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LETICYA APARECIDA DE LIMA

PROJETO DE INTERVENÇAO:
AÇÃO ANTI-DROGA NO MUNICIPIO DE FÁTIMA DO SUL COM
E NFOQUE NO ALCOOL E TABACO.

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CAMPO GRADE
2011
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LETICYA APARECIDA DE LIMA

PROJETO DE INTERVENÇAO:
AÇÃO ANTI-DROGA NO MUNICIPIO DE FÁTIMA DO SUL COM E
NFOQUE NO ALCOOL E TABACO.

Projeto de Intervenção: Trabalho de


Conclusão de Curso apresentado ao
Curso de Especialização em Atenção
Básica e Saúde da Família, como
requisito para obtenção do título de
Especialista em Saúde pública.
Orientadora Enfª. Dda Érika Kaneta

_______________________________________________________________
CAMPO GRANDE
2011
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Resumo

Introdução : Historicamente, a questão do uso abusivo e/ou dep endência de drogas tem sido abordada por
uma ótica predominantemente psiquiátrica ou médica .As implicações sociais, psicológicas, econômicas e
políticas são evidentes, e devem ser consideradas n a compreensão global do problema. Cabe ainda destacar
que o tema vem sendo associado à criminali dade e práticas anti-sociais e à oferta de “tratamentos”
inspirados em modelos de exclusão/sep aração dos usuários do convívio social. A percepção distorcida da
realidade que o uso de drogas promove a disseminação de uma cultura de combate a substâncias que são
inertes por natureza, fazendo c om que o indivíduo e o seu meio de convívio fiquem aparentemente
relegados a um plano menos importante. Objetivo Geral: Realizar ação Anti-Droga no município de
Fátima do Sul. Objetivo Específico: Capacitar equipe para identificar e captar precocemente os
adolescentes e familiares que se encontram nessa situação de vulnerabilidade; Instrumentalizar a equipe de
saúde para realização de rodas de conversas sobre drogas e discutir e traçar metas para ação da equipe.
Melhorar o acesso e gara ntir a qualidade do atendimento aos adolescentes na unidade de saúde; Promover
educação para saúde destacando os principais pontos na assistência dos adolescentes; Envolver os
adolescentes das escolas para fazerem parte desse plano de intervenção em pr ol do combate as drogas;
Promover a participação dos a dolescentes e familiares em uma conversa informal nos bairros e
associações. Reduzir o numero de adol escente dependente de drogas, com rodas de conversas e
conscientização dos mesmos. Metodologia: Trata-se de um projeto de intervenção com uma ação Anti-
Drogas no Município de Fátima do Sul com a participação de todos os Profissionais de Saúde da rede
Municipal, a fim de conscientizar, aproximar, prevenir e combater o uso indiscriminado de Drogas Licitas e
Ilícitas pelos adolescentes de 10 a 19 anos. Resultados e Discussões : O Projeto iniciou com uma entrevista
com o Delegado da Policia Civil na primeira semana do mês de junho de 2011, em seguida foram
capacitados 150 funcionários da atenção básica, sendo entre eles 28 Agente Comunitário de Saúde, cinco
enfermeiros, seis médicos, cinco dentistas e 106 funcionários em geral sobre a temática das Drogas. Os
grupos de apoio tiveram um papel importante na realização deste projeto de intervenção e o ápice do
projeto foi a realização da Semana Municipal Anti-Drogas que aconteceu nos dias 08 a 12 de agosto
envolvendo 1500 Alunos no Impacto anti-drogas do quinto ano do fundamental ao terceiro do ensino
médio, além dos alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos). Finalizando a Semana Anti-drogas
realizamos uma BLITZ educativa na avenida 9 de julho no centro da cidade. Conclusões : Com essa ação
percebeu - se a necessidade de Implantar e Implementar o Plano Municipal de Saúde Anti-Drogas e de
promover ações de prevenção de maneira continuada. Manter e ampliar a parceria da Secretaria Municipal
de Saúde com os grupos de apoio e buscar o tratamento e acompanhamento dos casos mais graves que
necessitam de reabilitação se ja pelo uso de drogas licitas ou Ilícitas .

Palavras chaves: Drogas, Ação e Saúde.


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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO....................................................................................................................................05
OBJETIVOS..........................................................................................................................................12
Objetivo Geral...................................................................................................................................12
Objetvo Especifico...........................................................................................................................12
JUSTIFICATIVA..................................................................................................................................13
METODOLOGIA.................................................................................................................................14
Projeto de Intervenção....................................................................................................................14
Considerações Ética........................................................................................................................14
Local do projeto de Intervenção.................................................................................................14
RESULTADOS E DISCUSSÃO......................................................................................................17
CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................................................................37
REFERENCIAS...................................................................................................................................38
Anexo – Termo de autorização de uso de imagem e de
poimentos................................39
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INTRODUÇÃO

