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ANA CLAUDIA FERREIRA DE ANDRADE

BIANCA DE MATOS TAVARES


DANIELA ROCHA DA SILVA
MAIRA LAÍS BOTH BOURSCHEIDT
PRISCILA ALMEIDA DOS SANTOS DA ROCHA
SOLANGE APARECIDA DA SILVA

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO

Biologia Celular
Professor Msc. Edson Ramos Júnior
Bacharelado em Zootecnia
UFMT, Universidade Federal do Mato Grosso

SINOP
2010
A CÉLULA

Esta pesquisa apresenta como ênfase o estudo de alguns constituintes


das células, como o Retículo Endoplasmático Liso, Retículo Endoplasmático
Rugoso, Complexo de Golgi, Lisossomos e Endossomos, sendo o Retículo
Endoplasmático Liso o mais embasado. As células são os menores e mais
simples componentes do corpo humano, são formadas pela membrana, o
núcleo e o citoplasma. Elas formam a base para toda a vida. Todo ser vivo é
formado a partir de uma célula, crescendo e se desenvolvendo a partir da
multiplicação delas. Continua também vivo esse corpo, se elas forem
saudáveis e funcionarem bem.
O termo célula (do grego kytos = cela; do latim cella = espaço vazio), foi
usado pela primeira vez por Robert Hooke (em 1655) para descrever suas
investigações sobre a constituição da cortiça analisada através de lentes de
aumento. A teoria celular, porém, só foi formulada em 1839 por Schleiden e
Schwann, onde concluíram que todo ser vivo é constituído por unidades
fundamentais: as células. Assim, desenvolveu-se a citologia (ciência que
estuda as células), importante ramo da Biologia. As células provêm de outras
preexistentes. As reações metabólicas do organismo ocorrem nelas.
Os organismos podem ser divivdos em unicelulares e pluricelulares. O
organismo unicelular tem a célula como sendo o próprio organismo, isto é, a
única célula é responsável por todas as atividades vitais, como alimentação,
trocas gasosas, reprodução, liberação de excretas, etc. O organismo
pluricelular, que é formado por muitas delas (milhares, milhões, até trilhões),
apresenta o corpo com tecidos, órgãos e sistemas, especializados em
diferentes funções vitais. As células dos pluricelulares diferem quanto às
especializações e de acordo com os tecidos a que elas pertencem.
Quanto à organização celular, elas podem ser procarióticas
(procariontes) ou eucarióticas (eucariontes). E os seres possuidores delas são
ditos eucariontes e procariontes. As procarióticas consistem de um único
compartimento fechado, que é delimitado por uma membrana plasmática, elas
não possuem o núcleo definido e apresentam uma organização interna
relativamente simples não possuindo certas organelas como a mitocôndria, o
complexo de Golgi e o retículo endoplasmático. As bactérias e as algas azuis
são exemplos delas. Já as eucarióticas segregam o DNA celular dentro de um
núcleo definido o qual é delimitado por uma membrana chamada carioteca, os
fungos, as plantas e os animais possuem células eucariontes.
As estruturas subcelulares são chamadas organelas, que desenvolvem
funções distintas, produzindo as características de vida associada com a
célula, onde existem três componentes básicos: membrana, citoplasma e
núcleo.
A membrana plasmática é o envoltório celular. Este envoltório é o
responsável pela forma e pelas substâncias que entram e saem dela.
O citoplasma é delimitado externamente pela membrana plasmática e
internamente pela carioteca é o constituinte celular mais volumoso dividindo-se
em hialoplasma e morfoplasma. O Hialoplasma também é chamado de
citoplasma fundamental ou matriz citoplasmática, é transparente, homogêneo e
sem estrutura; nele estão mergulhados os componentes celulares. Já o
Morfoplasma engloba todos os elementos figurados do citoplasma, ou seja, os
organóides celulares, dentre os quais se destacam: Núcleo, Retículo
Endoplasmático liso e rugoso, Ribossomos, Mitocôndrias, Lisossomos,
Complexo de Golgi e Centríolo.
O núcleo celular é uma estrutura presente nas células eucariontes, que
contém o DNA da célula. É delimitado pelo envoltório nuclear, e se comunica
com o citoplasma através dos poros nucleares. Ele possui duas funções
básicas: regular as reações químicas que ocorrem dentro da célula, e
armazenar as informações genéticas. Sendo essencial às eucariontes, pois é
onde se localiza o material genético, responsável pelas características que o
organismo possui.
Os principais componentes químicos das células são:
- Água - 70% do volume celular é composto por água, que dissolve e
transporta materiais e participa de inúmeras reações bioquímicas.
- Sais minerais - São reguladores químicos.
- Carboidratos - Compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e
oxigênio. Exemplos: monossacarídeos (glicose e frutose); dissacarídeos
(sacarose, lactose e maltose); polissacarídeos (amido, glicogênio e celulose).
Que tem a função de fornecer energia através das oxidações e participação em
algumas estruturas celulares.
- Lipídios - Compostos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio;
insolúveis em água e solúveis em éter, acetona e clorofórmio. Exemplos:
lipídios simples (óleos, gorduras e cera) e lipídios complexos (fosfolipídios).
Tem participação celular e fornecimento de energia através da oxidação.
- Proteínas - Compostos formados por carbono, hidrogênio, oxigênio e
nitrogênio, que constituem polipeptídios (cadeias de aminoácidos). Exemplo:
Albumina, globulina, hemoglobina etc. Sua função é na participação da
estrutura celular, na defesa (anticorpos), no transporte de íons e moléculas e
na catalisação de reações químicas.
- Ácidos Nucléicos - Compostos constituídos por cadeias de nucleotídeos;
cada nucleotídeo é formado por uma base nitrogenada (adenina, guanina,
citosina, timina e uracila), um açúcar (ribose e desoxirribose) e um ácido
fosfórico.
- Ácido Desoxirribonucléico (DNA) - Molécula em forma de hélice formada
por duas cadeias complementares de nucleotídeos. O DNA é responsável pela
transmissão hereditária das características.
- Ácido Ribonucléico (RNA) - Molécula formada por cadeia simples de
nucleotídeos. O RNA controla a síntese de proteínas.
- Trifosfato de Adenosina (ATP) - Tipo especial de nucleotídeo, formado por
adenina, ribose e três fosfatos. Tem a função de armazenar energia nas
ligações fosfato.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO

