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DIREITO PROCESSUAL

CONSTITUCIONAL

Controle
Concentrado de
Constitucionalidade
Origem:

 CF/46- CF/67 – Ação interventiva (único


legitimado- Procurador Geral da
República).
Controle de Difuso Concentrado
Constitucionali-
dade
Objetivo É a inconstitucionalidade É a inconstitucionalidade
da lei ou ato normativo. da lei ou ato normativo.
Objeto da ação A inconstitucionalidade A inconstitucionalidade é
é um incidente ao o objeto principal da lide.
processo comum. O
Objeto da ação é uma
obrigação qualquer.
Finalidade A garantia de direitos Expelir, do sistema
subjetivos, liberando jurídico, lei ou ato
alguém do cumprimento normativo
de uma lei inconstitucional. A
inconstitucional. A finalidade é o exame da
finalidade é o exame do validade da lei. (objeto
incidente em um da lide)
processo comum
I- AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE GENÉRICA
 Finalidade: o exame da validade da lei em si;
 De ordem pública, vigorando o princípio da
indisponibilidade, o autor não pode desistir
da ação e do pedido.
 Art. 169,§1º do Regimento Interno do STF:
“Proposta a representação, não se admitirá
desistência, ainda que ao final o PGR, se
manifeste pela sua improcedência”. (Art. 5º
da Lei 9.868/99).
1-Competência:

A competência originária para o


julgamento e processamento da ação
direta de inconstitucionalidade é do
Supremo Tribunal Federal, nos termos do
art. 102,I,a, da Constituição Federal.
2-Legitimados:
 Legitimidade ativa: art. 103 da CF; (rol taxativo)

 Art. 103 da CF/88-


 I- Presidente da República;
 II- a Mesa do Senado Federal;
 III- a Mesa da Câmara dos Deputados;
 IV- a Mesa de Assembleia Legislativa ou da
Câmara Legislativa do Distrito Federal;
 V- o Governador do Estado ou do Distrito Federal;
 VI- o Procurador- Geral da República;
 VII- o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil;
 VIII- partido político com representação
no Congresso Nacional;
 IX- confederação sindical ou entidade de
classe de âmbito nacional.
 Legitimidade passiva: as autoridades ou órgãos
responsáveis pela edição do ato impugnado.
 “Entidades privadas não podem figurar no polo
passivo do processo de ação direta de
inconstitucionalidade. O caráter necessariamente
estatal do ato suscetível de impugnação em
ação direta de inconstitucionalidade exclui a
possibilidade de intervenção formal de mera
entidade privada no polo passivo da relação
processual” (STF, AgRg em ADIn 1.254-1-RJ Relator
Min. Celso de Mello, j. 14.08.96, DJ 19-09-97.
2.1-Legitimidade Universal e
Limitada:
 - A CF consagrou a legitimidade concorrente e
restrita.
 -Legitimidade Ativa Universal: algumas entidades
possuem legitimidade para propor a ação direta
de inconstitucionalidade referente a qualquer
tema.
 -Legitimidade Ativa Limitada: se exige prova da
pertinência temática, definida como requisito
objetivo da relação de pertinência subjetiva entre
a defesa do interesse especifico do legitimado e
o objeto da própria ação. A legitimidade é
limitada ao interesse de cada entidade.
2.2-Legitimados ativos:

 A- Chefe do Poder Executivo;


 -Presidente da República: Legitimado Universal
(tem interesse de agir presumido) ; detêm
capacidade postulatória

 -Governador de Estado e do Distrito Federal:


