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FILOSOFIA – MÓDULO 04 - LISTA DE EXERCÍCIOS

Prof. Rodolfo
1. (Ufsj 2013) Leia atentamente os fragmentos abaixo. a) a uma criação divina, cujo agir depende de princípio
metafísico regulador.
I. “Também tem sido frequentemente ensinado que a fé e a b) apenas à pura manutenção do ser pleno, completo, da
santidade não podem ser atingidas pelo estudo e pela razão, totalidade no seio do que é.
mas sim por inspiração sobrenatural, ou infusão, o que, uma c) ao nada, na medida em que ele se especifica pelo poder
vez aceita, não vejo por que razão alguém deveria justificar nadificador que o constitui.
a sua fé...”. d) a algo empastado de si mesmo e, por isso, não se pode
II. “O homem não é a consequência duma intenção própria realizar, não se pode afirmar, porque está cheio, completo.
duma vontade, dum fim; com ele não se fazem ensaios
para obter-se um ideal de humanidade; um ideal de 5. (Uem 2013) “Para Sartre, principal representante do
felicidade ou um ideal de moralidade; é absurdo desviar existencialismo francês, só as coisas e os animais são ‘em si’,
seu ser para um fim qualquer”. isto é, teriam uma essência. O ser humano, dotado de
III. “(...) podemos estabelecer como máxima indubitável que consciência, é um ‘ser-para-si’, ou seja, é também consciência
nenhuma ação pode ser virtuosa ou moralmente boa, a de si. Isso significa que é um ser aberto à possibilidade de
menos que haja na natureza humana algum motivo que a construir ele próprio sua existência. Por isso, é possível referir-
produza, distinto do senso de sua moralidade”. se à essência de uma mesa (...) ou à essência de um animal
IV. “A má-fé é evidentemente uma mentira, porque dissimula (...), mas não existe uma natureza humana encontrada de
a total liberdade do compromisso. No mesmo plano, direi forma igual em todas as pessoas, pois ‘o ser humano não é
que há também má-fé, escolho declarar que certos valores mais que o que ele faz’.”
existem antes de mim (...).”
(ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. 3.ª
Os quatro fragmentos de texto acima são, respectivamente, ed. revista. São Paulo: Moderna, 2005. p. 39).
atribuídos aos seguintes pensadores
a) Nietzsche, Sartre, Hobbes, Hume.
b) Hobbes, Nietzsche, Hume, Sartre. Com base na citação e nos seus conhecimentos sobre o
c) Hume, Nietzsche, Sartre, Hobbes. existencialismo, assinale o que for correto.
d) Sartre, Hume, Hobbes, Nietzsche. 01) As coisas e os animais não têm consciência de si.
02) O ser em si não pode ser senão aquilo que é, ao passo
2. (Ufsj 2013) Na filosofia de Friedrich Nietzsche, é que, ao ser-para-si, é permitida a liberdade de ser o que
fundamental entender a crítica que ele faz à metafísica. Nesse fizer de si.
sentido, é CORRETO afirmar que essa crítica 04) A consciência humana é um fator histórico e contingente.
a) tem o sentido, na tradição filosófica, de contentamento, 08) O homem possui uma natureza preestabelecida.
plenitude. 16) O existencialismo é uma metafísica de concepção
b) é a inauguração de uma nova forma de pensar sem essencialista.
metafísica através do método genealógico.
c) é o discernimento proposto por Nietzsche para levar à 6. (Uem 2013) “‘Se Deus não existisse, tudo seria permitido’.
supressão da tendência que o homem tem à Eis o ponto de partida do existencialismo. De fato, tudo é
individualidade radical. permitido se Deus não existe, e, por conseguinte, o homem
d) pressupõe que nenhum homem, de posse de sua razão, está desamparado porque não encontra nele próprio nem
tem como conceber uma metafísica qualquer, que não fora dele nada a que se agarrar. (...) Com efeito, se a
tenha recebido a chancela da observação. existência precede a essência, nada poderá jamais ser
explicado por referência a uma natureza humana dada ou
3. (Ufsj 2013) “Os leitores de jornais dizem: este partido foi definitiva; ou seja, não existe determinismo, o homem é livre,
destruído devido a esta ou aquela falta que cometeu. Minha o homem é liberdade. Por outro lado, se Deus não existe, não
política superior contesta: um partido que comete esta ou encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam
aquela falta agoniza, não possui a segurança do instinto”. legitimar a nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de
nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores,
Esse comentário é emblemático e foi propalado por nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos sós, sem
a) Joaquim Barbosa, ao condenar cinco réus na sua primeira desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem
leitura no escândalo político do mensalão, que assombra o está condenado a ser livre.”
país desde 2005.
b) Friedrich Nietzsche, ao buscar a explicação para o erro da (SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. Tradução de
confusão entre a causa e o efeito. Rita Correia Guedes. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 9)
c) Jean-Paul Sartre, referindo-se ao partido comunista do
início do século XX. Com base no excerto citado, assinale o que for correto.
d) Thomas Hobbes, ao defender o unipartidarismo absoluto. 01) O existencialismo é uma filosofia teológica que procura a
razão de ser no mundo a partir da moral estabelecida.
4. (Ufu 2013) Para J.P. Sartre, o conceito de “para-si” diz
respeito

