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Tópicos da Matéria

LRC
Sem.1 – 2017 Introdução
I - Aterramentos Elétricos: Abordagem Generalizada
Belo Horizonte
Parte I
II - Aterramentos para fenômenos de baixas freqüências
Curso: Aterramentos Elétricos
Parte II
III - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Prof. Silvério Visacro
Parte III
Universidade Federal de Minas Gerais
IV - Aspectos e Técnicas de projeto
Brasil
V - Aspectos complementares de aplicação

Tópicos da Matéria Aterramentos para Fenômenos Rápidos


Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos 2 - Solicitação transitória fundamental do aterramento

1. Introdução
 Descarga Atmosférica
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
3. Impedância de Aterramento
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
» Composição de corrente no solo
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
» Intensidade de corrente: Ionização do solo
» Efeitos da propagação no solo

5. Conceitos fundamentais (p/ ondas impulsivas)


6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.

Aterramentos para Fenômenos Rápidos Qual é a fonte primária dos efeitos das descargas ?
2 - Solicitação transitória fundamental do aterramento Corrente de retorno Principais parâmetros
“ O que é uma descarga atmosférica ? ”
Time (microseconds)
T
00 F 100 200 300 (1/1.000.000) s

-10

-20 • Amplitude de Corrente


-30

Fluxo da
IP (valor mediano):
-40
corrente de
retorno
30 kA [Berger]
-50

-60
45 kA [M. Cachimbo]
Efeitos
Descargas
primários
consecutivas
decorrentes
materializam
do fluxo da
corrente deoretorno
canal de
pelo
descarga
canal: 70

• emissão eletromagnétca IP • Tempo de frente :


• efeito térmico (aquecimento) I(kA)
4 a 6 µs (mediana)
• efeito luminoso (relâmpago)
• efeito sonoro (trovão)
Representação do percurso de uma descarga atmosférica Registro de corrente de descarga medida na Estação do Morro do Cachimbo
descarga nuvem-solo negativa
Vídeo

1
Fonte dos efeitos das Descargas: corrente de retorno Corrente de Primeira Descarga: Conteúdo de freqüência

1.2
Primeira Corrente
IP de Retorno

Amplitude Normalizada (P.U.)


1
Máxima energia: ~15 kHz
Corrente (kA)

Primeira Corrente 0.8


Subseqüente Segunda Corrente
Subseqüente
FMAX : ~250 kHz
Terceira Corrente
Subseqüente 0.6
Componente
Contínua Componente
Contínua
0.4

~
~
~

~
~
~

1a3 1 60 a 500 Tempo (ms)


~ 60 ~ 60
1 1
0.2
Estilização de uma corrente de descarga nuvem-solo
negativa com várias descargas subsequentes 0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1
• Amplitude da corrente Freqüência (MHz)

IP (valor mediano): Tempo de


frente Amplitude relativa dos componentes de frequência
30 kA [Berger] 0.9 µs
12 kA
4 a 6 µs
45 kA [MCS] 16 kA

Corrente de Descarga Subsquente: Conteúdo de freqüência Tópicos da Matéria


1.2
Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Máxima energia: ~15 kHz 1. Introdução
Amplitude Normalizada (P.U.)

FMAX > 1 MHz 2. Solicitação: Descargas Atmosféricas


0.8

0.6
3. Impedância de Aterramento
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
0.4
» Composição de corrente no solo
0.2
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
0 » Intensidade de corrente: Ionização do solo
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1
Freqüência (MHz) » Efeitos da propagação no solo

Amplitude relativa dos componentes de frequência 5. Conceitos fundamentais (p/ ondas impulsivas)
6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.

Resposta do Aterramento frente a correntes de Descargas Atmosféricas


Resposta do Aterramento frente a correntes de
Descargas Atmosféricas Considerações básicas
A incidência de descargas nuvem-solo (CG) sempre envolve o
fluxo de correntes intensas pelas terminações para a terra.
Esta é muito diferente da resposta frente a ocorrências de
baixa frequência (ex.: curto-circuito), e desenvolve-se no Quando o raio incide sobre estruturas protegidas, a corrente flui
para a terra através dos seus aterramentos.
domínio do tempo.

Estes têm basicamente


3 componentes:
Referência:
(i) Condutores que dirigem a
corrente para os eletrodos
I

(ii) Eletrodos metálicos


enterrados no solo
(iii) Terra envolvente
aos eletrodos

2
Como já visto . . . . . Impedância X Resistência de Aterramento
Quando se considera a resposta do aterramento em condições de baixa freqüência
A resposta dos eletrodos de aterramentos frente a corrrentes de descargas é tem-se . . . como particularização a Resistência de Aterramento:
dada pelo GPR (grounding potential rise – em relação ao terra remoto)
VT ( ) VT
Em aplicações de engenharia busca-se caracterizar tal resposta por meio Z ( )  RT 
I T ( ) IT
da impedância de aterramento.

A representação do circuito para cálculo desta Impedância é indicada abaixo: L12 , G12 , C12 G 12 G

L12 , G12 , C12 G


L23 , G23 , C23 G 23
 conjunto de “elementos
I
de aterramentos“.
L23 , G23 , C23 L13 , G13 , C13 G 13 G

1
1 Soil Simplificação do circuito equivalente
IT1 Conjunto de elementos
2
, ,  IL1
L13 , G13 , C13 incluindo efeitos mútuos configuração para condição de baixas freqüências
2

IT2
IL2 Contudo, é importante notar que, em geral, o aterramento comporta-se
Dois elementos da malha Circuito equivalente como uma impedância: V ( )
Incluindo efeitos mútuos Z ( )  T
I T ( )

Resposta em freqüência do aterramento: Assim, com relação à resposta do aterramento elétrico


Impedância Harmônica frente à corrente de descargas.........

No domínio da freqüência: Z()=V()/I() Esta é muito diferente da resposta frente a ocorrências


L12 , G12 , C12 lentas e desenvolve-se no domínio do tempo.
L23 , G23 , C23

L13 , G13 , C13 o A Aproximação Potencial Constante não é mais válida !


Resistência de
--+45
Z () Angle

o Nem RT nem Z() descrevem a resposta do


Low frequency

baixa freq.
I

120
()

aterramento frente a tais correntes adequadamente !


resistance

0
I Z ()I

80
I

Impedância -- -45 Esta resposta pode ser calculada de forma precisa, usando-se
40 I I I I I
Mínima
I
elaborados modelos eletromagnéticos e parâmetros corretos
I

10
1
10
2
10
3
10
4
10
5
10
6
Freqüência (Hz) para representar o solo.
Ilustra-se tal diferença com
dados experimentais . . . . . .
Eletrodo horizontal de 50 m enterrado em solo de 2.000 Ωm

Considerações básicas (continuando . . . . . ) Ilustrando a diferença na resposta do Aterramento


Montagem para medição do GPR produzido pela injeção de
corrente impulsiva no eletrodo horizontal O resultado experimental praticamente coincide com o
da simulação (HEM – Hybrid Electromagnetic Model)

tempo de frente: 1.5


s
Eletrodo horizontal de 10m, profundidade de 0.5m
Solo: LF = 1407 Ωm - RLF=217 Ω GPR de eletrodo horizontal de 10m, profundidade de 0.5m
Solo: LF = 1407 Ωm - RLF=217 Ω

3
Ilustrando a diferença na resposta do Aterramento Porque tal diferença na resposta do Aterramento ?

O resultado experimental praticamente coincide com o da


simulação (HEM – Hybrid Electromagnetic Model) As razões para tal diferença residem, sobretudo, em:

 Conteúdo de frequência das correntes de descarga;


 Comportamento do solo submetido à corrente de
descarga;
 Efeitos de propagação no solo.

Forma de
onda diferente

GPR de eletrodo horizontal de 10m, profundidade de 0.5m


Solo: LF = 1407 Ωm - RLF=217 Ω

Representação do Aterramento Representação do Aterramento

Assim, resposta do aterramento frente a correntes de Ilustração da resposta de aterramento submetido a onda de
descargas é peculiar . . . . corrente de forma similar à de descargas

A Aproximação Potencial Constante não é mais válida !

Nem RT nem Z() descrevem a resposta do aterramento


frente a tais correntes adequadamente !

É possível determinar tal resposta de forma precisa, mas isto


requer o uso de modelos muito elaborados.

 Nas aplicações em engenharia interessa Teste em malha de terra (20 m x 16 m : 20 meshes de 16-m 2) - Solo: 160 Ωm.
representar o aterramento de forma concisa. Corrente impulsiva, TF = de 4 µs impressa na quina da malha.

