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Estatuto do Desarmamento:

O artigo 19 da LCP continua válido apenas no que se refere as armas brancas.

As regras não se aplicam as forças armadas auxiliares.

O porte funcional não se estende aos aposentados, pois está condicionado ao efetivo exercícios
das funções institucionais.

Arma permitida – não tem registro Crime de posse ilegal de arma de fogo
Arma permitida – não tem autorização para o Crime de porte ilegal de arma de fogo
porte
Arma de uso restrito – não tem registro ou Crime do artigo 16
porte

É típica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado a portar ou possuir arma de fogo, não
observa as imposições legais previstas no estatuto, que impõem o registro das armas no órgão
competente.

O estatuto prevê tipos penais preventivos: crimes de obstáculo -> punição de ato preparatório
como crime autônomo.

Obs: o crime de omissão de cautela caput é culposo (negligência) e é crime material (é


necessário que o menor de 18 anos ou doente mental se apodere da arma, não basta apenas,
por exemplo, colocar a arma negligenciamente em local de fácil acesso a ela).

Obs: não está caracterizado o crime de porte ilegal de arma de fogo quando o instrumento
apreendido sequer pode ser enquadrado no conceito técnico de arma de fogo, por estar
quebrado, e, de acordo com o laudo pericial, totalmente inapto para realizar disparos.

Porte simultâneo de duas ou mais armas de fogo: stj -> o crime de manter sob a guarda munição
de uso permitido e de uso proibido caracteriza-se como crime único, quando houver unicidade
de contexto, porque há única ação, com lesão de um único bem jurídico, e não concurso formal.

No porte simultâneo de arma de fogo de uso restrito e arma de fogo de uso permitido prevalece
que responde por único crime, o crime mais grave de porte de arma de uso restrito

Porte de arma de brinquedo: não é crime

Porte ilegal de arma e ausência de munição: o tipo penal de porte ilegal de arma (art 14)
contempla crime de mera conduta, sendo suficiente a ação de portar ilegalmente arma de fogo,
ainda que desmuniciada.

Porte de munição é crime para o stf.

Uso de munição como pingente: stf -> é atípica a conduta daquele que porta, na forma de
pingente, munição desacompanhada de arma.

- Crime de disparo de arma de fogo

Pluralidade de disparos no mesmo contexto fático, é crime único.

É preciso que a bala seja verdadeira, ou seja, disparo de festim, bala de borracha não caracteriza
o crime
Disparo de arma de fogo e porte ilegal de arma: o crime de porte ilegal é absorvido se por
exemplo saio de casa dou um disparo e depois volto pra casa, mas se passar tempo
juridicamente relevante com a arma, para só depois dar o disparo, aí há o concurso material de
crimes.

- Posse ou porte de arma de fogo de uso restrito:

Figuras equiparadas

Inciso II: quem modifica as características da arma de fogo para torna-la equivalente a arma de
uso restrito responde por este inciso, já quem porta ou possua a arma modificada responde pelo
art 16, caput.

III: artefato explosivo ou incendiário -> não é punível a mera posse de seus componentes. Ex:
álcool.

Obs: o tráfico tipificado pela lei é o INTERNACIONAL

Crimes contra a ordem tributária

Não estão previstos apenas na lei 8137, também há crimes contra a ordem tributária no
cp, aprop. Indébita previdenciária, sonegação fiscal, descaminho, excesso de exação, facilitação
de contrabando ou descaminho.

Os crimes do art 2º (são crimes formais em regra) são subsidiários em relação ao artigo 1º.

O valor para a aplicação do patamar para aplicação do p. da insignificância estabelecido na lei


10.522 não tem o condão de afastar a tipicidade material quando se tratar de delitos
concernentes a tributos que não sejam da competência da união. Obs.: não se aplica o p da
insignificância no caso de habitualidade.

Se estiver diante de tributos da união ou do inss a competência é federal, se for outros tributos
a competência não será federal, ou seja, basta analisar a espécie de tributo.

