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Obras   Rodoviárias 
Drenagem 

 
 

1.   Estudos   Hidrológicos 
 
No  dimensionamento  das  estruturas  de  drenagem  das  rodovias,  é  de  grande 
importância  a consideração dos fatores de risco de superação e do grau de degradação que 
possam   ocorrer   devido   a  longas   exposições   da   estrada   aos   efeitos   das   chuvas. 
 
Os  efeitos  negativos  das  águas  sobre  as  rodovias  dizem  respeito  aos  danos 
causados  pela  erosão  e  à  influência  sobre  o  tráfego.  Sendo  assim,  os métodos de cálculos 
visam  o  estabelecimento  da  descarga  máxima  suportável,  considerando  desprezíveis  as 
perdas   que   possam   ocorrer   por   absorção   pela   vegetação   ou   pela   evapotranspiração. 
 
1
Os  estudos  hidrológicos  têm  por objetivo avaliar a vazão das bacias de contribuição
para  os  diversos  dispositivos  de  drenagem  da  rodovia,  tais  como:  pontes,  pontilhões, 
bueiros,  valetas,  sarjetas,  descidas  de  água  e  caixas  coletoras  usados  na  implantação 
básica.   Para   isso   há   preliminarmente   a  coleta   de   dados   hidrológicos. 
 
A   seguir   são   abordados   os   principais   conceitos   envolvidos. 
 
 

a.   Tempo   de   Recorrência 

 
 
Para  as  obras  de  engenharia,  a  segurança  e  durabilidade  freqüentemente  se 
associam   a t  empo   ou   período   de   recorrência ,   cujo   significado   se   refere   ao  e
  spaço   de 

1   
Bacia   de   contribuição   de   uma   seção   de   um   curso   de   água   é  a  área   geográfica   coletora   de   água   de 
chuva   que,   escoando   pela   superfície   do   solo,   atinge   a  seção   considerada. 
 
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tempo  em  anos  onde  provavelmente  ocorrerá  um  fenômeno  de  grande  magnitude, 
pelo   menos   uma   vez .  
 
No  caso  dos  dispositivos  de  drenagem,  este  tempo  diz  respeito  a  enchentes  de 
projeto  que  orientarão  o  dimensionamento,  de  modo  que  a  estrutura  indicada  resista  a 
essas   enchentes   sem   risco   de   superação. 
 
A  escolha  dos  tempos  de  recorrência  será  determinada  através  de  fator 
técnico­econômico   e  deverá   constar   basicamente   de: 
 
● Tipo,   importância   e  segurança   da   obra; 
● Classe   da   rodovia; 
● Estimativa   de   custos   de   restauração   na   hipótese   de   destruição; 
● Estimativa  de  outros  prejuízos  resultantes  de  ocorrência  de  descargas  maiores  que 
as   de   projeto; 
● Comparativo  de   custo   entre   a  obra   para   diferentes   tempos   de   recorrência; 
● Risco  para   as   vidas   humanas   face   a  acidentes   provocados   pela   destruição   da   obra. 
 
A  escolha  do  tempo  de  recorrência  para  o  projeto  de  uma  obra  de  engenharia, 
depende  da  sua  importância,  o  que  resulta  na  adoção  de  um  valor  para  o  qual  o  risco  de 
superação  seja  adequado  à  segurança  da  rodovia,  no  que se inclui a necessidade eventual 
da  sua  reconstrução.  Deve  ser  considerado  ainda  que,  quanto  maior  o  tempo  de 
recorrência,   mais   onerosa   a  reconstrução   ou   reparação. 
 
Como  os  danos  decorrentes  da  insuficiência  de  vazão  dependem da importância da 
obra  para  o  sistema,  são  diferentes  os  valores  a  serem  adotados  para  o  período  de 
recorrência, variando conforme o tipo de obra. Assim, um bueiro de rodovia com capacidade 
de  vazão  insuficiente  pode  causar  a  erosão  dos  taludes  junto à boca de jusante, ruptura do 
aterro  por  transbordamento  das  águas,  ou  inundação  de  áreas  a  montante.  No  caso  de 
canal  ou  galeria  de  drenagem  urbana,  estes  danos  serão  mais  sentidos,  pois  causam  a 
interrupção  do  trânsito,  mesmo  temporariamente,  e  danos  em  imóveis  residenciais  ou  nas 
mercadorias   dos   estabelecimentos   comerciais. 
 

 
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No  caso  da  insuficiência  de  vazão em seções de pontes, visto que abrangem cursos 
d’água  com  maior  vazão,  em  geral  os  danos  são  muito  significativos  podendo  ocorrer  a 
destruição  da  estrutura  ou  a ruptura dos aterros contíguos, proporcionando uma interrupção 
do  tráfego,  muito  mais  séria,  exigindo  obras  de recomposição mais vultuosas e demoradas. 
Geralmente,  os  períodos  de  recorrência  normalmente  adotados  no  caso  de  bueiros  são  de 
10  a  20  anos  e,  para  as  pontes,  definem­se  tempos  de  recorrência  de  50  a  100  anos, 
conforme   o  tipo   e  importância   da   obra. 
 
A  escolha  do  tempo  de  recorrência da enchente de projeto deve ser revista em cada 
caso   particular;   em   linhas   gerais   são   adotados   os   seguintes   valores   usuais: 
 

Espécie  Período   de   Recorrência(anos) 

Drenagem   Superficial  5   a  10 

Drenagem   Subsuperficial  10 

Bueiros   Tubulares  15   como   canal 
25   como   orifício 

Bueiro   Celular  25   como   canal 
50   como   orifício 

Pontilhão  50 

Ponte  100 
 
 

b.   Tempo   de   Concentração 

 
O  tempo  de  concentração  de  uma  bacia  hidrográfica  é  definido  pelo  tempo  de 
percurso  em  que  o  deflúvio  leva  para  atingir  o  curso  principal,  desde  os  pontos  mais 
longínquos  até  a  obra  de  arte  (bueiro,  pontilhão,  ponte, etc.), ou seja, é o tempo necessário 
para   que   toda   a  bacia   contribua   na   vazão   do   dispositivo   em   estudo. 
 
Para  chuvas  com  duração  inferior  ao  tempo  de  concentração,  somente  os  deflúvios 
de  parte  da  bacia  hidrográfica  se  somam  para  formar  a  enchente,  enquanto  que,  para 
chuvas  de  duração  maior  que  o  tempo  de  concentração,  os deflúvios de todas as partes da 

 
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bacia  estão  contribuindo  para  a  enchente,  embora  com  o  pico  de  cheia  já  atenuado,  haja 
vista   as   intensidades   de   chuvas   decrescerem   com   a  sua   duração. 
 
Assim,  as  chuvas  com  durações  próximas  ao  tempo  de  concentração  da  bacia 
fornecem  maiores  vazões  para  um  determinado tempo de recorrência. Por isso, o tempo de 
concentração  será  o  tempo  considerado  como  de  duração  das  chuvas  mais  críticas  da 
rodovia. 
 
A  determinação  numérica  do  tempo  de  concentração  depende  primordialmente  do 
comprimento  do  curso  d'água  principal  e  de  sua  declividade,  embora  alguns  autores 
também   expressem   o  tempo   de   concentração   em   função   da   área   da   bacia   hidrográfica. 
 
Normalmente  considera­se  que,  nas  pequenas  bacias  hidrográficas,  com  áreas 
menores  que   1  km² ,   o  deflúvio  da  chuva  escoa  em  grande  parte  do  percurso 
superficialmente.  Sendo  assim,  a  velocidade  de  escoamento  é fortemente influenciada pela 
rugosidade   do   terreno,   por   sua   cobertura   vegetal   e  pelos   detritos   sobre   o  solo. 
 
Nas  bacias  maiores,  com  áreas  superiores  a   8  km² ,   o  deflúvio  superficial  escoa  na 
maior  parte  do  tempo  através  de canais ou cursos d'água. Desse modo, a permeabilidade e 
a  cobertura  vegetal  têm  efeito  cada  vez  menos  pronunciado  sobre  o  tempo  de 
concentração. 
 
O  cálculo  do  tempo  de concentração de uma bacia é bastante complexo, devido aos 
inúmeros  condicionantes  envolvidos,  existindo,  pois,  uma  grande  variedade  de  expressões 
de  cálculo.  Existem  numerosas  fórmulas  empíricas  para  calcular  o  tempo  de  concentração 
em  função  do  comprimento  (L)  do  curso  principal,  do  desnível total (H) até as cabeceiras, e 
eventualmente   da   área   (A),   ou   de   outros   parâmetros   escolhidos. 
 
Apesar  da  existência  de  várias  fórmulas,  como  diretrizes  gerais  para  o  valor  do 
tempo   de   concentração   temos   que: 
 
● No  estudo  de  enchentes  para  projetos  de  pontes  e  bueiros, como se trata de bacias 
de  maior  porte,  é  exigida  a  definição  do  tempo  de  concentração  por  procedimentos 
mais   cuidadosos; 

 
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● Para   as   obras  d
  renagem  superficial ,   utiliza­se  o  tempo  de  concentração  igual a 
5   minutos .  

c.   Determinação   das   Descargas   das   Bacias 

 
A   metodologia   a  seguir   na   determinação   das   descargas   das   bacias   dependerá: 
 
 
● da   disponibilidade   de   dados   fluviométricos   e  do   número   de   anos   de   observação; 
● do   tamanho   da   bacia   e  da   importância   do   conhecimento   da   forma   do   fluviograma; 
 
O  DNIT  recomenda  a  utilização  dos  seguintes  métodos  a  depender  da 
disponibilidade   de   dados   fluviométricos   e  da   área   da   bacia: 
 
 

Dados  Método   de   Cálculo 

Com   dados   de   10   a  15   anos   Estatísticos 

Sem   dados,   área   ≤  4  km2  Racional 

Sem   dados,   4  km2   <  área   ≤  10   kms  Racional   Corrigido 

Sem   dados,   área   >  10   km2   Hidrograma   Unitário   Triangular   (HUT) 
 

d.   Métodos   Estatísticos 

 
A  aplicação do método estatístico é recomendável para  períodos de recorrência  de 
no  máximo  100  anos  ou   menor  que  o  dobro  do  período  de  dados  disponíveis ,   pois, 
nestes  casos,  qualquer  lei  de distribuição é satisfatória, porque, normalmente, os resultados 
diferem   pouco   entre   si. 
 
Enquanto  as  precipitações  excepcionais  de  chuvas  tendem  aproximadamente  para 
uma  lei  parabólica,  as  descargas  dos  rios,  por  estarem  sujeitas  a  outros  fatores  como 
permeabilidade  do  solo,  cobertura  vegetal,  forma  da  bacia, declividade dos cursos d’água e 
amortecimento  das  descargas  extravasadas,  não  apresentam  uma  distribuição  estatística 

 
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satisfatória  para  descrever  picos  de  enchentes  excepcionais  de  baixa  frequência  que 
atendam   satisfatoriamente   a  todos   os   casos. 
 
Sendo  assim,  os  resultados  dos  estudos  estatísticos  de  descargas  máximas  de rios 
devem  ser  aceitos  com  muita  reserva  e  precaução,  especialmente  para  enchentes  de 
períodos  de  recorrência  muito  elevados,  pois é grande a irregularidade que pode ocorrer na 
sua  sucessão  natural,  sendo  frequente  o  aparecimento  de  uma  descarga  tão 
excepcionalmente  maior  que  as  outras,  da  série  observada,  que  se  tem  dúvida  sobre  o 
tempo  de  recorrência  a  ser  atribuído  ou  sobre  o  grau  de  influência  a  ser  adotado  na  curva 
de   ajustamento   estatístico. 
 
