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Ciências Naturais 8º

TERRA – UM PLANETA COM VIDA


Sistema Terra: da célula à biodiversidade
Condições próprias da Terra que a tornam o único
planeta com vida conhecida no Sistema Solar | resumo da
matéria | exercícios
A Terra como um sistema capaz de gerar vida | resumo da
matéria | exercícios
A célula como unidade básica da biodiversidade
existente na Terra | resumo da matéria | exercícios

SUSTENTABILIDADE NA TERRA

Ecossistemas
Níveis de organização biológica dos
ecossistemas | resumo da matéria | exercícios
Interações entre os seres vivos e o ambiente | resumo da
matéria | exercícios
Interações entre os seres vivos | resumo da
matéria | exercícios
Fluxo de energia | resumo da matéria | exercícios
Ciclo de matéria | resumo da matéria | exercícios
Equilíbrio dinâmico dos ecossistemas | resumo da
matéria | exercícios
Gestão dos ecossistemas e desenvolvimento
sustentável | resumo da matéria | exercícios
Influência das catástrofes no equilíbrio dos
ecossistemas | resumo da matéria | exercícios
Medidas de proteção dos ecossistemas | resumo da
matéria | exercícios

Gestão sustentável dos recursos


1
Classificação dos recursos naturais | resumo da
matéria | exercícios
Como são explorados e transformados os recursos
naturais | resumo da matéria | exercícios
Ordenamento e gestão do território | resumo da
matéria | exercícios
Associações e organismos públicos de proteção e de
conservação da Natureza | resumo da matéria | exercícios
Gestão de resíduos e da água | resumo da matéria | exercícios
Desenvolvimento científico e tecnológico e a melhoria
da qualidade de vida das populações humanas | resumo
da matéria | exercícios

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CONDIÇÕES PRÓPRIAS DA TERRA QUE A
TORNAM O ÚNICO PLANETA COM VIDA
CONHECIDA NO SISTEMA SOLAR

POSIÇÃO DA TERRA NO SISTEMA SOLAR

Onde se encontra o planeta Terra?


A Terra encontra-se no Sistema Solar e é o terceiro planeta mais
perto do Sol.

CONDIÇÕES PRÓPRIAS DA TERRA QUE A


TORNAM UM PLANETA COM VIDA

Que condições terão contribuído para o desenvolvimento e


a manutenção de vida na Terra?
 Distância ao Sol adequada
 que permite uma temperatura amena e a existência de
água nos três estados físicos
 Massa adequada
 que permite a retenção de uma atmosfera importante para
a respiração dos seres vivos, que os protege dos raios
ultravioleta (através da camada de ozono), que tem um efeito
moderador da temperatura (devido ao efeito de estufa) e que
protege a Terra contra meteoros
 Substrato rochoso
 que serve de suporte à vida
 Campo magnético
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 que serve de escudo contra partículas solares

Como evoluiu o planeta de modo a permitir a vida na


Terra?
1. Formação da Terra
 na fase inicial da Terra a superfície encontrava-se coberta
de lavas devido à intensa atividade vulcânica
2. Arrefecimento e solidificação da superfície
terrestre e formação dos oceanos
 quando se deu o arrefecimento do planeta, a superfície
rochosa solidificou e o vapor de água existente na atmosfera
condensou e precipitou formando os oceanos onde se formou
matéria orgânica
3. Redução da atividade vulcânica e aparecimento
dos primeiros seres vivos
 os primeiros seres vivos surgiram nos oceanos a partir de
matéria orgânica
4. Evolução da vida nos oceanos
 surgimento dos primeiros seres fotossintéticos que vão
alterar a composição da atmosfera
5. Formação da camada de ozono e aparecimento
dos seres vivos terrestres
 a atmosfera passa a ter uma composição semelhante à da
atualidade, o que permitiu o aparecimento dos seres vivos
terrestres
6. Evolução da biodiversidade
 a vida evolui e diversifica-se até à atualidade

Como evoluiu a atmosfera da Terra desde a sua formação?