O retículo endoplasmático é formado por um sistema de membranas


interconectadas na forma de tubos ramifacados, às vezes na forma de
cisternas, que delimitam uma cavidade mais conhecida como luz. Pode-se
distinguir dois tipos de retículos: Retículo Endoplásmatico Liso e Retículo
Endoplasmático Rugoso.
Uma característica estrutura do RE é a continuidade com o envoltório
nuclear. No entando, não existe nenhuma ligação direta das membranas do RE
com a membrana plasmática. O RE é encontrado na maioria das células
eucarióticas, nas quais ocupa, em média 10% do volume celular,
correspondendo a mais da metade do total de membranas presentes em uma
célula animal. A quantidade de RE e sua localização no citoplasma variam de
acordo com o tipo e o metabolismo celular. Nos hepatócitos (células
encontradas no fígado), o RE é uma estrutura bastante desenvolvida que
aparece disperso por todo citoplasma. Em células secretoras polarizadas,
como as células pancreáticas o RER fica restrito preferencialmente a porção
basal do ciitoplasma, em geral, próximo ao núcleo.
O RE está relacionado à síntese, modificação e transporte de proteínas
e lipídios. Esses componentes podem seguir três destinos diferentes,
permanecer no RE, seguir para outras organelas, ou ser encaminhado para o
exterior, por meio da secreção. Nesse último caso, o RE é o início da via
biossintética, secretora da célula.
O sistema de canais formado pelo RE delimita uma região isolada do
citosol (na periferia, o citosol é mais viscoso, tendo a consistência gelatinosa, e
esta parte é chamada de ectoplasma. Na parte central da célula, o citosol tem
consistência mais fluida, e é chamado de endoplasma). Na luz do RE,
acontecem reações bioquímicas específicas, com a formação com pontes de
sulfeto, glicosilações e outras modificações estruturais de proteínas e lipídios.
É no RE que ocorre a síntese das proteínas destinadas à secreção e as
diferentes organelas. É nele também que ocorre a síntese de lipídios
destinados à membrana plasmática. Para que estas substâncias seguem aos
seus destinos, são necessários mecanismos de transporte. As proteínas de
secreção deixam o RE em direção ao Complexo de Golgi por meio de
vesículas, assim como as proteínas destinadas aos lisossomos.
O retículo endoplasmático liso ou agranular (REL) é formado por
sistemas de túbulos cilíndricos e sem ribossomos aderidos a membrana. Tem
como função principal a participação da síntese de esteróides, fosfolipídios e
outros lipídios além da desintoxicação do organismo, atuando na degradação
do etanol ingerido em bebidas alcoólicas, assim como a degradação de
medicamentos ingeridos pelo organismo como antibióticos e barbitúricos
(substâncias anestésicas). Esse tipo de retículo é abundante principalmente em
células do fígado, das gônadas e pâncreas. Ele é composto por uma rede
tridimensional de túbulos e cisternas interconectados, que vai desde a
membrana nuclear (a cisterna do RE é contínua com a cisterna perinuclear) até
a membrana plasmática.
Vai sintetizar todos os lipídeos que constituem a membrana plasmática,
incluindo fosfolipídios e colesterol. Alguns desses começam a ser produzidos
no REL e serão completados no golgi. Armazenam substâncias importantes
para contração muscular ⇒ Ca+2 . É o principal reservatório de cálcio do
citoplasma. Ao receber estímulo nervoso para contração muscular, liberam
cálcio do retículo e esses irão agir no processo de contração muscular.