Os  modelos  estatísticos  mais  conhecidos  são  as  Leis  de  Distribuição  de  Gumbel, 
Hazen  e  Log  Pearson  III,  sendo  que  nenhum  deles  pode  ser  considerado  melhor  que  os 
outros,  visto  que  uma lei estatística não pode traduzir com fidelidade as complexas relações 
envolvidas   na   ocorrência   de   descargas   mais   raras. 
 

e.   Método   do   Hidrograma   Unitário 

 
Para  o  dimensionamento  de  pontes  ou  bueiros  rodoviários,  na  maioria  dos  casos, 
não  se  dispõe  de  dados  fluviométricos  do  curso  d'água  envolvido,  ou  mesmo  próximo  à 
obra,  especialmente  tratando­se  de  bacias  hidrográficas  de  pequena  importância 
hidrológica,   que   são   as   mais   comuns. 
 
Nesses  casos,  a  metodologia  de  cálculo  mais  indicada  refere­se  à  aplicação  do 
fluviograma ,   ou   hidrograma  unitário  sintético ,   como  é  com  mais  freqüência  designado, 
cujas  características  se  baseam  na generalização das condições médias de escoamento de 
numerosos   estudos   para   os   quais   se   dispõe   de   dados   fluviométricos. 
 
O  hidrograma  unitário  sintético  possui  uma  formulação  muito  complexa,  e  suas 
principais  características,  definidas  a  partir  do  comprimento  e  da  declividade  do  curso 
d’água,  são  de  validade  duvidosa  em  regiões  onde  os  modelos  não  tenham  sido 
suficientemente  comprovados.  Para  aplicação  prática,  devido  à  sua  formulação  mais 

 
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simples  e  por  ser  suficientemente  preciso,  adota­se  com  mais  freqüência  o   hidrograma 
unitário   triangular .  
 
O  hidrograma  unitário  é  o  hidrograma  resultante  de  um  escoamento  superficial  de 
volume  unitário,  decorrente  da  chuva  unitária,  que  corresponde  à  altura  pluviométrica  e 
duração   unitária. 
 
A  figura  seguinte  mostra  o  hidrograma  unitário  adimensional curvilíneo, deduzido da 
média  de  um  grande  número  de  hidrogramas  unitários  naturais  de  bacias  com  tamanhos 
muito   variados   e  situações   diversas.   Nessa   metodologia,   o  tempo   de   concentração   da   bacia 
igual  ao  tempo  entre  o  fim  da  chuva  e  o  ponto  de  inflexão  no  ramo  descendente  do 
hidrograma  unitário.  O  atraso  da onda ou "Lag" é aqui definido pelo tempo entre o centro da 
chuva   unitária   e  o  pico   do   hidrograma   unitário,   valendo   0,6   TC   para   condições   médias  de 
bacia   hidrográfica   e  deflúvios   com   distribuição   aproximadamente   uniforme   sobre   a  área. 
 

 
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Recomenda­se  a  substituição  do  hidrograma  adimensional  curvilíneo  por  um 
hidrograma   triangular   cuja   forma   se   adapta   razoavelmente   ao   primeiro,   conforme   mostra   a 

 
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obtida   a  partir   do   tempo   de   concentração  T
  C 
  ,   e  da   duração   unitária  D
  U 
  ,   dadas   por: 

 
 
Obtém­se  a  descarga  de  ponta   Qp ,   ou  a  ordenada  máxima  do  hidrograma  unitário 
observando­se  que  a  área  do  triângulo  representa  o  volume  escoado  da  bacia  para  um 
deflúvio   de   1  mm. 
 
Disso   resulta   a  seguinte   expressão: 

 
onde: 
Qp =
    descarga   máxima,   em   m3/s   por   mm   do   deflúvio, 
A  r=
    área   da   bacia,   em   km², 
T  b=
    base   do   fluviograma   unitário,   em   minutos, 
0,03   =  coeficiente   de   compatibilização   de   unidades. 
 

f.   Método   Racional 

 
Esse  é  o  método  para  o  cálculo  de  vazão  mais  difundido,  que  calcula  a  descarga 
máxima de uma enchente de projeto por uma expressão muito simples, relacionando o valor 
desta descarga com a área da bacia de contribuição, a intensidade da chuva, e o coeficiente 

 
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de  deflúvio.  Essa  metodologia  é  indicada  para  bacias  de  contribuição  com  área  inferior  a 4 
km². 
 
O   coeficiente  de  deflúvio   representa  essencialmente  a  relação  entre  a  vazão  e  a 
precipitação  que  lhe  deu  origem,  o  que  envolve  além  do  volume  da  precipitação  vertida,  a 
avaliação  do  efeito  da  variação  da  intensidade  da  chuva  e  das  perdas  por  retenção  e 
infiltração  do  solo  durante  a  tempestade  de  projeto.  Este  é  um  parâmetro  que  expressa  o 
comportamento  da  área  na  formação  do  deflúvio,  consequentemente  reunindo  todas  as 
incertezas   dos   diversos   fatores   que   nele   interferem. 
 
Apesar  da  dificuldade  quanto  ao  coeficiente  de  deflúvio,  por  sua  extraordinária 
facilidade  de  cálculo,  seu  cálculo  é,  dentre  todos  os métodos de avaliação de descargas de 
projeto  para  os  sistemas  de drenagem, aquele que é utilizado com maior freqüência, não só 
no  Brasil,  mas  em  todo  o  mundo,  principalmente  nas  bacias de pequeno porte ou em áreas 
urbanas. 
 
Admite­se  que  a  precipitação  sobre  a  área  é  constante  e  uniformemente  distribuída 
sobre  a  superfície  da  bacia.  Para  considerar  que  todos  os  pontos  da  bacia  contribuem  na 
formação  do  deflúvio  é  estabelecido  que  a  duração  de  chuva deve ser igual ou maior que o 
seu  tempo  de  concentração  e,  como  a  intensidade  da  chuva  decresce  com  o  aumento  da 
duração,  a  descarga  máxima  resulta  de  uma  precipitação  (chuva)  com  duração  igual  ao 
tempo   de   concentração   da   bacia. 
 
Nesse  caso,  a  descarga  máxima  (Q)  é  dada  simplesmente  pelo  produto  da  área  da 
bacia  (A),  pela intensidade da precipitação (i), com duração igual ao tempo de concentração 
(Tc),   multiplicado   pelo   coeficiente   de   deflúvio   (C)   : 
 

 
 
 

 
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sendo: 
Q =
    descarga   máxima,   em   m³/s; 
C =
    coeficiente   de   deflúvio; 
i =
    intensidade   da   chuva   =  P  /  Tc,   em   milímetros   por   hora 
P =
    precipitação,   em   milímetros; 
A =
    área   da   bacia   hidrográfica,   em   quilômetros   quadrados; 
Tc =
    tempo   de   concentração,   em   horas. 
 

g.   Método   Racional   Corrigido 

 
Para  corrigir  os  efeitos  da  distribuição  das  chuvas  nas  bacias  hidrográficas, 
consideradas  uniformes  no  Método  Racional, principalmente em bacias de médio porte com 
áreas  superiores  a  1  km²  ,  são  introduzidos  coeficientes  redutores  das  chuvas  de  ponta 
designados  C
  oeficientes   ou  F
  atores   de   Distribuição .  
 
O  mais  comum destes fatores, normalmente utilizado em projetos rodoviários é dado 
por: 

 
onde   as   variáveis   são   definidas   como   anteriormente,   e n
 é
    adimensional. 
 

2.   Drenagem   de   Transposição   de   Talvegues2 
 

2 Talvegue: 
 
  Linha   ou   lugar   geométrico   dos   pontos   mais   baixos   do   fundo   de   uma   grota,   de   um   vale   ou 
de   um  curso   d’água. 
 
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Em  sua  função  primordial,  a  drenagem  de  uma  rodovia  deve  eliminar  a  água  que, 
sob  qualquer  forma,  atinge  o corpo estradal, captando­a e conduzindo­a para locais em que 
menos   afete   a  segurança   e  durabilidade   da   via. 
 
No  caso  da  transposição  de  talvegues,  essas  águas  originam­se  de  uma  bacia  e 
que,  por  imperativos  hidrológicos  e  do  modelado do terreno, têm que ser atravessadas sem 
comprometer a estrutura da estrada. Esse objetivo é alcançado com a introdução de uma ou 
mais  linhas  de  bueiros  sob  os  aterros ou construção de pontilhões ou pontes transpondo os 
cursos   d'água,   obstáculos   a  serem   vencidos   pela   rodovia. 
 

a.   Bueiros 

 
Os  bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem 
as   estradas.   Compõem­se   de   bocas   e  corpo. 
 
Corpo   é  a  parte  situada  sob  os  cortes  e  aterros.  As   bocas   constituem  os 
dispositivos  de  admissão  e  lançamento,  a  montante  e  a  jusante,  e  são  compostas  de 
soleira ,   muro   de   testa  e
    alas .  

 
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No  caso  de  o  nível  da  entrada  d'água  na  boca  de  montante  estar  situado abaixo da 
superfície   do   terreno   natural,   a  referida   boca   deverá   ser   substituída   por   uma  c
  aixa   coletora .  
 

Classificações 

 
Os   bueiros   podem   ser   classificados   em   quatro   classes,   a  saber: 
 
● quanto   à  forma   da   seção; 
● quanto   ao   número   de   linhas; 
● quanto   aos   materiais   com   os   quais   são   construídos; 
● quanto   à  esconsidade. 
 

Quanto   à  forma   da   seção 

 
São   tubulares ,   quando  a  seção  for  circular;   celulares ,   quando  a  seção  transversal 
for  retangular  ou  quadrada;   especial ,   elipses  ou  ovóides,  quando  tiver  seções  diferentes 
das  citadas  anteriormente,  como  é  o  caso  dos arcos, por exemplo. Para o caso dos bueiros 
metálicos  corrugados,  existe uma gama maior de formas e dimensões, entre elas: a circular, 
a   lenticular,   a  elíptica   e  os   arcos   semicirculares   ou   com   raios   variáveis   (ovóides). 

Quanto   ao   número   de   linhas 

 
São   simples ,   quando  só  houver  uma  linha  de  tubos,  de  células  etc;   duplos   e 
triplos ,   quando  houver  2  ou  3  linhas  de  tubos,  células  etc.  Não  são  recomendáveis 
números   maiores   de   linhas   por   provocar   alagamento   em   uma   faixa   muito   ampla. 

 
Bueiro   Duplo   Celular   de   Concreto 

 
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Quanto   ao   material 

 
Os  materiais  atualmente  usados  para  a  construção  de  bueiros  no  DNIT  são  de 
diversos  tipos:   concreto  simples ,    concreto  armado ,    chapa  metálica  corrugada   ou 
polietileno   de   alta   densidade ,   PEAD ,   além   do   PRFV  –
    plástico   reforçado   de   fibra   de   vidro. 
 
Nas   bocas ,    alas   e   caixas  coletoras   usa­se  alvenaria  de  pedra  argamassada,  com 
recobrimento  de  argamassa  de  cimento  e  areia,  ou blocos de concreto de cimento, além de 
concreto   pré­moldado. 
 

 
Corpo   de   Bueiro   Tubular   de   Metal 
 

Quanto   à  esconsidade 

A  esconsidade  é  definida  pelo ângulo formado entre o eixo longitudinal do bueiro e a 


normal  ao  eixo  longitudinal  da  rodovia.  Os  bueiros  podem  ser:   normais   ­  quando o eixo do 
bueiro  coincidir  com  a  normal  ao  eixo  da rodovia;  esconsos  ­ quando o eixo longitudinal do 
bueiro   fizer   um   ângulo   diferente   de   zero   com   a  normal   ao   eixo   da   rodovia. 