Competência territorial: o local onde se der a constituição definitiva do crédito tributário (regra
da consumação do crime)

A lei 8137 não permite a responsabilidade penal da pessoa jurídica, ou seja, diversamente do
que aconteceu com a lei dos crimes ambientais, apenas pessoas físicas podem ser
responsabilizadas

A denúncia genérica já não é mais admitida pelos tribunais superiores quando se trata de crimes
societários.

a conduta de praticar qualquer uma ou todas as modalidades descritas no art. 1 conduz a


consumação do crime de sonegação fiscal quando houver supressão ou redução de tributo,
pouco importando se atingidos um ou mais impostos ou contribuições sociais

o parcelamento, que acarreta a suspensão da pretensão punitiva do estado, pode ocorrer a


qualquer momento, desde que antes do transito em julgado da ação.

Lavagem de Capitais

Só pode cogitar de infração penal como antecedente da lavagem se a infração penal


tiver o condão de produzir bens, direitos ou valores que possam efetivamente ser objeto da
lavagem.
-Gerações de leis de lavagem de capitais:

1. Leis de 1ª geração: apenas o tráfico de drogas como crime antecedente

2. Leis de 2ª geração: há uma ampliação dos crimes antecedentes (rol taxativo)

3. Leis de 3ª geração: qualquer infração penal pode funcionar como antecedente da lavagem de
capitais

Fases da lavagem de capitais:

1. Colocação (placement): introdução do valor ilícito no sistema financeiro. Ex:


Smurfing(depósitos de grandes quantias em pequenos valores)
2. Dissimulação ou mascaramento ou ocultação (layering): são realizados negócios
financeiros de modo a dificultar a origem ilícita do dinheiro. Ex: aplicações,
transferências, compras
3. Integração (integration): os bens agora são incorporados ao sistema econômico com a
aparência de lícito

Não há necessidade do preenchimento dessas três fases para a consumação da lavagem.

O bem jurídico tutelado é a ordem econômico-financeira. Aplica-se o princípio da


insignificância.

É um crime acessório (parasitário), ou seja, para que o crime de lavagem esteja caracterizado
é preciso demonstrar que o produto seja proveniente de infração penal antecedente.

Prevalece que advogados não precisam comunicar operações suspeitas.

É crime permanente

Crimes de trânsito

Não abrange “veículos” de propulsão humana ou animal. Ex: bicicleta, carroça.

Para a maioria da doutrina só há dois crimes de dano (homicídio e lesão corporal culposos), a
maioria dos tipos é de perigo (abstrato ou concreto).

O valor mínimo para reparação dos danos causados pelo crime não pode abranger danos morais,
pois não se aplica aos delitos de perigo, visto que a lei somente se refere ao dano material.

-Agravantes:

1. com dano potencial para duas ou mais pessoas: nos crimes de dano dos arts 302 e 303 se o
fato atingir duas ou mais pessoas, será aplicada a regra do art 70, que implica exasperação da
sanção, afastando-se a agravante. Contudo a agravante se aplica se o autor atingir a visita e
colocar em risco duas ou mais pessoas.

2. utilizando veículo sem placas, placas falsas ou adulteradas: somente se aplica a agravante se
não for o autor da adulteração, pois se for o autor da adulteração responderá pelo crime que
cometeu + art 311 do CP.

3. sem possuir permissão para dirigir ou carteira de habilitação: não se aplica aos crimes dos arts
302 e 303, pois nestes crimes constitui causa de aumento de pena. Também não se aplica ao
309 (dirigir em via pública sem a devida permissão para dirigir ou habilitação), pois esta
circunstância é elementar do crime. E também não se aplica ao 310 (confiar a direção a pessoa
não habilitada).

Afora estes crimes, a agravante incide nos demais crimes, ex: embriaguez ao volante e racha.
Nesses casos, o crime do art 309 (direção sem habilitação) é absorvido.

4. Quando a profissão ou atividade exigir cuidados especiais: não incide no


homicídio/lesão culposo, pois já é causa de aumento de pena. Obs: independe de estar
com lotação ou não.
5. Utilizando veiculo em que seja adulterado equipamento ou características que afetem
segurança ou funcionamento: nos arts 302 e 303 somente incidirá a agravante se a
adulteração não tiver sido a própria causa do acidente. Ex: a troca as rodas do carro e
leva b para uma viagem, no caminho a roda se solta, exclusivamente em virtude da
altração, o carro capota e b falece. A responderá pelo art 302 sem a agravante.

Obs: fatos praticados na condução de veículos motorizados não terrestres (lanchas, jet ski,
aeronaves) não se aplica o ctb, pois o ctb somente se aplica as vias terrestres.

