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Operação, Manutenção & Ensaios em Subestações

Eng. Geraldo M. Aoun


INTRODUÇÃO
Definição: O que é uma subestação, principais componentes

Classificação: Função, Nível de tensão, Tipo da instalação, Tipo de


barramento

Operação de Subestações: Tendências, Tele assistência, Experiência


das transmissoras, Pontos de atenção

Manutenção: Definição, Tipos, Aspectos regulatórios, Novas técnicas

Monitoramento de ativos

O futuro das subestações


Introdução: O que é uma Subestação?

Definição NBR 5460 / 1992

Parte de um sistema de potência,


concentrada em um dado local,
compreendendo primordialmente as
extremidades de linhas de transmissão
e/ou distribuição, com os respectivos
dispositivos de manobra, controle e
proteção, incluindo obras civis e
estruturas de montagem, podendo
incluir também transformadores,
conversores e/ou outros
equipamentos.
Componentes Principais de uma Subestação
Compensação
Banco Reatores Shunt
Reativo Compensador Síncrono

Banco capacitores série Banco Reatores


CLASSIFICAÇÃO DAS SUBESTAÇÕES
QUANTO A FUNÇÃO
SUBESTAÇÕES ELEVADORAS
• Localizadas na saída das usinas geradoras
• Elevam a tensão para níveis de transmissão e subtransmissão

SUBESTAÇÕES ABAIXADORAS
• Localizadas próximas às cargas

SUBESTAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO
• Diminuem a tensão para o nível de distribuição primária
• Podem pertencer à concessionária ou a grandes consumidores

SUBESTAÇÕES DE MANOBRA
• Responsáveis pelo chaveamento de linhas de transmissão

SUBESTAÇÕES CONVERSORAS
• Associadas a sistemas de transmissão em CC (SE Retificadora e SE
Inversora)
QUANTO AO NÍVEL DE TENSÃO
SUBESTAÇÕES DE MÉDIA TENSÃO (MT)

• Tensão nominal até 34,5 kV

SUBESTAÇÕES DE ALTA TENSÃO (AT)

• Tensão nominal abaixo de 230 kV

SUBESTAÇÕES DE EXTRA ALTA TENSÃO (EAT)

• Tensão nominal acima de 230 kV


QUANTO AO TIPO DE INSTALAÇÃO
SUBESTAÇÕES DESABRIGADAS

SUBESTAÇÕES ABRIGADAS

SUBESTAÇÕES BLINDADAS

• Construídas em locais abrigados


• Os equipamentos são completamente protegidos e isolados em óleo,
com material sólido, ou em gás (ar comprimido ou SF6)
• Podem chegar a até 10% de uma SE convencional
TIPOS DE BARRAMENTOS
Barra simples
Barra Dupla
Disjuntor e Meio
Barramento em Anel
OPERAÇÃO DE SUBESTAÇÕES
Operação de Usinas e Subestações
APÓS MP 579 - LEI 12.783/13
Receita
A RAP contempla Reduzida
essencialmente os
custos de O&M

Aumento de Exigências
(Sociedade/Regulação)

SOLUÇÃO: MAXIMIZAR A EFICIÊNCIA DOS PROCESSOS DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO


Operação de Usinas e Subestações

Tendência Atual:

- SE’s totalmente teleassistidas (sem a presença de


operadores)

- SE´s assistidas horário comercial por mantenedores

- Exceção: SE´s assistidas 24 horas


Operação de Subestações
As instalações estratégicas Tipos E1 e E2 classificadas de acordo com os critérios
definidos no Submódulo 23.6 do Procedimento de Rede, independentemente de
serem teleassistidas, devem ser providas de assistência local ininterrupta.

Tipo E1 Tipo E2 Tipo E3 Tipo E4


A perda afete o A perda afete o A perda afete o suprimento a pelo
suprimento a pelo suprimento a pelo menos menos 1 estado
menos 3 estados 2 estados
Subestações que
participam dos
Corte superior a 30% Afete o suprimento a 1 Corte superior a 30% do total das corredores fluentes
do total das cargas (um) estado da federação cargas
de recomposição,
Corte superior a 50% do Perda afete o suprimento de cuja
total das cargas energia a 1 (uma) região indisponibilidade
metropolitana inviabiliza o
Corte de superior a 30% do total processo de
das cargas recomposição
Perda provoque a interrupção local fluente do corredor
de cargas (supridas a partir de uma associado.
mesma subestação) em montantes
superiores a 750 MW
EXPERIÊNCIA DAS

