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Noções de Criminologia p/ Agente, Escrivão e Perito Criminal - Polícia Civil SP

Teoria e Exercícios
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pressupõe determinações estruturais, por um lado, e construções sócio-

psicológicas do controle social, por outro. Na linha desse raciocínio, o que

realmente se sanciona não é o fato punível, mas a posição social

marginal do autor. Assim, o crime não seria realidade ontológica pré-

constituída, mas realidade social construída por juízos atributivos

do sistema de controle, determinados menos pelos tipos legais e mais

pelos elementos atuantes no psiquismo do operador jurídico, como

estereótipos e preconceitos, que decidem sobre a aplicação das regras

jurídicas e, portanto, sobre o processo de filtragem da população

criminosa.

O processo seletivo de criminalização acontece em duas

etapas: a criminalização primária e a criminalização secundária. A

primária compreende a definição das normas e a secundária consiste na

imposição das normas. Em regra geral, são as autoridades políticas

(parlamentares e executivos) que exercem a criminalização primária,

enquanto que as autoridades judiciais (policiais, promotores, advogados,

juízes) realizam a criminalização secundária.

Na criminalização primária as normas são criadas levando em

consideração os valores existentes em dado momento e em determinada

sociedade, que são as premissas principais das quais se deduzem as

regras específicas. A partir disso sabe-se quais as ações que são

aprovadas e que são proibidas no âmbito social; o valor positivo é a

aprovação do comportamento humano, o valor negativo é a reprovação

deste.

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Segundo a doutrina, a criminalização secundária é o processo de

imposição das normas, que acontece nas seguintes etapas: policiais

indiciam um individuo que supostamente praticou um crime (ato

criminalizado primariamente) e o submetem ao Judiciário para que seja

instaurado um processo contra ele, onde será provado se ele praticou ou

não um delito; em caso afirmativo legitima-se a imposição de uma pena

que será executada pela agência penitenciária.

O procedimento da criminalização secundária também ocorre de

forma seletiva e desigual. A diferença da criminalização primária em

relação à secundária é que aquela se refere somente a condutas

tipificadas criminosas, enquanto esta diz respeito à ação punitiva

sobre pessoas concretas. Na criminalização primária o processo de

seleção se dá de forma abstrata, pois as autoridades políticas não sabem

ao certo qual indivíduo será selecionado. A seletividade se concretiza na

fase da criminalização secundária. Nesse momento as autoridades de

criminalização secundária decidem quem serão as pessoas criminalizadas

e as vítimas potenciais. A seleção recai sobre pessoas sem acesso ao

poder político e econômico, que têm baixas defesas perante o poder

punitivo e mais facilmente se tornam vulneráveis à criminalização

secundária.

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Prevenção da infração penal no Estado democrático de

direito

O Estado de Direito, ao objetivar a prevenção da criminalidade em

prol da paz e da harmonia social, utiliza-se de duas importantes medidas

como combate ao delito: ações indiretas e diretas.

Assim, meus caros, aprofundando mais um pouco, as medidas

indiretas agem sobre o crime de forma mediata, procurando cessar

as causas e os efeitos do delito. Tais medidas buscam as causas possíveis

da criminalidade, próximas ou remotas, genéricas ou específicas. As

atuações indiretas devem se concentrar tanto no indivíduo quanto no

meio em que ele vive; algo que a Criminologia Moderna chama de

prevenção primária e terciária.

Quanto ao indivíduo, as ações devem observar sua característica

pessoal, contornando seu caráter e seu temperamento, em busca do

ajuste de sua conduta. Procura-se analisar o meio social sob seu múltiplo

estilo de ser, de forma ampla, visando uma redução de criminalidade

e a sua prevenção. Observa-se que a associação de medidas sociais,

políticas e econômicas, entre outras, pode proporcionar uma sensível

melhoria de vida ao ser humano.

O meio no qual o indivíduo está inserido pode levá-lo à

criminalidade. A importação de culturas e valores, a globalização

econômica, a criminalidade transnacional; associadas à desorganização

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que prevê a reação social estatal por meio de três modelos distintos:

dissuasório, ressocializador e restaurador (integrador).

O modelo dissuasório baseia-se na repressão por meio da punição

ao agente criminoso, como forma de mostrar a todos que o crime não

compensa e que gera sanção. Por esse modelo, aplica-se a pena somente

aos imputáveis e semi-imputáveis, cabendo aos inimputáveis o

tratamento psiquiátrico.

