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FACULDADE SÃO PAULO

RECREDENCIADA NO MEC PELA PORTARIA Nº 284, DE 23 DE MARÇO DE 2015

DOCENTE: JORGE PEDRO RODRIGUES SOARES

DISCENTE: WEVRTON DA SILVA PONTES

DISCIPLINA: MICROBIOLOGIA
MECANISMO DE RESISTENCIA BACTERIANA A ANTIBIÓTICOS

FARMACIA 3° PERIODO

ROLIM DE MOURA
2018

INTRODUÇÃO
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Dentre as possíveis causas de erro no tratamento das infecções, a resistência
bacteriana aos antibióticos é, uma das mais importante. A resistência bacteriana aos
antibióticos é definido pela expressão de genes de resistência, que individualmente ou em
conjunto, determinam o funcionamento dos mecanismos de resistência, estruturais que
promovem falha no mecanismo de ação do antibiótico.
Neste trabalho serão apresentados alguns condesiraçãoes a respeito dos
mecanismos desefa das bacterias aos anbioticos. As bactérias podem expressar resistência
inerente, mecanismos de resistência naturais de um gênero ou espécie bacteriana, ou
podem expressar resistência adquirida, ou seja, aquela originada a partir de mutações nos
próprios genes ou pela aquisição dos genes de resistência de outras bactérias, via
bacteriófago ou via ambiente.

1. MECANISMO DE DEFESA E RESISTÊNCIA BACTERIANA A ANBIÓTICOS

Doenças tratadas de modo errado, com antibióticos e pessoas que não seguem a
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dosagem e o tempo certo de tratamento estão contribuindo para a formação de bactérias
cada vez mais resistentes e fatais. Essas bactérias, resistentes a antibióticos, são difíceis de
tratar, além de serem responsáveis pela morte de várias pessoas todos os anos.

Quando falamos em resistência bacteriana a antibióticos, referimo-nos às bactérias


que possuem a capacidade de sobreviver mesmo quando são utilizados antibióticos certos
para determinada doença. Elas possuem táticas que permitem sua ploriferação mesmo
quando submetidas a dosagens altas dessas substâncias.

A resistência ocorre, principalmente, em virtude do surgimento de mutações que


conferem às bactérias proteção contra os antibióticos. Essas mutações ocorrem ao acaso,
entretanto, com o uso incorreto de medicamentos, elas acontecem com maior frequência,
ou seja, o processo torna-se acelerado.

As bactérias possuem diversos mecanismos de resistência aos antibióticos. Os


principais são: alteração na permeabilidade da membrana, alteração no local de atuação do
antibiótico, bombeamento ativo do antibiótico para fora da bactéria e a produção de
enzimas que destroem os antibióticos.

Existem ainda outras estratégias interessantes realizadas pelas bactérias que não
estão ligadas às mudanças genéticas. Por muito tempo, pesquisadores achavam que os
antibióticos não faziam efeito em algumas bactérias, pois elas entravam em uma espécie de
hibernação, não sendo atingidas pela substância. Entretanto, um estudo publicado na
Science mostrou que as bacterias, crescendo e reproduzindo-se.

A resistência acontece porque alguns indivíduos são capazes de liberar enzimas que
interagem com o antibiótico e suscitam sua destruição apenas em certos momentos.
Aquelas que liberam as enzimas no momento adequado eram selecionadas, fazendo com
que a infecção permanecesse.
Formalmente, o aparecimento de bactérias resistentes a antibióticos pode ser
considerado como uma manifestação natural regida pelo princípio evolutivo da adaptação
genética de organismos a mudanças no seu meio ambiente. Como o tempo de duplicação

das bactérias pode ser de apenas 20 min, existe a possibilidade de serem produzidas muitas
gerações em apenas algumas horas, havendo, portanto, inúmeras oportunidades para uma
adaptação evolutiva. A freqüência de mutações espontâneas para determinado gene em
populações bacterianas é extremamente baixa.
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Desta forma, a probabilidade é de que uma célula em cada 10 milhões irá, ao
dividirse, produzir uma célula-filha contendo uma mutação em determinado gene. Todavia,
como é possível haver um número de células muito maior que este em uma infecção, a
probabilidade1 de uma mutação produzir reversão da sensibilidade e resistência a
determinados fármacos pode ser muito alta em algumas espécies de bactérias. Apesar da
presença de poucos microrganismos geneticamente modificados não ser suficiente para
produzir resistência, se uma população bacteriana infecciosa contendo alguns mutantes
resistentes a determinado antibiótico for exposta a este fármaco, os genotipicamente
alterados terão maior vantagem seletiva.
Na maioria dos casos, a drástica redução da população bacteriana obtida pelo
agente quimioterápico permite que as defesas naturais do hospedeiro possam lidar
efetivamente com os patógenos invasores. Entretanto, isso não ocorrerá se a infecção for
causada por uma população de bactérias inteiramente resistentes ao fármaco ou se as
defesas humanas estiverem momentaneamente deficientes.

CONCLUSÃO
Como as alterações nas bactérias são aceleradas pelo uso incorreto de
antibióticos,esses medicamentos são vendidos no Brasil apenas com receita médica, que
deve apresentar a data de validade impressa. A Anvisa estabeleceu ainda que, em casos de
uso prolongado, um paciente não pode comprar o medicamento suficiente para todo o
tratamento, devendo retornar mensalmente para que uma nova dose seja comprada.
Essas medidas, apesar de serem consideradas pouco práticas por alguns
pacientes, é uma forma de inibir o uso errôneo. É necessário criar o hábito na população de
comprar medicamentos apenas com receita e sempre cumprir o que é recomendado pelo
médico.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 10. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2012.

<http://submission.quimicanova.sbq.org.br/qn/qnol/2006/vol29n4/36-DV05276.pdf>.
Acessado em 21 jun 2018.
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