TRANSMISSORAS
Operação de Usinas e Subestações
FURNAS

SUBESTAÇÕES SEM ASSISTÊNCIA LOCAL 29


SUBESTAÇÕES COM ASSISTÊNCIA LOCAL (24 hs) 20

Total 49

CTEEP

SUBESTAÇÕES SEM ASSISTÊNCIA LOCAL 55


SUBESTAÇÕES COM ASSISTÊNCIA LOCAL 38
SUBESTAÇÕES PARCIALMENTE ASSISTIDAS 26
Total 119
Operação de Usinas e Subestações

ELETROSUL

Nº Subestações
CROI Nº Módulos
Controladas

Blumenau 9 169

Campos Novos 10 133

Londrina 11 160

Nova Santa Rita 16 172

Porto Velho 5 49
Operação de Usinas e Subestações
CHESF
DESEMPENHO DA TELEASSISTÊNCIA – ANO 2013
ELETROSUL

99,988
99,982
99,976 99,975
99,971
99,968
99,964
99,958
99,955 99,955
99,951
99,95
99,945
99,941

4/2013 5/2013 6/2013 7/2013 8/2013 9/2013 10/2013 11/2013 12/2013 1/2014 2/2014 3/2014
Média no Período Indicador de Assistência Referência
Operação de Usinas e Subestações
TENDÊNCIA DAS EMPRESAS
 Aperfeiçoar e ampliar a teleassistência nas subestações em todos níveis de tensão

 Teleassistência centralizada em centros de controle regionalizados

 Reforçar a infraestrutura de telecomunicação de forma a assegurar o sucesso do


telecomando, inclusive com a adoção de redundância de comunicação

 Extinção da função “operador de subestação”, sendo esta função ampliada,


agregando algumas tarefas de manutenção Mantenedor

 Ampliação do vídeo-monitoramento das instalações


PONTOS DE ATENÇÃO

 Dimensionamento correto do numero de vão/operador


 Dimensionamento do numero de operadores

 Dimensionamento correto do numero de centros de telecomando

Centros 1 2 3 4 5

N° Módulos 133 160 172 169 49

Módulos/Operador 44,33 53,33 57,33 56,33 24,50

 Confiabilidade do sistema de telecomunicação

 Redundância
PONTOS DE ATENÇÃO
 Quantidade excessiva de Alarmes nos Centros de Operação
 Redução de alarmes frequentes (sem anormalidade)
 Classificação de alarmes por nível de prioridade (código de cores)
 Agrupamento de alarmes (redução)
MANUTENÇÃO

CORRETIVA ENGENHARIA DE
CORRETIVA PREVENTIVA PREDITIVA DETECTIVA
NÃO MANUTENÇÃO
PLANEJADA
PLANEJADA
 Manutenção corretiva - É a atuação para correção da falha ou do desempenho
menor que o esperado.
 Manutenção corretiva programada
 Manutenção corretiva não programada

 Manutenção preventiva - É a atuação realizada para reduzir ou evitar falhas ou


queda no desempenho, obedecendo a um planejamento baseado em Intervalos
Definidos de TEMPO.

 Manutenção preditiva - É baseada na tentativa de definir o estado futuro de um


equipamento ou sistema, por meio dos dados coletados ao longo do tempo por uma
instrumentação específica.

 Manutenção detectiva - É um tipo de manutenção que busca detectar falhas ocultas


ou não perceptíveis às equipes de operação e manutenção.
Engenharia de manutenção

É o conjunto de atividades que permite que a confiabilidade seja


aumentada e a disponibilidade garantida. É deixar de ficar
consertando, convivendo com problemas crônicos, melhorar
padrões e sistemáticas, desenvolver a manutenibilidade, dar
feedback ao projeto e interferir tecnicamente nas compras.