Historicamente, a questão do uso abusivo e/ou depen dência de álcool e outras


drogas tem sido abordada por uma ótica predominante mente psiquiátrica ou médica. As
implicações sociais, psicológicas, econômicas e pol íticas são evidentes, e devem ser
consideradas na compreensão global do problema. Cab e ainda destacar que o tema vem
sendo associado à criminalidade e práticas anti-sociais e à oferta de “tratamentos”
inspirados em modelos de exclusão/separação dos usu ários do convívio social.
(BRASIL,2003)
De acordo com Brasil, 2010 estima-se oficialmente pela Organização Mundial
de Saúde – OMS que cerda de 1 bilhão e 200 milhões de fumantes no mundo,
aproximadamente um terço da população com 15 anos o u mais, sendo considerado um
absurdo pela fato desse índice ser muito alto na fase da adolescência.
Constatamos assim que, neste vácuo de propostas ede estabelecimento de uma
clara política de saúde por parte do Ministério daSaúde, constituíram-se “alternativas de
atenção” de caráter total, fechado e tendo como principal objetivo a ser alcançado a
abstinência. Devemos ter em mente que enquanto cerca de um quarto da população
adulta fuma, os outros três quarto, que não fumam, dedicam parte de seu tempo
criticando os usuários de cigarro. Fumar é considerado um “vicio” para algumas pessoas
e uma questão de direito de escolha e liberdade par a outras. (BRASIL, 2010)
A percepção distorcida da realidade do uso de álcool e outras drogas promove a
disseminação de uma cultura de combate a substância s que são inertes por natureza,
fazendo com que o indivíduo e o seu meio de convívio fiquem aparentemente relegados a
um plano menos importante. Isto por vezes é confirmado pela multiplicidade de
propostas e abordagens preventivas / terapêuticas onsideravelmentec ineficazes, por
vezes reforçadoras da própria situação de uso abusi vo e/ou dependências. (BRASIL,
2003)
A humanidade possui inúmeros registro históricos evidenciados o uso de drogas
no cotidiano. Na antiguidade, as drogas já eram utilizadas e cerimônias e rituais para
obter prazer, diversão e experiências místicas (transcendências). Os indígenas utilizavam
as bebidas fermentadas – álcool – em rituais sagrados e/ou em festividades sociais. Os
egípcios usavam o vinho e a cerveja para o tratamento de uma serie de doenças, como
meio para amenizar a dor e como abort ivo. Os gregos e romanos usavam o álcool em
festividades sociais e religiosas. Ainda hoje, o vinho é utilizado em
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cerimônias católicas e protestantes, bem como no ju daísmo, no candomblé e em outras


práticas espirituais (BUCHER, 1991).
Os estudos sobre as grandes dependências humanas, omoc o tabagismo e o
alcoolismo, vêm polarizando a atenção médica há algumas décadas. A verificação de que
muitas vezes os dependentes utilizam drogas associadamente foi demonstrada pela
primeira vez, em 1972, quando Walton chamou a atenç ão para as altas cifras de
tabagismo encontrada entre pacientes hospitalizados. A partir daí vários estudos
confirmaram a associação e correlação positiva entr e tabagismo e alcoolismo (CHAIEB,
1998).
Na segunda década do século XX observou-se que o número de casos de câncer
de pulmão vinha aumentando em todo mundo. Entretant o, somente na década de 1950,
estudos mostraram pela primeira vez que o aparecimento do câncer de pulmão estava
intimamente relacionado ao hábito tabagística. (SENAD, 2010).
De acordo com a própria Organização Mundial de Saúd e (OMS, 2001), cerca de
10% das populações dos centros urbanos de todo o mu ndo, consomem abusivamente
substâncias psicoativas independentemente da idade, sexo, nível de instrução e poder
aquisitivo. A despeito do uso de substâncias psicoa tivas de caráter ilícito, e considerando
qualquer faixa etária, o uso indevido de álcool e tabaco tem a maior prevalência global,
trazendo também as mais gravesconseqüências para a saúde pública mundial.

Confirmando tais afirmações, estudo conduzido pela Universidade de Harvard e


instituições colaboradoras (SANDIN, 2010) sobre a c arga global de doenças trouxe a
estimativa de que o álcool seria responsável por rcace de 1,5% de todas as mortes no
mundo, bem como sobre 2,5% do total de anos vividos ajustados para incapacidade.
Ainda segundo o mesmo estudo, esta carga inclui transtornos físicos (cirrose hepática,
miocardiopatia alcoólica, etc) e lesões decorrentes de acidentes (industriais e
automobilísticos, por exemplo) influenciados pelo uso indevido de álcool, o qual cresce
de forma preocupante em países em desenvolvimento. (BRASIL, 2003)
De acordo com o Censo IBGE 2000, o Brasil possui 169.590.693 habitantes,
5.507 Municípios, sendo que 88,58% destes possuem população na faixa de 2.000 a
50.000 habitantes. As regiões metropolitanas concen tram 40,04% da população e os 15
municípios mais populosos do país concentram 21,36% da população. Em relação ao
uso de drogas psicotrópicas no Brasil realizada em (2001) mostrou que 107 cidades do
pais, com população na faixa etária entre 12 a 65 anos ambos os sexos, apontou que
68,7% delas já haviam feito o uso do álcool algumavez na vida. Alem disso, estimou-se
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que 11,2% da população brasileira apresentavam depe ndências desta substancias, o que
correspondia a 5.283.000 pessoas (SENAD, 2010).
Da população pesquisada em 2005, 22,8% já fizeram uso na vida de drogas,
exceto tabaco e álcool, correspondendo a 10.746.991pessoas. Em 2001 os achados
foram, respectivamente, 19,4% e 9.109.000 pessoas. Os levantamentos domiciliares
realizados em 2001 e 2005 pela Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas
(SENAD), em parcerias com Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (CEBRID),
mostram a evolução do consumo das drogas mais usada s. As pesquisas envolveram
entrevistados das 108 cidades com mais de 200 mil habitantes do Brasil.

Drogas 2001 2005


ÁLCOOL 68,7 74,6
TABACO 41,1 44,0
MACONHA 6,9 8,8
SOLVENTES 5,8 6,1
OREXÍGENOS 4,3 4,1
BENZODIAZEPÍNICOS 3,3 5,6
COCAÍNA 2,3 2,9
XAROPES (codeína) 2.0 1,9
ESTIMULANTES 1,5 3,2
QUADRO I – Representa as drogas mais usadas em % de uso na vida. (Fonte: SENAD, CEBRID e
GREA – FMUSP, 2010).