Os protagonistas neste modelo são o Estado e o delinquente,

restando excluídos a vítima e a sociedade. As sanções penais somente

são aplicadas aos imputáveis e semi-imputáveis, vez que os inimputáveis

são submetidos a tratamento psiquiátrico. Procura persuadir o

delinquente a não praticar o delito por meio da intimidação do sistema

retributivo.

A exclusão da vítima e sociedade por este modelo lhe rende

severas críticas de Antonio García-Pablos de Molina, devido a importância

que exercem no questionamento da gênese e da etiologia do delito, além

de potencializar os conflitos ao invés de resolvê-los devido ao

retribucionismo exagerado.

O modelo ressocializador prevê a intervenção na vida e na pessoa

do infrator, não apenas com a punição, mas também com a possibilidade

de reinserção social.

A reação ao delito passa a se preocupar com a utilidade do castigo,

também para o delinquente. Avalia a efetividade do sistema sob o ponto

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de vista do real impacto da punição na pessoa do condenado, sem se

preocupar com os ideais abstratos da pena. Por conseguinte, o paradigma

ressocializador faz com que o Estado assuma a natureza social da

criminalidade, não se conformando simplesmente com a retribuição do

mal praticado, ou caráter preventivo das penas, exigindo uma intervenção

positiva na pessoa do condenado, ou seja, do afastamento dos efeitos

nocivos da punição. A partir desta premissa de melhoras no regime de

cumprimento das penas, busca-se preparar o condenado a participar do

corpo social sem traumas ou condicionamentos.

Já o modelo restaurador (integrador), também conhecido como

“justiça restaurativa”, objetiva restabelecer o status quo ante, visando à

reeducação do infrator, à assistência à vítima bem como ao controle

social afetado pelo crime.

Este modelo visa solucionar o problema criminal por meio de ação

conciliadora, que procura atender aos interesses e exigências de todas

as partes envolvidas. Ao compreender o crime como um fenômeno

interpessoal, defende que as pessoas envolvidas devem participar da

solução do conflito por meios alternativos, distanciados de critérios legais,

e formalismo.

As vantagens de uma justiça comunitária é que a pacificação social

do problema minimiza os efeitos da persecução tradicional, afastando o

caráter ameaçador das penas, humilhações, e demais consequências

malfazejas. A solução virá de partes legítimas, e por isso as chances de

pacificação revelam-se elevadas.

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Nesse patamar, existe controvérsia relativa ao alcance da justiça

integradora quanto a natureza e gravidade dos delitos, além do perfil da

vítima e delinquente. Há quem defenda a universalidade e generalidade

da conciliação e mediação do conflito criminal sem ressalvas, e aqueles

que sustentam a incidência da justiça comunitária para determinados

delitos, e delinquentes primários, de modo a não se distanciar da

realidade.

Parece ser mais correta esta última vertente, sendo difícil conceber

uma justiça restauradora em delitos de elevada gravidade, a exemplo de

infrações penais como o homicídio, latrocínio, etc. Apesar disso, Molina

afirma que os procedimentos conciliatórios recuperaram a face humana

do conflito criminal, redefinindo o próprio ideal de justiça que refuta o

caráter excludente do castigo através de uma proposta de soluções

alternativas, cuja solidariedade e construtivismo deverão nortear as

partes na celebração de compromissos.

O modelo integrador redefine o próprio ideal de justiça.

Concebe o crime como conflito interpessoal concreto, real, histórico,

resgatando uma dimensão que o formalismo jurídico havia neutralizado.

Orienta a resposta do sistema mais à reparação do dano que o infrator

causou a sua vítima, às responsabilidades deste e às da comunidade, do

que ao castigo em si.

Vejamos uma possível questão de prova:

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(Criminologia – Polícia Civil – 2016) Julgue os itens com base na

Criminologia.

A Teoria da Reação Social prevê a reação social estatal por meio de três

modelos distintos: primário, secundário e terciário.

Gabarito: E.

Há, também, a Teoria da Pena que reconhece a pena como uma

espécie de retribuição, de privação de bens jurídicos, imposta ao

delinquente em razão do ilícito cometido. O estudo da pena constata a

existência de três grandes correntes: teorias absolutas, relativas e

mistas.