 Atmosfera primitiva
 tinha como principais constituintes o nitrogénio,
o vapor de água, o dióxido de carbono, o metano e
a amónia (entretanto as quantidades de metano e amónia
foram diminuindo até desaparecerem). Esta composição da
atmosfera devia-se sobretudo à intensa atividade vulcânica
 Atmosfera atual
 o aparecimento de seres vivos fotossintéticos fez com que
a quantidade de dióxido de carbono diminuísse e surgisse
oxigénio em quantidades cada vez maiores na atmosfera. Hoje
a atmosfera tem como principais constituintes
o nitrogénio (78%), o oxigénio (21%), o vapor de
água (0,4%) e o dióxido de carbono (0,04%).
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Qual é a importância da camada de ozono?
Os átomos de oxigénio combinaram-se entre si e formaram uma nova
substância: o ozono. As moléculas de ozono foram-se acumulando
na estratosfera formando uma camada essencial à vida pois protege
os seres vivos das radiações ultravioletas.

Qual é a importância do efeito de estufa?


Alguns gases presentes da atmosfera têm a capacidade de reter a
energia que vem do Sol, o que vai fazer com que as temperaturas no
planeta sejam amenas. A este fenómeno dá-se o nome de efeito de
estufa.
Um dos principais gases com efeito de estufa é o dióxido de
carbono. Por isso é que a variação da temperatura ao longo dos
tempos está relacionada com a concentração deste gás na
atmosfera. Quanto maior a concentração de dióxido de
carbono, maior é a temperatura registada no planeta.

A TERRA COMO UM SISTEMA


CAPAZ DE GERAR VIDA

A TERRA COMO SISTEMA

Subsistemas da Terra
Do planeta Terra fazem parte:

 Geosfera: camada rochosa sólida externa da Terra, bem como


o seu interior
 Hidrosfera: água existente no planeta nos estados sólido e
líquido
 Atmosfera: camada gasosa que envolve a Terra

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 Biosfera: conjunto dos seres vivos que habitam a Terra e os
seus ambientes
Estes componentes do planeta estão interligados, influenciando-se
uns aos outros, estando assim dependentes uns dos outros. Por isso
mesmo são designados subsistemas do sistema Terra.

Exemplos de interações entre os vários subsistemas


 Atmosfera-Biosfera
 Os seres fotossintéticos retiram da atmosfera dióxido de
carbono e libertam oxigénio (fotossíntese)
 Os seres aeróbios retiram da atmosfera oxigénio e
libertam dióxido de carbono (respiração)
 Atmosfera-Hidrosfera
 A água dos rios, lagos e oceanos evapora acumulando-se
na atmosfera e que posteriormente pode precipitar voltando
assim à superfície terrestre (ciclo da água)
 Atmosfera-Geosfera
 Durante as erupções vulcânicas são libertados vários
gases para a atmosfera
 Hidrosfera-Biosfera
 Os seres vivos ingerem água pois é o seu principal
constituinte e é fundamental para as funções essenciais do
organismo
 A água é poluída por várias atividades humanas
 Hidrosfera-Geosfera
 A água tem uma ação erosiva sobre as rochas
 Biosfera-Geosfera
 A geosfera serve de suporte a grande parte da vida
terrestre
 As plantas retiram do solo grande parte dos nutrientes que
utilizam na fotossíntese
 Os produtos resultantes da decomposição de seres vivos
podem originar novas rochas como o carvão e o petróleo

Sistema Terra
Como existem trocas de energia e matéria entre os subsistemas da
Terra, são considerados sistemas abertos.
No entanto, o planeta Terra é considerado um sistema
fechado porque apesar de haver trocas de energia com o exterior,
as trocas de matéria são praticamente inexistentes.

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TEORIAS DA ORIGEM DA VIDA NA TERRA

Como terão surgido na Terra os primeiros seres vivos?


