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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

ROSA
LUXEMBURGO
Ângelo Delamare, Bruno Kaminski, Gabrielle Flor, Guilherme
Lindenmeyer, Leonardo Schmitt,  Maria Clara Bandeira e
Pedro Pablo Skorin

HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÕMICO I


PROFESSOR FERNANDO FROTA DILLENBURG
VIDA DE
ROSA
LUXEMBURGO 
Rosa Luxemburgo nasceu na Polônia
ocupada pela Rússia Czarista, em
1871. Quando jovem, participou de
movimentos contestatórios e
revolucionários.

Estudou Economia Política em Zurique


e em 1898 entra para o Partido Social-
democrata alemão.
Ficou conhecida na sociedade
socialista alemã depois de publicar
uma crítica aos Reformistas de seu
partido, principalmente Bernsten. Rosa
acreditava que a única forma do
socialismo se consolidar seria via
revolução.

Em 1906, viajou clandestinamente


para Rússia para apoiar o
movimento revolucionário, mas foi
presa.  

Depois de deixar a prisão em 1907,


foi professora do partido social-
democrata até 1914. Nesse período
escreveu sua maior obra, "A
Acumulação do Capital"
Em 1917, Rosa junta-se com colegas
também instisfeitos com o apoio do
partido à entrada da Alemanha na
guerra e cria a Liga Spartakus. 

No mesmo ano, escreve “A Crise na


Social-democracia alemã", onde
acusa o partido de ter traído a
classe operária apoiando a entrada
do país na guerra (que, segundo ela,
nada beneficiaria os trabalhadores).

Durante uma das manifestações


espartaquistas contra a Grande
Guerra, Rosa Luxemburgo é presa.
Ela sai da prisão um ano depois, e
transforma a Liga Spartakus no
Partido Comunista Alemão.
Durante o Levante Espartaquista, contra o governo
de seu “ex partido” (o social-democrata), em
Berlin, ela é sequestrada pelas tropas do governo,
levada ao zoológico municipal e assassinada. Seu
corpo foi jogado no canal Landwher.  
SOCIAL-DEMOCRACIA

Surgida no século XIX, a social-democracia é uma ideologia política que


apoia intervenções econômicas e sociais do Estado para promover em um
sistema capitalista justiça social, estado de bem-estar social, distribuição
de renda mais igualitária e uma democracia representativa.

A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de


socialismo, como o marxismo ortodoxo, é a crença na superioridade da ação
política em relação à econômica.
SOCIAL-DEMOCRACIA
CONTRADIÇÕES INTERNAS:
REFORMA OU REVOLUÇÃO?

“Pode, portanto, a social-democracia opor-se às reformas


sociais? Ou pode impor a revolução social, a subversão da
ordem estabelecida, que é o seu objetivo social último?
Evidentemente que não.”

“Entre a reforma social e a revolução, a social-democracia


vê um elo indissolúvel: a luta pela reforma social é o meio,
a revolução social o fim.”

LIVRO "REFORMA OU REVOLUÇÃO", DE ROSA


LUXEMBURGO
SOCIAL-DEMOCRACIA
CONTRADIÇÕES INTERNAS:
REFORMA OU REVOLUÇÃO?
O OPORTUNISMO

Bernstein discordava da ideia de Marx (não admitindo tais


discrepâncias, considerava-se seguidor de Marx) de que o capitalismo
tendia à monopolização da economia, defendendo que haveria, na
verdade, uma democratização com o fortalecimento da classe média
através da sociedade de ações.

“Toda a sua teoria visa a uma única coisa: conduzir-nos ao


abandono do objetivo último da social-democracia, a revolução
social e, inversamente, fazer da reforma social, simples meio da
luta de classes, o seu fim último.”

CRÍTICA DE ROSA AOS "OPORTUNISTAS",


PRINCIPALMENTE BERNSTEIN
Bernstein descartava a necessidade de uma revolução. Para ele
a luta sindical (a supervalorizava, segundo Rosa) por melhores
condições de trabalho e salários seria um instrumento
privilegiado para conduzir a sociedade capitalista, através das
reformas econômicas para o socialismo democrático, tais
reformas, na verdade, já seriam a própria realização da
sociedade socialista.

“No entanto é incontestável que a teoria de Bernstein está em


absoluta contradição com os princípios do socialismo
científico.”

CRÍTICA DE ROSA AOS "OPORTUNISTAS",


PRINCIPALMENTE BERNSTEIN
SOCIAL-DEMOCRACIA
CONTRADIÇÕES INTERNAS:
REFORMA OU REVOLUÇÃO?
FATORES DE ADAPTAÇÃO

A tese dos "Fatores de Adaptação", defendida pelos REVISIONISTAS, dizia


que por meio da organização da produção e do planejamento econômico
não mais existiriam as crises periódicas do capitalismo (as quais, segundo
Marx, seriam inerentes ao capitalismo e levariam ao próprio socialismo
pela contradição de classes). 

