o auxílio do governo, pode ser visto no norte do Mato Grosso. Lá, nos anos de 1970, colonos do sul
do Brasil se estabeleceram apoiados por uma política de ampliação da fronteira agrícola. Nestas grandes
fazendas, a mata foi toda cortada para se tornar plantações. Pois bem, com o tempo estas fazendas
começaram a ter problemas de falta de água e necessidade de investimento em caros projetos de
irrigação. Estudos mostraram que o problema era o desmatamento radical que matou as nascentes
d'água. Uma empresa de recuperação ambiental começou a fazer estudos em fazendas e re orestar as
nascentes e a mata ciliar. E a água voltou. Ou seja, as fazendas perderam um pouco de sua área
agriculturável mas voltaram a ter água.

RESPONDER

Bruno Feliciano  28/11/2016 15:09

Caro Paulo, perfeita a sua complementação sob meu comentário.

'' Neste período nossa espécie já passou por dois períodos glaciais (idade do gelo) e estamos na
segunda idade de efeito estufa. Isto segundo estudos geológicos, paleo-climatológicos,
paleontológicos e etc. Ou seja, sobrevivemos a dois extremos: muito quente e muito frio''

Exatamente isso, o exemplo da Russia traduz exatamente o que eu quis dizer.

E mais, quem disse que não estamos sujeitos a entrar em uma nova era glacial? Quem garante
que a terra não pode voltar a esfriar devido algum ciclo centenário não identi cado?

Que moral quer ter a humanidade que faz estudos precisos a menos de 200 anos? Sendo que
todos os ciclos e de mais eventos terrestres tomam milhares de anos...É um incoerência
cronológica, os humanos querem a rmar algo somente observando 200 anos dentro de milhares
e trilhares de anos...

Abraços
RESPONDER
Cristiane de Lira Silva  27/11/2016 14:04

Olá, mises.org estive lendo alguns textos daqui e gostado deles. Nunca fui a favor do comunismo e sou de convicção
social-democrata. No entanto, tenho respeito e até concordo com certos aspectos do liberalismo. Esse foi o primeiro
texto do mises do qual discordo . Já li diversos textos da direita falando dessa tal de "doutrinação comunista" e todas
as vezes que leio sobre isso imediatamente vem a minha mente lembranças daquelas histórias de Nova Ordem
Mundial e Conspiração Illuminati. Meu ponto de vista sobre esse tema é muito parecido com o que se encontra aqui
neste site: https://bertonesousa.wordpress.com/2015/05/16/existe-doutrinacao-ideologica-nas-escolas/
Há inclusive um texto intitulado "O totalitarismo nacionalista na Coréia do Norte"
(https://bertonesousa.wordpress.com/2013/09/08/o-totalitarismo-nacionalista-da-coreia-do-norte/). Nesse texto
tem um vídeo mostrando como é o regime da Coreia do Norte e ca bem claro que ali realmente existe uma
verdadeira doutrinação ideológica com controle total da informação.
Acredito que seja importante considerar este ponto de vista, principalmente porque é a crença nessa suposta
doutrinação marxista que tem levado as pessoas a apoiarem projetos como o escola sem partido. O liberalismo é a
favor da diminuição do poder do estado, mas esse projeto parece aumentar o poder do estado sobre os professores
determinando o que eles podem ou não fazer, criminalizando certas convições políticas e até a liberdade de opinião do
professor. E o professor tem o direito de ser de esquerda ou de direita e expressar suas convicções sem ser
criminalizado por isso. Também os alunos devem ter esse direito assegurado. Obviamente os pais não devem ser
obrigados a colocar os seus lhos em escolas onde ensinem marx ou teoria da evolução se isso vai contra a convicção
moral deles, por isso me coloco a favor do homeschooling. Outra alternativa seria os pais colocarem seus lhos em
escolas que se alinhem mais com as convicções ideológicas deles, já que eles acreditam tanto em doutrinação
comunista. A única coisa errada é tentar sutilmente eliminar o pensamento esquerdista só porque se discorda dele.
Também seria errado fazer o mesmo com o pensamento de direita.
No mais, vocês estão de parabéns. Embora eu discorde totalmente dessa ideia de doutrinação, há textos excelentes
aqui e parece ser um ambiente de tolerância.
RESPONDER