Conforme o quadro I, mostra que a maioria da população pesquisada do ano de


2001 a 2005, faz uso de algum tipo de substancias licita, como álcool, tabaco e
medicamentos com finalidades diferentes (aliviar a dor; baixar a ansiedade; reduzir a
sensação de cansaço, de depressão; obter prazer; en tre outras). Com isso observamos
que, embora a sociedade apresente diferenças cultur ais em relação à utilização e às
finalidades do álcool e outras drogas, estas substancias apresentam algumas funções
presentes em todos os lugares: elas oferecem a possibilidade de alterar as percepções, o
humor e as sensações (BUCHER, 1991)
Conforme projeção populacional realizada em 2009 pe lo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Mato Grosso do Sul totaliza 2.360.498
habitantes, distribuídos em 78 municípios, desses, apenas 23 possuem população
superior a 20 mil habitantes. O território do Mato Grosso do Sul é composto por
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grandes propriedades rurais e enormes vazios populacionais, refletindo diretamente na


baixa densidade demográfica, que atualmente é de aproximadamente 6,6 hab./km2.
O Município de Fátima do Sul onde o projeto de intervenção foi implantado
possui uma área de 315 Km² (0,09% do Estado), distante a 232 km da capital, localizado
no centro Sul do estado a uma altitude média e 353m. tendo dentro dos seus limites os
distritos de Culturama e Novo Planalto. Com uma população estimada em 19.333
habitantes segundo IBGE, 2010. As atividades econômicas que predominam no
município são: comércio e agricultura e atividade turística: llha do Sol e o Centro de
Eventos Beira Rio.
Fátima do Sul possui 3 escolas estaduais, 1 municipal e 2 particulares, sendo que no distrito de
Culturama possui 1 escola municipal e 1 escola estadual, assim totalizando 4702 estudantes no total. Em
relação á faixa etária da população adolescente. Conforme se observa no quadro II o município de Fátima
do Sul totaliza um total de 3137 adolescentes tanto do sexo feminino quanto masculino, sendo que
devemos foca nesta faixa etária e conscientizar sobre as drogas e a conseqüência na sua vida. (DATASUS,
2011)

Faixa Etária Detalhada População População Total


Residente Residente
Feminina Masculina

10 anos 145 148 293


11 anos 138 147 285
12 anos 135 138 273
13 anos 158 175 333
14 anos 178 150 328
15 anos 157 193 350
16 anos 152 177 329
17 anos 172 168 340
18 anos 149 158 307
19 anos 164 135 299
TOTAL 3137
Quadro 2 – Faixa etária detalhada da população feminina e m asculina dos adolescentes de
Fátima do Sul Fonte:( DATASUS 2011)

O uso de drogas na adolescência é uma questão que reocupa cada vez mais os
pesquisadores e profissionais da saúde e educação. As pesquisas epidemiológicas
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mostram que o uso e abuso de drogas aumenta em ritmo acelerado e que é na


adolescência que, em geral, inicia-se o consumo. Aomesmo tempo, observa-se que o
tema das drogas é freqüente na mídia (RIBEIRO, 1998).
O habito de fumar é promovido como um exercício de autonomia, de liberdade e
como um símbolo de desafio às normas vigentes. Por essa razão, a adolescência e a
juventude são as faixas etárias mais suscetíveis à influencia, tanto dos amigos como da
publicidade, para experimentar e usar cigarros. (BRASIL, 2010). No município de
Fátima do Sul, o programa Anti-tabaco tem uma procura maior de pessoas na faixa etária
de 19 a 50 anos, mais já conseguimos tratar5 jovens na faixa de 15 a 19 anos que com
sucesso conseguiram larga desse vicio.
Temos que ter em mente que a adolescência e a vidaadulta jovem caracterizam-se por
mudanças físicas, psíquicas e sociais. Nessa fase há uma predisposição ao
desenvolvimento de alguns transtornos psicopatológi cos como a depressão, ansiedade e
alguns comportamentos de risco à saúde como uso de drogas e álcool. (JANSEN, 2011).
O Brasil conta com mais de 51 milhões de jovens na faixa etária dos 10 aos 24 anos de
idade. Enfrentar o desafio de promover o desenvolvimento saudável da
juventude requer a elaboração de políticas capazes de prover a atenção à saúde em todos
os níveis de complexidade e a participação de todos os setores da sociedade. (BRASIL,
2003)
Ainda Brasil (2003) descreve que o uso de drogas, inclusive álcool e tabaco, tem
relação direta e indireta com uma série de agravos à saúde dos adolescentes e jovens,
entre os quais destacam-se os acidentes de trânsito , as agressões, depressões clínicas e
distúrbios de conduta, ao lado de comportamento de risco no âmbito sexual e a
transmissão do HIV pelo uso de drogas injetáveis e de outros problemas de saúde
decorrentes dos componentes da substância ingerida, e das vias de administração.
Ao observar que as drogas hoje está afetando os jovens podemos tentar possíveis
projetos de prevenção, como a construção do plano m unicipal de saúde como meio de
intervenção no combate ao álcool e o tabaco que cada vez mais afeta os adolescentes.
Alguns fatores de risco ou de proteção podem contri buir para o uso de drogas. Estes
fatores não são determinantes, apenas aumentam ou d iminuem, em diferentes
intensidade, a probabilidade de o individuo vir ou não a fazer o uso de droga. No quadro
3 mostra alguns desses fatores de risco e de proteç ão para o uso de álcool e outras drogas no domínio
comunitário (SENAD, 2010).

Fatores de risco Fatores de Proteção


Falta de oportunidades socioeconômicas Existência de oportunidades de estudo,
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para a construção de um projeto de vida trabalho, l azer e inserção social que


possibilitam ao individuo concretizar seu
projeto de vida

Fácil acesso às drogas licita e ilícitas Controle efetivo do comercio de drogas


legais e ilegais

Permissividade em relação a algumas Reconhecimento e valorização, por parte


drogas da comunidade, de normas e leis que
regulam o uso de drogas

Inexistência de incentivos para que o Incentivos ao envolvimento dos jovens em


jovem se envolva em serviços serviços comunitários
comunitários

Negligencia no cumprimento de normas e Realização de campanhas e ações que


leis que regulam o uso de drogas ajudem o cumprimento das normas e leis
que regulam o uso de drogas.

Quadro 3 – Descrição dos fatores de risco e de proteção, se gundo o domínio comunitário Fonte:( A
Prevenção do Uso de Drogas e Terapia Comunitária, SENAD, 2006).

