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Karina Kiyoko Kamizato

Imagem Pessoal e Visagismo

1ª Edição

www.editoraerica.com.br

IMAGEM PESSOAL.indb 1 13/02/2014 18:36:00


Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Kamizato, Karina Kiyoko


Imagem pessoal e visagismo / Karina Kiyoko Kamizato. -- 1. ed. -- São Paulo : Érica, 2014.

Bibliografia.
ISBN 978-85-365-0702-6

1. Aparência pessoal 2. Beleza - Cuidados 3. Estética 4. Etiqueta profissional 5. Face 6. Percepção visual 7. Visagismo I.
Título.

14-01264 CDD-646.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Imagem pessoal e visagismo : Cuidados 646.7

Copyright © 2014 da Editora Érica Ltda.


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da Editora Érica. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei nº 9.610/98 e punido pelo Artigo 184 do Código Penal.

Coordenação Editorial: Rosana Arruda da Silva


Capa: Maurício S. de França
Edição de Texto: Beatriz M. Carneiro, Bruna Gomes Cordeiro, Carla de Oliveira Morais Tureta,
Juliana Ferreira Favoretto, Nathalia Ferrarezi, Silvia Campos
Preparação e revisão de texto: Luciana Soares
Produção Editorial: Adriana Aguiar Santoro, Alline Bullara, Dalete Oliveira, Graziele Liborni,
Laudemir Marinho dos Santos, Rosana Aparecida Alves dos Santos, Rosemeire Cavalheiro
Ilustrações: Ricardo Correa
Editoração: Oitava Rima

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Agradecimentos

Em minha carreira na área de estética, sempre tive vontade de tratar o tema visagismo e fiquei
muito feliz com o convite para a publicação deste livro. Visagismo e estética são dois assuntos pelos
quais sou apaixonada.
Por esse convite, gostaria de agradecer imensamente a Erika Perez, companheira, conselheira,
amiga e uma grande profissional. A ela agradeço o convite e a ajuda no desenrolar deste livro.
Agradeço aos amigos, principalmente às queridas amigas Marta Angelica Beletato Nery e
Cristina Santos, que estiveram comigo durante a conclusão desta obra.
À minha família, em especial ao meu marido Rogger Saito Baba, agradeço o apoio nas horas
em que abri mão da sua cara convivência por um envolvimento regular e constante em pesquisa.
À Editora Érica, pela confiança e pela oportunidade de contribuir para a formação técnica
direcionada aos estudantes de estética.

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Sobre a autora

Karina Kiyoko Kamizato é especialista em estética pela Faculdade Método de São Paulo (FAMESP)
e técnica em estética pelo Centro de Ensino Método da mesma faculdade. Cursou bacharelado e licencia-
tura em Ciências Biológicas na Universidade Presbiteriana Mackenzie e é docente e supervisora de está-
gio do curso técnico de estética do Centro de Ensino Método da FAMESP. Também é docente no Centro
Universitário Fieo (UNIFIEO) no curso de Tecnologia em Estética e Cosmética.

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Sumário

Capítulo 1 - Imagem Pessoal e Aspectos Psicológicos..................................................... 13


1.1 Qual é a sua imagem?....................................................................................................................................13
1.2 Representação e reconhecimento da imagem............................................................................................14
1.3 Linhas e formatos: o que eles podem nos dizer?.......................................................................................17
1.4 A nossa própria máscara...............................................................................................................................17
Agora é com você!................................................................................................................................................18

Capítulo 2 - Relação entre Estética Facial e Imagem Pessoal............................................ 19


2.1 Estética e beleza, uma questão de conscientização....................................................................................19
2.2 Os cuidados e os tratamentos estéticos faciais...........................................................................................20
2.2.1 Limpeza de pele.....................................................................................................................................20
2.2.2 Tipos de pele..........................................................................................................................................22
Agora é com você!................................................................................................................................................26

Capítulo 3 - O Corpo: Aspectos Culturais e Psicossomáticos............................................ 27


3.1 Alimento versus culto ao corpo....................................................................................................................27
3.1.1 Século XIX.............................................................................................................................................28
3.1.2 Anos 1960 ..............................................................................................................................................28
3.1.3 Anos 1980...............................................................................................................................................29
3.1.4 Final do século XX até os dias atuais..................................................................................................30
3.1.5 Imagem corporal e suas influências....................................................................................................31
Agora é com você!................................................................................................................................................34

Capítulo 4 - Percepção de Saúde e Estética................................................................... 35


4.1 O peso da imagem.........................................................................................................................................35
4.2 I nterferência das alterações cutâneas na imagem facial e corporal.........................................................39
4.2.1 Acne........................................................................................................................................................39
4.2.2 Dermatite de contato............................................................................................................................39
4.2.3 Hipercromia...........................................................................................................................................40
4.2.4 Estrias.....................................................................................................................................................41
4.2.5 Fibroedema geloide (celulite)..............................................................................................................43
4.3 Queda de cabelo: mal somente dos homens?.............................................................................................46
4.3.1 Androgenética.......................................................................................................................................47
4.3.2 Areata......................................................................................................................................................48
4.3.3 Traumática.............................................................................................................................................49
4.3.4 Tratamento.............................................................................................................................................49
Agora é com você!................................................................................................................................................50

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Capítulo 5 - Beleza: um Senso Comum.......................................................................... 51
5.1 Viagem no tempo: os cuidados com a estética e a beleza.........................................................................51
5.2 Imagem: primeira percepção........................................................................................................................55
5.3 Influência da mídia........................................................................................................................................57
5.4 Beleza em diferentes momentos da vida.....................................................................................................58
5.4.1 Adolescência..........................................................................................................................................58
5.4.2 Gestação.................................................................................................................................................58
5.4.3 Terceira idade........................................................................................................................................59
Agora é com você!................................................................................................................................................62

Capítulo 6 - Visagismo e Tendências Atuais................................................................... 63


6.1 Conceito..........................................................................................................................................................63
6.2 Qual o formato do seu rosto?.......................................................................................................................64
6.2.1 Rosto oval...............................................................................................................................................64
6.2.2 Rosto redondo.......................................................................................................................................65
6.2.3 Rosto quadrado ou retangular.............................................................................................................65
6.2.4 Rosto triangular.....................................................................................................................................66
6.2.5 Rosto triangular invertido....................................................................................................................66
6.2.6 Rosto hexagonal....................................................................................................................................67
6.2.7 Rosto losango.........................................................................................................................................68
6.3 Formatos de rosto, elementos naturais e temperamentos........................................................................68
6.3.1 Temperamento colérico........................................................................................................................68
6.3.2 Temperamento sanguíneo....................................................................................................................69
6.3.3 Temperamento melancólico................................................................................................................69
6.3.4 Temperamento fleumático...................................................................................................................69
6.4 A expressão corporal.....................................................................................................................................71
6.4.1 Estrutura óssea......................................................................................................................................71
6.4.2 Modo de andar e de se sentar..............................................................................................................71
6.4.3 Gestos e comportamento.....................................................................................................................71
6.4.4 Relação entre temperamentos e caracterizações faciais e corporais...............................................72
Agora é com você!................................................................................................................................................74

Capítulo 7 - Terapia Capilar e Colorimetria..................................................................... 75


7.1 Cabelo..............................................................................................................................................................75
7.1.1 A haste do cabelo..................................................................................................................................76
7.1.2 Crescimento dos cabelos......................................................................................................................77
7.2 O que o cabelo representa?...........................................................................................................................78
7.2.1 Rosto oval...............................................................................................................................................79

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7.2.2 Rosto redondo.......................................................................................................................................79
7.2.3 Rosto retangular....................................................................................................................................80
7.2.4 Rosto triangular invertido....................................................................................................................81
7.2.5 Rosto triangular.....................................................................................................................................81
7.2.6 Rosto hexagonal (reto nas laterais e nas bases).................................................................................82
7.2.7 Rosto losango.........................................................................................................................................83
7.3 Loira, ruiva ou morena, qual eu poderia ser?............................................................................................83
7.3.1 Loiro........................................................................................................................................................83
7.3.2 Ruivo.......................................................................................................................................................84
7.3.3 Moreno...................................................................................................................................................84
7.4 Saúde para os meus cabelos..........................................................................................................................84
7.5 Mais que belo, é preciso estar saudável.......................................................................................................85
Agora é com você!................................................................................................................................................88

Capítulo 8 - Maquiagem.............................................................................................. 89
8.1 O rosto e suas emoções.................................................................................................................................89
8.2 Como preparar a pele?..................................................................................................................................90
8.3 P
 asso a passo da maquiagem com um toque visagista.............................................................................91
8.3.1 Base.........................................................................................................................................................91
8.3.2 Corretivo................................................................................................................................................91
8.3.3 Pó.............................................................................................................................................................92
8.3.4 Rímel.......................................................................................................................................................92
8.3.5 Delineador de olhos..............................................................................................................................92
8.3.6 Sombras..................................................................................................................................................92
8.3.7 Blush........................................................................................................................................................96
8.3.8 Batom......................................................................................................................................................98
8.4 Harmonia da maquiagem com o tom da pele............................................................................................98
8.5 A maquiagem nos diferentes estilos............................................................................................................99
8.5.1 Mulheres com estilo esportivo ou romântico....................................................................................99
8.5.2 Mulheres elegantes ou tradicionais...................................................................................................100
8.5.3 Mulheres sexy, dramáticas ou artísticas...........................................................................................101
Agora é com você!..............................................................................................................................................102

Capítulo 9 - Embelezamento do Olhar.......................................................................... 103


9.1 Momento de reflexão...................................................................................................................................103
9.2 As sobrancelhas ao longo dos tempos.......................................................................................................104
9.2.1 Décadas de 1920 e 1930......................................................................................................................104
9.2.2 Década de 1940...................................................................................................................................105

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9.2.3 Década de 1950...................................................................................................................................105
9.2.4 Década de 1960...................................................................................................................................106
9.2.5 Década de 1970...................................................................................................................................106
9.2.6 Década de 1980...................................................................................................................................107
9.2.7 Década de 1990...................................................................................................................................107
9.2.8 Dias atuais............................................................................................................................................108
9.3 Formatos de sobrancelha para cada rosto................................................................................................108
9.3.1 Rosto oval.............................................................................................................................................109
9.3.2 Rosto redondo.....................................................................................................................................109
9.3.3 Rosto longo (retangular)....................................................................................................................109
9.3.4 Rosto triangular...................................................................................................................................109
9.3.5 Rosto triangular invertido..................................................................................................................110
9.3.6 Rosto quadrado...................................................................................................................................110
9.4 Passo a passo do design de sobrancelhas...................................................................................................110
9.4.1 Materiais necessários para o procedimento.....................................................................................111
9.4.2 Delineamento da sobrancelha...........................................................................................................112
9.4.3 Cuidados com as sobrancelhas..........................................................................................................113
9.5 Aplicação de hena........................................................................................................................................113
9.5.1 Materiais necessários..........................................................................................................................114
9.5.2 Passo a passo........................................................................................................................................114
9.6 Permanente de cílios....................................................................................................................................115
9.6.1 Materiais...............................................................................................................................................115
9.6.2 Passo a passo........................................................................................................................................115
Agora é com você!..............................................................................................................................................116

Capítulo 10 - Unhas Artísticas................................................................................... 117


10.1 As unhas do passado.................................................................................................................................117
10.2 Um estilo todo especial.............................................................................................................................118
10.2.1 Esportivo............................................................................................................................................119
10.2.2 Romântico..........................................................................................................................................119
10.2.3 Tradicional.........................................................................................................................................120
10.2.4 Elegante..............................................................................................................................................120
10.2.5 Moderno.............................................................................................................................................121
10.2.6 Criativo...............................................................................................................................................121
10.2.7 Sexy.....................................................................................................................................................122
10.3 Acessório de beleza....................................................................................................................................122
10.3.1 Francesinha........................................................................................................................................123
10.3.2 Meia-lua.............................................................................................................................................123

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10.3.3 Unhas decorativas.............................................................................................................................124
10.3.4 Unhas postiças...................................................................................................................................125
10.4 Formato das mãos......................................................................................................................................125
10.4.1 O cuidado com as mãos e as unhas................................................................................................126
10.4.2 Nutrientes para mãos e unhas perfeitas.........................................................................................127
Agora é com você!..............................................................................................................................................128

Capítulo 11 - Apresentação Pessoal e Etiqueta Profissional............................................ 129


11.1 Boas maneiras, sempre!.............................................................................................................................129
11.1.1 A apresentação..................................................................................................................................130
11.1.2 Dos hábitos à elegância....................................................................................................................130
11.2 Meu próprio estilo.....................................................................................................................................131
11.2.1 Esportivo ou natural.........................................................................................................................131
11.2.2 Elegante..............................................................................................................................................132
11.2.3 Tradicional.........................................................................................................................................133
11.2.4 Romântico..........................................................................................................................................134
11.2.5 Sexy.....................................................................................................................................................135
11.2.6 Criativo...............................................................................................................................................135
11.2.7 Moderno.............................................................................................................................................136
11.3 As formas do corpo...................................................................................................................................137
11.4 O significado das cores..............................................................................................................................138
11.4.1 Vermelha............................................................................................................................................139
11.4.2 Azul.....................................................................................................................................................139
11.4.3 Amarela..............................................................................................................................................139
11.4.4 Laranja................................................................................................................................................139
11.4.5 Violeta.................................................................................................................................................139
11.4.6 Verde...................................................................................................................................................139
11.4.7 Preta....................................................................................................................................................140
11.4.8 Branca.................................................................................................................................................140
11.4.9 Cinza...................................................................................................................................................140
11.4.10 Marrom............................................................................................................................................140
11.4.11 Rosa..................................................................................................................................................140
11.5 Combinações de cores...............................................................................................................................140
11.5.1 Combinação de alto contraste.........................................................................................................141
11.5.2 Combinação de baixo contraste......................................................................................................141
11.5.3 Combinação triangular....................................................................................................................142
11.5.4 Combinações monocromáticas.......................................................................................................142
Agora é com você!..............................................................................................................................................144

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Capítulo 12 - Estética e Cirurgia Plástica..................................................................... 145
12.1 Cirurgias estéticas faciais..........................................................................................................................145
12.1.1 Ritidoplastia.......................................................................................................................................146
12.1.2 Blefaroplastia.....................................................................................................................................147
12.1.3 Rinoplastia.........................................................................................................................................148
12.1.4 Otoplastia...........................................................................................................................................148
12.1.5 Enxerto de pele..................................................................................................................................149
12.1.6 Mentoplastia......................................................................................................................................149
12.1.7 Implante capilar.................................................................................................................................149
12.2 Cirurgias estéticas corporais....................................................................................................................150
12.2.1 Lipoaspiração.....................................................................................................................................150
12.2.2 Lipoescultura.....................................................................................................................................151
12.2.3 Mamoplastia de redução/aumento.................................................................................................151
12.2.4 Abdominoplastia...............................................................................................................................152
12.3 A parceria cirurgião e esteticista..............................................................................................................153
12.3.1 Cuidados com a pele no pré-operatório........................................................................................154
12.3.2 Cuidados no pós-operatório............................................................................................................154
12.4 Relação profissional-paciente...................................................................................................................155
Agora é com você!..............................................................................................................................................156

Bibliografia.............................................................................................................. 157

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Apresentação

Sempre fui fascinada por cortes de cabelo e maquiagens, e pela relação dessas duas técnicas
com o formato do rosto, temas abordados no visagismo. Com formação em estética, acredito na
importância de interligarmos os conceitos de imagem, visagismo e estética, todos preocupados em
encontrar, no indivíduo, a personalidade na sua forma mais bela, natural e saudável, proporcionando
o bem-estar da imagem e o potencial da autoestima.
A área da estética como um todo, com os produtos cosméticos, o embelezamento e os trata-
mentos estéticos, vem crescendo e ganhando reconhecimento a cada dia. Os profissionais da área
precisam se atualizar e interagir entre eles, a fim de conhecer as diversas técnicas divulgadas no
mercado.
O crescimento dessa área é reflexo da grande procura, por parte da sociedade, tanto homens
como mulheres, por recursos que promovam a conservação da beleza e da saúde.
Assim, este livro destina-se aos estudantes da área da estética e àqueles interessados em com-
preender as ferramentas do visagismo e das técnicas estéticas - facial, corporal e capilar -, no intuito
de valorizar a imagem do indivíduo.
O conteúdo está organizado em capítulos que contemplam imagem, visagismo e estética.
No início do livro, percebe-se o conteúdo voltado à concepção de imagem, relacionando
corpo, saúde e tratamentos estéticos em busca da beleza. Falando nela, o livro aborda o conceito de
belo, os padrões de beleza impostos pela sociedade e as consequências desses padrões impostos na
saúde do indivíduo.
O conceito de visagismo e sua interação com imagem e estética aparecem nos capítulos
seguintes, que abordam as técnicas de corte, a maquiagem, inclusive nas roupas, os acessórios e a
cirurgia plástica. Dessa forma, a obra permite aos iniciantes o aprendizado das técnicas de visagismo
e estética e aos que já atuam na área, a reformulação e a consolidação de conhecimentos.
Desejo a todos os leitores o desenvolvimento e a expansão do conhecimento dos assuntos
apresentados.
A autora

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12 Imagem Pessoal e Visagismo

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Imagem Pessoal
e Aspectos
Psicológicos

Para começar

Este capítulo tem como objetivo discutir a definição de imagem pessoal e sua importância para
realçar a personalidade.
Você também vai ver que a imagem está relacionada com diversas formas e linhas geométricas e
que cada uma delas pode transmitir uma informação.
Do ponto de vista psicológico, é possível saber como essas imagens são transformadas em emo-
ções e como a nossa personalidade pode ser ressaltada ou inibida como forma de defesa.

1.1 Qual é a sua imagem?


Você já se olhou no espelho e comentou: “hoje estou um arraso!” ou “nada fica bom em
mim...”? Caso já tenha passado por isso, não se preocupe, é normal.
As diferentes sensações e emoções que sentimos ao nos ver no espelho são exatamente o que a
imagem refletida está querendo nos passar.
A imagem que você tem de si mesmo está alicerçada em sua autoestima, um dos principais
construtores da sua personalidade. Para entender melhor, observe a Figura 1.1:

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Imagem

Reprodução Valorização Caracterização


visual de si mesmo pessoal e original

Imagem Imagem

Figura 1.1 - Relação entre imagem, autoestima e personalização.

A imagem pessoal é a forma como você se expressa para outras pessoas, mostrando o que tem
de si mesmo, sua beleza e seu conforto. Ao estar bem consigo mesmo, passa para as pessoas ao seu
redor autoconfiança, autoestima e segurança, por meio da personalidade que você mesmo construiu.
Quanto mais você gosta de si mesmo e mais se aceita, maior será a sua autoestima. Assim, a
sua personalidade será criada com mais facilidade.
Para você se gostar é preciso se sentir belo. Mas, afinal de contas, o que é belo e bonito?
Para muitos, a beleza refere-se à perfeição das formas. Bonita é a pessoa cuja face apresenta
traços finos, é a pessoa magra com suas curvas bem esculpidas. Mas será que somente assim as pes-
soas conseguem ficar belas ou se acharem belas?
Por definição, bonito e belo são traços que, em conjunto, se tornam harmoniosos e agradáveis
de ver.
Assim, ser belo não é somente ser magro e alto. Todos somos belos por natureza, porém deve-
mos saber transmitir a imagem correta para que o belo da nossa personalidade seja colocado em
destaque.

1.2 Representação e reconhecimento da imagem


A fim de saber como formar a imagem ideal por meio dos traços de uma pessoa, é preciso
entender como a imagem é formada, transmitida e representada por quem está olhando.
Os traços presentes nos rostos e nos corpos formam símbolos conhecidos como arquetípicos.
E o que é um símbolo arquetípico? É o símbolo que nos transmite alguma sensação ou reação
emocional de forma inconsciente.

Fique de olho!

Em um desenho de animação, um raio normalmente representa alguém com raiva. Já quando desenhamos algo flutuan-
do ou representamos alguém relaxado como se estivesse flutuando, ocorre uma associação a movimentos ondulatórios.
Todas essas formas que nos transmitem sensações boas ou ruins são chamadas de símbolos arquetípicos.

14 Imagem Pessoal e Visagismo

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Assim, qualquer imagem, seja fotografia, objeto ou até mesmo a imagem pessoal, provoca pri-
meiro uma resposta emocional para depois ser interpretada racionalmente.

OguzAral/Shutterstock.com
Figura 1.2 - Sistema límbico.

Encontramos símbolos arquetípicos em diversas situa-


ções. Quando estamos em uma sala de aula, na qual as cadeiras
são organizadas em fileira, a figura do professor à frente desse O sistema límbico, Figura 1.2, refe-
re-se a uma parte do cérebro rela-
ambiente representado por linhas retas é de autoridade. Em con- cionada às respostas emocionais e
trapartida, quando o professor se relaciona com a sala formando motivacionais.
um círculo, a imagem de autoridade se transforma em simpatia, Ao visualizarmos uma imagem,
tornando o ambiente mais envolvente. essa informação é recebida pelo
tálamo e enviada rapidamente à
Percebe-se que as linhas curvilíneas remetem à suavidade área límbica, responsável pelas
do movimento, à fragilidade, diferentemente das formas retas, nossas emoções. Posteriormente,
a informação recebida pelo tálamo
que dão a impressão de robustez e de imponência. passa para o córtex, onde uma ima-
gem racional será processada.
Essas linhas também podem ser vistas e expressadas no
rosto e no corpo. A feminilidade, a sensualidade e a delicadeza
da mulher estão nas formas curvilíneas vistas em um rosto oval
ou em um corpo de tronco comprido com os bustos e o quadril firmes e bem evidentes. Já a impo-
nência do homem está no rosto quadrado, no tronco largo e nos ombros retos.
Assim, os profissionais de publicidade utilizam esses conhecimentos a fim de atrair um público
específico. Como exemplo, temos as linhas de perfume masculino e feminino, Figuras 1.3 e 1.4. Note
que a maioria dos perfumes femininos apresentam o frasco com formato curvilíneo, o que dá apa-
rência delicada ao produto. Já os frascos dos perfumes masculinos apresentam formas retas, deno-
tando robustez.

Imagem Pessoal e Aspectos Psicológicos 15

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Gordana Sermek/Shutterstock.com

Figura 1.3 - Perfume feminino, com formas curvilíneas, a fim de representar a delicadeza do corpo feminino.
Victoria Kalinina/Shutterstock.com

Figura 1.4 - Perfume masculino, com formato angular. A masculinidade está representada
nesse formato, com traços retos que dão um ar imponente ao produto.

Considerando a imagem pessoal como um símbolo arquetípico, é possível explicar as diferentes


reações transmitidas a quem nos observa, pois essa imagem, ao chegar na amígdala (região do sistema
límbico), provoca reações emocionais como amor e paixão antes de ser processada de forma racional.
Pensando dessa forma, conseguimos explicar por que mudanças como um corte de cabelo afe-
tam o lado emocional e o psicológico a ponto de alterar nosso comportamento e nossa autoestima.

16 Imagem Pessoal e Visagismo

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1.3 Linhas e formatos: o que eles podem nos dizer?
Durante todo este capítulo, temos discutido a formação de uma imagem e o que ela pode nos
dizer do ponto de vista emocional.
A importância disso é compreendermos os diferentes formatos de rosto e de corpo, os diferen-
tes cortes de cabelo e penteado, os estilos de roupas, enfim, compreender que tudo é visto por meio
de traços e que precisamos entender o que esses traços podem transmitir a fim de aplicarmos exata-
mente o que queremos.
Segue, em detalhes, qual mensagem ou sensação cada tipo de linha ou formato pode transmitir.

Tabela 1.1 - Diferentes sensações e emoções relacionadas às linhas e formas


Linhas e formatos Sensação e característica

Com linhas retas na horizontal e na vertical, representa masculinidade, poder, força, autoconfiança,
Forma quadrada frieza e intelectualidade. Esse formato pode estar presente em diversos lugares, como no design de
roupas e em penteados.

Origina-se das curvas. Essa forma traz uma ideia de autossustentação e de eternidade, pois é uma
Forma circular
figura que não tem começo nem fim.

Demonstram suavidade e sensualidade e são conhecidas como linhas femininas. Diferentemente das
Linhas curvas
linhas retas, as curvilíneas são consideradas quentes e emotivas.

Quando a base é para baixo, representa estabilidade; já quando a base está para cima, demonstra
Forma triangular
instabilidade.

Linhas inclinadas Demonstram dinamismo e instabilidade.

1.4 A nossa própria máscara


Você acha que o lado direito da face é idêntico ao lado esquerdo?
Eles são muito parecidos, mas não idênticos, especialmente no que diz respeito à representa-
ção das nossas emoções.
Existe o lado dominante, que revela verdadeiramente as emoções de uma pessoa, e o lado más-
cara, no qual as emoções nem sempre são sinceras e verdadeiras. O lado máscara disfarça as emo-
ções, tenta agradar, mas não necessariamente gosta da situação; normalmente, esse é o primeiro lado
a se expressar e o que se expressa mais.
A máscara pode ser positiva ou negativa. A positiva tem a intenção de proteger a imagem, a
fim de não se expor em demasia, não mostrando as fraquezas e ressaltando as qualidades da pessoa.
Já a máscara negativa pode ser considerada falsa, pois esconde a identidade do indivíduo e passa
a impressão de ser superficial. A aparência falsa não quer dizer feia; muitas pessoas bonitas fisica-
mente podem ter um ar de falsidade por não se mostrarem verdadeiras.
Partimos desse ponto, com base nos estudos dos traços e ângulos, a fim de entender, inicial-
mente, o que isso pode representar na imagem pessoal no que diz respeito aos diferentes formatos de
rosto, às roupas, aos estilos de corte de cabelo e penteados, entre outras coisas, para assim valorizar o
que temos de melhor e transmitir o que realmente gostaríamos para quem está nos vendo.

Imagem Pessoal e Aspectos Psicológicos 17

IMAGEM PESSOAL.indb 17 13/02/2014 18:36:02


Amplie seus conhecimentos

Mhatzapa/Shutterstock.com
Para descobrir esse lado, encontre o olho
dominante. Uma técnica fácil e rápida é
colocar as mãos estendidas, uma sobre-
posta a outra, deixando apenas um peque-
no orifício entre elas. Com os dois olhos,
mire algum ponto. Em seguida, feche um
dos olhos e, depois, deixe apenas o outro
olho fechado, sem tirar a mão da posição.
O olho que manteve a imagem no orifício é
o olho dominante.
Figura 1.5 - Imagem alternativa da posição da mão
que possibilita encontrar o lado dominante.

Vamos recapitular?

Você viu neste capítulo o conceito de imagem e como as formas e linhas podem ajudar a carac-
terizar essa imagem. Essas formas e linhas ajudam a traçar a imagem do individuo porque emitem uma
informação e, consequentemente, uma emoção, boa ou ruim, graças ao nosso sistema límbico.
Descobriu que a nossa imagem pode ser diferente a cada momento, mesmo porque, a cada dia,
passamos por situações diferentes e, para cada evento, um comportamento satisfatório ou não vai ser
revelado pela nossa imagem. Esses efeitos são alcançados, pois a nossa face pode transmitir emoções
diferentes, por meio do lado máscara ou do lado dominante.

Agora é com você!

1) Qual a relação entre imagem, autoestima e personalidade?


2) Qual a importância dos símbolos arquetípicos?
3) Compare as imagens da Figura 1.6 a seguir e diga o que elas transmitem quando
observamos suas formas.
Zurijeta/Shutterstock.com

Szasz-Fabian Ilka Erika/Shutterstock.com

Figura 1.6 - Figura à esquerda: professor no centro de um círculo de alunos.


Figura à direita: professora à frente dos alunos colocados em fileira.

18 Imagem Pessoal e Visagismo

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2
Relação entre
Estética Facial e
Imagem Pessoal

Para começar

Este capítulo tem como objetivo mostrar que a relação da estética com a imagem não é mera-
mente uma questão de embelezamento, e sim uma questão de tratamento. Isso porque a percepção da
beleza não deve estar ligada somente ao uso de truques que vão disfarçar imperfeições, mas também às
situações em que esse disfarce é mínimo ou inexistente.
Você vai entender como a estética pode fazer parte da vida das pessoas com o intuito de preservar
a personalidade delas, na sua forma mais bela, natural e saudável, proporcionando o bem-estar da ima-
gem e o potencial da autoestima.

No Capítulo 1, vimos o que é imagem e como ela pode influenciar a autoestima na conceitua-
ção de belo.
Pensando dessa forma, precisamos entender como a estética pode nos ajudar a melhorar a
nossa imagem e fazer dela uma aliada na manutenção ou no enriquecimento da nossa autoestima.

2.1 Estética e beleza, uma questão de conscientização


Uma pele inflamada, cheia de cravos e espinhas, ficaria bonita com uma belíssima maquiagem?

19

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Talvez a primeira impressão seja positiva: a pele maquiada disfarçaria as lesões da acne, antes
em evidência. No entanto, em longo prazo, isso não funciona. Com o uso frequente de maquiagem, e
dependendo da qualidade dos produtos, a tendência da acne ativa é piorar.
Nesse ponto entram os cuidados e os tratamentos estéticos. A estética, como ciência da beleza,
tem como intuito trazer para a realidade todos os aspectos relacionados ao belo.
Percebe-se, então, que a estética e a beleza caminham juntas, porém a estética não tem apenas
o intuito de embelezar utilizando alguns artifícios, como maquiagem e penteados, mas preocupa-se
com as necessidades da pele, do cabelo e do corpo e com os cuidados destinados a eles.
O cliente precisa entender que, para o belo sobressair na imagem, é necessário cuidar da essên-
cia. A beleza deve ser evidenciada na sua forma natural. Os artifícios utilizados devem ser vistos
apenas como um acessório a fim de realçar a beleza que já existe. Daí a importância dos tratamentos
estéticos, os quais proporcionam bem-estar, melhora da autoestima e autovalorização da imagem.

2.2 Os cuidados e os tratamentos estéticos faciais


Os tratamentos estéticos são utilizados, primeiro, com o intuito de melhorar o aspecto da pele,
focando na queixa principal do cliente. A partir disso, determinam-se quais tratamentos lhe são mais
adequados, resultando na melhora do quadro de queixa e, consequentemente, na elevação da autoes-
tima desse cliente.
Os tratamentos sugeridos são determinados baseando-se em uma minuciosa avaliação do tipo
de pele. Com base nessa avaliação, é possível indicar quais procedimentos e produtos podem ser
adotados durante o tratamento.

2.2.1 Limpeza de pele


A limpeza de pele pode e deve ser feita antes de iniciarmos qualquer tratamento facial em um
cliente. A intenção desse procedimento é preparar a pele para os passos seguintes, os quais focarão o
tratamento específico. É claro que durante a limpeza de pele o tratamento já pode ser iniciado, tendo
em vista que os produtos utilizados serão específicos para o tipo de pele do cliente. Por isso a impor-
tância de avaliarmos o tipo de pele a ser tratada.

2.2.1.1 Função da limpeza de pele


Essa limpeza tem como objetivo afinar a pele, mediante a remoção de células mortas, a fim de
que os produtos tenham maior penetração, e retirar as sujidades e algumas lesões (comedões e
pústulas) da pele.

2.2.1.2 Produtos
»» Sabonete: tem a função de limpar a pele. Existem sabonetes em gel, em espuma, em barra
e leite de limpeza. Alguns desses produtos têm ação demaquilante.
»» Esfoliante: também conhecido como peeling, pode ainda ser chamado, pelos leigos, de
ácido. Os ácidos são apenas um dos tipos de esfoliante, mas não são os únicos respon-

20 Imagem Pessoal e Visagismo

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sáveis por afinar a pele. Há vários produtos com essa função e eles podem ser classifica-
dos em peeling físico (laser), químico (ácido), mecânico (microdermoabrasão, cosméticos
com grânulos) e biológico (enzimas extraídas de frutas, papaína).
»» Loção tônica: tem como ação principal equilibrar o pH da pele. Esse produto também
pode conter ativos específicos com ação hidratante, calmante, adstringente e antisséptica.
»» Emoliente: apresentado na forma líquida e em creme,
tem a ação de amolecer os comedões (cravos) e as
pústulas (espinhas) para a posterior extração dessas
lesões. O potencial hidrogênio iônico, tam-
»» Máscara: existem vários tipos de máscara, com suas bém conhecido como pH, é utiliza-
do para medir o nível de acidez na
respectivas ações. Há máscaras com ação calmante, pele. A acidez é uma barreira da
de argila, oclusiva, entre outras. pele contra os microrganismos, e
por isso o nível de pH precisa estar
»» Protetor solar: fundamental para proteger a pele con- em equilíbrio.
tra a radiação intensa do sol.

2.2.1.3 Passo a passo


Segue o passo a passo básico de limpeza de pele, que pode ser adotado para todos os tipos de
pele:
»» Limpe a pele com sabonete. Faça movimentos circulares nas áreas maiores do rosto, do
pescoço e do colo, e movimento de vaivém em áreas estreitas. Em seguida, remova o pro-
duto com algodão embebido em água.
»» Esfolie a pele com movimentos circulares nas áreas maiores do rosto, do pescoço e do
colo, e nas áreas menores faça movimentos de vaivém. Remova o produto com algodão
envolvido em gaze e umedecido em água.
»» Tonifique a pele com algodão umedecido no produto.
»» Aplique emoliente. Quando ele é apresentado na forma de loção, costuma-se umedecer
chumaços de algodão com o produto e cobrir toda a região a ser trabalhada com esse
algodão. Se o emoliente for em creme, cobrir a pele com ele e, por cima colocar algodão
umedecido em água. O tempo é determinado pelo fabricante, podendo variar de 10 a
20 minutos.
»» Extraia as lesões (somente cravos e espinhas). Normalmente, o tempo para essa etapa é de
trinta minutos. O ideal é não extrapolar o tempo de extração, pois o efeito amolecedor do
produto vai se perdendo e, com isso, o cliente passa a apresentar maior sensibilidade.
»» Aplique a máscara. Costuma-se utilizar máscara calmante a fim de diminuir a vermelhi-
dão da pele. Deixe o produto na pele por 20 minutos e retire-o com algodão embebido em
água.
»» Aplique protetor solar.
A seguir, vamos conhecer os diferentes tipos de pele e os procedimentos mais indicados para
cada uma.

