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Instituto de Educação Tecnológica

Pós-graduação
MBA em Gestão Avançada de Projetos - Turma nº 22
26 de abril de 2016

Gerenciamento de Mudanças:
Atualização da NBR 5419: Aplicação em Projetos de SPDA

Matheus Rabelo Andrade


Engenheiro Eletricista
matheusrabeloeletrica@yahoo.com.br

RESUMO

A Norma NBR 5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas - foi atualizada
com o intuito de aumentar a segurança das pessoas, estruturas e instalações. O artigo tem
como objetivo analisar como e com qual intensidade essas mudanças irão influir nos
Projetos, tratando essa atualização como uma mudança legal ocorrida no ambiente de
projetos. Dessa forma, será apresentada a importância do Processo de Gerenciamento de
Mudanças ao longo do projeto e também as etapas recomendadas para o Controle
Integrado de Mudanças.

Palavras-chave: Gerenciamento de Mudanças. Atualização NBR 5419. SPDA. NBR


5419:2015. Mudanças.

1 INTRODUÇÃO

As descargas atmosféricas podem causar grandes prejuízos em edificações,


estruturas, linhas de transmissão e distribuição, além de trazer grandes riscos a vida das
pessoas. O Brasil aparece como um dos países com maior incidência de descargas
atmosféricas; devido a suas características climatológicas, sua localização e sua grande
extensão territorial (SOUZA, 2014).
O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas – (SPDA) é responsável pela
proteção de estruturas contra maiores danos causada pela incidência de descargas
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elétricas. Quando adequadamente utilizado, o projeto de SPDA é capaz de minimizar os


impactos de um raio, protegendo a edificação e seus usuários (MAMEDE FILHO, 2012).
A Norma NBR 5419, que é a responsável por apresentar as recomendações
necessárias para a proteção de edificações e estruturas contra possíveis descargas
elétricas, foi atualizada. A nova norma, NBR 5419:2015, já está em vigor e traz novos
conceitos para aumentar a segurança de pessoas, estruturas e instalações (NBR 5419,
2005).
Neste artigo, vamos avaliar as mudanças trazidas com a atualização da NBR 5419,
ou seja, analisar todos os impactos trazidos por essa mudança no cotidiano de Projetos.
Dessa forma, será abordada a importância do Gerenciamento de Mudanças no Plano de
Projeto, onde seu objetivo é garantir que o produto final não seja afetado negativamente por
qualquer tipo de mudança ocorrida.

2 REVISÃO DE LITERATURA

As descargas atmosféricas são responsáveis por inúmeros prejuízos em


construções, causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de
energia elétrica, além disso, podemos citar os riscos de vida a que as pessoas e animais
ficam submetidos. O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas – (SPDA),
quando adequadamente utilizado, se torna o responsável pela proteção contra maiores
danos de quaisquer tipos de construção (MAMEDE FILHO, 2012).
Não existe proteção total (100%), mas é possível minimizar os efeitos destruidores
com um projeto de SPDA bem elaborado, seguindo as exigências das Normas Brasileiras
(PEREIRA, 2008). A Norma NBR 5419 é responsável por apresentar as recomendações
necessárias para proteção de edificações e estruturas contra possíveis incidências de
descargas elétricas. Ela define as condições de projeto, instalação e manutenção dos
sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (NBR 5419, 2005).

2.1 Descargas Atmosféricas

O Brasil é um dos países de maior incidência de descargas atmosféricas no mundo,


devido a sua localização próxima ao equador geográfico, sua grande extensão territorial e
suas características climatológicas (SOUZA, 2014).
As Descargas atmosféricas são formadas, resumidamente, pelo rompimento do meio
dielétrico entre duas superfícies carregadas eletricamente e com polaridade opostas.
Segundo Mamede (2012), as cargas elétricas positivas formadas nas nuvens ocupam sua
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área superior e as negativas a área inferior, acarretando consequentemente uma indução de