Os mais eficazes meios de adaptação da economia capitalista seriam a


instituição do crédito (aumentando a capacidade extensiva da produção e
facilitando a troca), as organizações patronais (diversas formas modernas
de concentração do capital em monopólios) e a melhoria dos meios de
comunicação

CRÍTICA DE ROSA AOS  OPORTUNISTAS


(REVISIONISTAS)
"O primeiro meio de adaptação do capitalismo quanto ao crédito
devia ser a supressão do crédito, a abolição dos seus efeitos. Tal
como é, não constitui de modo algum um meio de adaptação, mas
um fator de destruição com consequências profundamente
revolucionárias.”

Rosa defende a necessidade real da revolução para se chegar ao


socialismo.

CRÍTICA DE ROSA AOS "OPORTUNISTAS"


(REVISIONISTAS)
O SOCIALISMO E AS IGREJAS 
POSICIONAMENTO DO CLERO

“É com extraordinário vigor que o clero combate os socialistas e


tenta, por todos os meios, minimizá-los aos olhos dos
trabalhadores.” (LUXEMBURGO, 1905, p. 1)

Base do pensamento
A Luta do clero não é
é a mesma dos
provocada pelos sociais
ensinamentos
democratas
cristãos
SOCIALISMO E AS IGREJAS
TRANSFORMAÇÕES NA IGREJA

Defensora da Defensora da
Igualdade Igualdade

Desenvolveu-se na Roma Antiga; na época


assemelhava-se a Rússia czarista. 

Diferença entre o Império Romano e o Czarista:

“As famílias nobres, os ricos, os


financeiros satisfaziam todas as suas
necessidades pondo a trabalhar os
escravos aprisionados nas guerras.”
(LUXEMBURGO, 1905, p. 3)
Aumento
Formação do
participação dos
proletariado
tributos  

“Ao contrário do proletariado do nosso tempo, que


mantém toda a sociedade pelos seus trabalhos, o enorme
proletariado de Roma existia pela caridade”
(LUXEMBURGO, 1905, p. 3)

Religião do proletariado romano:

“Uma religião que [...]pedia que os ricos partilhassem com


os pobres as riquezas que devem pertencer a todos [...]”
(LUXEMBURGO, 1905, p. 4)

TRANSFORMAÇÕES DA IGREJA
Organização das primeiras comunidades cristãs:

Segundo Luxemburgo (1905,p. 5, apud Atos dos Apóstolos,


IV , p. 34 e 35 ), “[...]todos os que possuíam terras ou casas
vendiam-nas, traziam o produto da venda e depositavam-
no aos pés dos Apóstolos. E a cada um era distribuído de
acordo com a sua necessidade". 

Expansão dos seguidores de Cristo:

Vida comunitária Cada cidadão passa a cuidar


evapora de sua própria propriedade e a
oferecer apenas o supérfluo a
comunidade

TRANSFORMAÇÕES DA IGREJA
SOCIALISMO E AS IGREJAS
O CLERO

Entender a transformação do movimento de coletivo para individual


passa por entender a formação do clero
“[...]os rendimentos da Igreja eram divididos em
quatro partes: a primeira para o bispo, a segunda para
o clero menor, a terceira para manutenção da Igreja e
era apenas a quarta parte que era distribuída para os
necessitados.” (LUXEMBURGO, 1905, p. 10)

IDADE MÉDIA:

População sofria
Igreja ficava mais rica com as doações, dízimos e taxas

ESTADOS NACIONAIS:

Fim da servidão e privilégios da nobreza


Igreja aliou-se com a burguesia, emprestando seu capital
SOCIALISMO E AS IGREJAS
COMPARAÇÃO BAVIERA E
SAXÔNIA

Baviera: estado agrícola e fortemente católico


Saxônia: estado industrializado e com uma forte social democracia
SOCIALISMO E AS IGREJAS
MÉTODOS DO CLERO 

LOCAIS ONDE O MOVIMENTO SOCIALISTA ESTÁ INICIANDO:


Esperança de esmaga-lo: sermões caluniado e condenando
os operários

LOCAIS ONDE AS LIBERDADES POLÍTICAS SÃO MAIORES:


Padres organizam os trabalhadores em Federações
Industriais Cristãs 
A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL E O

IMPERIALISMO
Rosa Luxemburgo viu o problema com o
qual Marx havia lutado na análise da
acumulação do capital social:

Processo de Processo de
Acumulação Acumulação
“simples” “acelerado" 

Luxemburgo queria fechar esta grande


lacuna teórica através de um fato chave
para a explicação econômica do
imperialismo. 
A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL E O

IMPERIALISMO
MODELO "REPRODUÇÃO CAPITALISTA
AMPLIADO"

Este modelo demonstra a impossibilidade da demanda por bens de


consumo crescer tão depressa quanto a capacidade de produção
desses bens, demonstrando que o crescimento econômico
equilibrado é impossível. A partir disso fica evidente a necessidade
capitalista de estar sempre conquistando novos mercados não-
capitalistas, a fim de vender o excedente.