Conforme podemos observar no quadro 3, a prevenção voltada para o uso abusivo


e/ou dependência de álcool e outras drogaspode ser definida como um processo de
planejamento, implantação e implementação de múl tiplas estratégias voltadas para a
redução dos fatores de vulnerabilidade e risco espe cíficos, e fortalecimento dos fatores de
proteção. Implica necessariamente em inserção co munitária das práticas propostas, com a
colaboração de todos os segmentos sociais dis poníveis, buscando atuar, dentro de suas
competências, para facilitar processos que levem à redução da iniciação no consumo, do
aumento deste em freqüência e intensidade, e das conseqüências do uso em padrões de
maior acometimento global. Para tanto , a lógica da redução de danos deve ser
considerada como estratégica ao planejamento de propostas e ações preventivas (BRASIL,
2003)
Segundo Brasil, (2003) sugere que o planejamento de ações preventivas e
relativas ao uso de álcool e drogas deve obrigatoriamente considerar a mudança de
relação na proporção de ocorrência entre buscar min imizar a influencia de fatores de
risco sobre a vulnerabilidade dos indivíduos para tal uso; paralelamente, também deve
considerar o reforço dos fatores de proteção. Neste ponto, é fundamental perceber a
importância da educação em saúde como estratégia fundamental para a prevenção.
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O Relatório Mundial da Saúde - Saúde Mental: Nova Concepção, Nova


Esperança (OMS, 2001) traz dez recomendações básica s para ações na área de saúde
mental / álcool e drogas. São elas:
1. Promover assistência em nível de cuidados primários
2. Disponibilizar medicamentos de uso essencial em saúde mental
3. Promover cuidados comunitários
4. Educar a população
5. Envolver comunidades, famílias e usuários
6. Estabelecer políticas, programas e legislação es pecífica
7. Desenvolver recursos humanos
8. Atuar de forma integrada com outros setores
9. Monitorizar a saúde mental da comunidade
10. Apoiar mais pesquisas

Com essas medidas de prevenção citada acima observ amos a importância de


realizar esse projeto de intervenção e a construção do plano municipal anti-drogas, para
vencer essa indignação de ver tantos adolescentes entrando nesse mundo das drogas que
é tão cruel e que leva a morte. Essa indignação tem dois motivos, o primeiro é causado
pelo fato de ver esses adolescentes fazendo uso dessas substancias licitas como álcool,
cigarro e medicação controlada conforme uma “bala”, “chiclete” e com simples
pensamento que poderá fazer mal um dia e que essasdrogas não matam.
Outra indignação é que por mais que tenha lei que proíba menores de idade a
comprar essas drogas o aumento hoje em dia de adolescentes que fumam e bebem
descontroladamente é muito grande. Nesse sentido, opresente estudo objetiva: Realizar
ação Anti-Droga no município de Fátima do Sul, com a participação de todos os
funcionários da rede de saúde, comunidade e gruposcom intuito de combater essas
drogas.
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OBJETIVOS

Objetivo Geral:

· Realizar ação Anti-Droga no município de Fátima do Sul.

Objetivos Específicos:
· Capacitar equipe para identificar e captar precocemente os adolescentes e
familiares que se encontram nesses vícios: álcool etabaco;
· Instrumentalizar a equipe de saúde para realização de rodas de conversas sobre
drogas e discutir e traçar metas para ação da equip e.
· Melhorar o acesso e garantir a qualidade do atendimento aos adolescentes na
unidade de saúde;
· Promover educação para saúde destacando os principa is pontos na assistência dos
adolescentes;
· Envolver os adolescentes das escolas para fazerem parte desse plano de
intervenção em prol do combate as drogas;
· Promover a participação dos adolescentes e familiar es em uma conversa
informal nos bairros e associações.
· Reduzir o numero de adolescente dependente de drogas, com rodas de conversas
e conscientização dos mesmos.
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JUSTIFICATIVA

Álcool e Tabaco, por serem drogas lícitas, têm envolvido rapidamente um


contingente maior de pessoas no vicio. Além da problemática do vicio em si torna-se
impossível ignorar os resultados decorrentes do uso indiscriminado destas drogas que
afetam a saúde do individuo (usuário) e seus familiares, amigos e a sociedade como um
todo. O reflexo de uma população dependente de álcool e tabaco resulta no aumento de
acidentes e violência bem como eleva o índice de doenças relacionadas e resultantes
destes vícios.
Desde o "inocente" copo de cerveja, muitas vezes, em reuniões familiares, até o
contato com drogas mais pesadas, o caminho pode não ser longo. Como impedir que
esse quadro se torne mais e mais dramático? A prevenção é um caminho seguro. Uma
educação específica sobre o assunto se faz impresci ndível nas escolas; é preciso
conscientizar jovens e adolescentes, pais e educadores, enfim, unirmos a comunidade,
para discutirmos o assunto com coragem, decisão e e spírito reflexivo.
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METODOLOGIA

Projeto de intervenção
Atividade constituída para definir um problema identificado, transformando uma
idéia em ação, definir a analise e seguir passos e assim tentar solucioná-lo.
Assim, após o levantamento do problema, o projeto d e intervenção é indicado
para realização de ação Anti-Droga com a participaç ão de todas as unidades de saúde e
seus funcionários, a fim de conscientizar, aproximar, prevenir e combater o uso
indiscriminado do álcool e tabaco nos adolescentesde 10 a 19 anos.

Considerações Éticas
Os funcionários, adolescentes e familiares que participaram do projeto, foram
esclarecidos de que se tratava de um projeto de intervenção e que não receberiam
nenhuma forma de pagamento pela participação neste projeto e que deveriam assinar o
termo de cessão de uso de imagem (anexo 1), para ev entual exposição do trabalho.