Classificação   quanto   à  esconsidade 

 
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Nomenclatura   adotada   pelo   DNIT 
 
 

Elementos   de   Projeto 
 
 
O  projeto  terá  que  ser  precedido  de  um   levantamento  topográfico  adequado, com 
curvas  de  nível,  de  metro  em  metro,  para  permitir  o  detalhamento  do  comprimento  e 
inclinação   do   bueiro. 
 
Normalmente,  a   declividade   de seu corpo deve variar  entre 0,4 e 5% .  Quando essa 
declividade   for   elevada ,   o  bueiro  deve  ser  projetado  com   degraus   e  deverá  dispor  do 
berço   com   dentes  p
  ara   fixação   ao   terreno. 
 
Quando  a  velocidade  do  escoamento  na  boca  de  jusante  for  superior  à 
recomendada  para  a  natureza  do  terreno  natural  existente  a  jusante,  devem  ser  previstas 
bacias   de   amortecimento .  

 
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Bacia   de   Amortecimento 
 
O  cálculo  da   seção  transversal   ou   seção  de vazão do bueiro vai depender de dois 
elementos   básicos:   a  descarga   da   bacia   a  ser   drenada   e  a  declividade   adotada. 
 
A  descarga  é  definida  pelos  estudos  hidrológicos  e  a  declividade,  de  escolha  do 
projetista,  deverá  atender  a  esta  descarga  com  a  obra  operando  em  condições  de 
segurança. 
 
Os  bueiros  podem  ser,  sob  o  ponto  de  vista  construtivo,  obras  de  arte  correntes  ou 
apresentarem características que as coloquem entre as obras de arte especiais, face ao seu 
tamanho  e/ou  condições  adversas  dos  terrenos  de  fundação.  Estão  neste  caso,  muitas 
vezes,   as   obras   celulares,   pontilhões   e  as   galerias. 
Os   bueiros  circulares  de  concreto   podem,  quanto  às   fundações ,   ter  soluções  mais 
simples,  com  assentamento  direto  no  terreno  natural  ou  em  valas  de  altura  média  do  seu 
diâmetro.  Entretanto   é  muito  mais  seguro  a  adoção  de  uma  base  de  concreto   magro ,  
para   melhor   adaptação   ao   terreno   natural   e  distribuição   dos   esforços   no   solo. 
 
Para  os   bueiros  metálicos ,   independente  da  forma  ou  tamanho,  as  fundações 
serão  simples,  necessitando,  quase  sempre,  apenas  de  uma  regularização  do  terreno  de 
assentamento.  Em  função  da altura dos aterros podem, porém, exigir cuidados especiais no 
que   se   refere   à  fundação,   adotando­se   inclusive   o  estaqueamento. 

 
 

 
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Dimensionamento   Hidráulico 
 
Em  termos  hidráulicos  os  bueiros  podem  ser  dimensionados  como   canais ,  
vertedouros   ou   orifícios .   A  escolha  do  regime  a  adotar  depende  da  possibilidade  da obra 
poder  ou  não  trabalhar  com  carga  hidráulica  a  montante,  que  poderia  proporcionar  o 
transbordamento  do  curso  d’água  causando  danos  aos aterros e pavimentos e inundação a 
montante   do   bueiro. 
 
Não  sendo  possível  a  carga  a  montante,  o  bueiro  deve  trabalhar  livre  como  canal. 
Por  outro  lado,  caso  a  elevação  do  nível  d'água  a  montante  não  traga  nenhum  risco  ao 
corpo  estradal,  ou  a  terceiros,  o  bueiro  pode  ser  dimensionado  como  orifício, 
respeitando­se,   evidentemente,   a  cota   do   nível   d'água   máximo   a  montante. 
 
Para  bueiros  trabalhando  hidraulicamente  como  canais,  a  metodologia  adotada  é  a 
referente  ao  escoamento  em  regime  crítico,  baseada  na  energia  específica  mínima  igual  à 
altura   do   bueiro. 
 
Para  bueiros  com  carga  a  montante  o  escoamento  é  considerado  como  canal  em 
movimento  uniforme,  à  seção  plena,  sem  pressão  interna.  Para  o  dimensionamento  dos 
bueiros  como  vertedores,  considera­se  a  obra como orifício, em que a altura d'água sobre a 
borda   superior   é  nula. 
 
No  caso  de  bueiros  trabalhando  como  canais,  o  dimensionamento  será  feito 
baseado   em   duas   hipóteses: 
 
● a)  Considerando  o  funcionamento  do bueiro no regime supercrítico, limitando­se sua 
capacidade  admissível  à  vazão  correspondente  ao  regime   crítico ,   com  energia 
específica  igual  ao  seu  diâmetro  ou  altura,  o  que  exige  a   proteção  à  montante  e  a 
jusante   aos   riscos   de   erosão. 
 
● b)   Considerando   o  funcionamento   do   bueiro   no   regime  s
  ubcrítico .  
 
No  caso  (a),  a  capacidade  máxima  considerada  para  o  projeto  está  definida  pela 
vazão  correspondente a uma energia específica igual à altura da obra, estabelecendo assim 

 
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a  condição  do  bueiro  funcionar  com  a  entrada  não  submersa.  Este  método  não  leva  em 
conta as condições externas ao corpo do bueiro, sendo adequado apenas se a altura d'água 
a   jusante   ficar   abaixo   da   altura   crítica   correspondente   à  descarga. 
 
Para  o  dimensionamento  dos  bueiros  como  vertedores,  considera­se  a  obra  como 
orifício,   em   que   a  altura   d'água   sobre   a  borda   superior   é  nula. 
 
Define­se  a   energia  específica  de  um  líquido  como  sendo  a  energia  total  por 
unidade  de  peso  em  relação  ao  fundo  do  canal.  Deste modo, ela será a soma das energias 
cinética  e  de  pressão,  correspondendo, esta última, a profundidade do líquido; como melhor 
será   entendido   pela   observação   da   figura   a  seguir. 

 
Linha   de   Energia   Específica 
 
 
A   energia   então   é  definida   como: 

 
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onde   g  é  a  aceleração  da  gravidade,   V  é  a  velocidade  do  fluxo  e   h   é  a  profundidade  do 
escoamento. 
 
Para  uma mesma vazão, podemos ter energias diferentes de fluxo, o que se faz com 
a  variação  da  inclinação  e  da  altura  da  lâmina  d’água  (h),  dentro  do  canal.  Em  outras 
palavras,  com  o  aumento  da  inclinação  temos  o aumento da velocidade de escoamento e a 
diminuição  de  (h);  e  com  a  diminuição  da  inclinação  temos  a  diminuição  da  velocidade  e  o 
aumento   de   (h). 
 
Ao se traçar um gráfico (vide a seguir) considerando a energia do fluxo em função da 
profundidade  (h)  do  escoamento,  verifica­se  que,  para  alturas  elevadas,  a  energia  é  alta,  e 
diminui  à  medida  que se reduz (h), passando por um mínimo, e aumentando posteriormente 
com   a  diminuição   de   (h),   haja   vista   o  acréscimo   significativo   de   (V). 

 
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O   ponto   de  e
  nergia   mínima  d
  efine   a  altura   h  do  r  egime   crítico .  
 
No   regime  lento ,   ou  de   fluxo  subcrítico ,   o  escoamento  tem  em  relação ao regime 
crítico:   altura   maior,   velocidade   e  inclinação   menores. 
 
No   regime  rápido ,   ou  de   fluxo  supercrítico ,   o  escoamento  tem  em  relação  ao 
regime   crítico:   altura   menor,   velocidade   e  inclinação   maiores. 
 

Regime   Supercrítico 
 
Nesse   caso,   a  energia   crítica   é  igualada   ao   diâmetro   (D
  )    do   bueiro   tubular, 

 
ou   então   igualada   à  altura   (H
  )    dos   bueiros   celulares: 

 
Desenvolvendo  matematicamente  essas  expressões,  chega­se  à  vazão  crítica, 
velocidade   crítica   e  inclinação   crítica.   Para   os   bueiros   tubulares: 

 
onde   n  é  o  coeficiente  de  rugosidade  de  Manning.  Para  os  bueiros  celulares,  onde   B   é  a 
largura   e H
    a  altura: 

 
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No  dimensionamento  pelo  regime  supercrítico,  a  vazão  crítica deverá ser igualada à 
vazão  obtida  por  meio  dos  estudos  hidrológicos,  com  vistas  a  obter  as  dimensões 
adequadas   dos   bueiros. 
 
Além   disso,   no   regime   supercrítico,   a  inclinação   do   bueiro   deverá   ser   maior   que  I c   e 
a   velocidade   de   escoamento   deverá   ser   maior   que  V
   c,   porém,   limitada   a  4,5   m/s. 

Regime   Subcrítico 
 
Se  a  declividade  da  obra  é  maior  ou  igual  à  declividade  crítica,  o  dimensionamento 
se   fará   de   acordo   com   as   expressões   das   grandezas   críticas. 
 
Porém,  se  a  declividade  da  obra  for  menor  que  a  crítica,  as  expressões  para  o 
dimensionamento   são   diferenciadas. 
 
Nesse  caso,  a  partir  das  grandezas  conhecidas:  vazão  (Q),  declividade  (I),  e 
coeficiente  de  rugosidade  (n)  do  material  do  bueiro,  para  a  obtenção  das  dimensões 
adequadas  para  o  bueiro  utilizam­se  a   equação  da  continuidade   e  a   equação  de 
Manning ,   respectivamente: 

 
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onde  R  é  o  raio  hidráulico  (área  molhada  /  perímetro  molhado),  A  é  a  área  molhada,  I  é  o 
gradiente   hidráulico,   considerado   igual   à  inclinação   do   canal   quando   o  fluxo   é  uniforme. 
 
 

3.   Drenagem   Superficial 
 
 
A  drenagem  superficial  de  uma  rodovia  tem  como  objetivo  interceptar  e  captar, 
conduzindo  ao  deságue  seguro, as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas 
que   se   precipitam   sobre   o  corpo   estradal,   resguardando   sua   segurança   e  estabilidade. 
 
Para  um  sistema  de  drenagem  superficial  eficiente,  utiliza­se  uma  série  de 
dispositivos   com   objetivos   específicos,   a  saber: 
 
● Valetas   de   proteção   de   corte; 
● Valetas   de   proteção   de   aterro; 
● Sarjetas   de   corte; 
● Sarjetas   de   aterro; 
● Sarjetas   de   canteiro   central; 
● Descidas   d’água; 
● Saídas   d’água; 
● Caixas   coletoras; 
● Bueiros   de   greide; 
● Dissipadores  de   energia; 
● Escalonamento   de   taludes; 
● Corta­rios. 

 
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Elementos   de   drenagem 
 
 

a.   Valetas   de   Proteção   de   Corte 

 
As  valetas  de  proteção  de  cortes  têm  como  objetivo  interceptar  as  águas  que 
escorrem  pelo  terreno  natural  a  montante,   impedindo­as  de  atingir  o  talude  de  corte .  As 
valetas  de  proteção  serão  construídas  em  todos  os  trechos  em  corte  onde  o  escoamento 
superficial  proveniente  dos  terrenos  adjacentes  possa  atingir  o  talude,  comprometendo  a 
estabilidade   do   corpo   estradal. 
 
Deverão  ser  localizadas  proximamente  paralelas  às  cristas  dos  cortes,  a  uma 
distância  entre   2,0  a  3,0  metros .   O  material  resultante  da  escavação  deve  ser  colocado 
entre  a  valeta  e  a  crista  do  corte  e  apiloado  manualmente,  conforme  indicado  na  figura 
abaixo. 
 