Legitimado Especial ou Limitado a demonstração
de pertinência temática( demonstração de que o
tema por eles deduzido em juízo guarda direta
relação com os seus objetivos institucionais);
detêm capacidade postulatória.
OBS: 1
 -O STF já entendeu que o Chefe do Poder
Executivo, desde que não figure no polo
passivo da relação processual, pode
ingressar com ação direta de
inconstitucionalidade, mesmo que tenha
sancionado a lei:
 -Eventual sanção da lei questionada não
obsta, pois, à admissibilidade da ação direta
proposta pelo Chefe do Executivo, mormente
se demonstrar que não era manifesta, ao
tempo da sanção, a ilegitimidade suscitada.
OBS: 2
 EMENTA: AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE- LEGITIMIDADE
ATIVA- IMPOSSIBILIDADE DE O GOVERNADOR
DO ESTADO, QUE JÁ FIGURA COMO ÓRGÃO
REQUERIDO, PASSAR À CONDIÇÃO DE
LITISCONSÓRCIO ATIVO- MEDIDA CAUTELAR
NÃO REQUERIDA PELO AUTOR- PEDIDO
ULTERIORMENTE FORMULADO PELO SUJEITO
PASSIVO DA RELAÇÃO PROCESSUAL-
IMPOSSIBILIDADE- NÃO CONHECIMENTO. (STF,
ADIn 902-8, Rel. Min Marcos Aurélio, j.03-03-94,
DJ 22-04-94)
 B-Mesas das Casas Legislativas (ART.
58,§1º,CF) (Composição- Presidente, 1º Vice-
Presidente, 2º Vice e 04 secretários com 04
suplentes)
 -Mesa da Câmara dos Deputados e Mesa do
Senado Federal = Legitimado Universal;
detêm capacidade postulatória;

 -Assembleia Legislativa e Câmara Legislativa


do Distrito Federal =Legitimado Especial ou
Limitado; detêm capacidade postulatória.
 C- Procurador Geral da República e Conselho
Federal da Ordem dos Advogados do Brasil:

 Procurado Geral da República:


 (Art.128,§1º, CF) Legitimado Universal; detêm
capacidade postulatória;

 Conselho Federal da Ordem dos Advogados do


Brasil:
 (Art.133, CF) Legitimado Universal; detêm
capacidade postulatória.
OBS:1
 Poderão propor sobre qualquer tema e
sobre atos ou leis emanados de qualquer
das duas esferas federativas (União e
Estados). Por ser as duas instituições
essenciais à administração da justiça, nos
termos dos Arts. 127 a 133 da CF,
exercem sua função de defensores da lei
na plenitude.
OBS:2
 O Ministério Público, em termos oficiais, e a
Ordem dos Advogados, sem a vinculação
expressa com o Poder, o que lhe outorga
mais liberdade, visto que seus dirigentes não
são nomeados pelo Presidente da República.
 Tem, pois, o Ministério Público obrigação
específica de ser o guardião da lei, enquanto
o Conselho Federal possui obrigação
genérica, por decorrência de sua ação,
sendo mais condicionada a competência do
parquet e mais abrangente a da OAB.
 D- Partidos Políticos com Representação
Nacional:
 Legitimados Universais; Não detêm
capacidade postulatória;
 São associações civis que têm por objetivo
assegurar, no interesse do regime
democrático, a autenticidade do sistema
representativo e defender direitos
fundamentais definidos na Constituição
Federal (art. 17da CF, c/c a Lei nº 9.096/95).
 -O Partido Político, nas ações diretas de
inconstitucionalidade ajuizadas perante o
STF, é representado pelo Presidente de
seu Diretório Nacional, independente de
prévia audiência de qualquer outra
instância partidária, exceto na hipótese
de existir prescrição de ordem legal ou
de caráter estatutário dispondo em
sentido diverso.
OBS:
O STF entendeu que “a aferição da
legitimidade deve ser feita no momento
da propositura da ação e que a perda
superveniente de representação do
partido político no Congresso Nacional
não o desqualifica como legitimado ativo
para a ação direta de
inconstitucionalidade.”(Informativo nº356
do STF)
 Tal entendimento se coaduna com o
princípio da indisponibilidade do interesse
público presente na ação direta de
inconstitucionalidade. Uma vez iniciada,
não há que falar em perda superveniente
da legitimidade.
E-Confederação sindical ou entidade de
classe de âmbito nacional:

 Legitimidade Especial ou Limitada;