Local do projeto de Intervenção


O projeto foi realizado primeiramente em todas as unidades básicas de saúde de
Fátima do Sul e distrito de Culturama (ESF O Pioneiro; ESF Vila Educacional; ESF
Culturama; ESF Jardim Tatiane e UBS Central e Brasilândia)
1º Passo: Entrevista com o Delegado da Policia Civil Messias Furtado de Souza,
para levantamento de dados e saber como está e identificar a situação do município em
relação às drogas.
2º Passo: Capacitação da equipe sobre o que é droga licita e ilícitas e como
podem estar enfrentando esse problema na unidade de saúde e sociedade.
3º Passo: Reunião em todas as ESF do Município de Fátima do Sul, sendo
convidado essa equipes através de Comunicação Interna conforme (anexo 2), sendo as
seguintes datas:
· 22/06/2011 ESF Culturama as 15h00min horas
· 27/06/2011 ESF Vila Educacional as 10h00min horas
· 28/06/2011 ESF O Pioneiro as 15h00min horas
· 29/06/2011 ESF Central às 15h00min horas.
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Essas reuniões com as equipes cumpriram o objetivo de capacitação e construção


do quadro de ações (anexo 3) para que ca da Estratégia da Saúde da Família possa está
atuando na sua unidade de saúde e comunidade.
4º Passo: Capacitação para os Agentes Comunitário de Saúde – ACS na
Secretária de Saúde de Fátima do Sul, localizada naAvenida 9 de julho nº 2216, sobre
quais ações os mesmos podem realizar na comunidade e como podem estar ajudando
essas famílias no enfrentamento ao álcool e ao tabaco, alem da aula expositiva e
construção de quadro de novas ações que poderão ser realizadas através dos ACS (anexo
4), teve a participação do grupo Teatral Tal ento Batista, onde os mesmo realizaram uma
apresentação sobre “Quando a vida se apaga!”.
5º Passo: Realizas parcerias com o COMAD – Conselho Municipa l Anti-Droga e
Grupo Vida Livre no qual foi realizada palestra expositiva sobre o que o álcool e o tabaco
podem causar na vida. O grupo Vida Livre é direcionado para pessoas que cometem ato
ilegal por motivo ou resultante do uso de drogas licitas e ilícitas, para atender não apenas
o usuário, mais também sua família e população em geral interessada na temática. Nesse
grupo contamos com aparticipação do Pastor Luciano Daniel Künzel Gazola que é
atualmente coordenador do grupo Vida Livres, dos demais conselheiros do COMAD,
profissionais da área da saúde e segurança pública do município além de outros
voluntários que possam contribuir na discussão e reflexão da temática das drogas.
Participamos também no grupo ntiA-Tabaco que acontece na Secretária de Saúde de
Fátima do Sul, localizada Avenida 9 de Julho, nº 2259 para eventual conscientização do
mau causado pelo vicio do tabaco e a importância de estarem participando dessas
reuniões que acontecem toda quinta-feira as 18:00 horas com a participação de
enfermeiras, nutricionistas, psicólogas e farmacêutica.
6º Passo: Realização da Semana Municipal Anti-Droga que acon teceu nos dias
8 a 12 de agosto, com a participação de escolas Estad uais e Municipais, Conselho
Municipal Anti-Droga, grupo Vida Livre, Promotoria, Câmara de Vereadores, Policias
militares e grupo anti-tabaco. Foi realizada uma abertura oficial na Terça-Feira através
da Câmara municipal de Vereadores com a colaboração do Vereador Conselheiro do
COMAD Alberto Alburqueque (Bebeto). Nos horários de aula foram realizadas
palestras, dinâmica e teatro de conscientização e s ensibilização sobre os malefícios das
drogas licitas e ilícitas. Finalizando a semana anti-droga com a mobilização de
profissionais de saúde, COMAD e policiais militares no dia 12 sexta-feira, com uma
blitz educativa na avenida 9 de julho com todos os participantes e alunos.
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7º Passo: analise dos resultados alcançados pelo projeto de intervenção:


impactos anti-droga.
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RESULTADO E DISCUSÃO

O projeto iniciou com a realização de uma entrevist a com o Delegado da Policia


Civil Messias Furtado de Souza na primeira semana do mês de junho de 2011. Na
oportunidade o delegado informou que tem aumentado muito o numero de ocorrências
relacionada ao uso de drogas licitas e ilícitas, com o relação ao álcool as ocorrências de
acidentes, apreensão de motoristas embriagados e vi olência domestica vem aumentando
muito, já as apreensões de cigarros contrabandeados do Paraguai a sua equipe está
fiscalizando e realizando blitz para não deixar ent rar no município.
Os casos de acidentes por ingestão de bebidas alcoó lica que ocorre no Município são
na maioria notificados quando chegam até o hospital e encaminhados a Secretária de
Saúde para ser encaminhados a nível de estado.
O quadro abaixo mostra o numero de óbitos por acide ntes de transito, quedas e
outras causas externas ocorrido nos anos 2008, 2009 e 2010 no município, estado,
região e Brasil

2008 2009 2010


Nº óbitos Nº óbitos Nº óbitos
Município 4 6 3
Estado 219 230 148
Região 1.050 1.068 678
Brasil 12.942 13.122 8.762

(Fonte: Sala de situação DATASUS, 2011)

Através disso penso que os danos, lesões, traumas e mortes, causada por acidentes
e violências, corresponde a altos custosemocionais e sociais e com aparatos de segurança
publica, alem disso a violência provoca sérios prejuízos econômicos por cauda dos dias
de ausência do trabalho, pelos danosfísicos, mentais e emocionais incalculáveis para as
vitimas, suas famílias e parasociedade. Já para o sistema de saúde afetam o aumento de
gastos com emergências, assistência e reabilitação muito mais custo do que a maioria dos
procedimentos médicos convencionais.
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A capacitação das equipes sobre a temática das drogas foi realizada com a
colaboração do Enfermeiro Rodrigo Miguel Vilas Boas , coordenador da Saúde Mental do
Município no mês de junho em duas oficinas realizada no Centro de Convivência do
Idoso Viver Feliz. Nestes momentos foram abordados temas como: Conhecendo as drogas
licitas e ilícitas; Conhecendo os comportamentos dos usuários; Técnicas de abordagem e
enfrentamento no combate as drogas e apoio as famílias envolvidas.
Após a capacitação realizamos reuniões nas unidades de saúde de Fátima do Sul
para elaboração de quadros de ações a serem desenvo lvidas pelas equipes durante as
atividades rotineiras do serviços de saúde. As reuniões foram realizadas (foto 1 e 2) no
seguintes cronograma:
· 22/06/2011 ESF Culturama as 15h00min horas
· 27/06/2011 ESF Vila Educacional as 10h00min horas
· 28/06/2011 ESF O Pioneiro as 15h00min horas
· 29/06/2011 ESF Central às 15h00min horas.