Representação concisa do Aterramento

 RLF = v(t)/ i(t)


Resistência de
baixa
frequência

 ZP = VP / IP
Impedância
Impulsiva

Em aplicações relacionadas a proteção contra descargas, o


uso da impedância impulsiva ZP é prática comum.
GPR medido de uma malha de aterramento (20 m x 16 m : 20 meshes de 16-m 2)
Solo: 160 Ωm. Corrente impulsiva, TF = de 4 µs imprssa na quina da malha.

4
Resposta do Aterramento frente a correntes de Resposta do Aterramento frente a correntes de
Descargas : Impedância Impulsiva Descargas : Impedância Impulsiva

O que representa tal impedância ? Z P = VP / I P Z P = VP / I P


(kV) VP - - - Corrente
____ Tensão
Mesma configuração
Elaborando melhor…
IP Onda rápida: Zp= 1,75  • Usualmente os picos das ondas de tensão e corrente não são
(kA)
(4,2 kV/2,4 kA) simultâneos e o valor de ZP varia com a forma de onda de corrente.
1 Onda lenta: Zp= 1,43  • Entretanto, esta representação permite estimar prontamente a
(4 kV/2,8 kA) máxima elevação de potencial no aterramento GPR pelo simples
1 T (s) produto de ZP pelo pico de corrente.
Na cauda: V / I = 2 
Comentários: • Esta possibilidade é muito atrativa para realização de análises de
sensibilidade em avaliações relacionadas a problemas de proteção
Não-simultaneidade dos picos contra descargas.
Valor dependente da onda de corrente
Representatividade

Impedância Impulsiva de aterramento ZP = VP / IP Características da Impedância Impulsiva ZP = VP / IP


o Aspecto atrativo
 Apesar dos picos não serem simultâneos, permite calcular o Muito importante:
prontamente o GPR máximo para uma dada corrente.
o Aparente limitação  ZP pode ser maior, igual ou menor que RLF
 ZP varia com a forma de onda
 Solução no estudo de “raios”:  ZP (1st-stroke)

 ZP (Subseq-stroke) ZP e RLF medidos


35 14
Mesma malha de terra (20 meshes de 16-m 2) – solos de 160 e 2000 Ωm
30 12
Current (kA)

Current (kA)

25 10
20 8
15 6
10
5
ZP (1st-stroke = 22 Ω 4 ZP (Subseq-stroke) = 28 Ω
2
0 0
0 10 20 30 40 0 2 4 6 8 10
Time (s) Time (s)
oAspecto mais
Malhas atrativo: (20 meshes of 16-m2) solo: 2000 Ωm– RLF =49 Ω
de aterramento
ZP não varia na faixa típica do tempo de frente de cada descarga.

Tópicos da Matéria Porque tal diferença na resposta do Aterramento ?


Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
1. Introdução As razões para tal diferença residem, sobretudo, em:
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas  Conteúdo de frequência das correntes de descarga;
3. Impedância de Aterramento  Comportamento do solo submetido à corrente de
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento descarga;
» Composição de corrente no solo  Efeitos de propagação no solo.
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
» Intensidade de corrente: Ionização do solo
» Efeitos da propagação no solo

5. Conceitos fundamentais (p/ ondas impulsivas)


6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.

5
Conteúdo de frequência das correntes de descarga Representação da Corrente de Descarga

Primeira descarga Descarga subsequente


Ondas reais de corrente de primeira descarga 35 14
30 12

Current (kA)

Current (kA)
25 10
60 20 8
Curva de MSS
15 6
50 10 4
5
Corrente (kA)

2
Curva de MCS 0 0
40 0 10 20 30 40 0 2 4 6 8 10
Time (s) Time (s)
30

20 Curva dI/dt
Ip1 Ip2 T10 T30 T50
Event max
mediana (kA) (kA) (µs) (µs) (µs)
(kA/µs)
de Berger FST 27.7 31.1 4.5 2.3 75.0 24.3
10
Curva de SAS SUB 11.8 - 0.6 0.4 32.0 39.9

0
0 25 50 75 100
Tais ondas reproduzem todos os parâmetros medianos de
Tempo (s)
amplitude e tempo das correntes de descargas negativas
descendentes medidas por Berger

Corrente de Primeira Descarga: Conteúdo de freqüência Corrente de Descarga Subsquente: Conteúdo de freqüência
1.2
1.2 Amplitude Normalizada (P.U.)
1
Máxima energia: ~15 kHz
Amplitude Normalizada (P.U.)

1
Máxima energia: ~15 kHz FMAX > 1 MHz
0.8
0.8
FMAX : ~250 kHz
0.6
0.6

0.4
0.4

0.2 0.2

0 0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1
Freqüência (MHz) Freqüência (MHz)

Amplitude relativa dos componentes de frequência Amplitude relativa dos componentes de frequência

Porque tal diferença na resposta do Aterramento ? Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas

As razões para tal diferença residem, sobretudo, em:


 Composição de corrente no solo
 Conteúdo de frequência das correntes de descarga;
 Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
 Comportamento do solo submetido à corrente de
descarga;  Intensidade de corrente: Ionização do solo
 Efeitos de propagação no solo.

6
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Composição de corrente no solo Composição de corrente
Testes (V)
R LF = V /  I
experimentais
- - - Corrente
Impressão de campos (kV)
____ Tensão
VP

elétricos intensos em tn

amostras de solo
(kA)
Distribuição cilíndrica V(ti) ti

(modelo reduzido)
10
t3
1 t1
I(ti)
IP

t0

0.1 Corrente
(kV)
- - - Corrente ti T (s)
____ Tensão (A)
L

(kA)  Interpretação

1  Efeito da corrente capacitiva no solo


Conductores coaxiais: L= 19.5cm
R0=0.72 cm , Rext = 22.25 cm ti T (s)  Relevância

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas


Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
Testes experimentais
Impressão de campos elétricos de baixa intensidade em amostras de solo
 Composição de corrente no solo
Sinal senoidal - faixa de frequência típica das correntes de descargas
Distribuição cilíndrica (modelo reduzido)
 Dependência da freqüência dos parâmetros do solo

 Intensidade de corrente: Ionização do solo

Efeito conjunto: Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas


Dependência da freqüência dos parâmetros do solo Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
+ Relevância do efeito
Composição de corrente no solo Montagem para medição do GPR produzido pela injeção de
corrente impulsive no eletrodo horizontal
Significado da relação Relação entre as correntes
 / condutiva e capacitiva no meio

 / 
.m 100 500 1000 5000
f (MHz)
0.01 30. 14. 10. 5.0
0.03 21. 10. 07. 3.5
0.10 14. 06. 05. 2.3
0.30 10. 05. 03. 1.6
0.50 08. 04. 03. 1.4 Eletrodo horizontal de 9,5 m de comprimento, enterrado a 0,5 m de
1.00 06. 03. 02. 1.0 profundidade num solo de resistividade  = 1407 Ωm - RLF=217 Ω

7
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Relevância do efeito
Comparação entre os GPRs simulado e medido
 Composição de corrente no solo
(tempo de frente da corrente : ~0,4 s )
 Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
Simulated ,  constantes
 Intensidade de corrente: Ionização do solo
- - Simulated , : f()

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Efeito da intensidade de corrente Efeito da intensidade de corrente
Manifesta-se como ...

Tensão RLF
(kV)
I1 I2
VP
tn
I2 >> I1
ti
V(ti)
(V)
I=4 kA R LF = V
Corrente
/I
(kA) 6
VP / IP = 1,6  10 V
P

t3 tn
e t1 I(ti) IP
I=1 kA t0
4
VP / IP = 2 
Tensão V(ti) ti
Corrente (A)
(kV) 1 100
t3
0 t1 I(ti) IP
t0
0.1 Corrente
2 (A)
- - - Corrente
____ Tensão
1
1

T (s)

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas


Porque tal diferença na resposta do Aterramento ?
Efeito da propagação no solo
As razões para tal diferença residem, sobretudo, em: Fundamentos de propagação de campo EM guiada
por condutores cilíndricos
 Conteúdo de frequência das correntes de descarga;
o Aterramentos versus LT’s
 Comportamento do solo submetido à corrente de
descarga; o Equações de propagação

 Efeitos de propagação no solo. o Análise física

o Conceitos associados à propagação no solo guiada


pelos eletrodos de aterramentos

 Atenuação

8
Efeito da propagação no solo Efeito da propagação no solo
Aterramentos versus LT’s O Aterramento como uma LT
Equações de propagação: Equações de propagação:
Linha de Transmissão Aterramento
Ar
 G  jC V  G  jC V
dI dI
 R  jL I  R  jL I
dV dV
Longo condutor Vz () = ? dz dz dz dz
z Longo condutor Vz () = ? 
Iz () = ?
Constante de propagação: z Iz () = ? Constante de propagação:
V0 ()
R  jL G  jC  R  jL G  jC 
Ar
 =  + j = V0 ()  =  + j =
 Impedância de onda Constante de propagação:

R  j L Parâmetros por unidade de R  j L


Descrita por parâmetros por Z onda   Z onda  Zonda Z onda   Z onda  Zonda
unidade de comprimento: G  j C comprimento: G  j C
R/2 L/2 R/2 L/2
Longitudinais: Solução de propagação: Solução de propagação:
R, L  ZL = R +jL  z
V ( z )  V0 e cos (  t     z ) V ( z )  V0 e  z cos (  t     z )
G C
Transversais: V0 V0
I (z)  e  z cos (  t     z   Z ) I (z)  e  z cos (  t     z   Z )
G, C  YT = G +jC Z onda Z onda

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Efeito da propagação no solo


Efeito da propagação no solo O Aterramento como uma LT
Constante de propagação:
Fundamentos de propagação de campo EM guiada Aterramento
Ar  =  + j = R  jL G  jC 
por condutores cilíndricos
Longo condutor Vz () = ?  Impedância de onda
o Aterramentos versus LT’s
z R  j L
Iz () = ? Z onda   Z onda  Zonda
o Equações de propagação G  j C
V0 ()

o Análise física Solução de propagação:


V ( z )  V0 e  z cos (  t     z )
o Conceitos associados à propagação no solo guiada
pelos eletrodos de aterramentos V (z) 
V0
e  z cos (  t     z   Z )
Z onda
 Atenuação
 Significado físico:
Equações para V e I / Parâmetros e constantes
 Aplicação para correntes de descargas (domínio do tempo):

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Efeito da propagação no solo Efeito da propagação no solo
Comprimento Efetivo de Aterramento:
Configuração do campo eletromagnético e
Atenuação
propagação no solo
X
V Atenuação

I Solo Constante de espaço


Redução da
inclinação

Conceito de : Comprimento Efetivo de Aterramento

Efeito da propagação
no solo

V=0

9
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Efeito da propagação no solo Efeito da propagação no solo

Valores de Comprimento Efetivo do Aterramento Valores de Comprimento Efetivo do Aterramento


25
50
10 m  (.m)
45
20 ZP10m = 23kV/1 kA = 23  5000, 2000, 1000
500, 200, 100
40

40 m 35
Voltage (kV)

15
ZP20m = 16 kV/1 kA = 16 30
1 k.m

Zp ()
25 5000 .m
10 100 .m
20

15
5
10

90 m 5
0
0
0 0,000005 0,00001 0,000015 0,00002 0,000025 0,00003 0,000035 0,00004 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Time (s) Counterpoise Length (m)

Sobretensão desenvolvida no aterramento para


injeção de corrente impulsiva de 1 KA – solo 1 k.m Impedância impulsiva calculada
para cada resistividade

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Tópicos da Matéria


Efeito da propagação no solo Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Comprimento Efetivo: 1. Introdução
Relevância da posição de conexão da descida ao aterramento 2. Solicitação: Descargas Atmosféricas

Air
3. Impedância de Aterramento

I I Soil 4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento


» Composição de corrente no solo
A B L effective
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
Air
» Intensidade de corrente: Ionização do solo
I
Soil
» Efeitos da propagação no solo

B
L effective
 Consideração simultânea de todos fatores
Leffective

10
Tópicos da Matéria

LRC Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos


Sem.1 – 2017 1. Introdução
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
Belo Horizonte
3. Impedância de Aterramento
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
Curso: Aterramentos Elétricos » Composição de corrente no solo
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
» Intensidade de corrente: Ionização do solo
Prof. Silvério Visacro
» Efeitos da propagação no solo
Universidade Federal de Minas Gerais
5. Conceitos fundamentais (p/ ondas impulsivas)
Brasil 6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.

Efeito da propagação no solo Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas


O Aterramento como uma LT Efeito da propagação no solo
Constante de propagação:
Aterramento
Ar  =  + j = R  jL G  jC  Configuração do campo eletromagnético e

 Impedância de onda propagação no solo


Longo condutor Vz () = ?
z R  j L
Iz () = ? Z onda   Z onda  Zonda V Atenuação

G  j C I Solo
V0 () Redução da
inclinação

Solução de propagação:
V ( z )  V0 e  z cos (  t     z )
Conceito:
V0
I (z)  e  z cos (  t     z   Z )
Z onda  Comprimento Efetivo de Aterramento
 Significado físico:
 Constante de espaço
Equações para V e I / Parâmetros e constantes
 Aplicação para correntes de descargas (domínio do tempo):

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Comprimento Efetivo de Aterramento Comprimento Efetivo de Aterramento
Cálculo: Cálculo:
VP

ZP =
VP / IP

IP

1
Comprimento Efetivo de Aterramento

Cálculo: Valores:

Comprimento Efetivo de Aterramento Tópicos da Matéria


Relevância da posição de conexão da Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
descida ao aterramento
1. Introdução
Air 2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
I I Soil
3. Impedância de Aterramento
A B 4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
L effective
» Composição de corrente no solo
Air
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
I
Soil
» Intensidade de corrente: Ionização do solo

B » Efeitos da propagação no solo

Leffective L effective
 Consideração simultânea de todos fatores Dados
A experimentais

A resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas


Nas condições práticas de engenharia:
A medição de ZP (ou de Z() na faixa de alta freqüência) não é tarefa fácil.

Alternativa: medir-se a Resistência de Aterramento: RLF .


Assim, RLF é ainda o parâmetro utilizado para qualificar o desempenho de
sistemas de aterramento frente a correntes de descargas.
Portanto, é importante entender como RLF se relaciona com ZP.
A montagem apresentada na próxima figura foi implementada para se
obter a resposta experimental de eletrodos de aterramentos frente a
correntes impulsivas. Tipicamente, o tempo de frente de correntes descargas naturais varia de 10 µs a
0,4 µs, com valores medianos em torno de 3,5 µs e 0,85 µs respectivamente para a
primeira descarga e a subsequente.
Impuls e IG IG Representação da
G enerator montagem experimental . No trabalho experimental, correntes de baixa amplitude com tempo de frente na
 VR Rs 30 to 60 m faixa de 0,4 µs a 4 µs e tempo de meia onda em torno de 60 µs foram aplicadas a
C h1
90º electrode S oil alguns arranjos simples de eletrodos, consistindo em hastes verticais e eletrodos
under tes t R
C h2
Auxiliary horizontais enterrados a 0,5 m de profundidade no solo.
O s c illos c ope electrodes
Diferentes comprimentos de eletrodos foram testados em condições de alta e de
R emote
IG baixa resistividade do solo.
earth

2
RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas

600 2,5 60 3

Impuls e IG IG 50 2.5
2
G enerator Representação da

Current (A)
Voltage (V)
Current (A)
Voltage (V)
 VR Rs 30 to 60 m 400 40 2
montagem experimental 1,5
C h1
90º electrode S oil 30 1.5
C h2 under tes t R
Auxiliary 1
200 20 1
O s c illos c ope electrodes
0,5 10 0.5
R emote
IG
0 0 0 0
earth
0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 2 4 6 8 10 12 14 16

Ondas de corrente foram aplicadas nos eletrodos: medição de corrente e GPR Time (ms) Time (ms)
solo: 3.8 kΩ.m, RLF = 487 Ω solo: 250 Ω.m, RLF = 30 Ω
300 4 Resultados para eletrodo horizontal de 12 m – 0,5 m prof., r = 0.7 cm, valor aproximado
600 8
Voltage at the generator output
do tempo de frente da onda de corrente ( ): 0.5 µs (linha fina contínua), 3 µs (tracejado).
3
Current (A)
Voltage (V)

200 6

Current (A)
Voltage (V)

400
2 4 Solo  elevado: significativo efeito capacitivo (nítido avanço da onda de corrente)
Impressed current wave
100 200
1 Impedância impulsiva bem menor que RLF (ZP entre 0,4 e 0,6 RLF).
2
Grounding potential rise

0 0 0 0
0 100 200 300 0 2 4 6 8 10
Time (ms) Time (ms)

RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas

600 2,5 60 3 Diagram de freqüência da Impedância complexa : Z(): [ V() / I() ]


50 2.5 Obtido da aplicaçãod de FFT
2 40
500
Current (A)
Voltage (V)
Current (A)
Voltage (V)

400 40 2 RLF = 486,66 Ω


1,5 RLF = 29,9 Ω
400 30
30 1.5

|Z (ω)| (Ω)
|Z (ω)| (Ω)

1 300
200 20 1
20
0,5 10 0.5 200

0 0 10
0 0 100
0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 2 4 6 8 10 12 14 16
0 0
Time (ms) Time (ms) 103
1000 104
10000 105
100000 106
1000000 103
1.E+03 104
1.E+04 105
1.E+05 106
1.E+06
10 35
solo: 3.8 kΩ.m, RLF = 487 Ω solo: 250 Ω.m, RLF = 30 Ω Frequency (Hz) 30 Frequency (Hz)
0
Resultados para eletrodo horizontal de 12 m – 0,5 m prof., r = 0.7 cm, valor aproximado 25
ΘZ (Degree)