Dado um evento, estudam-se as possíveis causas e realizam-se


ações que resultem em uma modificação do componente e
eliminação do mesmo (Causa Raíz)
RESULTADOS x TIPOS DE MANUTENÇÃO
DISPONIBILIDADE

CUSTO
Gestão de Ativos
A Gestão de Ativos, além do foco no ciclo de vida dos ativos e seu período de
depreciação, estabelece o menor número de manutenções necessárias e
aumenta as expectativas de retorno do investimento, também traz uma sinergia
entre as áreas da empresa
MANUTENÇÃO EM SUBESTAÇÕES

A MANUTENÇÃO PREVENTIVA DE INSTALAÇÕES DE


REDE BÁSICA E OS REQUISITOS MÍNIMOS DE
MANUTENÇÃO

QUANDO FAZER
O QUE FAZER
TC e TP Transformador
Banco de Capacitor

Reator

REN 669 – Requisitos Mínimos de Manutenção

Define as atividades mínimas de manutenção preditiva e


preventiva e suas periodicidades
Seccionadora
Para-raios
Linha de Transmissão
Disjuntor
REN 669 – REQUISITOS MÍNIMOS DE MANUTENÇÃO

QUANDO FAZER....
REN 669 – REQUISITOS MÍNIMOS DE MANUTENÇÃO

QUANDO FAZER....
REN 669 – REQUISITOS MÍNIMOS DE MANUTENÇÃO

As manutenções preventivas só poderão ser realizadas em intervalos superiores aos


estabelecidos neste plano quando forem adotadas técnicas de manutenção baseadas
na condição ou na confiabilidade. Neste caso, deverá ser apresentado laudo técnico
que aponte a condição do equipamento que justifique a postergação da manutenção
preventiva baseada no tempo.
REN 669 – REQUISITOS MÍNIMOS DE MANUTENÇÃO

O QUE FAZER....
PLANO MINIMO MANUTENÇÃO TRANSFORMADOR

 Análise dos gases dissolvidos no óleo isolante;


 Ensaio físico-químico do óleo isolante;

 Manutenção preventiva periódica:

 Inspeção do estado geral de conservação: limpeza, pintura e corrosão nas partes metálicas

 Verificação:
 Vazamentos de óleo isolante, relé gás, fluxo, válvula de alívio de pressão
 Sílica gel, bolsas e membranas do conservador
 Indicadores de nível do óleo isolante e temperatura
 Funcionamento dos ventiladores, bombas do sistema de resfriamento, comutação sob carga
 Nivel do óleo do compartimento do comutador

 Ensaios de fator de potência e de capacitância das buchas.


PLANO MINIMO MANUTENÇÃO DISJUNTOR

 Verificações gerais:
 Densímetros, pressostatos, manostatos, circuito
de comando e sinalizações
 Níveis de alarmes, vazamentos circuitos
hidráulicos, gás ou óleo
 Tanque de ar e do óleo do compressor
 Pintura, porcelanas, corrosão
 Lubrificação

 Ensaios de resistência de contatos do circuito principal


 Ensaios nas buchas
 Medição dos tempos de operação: abertura e fechamento
 Teste do comando local e a distância e acionamento do relé de discordância de polos
 Ensaios de fator de potência e capacitância dos capacitores de equalização
PLANO MINIMO MANUTENÇÃO - CHAVES SECCIONADORAS

 Verificação:
 Necessidade de limpeza, lubrificação ou substituição dos contatos
 Funcionamento dos controles locais e da operação manual
 Ajustes das chaves de fim de curso
 Ajustes, alinhamento e simultaneidade de operação das fases
 Inspeção geral do estado de conservação, cabos e aterramento
 Inspeção e limpeza de isoladores, das colunas de suporte e dos flanges dos isoladores
 Lubrificação dos principais rolamentos e articulações das hastes de acoplamento, quando
aplicável
 Deve ser avaliada a necessidade de realização dos ensaios de medição de resistência de
contato
PLANO MINIMO MANUTENÇÃO – LINHAS DE TRANSMISSÃO

 A atividade mínima de manutenção para as linhas de transmissão é a inspeção de rotina,


que deve ser realizada, no mínimo, a cada doze meses.

 Nas inspeções de rotina devem ser verificadas:


 Estradas de acesso
 Faixas de servidão
 Estais, condutores e para-raios

 A partir da análise do desempenho da linha de transmissão e dos resultados das inspeções regulares de
rotina deve ser avaliada a necessidade de inspeções detalhadas
 Estruturas
 inspeções termográficas
 Oxidação de grelhas, cadeias, condutores internos, grampos, etc.
PLANO MINIMO MANUTENÇÃO – TP´S e TC´S

 Verificações do estado geral de conservação


 Verificações da limpeza de isoladores
 Reposição de óleo e/ou gás SF6
 Verificação do estado do material secante