Organela que está envolvida com a desintoxicação do indivíduo. Convertem
substâncias como herbicidas, corantes e medicamentos em substâncias de
fácil excreção. Participa da solubilização da bile.
O REL aumenta a superfície interna da célula, o que amplia o campo de
atividade das enzimas, facilitando a ocorrência de reações químicas
necessárias ao metabolismo celular; facilita o intercâmbio de substâncias entre
as células e o meio externo; auxilia a circulação intracelular, por permitir um
maior deslocamento de partículas de uma região para outra do citoplasma;
armazena, no interior de certas cavidades, substâncias diversas retiradas do
hialoplasma, além de produzir lipídios, principalmente esteróides (são
hormônios responsáveis pela harmonia das funções no organismo. Existem
três categorias básicas de esteroides: estrógeno (hormônio feminino),
andróginos (hormônio masculino) e a cortisona que é produzida por ambos os
sexos).
O álcool ou mesmo certas drogas, como sedativos, quando consumidos
em excesso ou com frequência, induzem a proliferação do retículo não-
granuloso e de suas enzimas. Isso aumenta a tolerância do organismo à droga,
o que significa que doses cada vez mais altas são necessárias para que ela
possa fazer efeito. Esse aumento de tolerância a uma substância pode trazer
como consequência o aumento da tolerância a outras substâncias úteis ao
organismo, como é o caso de antibióticos. Esse é um alerta importante para
entender parte dos problemas decorrentes da excessiva ingestão de bebidas
alcoólicas e do uso de medicamentos sem prescrição e controle médico.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO

O Retículo Endoplasmático Granuloso ou Rugoso é composto com


sistemas de túbulos achatados e ribossomos aderidos à membrana, o que lhe
confere aspecto granulado. Sua principal função é a síntese de proteínas que
poderão ou não ser enviadas para o exterior das células. Esse retículo é
também denominado ergastoplasma, palavra originada do grego ergozomai,
que significa elaborar, sintetizar. Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em
células que têm função secretora. É o caso, por exemplo, das células do
pâncreas, que secretam enzimas digestivas, e também o das células
caliciformes, da parede do intestino, que secretam muco.

COMPLEXO DE GOLGI

O aparelho (ou complexo) de Golgi consiste em um sistema de cisternas


empilhadas, situado entre o retículo endoplasmático e a membrana plasmática,
ou então próximo ao núcleo. Cada unidade do Golgi é chamada de
dictiossomo, e cada pilha apresenta de 4 a 6 sáculos, embora alguns
flagelados unicelulares possam ter até 60. Nas células vegetais, centenas de
pilhas do Golgi estão dispersas no citoplasma.
O aparelho de Golgi possui duas faces distintas: uma face cis (ou face de
entrada) e uma face trans (ou face de saída), que estão intimamente
associadas por compartimentos especiais de uma rede interconectada de
túbulos e cisternas: rede cis de Golgi (RCG) e a rede trans de Golgi (RTG).
Presente no citoplasma de praticamente todas as células eucariontes
consiste de bolsas membranosas achatadas (dictossomos), empilhadas. Ele
atua como centro de armazenamento, transformação, empacotamento e
remessa de substâncias na célula. Tem como principal função, a eliminação de
substâncias que irão atuar fora das células, na secreção celular. Participam da
secreção de enzimas digestivas e formação do acrossomo do espermatozóide.
LISOSSOMOS

