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Sistemas Aquíferos de Portugal Continental

SISTEMA AQUÍFERO: CÁRSICO DA BAIRRADA (O3)

Figura O3.1 – Enquadramento litoestratigráfico do sistema aquífero

Sistema Aquífero: Cársico da Bairrada (O3) 188


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Identificação
Unidade Hidrogeológica: Orla Ocidental
Bacias Hidrográficas : Vouga e Mondego
Distritos : Aveiro e Coimbra
Concelhos : Anadia, Cantanhede, Coimbra, Mealhada, Montemor-O-Velho, Oliveira do
Bairro e Penacova

Enquadramento Cartográfico
Folhas 197, 207, 208, 217, 218, 219, 229 e 230 da Carta Topográfica na escala 1:25 000 do
IGeoE
Folhas 16-C, 16-D, 19-A e 19-B do Mapa Corográfico de Portugal na escala 1:50 000 do
IPCC
Folhas 16-C e 19-A da Carta Geológica de Portugal na escala 1:50 000 do IGM

197
OLIVEIRA
DO BA IRRO
16C 16D
ANADIA
207
208

MEALHADA
217

CANTANHEDE 219 PENACOVA


218
19A 19B

229
230
MONTEMOR COIMBRA
-O-VELHO

Figura O3.2 – Enquadramento geográfico do sistema aquífero cársico da Bairrada

Enquadramento Geológico

Estratigrafia e Litologia
As formações do Jurássico inferior estão representadas na Orla Ocidental, a norte do
Mondego, por um conjunto de afloramentos relativamente extensos, podendo também
apresentar-se cobertas por depósitos mais recentes, nomeadamente do Cretácico e Plio-
Quaternário.

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Do ponto de vista hidrogeológico, as unidades liásicas que se apresentam com maior


interesse, dada a sua produtividade, são as designadas Camadas de Coimbra e os Calcários
Margosos de Lemede. Estas duas formações encontram-se separadas por um conjunto
essencialmente margoso, as Margas e calcários margosos de Vale das Fontes, que funciona
como aquitardo.
A unidade Camadas de Coimbra, pertencente ao Sinemuriano-Lotaringiano, é tipicamente
carbonatada, constituída na base por calcários compactos com aspecto de bancos espessos. Na
parte superior há alternância dos calcários com margas xistificadas, terminando a sequência
com camadas de calcários compactos. A NW de Cantanhede, já perto dos Olhos da Fervença,
as Camadas de Coimbra apresentam-se em pequenos afloramentos dolomitizados. Esta
unidade, que pode atingir espessuras da ordem dos 110 m, é a mais produtiva do Jurássico
inferior, principalmente por se encontrar carsificada, por vezes com cavernas de dimensões
consideráveis, como acontece na zona da exsurgência de Arcos, um dos pontos de descarga
natural do sistema.
A formação Margas e Calcários Margosos de Vale das Fontes, do Carixiano-Domeriano
inferior, é caracterizada pela alternância de margas e calcários margosos, tendo, localmente,
bancadas de calcário compacto pouco espesso, margas xistosas ou grumosas. Estas
características, associadas à sua espessura, da ordem dos 70 metros, conferem ao conjunto
condições para ser considerado como aquitardo separarando as Camadas de Coimbra dos
Calcários de Lemede, não sendo muito evidente que permita a transmissão de recarga, por
fenómenos de drenância, de uma para outra das referidas unidades.
A formação seguinte, Calcários Margosos de Lemede, do Domeriano médio-superior, é
constituída por alternâncias de calcários argilosos, muito compactos, cinzento - amarelados ou
esbranquiçados, em bancos mais ou menos espessos, com finos leitos de margas a fazer a
separação. Também são conhecidos fenómenos de carsificação, o que estará na base da
produtividade exibida. As espessuras máximas andarão por cerca de 50 metros.
O Liásico termina com as Margas Calcárias de S. Gião, do Toarciano, que tem uma grande
representação na área, através de afloramentos quer no flanco Norte, quer no flanco Sul do
anticlinal de Cantanhede, onde estão parcialmente cobertas pelas Areias de Arazede. Do
ponto de vista litológico, esta unidade é formada por margas, calcários margosos, calcários
sublitográficos compactos, calcários margosos nodulares ou compactos, com níveis margosos,
ou alternantes com margas cinzentas e margas com intercalações de bancadas finas de
calcário margoso. O seu principal papel hidrogeológico é o de constituir o tecto impermeável
do sistema, conferindo-lhe características de confinamento. No entanto, para além disso, tem
uma grande importância na protecção natural do Jurássico produtivo, já que impede ou pelo
menos dificulta a entrada de contaminações. Esta é das unidades jurássicas mais espessas,
com um total de cerca de 300 metros.
A sequência margo-calcária termina com os Calcários Margosos de Póvoa da Lomba, com
idade compreendida entre o Toarciano superior e o Bajociano inferior que têm pequena
representatividade, aflorando somente no lado Este, no bordo Sul do anticlinal de Cantanhede.
Correspondem à alternância de calcários margosos mais ou menos compactos com margas, as
quais exibem maior espessura. Para o topo da unidade observa-se um aumento da espessura
dos calcários em detrimento da das margas. As espessuras da unidade variam entre 80 e 100
metros.