cargas positivas na superfície da terra, surge dessa forma uma diferença de potencial entre
nuvem e solo.
O ar apresenta determinada rigidez dielétrica que pode ser superada pela elevação
da diferença de potencial entre terra e nuvem. Quando isso ocorre, as cargas elétricas
presentes na nuvem se deslocam para a terra, dando início a descarga piloto descendente.
A presença da descarga piloto descendente induz o surgimento de uma descarga
ascendente, constituída de cargas elétricas positivas, no sentido da terra para a nuvem
(MAMEDE FILHO, 2012).
Quando as duas descargas iniciais se unem surge a descarga principal, no sentido
da nuvem para a terra, de grande intensidade, responsável pelo fenômeno conhecido como
trovão. As descargas elétricas apresentam natureza aleatória e imprevisível, tanto em
relação a suas características elétricas como em relação a sua ocorrência (HENRIQUES,
2015).

2.2 Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas – SPDA

O SPDA tem como função oferecer a descarga elétrica um caminho preferencial e


dissipá-la na terra. Dessa forma, o risco de incidência sobre as estruturas é reduzido. A
descarga conduzida e dissipada com segurança significa a proteção dos ocupantes e da
edificação em que o SPDA esta instalado (DE STÉFANI, 2011).
De acordo com a NBR 5419 (2005), a necessidade de instalação de um SPDA é
determinada por um cálculo probabilístico onde são levados em consideração os seguintes
fatores: densidade de descargas atmosféricas para a Terra, número de dias de trovoadas
por ano para a região em questão e área de exposição equivalente da edificação.
O nível de proteção a ser utilizado em projeto é determinado pela edificação a se
proteger, podendo variar do mais alto nível (Nível I) ao mais baixo (Nível IV). Isso é de
fundamental importância, já que a partir deles é que se determinam os dados técnicos da
instalação (DE STÉFANI, 2011).
De forma geral, o SPDA é constituído de três partes bem definidas, porém
intimamente interligadas, são elas:
- Sistema de captores: são os elementos condutores expostos, normalmente
localizados na parte mais elevada da edificação, responsáveis pelo contato
direto com as descargas atmosféricas.
- Sistemas de descidas: são os elementos expostos ou não que permitem a
continuidade elétrica entre os captores e o sistema de aterramento.
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- Sistemas de aterramento: constituídos de elementos condutores


enterrados ou embutidos nas fundações das edificações responsáveis pela
dispersão das correntes elétricas no solo (MAMEDE FILHO, 2012, p.492).

A NBR 5419 (2005) determina que após a instalação é necessário a realização de


inspeções periódicas para se verificar a confiabilidade do sistema. Quando atingida por
descarga direta, também é recomendável que o SPDA passe por uma vistoria e se
necessário manutenção corretiva.

3 ATUALIZAÇÃO NBR 5419

A NBR 5419 é a norma responsável por definir as condições de projeto, instalação e


manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. Com o intuito de
aumentar a segurança das pessoas, estruturas e instalações; o documento passou por uma
revisão, a nova NBR 5419:2015 entrou em vigor no dia 22/06/2015 (GONÇALVES JR,
2015).
O grande número de mudanças trazidas pela atualização requer um estudo
detalhado dos novos conceitos; eles influenciarão diretamente na elaboração de projetos,
execução e inspeção dos sistemas de proteção (GONÇALVES JR, 2015). Os efeitos das
mudanças podem aumentar dramaticamente quanto mais tardiamente forem implementadas
no ciclo de vida do projeto.
A grande extensão da nova norma, passando de 42 páginas para 344, reforça a
importância das mudanças realizadas. Como destaca Gonçalves Jr. (2015), as quatro partes
do documento atualizado estão divididas nos seguintes capítulos:
- ABNT NBR 5419-1:2015 – Parte 1: Princípios Gerais;
- ABNT NBR 5419-2:2015 – Parte 2: Gerenciamento de Riscos;
- ABNT NBR 5419-3:2015 – Parte 3: Danos físicos a estrutura perigos à vida;
- ABNT NBR 5419-4:2015 – Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na
estrutura.
Como podemos observar a área específica de medidas de proteção contra surtos
(MPS) ganha um capítulo próprio, “Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na
estrutura”, abordando com maior ênfase o cuidado com aparelhos eletroeletrônicos. Dessa
forma, SPDA e MPS passam a fazer parte de um conceito mais abrangente denominado
PDA (Proteção contra descargas atmosféricas), um sistema completo de proteção
(GONÇALVES JR, 2015).
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Segundo Goncalves Jr. (2015) e Alves (2015), podemos citar outras 5 grandes
mudanças que irão influir diretamente na rotina de projetos, são elas:

