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COT - Financiamento Imobiliário Pessoa Física – v014

Suplemento GIHAB/BH

Suplemento
GIHAB/BH

COT
FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO
PESSOA FÍSICA – v014

Vigência: 26/04/2018 1
COT - Financiamento Imobiliário Pessoa Física – v014
Suplemento GIHAB/BH
SUMÁRIO

1 Finalidade --------------------------------------------------------------------------------------- 3

2 Orientações Gerais --------------------------------------------------------------------------- 3

3 Critérios, Convenções e Conceitos adicionais-------------------------------------- 4


3.1 Vistoria ao imóvel ------------------------------------------------------------------------- 4
3.2 Certidão individualizada e atualizada da Matrícula do imóvel ------------------ 4
3.3 Avaliação de Lote / Terreno ----------------------------------------------------------- 4
3.4 Enquadramento de Imóvel como Novo --------------------------------------------- 5
3.5 Acesso por via pavimentada ----------------------------------------------------------- 5
3.6 Pavimentação Definitiva----------------------------------------------------------------- 5
3.7 Abastecimento de Agua ---------------------------------------------------------------- 6
3.8 Fornecimento de Energia Elétrica ---------------------------------------------------- 6
3.9 Circuitos Elétricos ------------------------------------------------------------------------ 7
3.10 Sistema de Esgotamento Sanitário ------------------------------------------------- 7
3.11 Forros e Coberturas -------------------------------------------------------------------- 8
3.12 Alvenaria Estrutural --------------------------------------------------------------------- 8
3.13 Sistemas construtivos não convencionais ----------------------------------------- 8
3.14 Patologias nas Edificações ---------------------------------------------------------- 9
3.15 Aberturas e Afastamentos ------------------------------------------------------------ 9

4 Procedimentos Técnico-Operacionais ------------------------------------------------ 11


4.1 Documentação não disponibilizada no SIOPI -------------------------------------- 11
4.2 Reedição de Laudos após Revistoria para verificação de pendências ------ 11
4.3 Substituição de Laudos de Avaliação nas Atividades A-412 e A-414 -------- 11
4.4 Divergência de Valor de Remuneração de OS ------------------------------------ 12
4.5 SimilWeb e SimilCred -------------------------------------------------------------------- 12

5 Apensos ----------------------------------------------------------------------------------------- 13
5.1 Apenso I – Comprovante de Vistoria ------------------------------------------------- 14
5.2 Apenso II – Declaração de Execução ------------------------------------------------ 15
5.3 Apenso III – Croqui Esquemático – Sistemas de Esgoto Individual ---------- 16

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1 FINALIDADE

Este Suplemento tem o objetivo de complementar as orientações do COT – Financiamento


Imobiliário Pessoa Física – v014, vigente a partir de 26/02/2018.

As orientações contidas neste documento abordam e detalham, ainda, esclarecimentos em


relação às dúvidas mais recorrentes das empresas credenciadas de engenharia e arquitetura no
atendimento de demandas de avaliação de imóveis e análise técnica de propostas de
financiamento para construção individual, bem como estabelece critérios e condições específicas
para atuação na área de abrangência da GIHAB/BH.

As orientações técnicas repassadas anteriormente por Infocred e informativos da


GIHAB/BH às empresas credenciadas ficam revogados por este documento.

Orientações e recomendações efetuadas por email permanecem válidas e devem ser


observadas.

2 ORIENTAÇÕES GERAIS

As orientações a seguir trazem como referência a itemização indicada no COT - Financiamento


Imobiliário Pessoa Física – v014 e devem ser verificadas em complementação ao contido
naquele caderno.

Persistindo dúvida em relação ao procedimento a ser adotado para prestação de serviço


adequadamente, esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos por meio de consulta à
GIHAB/BH nos plantões técnicos ou por email, mencionando sempre o nº da respectiva OS.

As consultas estão restritas a empresas credenciadas geridas pela GIHAB/BH e unidades da


CAIXA.

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3 CRITÉRIOS, CONVENÇÕES E CONCEITOS ADICIONAIS

Os itens a seguir procuram tratar de forma objetiva, dentro de critérios e convenções definidos
pela GIHAB/BH, questões que apresentam subjetividade na análise ou indefinição normativa.

Tem como objetivo principal estabelecer padrões para homogeneizar procedimentos, nivelar
entendimentos e propiciar atuação uniforme das empresas credenciadas.