ΘZ (Degree)
-10
do tempo de frente da onda de corrente ( ): 0.5 µs (linha fina contínua), 3 µs (tracejado). 20
-20 15
-30 10
5
-40
Solo  reduzida: ondas de corrente e tensão similares (picos quase simultâneos) 0
-50 -5
prevalência da natureza resistiva da impedância de aterramento 103
1000 104
10000 105
100000 106
1000000 103 104 105 106
1.E+03 1.E+04 1.E+05 1.E+06
Frequency (Hz) Frequency (Hz)
discreto avanço da onda de corrente (pequeno efeito capacitivo) Análises…..
Impedância impulsiva menor que RLF (ZP entre 0,75 e 0,9 RLF).
Solo de resistividade elevada (~ 4 k.m) Solo de resistividade baixa (~ 300 .m)
eletrodo horizontal de 12 m eletrodo horizontal de 12 m

RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas The Impulse Coefficient


80
80 Para avaliar este efeito: of Short Grounding Electrodes
Simulated Voltage (V)
(A*10)

70 Simulated Voltage (V)


Tensões medidas e simuladas foram
Current(A*10)

70 Measured Voltage (V)


Measured Voltage (V)
Current*10 (A)
60
60
Current*10 (A)
comparadas asssumindo-se valores Prof. Silvério Visacro M. H. Murta Vale
constantes dos parâmetros  e  .
andCurrent

50
50
40
L. F. Pinto G. Rosado
40 eletrodo horizontal de 12 m enterrado a
(V)and

30
30 0,5 m de profundidade – r= 0.7 cm
Voltage(V)

20
20
Voltage

10
10 Simulações: HEM model
00
-10
-10 00 2 50 4 6 100 8 150
10 Resultados para solo de baixa
Time (μs)
Time (μs) resistividade (~ 300 .m)
900
900
(A*100)

Simulated
Simulated Voltage
Voltage (V)
Current (A*100)

(V)
800
800 Measured
Measured Voltage
Voltage (V)
(V)
Resultados para solo de alta
700
700 Current*100
Current*100 (A)
(A) resistividade (~ 4k.m)
and Current

600
600
500
500
400
400 Em todos os casos:
LRC
(V) and

300
300 Lightning Research Center
Voltage (V)

200
200 Amplitude das tensões medidas
100
100 são inferiores a das tensões
00 simuladas.
0 50 6 100 150
-100 0 2 4 8 10
-100
Time
Time (μs)
(μs) UFMG-CEMIG) - BRAZIL

3
Summary 1. INTRODUCTION

1. INTRODUCTION Knowledge about the response of grounding


electrodes to lightning currents:
2. BASIC CONSIDERATIONS Presently ..........

3. DEVELOPMENTS Main challenges:


4. RESULTS AND ANALYSIS
• Soil Ionization

5. CONCLUSIONS • Frequency dependence of soil parameters ( ,  )

• Impulsive response Focus of


present
work

Summary 2. BASIC CONSIDERATIONS

1. INTRODUCTION Response of grounding electrodes to lightning current:


quite different from the response to low freq. currents
2. BASIC CONSIDERATIONS
The use of the Impulsive Grounding Impedance ZP
3. DEVELOPMENTS ZP = VP /IP

4. RESULTS AND ANALYSIS The use of Low Frequency


RLF = v(ti) /i(ti)
Resistance:
5. CONCLUSIONS The relationship between the two responses is reported in
literature by the Impulse Coefficient :

IC = ZP / RLF

Comparison: ZP x RLF Summary


IC= ZP / RLF
1. INTRODUCTION
(ZP /RLF)

IP 5.0 2. BASIC CONSIDERATIONS


i(t)

1.0 3. DEVELOPMENTS
L (m)
ZP = VP / IP Impulse Coefficient according
RLF = v(t) / i (t) to some references: 4. RESULTS AND ANALYSIS
(along wave tail)

5. CONCLUSIONS
VP
Common assumption:
v(t)

?
Impulse coefficient always
larger than or equal to unity,
since the ionization process
does not occur.

4
3. DEVELOPMENTS Experimental simulations 3. DEVELOPMENTS - Typical results: Measured waves

300 4

IG IG 3

Current (A)
Impuls e

Voltage (V)
G enerator 200
 VR Rs 30 to 60 m
90º electrode S oil 2
C h1 R
C h2 under tes t
Auxiliary
electrodes
100
O s c illos c ope 1
R emote
IG
earth
0 0
Experimental 0 100 200 300
setup
• Impulsive currents waves are impressed by an impulse Time (ms)
generator from the electrode to an auxiliary grid.
current (thick line) X grounding potential rise (thin line)
• Both the current and the developed potential rise (to (Case – Current: 1.2/54 µs - Soil: 116 Ω.m – 3 m vertical rod – r =
remote earth) are measured using a two channel 0.7cm)
oscilloscope.

600 8
3. DEVELOPMENTS - Detail
6

Current (A)
Median values of lightning currents
Voltage (V)

400
600 8 4
Subsequent and first negative strokes :
200
2
~ 0.85 to 3.5 ms
6
Current (A)
Voltage (V)

400 0 0
0 2 4 6 8 10
4 Time (ms)

200 0.4 ms
2 Differential aspect Current front-time to
of this work
4 ms
0 0
0 2 4 6 8 10 Tested cases:

Time (ms) Low resistivity soil (100 to 300 .m) and High resistivity soil
(~4k .m)
current (thick line) X grounding potential rise (thin line)
(Case – Current: 1.2/54 µs - Soil: 116 Ω.m – 3 m vertical rod – r = Simple arrangements: Vertical and horizontal electrodes
0.7cm)
Dashed line: voltage at generator output - - - - - - - - - - - - - - Electrode length: 2 and 3 m (vertical) 3, 6, 12,18, 22 m (horizontal)

Soil: 176 Ω.m, RLF = 54 Ω


Summary 4. RESULTS AND ANALYSIS:
horizontal electrode - 3 m
700 16 200 6
600
1. INTRODUCTION 500 12 150
Current (A)
Voltage (V)

Current (A)
Voltage (V)

4
400
8 100
300
2. BASIC CONSIDERATIONS 200 4 2
100 50
0 0
3. DEVELOPMENTS 0 2 4 6 8 10 12
0 0
0 2 4 6 8 10 12
Time (ms)
Time (ms)
4. RESULTS AND ANALYSIS Results for a horizontal electrode - 3 m long, 0.5 m deep, r = 0.7 cm
tF of current wave ( ): 0.4 µs (thin continuous line), 1.3 µs (thick cont. line), 3.5 µs
(dashed line).
5. CONCLUSIONS
Current always advanced
voltage wave x current wave :
- capacitive behavior -
ZP always smaller than
ZP / RLF : 0.9 to 0.95 RLF

5
Soil: 4 kΩ.m, RLF = 440 Ω Soil: 300 Ω.m, RLF = 21 Ω
4. RESULTS AND ANALYSIS 4. RESULTS AND ANALYSIS
horizontal electrode - 12 m horizontal electrode - 18 m
600 2,5 600 2,5 50 2 50 2
2 2 40 40
1.5 1.5

Current (A)
Voltage (V)

Current (A)
Voltage (V)

Current (A)

Current (A)
Voltage (V)

Voltage (V)
400 400
1,5 1,5 30 30
1 1
1 1 20 20
200 200
0,5 0,5 0.5 0.5
10 10
0 0
0 0 0 0 0 0
0 2 4 6
0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 2 4 6 8 10 12 0 2 4 6
Time (ms)
Time (ms) Time (ms) Time (ms)
Results for 18 m long horizontal electrode - 0.5 m deep, r = 0.7 cm
Results for a 12 m horizontal electrode - 0.5 m deep, r = 0.7 cm tF of current wave ( ): 0.6 µs (thin continuous line), 1.2 µs (thick cont. line), 3 µs
tF of current wave ( ): 0.5 µs (thin continuous line), 2.5 µs (dashed line). (dashed line).
Current always very advanced For waves of large front-time (1.2 and 3 ms): IC= ZP / RLF
voltage wave x current wave : - capacitive behavior prevails ZP (20.4  ) is about 5% smaller than RLF (21.4  ) transits
largely-
from 0.95 to 1.3
ZP / RLF : 0.45 to 0.6 ZP always much smaller than For waves of short front-time (0.6 ms):
RLF ZP (27.4  ) becomes larger than RLF (21.4  ). How to explain that?