 Necessidade de Proteção x Análise de Risco


A Análise de Proteção, antigo anexo B da norma, ganhou um capítulo próprio
(Capítulo 2) e passou a ser denominada Análise de Risco. O projetista deve efetuar cálculos
e considerações sobre a estrutura em questão e também sobre as estruturas vizinhas,
linhas de energia e telecomunicações ligadas a ela. É neste Capítulo que são definidos o
Nível de Proteção e as medidas complementares que deverão ser tomadas para garantir
uma proteção eficiente.

 Métodos de Proteção
Os métodos utilizados continuam sendo os mesmos: Método dos Ângulos de
Proteção (Franklin), Método das Malhas (Gaiola de Faraday) e Método da Esfera Rolante
(permaneceu inalterado).
O Método de Franklin teve uma mudança considerável, os captores utilizados
tiveram seu alcance de proteção ampliado, tendo como base de cálculo os ângulos obtidos
através de curvas. O Método das Malhas apresentou mudanças em relação à dimensão das
quadrículas, que passaram a ser mais rigorosas e com o formato mais quadrado.

 Condutores de descidas
Os condutores de descidas tiveram seu espaçamento diminuído em alguns níveis de
proteção II, III e IV; aumentando assim o número de descidas estabelecidas.

 Sistema de Aterramento
O arranjo de aterramento pontual foi retirado da Norma, sendo estabelecido como
padrão o arranjo em anel circundando a estrutura e interligando todas as descidas, este anel
deve estar no mínimo 80% em contato com o solo.
O gráfico de Comprimento mínimo de eletrodo x resistividade do solo, agora também
será considerado para nível 2 de proteção. Outra alteração importante descarta a medição
de resistência ôhmica do aterramento de SPDA, assim o antigo valor sugerido de 10 ohms
não é utilizado.

 Novos Materiais
A tabela que apresenta os condutores de captação, descidas e aterramento foi
ampliada com novos materiais (aço cobreado, alumínio cobreado), além disso, algumas
dimensões mínimas e tolerâncias foram estabelecidas.
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Para maiores informações sobre todas as modificações presentes na nova NBR e


sua aplicabilidade em projetos, é interessante um estudo aprofundado, ou melhor, uma
comparação entre os documentos: NBR 5419:2005 e NBR 5419:2015. As seguintes
referências também apresentam melhores descrições técnicas sobre o assunto: (ALVES,
2015) e (GONÇALVES JR, 2015).

4 GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS EM PROJETOS

Devido ao mercado competitivo atual e aos grandes avanços da tecnologia da


informação, as mudanças nas organizações se tornam cada vez mais comuns. Dessa
forma, as organizações precisam absorver essas mudanças o mais rápido possível para se
adaptar às condições de mercado.
No momento do Planejamento do Projeto sempre buscamos o objetivo final, mas é
perfeitamente esperado que um projeto tenha ou sofra mudanças durante seu ciclo de vida,
devemos estar preparados para gerenciar as mudanças de modo que estas não impactem
negativamente nos projetos (SIMÃO, 2014).
Segundo Simão (2014), podemos listar algumas das principais causas de mudanças
em projetos:
- Solicitação dos envolvidos no projeto;
- Recomendação dos membros da equipe;
- Atrasos em atividades do cronograma;
- Necessidade de retrabalho;
- Mudanças legais;
- Necessidades de medidas corretivas / preventivas no projeto;
- Evento externo, tal como evento legal ou concorrência;
- Erro ou omissão da definição original do escopo;
- Dificuldade com fornecedores, prazos, orçamentos, equipe.
A análise das mudanças é de suma importância em Gerenciamento de Projetos,
devido a sua grande probabilidade de ocorrência e principalmente pelo impacto causado no
produto final. Podemos citar mudanças gerando impactos nos seguintes itens: Custos,
Prazo, Qualidade, Riscos do Projeto, Satisfação do Cliente e principalmente Escopo
(SIMÃO, 2014).
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4.1 Controle Integrado de Mudanças