3.1 Vistoria ao imóvel

3.1.1 É obrigatório o preenchimento, assinatura, colhimento de assinatura do contato durante a


vistoria e digitalização junto ao Laudo de Avaliação/Análise/RAE do Apenso I – Comprovante de
Vistoria.

3.1.2 O Apenso I será dispensado apenas nos casos em que a OS tenha sido demandada pela
GILE ou GIGAD.

3.2 Certidão individualizada e atualizada de Inteiro Teor da Matrícula do imóvel

3.2.1 Para efeito de avaliação/análise do imóvel, deverá ser admitida como atualizada a
certidão de inteiro teor da matrícula do imóvel expedida em até 180 dias da data de abertura da
OS.

3.2.2 Para contratação da operação, se ocorrer, o proponente deverá apresentar o documento


expedido em até 30 dias.

3.2.2.1 Caso haja incompatibilidade entre o documento utilizado para realizar a avaliação/análise
e o documento apresentado para contratação, a GIHAB/BH será consultada.

3.2.3 Excepcionalmente, será admitida para avaliações de imóveis demandadas pela GIHAB,
GILIE e GIGAD, a utlização de matrícula desatualizada em função da especificidade dessas
demandas.

3.3 Avaliação de Lote / Terreno

3.3.1 Para avaliação de terrenos, além da certidão de inteiro teor da matrícula do imóvel, será
necessária a verificação de documento oficial do Poder Público Municipal, a exemplo da
Informação Básica, que identifique claramente em croqui o imóvel avaliando, informe parâmetros
urbanísticos e possíveis restrições para utilização (como áreas de APP, previsão de
desapropriação, área sujeita à inundação), etc.

3.3.2 A conclusão de avaliação de terreno sem a verificação desse tipo de documento poderá
acarretar penalidade para a empresa credenciada, visto que a definição de valor de qualquer
imóvel pressupõe sua correta e inequívoca identificação bem como o conhecimento das
possibilidades de uso.

3.3.3 A informação básica deverá ser solicitada ao agente demandante da avaliação e anexada
no SIOPI (digitalizada como anexo do laudo).

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3.3.4 Algumas Prefeituras já disponibilizam o serviço de obtenção de Informação Básica pela
internet, sendo que a solicitação poderá ser feita pela própria empresa credenciada de forma a
agilizar a finalização do trabalho:

• Prefeitura Municipal de Belo Horizonte: http://siurbe.pbh.gov.br/docsiurbe_internet/


• Prefeitura Municipal de Betim: http://www.dpurb.betim.mg.gov.br/infbasica/
• Prefeitura Municipal de Contagem: http://www.contagem.mg.gov.br

3.4 Enquadramento de Imóvel como Novo

3.4.1 Nas concessões de financiamento, o enquadramento dos imóveis como novo ou usado é
de responsabilidade das agências da CAIXA.

3.4.2 Para subsidiar tal enquadramento, a situação do imóvel deverá ser informada nos
seguintes campos do laudo de avaliação:
• Ocupação;
• Estado de conservação;
• Idade estimada (anos);
• Informações complementares

3.4.3 Para confirmação da suficiência da documentação apresentada para o imóvel, o


enquadramento normativo vigente é que Imóvel novo é aquele, que na data da entrega da
documentação, encontra-se em uma das seguintes condições:
• Com até 180 dias da expedição do “habite-se” ou documento Equivalente, expedido por
órgão municipal competente;
• Com mais de 180 dias da expedição do “habite-se” e ainda não tenha sido habitado ou
alienado, excetuando-se o casos em que o proponente for o primeiro comprador do imóvel e
comprove a sua ocupação durante a negociação de venda ou quando tratar-se de imóvel
recebido pelo vendedor do terreno do empreendimento, mediante dação em pagamento.

3.5 Acesso por via pavimentada

3.5.1 Conforme Portaria 570/2016 do MCidades, a partir de 01/01/2019, somente serão


admitidos para financiamento imóveis localizados em via pavimentada.

3.5.2 Até 31/12/2018, será exigido acesso por via pavimentada a todas as unidades novas a
serem financiadas em empreendimentos com mais de 12 unidades.

3.5.2.1 No âmbito das operações da CAIXA, estende-se o conceito tradicional de


empreendimento ao conjunto de unidades novas ou em construção assemelhadas edificadas de
forma contigua ou em uma mesma região, mesmo que construídos por empreendedores
distintos, mas que apresentem tipologia, padrão construtivo e valor de mercado similares.