Foto 1 – ESF Vila Educacional, reunião para elaboração do plano de ação com a participação de todos
os funcionários.

Foto 2 – Fotos da equipe que participou da elaboração do plano de ação na ESF Vila Educacional
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A construção dos quadros de metas na unidade a prin cipio visou contemplar


atividades já realizadas com enfoque na temática das drogas. Por exemplo: a ESF Vila
Educacional cumpriu uma meta das ações proposta na reunião pela equipe realizando
roda de conversas com os participantes do grupo HIPERDIA entregado panfleto de
conscientização sobre o ”Poder da escolha”. A popul ação aprovou a medida, pois até
então nas reuniões de HIPERDIA apenas se tratava de temas relacionados à hipertensão
e diabetes, observaram que o aumento das drogas tem preocupado a comunidade e
declararam que é de suma importância os profissionais de saúde estar alertando pais e
mães quanto à prevenção e locais disponíveis para a apoiarem as famílias.
Para os 28 Agentes Comunitário de Saúde – ACS a capacitação na Secretária de
Saúde de Fátima do Sul, foi realizada no dia 01 dejulho, (foto 3 e 4) na qual foram
definidas as ações inerentes a estes profissionais. Os mesmos demonstraram grande
preocupação com a população usuária de drogas seja elas licitas ou ilícitas, relataram
que o numero de bares e bocas de fumos de suas áreas tem crescido consideravelmente
nesses últimos anos e que a pesar de terem conhecimento quanto a ilegalidade do trafico
e do comercio de álcool e tabaco para menores ficamimpossibilitados de realizarem
denuncias por medo de perseguições ou até mesmo per derem o acesso as famílias
envolvidas.

Foto (3 e 4) – Capacitação dos Agentes Comunitário na Secretária Municipal e


elaboração do plano de ação.

Ficou claro que as ações dos ACS devem estar restri tas a prevenção e apoio as
famílias dos usuários, apontando os meios de tratamento e acompanhamento, seja a
através de encaminhamento para internações, grupos anti-tabaco, grupo Vida Livre,
CAPS e outros conforme a necessidade de cada caso. Os ACS reclamaram da fila de
espera para tratamento no grupo anti-tabaco e nas vagas para internações e tratamentos
fora do município. Para melhor esclarecer estás duvidas e tramites da central de
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regulação a técnica Ângela Vasconcelos, (foto 5) fe z uma breve explanação de como


funciona as solicitação de vagas, informou que para tratamento de álcool e drogas não
existe fila de espera, no entanto poucos procura o tal tratamento. Em relação ao grupo
anti-tabaco que acontece na secretária de Saúde deFátima do Sul todas as quintas-feiras a
fila de espera encontra-se realmente extensa em comparação com o tratamento de álcool
e outras drogas, devido a muita procura dosfumantes que possui intenção de pararem com
o vicio.

Foto 5 – Participação da Técnica da Central de Regulação Ângela Vasconcelos (de


branco na foto), onde fez uma pequena explanação so bre como funciona a solicitação de vagas
para tratamento de álcool e outras drogas

Acreditamos que o vicio do tabaco é mais fácil deers assumido, percebemos que
a busca de tratamento de álcool e drogas ilícitas es da apenas quando já está grave e
necessita de medidas de tratamentos extremas. No quadro de ações dos ACS (foto 6)
foram definidas a participação dos mesmos nas ativi dades de prevenção promovidas
pela secretaria de saúde, o aconselhamento das famílias e encaminhamentos a grupo de
ajuda.
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Foto 6 – Criação do quadro de Ações dos ACS, sobre o uso de tabaco e álcool.
Para finalizar teve a participação do grupo Teatral Talento Batista,(foto 7) onde
os mesmo realizaram uma apresentação sobre o tema: “Quando a vida se apaga!”, que
retratou a realidade de uma família abalada pelo envolvimento de uma adolescente no
mundo das drogas (foto 8 e 9). O teatro abordou o relacionamento familiar, a influencia
das amizades (foto 10 e 11), o vicio das drogas (foto 12 e 13), os danos a saúde física e
psicológica, a violência e a morte de uma maneira simples e bem próxima a realidade
vivenciada (foto 14, 15 e 16). Os ACS foram sensibilizados todos pela apresentação e
explicaram que encontraram no teatro algumas das suas famílias acompanhadas.

Foto 7 – Grupo teatral da Igreja Batista, representando u m teatro sobre “Quando a vida
se apaga”, na Secretária de Saúde, finalizando a capacitação dos ACS

Foto 8 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repre sentando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas.
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Foto 9 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repre sentando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas.

Foto 10 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repre sentando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento que afeta o
relacionamento familiar, discussão mãe e filha.

Foto 11 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repre sentando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento que afeta o
relacionamento familiar, “pai” tentando conversar com a filha.
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Foto 12 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repre sentando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento que o vicio
afeta toda a estrutura familiar e psicológica.

Foto 13 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repre sentando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento das amizades
erradas.
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Foto 14 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento violência e
morte.

Foto 15 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento violência e
morte.

Foto 16 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga”, adolescente que entra no mundo das drogas, momento violência e
morte.