ECONOMIA HIPOTÉTICA COMPOSTA DE TRABALHADORES E CAPITALISTAS


Rosa defende que o excedente poderia ser comprado pelo
capitalista, porém o mesmo não tem esse desejo e sim o desejo de
acumular mais capital, pois como Marx defende: “o capitalista
necessita acumular capital para poder obter maiores lucros
posteriormente” e caso deixe de acumular será destruído por seus
concorrentes. Assim os capitalistas nunca expandiriam seu
consumo tão depressa quanto a expansão da capacidade produtiva.
Apareceria então um desequilíbrio entre os dois setores de
produção. 

ECONOMIA HIPOTÉTICA COMPOSTA DE TRABALHADORES E CAPITALISTAS


A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL E O

IMPERIALISMO
FIM DO CAPITALISMO

Os espaços não-capitalistas são finitos


Quanto mais bem-sucedida fosse a expansão capitalista, mais
rápido iria dominar estes espaços não-capitalistas
Sem outras formas econômicas não-capitalistas como meio e
substrato, o capitalismo não poderia existir, como tampouco
poderia existir sem uma constante expansão. 

O fim do capitalismo era previsível, mesmo que o


verdadeiro processo histórico ainda pudesse durar
décadas e gerações.
A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL E O

IMPERIALISMO
MILITARISMO E EXPANSÃO DO
CAPITALISMO

O militarismo é uma arma na luta competitiva entre países


capitalistas por áreas de civilização não-capitalista.

Rosa Luxemburgo discutiu pela primeira vez a possibilidade da criação de um


mercado artificial, pelo Estado, com o dinheiro dos contribuintes para a
produção capitalista nas colônias. O Estado age como comprador da massa de
produtos que continham a mais-valia capitalizada. Há o benefício de converter
uma série de demandas individuais e aleatórias (consumo individual) em uma
só demanda homogênea realizada pelo Estado (investimento bélico através
dos impostos arrecadados).
A ACUMULAÇÃO DO CAPITAL E O

IMPERIALISMO
Os estudos de Rosa Luxemburgo evidenciam
a luta do imperialismo contra as economias
pré-capitalistas. A partir de suas obras fica
evidenciado sua paixão pelas sociedades
pré-capitalistas. Sua abordagem é
totalmente original visando sua oposição a
concepção linear e evolucionista do
“progresso” sobre as sociedades não-
capitalistas. Luxemburgo não nega que
exista progresso porém não se pode
esquecer que este mesmo progresso traz
destruição.

CONCLUSÃO
ROSA LUXEMBURGO E A

REVOLUÇÃO RUSSA
A Rússia era predominantemente agrária. Sua industrialização
começou apenas no séc. XIX, com basicamente capital estrangeiro.
Os problemas socioeconômicos foram crescendo e se agravando
sempre que o governo entrava em guerra para conquistar novos
territórios.

Devido aos problemas socioeconômicos e instabilidade do país,


surgiram as revoluções, como a Revolução de 1905, também
conhecida como Ensaio Geral; a Revolução de Março de 1917, que
acabou por derrubar a monarquia; e a Revolução de Novembro de
1917, que permitiu que os bolcheviques assumissem o poder.
REVOLUÇÃO RUSSA
SITUAÇÃO EXTERNA

A derrota russa na Guerra Russo-Japonesa (1904) aumentou o


endividamento do Estado. Várias revoltas populares estouraram e
foram duramente massacradas; dentre elas, o episódio mais
conhecido foi o “Domingo Sangrento” (1905), em que centenas de
trabalhadores pretendiam levar ao czar um abaixo-assinado
reivindicando melhores condições de vida e reforma política. Apesar
desse movimento ter sido pacífico, os trabalhadores foram recebidos
a tiros, e várias pessoas foram mortas. Ainda, a entrada da Rússia na
Primeira Grande Guerra fez com que os conflitos internos ficassem
ainda maiores contra o governo de Czar, que em 1906 transformou
seu governo em uma monarquia constitucional.
REVOLUÇÃO RUSSA
QUEDA DE CZAR

