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Nº 199, terça-feira, 17 de outubro de 2017 1 ISSN 1677-7042 29

talidade e um ambiente facilitador à vida com condições dignas de IV- a oferta de alimentos adequados e saudáveis para as §3º: Os Contratos, Termos de Referências e demais ins-
existência e pleno desenvolvimento; trumentos a serem celebrados para contratação de serviços de ali-
crianças que estão em companhia das mães que cumprem pena pri- mentação conterão detalhamento quanto aos tipos de alimentos e
CONSIDERANDO a importância da intersetorialidade por
meio de políticas, programas, ações governamentais e não gover- vativa de liberdade, respeitando as quantidades, a qualidade e a con- refeições que serão fornecidos, bem como tempo e horário de entrega,
namentais para a execução da Política Nacional de Alimentação e garantindo que o disposto no art. 3º desta Portaria seja observado,
sistência conforme diretrizes e princípios estabelecidos no Guia Ali- assim como as recomendações do Guia Alimentar para a População
Nutrição, por meio de ações articuladas entre saúde, assistência so-
cial, justiça, sociedade civil, ação social, entre outros; mentar para crianças menores de 2 anos. Brasileira e de outros instrumentos orientadores relacionados.
CONSIDERANDO os princípios constitucionais e a respon- Art. 8º - A Vigilância Sanitária local é a responsável pela
Art. 2º - O planejamento, a organização, a direção, a su- garantia da manutenção da qualidade de todos os processos e deve
sabilidade do Estado pela custódia das pessoas e a autonomia do informar ao Conselho Municipal de Saúde, o Conselho Penitenciário,
arranjo interfederativo no campo da saúde pública brasileira e da pervisão e avaliação dos serviços de alimentação e nutrição que
o Juízo da execução penal, o Conselho Municipal de Segurança
justiça; e fornecem refeições para pessoas privadas de liberdade são de res- Alimentar e Nutricional (quando estiver instalado), o Ministério Pú-
CONSIDERANDO que é responsabilidade do Estado ofe- blico e a Defensoria Pública semestralmente da qualidade da água e
recer orientações e suporte técnico e operacional para o desenvol- ponsabilidade do profissional nutricionista, registrado no respectivo da alimentação oferecida às pessoas privadas de liberdade e qualquer
vimento de boas práticas, da segurança alimentar e nutricional e conselho profissional e objetiva a otimização da saúde e diminuição anormalidade acontecida neste intervalo.
contribuir para a garantia do direito à alimentação de todos os bra- Art. 9º Os produtos alimentícios a serem adquiridos para as
sileiros, resolve: do risco de doenças pelo consumo insuficiente ou excessivo de algum unidades prisionais deverão atender ao disposto na legislação de ali-
Art. 1º - A Alimentação e Nutrição das pessoas privadas de nutriente. mentos, estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária -
liberdade regem-se pelas diretrizes da Política Nacional de Alimen- ANVISA do Ministério da Saúde - MS e pelo Ministério da Agri-
Art. 3º - As refeições oferecidas deverão ser planejadas para cultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.
tação e Nutrição (PNAN) e pela Política Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional (PNSAN) e deve garantir: cobrir, 100% das necessidades nutricionais diárias dos indivíduos e § 1º Os relatórios de inspeção sanitária dos alimentos uti-
I - a promoção da alimentação adequada e saudável, com- lizados deverão permanecer à disposição por um prazo de cinco anos.
grupos atendidos. § 2º Cabe às unidades prisionais adotar medidas que ga-
preendendo o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a rantam a aquisição, o transporte, a estocagem e o preparo/manuseio
cultura, as tradições e os hábitos alimentares saudáveis, contribuindo § 1º Considerando o Guia Alimentar para a população bra-
de alimentos com adequadas condições higiênico-sanitárias até o seu
para a manutenção da saúde, em conformidade com a faixa etária, sileira, as refeições deverão ser feitas em horários regulares, pre- consumo pelas pessoas privadas de liberdade no sistema prisional.