Os grupos de apoio tiveram um papel importante na realização deste projeto de


intervenção o COMAD – Conselho Municipal Anti-Droga e Grupo Vida Livre foram
realizadas palestra expositiva sobre o que o álcoole o tabaco estavam causando na vida
dessas pessoas e na dos seus familiares. Sendo que o grupo Vida Livre é direcionado
para pessoas que cometem ato ilegal por motivo ou resultante do uso de drogas licitas e
ilícitas, para atender não apenas o usuário, mais também sua família e população em
geral interessada na temática, penso que conseguimo alcançar os objetivos pois a
conscientização das pessoas que participaram deste grupo foi proveitosa.
25

Em relação à parceria com o grupo Anti-Tabaco foi feito um acompanhamento


com um grupo de conscientização do mal causado pelo vicio do tabaco e a importância
de estarem participando dessas reuniões, sendo que cada reunião era entregue um convite
lembrando da importância do retorno as reun iões. Nesse grupo foram chamados para
participar 15 pessoas sendo que somente 5 concluíram o tratamento e pararam de fuma.
Os outros 10 foram convidados a participar de um grupo especial com o auxilio da
psicóloga pra um tratamento mais detalhado, dess es 10 pacientes apenas três estão
participando do grupo.

Projeto de Intervenção:
Combate ao Fumo

Lembrete:
Próximo Encontro: 27/07/11 às
18:00 horas na Secretária de
Saúde ao Lado da Rodoviária.

Convite entregue a cada participante do grupo anti-tabagismo que participaram das


quatro reuniões.

O ápice do projeto foi a realização da Semana Municipal Anti-Droga que


aconteceu nos dias 08 a 12 de agosto que envolveu quatro escolas Estaduais e duas
municipais (Foto 17, 17 A, 17 B e 17 C; 18 e 18 A, 19 e 19 A, 20 e 20 A, 21 e 21 A, 22 e
22 A). Nesta programação contamos com o apoio e p arceria do Conselho Municipal
Anti-Droga, Grupo Vida Livre, Promotoria, Câmara de Vereadores, Policias Militares e
Grupo Anti-tabaco. Confio que as parcerias firmadas são de suma importância e
contribuíram muito para que grande parte dos objetivos deste projeto fossem
alcançados.
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Foto 17 e 17 A – Alunos da Escola Jonas Belarmindo no Distrito de Culturama no


Período Matutino

Foto 17 B e 17 C – Alunos da Escola Estadual Jonas Belarmindo no Di strito de


Culturama no período Vespertino.

Foto 18 e 18 A – Alunos da Escola Municipal O Pioneiro no Distrit o de Culturama no


período vespertino
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Foto 19 e 19 A – Alunos da Escola Estadual Senador Filinto Muller no período noturno.

Foto 20 e 20 A – Alunos da Escola Estadual Senador Filinto Muller no período matutino

Foto 21 e 21 A – Alunos da Escola Estadual Vicente Pallotti no pe ríodo Matutino


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Foto 22 e 22 A – Alunos da Escola Estadual Vicente Pallotti no pe ríodo noturno.

Foto 23 e 23 A – Alunos da Escola Estadual Vicente Pallotti no p eríodo Vespertino

Foto 24 e 24 A – Alunos da Escola Estadual Vila Brasil no período matutino.

Na Terça-Feira, 09 de agosto, o Vereador e conselhe iro do COMAD Alberto


Albuquerque (Bebeto), conselheiro membro do COMAD,
representante do poder
29

legislativo neste órgão, foi o canal para realizar a abertura oficial através da Câmara
Municipal de Vereadores durante a sessão ordinária (foto 25). Os vereadores de Fátima
do Sul tem se preocupado com a problemática das drogas e vários fizeram uso da palavra
apoiando a campanha de prevenção. Vale ress altar ainda que a sessão da Câmara de
Vereadores é transmitida ao vivo na rádio Guaicurus AM de Fátima do Sul e neste dia a
população em geral teve acesso aos de bates do legislativo.

Foto 25 – Vereador Alberto Albuquerque (Bebeto), represent ante do COMAD


Nos três períodos de aulas, matutino, vespertino enoturno (foto 26, 27, e 28), a
equipe do impacto esteve realizando palestras, dinâ micas e teatro de conscientização e
sensibilização sobre os malefícios das droga licita s e ilícitas nas escolas. Os 1500
Alunos atingidos pelo Impacto anti-drogas foram os do quinto ano do fundamental ao
terceiro médio, além dos alunos contemplados pelo EJA (Educação de Jovens e
Adultos).
30

Foto 26 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga” nas escolas no período mat utino.

Foto 27 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga” nas escolas no período ves pertino

Foto 28 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga” nas escolas no período not urno.

O COMAD, o Conselho Tutelar e outros e a Secretaria Municipal de Saúde


através do apoio com outros profissionais e os recursos foram parceiros na execução das
atividades do impacto em geral. O enfermeiro Rodrigo Miguel Vilas Boas, antigo
Coordenador da Saúde Mental do município e a enfermeira Gabriela Costa Schowantz
de Souza atual Coordenadora do Programa auxiliaram em todas as atividades da Semana
Municipal Anti-Drogas e nas Capacitações. (F otos 29 e 30)
31

Foto 29 – Atual Coordenadora da Saúde Mental realizando sua contribuição sobre


drogas psicotrópicas nas escolas.

Foto 30 – Ex -Coordenadora da Saúde Mental realizando sua contribuição sobre as


drogas nas escolas.

Essa etapa do Impacto foi muito gratificante, pois a equipe percebeu o


envolvimento dos alunos durante as dinâmicas e as p erguntas ao termino das palestras
(Foto 31 e 32). Até mesmo drogas que não estavam contempladas pelo projeto foram
questionadas e muitos adolescentes, jovens e até mesmo professores se sentiram a
vontade de compartilhar suas histórias e solicitar ajuda (Foto 33).
32

Foto 31 – Participação dos alunos nas dinâmicas

Foto 32 – Participação dos alunos com perguntas sobre os t emas explanado.

Foto 33 – Participação da diretora da Escola Jonas Belarmi ndo no Distrito de


Culturama.

O Teatro Apresentado para os ACS também foi levado às escolas e foi um


importante instrumento de sensibilização para os ad olescentes e jovens. Foi legal perceber
o quanto o teatro quebrou barreiras para a discussão dos assuntos. Acredito que
33

por se tratar de uma linha direta de Adolescentes para Adolescentes, utilizando uma
linguagem própria e mais próxima a realidade deles. Sem falar da questão visual que
sabemos que fixa bem melhor as idéias, valores e conceitos transmitidos (foto 34 e 35)

Foto 34 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga” nas escolas.