 -Não detêm capacidade postulatória;
 -Não depende de autorização especifica
de seus afiliados;
OBS:
 -A jurisprudência do STF tem consignado, no
que concerne ao requisito da espacialidade,
que o caráter nacional da entidade de
classe não decorre de mera declaração
formal.
 Essa particular característica de índole
especial pressupõe, além da atuação
transregional da instituição a existência de
associados ou membros em pelo menos nove
Estados da Federação. Precedente: ADIn
386. (STF, ADIn 79-9, DF, Rel. Min. Celso de
Mello,j. 13-04-92, DJ, 05-06-92)
 -Trata-se de critério objetivo, fundado na
aplicação analógica da Lei Orgânica
dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95, art. 7º,
§1º).
 -Exige-se também, a estrutura prevista no
art. 535 da CLT, que dita: “As
Confederações organizar-se-ão com o
mínimo de 3(três) federações e terão
sede na Capital da República”.
EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade. Ilegitimidade
ativa.
-Essa Corte já firmou entendimento(assim, a título
exemplificativo, nas ADIns 488,505,689,772,935,1343 e 1508) de
que das entidades sindicais apenas as Confederações que
estão organizadas nos moldes exigidos pela Consolidação
das Leis do Trabalho é que tem legitimidade para propor
ação direta de inconstitucionalidade, não a tendo, portanto,
as Federações ou os Sindicatos ainda que nacionais por não
serem entidades sindicais de grau máximo.
No caso, tratando-se a requerente de entidade sindical que
se caracteriza como Federação Nacional, não tem ela
legitimidade para propor ação direta de
inconstitucionalidade.(STF, ADIn 1.795-7-PA, Rel. Min. Moreira
Alves, j. 19-03-98, DJ 30-04-98)
 -Presidente da República;
 -Mesa do Senado Federal;
 -Mesa da Câmara dos
Legitimidade
Deputados;
 -Procurador Geral da
República;
Universal  -Conselho Federal da
Ordem dos Advogados do
Brasil;
 -Partido Político com
representação no
Congresso Nacional.
 - Mesa da Assembleia
Legislativa;
 -Mesa da Câmara
Legislativa do Distrito
Legitimidade Federal;
 -Governador do Estado;
Limitada  -Governador do Distrito
Federal;
 -Confederação Sindical
ou entidade de classe
de âmbito nacional.
3-Prazo para propositura:
 - O exercício do direito de ação de
inconstitucionalidade não está sujeito a
qualquer prazo de natureza prescricional ou
decadencial, pois os atos inconstitucionais
não se convalidam por decurso do tempo.
 Súmula 360 do STF: “Não há prazo de
decadência para a representação de
inconstitucionalidade prevista no art. 8º,
parágrafo único, da Constituição Federal” (a
referência é ao texto constitucional de 1946 e
corresponde ao art. 103 da atual
Constituição)
4-Papel do Advogado Geral
da União:
 - O AGU atua como curador especial do princípio
da presunção de constitucionalidade das leis ou
atos normativos, cabendo a ele a defesa da
constitucionalidade da norma objeto da
ação.(art. 103, §3º, CF)
 -A função processual do AGU, nos processos de
controle de constitucionalidade por via de ação,
é eminentemente defensiva. Ocupa, dentro da
estrutura formal desse processo objetivo, a
posição de órgão agente, posto que não lhe
compete opinar e nem exercer a função
fiscalizadora já atribuída ao PGR.
 O AGU, atua como verdadeiro curador (defensor
legis)das normas infraconstitucionais, inclusive,
aquelas de origem estadual, e velando pela
preservação de sua integridade e validez jurídicas
no âmbito do sistema de direito positivo.
 - Não cabe ao AGU, em controle abstrato,
ostentar posição processual contrária ao ato
estatal impugnado, sob pena de frontal
descumprimento do munus indisponível que lhe
foi imposto pela própria Constituição da
República.
5-Papel do Procurador Geral
da República:
- O PGR, atua como custos legis, ou seja,
fiscal da lei, opinando e exercendo
função fiscalizadora;