Os lisossomos são vesículas membranosas, arredondadas, pequenas e


que possuem em seu interior grande quantidade de enzimas que realizam a
digestão intracelular. Devido a isso, eles estão ligados á funções heterofágica e
autofágica.
São corpúsculos normalmente esféricos cujo interior apresenta uma
grande quantidade de enzimas que degradam (quebram em pedações
pequenos, ou seja, digerem ou destroem) moléculas grandes ou organelas
envelhecidas. Exemplo de ezimas encontradas dentro dos lisossomos:
proteases (degradam proteínas), nucleases (degradam ácidos nucléicos: DNA
e RNA), glicosidases (degradam açúcares) e lipases (degradam lipídeos).
Na função heterofágica as partículas alimentares que penetram na célula
por fagocitose ou pinocitose ficam no interior de vacúolos denominados
alimentares (fagossomos ou pinossomos), aos quais se fundem os lisossomos
primários, formando vacúolos digestivos (ou lisossomos secundários). Nesses
ocorre a digestão. Havendo resíduo eles são temporariamente armazenados
no interior dessas estruturas, que passam a ser chamadas vacúolos ou corpos
residuais. Em seguida, os resíduos podem ser eliminados da célula por
clasmocitose (também chamada de defecação celular. Processo de eliminação
de resíduos provenientes da digestão intracelular).
Em muitas células normais, a função autofágica ocorre por um processo
de digestão de estruturas citoplasmáticas que não estão mais realizando suas
funções, contribuindo para renovação do material citoplasmático. Muitas vezes,
entretanto, mesmo sob condições normais, os lisossomos destroem totalmente
as células. É o que ocorre durante a metamorfose dos anfíbios, em que a
cauda do girino é completamente digerida por ação do lisossomos. Nesse
caso, o produto da digestão é utilizado pelo animal para o seu
desenvolvimento.

ENDOSSOMOS

São compartimentos de forma variada, localizados entre o complexo de


Golgi e a membrana plasmática. Os endossomos são responsáveis pelo
transporte e digestão de partículas e grandes moléculas que são captadas pela
célula através de uma variedade de processos conhecidos como endocitose.
Existem dois tipos de endocitose que depende da substância ou partícula
ingeridos, conhecidos por: fagocitose e pinocitose.
A fagocitose envolve a ingestão de grandes partículas, tais como parasitas,
bactérias, células prejudiciais, danificadas ou mortas, restos celulares, por meio
de grandes vesículas endocíticas chamadas fagossomos. Dependendo do tipo
celular, a fagocitose é uma forma de alimentação (nos protozoários) ou uma
forma de limpeza e proteção como nos macrófagos, neutrófilos e células
dendríticas (células imunes que fazem parte do sistema imunológico dos
mamíferos).
O tamanho do fagossomo é determinado pelo tamanho da partícula a ser
ingerida. Estes se fundem com os lisossomos dentro das células, então o
material ingerido é degradado.
A pinocitose envolve a entrada de líquidos e fluidos extracelulares
juntamente com as macromoléculas e os solutos dissolvidos. Neste processo, a
membrana plasmática é internalizada numa taxa que varia entre os tipos
celulares. A pinocitose pode ser inespecífica, onde as substâncias penetram na
célula automaticamente, e é regulada, onde ocorre a formação das vesículas
pinocíticas quando a substância interage com um receptor específico da
membrana. A pinocitose pode ser iniciada por cavéolos (pequenas cavidades)
em regiões da membrana plasmática ricas em colesterol.
Existem dois tipos de endossomos: os endossomos primários ou iniciais,
localizados nas proximidades da membrana plasmática, e os endossomos
secundários ou tardios, próximos às redes cis e trans do Golgi.
Os endossomos iniciais formam os compartimentos de proteínas
específicas determinando seu destino: reciclagem e devolução para o mesmo
domínio da membrana plasmática; transcitose (o material interiorizado por um
lado da célula atravessam o citoplasma e saem por exocitose do lado oposto);
ou destinados aos lisossomos, onde serão degradados.
Os endossomos tardios tem função na rota biossintética-secretora,
juntamente com o RE e Golgi e transporte de moléculas endocitadas para o
Golgi.