O Controle Integrado de Mudanças (CIM) não tem como objetivo a prevenção de


mudanças, seu objetivo principal é identificar, gerenciar e principalmente analisar os
possíveis impactos trazidos por essas ocorrências. Podemos concluir que o CIM centraliza
as mudanças por meio de um processo padrão; ou seja; assegura que as mudanças
existem e que os envolvidos sejam informados do andamento do projeto, das mudanças
realizadas e dos impactos gerados.
O PMBOK (2013, p. 94) define o Controle Integrado de Mudanças da seguinte forma:
Realizar o controle integrado de mudanças é o processo de revisar todas as
solicitações de mudanças, aprovar as mudanças e gerenciar as mudanças
sendo feitas nas entregas, ativos de processos organizacionais,
documentos do projeto e no plano de gerenciamento do projeto, e
comunicar a disposição dos mesmos. Ele revisa todas as solicitações de
mudança ou modificações nos documentos do projeto, entregas, linhas de
base ou no plano de gerenciamento do projeto, e aprova ou rejeita as
mudanças.
O CIM é realizado do início ao término do projeto, sendo de responsabilidade do
Gerente de Projetos. É necessária, por meio do Plano de gerenciamento de Mudanças
presente no Plano de Projeto, a definição de um processo para tratar as mudanças,
selecionar ferramentas para serem utilizadas neste processo e definir envolvidos no projeto
que deverão ser utilizados para gerenciar todas as mudanças que venham a ocorrer durante
a execução. O PMBOK (2013) orienta a formação de um grupo para revisar, avaliar,
aprovar, adiar ou rejeitar as mudanças, registrar e comunicar tais decisões; denominado
Comitê de controle de mudanças (CCM).
Simão (2014) sugere que o CIM seja realizado por meio das seguintes etapas:
- Solicitação de Mudança: É realizada uma solicitação formal, explicando
detalhadamente o que se deseja alterar no escopo do projeto. O processo é iniciado quando
o solicitante preenche Formulário de Requisição de Mudança e envia o mesmo para o CCM
ou Gerente de Projeto.
- Receber e Analisar Formulário de Requisição de Mudança: Processo de classificar
a mudança requerida quanto ao grau de prioridade e validar o formulário como coerente ou
não.
- Revisão dos Impactos gerados pela Mudança: O Gerente e equipe de projeto,
cliente e o Comitê analisam os impactos. No Relatório de Controle de Mudanças são
registrados os impactos da mudança com relação ao custo, prazo, riscos, qualidade e
outros.
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- Aprovação da Mudança: Processo de submeter à solicitação a aprovação antes de


iniciar a implantação. Desta aprovação deve participar o cliente, gerente, a equipe de projeto
e todos os envolvidos impactados.
- Replanejamento Contemplando a Mudança: Geralmente a mudança afeta vários
itens do projeto como escopo, custo, riscos entre outros. Nesta etapa devem ser atualizados
alguns planos de gerenciamento quando necessário. Implantação da mudança.
- Comunicação das Mudanças: É muito importante comunicar a aplicação da
mudança na linha de base do projeto para todos os envolvidos.

O principal benefício do CIM é permitir que as mudanças registradas ao longo do


projeto sejam tratadas de forma integral, reduzindo assim os riscos do projeto que
frequentemente resultam das mudanças feitas sem levar em consideração o Plano do
Projeto (PMBOK, 2013). Caso não sejam bem gerenciadas, tais mudanças podem
comprometer o cronograma, a qualidade e até mesmo levar o fim de um projeto. Quanto
mais próximo do fim do projeto o impacto trazido pelas mudanças se tornam ainda mais
severas, e o custo ainda mais elevado.