Relação entre Estética Facial e Imagem Pessoal 21

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2.2.2 Tipos de pele

2.2.2.1 Eudérmica
Conhecida como pele normal. Tem aparência sedosa, graças ao equilíbrio de água e óleo. Não
apresenta lesões acneicas, e os óstios (poros) são finos.

2.2.2.2 Alípica
Também chamada de pele seca. Apresenta aspecto opaco, sem brilho natural. Pode apresentar
sensibilidade a cosméticos, principalmente àqueles com ação esfoliante. Apresenta, como subclassi-
ficação, outro tipo de pele, o alípico desidratado, referente à diminuição ou à falta de água no tecido.
As características marcantes desse tipo de pele são descamação, aspereza, espessura fina e tendência
a rugas, Figura 2.1.

Mtkang/Shutterstock.com

Figura 2.1 - Pele alípica, com rachaduras na superfície.

Fique de olho!

Na pele seca ou desidratada, que apresente descamação, use produtos em creme, pois eles apresentam óleo na compo-
sição, o que faz deles produtos pesados capazes de fazer uma camada protetora contra a perda de água do tecido. Para
peles que necessitem de muitos nutrientes, vale usar um sérum nutritivo e hidratante.

2.2.2.3 Lipídica
Também conhecida como pele oleosa. As características mais evidentes são brilho intenso em
toda a face, óstios dilatados, pele mais espessa e tendência ao aparecimento de acne, Figuras 2.2 e 2.3.

22 Imagem Pessoal e Visagismo

IMAGEM PESSOAL.indb 22 13/02/2014 18:36:03


Phasinphoto/Shutterstock.com
Figura 2.2 - Pele lipídica, com brilho intenso na superfície.

Em virtude de suas características, a pele lipídica é subdividida em subtipos:


» Lipídica desidratada: apresenta regiões com aspecto oleoso, porém, em razão da falta de
água, é possível encontrar descamações.
» Lipídica seborreica: pele com brilho muito intenso, chamada de untuosa.
» Lipídica acneica: pele oleosa com acne, podendo apresentar os diversos graus dessa patologia.

Fique de olho!

Em peles oleosas, o ideal é utilizar produtos à base de água e géis, a fim de evitar o aumento de óleo
.

Ocskay Bence/Shutterstock.com

Figura 2.3 - Pele com lesões acneicas.

Relação entre Estética Facial e Imagem Pessoal 23

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2.2.2.4 Pele mista
Apresenta oleosidade e, consequentemente, brilho
intenso na região conhecida como zona T, representada por Os fatores extrínsecos são os fatores
externos que podem influenciar nas
testa, nariz e queixo. Os óstios nessa região são dilatados. Nas características e no funcionamento
laterais pode ser eudérmica, alípica ou com tendência oleosa. do nosso organismo, como cigarro,
bebidas alcoólicas e alimentos. Por
sua vez, os fatores intrínsecos são
2.2.2.5 Pele envelhecida os fatores decorrentes do desgaste
natural ou das alterações do próprio
Independentemente de o envelhecimento ser originado organismo, como envelhecimento
por fatores extrínsecos ou intrínsecos, o fato é que um dia nós das células e diminuição do meta-
envelhecemos. bolismo.

As características mais evidentes da pele durante essa fase


são aumento na espessura, porém com sensibilidade, algumas
lesões comedogênicas não inflamatórias, manchas na pele, opacidade e rugas.

Taramara78/Shutterstock.com

Figura 2.4 - Foto ilustrativa, diferenciando a pele envelhecida, sem cuidados (à esquerda),
e a pele tratada, com aspecto sedoso (à direita).

O processo de envelhecimento não é sinônimo de descuido e desleixo. A autoestima precisa


estar presente em todas as fases da vida, especialmente nessa. Nesse sentido, as atividades estéticas
nos permitem ver com outros olhos as transformações que estão acontecendo com o nosso corpo.

24 Imagem Pessoal e Visagismo

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Esse processo da vida é inevitável, mas hoje, com tantos recursos, podemos até mesmo retardar o
envelhecimento, Figura 2.4. No entanto, é importante ter a consciência de que a beleza está em qual-
quer idade e que só precisamos encontrar o que temos em nós mesmos que nos faz felizes e belos.
Na Tabela 2.1 vemos os tratamentos e os respectivos tipos de pele.

Tabela 2.1 - Relação entre tipos de pele e os respectivos cuidados necessários

Estado cutâneo Procedimentos ou


Tipos de pele Características Ativos
(subtipos) tratamentos

Manutenção;
Ácido hialurônico; ácido
Pele sedosa, viçosa, com hidratação a fim de
Eudérmica Não há. lático; vitaminas A, C
óstios finos. manter o equilíbrio de
e E.
sebo e água.

Glicerina, algas marinhas,


Procedimentos para
Desidratada: apresenta ureia, vitamina E,
Pele fina, sem brilho natu- renovação do tecido,
Alípica descamação, é áspera e tem erva-doce, aloe vera,
ral, sensível. hidratação e nutrição
tendência a rugas. aveia, camomila, tília,
da pele, revitalização.
alfabisabolol.

Desidratada: apresenta oleo- Ácidos: salicílico,


sidade com descamação. Tratamento para glicólico e mandélico.
redução de oleosidade
Seborreica: tem brilho muito e da espessura da Calmantes: camomila e
Pele espessa, com óstios
Lipídica intenso (untuosa). pele, para renovação azuleno.
dilatados e brilho intenso.
do tecido e
Acneica: presença de lesões tratamento da acne Antisséptico e
acneicas, inflamatórias e não propriamente dita. anti-inflamatório: própolis
inflamatórias. e melaleuca.

Tratamento de acne na Zona T: ácido salicílico,


região onde se encon- glicólico e mandélico;
Tendência à acne: na zona T;
tram as lesões. melaleuca; e própolis.
Oleosidade concentrada na
Mista
zona T. Desidratada ou com tecido
Nas laterais, procedi- Laterais: ácido
equilibrado: nas laterais.
mentos para hidra- hialurônico, aveia, aloe
tação. vera e camomila.

Tratamentos que
promovam firmeza
Pele hiperqueratinizada, Desidratada. da pele, hidratação DMAE; colágeno;
Envelhecida opaca, flácida, comedônica e afinamento, que vitamina A, C e E; e
e com manchas. Bastante sensível. amenizem o aspecto peelings.
das rugas e manchas e
realcem o brilho.

Ao tratarmos corretamente esses diferentes tipos de pele com os diversos recursos encontra-
dos na área de estética, o cliente ficará mais satisfeito com a sua própria imagem. Além disso, a pele,
mesmo ao natural, se mostrará mais saudável e sempre pronta para receber uma bela maquiagem.

Relação entre Estética Facial e Imagem Pessoal 25

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Amplie seus conhecimentos

Você sabia que o uso de protetor solar é de fundamental importância até mesmo em dias nublados e chuvosos? Parece
bobagem, mas é verdade. A radiação, conhecida como ultravioleta, pode provocar sérias alterações na pele, como man-
chas, envelhecimento precoce, queimaduras e até mesmo câncer de pele (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

Vamos recapitular?

Neste capítulo aprendemos a importância de cuidarmos da nossa pele a fim de que ela se apre-
sente naturalmente bela, sedosa e saudável. Também vimos que a estética participa do conceito de ima-
gem no que diz respeito: ao tratamento para a melhora da pele, avaliando e propondo tratamentos e
utilizando os ativos mais apropriados para o tipo de pele; e ao embelezamento, assunto que veremos com
mais detalhes no Capítulo 8.

Agora é com você!

1) Qual a importância da estética para a nossa imagem?


2) Por que não é indicado o uso de cremes em pele oleosa?
3) Antes de qualquer tratamento, o mais indicado é sempre fazer uma limpeza de pele.
Por quê?
4) Qual a função da loção tônica na pele?
5) Atividade em grupo: identifique o tipo de pele de seus colegas de grupo.

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3
O Corpo: Aspectos
Culturais e
Psicossomáticos

Para começar

Neste capítulo, a discussão terá como base as influências que os hábitos regionais podem ter na
nossa vida e na nossa relação conosco e com a sociedade, no que diz respeito à valorização do corpo.
Veremos que a formação dos conceitos de certo e de errado pode ser influenciada por fatores da região
em que vivemos, como a cultura, a política, a economia e, inclusive, a nossa própria formação física
hereditariamente constituída e os nossos aspectos psicológicos, influências que já podiam ser vistas em
tempos remotos.

3.1 Alimento versus culto ao corpo


A imagem corporal, no que diz respeito ao conceito de beleza, sofreu diversas variações ao
longo da história, influenciadas por vários fatores, como os hábitos alimentares.
Quando o assunto é alimento versus valorização das formas corporais femininas, as contro-
vérsias sempre existiram. Em épocas nas quais o alimento era escasso e reservado a poucos, a ima-
gem de mulheres robustas era sinal de poder e status; nos períodos com fartura de alimentos, como
hoje, a imagem de mulheres magras é mais valorizada, pois representa autodisciplina e sucesso. Per-
cebe-se, então, que as práticas alimentares e os padrões de beleza caminham juntos. Atualmente, essa
relação entre disponibilidade de alimentos e modelos de beleza são os referenciais para distinguir as
diferentes classes sociais.

27

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No caso do Brasil, e semelhantemente ao que aconteceu em outros países, os modelos de beleza
sofreram variações, na tentativa de adaptação ao contexto social, político, econômico e histórico.
A seguir, apresentamos alguns fatos marcantes na história dos modelos de beleza que se passa-
ram no mundo, inclusive no Brasil.

3.1.1 Século XIX


Momento em que a culinária valorizava alimentos com alto teor calórico. Nessa época, os corpos
femininos mais desejados eram aqueles com formas arredondadas, ainda que chegassem à flacidez.
Nessa época, grandes pintores, principalmente os europeus, valorizavam mulheres de cabe-
los claros, ondulados, de rosto sedoso e colo leitoso como pérola, Figura 3.1. No Brasil, a beleza
estava na pele morena, nos cabelos compridos e escuros e nos olhos pretos. A semelhança entre
essas mulheres estava no corpo carnudo e cheio de sulco, diferenciando socioeconomicamente quem
tinha poder de quem pertencia à classe social mais baixa.

Figura 3.1 - Valorização de corpos arredondados. Obra: Le Bain Turc, de Jean August Dominique Ingres, 1862.

3.1.2 Anos 1960


Esse é um período de grande marco na relação do indivíduo com os outros e com o mundo
por meio do feminismo, da relação sexual, da expressão corporal, tudo exaltando o corpo e as­-
sociando-se a ele.
A partir dessa época, os padrões de beleza começam a mudar, e medidas cada vez menores
começam a ser valorizadas, Figura 3.2.
Com 42 kg e 1,67 m de altura, a modelo Lesley Hornby foi uma das pessoas que revolucionaram
o padrão de beleza da época. Com porte pequeno e magérrimo, chegou a ser apelidada de Twiggy, da
palavra twig, graveto em inglês.

28 Imagem Pessoal e Visagismo

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A imagem corporal e os desejos dessa época

Yoko Design/Shutterstock.com
tornaram-se compulsivos. Por essa busca incan-
sável, tudo era válido. Quando o real do próprio
corpo se faz visível e é considerado desfavorável,
ocorre a busca por transformações radicais. Medi-
das como plástica, lipoaspiração, tatuagem, uso de
remédios e anabolizantes já estavam em prática
nessa época.

3.1.3 Anos 1980


A magreza já podia ser percebida com clareza.
As formas curvilíneas perdiam espaço para corpos
cada vez mais magros e sem formas definidas.
Porém, além de mulheres magras sem formas
femininas evidentes, surgiu o interesse pelo realce
Figura 3.2 - Ilustração de mulheres dos anos 1960,
da feminilidade nos gestos, nas roupas e na própria
com formas magras.
imagem do corpo. As mulheres passaram a mostrar
toda a sensualidade, Figura 3.3, seguindo o modelo de divas como a Madonna, com suas músicas e
gestos ousados e sensuais, e, aqui no Brasil, seguindo o exemplo de Sônia Braga.

Netfalls - Remy Musser/Shutterstock.com

Figura 3.3 - Mulher magra e com a sensualidade evidenciada pelo corpo é um dos diferenciais dos anos 1980.

O Corpo: Aspectos Culturais e Psicossomáticos 29

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3.1.4 Final do século XX até os dias atuais
O corpo perfeito passa a ser uma obsessão para as mulheres, principalmente para as da classe
média. A obesidade era e ainda é vista com maus olhos, e a magreza, vista como sinal de sucesso,
perfeição, competência e atrativo sexual.
No decorrer do século XXI, as mulheres almejam a magreza; para isso, adotam dietas rigoro-
sas e praticam atividade física de forma exagerada. Elas podem optar por corpos magros esculpi-
dos e mostrar curvas femininas de forma delicada ou com bastante definição (com músculos tornea-
dos, tendo a massa gordurosa sido substituída por massa muscular, por meio de exercícios intensos,
Figuras 3.4 e 3.5). Cameron Diaz é uma celebridade que aderiu a essa tendência de corpo magro e
bem definido e exibe um corpo cada vez mais musculoso.
Os homens, principalmente os jovens, relatam que seriam mais felizes se tivessem corpos
musculosos, com barriga “tanquinho”. A fim de conseguir músculos bem definidos, acabam recor-
rendo ao uso de anabolizantes. No Brasil não se tem uma estimativa exata do uso de anabolizan-
tes, pois muitos desses produtos chegam às mãos dos consumidores de forma ilegal, mas sabe-se
que o público que utiliza esse tipo de produto tem idade entre 18 e 34 anos e é, em geral, do sexo
masculino. Porém não descartamos o aumento da procura por esse produto pelo público feminino.
Atualmente, interessadas em definir a musculatura, muitas mulheres procuram por anabolizantes no
intuito de obter os resultados esperados em menor tempo.
Dmitry Melnikov/Shutterstock.com

Nejron Photo/Shutterstock.com

Figura 3.4 - O corpo magro é muito visado atualmente. Figura 3.5 - Além da magreza, algumas mulheres
A mulher preocupa-se em estar magra, porém sem per- buscam tônus muscular evidente e bem definido, não
der suas silhuetas femininas. somente no abdome, mas em todo o corpo.

30 Imagem Pessoal e Visagismo

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Antes, a beleza no Brasil era definida por proporções pequenas nos seios e exaltação dos glú-
teos. No início do século XXI, o padrão mudou. Teve início uma obsessão americana em aumentar os
seios, mas sem deixar de valorizar os glúteos, ou seja, as mulheres brasileiras começam a desejar cor-
pos com seios maiores e quadris esculpidos, em busca de um corpo brasileiro curvilíneo, Figura 3.6.

Jeffrey J Coleman/Shutterstock.com

Figura 3.6 - Valorização dos seios e do glúteo, corpo almejado por muitas brasileiras nos dias de hoje.

3.1.5 Imagem corporal e suas influências


Todas as formas de nos ver e ver o outro (estar acima ou abaixo do peso, ser alto ou baixo,
musculoso ou flácido, entre outras características) passam por influências na definição do bonito e
do feio, e essas definições são impostas pela própria sociedade em que vivemos.
As formas como nos vemos, como vemos o outro e como o outro nos vê são diversas. Isso por-
que a imagem do nosso corpo apresenta um complexo emaranhado de fatores psicológicos, sociais,
culturais e biológicos que ajudam a determiná-la.
As características que determinam a parte física ou biológica são percebidas em nosso corpo,
como altura, cor dos olhos, formato do rosto e cor do cabelo, ou seja, trata-se de traços de origem,
ligados aos nossos pais, avós, bisavós e carregados no material genético chamado de DNA.

O Corpo: Aspectos Culturais e Psicossomáticos 31

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Amplie seus conhecimentos

É por meio do estudo da genética, ramo da biologia que analisa as características (diferenças e semelhanças) entre indi-
víduos da mesma linhagem pelas gerações, que se estuda o DNA (ácido desoxirribonucleico). Este é uma estrutura pre-
sente nos cromossomos que carrega a informação genética da maioria dos organismos vivos (JUNQUEIRA; CARNEIRO,
2012).

Savanevich Viktar/Shutterstock.com
Figura 3.7 - Garota com sardas, herança genética mais comum em pessoas de pele clara.

Com relação aos aspectos culturais, o corpo pode sofrer influências de acordo com o local em
que o indivíduo está inserido. No mesmo país, pode haver diversidade cultural e, em cada região, o
comportamento e o conceito com relação ao padrão de beleza do corpo podem ser diferentes.
A influência cultural não está relacionada apenas à beleza física, mas a todo o conjunto que
pode compor e proporcionar a beleza, por exemplo, acessórios, roupas e comportamento (modo de
falar, de se expressar, utilização de palavras e expressões regionais etc.). Em virtude dos diferentes
climas das regiões do Brasil, uma pessoa que vive na região Sul do país terá preferências e tendências
de moda bem diferentes daquelas das pessoas que vivem no Nordeste, local em que o calor chega a
ser escaldante. Além de adornos e vestimentas diferentes, há diferentes características no próprio
corpo, como o tom de pele. De modo geral, as pessoas do Sul costumam ter pele clara, figura 3.6, e as
do Nordeste são bem bronzeadas.
Independentemente do país, além de os aspectos culturais influenciarem o nosso compor-
tamento, a religião e as crenças também são significativas. Adornos, vestimentas e corte e compri-
mento do cabelo, por exemplo, são alguns dos itens que podem sofrer interferência da religião.

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Anna Omelchenko/Shutterstock.com
Figura 3.8 - A cultura regional pode influenciar a escolha de vestimentas e adornos,
como ocorrem em algumas regiões da África.

Os aspectos psicológicos têm grande influência na nossa imagem, pois os pensamentos, as


vivências e as experiências de vida é que vão determinar se aceitaremos o nosso corpo, nosso com-
portamento em relação a ele e o jeito de nos vestir.
Sabe-se que as emoções são responsáveis pela busca de uma boa saúde e de bem-estar e, uma
vez em desequilíbrio, essas emoções podem causar doenças psicofisiológicas (relacionadas à ansie-
dade) e também psicoemocionais (resultado da ação intercorrente das doenças psicofisiológicas).
Nossas diferentes atitudes devem-se, por exemplo, às diferenças de sexo, personalidade, idade
etc. Cada indivíduo vai lidar com uma determinada situação de maneiras diferentes que outro indi-
víduo, de acordo com os fatores: sexo masculino ou feminino, imunidade, personalidade, idade etc.
Dessa forma, os fatores psicossomáticos podem interferir muito em nosso corpo, pois é com
base nesses fatores que passamos a construir o conceito do que é bom ou ruim para a nossa pró-
pria vida. Uma pessoa pode ter uma saúde perfeita e achar, por exemplo, que tem alguma deforma-
ção estética, sem que ela exista, como dentes tortos, nariz de tucano, obesidade, e sentir que não se
encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade.
A ideia principal disso tudo é que esses fatores nos fazem construir os nossos próprios conceitos
do que é melhor para a nossa vida e, dependendo de como lidamos com isso, essas influências poderão
ter consequências benéficas e promover nosso bem-estar ou consequências maléficas em virtude da
obsessão pela perfeição e das atitudes radicais, prejudicando consequentemente a saúde do indivíduo.

O Corpo: Aspectos Culturais e Psicossomáticos 33

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Vamos recapitular?

Neste capítulo abordamos diferentes fases do padrão de beleza e a influência que a política, a eco-
nomia e a cultura podem ter na busca do corpo ideal.
Além disso, tratamos da influência de aspectos como a formação física, características regionais e
culturais e fatores psicológicos na constituição de nossos gostos, preferências e opiniões.
Vimos que, mesmo com todas essas influências, é preciso ter consciência de até que ponto um
comportamento pode ser benéfico, física, emocional e mentalmente. Vários fatores ajudam a formação
de nossas opiniões, mas não podemos nos deixar levar e acreditar que tudo é correto para nosso corpo e
nossa mente.

Agora é com você!

1) Dê um exemplo de fator cultural que pode influenciar o comportamento e a aparên-


cia das pessoas.
2) Atualmente, em relação ao padrão de beleza, quais são as opções de corpo?
3) Com o passar do tempo, como o alimento foi visto na sua relação com os critérios de
beleza?
4) O que são fatores biológicos e como eles podem influenciar a nossa imagem?
5) Dê exemplos de artistas femininas que optaram por ter um corpo musculoso.

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4
Percepção de
Saúde e Estética

Para começar

Saúde e estética são dois assuntos que não podem ser abordados separadamente, sobretudo
quando o objetivo é chegar à perfeição de beleza. Eles estão sempre relacionados, direta ou indireta-
mente, porém tanto um quanto outro, quando tratados de forma doentia, podem trazer sérias conse-
quências, por exemplo a anorexia.
Além da busca incansável e doentia pela beleza, as pessoas convivem em uma sociedade turbu-
lenta; muitos não conseguem se dedicar à boa saúde - alimentam-se mal e não praticam atividade física,
chegando a outro extremo, a obesidade.
Além dessas alterações, outras serão abordadas neste capítulo, com o intuito de conhecermos
alguns fatores que levam à baixa autoestima e de sabermos como o esteticista pode ajudar.

4.1 O peso da imagem


O valor da sua imagem e a beleza que você almeja provavelmente sofreram influências da mídia.
O corpo magro (quase esquelético) e longo das mulheres dos anúncios publicitários e da TV é o espe-
lho para muitas outras mulheres. A fim de chegar a esse padrão imposto pela sociedade, muitas fazem
dietas absurdas e têm comportamentos não saudáveis de controle de peso, tudo isso no intuito de che-
gar a uma imagem idealizada, o que provoca sérias distorções na própria imagem corporal.

35

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Bulimia e anorexia são alguns dos transtornos alimentares que têm como consequência a
diminuição de peso.
Em casos de bulimia, a pessoa costuma comer exageradamente e de forma incontrolável e,
em seguida, a fim de evitar o ganho de peso, induz o vômito, usa laxativos, pratica atividade física
de forma exaustiva e faz jejum prolongado. A pessoa com esse tipo de transtorno não costuma ser
excessivamente magra, por isso não chama atenção, mas cuida da sua forma física de maneira obses-
siva. Ao perceber que houve descontrole em uma refeição (grande quantidade e alimentos bem caló-
ricos), essa pessoa é tomada por sentimentos de remorso e culpa e, por isso, pensa em diferentes
formas de não ganhar peso.
Em razão dos constantes estímulos à saída desse alimento e a fim de evitar a absorção dos
nutrientes, sérias complicações acabam acontecendo no organismo, como enfraquecimento dos den-
tes, sangramentos, problemas gastrointestinais, entre outros.
Já no caso da anorexia, a preocupação com o peso é extrema. As atitudes a fim de não ganhar
peso são parecidas com as tomadas nas ocorrências de bulimia, mas, na anorexia o aspecto psico-
lógico é tão afetado que, ao se olhar no espelho, por mais magra que esteja, a pessoa se vê gorda,
Figura 4.1.
Infelizmente, o número de distúrbios de peso vem aumentando cada vez mais, em especial
entre os jovens.

Fique de olho!

Mesmo que esse tipo de transtorno aconteça em diferentes classes sociais, em variadas culturas e regiões, é sabido que
ele acomete em sua maior parte meninas ocidentais, de raça branca e pertencente à classe socioeconômica alta. Déca-
das atrás, no Japão, nem se falava desses tipos de transtorno; no entanto agora, com a ocidentalização, o fenômeno se
tornou frequente nesse país (OLIVEIRA; HUTZ, 2010).

No Brasil, foi realizada uma pesquisa com o intuito de verificar os comportamentos alimentares entre as adolescentes
nipônicas e as caucasianas. Concluiu-se que as adolescentes caucasianas parecem sofrer mais as pressões culturais e
estéticas sobre a imagem em comparação com as nipônicas (SAMPEI, 2009).

Além disso, o mundo capitalista e industrializado levou a muitas mudanças de comporta-


mento, resultando na falta de tempo para uma vida saudável. Com uma vida agitada e corrida, as
pessoas deixam de cuidar da saúde e dão preferência a alimentos rápidos, conhecidos como fast food,
lanches, frituras, entre outros, a fim de minimizar os intervalos das refeições, Figura 4.2. Além disso,
pela falta de tempo, muitos não conseguem sequer realizar uma caminhada, uma vez que todos os
horários são destinados ao trabalho. Com esse tempo todo dedicado ao trabalho, é possível perceber
que o corpo será o modelo do esquecimento de uma vida saudável rumo à obesidade,Figura 4.4.
Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, os brasileiros não estão se ali-
mentando de forma correta: 38,8 milhões de pessoas com 20 anos ou mais estão acima do peso, ou
seja, 40,6% da população total do país, sendo que 10,5 milhões desse grupo já são considerados obesos,
Tabela 4.1.

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RioPatuca/Shutterstock.com
Figura 4.1 - Imagem refletida no espelho com distorção da realidade, um caso típico de anorexia.
Esse transtorno afeta a parte psicológica do indivíduo e acomete principalmente as mulheres,
por sentirem maior pressão em relação ao padrão de beleza imposto pela sociedade.

Kzenon/Shutterstock.com

Figura 4.2 - Por serem alimentos rápidos e práticos, muitas pessoas aderem ao fast food, com frituras,
embutidos e lanches. Assim, minimizam o tempo de intervalo e aproveitam o tempo para trabalhar mais.

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Ollyy/Shutterstock.com
Figura 4.3 - Consequência de uma vida corrida, na qual a saúde fica em segundo plano, problemas como a obesidade e
outras doenças decorrentes do aumento de peso, como hipertensão, colesterol, entre outros, podem começar a apare-
cer. Além dos problemas fisiológicos, os psicológicos também podem surgir, gerando baixa autoestima, sentimentos de
rejeição e de depressão.

O fato de algumas circunstâncias da vida levarem

Berna Namoglu/Shutterstock.com
à obesidade não quer dizer que as pessoas não estejam
sendo influenciadas pela imagem corporal conside-
rada perfeita: é preciso ser magro e alto. A influência
da padronização do corpo é tanta que algumas pessoas
chegam a ter depressão e vergonha de seu próprio corpo
por não conseguir chegar ao peso considerado ideal.

Tabela 4.1- Prevalência de excesso de peso e obesidade na


população de 20 anos ou mais, por sexo, no Brasil, no período
de 2002-2003
Masculino Feminino
Excesso de peso Obesidade Excesso de peso Obesidade
(%) (%) (%) (%)
41,1 8,9 40,0 13,1

A obesidade somada à idade avançada representa


um problema ainda mais sério, porque a autodesva-
lorização e a baixa autoestima são maiores na terceira
idade. Figura 4.4.
Figura 4.4 - A obesidade é ainda pior no caso
de mulheres em períodos de alterações hormo-
nais, como gestação e menopausa, o que leva a
impactos psicológicos como síndrome do pânico
e depressão.

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4.2 Interferência das alterações cutâneas
na imagem facial e corporal
Além da aparência magra, do corpo longo e com silhueta bem definida, a mídia e os anúncios
publicitários mostram uma pele facial e corporal totalmente íntegra, o que não condiz com a reali-
dade das mulheres comuns da sociedade.
São variadas as alterações cutâneas que podem levar à baixa autoestima, principalmente se
forem evidentes. Quando se trata de face, as alterações inestésticas que levam os clientes a buscar
tratamento estão relacionadas à acne e à hiperpigmentação (mancha). Há outras irritações de pele,
como a dermatite, e iremos tratar de algumas neste capítulo a fim de que o estudante de estética con-
siga identificá-las e diferenciá-las, no intuito de bem orientar os clientes a procurarem um profissio-
nal que vá tratar de forma correta dessas alterações da pele.
Além dos problemas na face, duas alterações chamam a atenção das mulheres e podem levar à
baixa autoestima e à desvalorização do próprio corpo: a estria e a celulite.
Diante dessas patologias ou disfunções, os profissionais da área de embelezamento e estética
podem, em certos casos, estabelecer uma parceria com outros profissionais a fim de ajudar pessoas
complexadas em virtude das alterações que estão ocorrendo em seu corpo.
Segue uma relação de alterações faciais e corporais.

4.2.1 Acne
A acne, já mencionada no Capítulo 2, provoca alterações físicas e psicológicas que afetam princi-
palmente adolescentes, período de difícil aceitação em que há o desejo e a busca pela perfeição.
A acne é uma afecção crônica, multifatorial, que ocorre principalmente na puberdade,
podendo se estender até a fase adulta. Em relação à gravidade das lesões, ela pode ser classificada em
até cinco estágios. Os três predominantes são:
»» Acne comedoniana: presença predominante de comedões (cravos).
»» Acne papulopustulosa: presença de comedões, pápulas (espinhas) e pústulas (espinhas
com pús).
»» Acne nodulocística: além das lesões citadas, estão presentes os nódulos e os cistos.
Em estágios avançados da acne o indivíduo pode chegar a apresentar sintomas como febre
súbita e dor nas articulações.

4.2.2 Dermatite de contato


Outro tipo de alteração bem incômoda é a dermatite de contato. Considerada um processo
inflamatório, a dermatite se caracteriza por lesões avermelhadas que podem apresentar coceira e
descamação. Ela é resultante da exposição direta a algum agente externo, junto com a luz ultravioleta
na superfície da pele. Por causa do grau de irritação, coceira e sensibilidade, devem ser evitados pro-
dutos como sabão e detergente, que possam estimular ainda mais esse quadro.

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Quando a dermatite de contato provoca alterações na pele, é considerada uma dermatite de
contato irritante, Figura 4.5. Porém existe a dermatite que é desencadeada pela resposta imune espe-
cífica, chamada de dermatite de contato alérgico. Em ambos os casos, deve-se evitar o agente causa-
dor e, quando ele é identificado e evitado, pode-se perceber a cura da dermatite. No entanto, quando
o agente persiste, a dermatite pode-se tornar crônica, dificultando o tratamento e até impossibili-
tando as atividades diárias do paciente.
As diferenças entre os dois tipos de dermatite são: a causa, os mecanismos fisiopatológicos, a pre-
disposição genética, os testes cutâneos, o tempo de aparecimento das lesões e a demarcação das lesões.

Pan Xunbin/Shutterstock.com
Figura 4.5 - Bolhas, eritema e edema são alguns sinais na superfície da pele
característicos da dermatite de contato irritante.

4.2.2.1 Tratamento
Nenhum tratamento estético poderá ser feito enquanto o paciente não investigar e tratar essa
alteração de pele com o dermatologista. Normalmente o tratamento médico é feito por medicamen-
tos como corticoide e anti-histamínico.
Nesse caso, o uso de cosméticos pode provocar maior irritação na pele e piorar o quadro de
dermatite.

4.2.3 Hipercromia
A pele, principalmente a da região facial, sofre agressões do ambiente, por estar submetida à
ação do vento, da poeira, do ar-condicionado e, principalmente, da radiação solar. Como consequ-
ência de tantas agressões, pode ser formada uma mancha.
A hipercromia facial é conhecida como uma desordem na hiperpigmentação da pele, sendo
evidenciada pela presença de manchas em tons de marrom escuro ou claro, principalmente em razão
da exposição ao sol (fator exógeno) ou de hormônio sexual (fato endógeno).

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Em peles caucasianas, a hiperpigmentação pode ser o resultado de anormalidades no meca-
nismo enzimático que controla a pigmentação, tendo como causas a idade avançada, um processo
inflamatório, fatores genéticos e distúrbios hormonais. Em peles asiáticas e negras, o risco de hiper-
pigmentação é maior, pois elas normalmente apresentam alta densidade de melanina.
A melanina não deve ser vista como uma vilã, pois ela é uma das ferramentas responsáveis
por dar cor à pele e promover fotoproteção. Esse pigmento nada mais é que um filtro solar natural,
por refletir a radiação ultravioleta que entra em contato com a pele, protegendo o núcleo, local em
que está o material genético das células. Porém sua produção desordenada pode levar à formação de
manchas escurecidas de senescência ou lentigem, por exemplo.

4.2.3.1 Tratamento
Os tratamentos estéticos de hiperpigmentação têm como objetivos: a) afinar a epiderme, a fim
de remover os queratinócitos já pigmentados presentes na camada superficial da pele e estimular a
renovação celular; b) minimizar a produção de melanina.
»» Microdermoabrasão: é muito indicada nos tratamentos de hipercromia, pois se destina ao
processo de esfoliação não cirúrgica, portanto afina o epitélio, potencializando o tratamento
que insere ativos e promove a renovação celular por incremento da mitose celular fisiológica.
O mesmo equipamento é utilizado na endermologia, a única diferença está no uso do acessó-
rio; na endermologia, microgrânulos de óxido de alumínio são jateados na pele com a pres-
são do aparelho ou por uma caneta com a ponteira diamantada - essa ponteira desliza sobre
pele e, por meio da pressão do aparelho, os resquícios de células córneas são sugados.
»» Ácidos: o ácido ascórbico (vitamina C) homogeniza os pigmentos, tendo ação clareadora.
O ácido glicólico (alfa hidroxiácido) tem a propriedade de afinar e regenerar a pele e pode
auxiliar nos tratamentos de hipercromias; além disso, ele tem a capacidade de abrir as
pontes entre as células, permitindo maior penetração dos ativos dos demais produtos que
serão aplicados após o seu uso. O ácido kójico é obtido pela fermentação do arroz, sendo
um agente despigmentante de grande eficácia; diferentemente da hidroquinona (ativo
recomendado apenas por médico, por apresentar respostas adversas, como irritabilidade
e sensibilidade ao sol, e risco de agravar a mancha), esse ácido apresenta resultados mais
demorados, porém sem efeitos irritativos, podendo inclusive ser usado no verão.