 
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Valeta   de   Proteção   de   Corte 
 
 

Elementos   de   Projeto 
 
As  valetas  de  proteção  de  cortes  podem  ser   trapezoidais,  retangulares  ou 
triangulares .   Na  escolha  do  tipo  de  seção  deve­se  observar  que  as  seções  triangulares 
criam  plano  preferencial  de  escoamento  d'água,  por  isso  são  pouco  recomendadas  para 
grandes  vazões.  Por  motivo  de  facilidade  de  execução,  a  seção  a  adotar  nos  cortes  em 
rocha   deverá   ser   retangular. 
 
As  valetas  com  forma   trapezoidal   são mais recomendáveis por apresentarem maior 
eficiência   hidráulica .  
 
Os  revestimentos  da  valeta  de  corte  deverão  ser  escolhidos  de  acordo  com  a 
velocidade do escoamento e conforme a natureza do material do solo. Em princípio, convém 
sempre  revestir  as  valetas,  sendo  isso  obrigatório  quando  elas  forem  abertas  em  terreno 
permeável,   para   evitar   que   a  infiltração   provoque   instabilidade   no   talude   do   corte. 
 
Atenção  especial  deve  ser  dado  ao  revestimento  da  valeta  triangular,  pois,  pela 
própria   forma   da   seção,   há   uma   tendência   mais   acentuada   à  erosão   e  infiltração. 
 

 
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Os   tipos   de   revestimentos   mais   recomendados   são: 
 
● concreto; 
● alvenaria   de   tijolo   ou   pedra; 
● pedra  arrumada; 
● vegetação. 
 
Em  caso  de  revestimento  de  concreto  este  deverá  ter  espessura mínima de 0,08 m. 
e  resistência  Fck  /  15Mpa  para  28 dias. Quando do revestimento em pedra, esta deverá ser 
rejuntada   com   argamassa   de   cimento­areia   no   traço   1:4. 

Dimensionamento   Hidráulico 

 
Para  proceder  ao  dimensionamento  hidráulico  das  valetas,  há  necessidade  de 
estimar  a  descarga  de  contribuição,  utilizando­se  o  método  racional,  onde  a  área  de 
drenagem  é  limitada  pela  própria  valeta  e  pela  linha  do  divisor  de  águas  da  vertente  a 
montante. 
 
Em   resumo,   o  dimensionamento   segue   a  seguinte   metodologia: 
 
● Fixa­se  o  tipo  de  seção  a  ser  adotada  (trapezoidal,  triangular  ou  quadrada),  e  a 
declividade   da   valeta   (I). 
● Fixa­se  a  velocidade  máxima  admissível  (v),  tendo  em  vista  o  tipo  de  revestimento 
escolhido   e,   consequentemente   o  valor   do   coeficiente   de  rugosidade   (n). 
● Através  de  tentativas,  dão­se  valores  para  a  altura  (h),  recalculando­se  os 
respectivos elementos hidráulicos da seção, tais perímetro molhado, raio hidráulico e 
área  molhada,  e  aplicando  a  fórmula  de  Manning  e  a  equação  de  continuidade, 
determina­se   a  velocidade   e  a  descarga   admissível   da   valeta. 
● A  comparação  entre a descarga afluente (segundo os estudos hidráulicos) e a vazão 
admissível   orientará   a  necessidade   ou   não  do   aumento   da   altura   h; 
● A  comparação  entre  a  velocidade  de  escoamento  e  a  velocidade  admissível 
orientará   a  necessidade   ou   não   de   alterar   o revestimento   previsto; 
● Calcula­se   a  altura   crítica   da   valeta; 
 

 
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● A   altura   do   fluxo   na   valeta,   na   situação   de   projeto,   dentro   de   uma  faixa  de  10%  da 
altura   crítica   deve   ser   evitada. 
● Determina­se  o  bordo  livre  da  valeta,  que  é  a  distância  vertical  do  topo  da  valeta  à 
superfície  da  água  na  condição  do  projeto,  verificando  a  inocorrência  de  bordos 
livres   inferiores   às   admissíveis. 
 

b.   Valetas   de   Proteção   de   Aterro 

 
As  valetas  de  proteção  de  aterros  têm  como  objetivo  interceptar  as  águas  que 
escoam  pelo  terreno  a  montante,  impedindo­as  de  atingir  o  pé  do  talude  de  aterro.  Além 
disso,  têm  a  finalidade  de  receber  as  águas  das  sarjetas  e  valetas  de corte, conduzindo­as 
com   segurança   ao   dispositivo   de   transposição   de   talvegues. 
 

Elementos   de   Projeto 

 
As  valetas  de  proteção  de  aterro  deverão  estar  localizadas,  aproximadamente 
paralelas  ao  pé  do  talude  de  aterro  a  uma  distância  entre  2,0  e  3,0  metros.  O  material 
resultante  da  escavação  deve  ser  colocado  entre  a  valeta  e  o  pé  do  talude  de  aterro, 
apiloado  manualmente  com  o  objetivo  de  suavizar  a  interseção  das  superfícies  do  talude  e 
do   terreno   natural. 
 
As   seções   adotadas   podem   ser  t  rapezoidais   ou   retangulares .  

 
 
Valeta   de   proteção   de   aterro   trapezoidal 

 
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O  revestimento  da  valeta  de  proteção  de aterro deverá ser escolhido de acordo com 
a   velocidade   do   escoamento,   natureza   do   solo   e  fatores   de   ordem   econômica   e  estética. 
 
Os   tipos   de   revestimento   mais   recomendados   são: 
 
● concreto;  
● alvenaria   de   tijolo   ou   pedra;  
● pedra  arrumada; 
● vegetação. 
 

Dimensionamento   Hidráulico 

 
São  idênticos  os  dimensionamentos  hidráulicos  de  valetas  de  proteção  de  cortes  e 
aterros,  apenas  tomando­se  cuidado  especial  na  fixação  da  área  de  contribuição  quando  a 
valeta  tiver  como  objetivo  adicional  a  captação  das  águas  provenientes  das  sarjetas  e 
valetas   de   proteção   de   corte. 

c.   Sarjetas   de   Corte 

 
A  sarjeta  de  corte  tem  como  objetivo  captar  as  águas  que  se  precipitam  sobre  a 
plataforma  e  taludes  de  corte  e  conduzi­las,  longitudinalmente  à  rodovia,  até  o  ponto  de 
transição  entre  o  corte  e  o  aterro,  de  forma  a  permitir  a  saída  lateral  para  o  terreno  natural 
ou   para   a  valeta   de   aterro,   ou   então,   para   a  caixa   coletora   de   um   bueiro   de   greide. 
 
As  sarjetas devem localizar­se em todos os cortes, sendo construídas à margem dos 
acostamentos,  terminando  em  pontos  de saída convenientes (pontos de passagem de corte 
para   aterro   ou   caixas   coletoras). 
 

Elementos   de   Projeto 
 
As  sarjetas  de  corte  podem  ter  diversos  tipos  de seção, dependendo da capacidade 
de   vazão   necessária. 

 
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A   sarjeta  triangular  é  um  tipo  bem  aceito,  pois,  além  de  apresentar  uma  razoável 
capacidade  de  vazão,  conta  a  seu  favor  com  o  importante  fato  da  redução  dos  riscos  de 
acidentes. 
 
De  acordo  com  a  figura  abaixo  a  sarjeta  deve  ter  do  lado  do  acostamento  a 
declividade   de   25%   ou   seja   1:4,   e  do   lado   do   talude   a  declividade   deste. 
 

Sarjeta   triangular 
 
Os  valores  extremos  da distância da borda do acostamento ao fundo da sarjeta (L1), 
situam­se  entre  os  valores  de  1,0  a  2,0  metros,  de  acordo  com  a  seção  de  vazão 
necessária.  Mantendo  as  declividades  transversais  estabelecidas,  o  aumento  de  L1 
fornecerá  um  acréscimo  de  L2,  H  e  LT,  e  conseqüentemente  um  acréscimo  na  capacidade 
hidráulica  da  sarjeta.  Quando  para  o  valor  máximo  de  L1  =  2,00m  a  seção  da  vazão  ainda 
for  insuficiente,deverá  então  ser  adotada  seção  tipo  trapezoidal  ou  retangular,  com 
dimensões   convenientes   para   atender   à  descarga   de   projeto. 
 
Quando  a  sarjeta  triangular  de  máximas  dimensões  permitidas  for  insuficiente  para 
atender   à  descarga   de   projeto,   deve­se   adotar   a s
  arjeta   de   seção   trapezoidal .  

 
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Sarjeta   trapezoidal 
 
A  sarjeta  é  dotada  de  uma   barreira  tipo  meio­fio ,   com  a  finalidade  de  proteger  os 
veículos   desgovernados   que   tendam   a  cair   na   mesma. 
 
O  meio  fio  barreira  deverá  ter  aberturas  calculadas,  em  espaçamento  conveniente 
de   modo   a  permitir   a  entrada   d'água   proveniente   da   pista. 

Sarjeta   trapezoidal   com   capa 
 
 
Pode­se  também  projetar  a   sarjeta  capeada  descontinuamente ,   de  modo  a 
permitir  a  entrada  d'água  pela  cobertura  existente  entre  duas  placas  consecutivas.  As 

 
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placas  têm  a  finalidade  também  de  evitar  que  a  sarjeta  seja  obstruída  pela  entrada  de 
materiais   carreados   pelas   águas. 
 
Quando  a  seção  triangular  não  atender  à  vazão  para  a  descarga  de  projeto,  ou  em 
caso  de  cortes  em  rocha  pela  facilidade  de  execução,  pode­se  optar  pela   sarjeta 
retangular .  

Sarjeta   retangular 
 
Usa­se  nesse  caso  também  o  meio  fio  de  proteção  com  a  mesma  finalidade  já 
citada.  A  sarjeta  retangular  tem  a  vantagem  de  poder  variar  sua  profundidade  ao  longo  do 
percurso,  proporcionando  uma  declividade  mais  acentuada  que  o  greide  da  rodovia, 
aumentando   assim   sua   capacidade   hidráulica. 
 
A  escolha  do  revestimento  das  sarjetas  de  corte  deve  levar  em  conta  o  aspecto 
técnico­econômico,   isto   é,   as   conseqüências   da   erosão   e  do   custo   do   revestimento. 
 
Os   principais   tipos   de   revestimentos   são: 
 
● concreto; 
● alvenaria   de   tijolo; 
● alvenaria   de   pedra   argamassada; 
● pedra   arrumada   revestida; 
● pedra  arrumada; 

 
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● revestimento  vegetal. 
 
O  revestimento  vegetal,  apesar  do  excelente  desempenho  como  função  estética, 
tem   o  inconveniente   do   alto   custo   de   conservação. 
 
Sarjetas   de   corte   sem   revestimento   devem   ser   evitadas .  
 

Dimensionamento   Hidráulico 
 
Os  elementos  básicos  para  o  dimensionamento  da  sarjeta  de  corte  são:  as 
características  geométricas  da  rodovia;  a  área  de  precipitação,  equivalente  à  projeção 
horizontal  da  área  do  talude  de  corte  e  de  parte  da  plataforma  da  rodovia  (devido  ao 
abaulamento);  o  coeficiente  médio  de  escoamento  superficial,  levando­se  em  conta  a 
diversidade  do revestimento que compõe a bacia de captação, (faixas de rolamento e talude 
de   corte);   e  os   elementos   hidrológicos   para   o  cálculo   da   descarga   de   projeto. 
 
Para  o  cálculo  da  descarga  de  projeto,  calcula­se  a  contribuição  por metro linear da 
rodovia  pela  aplicação  do  método  racional,  de  vez  que  as  áreas  de  contribuição,  sendo 
pequenas,   estão   dentro   do   limite   de   aplicabilidade   desse   método. 
 