Cristiane de Lira Silva  27/11/2016 14:09

Mas em uma coisa a direita tem razão: As ideias dos teóricos liberais deveriam ser mais ensinadas nas escolas.
Acredito que não sejam ensinadas porque o ensino brasileiro é de péssima qualidade. Na verdade, nem Marx é
ensinado bem. Debates sobre teóricos liberais e marxistas seria muito enriquecedor pois se teria acesso a muitos
pontos de vista!
RESPONDER

Emerson Luis  28/11/2016 14:00

Ótimo artigo, professor Ubiratan Jorge Iorio. Comecei a ler o IMB depois de ver um dos seus artigos. Seguem alguns comentários
referentes a este.

"Piaget, para quem as crianças só podiam aprender o que estavam preparadas a assimilar.

Essa frase está correta em termos neuropsicológicos: crianças só podem aprender o que estão [neurologicamente] preparadas a
assimilar [de acordo com seu desenvolvimento atual decorrente da interação do relógio biológico com o ambiente].

Nenhum liberal ou conservador defenderia ensinar matemática avançada para crianças de cinco anos que mal conseguem dominar
o básico das quatro operações fundamentais. Ao contrário, dizer que a biologia contingencia o desenvolvimento humano
individual refuta o socialismo.

Aos professores caberia tão somente a tarefa de aperfeiçoar o processo de descoberta dos alunos."

Essa frase pode estar certa ou errada dependendo do contexto. Piaget falava do processo neurológico. Uma criança neurotípica de
cinco anos não possui capacidade cerebral para compreender que um quilo de ferro pesa tanto quanto um quilo de algodão; não é
uma questão de conhecimento, habilidade ou atitude, mas de capacidade neurológica naquela etapa de seu desenvolvimento.

Aliás, isso vale até para adultos. Não recomendamos a quem está começando a aprender sobre liberalismo que comece pelas obras
mais simples e só depois as mais profundas?

Piaget não propôs que o professor devia ser passivo, igualitário e não diretivo em relação à criança e aprendiz dela em vez de seu
instrutor, como Paulo Freire defendeu; Piaget propôs que se ensinasse de acordo com cada fase de desenvolvimento cognitivo, não
adiantando nem postergando indevidamente.
Mas aproveitando o assunto, seria interessante uma análise das ideias do Vygotsky. O Olavo de Carvalho já o criticou brevemente,
mas não explicou. O único erro que percebi é que ele pode ter dado a entender que o ser humano nasce biológico e depois deixa
de sê-lo quando passa a ser um ser social - a verdade é que somos biologicamente sociais.

Sobre Paulo Freire, ele é acusado de plagiar (http://https://www.google.com.br/search?


q=midiasemmascara+paulo+freire&oq=midiasemmascara+paulo+freire&aqs=chrome..69i57.4647j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-
8) um missionário que elaborou um método de andragogia (ensino para adultos). É uma das várias razões de porque o
socioconstrutivismo só causa maus resultados: ensinar crianças é muito diferente de ensinar adultos.

PS: Em vez de falarmos que "o socialismo/comunismo jamais funcionou" [o que pressupõe que os líderes socialistas/comunistas
são sinceros e estão iludidos], parece ser melhor dizer algo do tipo "o socialismo/comunismo sempre deu maus resultados". O
verdadeiro objetivo dos doutrinadores é tornar todos os jovens militantes incapazes de pensamento autônomo válido e neste
sentido o socioconstrutivismo funciona muitíssimo bem.