4.2.4 Estrias
A estria é uma afecção irreversível. Ela é definida como uma atrofia tegumentar adquirida,
ou seja, trata-se de uma diminuição da espessura da pele, que fica mais delgada, flácida, seca, com
menos pelo e menor elasticidade, Figuras 4.6 e 4.7.
Inicialmente, as estrias são rosadas, fase na qual ainda apresentam irrigação sanguínea e, por
isso, podem se tornar menos evidentes com procedimentos estéticos adequados.
Em uma fase tardia, as estrias se tornam esbranquiçadas, sendo denominadas de estrias albas.
Nesse caso, elas já não apresentam irrigação sanguínea evidente, e fica mais difícil amenizá-las.
Três teorias tentam explicar o surgimento das estrias:

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4.2.4.1 Mecânica
É a teoria que explica os casos de grandes estiramentos da pele, com consequente ruptura ou
perda de fibras elásticas, provocando o aparecimento das estrias.
A gravidez é um dos casos que exemplifica essa teoria: a pele pode não conseguir acompanhar
o aumento do abdome e sofrer esse estiramento.
O aumento de volume por deposição excessiva de gordura é outro exemplo. A deposição de
forma excessiva e repentina de gordura pode provocar danos às fibras elásticas e aos colágenos da pele.
O rápido crescimento, evidenciado na adolescência, também pode provocar o aparecimento
de estrias em certas regiões do corpo, uma delas é na parte posterior do joelho, chamada de poplítea.

4.2.4.2 Endócrina
Você já se perguntou por que uma pessoa jovem, magra e que nunca esteve acima do peso
apresenta estrias? Talvez seja uma questão genética, mas a causa também pode estar relacionada com
o fator hormonal.
De acordo com alguns estudos, pacientes apresentaram estrias após o uso de medicamentos à
base de hormônios. A adolescência é outro exemplo, período com forte influência hormonal.

4.2.4.3 Infecciosa
Alguns autores sugerem que processos infecciosos causam danos às fibras elásticas, provo-
cando o aparecimento das estrias.

Artem Furman/Shutterstock.com

Figura 4.6 - Estrias em região lateral do abdome. Perceba o aspecto da pele estriada,
de aparência flácida, delgada e sem elasticidade.

4.2.4.4 Tratamentos
Ainda não se descobriu uma forma de desfazer a estria por completo; sendo assim, o objetivo
dos procedimentos estéticos é de apenas melhorar a sua aparência.
Diversos são os procedimentos que um esteticista pode adotar a fim de minimizar o aspecto
da estria e, dentre eles está a microdermoabrasão. Esse é um método realizado por meio de um apa-
relho que promove sucção. Nesse aparelho é acoplado um acessório que vai lixar a pele, deixando-a
mais fina, e vai ajudar a melhorar a circulação do tecido.

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Artem Furman/Shutterstock.com
Figura 4.7 - Estrias na região do glúteo.

Com o intuito de melhorar o metabolismo das células da região afetada, de estimular a síntese
de ATP e estimular a síntese proteica, o aparelho de microcorrentes pode ser utilizado nesses casos,
potencializando o tratamento.
Em alguns casos, pode-se utilizar o equipamento gerador de corrente galvânica, também
conhecido como eletrolifting com agulha. O objetivo é estimular o processo de reparação e resta-
belecer a integridade do tecido por meio da corrente e do processo inflamatório agudo e localizado.
Por provocar um processo inflamatório, duas informações devem ser reassaltadas: 1) o intervalo
entre as sessões é de uma semana, e sua aplicação pode ser intercalada com outros procedimentos,
como o uso de microcorrentes associado com cosméticos; 2) é preciso haver maior cuidado com as
peles de origem asiática e fototipos altos, pois há risco de manchas.
É interessante associar com essas técnicas alguns produtos cosméticos que potencializem o
resultado, como ácidos que estimulem a renovação e a regeneração do tecido (por exemplo, ácidos
glicólico e mandélico), produtos com ativos hidratantes (por exemplo, ácido hialurônico) e que auxi-
liem na reestruturação do tecido (proteína colágeno).

4.2.5 Fibroedema geloide (celulite)


A palavra “celulite” é de origem latina, cellulite, e significa inflamação do tecido celular. Esse
termo é errôneo, pois a celulite não se define como uma inflamação do tecido.
O fibro edema geloide (FEG) é uma afecção desagradável tanto do ponto de vista estético
como do funcional, pois pode acarretar dores nas regiões em que o grau é grave, chegando à imobili-
dade dos membros inferiores e a um abalo emocional por se apresentar de forma inestética.
O FEG consiste numa infiltração edematosa do tecido conjuntivo, não inflamatória, com polime-
rização da sustância fundamental, produzindo consequentemente uma reação fibrótica, Figura 4.8.

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Considerada complexa por envolver aspectos multifatorias, a sua etiologia pode estar relacio-
nada com os fatores considerados desencadeantes, predisponentes ou agravantes. Os fatores desen-
cadeantes são aqueles considerados de origem hormonal, e o principal hormônio envolvido é o
estrógeno. Os fatores predisponentes são os que correspondem à hereditariedade e outros como o
sexo, a etnia, o biótipo corporal e também a sensibilidade dos receptores presentes nas células afe-
tadas pelos hormônios envolvidos. E, por último, porém não menos importante, os fatores agravan-
tes compreendem aos hábitos alimentares inadequados, o sedentarismo, o estresse, medicamentos e
patologias que podem acelerar esse quadro.

Designua/Shutterstock.com
Figura 4.8 - Ilustração da pele e a formação do fibroedema geloide (FEG). No caso desse tecido, a pele se apresenta
ondulada, com a aparência conhecida popularmente como “casca de laranja”. Note que, além da superfície, outras modi-
ficações acontecem internamente, como o aumento no volume das células adiposas e a fibrose do tecido conjuntivo.

A FEG apresenta diferentes graus. Uma das formas de classificar esses graus é analisar a região.
Nesse tipo de análise, percebe-se que as formas mais discretas são vistas somente no momento de
contração da musculatura, enquanto nos maiores graus a depressão é nítida, conhecida popularmente
como “casca de laranja”; nessa fase mais avançada, o aspecto “casca de laranja” pode ser observado
mesmo na pele em repouso e, além de a forma inestética ser desagradável, a dor é muito incômoda.
Segundo a gravidade do FEG, há três graus:
»» Brando (grau I): observado somente com a contração da musculatura de forma voluntária,
Figura 4.9.
Alexandr Makarov/Shutterstock.com

Figura 4.9 - Imagem do FEG grau I, estágio no qual ele é visto com a contração voluntária da musculatura.

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»» Moderado (grau II): a celulite pode ser vista mesmo sem a contração do músculo. Nessa
fase, pode haver alteração da sensibilidade, Figura 4.10.

Olinchuk/Shutterstock.com
Figura 4.10 - Imagem do FEG grau II, estágio no qual os sulcos já são vistos de leve,
mesmo sem a contração voluntária da musculatura.

»» Grave (grau III): independentemente da posição que o paciente estiver (sentado, deitado
ou em pé), as ondulações e os relevos na pele são evidentes, conhecidos como “casca de
laranja”. O tecido se encontra mais dolorido, flácido e enrugado, Figura 4.11.

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Figura 4.11 - Imagem do FEG grau III, estágio no qual ele é visto independentemente
da posição em que a pessoa se encontra.

4.2.5.1 Tratamentos
Os tratamentos estéticos da FEG são diversos e muito bem-vindos, como:

Ultrassom terapêutico

Aparelho muito utilizado para fins estéticos por apresentar respostas satisfatórias sobre diver-
sas afecções, uma delas o FEG. Esse nome refere-se às ondas emitidas, imperceptíveis à audição
humana, sendo superior a 20 mil Hz.
Trata-se de um equipamento que utiliza ondas sonoras por meio de um cabeçote acoplado na
pele, em constante movimento, com auxílio de um agente composto por água, normalmente com a

Percepção de Saúde e Estética 45

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utilização de gel. O aparelho mais indicado para uso estético é o de 3 MHz, pois, assim, a profundi-
dade atingida não atravessa a camada muscular e, consequentemente, não afeta órgãos vitais.
Tem como efeito fisiológico atuar com micromassagem, aumentar a permeabilidade da mem-
brana e descompactar os tecidos, sendo muito indicado em casos de FEG, por minimizar o aspecto
fibrótico do tecido.
Associado à fonoforese, propriedade do próprio aparelho, possibilita o aumento da permeabili-
dade da membrana, potencializando a penetração de ativos, além de aumentar a circulação e promo-
ver o rearranjo das fibras colágenas. Pode ser utilizado de duas a três vezes na semana.
Devem ser respeitadas as contraindicações, como tromboflebites e varizes, regiões com
implantes metálicos e endopróteses, em gestantes, na presença de tumores, infecção ativa, região das
gônadas e área cardíaca.

Endermologia

É uma técnica que utiliza a pressoterapia por pressão negativa, com associação de roletes que
promovem pressão positiva simultaneamente. Estimula a melhora da circulação, tanto venosa quanto
linfática. Com rolamento e sucção simultâneos, promove a massoterapia pelo chamado palper roller
(palpar e rolar). Por ser um procedimento não invasivo, pode ser feito de duas a três vezes na semana.
Após o uso de aparelhos, pode-se incrementar o tratamento com massagens terapêuticas,
como a modeladora e a drenagem linfática.

Massagem modeladora

É um conjunto de técnicas com o objetivo de promover o alívio de estresse, mobilizar estrutu-


ras, diminuir edemas, incrementar a circulação sanguínea e linfática e a analgesia. Essa técnica apre-
senta diversos movimentos com pressão vigorosa e manobras como amassamento, percussão, fric-
ção, vibração e rolamento.

Drenagem linfática

Diferentemente da massagem modeladora, a drenagem linfática é uma técnica que insere


movimentos suaves, lentos e superficiais, que impulsionam a linfa e, por isso, deve-se respeitar a ana-
tomia e a fisiologia do sistema linfático. O foco principal da drenagem é trabalhar sobre o edema lin-
fático, drenando o excesso de líquido presente nos espaços intersticiais do tecido.
Por trabalhar diretamente sobre o sistema linfático, é contraindicada para pessoas com neopla-
sias, em processos infecciosos, febre, insuficiência renal e cardíaca, hipotensão/hipertensão ou diabe-
tes descompensados.

4.3 Queda de cabelo: mal somente dos homens?


A calvície pode afetar a autoestima, quando a imagem apresentada não é a desejada.
Infelizmente, ainda há relatos de discriminação em processos seletivos e entrevistas de empre-
sas que priorizam determinada imagem em detrimento da competência. Essa situação pode levar

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indivíduos a apresentar sérias alterações emocionais, sendo a depressão uma das mais comuns e fre-
quentes na sociedade.

Fique de olho!

Estima-se que há cerca de 100.000 a 150.000 fios de cabelo no couro cabeludo. Dessa quantidade, 13% dos fios
entram em repouso, e ocorre uma queda normal de 60 a 100 fios por dia.

A alopecia, também conhecida como queda de cabelo, pode acontecer tanto em homens
quanto em mulheres e por diversos fatores.
O processo de alopecia acontece quando a queda de cabelo ultrapassa a quantidade diária nor-
mal. Há diferentes tipos de alopecia.

4.3.1 Androgenética
É aquela queda de cabelo nos homens, provocada pela herança genética e pela ação dos
hormônios andrógenos, principalmente a testosterona, Figura 4.12.
Por ser apresentado pelo gene autossômico dominante, esse tipo de alopecia pode estar pre-
sente em mulheres que possuam esse gene. Estima-se que cerca de 20% a 40% da população femi-
nina seja atingida pela alopecia androgenética.
Uma das alterações na mulher que podem levar à alopecia é a síndrome do ovário policístico
(SOP), considerada uma das endocrinopatias mais frequentes nas mulheres na idade reprodutiva. A
manifestação da alopecia, incluindo o aparecimento de acne e de seborreia, deve-se ao diagnóstico
de hiperandrogenismo. A perda de cabelo ocorre de forma difusa, mas geralmente concentra-se na
região frontal e parietal.
O tratamento nessas mulheres visa reduzir os sinais de hiperandrogenismo; somente o médico
pode indicar a melhor terapêutica.
A perda do cabelo é gradual e progressiva, e o pelo transforma-se em velo (pelo pequeno e
fino), por isso os primeiros sinais desse tipo de alopecia é um afinamento dos cabelos. Tal alteração
ocorre em virtude do encurtamento do ciclo de crescimento do pelo e da miniaturização dos folícu-
los (estruturas nas quais ocorre o crescimento do pelo), fazendo que o cabelo do couro cabeludo seja
substituído por pelos velares.
Os tratamentos têm eficácia limitada, diminuindo as chances de melhora quanto maior a
perda de cabelo.

Fique de olho!

Você acha que a alopecia androgenética está associada com o envelhecimento? Essa associação não é verdadeira, uma
vez que casos assim podem ser verificados no período de puberdade. O que acontece é que a queda vai se intensificando
com a idade, sendo mais evidente por volta dos 40 anos.

Percepção de Saúde e Estética 47

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4.3.2 Areata
Considerada uma doença autoimune (o corpo tenta combater o próprio organismo), ocasiona
a queda do cabelo do couro cabeludo ou o pelo de outras partes do corpo. A etiologia e a fisiopato-
logia da doença ainda são desconhecidas, mas sabe-se que ela é multifatorial, atua em pessoas com
predisposição genética e, principalmente, que pode desencadeada por fatores emocionais, como o
estresse. Episódios traumáticos como a perda de alguém muito próximo, um divórcio e a perda do
emprego podem provocar um desequilíbrio psicológico com consequente perda de pelo.
Pode acometer em ambos os sexos, sendo a infância e a puberdade as fases predominantes
para o aparecimento.

Ilya Andriyanov/Shutterstock.com

Figura 4.12 - Alopecia angrogenética. Percebe-se a presença do velo na área


de maior perda do cabelo, tendo em vista que o velo é mais fino que o cabelo.

A área de perda de pelo costuma ter forma arredondada ou ovalada, Figura 4.13, e a pele fica
lisa e brilhante e sem sinais de inflamação. A perda do pelo pode acontecer de forma variável, em
questão de horas, dias ou semanas; porém, quando os fios renascem, inicialmente aparecem finos e
despigmentados e, no decorrer do tempo, aumentam o calibre e voltam à cor normal.
Esse tipo de alopecia pode ser classificado em quatro tipos: a) alopecia em áreas, com perda
de cabelo em algumas áreas do couro cabeludo ou em outras regiões pilosas; b) alopecia total, com a
perda de todo ou quase todo o cabelo; c) alopecia universal, que compromete todas as áreas pilosas
do corpo; e d) alopecia ofiásica, que compromete a área marginal do couro cabeludo.
O couro cabeludo é a primeira região a ser afetada, em 60% dos casos. Mas há casos em que a
perda de pelo ocorre na sobrancelha, nos cílios e até mesmo nas áreas genitais
Nesses casos, eliminar a causa do estresse é o melhor tratamento. Alguns medicamentos
podem ser aplicados a fim de acelerar o crescimento do cabelo nessa região.

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Abbassyma/Shutterstock.com
Figura 4.13 - Alopecia areata. É possível ver a área arredondada, com a pele lisa e brilhante.

4.3.3 Traumática
É ocasionada por causa das constantes trações dos cabelos, sendo mais visíveis nas regiões da
têmpora e no contorno do couro cabeludo. Procedimentos como escovas, alisamentos e penteados de
grande fixação são alguns dos que provocam esse tipo de tração com consequente perda de cabelo.

4.3.4 Tratamento
Alguns profissionais da área da beleza se prontificam em ajudar, melhorando a imagem e a
autoestima dessas pessoas.
»» Em casos em que a alopecia passa a ser crônica e universal, nos quais a ausência de pelo
pode incluir as regiões das sobrancelhas, pode-se recorrer a um dos métodos de embele-
zamento, a aplicação de hena. Trata-se de um procedimento superficial, temporário e que
não prejudica nenhum tratamento que esteja sendo feito para a recuperação dos pelos,
mas que, por outro lado, melhora a autoestima do paciente, fazendo que ele responda
melhor ao tratamento.
Outros tratamentos estéticos visam somente a retardar o processo de queda dos cabelos.
»» Uma das técnicas estéticas que pode ser utilizada é o aparelho de alta frequência. Ele funciona
emitindo uma corrente alternada de alta frequência, a qual, em contato com o gás retido no
eletrodo de vidro, ioniza as moléculas desse gás, que posteriormente produz um campo eletro-
magnético, gerando ozônio. O eletrodo tem forma de pente e pode ser utilizado nos tratamen-
tos capilares em virtude de sua ação estimulante, atuando nos vasos capilares presentes nos
bulbos e na raiz do cabelo. Deve ser aplicado no couro cabeludo já lavado.
»» Produtos cosméticos como xampus e loções com ação fortificante podem auxiliar os tra-
tamentos capilares.

Percepção de Saúde e Estética 49

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Na medicina estética existem outros recursos de grande eficácia, como a carboxiterapia e a
intradermoterapia, e os dois são muito utilizados em casos de alopecia androgenética.
» Carboxiterapia: a aplicação de gás promove uma vasodilatação local, melhorando o fluxo
sanguíneo cutâneo, com consequente estímulo da celularidade e melhora da fisiologia local.
» Intradermoterapia: pequenos volumes de medicamentos escolhidos a partir de seus efei-
tos farmacodinâmicos são administrados e injetados de forma intradérmica.
Vale lembrar que algumas das etiologias podem estar relacionadas com fatores emocionais,
principalmente o estresse. Sendo assim, é preciso investigar e eliminar as causas emocionais que
podem estar levando ao quadro de alopecia a fim de que o tratamento obtenha melhor resultado.

Vamos recapitular?

Neste capítulo você aprendeu que saúde, estética (beleza) e autoestima são assuntos diretamente
relacionados, que formam um tripé. Quando esse tripé está em equilíbrio, o indivíduo fica mais feliz
com o corpo e a mente. Quando um deles apresenta um déficit ou excesso, o indivíduo passa a apresen-
tar alterações e transtornos, desestruturando os demais componentes do tripé.
Aprendeu também que, dessas alterações, algumas afetam a autoestima e que, na estética ou área
de embelezamento, algumas técnicas podem melhorar essa autoestima, trazendo de volta a harmonia
entre esses três itens importantes para a imagem pessoal.

Agora é com você!

1) A alopecia androgenética pode ser evidenciada em mulheres, uma vez que se trata da
ação de um hormônio masculino, a testosterona?
2) O esteticista pode iniciar algum tratamento para estrias, sabendo que ela é uma afec-
ção irreversível?
3) Como podemos diferenciar os graus do fibroedema geloide (FEG)? Descreva esses
diferentes graus.
4) Quais os objetivos dos procedimentos estéticos para o tratamento de manchas escuras?
5) Por meio das informações fornecidas no texto, elabore um protocolo que vise ao tra-
tamento de FEG.

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5
Beleza: um
Senso Comum

Para começar

Neste capítulo você perceberá como a beleza foi vista e valorizada em diferentes épocas, desde a
era paleolítica até os dias atuais.
Hoje a beleza é vista e divulgada de diversas formas, com a ajuda dos veículos de comunicação e
da publicidade, os quais levam para a sociedade as informações e atualizações da moda, com impacto
sobre os ideais de beleza.

5.1 Viagem no tempo: os cuidados com


a estética e a beleza
A fim de entendermos o valor que a beleza tem em nossa imagem, vamos conhecer a impor-
tância disso em outras épocas e saber quais artifícios ajudavam a tornar uma imagem bela. Vamos
conhecer alguns fatos ocorridos em épocas passadas e que marcaram a história.
Desde a era paleolítica o homem vem mostrando interesse por adornos, como colares de dentes
e conchas, bem como o uso de pintura corporal, a fim de se destacar em seu grupo. Contudo, mesmo
havendo indícios de vaidade entre os caçadores dessa época, a preocupação deles era a sobrevivência.

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Na Antiguidade, as organizações socioeconômicas têm início, o que levou os diferentes povos
a desenvolver sua própria cultura e a elaborar diferentes técnicas de embelezamento, sendo este um
item diferenciador e representativo do indivíduo diante da sociedade.
Entre as civilizações da época, a egípcia se destacou no que diz respeito à sua grandiosidade,
principalmente na área da estética, Figura 5.1. As descobertas feitas pelos egípcios contribuíram para
a elaboração de produtos que ainda hoje existem no mercado, como o lápis para contorno dos olhos.
A pintura, para os egípcios, não priorizava apenas a face, mas destinava-se também ao corpo.
Para eles, a pintura não significava apenas vaidade e preocupação com a beleza, ela tinha um signifi-
cado mágico-religioso e ritualístico. A preocupação maior era realçar os olhos. Com esse intuito, eles
utilizavam uma tinta negra à base de carvão, hoje conhecida como kohl, muito semelhante aos delinea-
dores utilizados nos dias atuais. Acreditava-se que, ao traçar linhas alongadas na região dos olhos, seria
possível estar próximo de Hórus, o deus que vê além das aparências e que apresenta olhos bem mar-
cantes. Assim, homens e mulheres pintavam os olhos na esperança dessa proximidade com esse deus.

Matycarlota/Shutterstock.com

Figura 5.1 - A rainha Cleópatra, última rainha do antigo Egito, era considerada o maior
símbolo de beleza da época. Com fácil acesso a recursos e tratamentos de beleza, era uma mulher sedutora
e muito admirada por sua beleza e sofisticação. Reprodução de 2013.

Em locais como Mesopotâmia, Suméria e Babilônia, o uso do kohl também era frequente,
sobretudo entre os homens; o intuito era engrossar e unir as sobrancelhas, pois esse era o padrão de
beleza da época e uma forma de proteção contra os raios solares.
Já na Grécia Antiga as pessoas começam a dar valor às formas harmônicas do corpo. Além
disso, o padrão de beleza incluía ter olhos claros e cabelos loiros, por isso nessa época foram desen-
volvidas formas de descoloração dos cabelos.
Na Idade Média, com o Cristianismo, houve mudanças de pensamento com relação à arte, à
moda e à beleza. As roupas passaram a ser mais fechadas, a maquiagem foi deixada de lado e os pen-
teados já não eram rebuscados, pois, para a Igreja, tudo isso eram práticas que induziam ao pecado,
Figura 5.2.

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Fique de olho!

Na Idade Média, com a força do Cristianismo, surge uma grande repressão ao uso de cosméticos, à higiene e à exaltação
da beleza. Essa época ficou conhecida como “500 anos sem um banho” (OLIVEIRA et al., 2012).

National Gallery, London/Shutterstock.com

Figura 5.2 - O casal Arnolfini, de Jan van Eyck, 1434. Com o Cristianismo, o corpo, que antes era exaltado, passou a
ser escondido por roupas fechadas, e o ideal de beleza passou a ser caracterizado por testa raspada, pouca ou nenhuma
sobrancelha, pele totalmente branca, sem, inclusive, o rosado das bochechas, que era considerado vulgar. Usava-se uma
máscara à base de trigo, mel e óleo a fim de clarear a pele.

Com o fim da Idade Média, tem início o Renascimento, época de renovação na cultura e na
arte da Europa. A Igreja Católica não exerce o mesmo poder que tinha na Idade Média, e o uso dos
cabelos soltos e da maquiagem, como batom e kohl, está de volta. A palidez persiste, porém as maçãs
do rosto ganham destaque rosado. Os homens também se mostravam bastante vaidosos e ostenta-
vam orgulhosamente seus cabelos e a barba bem-feita e tratada.
No século XVIII, o estilo de vida é refinado, com muito luxo e elegância. Vários recursos de
embelezamento são utilizados nessa época, como sombras coloridas, descolorantes de cabelo, deli-

Beleza: um Senso Comum 53

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neadores de sobrancelha e batons. Nessa época, tanto mulheres quanto homens preocupam-se com a
beleza e utilizam perucas, roupas luxuosas e maquiagem.
De lá para cá, os recursos de embelezamento não saíram mais da vida das pessoas. Percebendo
a importância da beleza para as pessoas, as indústrias passaram a desenvolver mais cosméticos para
atender aos diversos públicos, dos jovens aos mais velhos, homens e mulheres.
A partir da década de 1950, as práticas de maquiagem passam a ser acompanhadas de técnicas
visagistas: a forma do rosto passa a ser observada e as técnicas são adaptadas aos diferentes formatos.
Nessa época eram considerados belos os rostos femininos com formato oval e traços suaves, Figura
5.3, com ar de singelo e frágil, representando a pureza da mulher. Atualmente, isso já não é mais
requisito de beleza feminina. O rosto que apresenta diversos ângulos e traços retos, como o hexa-
gonal, Figura 5.4, é considerado mais atraente, pois representa firmeza e seriedade. Para os homens,
também há preferência por formatos angulares, como o quadrado, que dá um ar de autoridade e
força. Esse é um dos rostos mais atraentes nos homens.

Valua Vitaly/Shutterstock.com

Figura 5.3 - Sem traços angulares marcantes, o rosto oval na mulher passa
a impressão de delicadeza, ingenuidade e fragilidade.

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BestPhotoStudio/Shutterstock.com
Figura 5.4 - Com traços mais angulares, o rosto hexagonal consegue transmitir, além de sensualidade,
a seriedade de sua imagem,principalmente em virtude de seus contornos marcantes.

Assim, o padrão de beleza vai mudando. Todas essas mudanças são influenciadas pela mídia,
seja impressa ou visual, que impõe padrões de beleza perfeitos, seguidos pela sociedade, a qual pro-
cura recursos de embelezamento como a maquiagem e os diferentes estilos de cabelo a fim de obter
resultados satisfatórios e se encaixar nesses padrões.
Apesar de existir muita influência da mídia sobre os nossos conceitos de beleza, atualmente
as pessoas procuram profissionais ligados à estética em busca de uma imagem confortável e natural,
sem fugir do conceito de beleza, mas tentando adequar os padrões ao próprio estilo. Nessa linha de
raciocínio, os profissionais, principalmente os que têm conhecimento de visagismo, buscam fornecer
orientações sobre a própria beleza de seus clientes e ensinar como eles poderiam transmiti-la por
meio da própria imagem.

Fique de olho!
Trataremos do visagismo com mais detalhe no Capítulo 6.

5.2 Imagem: primeira percepção


Você já ouviu falar que “A primeira impressão é a que fica”?
A impressão que uma pessoa pode ter da nossa imagem se estabelece nos dez primeiros segun-
dos em que ela nos vê como um todo, ou seja, roupa, maquiagem e cabelo, bem como nossa forma
de nos comunicarmos.

Beleza: um Senso Comum 55

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Amplie seus conhecimentos
Estudos recentes mostram que 55% das pessoas formam a primeira impressão de você baseadas na sua aparência, 38%
com base no seu tom de voz e 7% de acordo com o que você diz. (AGUIAR, 2011). Visualize essa informação no Gráfico
a seguir, 5.1.

Gráfico 5.1 - Primeira impressão, considerando o visual, a voz e o assunto abordado

Aparência visual

Tom de vez

Assunto que você aborda

Como a impressão visual é marcante, é preciso ter certo cuidado com algumas mudanças na
aparência, que podem resultar em algo inesperado. Algumas mudanças, como corte e tintura de
cabelo muito radicais, podem transformar a imagem de uma pessoa tímida para sexy sem necessa-
riamente haver essa intenção.
Sabe-se que para cada situação podemos traçar uma imagem diferente. Uma festa ou o tra-
balho representam ocasiões em que a imagem precisa transmitir posturas diferentes, mas isso não
significa que precisa ser falsa. Temos muitas características que constituem a nossa personalidade,
o que muda é que, em cada momento, somente algumas dessas características e qualidades devem
ser ressaltadas, promovendo uma relação mais harmoniosa com as pessoas ao redor. Essas diferen-
tes qualidades, que formam a nossa imagem, podem ser manifestadas a qualquer momento, mas o
importante é que todas elas sejam verdadeiras, autênticas, a fim de revelarem nossa real beleza. Com
esse intuito, costumamos utilizar técnicas de embelezamento como vestimenta, maquiagem e pen-
teados. Aqui se enquadram recomendações como dar preferência para maquiagem em tons mais
suaves durante o dia, no trabalho, e utilizar as mais carregadas à noite; apostar em roupas com traços
retos, como o terno (tanto masculino quanto feminino), transmite a impressão de seriedade, sendo
assim, essas roupas devem ser usadas em momentos que peçam tal postura. No caso de penteados
e cortes de cabelo, usar o cabelo preso, sem realçar movimento, ou um penteado linear, no caso de
cortes masculinos, são atitudes que transmitem sensação de segurança e seriedade.

56 Imagem Pessoal e Visagismo

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5.3 Influência da mídia
Lindas modelos em comerciais de xampu despertam nas mulheres a vontade de ser iguais a
elas, deslumbrantes, na impressão de que o belo é exatamente o que a modelo representa.
As imagens publicitárias com mulheres sensuais, cujas imperfeições são escondidas por reto-
ques de maquiagem e que apresentam a pele sedosa, sem manchas ou rugas, podem fazer que milha-
res de mulheres fiquem depressivas, com a autoestima baixa, sentindo-se inferiorizadas diante dessa
imagem perfeita.
Como as mulheres costumam se comparar às imagens apresentadas na mídia, poucas apre-
sentam boa autoestima e satisfação com a própria beleza, elas não se sentem atraentes e a maioria se
considera insatisfeita com o próprio corpo.
Em uma pesquisa realizada em diversos países sobre a insatisfação do corpo, uma empresa
obteve os seguintes dados:

Gráfico 5.2 - Insatisfação em relação ao próprio corpo por mulheres de diversos países

59%

37% 36%

27% 25%

Japonesas Brasileiras Inglesas e Argentinas Holandesas


norte-americanas

A mídia e a moda acabam construindo valores de beleza irreais, priorizando o corpo e seus
contornos.
O que precisa ser entendido é que toda mulher possui algo de belo, em qualquer idade, inde-
pendentemente de se enquadrar na padronização de beleza estipulada pela mídia. A beleza vem da
diversidade e deve promover uma sensação de bem-estar e felicidade.
Partindo desse conceito, o visagismo trabalha a fim de conscientizar e mostrar que a beleza é
algo especial e individual, pois vem da soma das qualidades internas com o atrativo físico.
Para refletir: “A beleza traz felicidade ou a felicidade torna você bela?”.

Beleza: um Senso Comum 57

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5.4 Beleza em diferentes momentos da vida
Somos constantemente influenciados pela mídia e pela indústria de beleza. Sabendo disso,
podemos aproveitar as novidades para realçar o que temos de mais belo nos nossos diferentes
momentos. Algumas fases da vida são muito marcantes, graças a momentos agradáveis ou não,
como constrangimentos, conquistas, sucesso, sossego e a sensação de missão cumprida.
Há três grandes fases que podem marcar muito a vida de uma mulher, e nesses momentos a
estética pode ajudar no conceito de beleza a partir do que ela vê em si mesma.

5.4.1 Adolescência
Fase de grandes mudanças físicas, comportamentais e psicológicas. Em virtude das altera-
ções hormonais, algumas mudanças ocorrem tanto no corpo do homem quanto no da mulher. A
voz começa a se tornar mais grossa nos meninos e os seios começam a ganhar forma nas meninas,
por exemplo. Uma mudança bastante desconfortável para alguns adolescentes é o aparecimento dos
pelos e da acne. Essas duas alterações, principalmente a acne, podem deixar o adolescente constran-
gido, inferiorizado, porque ele não vai se sentir atraente com aquela aparência. Nesse momento é
muito importante realizar algum tipo de tratamento, a fim de evitar mudanças físicas sérias, como
cicatrizes e manchas, e mudanças psicológicas, como a depressão, que influencia, consequentemente,
a autoestima desses adolescentes, de modo geral afetando em maior proporção as meninas.
Dependendo do grau de acne, o profissional de estética pode intervir com tratamentos e pro-
dutos cosméticos específicos para a melhora da pele. Limpeza de pele, laser de baixa potência, ácidos
de uso estético são exemplos de procedimentos estéticos que podem melhorar o quadro da acne.

5.4.2 Gestação
É um momento mágico, incrível. Uma nova vida surgindo e, durante o tempo da gestação,
diversas mudanças ocorrem no corpo da futura mamãe. O aparecimento da acne é uma das altera-
ções que podem surgir. Além dela, manchas, estrias e edemas representam algumas das queixas das
gestantes.
Para que todo esse momento seja envolto de felicidade pela chegada desse novo ser, é preciso que
a mãe esteja feliz, sentindo-se bela. Além disso, em razão das alterações hormonais, o cuidado é redo-
brado no que diz respeito ao estado emocional de uma gestante, pois este se encontra bem fragilizado.
Tendo em mente todas essas mudanças e pensando no bem-estar e na qualidade de vida das
pessoas, os profissionais de estética podem entrar com seus cuidados. Com o acompanhamento e a
autorização do médico, após os três primeiros meses de gestação o esteticista poderá realizar proce-
dimentos que valorizem o corpo da gestante, mesmo que ele esteja em constante mudança, Figura
5.5. Sessões de drenagem linfática corporal e facial são as técnicas mais utilizadas nesse período e
são muito bem-vindas.
A fim de prevenir manchas, mais conhecidas como melasmas, deve-se recomendar o uso de pro-
tetor solar e, para prevenir o aparecimento das estrias, o uso de cremes hidratantes ricos em colágeno.

58 Imagem Pessoal e Visagismo

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Amplie seus conhecimentos

O melasma, também chamado de cloasma, é caracterizado por manchas escuras na face e acomete principalmente
mulheres por causa da gravidez, do uso de anticoncepcionais e da terapia hormonal. A predisposição genética também
pode estimular o aparecimento desse tipo de mancha.
Geralmente, o melasma se instala em algumas regiões da face, como no zigomático (maçã do rosto), na região frontal
(testa), no nariz, na têmpora e na região supralabial. Quanto mais profunda for a mancha, chegando à derme, mais difícil
será a resposta ao tratamento.
Essa mancha é também chamada de máscara de gravidez, pois acomete em 50% a 70% dos casos em razão do grande
estímulo na produção de melanina nessa fase (KEDE, 2005).

Blaj Gabriel/Shutterstock.com

Inara Prusakova/Shutterstock.com

Figura 5.5 - Procedimentos estéticos corporais (à direita) e faciais (à esquerda) são muito bem-vindos nessa fase, após, é claro,
a aprovação do médico responsável. Além de promover melhora no funcionamento do organismo, os tratamentos corporais
possibilitam a diminuição de edemas, hidratam a pele com cremes deslizantes utilizados no momento da massagem,
previnem o aparecimento de estrias e, consequentemente, promovem relaxamento na cliente. No caso dos tratamentos
faciais, além de hidratar e diminuir o edema, como no corporal, eles também vão prevenir ou minimizar o quadro de acne.

