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Receção de Mercadorias

As atividades de receção têm o seu início com a entrada da transportadora nas instalações e termina
quando esta sai das instalações.

Podem surgir problemas no planeamento da receção de materiais no armazém se as transportadoras


não forem escolhidas adequadamente; a posição dos transportes e as suas características são fatores
importantes que influenciam a receção, de tal modo que os transportes devem ser vistos como parte
integrante da receção. Consequentemente, todas as tarefas dos transportes no local são incluídas no
planeamento da receção .

Pode-se dizer que a receção é, regra geral, um processo aparentemente, muito simples na maior
parte das instalações, mas ocorrência de um erro na receção, no entanto, pode causar vários
problemas.

As atividades necessárias para a receção são:

1. Contacto do condutor da transportadora com o armazém para marcação de uma hora para a
entrega do material e fornecimento de informação sobre o material transportado;
2. Verificação do funcionário encarregue das receções no armazém do aviso de entrega e
confirmação da informação recebida do condutor da transportadora;
3. Atribuição um lugar especifico ao veículo para a descarga;
4. Bloqueio as rodas do veículo para assegurar a sua imobilização;
5. Verificação do selo do veículo e remoção do mesmo na presença de um representante da
transportadora;
6. Inspeção da carga para aprovação ou rejeição;
7. Descarregado material paletizado do veículo;
8. Descarregado material não-paletizado e solto do veículo;
9. O material recebido é disposto no chão e preparado para contagem e inspeção final;
10. Remoção dos artigos danificados;
11. Armazenagem das mercadorias nas zona indicadas.
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Os requisitos do armazém para a receção são:

1. Área suficiente para manobrar e encontrar os veículos;


2. Existência de niveladores de cais e ganchos para facilitar a descarrega;
3. Área de preparação para paletizar ou contentorizar as mercadorias;
4. Área suficiente para colocar as mercadorias antes de serem despachadas;
5. Acesso a um sistema informático para o registo eletrónico das encomendas e produção de
relatórios;
6. Escritório para guardar documentos e elaborar relatórios.

Algumas características importantes do armazém para a receção :

1. Percurso direto entre os veículos, áreas de preparação e áreas de armazenagem;


2. Fluxo contínuo sem excessivo congestionamento ou paragens;
3. Uma área concentrada de operações que minimize a movimentação de materiais e aumente a
eficiência da supervisão;
4. Movimentação de materiais eficiente;
5. Operações realizadas com segurança;
6. Minimização de estragos;
7. Limpeza fácil

Os requisitos para empregados, equipamento e espaço na atividade de receção vão depender da


eficácia dos programas que integram dados da pré-receção. Na pré-receção, tem-se o exemplo da
redução da quantidade de mercadorias a receber em horas de ponta, através da colaboração com
fornecedores e vendedores. Outro exemplo é a possibilidade de influenciar a configuração das
unidades de carga a receber, o que pode ser importante se a configuração não for compatível com o
sistema de movimentação de materiais das instalações. Por último, tem-se a criação de uma ligação do
vendedor e da empresa, pois quanto mais rápido e mais precisa é realizada a receção, maior é o
benefício para ambos. O departamento de contabilidade obtém a informação e realiza os pagamentos
mais cedo e as mercadorias são disponibilizadas mais rapidamente, em vez de ficarem imobilizadas.
Para além das razões citadas acima para a pré-receção, há ainda a ter em conta as embalagens
retornáveis, os produtos devolvido. Se forem expedidas mercadorias em embalagens retornáveis, deve-
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se dispôr de um sistema para localizar as embalagens e assegurar que são devolvidas. As mercadorias
são devolvidas por não apresentarem a qualidade exigida pelo cliente, devido a erros de quantidade ou
tipo de mercadoria expedida ou por mera rejeição pelo cliente.

Estas mercadorias devolvidas devem ser manuseadas e criado de um sistema próprio para o efeito. Se
o fornecedor possuir a sua própria transportadora, deve ser tido em consideração que a viagem de
retorno pode ser utilizada no transporte de, por exemplo, embalagens retornáveis.

Figura 1. Cais de carga e descarga

A receção é o conjunto de atividades num armazém que tem como objetivo verificar, de uma forma
organizada, que o fornecedor entregou o produto correto, em boas condições, na quantidade certa, com
a qualidade exigida, no momento certo; e dar entrada desse produto no armazém ou enviá-lo para outro
setor da empresa.