Summary 6. CONCLUSIONS
Some valuable results that bring new insights into
1. INTRODUCTION the issue of the transient response of grounding
electrodes:
2. BASIC CONSIDERATIONS Impulsive currents with very short front-time

3. DEVELOPMENTS • The capacitive effect in the soil is much more pronounced than
usually assumed in traditional studies.
4. RESULTS AND ANALYSIS responsible for a usual value of impulse coefficient below unit
for electrodes shorter than the effective length.
5. CONCLUSIONS
• High resistivity soils: ZP / RLF << 1

• Low resistivity soils: ZP / RLF  1

• ZP / RLF > 1 only for electrodes longer than the effective length.

RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas


6. CONCLUSIONS
80 Para avaliar este efeito:
Simulated Voltage (V)
Tensões medidas e simuladas foram
Voltage (V) and Current (A*10)

70 Measured Voltage (V)

More realistic representation of the Impulsive Coefficient 60


Current*10 (A)
comparadas asssumindo-se valores
50 Dependência da freqüência dos constantes dos parâmetros  e  .
40 parâmetros do solo ? eletrodo horizontal de 12 m enterrado a
IC
30 0,5 m de profundidade – r= 0.7 cm
(ZP /RLF) (ZP /RLF ) 20

10 Simulações: HEM model


5.0 0

-10 0 2 4 6 8 10 Resultados para solo de baixa


Time (μs) resistividade (~ 300 .m)
1.0 1.0 900
Voltage (V) and Current (A*100)

Simulated Voltage (V)


L (m) 800 Resultados para solo de alta
L (m) Measured Voltage (V)
resistividade (~ 4k.m)
Traditional hypothesis ~LEF 700 Current*100 (A)

600
500
400 Em todos os casos:
A question remains due to the fact that the capacitive effect 300
200 Amplitude das tensões medidas
only is not able to explain values of Ic as low as 0.4 to 0.7 . 100 são inferiores a das tensões
0 simuladas.
What is the additional effect responsible for that ? -100 0 2 4 6 8 10
Time (μs)

6
RLF x resposta de eletrodos frente a correntes impulsivas

Efetuou-se uma análise inversa utilizando-se o modelo HEM.

Parâmetros do solo ( e ) foram ajustados de forma promover a coincidência da


resposta numérica e experimental do eletrodo para cada freqüência (em termos da
impedância complexa).

Após determinar este procedimento repetidamente, os valores de resistividade e


permissividade do solo foram determinados.
Table 1: Valores calculados de resistividade eprmitividade

Freqüência Resistividade (.m) Permissividade Relativa


Hz
Solo de baixa Solo de alta Solo de baixa Solo de alta
resistividade resistividade resistividade resistividade
102 260 4150 500 2000
103 230 3750 350 250
104 226 3300 140 141
105 217 2290 50 121
4.105 182 1500 33 118
106 100 1070 20 22

7
Tópicos da Matéria

LRC Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos


Sem.1 – 2017 1. Introdução
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
Belo Horizonte
3. Impedância de Aterramento
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
Curso: Aterramentos Elétricos » Composição de corrente no solo

» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo


» Intensidade de corrente: Ionização do solo
Prof. Silvério Visacro
» Efeitos da propagação no solo
Universidade Federal de Minas Gerais
 Consideração simultânea de todos fatores
Brasil
1 2

Tópicos da Matéria Aterramentos para Fenômenos Rápidos


Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos 5. Conceitos fundamentais (complementos)
1. Introdução
5.1 Dados experimentais
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
3. Impedância de Aterramento 5.2 Coeficiente de Impulso

4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento 5.3 O impacto e o equacionamento da dependência da


» Composição de corrente no solo frequência na resposta impulsiva do aterramento
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
5.4 O impacto da ionização do solo na resposta do
» Intensidade de corrente: Ionização do solo aterramento
» Efeitos da propagação no solo

5. Conceitos fundamentais (complementos)


6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.
3 4

5. Conceitos fundamentais (complementos) 5.1 Dados experimentais Z(): [ V() / I() ]


5.1 Dados experimentais Diagram de freqüência da Impedância complexa
Obtido da aplicaçãod de FFT
Impuls e IG IG
40
G enerator Representação da 500
RLF = 486,66 Ω
 VR Rs 30 to 60 m
montagem experimental RLF = 29,9 Ω
90º electrode 400 30
S oil
|Z (ω)| (Ω)
|Z (ω)| (Ω)

C h1 R
C h2 under tes t
Auxiliary 300
electrodes 20
O s c illos c ope
200
R emote
IG 10
100
earth
0 0
Ondas de corrente foram aplicadas nos eletrodos: medição de corrente e GPR 103
1000 104
10000 105
100000 106
1000000 103
1.E+03 104
1.E+04 105
1.E+05 106
1.E+06
10 35
Frequency (Hz) 30 Frequency (Hz)
0
300 4 25
ΘZ (Degree)

ΘZ (Degree)

600 8 -10
20
Voltage at the generator output
3 -20 15
Current (A)
Voltage (V)

200 6
Current (A)
Voltage (V)

400 -30 10
2 4 5
-40
Impressed current wave
0
100 200 -50
1 2 -5
103
1000 104
10000 105
100000 106
1000000 103 104 105 106
Grounding potential rise
1.E+03 1.E+04 1.E+05 1.E+06
0 0 Frequency (Hz) Frequency (Hz)
0 0
0 100 200 300 0 2 4 6 8 10 Solo de resistividade elevada (~ 4 k .m) Solo de resistividade baixa (~ 300  .m)
Time (ms) Time (ms) eletrodo horizontal de 12 m eletrodo horizontal de 12 m 6
5

1
Aterramentos para Fenômenos Rápidos 5. Conceitos fundamentais (complementos)
5. Conceitos fundamentais (complementos) 5.1 Coeficiente de Impulso: Conclusões
Some valuable results that bring new insights into
5.1 Dados experimentais the issue of the transient response of grounding
electrodes:
5.2 Coeficiente de Impulso Impulsive currents with very short front-time

5.3 O impacto e o equacionamento da dependência da • The capacitive effect in the soil is much more pronounced than
frequência na resposta impulsiva do aterramento usually assumed in traditional studies.
responsible for a usual value of impulse coefficient below unit
for electrodes shorter than the effective length.
5.4 O impacto da ionização do solo na resposta do
aterramento • High resistivity soils: ZP / RLF << 1

• Low resistivity soils: ZP / RLF  1

• ZP / RLF > 1 only for electrodes longer than the effective length.
7 8

5. Conceitos fundamentais (complementos) Aterramentos para Fenômenos Rápidos


5.1 Coeficiente de Impulso: Conclusões 5. Conceitos fundamentais (complementos)

More realistic representation of the Impulsive Coefficient


5.1 Dados experimentais
IC
(ZP /RLF) (ZP /RLF ) 5.2 Coeficiente de Impulso
5.0
5.3 O impacto e o equacionamento da dependência da
~LEF
frequência na resposta impulsiva do aterramento
1.0 1.0
L (m)
L (m) o Metodologia para sua determinação
Traditional hypothesis
o Implicações

A question remains due to the fact that the capacitive effect


only is not able to explain values of Ic as low as 0.4 to 0.7 . 5.4 O impacto da ionização do solo na resposta do
aterramento
What is the additional effect responsible for that ?
9 10

The Response of Grounding Electrodes to Outline


Lightning Currents: the Effect of Frequency-
Dependent Soil Resistivity and Permittivity
1. INTRODUCTION
Silvério Visacro

2. BASIC CONSIDERATIONS

3. DEVELOPMENTS

4. RESULTS AND ANALYSIS

5. CONCLUSIONS
LRC
Lightning Research Center 6. Next step in the investigation

(UFMG-CEMIG) - BRAZIL 11 12

2
1. INTRODUCTION 1. INTRODUCTION

Presentation based on
Presently the knowledge about the response of grounding
electrodes to lightning currents......

Main challenges:

• Impulsive response

• Frequency dependence of Focus of


soil parameters ( ,  ) present work

• Soil Ionization

13 14

2. BASIC CONSIDERATIONS
Outline Recent experimental work

1. INTRODUCTION

2. BASIC CONSIDERATIONS

3. DEVELOPMENTS
Impuls e IG IG
G enerator
 VR Rs 30 to 60 m
4. RESULTS AND ANALYSIS 90º electrode S oil
Experimental setup
C h1 R
C h2 under tes t
Auxiliary
O s c illos c ope electrodes
5. CONCLUSIONS
R emote
IG
earth

• Impulsive currents waves are impressed by an impulse generator from the


electrode to an auxiliary grid.
• Both the current and the developed potential rise (to remote earth) are
15 measured using a two channel oscilloscope. 16

2. BASIC CONSIDERATIONS
2. BASIC CONSIDERATIONS Main Findings (impulse coefficient)
Typical primary result
More realistic representation
600 2,5
Traditional hypothesis of the Impulsive Coefficient
2
for ZP /RLF
Current (A)
Voltage (V)

400 (ZP /RLF)


1,5
GPR developed due to the impression of currents How to explain this ?
1 with lightning-patterned waveform to a 12 m 5.0
200
horizontal electrode - 0.5 m deep, r = 0.7 cm
Current waves 0,5 tF: 0.5 µs (thin continuous line), 2.5 µs (dashed line).
0 0 1.0
0.4 to 0.9
0 2 4 6 8 10 12 14 16 L (m)
Time (ms)

General results: ( in terms of ZP = VP / IP )


• The capacitive effect in the soil much more pronounced than assumed
in traditional studies is responsible for a usual value of impulse
• ZP < RLF / capacitive : for electrodes shorter than the effective length coefficient below unit for electrodes shorter than the effective length.