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Tectónica
O horst de Cantanhede é a principal estrutura a evidenciar-se neste sistema, mas os seus
limites não estão bem definidos. Traduz-se por uma sobre-elevação que separa as bacias
hidrográficas do Mondego, a Sul, da do Vouga, a Norte, e tem orientação geral NE – SW.
Na zona norte do sistema aquífero cársico da Bairrada é visível a presença do anticlinal
Mogofores – Febres - Tocha, o qual se caracteriza por orientação ENE – WSW, praticamente
paralela ao anticlinal de Cantanhede.
Os principais falhamentos são os de Pocariça – Ferraria (associado ao graben de Antuzede
cuja orientação é quase perpendicular aos dos anticlinais referidos, isto é, NW – SE.
Com orientação geral N – S temos a fracturação que se desenvolve desde Gatões e
Saramago e prossegue até à região de Mamarrosa – Palhaça e será responsável pela depressão,
a Oeste, da bacia Viso – Queridas.
Uma outra direcção estrutural que parece condicionar a disposição das formações liásicas a
norte do Mondego, mas de difícil confirmação no terreno, devido à cobertura recente, tem
orientação W – E e influenciará a ribeira da Varziela, desenhando-se entre Corujeira, a Oeste,
e Ourentã, na parte oriental. É provável que esta estrutura tenha incidência na parte do sistema
que é drenado pela exsurgência de Olhos da Fervença.
Além destes acidentes estruturais de maior importância regional, deve atentar-se também
na disposição das falhas nas proximidades da referida nascente de Olhos da Fervença. As
falhas em causa, de direcções N 59,5º E e N 51º W, são quase perpendiculares entre si e
poderão de algum modo afectar o sistema aquífero.
Deve-se sublinhar que os depósitos de cobertura impedem a observação e determinação,
com maior rigor, das possíveis falhas que eventualmente afectem as camadas liásicas.

Hidrogeologia

Características Gerais
Como foi referido anteriormente, as principais formações aquíferas do sistema são as
Camadas de Coimbra e os Calcários margosos de Lemede, sendo a primeira a mais produtiva.
Como é típico de meios cársicos, o sistema apresenta uma heterogeneidade acentuada,
observando-se zonas caracterizadas por uma produtividade elevada, a par de outras onde as
captações com caudais diminutos são a regra. Estas características devem-se, por um lado, às
características litológicas das camadas aflorantes, e, por outro, à maior ou menor proximidade
de eixos de drenagem subterrânea, onde o desenvolvimento da carsificação é mais importante.
A área deste sistema aquífero é de 316 km2 .