O ctb incide ainda que não seja via pública, ou seja, aplica-se a vias particulares, não abertas a
circulação pública.

Não incide a causa de aumento de pena do 302/303: morte instantânea e auxilio prestado por
terceiro.

Embriaguez ao volante: Crime de perigo abstrato

Permitir a direção de veiculo a outrem: se o motorista, nas hipóteses do artigo, dirigir de forma
prudente e regular não pratica ilícito nenhum. Quem lhe emprestou o veiculo,
independentemente de causação do perigo de dano, comete o crime.

Interceptação Telefônica

As interceptações decretadas antes da lei 9296 foram consideradas provas ilícitas.

a. Comunicações

a.1. telefônicas: abrange a conversa por telefone e outros dispositivos que utilizem a telemática.
Ex: email, whats app

a.2. ambientais: é a que não for telefônica. Ocorre sem a utilização de método artificial de
transmissão de som e imagem

b. interceptação em sentido estrito: é feita por um terceiro, sem o conhecimento dos


comunicadores. A gravação não é conditio sine qua non para a interceptação.

c.escuta telefônica/ambiental: é feita por um terceiro, com o conhecimento (também precisa


do consentimento) de um dos comunicadores e desconhecimento do outro. Obs: se o
consentimento for inválido, em tese, configura a interceptação em sentido estrito, ex: pessoa
obrigada a colocar o celular no viva voz.

Quando se tratar de incapazes quem dá o consentimento é o genitor.

d.Gravação clandestina: não existe a figura do terceiro. A captação é feita por um dos
interlocutores sem o conhecimento do outro.
-captação de conversa alheia mantida em local público: não há expectativa de privacidade. A
captação pode ser feita independentemente de prévia autorização

-captação de conversa alheia mantida em local público, em caráter sigiloso, expressamente


admitido pelos interlocutores: pressupõe autorização judicial prévia

-captação de conversa alheia mantida em local privada: protegido pela inviolabilidade


domiciliar. Nesse caso precisa de autorização judicial prévia.

Obs: é possível o ingresso em horário noturno para a instalação de equipamentos de escuta.

Obs: gravação clandestina de eventual confissão de suspeito sem prévia advertência quanto ao
direito ao silencio -> é prova ilícita

-Gerações de provas:

1. direito probatório de 1ª geração (caso Olmstead): houve interceptação sem autorização


judicial feita em via publica. Aplicou-se a teoria proprietária, isto é, já que não ingressou na casa
não precisaria de autorização judicial.

2.direito probatória de 2ª geração (caso Katz): houve interceptação num orelhão sem
autorização judicial. Nesse caso há expectativa de proteção da intimidade, portanto, á prova foi
considerado ilícita. A teoria proprietária foi deixada de lado. Adotou-se a teoria da proteção
constitucional integral.

3. direito probatório de 3ª geração (caso Kyllo): havia maconha no domicílio, aí a policia utilizou
equipamentos de proteção térmica sem autorização judicial prévia. Os avanços dos meios
tecnológicos que não estão à disposição de todos não podem ser utilizados sem prévia
autorização judicial.

Necessidade de autorização judicial prévia para a extração de dados e conversas no celular: é


ilícita a devassa de dados, bem como das conversas de whatsapp, obtidas diretamente pela
policia em celular apreendido no flagrante, sem prévia autorização judicial.

- Quebra do sigilo de dados telefônicos:

não está sujeita a clausula de reserva de jurisdição

Interceptação de prospecção: investigação pré-delitual. Não pode acontecer.

Crime de catalogo: crime que admite a interceptação telefônica.

Serendipidade:

1º grau: há conexão/continência. Os elementos probatórios terão a validade de prova.

2º grau: não há conexão/continência. Os elementos probatórios valerão como notitia criminis


para a deflagração de nova investigação.

Cadeia de custodia: documentação formal de um procedimento destinado a manter e


documentar a historia cronológica de uma evidencia, evitando-se eventuais interferências
internas e externas capazes de colocar em dúvida o resultado da atividade probatória.
Lei de DROGAS:

A incidência do aumento de pena em razão da transnacionalidade do delito de tráfico


(art. 40, inc. I, da Lei 11.343/2006) não pressupõe o efetivo transporte da droga para o
exterior.