***
RESPONDER

Marcela  28/11/2016 21:12

Lamentável existirem pessoas que acham que o aquecimento global é coisa de Gramsci.Está provado pela CIÊNCIA que
o gás carbônico aumenta a acidez dos oceanos.Isso acontece porque esse gás é um óxido ácido que,combinando-se
com a água do mar, forma o fraco ácido carbônico, mediante a reação: CO2 + H2O –> H2CO3(Isso é química,não é
conversa de Gramsci ou de chineses).Desde a revolução industrial iniciada na Inglaterra, a acidez do oceano aumentou
30%,e se continuar do jeito que está não é impossível haver uma extinção em massa nos sete mares.Tudo isso é fato
cientí co e eu não costumo brigar com a Ciência.Porém eu também não nego o marxicismo
cultural(feminismo,aborto,igualdade de gênero etc) que assola nossas escolas e que devemos combater,eu só acho
que é uma irresponsabilidade tratar o aquecimento global como invenção de comunistas para prejudicar o
capitalismo.Aquecimento Global não é questão de ideologia,é questão de CIÊNCIA!
RESPONDER

Tulio  28/11/2016 23:08

Em primeiro lugar, o artigo em momento algum fala isso.

Em segundo lugar, sugiro a você se informar melhor sobre a história. Utilizar o ambientalismo para atacar o
capitalismo é uma tática planejada, a qual foi explicitamente vocalizada pelo socialista Robert Heilbroner no
nal da década de 1980.

Tudo começou em um ensaio publicado em 10 de setembro de 1990 na revista The New Yorker intitulado
"Após o Comunismo"
(http://www.newyorker.com/archive/1990/09/10/1990_09_10_091_TNY_CARDS_000357236).

Heilbroner, com muito pesar, lamentou que "Não estou muito esperançoso quanto às chances de o socialismo
continuar sendo considerado uma importante forma de organização econômica...". E acrescentou que "o
colapso das economias planejadas nos forçou a repensar o signi cado de socialismo".
Um novo subterfúgio deveria ser inventado, disse ele, para enganar ou acalentar o público, fazendo com que
ele se mostrasse novamente disposto a adotar o socialismo. Isso poderia demorar um pouco, admitiu ele, mas
se "nós" obtivermos êxito, "nossos bisnetos ou tataranetos poderão estar preparados para se submeter a
arranjos sociais que nossos lhos e netos rejeitaram."

O subterfúgio sugerido por Heilbroner foi explicado por ele próprio da seguinte maneira: "Há, no entanto, uma
outra maneira de olharmos para o socialismo. Tal maneira seria concebê-lo... como a sociedade que irá
inevitavelmente surgir caso a humanidade tenha de lidar com ... o fardo ecológico que o crescimento
econômico vem impondo ao ambiente."

Em outras palavras, se um número su cientemente grande do público puder ser ludibriado por este
subterfúgio, então o "capitalismo terá de ser monitorado, regulado e restringido de tal forma que seria difícil
chamar esta nova ordem social de capitalismo".
Os socialistas, segundo Heilbroner, teriam de mudar sua postura: em vez de acusar o capitalismo de
ine ciência e desperdício, a nova estratégia seria acusá-lo de destruição ambiental e, consequentemente, criar
inúmeras burocracias, regulamentações e leis com a explícita intenção de subverter totalmente as
características do capitalismo a ponto de fazer com que, segundo os próprios socialistas, o novo arranjo social
gerado não possa de modo algum ser considerado capitalismo.

E assim foi feito.


RESPONDER

Milton  19/12/2016 13:03

Caro Professor
Aprecio muito seus artigos , mas como estou apenas engatinhando em economia austríaca, gostaria de sua ajuda para
compreender uma questão. Dado que para que ocorra um crescimento equilibrado é necessária a poupança prévia, e
não a injeção de "dinheiro criado do nada", a massa monetária permanece a mesma ao nal do ciclo de produção,
com o acréscimo de produto do novo investimento. Como cresce a moeda para fazer frente ao crescimento do
produto?
grato
Milton
RESPONDER

WDA  29/12/2016 17:02

Clap, clap, clap! Palmas para este excelente artigo. Achei que o IMB não iria conseguir se superar, mas vocês têm
aparecido com coisas cada vez melhores e de extrema importância!
RESPONDER

anônimo  10/01/2017 20:37

Artigo magní co. Não conhecia esse texto do Ubiratan.


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