As teorias absolutas encaram a pena como um imperativo de

justiça, negando fins utilitários. As teorias relativas ensejam um fim

utilitário para a punição, sustentando que o crime não é causa da pena,

mas ocasião para que seja aplicada. Já as teorias mistas conjugam as

duas primeiras, sustentando o caráter retributivo da pena.

A prevenção geral vislumbra a pena como intimidadora daqueles

que são propensos a cometer delitos. Já a prevenção especial analisa o

delito sob os fatores endógenos e exógenos, em busca da reeducação do

indivíduo e de sua recuperação.

A prevenção geral da pena instala-se sob dois ângulos: o negativo

e o positivo. Pela prevenção geral negativa, conhecida como prevenção

por intimidação, a pena serve para que todos os membros do grupo social

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observem uma dada condenação e não venham a cometer uma prática

delituosa. A prevenção geral positiva ou integradora busca sensibilizar a

consciência geral, disseminando o respeito aos valores mais importantes

da comunidade e, por conseguinte, à ordem jurídica.

No Estado Democrático de Direito, o poder político estatal é juridicamente

limitado, isto é, apenas pode ser exercido inserido em determinadas

restrições definidas pela ordem jurídico-política constitucional, marcada

pelas dimensões de legalidade, separação de poderes e proteção aos

direitos fundamentais.

Tal modelo de organização política de poder pressupõe que os

indivíduos têm certos direitos indispensáveis à própria existência e ao

desenvolvimento da personalidade humana, que constituem verdadeiras

barreiras de proteção contra a utilização arbitrária do poder do Estado. O

indivíduo é considerado como efetivo sujeito de direito frente à

comunidade e do próprio Estado, cuja atividade deve estar norteada pelos

princípios e garantias impostas pela Constituição Federal.

A atuação repressiva do Estado em face dos indivíduos que

praticam condutas tipificadas como crimes é uma atividade indispensável

para a manutenção da ordem jurídico-política. Porém, no Estado

Democrático de Direito, o exercício do poder punitivo estatal é

juridicamente limitado pela instituição de amplas garantias que

devem nortear a edificação e a aplicação da política criminal, como

o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa, a presunção de

inocência, o juiz natural, a motivação das decisões, etc.

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Dessa forma, o processo penal constitui é o instrumento pelo qual o

Estado exerce o seu poder punitivo, buscando a aplicação da pena ao

autor da infração.

Por outro lado, o processo também pode ser visualizado sob o

aspecto da tutela dos direitos fundamentais, ou seja, como uma

garantia do indivíduo de que não será submetido a uma pena sem a

observância dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal.

Com efeito, em uma ordem constitucional fundada na instituição de

amplas garantias e direitos individuais, como é o caso do Estado

brasileiro, o processo penal deve necessariamente se desenvolver visando

à efetivação dessas premissas.

Pessoal, o Estado possui o monopólio da aplicação da lei penal.

Porém, existem regras constitucionais e legais que limitam e determinam

como a lei penal possa ser aplicada. Para tanto, deve o Estado

Administração, nos crimes de ação penal pública, após a produção de

uma prova mínima, levar o caso ao Estado Juiz, para que este se

manifeste sobre a aplicação ou não da sanção penal ao caso concreto.

A atuação do Estado encontra na Constituição federal e nas leis

limitações que impedem que o Estado produza todo tipo de prova em face

dos acusados. O Estado é o primeiro a ter de respeitar, então, essas

limitações.

Prevenção de crime é um conceito aberto. Para alguns é dissuadir

o delinquente a não cometer o ato, para outros é mais, importa inclusive

na modificação de espaços físicos, novos desenhos arquitetônicos,

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aumento da iluminação pública com o intuito de dificultar a prática do

crime e para um terceiro grupo é apenas o impedimento da reincidência.

Há três tipos de prevenção, todas distintas entre si, seja quanto e

maior ou menor relevância etiológica dos programas, seja quanto aos

destinatários aos quais se dirigem nos instrumentos e os mecanismos que

utilizam.

A prevenção primária procura agir a raiz do conflito criminal, para

neutralizá-lo antes que o problema se manifeste. (através de uma

socialização proveitosa de acordo com os objetivos sociais).

Para que haja prevenção primária, são necessárias estratégias de

política cultural, econômica e social, que capacitem os cidadãos de

condições sociais que os ajudem a superar de forma produtiva eventuais

conflitos. Se, principalmente os governantes dedicassem atenção,

respeito e seriedade ao assunto, poderia também ser cobrado da

sociedade a sua efetiva parcela de contribuição.