inclusive dos que necessitam de atenção nutricional específica. Art. 10 - O sistema de informação da Atenção Básica vigente
II - a criação de condições e ambientes que permitam o ferencialmente em companhia. Às pessoas privadas de liberdade, de- deverá ser alimentado semestralmente, visando o monitoramento dos
aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e o aleitamento ma- verão ser ofertadas, minimamente, cinco refeições diárias: o desjejum, indicadores do estado nutricional e de consumo alimentar das pessoas
terno continuado até os dois anos da criança ou mais, que está em privadas de liberdade.
companhia da mãe que cumpre pena privativa de liberdade, em ca- o almoço, o lanche, o jantar e a ceia. Os cardápios devem ser cal- Parágrafo único: Os indicadores do estado nutricional e de
ráter transitório. culados com base nas recomendações (e alterações posteriores) da consumo alimentar serão monitorados pelo gestor responsável pela
III - o fornecimento de uma alimentação adequada e sau- saúde na unidade, que informará o Conselho Municipal de Saúde, o
dável para a lactante, de modo que suas necessidades nutricionais Organização Mundial da Saúde - OMS, que apresentam os seguintes Juízo da execução penal, o Conselho Penitenciário, o Conselho Mu-
sejam alcançadas para a produção do leite materno. valores de referência: nicipal de Segurança Alimentar e Nutricional (quando estiver ins-
talado), o Ministério Público e a Defensoria Pública semestralmente;
Art. 11 - É vedado às unidades prisionais suspender, reduzir
Tabela: Valores de referência para nutrientes ou suprimir as refeições das pessoas privadas de liberdade a título de
punição ou condicionar seu fornecimento ao comportamento ou pres-
tações de serviços;
. Nutrientes Valores diários Desjejum/lanche/ceia Almoço/jantar Art. 12 - O gestor de saúde prisional é o responsável por
. Valor Energético Total 2.000 kcal 300-400 kcal 600-800 kcal promover o fortalecimento da participação do controle social no pla-
Carboidrato 50-75% 50-75 % 50-75 % nejamento, execução, monitoramento e avaliação de programas e
ações de alimentação e nutrição voltadas para as pessoas privadas de
.

. Açúcar livre < 10 % < 10 % < 10 % liberdade.


. Proteína 10 -15% 10-15 % 10-15% Art. 13 - As dúvidas e casos omissos exarados nesta portaria
Gordura Total 20- 35% 20-35 % 20-35 % serão dirimidos pelo Departamento de Atenção Básica, Departamento
de Ações Programáticas Estratégicas da SAS/MS e pelo Departa-
.

. Gordura Saturada <10% <10 % <10% mento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça.
. Fibra >25g 4-5 g 7-10 g Art. 14 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua
. Sódio < = 2000 mg 300-400 mg 600-800 publicação.
CESAR MECCHI MORALES
§ 2º Os valores de referência para nutrientes previstos neste § 10º - Cardápios especiais deverão ser oferecidos indivi-
artigo são destinados à população adulta, e podem ser alterados, em dualmente quando houver indicação por razões de saúde ou exigência
função da faixa etária ou em condições de dietas especiais e restrições religiosa. Eles devem acompanhar o padrão do cardápio da alimen- DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL
alimentares. tação normal, ajustados às necessidades requeridas.
§ 3º - A base para a elaboração dos cardápios deve ser de § 11 - Deve ser oferecida água potável e própria para o DIRETORIA EXECUTIVA
alimentos in natura e minimamente processados utilizando sal, açúcar, consumo sob livre demanda para os grupos.