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02) A afirmação “o homem está condenado a ser livre” é uma c) posição nietzscheana sobre as causas imaginárias, que
contradição, pois não há liberdade onde há a obrigação de revela o fracasso da existência humana a partir da crença
ser livre. que nutrimos em relação ao eu e ao ser e ao ordenamento
04) O existencialismo fundamenta a liberdade, que insistimos em dar para as coisas reafirmadas num
independentemente dos valores e das leis da sociedade. logos.
08) Ser livre significa, rigorosamente, ser, pois não há nada d) consideração na qual Nietzsche aprofunda as suas
que determine o ser humano, a não ser ele mesmo. convicções acerca do erro como causalidade falsa e
16) A existência de Deus é necessária, pois, sem ele, o homem repercute a ideia da crença que temos num mundo interior
deixaria de ser livre. repleto de fantasmas e de reflexos enganosos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 9. (Ufsj 2012) Nietzsche identificou os deuses gregos Apolo e
“Enquanto o indivíduo, em contraposição a outros indivíduos, Dionísio, respectivamente, como
quer conservar-se, ele usa o intelecto, em um estado natural a) complexidade e ingenuidade: extremos de um mesmo
das coisas, no mais das vezes somente para a representação: segmento moral, no qual se inserem as paixões humanas.
mas, porque o homem, ao mesmo tempo por necessidade e b) movimento e niilismo: polos de tensão na existência
tédio, quer existir socialmente e em rebanho, ele precisa de humana.
um acordo de paz e se esforça para que pelo menos a c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas de intervenção e
máquina bellum omnium contra omnes (a guerra de todos subversão de toda moral humana.
contra todos) desapareça de seu mundo. Esse tratado de paz d) razão e desordem: dimensões complementares da
traz consigo algo que parece ser o primeiro passo para realidade.
alcançar aquele enigmático impulso à verdade. (...) Os
homens, nisso, não procuram tanto evitar serem enganados, 10. (Uem 2012) No texto O existencialismo é um humanismo,
quanto serem prejudicados pelo engano: o que odeiam, Jean-Paul Sartre argumenta contra as acusações feitas ao
mesmo nesse nível, no fundo não é a ilusão, mas as existencialismo e declara: “O homem é não apenas tal como
consequências nocivas, hostis, de certas espécies de ilusões. É ele se concebe, mas como ele se quer, e como ele se concebe
também em um sentido restrito semelhante que o homem depois da existência, o homem nada mais é do que aquilo que
quer somente a verdade: deseja as consequências da verdade ele faz de si mesmo. Tal é o primeiro princípio do
que são agradáveis e conservam a vida: diante do existencialismo.”
conhecimento puro sem consequências ele é indiferente,
diante das verdades talvez perniciosas e destrutivas ele tem (SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In:
disposição até mesmo hostil. Antologia de textos filosóficos. MARÇAL, Jairo (org.). Curitiba:
SEED-PR, 2009, p.620).
(Nietzsche, “Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-
Moral”, § 1) Sobre a filosofia de Sartre, assinale o que for correto.
01) Ao expressar o primeiro princípio do existencialismo, Jean-
Paul Sartre defende a filosofia existencialista das
7. (Ufpr 2013) No texto acima, Nietzsche afirma que o que acusações dos comunistas, que a consideravam
“deve ser verdade” é o resultado de um “acordo de paz”. Isso contemplativa e subjetivista.
seria o mesmo que dizer que a busca da verdade é, em última 02) Jean-Paul Sartre defende-se dos críticos que alegam ser
instância, determinada por necessidades sociais? Por quê? sua filosofia existencialista desumana, declarando que
seus princípios filosóficos se fundamentam no humanismo
8. (Ufsj 2012) “O homem projetou em torno de si seus três cristão.
dados interiores, nos quais cria firmemente: a vontade, o 04) A ética sartreana é individualista, pois considera que o
espírito e o eu. Primeiramente, deduzo a noção do ser da homem, para ser livre, deve agir sempre no sentido de
noção do eu, representando-se as coisas como existentes a alcançar objetivos que atendam estritamente a seus
sua imagem e semelhança, de acordo com sua noção do eu interesses.
enquanto causa. Que tem de estranho que depois tenha 08) Jean-Paul Sartre considera que há dois tipos de
encontrado nas coisas apenas aquilo que eu mesmo tinha existencialismo, ou seja, um existencialismo cristão e
colocado nelas?” outro ateu; ambos têm o pressuposto de que a existência
precede à essência.
O fragmento acima representa uma 16) Para Jean-Paul Sartre, o homem está condenado a ser
a) descrição da máxima nietzscheana fundada na ideia da livre. Condenado porque não se criou a si mesmo, e,
vontade de poder, em que “o poder nos leva a acreditar todavia, livre, pois, uma vez lançado no mundo, ele é
num mundo objetivamente construído”, o que se constitui responsável por tudo o que faz.
no erro da causalidade.
b) crítica ferrenha de Nietzsche a toda manifestação apolínea
fundada na subjetividade ou na construção do eu a partir
de uma vontade imanente declarada no erro da confusão
entre a causa e o efeito.