• ZP > RLF / inductive : for electrodes longer than the effective length • However, only the capacitive effect is not sufficient to explain the large
reduction of the grounding impedance *
17 18

3
2. BASIC CONSIDERATIONS New methodology to determine
Further results 3. DEVELOPMENTS  () and  ()
80 900
Impulse

Voltage (V) and Current (A*100)


Simulated Voltage (V)
Simulated Voltage (V) 800 Generator
Voltage (V) and Current (A*10)

70 Measured Voltage (V) Measured Voltage (V)


Current*10 (A) 700 Current*100 (A)
60 IG
600
50 IG
40
500 Current
A
V Experimental setup
Probe r1
400
30 r2
300
20 Electrode
Soil
200
10
100
0
0
-10 0 2 4 6 8 10
-100 0 2 4 6 8 10
IG
Time (μs)
Time (μs)
low resistivity soil (~ 300 .m) high resistivity soil (~ 4 k.m)
• Fourrier Transform is applied to the measured voltage and current
Current waves and measured and simulated voltage: LF and r = 20
waves to determine the impedance of the portion of soil between r1 and
r2 for individual frequencies in a range of 100 Hz to several MHz
How to explain that ? • Considering the given geometry, the conductance and capacitive
Possible frequency dependence of soil parameters:  ,  susceptance are calculated and the values of  and  can be derived
for each frequency:
1 1 2π (σ  jωε )
G  jω C   
Z R  jX 1
(  )
1
Motivation for the following developments…. 19 r1 r2 20

3. DEVELOPMENTS Case example 3. DEVELOPMENTS Determining Z and Z


300 1.5
300 1.5
250
Impedance diagram of the soil portion between hemispheres r 1 and r2
200 1
200 1 (obtained applying Fourier Transform on the voltage and current waves)
Voltage (V)

Current (A)
Voltage (V)

Current (A)

150

100 0.5 100 0.5 0


1400

50 1200 -10

0 0 1000 -20
0 0

Angle (degree)
-50 0 50 100 150 200 250 300 350 400 0 2 4 6 8 10
|Z()| ()

Time (ms) Time (ms) 800 -30

Impressed Current and developed Voltage waves measured 600 -40

between r1 (0,23 m) and r2 (0,92 m) on the soil surface 400 -50


Impulse
Generator 200 -60
IG
0 -70
IG 2 3 4 5 6 2 3 4 5 6
Current
V 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10
A
Probe r1 Frequency (Hz) Frequency (Hz)
r2
Electrode
Soil

IG
21 22

3. DEVELOPMENTS Determining  and  Outline


Calculated Resistivity and Permittivity
1. INTRODUCTION
1 1 2π (σ  jωε )
G  jω C   
Z R  jX 1
(  )
1 2. BASIC CONSIDERATIONS
r1 r2
3. DEVELOPMENTS
3000 700

600
2500
4. RESULTS (simulations x measurements) AND ANALYSIS
Relative Permittivity (-)

500
Resistivity (.m)

2000
400
1500
300 5. CONCLUSIONS
1000 200

500 100

0
2 3 4 5 6
0 10 10 10 10 10
2 3 4 5 6
10 10 10 10 10 Frequency (Hz)
Frequency (Hz)

23 24

4
4. RESULTS AND ANALYSIS Recent developments 4. RESULTS AND ANALYSIS Recent developments
VALIDATION: Horizontal electrode 9.5 m long buried 0.5m deep in the soil
LF = 1407 Ωm (estimated from the low frequency resistance -RLF=217 Ω )

Simulated and measured GPR


(current front-time: ~1.4 ms )

Simulated and measured GPR Horizontal electrode 9.5 m long buried 0.5m deep in the soil
LF = 1407 Ωm (estimated from the low frequency resistance -RLF=217 Ω )
(current front-time: ~0.4 ms ) 25 26

4. RESULTS AND ANALYSIS 4. RESULTS AND ANALYSIS Additional Results


Disregarding the frequency dependence of soil parameters
leads to errors from 30% to more than 100% in the voltage
amplitude.
(for the analyzed cases).

Taking the frequency dependence into account basically


matches the simulated and measured voltages (GPR)

During the period of measuremetns:


while the resistivity of the soil where the hemisphere was
buried used to vary,
the resistivity and permittivity keep approximately the same
relative variation with frequency
Measured and simulated response of grounding electrodes to impulsive currents
This suggested the possibility to check the influence of GPR - (12m-long-horizontal electrode buried 0.5 m deep – radius = 0.7 cm)
frequency dependence of soil in previous measurements. 27 low resistivity soil - 260  .m (current front-time: ~0.4 ms ). 28

4. RESULTS AND ANALYSIS Additional Results 4. RESULTS AND ANALYSIS Additional Results
800 8

600 6
Current (A)
Voltage (V)

400 4
Measured Voltage
Simulated Voltage - ,  : constant
Simulated Voltage - ,  : f ()
200 2
Injected Current

0 0
0 2 4 6 8 10
Time (m s)
Measured and simulated response of grounding electrodes to impulsive currents Measured and simulated response of grounding electrodes to impulsive currents
GPR (12m-long-horizontal electrode buried 0.5 m deep – radius = 0.7 cm) GPR (12m-long-horizontal electrode buried 0.5 m deep – radius = 0.7 cm)
high resistivity soil – 4.2 k .m (current front-time: ~0.5 ms ). 29 high resistivity soil – 4.2 k .m (current front-time: ~0.5 ms ). 30

5
Outline 5. CONCLUSIONS
1. The assumption of constant values for soil parameters  and  leads to very
large errors on the simulated GPR (+ 30 to + 100%) for impressed currents
1. INTRODUCTION with lightning-patterned waveforms

2. BASIC CONSIDERATIONS 2. A new feasible method for measurement and determination of the frequency
dependence was presented: Comment on field x laboratorial tests

3. DEVELOPMENTS 3. The application of the method showed both parameters to vary significantly
in the representative frequency range of lightning currents.
4. RESULTS AND ANALYSIS
4. The application of a frequency dependence of soil parameters determined
by this experimental method was able to practically match the simulated
5. CONCLUSIONS
and measured GPR.

5. Definitely this frequency dependence has to be taken into account on


simulations of the grounding response to lightning currents.

31 32

This methodology showed


Outline to be very consistent

1. INTRODUCTION
validated by experiments
2. BASIC CONSIDERATIONS
Horizontal electrode 10m m long
3. DEVELOPMENTS buried 0.5m deep in the soil
LF = 1407 Ωm - RLF=217 Ω
Simulated and measured GPR
4. RESULTS AND ANALYSIS current front-time: ~0.4 ms)

5. CONCLUSIONS o It was applied to a large number of different soils.

6. FOLLOWING STEP IN THE INVESTIGATION . . . . .

33 34

This methodology showed


to be very consistent
o It was applied to a large number of different soils.

validated by experiments

Horizontal electrode 10m m long


buried 0.5m deep in the soil
LF = 1407 Ωm - RLF=217 Ω
Simulated and measured GPR
current front-time: ~0.4 ms)
o It was applied to a large number of different soils.
o From the experimental data, expressions were derived to take
this frequency dependence into account from low freq. 0:
  0 {1 [1.2 106  00.73 ][( f  100)0.65 ]}1
Range: 100 Hz - 4 MHz
35
 r  7.6 103 f 0.4  1.3 Soils: 40 - 9000 Ωm
36

6
Curves of  () and r() according to the expressions for soils
of different soil-resistivity values:

  0 {1 [1.2 106  00.73 ][( f  100)0.65 ]}1 Developments to determine the expressions…..
Range: 100 Hz - 4 MHz
 r  7.6 103 f 0.4  1.3 Soils: 40 - 9000 Ωm

1.2 400
1.1 100  m
350
1 525  m
0.9 300
0.8 2500  m
250
0.7
0.6 200
r

r
0.5
150
0.4
0.3 r 100
0.2
50
0.1
0 2 3 4 5 6
0
10 10 10 10 10
Frequency (Hz)

37 38

7
Tópicos da Matéria

LRC Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos


Sem.1 – 2017 1. Introdução
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
Belo Horizonte
3. Impedância de Aterramento
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
Curso: Aterramentos Elétricos » Composição de corrente no solo
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo
» Intensidade de corrente: Ionização do solo
Prof. Silvério Visacro
» Efeitos da propagação no solo
Universidade Federal de Minas Gerais
5. Conceitos fundamentais (p/ ondas impulsivas)
Brasil 6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.