Foto 35 – Atores do grupo Teatral da Igreja Batista, repres entando um teatro sobre
“Quando a vida se apaga” nas escolas.

No dia 12 Segunda-Feira, finalizando a Semana Anti-droga realizamos uma


BLITZ educativa na avenida 9 de julho no centro da cidade (Foto 36, 37 e 38). Nesse
momento contamos com a colaboração dos profissionai s de Saúde das Unidades, ACS,
conselheiros do COMAD e Policiais Militares, que estiveram distribuindo panfletos
abordando a problemática dos vícios tanto de DrogasLicitas como Ilícitas (Foto 39 e 40).
34

Foto 36 – Blitz Educativa na Av. 9 de Julho e entrega de p anfletos

Foto 37 – Blitz Educativa na Av. 9 de Julho e entrega de p anfletos, com participação


dos ACS.

Foto 38 – Blitz Educativa na Av. 9 de Julho e entrega de p anfletos sobre drogas licitas e
ilícitas.
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Foto 39 – Blitz Educativa na Av. 9 de Julho e entrega de p anfletos sobre drogas licitas e
ilícitas pelos ACS.

Foto 40 – Blitz Educativa na Av. 9 de Julho e entrega de p anfletos sobre drogas licitas e
ilícitas, com a participação do 16º Batalhão da Pol icia Militar

O fechamento do impacto demonstrou que a população em geral é parceira no


combate as drogas e que atividades preventivas são muito valorosas, pois servem para
apoiar adolescentes e jovens a dizerem não as droga s sejam elas licitas ou ilícitas (Foto
41). Auxilia e instrumentaliza pais, educadores e profissionais de saúde para melhor
intervir e agir em situações que envolvam questões relativas às drogas
36

Foto 41 – Blitz Educativa na Av. 9 de Julho e entrega de p anfletos sobre drogas licitas e
ilícitas, com a participação dos Enfermeiros das Un idades básicas de Saúde.

Diariamente ao termino das atividades realizadas a equipe avaliava os resultados


alcançados pelo projeto de intervenção e foi gratif icante perceber a influencia que este
Impacto Anti Drogas surtiu na sociedade em geral. Os alunos comentavam as palestras e
os pais nos abordavam e vinham agradecer a iniciativa, já que tem causado muito
preocupação a rápida propagação de vícios na nossa juventude.
Setembro e outubro foram os meses reservados para a análise dos resultados como
um todo. Acredito que a maior parte dos objetivos do impacto anti-droga foram atingidos.
A equipe foi capacitada, instrumentalizada e definiu ações para intervir frente a famílias
nessa situação de vulnerabilidade, minim izando preconceitos e barreiras para o
atendimento de adolescentes nesta situação. Os ad olescentes foram envolvidos no
impacto e através de ações educativas estreitamos o s laços e a proximidade com essa
parcela da população que tem resistência e dificuldade de buscar a ajuda nas unidades de
saúde, COMAD e Grupo anti-tabaco.
O penúltimo objetivo ainda não foi contemplado totalmente durante este
impacto, no entanto foi abraçado pelos quadros de a ções definidos pelas unidades de
saúde, esse ponto visava a realização de uma conver sa informal nos bairros e
associações com adolescentes e familiares. Quanto a o ultimo objetivo de reduzir o
número de adolescentes dependentes de drogas, acredito que seja possível medir se foi
ou não atingido ainda, pois depende de uma pesquisa mais apurada com todos os
contemplados por este projeto. Uma coisa é certa, muitas pessoas procuraram ajuda logo
no local da palestra e após nos grupos de apoio div ulgados durante as palestras.
37

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa ação demonstrou a grande necessidade de Implan tar e Implementar o Plano


Municipal de Saúde Anti-Drogas e de promover ações de prevenção de maneira
continuada com estratégias que realmente evitem a adesão aos vícios. Ampliar as ações
do grupo Anti-Tabaco, envolvendo mais unidades e Descentralizado o programa,
facilitando que mais pessoas possam ser contempladas pelo tratamento.
Sendo este um Projeto de Intervenção acredito que o s objetivos alcançados mostram
a eficácia do mesmo e aponta para a necessidade deações subsequentes relacionadas a
essa temática. Este projeto será encaminhado a Coordenação da Saúde Mental da
Secretaria Municipal de Saúde de Fátima do Sul paraque possa ser útil para colaborar
com futuras atividades desta coordenação.
38

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Acesso em: 19/07/2011.
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Anexo – Termo de autorização de uso de imagem e dep oimentos

Eu_________________________________,CPF____________,
RG________________, depois de conhecer e entender os objetivos, procedimentos
metodológicos, riscos e benefícios da pesquisa, bem como de estar ciente da necessidade
do uso de minha imagem e/ou depoimento, especificados no Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE), AUTORIZO, através do presente termo, os pesquisadores
Leticya Aparecida de Lima do projeto de pesquisa intitulado “Impactos anti-droga no
município de Fátima do Sul com enfoqu no álcool e tabaco” a
realizar as fotos que se façam necessárias e/ou a colher meu depoimento sem quaisquer
ônus financeiros a nenhuma das partes.
Ao mesmo tempo, libero a utilização destas fotos (s eus respectivos negativos) e/ou
depoimentos para fins científicos e de estudos (livros, artigos, slides e transparências),
em favor dos pesquisadores da pesquisa, acima especificados, obedecendo ao que está
previsto nas Leis que resguardam os direitos das crianças e adolescentes (Estatuto da
Criança e do Adolescente – ECA, Lei N.º 8.069/ 1990 ), dos idosos (Estatuto do Idoso,
Lei N.° 10.741/2003) e das pessoas com deficiência (Decreto Nº 3.298/1999, alterado
pelo Decreto Nº 5.296/2004).

Fátima do Sul, __ de ______ de 2011

_____________________________
Pesquisador responsável pelo projeto

_______________________________
Sujeito da Pesquisa

_______________________________
Responsável Legal (Caso o sujeito seja menor de idade)