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

As mudanças técnicas trazidas pela nova norma, NBR 5419:2015, trouxe grandes
impactos na elaboração de projetos de SPDA, a extensão do novo documento já demonstra
a quantidade de modificações que foram acrescentadas. A implantação da Análise de
Risco, algumas modificações nos Métodos de Franklin e das Malhas, o espaçamento
diminuído nos Condutores de Descidas em alguns níveis de proteção, definição do Sistema
de Aterramento em anel como padrão, são algumas das principais alterações técnicas
implantadas.
O texto apresentou o contexto geral da nova NBR 5419. Pela quantidade de
mudanças observadas, e principalmente pelos numerosos cálculos para avaliação de risco,
será necessária a utilização de softwares especializados já adequados as novas
determinações. Com o início das fiscalizações, alinhadas com as novas diretrizes, se tornará
indispensável a capacitação dos profissionais e de suas ferramentas, isso acarretará em
grandes mudanças no dia-a-dia das empresas de Projeto.
No contexto de Gerenciamento de Projetos, a atualização da NBR 5419 pode ser
considerada como uma mudança no projeto, e dessa forma é necessário gerenciá-la da
maneira apropriada para que estas não impactem negativamente no produto final. Essa
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mudança poderá alterar o escopo de vários projetos e consequentemente impactar outros


itens como: custos, prazo, qualidade, riscos, satisfação do cliente, entre outros.
O Controle Integrado de Mudanças (CIM), definido no Plano de Projeto, surge assim
como uma ferramenta importante no processo de Gerenciamento de Mudanças. Realizado
do início ao término do projeto, ele centraliza as mudanças por meio de um processo
padrão, identifica as mudanças, informa os envolvidos e principalmente analisa os possíveis
impactos trazidos por essas ocorrências.

6 CONCLUSÕES

As mudanças devem ser perfeitamente esperadas no ambiente de projetos, por se


tratar de um sistema aberto com capacidade de evoluir e se adaptar, elas são comuns ao
longo do seu ciclo de vida. Dessa maneira, é esperado um Controle Integrado de Mudanças
bem definido, onde os processos para tratamento das mudanças sejam padronizados.
Mudanças não são simples, e muitas vezes não são fáceis de adaptar. Entretanto
nos dias de hoje, conviver com as mudanças é algo que deve ser cada vez mais comum. O
entendimento e aceitação das mudanças pelas partes interessadas são de suma
importância para o sucesso dos projetos.
Toda mudança traz incertezas, mas também oportunidades. À primeira vista, a
revisão da norma pode parecer mais um obstáculo do que um benefício. No entanto, as
mudanças devem ser vistas pelas empresas e profissionais como uma oportunidade no
mercado, como uma forma de atrair novos serviços e agregar valor aos novos projetos.
Dessa forma, a capacitação profissional se tornou indispensável, com o objetivo de preparar
os profissionais para apresentar boas soluções técnicas e financeiras ao cliente, referentes
à NBR 5419:2015.
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REFERÊNCIAS

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Termotécnica, 2015. Disposnível em: < https://tel.com.br/conteudo-tecnico/nbr-54192015-o-
que-mudou/>. Acesso em: 17 abr. 2016.

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GONÇALVES JR, Francisco. Nova NBR 5419: ambientação e aplicação em projetos de


SPDA. 2015. Disponível em: <http://maisengenharia.altoqi.com.br/>. Acesso em: 12 abr.
2016.

HENRIQUES, Marcos Ejczis. Estudo de Caso: Avaliação de Proteção contra Descargas


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Acadêmico de Construção Civil, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba,
2015.

MAMEDE FILHO, João. Instalações Elétricas Industriais. 8ª Edição. Rio de Janeiro: LTC,
2012.

NBR 5419: 2005. Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. ABNT.

NBR 5419: 2015. Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. ABNT.


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PEREIRA, João Batista José. Modelagem de Incertezas em Sistemas de Aterramento


Elétricos. 2008. 118 p. Tese de Doutorado em Engenharia Elétrica, Publicação PPGENE.
TD-023/2008, Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade de Brasília, Brasília,
2008.

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SIMÃO, Joyce Mariana dos Santos. Gestão da Mudança no Gerenciamento de Projetos.


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SOUZA, André Nunes de. SPDA Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas:
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2016

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