 Teoria do Criacionismo
 defende que a vida, o mundo e os seres vivos foram
criados por uma entidade divina (Deus)
 Hipótese Cosmozoica (ou Panspermia)
 defende que a vida surgiu na Terra através de corpos
vindo do Espaço
 Espontaneísmo
 defende que a vida surgiu a partir de matéria não viva de
forma espontânea
 Hipótese Evolucionista (desenvolvida por Oparin)
 defende que a vida surgiu a partir de uma “sopa
nutritiva” constituída por moléculas orgânicas que se
formaram a partir de moléculas mais simples na atmosfera
devido a descargas elétricas

Explicação da Hipótese Evolucionista proposta por Oparin


Os seres vivos são constituídos por matéria orgânica e a grande
dúvida sobre a origem da vida está relacionada sobre como se formou
essa matéria pela primeira vez no planeta.
Entende-se matéria orgânica a que provém de seres vivos. Então,
quando ainda não existiam seres vivos, como surgiu a primeira
matéria orgânica?

Segundo Aleksandr Ivanovich Oparin, a primeira matéria


orgânica formou-se a partir de moléculas simples presentes na
atmosfera e que, devido a descargas elétricas e radiação intensa,
deram origem aos primeiros compostos orgânicos que posteriormente
foram arrastados para os oceanos.
Na mesma época (início do século XX). John Haldane desenvolveu
trabalhos que levaram a resultados semelhantes aos de Oparin.
Com base no modelo proposto por Oparin e Haldane, em
1953, Harold Urey e Stanley Miller construíram um dispositivo
que pretendia recriar as condições existentes na Terra na altura do
aparecimento da vida. Nessa experiência foi possível criar compostos
orgânicos sem a presença de seres vivos, o que veio suportar a
Hipótese Evolucionista de Oparin.

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Teoria da origem da vida atualmente mais aceite
Hipótese Evolucionista (atualmente mais aceite)
 defende que a vida surgiu a partir de moléculas orgânicas
(protovida) formadas a partir do metano e da amónia nas fontes
hidrotermais existentes nos fundos oceânicos
Segundo esta teoria, após o surgimento das primeiras formas de vida,
a vida foi evoluindo, verificando-se uma explosão evolutiva há cerca
de 600 milhões de anos – o designado Big Bang evolutivo.

PAPEL DOS SUBSISTEMAS NA MANUTENÇÃO DE


VIDA NA TERRA
O ciclo da água e a formação do solo
Os seres vivos libertam para a atmosfera vapor de água que depois
pode precipitar e acumular-se nos lençóis de água subterrâneos, rios,
lagos, oceanos e glaciares. A água, juntamente com outros agentes
erosivos como o vento e os seres vivos, provoca a alteração das
rochas existentes na geosfera. Essa alteração das rochas conduziu,
em muitos locais, à formação do solo que é o suporte da vida em meio
terrestre.

O solo é o habitat de muitos seres vivos, serve de


suporte a grande parte da vida terrestre, retém água
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para ser utilizada pelas plantas e fixa nutrientes
essenciais para a vida.
Apesar de a formação do solo ser um processo muito lento, é muito
importante para a manutenção da vida na terra.

Papel de cada subsistema na manutenção de vida


 Geosfera
 constitui o substrato para a vida na terra e o reservatório
dos minerais essenciais à vida e é responsável pelo campo
magnético que serve de escudo contra partículas solares
 Hidrosfera
 constitui o maior habitat terrestre e o reservatório de água
para a manutenção da vida
 Atmosfera
 constitui uma proteção contra os raios ultravioleta (através
da camada de ozono), tem um efeito moderador da
temperatura (devido ao efeito de estufa), protege a Terra contra
meteoros e é constituída por gases essenciais à respiração
dos seres vivos
 Biosfera
 constitui a fonte de matéria orgânica (alimento) para a
manutenção da vida e as interações entre os seres vivos são
essenciais para a manutenção e evolução da vida na Terra

Equilíbrio no sistema Terra


A manutenção da vida na Terra está dependente de complexas
interações entre os subsistemas terrestres dado que a rutura do
equilíbrio de um dos subsistemas reflete-se em todos os outros.