Aterramentos para Fenômenos Rápidos


5. Conceitos fundamentais (complementos) 1. INTRODUCTION

5.1 Dados experimentais Knowledge about the response of grounding


electrodes to lightning currents:
5.2 Coeficiente de Impulso Presently ..........

5.3 O impacto e o equacionamento da dependência da Main challenges:


frequência na resposta impulsiva do aterramento
• Impulsive response
5.4 O impacto da ionização do solo na resposta do
aterramento • Frequency dependence of soil parameters ( ,  )

• Soil Ionization Focus of


present
work

Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas
Efeito da intensidade de corrente Efeito da intensidade de corrente
Manifesta-se como ...

Tensão RLF
(kV)
I1 I2
VP
tn
I2 >> I1
ti
V(ti)
(V)
I=4 kA R LF = V
Corrente
/I
(kA) 6
VP / IP = 1,6  10 V
P

t3 tn
e t1 I(ti) IP
I=1 kA t0
4
VP / IP = 2 
Tensão V(ti) ti
Corrente (A)
(kV) 1 100
t3
t1 IP
0 I(ti)
t0
0.1 Corrente
2 (A)
- - - Corrente
____ Tensão
1
1

T (s)

1
Comportamento do solo submetido à corrente de Descargas Investigação experimental da ionização do solo
Investigação experimental da ionização do solo Resultados para baixas intensidades de corrente
Testes (V)
R LF = V /  I
experimentais
- - - Corrente
Impressão de campos (kV)
____ Tensão
VP

elétricos intensos em tn

amostras de solo
(kA)
Distribuição cilíndrica V(ti) ti

(modelo reduzido)
10
t3
1 t1
I(ti)
IP

t0

0.1 Corrente
(kV)
- - - Corrente ti T (s)
____ Tensão (A)
L

(kA)  Interpretação

1  Efeito da corrente capacitiva no solo


Conductores coaxiais: L= 19.5cm
R0=0.72 cm , Rext = 22.25 cm ti T (s)  Relevância

Investigação experimental da ionização do solo


Resultados para altas intensidades de corrente Comportamento do Aterramento
frente a Descargas Atmosféricas
Características Tensão-Corrente
(V)
R LF = V /  I
Tensão RLF
(kV)
VP
VP
tn tn
ti
V(ti)

V(ti) ti
10
10 t3
t3
t1 IP t1 I(ti) IP
I(ti)

t0 t0
Corrente (A)
0.1 Corrente 100
(A)

Comportamento do Aterramento Comportamento do Aterramento


frente a Descargas Atmosféricas frente a Descargas Atmosféricas
Circuito de medição Relações para ondas de corrente e tensão
na presença/ausência do processo

2
Comportamento do Aterramento Comportamento do Aterramento
frente a Descargas Atmosféricas frente a Descargas Atmosféricas
Característica Tensão-Corrente para Solo Arenoso Distribuição da densidade de corrente ao longo do eletrodo

20 kV

It = Corrente Injetada
10 kV Il = Corrente Linear

0 kV

0 100 200 300 (A/m)


0 100 400
200 400 (A/m)

Comportamento do Aterramento Comportamento do Aterramento


frente a Descargas Atmosféricas frente a Descargas Atmosféricas
Relação entre o raio efetivo e a intensidade de corrente Efeito da intensidade de corrente
para um solo arenoso
(Vpico = 112.5 kV)

Re = Raio Efetivo

Ro = Raio do eletrodo
(7.5 mm)
Eletrodo horizontal:
20 m

Solo: 706 Ωm

Forma da onda de corrente

Comportamento do Aterramento frente


Comportamento do Aterramento a correntes de Descargas Atmosféricas:
frente a Descargas Atmosféricas Conclusões
Efeito da intensidade de corrente
Verifica-se que para extensões comuns de aterramentos de
linhas de transmissão nas condiçõs brasileiras, o efeito de
ionização pode ser desprezado:
Eletrodo horizontal de 20 m - Solo: 706 Ωm
10%de redução para 250 A/m linear
Ipico ZP (2,5 kA) = Vpico () Ipico ZP
• Baixas resistividades: L mínimo de 10m (40m)
(kA) Ipico 2,5 kA 45
2,5 45 1 1,00 • Altas resistividades: L > 50 m (200 m)
5,0 41 2 0,91
10 35 4 0,78
20 31 8 0,69
30 29 12 0,64

3
Tópicos da Matéria
LRC
Sem.1 – 2017 Introdução
I - Aterramentos Elétricos: Abordagem Generalizada
Belo Horizonte
Parte I
II - Aterramentos para fenômenos de baixas freqüências
Curso: Aterramentos Elétricos
Parte II
III - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Prof. Silvério Visacro
Parte III
Universidade Federal de Minas Gerais
IV - Aspectos e Técnicas de projeto
Brasil
V - Aspectos complementares de aplicação

Tópicos da Matéria
Parte II - Aterramentos para Fenômenos Rápidos
Modelagem de Aterramentos Elétricos
1. Introdução
para Fenômenos Transitórios:
2. Solicitação: Descargas Atmosféricas
3. Impedância de Aterramento o modelo HEM
4. Fatores influentes no comportamento do Aterramento
» Composição de corrente no solo
» Dependência da freqüência dos parâmetros do solo Hybrid Electromagnetic Model
» Intensidade de corrente: Ionização do solo
Silvério Visacro Filho
» Efeitos da propagação no solo

5. Conceitos fundamentais (p/ ondas impulsivas)


6. Modelagem computacional: transitórios em Aterram.

Aspectos Fundamentais que Influenciam Modelagem Desenvolvida


no Comportamento do Aterramento • Os eletrodos de aterramento são particionados em
“n” segmentos
• A dependência dos parâmetros resistividade e I

permissividade do solo com a frequência


• O efeito da intensidade de corrente de descarga 1
Solo
, , 
– ionização do solo circunvizinho ao eletrodo 2

IL
• O acoplamento eletromagnético entre as partes 1

metálicas do aterramento
• Cada segmento funciona como IT
• Os efeitos de propagação no solo duas fontes de campo, IL
IT
– atenuação associadas às suas correntes:
2
– defasamento ou distorção

1
Modelagem Desenvolvida Modelagem Desenvolvida
• Cada segmento funciona como duas fontes de campo: • Efeito das fontes de corrente:

fonte de campo divergente, associada à corrente corrente transversal (IT)  elevação de potencial
transversal (IT)
IT IT

fonte de campo solenoidal, associada à corrente corrente longitudinal (IL)  tensão induzida
longitudinal (IL)
IL IL

• Acoplamento entre elementos do aterramento: Efeito das fontes de corrente transversal


definidos através dos potenciais eletromagnéticos Potencial escalar
tendo em conta efeitos da propagação
• Potencial gerado por uma corrente 1 i e  k .r
Efeito das fontes de corrente transversal VP  .
4   j   r
pontual num ponto em meio real
condutivo em pontos distantes
Potencial escalar
• Potencial gerado num ponto por
1 1 e k r
• Potencial gerado por uma corrente  k .r
segmento de comprimento Lj que V Pj  I .
4     j   Lj j T r
L
dlj 
1 ie emite a corrente IT com densidade
pontual num ponto distante em
VP  .
4   j   r
meio real condutivo linear constante

Potencial em relação ao infinito


• Potencial gerado num ponto por 1 1 e k r • Potencial médio num segmento
segmento de comprimento Lj que V Pj 
L
I .
4     j   Lj j T r dlj condutor i de comprimento Li , I Tj 1 e  k .r
emite a corrente IT com densidade gerado por segmento que emite V ij  . .  dlj dli
linear constante corrente no meio com densidade 4     j   L i L j L i L j r
linear constante.