Parâmetros Hidráulicos e Produtividade


A heterogeneidade atrás referida é bem evidenciada pela gama de valores de produtividade
observada. Assim, há captações que permitem a extracção de caudais muito elevados, como é
o caso das que servem para abastecer o concelho de Anadia (95 L/s e 100 L/s) ao lado de
outras localizadas perto e que foram abandonadas por serem praticamente improdutivas.

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Também na região dos Olhos da Fervença as captações da Câmara Municipal de Cantanhede


produzem caudais superiores a 100 L/s, mas em furos executados a distâncias próximas os
caudais são muito pequenos, por vezes inferiores a 1 L/s.
As estatísticas calculadas a partir de 62 dados de caudal e a distribuição empírica
apresentam-se no quadro seguinte (O3.1) e na Fig. O3.3.

Média Desvio Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo


Padrão
11,1 22,5 0,2 1,8 3,2 8,5 110

Quadro O3.1 – Principais estatísticas da produtividade (L/s)

Figura O3.3 - Distribuição cumulativa dos caudais

Uma análise sumária das características, produtividade e caudais específicos das várias
captações inventariadas permite esboçar algumas tendências espaciais, não devendo, contudo,
ser esquecida a dispersão características dos meios cársicos. Na zona Anadia – Curia
encontram-se os furos mais produtivos, a par de poços junto aos Olhos da Fervença. Note-se
que em ambos os casos há exsurgências importantes do sistema, sendo também evidentes
episódios de carsificação notável. Na estreita franja do Liásico que se desenha até à
Mealhada, não se encontram furos de captação de alta produtividade, tal como mais para
Norte, já no concelho de Oliveira do Bairro e até Fermentelos.
A partir de 55 valores de caudais específicos obtêm-se valores estimados para a
transmissividade entre 15 e 600 m2 /d. No furo JK3A da Câmara Municipal de Anadia,
Peixinho de Cristo (1985) atribuiu o valor de 22 400 m2 /d para a transmissividade e de 8×10-4
para o coeficiente de armazenamento. O alto valor da transmissividade poderá ser explicado
pelo facto da captação estar construída nas cercanias de uma das descargas naturais do
sistema (nascente de Arcos), isto é, explorará certamente zona de carso muito desenvolvido.

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Análise Espaço-temporal da Piezometria


A densidade e distribuição das observações piezométricas não permite esboçar um mapa
piezométrico do sistema. Peixinho de Cristo (1995) considerou a existência de uma divisória
de águas subterrâneas, verificando-se descarga no sector ocidental, para Oeste, na direcção de
Fervença, e para noroeste, na direcção do sistema Cretácico; no sector oriental, para o rio
Cértima (incluindo a exsurgência de Arcos, perto de Anadia).
Através da análise da evolução temporal das séries piezométricas, verifica-se que, de um
modo geral, as variações interanuais são muito pequenas, da ordem dos 3 metros até um
máximo de 10 m, mostrando a elevada capacidade de regulação do sistema. Só o piezómetro
219/003 (Figura O3.4), situado próximo de Souselas, é caracterizado por oscilações
significativamente mais elevadas, podendo atingir os 25 m.
Em nenhum caso se verifica a presença de uma tendência persistente, como o demonstra o
gráfico da Figura O3.5, permitindo inferir que o sistema se encontra, em termos médios, em
equilíbrio.

219/003
80
Nível Piezométrico (m)

75
70
65
60
55
50
45
Mar-79

Mar-80

Mar-81

Mar-82

Mar-83

Mar-84

Mar-85

Mar-86

Mar-87

Mar-88

Mar-89

Mar-90

Mar-91

Mar-92

Mar-93

Mar-94

Mar-95

Mar-96

Mar-97

Mar-98

Mar-99

Figura O3.4 – Evolução do nível piezométrico no piezómetro 219/003

219/014
50
Nível Piezométrico (m)