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Gabarito: pode ser compreendida como uma moralização positiva dos
impulsos, do instinto.
Resposta da questão 1:
[B] Resposta da questão 4:
[C]
Thomas Hobbes (1588-1679) foi um filósofo inglês que hoje é
mais conhecido pela sua filosofia política. Na sua principal O homem é uma entidade que combina características
obra, o Leviatã, o autor estabelece a fundação de uma grande mutuamente exclusivas, a saber, o ser para-si e o ser em-si. O
tradição do pensamento político, a tradição contratualista. ser em-si se diz pela identidade, pela inércia, já o ser para-si se
Apesar de favorecer na sua teoria o governo absoluto de um diz pela diferença, pela dinâmica, isto é, o ser para-si depende
monarca, ele também desenvolveu pontos decisivos do da negação do ser em-si. Dessa maneira, a essência, ou seja,
liberalismo: o direito individual, a necessidade do caráter aquilo que define a identidade não garante a exposição
representativo do poder político, etc. daquilo que é livre. Isso que é livre apenas é não sendo aquilo
Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo alemão que lhe define circunstancialmente. O homem sendo livre é
ocupado principalmente com a questão da fundamentação da um projeto, um vir a ser dependente da sua escolha a qual
moral. Para ele não há qualquer fundamento indiscutível para está condenado a realizar devido a sua condição fundamental.
a moral e, por conseguinte, a ação se justifica por ela mesma e
não pela sua conformação com algum código. Sua filosofia é
extremamente inspirada nos pensadores pré-socráticos e se Resposta da questão 5:
organiza através de um método genealógico. 01 + 02 = 03.
David Hume (1711-1776) foi um filósofo escocês dedicado ao
desenvolvimento do empirismo e do ceticismo. No seu Sartre diz que o ser em si e o ser para si possuem
pensamento a ação moral não possui um caráter características mutuamente exclusivas, todavia a vida do
absolutamente racional, pois uma ação não pode ser movida homem combina ambas. Aí se encontra a ambiguidade
unicamente pela razão, ela necessita também das paixões. ontológica da nossa existência. O em si é sólido, idêntico a si
Jean-Paul Sartre (1905-1980) foi um filósofo francês central mesmo, passivo, inerte; já o para si é fluido, diferente de si
para o desenvolvimento da tradição existencialista. Sua ideia mesmo, ativo, dinâmico. O primeiro apenas é, o segundo é sua
fundamental era a de que os homens são condenados a ser própria negação. De maneira mais concreta podemos dizer
livres e com isso ele promove uma inversão, a saber, que a que um é "facticidade" e o outro é "transcendência". Os dados
existência precede a essência, ou seja, não existe um criador da nossa situação como falantes de certa língua, ambientados
que nos forma, porém nos formamos durante nossa existência em certo entorno, fazendo escolhas e sendo em si constituem
através daquilo que projetamos e realizamos. A existência é nossa "facticidade". Como indivíduos conscientes
primordialmente uma responsabilidade. "transcendemos" isso que é dado. Ou seja, somos situados,
porém na direção da indeterminação. Somos sempre mais do
Resposta da questão 2: que a situação na qual estamos e isto é o fundamento
[B] ontológico de nossa liberdade. Estamos, como Sartre diz,
condenados a sermos livres.
O método genealógico de Nietzsche impõe em última
instância que nada é sagrado, isto é, nada é separado deste Resposta da questão 6:
mundo e tudo possui uma origem artificial e artificiosa. Desse 04 + 08 = 12.
modo, não há maneira de afirmar nenhuma espécie de
transcendental; tudo possui uma origem imanente e se afirma Para Sartre todo agente possui naturalmente liberdade
a si mesmo. A genealogia expõe essas origens e desmascara os ilimitada. Essa afirmação pode parecer confusa, pois
dogmatismos disfarçados de verdade última que desvela a observamos corriqueiramente nossas limitações. Não
realidade do mundo. possuímos liberdade ilimitada para fazermos tudo o que
desejamos, nem fisicamente e nem socialmente. Porém, essas
Resposta da questão 3: limitações são dados os quais o ser para-si como
[B] transcendência supera, isto é, através da conscientização de
uma situação nos movemos para além dela. A fundamentação
O partido comete a falta porque já estava primeiramente ontológica da liberdade é justamente este fato de que o
destruído. A verdadeira educação moral leva à segurança do homem está situado, porém sempre é mais do que esta
instinto. Seguindo o corpóreo como fio condutor, Nietzsche situação. Desse modo, podemos escolher livremente,
crê descrever o processo fisiológico mesmo. E isso em vista da espontaneamente e sem motivos fundamentais, durante
espiritualização da paixão, como se essa decorresse nossas vidas entre, por exemplo, aceitar as nossas condições
naturalmente dos processos fisiológicos. Com o conceito de sociais precárias ou modificar estas condições, entretanto a
espiritualização ele retorna ao problema da moral numa consequência dessa escolha livre sempre será significativa ao
moralização afirmadora. A vontade de poder como moral ser para-si. De tal modo que a liberdade é escolher, todavia