3.6 Pavimentação Definitiva

3.6.1 Nos casos em que se exige acesso por via pavimentada, a pavimentação deve ser
definitiva e configurar uma solução adequada para tráfego. Também devem ser observadas
condições adequadas de escoamento de águas pluviais. É minimamente necessária a existência
de escoamento superficial de águas pluviais (normalmente meio-fio e sarjeta).

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3.6.2 Para pavimento não asfáltico (calçamento poliédrico, piso intertravado, etc...), a sarjeta
deve ser dispensada e o meio-fio exigido.

3.6.3 No caso de pavimentação parcial de ruas, a exemplo de quando existe pavimentação da


via apenas até o acesso ao imóvel avaliando, é necessária a comprovação da existência de
elemento de transição entre o trecho pavimentado e o trecho sem pavimento, de tal forma a
evitar a rápida deterioração da pavimentação executada (Ex: meio-fio enterrado)

3.6.4 Imóveis novos localizados em ruas com pavimentação deteriorada não devem ser aceitos
em garantia.

3.7 Abastecimento de Água (Complementa item 3.4 do COT)

3.7.1 Nos casos de imóvel com abastecimento de água pela concessionária local, deverá ser
verificada a existência de cavalete adequado para instalação de hidrômetro.

Figura 1 – Padrão de cavalete exigido pela COPASA

3.7.2 Nos casos em que é exigida a Outorga de uso da água pelo Poder Público (IGAM) (ver
item 3.4.2 do COT), deverão ser observados os seguintes aspectos:
• Identificação da localização do poço/cisterna por meio de vistoria;
• Confirmação da vinculação do documento apresentado com o poço/cisterna identificado;
• Confirmação de que a outorga está válida e foi expedida em nome de ente público,
associação de moradores ou no nome do condomínio/loteamento.
• Para poço/cisterna que abasteça apenas um imóvel, será admitida outorga em nome de
particular.

3.8 Fornecimento de Energia Elétrica

3.8.1 Caberá ao construtor/empreendedor solicitar a ligação definitiva de energia a fim de


comprovar a adequação das instalações às exigências da concessionária de energia. É
necessário que o padrão tenha sido construído conforme especificado nas Normas Técnicas ND-
5.1 ou ND-5.2.

3.8.2 O padrão de energia deverá estar ligado à rede pública, mas o medidor individual
(Relógio) não precisa estar instalado.

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3.9 Circuitos Elétricos (Complementa item 2.11 do Anexo I do COT)

3.9.1 Nos casos em que o Quadro de Distribuição de Energia da unidade apresentar apenas 4
disjuntores, a manifestação sobre a aceitação do imóvel em garantia deve ser realizada
conforme uma das alternativas a seguir:

a) Tipologia CASA com 4 disjuntores não identificados – Entende-se que os disjuntores se


referem a 3 circuitos elétricos e uma chave geral. Neste caso a aceitação em garantia deve ser
negada.

b) Tipologia CASA com 4 disjuntores correspondentes aos circuitos elétricos devidamente


identificados (um exclusivo para chuveiro), sem chave geral no QDC – Entende-se que a chave
geral se encontra no padrão de energia. Esta situação é passível de aceitação em garantia.

c) Tipologia APARTAMENTO – Exigida a existência de 5 disjuntores no QDC, sendo 1 para a


chave geral, e 4 para os circuitos elétricos (um deles exclusivo para o chuveiro).

3.10 Sistema de Esgotamento Sanitário (Complementa item 1.2 do Anexo I do COT)

3.10.1 Para sistemas de tratamento de esgoto individual executados em processo construtivo


convencional, a condição para aceitação de imóveis em garantia de operações com a CAIXA é a
conformidade com o COT e com as Normas Técnicas (especialmente a NBR7.229 e a
NBR13.969) observadas em vistoria, principalmente quanto a:
• Existência de tampas para inspeção, manutenção e limpeza;
• Existência de caixas de gordura, caixas grelhadas, sumidouros ou valas de infiltração;
• Localização nos limites do terreno.