5.4.3 Terceira idade


Para algumas pessoas, essa é uma fase de tranquilidade, de sossego, sensação de missão cum-
prida, momento em que os propósitos de vida foram cumpridos. Para essas pessoas, envelhecer é um
dos momentos, senão o melhor momento, a ser vivido com a plena consciência da idade que se tem
e com orgulho de ter chegado até lá.

Beleza: um Senso Comum 59

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No entanto, para outras pessoas essa consciência não é tão clara. A dificuldade em aceitar a
própria idade pode estar relacionada com o que é imposto pela sociedade e pela própria cultura.
Ainda existe discriminação em alguns setores nos quais não há vaga de emprego para pessoas a
partir de certa idade, excluindo-se um grupo. Com a exclusão social enfrentada por essas pessoas,
torna-se provável o aparecimento de doenças, sendo uma delas a depressão.
Tendo em vista a qualidade de vida das pessoas da terceira idade, o esteticista pode realizar vários
tratamentos, mas é importante que o cliente se conscientize de que a beleza existe em todas as etapas
da vida, inclusive na terceira idade, quando há o privilégio das lembranças dos diversos momentos já
vividos e das experiências passadas, acrescentando emoções no que ainda está por vir. Aceitando isso e
tendo um estado de espírito tranquilo, a beleza da própria pessoa conseguirá se destacar naturalmente.
Nessa fase, por causa da diminuição dos hormônios, o corpo passa a estar mais comprometido
e, consequentemente, ocorrem diversas alterações, inclusive estéticas. Assim, o papel do esteticista
deve ser o de valorizar e ressaltar a beleza desse cliente.
Para isso, pode-se optar por tratamentos para manchas e rugas, hidratação da pele, embeleza-
mento (maquiagem) e até massagem de relaxamento, Figura 5.6.

Piotr Marcinski/Shutterstock.com

Figura 5.6 - Pensando no bem-estar do cliente, vários tratamentos estéticos podem ser realizados,
inclusive corporais, como massagens terapêuticas e drenagem linfática.

5.4.3.1 Tratamentos
Os tratamentos estéticos desenvolvidos para esse público visam a melhorar a hidratação da pele, esti-
mular a renovação celular, amenizar o aspecto das hipercromias e melhorar a flacidez tissular e muscular.

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A fim de atingir esses objetivos, podem ser propostos tratamentos com eletroterapia:
»» Microcorrente: trata-se de uma corrente subsensorial (não causa desconforto), de forma
não invasiva. Apresenta resultados eficazes em virtude dos estímulos fisiológicos. Entre os
diversos efeitos, estão a síntese de ATP em até 500% e o aumento no transporte de mem-
brana e na síntese de proteínas em 30%-40%, sendo indicado para tratamentos de flaci-
dez, cicatrização e pós-operatório.
»» Ionização: por meio de transferência iônica, utiliza corrente galvânica, de baixa intensi-
dade, a fim de potencializar a permeação de ativos cosméticos.
Por se tratar de procedimentos eletroterápicos, há restrições: o uso em pessoas hipo/hiperten-
sas descompensadas, em cardíacos, a presença de marca-passos e região com presença de metal.
Recursos como o peeling podem ser associados a esses procedimentos:
»» Peeling mecânico (microdermoabrasão): atua na revitalização e no rejuvenescimento da
pele; com ação esfoliante, promove renovação celular no incremento da mitose celular
fisiológica, atenuando o aspecto das rugas superficiais e proporcionando uma textura fina
à pele. Além disso, participa no tratamento de manchas por afinar a pele e remover as
células superficiais já pigmentadas.
»» Peeling químico (ácidos): ácidos hidratantes (ácido hialurônico), despigmentantes (ácido
kójico) e esfoliantes (ácido glicólico) são alguns dos diversos ácidos que podem ser
utilizados nos protocolos estéticos, visando atenuar características inestéticas presentes
nesse tipo de pele. Lembrando que, para peles sensíveis, fototipos altos e peles asiáticas
deve-se ter cautela ou, em certos casos, evitar seu uso.

Conduta profissional

A primeira coisa que o esteticista precisa levar em conta é o bem-estar do cliente. No momento
de atendê-lo, precisamos entender as necessidades dele, analisando sua situação como um todo, e
não apenas o tratamento em si. Diferentes idades, como relatado anteriormente, podem apresentar
resultados diferentes e, consequentemente, o profissional também precisará agir de forma diferente.
Com adolescentes, a palavra-chave é a orientação, mais que isso, é preciso persistir nas orienta-
ções passadas a eles. A falta de comprometimento com o tratamento, apesar de acontecer em todas as
idades, é mais evidente na adolescência. Importante alertar ao cliente que os melhores resultados acon-
tecem quando o tratamento tem participação direta dele, que deve colocar em prática todas as orienta-
ções do que deve ser feito fora da clínica.
No caso das gestantes, o foco durante os tratamentos deve estar no conforto. É provável que
se leve um tempo maior que o normal durante a sessão pelo fato de a cliente querer trocar de posi-
ção diversas vezes. Sabendo que o atendimento será feito em uma gestante, reserve um tempo maior
para ela, procure utilizar almofadas a fim de melhor posicioná-la na maca, inclusive para a região
do abdome e utilize cremes de fragrância suave ou, de preferência, sem perfume, pois nessa fase as
mulheres apresentam o olfato mais sensível, enjoando facilmente com cheiros.
Em alguns casos, pessoas da terceira idade procuram procedimentos estéticos não somente pelo
tratamento, mas também pela companhia. Como o intuito do profissional é proporcionar o bem-estar,

Beleza: um Senso Comum 61

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em certos casos, o bem-estar pode estar exatamente numa conversa. Escute, converse caso ele queira
conversar, pois com certeza o cliente sairá muito mais satisfeito, pelo seu carinho e atenção. Além disso,
atenção no final do procedimento, pois o fato de esse cliente ficar muito tempo deitado pode levá-lo
a sentir uma leve tontura. No intuito de evitar tal desconforto, antes de retirar o cliente da maca, peça
para ele se sentar e ficar alguns minutos nessa posição até se sentir confortável para levantar.
Atitudes simples como essas podem fazer toda a diferença no decorrer do tratamento e estabe-
lecer a confiança do cliente no profissional, reforçando, assim, a relação cliente-esteticista.

Vamos recapitular?

Neste capítulo viajamos no tempo a fim de identificar as diversas formas de se ressaltar a beleza.
Vimos que, nos dias atuais, a beleza está inserida no nosso cotidiano, e é por isso que devemos
adaptá-la para cada momento ou evento de que participamos, sem que essas mudanças interfiram na
nossa personalidade, a qual deve estar sempre em evidência.
Por mais que a imagem seja o primeiro impacto para quem está a nossa volta, não podemos nos
deixar levar pelas imagens e pelos perfis dos outros, como se a aparência do outro fosse a perfeita e como
se todos devessem ser assim. Infelizmente, verificamos que hoje, mesmo com tantas mudanças de pensa-
mento e atitude, muitas pessoas ainda sofrem porque se intimidam com imagens publicitárias impostas
na mídia, imagens que diminuem a autoestima, não valorizando a própria imagem.
Vimos que, por tudo isso, as ideias visagistas entraram no ramo de embelezamento, para que todos
entendam que a beleza parte das características do indivíduo e do que ele vê de belo em si mesmo.

Agora é com você!

1) Existe um padrão único de beleza?


2) Por que a Idade Média foi considerada a época dos “500 anos sem um banho”?
3) Em diversas pesquisas, foi detectada a insatisfação das mulheres com o próprio cor-
po. O que poderia estar levando essas mulheres a tal insatisfação?
4) Quais tratamentos estéticos podem ser feitos numa gestante?
5) Faça uma pesquisa entre mulheres de diferentes idades. Questione a satisfação ou a
insatisfação que elas têm em relação ao próprio corpo e o que gostariam de mudar,
caso tenham alguma queixa.

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6
Visagismo e
Tendências
Atuais

Para começar

Para colocar em prática recursos a fim de se obter uma imagem desejada, é necessário um mínimo
de conhecimento sobre o visagismo. Esse termo pode não ser ouvido com frequência, porém é muito
utilizado no dia a dia dos profissionais de beleza.
Neste capítulo, você entenderá o que é visagismo, quais os diferentes formatos de rosto e que
informações o rosto e a expressão do corpo podem passar com relação a nossa personalidade.

6.1 Conceito
O termo visagismo é derivado da palavra francesa visage, que significa rosto. Foi criado por
Fernand Aubry (1907-1976) ao explicar que visagista é um escultor que utiliza o rosto como material
de trabalho. Sendo assim, um bom conhecedor de visagismo precisa ter noção das técnicas de corte
e tintura de cabelo e de maquiagem, ferramentas essenciais para transformar e embelezar a “escul-
tura” que é o rosto.
O visagismo é o estudo que promove a personalização da imagem de forma harmônica, rela-
cionando estrutura física, biotipo, profissão e idade, a fim de valorizar o estilo próprio do indivíduo
e preservar a personalidade dele. Para o visagismo, o importante não é apenas estar bonito, mas estar
bem consigo mesmo.

63

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Por meio de estruturas geométricas, é possível explicar as diferentes formas do rosto e, a partir
disso, as modificações necessárias são feitas para criar uma imagem que revele as qualidades da per-
sonalidade e, consequentemente, transmitir um tipo de emoção.
Com base nesse conceito de visagismo, é possível traçar uma imagem pessoal.
Entendido o visagismo e sabendo-se trabalhar com as ferramentas adequadas, como design
de sobrancelhas, maquiagem, corte de cabelo e penteado, é possível criar novos padrões de imagem,
modificando os padrões existentes e realçando somente os traços que tornam o conjunto harmo-
nioso, tendo em vista o que a pessoa deseja transmitir com essa imagem.

6.2 Qual o formato do seu rosto?


A harmonia nos traços do rosto está na irregularidade, sem excessos, é claro. Tempos atrás, a
forma oval era o padrão de belo para o rosto feminino por transmitir tal irregularidade.
Hoje se percebe que o belo é o conjunto que alia os traços da pessoa com a sua personalidade.
Para entender o estilo de cabelo e maquiagem que melhor se harmonizam em cada tipo de
rosto, é preciso conhecer os diferentes padrões de rosto.
Sendo assim, vamos a eles!

6.2.1 Rosto oval


A largura do rosto oval corresponde a dois terço de seu comprimento, como mostra a Figura 6.1.
Nesse tipo de rosto, a região frontal não é muito larga, a têmpora (laterais dos olhos) não
é muito profunda e a linha do cabelo é arcada. As regiões zigomática (“maçã do rosto”) e mento
(“queixo”) são levemente arredondadas.

Região
zigomática Largura igual
a 2/3 do
comprimento
Ilustração: Ricardo Corrêa

Mento

Figura 6.1 - Rosto oval com ângulos suaves na região zigomática e mento.

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6.2.2 Rosto redondo
Por não apresentar ângulos, transmite um ar infantil. As regiões frontal e mento são menores,
e os olhos, o nariz e a linha do cabelo são mais arredondadas , Figura 6.2.
Esse formato de rosto tende a ser muito encontrado em pessoas de origem asiática e indígena.

Figura 6.2 - Rosto redondo. Nota-se que, ao desenhar um circulo, toda a margem
do rosto se encaixa no desenho, exemplificando a falta de ângulos em seus traços.

6.2.3 Rosto quadrado ou retangular


Esse tipo de rosto apresenta traços retos, profundidade na têmpora, linha dos cabelos reta,
saliência na região zigomática e na lateral da mandíbula, que se localiza quase na horizontal com o
mento, Figura 6.3. A diferença do rosto retangular é que ele é um pouco mais longo.
Esse tipo de rosto é bastante encontrado entre as pessoas de origem europeia, principalmente
do norte. Aqui no Brasil ele é encontrado com mais frequência no Sul do país.

Zigomático
saliente

Canto da mandíbula
saliente e abaixo da
linha da boca

Mento
menos
pontudo

Figura 6.3 - Rosto quadrado, com traços retos e angulares.

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6.2.4 Rosto triangular
O rosto triangular com a base para baixo é mais difícil de ser encontrado. O destaque desse
tipo de rosto está na mandíbula larga e na região frontal pequena e estreita, Figura 6.4.

Mandíbula mais
larga que a região Mento pouco
frontal pronunciado

Figura 6.4 - Rosto triangular. A base desse formato é representada


pela largura da mandíbula, e a região frontal é bem mais estreita.

6.2.5 Rosto triangular invertido


Percebe-se, nesse tipo de rosto, exatamente um triângulo invertido: a região frontal é larga e
a mandíbula, estreita. As regiões zigomáticas são mais saltadas e mais profundas nas têmporas. O
mento é pontudo e quase não se percebe a curvatura da mandíbula, Figuras 6.5 e 6.6.
Uma variação desse rosto, com traços mais arredondados, é o rosto em forma de coração.

Ilustração: Ricardo Corrêa

Têmpora
Zigomático
profunda
saltado

Mandíbula
Mento pouco
pontudo evidente
Traços
arredondados

Figura 6.5 - As características mencionadas na figura des- Figura 6.6 - Rosto no formato coração.
crevem a forma do rosto triangular com base para cima. Perceba os traços mais arredondados.

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6.2.6 Rosto hexagonal

6.2.6.1 Reto nas laterais


Semelhante ao rosto oval, porém com ângulos bem acentuados, como mostra a Figura 6.7.

Mandíbula e região O estreitamento da frontal e o mento


zigomática bem acentuadas, pontudo representam os ângulos
formando os ângulos laterais superior e inferior do hexágono
do hexágono

Figura 6.7 - Rosto hexagonal reto nas laterais. É possível observar os ângulos nas laterais, na base e no ápice.

6.2.6.2 Reto na base


Neste caso, a base e a região frontal são retas, Figura 6.8. Há a necessidade de uma observação
cuidadosa nessas regiões a fim de não se confundir esse tipo de rosto com o triangular invertido.

Região frontal
estreita e reta

Mandíbula um pouco mais evidente

Mento menos pontudo

A base fica reta, diferente da forma oval

Figura 6.8 - Rosto hexagonal reto na base.

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6.2.7 Rosto losango
Esse rosto também é semelhante ao triangular invertido. A diferença está na região frontal,
incluindo a linha do cabelo. Essa região é mais estreita, podendo ter a forma de uma ponta ou de
uma curva pronunciada, Figura 6.9.

Região zigomática
pontuda, representando Região frontal e
os ângulos laterais do mento estreitos
losango. e pontudos

Figura 6.9 - Rosto losango com traços pontudos nas laterais, na base e no ápice.

6.3 Formatos de rosto, elementos naturais


e temperamentos
A partir do momento em que o profissional de visagismo consegue analisar os traços faciais,
ele passa a identificar também características individualizadas, conhecidas como temperamento, ou
seja, um conjunto de reações que cada pessoa tem em relação à vida. Isso possibilita o direciona-
mento de seu trabalho, valorizando a estética de acordo com a personalidade do cliente.
De acordo com Hipócrates, o temperamento é classificado em quatro tipos, chamados de colé-
rico, sanguíneo, melancólico e fleumático. De modo geral, as pessoas apresentam as características
de todas essas categorias, porém uma delas é mais forte para cada pessoa. Além disso, cada fisiono-
mia exterioriza seus sentimentos pelos traços e elementos que corresponde a cada forma geométrica.
Esses elementos são identificados como ar, água, fogo e terra.
A partir dessas informações, têm-se os formatos dos rostos e seus respectivos temperamentos:

6.3.1 Temperamento colérico


O colérico é objetivo, tem força, poder. Caracteriza-se por ser uma pessoa ambiciosa, autori-
tária e confiante. Tem grande aptidão para posições de comando, porém se zanga e se chateia facial-
mente. Seus passos são firmes e o corpo apresenta estrutura forte.
O formato do rosto costuma ser retangular, com queixo pronunciado, mas também encontra-
mos coléricos de rosto quadrado e triangular.
Seu elemento é o fogo.

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Amplie seus conhecimentos
O conceito de humor, segundo a escola hipocrática, está relacionado a substâncias presentes no organismo, indispen-
sáveis para a manutenção da vida e da saúde. Elas são de quatro tipos: fleuma, sangue, bile amarela e bile negra. A
fleuma compreende às secreções das mucosas; ela provém do cérebro e é considerada fria e úmida. O sangue é o líquido
armazenado no fígado com destino ao coração, local em que é aquecido, portanto sendo considerado quente e úmido. A
bile amarela é secretada pelo fígado, qualificada como quente e seca. E a bile negra é o líquido produzido pelo baço e no
estômago, sendo de natureza fria e seca.
Pela semelhança entre as qualidades dos tipos de humor e os elementos referentes à concepção filosófica da estrutura do uni-
verso, ideia de Empédocles (a terra é fria; o ar é seco; a água é úmida eo fogo é quente), estes passaram a caminhar juntos.
Galeno (século II d.C.) relacionou o humor com os temperamentos: sanguíneo, fleumático, colérico (de cholé, que signifi-
ca bile) e melancólico (melános, negro; e cholé, bile) (REZENDE, 2003).

6.3.2 Temperamento sanguíneo


A emoção também prevalece nesse tipo de temperamento, porém neste caso a pessoa costuma
ser extrovertida, comunicativa, alegre e cheia de vida.
O rosto geralmente tem formato de losango ou hexágono com laterais verticais.
Por ter o elemento ar como predominante, a característica física marcante em seu rosto é o
nariz. Ainda em relação a esse elemento, temos a forma de andar: o peso dos passos prioriza a ponta
dos pés, dando a impressão de estar flutuando.

6.3.3 Temperamento melancólico


Por se enquadrar em personalidades intelectuais e controladas, o tipo melancólico apresenta
um modo organizado, detalhista e perfeccionista.
Geralmente é inquieto, possui boa memória e imaginação com ideias originais e ousadas. Por ser
agitado, é incapaz de praticar exercícios que necessitem de imobilização do corpo, como meditação.
Seus traços são finos e alongados. Assim, o formato do rosto é oval, podendo ser também
retangular comprido e fino. Como tem uma estrutura alongada, os passos são cautelosos e precisos.
O elemento presente é a terra.

6.3.4 Temperamento fleumático


Focado na intelectualidade, o tipo fleumático apresenta uma personalidade diplomática e paci-
ficadora, porém deixa de lado a sua aparência, dando a impressão de desleixo.
Apresenta expressão calma e olhar distante e é muito observador, porém de ação lenta. Em
momentos de sucesso ou fracasso a calma prevalece a fim de refletir longamente antes de tomar
qualquer decisão.
O formato do rosto costuma ser o redondo, podendo ser também oval e triangular.
Ele é representado pelo elemento água.

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Além dessa relação com o rosto, o temperamento de determinada personalidade pode ser
combinado com uma cor. Essa relação entre cores e personalidade pode ser assimilada em diver-
sos ramos de embelezamento, como na cor do cabelo, do esmalte, da maquiagem, das roupas, entre
outros, tema que será abordado nos próximos capítulos.
Vejamos na Tabela 6.1 essas relações entre rosto, temperamento e cor:

Tabela 6.1 - Relação entre temperamentos, descrição da personalidade, formato de rosto e cor.

Temperamento Descrição Rosto Cor

Losango
Predomina o gosto por tons de
Sanguíneo Extrovertido, comunicativo.
amarelo.
Hexagonal

Retangular
Tons de vermelho-alaranjado são
Colérico Determinado, objetivo e, às vezes, explosivo. Quadrado
o forte desse temperamento.
Triangular

Tem como característica marcante a Oval


Melancólico Sua cor é o azul.
organização. É perfeccionista e detalhista. Retangular comprido e fino.

Redondo
A cor marcante para esse
Fleumático Diplomático, pacificador. Triangular
temperamento é o roxo.
Oval

Amplie seus conhecimentos

O grande escritor e pensador alemão Goethe descreve a representação das cores segundo as ações e os padecimentos,
diferenciando a luz como condições ativas e passivas. Para ele, as cores significam a interação entre a luz e as trevas. Os
tons de vermelho, laranja e amarelo (cores quentes) representavam o lado em que a vitória é da luz sobre as trevas. Já os
tons de azul, verde e púrpura (cores frias) são a representação das trevas, do escuro, sobressaindo à luz.

Compreende-se então que as cores quentes trazem sensação de energia, calor, alegria e vivacidade, e que as cores frias
promovem sensações de tranquilidade e quietude.

As cores estão presentes externamente, e no lado de dentro tem-se o espectro do temperamento (KÖNIG, 2013).

Ao brincarmos com as cores, não precisamos necessariamente utilizar aquelas que correspon-
dam à nossa personalidade em todas as situações,Tabela 6.2. O nosso dia a dia está repleto de exem-
plos sobre isso. É o caso de pessoas com personalidade brincalhona, extrovertida, caracterizadas por
um temperamento sanguíneo. Uma pessoa assim não poderá mostrar essas qualidades em todos os
lugares, como seu local de trabalho, onde devem predominar características de outros temperamen-
tos, como o melancólico, que é organizado, ou o fleumático, com sua diplomática postura. Assim, as
cores podem ajudar as pessoas a transmitirem outra impressão de personalidade que não seja a pre-
dominante, mas que pode favorecer a relação com o próximo em determinado ambiente.

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Tabela 6.2 - As diferentes cores e a sua relação com o estado emocional
Cor Estado emocional
Azul Repousante, calma.
Amarelo Transmite energia.
Vermelho ou laranja Relaciona a emoções fortes, orgulho, raiva, ambição
Roxo Relacionada ao místico.
Verde Promove sensação de vivacidade.
Preto Associa-se à escuridão e à morte, porém traz a ideia de luxo.
Branco Traz sensação de pureza.
Marrom Lembra a terra.
Rosa Mostra feminilidade, inocência.

6.4 A expressão corporal


É possível decifrar a personalidade de uma pessoa por meio do corpo?
Assim como a face, o corpo também pode “falar” conosco, ao mostrar a personalidade das pes-
soas pela estrutura física, pelo modo de andar e de se sentar, pelos gestos e pelo comportamento.
Normalmente, quando vemos uma pessoa de longe, temos o hábito de analisarmos o corpo
como um todo, nas proporções e na harmonia entre as formas junto com o rosto.
Alguns dos temperamentos podem ser percebidos logo que vemos alguém, pelas característi-
cas evidenciadas em seu corpo.
Conhecidos os diversos temperamentos, vamos destrinchar o que o corpo nos mostra com
relação à personalidade de cada indivíduo.
Para isso, é preciso analisar o corpo de acordo com os itens a seguir:

6.4.1 Estrutura óssea


Basicamente, existem pessoas: de ossatura grossa e com tendência a engordar; de corpo mus-
culoso e porte ereto; de porte arcado e a cabeça caída para frente; e de porte longo, magro e/ou del-
gado, em virtude de sua estrutura óssea fina.

6.4.2 Modo de andar e de se sentar


O comportamento das pessoas com relação ao modo de andar e de se sentar pode mudar de
acordo com o ambiente frequentado. Então, a ideia é que nem sempre o que você está vendo é o que
realmente os outros gostariam de estar expressando. Mesmo assim, é possível ter uma ideia geral da
personalidade de uma pessoa a partir de seus movimentos.

6.4.3 Gestos e comportamento


Considerado um critério pouco confiável, pois trata de posturas que podem ser mudadas de
ambiente para ambiente.

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No trabalho ou em uma reunião com os amigos, a impressão que você passa para as pessoas
pode estar relacionada com seu estado de espírito naquela situação, naquele momento, e não neces-
sariamente como você realmente é, ou seja, trata-se de um comportamento temporário.
Mesmo considerado um critério de menor confiabilidade, normalmente uma pessoa pode se
identificar mais com um gesto ou um comportamento específico, o qual pode estar relacionado com
a sua personalidade. Acreditando na importância dessa informação, vamos expor, no decorrer deste
capítulo, os temperamentos, os gestos e os comportamentos de maior destaque.

6.4.4 Relação entre temperamentos e caracterizações


faciais e corporais
As formas e as expressões corporais são relacionadas com os respectivos temperamentos da
forma apresentada nas Tabela 6.3, 6.4, 6.5 e 6.6:

6.4.4.1 Fleumático
Tabela 6.3 - Caracterização do temperamento fleumático.
Costuma ser redondo, mas pode ser oval e triangular.
Rosto
Elemento: água.
Estrutura: grande e pesada com tendência a engordar.
Ossatura do corpo
Características: cabeça um pouco caída para frente; movimentos lentos, calmos; aparentando desinteresse.
Forma de andar Andar arrastado e devagar. Tem um jeito solto, sem rumo, cabeça baixa e gosta de andar com as mãos nos bolsos.
Como ele gosta de ficar numa posição relaxada, ao sentar, costuma ficar encostado, porém não ereto, com as
Forma de sentar
pernas esticadas e os braços cruzados atrás da cabeça.
Por ser mais reservado e tímido, costuma colocar as mãs nos bolsos, segurar as mãos cruzando os braços e até
Gestos
mesmo esconder as mãos nas axilas.
Pode ser tímido, mas é amigável e simpático. Por causa de sua timidez, não costuma iniciar uma conversa, porém
Comportamento
é muito atencioso. Desconfia de uma mudança radical, busca estabilidade de forma que se sinta seguro.
Ombros e pescoço Tende a relaxar ou encolher os ombros e tem o pescoço curto e grosso.

6.4.4.2 Colérico
Tabela 6.4 - Caracterização do temperamento colérico.
Formato retangular, quadrado ou triangular.
Rosto
Elemento: fogo.
Estrutura: grande e pesada com tendência a engordar.
Ossatura do corpo
Características: pode apresentar um corpo definido e musculoso; porte ereto; apresenta confiança nos movimentos.
Seus passos se iniciam com o calcanhar, dando a impressão de estar marchando. Com passos fortes e rápidos, ele
Forma de andar
caminha como se estivesse com pressa. Tem uma postura ereta, podendo intimidar quem está em volta.
A forma de sentar é decidida e firme. Costuma sentar de forma ereta, apoiando-se no encosto e cruzando as
Forma de sentar
pernas, às vezes fazendo o número quatro com as pernas.
Fechado e reservado. Não costuma gesticular com frequência, porém no pouco que faz, apresenta gestos firmes e
Gestos
fortes, com linhas verticais e horizontais.
Comportamento Muitos são extrovertidos, porém existe o colérico reservado. Gostam de assumir liderança.
Ombros e pescoço Ombros retos e pescoço grosso.

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6.4.4.3 Sanguíneo
Tabela 6.5 - Caracterização do temperamento sanguíneo.
Geralmente losango ou hexágono com laterais verticais.
Rosto
Elemento: ar.
Estrutura: corpo longo, comprido e delgado.
Ossatura do corpo
Característica: apresenta muito movimento, demonstra curiosidade e dinamismo.
Pisam com a ponta dos pés. Tendem a andar de forma rápida, porém desajeitada. Costumam olhar para todos os
Forma de andar
lados, até mesmo para trás, por isso tendem a tropeçar com frequência.
Eles andam e logo se sentam num único movimento, como se estivessem se jogando no assento. Mexem-se
Forma de sentar constantemente no assento, costumam sentar na ponta, como se estivessem para se levantar e normalmente não
conseguem ficar com a coluna ereta.
Como são muito comunicativos, gostam de gesticular com as mãos durante a conversa. Seus gestos são largos e
Gestos
agitados, apresentando formas inclinadas.
São muito comunicativos e extrovertidos. Por serem muito brincalhões e chamarem a atenção, podem ter certo
atrito ao encontrar pessoas de temperamento colérico, que gostam de assumir a liderança.
Comportamento
Em qualquer situação, seu comportamento não costuma mudar, só não se exalta demais. Gostam de conversar
com quem está a sua volta, é curioso e energético.
Ombros e pescoço Os ombros são inclinados e o pescoço longo e estreito.

6.4.4.4 Melancólico
Tabela 6.6 - Caracterização do temperamento melancólico.
Formato oval, podendo ser retangular comprido e fino.
Rosto
Elemento: terra.
Estrutura: corpo longo, comprido e delgado.
Ossatura do corpo Característica: apresenta rigidez e um olhar desconfiado. Tem movimentos precisos e elegantes, porém com certa
timidez.
O andar é cuidadoso. Os passos são curtos, e o corpo pode estar ereto ou curvado, em virtude do hábito de obser-
Forma de andar
var o caminho que percorre.
Senta com cautela e preocupação com as roupas. Os tímidos não costumam utilizar o encosto, porém geralmente
Forma de sentar sentam eretos. As pernas podem se apresentar cruzadas, com os pés enganchados nas pernas das cadeiras; no
caso das mulheres, elas costumam cruzar as pernas, e o pé ainda cruza com a perna de apoio, formando um oito.
Gestos Gesticula o necessário. Com formas onduladas, são gestos precisos e suaves.
De todos os temperamentos, este é considerado o mais tímido. Quieto introvertido, conversa apenas com quem
Comportamento está ao seu lado, não chamando a atenção. Tem necessidade de ser reconhecido por algum feito, sempre
buscando a perfeição.
Ombros e pescoço Ombros e pescoço estreitos.

Vale lembrar que para traçar a personalidade e o temperamento de cada pessoa não basta
somente ter a informação sobre a fisionomia e os elementos que representam as formas geométricas
é preciso conhecer o cotidiano, as ações, os hábitos e o ritmo de vida dessa pessoa, para que assim o
resultado da análise seja mais completo e verdadeiro.
Considerando a importância dos conceitos visagistas e a sua relação com o temperamento das
pessoas, percebe-se a sua grande interação com diversas áreas, inclusive a estética. A estética, o ramo
da saúde e da beleza, com foco no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas, apresenta recursos
estéticos que visam à prevenção de doenças e a tratamentos, por meio de técnicas não invasivas e do
embelezamento do cliente.

Visagismo e Tendências Atuais 73

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Com foco nesses cuidados o profissional esteticista sabe que o visagismo pode contribuir com
os procedimentos estéticos oferecidos aos clientes. Os procedimentos de embelezamento são os recur-
sos em que mais visualizamos o uso dos conceitos visagistas. Por meio desse conhecimento é possível
ter melhor noção das cores aplicadas na maquiagem, das técnicas de sombreamento e do formato da
sobrancelha que melhor se enquadra ao formato do rosto, por exemplo. Além desse tipo de traba-
lho diretamente em contato com o cliente, o esteticista pode atuar com outros profissionais de beleza,
como cirurgião plástico e cabeleireiros.
Com essa gama de opções de atuação, percebe-se a importância de associar os conceitos estéti-
cos ao visagismo, para, assim, atender da melhor forma.

Vamos recapitular?

Neste capítulo você conheceu as principais ideias relacionadas com o visagismo e aprendeu a
importância dessa técnica para os profissionais de embelezamento a fim de promover o realce das quali-
dades de cada indivíduo.
Para que isso seja feito há uma classificação que explica os formatos do rosto, o elemento natural
que transmite energia e os temperamentos que uma pessoa pode apresentar como predominante em sua
personalidade.
Além disso, aprendeu que o visagista precisa entender o indivíduo como um todo. Assim, não
podemos deixar de falar sobre a proporção do corpo diante do rosto, suas diferentes formas e expressões
e que influência isso pode ter na personalidade desse indivíduo.

Agora é com você!

1) Qual é a importância do visagismo na estética?


2) Com base em alguns tipos de expressões do corpo podemos traçar uma personalida-
de. Isso é possível? O diagnóstico dessa análise é de total confiança?
3) Faça uma análise de seu colega e descubra qual o formato do rosto dele.
4) Faça uma pesquisa entre determinada quantidade de voluntários desconhecidos,
analisando os formatos de rosto e as demais caracterizações (temperamento, cor,
comportamento etc.).

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7
Terapia Capilar e
Colorimetria

Para começar

O cabelo é um anexo da pele que apresenta várias funções, uma delas é a função de adorno, sendo
de interesse da estética, diante da possibilidade de moldar o rosto. Então por que não falarmos desse ins-
trumento de beleza que nos remete à vaidade, independentemente de sexo ou idade?
Num penteado conservador ou sexy, o cabelo vem ganhando diversas formas e cores, do mais tra-
dicional ao ousado, com grande poder e valor no que diz respeito ao embelezamento.
Aqui, iremos conceituar o cabelo e tratá-lo em relação ao visagismo e à estética.

7.1 Cabelo
Os cabelos, assim como todos os pelos do corpo, são produções epidérmicas com funções de
proteção contra radiação solar e atritos e de isolante térmico. Além disso, o cabelo participa da res-
posta à sensibilidade tátil.
Essas estruturas anexas da pele são produzidas pelos folículos pilossebáceos. Nesse folículo
encontramos:
» Células germinativas: células que promovem o crescimento do cabelo.
» Queratinócitos: células que compõem o cabelo.
» Melanócitos: células que promovem a pigmentação do cabelo.

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» Glândulas sebáceas: estruturas que produzem o sebo, a fim de fornecer oleosidade natural
ao cabelo, o que dá seu brilho natural.
» Glândulas sudoríparas: estruturas próximas ao folículo que mantêm o pH do couro cabe-
ludo e do cabelo em equilíbrio.
» Músculo eretor do pelo: em outras regiões do corpo, como no braço e nas pernas, percebe a
presença do pelo, pois é responsável pelo arrepio dos pelos; já no couro cabeludo, esse mús-
culo tem a função de inclinar os fios de um lado para o outro, moldando o penteado.
» Vasos sanguíneos: responsáveis pela nutrição e pela oxigenação dos tecidos.
O cabelo propriamente dito, instalado num canal que se inicia na derme e se estende até a epi-
derme, canal conhecido como folículo piloso, Figura 7.1, apresenta duas partes, a raiz, região localizada
na derme, que não podemos ver, e a haste, região vista e tocada. A parte inferior do folículo apresenta-
se dilatada e é chamada de bulbo piloso. É nessa região que se encontra a papila dérmica do pelo, que é
altamente vascularizada e inervada e apresenta células como as germinativas e os melanócitos.

Fique de olho!