óleos e gorduras em pequenas quantidades, conforme Guia Alimentar § 12 - Recomenda-se evitar a oferta de bebidas com baixo COORDENAÇÃO-GERAL
para População Brasileira vigente. valor nutricional tais como refrigerantes e refrescos artificiais, be- DE CONTROLE DE SEGURANÇA PRIVADA
§ 4º - A oferta e a comercialização de alimentos processados bidas ou concentrados à base de xarope de guaraná ou groselha, chás
deve ser limitada e os alimentos ultraprocessados devem ser evitados prontos para consumo e outras bebidas similares.
na composição das refeições, conforme Guia Alimentar para Po- Art. 4º - É recomendável que do total dos recursos finan- ALVARÁ N o- 4.976, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017
pulação Brasileira vigente. ceiros destinados à aquisição de gêneros alimentícios, no mínimo
I- Para efeito desta Portaria, consideram-se alimentos ul- 30% (trinta por cento) sejam utilizados na aquisição de gêneros ali- O COORDENADOR-GERAL DE CONTROLE DE SER-
traprocessados com quantidades excessivas de açúcar, gordura e sódio mentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor fa- VIÇOS E PRODUTOS DA POLÍCIA FEDERAL, no uso das atri-
as formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de miliar rural ou de suas organizações, nos termos da Lei 11.326, de 24 buições que lhe são conferidas pelo art. 20 da Lei 7.102/83, re-
substâncias extraídas de alimentos, derivadas de constituintes de ali- de Julho de 2006, Decreto Presidencial n. 8473, de 22 de Junho de gulamentada pelo Decreto nº 89.056/83, atendendo à solicitação da
mentos ou sintetizadas em laboratório com base em matérias or- 2015 e Resoluções n. 50 de 2012 e n. 56 de 2013, do Grupo Gestor parte interessada, de acordo com a decisão prolatada no Processo nº
gânicas como petróleo e carvão. do Programa de Aquisição de Alimentos. 2017/30865 - DELESP/DREX/SR/DPF/CE, resolve:
§ 5º - A oferta de alimentos enlatados, embutidos, alimentos Art. 5º Recomenda-se o cultivo de hortas e a elaboração de DECLARAR revista a autorização de funcionamento de ser-
compostos (dois ou mais alimentos embalados separadamente para preparação culinárias dentro da unidade prisional por pessoas pri- viço orgânico de segurança privada na(s) atividade(s) de Vigilância
consumo conjunto), preparações semiprontas ou prontas para o con- vadas de liberdade, sendo essa atividade contabilizada em sua jornada Patrimonial, válida por 01(um) ano da data de publicação deste Al-
sumo, ou alimentos concentrados (em pó ou desidratados para re- de trabalho. vará no D.O.U., concedida à empresa MARACANAU SHOPPING
constituição) devem ser evitados, sugerindo sua oferta no máximo Art. 6º - Se a produção das refeições for realizada na Uni- CENTER, CNPJ nº 05.825.973/0001-83 para atuar no Ceará.