O importante é que está escrito, é Lei, todos conhecem, o triste é

que não há cumprimento a risca daquilo que poderia ser o fechamento

dessa cicatriz que de uma forma ou de outra causa enormes prejuízos ao

País.

A chamada prevenção secundária opera onde e quando o conflito

acontece, nem antes nem depois. E se caracteriza pelas ações policiais,

pelo controle dos meios de comunicação, da implantação da ordem social

e se destina a atuar sobre os grupos e subgrupos que apresentam maior

risco de protagonizarem algum problema criminal.

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Questões propostas

1) (VUNESP - 2013 - PC-SP - Papiloscopista Policial) A prevenção

criminal secundária é aquela que atua

A) na recuperação do recluso, visando a sua socialização por meio do

trabalho e estudo, evitando sua reincidência.

B) em setores específicos ou de maior vulnerabilidade da sociedade, por

meio de ação policial, programas de apoio e controle das comunicações.

C) na qualidade de vida de um povo, na proteção aos bens patrimoniais e

nos direitos individuais e sociais.

D) nos direitos sociais universalmente conhecidos, como educação,

moradia e segurança.

E) na reparação do dano causado em razão da delinquência, assistindo o

recluso com programas psicológicos e de assistência social.

2) (VUNESP - 2013 - PC-SP - Agente de Polícia) Entende(m)-se

por prevenção primária

A) as ações policiais dirigidas aos indivíduos vulneráveis.

B) as políticas públicas dirigidas aos grupos de risco.

C) aquela dirigida exclusivamente ao preso, em busca de sua reinserção

familiar e/ou social.

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D) o trabalho de conscientização social, o qual atua no fenômeno criminal,

em sua etiologia.

E) aquela que age em momento posterior ao crime ou na iminência de

seu acontecimento.

03) (2013 - CESPE - Polícia Federal - Delegado de Polícia) Julgue

os itens.

Na terminologia criminológica, criminalização primária equivale à

chamada prevenção primária.

04) (MPE-SC - 2012 - MPE-SC - Promotor de Justiça) Julgue os

itens, com base na Criminologia.

São princípios informadores do direito penal mínimo: insignificância,

intervenção mínima, proporcionalidade, individualização da pena e

humanidade.

05) (2016 – PCSP - Inédita) Julgue os itens com base na

Criminologia.

O modelo ressocializador baseia-se na repressão por meio da punição ao

agente criminoso, como forma de mostrar a todos que o crime não

compensa e que gera sanção.

06) (VUNESP - 2014 - PCSP) Em um estado democrático de

direito, o castigo do infrator não esgota as expectativas que o fato

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delitivo desencadeia; dessa forma, podem-se apontar, como os

objetivos científicos mais satisfatórios e adequados na

criminologia moderna, a ressocialização do delinquente, a (o)

____________________________e a prevenção do crime.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

A) reparação dos danos à vítima

B) informação ao cidadão

C) ressarcimento ao Estado

D) especialização profissional do delinquente

E) formação espiritual e religiosa do delinquente

07) (VUNESP - 2014 - PCSP) O conceito de prevenção delitiva, no

Estado Democrático de Direito, e as medidas adotadas para

alcançá-la são:

a) o conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito, atingindo

direta e indiretamente o delito

b) o conjunto de ações que visam estudar o delito, atingindo direta e

indiretamente o criminoso

c) o conjunto de ações adotadas pela vítima que visam evitar o delito,

atingindo o delinquente direta e indiretamente

d) o conjunto de ações que visam estudar o criminoso, atingindo o ato

delitivo direta e indiretamente

e) o conjunto de ações que visam estudar o crime, atingindo o criminoso

direta e indiretamente

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08) (VUNESP - 2014 - PCSP) Entende(m)-se por prevenção

primária

A) as ações policiais dirigidas aos indivíduos vulneráveis.

B) as políticas públicas dirigidas aos grupos de risco.

C) aquela dirigida exclusivamente ao preso, em busca de sua reinserção

familiar e/ou social.

D) o trabalho de conscientização social, o qual atua no fenômeno criminal,

em sua etiologia.

E) aquela que age em momento posterior ao crime ou na iminência de

seu acontecimento.

09) (VUNESP - 2014 - PCSP) A atuação das polícias, do Ministério

Público e da justiça criminal, quando focada em determinados

grupos ou setores da sociedade, por possuírem maior risco de

praticar o crime ou de ser vitimados por este, constitui programa

de prevenção

A) secundária.