Havendo  escalonamento  de  taludes  (banquetas),  a  largura  máxima  a  ser 
considerada  no  cálculo  da  vazão  é  referente  à  projeção  horizontal  do  primeiro 
escalonamento,  já  que  os  demais  terão  as  águas  conduzidas  por  meio  de  dispositivos 
próprios para fora do corte. Excetuam­se os casos em que se torna necessária a construção 
de   descidas   com   deságue   diretamente   na   sarjeta   de   corte. 
 
A  capacidade  hidráulica  máxima  da  sarjeta  é  obtida  pela  associação  das  equações 
de   Manning   e  da   continuidade. 

d.   Sarjetas   de   Aterro 

 
A  sarjeta  de  aterro  tem  como  objetivo  captar  as  águas  precipitadas  sobre  a 
plataforma,  de  modo  a  impedir  que  provoquem  erosões  na  borda  do  acostamento  e/ou  no 
talude   do   aterro,   conduzindo­as   ao   local   de   deságüe   seguro. 

 
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A  indicação  da  sarjeta  de  aterro  deve  fundamentar­se  nas  seguintes  situações: 
trechos  onde  a  velocidade  das  águas  provenientes  da  pista  provoque  erosão  na  borda  da 
plataforma;  trechos  onde,  em  conjunto  com  a  terraplenagem,  for  mais  econômica  a 
utilização  da  sarjeta,  aumentando  com  isso  a  altura  necessária  para  o  primeiro 
escalonamento  de  aterro;  interseções,  para  coletar  e  conduzir  as  águas  provenientes  dos 
ramos,   ilhas,   etc. 
 

Elementos   de   Projeto 
 
A  sarjeta  de  aterro  posiciona­se na  faixa da plataforma contígua ao acostamento .  
A  seção  transversal  pode  ser   triangular,  trapezoidal,  retangular ,   etc,  de  acordo  com  a 
natureza  e  a  categoria  da  rodovia.  Sendo  a  sarjeta  de  aterro  um  dispositivo  que  pode 
comprometer  a  segurança  do  tráfego,  cuidados  especiais  devem  ser  tomados  quanto  ao 
posicionamento  e  à  seção  transversal  a  ser  utilizada,  de  modo  a  garantir  a  segurança  dos 
veículos   em   circulação. 
 
Um  tipo  de  sarjeta  de  aterro  muito  usado  atualmente  nas  rodovias  federais, 
estaduais,   interseções   e  trechos   urbanos   é  o m
  eio­fio­sarjeta   conjugados .  
 
Em  situações  eventuais,  no  caso  de  ser  possível  considerar  um  alagamento 
temporário   do   acostamento,   o  tipo  m
  eio­fio   simples   também   poderá   ser   usado. 
 

Meio­fio­sarjeta   conjugados 

 
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Meio­fio   simples   e  acostamento 
 
Quanto  ao  revestimento,   não  há  recomendações  rígidas   no  tocante  ao  material  a 
ser  empregado  na  construção  da  sarjeta  de  aterro.  Deve­se,  todavia  levar  em  conta  a 
velocidade  limite de erosão do material empregado, a classe da rodovia e os condicionantes 
econômicos.  Assim,  os  materiais  utilizados  são  os  próprios  revestimentos  do  acostamento 
da   rodovia. 
 
Os   materiais   mais   indicados   para   a  construção   do   dispositivo   são: 
 
● concreto   de   cimento; 
● concreto   betuminoso; 
● solo   betume;  
● solo   cimento; 
● solo. 
 
As  sarjetas  em  solo  são  indicadas  apenas  para  rodovias  secundárias,  de  pequena 
importância  econômica,  ou  durante  período  curto  de  utilização,  podendo  também  ser 
construídas   para   funcionamento   temporário   durante   o  tempo   de   execução   da   rodovia. 
 
 

 
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e.   Valeta   do   Canteiro   Central 

 
 
Quando  uma  rodovia  for  projetada  em  pista  dupla,  isto  é,  onde  as  pistas  são 
separadas  por  um  canteiro  central  côncavo,  torna­se  necessário  drená­lo  superficialmente 
através   de   um   dispositivo   chamado   de   valeta   do   canteiro   central. 
 
Esta  valeta  tem  como  objetivo  captar  as  águas  provenientes  das pistas e do próprio 
canteiro  central  e  conduzi­las  longitudinalmente até serem captadas por caixas coletoras de 
bueiros   de   greide. 
 

Elementos   de   Projeto 
 
As  seções  transversais  das  valetas  do  canteiro  central   são  em  geral  de  forma 
triangular  c  ujas   faces   têm   as   declividades   coincidentes   com   os   taludes   do   canteiro. 
 
Podem  ser  usadas  seções  de  forma  circular,  tipo   meia  cana ,   e  formas   trapezoidal 
ou   retangular ,   quando  ocorrer  a  insuficiência  hidráulica  das  seções  de  forma  triangular  ou 
meia   cana. 
 
Quanto  ao  revestimento  da  valeta  do  canteiro  central,  deve­se  levar  em  conta  a 
velocidade  limite  de  erosão  do  material  empregado.  O   revestimento  vegetal ,   apesar  do 
excelente  desempenho  como  função  estética,  tem  o   inconveniente  do  alto  custo  de 
conservação .  
 
Valetas  do  canteiro  central   sem  revestimento  devem  ser  evitadas ,   a  não  ser  em 
casos   de   canteiros   muito   largos   e  planos. 

 
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Situações   da   valeta   do   canteiro   central 
 
 

Dimensionamento   Hidráulico 
 
O  dimensionamento  hidráulico  da  valeta  do  canteiro  central  segue  a  mesma 
metodologia  para  sarjeta  de  corte  baseada  na fórmula de Manning associada à equação de 
continuidade. 
 

f.   Descidas   d’Água 

 
As  descidas  d'água  têm  como  objetivo  conduzir  as  águas  captadas  por  outros 
dispositivos   de   drenagem,   pelos   taludes   de   corte   e  aterro. 
Tratando­se  de  cortes,  as  descidas  d'água  têm  como  objetivo  principal  conduzir  as 
águas  das  valetas  quando  atingem  seu  comprimento  crítico,  ou  de  pequenos  talvegues, 
desaguando   numa   caixa   coletora   ou   na   sarjeta   de   corte. 
 
No  aterro,  as  descidas  d'água  conduzem  as  águas  provenientes  das  sarjetas  de 
aterro  quando  é  atingido  seu  comprimento  crítico,  e,  nos  pontos baixos, através das saídas 
d'água,   desaguando   no   terreno   natural. 

 
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As  descidas  d'água  também  atendem,  no  caso  de  cortes  e  aterros,  às  valetas  de 
banquetas   quando   é  atingido   seu   comprimento   crítico   e  em   pontos   baixos. 
 
Não  raramente,  devido  à  necessidade  de saída de bueiros elevados desaguando no 
talude  do  aterro,  as  descidas  d'água  são  necessárias  visando  conduzir  o  fluxo  pelo  talude 
até   o  terreno   natural. 
 
Posicionam­se  sobre  os  taludes  dos  cortes  e  aterros  seguindo  as suas declividades 
e  também  na  interseção  do  talude  de aterro com o terreno natural nos pontos de passagem 
de   corte­aterro. 
 

Elementos   de   Projeto 
 
As  descidas d'água podem ser do  tipo rápido  ou em  degraus .  A escolha entre um e 
outro  tipo  será  função  da   velocidade  limite  do  escoamento   para  que  não  provoque 
erosão,  das   características  geotécnicas   dos  taludes,  do  terreno  natural,  da  necessidade 
da   quebra   de   energia   do   fluxo   d'água   e  dos  d
  ispositivos   de   amortecimento   na   saída. 
 
A  descida  d'água,  por  se  localizar  em  um  ponto  bastante  vulnerável  na  rodovia, 
principalmente  nos  aterros,  requer  que  cuidados  especiais  sejam  tomados  para  se  evitar 
desníveis  causados  por  caminhos preferenciais durante as chuvas intensas e consequentes 
erosões   que   podem   levar   ao   colapso   toda   a  estrutura. 
 
Assim,  deve  ser  previsto  o  confinamento  da  descida  no  talude  de  aterro, 
devidamente   nivelada   e  protegida   com   o  revestimento   indicado   para   os   taludes. 

 
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Descida   d’água   do   tipo   rápido 
 
As   descidas   d'água   podem   ter   a  seção   de   vazão   das   seguintes   formas: 
   
● retangular,   em   calha   tipo   rápido   ou   em   degraus;  
● semicircular   ou   meia   cana,   de   concreto   ou   metálica   ;  
● em   tubos   de   concreto   ou   metálicos. 
● desaconselhável  a  seção  de  concreto  em  módulos,  pois  a  ação  dinâmica  do  fluxo 
pode  acarretar o descalçamento e o desjuntamento dos módulos, o que rapidamente 
atingiria  o  talude,  o  erodindo.  No  caso  da  utilização  de  módulos,  as  peças  deverão 
ser   assentadas   sobre   berço   previamente   construídos. 
 
Quanto  à  execução,  as  descidas  retangulares  podem  ser  executadas  no  local  com 
formas   de   madeira,   em   calha   ou   degraus. 

 
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g.   Saídas   d’Água 

 
 
As  saídas  d'água,  nos  meios  rodoviários  também  denominados  de  entradas d'água, 
são  dispositivos  destinados  a  conduzir  as  águas  coletadas  pelas  sarjetas  de  aterro 
lançando­as   nas   descidas   d'água. 
 
São,  portanto,  dispositivos  de   transição  entre   as   sarjetas  de aterro  e as  descidas 
d'água .  
 
Localizam­se  na  borda  da  plataforma,  junto  aos  acostamentos  ou  em  alargamentos 
próprios  para  sua  execução,  nos  pontos  onde  é  atingido  o  comprimento  crítico  da  sarjeta, 
nos  pontos  baixos  das  curvas  verticais  côncavas,  junto  às  pontes,  pontilhões  e  viadutos  e, 
algumas   vezes,   nos   pontos   de   passagem   de   corte   para   aterro. 
 

Elementos   de   Projeto 
 
As  saídas  d’água  devem  ter  uma  seção  tal  que  permita  uma  rápida  captação  das 
águas   que   escoam   pela   borda   da   plataforma   conduzindo­as   às   descidas   d'água. 
 
O  rebaixamento  gradativo  da  seção  é  um  método  eficiente  de  captação.  O 
rebaixamento  da  borda  deve  ser  controlado  com  rigor,  e  considerado  nas  notas  de  serviço 
de   pavimentação. 
 
Considerando  sua  localização,  as  saídas  d'água  devem  ser  projetadas  obedecendo 
aos   seguintes   critérios: 
 
● Greide   em   rampa:   Neste   caso,   o  fluxo   d'água   se   realiza   num   único   sentido. 

 
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● Curva  vertical  côncava  (ponto  baixo):  Neste  caso  o  fluxo  d’água  se  dá  nos  dois 
sentidos,   convergindo   para   um   ponto   baixo. 

 
 
Quanto  ao  revestimento,  as  saídas  d'água  podem  ser  de  concreto  com  superfície 
lisa   ou   de   chapas   metálicas. 
 
As  saídas  d'água  de  concreto  são  executadas  no  local  conjuntamente  com  as 
descidas  d'água.  As  chapas  metálicas  são  moldadas  no canteiro de obra e fixadas no local, 
através   de   chumbadores. 