A CÉLULA COMO UNIDADE BÁSICA


DA BIODIVERSIDADE EXISTENTE
NA TERRA
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A CÉLULA

Teoria celular
 Célula
 unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos

 Teoria Celular (Scleider e Schwann)


 considera que todos os seres vivos são formados por
células e que todas as células têm origem em células
preexistentes

Tipos de células
 Células procarióticas
 não têm núcleo bem definido (o material genético
encontra-se disperso no citoplasma)
 Células eucarióticas
 têm núcleo bem definido (o material genético encontra-se
rodeado por uma membrana)
As células eucarióticas podem ainda ser animais ou vegetais.
Distinguem-se por a célula eucariótica vegetal ter parede celular,
cloroplastos e vacúolos e a animal não.

Organelos presentes nas células e suas funções


 Núcleo/nucleoide
 responsável pela transmissão da informação genética
 Mitocôndrias
 responsáveis pela obtenção de energia
 Ribossomas
 intervêm na síntese proteica
 Retículo endoplasmático
 rede de canais responsável pela síntese e circulação de
compostos orgânicos
 Complexo de Golgi
 responsável pelo armazenamento e transporte de
compostos orgânicos
 Cloroplastos
 realiza a fotossíntese
 Vacúolos
 armazenam diversas substâncias (água, pigmentos,…)
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 Membrana celular
 limita as células
 Parede celular
 confere rigidez e forma à célula

BIODIVERSIDADE

O que é a biodiversidade?
 Biodiversidade
 variedade de espécies de seres vivos
 Seres vivos procariontes
 seres constituídos por uma única célula procariótica, ou
seja, são sempre unicelulares
 Seres vivos eucariontes
 seres constituídos por uma ou mais células eucarióticas,
ou seja, podem ser unicelulares ou pluricelulares

Classificação de seres vivos de Whittaker


 Reino Monera (Ex: batérias)
 procariontes e unicelulares
 autotróficos e heterotróficos por absorção
 produtores ou decompositores
 Reino Protista (Ex: algas, amibas)
 eucariontes unicelulares ou pluricelulares
 autotróficos fotossintéticos e heterotróficos por ingestão ou
absorção
 produtores, consumidores ou decompositores
 Reino Fungi (Ex: cogumelos e bolores)
 eucariontes unicelulares ou pluricelulares
 heterotróficos por absorção
 decompositores
 Reino Plantae (Ex: pinheiro)
 eucariontes pluricelulares
 autotróficos fotossintéticos
 produtores
 Reino Animalia (Ex: minhoca e o Homem)
 eucariontes pluricelulares
 heterotróficos por ingestão
 consumidores

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Níveis de organização dos seres vivos pluricelulares
 Célula: unidade básica dos seres vivos
 Tecido: conjunto de células
 Órgão: conjunto de tecidos
 Sistema de órgãos: conjunto de órgãos
 Organismo: conjunto de sistemas de órgãos

SUSTENTABILIDADE NA TERRA

Ecossistemas

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NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO
BIOLÓGICA DOS ECOSSISTEMAS

COMO SE ORGANIZAM OS SERES VIVOS ENTRE


SI?

Onde vivem os seres vivos?


Cada ser vivo precisa de condições específicas para sobreviver. O
local onde o ser vivo encontra essas condições chama-se habitat.

Habitat
 local onde um determinado ser vivo habita por encontrar as
condições necessárias à sua sobrevivência.

Níveis de organização dos seres vivos num ecossistema


Espécie
 conjunto de organismos geralmente semelhantes que, quando
cruzados entre si, originam descendência fértil.
População
 conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam um
determinado local (habitat) e que interagem entre si
Comunidade
 conjunto de populações que habitam um determinado
local (habitat) e que interagem entre si
Ecossistema
 conjunto dos seres vivos (comunidade), do meio onde habitam
(habitat), das relações entre si e com o meio.

Componente biótica e componente abiótica


Podemos afirmar então que um ecossistema é constituído por:

 uma componente biótica


 seres vivos e as relações entre si e com o meio
 e por uma componente abiótica
 meio onde vivem os seres vivos e os fatores abióticos que
os influenciam (água, luz, temperatura, solo, vento, etc…)
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Biomas
Biomas são conjuntos de ecossistemas em interação que são
condicionados pelas condições geográficas e pelo clima da região
onde se situam e que são caracterizados por um tipo dominante de
vegetação e macroclima.

