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Disciplina: Teoria Geral do Estado e Ciência Política Período: 1º

Professora: Ana Virgínia Gabrich

PERSONALIDADE JURÍDICA DO ESTADO

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 Por que falar em personalidade jurídica do Estado?


 Origem da concepção de Estado como pessoa jurídica (PJ) pode ser atribuída aos
contratutalistas.

2 TEÓRICOS E TEORIAS FAVORÁVEIS

a) Escola Histórica (Savigny): Personalidade jurídica do Estado como ficção (sujeitos de


direitos seriam apenas os indivíduos dotados de consciência e de vontade);

b) Teorias Ficcionistas (Hans Kelsen): O Estado possui personalidade jurídica, mas é um


sujeito artificial; ele é a personificação da ordem jurídica. Assim, o Estado PJ é o produto de
uma convenção, que só se justifica por motivos de conveniência;

c) Teorias Realistas (publicistas alemães): Afirmam a existência real do Estado PJ:


 Organicismo biológico: Estado é um organismo físico (pessoa grande);
 Organicismo ético (Gerber): Estado é um organismo moral, pensado
personalisticamente, existente por si;
 Teoria do órgão (Gierke): O Estado PJ é um organismo, e por meio de órgãos
próprios atua sua vontade. Esta se forma e se externa por meio de pessoas físicas
que agem como órgãos do Estado;
 Laband: Estado é sujeito de direito, uma PJ, com capacidade para participar de
relações jurídicas. Possui vontade própria;
 Jellinek: O homem é um pressuposto da capacidade jurídica, uma vez que o direito
é uma relação entre seres humanos;
d) Groppali: Abstração -> processo pelo qual se afirma o Estado como PJ (por meio da
abstração é possível levar em conta os elementos reais, concretos, que existem no
Estado, sem compará-lo a uma pessoa física).

3 TEORIAS CONTRÁRIAS

 Realismo jurídico:
 Max Seydel: nega a personalidade jurídica do Estado. Não existe vontade do
Estado, mas vontade sobre o Estado, sendo este apenas objeto de direito
daquela vontade superior;
 Donati: personalidade real do Estado é a dos governantes;
 Duguit: o Estado é apenas uma relação de subordinação entre os que
mandam e os que são mandados.

4 CONCLUSÃO

 Só pessoas, físicas ou jurídicas, podem ser titulares de direitos e deveres jurídicos;


 Assim, para que o Estado tenha direitos e obrigações, deve ser reconhecido como
PJ;
 Então... pessoas físicas, quando agem como órgãos do Estado, externam uma
vontade que só pode ser imputada a este e que não se confunde com as vontades
individuais.