Você está na página 1de 9

Introdução

A geologia, uma área cientifica tão pouca conhecida, é responsável pelo fornecimento
respostas aos acontecimentos naturais. Muitos consideram como um estudo cientifico
inútil a humanidade, porém os mesmos nunca ouviram falar de seus descobrimentos e
como a geologia está presente em seu cotidiano. O trabalho a seguir ira abordar sobre
a Geologia, com um maior enfoque no Paraná, demonstrando até mesmo lugares que
apenas a geologia pode explicar.

Geologia
A Geologia é a ciência que estuda a origem, a formação, a estrutura e a composição da
crosta terrestre, além das alterações sofridas por esta no decorrer do tempo. Essa
ciência surgiu com nossos antepassados que, sem entender como ocorriam fenômenos
naturais, tais como terremotos e vulcões, buscavam explicações diante a isso. O estudo
da Geologia começou quando o homem passou a aproveitar e utilizar rochas e minerais.
Os objetivos da geologia podem ser sintetizados desta forma:

 Estudo das características do interior e da superfície da Terra, em várias escalas

 Entendimento dos processos físicos, químicos e físico-químicos que levaram o planeta


a ser como ele é hoje;

 Definição da maneira adequada (não destrutiva) de utilizar os materiais e fenômenos


geológicos como fonte de matéria prima e energia para melhoria da qualidade de vida
da sociedade;

 Resolução de problemas ambientais causados anteriormente e estabelecimento de


critérios para evitar danos futuros ao meio ambiente, nas várias atividades humanas;

 Valorização da relação entre o ser humano e a Natureza.


Geologia do Brasil
Tudo se inicia na época do governo do Presidente Juscelino Kubitschek. Em seu
mandato ele lançou o Plano de Metas que tinha o célebre lema “Cinquenta anos em
cinco”. Esse plano visava o crescimento da economia baseado na expansão industrial.
Para esse plano se concretizar era necessário investir na área tecnológica. Porém o
corpo técnico de profissionais capacitados no Brasil ainda não era extremamente
especializado para tal serviço. E uma das áreas onde se tinha uma grande deficiência
de profissionais era a dos estudos geológicos. As empresas precisavam contratar
profissionais estrangeiros para suprir essa carência. Os pouco geólogos brasileiros
tinham uma formação muito precária, geralmente voltado para os estudos da História
Natural. Com toda essa carência de profissionais era necessário investir também em
formação tecnológica.
Então foi criada em 1957, pelo Poder Executivo, a Campanha de Formação de Geólogos
(Cage), que fomentou a criação de quatro cursos: um em Porto Alegre, um em São
Paulo, um no Recife e outro em Ouro Preto.

Formandos da primeira turma de Geologia de Porto Alegre, 1960


(http://www.ufrgs.br/igeo/m.topografia/index.php/component/content/article/10-eventos/25-comemoracao-
do-jubileu-de-ouro-da-turma-de-geologia-de-1960)

A Petrobras, que também tinha em seu corpo técnico profissionais estrangeiros,


convidou o professor gaúcho Irajá Damiani Pinto, formado na época em História Natural,
para organizar um curso na Bahia, voltado a Geologia do Petróleo. O curso iniciou-se
em janeiro de 1957 contando com duas fases, sendo a última com uma duração de mais
de dois anos. O professor participou apenas da fase inicial do projeto selecionando
profissionais de todo o Brasil para compor o corpo docente do curso.
Os primeiros cursos de Geologia fomentados pela Cage, iniciaram dois meses depois
do da Petrobras, em março de 1957. O coordenador do curso em Porto Alegre era o
professor Athos Pinto Cordeiro, que, por atribuições particulares que não permitiam sua
dedicação total ao projeto, pediu exoneração do cargo cerca de dois meses depois. Foi
nomeado, então, o professor Irajá, que retornava da Bahia.
Professor Irajá Damiani Pinto em laboratório no período em que estudava no curso de
História Natural da Universidade de Porto Alegre, 1946. O mesmo laboratório seria
usado anos mais tarde pelo incipiente curso de Geologia.
As primeiras aulas ministradas foram no porão da faculdade de Direito da Ufrgs em
Porto Alegre. Posteriormente a Geologia teve sede no antigo prédio do Instituto de
Ciências Naturais. “Cada vez que tinha um espaço, íamos ocupando”, explica o
professor Irajá. O corpo docente era bem diversificado contando com brasileiros de
vários estados, norte-americanos, franceses, alemães, uruguaios e argentinos.
Enquanto os outros cursos faziam protestos para a retirada dos estrangeiros a Geologia
de Porto Alegre recebia todos eles e até contava com um curso de inglês para que os
alunos pudessem entrar em contato com pesquisadores, bibliografia e professores
estrangeiros.
A faculdade tinha muito trabalho de campo. Frequentemente, professores e
funcionários, sem receber horas extras, acompanhavam os alunos em pesquisas de
campo, nos finais de semana. Os trabalhos eram bem complicados devido a
precariedade das estradas. “Os alunos e os professores logo criaram o espírito da
Escola, o que fez com que ela fosse o que ela é”, conta Irajá. A primeira turma for
recebida posteriormente, com os demais formandos de outras três universidades, em
solenidade pelo presidente JK.