3.10.2 Para imóveis novos, o atendimento aos afastamentos entre tanques sépticos, distâncias
de lençol freático, de corpos d’água, de pontos públicos de abastecimento de água, de ramais de
água, de árvores, das divisas e limites do terreno, de construções, bem como de dimensões
mínimas de tampas, tanques e demais componentes será declarado pelo construtor no Apenso II
– Declaração de Execução de Sistema de Tratamento de Esgoto Individual.

3.10.2.1 Estes requisitos deverão ser objeto de inspeção meramente visual pelo credenciado,
sem a necessidade de utilização de instrumentos de medição para confirmação do atendimento.

3.10.2.2 Caso seja constatado, pela simples inspeção visual, que determinado requisito não foi
claramente cumprido pelo construtor, mesmo que declarado no Apenso II, deverá ser apontado
no laudo de avaliação como pendência para aceitação do imóvel em garantia.

3.10.3 Para imóveis usados, o atendimento aos requisitos previstos no Apenso III devem ser
verificados pela empresa credenciada e a inobservância de qualquer um deles ensejará a
negativa de aceitação em garantia.

3.10.4 Não devem ser admitidas fossas sépticas que apresentem apenas tubos de PVC como
abertura para inspeção, manutenção e limpeza.

3.10.5 No caso de sistema de tratamento de esgoto individual com utilização de equipamentos


disponíveis no mercado (fossas sépticas pré-fabricadas, Mini ETE, filtros, biodigestores, etc...),
para aceitação em garantia devem ser atendidas, além das condições acima previstas, as
orientações do manual do fabricante.

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3.10.5.1 Apenas para estes casos, o laudo de avaliação deve informar as seguintes pendências
para contratação:
• Manual de Instalação, Operação, Manutenção e limpeza fornecido pelo Fabricante;
• Termo de Ciência quanto à utilização de componente não convencional para destinação do
esgoto doméstico, assinado pelo proponente (comprador);
• Termo de recebimento do manual contendo procedimentos de inspeção, manutenção e
limpeza do sistema, assinado pelo proponente (comprador).

3.10.6 O Apenso III deste Suplemento apresenta croqui esquemático com as principais
exigências previstas em norma para o sistema individual. As indicações nele contidas são
orientativas à rede de credenciados com o objetivo de facilitar e padronizar o entendimento e
não se sobrepõem às normas técnicas citadas.

3.11 Forros e Coberturas (Complementa Observação 5 do Anexo I do COT)

3.11.1 Nas situações em que é admitida a cobertura em laje impermeabilizada, devem ser
observados os seguintes aspectos:

3.11.1.1 Para laje de forro, sem acesso para utilização do pavimento superior como piso, admite-
se que haja apenas a proteção mecânica da manta de impermeabilização.

3.11.1.2 Caso a laje impermeabilizada seja utilizada como terraço, mesmo que parcialmente
coberto por telhado, não será admitida apenas a proteção mecânica da manta de
impermeabilização ou mesmo piso cimentado. Nestes casos, obrigatoriamente o piso deverá
estar revestido (cerâmica, porcelanato, pedra, etc...).

3.11.1.3 Em todos os casos em que é adotada laje impermeabilizada, deverá ser verificada a
apresentação de ART de Impermeabilização correspondente (anexada no SIOPI) e sua ausência
será motivo para negativa de aceitação do imóvel como garantia.

3.12 Alvenaria Estrutural

3.12.1 Imóvel edificado em alvenaria estrutural deve ter as espessuras de paredes verificada
pelo engenheiro credenciado para confirmação do atendimento às normas pertinentes.

3.12.2 A verificação deve ocorrer em função do nº de pavimentos do empreendimento, conforme


abaixo:
• Casas térreas (1 pavimento) – espessura mínima de 9 cm;
• Térreo mais 1 pavimento (até 2 pavimentos) – espessura mínima de 11,5 cm;
• Mais de 2 pavimentos (3 ou mais pavimentos) – espessura mínima de 14 cm.

3.12.3 Caso as espessuras mínimas citadas acima não tenham sido observadas, o imóvel não
pode ser aceito em garantia e deverá ser consignado no campo “Informações Complementares”
o seguinte texto:

“Aparentemente, o imóvel foi edificado em alvenaria estrutural com utilização de blocos


estruturais em espessura inferior à recomendada em norma técnica para X pavimentos
(especificar o nº de pavimentos). A GIHAB/BH deverá ser acionada para análise e manifestação
conclusiva.”