48
46
44
42
40
38
Jan-84

Jan-85

Jan-86

Jan-87

Jan-88

Jan-89

Jan-90

Jan-91

Jan-92

Jan-93

Jan-94

Jan-95

Jan-96

Jan-97

Jan-98

Jan-99

Jan-00

Figura O3.5 – Evolução do nível piezométrico no piezómetro 219/014

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Balanço Hídrico
A alimentação do sistema é feita por recarga directa das precipitações sobre a superfície
aflorante, ou por drenância a partir dos aquíferos freáticos sobrejacentes, já que estes são, em
grande parte, constituídos por formações detríticas, presumivelemnte com elevada
permeabilidade. A recarga é facilitada não só pela carsificação que afecta as rochas
carbonatadas, mas também pela topografia, em geral bastante aplanada.
A quantificação da recarga total é difícil dada a inexistência de uma cartografia que separe
as diversas formações liásicas, cada uma delas caracterizada por diferentes taxas de
infiltração. Por esse motivo é preferível fazer uma abordagem a partir das saídas estimadas,
que, tendo em conta que o sistema se encontra aparentemente em equilíbrio, corresponderão
às entradas. É esta abordagem seguida por Peixinho de Cristo (1985) que estimou as entradas
médias anuais entre 10 a 15 hm3 /ano. Estes valores corresponderão a uma recarga específica
situada entre 300 e 450 mm/ano, valores que parecem aceitáveis, tendo em conta as condições
favoráveis acima referidas.
As saídas para abastecimento público são provavelmente da ordem dos 5 hm3 /ano
(Cantanhede 3 hm3 /ano; Oliveira do Bairro 0,5 hm3 /ano; Anadia 1 hm3 /ano e Mealhada
0,5 hm3 /ano). As saídas para rega estimam-se em 3 hm3 /ano enquanto que para a indústria não
deverão ultrapassar 0,5 hm3 /ano. As descargas naturais deverão ser da ordem dos 4,5 hm3 /ano
correspondendo às exsurgências principais: Olhos da Fervença, Arcos, Tamengos e Curia.
Marques da Silva (1990) estima em 1 hm3 /ano a transferência subterrânea para o sistema
aquífero do Cretácico de Aveiro.

Qualidade

Considerações Gerais
Dispõe-se de análises referentes a um período compreendido entre 1999 e 2000, efectuadas
no âmbito de um projecto actualmente em curso sob a orientação do Prof. Marques da Silva,
da Universidade de Aveiro, que gentilmente as disponibilizou. Algumas das análises
correspondem a colheitas realizadas em poços. Apresenta-se no quadro O3.2, em mg/L, as
principais estatísticas para alguns dos parâmetros.
n Média Desvio Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo
padrão
pH 28 6,9 0,3 6,3 6,7 6,9 7,2 7,7
Condutividade (µS/cm) 27 724 242 347 509 728 821 1416
Bicarbonato (mg/L) 28 305 70 198 241 318 359 445
Cloreto (mg/L) 28 146 541 8 22 37 57 2900
Sulfato (mg/L) 28 109 239 15 37,8 52,5 72,8 1298
Nitrato (mg/L) 28 24,9 29,3 0 1 11,5 43,3 93
Nitrito (mg/L) 28 0,03 0,1 0 0 0 0,035 0,545
Cálcio (mg/L) 28 98,5 35,8 29 37 68,8 98 117,8
Potássio (mg/L) 28 6,1 6,9 0 2 3 7,3 27
Sódio (mg/L) 28 115,4 366,8 7 15,8 27,5 50,3 1963
Ferro (mg/L) 22 0,05 0,11 0 0 0 0 0,31
Magnésio (mg/L) 28 18,9 24,7 5 9 13 14,8 137
Quadro O3.2 – Principais estatísticas dos parâmetros físico-químicos do sistema
aquífero

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A Câmara Municipal de Cantanhede, entidade exploradora da água captada nos Olhos da