 Deve ser avaliada a necessidade de realização dos ensaios de resistência de


isolação e de fator de potência.
REN 729 – APRIMORAMENTO DAS REGRAS DA PARCELA VARIÁVEL

CONDIÇÕES PARA ISENÇÃO DE PV PARA MANUTENÇÃO PREVENTIVA

 20 (vinte) horas, por intervenção, a cada período completo de 3 (três) anos, para a FT -
Transformação e para a FT - Controle de Reativo, exceto Compensador Síncrono;

 20 (vinte) horas, por intervenção, a cada período completo de 6 (seis) anos, para a FT -
Linha de Transmissão; e

 1080 (mil e oitenta) horas, por intervenção, a cada período completo de 5 (cinco) anos,
para Compensador Síncrono.
IMPLICAÇÕES...

o Para Obter o máximo benefício em termos de redução da PV, é


necessário fazer a manutenção preventiva de todos os
equipamentos de uma Função de Transmissão dentro da franquia de
20 horas.

o Há funções de Transmissão com mais de 40 equipamentos com pelo


menos uma atividade de manutenção preventiva.

o A logística para execução segura das tarefas de manutenção dentro


da franquia é bastante crítica, especialmente em equipamentos de
grande porte, com potências altas e classes de tensão elevadas.
FT
No novo cenário do setor elétrico brasileiro, nossas
praticas de manutenção continuam adequadas ao negócio?
 Modicidade Tarifária
 Concorrência
 Incentivos regulatórios à eficiência:
 Parcela Variável (REN ANEEL 270/729)
 Mecanismo de Redução de Energia Assegurada
 Renovação das Concessões: Lei 12783
 Requisitos Mínimos de Manutenção (REN ANEEL 669)
 Marco regulatório cada vez mais rigoroso

O mundo mudou... O que deve ser mudado para


continuarmos competitivos?
A NOVA ERA DA MANUTENÇÃO
A automação dos testes traz .....
● Ganhos significativos no tempo de execução

● Padronização do testes

● Resultados confiáveis, planejados previamente e com riscos


menores de desligamentos indesejados.

● Redução do quantitativo de pessoas para a execução, uma vez


que o planejamento e a execução são feito em momentos distintos.

● A automação de testes traz diversas vantagens: é mais rápido,


diminui a chance de erro humano e reduz o esforço com tarefas
repetitivas.
“Enquanto pessoas são mais inteligentes, intuitivas e criativas que máquinas, computadores já se dão melhor com
cálculos, tarefas repetitivas e que precisam ser feitas num curto espaço de tempo” .
NOVAS TECNOLOGIAS PARA ENSAIOS EM
ATIVOS DE SUBESTAÇÃO
Sistemas de
Proteção
APLICAÇÃO DE ARQUIVOS DE FALTA REAIS (COMTRADE)

 Reprodução de faltas reais ou simuladas


 Uso de arquivos gravados em Registrador
Digital de Perturbação ou no próprio Relé
 Análise do desempenho do Relé para
situações reais do sistema elétrico
AUTOMAÇÃO DE TESTES DE PROTEÇÃO

A tecnologia dos equipamentos de ensaio em relés de proteção, permite a criação de ensaios


Totalmente automatizados.

Arquivo PTL

Parametrização do Relé Control Center


SOFTWARE PARA SIMULAÇÃO DE REDE - RelaySimTest

• Simplifica testes complexos de esquemas de


proteção
• Valida a operação correta de todo o sistema de
proteção
• Simula eventos reais do sistema
Transformadores
Espectroscopia no domínio da frequência (FDS)
e do tempo (PDC+)
Por meio da medição da resposta dielétrica do equipamento em uma ampla faixa de frequência
é possível avaliar o teor de umidade.

A água em ativos isolados com óleo e papel, como transformadores de potência ou transformadores de
instrumentos, acelera o envelhecimento do isolamento de papel e, assim, reduz a expectativa de vida do
ativo.

Assim, saber qual é o conteúdo de água permite avaliar o estado de envelhecimento dos ativos.
FDS – Medição da resposta dielétrica em altas frequências

PDC+ – Medição da resposta dielétrica em baixas frequências, através da medição da corrente de


polarização, e transformação para o domínio da frequência

Isto facilita as medições da resposta dielétrica dentro de uma ampla faixa de frequência.
Comparando a resposta dielétrica com as curvas do modelo, fornecendo indicações da
condição de isolamento, tais como:

• Teor de umidade no isolamento de papel/óleo

• Condições das buchas de alta tensão RIP (Resin-impregnated paper bushing),


RBP (Resin-bonded Paper bushing) e OIP (Oil-impregnated Paper)

• Condições do isolamento dos cabos, motores e geradores


Análise de resposta de frequência em transformadores de
potência

A análise de resposta em frequência (geralmente


chamada de FRA ou SFRA) é um método poderoso
para testar a integridade mecânica de enrolamentos
e núcleos magnéticos de transformadores de
potência.