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3.13 Sistemas Construtivos Não Convencionais (Complementa Item 3.6 do COT)

3.13.1 São considerados inovadores ou não convencionais os materiais e sistemas construtivos


que incorporam nova concepção, representam uma alternativa à tecnologia convencional, que
não sejam objeto de norma brasileira prescrita ou aqueles cuja norma técnica tenha sido recém
publicada e, portanto, sua utilização seja de pouca tradição no território nacional.

3.13.2 A utilização de materiais não certificados ou sistemas construtivos não convencionais


e/ou inovadores em imóveis financiados pela CAIXA está condicionada à aceitação pela GIHAB.

3.13.3 Nestes casos, o credenciado deverá concluir o trabalho com negativa da garantia e incluir
no campo “Informações Complementares” o seguinte texto:
“Imóvel edificado com utilização de material ou sistema construtivo inovador ou não
convencional (especificar qual é o material ou sistema construtivo identificado). O imóvel poderá
ser aceito em garantia caso haja manifestação favorável da GIHAB após análise.”

3.14 Patologias nas Edificações

3.14.1 Sempre que houver identificação de patologias no imóvel avaliando, os danos devem ser
descritos no campo “Informações Complementares” do laudo com manifestação objetiva:
• Se os danos físicos forem considerados simples e de solução pouco onerosa, não
comprometem a aceitação em garantia;
• Caso sejam considerados graves e de solução complexa e/ou onerosa, comprometem a
aceitação em garantia.

3.14.2 Casos sejam identificados danos físicos graves em áreas comuns do empreendimento,
mesmo que não afetem diretamente o imóvel avaliando, a situação é motivo de negativa de
garantia.

3.14.3 Quando houver revistoria para verificação do atendimento de pendências e não for
possível se certificar dos procedimentos adotados pelo construtor para solução de vícios
construtivos graves (por exemplo: infiltrações graves, umidade ascendente em paredes, etc...),
deverá ser exigida ART específica para os reparos realizados.

3.15 Aberturas e Afastamentos (Complementa item 3.2 do COT)

3.15.1 Nos casos em que for apontada inadequação quanto a aberturas e seus afastamentos
em relação às divisas, as soluções para atendimento ao requisito do Código Civil devem ter
caráter definitivo.

3.15.1.1 Não são passíveis de aceitação soluções arquitetônicas provisórias, precárias ou que
possam ser retiradas/alteradas após a assinatura do contrato de financiamento.

3.15.1.2 Não deve ser aceita a colocação de parede de dry wall externa e internamente para
fechamento de vão de janela, tampouco a instalação de granito, haja vista que, visivelmente, tais
soluções têm caráter precário, não atendem os requisitos técnicos do sistema construtivo e a
esquadria anteriormente instalada (e não modificada) não é adequada ao vão.

3.15.2 Adicionalmente, esclarecemos que não cabe à CAIXA, tampouco à empresa credenciada
responsável pela avaliação/análise, a apresentação ou proposição de soluções para

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atendimento ao previsto em Código Civil. Lembramos que o laudo de avaliação/análise trata do
imóvel na situação em que se encontra no momento da vistoria.

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4 PROCEDIMENTOS TÉCNICO-OPERACIONAIS

São procedimentos complementares aos definidos no COT e que serão exigidos para atuação
das empresas credenciadas geridas pela GIHAB/BH.

4.1 Documentação não disponibilizada no SIOPI

4.1.1 Para demandas de avaliação de imóvel, todos os documentos devem estar


disponibilizados no SIOPI para o início das atividades. Caso contrário, deve ser emitida uma
PEPT descrevendo a pendência documental.

4.1.1.1 Caso algum documento seja disponibilizado por outros meios (email, apresentação no ato
da vistoria, etc...) a empresa credenciada deverá solicitar ao demandante a disponibilização
imediata do arquivo no SIOPI.

4.1.1.2 A atividade poderá ter prosseguimento, mas o laudo só deverá ser emitido após a
inclusão de todos os documentos no SIOPI.

4.1.2 Para demandas de análise (B-437 e B-438), os documentos devem estar disponibilizados
no SIOPI ou no dossiê da operação.

4.1.2.1 Caso algum documento seja disponibilizado por outros meios (email, apresentação no ato
da vistoria, etc...) a empresa credenciada deverá solicitar ao demandante a disponibilização
imediata do arquivo no SIOPI ou o arquivamento no dossiê da operação.