Fervença, controla de forma sistemática a qualidade da água que distribui, isto é, da água que
sofreu tratamento através de desinfecção com cloro gasoso. Relativamente à água não tratada,
tal como é captada, são muito poucas as análises existentes, mas foi possível obter resultados
de 1993 de amostras dos três poços.
A avaliação dos respectivos parâmetros permite constatar que todos se situam de acordo
com o Decreto-Lei N.º 236/98, de 1 de Agosto, com excepção da condutividade e do cloreto.
Os valores da condutividade, da ordem dos 450 µS/cm, situam-se ligeiramente acima do valor
máximo recomendado (400 µS/cm). Também os teores do cloreto, entre 28,3 e 29,0 mg/L,
estão pouco acima do VMR (25 mg/L).
Assinale-se, como nota positiva, que os valores dos nitratos estão abaixo dos limites
impostos pela legislação.

Figura O3.6 – Diagrama de Piper relativo às águas do sistema Cársico da Bairrada

Qualidade para Consumo Humano


De um modo geral, quase todos os parâmetros apresentam uma percentagem elevada de
análises que ultrapassam o respectivo VMR, definido pelo Decreto-Lei N.º 236/98, de 1 de
Agosto. São excepção, o pH, o magnésio, o potássio, o ferro e os nitratos. Quanto aos VMAs,
todos são excedidos, em maior ou menor percentagem, excepto o pH, conforme se pode
observar no quadro O3.3.
São assim, águas de fraca qualidade para consumo humano.

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Anexo VI Anexo I -Categoria A1


Parâmetro
<VMR >VMR >VMA <VMR >VMR >VMA
pH 100 0 0 100 0
Condutividade 4 96 89 11
Cloretos 36 64 96 4
Sulfatos 11 89 7 89 11 7
Cálcio 50 46
Magnésio 86 11 4
Sódio 39 61 11
Potássio 82 18 14
Nitratos 64 36 18 64 36 18
Nitritos 36
Ferro 77 18 18 82 18 5

Quadro O3. 3 – Apreciação da qualidade face aos valores normativos

Uso Agrícola
As águas deste sistema pertencem maioritariamente à classe C1 S1 (96 %), pelo que as
águas apresentam um perigo de salinização e alcalinização baixo. Existe uma amostra (4 %)
que se insere na classe C1 S3 , pelo que o perigo de salinização mantem-se baixo, mas o perigo
de alcalinização é alto.

Bibliografia
Barbosa, B. P. (1981) - Carta Geológica de Portugal na Escala de 1/50 000 e Notícia
Explicativa da Folha 16-C VAGOS. Serviços Geológicos de Portugal. Lisboa. 60 pág.
Barbosa, B. P.; Soares, A. F.; Rocha, R. B.; Manuppella, G.; Henriques, M. H. (1988) -
Carta Geológica de Portugal na Escala de 1/50 000 e Notícia Explicativa da Folha 19-A
CANTANHEDE. Serviços Geológicos de Portugal. Lisboa. 46 pág.
Marques da Silva, M. A. (1990) - “Hidrogeologia del Sistema Multiacuifero Cretacico del
Bajo Vouga-Aveiro (Portugal)”. Tese de doutoramento apresentada na Universidade de
Barcelona Facultad de Geologia. Volume I e II.
Peixinho de Cristo, F. (1985) - “Estudo Hidrogeológico do Sistema Aquífero do Baixo
Vouga”. Divisão de Geohidrologia da Direcção Geral dos Recursos e Aproveitamentos
Hidráulicos. Lisboa.

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Rocha, R.; Manuppella, G.; Mouterde, R.; Zbyszewski, G. (1981) - Carta Geológica de
Portugal na Escala de 1/50 000 e Notícia Explicativa da Folha 19-C FIGUEIRA DA FOZ.
Lisboa. 126 pág.
Serrano, J.A.P.F., Garcia, P.C.S, (1997) - Piezometria da Região Centro. Direcção
Regional do Ambiente do Centro. Coimbra. 108 pág.

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