Apesar de oferecer uma abertura, o governo czarista não


aceitava a diminuição de seus poderes. Com isso, a Duma
(parlamento) teve sua existência constantemente
ameaçada pelas atitudes de Nicolau II. Em 1914, a entrada
da Rússia nos conflitos da Primeira Guerra Mundial ficou
marcada como sendo a gota d’água entre o poder de Czar e
as reivindicações da população russa. Os gastos e derrotas
militares nesse conflito inviabilizaram a sustentação do
absolutismo russo.
REVOLUÇÃO RUSSA
LÊNIN NO PODER

Em 1917 Czar abdica, ponto fim ao czarismo, e entra o


Governo Provisório em seu lugar, porém este novo governo
não atendeu a principal reivindicação popular (a saída da
Primeira Guerra). Lênin volta de seu exílio e começa uma
campanha para a saída da Rússia da guerra. Com o apoio
dos sovietes (Trotsky), em outubro de 1917, a Guarda
Vermelha faz a revolução e aclamam Lênin como líder.
Lênin era contra a ideia dos populistas russos
CRÍTICAS À (incluíndo Rosa Luxemburgo) que não era
possível um desenvolvimento capitalista na
ROSA Rússia no início do séc XX. Por isso, Lênin
lança três objeções: 
LUXEMBURGO
LÊNIN PRIMEIRA OBJEÇÃO:
Afirma que a necessidade do mercado externo
para um país capitalista não é, em absoluto,
determinada pelas leis da realização do
produto social, como dizem as formulações de
Rosa.

AS TRÊS OBJEÇÕES
SEGUNDA OBJEÇÃO: TERCEIRA OBJEÇÃO:

Lenin diz que os diferentes Lênin conclui que a expansão do


ramos da indústria não crescem capitalismo sobre todos os povos
de maneira uniforme, mas se do planeta não é a uma
ultrapassam reciprocamente, e consequência da mais-valia, pois
o ramo mais desenvolvido essa expansão já é posta no
procura um mercado externo. próprio conceito e na sua própria
origem cosmopolita de capital

AS TRÊS OBJEÇÕES
BERNSTEIN:

CRÍTICAS À Bernstein e Rosa Luxemburgo possuem


ideias antagônicas sobre como a sociedade
ROSA capitalista alcançaria o socialismo. Para
Rosa, era necessário travar uma luta
LUXEMBURGO revolucionária que conduzisse a sociedade,
e, para Bernstein, a sociedade seguiria um
BERNSTEIN curso progressista na qual o socialismo
poderia ser alcançado por meio de métodos
E CHESNAIS  pacifistas e parlamentares.

CHESNAIS: Chesnais, assim como Bernstein, mostra e demonstra em sua obra


que a integração mundial é realizada cada vez mais entre os
próprios países capitalistas desenvolvidos do que entre os
subdesenvolvidos e desenvolvidos. O imperialismo não busca a
expansão do seu mercado externo, mas novas fontes de matérias
primas e força de trabalho barata para suas indústrias. 
CRÍTICAS À
ROSA
LUXEMBURGO
ROSDOLSKY

Segundo Rosdolsky, Rosa não compreendeu a obra


‘’O Capital’’ de Marx pois subestimou a herança da
dialética hegeliana. Por subestimar Marx, ela
deixou de lado, dentro de certos limites e
condições, a ideia em que a sociedade capitalista
prescinde completamente de quaisquer elementos
externos para se desenvolver.
O LEGADO
DE ROSA 
Rosa Luxemburgo revolucionou por
ter sido uma mulher no espaço do
pensamento econômico, e apesar das
barreiras legais impostas sobre seu
gênero, nunca teve medo de expor
suas ideias a favor da liberdade dos
trabalhadores. 

Condenou Grande Guerra por colocar


jovens e trabalhadores lutando pelo
lucro dos grandes monopólios

Sua grande crítica ao militarismo e


ao imperliasmo tem fundamento até
os dias atuais. 
Rosa também debate sobre a igreja e
sobre o constante apoio que o clero
fornece aos capitalistas. Observa
que a Igreja começa a realizar
empréstimos para setores como a
indústria e o comércio (auxiliando
opressores)

Atualmente, existem denúncias para


diversas instituições religiosas sobre
o tema. Exemplos disso são a
suspeita da Igreja Anglicana de
financiar agiotagem no Reino Unido,
além dos escandalos de lavagem de
dinheiro ilegal ocorridos no Banco
do Vaticano.
A ausência de Marx e Engels abriu
espaço para discussões acerca do
futuro do marxismo e diversas
opiniões surgiram em decorrência
desse vácuo. Um resultado
interessante das opiniões de Rosa é a
criação de uma base para a teoria da
demanda efetiva com viés marxista. 

Economistas como Kalecki e


Preobrajenski se basearam nos
estudos de Rosa para formularem
teorias de ciclos econômicos
pautados na demanda efetiva.