B) quaternária.

C) primária.

D) quinária.

E) terciária.

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10) (VUNESP - 2014 - PCSP) As melhoras da educação, do

processo de socialização, da habitação, do trabalho, do bem-estar

social e da qualidade de vida das pessoas de uma determinada

comunidade são os elementos essenciais de um programa de

prevenção

A) terciária.

B) quinária.

C) secundária.

D) primária.

E) quaternária.

11) (VUNESP - 2014 - PCSP) A prevenção criminal, que consiste

na conscientização social, atingindo o problema criminal em sua

etiologia, sendo operacionalizada a longo prazo, manifestando-se

por meio de estratégias políticas, culturais e sociais,

proporcionando qualidade de vida ao indivíduo, é chamada de

prevenção

A) primária.

B) quaternária.

C) secundária.

D) quintenária.

E) terciária.

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Questões comentadas

1) (VUNESP - 2013 - PC-SP - Papiloscopista Policial) A prevenção

criminal secundária é aquela que atua

A) na recuperação do recluso, visando a sua socialização por meio do

trabalho e estudo, evitando sua reincidência.

B) em setores específicos ou de maior vulnerabilidade da sociedade, por

meio de ação policial, programas de apoio e controle das comunicações.

C) na qualidade de vida de um povo, na proteção aos bens patrimoniais e

nos direitos individuais e sociais.

D) nos direitos sociais universalmente conhecidos, como educação,

moradia e segurança.

E) na reparação do dano causado em razão da delinquência, assistindo o

recluso com programas psicológicos e de assistência social.

Comentários:

Vou falara mais sobre isso na próxima aula. Vejamos as três:

Prevenção primária:

✓ Voltada para as origens do delito, visando neutralizá-lo antes

que ocorra;

✓ Opera a longo e médio prazo e se dirige a todos os cidadãos;

✓ Reclama prestações sociais e intervenção comunitária;

✓ Limitações práticas: falta de vontade política e de

conscientização da sociedade.

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Prevenção secundária:

✓ Política legislativa penal, ação policial, políticas de segurança

pública;

✓ Atua na exteriorização do conflito;

✓ Opera a curto e médio prazo;

✓ Dirige-se a setores específicos da sociedade.

Prevenção terciária:

✓ Destinatário: população carcerária;

✓ Caráter punitivo;

✓ Objetivo: evitar a reincidência;

✓ Intervenção tardia, parcial e insuficiente.

Gabarito: B.

2) (VUNESP - 2013 - PC-SP - Agente de Polícia) Entende(m)-se

por prevenção primária

A) as ações policiais dirigidas aos indivíduos vulneráveis.

B) as políticas públicas dirigidas aos grupos de risco.

C) aquela dirigida exclusivamente ao preso, em busca de sua reinserção

familiar e/ou social.

D) o trabalho de conscientização social, o qual atua no fenômeno criminal,

em sua etiologia.

E) aquela que age em momento posterior ao crime ou na iminência de

seu acontecimento.

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Comentários:

Vejamos, novamente, as três:

Prevenção primária:

✓ Voltada para as origens do delito, visando neutralizá-lo antes

que ocorra;

✓ Opera a longo e médio prazo e se dirige a todos os cidadãos;

✓ Reclama prestações sociais e intervenção comunitária;

✓ Limitações práticas: falta de vontade política e de

conscientização da sociedade.

Prevenção secundária:

✓ Política legislativa penal, ação policial, políticas de segurança

pública;

✓ Atua na exteriorização do conflito;

✓ Opera a curto e médio prazo;

✓ Dirige-se a setores específicos da sociedade.

Prevenção terciária:

✓ Destinatário: população carcerária;

✓ Caráter punitivo;

✓ Objetivo: evitar a reincidência;

✓ Intervenção tardia, parcial e insuficiente.

Gabarito: D.

03) (2013 - CESPE - Polícia Federal - Delegado de Polícia) Julgue

os itens.

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Na terminologia criminológica, criminalização primária equivale à

chamada prevenção primária.

Comentários:

O processo seletivo de criminalização acontece em duas etapas: a

criminalização primária e a criminalização secundária. A primária

compreende a definição das normas e a secundária consiste na imposição

das normas. Em regra geral, são as autoridades políticas (parlamentares

e executivos) que exercem a criminalização primária, enquanto que as

autoridades judiciais (policiais, promotores, advogados, juízes) realizam a

criminalização secundária.