Principais tipos de biomas


Biomas terrestres:

 Tundra
 Taiga
 Floresta temperada
 Floresta tropical
 Savana
 Chaparral
Biomas aquáticos:

 Oceanos
 Mangais
 Pântanos
 Rios

INTERAÇÕES ENTRE OS SERES


VIVOS E O AMBIENTE

O QUE SÃO FATORES ABIÓTICOS


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Fatores abióticos
Os fatores abióticos são os fatores do meio que influenciam os
seres vivos.
Os principais fatores abióticos são:

 a luz
 a temperatura
 a água
 o solo
 o vento

INFLUÊNCIA DA LUZ NAS PLANTAS

Fototropismo
As plantas necessitam de luz para sobreviver pois é a fonte de energia
que utilizam para realizar o processo de fotossíntese.

Por isso, as plantas têm tendência em se movimentar (lentamente) em


direção à luz solar. A este movimento dá-se o nome
de fototropismo.
Fototropismo
 movimento lento das plantas em direção à luz solar

Influência no desenvolvimento conforme a necessidade de


luz direta e intensa ou sombra
No entanto, existem plantas que se desenvolvem melhor sob a ação
de luz direta e intensa e outras que necessitam de sombra:

Plantas heliófilas
 desenvolvem-se melhor sob a ação direta de luz direta e intensa
Plantas umbrófilas
 necessitam para o seu desenvolvimento de sombra (ex: fetos
e musgos)

Influência do fotoperíodo (número de horas de luz diárias)


As plantas são classificadas conforme a influência do número de
horas diárias na sua floração:
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Plantas de dia longo
 florescem quando o fotoperíodo é, em média, superior a 12
horas
Plantas de dia curto
 florescem quando o fotoperíodo é, em média, inferior a 8 horas
Plantas indiferentes
 não são influenciadas pelo fotoperíodo

Estratificação vertical
Nas zonas com muita vegetação a luz condiciona
a distribuição das plantas:
Estrato herbáceo
 camada vegetal inferior
Estrato arbustivo
 camada vegetal intermédia
Estrato arbóreo
 camada vegetal superior.
As características de cada um destes estratos fornecem habitats
específicos para diferentes seres vivos.

INFLUÊNCIA DA LUZ NOS ANIMAIS

Fototaxia
Existem animais que são atraídos pela luz e outros que não suportam
a luz:

Animais lucífilos
 são atraídos pela luz – apresentam fototaxia positiva, ou seja,
deslocam-se em direção a uma fonte luminosa (ex: traças e
borboletas)
Animais lucífugos
 não suportam a luz – apresentam fototaxia negativa, ou seja,
deslocam-se em direção oposta a uma fonte luminosa (ex:
morcego e minhoca)

Influência da luz na sua atividade


Os animais realizam as suas atividades diárias em função da
presença ou ausência de luz:
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Animais diurnos
 encontram-se ativos durante o dia (ex: águia)
Animais notívagos (ou noturnos)
 encontram-se ativos durante a noite (ex: morcego e coruja)

Influência da luz na distribuição dos animais nos oceanos


No fundo dos oceanos, onde existe uma quase escuridão total,
apenas existem animais com adaptações próprias como os peixes
abissais. A maior parte dos seres marinhos encontram-se junto à
superfície.

Influência do fotoperíodo na reprodução


A reprodução de alguns animais é também condicionada pelo
fotoperíodo. Isso faz com que determinadas espécies tenham
determinadas épocas de reprodução. (ex: o veado tem
tipicamente o seu período reprodutor em outubro)

Influência do fotoperíodo na morfologia


Alguns mamíferos (ex:lebre-do-ártico) mudam a cor da sua
pelagem e algumas aves mudam a cor da sua penugem conforme o
fotoperíodo. Esta característica facilita a camuflagem do animal,
fazendo com que se confunda mais facilmente com o meio ambiente,
ficando assim mais protegido contra predadores.