Excursão de Campo da Turma de 1957


(http://www.ufrgs.br/igeo/departamentos/geodesia/50anosgeologia.html)
Geologia do Paraná
As rochas do Paraná formam compartimentos distintos e abrangem um extenso
intervalo do tempo geológico, com idades de 2,8 bilhões de anos até o presente. Na
baixada litorânea, Serra do Mar e Primeiro Planalto, encontram-se rochas magmáticas
e metamórficas mais antigas, recobertas parcialmente por sedimentos recentes de
origem marinha e continental. O Segundo Planalto constitui a faixa de afloramento dos
sedimentos paleozóicos da Bacia do Paraná. Sobrepostas a estes sedimentos ocorrem
as rochas vulcânicas de idade mesozóica do Grupo Serra Geral, formando o Terceiro
Planalto, recobertas por sedimentos cretáceos no noroeste do Estado. Sedimentos
recentes ocorrem em todas as regiões, principalmente nos vales dos rios, além de
outros tipos de depósitos inconsolidados.
Principais Unidades Geológicas

(http://www.mineropar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=21)
Como a geologia se relaciona
com o Cânion Guartelá e o parque
vila velha?

Cânion Guartelá
Antes de mais nada, o que é um Cânion? Cânions são vales profundos com encostas
quase verticais, que podem se estender por centenas de quilômetros e atingir até 5 mil
metros de profundidade. À primeira vista, quem observa esses gigantescos entalhes na
superfície do planeta poderia imaginar que eles foram criados de uma hora para outra
por algum fenômeno catastrófico, como um terremoto capaz de abrir a terra e gerar um
precipício.
Pelo contrário, os cânions demoram para se aprofundar, que pode durar milhões de
anos. As principais causas do surgimento dos cânions são os rios. “Dependendo da
declividade do terreno, da quantidade de água e das fraturas do relevo, um curso d’água
tem a capacidade de entalhar as rochas do leito por onde corre, dando origem aos
paredões”, afirma a geógrafa Lylian Coltrinari, da Universidade de São Paulo (USP).
(O termo Cânion foi emprestado do espanhol do México e da faixa do Pacífico incorporada aos Estados
Unidos. No Brasil, usa-se também o termo "canhão".)

O Cânion do Guartelá é uma garganta retilínea com cerca de 30 km de extensão e


desnível máximo de 450 metros. Foi escavado pelo Rio Iapó, que pelo cânion consegue
atravessar a Escarpa Devoniana, paredão que separa o Primeiro do Segundo Planalto
Paranaense. Em 1992 cria-se Parque Estadual do Guartelá com o objetivo de assegurar
a preservação do mesmo.
É considerado um dos maiores cânions do mundo em extensão, o 6° mais longo do
mundo e o mais longo do Brasil. Situa-se no planalto dos Campos Gerais, entre os
municípios de Castro e Tibagi, no Paraná. (Localização visual na Fig1)
A origem do nome incerta. A teoria mais aceita pelos pesquisadores conta sobre um
ataque dos índios à região. O local era povoado por gado descendente das criações
trazidas de Portugal por Martim Afonso de Souza.
Com o gado chegaram vários criadores, que construíram suas casas por lá. Os novos
habitantes não sabiam que os índios costumavam caçar na região durante o verão. A
estação chegou e os índios se surpreenderam com a quantidade de gado - que para
eles se tratavam de bichos selvagens como veado ou paca. Como os nativos
acreditavam que os animais pertenciam a que os caçasse resolveram levar o gado
mesmo com a resistência dos criadores. Organizou-se então um grande ataque.
Um fazendeiro resolveu avisar o vizinho, mandando um recado para outro através de
um escravo. "Guarda-te lá que aqui bem fico", o recado chegou como Guartelá aqui
Benfica, dando origem ao Guartelá e a Fazenda Benfica, localizada à margem esquerda
do rio Tibagi.
Parque Estadual Vila Velha
Vila Velha é uma extraordinária obra da natureza esculpida pelo tempo. Os monumentos
geológicos encontrados em Vila Velha são constituídos por uma rocha denominada
arenito, formado pela compactação e endurecimento de camadas sucessivas de areia.
A formação destes arenitos remonta há 300 milhões de anos no Período Carbonífero,
quando a América do Sul ainda estava ligada à África, à Antártida, à Oceania e à Índia,
formando um grande continente chamado de Gondwana. Nesta época a região onde se
localiza Vila Velha estava mais próxima ao Pólo Sul e a temperatura média na Terra era
muito baixa, período que corresponde a uma das grandes eras glaciais do passado
terrestre (fonte: Mineropar). Após o degelo, o grande depósito de areia ali existente ficou
exposto à ação das chuvas e dos ventos que deram origem a gigantescas figuras no
arenito.
Vila Velha é composta de 23 formas curiosas que sugerem imagens de animais, objetos
e do próprio homem, como a esfinge, o índio ou, ainda, o urso, o camelo e a mais
conhecida de todas e que identifica o parque: a taça.