Quanto à de prevenção, há três tipos, todas distintas entre si, seja quanto

e maior ou menor relevância etiológica dos programas, seja quanto aos

destinatários aos quais se dirigem nos instrumentos e os mecanismos que

utilizam.

A prevenção primária procura agir a raiz do conflito criminal, para

neutralizá-lo antes que o problema se manifeste. (através de uma

socialização proveitosa de acordo com os objetivos sociais).

Para que haja prevenção primária, são necessárias estratégias de política

cultural, econômica e social, que capacitem os cidadãos de condições

sociais que os ajudem a superar de forma produtiva eventuais conflitos.

Se, principalmente os governantes dedicassem atenção, respeito e

seriedade ao assunto, poderia também ser cobrado da sociedade a sua

efetiva parcela de contribuição.

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O importante é que está escrito, é Lei, todos conhecem, o triste é que não

há cumprimento a risca daquilo que poderia ser o fechamento dessa

cicatriz que de uma forma ou de outra causa enormes prejuízos ao País.

A chamada prevenção secundária opera onde e quando o conflito

acontece, nem antes nem depois. E se caracteriza pelas ações policiais,

pelo controle dos meios de comunicação, da implantação da ordem social

e se destina a atuar sobre os grupos e subgrupos que apresentam maior

risco de protagonizarem algum problema criminal.

A prevenção terciária se destina única e exclusivamente ao recluso,

(população), o condenado. A terciária é a aplicação de reclusão sobre o

individuo criminoso. Nesse caso a “ressocialização” é voltada apenas para

o infrator, no ambiente prisional.

Gabarito: E.

04) (MPE-SC - 2012 - MPE-SC - Promotor de Justiça) Julgue os

itens, com base na Criminologia.

São princípios informadores do direito penal mínimo: insignificância,

intervenção mínima, proporcionalidade, individualização da pena e

humanidade.

Comentários:

Princípios informadores do direito penal mínimo:

✓ Insignificância: somente os bens jurídicos mais relevantes é que

devem ser tutelados pelo Direito Penal;

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✓ Intervenção Mínima: o Estado, por meio do Direito Penal, só

deve interferir na vida do indivíduo quando efetivamente

necessário.

✓ Fragmentariedade: pode ser entendido em dois sentidos:

somente os bens jurídicos mais relevantes merecem tutela

penal; exclusivamente os ataques mais intoleráveis devem ser

punidos com sanção penal;

✓ Adequação Social: preconiza de idéia de que, apesar de uma

conduta se subsumir ao tipo penal, é possível deixar de

considerá-la típica quando socialmente adequada, isto é,

quando estiver de acordo com a ordem social.

Gabarito: E.

05) (2016 – PCSP - Inédita) Julgue os itens com base na

Criminologia.

O modelo ressocializador baseia-se na repressão por meio da punição ao

agente criminoso, como forma de mostrar a todos que o crime não

compensa e que gera sanção.

Comentários:

Este é o modelo dissuasório que se baseia na repressão por meio da

punição ao agente criminoso, como forma de mostrar a todos que o crime

não compensa e que gera sanção. Por esse modelo, aplica-se a pena

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somente aos imputáveis e semi-imputáveis, cabendo aos inimputáveis o

tratamento psiquiátrico.

Gabarito: E.

06) (VUNESP - 2014 - PCSP) Em um estado democrático de

direito, o castigo do infrator não esgota as expectativas que o fato

delitivo desencadeia; dessa forma, podem-se apontar, como os

objetivos científicos mais satisfatórios e adequados na

criminologia moderna, a ressocialização do delinquente, a (o)

____________________________e a prevenção do crime.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

A) reparação dos danos à vítima

B) informação ao cidadão

C) ressarcimento ao Estado

D) especialização profissional do delinquente

E) formação espiritual e religiosa do delinquente

Comentários:

A finalidade precípua do estudo criminológico é a prevenção do delito,

entretanto, subsidiariamente, almeja a criminologia a ressocialização do

delinquente e a reparação do dano à vítima.

Gabarito: A.