Ao prender os cabelos, o músculo eretor dos pelos pode se romper, provocando a queda dos fios. Por isso, o melhor é deixar
o cabelo solto, a fim de evitar danificar o músculo e, consequentemente, conservar mais o cabelo e o folículo piloso.

Anágena

Figura 7.1 - Anatomia do cabelo: folículo piloso e suas estruturas.

7.1.1 A haste do cabelo


A haste do cabelo é constituída por três partes conhecidas como:
» Cutícula: formada por células de queratina, apresenta-se de forma unida e sobreposta,
semelhante à escama de peixe. Tem a função de proteger a outra estrutura do fio, o córtex.
» Córtex: formado por células também responsáveis pela estrutura do cabelo. Nessa região,
encontra-se a melanina, pigmento que promove a coloração do cabelo.

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» Medula: é a parte mais interna do cabelo (região central). Constituída por células grandes
e anucleadas (sem presença de núcleo). Acredita-se que essa região seja responsável pela
consistência do fio.

Amplie seus conhecimentos

O cabelo é formado por 65% a 95% de queratina, proteína fibrilar que promove resistência e elasticidade ao envolver
todo o fio. Por formar uma película protetora, auxilia também na hidratação e no brilho do cabelo (VASCONCELOS;
OLIVEIRA, 2008).

7.1.2 Crescimento dos cabelos


O ciclo do cabelo é formado pela fase de crescimento do fio, pela maturidade desse fio, que é
seu momento de repouso, e pelo colapso do fio, que é sua queda, Figura 7.7. Assim, esse ciclo pode
ser dividido em três fases:
» Anágena: é a fase ativa de formação e crescimento do cabelo. O cabelo cresce cerca de
meio a um centímetro por mês, com duração total de dois a quatro anos.
» Catágena: é a fase de repouso do fio, quando cessam a atividade germinativa e a melano-
gênese (processo de produção de melanina), e dura cerca de três semanas.
» Telógena: é a queda do cabelo. Essa fase dura cerca de três a quatro meses. O fio se solta da
papila e fica solto até o momento em que outro fio seja produzido e empurre o antigo para fora
do folículo.
Lalan/Shutterstock.com

Esquema I

Esquema II

Anágena Catágena Telógena

Esquema III

a b c d e

Figura 7.2 - Ciclo do pelo. O esquema III está representado pelas diversas fases do crescimento. As letras a e b represen-
tam a fase anágena, período de crescimento do pelo. A letra c indica a fase catágena, na qual cessa o crescimento e o fio
fica em repouso. As letras d e e representam a fase terminal do pelo, a telógena, com o crescimento de um novo fio (fase
anágena) na imagem e.

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7.2 O que o cabelo representa?
Desde os primórdios, o cabelo vem sendo considerado um símbolo de força, sensualidade e até
mesmo de status. Um exemplo é a história de Sansão e sua força advinda de seus cabelos (MILTON, 2005),
Figura 7.3.

Mailand_Museo Poldi Pezzol/Shutterstock.com


Figura 7.3 - Sansão e Dalila, de Francesco Morone, século XVI. Sansão está
adormecido no colo de Dalila e seus cabelos são cortados por um homem.

Hoje não é diferente. O cabelo, considerado um adorno de beleza, ainda é muito valorizado.
Quando bem tratados, os cabelos, além de nos revelar traços de personalidade, podem nos mostrar
principalmente uma expressão saudável do indivíduo.
Pensando nas ideias visagistas, o profissional cabeleireiro ou um consultor de imagem precisa
entender que visuais de cabelo ficam melhor para cada pessoa. Na resposta dessa análise devem estar
incluídos: a personalidade, o biotipo, o sexo, a idade, a profissão, a cultura e o estilo de vida. O obje-
tivo é realçar os traços positivos e atenuar as características desarmônicas, resultando no equilíbrio
dos traços e, consequentemente, na melhora da imagem.
Antes de o visagismo ser trabalhado pelos profissionais de beleza, a imagem que as pessoas
transmitiam de si era uma cópia do que estava na moda, nem sempre entrando em harmonia com os
traços do cliente.
Hoje, com o visagismo em alta, podemos associar a beleza do que está na moda com a perso-
nalidade, construindo uma imagem externa aliada à imagem interna.
Vimos no Capítulo 6 que o primeiro critério a ser analisado a fim de traçar um perfil do indi-
víduo é estudar o formato do rosto dele. É por meio desse estudo que conseguimos obter caracterís-
ticas importantes e até alguns itens referentes à personalidade e ao temperamento.
Entendidos os diferentes formatos de rosto, vamos analisar os cortes, de modo que eles se har-
monizem com os traços.

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7.2.1 Rosto oval

7.2.1.1 Corte
Para esse tipo de rosto, em que as proporções entre largura e comprimento apresentam uma
leve diferença (a largura é dois terços de seu comprimento) e as regiões que compõem o rosto são
realçadas, porém sem exageros em nenhuma das partes, qualquer corte se torna favorável. Tanto cor-
tes simétricos quanto assimétricos, curtos, longos e até mesmo desfiados ou repicados, todos caem
bem neste formato de rosto. Essa dica vale tanto para mulheres quanto para homens, Figura 7.4.

Valua Vitaly/Shutterstock.com

Valua Vitaly/Shutterstock.com
Figura 7.4 - Como no rosto oval os traços são suaves, as proporções já se encontram em harmonia. Assim, não há neces-
sidade de exaltar ou esconder algum traço, todos já estão em equilíbrio. Pode-se, então, optar por qualquer estilo de corte
e penteado. Um exemplo é o cabelo comprido repicado e o curto jogado para um dos lados, como mostram as imagens.

7.2.2 Rosto redondo

7.2.2.1 Corte
Esse tipo de rosto não apresenta ângulos. Assim, o intuito do corte ou penteado é alongar a
face. Para isso, são utilizadas as técnicas de desfiar ou repicar as laterais a fim de estreitar o rosto e
dar a impressão de que ele é alongado. Como a tendência nesse tipo de rosto é ele vir acompanhado
de um pescoço grosso e curto, é bom evitar, nos cortes femininos, o comprimento na altura do pes-
coço. Prefira os comprimentos médios na altura do ombro.
Para os homens, a sugestão é usar cortes quadrados, com franja curta e costeletas, afinando as
laterais. Outra opção são fios desfiados, mais alto no topo da cabeça, Figura 7.5.

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Stock Avalanche/Shutterstock.com

Hans Kim/Shutterstock.com
Figura 7.5 - O rosto de formato redondo não apresenta ângulos. Para as mulheres, é melhor dar preferência aos cabelos
longos, a fim de afinar o rosto (imagem à esquerda). Já para os homens, a franja lateral disfarça o formato arredondado.
Um truque é deixar uma costeleta média, afinando as laterais (imagem à direita).

7.2.3 Rosto retangular

7.2.3.1 Corte
Como esse rosto apresenta traços marcantes nas laterais, a intenção do corte é suavizar esses
traços. Para isso, prefira um corte abaixo do ombro a fim de dar mais volume, principalmente nas
laterais. Outra opção é o uso de franja. Para esse tipo de rosto, a franja ajuda a diminuir o compri-
mento dele. Evite penteados que dividam o cabelo ao meio e cabelos muito curtos, que realçam o
comprimento do rosto, já que a intenção é exatamente o contrário.
Para os cortes masculinos, vale apostar nos desfiados ou repicados, puxando os fios em direção
à testa, diminuindo o comprimento do rosto com a ajuda da franja ou diminuindo a largura com os
fios desfiados nas laterais, Figura 7.6.
Vgstudio/Shutterstock.com

InnervisionArt/Shutterstock.com

Figura 7.6 - Em um rosto retangular, dê preferência para comprimentos de médio a curto, evitando penteados muito lisos e
divididos ao meio (imagem à esquerda). Para os rapazes a franja ajuda a quebrar a aparência longa do rosto (imagem à direita).

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7.2.4 Rosto triangular invertido

7.2.4.1 Corte
O ângulo fechado do queixo torna essa região muito pontuda, é preciso suavizá-la. Além disso,
a parte superior (frontal) é mais larga e o zigomático é mais pronunciado. Uma variação do rosto
triangular invertido é o rosto com formato de coração. Com traços mais suaves, é preciso equilibrar
principalmente a parte inferior do rosto, região muito pontuda. Assim, para as mulheres, caem bem
os cortes repicados e os penteados com franja lateral. Evite cabelos retos. Dê volume na altura da
mandíbula a fim de conferir aumento na largura da parte inferior do rosto, Figura 7.7.
Para os cortes masculinos também valem os penteados que valorizam a franja e o corte repi-
cado no intuito de diminuir a largura da frontal. Outra opção é o cabelo de comprimento médio que
dê mais volume à região da mandíbula.
Cabelos curtos e repartidos ao meio devem ser evitados.

Aslysun/Shutterstock.com

Ysbrand Cosijn/Shutterstock.com
Figura 7.7 - Em um rosto triangular invertido, a franja ajuda a diminuir a largura da frontal (testa), pois esconde parte da
testa (imagem à esquerda). Para os homens, a franja também cai bem, assim como o corte repicado (imagem à direita).

7.2.5 Rosto triangular

7.2.5.1 Corte
Como nesse rosto a testa é estreita e a mandíbula é larga, o objetivo do corte é dar mais volume
à parte superior do rosto, a fim de minimizar essa diferença. Assim, o comprimento do corte femi-
nino é de médio a curto; pode-se também optar pela franja curta ou na metade do rosto.
Para os homens, a sugestão é o cabelo mais longo e desfiado, que cubra um pouco a parte
superior e as laterais, amenizando as proporções entre a parte superior e inferior, Figura 7.8.

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Maksim Toome/Shutterstock.com

Malyugin/Shutterstock.com
Figura 7.8 - O uso da franja cobrindo toda a frontal esconde essa região mais estreita que a mandíbula (imagem à
esquerda). Os homens podem usar o cabelo um pouco mais comprido e desfiado, cobrindo parcialmente as laterais e
dando mais volume à parte superior (imagem à direita).

7.2.6 Rosto hexagonal (reto nas laterais e nas bases)

7.2.6.1 Corte
Esse rosto lembra o formato oval, porém apresenta os traços angulares mais evidentes. Por-
tanto, nesse caso é necessário um corte que suavize os ângulos do rosto. Evite modelos curtos, pois
eles deixam o rosto mais largo. Dê preferência para cabelos compridos e desfiados, a fim de alongar o
rosto e minimizar os traços, Figura 7.9.
Para os homens, procure cortes com cabelo mais comprido e franja na lateral, isso ajuda a har-
monizar o traço.
Valua Vitaly/Shutterstock.com

CURAphotography/Shutterstock.com

Figura 7.9 - Por apresentar ângulos mais evidentes que o rosto oval, o rosto hexagonal feminino ganha mais destaque
com cabelo comprido e desfiado (imagem à esquerda). Já o rosto masculino precisa de um comprimento suficiente para
deixar uma franja lateral e a parte de cima bem desfiada (imagem à direita).

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7.2.7 Rosto losango

7.2.7.1 Corte
Como esse rosto é estreito nas duas extremidades (superior e inferior), a ideia é dar mais
volume ao corte, Figura 7.10.
Uma sugestão seria repicar para dar volume e usar franja, suavizando, assim, as regiões pro-
nunciadas da maxila e do queixo.
O cabelo curto e desfiado, dando mais volume na parte de cima do rosto, é uma opção para
homens e mulheres.

Hans Kim/Shutterstock.com
Eduard Derule/Shutterstock.com

Figura 7.10 - Mulheres e homens de rosto losango se beneficiam de cortes com volume na parte superior.

7.3 Loira, ruiva ou morena, qual eu poderia ser?


Além dos cortes e dos penteados, as cores dos cabelos podem melhorar ainda mais a aparência
de uma pessoa.
De acordo com as características de nosso corpo, principalmente a cor da pele e dos olhos,
algumas sugestões podem ser feitas para a cor do cabelo.
Seguem sugestões relacionadas aos tons de loiro, ruivo e moreno.

7.3.1 Loiro
Cor de cabelo ideal para quem tem pele e olhos claros. Para pessoas de olhos azuis, indica-se o
louro-bege. Para quem tem olhos verdes, o louro-dourado.
No caso de mulheres morenas de olhos escuros, cuidado: ficar loira é possível, porém é preciso
fugir dos tons muito claros.

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7.3.2 Ruivo
No inverno, principalmente, os tons de vermelho ficam em alta. Em pele morena é uma com-
binação perfeita!
Peles negras também podem apostar em tons de acaju.
E para os orientais mais ousados, a sugestão é abusar dos tons avermelhados, garantindo uma
combinação exótica.

7.3.3 Moreno
O cabelo escuro combina muito bem com quase todos os tipos de pele. Apenas as pessoas de
pele muito clara devem tomar cuidado, pois o contraste pode ficar muito forte e dar a impressão
de uma pessoa envelhecida.

7.4 Saúde para os meus cabelos


A fim de que o cabelo cresça de forma saudável, é preciso que a reprodução celular esteja ínte-
gra e, para isso, é fundamental uma alimentação correta e balanceada, rica em minerais (cálcio,
enxofre, magnésio, zinco e ferro), proteínas e vitaminas (B2, B6, B12, C).
Qual a função desses elementos e em que alimentos encontrá-los? Veja a Tabela 7.1, a seguir.

Tabela 7.1 - Principais nutrientes, suas respectivas ações e fontes para auxiliar na formação de um cabelo saudável

Nutrientes Ação Fonte

Leite e derivados, peixes, ostra, brócolis e


Cálcio Importante no transporte de nutrientes para as células.
repolho.

Enxofre Elemento presente na queratina dos pelos e da pele. Peixes, aves, carnes e castanhas.

Ajuda no metabolismo dos ácidos nucleicos, componentes das proteí-


Zinco Leite e molusco.
nas. Sua ausência pode causar queda do cabelo.

Cereais de trigo integral, vegetais verdes e


Magnésio Participa na produção das proteínas.
legumes.

Ferro Componente importante para o transporte de oxigênio até as células. Carnes vermelhas e vegetais escuros.

Proteínas Principal estrutura para a formação do cabelo. Carnes, peixes e soja.

Estimula a formação das células vermelhas do sangue (hemácias),


Vitamina B2 Leite, hortaliças, folhas verdes e aves.
responsáveis pela oxigenação das células.

Carnes, gema de ovo, fígado de boi, abacate,


Vitamina B6 Essa é a vitamina do complexo B mais importante para o cabelo.
banana, batata e pães integrais.

Vitamina B12 Estimula o metabolismo celular. Fígado, coração, mariscos, peixes e queijos.

Retarda o envelhecimento e atua na manutenção do colágeno (pro- Frutas cítricas, folhas verdes, hortaliças e
Vitamina C
move sustentação no tecido). tomate.

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Os cabelos são compostos quimicamente por proteínas, água, carbono, hidrogênio, oxigênio,
nitrogênio, enxofre, minerais de ferro, cobre, zinco, alumínio e cobalto, entre outros elementos como
lipídios e glicogênio, estes dois em menor quantidade, Gráfico 7.1.
A redução ou a falta de algum desses nutrientes pode resultar em alterações da estrutura dos
fios e, em certos casos, pode provocar a queda do cabelo por destruição do folículo.

Gráfico 7.1 - Composição química de um cabelo normal, em percentual

Fonte: ANDRADE, 2008/2009.

Fique de olho!

A fim de fortalecer o fio e evitar a queda, o consumo de proteínas deve ser de aproximadamente 30% da nossa dieta
(BARSANTI, 2009).

7.5 Mais que belo, é preciso estar saudável


No que diz respeito aos procedimentos voltados ao embelezamento do cabelo, cuidado com as
propagandas ilusórias!
Alguns procedimentos, como escova progressiva, alisamento e descoloração dos fios, podem
provocar o enfraquecimento dos cabelos, tornando-os quebradiços. Dependendo do procedimento,
podem até ocorrer queimaduras e perda parcial ou total dos fios.

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O profissional esteticista pode entrar nesse ramo a fim de indicar a imagem visual mais har-
moniosa, relacionando o cabelo ao tipo de rosto, e também para indicar alguns tratamentos que
melhore o aspecto da haste e em especial do tecido que sustenta todo o cabelo, o couro cabeludo.
Para minimizar o quadro de caspa e seborreia, vejamos um procedimento simples:
1) Esfoliar o couro cabeludo. Esta etapa deve ser pulada se a região estiver lesionada.
2) Enxaguar, retirando todo o produto esfoliante.
3) Secar bem com uma toalha, sem fricção no couro cabeludo e na haste do cabelo, pois isso
estimularia a atividade das glândulas sebáceas, levando ao aumento da oleosidade, e dei-
xaria os fios mais quebradiços.
4) Aplicar, com pincel, uma máscara de argila verde. Para preparar essa máscara, dilua
o pó de argila verde em loção tônica adstringente. Aplique a máscara no couro cabelu-
do, dividindo os fios em mexas. A argila verde apresenta muitos benefícios, como ação
cicatrizante, regeneradora e adsorvente (remove a oleosidade da pele).
5) Ocluir com uma touca plástica ou de alumínio e deixar por 20 minutos.
6) Lavar com xampu adequado ao tipo de cabelo.
7) Aplicar um hidratante capilar. Esse produto deve ser aplicado somente na haste do cabelo,
dois dedos abaixo da linha do couro cabeludo.
8) Durante a aplicação do hidratante, massagear a haste do cabelo, pegando os fios em
pequenas mechas e puxando-as suavemente da raiz às pontas.
9) Enxaguar e usar secador, se necessário.
No intuito de amenizar o quadro de alopecia, é preciso usar produtos específicos para queda
de cabelo em conjunto com o aparelho de alta frequência, visto no Capítulo 4.
Se algum tipo de alteração diferente do normal aparecer, o ideal é sugerir que o cliente vá ao
dermatologista verificar as causas das alterações e que tratamentos são recomendados.
Os protocolos estéticos têm como objetivo prevenir ou amenizar o aspecto de algumas alterações.

Fique de olho!

Você sabia que no inverno as ocorrências de caspa e de seborreia podem aumentar?

Vários fatores podem promover o surgimento ou o aumento dessas alterações no couro cabeludo. A menor exposição ao
sol faz aumentar a descamação da pele (caspa), e os banhos quentes e a alimentação rica em gordura e açúcar podem
aumentar a oleosidade do couro cabeludo (seborreia).

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Vamos recapitular?

Neste capítulo, vimos diferentes ferramentas de embelezamento como cortes, penteados e colori-
metria associados de forma harmônica ao trabalho visagista.
Você aprendeu que a área da estética, preocupada com a beleza, mas também pensando na saúde
e no bem-estar do cliente, procura sempre as possibilidades que possam proporcionar a soma de tudo
isso, resultando na qualidade de vida física e mental.
Por fim, você aprendeu que o visagismo, uma das ferramentas mais utilizadas atualmente pelos
profissionais no ramo de beleza, também atua na área de cabelo, com o intuito de nos oferecer uma
enorme bagagem de conhecimento sobre as melhores orientações de corte e tintura, resultando no equi-
líbrio dos traços e ajudando a exaltar a personalidade do indivíduo de forma mais harmônica.

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Agora é com você!

1) Qual a função do músculo eretor do pelo?


2) Em que o profissional esteticista poderia ajudar quando se trata em embelezamento
do cabelo?
3) Quais são as fases do crescimento do cabelo? Explique as diferenças entre elas.
4) Para termos um cabelo mais forte, é preciso manter cerca de 30% de proteína em
nossa dieta. Explique essa relação de fortalecimento do fio com as proteínas.
5) Pesquise em grupo os diferentes tipos de rosto e os cortes e a colorimetria de cabelo
mais indicada para esses tipos de rosto.

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8
Maquiagem

Para começar

Neste capítulo você vai ver uma das técnicas que o profissional visagista poderá utilizar em seu
trabalho, a maquiagem. Mesmo quem não tem conhecimento de visagismo tem o hábito de melhorar a
própria imagem utilizando esse recurso. A diferença é que, a partir deste capítulo, você conhecerá as téc-
nicas de maquiagem sob um olhar visagista e poderá realçar os traços qualitativos de seus clientes.

8.1 O rosto e suas emoções


A fisiognomonia, termo de origem grega, estuda a cabeça e o rosto no intuito de determinar as
características e a personalidade das pessoas, Figura 8.1.
Por meio desse estudo, analisa-se o formato do rosto, a cor e as proporções num todo. Segundo
a fisiognomonia, o rosto consegue nos passar diferentes emoções e pode ser dividido em três porções:
» Porção superior: vai da linha do cabelo até a sobrancelha. Essa é a região que se refere
à intelectualidade e à inteligência. Geralmente, pessoas que usam franja não gostam de
mostrar seu lado intelectual, voltando-se mais às emoções.
» Porção média: começa nas sobrancelhas e vai até a ponta do nariz. Essa região exalta a emo-
ção e os sentimentos. As emoções são transmitidas por meio da abertura dos olhos, de seus
movimentos e seu brilho. Junto à área dos olhos, as sobrancelhas também são uma parte muito
expressiva do rosto e podem revelar detalhes da personalidade, do humor e sagacidade.

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» Porção inferior: relacionada ao instinto, começa onde termina a porção média e vai até o
final do rosto (queixo).
Os diversos produtos da indústria de cosméticos representam muitas opções para o embele-
zamento do rosto. Com as mais variadas formas, texturas e cores e dependendo da forma como são
aplicados, é possível obter diferentes resultados e, consequentemente, realçar diferentes característi-
cas psicológicas da personalidade.

12_Tribes/Shutterstock.com
Intelectualidade

Emotividade e sentimentos

Instinto

Figura 8.1 - Divisão da face de acordo com as diferentes expressões.

8.2 Como preparar a pele?


Primeiro, é preciso verificar o tipo de pele a fim de estabelecer os cuidados adequados a ela.
Nesse caso, podem-se examinar novamente os diferentes tipos de pele mencionados no Capítulo 2.
Independentemente do tipo de pele, os cuidados diários básicos são os mesmos: utilizar pro-
dutos específicos para demaquilar e higienizar a pele no início e no final do dia e, em seguida, tonifi-
car a pele. Acabado o processo de higienização, aplicar e reaplicar, durante o dia, o protetor solar de
acordo com o tipo de pele e, à noite, caso a pele necessite, usar produtos que promovam algum trata-
mento, seja um antissinais, um hidratante, um despigmentante ou um produto antiacne. Aproveite o
momento de sono para realizar o melhor tratamento para sua pele. Produtos com ação antioxidante
são dos mais procurados atualmente e podem ajudar em diversos tratamentos, principalmente na
prevenção ao envelhecimento precoce.

Fique de olho!

Os radicais livres são moléculas instáveis e reativas, por necessitarem de um elétron em sua órbita mais externa. Normal-
mente essas moléculas são formadas pelo nosso próprio organismo, pois apresentam inúmeras funções: atuam no pro-
cesso de cicatrização, de imunidade e de coagulação, por exemplo. Porém, em excesso, tendem a danificar outras estru-
turas: com sua ação oxidante, podem destruir enzimas e atacar células, levando a inúmeras doenças e injúria celular.

A fim de amenizarmos a ação dos radicais livres, precisamos proteger o corpo com ativos antioxidantes. Uma forma de
fazermos isso é por meio de uma alimentação rica em vitaminas, principalmente do tipo A, E e K. Atualmente, também
encontramos essas vitaminas em produtos cosméticos, inclusive em produtos de maquiagem.

Com esses cuidados, poderemos dar continuidade ao procedimento de maquiagem.

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8.3 Passo a passo da maquiagem com
um toque visagista
Por meio de técnicas de iluminação e sombreamento podemos ressaltar alguns traços, colo-
cando-os em primeiro plano a fim de promover a harmonia da imagem. Porém, antes de iniciarmos
essa técnica de luzes, precisamos preparar a pele, homogeneizando a sua textura. Para isso, há três
passos: base, corretivo e pó.

8.3.1 Base
A base inicia a maquiagem com a finalidade de deixar a pele mais uniforme. Com ela tem-se a
correção de tons ao cobrir as partes mais escurecidas, como olheiras; a base também cobre imperfei-
ções, como cicatrizes, e fornece luminosidade à pele.
Para a escolha da base, devem-se procurar os tons mais próximos da pele do rosto.
Em relação aos produtos em si, existem diversos tipos: base líquida - dá um efeito mais natural;
base cremosa - adere melhor à pele; base e pó (duocake) - é prática, pois seu uso dispensa o pó, porém
tem um efeito um pouco pesado; pancake - apresenta uma textura mais pesada que o duocake, tem
efeito seco, sendo mais agradável em peles oleosas, porém acentua as linhas de expressão.

8.3.2 Corretivo
Produto indispensável até para quem gosta de um estilo mais natural de maquiagem. Ele é
muito utilizado para pequenas correções, como lesões leves, e também em áreas maiores, como as
olheiras.
Há pessoas que preferem aplicar primeiro o corretivo para depois a passar base, porém depen-
dendo do tipo de base, ela precisará ser espalhada com certa pressão, o que pode acabar removendo
o corretivo.

Fique de olho!

Hoje existem produtos corretivos com ativos específicos para o tratamento da acne. Assim, para quem precisa esconder
manchinhas da acne, e até a própria pústula (espinha), esse tipo de produto é uma boa opção, pois, além de esconder,
trata o problema ao mesmo tempo.

O corretivo pode ser usado mesmo sem a presença de base na pele.


Erroneamente, fala-se que o corretivo deve ser escolhido em um tom mais baixo que o da pele,
mas o ideal é escolher um produto exatamente no mesmo tom da pele.
Também existem vários tipos de corretivo: em bastão ou em lápis - são de difícil correção e
não promovem um efeito natural; corretivo cremoso - mais fácil de aplicar.

Maquiagem 91

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8.3.3 Pó
A aplicação do pó entra na sequência, com o intuito de fixar o preparo realizado na pele com a
base e o corretivo. O pó deve ser, preferencialmente, da mesma tonalidade da base.
O pó compacto é o mais adequado para fixar os produtos anteriores; o pó translúcido tem uma
formulação suave e dá uma aparência natural, podendo ser usado em todos os tipos de pele; o pó
opaco é ideal para as peles com poros mais dilatados e visíveis.

8.3.4 Rímel
Do mais natural ao mais requintado, o rímel pode e deve ser usado em qualquer estilo de
maquiagem, pois melhora muito a aparência e levanta o olhar.
O rímel líquido deixa uma cobertura mais sutil; o tipo pastoso deixa um efeito mais carregado;
e o rímel incolor ajuda a separar e a alongar os cílios.

8.3.5 Delineador de olhos


Esse produto é utilizado para marcar o olhar. Ele é passado na linha interna dos cílios, onde
o traço também pode ser feito com lápis, e não é preciso haver muita precisão, diferentemente das
regiões mais externas dos olhos, para as quais a habilidade só virá com o tempo e muito treino.
No caso de olhos pequenos, prefira delinear a parte externa, a fim de aumentar o olhar. Na pál-
pebra superior, delineie evitando finalizar com aquelas puxadas extensas que formam o famoso olho
de gato, pois isso fará o olho parecer menor (a menos que essa seja a intenção). Na parte interna e
inferior, pode-se utilizar lápis branco ou bege, o que realçará e aumentará o olhar.
No caso de olhos maiores, o contrário mencionado será válido. Se a puxada com o delineador
serve para diminuir o olhar, para esse tipo de olho ela será bem-vinda.
Na hora de delinear, pode-se preferir o lápis, forma mais fácil de delinear e que proporciona
um traço bem definido; o pincel é mais utilizado por quem já têm prática (a aplicação de delineado-
res que diluem em água com pincel deixa o traço forte e pesado, deixando o visual mais refinado).

8.3.6 Sombras
Existem sombras de vários tipos, para serem usadas em diferentes eventos, desde momentos
casuais até os mais glamorosos. É possível fazer misturas de cores e provocar diversos efeitos graças à
variedade de sombras (peroladas, metálicas, com glitter, entre outras). Os traços realizados ao redor
dos olhos vão provocar mudanças significativas na imagem pessoal.
Com relação às texturas, existem: a sombra em pó - é a mais usada, a mais fácil de aplicar e a
que tem melhor efeito, mesmo para quem não tem prática em se maquiar; a sombra líquida - neces-
sita de muita habilidade na aplicação, porém, quando bem aplicada, apresenta efeitos de aquarela; a
sombra cremosa - não tem aspecto melado, mas pode acumular na dobra da pálpebra; e a sombra
em lápis - essa é melosa, mas é prática e uma boa opção caso seja preciso fazer uma maquiagem
rápida e sem o risco de se sujar com farelo, o que costuma acontecer com a sombra em pó.

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Precisamos ficar atentos a alguns detalhes referentes aos diferentes tipos de olhos. O formato do
olho é determinado pelo tipo de curvatura da abertura do olho e a curvatura da pálpebra superior.

8.3.6.1 Olhos pequenos


A ideia principal é trabalhar na borda mais externa dos cílios, tanto na borda inferior quanto
na borda superior. Utilize tons de bege ou marrom para o contorno e esfume na região contornada
a fim de dar a impressão de que o contorno dos olhos é mais afastado, aumentando-os, Figura 8.2.

Figura 8.2 - Olho pequeno. Nesse tipo de olho cerrado, trabalhe nas bordas
externas superiores e inferiores, a fim de dar a impressão de olhos maiores.

8.3.6.2 Olhos caídos


Como o canto externo do olho caído é inclinado para baixo, o olhar passa a impressão de tris-
teza ou preo­cupação. Nesse caso, acentue a maquiagem na região superior dos olhos, trabalhando
nas pálpebras e nos cílios superiores e nas sobrancelhas. Pode-se intensificar o uso dos tons escuros a
fim de esfumar as pálpebras superiores. Evite usar maquiagem na parte inferior dos olhos, Figura 8.3.

Figura 8.3 - Percebe-se o olho caído ao visualizar o canto externo do olho inclinado para baixo.
Na maquiagem, esfume o canto superior externo das pálpebras no intuito de amenizar essa aparência.

8.3.6.3 Olhos fundos


Geralmente pode-se determinar um olho fundo, padrão ou saliente olhando-se a pessoa de
perfil e analisando-se a borda do nariz. O olho padrão é aquele que está exatamente na linha da
borda do nariz. Já o olho fundo costuma se encontrar mais para dentro do rosto.
Assim, a fim de trazer os olhos para frente, fazemos um jogo de luzes. Neste caso, usar tons
claros sobre toda a extensão das pálpebras; pode-se escurecer a região do côncavo de forma suave,
em direção ao canto externo do olho, e realçar os cílios e as sobrancelhas, Figuras 8.4 e 8.5.

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Figura 8.4 - No olho fundo a Figura 8.5 - É possível identificar os olhos salientes observando a pessoa de per-
maquiagem tem o objetivo de real- fil e traçando uma linha vertical desde os olhos até a borda do nariz. Nos olhos
çar a região escurecida, trazendo-a salientes a linha estará para dentro da borda do nariz. A maquiagem, nesse
para fora. Para isso, é interessante o caso, tem como objetivo deixar o olho mais fundo. Para isso, use cores escuras
uso de tons claro por toda a extensão e sem brilho para esfumar a região das pálpebras. Os tons claros devem ser
das pálpebras. usados na proximidade da sobrancelha, contrastando com o fundo da sombra.

8.3.6.4 Olhos saltados


Foque no escurecimento dos olhos por meio de contornos internos na linha dos cílios, tanto
na linha superior como na inferior. Escureça toda a base da linha superior dos cílios com um tom
um pouco mais escuro que a pele e esfume, Figura 8.5.

8.3.6.5 Olhos muito próximos


Escureça os olhos a partir do centro para a região externa. Com o lápis, contorne a linha
interna e a externa dos cílios, priorizando o canto externo dos olhos. Esfume a pálpebra superior a
partir do canto externo, que é o mais escuro, para o centro, que é o mais claro. No canto interno dos
olhos, pode ser aplicada uma sombra clara, Figura 8.6.

Figura 8.6 - A intenção da maquiagem nesse tipo de olho é dar a impressão de que eles são mais afastados.
Para isso, aplique sombra clara no canto interno e sombra escura no canto externo dos olhos.

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8.3.6.6 Olhos muito afastados
Ao contrário do anterior, o escurecimento deve ser realizado nos cantos internos dos olhos,
aproximando-os. Sendo assim, aplique sombra escura nas pálpebras superiores na região próxima ao
nariz. Pode-se esfumar até o canto externo, porém sem ultrapassá-lo.
Reforce a máscara de cílios, priorizando os cantos internos superiores e inferiores., Figura 8.7

Figura 8.7 - A maquiagem dos olhos afastados inclui o escurecimento do canto interno do olho,
próximo ao nariz; evite esfumar a lateral e reforce a máscara de cílios nos cantos internos.

Fique de olho!

Costumamos definir se os olhos são separados ou próximos medindo a distância entre eles. Se essa distância for maior
que a largura de um olho, eles são considerados separados. Caso contrário (se a distância for menor que a largura de um
olho), os olhos são considerados próximos.

8.3.6.7 Olhos com bolsas na pálpebra inferior


Uma maneira de minimizar o aspecto da bolsa na pálpebra é esfumar com tons escuros a borda
dos cílios superiores e inferiores. Isso faz que a atenção se volte para os olhos e não para a sua periferia.

8.3.6.8 Olhos redondos e abertos


Olhos assim dão a impressão de que são grandes, pois apresentam as regiões superior e
inferior bem arredondadas. A expressão é de inocência e atenção. Ao esfumar as pálpebras supe-
riores, contornando o côncavo, dê uma leve puxada com a sombra escura para fora da pálpebra,
diminuindo a expressão arredondada, Figura 8.8.

Figura 8.8 - No olho grande e aberto, podem-se aplicar sombras escuras nos cantos externos
das pálpebras. A sombra pode sair dos olhos, sendo puxada levemente para fora do côncavo.

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8.3.7 Blush
A fim de ruborizar as maçãs do rosto ou corrigir traços desarmônicos, pode-se usar o blush.
Para realçar a região zigomática, utilizar tons róseos ou avermelhados, e para correções de traço da
face, aplicar tons terrosos ou marrons.
Para realizarmos os realces de forma correta, devemos analisar alguns detalhes relacionados
aos formatos do rosto:

8.3.7.1 Rosto comprido ou triangular invertido


Nesses dois tipos de rosto, a região frontal é mais destacada que as outras partes do rosto.
Assim, é necessário escurecer a região frontal e marcar suavemente a região zigomática (maçã do
rosto). Nesse caso, é possível utilizar inclusive tons mais rosáceos, Figura 8.9.