 
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h.   Caixas   Coletoras 

 
As   caixas   coletoras   têm   como   objetivos   principais: 
 
● Coletar  as  águas  provenientes  das  sarjetas  e  que  se  destinam  aos  bueiros  de 
greide; 
● Coletar  as  águas  provenientes  de  áreas  situadas  a  montante  de  bueiros  de 
transposição   de   talvegues,   permitindo   sua   construção   abaixo   do  terreno   natural; 
● Coletar  as  águas  provenientes  das  descidas  d'água  de  cortes,  conduzindo­as  ao 
dispositivo   de   deságue   seguro; 
● Permitir a inspeção dos condutos que por elas passam, com o objetivo de verificação 
de   sua   funcionalidade   e  eficiência; 
● Possibilitar  mudanças  de  dimensão  de  bueiros,  de  sua  declividade  e  direção,  ou 
ainda   quando   a  um   mesmo   local   concorre   mais   de   um   bueiro. 
 

Elementos   de   Projeto 
 
As  caixas  coletoras,  quanto  à  sua  função,  podem  ser:  caixas  coletoras,  caixas  de 
inspeção  ou  caixas  de  passagem  e,  quanto  ao  fechamento,  podem  ser  com  tampa  ou 
abertas. 
 
As  c
  aixas   coletoras   localizam­se: 
 
● Nas  extremidades  dos  comprimentos  críticos  das  sarjetas  de  corte,  conduzindo  as 
águas  para  o  bueiro  de  greide  ou  coletor  longitudinal,  que as levará para o deságüe 
apropriado. 
● Nos  pontos de passagem de cortes para aterros, coletando as águas das sarjetas de 
modo  a  conduzi­las  para  o  bueiro,  nos  casos  em  que  as  águas  ao  atingir  o  terreno 
natural   possam   provocar   erosões; 
 

 
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● Nas  extremidades  das  descidas  d'água  de  corte,  quando  se  torna  necessária  a 
condução  das  águas  desses  dispositivos  para  fora  do  corte  sem  a  utilização  das 
sarjetas; 

 
 
● No  terreno  natural,  junto  ao  pé  do  aterro,  quando  se  deseja  construir  um  bueiro  de 
transposição  de  talvegues  abaixo  da  cota  do  terreno,  sendo,  portanto,  inaplicável  a 
boca   convencional; 
● Nos   canteiros   centrais   das   rodovias   com   pista   dupla; 
● Em  qualquer  lugar  onde  se  torne  necessário  captar  as  águas  superficiais, 
transferindo­as   para   bueiros 
 
. As  c
  aixas   de   passagem   localizam­se: 
 
● Onde  houver  necessidade  de  mudanças  de dimensão, declividade, direção ou cotas 
de   instalação   de   um   bueiro; 
● Nos   lugares   para   os   quais   concorra   mais   de   um   bueiro. 
 

 
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As  c
  aixas   de   inspeção   localizam­se: 
 
● Nos  locais  destinados  a  vistoriar  os  condutos  construídos  tendo  em  vista  verificar 
sua   eficiência   hidráulica   e  seu   estado   de   conservação. 
● Nos   trechos   com   drenos   profundos   com   o  objetivo   de   vistoriar   seu   funcionamento. 
 
As   caixas  com  tampa ,   em  forma  de  grelha,  são  indicadas  quando  tem  a  finalidade 
coletora,  sendo  localizadas  em  pontos  que  possam  afetar  a  segurança  do  tráfego  ou  se 
destinem  a  coletar  águas  contendo  sólidos  em  volume  apreciável  e que possam obstruir os 
bueiros   ou   coletores. 
 
As   caixas  com  tampa  removível   são  indicadas  quando  têm  a  finalidade  de 
inspeção   e  de   passagem. 
 
As   caixas  abertas   são  indicadas  quando  têm  finalidade  coletora  e  localizam­se  em 
pontos   que   não   comprometam   a  segurança   do   tráfego. 
 
 

i.   Bueiros   de   Greide 

 
 
Os  bueiros  de  greide  são  dispositivos  destinados  a  conduzir para locais de deságue 
seguro   as   águas   captadas   pelas   caixas   coletoras. 

 
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Localizam­se   nos   seguintes   pontos: 
 
● Nas  extremidades  dos  comprimentos  críticos  das  sarjetas  de  corte  em  seção  mista 
ou  quando,  em  seção  de  corte  for  possível  o  lançamento  da  água  coletada  através 
de  janela  de  corte.  Nas  seções  em  corte,  quando  não  for  possível  o  aumento  da 
capacidade  da  sarjeta  ou  a  utilização  de  abertura  de  janela  no  corte  a  jusante, 
projeta­se  um  bueiro  de  greide  longitudinalmente  à  pista  até  o  ponto  de  passagem 
de   corte­aterro. 
● Nos  pés  das  descidas  d'água  dos  cortes,  recebendo  as  águas  das  valetas  de 
proteção   de   corte   e/ou   valetas   de   banquetas,   captadas   através   de   caixas   coletoras. 
● Nos  pontos  de  passagem  de  corte­aterro,  evitando­se  que  as  águas  provenientes 
das   sarjetas   de   corte   desaguem   no   terreno   natural   com   possibilidade   de   erodi­lo. 
● Nas  rodovias  de  pista  dupla,  conduzindo  ao  deságue  as  águas  coletadas  dos 
dispositivos   de   drenagem   do   canteiro   central. 
 

Bueiro   de   greide   em   aterro 
 

 
Bueiro   de   greide   em   corte 
 
 

 
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Elementos   de   Projeto 
 
Os   elementos   constituintes   de   um   bueiro   de   greide   são; 
 
● caixas  coletoras;  
● corpo; 
● boca. 
 
As  caixas  coletoras  poderão  ser  construídas  de  um  lado  da  pista,  dos dois lados da 
pista  e  ainda  no  canteiro  central.  As  caixas  coletoras  que  atendem  aos  bueiros  de  greide, 
por  estarem  posicionadas  próximo  às  pistas,  são  geralmente  dotadas  de  tampa  em  forma 
de   grelha. 
 
O  corpo  do  bueiro  de  greide  é  constituído  em geral de tubos de concreto armado ou 
metálicos,  obedecendo  às  mesmas  considerações  formuladas  para  os  bueiros  de 
transposição   de   talvegues. 
 
A  boca  será  construída  à  jusante,  ao  nível  do  terreno  ou  no  talude  de aterro, sendo 
neste  caso  necessário  construir  uma  descida  d'água  geralmente  dotada  de  bacia  de 
amortecimento. 
 
Tendo  em  vista  maior  facilidade  de  limpeza,  o   diâmetro  mínimo   a  adotar  para  o 
bueiro   de   greide   é  de  0
  ,80m .  
 

j.   Bacias   de   Amortecimento 

 
 
As  bacias  de  amortecimento,  ou   dissipadores  de  energia  localizados ,   são  obras 
de  drenagem  destinadas,  mediante  a  dissipação  de  energia,  a  diminuir  a  velocidade  da 
água  quando  esta  passa  de  um  dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno 
natural,   de   modo   a  evitar   o  fenômeno   da   erosão. 
 

 
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As  bacias  de  amortecimento  serão  instaladas  de  um  modo  geral  nos  seguintes 
locais: 
 
● No   pé   das   descidas   d’água   nos   aterros;   
● Na   boca   de   jusante   dos   bueiros;   
● Na   saída   das   sarjetas   de   corte,nos   pontos   de   passagem   de   corte­aterro. 
 
É  recomendável  a  utilização  de  dissipador  tipo   rip­rap3  na  saída  das  bacias  de 
amortecimento,  saída  de  bueiros,  e na saída de outros dispositivos cuja velocidade da água 
não   comprometa   seriamente   o  terreno   natural,   justificando   neste   caso   o  projeto  completo 
de   uma   bacia   de   amortecimento. 
 
A  extensão  do   rip­rap ,   deve  ser  adequada  para  a  velocidade  e  volume  d’água  que 
sai  do  dissipador  e  as  condições  do  leito  a  jusante.  Deve  ser  construído  com  as  pedras 
dispostas   em   desordem,   as   quais   devem   possuir   formas   irregulares. 
 
 

k.   Dissipadores   Contínuos 

 
 
O  dissipador contínuo tem como objetivo, mediante a dissipação de energia, diminuir 
a  velocidade  da  água  continuamente  ao  longo  de  seu  percurso,  de  modo  a  evitar  o 
fenômeno   da   erosão   em   locais   que   possa   comprometer   a  estabilidade   do   corpo   estradal. 
 
Localizam­se  em  geral  nas  descidas  d’água,  na  forma  de  degraus  ,  e  ao  longo  do 
aterro,  de  forma  que  a  água  precipitada  sobre  a  plataforma  seja  conduzida  pelo  talude,  de 
forma   contínua,   sem   criar   preferências   e,   portanto,   não   o  afetando. 

3   
Dissipador  r  ip­rap :   Maciço   composto   por   blocos   de   rocha   compactados,   que   ajudam   a  dissipar   a 
energia   do   fluxo   d’água. 
 

 
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Dissipador   contínuo   ao   longo   de   aterro 
 
 

l.   Escalonamento   de   Taludes 

 
 
O  escalonamento  de  taludes  tem  como  objetivo  evitar  que  as  águas  precipitadas 
sobre  a  plataforma  e  sobre  os  taludes,  atinjam,através  do  escoamento  superficial,  uma 
velocidade   acima   dos   limites   de   erosão   dos   materiais   que   os   compõe. 
 
As   banquetas   neste  caso  são  providas  de  dispositivos  de  captação  das  águas, 
sarjetas   de   banqueta,   que   conduzirão   as   águas   ao   deságue   seguro. 
 

Elementos   de   Projeto 
 

 
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Parâmetros   no   escalonamento   do   talude 
 
 
Os  elementos  de  projeto  necessários  ao  cálculo  do  escalonamento  são:  a 
intensidade  de  precipitação,  a  largura  da  plataforma  (L),  o  parâmetro  definidor  da 
declividade  do  talude  (a),  os  coeficientes  de  escoamento  do  talude  e  da  plataforma,  o 
coeficiente  de  rugosidade  de  Strickler, a declividade transversal e longitudinal da plataforma 
e   a  velocidade   admissível   de   erosão   do   talude. 
 

m.   Corta­Rios 

 
Os   corta­rios   são   canais   de   desvio   abertos   com   a  finalidade   de: 
 
● Evitar  que   um   curso   d'água   existente   interfira   com   a  diretriz   da   rodovia,  obrigando 
a   construção   de   sucessivas   obras   de   transposição   de   talvegues. 
● Afastar  as  águas  que  ao  serpentear  em  torno  da  diretriz  da  estrada,  coloquem  em 
risco   a  estabilidade   dos   aterros. 
● Melhorar   a  diretriz   da   rodovia. 
 

 
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n.   Drenagem   de   Alívio   de   Muros   de   Arrimo 

 
A  drenagem  interna  de  estruturas  de  arrimo  tem  por  objetivo  aliviar  as  pressões 
hidrostáticas  e  hidrodinâmicas  do  lençol  d'água  porventura  existente  no  maciço  a  ser 
arrimado,  nas  proximidades  da  obra,  de  modo a diminuir o empuxo total sobre ela . O efeito 
da  água  em  contato  com  a  estrutura  é  apreciável,  chegando  a  dobrar  o  empuxo  calculado 
para   o  solo   sem   água. 
 
O  nível  d'água  no  maciço  e  a  vazão  d'água  a  ser  percolada  através  do  sistema  de 
drenagem   são   elementos   vitais   para   o  projeto   da   drenagem. 
 
O  sistema  de  drenagem  serve  ainda  para  captar  possíveis  infiltrações  devidas  a 
rupturas  em  canalizações  de  serviços  públicos,  causa  comum  de  colapso  de  obras  de 
arrimo   em   áreas   urbanas. 
 
O posicionamento dos elementos drenantes é crucial para o desempenho e o cálculo 
dos   esforços   atuantes   na   obra. 