• Cada rede elétrica tem uma resposta de frequência única - chamada "impressão digital".

• Comparando as medidas tomadas em várias fases ou em vários transformadores idênticos, bem


como comparando as medições com a antiga impressão digital do mesmo transformador, fornece
indicações de quaisquer alterações mecânicas ou elétricas.
Análise de resposta de frequência em transformadores de
potência

Testa a integridade mecânica e elétrica de transformadores de potência após


transporte ou exposição a altas correntes de falta.

O teste SFRA (Sweep Frequency Response Analysis) mede a função de transferência


elétrica em uma ampla faixa de freqüências.

Detecta defeitos de enrolamento e falhas no núcleo magnético - ajudando assim a


melhorar a confiabilidade do transformador, reduzir os custos de manutenção e evitar
falhas dispendiosas.
Análise de resposta de frequência em transformadores de
potência
 Deformação da bobina - axial e radial
 Aterramentos do núcleo com defeito
 Colapso parcial do enrolamento
 Deformação radial
 Grampos quebrados ou soltos
 Espiras em curto-circuito e enrolamentos
abertos
 Deformação do núcleo

• Uma tensão senoidal com amplitude constante e


frequências distintas variáveis é aplicada ao enrolamento
que está sendo testado e a frequência do sinal de
entrada é aumentada sucessivamente.
• A amplitude e a fase do sinal de saída são medidas em
função da frequência;
• A relação de amplitude de saída para entrada e o desvio
de fase entre os sinais de saída e de entrada são
avaliados
fase U fase V fase W

A comparação entre as respostas em frequência dos enrolamentos de fases U, V e W de um


transformador de potência, com aquelas em uma condição de funcionamento adequado.

Os desvios nos resultados da medição de FRA indicam que os enrolamentos de fases U e W


podem ter um defeito.
enrolamentos da fase U e os deslocamentos
radiais dos enrolamentos.
DISJUNTORES
Testes avançados em disjuntores

 Teste de pick-up mínimo

 Resistência estática ou teste de resistência de contato (µOhm)

 Tempo dos contatos principais e auxiliares


 diferentes operações (O, C, OC, CO, OCO, COCO, OCOCO, ...)
 teste de subtensão
 correntes da bobina

 Corrente do motor

 Percurso do contato (movimento) dos contatos principais:

 Resistência de contato dinâmica (DRM)


Valores de performance como deslocamento,
sobrecurso, rebote, deterioração de contatos são
obtidos como resultados das medições. Estes valores
podem ser comparados com os dados de referência
do fabricante e dados adquiridos em medições
prévias. Isto fornece indicações sobre potenciais
desgastes do disjuntor.

Medição de Movimento
Fornece informações sobre o estado das bobinas (por
exemplo, aumento de atrito nos êmbolos, isolação
queimada, parte do enrolamento em curto circuito),
das travas de liberação para operação dos mecanismos
(por exemplo, aumento de fricção) e do mecanismo de
operação (por exemplo, se há redução da velocidade de
operação que pode ser vista baseada no tempo de
abertura dos contatos auxiliares).
Medição da Corrente das Bobinas
Tempo dos contatos

Deslocamento dos contatos

Teste Resistencia Dinâmica Corrente do Motor


Medição do tempo durante um fechamento Medição de resistência dinâmica mostra
mostra falha na fase azul. falha na fase azul

Flashover no contato principal Medição de resistência dinâmica após reparo


Novas técnicas permitem detectar:

 Ajustes mecânicos incorretos ou fenômenos de desgaste do disjuntor

 Problemas nos contatos principais

 Problemas relacionados ao desgaste dos contatos principais e de arco

 Defeitos elétricos ou mecânicos dos componentes de controle de abertura ou


fechamento

 Potencial desgaste mecânico do disjuntor

 Desempenho durante subtensão


Transformadores de
Corrente
• Medição de carga

• Medição de magnetismo residual dos TCs

• Medição de resistência do enrolamento do TC

• Medição característica de excitação do TC de acordo com as normas IEC 61869-2,


IEC 60044-1, IEC 60044-6 (TPS, TPX, TPY, TPZ) e IEEE C57.13.