8.3.7.2 Rosto redondo


Trata-se de um formato que não apresenta ângulos. A intenção da maquiagem será a de escure-
cer alguns pontos, a fim de dar a impressão de profundidade e deixar o rosto mais longo. Assim, pode-
se acentuar o blush (tons terrosos) nas regiões zigomáticas, abaixo da protuberância óssea, Figura 8.10.

8.3.7.3. Rosto hexagonal reto na lateral


Nesse tipo de rosto, costuma-se perceber o arco zigomático bastante acentuado. Para amenizar essa
aparência, o blush pode ser concentrado nessa região. Esse mesmo tipo de rosto pode ser encontrado em

Figura 8.9 - Correção do rosto triangular invertido com Figura 8.10 - Correção do rosto redondo, com a utiliza-
a utilização de blush. Além da região frontal, pode-se ção de blush. Acentue o blush na lateral do zigomático,
usar o blush de correção na região do zigomático a fim dando impressão de profundidade, e em sua extensão,
de minimizar seu realce. abaixo da protuberância óssea.

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Figura 8.11 - A correção do rosto hexagonal tem Figura 8.12 - A imagem foca o uso do blush na região do
como prioridade a região zigomática. Vemos que o zigomático e a utilização de um tom mais carregado nas
uso do blush deve ser aplicado somente na lateral laterais, com a parte mais interna desta região ficando
dessa região. mais suave.

pessoas muito magras e de aparência angulosa, com áreas proeminentes. Nesse caso é interessante passar
o blush nas regiões frontal, zigomática e mento a fim de transmitir um aspecto saudável, Figura 8.11.

8.3.7.4. Rosto quadrado


Quando as laterais do rosto são muito largas, o blush pode ser concentrado no canto das
maçãs, sem puxá-lo para a parte central do rosto, a fim de dar uma impressão de profundidade na
região lateral. Em casos como este, de mandíbula saliente, o blush pode ser aplicado de forma suave
nas laterais, diminuindo a saliência, Figura 8.12.
Existem vários formatos de nariz. Ele pode ser curto, longo, largo, pontudo, fino, caído, entre
outros. O truque é escurecer levemente a parte em evidência, utilizando um blush terroso ou mar-
rom, e deixar o nariz em segundo plano.
Quando o foco de maior evidência se encontra à frente do nariz, costuma-se escurecer leve-
mente com blush essa região. Um exemplo é o nariz com osso saltado.
Porém, quando encontramos um nariz mais largo que o padrão, podemos utilizar um blush
deslizando ao longo das laterais do nariz.

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Seguem, em resumo, algumas sugestões com relação à correção do formato do nariz, Tabela 8.1.

Tabela 8.1 - Sugestões de como passar o blush para cada tipo de nariz
Formatos do nariz Dica

Comece a passar um blush de correção sob o pé da sobrancelha, indo rente ao canto interno do olho e
Nariz largo
seguindo a linha lateral do nariz. Com isso, a linha frontal do nariz será projetada para frente.

Passe um tom de blush mais escuro a partir do canto interno do olho; desça pela lateral do nariz em direção
Nariz “batatinha”
à ponta, incluindo a aba do nariz, no intuito de afinar a sua forma.

O uso de corretivo pode ajudar a disfarçar essa aparência. Use-o em todo o dorso até a ponta.
Nariz grande Cuidado com a escolha do corretivo. Em pele branca, use um corretivo dois tons acima do tom da pele.
Já em pele morena, o ideal é o corretivo três tons acima.

8.3.8 Batom
Esse é um dos produtos indispensáveis na bolsa de uma mulher. A cor a ser usada depende
muito de gosto, estilo e momento. A aplicação pode ser direta ou com a ajuda de um lápis que defina
exatamente a área a ser preenchida pelo batom.
Uma boca considerada padrão é aquela que apresenta a mesma grossura dos lábios superior e
inferior, que tem a linha central reta e o bico no alto do lábio superior bem definido, sem ser dema-
siadamente pronunciado.
Sabendo disso, percebe-se que existem diversos tipos de lábio que fogem do padrão. Para che-
gar próximo dessas características, um dos recursos é contornar os lábios com o lápis, engrossando-
-os ou definindo seus traços. Cuidado com os contornos em lábios grossos. Por ele já apresentar um
aspecto chamativo, evite contornos acentuados que demarquem a largura.
Assim, os truques podem ser definidos da seguinte forma, Tabela 8.2:

Tabela 8.2 - Sugestões de como pintar lábios de diferentes formatos


Formato dos lábios Dica

Lábios grossos Caso queira contornar os lábios, faça-o na borda interna, diminuindo a espessura deles.

Faça um contorno na borda externa, para dar a impressão de lábios mais carnudos. Além do contorno, passe
Lábios finos
um tom de batom mais claro que o do lápis e finalize com um gloss aplicado somente no centro.

Lábios superiores finos e A dica do contorno vale neste caso também. Utilize as duas técnicas para equilibrar as proporções: contorno
inferiores grossos externo no lábio fino e contorno interno no lábio grosso.

8.4 Harmonia da maquiagem com o tom da pele


A fim de não nos perdemos com as diversas opções de maquiagens e, principalmente, de cores,
segue na Tebela 8.3 uma relação de cores mais adequadas a cada tonalidade de pele.

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Tabela 8.3 - Sugestões de maquiagem para cada tom de pele
Pele Maquiagem

Blush: rosado.
Sombra: amarelo vivo, azul e laranja.
Oriental
Lábios: cereja, rosa queimado e avermelhado.
Cílios: bem curvados e pretos.

Blush: tons claros e amarronzados.


Branca Sombra: bronze, verde, marrom, rosa, salmão, com glitter em tons claros.
Cílios: marrons ou negros.

Blush: pêssego e rosa.


Morena Sombra: cores fortes em tons de rosa, azul, roxo, verde e bronze.
Lábios: cor de boca, laranja, tons do rosa ao bege, cores quentes.

Blush: uva, vinho.


Negra Sombra: vinho, azul-marinho, rosa, marrom opaco, amarelo e preto.
Lábios: tons fortes e escuros.

Sombra: cobre, dourado, laranja, verde-claro, tons de marrom.


Ruiva Lábios: acobreado e marrom.
Blush: marrom e goiaba.

8.5 A maquiagem nos diferentes estilos


Como ocorre com os diversos estilos de cabelo, a maquiagem entra no visagismo como um
recurso para harmonizar os traços do rosto, valorizando o belo na imagem e no estilo pessoal.
Mesmo que esses recursos ajudem a valorizar a imagem de alguém, não devemos interferir no
gosto de cada pessoa. Cada um apresenta um estilo característico (romântico, sensual, elegante). Isso
faz que as pessoas adotem um estilo de roupa, um penteado e também a maquiagem que estejam de
acordo com suas preferências.

8.5.1 Mulheres com estilo esportivo ou romântico


São pessoas vaidosas, porém priorizam a praticidade. Tendem a valorizar o blush e os batons
ou o gloss com tons claros de rosa, ou somente um brilho labial, Figura 8.13.

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Ruslan Semichev/Shutterstock.com

Figura 8.13 - Perceba a maquiagem suave e natural, com a máscara de cílios e um gloss suave.

8.5.2 Mulheres elegantes ou tradicionais


Apresentam estilos bem semelhantes às esportivas. São discretas, acentuam os olhos ou os
lábios sem muita sombra e blush. Arriscam-se nas sombras, porém sem muitos efeitos de cores,
usando apenas tons suaves ou terrosos com um leve efeito de sombreado. Optam por lábios em tons
nude ou rosados e sem muito brilho, Figura 8.14.
Leonid and Anna Dedukh/Shutterstock.com

Figura 8.14 - Observe a elegância na suavidade da maquiagem. Os olhos foram levemente sombreados e destacados com
a máscara de cílios; o blush foi utilizado apenas para realçar a região do zigomático e o gloss nude trouxe delicadeza.

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8.5.3 Mulheres sexy, dramáticas ou artísticas
Ao contrário dos estilos anteriores, essas mulheres gostam de cores fortes, algumas vezes bri-
lhantes e diferenciadas. É o caso da personagem Lívia, interpretada pela atriz Claudia Raia, na novela
Salve Jorge. Suas aparições foram bem marcadas pela beleza e elegância de tons fortes em vermelho e
rosa além da mistura do batom rosa com o lápis vermelho, deixando os lábios mais atraentes e pro-
vocantes, Figura 8.15.

Dpaint/Shutterstock.com
Figura 8.15 - Por serem mulheres mais ousadas, gostam de brincar com as cores no momento de fazer a maquiagem e
costumam usar cores que chame a atenção. Na imagem, veja uma maquiagem mais chamativa, cobrindo toda a região
dos olhos. Isso vale tanto para os lábios quanto para os olhos.

Vamos recapitular?

Que mulher não gosta de uma bela maquiagem? Discretas ou mais ousadas, as mulheres não
resistem aos itens de beleza que são os produtos de maquiagem.
Neste capítulo você aprendeu os cuidados com a pele e conheceu os métodos capazes de propor-
cionar a realização de uma maquiagem bonita e em harmonia com seus traços, realçando partes da face
que transmitam o seu momento e a sua personalidade.

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Agora é com você!

1) Como sombrear um olho oriental?


2) O blush pode ser usado para realçar ou sombrear certas regiões. No caso de um rosto
quadrado com nariz arredondado, como aplicar o blush a fim de melhorar a harmo-
nia desses traços?
3) O que fazer para diminuir lábios grossos em uma maquiagem?
4) Analise o rosto como um todo na Figura 8.16. Faça as sugestões de maquiagem que
poderiam ajudar a realçar a beleza dessa mulher.

Dmitriy Raykin/Shutterstock.com

Figura 8.16 - Rosto de pele limpa, mostrando seus traços naturais, sem uso de maquiagem.

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9
Embelezamento
do Olhar

Para começar

Este capítulo tem por objetivo informar quanto de nossa saúde, de nosso temperamento e de nos-
sos sentimentos pode transparecer em nosso olhar, e como nosso olhar pode harmonizar a nossa face.
De todos os aspectos da expressão corporal, o rosto é o elemento mais importante e, nesse con-
texto, os olhos, as sobrancelhas e os cílios possuem uma relevante participação, pois revelam um uni-
verso de sentimentos muitas vezes não expressos oralmente.

9.1 Momento de reflexão


Nosso rosto é o elemento mais importante de nossa expressão corporal, principalmente
quando falamos do olhar, mas nossos olhos não estão sozinhos. Se eles são a “janela da alma”, as
sobrancelhas são a sua moldura. Sendo assim, elas merecem um cuidado todo especial, uma vez que
são grandes responsáveis pela expressão do rosto.
As sobrancelhas não devem estar somente em harmonia com os olhos, mas com todo o con-
junto do rosto e da personalidade.
Na representação das porções da face, estudada na fisiognomonia, a sobrancelha é o elemento
que divide a porção da razão (porção superior) da porção da emoção (porção média - olhos), sendo
muito significativa, pois o traço da sua forma pode expressar tanto o intelecto quanto a afetividade.

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9.2 As sobrancelhas ao longo dos tempos
“Aquele” olhar faz toda a diferença, não é verdade?
Seja um olhar sensual, conservador ou tímido/reservado, as diferentes expressões transmitidas
pelo olhar estão associadas às diferentes formas das sobrancelhas. Por isso elas passaram a ser uma
poderosa arma da mulher a fim de transformar o olhar. De acordo com as transformações ocorridas
ao longo do tempo, percebe-se que, além das mudanças físicas, tais mudanças podem ser influencia-
das pelos padrões de comportamento de cada época.
Vejamos as mudanças ao longo do tempo.

9.2.1 Décadas de 1920 e 1930


O destaque eram as sobrancelhas finas, curvas e bem desenhadas apenas com um lápis. Quem
gostava do ar de mocinha ingênua, costumava usar a sobrancelha com um formato mais curto;
quem gostava de transmitir sensualidade preferia sobrancelhas mais longas e arqueadas, Figura 9.1.
Uma das celebridades da década de 1930, que aderiu a esse estilo de sobrancelha, foi Hedy Lamarr.

Everett Collection/Shutterstock.com

Figura 9.1 - As mulheres dessa época optavam por sobrancelhas mais finas e chegavam a raspar quase todos os pelos
para conseguir um desenho de sobrancelha bem definido.

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9.2.2 Década de 1940
Nessa época, ainda estava na moda ter sobrancelhas curvas e arqueadas, porém elas eram mais
finas no final que no começo, Figura 9.2. A sobrancelha da atriz Rita Hayworth ilustrava esse padrão.
Inga Ivanova/Shutterstock.com

Figura 9.2 - Modelo de sobrancelha semelhante ao ideal adotado na década de 1940.

9.2.3 Década de 1950


Na época de Marylin Monroe, a moda era usar sobrancelha um pouco mais espessa, e o des-
taque não era mais o formato curvo, e sim uma forma angular bem pronunciada, que dava um ar de
arrogância e, ao mesmo tempo, de sensualidade, Figura 9.3. Para completar, usava-se como artifício
a hena, a fim de cobrir pequenas falhas e marcar bem os traços das sobrancelhas.
Malyugin/Shutterstock.com

Figura 9.3 - Na década de 1950, as mulheres preferiam sobrancelhas grossas e bem arqueadas.

Embelezamento do Olhar 105

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9.2.4 Década de 1960
Como certas modas vão e voltam, os estilos de sobrancelhas também passam por essas idas
e vindas. A década de 1960 é um exemplo disso. Nessa época, volta-se a valorizar os formatos mais
arredondados, finos e arqueados, Figura 9.4, como nas décadas de 1920 e 1930. A atriz Marlene
Dietrich, com suas sobrancelhas finas e arredondadas, é um exemplo.

Accord/Shutterstock.com
Figura 9.4 - Sobrancelhas semelhantes às usadas na década de 1960, com traços arredondados e finos.

9.2.5 Década de 1970


Nesse período, as pessoas começam a se preocupar com o formato natural das sobrancelhas,
mas o estilo fino ainda permanece no gosto das mulheres. Assim, as sobrancelhas passam a ter um
formato natural, fino, bem delineado, penteado e aparado, Figura 9.5. A atriz em destaque era a Far-
rah Fewcett, que participou de uma das séries de maior sucesso da época, As panteras, e que também
optou pela forma natural e fina das sobrancelhas.
Lipik/Shutterstock.com

Figura 9.5 - Nos anos 1970, começou-se a valorizar o formato natural


das sobrancelhas, usadas finas, bem penteadas e aparadas.

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9.2.6 Década de 1980
A década de 1980 chega com padrões bem diferentes se comparada aos anos 1930. As sobran-
celhas grossas, volumosas, não delineadas e com pelos em excesso, Figura 9.6, eram consideradas as
mais bonitas. Sobrancelhas de estrelas como Jessica Parker, Julia Roberts e da atriz brasileira Malu
Mader exemplificam o padrão.

Chaletgirl/Shutterstock.com
Figura 9.6 - Sobrancelhas grossas, volumosas e com pelos em excesso eram a moda da época.

9.2.7 Década de 1990


Após a rebeldia dos anos 1980, na década de 1990 as sobrancelhas continuavam com formas natu-
rais, porém não mais com pelos em excesso; elas passaram a ser afinadas e aparadas, Figura 9.6. A atriz
Jennifer Aniston pode ser considerada um dos exemplos da época com suas sobrancelhas delineadas.
Inga Ivanova/Shutterstock.com

Figura 9.7 - Sobrancelhas mais grossas que em outras épocas, exceto a década de 1980,
pois aqui há a preocupação de deixá-las aparadas, porém sem perder o formato natural.

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9.2.8 Dias atuais
Conhecer os diferentes modelos de sobrancelhas usados em épocas passadas nos permite saber
como os antigos padrões são aproveitados nos dias atuais. Hoje não há um modelo ideal de sobran-
celha. O que está em alta é entender que os formatos de sobrancelha devem seguir as proporções
ideais do rosto de cada pessoa, harmonizando e valorizando os traços desse rosto.
Unindo as proporções do rosto de cada pessoa aos padrões da moda, a tendência da atualidade
são as sobrancelhas grossas, retas e bem marcadas, mostrando um olhar bem expressivo da mulher
moderna de espírito forte, um olhar seguro e superfeminino, Figura 9.8.

Chaletgirl/Shutterstock.com
Figura 9.8 - Hoje o formato da sobrancelha é aquele que melhor se enquadra nas proporções de cada rosto.

9.3 Formatos de sobrancelha para cada rosto


Hoje, com tantas opções de formatos de sobrancelha, o conhecedor do visagismo consegue
orientar melhor seus clientes e decidir o melhor formato de sobrancelha para cada um. Para isso,
é necessário ter um bom entendimento sobre os diferentes formatos de rosto e dos olhos, assuntos
abordados nos Capítulos 6 e 8, respectivamente.
Gosto não se discute! Não se esqueça de ouvir o cliente, mas também não ignore seus conheci-
mentos de visagismo para decidirem qual será o formato de sobrancelha a ser feito.
Sendo assim, para seguirmos as sugestões a seguir, você deve levar em consideração o biótipo,
a cor de pele, a profissão e o próprio gosto pessoal.

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9.3.1 Rosto oval
Lembrando que o rosto oval apresenta ângulos suaves, as sobrancelhas mais indicadas são as
ligeiramente angulosas, com fios mais arqueados, Figura 9.9.

Figura 9.9 - Figura de sobrancelha levemente arqueada, indicada para o rosto oval.

9.3.2 Rosto redondo


Devemos fugir das sobrancelhas finas, pois esse formato acentua a forma redonda da face. Pelo
fato de ser um rosto que não tem ângulos em destaque, devemos optar por formatos de sobrancelhas
mais angulosas, que amenizam o formato redondo da face, Figura 9.10.

Figura 9.10 - Sobrancelha ligeiramente angulosa (imagem à esquerda) e sobrancelha angulosa (à direita). Percebe-se a
diferença entre as duas sobrancelhas ao observar o ápice de cada uma: a sobrancelha da direita é bem pontuda.

9.3.3 Rosto longo (retangular)


Como esse rosto apresenta a região frontal mais estreita, a sobrancelha pode ajudar a disfarçar
essa proporção. A sobrancelha reta com uma leve caída no final é a sugestão mais apropriada para
esse tipo de rosto, Figura 9.11.

Figura 9.11 - Uma opção para o tipo de rosto longo é a sobrancelha reta do centro ao meio e curvada na ponta.

9.3.4 Rosto triangular


Nesse tipo de rosto, a atenção se volta para a parte inferior, que é mais alargada. Assim, é pre-
ciso usar sobrancelhas que acentuem a região superior do rosto, Figura 9.12.

Figura 9.12 - Sobrancelha angulosa e arqueada sugerida para o rosto triangular.

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O recomendado, nesse caso, são as sobrancelhas arcadas, com aspecto de acento circunflexo.
As sobrancelhas angulosas amenizam o formato da face.

9.3.5 Rosto triangular invertido


Esse rosto chama a atenção para a parte de cima, com a frontal alargada. Pensando dessa
forma, é necessário escolher um formato de sobrancelha que não acentue mais ainda essa região.
Os formatos de sobrancelha mais indicados são aqueles em que o desenho é mais arredon-
dado, Figura 9.13.

Figura 9.13 - Sobrancelha arqueada e arredondada à esquerda e sobrancelha arredondada à direita.

9.3.6 Rosto quadrado


É um rosto que apresenta traços angulares, portanto, na escolha do formato da sobrancelha,
deve-se preferir aquele que não tem ângulos acentuados.
Há duas opções: uma seria o que vai se afinado do ponto mais alto até o final, e a outra seria a
sobrancelha cuja espessura continua por toda a extensão e tem seu ponto mais alto quase no seu final,
Figura 9.14.
Lipik/Shutterstock.com

Malyugin/
Shutterstock.com

Figura 9.14 - Sobrancelha reta e curvada na ponta à esquerda e sobrancelha ligeiramente angulosa à direita.

Algumas dicas para não errarmos no formato das sobrancelhas, como mostra a Tabela 9.1:

Tabela 9.1 - Relação entre rosto e sobrancelhas


Formato do rosto Sobrancelhas
Rosto grande: quadrado ou retangular Largas
Rosto fino: triangular ou oval Mais finas
Rosto redondo Arqueadas

9.4 Passo a passo do design de sobrancelhas


A partir da relação entre o formato de rosto e as sugestões de sobrancelha, vamos conhecer
como é realizado o design de sobrancelhas. Para isso, duas etapas são importantes. A primeira é pro-
videnciar os materiais necessários para o design e a segunda é o delineamento.

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9.4.1 Materiais necessários para o procedimento
»» Algodão: para a limpeza do local.
»» Pinça de ponta reta ou quadrada: para retirada do excesso de pelo, Figura 9.15.
»» Pinça de ponta fina: para modelar a sobrancelha.

Keen_eye/Shutterstock.com
Figura 9.15 - Pinça. Existem em vários modelos e cores, mas a sugestão para o design de
sobrancelhas é usar uma pi nça de ponta reta (imagem acima) e uma de ponta fina.

»» Paquímetro: instrumento ideal para medir as sobrancelhas a fim de mantê-las simétricas,


Figura 9.16.

Zoldyick/Shutterstock.com
Figura 9.16 - Paquímetro. Instrumento que fornece com precisão as medidas das sobrancelhas.

»» Pau de laranjeira: auxilia nas marcações dos pontos.


»» Lápis de olho: para marcar os pontos.
»» Escova de sobrancelha, Figura 9.17.
»» Loção adstringente: para a limpeza do local, a fim de retirar a oleosidade da pele.
»» Tesoura de ponta curvada: usada para aparar os pelos, Figura 9.18.

Julinzy/Shutterstock.com

Figura 9.17 - Escova de sobrancelha para alinhar os pelos.


Pascal Krause/Shutterstock.com

Figura 9.18 - Tesoura. A ponta curvada ajuda a cortar somente


a parte do pelo que está para fora do contorno.

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9.4.2 Delineamento da sobrancelha
1) Prenda o cabelo do cliente para que você consiga visualizar todo o rosto.
2) Limpe a região a ser trabalhada com loção adstringente/antisséptica.
3) Defina os pontos principais da sobrancelha, ou seja, o ponto inicial, o intermédio e o ter-
minal, Figura 9.19. Esses pontos podem ser definidos com a ajuda do paquímetro (ajuda a
definir a simetria com relação ao comprimento e os pontos de curvatura nas duas sobran-
celhas) e do pau de laranjeira e marcado com o lápis de olho, a fim de podermos visualizar
os pontos no momento de delinear.

Figura 9.19 - Referências dos pontos para delinear a sobrancelha. A - asa do nariz e canto interno do olho, esse ponto
encontra o início da sobrancelha; B - meio da asa do nariz e lateral externa da pupila, encontra o ponto mais alto da
sobrancelha; C - asa do nariz e canto externo do olho, encontra o final da sobrancelha.

Fique de olho!

Para facilitar a visualização dos pontos a serem marcados e iniciar o delineamento da sobrancelha, passe um pouco de
creme hidratante na parte mais preenchida de pelos a fim de que eles fiquem deitados e não gerem confusão no momen-
to de extração dos pelos em excesso.

4) Retire os pelos em excesso para o delineamento da sobrancelha.


5) Apare os pelos, penteando-os para cima e cortando a parte que sair do contorno da
sobrancelha; depois repita esse procedimento, agora penteando os pelos para baixo.

Fique de olho!

Para os rostos orientais, que costumam ser mais arredondados, sugerem-se sobrancelhas mais arqueadas. Assim, na
hora de delinear esse tipo de sobrancelha, que costuma aparentar ser reta, procure deixá-la mais arqueada.

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Esse é um procedimento muito procurado por mulheres e por homens. O público masculino,
em sua maioria, vai em busca dessa técnica somente para a retirada dos pelos em excesso, porém
existem também aqueles que preferem sobrancelhas mais desenhadas, preferindo os modelos mais
grossos. Portanto, independentemente do cliente, homem ou mulher, a técnica não muda. A dife-
rença estará no delineamento das sobrancelhas.

9.4.3 Cuidados com as sobrancelhas


Não devemos considerar o cuidado com as sobrancelhas uma simples retirada de pelos, pois
um erro na hora de retirar os pelos dessa região pode causar um dano muito sério. Além de modi-
ficarem a aparência, esses pelos demoram a crescer e podem levar meses para voltar ao normal ou,
então, não nascerem novamente, dependendo da faixa etária do indivíduo (por ser jovem demais
ou estar na terceira idade, em virtude dos hormônios).
Existem técnicas que auxiliam a limpeza (depilação) da região das sobrancelhas, a fim de
remover os pelos em excesso. Há duas técnicas muito utilizadas. Uma é a depilação com cera quente.
Seu uso apresenta vantagens quanto à remoção rápida dos pelos, porém o risco de manchar a região
e a possibilidade de deixar a pele flácida tende a ser maior. A outra opção é o uso da depilação com
linha. Muitas clientes e profissionais aderiram a essa técnica de depilação facial. Os dois recursos são
bons, porém, na hora de desenhar a sobrancelha, nada melhor que a boa e velha pinça para ir mode-
lando com calma a sobrancelha do cliente.
Uma técnica muito utilizada na área da beleza, que tem como finalidade corrigir com precisão
imperfeições e falhas da sobrancelha, é a aplicação de hena. Trata-se de uma técnica que pode ser
feita por profissionais em estética e tem como vantagem a sua rápida aplicação. Porém, como o pro-
duto permite a pigmentação superficial da pele, a sua permanência é de apenas alguns dias.

9.5 Aplicação de hena


Técnica conhecida há tempos por outros povos, no Brasil é utilizada para alguns fins de embe-
lezamento, como tatuagens e para marcar ou corrigir algumas falhas nas sobrancelhas.
A vantagem dessa técnica é o tempo de duração: para quem ainda tem receio em relação à maquia-
gem definitiva, uma alternativa é o uso da hena, cuja duração na pele é de no máximo duas semanas.

Amplie seus conhecimentos

Popularmente conhecida como maquiagem definitiva, a micropigmentação ou dermopigmentação vem crescendo cada vez
mais no mercado de maquiagem. Por meio de um aparelho chamado dermógrafo o pigmento consegue ser depositado na pele.
Esse procedimento tem como objetivo corrigir falhas na pele e no preenchimento de sobrancelhas, camuflar cicatrizes e
repigmentar a aréola mamária.
Os profissionais da área da beleza, inclusive os esteticistas, podem realizar esse tipo de procedimento, porém há a neces-
sidade de um curso de qualificação específico.
Esse procedimento é chamado de maquiagem definitiva erroneamente, pois seu resultado não é permanente. O efeito da
pigmentação pode durar por até cinco anos (SCHNEIDER; REIS, s.d.).

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O procedimento para a aplicação da hena leva cerca de 40 minutos. Como esse produto é
capaz de pigmentar em pouco tempo, o profissional precisa ter cuidado ao aplicá-lo e fazer o con-
torno correto de forma rápida, a fim de evitar um aspecto borrado na sobrancelha.
Para o profissional que tem pouca prática, a dica é usar moldes de sobrancelha específicos para
a aplicação da hena.
Então, vamos ao procedimento:

9.5.1 Materiais necessários


»» Algodão.
»» Cotonete.
»» Palito de plástico de ponta fina.
»» Kit para aplicação de hena em sobrancelha, com pó de hena, fixador e removedor.
»» Molde de sobrancelha.

9.5.2 Passo a passo


»» Normalmente esse procedimento vem logo após o design das sobrancelhas. Mesmo que já
tenha limpado essa região, pode limpá-la novamente com um produto adstringente a fim
de preparar para a fixação da hena.
»» Prepare uma mistura com o pó de hena e água. De modo geral, para cada duas medidas
de hena são colocadas 10 gotas de água. Mexa bem.
»» Ainda nessa mistura coloque uma gota do fixador e mexa novamente.
»» Aplique o produto por cima do desenho da sobrancelha com o palito de plástico de ponta
fina. Ao aplicar, pressione o palito entre os pelos para que a fixação da hena seja melhor.
»» Umedeça o cotonete em água filtrada e contorne a sobrancelha retirando os borrados.
O produto pode ser aplicado novamente, caso você perceba que há alguma falha. Caso a
água seja insuficiente para retirar o borrado, coloque uma ou duas gostas de removedor
no cotonete e contorne o desenho novamente.
»» Ao terminar uma das sobrancelhas, marque o tempo de término, pois será a primeira
sobrancelha a ter o produto removido, e comece a fazer a outra.
»» Após aplicar o produto nas duas sobrancelhas, aguarde de 15 a 20 minutos.
»» Remova o produto com algodão umedecido em água filtrada. Lembre-se de começar reti-
rando o produto da primeira sobrancelha, pois ela recebeu o produto primeiro.
»» Em um cotonete, coloque algumas gotas de removedor e passe por cima da sobrancelha (prin-
cipalmente na base dela), a fim de suavizar o aspecto da hena no desenho da sobrancelha.

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9.6 Permanente de cílios
Se existe mais alguma técnica para tornar as mulheres mais belas, por que não tentar? Com
esse tipo de pensamento é que, ano após ano, surgem diversas técnicas de beleza no mercado, as
quais atraem muitos clientes. Uma dessas técnicas é o permanente de cílios, técnica que pode ser
feita por profissionais da área da beleza, inclusive por esteticistas, e tem como objetivo acentuar a
curvatura dos cílios, proporcionando maior expressividade ao olhar.
A indicação para esse procedimento é principalmente para as pessoas que têm os cílios muito
retos, como as orientais. A intenção do permanente é apenas curvar os pelos, e não aumentá-los.
Como a curvatura dos pelos é acentuada, fica a sensação de que os cílios são maiores. O efeito dura
de dois a três meses.

9.6.1 Materiais
»» Cola específica para cílios.
»» Algodão.
»» Cotonetes.
»» Bobe para cílios.
»» Produto específico para os olhos contendo tiogliconato de amônia.
»» Produto neutralizante.
»» Produto hidratante.
»» Removedor.
»» Tinta para a pigmentação dos pelos.
Todos os produtos (cola, produto de permanente, neutralizante, hidrante e removedor) costu-
mam ser vendidos juntos num kit e são desenvolvidos para essa finalidade. Como se trata de produ-
tos usados na região ocular, eles precisam ser específicos para essa área.

9.6.2 Passo a passo


»» Com o adesivo e com o bobe, faça a curvatura dos cílios.
»» Aplique o produto permanente que contenha o ativo de tigliconato de amônia. Deixe agir
por cerca de 15 minutos.
»» Retire o produto com a ajuda de um cotonete umedecido em água morna.
»» Aplique o produto neutralizante e deixe por 10 minutos. Em seguida, remova o produto
com um cotonete umedecido em água.
»» Aplique o produto hidratante e deixe por 3 minutos.
»» O último passo é remover tudo utilizando o removedor. Com ele retire também o adesivo
e o bobe, cuidadosamente.
Logo depois do permanente de cílios, pode ser realizada a tintura dos pelos:

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» Prepare a região dos olhos, colocando um pedaço de algodão na pálpebra inferior e dei-
xando por cima dele somente os cílios superiores.
Dica: para não manchar as pálpebras e para fixar os algodões de proteção, aplique vaselina nas
pálpebras superiores e inferiores (na parte de baixo fixe o algodão já umedecido com vaselina).
» Aplique a tinta sobre os pelos, tendo os algodões como apoio. Deixe por 8 minutos. Retire
o produto com algodão umedecido em água.
As técnicas mostradas neste capítulo mostram aos profissionais e estudantes da área da beleza
as opções de procedimentos que podem ser oferecidos aos clientes. Além de serem técnicas de
rápida aplicação, tem um custo baixo no que diz respeito aos materiais, propiciando um retorno
rápido. O valor médio de cada procedimento está em torno de R$50,00 a R$100,00. Além disso, são
todos procedimentos com ótimos resultados.

Vamos recapitular?

Neste capítulo você conheceu procedimentos que têm como promover o embelezamento do olhar,
cuidando especialmente da região das sobrancelhas e dos cílios. Você viu que, por ser uma ferramenta
importante da moldura facial, as sobrancelhas, quando bem-feitas, conseguem elevar o olhar e deixar o
rosto mais harmonioso. Aprendeu inda que o permanente e a tintura dos cílios proporcionam aos clien-
tes cílios curvados e tingidos e dão uma aparência maquiada logo ao acordar.

Agora é com você!

1) Ao longo da história houve muitas mudanças com relação ao formato da sobrance-


lha. Qual é a preferência atual?
2) O que a sobrancelha representa para o rosto?
3) Qual o objetivo da técnica do permanente e da tintura de cílios?
4) Pratique o design de sobrancelha.

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10
Unhas Artísticas

Para começar

Assim como o rosto, as mãos e as unhas são consideradas um cartão de visitas. Em um simples
gesto, como cumprimentar alguém, podemos perceber os cuidados que a pessoa tem consigo mesma
reparando em suas mãos.
Além das funções de proteção e de defesa, as unhas ganham fama no mundo da beleza como um
adorno a mais para incrementar o visual. O cuidado que as pessoas têm com as unhas vem de épocas
passadas. Esse cuidado já foi inclusive um meio de distinção social.
Com as tendências da moda, hoje o importante é estar de bem consigo. E isso vale para as unhas
também. A maior preocupação hoje em dia em relação às unhas tem a ver com a sua apresentação.
Como tudo que está associado ao visual pode ter influências visagistas, não é diferente em relação
às unhas. O formato da unha e a cor a ser usada mantêm relação com o estilo de vida, os gostos e a per-
sonalidade. Pensando dessa forma, não temos como deixar de falar desse adorno, que caiu no gosto de
todos, inclusive de homens. Então, vamos conhecê-lo com mais detalhes!

10.1 As unhas do passado


Alguns fatos históricos foram marcantes e podem ser mencionados para exemplificar a preo-
cupação com as unhas em diferentes épocas.