 -Por
força do art. 103, §1º da CF, o PGR
será ouvido em todos os processos de
competência do STF.
 -Emvirtude da independência funcional
dos membros do Ministério Público, nos
termos do art 127, §1º da CF, o PGR,
mesmo nas ações diretas de
inconstitucionalidade por ele propostas,
poderá ao final manifestar-se por sua
improcedência.
6-Processo Objetivo:
 -Os legitimados buscam a defesa da ordem
constitucional objetiva (interesse genérico de
toda a coletividade).
 Consiste em um instrumento de fiscalização
abstrata de normas, inaugurando processo
objetivo de defesa da Constituição.
 -È um processo objetivo sem sujeitos,
destinado a pura e simplesmente , à defesa
da Constituição.
 AUTOR→ Pessoas elencadas no art. 103
da CF, que agem em nome e interesse
próprio e também alheio.
 RÉU→ È o órgão emanador do ato, cuja
inconstitucionalidade está sendo arguida.
 JUIZ→ Supremo Tribunal Federal.
7-Objeto da ação:
 -Tem por objeto a validação da norma
pública em tese, independente da
existência de caso concreto.
 - A declaração da inconstitucionalidade
é o objeto principal da ação.
 - Tem por objeto norma abstrata
analisada em face da CF, sendo o
controle repressivo relativo ao direito pós-
constitucional e infraconstitucional.
 -O
direito não estatal não é passível do
controle de constitucionalidade.
8-Controle Abstrato:

-O controle concentrado é exercido em


abstrato, não sendo possível o controle de
normas de efeitos concretos, pois o objeto
da ação deve ser norma dotada de
abstração, generalidade e
impessoalidade.
 “ Atos estatais de efeitos concretos, ainda
que veiculados em texto de lei formal, não se
expõem, em sede de ação direta, à
jurisdição constitucional abstrata do STF. A
ausência de densidade normativa no
conteúdo do preceito legal impugnado
desqualifica-o enquanto objeto
juridicamente inidôneo – para o controle
normativo abstrato” (STF,ADIn 842-1-DF, Rel.
Min. Celso de Mello, j. 26-02-93 ,DJ,14-05-93).
9- Controle da
inconstitucionalidade:
 Tem por finalidade expelir, do sistema
jurídico, lei ou ato normativo
inconstitucional.