Influência do fotoperíodo no comportamento


Migrações
 Deslocações regulares de um ser vivo para locais que conferem
melhores condições de sobrevivência. (ex: andorinha)
É o número de horas diárias que indica aos animais o momento para
iniciarem a sua migração.

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NAS PLANTAS

Adaptações das plantas à variação da temperatura

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Para sobreviver às condições desfavoráveis durante a estação fria
algumas plantas:

 perdem as folhas – plantas de folha caduca ou caducifólias (ex:


castanheiro)
 ficam reduzidas à parte subterrânea (ex: narciso)
 ficam reduzidas a sementes (ex: milho)

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NOS ANIMAIS

Intervalo de tolerância, temperatura ótima e


temperatura letal
A vida só é possível dentro de intervalos de temperatura que se
designam por intervalos de tolerância e que variam de espécie
para espécie. Dentro desse intervalo existe uma temperatura em que
o ser vivo se desenvolve melhor – temperatura ótima. No
entanto, se os limites desse intervalo forem ultrapassados atinge-se
uma temperatura letal que pode levar à morte do ser vivo.
De acordo com a sua amplitude térmica os seres vivos podem ser
classificados como:

Seres euritérmicos:
 se têm uma grande amplitude térmica (ex: lobo)
Seres estenotérmicos:
 se têm uma pequena amplitude térmica (ex: serpente)

Seres homeotérmicos e seres poiquilotérmicos


Seres homeotérmicos (ex: mamíferos e aves)
 conseguem manter a temperatura do corpo constante,
independentemente da temperatura ambiente
Seres poiquilotérmicos (ex: peixes, répteis e anfíbios)
 a temperatura do corpo varia conforme a temperatura ambiente

Adaptações dos animais às diferentes temperaturas do


meio ambiente
Adaptações comportamentais
Ambientes quentes:

 Estivação
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 redução da atividade durante a estação quente (ex:
caracol e crocodilo)
Ambientes frios:

 Hibernação
 redução da atividade durante a estação fria (ex: ouriço-
cacheiro e urso)
Migração
 Deslocação regular de um ser vivo para locais que conferem
melhores condições de sobrevivência. (ex: andorinha e baleia)

Adaptações corporais
Ambientes quentes:

 Orelhas grandes, o que permite aumentar a superfície de


perda de calor para o ambiente
 Pelo curto, para mais facilmente perder calor corporal
Ambientes frios:

 Orelhas pequenas, o que permite diminuir a superfície de


perda de calor para o ambiente
 Pelo longo, para mais dificilmente perder calor corporal
 Camada espessa de gordura, que impede a perda de
calor

Adaptações fisiológicas
Ambientes quentes

 arfar, o que permite perder calor


Ambientes frios

 ereção dos pelos, o que permite criar uma camada de ar


isolante junto à pele, diminuindo assim as perdas de calor

INFLUÊNCIA DA ÁGUA NOS SERES VIVOS


Importância da água para os seres vivos
Todos os seres vivos precisam de água para sobreviver pois é o seu
principal constituinte e é necessária para as suas funções vitais. Por
isso existe maior vegetação e animais nos locais com maior humidade
e pluviosidade.

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No entanto, nem todos os seres vivos dependem da mesma
quantidade de água:

Seres hidrófilos:
 vivem permanentemente na água (ex: polvo e nenúfar)
Seres higrófilos:
 vivem em locais húmidos (ex: minhoca e arrozal)
Seres mesófilos:
 necessitam de quantidades moderadas de água (ex: cavalo e
sobreiro)
Seres xerófilos:
 vivem em locais secos (ex: dromedário e cato)

Adaptações das plantas à escassez de água


Plantas de climas secos (ex. cato) apresentam:
 raízes longas e pouco profundas, para captar a maior
quantidade de água possível
 caules carnudos, para acumular água de reserva
 folhas de pequenas dimensões ou reduzidas a
espinhos, para não perderem água por transpiração

Adaptações dos animais à escassez de água


Os animais de clima seco podem apresentar:

 reservas de gordura que utilizam para produzir água (ex:


dromedário e camelo)
 revestimento impermeável que evita a perda de água por
transpiração (ex: escorpião)
Existem ainda animais (ex: gerbilo) que não
transpiram, produzem pouca urina e são mais ativos
durante a noite de forma a evitar perdas de água.