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Na China, entre os anos 3500 e 3000 a.C., além dos destaques na arte, na arquitetura e na pin-
tura, pintar as unhas também tinha valor. Naquela época, as unhas eram vistas como forma de dis-
tinção entre classes, determinadas pelo tamanho e as cores utilizadas para pintá-las.
As cores douradas e prateadas foram aderidas por volta dos anos 700 a.C. e somente a família
real poderia usá-las. Já por volta do ano 3 a.C. as cores vermelha e preta passaram a ser exclusivas
dos imperadores, destacando a sua posição na sociedade.
No Egito, verificou-se o uso de hena na maquiagem e também na pigmentação das unhas. As
mulheres mergulhavam as pontas das unhas nessa tinta a fim de que elas adquirissem uma coloração
enegrecida.
Assim como na sociedade chinesa, os egípcios também apresentavam comportamentos para
distinguir as classes sociais. Um dos elementos dessa distinção era o cuidado com as unhas. No rei-
nado da famosa Cleópatra, ela determinou que a população estava proibida de usar vermelho nas
unhas; apenas ela poderia pintar as unhas com essa cor.
As mulheres das classes mais baixas da sociedade poderiam pintar as unhas, porém somente
com cores claras. As cores mais vibrantes era exclusividade da família real.
Após muitos séculos algumas diferenças nos cuidados com as unhas foram evidenciadas. Uma
das novidades foi o surgimento de um instrumento para remover a cutícula. No princípio esse ins-
trumento somente empurrava a cutícula, deixando as unhas muito mais bonitas. Até hoje este instru-
mento é utilizado; trata-se do pau de laranjeira (também encontrado como palito de aço inox).
Com o passar do tempo, os produtos para as unhas foram sendo aperfeiçoados; surgiram alica-
tes para remoção das cutículas e esmaltes que trouxeram maior liberdade na escolha das cores.
Com o surgimento de cores claras e transparentes, elas passaram a ser consideradas as cores das
mulheres de “boa reputação”, “de família”; já as cores mais fortes ficaram marcadas como as cores
das “mulheres da vida”. Mesmo após séculos e séculos de evolução, a discriminação e distinção social
ainda estavam relacionadas às cores utilizadas nas unhas.
Das últimas décadas até os dias atuais, muitas foram as novidades em esmaltes e técnicas,
sendo possível adornar as unhas com figuras e brilhos que as deixam mais atraentes e conquistam
as mulheres. Além disso, as cores agora estão relacionadas com o gosto pessoal, e não mais com a
posição social. Agora a questão é deixar as unhas apresentáveis e bem cuidadas, como forma de bem
-estar e como um acessório de beleza.

10.2 Um estilo todo especial


Assim como o modo de se vestir, a maquiagem, o cabelo e o modo de se comunicar, o estilo
das unhas também pode refletir as características da personalidade.

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10.2.1 Esportivo
O termo “esportivo” não se refere apenas às mulheres que gostam de esporte ou que praticam
algum esporte ou atividade física. Ele está relacionado com as que gostam de conforto e praticidade.
São pessoas que costumam ser mais discretas e, por isso, usam unhas curtas, geralmente no for-
mato quadrado, podendo ser levemente arredondadas na lateral, com cores claras e até transparente,
Figura 10.1.

Sean Nel/Shutterstock.com
Figura 10.1 - Unhas curtas, arredondadas na lateral e com esmalte transparente.

10.2.2 Romântico
Caracteriza mulheres femininas, delicadas, vaidosas, porém não ousadas. Elas preferem esmal-
tes de cores claras e suaves, no mesmo estilo de suas roupas e maquiagem. Apostam em tons suaves
como o rosa e o nude. A francesinha lhes cai bem. Normalmente gostam de unhas um pouco maio-
res, mas nada que ultrapasse a ponta do dedo, e num formato arredondado ou quadrado com as
pontas mais arredondadas, Figura 10.2.
Tamara83/Shutterstock.com

Figura 10.2 - Unhas médias, arredondadas, com aplicação de esmalte cremoso.

Unhas Artísticas 119

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10.2.3 Tradicional
Estilo semelhante ao esportivo. As mulheres gostam de tudo que não chame a atenção, pois
elas focam na discrição. Assim, dão preferência a unhas curtas, polidas e pintadas com cores neutras
ou transparentes, Figura 10.3.
Tania Zbrodko/Shutterstock.com

Figura 10.3 - Unha curta pintada com cor clara.

10.2.4 Elegante
Mulheres elegantes geralmente se preocupam com a aparência. Por isso, cuidam para que as
unhas estejam sempre bem-feitas, impecáveis em qualquer ocasião, o que mostra muita sofisticação.
As unhas costumam ser quadradas e um pouco compridas. Em relação às cores, elas preferem os
tons neutros e as cores básicas. No caso de algumas mulheres um pouco mais ousadas, os tons de
vermelho são uma opção, Figura 10.4. Valua Vitaly/Shutterstock.com

Figura 10.4 -Unhas de comprimento médio. As cores podem variar, desde os tons neutro até os mais fortes.

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10.2.5 Moderno
Mulheres com esse estilo gostam de fugir do tradicional e mostrar seu jeito ousado com cores
fortes na maquiagem, no cabelo e também nas unhas, a fim de contrastar com a pele e com os aces-
sórios. Costumam ter unhas de comprimento médio ou rente ao final do dedo e usam esmaltes cre-
mosos, de cores fortes como roxo, rosa pink, vermelho vivo, tons puxados para o preto e o próprio
preto, Figura 10.5.

Victoria Andreas/Shutterstock.com
Figura 10.5 - Unhas de comprimento médio ou rentes à ponta da falange, pintadas com cores escuras.

10.2.6 Criativo
Caracteriza mulheres mais ousadas, que apostam na criatividade e na mistura de estilos. Além
disso, elas brincam com as cores e os formatos das unhas, que ora estão quadradas ora estão arre-
dondadas, Figura 10.6. Essas mulheres chegam a pintar cada unha de uma cor, a fim de marcar bem
seu gosto diferenciado. Elas estão sempre atualizadas em relação à moda.
Subbotina Anna/Shutterstock.com

Figura 10.6 - As mulheres de estilo criativo gostam de usar tanto unhas arredondadas quanto unhas quadradas.

Unhas Artísticas 121

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10.2.7 Sexy
E, para finalizar, temos o estilo sexy, característica de mulheres que mostram exuberância e
sensualidade. Elas apostam em tons fortes, como vermelho cor de sangue e preto, e preferem unhas
compridas no formato redondo ou quadrado, Figura 10.7.

Subbotina Anna/Shutterstock.com
Figura 10.7 - Seja no formato arredondado ou no quadrado, as mulheres de estilo sexy
preferem unhas nos comprimentos médio e longo.

A Tabela 10.1 uma lista de sugestões que relaciona a cor do esmalte com a cor da pele:

Tabela 10.1 - Relação entre cor da pele e do esmalte


Cor da pele Cor do esmalte

Branca Tons de vinho, marrons e vermelho vivo

Escura Tons pastéis: bege, cobre, bronze, dourado, branco

Amarela Marrons, pêssego, areia, branco, vermelho escuro

A escolha da cor do esmalte e do comprimento das unhas deve ter como base o gosto pessoal,
e é isso que precisa ser levado em consideração. É importante que os profissionais entendam que a
unha e o tratamento que ela recebe também fazem parte do estilo e da personalidade dos clientes, e
por isso devemos respeitar as escolhas.

10.3 Acessório de beleza


A cada dia surge uma novidade lançada pelas indústrias de cosméticos, principalmente
quando se fala em esmaltes. Além das variedades de cores e texturas (esmaltes naturais, cintilantes,
cremosos e metálicos), surgiram novidades como esmaltes com glitter e o esmalte fosco. A aplicação
de adesivos, carimbos e até pedras preciosas também são uma opção para embelezar as unhas. Além
disso, existem as unhas decoradas com desenhos e personalizadas com diferentes texturas, traba-
lhadas cuidadosamente pelo profissional. A criatividade é infinita para o profissional especializado
nesse tipo de decoração.

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Sabendo que a imagem pessoal e a personalidade de uma pessoa podem ser retratadas pelo estilo
de suas unhas, o consultor de imagem não precisa ser um design de unhas, ou seja, um especialista em
decoração artística de unha, mas precisa conhecer alguns desses estilos para que possa, com base na
avaliação da personalidade dos clientes, sugerir algumas opções. Então vamos aos estilos:

10.3.1 Francesinha
Não se sabe ao certo a origem do nome “francesinha” nem quando ele surgiu, mas há especu-
lações de que tenha sido por volta do século XVIII, época em que os hábitos de higiene eram escas-
sos e, para esconder as sujeiras embaixo das unhas, a parte de baixo delas era pintada na cor branca.
Aqui no Brasil, a francesinha surgiu por volta de 1990, como uma técnica a mais de embeleza-
mento, Figura 10.8.
A francesinha original tinha somente o esmalte branco nas pontas e um esmalte transparente
de cor mais clara por cima, mas agora há uma variedade de combinações, como duas cores fortes, ou
uma cor forte e outra clara diferente da branca, e até uma cor diferente para a ponta de cada. Enfim,
as combinações são imensas. Quando cores diferentes da branca são usadas, a pintura é chamada
por alguns de “inglesinha”, mas a diferença entre elas está somente nas cores.

Julia Ivantsova/Shutterstock.com

Figura 10.8 - Francesinha tradicional.

Parecida com a francesinha, existe a espanhola. Usando as mesmas cores tradicionais da fran-
cesinha, a diferença da espanhola está na disposição das cores: a cor branca deixa de aparecer na
ponta da unha e passa para a diagonal. Hoje a combinação de cores também é bem diversificada na
espanhola, podendo até acompanhar desenhos decorativos no contorno entre as cores.

10.3.2 Meia-lua
É também chamada de francesinha ao contrário, pois a cor diferente não fica nas pontas, mas
na área inferior da unha, Figura 10.9.

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Nadya Korobkova/Shutterstock.com
Figura 10.9 - Unha meia-lua.

Assim como na francesinha, as cores tradicionais vão sendo substituídas por outras combina-
ções, chamativas ou discretas, o importante é a criatividade.

10.3.3 Unhas decorativas


Tiveram início, no Brasil, durante a Copa de 2002. As mulheres começaram a pintar a bandeira
nacional nas unhas. A partir daí, a criatividade só aumentou. Passaram a elaborar diversos desenhos,
como frutas, animais, flores, formas geométricas, e surgiram também colagens diversas, como estre-
las, pedrinhas, flores, glitter etc, Figura 10.10.

Marigo20/Shutterstock.com

Figura 10.10 - Unhas com glitter.

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10.3.4 Unhas postiças
Mulheres que apresentam unhas fracas ou que costumam roer as unhas começaram a aderir a
essa técnica.
Hoje existem vários tipos de unhas postiças: em gel, acrigel, porcelana, silicone, acrílico, entre
outras. Existem unhas postiças que já vêm decoradas e outras que servem apenas para alongar a unha,
necessitando de todo o procedimento de pintura após a colocação das unhas. Uma das vantagens
da colocação de unhas postiças é o intervalo de tempo entre uma sessão e outra. Em alguns casos, a
manutenção ocorre após duas ou três semanas, com duração total de 40 dias aproximadamente.

Berezandr/Shutterstock.com

Figura 10.11 - Unhas postiças decoradas.

A visão de unha como um adorno e um acessório de beleza desperta a criação de diversos pro-
dutos para o seu embelezamento. A infinidade de estilos, cores de esmaltes e técnicas de pintura está
facilmente disponível para que todos consigam encontrar o estilo que melhor realce a sua personali-
dade.

10.4 Formato das mãos


O formato da unha pode ser sugerido a partir de algumas características das mãos, como
indica a Tabela 10.2:

Unhas Artísticas 125

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Tabela 10.2 - Sugestão para o formato de unha de acordo com o formato da mão
Formato da mão Formato da unha
Pequena e gordinha Unha reta e arredondada nos cantos
Magra e alongada Unha quadrada
Pequena e delicada Unha arredondada

10.4.1 O cuidado com as mãos e as unhas

10.4.1.1 Mãos
Desprotegidas e expostas, as mãos precisam de cuidado tanto quanto as unhas. A boa apresen-
tação não está só nas unhas bem-feitas, pintadas e decoradas. As mãos precisam estar bem cuidadas
e mostrar boas condições de hidratação da pele. Por ser uma região muito exposta ao sol e a produ-
tos químicos diariamente, o uso de produtos hidratantes e de protetor solar é indispensável.
Tenha sempre na bolsa produtos específicos para as mãos. Hoje em dia alguns desses produtos
apresentam fator de proteção solar.
Os esteticistas podem sugerir uma sessão para hidratar essa região. Trata-se de um procedi-
mento rápido e fácil:
» Faça uma higienização com gel de limpeza, limpando bem as mãos com movimentos cir-
culares na palma e no dorso e deslizamentos ao longo dos dedos.
» Umedeça as mãos com água para a retirada do produto e seque-as.
» Com um pouco de produto esfoliante faça movimentos circulares e de fricção, retirando
as células mortas e afinando a pele. Retire os grânulos do esfoliante com uma gaze seca e
enxágue as mãos.
» Aplique creme hidratante e massageie as mãos com movimentos circulares e com pressão
na palma; puxe os dedos de forma que deslizem com o produto, alongando-os.
» Sem retirar o creme, aplique por cima uma máscara hidratante em toda a mão e oclua
com um filme plástico. Deixe por 20 minutos.
» Retire o plástico e remova o produto com a ajuda de algodão umedecido em água.
Esse tratamento proporciona mãos sedosas e macias e pode ser realizado uma vez por semana.

10.4.1.2 Unhas
Para mantermos a beleza das unhas, algumas mudanças nos hábitos alimentares e comporta-
mentais podem ser adotadas. Seguem algumas dessas orientações:

Fique de olho!

Usar óleo de cravo, encontrado em farmácias de manipulação, é ótimo para retirar as manchas brancas das unhas.
Deixe o esmalte de lado e use somente o óleo por alguns dias até os pontinhos brancos desaparecerem.

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» Adote uma alimentação rica em nutrientes para o fortalecimento das unhas.
» Deixe as unhas sempre limpas e cortadas, evitando uma impressão de desleixo.
» Não retire demasiadamente as cutículas, pois elas são uma barreira contra infecções.
» Independentemente do formato de unha mais adequado à sua mão, deixe-a ligeiramente
arredondada nas laterais para evitar que encrave.
» Não roa as unhas, pois isso favorece as infecções e o crescimento irregular.
» Evite lixar a parte de cima das unhas.
» A cada troca de esmalte, deixe as unhas por pelo menos uma hora sem aplicação.
» Tenha o hábito de aplicar cremes nutritivos para evitar que as unhas descamem.

Amplie seus conhecimentos

O crescimento médio das unhas dos dedos das mãos é de cerca de 0,5 a 1 mm por semana. A sua constituição saudável é
observada pela coloração rosada, que indica suprimento de sangue e oxigenação, e pela sua translucidez (PUJOL, 2011).

Fique de olho!

A unha, cuja função é proteger a ponta dos dedos, tem em sua composição apenas 14% de água e, por isso, merece
atenção redobrada. Se as unhas estiverem quebradiças, opacas, manchadas ou descoladas, isso pode ser um indício de
doenças como diabetes, micoses e problemas na tireoide.

10.4.2 Nutrientes para mãos e unhas perfeitas


Uma boa alimentação é o melhor conselho para a prevenção e o cuidado com a saúde, inclu-
sive para as mãos e as unhas.
As mãos precisam de uma boa hidratação, do consumo de fibras e de vitaminas, como as vita-
minas A, E e K, que são antioxidantes e previnem o envelhecimento precoce, e a vitamina C, que
estimula as células (fibroblastos) que produzem as proteínas, e de alimentos ricos em proteínas, a fim
de dar mais firmeza à pele e prevenir contra o envelhecimento.
O aparecimento de algumas alterações nas unhas pode significar falta de certos componentes
no organismo. A Tabela 10.3 mostra alguns desses elementos e as alterações nas unhas:

Tabela 10.3 - Relação entre a ausência ou déficit de determinado


componente no organismo e sua respectiva alteração na unha
Alteração nas unhas Deficiência

Manchas brancas Selênio e zinco

Pregas transversais Proteína

Quebradiças e frágeis Cálcio, ferro e zinco

Estrias Vitamina A

Unhas Artísticas 127

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Vamos recapitular?

Neste capítulo você viu que o cuidado com as unhas vem de tempos remotos e que, por vaidade
ou por distinção social, a unha era um dos adornos a ser visto.
Aprendeu que, atualmente, as unhas são mostradas como um acessório de beleza, independen-
temente de posição social, e que o que irá determinar o estilo ou a cor da unha será o gosto pessoal. E é
por isso que os cuidados com as unhas são de grande interesse no ramo de beleza, inclusive para a esté-
tica. Temos profissionais especializados em decoração artística de unhas, mas o importante para o este-
ticista visagista e os consultores de beleza é poder relacionar esse tipo de estética com o estilo de vida, os
hábitos e a personalidade do indivíduo.

Agora é com você!

1) Em relação aos traços da mão, faça uma análise das mãos dos seus colegas e diga qual
seria a sugestão para o formato de unha deles.
A atividade será desenvolvida com base nos dados da Tabela 10.2.
Formato da mão Formato da unha

Pequena e gordinha Unha reta e arredondada nos cantos

Magra e alongada Unha quadrada

Pequena e delicada Unha arredondada

2) Analisando o estilo de vida de uma pessoa, podemos ter uma ideia das preferências
dela com relação ao formato de unha e às cores de esmalte. Faça uma pesquisa com
os seus colegas de grupo e veja se essa relação coincide.
3) O cuidado das mãos é tão importante quanto o das unhas, para que a beleza seja har-
mônica entre elas. Assim, quais as preocupações no cuidado das mãos?
4) Qual a relação do consumo de proteínas com o fortalecimento das unhas?
5) Por volta dos anos 700 a.C. foi determinado que somente a família real poderia fazer
uso das cores dourada e prateada nas unhas. A família real mencionada pertence a
que civilização?
a) Grécia
b) Egito
c) China
d) Roma
e) n.d.a.

128 Imagem Pessoal e Visagismo

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11
Apresentação
Pessoal e Etiqueta
Profissional

Para começar

Foi-se a época em que as pessoas vestiam-se informalmente para ir ao trabalho, com a maior
naturalidade. As boas maneiras devem ser colocadas em prática todos os dias, independentemente do
local em que se esteja, mantendo assim um relacionamento mais respeitoso com as pessoas ao redor, seja
no âmbito familiar, no profissional ou em um grupo de amigos.
Não somente a postura, mas a aparência podem dizer muito sobre uma pessoa, tanto aspectos posi-
tivos, como elegância e autoridade; quanto negativos, como desleixo, desinteresse, desatenção. Portanto, a
postura e a apresentação pessoal trabalham juntas com o objetivo de transmitir a imagem pessoal para os
outros. Dependendo de como isso for feito, o resultado poderá ser uma imagem ideal e favorável ao estilo e
à personalidade do indivíduo, como também pode resultar numa imagem que desfavorece a pessoa.
A fim de evitar situações desagradáveis, este capítulo apresenta orientações, sugestões e dicas de
etiqueta e de apresentação pessoal, no intuito de possibilitar, com sucesso, um relacionamento adequado
com as pessoas ao redor.

11.1 Boas maneiras, sempre!


Diferentemente de estar em um ambiente particular, como a nossa casa, estar no local de tra-
balho ou em eventos, rodeado de amigos e de pessoas não tão próximas, requer uma postura dife-
renciada, pois tanto a aparência quanto a postura dizem muitas coisas sobre uma pessoa.

129

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Algumas condutas devem ser adotadas a fim de que a sua companhia seja considerada agradá-
vel , principalmente quando falamos do seu contato com o cliente.
»» Tenha pensamento positivo sempre, o negativismo afasta as pessoas.
»» Saiba quando usar expressões como “desculpe”, “com licença” e “obrigado”. Esses são ges-
tos simples, mas que fazem toda a diferença, pois mostram humildade e educação.
»» Vista-se de acordo com o ambiente. Em seu ambiente de trabalho, caso não tenha uniforme
específico, utilize roupas claras (de preferência o branco) ou jaleco e sapatos fechados.
»» Não critique alguém em público.
»» Seja pontual em seus compromissos. Imagine como a outra pessoa se sente em ter que
esperar por você. No que diz respeito aos seus atendimentos, organize-se nos horários
entre um cliente e outro para que não ocorram atrasos.
»» Memorize os nomes e pronuncie-os de forma correta.

11.1.1 A apresentação
Ao ser contratado em uma clínica, lembre-se de cumprimentar o seu chefe com um aperto
de mão firme quando for conhecê-lo, a fim de transmitir segurança, credibilidade e confiabilidade.
Mas não deixe esse aperto de mão passar de três segundos, para não virar algo assustador. O contato
visual também é muito importante, pois demonstra atenção no que está sendo dito, por isso não
desvie o olhar.
Sorria apenas quando esse sorriso for verdadeiro e espontâneo, caso contrário ele poderá soar falso.
Caso você tenha que apresentar alguém, inicie a apresentação com algum assunto que possa
levar a um diálogo entre as pessoas apresentadas. Se você estiver no âmbito profissional, pode utili-
zar um assunto relacionado à área.

11.1.2 Dos hábitos à elegância


Alguns hábitos podem fazer de você uma pessoa elegante:
»» Não se dirija às pessoas em voz alta. Uma forma elegante de falar com as pessoas é modu-
lando a voz até atingir um tom não muito alto, mas claro o suficiente para que você possa
ser compreendido.
»» Na hora de se sentar, é importante manter as pernas juntas, podendo também cruzá-las.
Isso vale para homens e mulheres.
»» Em pé, policie-se para manter as costas eretas, mantendo o corpo em equilíbrio nas duas
pernas.
»» Durante um atendimento, dê total atenção a seu cliente. Não o abandone para atender
outras pessoas. Esse tempo é exclusivo para o cliente.
»» Cuidado com os assuntos abordados com os clientes. Na maior parte do tempo, prefira
deixá-lo descansando e converse somente o necessário.

130 Imagem Pessoal e Visagismo

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11.2 Meu próprio estilo
Para você criar o seu estilo é preciso se conhecer, encontrar os seus gostos e saber com o que a
sua imagem se mostra mais confortável, mais autêntica, e qual estilo reflete a sua personalidade.
O seu estilo não é único, mesmo porque você não frequenta um único lugar no dia a dia. Cada
ambiente pede um estilo diferente, em casa, no serviço, num encontro de amigos, e em cada situação
você realça mais uma característica do que outra. Você pode ter diversas qualidades, porém não pre-
cisa nem deve exaltar todas elas em qualquer situação.
A sua personalidade não quer dizer que você tenha somente um único estilo. Podemos ter o
mesmo gosto com relação ao traje esportivo, mas, por termos personalidades diferentes, os nossos
trajes refletirão diferentes características, por meio da cor (mais chamativa ou mais neutra) ou do
modelo (mais agarrado ou mais largo, curto ou comprido). Sendo assim, mesmo que os trajes per-
tençam a um único grupo, podemos elaborar diversas combinações para diferentes estilos e gostos,
de acordo com cada personalidade.
Com essa consciência o esteticista consegue avaliar o cliente e prosseguir com os procedimen-
tos de embelezamento, como na maquiagem e no design de sobrancelhas. Esse é o momento de tirar
possíveis dúvidas dos clientes. Na maquiagem, por exemplo, o profissional conhecedor da técnica e
do visagismo consegue passar algumas dicas que a cliente poderá utilizar no dia a dia a fim de real-
çar sua beleza.
Para conseguir identificar o estilo de alguém, é preciso analisar:
»» A personalidade, ou seja, identificar como a pessoa se projeta diante dos outros.
»» O tipo de vida, as atividades, a profissão.
»» As cores ideais relacionadas à preferência da pessoa e às características dela.
»» As proporções do corpo e do rosto a fim de destacar as partes que a favorecem.
»» O estilo de roupa que deixa essa pessoa mais confortável.
»» A vestimenta de serviço.
Além da avaliação do porte e dos traços do corpo e do rosto do cliente, é preciso conhecer o
estilo dele a fim de nortear as orientações que você poderá dar. Os estilos e as cores das roupas e dos
acessórios podem influenciar a harmonia de todo o conjunto: rosto, corpo e cabelo.
Podemos identificar sete diferentes estilos, para homens e mulheres:

11.2.1 Esportivo ou natural


Trata-se de um visual menos formal. A palavra-chave para esse estilo é praticidade, tanto em
relação ao uso quanto em relação aos cuidados com a roupa. Porém não é um estilo que possa ser
utilizado em todos os momentos, caso de um trabalho que exija trajes mais formais, por exemplo.

Apresentação Pessoal e Etiqueta Profissional 131

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Quando esse estilo tende a ser natural não costuma haver preocupação com a vaidade; a preo-
cupação está na praticidade e no conforto, como mostram a Tabela 11.1 e a Figura 11.1.

Tabela 11.1 - Caracterização do estilo esportivo ou natural


Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores

Mulher
Jeans, polo, regata, baby look, Cores vivas, neutras
Espontâneo, alegre, Profissões mais sapato baixo, bolsa grande e e tons terrosos.
comunicativo, despojadas, que peçam Roupas confortáveis, leves, prática, acessórios de cor natural Podem misturar de
amigável, conforto como fotógrafo funcionais e duradouras
Homem três a quatro cores
despreocupado e professor
Camiseta, polo, calça jeans e em um mesmo visual
sapatênis

Kurhan/Shutterstock.com

Kurhan/Shutterstock.com

Figura 11.1 - Caracterização do estilo esportivo ou natural.

11.2.2 Elegante
A pessoa elegante tem aparência impecável e sem exageros. Apresenta uma imagem refinada,
que pode chegar a ser até intimidadora. Preza pela qualidade das roupas e procura por peças bonitas
e duráveis, como mostram a Tabela 11.2 e a Figura 11.2.
Esse estilo pode ser utilizado em um grande número de ocasiões.

132 Imagem Pessoal e Visagismo

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Tabela 11.2 - Caracterização do estilo elegante
Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores

Mulher
Roupas com poucos Vestido tubinho social, scarpin, joias
Seguro de suas detalhes, mas que verdadeiras e bijuterias finas Tom sobre tom, cores
Cargos executivos e
opiniões, exigente, impressionem pela Homem neutras e discretas,
outros de comando
sofisticado, respeitado qualidade e pelo caimento Camisa sem gravata com mangas tons claros ou escuros
perfeito no corpo dobradas, paletó opcional, sapato
penny loafer

Lapkovskaya Ioulia/Shutterstock.com

InnervisionArt/Shutterstock.com
Figura 11.2 - Caracterização do estilo elegante.

11.2.3 Tradicional
Com ar formal, conservador e sério, é um traje que impõe respeito. Pessoas com esse estilo
não costumam acompanhar a moda nem ter atitudes ousadas, como usar decotes ou transparências,
Tabela 11.3 e Figura 11.3.
O estilo masculino costuma ser composto de paletó, camisa e gravata, impondo respeito e
seriedade.

Tabela 11.3 - Caracterização do estilo tradicional


Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores

Mulher
Terninho, scarpins, bijuterias Não costumam misturar
Profissões que aparentem Roupas que não modelem
Conservador, discretas muitas cores, no máximo
confiabilidade e o corpo, modelos
eficiente, responsável três, voltando sempre
seriedade, como educador tradicionais e lisos, sem Homem
e sensato para os tons neutros,
e empresário muitos detalhes Paletó, camisa, gravata e opacos e claros
sapato derby

Apresentação Pessoal e Etiqueta Profissional 133

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Gpointstudio/Shutterstock.com
Pan_Kung/Shutterstock.com
Figura 11.3 - Caracterização do estilo tradicional.

11.2.4 Romântico
Trata-se de um estilo delicado com uma imagem que favorece a interação pessoal. Pessoas com
esse estilo costumam ser gentis, de emoção frágil, com atividades ligadas ao cuidado com o próximo,
como mostram a Tabela 11.4 e a Figura 11.4.

Tabela 11.4 - Caracterização do estilo romântico


Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores

Mulher
Vestidos e saias leves, rendas, crochê, estampas florais,
sapatos arredondados e baixos, bijuterias delicadas de Cores leves,
Terapeuta, Roupas soltas,
Delicado, gentil, modelos antigos, pérolas, camafeu neutras, sem
professor de ombros suaves e
romântico e sensível contraste, em tons
criança. naturais Homem pastéis
Nada clássico, seu visual apresenta linhas soltas, relaxadas
e leves, calça de cós médio, sapatos de camurça
Jeanne McRight/Shutterstock.com

New Vave/Shutterstock.com

Figura 11.4 - Caracterização do estilo romântico.

134 Imagem Pessoal e Visagismo

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11.2.5 Sexy
Sensualidade e exaltação ao corpo são as características do estilo sexy. As pessoas com esse estilo
chamam a atenção pelo corpo esbelto, pelo carisma e pela exuberância, como mostram a Tabela 11.5 e
a Figura 11.5.

Tabela 11.5 - Caracterização do estilo sexy


Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores
Mulher
Roupas que evidenciam as curvas, decote, brilho,
transparência, estampas de bicho, sapatos com salto alto, Cores escuras
Confiante, sensual,
Estão sempre de brincos grandes com strass, pulseiras e fortes,
carismático, Modelo, ator
olho na moda principalmente o
desinibido Homem preto e o vermelho
Terno, blazer, camiseta simples, jaqueta de couro, sapato
oxford, mocassim

Alexander Image/Shutterstock.com
Bart78/Shutterstock.com

Figura 11.5 - Caracterização do estilo sexy.

11.2.6 Criativo
A arte e o diferencial fazem parte desse estilo. As pessoas de estilo criativo não se importam
com a moda, nem com o que os outros podem pensar sobre seu estilo; elas somente pensam em
explorar as possibilidades e exaltar criatividade, Tabela 11.6 e Figura 11.6.

Tabela 11.6 - Caracterização do estilo criativo


Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores

Mulher e homem
Criativo, original, Terrosas,
Estilista, artista Gostam de roupas antigas ou Roupas rústicas e antigas, modelos
autoconfiante, combinação com
plástico customizadas diferenciados, camisetas estampadas,
exótico uma ou mais cores
camisas, jeans rasgado, colete, botas

Apresentação Pessoal e Etiqueta Profissional 135

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Mariematata/Shutterstock.com

Matusciac Alexandru/Shutterstock.com
Figura 11.6 - Caracterização do estilo criativo.

11.2.7 Moderno
Esse estilo tem de tudo um pouco. Ousadia, elegância, sofisticação e luxo, além de chamar
a atenção pela modernidade. Tanto o homem quanto a mulher com esse estilo têm um perfil con-
servador e transmitem segurança e força, intimidando quem olha, como mostram a Tabela 11.7 e a
Figura 11.7.

Tabela 11.7 - Caracterização do estilo moderno


Personalidade Profissões Preferências Roupas e acessórios Cores

Mulher
Saias, blusas estampadas, sapato de
Cores fortes e contrastantes:
Estampas chamativas, bico quadrado, acessórios e bolsas
Sofisticado, atraente, Consultores de preto-branco, preto-
golas exageradas, couro, grandes vermelho
seguro de si etiqueta
detalhes exuberantes Homem
Brilho
Camisa fit, calça social, sapato social
oxford, derby, mocassim

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Matusciac Alexandru/Shutterstock.com

Kiselev Andrey Valerevich/Shutterstock.com


Figura 11.7 - Caracterização do estilo moderno.

11.3 As formas do corpo


Um dos motivos para uma roupa ficar bem em uma pessoa e não cair bem em outra é a exis-
tência de diferentes formatos de corpo.
Há casos de pessoas que se sentem inferiorizadas, com a autoestima baixa, por não aceitarem
o próprio corpo. Muitas, principalmente mulheres, procuram tratamentos no intuito de diminuir
medidas, mas o fato é que existem pessoas com estruturas ósseas maiores, mais grossas ou largas,
que dão a impressão de que se está acima do peso, sem que isso seja verdade.
Pensando em casos como esse, roupas e acessórios podem ajudar as pessoas a se sentirem
melhor com o próprio corpo, ao disfarçar algumas partes incômodas.
Assim, é com a ajuda de roupas e acessórios que você consegue disfarçar as partes que você
não quer expor e outras que merecem um pouco mais de atenção, Tabela 11.8.

Fique de olho!

Independentemente de qual seja o seu tipo físico: tecidos moles, largos e escuros “emagrecem”, e os tecidos fofos, pelu-
dos, brilhantes e de cores quentes deixam o aspecto mais volumoso.

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Tabela 11.8 - Orientações do que usar ou não usar em determinado formato de corpo
Formato do corpo Silhueta Objetivo Invista Evite

Diminuir a coxa
Cintura bem definida,
Caso a altura seja mediana Calça de corte reto, vestido justo, Malhas de tricô, linhas
proporção entre
e sem peso em excesso, levemente acinturado, blusas horizontais, ombreiras,
Ampulheta quadril e ombros,
poderá optar por quase acinturadas que valorizarem essa casacos de corte
destaque para as
todos os estilos de roupas região, roupas com linhas verticais. quadrado.
coxas volumosas.
que lhe caiam bem.

Volumosa em cima, Volume na parte superior,


Saia rodada ou reta, calça de
na região dos ombros, Equilibrar as proporções ombreiras, mangas
Triângulo invertido boca alta, camisa decotada, cores
e estreita no quadril, entre o quadril e o ombro. volumosas, saia ou calça
escuras na parte superior.
com pernas finas. justa.

Calças com pregas,


Golas volumosas, manga de ombro vestido ou blusa de
Parte inferior mais caído, acessórios chamativos na alça fina, cintos largos
acentuada que a Destacar a região superior e região do colo, cores escuras na e jogados na altura do
Triângulo
superior, quadril e minimizar a parte inferior. parte inferior e claras na parte quadril, cores escuras
coxas volumosos. superior, cintos na altura da dispostas na parte de
cintura. cima e cores claras na
parte de baixo.

Roupas com cortes retos,


Curvas não definidas curtas ou compridas:
Blusas e camisetas acinturadas,
na região da cintura, camisetas, camisas e
vestido de cintura baixa, calça com
Retângulo largura semelhante do Criar cintura. vestidos; jaquetas curtas,
pregas, blusas com decote, cintos
ombro e do quadril, blusas de material grosso e
na diagonal.
braços e pernas finas. com aspecto pesado, como
o tricô, cintos de cor clara.