 
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O  emprego  de  drenos  sub­horizontais  é  muito  eficiente  e  frequentemente  adotado 
em   cortinas. 
 

 
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Os   barbacãs   são  drenos  curtos  cuja  função é retirar a água acumulada atrás de um 
muro   de   arrimo   ou   de   qualquer   obra   que   esteja   em   contato   com   o  solo. 
 

 
 
Um  projeto  de  obra  de  contenção  deve  necessariamente  enfatizar  os  detalhes  de 
drenagem,  apresentando  métodos  executivos  e  fornecendo  os  elementos  necessários  a 
uma   boa   execução   dos   serviços. 
 
A  substituição  de  camadas  de  materiais  granulares  filtrantes  por materiais sintéticos 
(geotêxteis) é possível, devendo ser o seu uso objeto de uma análise técnico­econômica em 
função  de  suas  facilidades  de  instalação  e  características  de  desempenho  em  confronto 
com  eventuais  dificuldades  de  instalação  e  não  disponibilidade  dos  materiais  granulares 
filtrantes. 
 
O  dimensionamento  do  geotêxtil  tem  que  ser  criterioso,  de  acordo  com  o  métodos 
constantes  na  literatura  e  nas  recomendações  dos  fabricantes  de  forma  a  tentar  atingir  o 
melhor   desempenho. 
 

 
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As  camadas  drenantes  podem  ser  substituídas  por  tubos­dreno  de  plástico 
perfurados,  revestidos  por  envelope  apropriado.  O  envelope  deve  seguir  os  critérios  de 
proteção  contra  a  erosão  do  solo  e  deve  ser  escolhido  em  função  do  tipo  de solo ou aterro 
através  das  curvas  granulométricas.  Materiais  comumente  utilizados  são  as  mantas 
geotêxteis,  misturas  de  solo,  areias  grossas,  pedriscos,  seixos  rolados,  lavados  e 
peneirados   e  pedras   britadas,   entre   outros. 
 
Para cálculo do diâmetro do tubo, deve­se levar em conta a contribuição que o dreno 
recebe  por  metro  linear,  a  declividade  do  tubo,  o  comprimento  do  muro  e  a  capacidade  de 
vazão   do   dreno   atestada   pelo   fabricante 
 
 

4.   Drenagem   do   Pavimento 
 
 
O  avanço  da  técnica  da  drenagem  dos  pavimentos  tem  sido  grande  nas  últimas 
décadas  e  os  técnicos  vêm  reconhecendo  cada  vez  mais  a  sua  importância.  De  um  modo 
geral,  essa  drenagem  se  faz  necessária, no Brasil, nas regiões onde anualmente se verifica 
uma  altura  pluviométrica  maior  do  que  1.500  milímetros  e  nas  estradas  com  um  TMD 
(tráfego   médio   diário)   de   500   veículos   comerciais. 
 
Seu  objetivo  é  defender  o  pavimento  das  águas  que  possam  danificá­lo,  originárias 
de  infiltrações  diretas  das  precipitações  pluviométricas  e  aquelas  provenientes  de  lençóis 
d’água   subterrâneos. 
 
Essas  águas,  que  atravessam  os  revestimentos  numa  taxa  variando  de  33  a  50  % 
nos  pavimentos  com  revestimentos  asfálticos  e  de  50  a  67  %  nos  pavimentos  de  concreto 
cimento,  segundo pesquisa realizada, podem causar sérios danos à estrutura do pavimento, 
inclusive   base   e  sub­base,   se   não   forem   adotadas   dispositivo   especial   para   drená­las. 
 
Os   dispositivos   usados   são:: 
 
● camada   drenante; 
 

 
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● drenos   rasos   longitudinais; 
● drenos   laterais   de   base; 
● drenos   transversais. 
 

a.   Camada   Drenante 

 
É  uma  camada  de  material  granular,  com  granulometria  apropriada  colocada  logo 
abaixo  do  revestimento,  seja  ele  asfáltico  ou  de  concreto  de  cimento,  com  a  finalidade  de 
drenar   as   águas   infiltradas   para   fora da   pista   de   rolamento. 
 
As  bases  drenantes  localizam­se  entre  o  revestimento  e  a  base  e  se  estendem  até 
os   drenos   rasos   longitudinais   ou   as   bordas   livres.   As   figuras   mostram   a  posição   em   que   são 
colocadas,  em  relação  aos  demais  elementos  do  pavimento,  sendo  que  a  segunda  é 
utilizada   nos   casos   em   que   é  possível   conectar   com   os   drenos   profundos,   caso   existentes. 
 

 
Camada   drenante 

 
Camada   drenante   conectada   a  dreno   profundo 

 
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b.   Drenos   Rasos   Longitudinais 

 
São  drenos  que  recebem  as  águas  drenadas pela camada drenante, aliviadas pelos 
drenos  laterais  e transversais que recebem as águas por ele transportadas, quando atingida 
sua   capacidade   de   vazão,   conduzindo­as   para   fora   da   faixa   estradal. 
 
Deverão  ser  construídos  quando  não  é  técnica  e  economicamente  aconselhável  a 
extensão  da  camada  drenante  a  toda  largura  da  plataforma  ou  quando  não  é  possível,  ou 
aconselhável,  interconectar  a  camada  drenante  com  drenos  longitudinais  profundos  que se 
façam   necessários   ao   projeto. 
 
Os  drenos longitudinais são localizados abaixo da face superior da camada drenante 
e   de   modo   que   possam   receber   todas   as   suas   águas. 
 
A  forma  do  dreno  longitudinal  é  a  de  um  pentágono  achatado  ou  de  um  retângulo, 
com   a  face   superior   localizada   no   prolongamento   da   face   superior   da   base   drenante. 
 
Os materiais usados terão, no mínimo, a mesma condutividade hidráulica da camada 
drenante. 
 

c.   Drenos   Laterais   de   Base 

 
São  drenos  que  tem  a  função  de  recolher  as  águas  que  se  infiltram  na  camada  de 
base,  sendo  usualmente  utilizados  nas  situações  em  que  o  material  da  base  dos 
acostamentos   apresenta   baixa   permeabilidade,   encaminhando­as   para   fora   da   plataforma. 
 
Têm a mesma função dos drenos rasos longitudinais, qual seja, a de recolher a água 
drenada   pela   camada   drenante,   porém   explorando   mais   a  sua   capacidade   de   escoamento. 
 
As  águas  drenadas  passam  a  correr  junto  à  base  dos  acostamentos  até  esgotar  a 
capacidade  da  camada  drenante  quando  serão  captadas  pelos drenos laterais de base que 
as   conduzirão   a  lugar   de   deságue   seguro,   atravessando   os   acostamentos. 

 
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Os  drenos  laterais  de  base posicionam­se no acostamento entre a borda da camada 
drenante  e  a  borda livre, provocando o fluxo das águas segundo geralmente a reta de maior 
declive   determinada   pelas   declividades   longitudinal   e  transversal   do   acostamento. 
 
Os  materiais  dos  drenos  laterais  de  base  devem  ser  inertes  e  ter,  pelo  menos,  os 
valores  dos  coeficientes  de  condutividade  hidráulica  dos  materiais  usados  nas  respectivas 
camadas   drenantes. 

d.   Drenos   Transversais 

 
São  os  drenos  posicionados  transversalmente  à  pista  de  rolamento  em  toda  a 
largura  da  plataforma,  sendo,  usualmente,  indicada  sua  localização  nos  pontos  baixos  das 
curvas   côncavas,   ou   em   outros   locais   onde   se   necessitar   drenar   as   bases. 
 
Destinados  a  drenar  as  águas  que  atravessam  as  camadas  do  pavimento,  ou  suas 
interfaces,  longitudinalmente,  são  indicados  nos  seguintes  locais:  em  pontos  baixos  das 
curvas  verticais  côncavas;  nos  locais  em  que  se  deseje  drenar  águas  acumuladas  nas 
bases   permeáveis,   não   drenadas   por   outros   dispositivos   (caso   das   restaurações). 
 
Os  drenos  transversais  do  pavimento  são  projetados  como   drenos  cegos ,   isto  é, 
sem   tubos ,   ou   com   tubos­dreno   ranhurados   ou   perfurados. 
 
Os  materiais  usados  nos  drenos  transversais,  com  tubos  ou  sem  tubos,  devem  ter 
coeficientes  de  condutividade  hidráulica  maiores  ou,  pelo  menos, iguais aos agregados das 
bases  drenantes,  no  caso  de  pavimentos  existentes  ou  camadas  drenantes,  no  caso  de 
projetos   novos. 

 
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5.   Drenagem   Subterrânea   ou   Profunda 
 
 
Os  drenos  profundos  têm  por  objetivo  interceptar  e  rebaixar  o  lençol  d’água 
subterrâneo  para  impedir  a  deterioração  progressiva  dos  suportes  das  camadas  dos 
terraplenos   e  pavimentos. 
 
No  que  interessa  à  drenagem  das  estradas,  a  água  das  chuvas  tem  dois  destinos: 
parte  escorre  sobre  a  superfície  dos  solos  e  parte  se  infiltra,  podendo  formar  lençóis 
subterrâneos. 
 

 
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É  claro  que  estas  situações  não  são  únicas  e  distintas,  havendo  variação  das 
condições   em   função   das   graduações   que   tornam  os  solos  mais  ou  menos  permeáveis  ou 
impermeáveis,  criando  condições  próprias  para cada região, influenciadas pelo tipo de solo, 
topografia   e  clima. 
 
Há  ainda  um  terceiro  aspecto  pelo  qual  a  água  se  apresenta:  a  "franja  capilar", 
resultante  da  ascensão  capilar  a  partir  dos  lençóis  d'água,  obedecendo  às  leis  da 
capilaridade.  A  influência  produzida  pela  "franja  capilar"  deve  ser  eliminada,  ou  reduzida, 
pelos   rebaixamentos   dos   referidos   lençóis   freáticos. 
 
De  um  modo  ou  de  outro,  há  sempre  a  necessidade  indiscutível  de  manter­se  o 
lençol  freático  a  profundidades  de 1,50 a 2,00 metros do subleito das rodovias, dependendo 
do   tipo   de   solo   da   área   considerada. 
 
Para  resolver  os  problemas  causados  pela  água  de  infiltração,  empregam­se  os 
seguintes   dispositivos: 
   
● Drenos   profundos;  
● Drenos   espinha   de   peixe;   
● Colchão   drenante;   
● Drenos   horizontais   profundos;  
● Valetões   laterais;  
● Drenos   verticais   de   areia. 
● conhecimento da   topografia   da   área; 
● observações   geológicas   e  pedológicas   necessárias,   com   obtenção   de   amostras  dos 
solos  por  meio  de  sondagens  a  trado,  percussão,  rotativa  e  em  certos  casos,  por 
abertura   de   poços   a  pá   e  picareta; 
● conhecimento da  pluviometria  da  região,  por  intermédio  dos  recursos  que  oferece  a 
hidrologia. 
 
 

a.   Drenos   Profundos 

 
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Os  drenos  profundos  têm  por  objetivo  principal   interceptar  o  fluxo  da  água 
subterrânea  através  do  rebaixamento  do  lençol  freático,  impedindo­o  de  atingir  o 
subleito .  
 
Os  drenos  profundos são instalados, preferencialmente, em profundidades da ordem 
de   1,50  a  2,00m ,  tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e, consequentemente, 
proteger   o  corpo   estradal. 
 
Devem  ser  instalados  nos  trechos  em  corte,  nos  terrenos  planos  que  apresentem 
lençol  freático  próximo  do subleito, bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas 
ao   pé   dos   taludes. 
 