4.1.2.2 A atividade poderá ter prosseguimento, mas o laudo só deverá ser emitido após a
inclusão de todos os documentos no SIOPI ou dossiê.

4.2 Reedição de Laudos após Revistoria para Verificação de Pendências

4.2.1 Quando houver a emissão de novo laudo após realização de vistoria para verificação do
atendimento de pendências, a peça técnica deverá apresentar:
• Data de vistoria: a data da nova vistoria realizada;
• Data de referência: a data da realização da atribuição de valor ao imóvel;
• Data de emissão: a data da efetiva emissão do novo laudo.
• Informações Complementares: Após a inclusão das observações julgadas necessárias,
deverá ser inserido o texto: “Este laudo substitui o laudo anterior devido à constatação do
atendimento das pendências (citar as pendências).”
• Relatório fotográfico: Além das fotos que caracterizam o imóvel, o relatório fotográfico
deverá conter fotos que demonstram o atendimento das pendências anteriormente
apontadas.

4.3 Substituição de Laudos de Avaliação nas Atividades A-412 e A-414

4.3.1 Tratam-se de demandas a serem atendidas com subsídio da CAIXA. Como todas as
demandas A-412 e A-414 necessitam de verificação da GIHAB de vinculação para validação no
SIOPI, os laudos de avaliação dessas atividades que forem validados pelas GIHAB/BH não
devem ser substituídos pelas empresas credenciadas no sistema sem prévia autorização.

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4.3.2 Sempre que houver necessidade de substituição desses laudos, os novos trabalhos
devem ser encaminhados à GIHAB/BH para nova verificação e posterior autorização para
inclusão no SIOPI.

4.4 Divergência de Valor de Remuneração de OS

4.4.1 Caso seja recebida OS demandada por meio de atividade cuja remuneração é
incompatível com o tipo de imóvel a ser avaliado, deverá ser solicitado formalmente à GIHAB/BH
a alteração da remuneração ou da atividade, antes da conclusão dessa OS no SIOPI.

4.4.2 A GIHAB/BH irá efetuar a alteração do valor de remuneração ou abertura de OS na


atividade adequada. O procedimento será adotado para que seja evitada a necessidade de
lançamento de remuneração complementar.

4.4.3 A empresa credenciada que realizar o serviço sem comunicar previamente à GIHAB/BH
sobre a necessidade de alteração do valor de remuneração não fará jus à remuneração
complementar.

4.4.4 Para as ordens de serviço para atividades A-412 e A-414, quando realizadas nos moldes
da atividade A-413 por ausência de subsídio CAIXA, não é necessária a solicitação formal à
GIHAB/BH para a alteração da remuneração ou da atividade.

4.4.4.1 A alteração da remuneração será realizada pela GIHAB/BH no momento da conclusão da


ordem de serviço no sistema.

4.5 SimilWeb e SimilCred

4.5.1 O SimilWeb, Sistema de Informações do Mercado imobiliário, deve ser obrigatoriamente


utilizado na elaboração de laudos de avaliação simplificados para atendimento de demandas da
CAIXA.

4.5.2 Cada empresa credenciada deve encaminhar mensalmente à GIHAB/BH 6 (seis) dados
de mercado da área de atuação da GIHAB/BH, preferencialmente da região metropolitana de
Belo Horizonte. Estes dados devem ser digitados no SimilCred. Não são admitidos laudos de
avaliação como dados de mercado.

4.5.3 Os documentos e arquivos dos modelos de regressão ( formato .srn, .sda, etc...)
utilizados para elaboração dos trabalhos devem, obrigatoriamente, ser anexados ao SimilWeb.

4.5.4 No caso de indisponibilidade do SimilWeb, a empresa credenciada deverá solicitar


autorização da GIHAB/BH para apresentação do laudo em outro formato. Mesmo que haja
autorização, caberá ao credenciado a atualização do trabalho no SimilWeb após o sistema
retornar ao seu funcionamento normal, inclusive com a inclusão do arquivo do modelo de
regressão.

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5 APENSOS

Os Apensos a seguir apresentados são reproduções dos arquivos originais e meramente


ilustrativos. Os arquivos originais serão disponibilizados separadamente, em suas versões
eletrônicas, para facilitar o preenchimento.

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5.2 Apenso II – Declaração Execução de Sistema de Tratamento de Esgoto Individual

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5.3 Apenso III – Croqui Esquemático - Principais exigências NBR 7.229 e NBR 13.969

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