INFLUÊNCIA DO SOLO NOS SERES VIVOS

O substrato e a importância do solo para os seres vivos


A maioria dos seres vivos precisa de um substrato para realizarem
as suas atividades vitais e garantirem a sua sobrevivência. O
substrato é o meio sólido que serve de suporte à maior parte dos
seres vivos.
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Nos ambientes aquáticos encontramos:

 substratos moles, como os fundos arenosos que podem ser


encontrados no leito dos rios e nos oceanos
 substratos duros, como as rochas, sobre as quais vivem
animais como as lapas e os mexilhões.
Nos ambientes terrestres, os seres vivos desenvolvem as suas
atividades em interação com os solos.
O solo é a camada mais superficial da crusta terrestre, sendo
constituído por matéria orgânica, matéria mineral, água e ar. É
bastante importante porque funciona como habitat para uma grande
diversidade de seres vivos (ex: insetos, minhocas, toupeiras,
fungos e bactérias) e porque serve como meio de fixação para as
plantas e de captação de água e minerais essenciais para o seu
crescimento e desenvolvimento.

Influência do tipo de solo na distribuição dos seres vivos


A porosidade do solo influencia a distribuição dos seres vivos, pois
há seres vivos que povoam solos arenosos e outros solos mais
compactos.
No entanto, também a composição do
solo, permeabilidade, humidade e textura influenciam a
distribuição dos seres vivos.

INFLUÊNCIA DO VENTO NOS SERES VIVOS

Importância do vento
 Contribui para a dispersão de algumas sementes,
de modo a que estas se possam dispersar por uma maior área e
de forma a encontrarem condições mais apropriadas
à sobrevivências das plantas após a germinação
 É responsável pelo transporte de bactérias e
de fungos, bem como das suas estruturas reprodutoras
(esporos).
 Nos ambientes aquáticos, promove o arejamento das
águas e dá origem à ondulação dos oceanos

Influência do vento na morfologia dos seres vivos

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Em regiões muito ventosas encontram-se, preferencialmente, plantas
rasteiras e animais de pequeno porte e achatados.

Influência do vento no comportamento dos animais


 Os gafanhotos por vezes movimentam-se aproveitando a
deslocação das massas de ar, formando nuvens de gafanhotos
 As aves de rapina (ex: falcão) aproveitam as massas de ar
quente para planar, gastando assim menos energia
 As rotas de migração são influenciadas pelos ventos dominantes
em determinadas regiões

Relação entre as alterações do meio e a evolução ou a


extinção de espécies
Os fatores abióticos condicionam largamente a biodiversidade. No
passado, extinções em massa, provocadas por alterações súbitas
do meio ambiente, levaram ao desaparecimento de algumas espécies
e criaram condições propícias à diversificação e à dispersão de outras.

INTERAÇÕES ENTRE OS SERES


VIVOS

O QUE SÃO RELAÇÕES BIÓTICAS

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Relações bióticas – interações intraespecíficas e
interações interespecíficas
Relações bióticas
 interações entre os seres vivos que fazem parte de um
ecossistema
Interações intraespecíficas
 interações entre seres vivos da mesma espécie
Interações interespecíficas
 interações entre seres vivos de espécies diferentes

INTERAÇÕES INTRAESPECÍFICAS

Cooperação (+,+)
 Os indivíduos contribuem para o benefício comum do grupo
 Ex: As suricatas organizam-se na vigilância e na recolha de
alimento
Este tipo de relação estabelece-se quando seres da mesma
população se organizam em sociedades (ex: abelhas) ou
em colónias (ex: pinguins). Numa sociedade existe uma
organização hierárquica e uma divisão de tarefas, enquanto que numa
colónia não existe uma hierarquia nem funções diferenciadas.