Os   materiais   empregados  nos  drenos  profundos  diferenciam­se  de  acordo  com  as 
suas   funções,   a  saber: 
 
● materiais   filtrantes:   areia,   agregados   britados,   geotêxtil,   etc. 
● materiais   drenantes:   britas,   cascalho   grosso   lavado,   etc. 
● materiais  condutores:  tubos  de  concreto  (porosos  ou  perfurados),  cerâmicos 
(perfurados),  de  fibro­cimento,  de  materiais  plásticos  (corrugados,  flexíveis 
perfurados,   ranhurados)   e  metálicos. 
 
Há casos em que não são colocados tubos no interior dos drenos. Nestes casos eles 
são   chamados   de  d
  renos   cegos .  
 
Os  drenos  profundos  devem  ser  instalados  nos  locais  onde  haja  necessidade  de 
interceptar  e  rebaixar  o  lençol  freático,  geralmente  nas  proximidades  dos  acostamentos. 
Nos  trechos  em  corte,  recomenda­se  que  sejam  instalados,  no  mínimo,  a  1,50m  do  pé dos 
taludes,   para   evitar   futuros   problemas   de   instabilidade. 
 
Podem,  também,  ser  instalados  sob  os  aterros,  quando  ocorrer  a  possibilidade  de 
aparecimento  de  água  livre,  bem  como  quando  forem  encontradas  camadas  permeáveis 
sobrepostas  a  outras  impermeáveis,  mesmo  sem  a  presença  de  água  na  ocasião  da 
pesquisa   do   lençol   freático. 
 
 

 
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Execução   de   dreno   profundo 
 
 

Elementos   de   Projeto 
 
Os  drenos  profundos  são  constituídos  por  vala,  materiais  drenante  e  filtrante, 
podendo   apresentar   tubos­dreno,   juntas,   caixas   de   inspeção   e  estruturas   de   deságue. 
 
No  caso  de  drenos  com  tubos  podem  ser  utilizados  envoltórios  drenantes  ou 
filtrantes   constituídos   de   materiais   naturais   ou   sintéticos. 
 
As   valas ,   abertas  manual  ou  mecanicamente,  devem  ter  no  fundo  a largura mínima 
de  50cm e de boca a largura do fundo mais 10 cm. Sua altura vai depender da profundidade 
do   lençol   freático   podendo   chegar   a  1,50   m,   ou   no   máximo   2,00m. 
 
O   material  de  enchimento   da  vala  pode  ser  filtrante  ou  drenante.A  função  do 
material  filtrante   é  permitir  o  escoamento  da  água  sem  carrear  finos  e consequentemente 
evitar  a  colmatação  do  dreno,  podendo  ser  utilizados  materiais  naturais  com  granulometria 
apropriada (areias) ou geotêxteis. A função do  material drenante é a de captar e ao mesmo 

 
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tempo  conduzir  as  águas  a  serem  drenadas,  devendo  apresentar  uma  granulometria 
adequada   à  vazão   escoada. 
 
Devem  ser  constituídos  por   tubos   de  concreto,  de  cerâmica,  de  plástico  rígido  ou 
flexível   corrugado,   e  metálicos.   Os   diâmetros   dos   tubos   comerciais   variam   de   10   a  15   cm. 
 
Na  medida  da  necessidade,  poderão  ser  perfurados,  no  canteiro  de obras, tubos de 
diâmetros   maiores. 

 
Tubo   de   concreto   poroso   para   dreno 
 
Normalmente,  os  tubos  deverão  ser  instalados  com  os  furos  voltados  para  baixo, 
mas  em  casos  especiais  de  terrenos  altamente  porosos  ou  rochas  com  fendas  amplas,  os 
furos   devem   ser   voltados   para   cima. 
 
A   posição  dos  furos ,   voltados  para  cima,  exige  que  se  encha  a  base  da  vala  do 
dreno  com  material  impermeável  até  a  altura  dos  furos  iniciais e na outra condição deve­se 
colocar   filtro   como   material   de   proteção   no   fundo   da   vaIa. 
 
No  caso  de   tubos  plásticos  corrugados  flexíveis ,   por  disporem  de  orifícios  em 
todo   o  perímetro,   não   há   necessidade   de   direcionar   as   aberturas   de   entrada   d'água. 

 
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Cano   dreno   flexível 
 

 
Seções   de   drenos   profundos 
 

b.   Drenos   em   Espinhas   de   Peixe 

 
São  drenos  destinados  à   drenagem  de  grandes  áreas ,    pavimentadas  ou  não ,  
normalmente  usados  em  série,  em  sentido  oblíquo  em  relação  ao  eixo  longitudinal  da 
rodovia   ou   área   a  drenar. 
 
Geralmente  são  de   pequena  profundidade   e,  por  este  motivo,  sem  tubos,  embora 
possam   eventualmente   ser   usados   com   tubos. 

 
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● Podem  ser  exigidos  em   cortes , quando  os   drenos  longitudinais  forem 
insuficientes  para   a  drenagem   da   área. 
● Podem   ser   projetados   em   terrenos   que   receberão  a
  terros   e  nos  quais  o   lençol 
freático  e
  stiver   próximo   da   superfície .  
● Podem  também  ser  necessários  nos   aterros   quando  o   solo  natural   for 
impermeável .  
 
Conforme  as  condições  existentes  podem  desaguar  livremente  ou  em  drenos 
longitudinais. 
 

 
Drenos   em   espinha   de   peixe 
 

c.   Colchão   Drenante 

 
O  objetivo  das  camadas  drenantes  é  drenar  as  águas,  situadas  a  pequena 
profundidade  do  corpo  estradal,  em  que  o  volume  não  possa  ser  drenado  pelos  drenos 
espinha   de   peixe. 
 
São   usadas: 
 
● nos   cortes   em   rocha; 
● nos   cortes   em   que   o  lençol   freático   estiver   próximo   do   greide   da  terraplenagem; 
● na   base   dos   aterros   onde   houver   água   livre   próximo   ao   terreno   natural; 
● nos   aterros   construídos   sobre   terrenos   impermeáveis. 
 

 
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A  remoção  das  águas  coletadas  pelos  colchões  drenantes  deverá  ser  feita  por 
drenos   longitudinais. 
 

 
Colchão   drenante   e  drenos   rasos   longitudinais 
 
 

d.   Drenos   Sub­Horizontais 

 
Os  drenos  sub­horizontais  são  aplicados  para  a  prevenção  e  correção  de 
escorregamentos  nos  quais  a  causa  determinante  da  instabilidade  é  a  elevação  do  lençol 
freático  ou  do  nível  piezométrico  de  lençóis  confinados.  No  caso  de  escorregamentos  de 
grandes   proporções,   geralmente   trata­se   da   única   solução   econômica   a  se   recorrer. 
 
São  constituídos  por  tubos  providos  de  ranhuras  ou  orifícios  na  sua  parte 
SUPERIOR,  introduzidos  em  perfurações  executadas  na  parede  do  talude,  com  inclinação 
próxima  à  horizontal.  Os  tubos  drenam a água do lençol ou lençóis, aliviando a pressão nos 
poros.  Considera­se mais importante que o alívio da pressão a mudança da direção do fluxo 
d’água,  orientando­se  assim  a  percolação  para  uma  direção  que  contribui  para  o  aumento 
da   estabilidade. 
 
Em  solos  ou  rochas  permeáveis  ou  muito  fraturadas  a  vazão  pode  ser  grande, 
enquanto  que  em  solos  menos  permeáveis  a  vazão  pode  ser  pequena  ou  nula,  embora  o 

 
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alívio  de  pressão  esteja  presente;  neste  caso  as  vazões  podem  ser  tão  pequenas  que  a 
água  recolhida  evapora  ao  longo  de  seu  caminho  no  interior  do  tubo,  sendo  porém  seu 
efeito  positivo.  Neste  último  caso,  somente  com  a  instalação  de  instrumentação  adequada 
poderá   este   efeito   ser   aquilatado. 
 

 
 
 

e.   Valetões   Laterais 

 
Existem  casos  em  que  se  recomendam  os  valetões  laterais  formados  a  partir  do 
bordo  do  acostamento,  sendo  este  valetão  constituído,  de  um lado, pelo acostamento, e do 
outro   pelo   próprio   talude   do   corte,   processo   este   designado   por   falso­aterro. 
 
Não  obstante  a  economia  obtida  no  sistema  de  drenagem,  a  estrada  ficará  sem 
acostamento  confiável  na  época  das  chuvas  e  nos  tempos  secos  terá  um  acostamento 
perigoso,  face  à  rampa  necessária,  a  não  ser  que  hajam  alargamentos  substanciais,  o  que 

 
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equivale  a dizer que os valetões laterais vão funcionar independentemente da plataforma da 
rodovia. 
 
O  dispositivo,  por outro lado, em regiões planas, pode exercer sua dupla função sem 
dificuldade,   visto   poder   trabalhar   como   sarjeta   e  dreno   profundo,   ao   mesmo   tempo. 
 
Recomenda­se  o  revestimento  dos taludes do canal com gramíneas. A profundidade 
do   mesmo   será   de   1.5   a  2.0   m  e  os   taludes   de   3:2,   quando   possível. 

 
 

f.   Drenos   Verticais 

 
Os  drenos  verticais  de  areia consistem, basicamente, na execução de furos verticais 
penetrando  na  camada  de  solo  compressível,  nos  quais  são  instalados  cilindros  com 
material  granular  de  boa  graduação.  A  compressão  decorrente  expulsa  a  água  dos  vazios 
do  solo mole o que, aliado ao fato de que normalmente a permeabilidade horizontal é menor 
que   a  vertical,   faz   com   que   se   reduza   o  tempo   de   drenagem. 
 
O  uso  dos  drenos  de  areia,  apesar  de  ser  uma  solução  onerosa,  ao ser empregada 
deve  sempre  ser  precedida  de  ampla  investigação  técnica­econômica,  sendo indicada para 
acelerar  o  aumento  da  resistência  ao  cisalhamento  e,  assim,  contribuir para a estabilização 
do  aterro  ou  da  fundação  e  para  apressar,  igualmente,  o  processo  de  adensamento, 

 
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diminuindo,  pois,  os  recalques  pós­construção.  O  processo  de  adensamento  com  drenos 
fibro­químicos   tem   a  mesma   sistemática. 
 

 
 

6.   Bibliografia 
 
1. MAIA  ARAUJO,  Joacy  Victor.   Manual  de  Engenharia  Civil  para  Concursos. 
Brasília,   2017. 
2. Brasil.  Departamento   Nacional   de   Infraestrutura   de   Transportes   ­  DNIT.   Glossário 
de   Termos   Técnicos   Rodoviários .   Rio   de   Janeiro,   1997. 
3. _____.  Departamento  Nacional  de  Infraestrutura  de  Transportes  ­  DNIT.  Manual  de 
Implantação   Básica   de   Rodovia .   Rio   de   Janeiro,   2010. 
4. _____.  Departamento  Nacional  de  Infraestrutura  de  Transportes  ­  DNIT.  Manual  de 
Drenagem   de   Rodovias .   Rio   de   Janeiro,   2006. 
5. _____.  Departamento  Nacional  de  Infraestrutura  de  Transportes  ­  DNIT.   Manual  de 
Hidrologia   Básica   para   Estruturas   de   Drenagem .   Rio   de   Janeiro,   2005. 
6. _____.   Departamento   Nacional   de   Infraestrutura   de   Transportes   ­  DNIT.  M
  anual  de 
Pavimentação .   Rio   de   Janeiro,   2006. 
7. _____.  Departamento  Nacional  de  Infraestrutura  de  Transportes  ­  DNIT.   Diretrizes 
Básicas  para  Elaboração  de  Estudos  e  Projetos  Rodoviários  ­  Escopos 
Básicos   /  Instruções   de   Serviço .   Rio   de   Janeiro,   2006. 
 

 
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