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1.2.

3 - Ensaios em Tirantes

De acordo com a norma da ABNT NBR 5629 – Execução de tirantes ancorados no terreno,
todos os tirantes em uma cortina devem ser submetidos a ensaios de protensão. A norma
recomenda os seguintes ensaios:

• Recebimento. São ensaios rotineiros que devem ser executados em 100% dos tirantes
e têm a finalidade de determinar o comportamento carga-deslocamento do sistema.

• Qualificação. Devem ser executados em no mínimo 2 (dois) tirantes ou 1% do total de


tirantes na obra. São utilizados para avaliar a capacidade de carga, os comprimentos livres e
ancorados reais, bem como a resistência lateral desenvolvida ao longo do trecho livre.

• Básico. É feito em tirante-piloto, construído para testes prévios minuciosos. Nessa


modalidade de ensaio, o tirante pode ser subdimensionado propositalmente para sofrer
ruptura. Pode também ser exumado.

• Fluência. Avalia o desempenho da ancoragem permanente sob cargas de longa


duração.

O desempenho adequado de uma obra de contenção com tirantes está diretamente


relacionado à qualidade da instalação da ancoragem.

Tirantes são elementos lineares capazes de transmitir esforços de tração entre suas
extremidades. Nas aplicações geotécnicas de tirantes, a extremidade que fica fora do terreno é
a cabeça de ancoragem e a extremidade que fica enterrada é conhecida por trecho ancorado e
designada por comprimento ou bulbo de ancoragem. O trecho que liga a cabeça ao bulbo é
conhecido por trecho livre ou comprimento livre.

A Norma Brasileira "NBR-5629/77 - Estruturas Ancoradas no Terreno, Ancoragens Injetadas no


Terreno", bem como a sua revisão a "NBR-5629/96 - Estruturas de Tirantes Ancorados no
Terreno", apresentam basicamente o conceito acima exposto, conforme pode ser visto na
figura 1.

O campo de utilização de tirantes na engenharia geotécnica é bastante amplo, mas de forma


sintética os tirantes classificam-se em dois grupos: permanentes e provisórios.

Tirantes permanentes são aqueles que se incorporam a uma estrutura definitiva, como é o
caso das cortinas atirantadas, lajes de subpressão, fundação de torres etc. e que, portanto,
deverão ter vida útil compatível com o fim a que se destinam.