duas preparações por semana. dade de Alimentação e Nutrição da unidade prisional, os espaços e
§ 6º - Recomenda-se que do total dos recursos financeiros processos de armazenamento, preparo, distribuição e consumo de- CARLOS ROGERIO FERREIRA COTA
destinados à aquisição de gêneros alimentícios, no máximo 30% (trin- verão estar de acordo com a Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro
ta por cento) sejam utilizados para a aquisição de alimentos enlatados,
embutidos, doces, alimentos compostos (dois ou mais alimentos em- de 2002, a Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004, a ALVARÁ Nº o- 4.983, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017
balados separadamente para consumo conjunto), preparações semi- Resolução RDC nº 218, de 29 de Julho de 2005, a Resolução RDC nº
prontas ou prontas para o consumo, ou alimentos concentrados (em 52, de 29 de Setembro de 2014, da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária e demais normas sanitárias locais. O COORDENADOR-GERAL DE CONTROLE DE SERVI-
pó ou desidratados para reconstituição). ÇOS E PRODUTOS DA POLÍCIA FEDERAL, no uso das atribuições que
§ 7º - Os cardápios deverão oferecer, no mínimo, cinco Art. 7º - Se os alimentos não forem preparados na unidade
prisional, a empresa responsável pelo preparo, transporte e distri- lhe são conferidas pelo art. 20 da Lei 7.102/83, regulamentada pelo Decreto
porções de frutas, verduras e/ou legumes in natura por dia (400g/dia) nº 89.056/83, atendendo à solicitação da parte interessada, de acordo com a
nas refeições ofertadas, sendo que as bebidas à base de frutas não buição deve estar licenciada pela autoridade sanitária competente,
mediante a expedição de licença ou alvará para esta incumbência e decisão prolatada no Processo nº 2017/66290 - DPF/PCA/SP, resolve:
substituem a oferta de frutas in natura. DECLARAR revista a autorização de funcionamento de ser-
§ 8º - Cabe ao nutricionista, responsável técnico, a definição cumprir as mesmas normas, assim como implementar as mesmas
do horário e do alimento adequado a cada tipo de refeição, respeitada diretrizes as quais estão submetidas as Unidade de Alimentação e viço orgânico de segurança privada na(s) atividade(s) de Vigilância
a cultura alimentar. Nutrição das unidades prisionais. Patrimonial, válida por 01(um) ano da data de publicação deste Al-
§ 9º - Os cardápios deverão conter informações sobre o tipo §1º: Os espaços e processos para transporte, armazenamento vará no D.O.U., concedida à empresa CATERPILLAR BRASIL LT-
de refeição, o nome da preparação, os ingredientes que a compõe e provisório, finalização do preparo, de distribuição e de consumo des- DA, CNPJ nº 61.064.911/0001-77 para atuar em São Paulo.
sua consistência, bem como informações nutricionais de energia, ma- tes alimentos deverão obedecer às Resoluções de Diretoria Colegiada
cronutrientes, micronutrientes prioritários (vitaminas A e C, mag- (RDC) nº 216, de 15 de setembro de 2004, nº 218, de 29 de Julho de CARLOS ROGERIO FERREIRA COTA
nésio, ferro, zinco e cálcio) e fibras, e ainda: 2005 e nº 52, de 29 de Setembro de 2014, da Agência Nacional de
I - Os cardápios devem apresentar a identificação (nome e Vigilância Sanitária (Anvisa) e demais normas sanitárias locais. ALVARÁ N o- 5.154, DE 29 DE SETEMBRO DE 2017
CRN) e a assinatura do nutricionista responsável por sua elabora- §2º: O armazenamento e o transporte do alimento preparado,
ção. da distribuição até a entrega ao consumo, deve ocorrer em condições
II - Os cardápios devem estar disponíveis às pessoas privadas de tempo e temperatura que não comprometam sua qualidade hi- O COORDENADOR-GERAL DE CONTROLE DE SER-
de liberdade em locais visíveis na unidade prisional. giênico-sanitária. A temperatura do alimento preparado deve ser mo- VIÇOS E PRODUTOS DA POLÍCIA FEDERAL, no uso das atri-
III - Os cardápios devem ser apresentados ao Conselho Mu- nitorada durante essas etapas. Para conservação a quente, os ali- buições que lhe são conferidas pelo art. 20 da Lei 7.102/83, re-
nicipal/Estadual de Saúde, ao Conselho Penitenciário, ao Juiz Cor- mentos devem ser submetidos à temperatura superior a 60ºC (sessenta gulamentada pelo Decreto nº 89.056/83, atendendo à solicitação da
regedor da unidade prisional, ao Conselho Municipal/Estadual de graus Celsius) por, no máximo, 6 (seis) horas, nos termos da RDC nº parte interessada, de acordo com a decisão prolatada no Processo nº
Segurança Alimentar e Nutricional. 216, de 15 de setembro de 2004. 2017/66479 - DPF/BRA/BA, resolve:
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