 -O controle é com referência a


inconstitucionalidade, sendo que a
ilegalidade não pode ser objeto da
jurisdição ordinária.
- Não é possível questionar o STF a
inconstitucionalidade oblíqua ou reflexa.
“...Quando o vício de ilegitimidade
irrogado a um ato normativo é o
desrespeito à Lei Fundamental por haver
vício violado norma infraconstitucional
interposta, a cuja observância estaria
vinculado pela Constituição”.(STF, ADIn
2.535-0, MT, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence,j. 19-02-01, DJ,14-05-93)
10- Controle repressivo:
 -Pressupõe a existência da norma no
sistema jurídico, independentemente de
sua entrada em vigor.
 - Assim, é possível o controle de
constitucionalidade no período da
vacatio legis, na medida em que se trata
de ato acabado.
 -”O controle abstrato de normas pressupõe,
também na ordem jurídica brasileira, a existência
formal da lei ou do ato normativo, após a
conclusão definitiva do processo legislativo. Não
se faz mister, porém, que a lei esteja em vigor. Tal
como explicitado em acordão recente, a ação
direta de inconstitucionalidade somente pode ter
como objeto juridicamente idôneo leis ou atos
normativos, federais e estaduais, já promulgados,
editados e publicados. Essa orientação exclui a
possibilidade de se propor ação direta de
inconstitucionalidade de caráter preventivo”.
(MENDES, Gilmar Ferreira. Controle Concentrado
de Constitucionalidade)
-A jurisprudência do STF, exige, nos
termos do que prescreve o próprio texto
constitucional- e ressalvada a hipótese
de inconstitucionalidade por omissão-
que a ação direta tenha, e só possa ter,
como objeto juridicamente idôneo,
apenas leis ou atos normativos, federais
ou estaduais, já promulgados, editados e
publicados.
- Segundo o STF, a revogação da norma
provoca a extinção da ação direta de
inconstitucionalidade, uma vez que o ato
revogatório torna inexistente o interesse
processual de expurgar norma
inconstitucional do sistema jurídico, na
medida em que houve revogação pelo
Próprio Poder Legislativo.
 EMENTA: AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE. OBJETO DA AÇÃO.
REVOGAÇÃO SUPERVENIENTE DA LEI
ARGUIDA INCONSTITUCIONAL.
PREJUDICALIDADE DA AÇÃO.
CONTROVÉRSIA.
 OBJETO DA AÇÃO DIRETA prevista no art.
102,I,a e 103 da Constituição Federal, é a
declaração de inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo em tese, logo o interesse de
agir só existe se a lei estiver em vigor.
 REVOGAÇÃO DA LEI ARGUIDA INCONSTITUCIONAL.
Prejudicialidade da ação por perda do objeto. A
revogação posterior da lei questionada realiza, em
si, a função jurídica constitucional reservada a ação
direta de expungir do sistema a norma inquinada de
inconstitucionalidade.
 EFEITOS CONCRETOS DA LEI REVOGADA, durante sua
vigência. Matéria que, por não constituir objeto da
ação direta, deve ser remetida às vias ordinárias. A
declaração em tese de lei que não mais existe
transformaria a ação direta em instrumento
processual de proteção de situações jurídicas
pessoais e concretas. (STF, ADIn 709-2-PR, Rel. Min.
Paulo Brossard, j. 07-10-92, DJ, 24-06-94).
 “A declaração de inconstitucionalidade de
uma lei alcança, inclusive, os atos pretéritos
com base nela praticados, eis que inquina de
total nulidade os atos emanados do Poder
Público, desampara as situações constituídas
sob sua égide e inibe- ante a sua inaptidão
de produzir efeitos jurídicos – a possibilidade
de invocação de qualquer direito.”
(SIQUEIRA, Paulo Hamilton de. Direito
Processual Constitucional. Pag. 253)
11-Controle do direito pós-
constitucional:
 Regra: as normas elaboradas sob a égide da
Constituição são objeto do controle
concentrado.
 Exceção: inconstitucionalidade de lei anterior
à Constituição , passível de controle
concentrado, através da ADPF.(o Ministro
Sepúlveda Pertence trata dessa espécie de
não recepção, de revogação qualificada,
porque derivada da inconstitucionalidade
superveniente de lei anterior à Constituição,
passível de controle concentrado.)
12- Controle do direito
infraconstitucional:
- O controle concentrado tem por objeto leis
ou atos normativos.
- - A ação direta de inconstitucionalidade não
pode ter por objeto norma constitucional
derivada do Poder Constituinte Originário.
- -Tendo em vista o Princípio da Unidade da
Constituição, o texto Constitucional deve ser
lido na sua globalidade. Daí porque o
interprete deve considerar as normas
constitucionais não como normas isoladas e
dispersas, mas sim como preceitos integrados
num sistema unitário de normas e princípios.
- Não podem existir contradições e
antagonismos entre as normas
constitucionais.
 - O STF , entende que em face do novo
sistema Constitucional, é o STF
competente, para em controle difuso ou
concentrado, examinar a
constitucionalidade, ou não, de emenda
constitucional.
13-Procedimento:
 - A Lei n.8.038/90, que institui normas
procedimentais para os processos, perante o
Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal
de Justiça, não disciplinou a ação de
inconstitucionalidade.

 - Dessa forma, o diploma que estabelecia o


procedimento da referida ação era o
Regimento Interno do STF, que era aplicado e
interpretado em face das novas normas
constitucionais.
- O procedimento da ação direta de
inconstitucionalidade passou a ser
disciplinado pela Lei n. 9.868/99, que
dispõe sobre o processo e julgamento da
ação direta de inconstitucionalidade e
da ação declaratória de
constitucionalidade perante o Supremo
Tribunal Federal.
 - O Regimento Interno do STF , deve ser
aplicado subsidiariamente.
Lei n. 9.868/99
 Art. 2º- Legitimados (art. 103, CF)
 Art. 3º- traz requisitos para a petição
inicial:
 1- o dispositivo da lei ou do ato normativo
impugnado e os fundamentos jurídicos
do pedido em relação a cada uma das
impugnações;
 2-o pedido com suas especificações.
 Parágrafoúnico: a petição inicial,
acompanhada de procuração com
poderes específicos para atacar a norma
impugnada, quando subscrita por
advogado, será apresentada em duas
vias, devendo conter cópias da lei ou do
ato impugnado e os documentos
necessários para comprovar a
impugnação.
 Art. 4º- A petição inepta será indeferida
liminarmente pelo relator quando:

 -inepta;
 -nãofundamentada;
 -manifestamente improcedente.
 Obs: A petição inepta é aquela que não
preenche os requisitos exigidos no art. 3º
da Lei n. 9.868/99 e subsidiariamente nos
arts. 282 e 283 do CPC.

 Parágrafoúnico: Da decisão que indeferir


a petição inicial caberá agravo.
 Art. 5º - Proposta a ação direta, não se
admitirá desistência.

 Art. 6º- Ajuizada a ação, o relator pedirá


informações aos órgãos ou às autoridades
das quais emanou a lei ou ato normativo
impugnado.
 Parágrafo único – As informações serão
prestadas no prazo de trinta dias, contados
do recebimento do pedido.
 Art. 7º- Não se admitirá intervenção de
terceiros no processo de ação direta de
inconstitucionalidade.

 §2º- O relator, considerando a relevância da


matéria e a representatividade dos
postulantes, poderá, por despacho
irrecorrível, admitir, observado o prazo das
informações de trinta dias, a manifestação
de outros órgãos ou entidades.
 Obs._ é a figura do amicus curiae(amigo da corte).

 Obs._ O STF já entendeu que:


 “ao admitir a manifestação de terceiros no
processo objetivo de constitucionalidade, não limita
a atuação destas à mera apresentação de
memoriais, mas abrange o exercício da sustentação
oral, cuja relevância consiste na abertura do
processo de fiscalização concentrada de
constitucionalidade; na garantia de maior
efetividade e legitimidade das decisões da corte,
além de valorizar o sentido democrático dessa
participação processual.” (Informativo n.331)
 Art.8º- Decorrido o prazo das
informações, recebidas ou não, serão
ouvidos sucessivamente o Advogado
Geral da União e o Procurador Geral da
República, que deverão manifestar-se
cada qual, no prazo de quinze dias.
 -Caberá ao AGU defender o ato
impugnado e ao PGR, emitir parecer (art.
103, §1º da CF)
 Art. 9º- Após, o relator lançará o relatório, com
cópia a todos os ministros, e pedirá dia para
julgamento.

 §1º- Em caso de necessidade de esclarecimento


de matéria ou circunstância de fato ou de notória
insuficiência das informações existentes nos autos,
poderá o relator requisitar informações adicionais,
designar perito ou comissão de peritos para que
emita parecer sobre a questão, ou fixar data
para, em audiência pública, ouvir depoimentos
de pessoas com experiência e autoridade na
matéria.
 §2º- O relator poderá, ainda, solicitar
informações aos Tribunais Superiores, aos
Tribunais Federais e aos Tribunais
Estaduais acerca da aplicação da norma
impugnada no âmbito de sua jurisdição.
 §3º- As informações, perícias e audiências
serão realizadas no prazo de trinta dias,
contados da solicitação do relator.
Do Julgamento:
 (Art.97 da CF- O julgamento da ação de
inconstitucionalidade será realizado pelo
Plenário do Supremo Tribunal Federal,
exigindo-se maioria absoluta dos seus
membros).
 Art. 22 (lei 9.868/99)- determina que a
decisão sobre a constitucionalidade ou
inconstitucionalidade da lei ou do ato
normativo somente será tomada se presentes
na sessão pelo menos oito ministros.
 Art.23-efetuado o julgamento,
proclamar-se-á a constitucionalidade ou
a inconstitucionalidade da disposição ou
da norma impugnada se num ou noutro
sentido se tiverem manifestado pelo
menos seis ministros, quer se trate de
ação direta de inconstitucionalidade ou
de ação declaratória de
constitucionalidade.
 Parágrafo único- Se não for alcançada a
maioria necessária à declaração de
constitucionalidade ou de
inconstitucionalidade, estando ausentes
Ministros em número que possa influir no
julgamento, este será suspenso a fim de
aguardar-se o comparecimento dos
Ministros ausentes, até que se atinja o
número necessário para prolação da
decisão num ou noutro sentido.
 Art. 24- A ação direta de
inconstitucionalidade poderá ser julgada
improcedente, e em consequência será
declarada expressamente constitucional
a lei ou ato normativo, ou será julgada
procedente e consequentemente o STF
declarará a lei ou ato normativo
inconstitucional, expurgando-o do
sistema jurídico.
 Art. 25- Julgada a ação, far-se-á a
comunicação à autoridade ou ao órgão
responsável pela expedição do ato.