Competição (-,-)
 Prejudicial para os seres vivos envolvidos
 Ex: Hipopótamos competem pela atenção das fêmeas
Motivos: luta por água, luz, alimento, território e fêmea.

A expressão máxima de competição intraespecífica é


o canibalismo, em que um indivíduo mata outro da mesma espécie,
alimentado-se deste. Tal pode acontecer pela necessidade de
nutrientes, estabelecimento de uma posição hierárquica, regulação do
número de indivíduos e pela eliminação de órfãos e crias que
possuem menos hipóteses de sobreviver.

RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS

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Mutualismo facultativo (+,+)
 Benefício para ambas as espécies, embora a relação não seja
fundamental para a sobrevivência dos indivíduos
 Ex: O bodião-limpador limpa a moreia aproveitando-se
dos seus restos alimentares

Mutualismo obrigatório (+,+)


 Benefício para ambas as espécies, sendo esta uma relação
fundamental para a sobrevivência dos intervenientes
 Ex: associação entre algas unicelulares e fungos (que
originam líquenes) em que os fungos fornecem água e
minerais às algas e estas fornecem compostos orgânicos
aos fungos

Competição (-,-)
 Prejudicial para os seres vivos envolvidos
 Ex: Leões e hienas competem pelo território, água e
alimento
Motivos: luta por água, luz, alimento, território e solo.

Predação (+,-)
 Benefício para o predador e prejuízo para a presa
 Ex: O urso preda o salmão
Características que favorecem a caça: garras desenvolvidas e bicos
fortes e encurvados (ex: águia) e dentes aguçados e mandíbulas
fortes (ex: leão).
Tanto predadores como presas podem ter ainda a capacidade
de camuflagem ou de mimetismo de forma a passarem
despercebidos. Na camuflagem adquirem aspetos semelhantes aos
da natureza (ex: bicho-pau), e no mimetismo adquirem aspetos
semelhantes a outros seres vivos (ex: falsa-cobra-coral).

Parasitismo (+,-)
 Benefício para o parasita e prejuízo para o hospedeiro
 Ex: Uma ténia pode ser encontrada no intestino de
vários animais como o porco ou até de um ser humano e
vive às custas dos seus nutrientes prejudicando-o
causando doenças ou até a morte
Os parasitas classificam-se quanto ao modo de vida:

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 ectoparasitas, se vivem no exterior do corpo do
hospedeiro (ex: pulga)
 endoparasitas, se vivem no interior do corpo do
hospedeiro (ex: ténia)
Também se classificam quanto ao tamanho:

 microparasita, se forem pequenos e e com tempos de


gestação muito curtos (ex: vírus e bactérias)
 macroparasitas, se forem maiores e com tempos de
gestação mais longos (pulgas, carraças, ténias e lombrigas)

Comensalismo (+,0)
 Benefício para o comensal e indiferente para o outro indivíduo
 Ex: A rémora é transportada pelo tubarão, aproveita os
seus restos alimentares e é protegida por ele, e para o
tubarão esta relação é indiferente

Amensalismo (-,0)
 Prejuízo para o amensal e indiferente para o inibidor
 Ex: O fungo penicillium produz substâncias que inibem o
desenvolvimento de bactérias.

COMO PODEM AS RELAÇÕES BIÓTICAS


CONDICIONAR A DINÂMICA DOS ECOSSISTEMAS
O número de indivíduos de uma população num ecossistema varia ao
longo do tempo até atingir o equilíbrio. Este equilíbrio depende das
relações que se estabelecem entre o número de indivíduos, do espaço
ao seu dispor, da quantidade de alimento disponível e do número de
predadores.

Por exemplo, se o número de predadores num determinado


ecossistema diminuir, isso não significará que será algo bom para a
população das suas presas. Isto porque o número de indivíduos dessa
população vai aumentar e poderá deixar de haver alimento para tantos
indivíduos.

Outro exemplo está relacionado com a introdução de espécies típicas


de outras regiões num ecossistema onde não encontram predadores,
o que fará com que várias espécies desse ecossistema possam se
extinguir.
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