(Mapa do parque vila velha- fornecido ao entrar em contato com o email do gerente do parque)

Dentre as grandes atrações do Parque Estadual de Vila Velha estão as furnas, que são na
realidade poços de desabamento, depressões semelhantes a crateras, de formato circular e
paredes verticais. As furnas não se situam na mesma unidade geológica dos arenitos
avermelhados, o Arenito Vila Velha, mas sim em uma unidade geológica que está abaixo do
Arenito Vila Velha, representada pelos arenitos esbranquiçados da Formação Furnas.
Seção geológica esquemática C-D (localização na Figura 4) através das furnas e da Lagoa
Dourada. 1: sedimentos quaternários; 2: diques de diabásio; 3: Arenito Vila Velha; 4: arenitos
argilosos do Grupo Itararé; 5: argilito e folhelho do Grupo Itararé; 6: arenitos variegados do
Grupo Itararé; 7: folhelhos da Formação Ponta Grossa; 8: Arenito Furnas; 9: lâmina d'água.
Modificado de Maack, 1946.

Diante a todos os fatos apresentados, torna-se visível a resposta do tópico abordado.


Um bom exemplo da importância do estudo da geologia é o próprio trabalho, já que ele
não seria sido realizado se não houvesse estudiosos para explicar todos esses
fenômenos naturais.

CONCLUSÃO
Ao ler diversas informações sobre o assunto abordado, percebemos que uma profissão
tão pouca conhecida (geólogos) tem um papel fundamental para o avanço cientifico e
para criação de suas teses cientificas, que podem responder muitos fatores naturais que
jamais alguém conseguiu explicar.
No entanto, ao aprofundar-se sobre assuntos com mais enfoque na geologia do Paraná,
facilitou ao entendimento sobre a geologia e sua importância, visto que ao conteúdo
apresentado está muito próximo ao local que vivenciamos.
Abordar os temas de locais que foram alvos de estudos por geólogos, foi essencial, pois
além de conhecer locais extraordinários, vimos como é um estudo de um geólogo e toda
sua explicação sobre os monumentos naturais abordados.
Realizar este trabalho, foi um grande feito, pois me aproximei muito ao meio da
geografia, e ganhei um vasto conhecimento sobre.
REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
Maack, R. 1946. Geologia e geografia da região de Vila Velha e consideraçðes sobre a
glaciação carbonífera do Brasil. Curitiba, Arquivos do Museu Paranaense.
Maack, R. 1956. Fenômenos carstiformes de natureza climática e estrutural de arenitos
do Estado do Paraná. Curitiba, Arquivos de Biologia e Tecnologia.
Figura sobre as principais unidades geológicas. Disponível em: <
http://www.mineropar.pr.gov.br>. Acesso em: 03 jun. 2018
Figura sobre Seção geológica esquemática e do mapa do Cânion Guartela. Disponível
em: < http://sigep.cprm.gov.br>. Acesso em: 03 jun. 2018
Texto retirado e modificado sobre o conto da origem do nome Cânion Guartelá.
Disponível em: < http://www.tibagi.uepg.br>. Acesso em: 03 jun. 2018