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nunca deixar de não escolher e sempre se responsabilizar pela Vale também lembrar que Nietzsche possui uma posição
escolha. crítica extremamente dura com a razão transformando-a no
engano que os antigos racionalistas diziam estar nos sentidos
(cf. F. Nietzsche, Crepúsculo dos ídolos, III).
Resposta da questão 7:
O impulso à verdade, para Nietzsche, é resultante de um Resposta da questão 10:
tratado de paz que retira do mundo a guerra de todos contra 01 + 08 + 16 = 25.
todos, isto é, a verdade é uma convenção apaziguadora dada
através da uniformidade de designações válidas e obrigatórias Dentre as afirmativas, somente a [02] e a [04] são falsas. O
sobre as coisas. A verdade, por conseguinte, possui origem existencialismo de Sartre é justamente o existencialismo ateu,
convencional e por esquecimento disso o homem poderia e não o cristão. Também não se pode dizer que a ética
supor ser sua linguagem algo mais que determinações sartreana seja individualista. Pelo contrário, a liberdade do
subjetivas. homem implica em uma responsabilidade diante do mundo, o
que acaba por gerar um estado de angústia no homem,
“Somente por esquecimento pode o homem alguma vez justamente por não poder fugir de tal responsabilidade.
chegar a supor que possui uma “verdade” no grau acima
designado. [...] Como poderíamos nós, se somente o ponto de
vista da certeza fosse decisivo nas designações, como
poderíamos no entanto dizer: a pedra é dura: como se para
nós esse “dura” fosse conhecido ainda de outro modo, e não
somente como uma estimulação inteiramente subjetiva!
Dividimos as coisas por gêneros, designamos a árvore como
feminina, o vegetal como masculino: que transposições
arbitrárias! A que distância voamos do cânone da certeza!”.
(NIETZSCHE, F. Sobre verdade e mentira no sentido extra-
moral. In: Coleção Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural,
1978, p. 47)

Resposta da questão 8:
[D]

A alternativa [D] é a única correta. A citação do enunciado


está inserida na explicação de Nietzsche a respeito do erro
como causalidade falsa. Com isso, Nietzsche põe em questão a
noção de vontade, bem como faz uma crítica às
interpretações da psicologia.

Resposta da questão 9:
[D]

Primeiramente, o apolíneo e o dionisíaco representam na


filosofia nietzschiana conceitos estéticos, não conceitos
ontológicos, isto é, são conceitos referentes à experiência
sensível, mas não ao ser ou ao real, por conseguinte, eles não
podem ser classificados como “dimensões complementares da
realidade”. Segundamente, o apolíneo representa um estado
de excitação do olhar, um estado no qual está o sentimento
de acréscimo e plenitude da visão para exigir a transformação
de algo na sua perfeição, para exigir a transformação de algo
em arte. O apolíneo representa o visionário; é a embriaguez
do pintor, do escultor, do poeta épico. Já o dionisíaco
representa um estado de excitação e intensificação de todo o
sistema afetivo, “de modo que ele descarrega de uma vez
todos os seus meios de expressão e, ao mesmo tempo, põe
para fora a força de representação, imitação, transfiguração,
transformação, toda espécie de mímica e atuação” (F.
Nietzsche. Crepúsculo dos ídolos, IX, 10).

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