Listras verticais ou na diagonal,


calças de corte reto, decotes Calça de cintura baixa,
Forma arredondada, para chamar a atenção da região com prega, roupas acima
região do abdome superior do corpo (rosto e ombros), do número ou curtas,
Criar uma aparência de blusas e vestidos de alças largas,
Oval proeminente, listras horizontais, saias
corpo alongado. mangas ¾ mais largas.
desvalorizando as rodadas ou justas, pregas
demais regiões. O ideal é não exagerar no tamanho e babados, cintos que
da roupa, usar apenas o número marquem a cintura
certo.

Tendo noções sobre vestimentas e acessórios que podem realçar a beleza do cliente, o profis-
sional de estética conseguirá trabalhar com mais tranquilidade em seus procedimentos.
Quando os clientes confiam no profissional, passam a perguntar sobre assuntos de beleza,
inclusive pedindo informações sobre o estilo de roupa e e as cores que poderiam combinar com
determinada maquiagem e o cabelo, para um determinado evento.
Por isso é importante ter noções de estilos, vestimentas e acessórios que melhor combinem
com um formato de corpo.

11.4 O significado das cores


A cor que utilizamos na roupa, no cabelo ou na maquiagem transmite informações a respeito
da nossa imagem. Usar saia reta na cor preta pode transmitir uma aparência elegante e, ao mesmo
tempo, ajuda a diminuir o volume do quadril. A cor também pode representar o que estamos sen-
tindo: uma blusa amarela, por exemplo, transmite uma energia quente e dá a impressão de a pessoa
ser alegre e extrovertida.

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Assim, quando você quiser expressar algum sentimento ou determinada personalidade em
algum momento especial, use o recurso das cores. Conheça as cores e o que elas representam:

11.4.1 Vermelha
»» Cor da paixão.
»» Personalidade: corajosa, dramática, sexy, extrovertida, agressiva.
»» Momento ideal: encontro romântico ou eventos para chamar a atenção.

11.4.2 Azul
»» Cor de respeito e serenidade.
»» Personalidade: comunicativa, sincera, calma, paciente, pensativa.
»» Momento ideal: atividades criativas.

11.4.3 Amarela
»» Cor quente, estimulante.
»» Representa iluminação, dinheiro.
»» Personalidade: extrovertida, alegre, receptiva.
»» Momento ideal: ocasiões em que precisa chamar a atenção de pessoas, como venda de
produtos.

11.4.4 Laranja
»» Cor forte, energética.
»» Personalidade: espontânea, audaciosa, calorosa.
»» Momento ideal: por transmitir calor e sensação amigável, usar em momentos descontraí-
dos, como festas.

11.4.5 Violeta
»» Cor mística, inspira nostalgia.
»» Personalidade: sonhadora, apaixonada, inteligente.
»» Momento ideal: passeios culturais.

11.4.6 Verde
»» Cor relaxante, representa paz e ajuda a rejuvenescer.
»» Personalidade: receptiva, amiga, tranquila, simpática, prestativa, doce.
»» Momento ideal: datas românticas.

Apresentação Pessoal e Etiqueta Profissional 139

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11.4.7 Preta
» Cor que transmite poder, mistério.
» Personalidade: firme, forte, autoritária, elegante.
» Momento ideal: reuniões de negócio e também um primeiro encontro, pois transmite ar
de mistério e erotismo.

11.4.8 Branca
» Cor da pureza, esperança, limpeza.
» Personalidade: inocente, fiel, pura, expressiva.
» Momento ideal: por refletir sensação de renovação e indicar abertura a mudanças, pode
ser usado em qualquer situação, como passeios ao ar livre (parque, praia).

11.4.9 Cinza
» Cor da sabedoria, eficiência e refinamento.
» Personalidade: calma, conservadora, modesta, poderosa.
» Momento ideal: reuniões de negócios.

11.4.10 Marrom
» Cor da humildade, não transmite muita emoção.
» Personalidade: resistente a mudanças, estável, educada.

11.4.11 Rosa
» Cor do aconchego, transmite calma amor e vitalidade.
» Personalidade: romântica, afetuosa, sensível, delicada, doce.
» Momento ideal: data romântica.

Fique de olho!

A moda influencia muito a escolha dos nossos trajes em todas as estações, seja pelo modelo ou pelas tendências das
cores. Caso você perceba que a cor que está na moda não combina com você, o truque é usar essa cor da cintura para
baixo, seja no cinto ou na bolsa. Assim, você vai ficar na moda sem prejudicar o visual.

11.5 Combinações de cores


A cor é considerada um dos principais elementos da imagem. A fim de conseguir os belíssimos
efeitos da maquiagem, incluindo os efeitos de contraste e de correção, é preciso, em um olhar visa-
gista, entender as combinações que vão promover a harmonia na pele do cliente.

140 Imagem Pessoal e Visagismo

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Amplie seus conhecimentos

Percebemos a cor de um objeto quando a luz incide nele, que é iluminado, possibilitando a nossa visualização. Isso por-
que as ondas que correspondem às cores do objeto são refletidas, chegando aos nossos olhos, e as demais ondas da luz
são absorvidas quimicamente pelo objeto (HALLAWELL, 2010).

Seguem algumas sugestões de combinações de cores.

11.5.1 Combinação de alto contraste


Pessoas mais ousadas preferem esse tipo de combinação, por ser um jogo entre duas cores dife-
rentes, dando um efeito de contraste.
Para saber quais cores podem ser combinadas com um efeito contrastante, basta olhar para o
círculo da Figura 11.8 a seguir e escolher uma cor de sua preferência. Depois, siga em linha reta em
direção à cor oposta à que você escolheu, por exemplo: amarelo e violeta, verde e vermelho. Essas
cores foram combinações contrastantes que você pode usar no seu visual sem medo de errar.

Figura 11.8 - Combinações de cores de alto contraste.

11.5.2 Combinação de baixo contraste


As pessoas que optam por esse tipo de combinação tendem a ousar, porém criando um efeito
harmonioso entre as cores, sem contraste.
Para saber quais são essas combinações, divida o círculo ao meio. As cores frias (verde, azul e
violeta) ficam de um lado, e as cores quentes (amarelo, laranja e vermelho) do outro. Escolha uma
cor e combine-a com a cor que estiver ao lado, dentro do mesmo grupo (quente ou frio), Figura 11.9.
Combinações de verde com azul e azul com violeta são consideradas de baixo contraste.

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Figura 11.9 - Combinações de cores de baixo contraste.

11.5.3 Combinação triangular


Esse é um tipo de combinação ideal para as pessoas ousadas, que gostam de brincar com as
cores. As pontas do triângulo possibilitam encontrar as três cores do círculo que podem ser combi-
nadas em seu visual, Figura 11.10.
Combinações com azul, amarelo e vermelho ou verde, laranja e violeta são combinações
triangulares.

Figura 11.10 - Combinações de cores em tríade.

11.5.4 Combinações monocromáticas


Ao contrário do que ocorre na combinação triangular, as pessoas que optam por esse tipo de
combinação preferem não se arriscar no uso das cores, optando pelo tom sobre tom. Se a cor esco-
lhida para a roupa for a azul, a tendência é que os acessórios sejam da mesma cor, em tons mais
escuros ou mais claros.

142 Imagem Pessoal e Visagismo

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Figura 11.11 - Círculo das cores de tom sobre tom.

Conhecendo as combinações de cores, e sabendo o estilo e a preferência de cor do cliente, fica


mais fácil atuar em alguns procedimentos, principalmente na maquiagem, pois você terá uma visão
melhor das possibilidades de combinações das cores, Figura 11.11.

Vamos recapitular?

O capítulo abordou a etiqueta profissional, de modo que possa ser utilizada não somente no
ambiente de trabalho, mas também em outras ocasiões, formais ou informais. As boas maneiras preci-
sam ser inseridas em nosso cotidiano, a fim de demonstrar não apenas a elegância, mas também a edu-
cação e o respeito por si e pelo próximo.
Você viu que, aliadas à postura, a vestimenta e as cores também podem transmitir algum tipo
de informação em relação à sua imagem. Assim, no desenrolar deste capítulo, foram descritos os diver-
sos estilos de imagem que existem com base nos tipos de roupa e nas cores, transmitindo, assim, uma
personalidade.

Apresentação Pessoal e Etiqueta Profissional 143

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Agora é com você!

1) Diante do que foi abordado neste capítulo, explique o que você entende por etiqueta
profissional.
2) As dicas e orientações de etiqueta podem ser aplicadas fora do âmbito profissional ou
são necessárias apenas nesse ambiente? Explique.
3) Uma roupa na cor laranja e um batom na cor vermelha exemplificam que tipo de
combinação:
a) Combinação de alto contraste.
b) Combinação tríade.
c) Combinação monocromática.
d) Combinação de baixo contraste.
e) n.d.a.
4) Que sugestões de vestimenta podem ser passadas para uma pessoa que apresenta o
corpo num formato de triângulo invertido?
5) Em qual dos estilos apresentados neste capítulo o profissional esteticista poderia se
enquadrar?

144 Imagem Pessoal e Visagismo

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12
Estética e
Cirurgia Plástica

Para começar

Como todos os recursos de embelezamento, a cirurgia estética tem a intenção de promover a har-
monia dos traços da face e do corpo. A diferença em relação aos demais procedimentos de beleza que
estudamos até aqui é que a cirurgia plástica significa uma modificação permanente e, por isso, é necessá-
rio conhecer o procedimento a ser feito, os riscos e os tratamentos que podem beneficiar o pré e o pós-
-operatório a fim de se obter um resultado satisfatório.
Para que o cirurgião consiga orientar o paciente e se decidir pelo melhor procedimento, ele precisa ter
sólidos conhecimentos de visagismo, para saber exatamente como harmonizar os contornos dessa pessoa.
Em parceria, o profissional de estética pode atuar em diversos momentos, auxiliando o paciente a
ter uma recuperação positiva da cirurgia.

Entendido o visagismo (Capítulo 6) e conhecendo os valores do profissional da beleza (pro-


porcionar ao cliente a harmonização das formas que compõe seu corpo, traçando a sua real per-
sonalidade), você vai conhecer agora as cirurgias estéticas que promovem mudanças na forma, no
volume e no aspecto do tecido, tudo com o intuito de melhorar a imagem visual do indivíduo.

12.1 Cirurgias estéticas faciais


Com o intuito de minimizar os efeitos externos provocados pelo envelhecimento, algumas cirurgias
faciais, como a ritidoplastia, visam corrigir as distorções da face, tornando a aparência mais saudável.

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Atualmente, a procura por cirurgias de rejuvenescimento têm a ver, em grande parte, com o
desejo de melhoria do aspecto da face com traços mais naturais e harmoniosos, predominando
o bom senso das pessoas.
Além de promover uma aparência rejuvenescida, há procedimentos que visam melhorar
expressões faciais que possam transmitir um sentimento que não se deseja transmitir, Figura 12.1.

Tabela 12.1 - Relação entre as alterações faciais e suas respectivas aparências


Característica facial Aparência

Bolsa palpebral Cansaço

Olhos caídos Falta de ânimo

Sobrancelhas cerradas Agressividade

Envelhecimento em estágio avançado Falta de vitalidade

12.1.1 Ritidoplastia
O envelhecimento facial começa a dar sinais a partir dos 30 anos de idade, acentuando os sul-
cos nasolabiais, o aparecimento de rugas e a flacidez da pele.
A ritidoplastia tem como finalidade melhorar a aparência envelhecida da face, retirando o
excesso de pele e de gordura e ajustando a musculatura.
Também conhecida como lifting facial, atenua o aspecto das rugas e da flacidez tecidual, mini-
mizando os sinais visíveis de envelhecimento da região do rosto e do pescoço, Figura 12.1.
As incisões cirúrgicas são feitas em locais em que a cicatriz resultante não fique aparente, em geral
o couro cabeludo e o limite da zona estética facial, incluindo a região lateral da têmpora e da orelha.
Complicações como alopecia, hematoma, lesão cutânea, pigmentação e dor podem surgir. Ollyy/Shutterstock.com

Figura 12.1 - O antes (à esquerda) e o depois (à direita) de uma ritidoplastia.

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12.1.2 Blefaroplastia
Cirurgia destinada à correção das pálpebras superior e/ou inferior, a fim de melhorar o aspecto
cansado e proporcionar uma aparência rejuvenescida na área dos olhos, Figuras 12.2 e 12.3.
Essa técnica é utilizada em casos de ptose palpebral, ou seja, queda da pálpebra superior além
do seu nível normal, o que acontece em decorrência do enfraquecimento do músculo responsável
pela elevação da pálpebra. Esse problema pode ser congênito ou adquirido.
O procedimento permite a retirada do excesso de pele, de uma faixa do músculo orbicular e de
bolsas gordurosas na pálpebra.
É possível que ocorram complicações temporárias, como edema, contratura cicatricial e retração
palpebral, e outras permanentes, como secura nos olhos, lesão da córnea e assimetria palpebral.

Alexonline/Shutterstock.com
Figura 12.2 - Procedimento de blefaroplastia.

Dr. Zholtikov V. V/Shutterstock.com

Figura 12.3 - Antes (à esquerda, com presença de bolsa gordurosa orbital na região inferior)
e depois (à direita, com a pele mais linear, sem ondulações) da cirurgia de blefaroplastia.

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12.1.3 Rinoplastia
Considerada uma das cirurgias estéticas mais difíceis, a rinoplastia tem o objetivo de promo-
ver a correção do nariz, sem que ele perca a sua função de umidificar, filtrar o ar inspirado, aquecer,
expelir as impurezas e a olfação.
A dificuldade desse procedimento está no senso estético que o cirurgião precisa ter, pois, além
da correção da forma do nariz, ele deve estabelecer a harmonia dessa região com o restante do rosto,
Figura 12.4.
As principais complicações que podem acontecer nessa cirurgia são: hemorragia, infecção,
forma irregular, protusão, deformidade da sela e perda de alguma função.

Dr.Rivkin/Shutterstock.com
Figura 12.4 - Antes (esquerda) e depois (direita) da rinoplastia. Perceba-se que, anterior à cirurgia, os traços aparenta-
vam mais circulares e depois da cirurgia tornou mais lineares.

12.1.4 Otoplastia
Cirurgia que tem como objetivo corrigir o formato, a posição e as proporções do pavilhão
auricular. Esse tipo de cirurgia corrige defeito na estrutura das orelhas existentes desde o nascimento
ou deformidades adquiridas por alguma lesão.
Além da conhecida “orelha de abano”, Figura 12.5, outras deformidades podem ser melhoradas
com essa cirurgia, como a “orelha de lobo”, que é a ponta da orelha dobrada para baixo, e “orelha de
concha”, caracterizada pela ausência da curva da borda mais externa e das dobras naturais da orelha.
A incisão fica discreta, pois é feita na parte posterior do pavilhão.
Klaus D. Peter, Wiehl, Germany/
Shutterstock.com

Figura 12.5 - Exemplo de orelhas afastadas, conhecidas como “orelhas de abano” (à esquerda);
o pavilhão auricular ficou mais próximo do crânio após a reconstrução com a otoplastia (à direita).

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12.1.5 Enxerto de pele
Trata-se da transferência de material viável de uma região para outra. O enxerto de pele transfere
parte da derme e da epiderme da área doadora para a área receptora. Assim que o tecido é enxertado
ele tem a circulação sanguínea interrompida e, por isso, ele apresenta alterações degenerativas. A rege-
neração é incompleta, e o tecido não atinge a sua função normal. A sensibilidade fica comprometida e
é induzida pela pele circunvizinha, e a ação das glândulas sebáceas e sudoríparas aparece tardiamente.

12.1.6 Mentoplastia
O mento é um dos pontos de referência da face. O ideal é que ele acompanhe, de forma har-
mônica, as proporções das outras partes do rosto, como o nariz, a boca, os olhos etc.
A mentoplastia é a cirurgia que remodela a região do queixo, com a utilização de implantes ou
do próprio osso, avançando ou recuando essa região.
Essa cirurgia é indicada de acordo com a posição mais avançada ou mais retraída do queixo,
sendo essa última situação a mais comum. Durante a cirurgia, inclui-se uma prótese para a correção
do retroposicionamento do queixo.
A fim de manter o equilíbrio entre as proporções da face, esse tipo de cirurgia é realizado
levando-se em conta as formas do nariz. Em casos de nariz muito alto, a ideia é fazer com que o
mento não se destaque, dando a impressão de estar retraído. Alguns pacientes buscam a cirurgia
para correção do nariz e do queixo, porém, em certos casos e com a avaliação do cirurgião, apenas
uma das correções é suficiente para atingir as proporções faciais equilibradas.
Nessa cirurgia, são raros os casos de rejeição, mas ela pode ser causada por traumatismos,
hemorragias ou infecções.

12.1.7 Implante capilar


O cabelo é um complemento de beleza muito valorizado e, por isso, criou-se esse recurso com
a intenção de melhorar a aparência e a autoestima de quem sofre de alopecia.
O implante capilar é um procedimento eficaz, porém é indicado somente para as pessoas que
ainda têm fios grossos, volumosos e elásticos na parte lateral e na parte posterior da cabeça, pois é des-
sas regiões que serão retirados os fios a serem implantados, ou seja, o paciente é o próprio doador do
material, que é implantado fio a fio, em um procedimento cirúrgico bastante demorado, Figura 12.6.
Às vezes o paciente precisa passar por mais de uma sessão, tendo em vista que se trata de um
procedimento minucioso e que é preciso implantar muitos fios, em orifícios de até 0,8 mm por fio. O
intervalo entre uma sessão e outra é de um a um ano e meio. A cada sessão dessa cirurgia, que leva
de 5 a 10 horas, podem ser implantados cerca de 5 mil unidades foliculares, e em cada unidade pode
haver de um a quatro fios de cabelo.
A recuperação do paciente é rápida, e ele pode retomar suas atividades normais após dois dias.
Depois de um mês do implante, os fios implantado caem, e começam a nascer novos fios que
crescem em até três meses.

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Kevin Ende/Shutterstock.com
Figura 12.6 - Exemplo de antes (à esquerda) e depois (à direita) de um implante capilar.

12.2 Cirurgias estéticas corporais


A imagem que as pessoas têm de seu próprio corpo nem sempre é aquela que gostariam de ter.
Seios fartos, abdome liso e silhueta definida são algumas das características almejadas, características
que correspondem ao modelo de beleza imposto hoje pela sociedade.
Preocupadas com a estética ou a saúde, a insatisfação com o corpo faz que as pessoas recorram
a procedimentos invasivos como a cirurgia plástica. Além das cirurgias para as correções faciais, os
procedimentos corporais estão entre os mais procurados nas clínicas médicas.
Esses procedimentos têm como objetivo deixar o corpo com traços mais harmoniosos e natu-
rais, realçando a autoestima do paciente diante do seu próprio corpo.
Passamos a estudar agora as cirurgias plásticas corporais mais procuradas atualmente, tanto
por homens quanto por mulheres.

12.2.1 Lipoaspiração
Essa técnica tem como objetivo a retirada de gordura localizada, por meio de cânulas acopla-
das por um equipamento de sucção com alto poder de vácuo.
Várias alterações permitiram a evolução dessa técnica, com o intuito de minimizar as possíveis
sequelas, como sulcos e depressões no tecido, que dão um aspecto de acolchoamento da pele. Hoje,
com instrumentos mais finos e perfurantes, o risco desse tipo de sequela foi diminuído.
Além da região abdominal, Figura 12.7, essa técnica pode ser realizada em outras do corpo, das quais
se deseja retirar a gordura instalada, como a região lombar e a parte interna da coxa. Para a segurança do
paciente, a gordura e o sangue aspirados não podem ultrapassar de 2,5 a 3 litros por sessão cirúrgica.

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Otto Placik/Shutterstock.com
Figura 12.7 - Exemplo de antes (à esquerda) e depois (à direita) de uma lipoaspiração realizada na região abdominal.

12.2.2 Lipoescultura
Também conhecida como lipoenxertia, é o procedimento inverso à lipoaspiração. Ele promove
a infiltração de gordura em certas regiões a fim de esculpir o corpo, preenchendo certos locais que
ganham maior volume.

12.2.3 Mamoplastia de redução/aumento


Os seios são considerados um símbolo de feminilidade e sexualidade e sempre representaram
um grande valor para a mulher. Diante da maior acessibilidade aos procedimentos cirúrgicos esté-
ticos e das influências do padrão de beleza, as mulheres têm procurando cada vez mais o recurso
cirúrgico para corrigir tanto a forma quanto o tamanho dos seios.
Existem casos em que esse tipo de procedimento é considerado reparador, principalmente
quando as mamas se apresentam em tamanhos exagerados e provocam alterações físicas, como a lor-
dose. Além da redução do volume, a cirurgia objetiva a melhora da forma.
Na redução das mamas, os objetivos podem estar relacionados à redução da mama, à retirada
do excesso de pele, à correção da ptose das mamas, à correção da forma ou da simetria e à correção
dos aspectos funcionais. Normalmente, as cicatrizes resultantes da cirurgia podem ser do tipo peria-
reolar, periareolar e vertical, em “T” ou em “L”.
No caso do aumento das mamas, a cirurgia é conhecida como mastoplastia de aumento, e
ocorre a introdução de um implante de silicone. O médico pode colocar a prótese por três vias: pelo
sulco inframamário, pela região axilar ou pela região areolar. A localização da prótese pode ser entre

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a glândula mamaria e o músculo peitoral, na região anteromuscular ou entre o músculo peitoral e as
costelas - região retromuscular.
Possíveis complicações, como hematoma, infecção e contratura capsular podem ocorrer após a
cirurgia.

Amplie seus conhecimentos

A lordose é a curvatura da coluna vertebral de concavidade posterior. Também conhecida pela curvatura secundária, a
lordose pode ser percebida ao se observar a pessoa de perfil. Fatores congênitos, fraqueza dos músculos do abdome, trei-
namento excessivo ou hábitos de postura errada são algumas das causas da lordose.

12.2.4 Abdominoplastia
Corresponde à utilização de um conjunto de técnicas cirúrgicas que objetivam corrigir altera-
ções encontradas na região abdominal, desde a remoção de gordura, a plicatura da musculatura e a
retirada do excesso de pele, Figura 12.8.
Esse tipo de procedimento é mais indicado para pessoas que apresentam abdome flácido
(conhecido como abdome de avental), hipotonia muscular com diástase ou hipotonia cutânea.

Fique de olho!

A região do abdome fica bastante dolorida e, nesse caso, recomenda-se fazer compressas de gaze umedecida em infusão de
camomila ou soro fisiológico em todo o abdome. As compressas darão uma sensação de pele mais calma, diminuindo a dor.
KARRAX/Shutterstock.com

Figura 12.8 - Exemplo de antes (à esquerda) e depois (à direita) de uma abdominoplastia.

Tanto complicações imediatas, como hematomas, seromas e infecções, quanto complicações


tardias, como irregularidades da superfície abdominal, cicatrizes e áreas anestésicas, podem aconte-
cer em um pós-abdominoplastia.

Fique de olho!

Outras cirurgias, como a braquiplastia (correção de flacidez do braço), a gluteoplastia (correção da flacidez e do excesso
de tecido no quadril) e a inclusão de próteses na região do glúteo e da panturrilha são procedimentos com menor procura
em comparação com os abordados até aqui.

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12.3 A parceria cirurgião e esteticista
A participação do profissional esteticista em clínicas e consultórios médicos vem crescendo
muito.
Sua habilidade e experiência em diversos procedimentos possibilita cuidar do cliente do pré ao
pós-operatório, principalmente.
O intuito dos procedimentos estéticos no pré-operatório é melhorar as condições da pele a fim
de que a região a ser operada consiga se recuperar adequadamente da agressão.
Já o objetivo do pós-operatório é diminuir o tempo de recuperação do paciente, estimulando o
local a regredir o edema e cicatrizar. Os procedimentos aplicados nesse momento deverão ser orien-
tados e supervisionados pelo cirurgião responsável no intuito de garantir a segurança e a qualidade
do resultado durante o tratamento estético.
O profissional esteticista precisa conhecer as técnicas, pois o paciente se apresentará inchado e
sensível. Diante dessa situação, algumas atitudes profissionais devem ser ressaltadas:
»» Em casos como esses, em que o paciente está debilitado e sem condições de se locomover
e ir até à clínica, se for possível, realize atendimento em domicílio. Isso dará maior credi-
bilidade e confiança ao seu trabalho.
»» Ajude-o no que for necessário. Em muitos casos, e dependendo da cirurgia realizada, o
cliente mal consegue fazer os curativos. Ofereça-se para cuidar disso.
»» Procedimentos básicos e essenciais de qualquer atendimento não devem ser esquecidos,
como higienização das mãos, utilização de luvas (manipulação próxima de ferimentos) e
utilização de acessórios devidamente limpos.
»» No momento de acomodar o cliente, ajude-o a se posicionar da forma correta. No pós-
-operatório facial imediato posicione o cliente de forme que o rosto fique levemente incli-
nado, evitando que o tecido facial seja puxado e ajudando o deslocamento da linfa. No
pós-operatório corporal, prefira deixar o cliente sentado, evitando que o tecido seja repu-
xado. A partir daí, os protocolos estéticos podem ser iniciados.
Diversas técnicas estéticas passaram a ser incluídas nos cuidados da pré e da pós-cirurgia plás-
tica. Conheça a seguir alguns desses procedimentos, para a face e para o corpo:
»» Protocolos hidratantes: quando utilizados no pré-operatório, ajudam a dar maior elasti-
cidade à pele, prevenindo, por exemplo, o aparecimento de estrias. A hidratação com uso
de ionização (corrente galvânica) potencializa a permeação de ativos hidratantes, como
ureia, ácido hialurônico, silício orgânico, colágeno e elastina hidrolisada, entre outros.
»» Drenagem linfática: é a técnica mais utilizada nos tratamentos de pré e pós-operatório e
possibilita a sua execução já no pós-operatório imediato. A função principal da drenagem
é a redução do edema. Além disso, ela promove o incremento da circulação linfática e
sanguínea, potencializando o processo de regeneração tecidual.
»» Vacuoterapia: tanto no pré quanto no pós-operatório, melhora a circulação sanguínea e
linfática do local operado; no pós-operatório, principalmente, auxilia a descompactação

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de fibrose do tecido e pode ser utilizada cerca de duas semanas após a cirurgia, porém
com pressão baixa para que não prejudique a recuperação do tecido.
»» Microcorrentes: procedimento utilizado nos dois momentos, tanto para melhorar a elas-
ticidade, preparando a pele para o procedimento invasivo com consequente lesão, como
para auxiliar a cicatrização e a revitalização do tecido, por aumentar a irrigação sanguínea
e linfática do local.
»» Alta frequência: aparelho emissor de faíscas eletromagnéticas que, por meio de um aces-
sório de vidro, promove a formação de ozônio na periferia do eletrodo; esse gás tem ação
bactericida e antisséptica. A ação da alta frequência ajuda a preparar a pele, removendo os
agentes que possam causar um processo infeccioso.
»» Ultrassom: aparelho com excelente eficácia, pode ser inserido na lista de aparelhos a ser
usado no pré e no pós-operatório, pois age na micromassagem, no incremento da per-
meabilidade da membrana e na descompactação dos tecidos, evitando sequelas como a
fibrose. Sua utilização ocorre somente nos procedimentos corporais.
Quando utilizados de forma correta, os recursos apresentados possibilitam resultados satisfa-
tórios no preparo e na recuperação da pele lesionada.

12.3.1 Cuidados com a pele no pré-operatório


Os procedimentos que ajudam a prepara a pele para um procedimento cirúrgico, facial ou cor-
poral, são aqueles que visam à limpeza, ao remover agentes infecciosos, preparar a pele possibili-
tando maior elasticidade do tecido e estimular a circulação sanguínea e linfática da região.
Registramos a seguir alguns desses procedimentos.
»» Limpeza de pele: promove assepsia, diminuindo a possibilidade de contaminação pelas
bactérias presentes nas glândulas sebáceas. É um procedimento que pode ser feito dez
dias antes da cirurgia. Ele não deve ser realizado muito próximo do dia da cirurgia, para
não deixar a pele sensível.
»» Hidratação e nutrição da pele: promove melhor estruturação da pele, facilitando o pro-
cesso cirúrgico, e favorece a recuperação do tecido. O ideal é ser realizado três dias antes
da cirurgia.
»» Drenagem linfática: restabelece a circulação linfática e sanguínea do local, possibilitando
que o tempo de recuperação seja mais rápido e adequado. Pode ser realizada com a hidra-
tação da pele.

12.3.2 Cuidados no pós-operatório


Os procedimentos anteriores à cirurgia têm sua importância, mas é no pós-operatório que o este-
ticista precisará mostrar toda a sua habilidade e sensibilidade, diante de situação frágil em que o orga-
nismo do cliente se encontra.
Em razão da fragilidade extrema do tecido, após a liberação do cirurgião que, geralmente,
ocorre no terceiro ou no quarto dias, o ideal é iniciar os procedimentos de drenagem linfática, a fim

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de atuar diretamente na circulação sanguínea, na desintoxicação do tecido, na redução do edema, no
metabolismo e na melhora da nutrição das células. Inicialmente, esse procedimento deve ser feito
sem o uso de cremes e com um toque bem suave. Após algumas sessões, os aparelhos e o creme
podem ser inseridos no protocolo.
Após dois meses da cirurgia, são indicados procedimentos de tratamento da pele, como hidra-
tação e peelings. O esteticista poderá elaborar diversos protocolos para manter o rejuvenescimento
da pele operada, no caso de uma ritidoplastia.
Procedimentos mais vigorosos (como a endermoterapia) tendem a ser evitados nos primeiros
dias pós-cirurgia, em tecidos que passaram por cirurgias que promovam o descolamento da pele (riti-
doplastia e abdminoplastia), para não prejudicar o processo de reestruturação interna do tecido. Esses
procedimentos devem ser adotados após dois meses da cirurgia, inicialmente com pressões mínimas.
Ao observar qualquer sinal diferente da normalidade da lesão, como um processo infeccioso, os
procedimentos estéticos devem ser suspendidos, e você deve orientar o paciente a procurar o cirurgião.

12.4 Relação profissional-paciente


A conduta profissional deve ser a mesma diante de um cliente homem ou mulher. Realize os
procedimentos mais adequados à cirurgia realizada.
Os procedimentos estéticos sugeridos para o pré e o pós-operatório têm a intenção de melho-
rar o aspecto do tecido, auxiliar na recuperação e amenizar a ansiedade que o paciente pode apresen-
tar. Em parceria com o cirurgião, o esteticista pode transmitir ao paciente as orientações necessárias,
a fim de esclarecer possíveis dúvidas, principalmente na pós-cirurgia. Isso porque o resultado espe-
rado é demorado, por se tratar de um processo lento e gradual, que pode levar, em média, de seis
meses a um ano de recuperação.
O profissional cirurgião e também o esteticista podem e devem deixar claro para o paciente
que nem sempre o que está lindo e harmonioso em uma pessoa ficará da mesma forma nele. As
influências da mídia podem provocar uma distorção de ideias. Muitas mulheres passam a acreditar
que somente com determinado corpo e com certas medidas serão bonitas, mas não é assim. O cirur-
gião avalia quais as proporções ideais para cada corpo, fazendo com que a beleza seja vista a partir
das formas em harmonia com as alterações realizadas por ele.
A mesma coisa acontece com os homens. A ansiedade que a mulher sofre diante dessa situação é
ainda maior que para os homens, mas eles também se sentem pressionados e frustrados por não terem
o corpo musculoso que aparece nas propagandas de TV. Os homens acabam idealizando o padrão de
beleza masculina imposto pela sociedade e buscam métodos cirúrgicos com a intenção de obter um
corpo esculpido em pouco tempo.
Para ambos, vale ressaltar as orientações de conscientização sobre os hábitos de vida e reedu-
cação alimentar, pois os verdadeiros resultados virão após o procedimento cirúrgico. Este é apenas o
início de um tratamento. O que virá depois é que irá estabelecer os resultados reais desse tratamento
e, quando combinado com os procedimentos estéticos, os resultados são mais satisfatórios.

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Vamos recapitular?

Neste capítulo você aprendeu que a busca incansável por um ideal de beleza faz surgir diversos
recursos estéticos e que um desses recursos é a cirurgia plástica.
Aprendeu também que esse tipo de procedimento, sendo tão sério, agressivo e definitivo, pre-
cisa ter como base uma relação de confiança entre o cirurgião, a sua equipe (incluindo o esteticista) e o
paciente. Tendo claro o que será feito, como será feito e quais os procedimentos mais indicados no pré e
no pós-operatório os resultados serão bem favoráveis.
Por isso, neste capítulo, você estudou os procedimentos mais buscados no ramo da cirurgia esté-
tica, a parceria que existe hoje entre o cirurgião e o esteticista e como essa relação pode beneficiar os
resultados dos procedimentos estéticos.

Agora é com você!

1) Quais procedimentos cirúrgicos podem ser sugeridos no intuito de tornar a face mais
rejuvenescida?
2) Quais os benefícios de realizar limpeza, hidratação e nutrição da pele antes de proce-
dimentos invasivos ou que provoquem sérias lesões?
3) Como um cirurgião e um esteticista podem trabalhar em parceria diante de um pro-
cedimento estético?
4) Elabore um protocolo pós-operatório tardio (três semanas) que você, esteticista,
poderá utilizar no paciente que passou por uma lipoaspiração.
5) Analise o protocolo a seguir:
a) Aplicar alta frequência sobre a cicatriz, por 10 minutos.
b) Aplicar endermologia em toda a região operada, por 15 minutos.
c) Realizar drenagem linfática por toda a região operada.
Esses procedimentos estão corretos para um paciente que passou por uma abdomi-
noplastia e foi autorizado pelo cirurgião a receber atendimento estético no seu ter-
ceiro dia pós-operatório? Caso não esteja, esclareça qual é o problema e o que pode-
ria ser mudado, a fim de se estabelecer um procedimento adequado a esse cliente.

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