• Acoplamento entre elementos do aterramento:


 
definidos através dos potenciais eletromagnéticos     ( B.d s )   
tendo em conta efeitos da propagação fem  C
E . dl  
t
  S
t
Mas B  xA
  Logo
Efeito das fontes de corrente longitudinal    ( B . d s )    
Se B  B . e j t   j .  B.d s 
 ( x A) . d s
S
t S fem   j 
S

IL Pelo Teorema de Stokes :


 
- Potencial vetor   e  k .r  fem   j   A . d l
A   I Lj . dlj fem C

4  Lj r
  e   k .r
 e  k .r  
A   I Lj . d l j  fem   j   4 (  I Lj . d l j ) . d lc
4 Lj r C
Lj r

- Potencial vetor Tensão induzida no segmento


j   e  k .r   
? IL
V  V ij  
4   
Li Lj
ILj
r
d l j  . d l i

2
• Acoplamento entre elementos do aterramento: • Através dos potenciais são estabelecidas relações de
definidos através dos potenciais eletromagnéticos acoplamento condutivo, capacitivo e magnético entre
tendo em conta efeitos da propagação cada dois segmentos, considerando-se os efeitos da
Efeito das fontes de corrente longitudinal propagação no solo:

- Potencial vetor   e  k .r  - Potencial escalar Potencial em relação ao infinito


A   I Lj . dlj
4  Lj r  kr
1 e I Tj e  k .r
4     j   Lj T r
V 1
4     j   L i L j L i L j r
I . dl j V ij  . . dlj dli

- Potencial vetor Tensão induzida no segmento - Potencial vetor Tensão induzida no segmento
 k .r
  e     e  k .r    e  k .r   
 Li  L j j r  Li  L j j r
 V ij    IL dl j  . dl i  V ij    IL dl j  . dl i
4  Lj
A I Lj . dlj
 r 

• A partir do potencial escalar Vij determina-se a • A partir do tensão induzida Vij determina-se a
impedância mútua transversal, entre dois impedância mútua longitudinal entre dois
segmentos qq. dos eletrodos, associada aos efeitos segmentos qq. do aterramento, associada
condutivo e capacitivo no solo. ao efeitos indutivo no conductor e no solo.

- Potencial escalar Potencial em relação ao infinito - Potencial vetor Tensão induzida no segmento
r 1  kr
e I Tj e  k .r   e  k .r    e  k .r   
V
4     j   Lj T r
I . dl j V ij  .
1
4     j   L i L j L i L j r
. dlj dli A
4  Lj
I Lj .
r
dlj  V ij   
 Li
 L I L j
j r
dl j  . dl i

Impedância Transversal Mútua Impedância Longitudinal Mútua


e  k .r
Z Tij  V ij / I Tj Z T ij 
1
.
1
.  dlj dli   e  k .r   
 L i  L j r
4     j   L i L j L i L j r Z Lij  Vij / I Lj  L ij    d l j . d l i

• Aplicando tais relações a cada par de elementos, • Resumindo: A partir das relações
são constituídos sistemas matriciais que expressam
1 1 e  k .r
tais acoplamentos e incluem o efeito pelicular para Z T ij  . .  dlj dli
os elementos próprios: 4     j   L i L j i j r
L L

  e  k .r   
 L i  L j r
 L ij    d l j . d l i

V  ZT . IT V  ZL . IL
são constituídos os sistemas independentes
Z Tij  Vij / I Tj ZLij  Vij / I Lj
V  Z T .IT  V  Z L .I L
Vetor V: Potencial médio Vetor V: Queda de tensão
dos segmentos em relação ao longo dos segmentos Imposição física
ao infinito
Acoplamento dos Sistemas
Nos elementos próprios ZLii deve ser adicionada (o sistema físico a que tais relações se referem é um só)
a impedância interna do segmento (Efeito skin)

3
Como realizar o acoplamento dos dois sistemas ? V = ZT * IT  IT = ZT-1 * V
Vi = ZTi1*IT1 + ZTi2*IT2 + ZTii*ITi + ……….+ ZTin*Itn
V = ZL* IL  IL = ZL-1* V
Vi = ZLi1*IL1 + ZLi2*IL2 + ZLii*ILii + …….+ ZLin*ILn Opera-se uma transformação nas matrizes baseada nas
aproximações abaixo para expressar as correntes em função
das tensões nodais Vni:
Opera-se inicialmente a inversão das matrizes
I T  Y TM .V N I L  Y LM .V N
V = ZT * IT  IT = ZT-1 * V
Vi
V = ZL* IL  IL = ZL-1* V Vk Vm Vk Vm
Vi = Vk – Vm Vi = (Vk + Vm) / 2

Na nova descrição matricial do problema I T  Y TM .V N I L  Y LM .V N


I T  Y TM .V N I L  Y LM .V N IL Adotando-se as aproximações ao lado
IT / 2 IT / 2 e aplicando a Lei dos nós: ∑ Ino ponto= 0

Cada linha do vetor IT terá a forma:


Para cada nó é possível escrever uma equação das correntes,
ITi = YTi1*VN1 + YTi2*VN2 + YTii*VNi + ……….+ YTin*VNn usando-se as linhas das duas matrizes YTM e YLM:

E cada linha do vetor IL terá a forma: Iext + [ILi - (1/2)ITi] -{[ILi+1 + (1/2)ITi+1] + [ILk + (1/2)ITk] ….+ [ILm + (1/2)ITm]} = 0

ILi = YLi1*VN1 + YLi2*VN2 + YLii*VNi + ……….+ YLin*VNn Nota-se que cada element IL e IT corresponde a uma linha
específica dos vetores IL e IT :
ILi = YLi1*VN1 + YLi2*VN2 + YLii*VNi + ……….+ YLin*VNn
ITi = YTi1*VN1 + YTi2*VN2 + YTii*VNi + ……….+ YTin*VNn

I T  Y TM .V N I L  Y LM .V N • A partir de VN determinam-se as correntes

Para cada nó é possível escrever uma equação das correntes, I T  Y TM .V N I L  Y LM .V N


usando-se as linhas das duas matrizes YTM e YLM:

Iext + [ILi - (1/2)ITi] -{[ILi+1 + (1/2)ITi+1] + [ILk + (1/2)ITk] ….+ [ILm + (1/2)ITm]} = 0

e daí todas as tensões:


 a11 a12 a13 a14 ... a1n  VN 1  1 
e montar o a
sistema:  21 a22 a23 a24 ... a2 n  VN 2  0 V  Z T .IT  V  Z L .I L
 . . . . . .   .  .
Ax =b      (19)
 . . . . . .   .  .
 . . . . . .   .  .
     
 an1 an 2 an 3 an 4 ... ann  VNn  0

4
Resumindo: Do acoplamento dos sistemas: Tipos de Resultados Decorrentes
V  Z T . IT VZL .I L
da Modelagem
Foram determinados os vetores IT, IL, V, V • Resultado mais primário:
• Diagramas de impedância em função da frequência
• Para uma frequência específica, podem ser determinados • No domínio da freqüência: Z()=V()/I()
a impedância do aterramento (Zg) vista do(s) ponto(s) de
injeção de corrente, o potencial nos eletrodos (V’s) e o
Resistência de
potencial de um ponto qualquer no solo: --+45

Z () Angle
Low frequency
baixa freq.

I
120

()

resistance
0

I Z ()I
80
e kr

I
V 1 -- -45
Zg  1 Vpj   I . dl j
Impedância

4     j    Lj T r 40 Mínima
Ii I I I I I I

I
1 2 3 4 5 6
10 10 10 10 10 10 Freqüência (Hz)

Tipos de Resultados Decorrentes • Curvas indicando a distribuição de potencial nos


da Modelagem eletrodos
• Diagramas de impedância em função da frequência
e gráficos de tensão e corrente em função do tempo
30
1.8
Tensão (kV) Corrente (kA) 0m
20 2.5 m
1.5
25 Potencial no eletrodo (kV)
Corrente 1.0 5m
Tensão 10 m
15 1.2
20 20 m
0.8
30 m
15
0.9
10 0.6

0.6
10
0.4
5
0.3
5
0.2
0 0
0.00000 0.00002 0.00004 0.00006 0.00008 0.00010 0 0.00001 0.00002 0.00003 0.00004 0.00005 0.00006 0.00007 0.00008 0.00009 0.0001
Tempo (s) Tempo (s)

Transformada Transformada
de Fourrier de Fourrier

• Curvas indicando a distribuição de potencial em um Investigação sobre o Aterramento de Torres do Sistema de


ponto qualquer do solo Transmissão da CEMIG para Melhoria de Desempenho
de Linhas frente a Descargas Atmosféricas
7.00E-01
f 100 Hz 1.2
Mod V (V) Potencial no Solo (kV)
f 10 kHz
6.00E-01
f 100 kHz
f 1 MHz
1 Análise do Comportamento de Configurações Típicas do
5.00E-01
0.8
4,5 m Aterramento de Torres de Telecomunicações na
4.00E-01

3.00E-01
0.6
0m
Incidência de Descargas Atmosféricas
30 m
0.4
2.00E-01

1.00E-01
0.2 Avaliação da Eficiência de Configurações Típicas de
0.00E+00
0 Aterramentos de SPDA, nos Aspectos de sua
0 0.00002 0.00004 0.00006 0.00008 0.0001
0 5 10 15
Distância (m)
20 25 30
Tempo (s) Impedância e Distribuição de Potencial no Solo

LATER - Laboratório de Aterramentos Elétricos


Transformada
Depto. Engenharia Elétrica - UFMG
de Fourrier