• Medição de relação de TC considerando uma carga conectada

• Medição de fase e polaridade do TC

• Determinação do fator de limitação de precisão, fator de segurança do


instrumento, constante de tempo secundário, fator de corrente simétrica de
curto-circuito, fator de dimensionamento transiente, fator de remanência,
tensão/corrente do ponto de inflexão, classe, indutância saturada e indutância
não saturada.
MONITORAMENTO DE ATIVOS

Técnicas para o monitoramento, podem


minimizar defeitos em equipamentos e
prevenir falhas
MONITORAMENTO DE ATIVOS

TRANSFORMADORES
MONITORAMENTO DE ATIVOS
Medição de temperatura em tempo real de ponto quente em
enrolamentos utilizando fibra óptica

O monitoramento por fibra ótica permite uma medição


verdadeira do ponto quente, medindo a temperatura
diretamente nos enrolamentos. Além de ser imune à alta
voltagem, RFI, EMI e óleo de transformador ou gás SF6.

Devido ao fato de a taxa de envelhecimento do


transformador dobrar a cada 6ºC acima do ponto
estabelecido de temperatura, medições imprecisas
de temperatura podem causar dano ao
transformador e até perda de sua vida útil.
Medição de temperatura em tempo real de ponto quente em
enrolamentos utilizando fibra óptica
MONITORAMENTO DE ATIVOS
MONITORAMENTO DE ATIVOS
Videomonitoramento (on-line)
Câmera termográfica
Pan-Tilt

Câmera
termográfica fixa
Detecção de gases com base em tecnologia de sensor infravermelho não
dispersivo (NDIR) para medir gases de falha em transformadores ou
comutadores de carga (LTCs)
Acetileno (C2 H2 )
Etileno (C2 H4 )
Monóxido de Carbono (CO)
Hidrogênio (H2 )
Dióxido de Carbono (CO2 )
Metano (CH4 )
Etano (C2 H6 )
Oxigênio (O2)
Nitrogênio (N2 )

• Identifica possíveis falhas e reduz as interrupções não planejadas e custos associados;


• Reduz o número e a frequência dos ciclos de manutenção do LTC, aumentando o tempo de
operação
• Investiga proativamente o envelhecimento prematuro ou a causa de falhas de um transformador,
• Sistema de monitoramento de potenciais falhas do transformador. Mede e identifica nove gases e
mais umidade
Detecção de gases com base em tecnologia de sensor infravermelho não
dispersivo (NDIR) para medir gases de falha em transformadores ou
comutadores de carga (LTCs)

O gás é bombeado ou difunde-se para a câmara de amostra e a concentração de gás é medida opticamente
pela absorção de um comprimento de onda específico no espectro IR. A luz infravermelha é direcionada
através da câmara de amostras em direção ao detector. O detector possui um filtro óptico à sua frente que
elimina toda a luz, exceto o comprimento de onda que as moléculas de gás selecionadas podem absorver.

Entrada Saída Cada comprimento de


de Gás de Gás onda é atenuado Comprimento de
Diferentes dependendo da sua onda específico
comprimentos de onda característica de selecionado pelo
da luz infravermelha absorção filtro passa-banda

Fonte de Detector de Medidor é


Infravermelho Infravermelho inversamente
proporcional à
Câmera de Filtro Passa
concentração do gás
Amostragem Banda
Uso de Drone para inspeção termográfica
E agora, o futuro......
Subestações digitais

Subestação
convencional

Subestação
digital

Subestações digitais reduzem o cabeamento, precisam de menos espaço e aumentam a segurança


 Mais de 30 toneladas a menos de material a ser
transportado para uma SE de transmissão de porte
médio;

 O peso do cabeamento de fibra óptica é


cerca de 90% menor do que o de cobre;

 Se os TCs forem substituídos por ópticos,


temos quase 80% de redução do peso;

 Até 60% de redução de espaço para os painéis de


proteção e controle;

 Utilização de disjuntores com funções de


disjuntor e transformador de corrente óptico;

 Elimina a conexão elétrica entre o primário e o


secundário.
OBRIGADO

Eng. Geraldo M. Aoun

geraldo@methodrep.com.br

www.methodrep.com.br