Pode-se definir a receção como o portal das instalações, todos os materiais, mercadorias e
equipamentos que entram nas instalações passam pela área de receção. Se esta não funcionar de modo
correto então irão entrar nas instalações materiais incorretos, danificados ou com defeito. Assim sendo
a área de receção é uma zona crítica, que se não estiver a operar corretamente pode criar dificuldades
operacionais nas instalações.
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A receção tem como atividades principais:

1. Marcar a data e a hora de entrega dos materiais no cais;


2. Descarregar os materiais do veículo transportador;
3. Contar o produto;
4. Verificar a qualidade do produto;
5. Identificar o produto;
6. Dar entrada do produto nas existências em armazém;
7. Transferir o produto para a zona de armazenagem.

Processo de receção

O processo de receção é efetuado em três zonas diferentes do armazém:

Cais de receção;

Gabinete de receção;

Zona de conferência.

Estas 3 áreas constituem a zona de receção do armazém. O fluxo de informação segue um trajeto com
sequência igual à descrita em cima. Para se perceber melhor as atividades a serem executadas em cada
uma destas zonas, apresenta-se de seguida a descrição de cada uma delas.

Cais de receção

Nesta zona os transportadores descarregam a mercadoria recorrendo a porta-paletes.

O processo de receção divide-se em três fases distintas:

 verificação das condições do veículo em que a mercadoria foi transportada,


 verificação da própria mercadoria
 arrumação das encomendas no armazém e respetivo registo de receção no (sistema de
informação).
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Zona de Conferência

Antes de as encomendas serem armazenadas têm que ser sujeitas à verificação das suas especificações.
Entende-se como especificações o número de unidades de cada produto, o preço da embalagem, o lote
e o prazo de validade. A atividade de conferência tem início com a escolha por parte do operador da
encomenda a conferir.
Todas as referências idênticas mas com prazos de validade ou número de lote diferentes devem ser
separadas.

Fecho da receção
◦Registo da receção e saída do veículo
◦Fecho da receção
◦Resolução de processos pendentes
◦Processos de AT
Encomendas e aprovisionamento

Quanto maior for o stock numa empresa maior é a quantidade de capital imobilizado e nunca
deve faltar produto para venda.

Quando o objectivo das empresas passa por garantir o menor volume de stock possível,
correm muitas vezes o risco de perder vendas por falta de produtos..

Com o intuito de garantir o equilíbrio nestes dois aspectos, as empresas devem ter a
capacidade de reunir o máximo de informação possível.

Os históricos de vendas por produto e por ano são dois exemplos que se devem ter em
consideração.

Para a minimização de stocks, há que ter em conta os prazos de


entregados fornecedores.
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Para a optimização dos volumes de compras o planeamento de stocks surge como


elemento essencial devido à ligação que efectua com a produção e as vendas.

Como optimizar as quantidades encomendadas?

Actualizar constantemente o custo de cada produto;


Estabelecer o stock de segurança, mínimo e máximo para cada produto;
Planear constantemente as quantidades de stock, baseadas em previsões de vendas;
Controlar a disponibilidade do stock para eventuais faltas repentinas;
Controlar o stock físico diariamente;
Realizar inventários periódicos com a finalidade de se compararem com os dados de
controlo de stock;
Colocar o stock num local estratégico
O stock de segurança deriva de incertezas:
- atrasos de reabastecimento de stocks,
- desvios na previsão de vendas, …
O dimensionamento ideal o stock é a componente mais difícil de obter stock em excesso origina:
- custos de manutenção,
- custos financeiros (capital imobilizado) e de armazenagem.
Baixo nível de stock origina:
- perdas de vendas (devido a rupturas de stock)
-Falhas na entrega ao cliente que levam a um nível de serviço insatisfatório para o cliente.
Stock Minimo
O adequado dimensionamento de stocks de segurança passa pela determinação do stock
mínimo, que irá garantir o nível de serviço ao cliente.

A disponibilidade do acesso a informações referentes às incertezas torna possível o dimensionamento


do stock mínimo desejado para o nível de serviço ao cliente.

Este dimensionamento tem por base o cálculo probabilístico referente, neste caso, a produtos em stock
que são necessários num dado período.
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A curva da distribuição normal é uma das mais utilizadas neste tipo de cálculos pelo facto de
possibilitar a determinação da probabilidade de ocorrência de um valor dentro de um certo intervalo,
denominado por intervalo de confiança.

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