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07) (VUNESP - 2014 - PCSP) O conceito de prevenção delitiva, no

Estado Democrático de Direito, e as medidas adotadas para

alcançá-la são:

a) o conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito, atingindo

direta e indiretamente o delito

b) o conjunto de ações que visam estudar o delito, atingindo direta e

indiretamente o criminoso

c) o conjunto de ações adotadas pela vítima que visam evitar o delito,

atingindo o delinquente direta e indiretamente

d) o conjunto de ações que visam estudar o criminoso, atingindo o ato

delitivo direta e indiretamente

e) o conjunto de ações que visam estudar o crime, atingindo o criminoso

direta e indiretamente

Comentários:

Falamos que a prevenção do delito é a finalidade precípua da

criminologia, como manobra de evitar a delinquência e o aumento da

criminalidade. Assim, objetivando evitar que o crime ocorra, o estudo das

modalidades de prevenção delitiva, da etiologia criminal, dos modelos de

justiça criminal e da vitimologia ganham espaço na ciência

biopsicossocial.

Gabarito: A.

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08) (VUNESP - 2014 - PCSP) Entende(m)-se por prevenção

primária

A) as ações policiais dirigidas aos indivíduos vulneráveis.

B) as políticas públicas dirigidas aos grupos de risco.

C) aquela dirigida exclusivamente ao preso, em busca de sua reinserção

familiar e/ou social.

D) o trabalho de conscientização social, o qual atua no fenômeno criminal,

em sua etiologia.

E) aquela que age em momento posterior ao crime ou na iminência de

seu acontecimento.

Comentários:

Modalidades mais eficaz das formas de profilaxia (medidas preventivas), a

prevenção primária é caracterizada por intervenções sociais que buscam

neutralizar o problema criminal em seu cerne, dotando os indivíduos de

capacidade social para enfrentar o problema. Visa reduzir os fatores de

risco e aumentar os fatores de proteção para toda a população,

fortalecendo setores básicos como a educação, a saúde e a habitação.

Gabarito: D.

09) (VUNESP - 2014 - PCSP) A atuação das polícias, do Ministério

Público e da justiça criminal, quando focada em determinados

grupos ou setores da sociedade, por possuírem maior risco de

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praticar o crime ou de ser vitimados por este, constitui programa

de prevenção

A) secundária.

B) quaternária.

C) primária.

D) quinária.

E) terciária.

Comentários:

Diferindo da prevenção primária que objetiva neutralizar o delito evitando

que ele ocorra, a prevenção secundária é mais tardia em termos

etiológicos, atuando somente após a ocorrência do crime, vindo a atuar

em setores particulares da sociedade denominados vulneráveis por

ostentar maior risco de protagonizar o crime, exigindo ferrenha atuação

dos órgãos formais de controle social por parte do Estado.

Gabarito: A.

10) (VUNESP - 2014 - PCSP) As melhoras da educação, do

processo de socialização, da habitação, do trabalho, do bem-estar

social e da qualidade de vida das pessoas de uma determinada

comunidade são os elementos essenciais de um programa de

prevenção

A) terciária.

B) quinária.

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C) secundária.

D) primária.

E) quaternária.

Comentários:

A prevenção primária do delito visa neutralizar o delito através de

medidas profiláticas que atuem diretamente nas situações favoráveis ao

crime fazendo dela o modelo mais eficaz de resposta ao crime, dotando o

indivíduo de capacidade para superar eventual assédio do crime

organizado ou ainda de ações voltadas a dificultar o acesso do criminoso

aos alvos (vítimas) para assim reduzir as oportunidades, pela promoção

do bem-estar e combate das formas de privação social e mediante a

promoção de valores comuns e respeito aos direitos fundamentais.

Gabarito: D.

11) (VUNESP - 2014 - PCSP) A prevenção criminal, que consiste

na conscientização social, atingindo o problema criminal em sua

etiologia, sendo operacionalizada a longo prazo, manifestando-se

por meio de estratégias políticas, culturais e sociais,

proporcionando qualidade de vida ao indivíduo, é chamada de

prevenção

A) primária.

B) quaternária.

C) secundária.

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D) quintenária.

E) terciária.

Comentários:

Considere a modalidade mais eficaz de prevenção delitiva, a prevenção

primária é aquela decorrente da conscientização social, a qual atinge o

problema criminal em sua etiologia, isto é, em sua raiz e essência.

Manifesta-se por meio de estratégias políticas, culturais e sociais,

proporcionando qualidade de vida ao indivíduo.

Gabarito: A.

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1-B 2-D

3-E 4-E

5-E 6-A

7-A 8-D

9-A 10-D

11-A

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