 Art. 26- A decisão que declara a


constitucionalidade ou inconstitucionalidade
da lei ou ato normativo é irrecorrível,
ressalvada a interposição de embargos
declaratórios, não podendo igualmente ser
objeto de ação rescisória.
 Obs- O STF, fica condicionado ao pedido,
porém não á causa de pedir, ou seja,
analisará a constitucionalidade dos
dispositivos legais apontados pelo autor,
porém poderá declara-los inconstitucionais
por fundamentação jurídica diferenciada,
pois ,não está adstrito aos fundamentos
invocados pelo autor, podendo declarar a
inconstitucionalidade por fundamentos
diversos dos expedidos na inicial. (MORAES,
Alexandre de. Direito Constitucional. P.646)
Do Pedido da Medida
Cautelar:
 Art. 102. I , p. CF- Prevê a possibilidade do pedido
de medida cautelar nas ações diretas de
inconstitucionalidade.

 Os Art.10 e ss– disciplinaram a concessão da


medida liminar. “Salvo no período de recesso, a
medida cautelar será concedida por decisão da
maioria absoluta dos membros do Supremo
Tribunal Federal, desde que presentes na sessão
pelo menos oito ministros, e após audiência dos
órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou
ato normativo impugnado, que deverão
pronunciar-se no prazo de cinco dias”.
 -Adecisão monocrática prolatada no
período de recesso está sujeita a
confirmação do Tribunal, nos termos do
quorum previsto no citado art. 10, nas
primeiras sessões após o recesso.
 Art. 10, §1º- O relator julgando
indispensável, ouvirá o Advogado Geral
da União e o Procurador Geral da
República, no prazo de três dias. Em caso
de excepcional urgência, o Tribunal
poderá deferir medida cautelar sem a
audiência dos órgãos ou das autoridades
das quais emanou a lei ou ato normativo
impugnado.
 OBS=A medida cautelar é concedida em
caráter excepcional, desde que
comprovada o perigo de lesão ou dano
irreparável, uma vez que os atos
normativos são presumidamente
constitucionais. Trata-se de exceção ao
princípio da constitucionalidade dos atos
normativos.
 OBS- A decisão concessiva de medida
cautelar será dotada de eficácia erga
omnes, com efeito ex nunc, salvo se o
Tribunal entender que deva conceder-lhe
eficácia retroativa (ex tunc).
 OBS-As relações jurídicas celebradas
antes da concessão da medida cautelar
poderão ser declaradas nulas após e nos
termos dos efeitos do julgamento
definitivo.
 OBS- A concessão de medida cautelar torna
aplicável a legislação anterior caso existente,
salvo expressa manifestação em sentido
contrário. (restabelecimento)

 OBS- Os processos que tenham por objeto lei


ou ato estatal cuja eficácia tenha sido
suspensa por decisão cautelar em controle
concentrado devem ser suspensos até a
decisão final da ADIn.
 OBS- No pedido de medida cautelar o
relator, em face da relevância da matéria e
de seu especial significado para a ordem
social e a segurança jurídica, poderá, após a
prestação das informações, no prazo de dez
dias, e a manifestação do AGU e do PGR,
sucessivamente, no prazo de cinco dias,
submeter o processo diretamente ao Tribunal,
que terá a faculdade de julgar
definitivamente a ação.
Efeitos da declaração de
inconstitucionalidade.
 -Adecisão terá efeito retroativo (ex
tunc),eficácia contra todos (erga omnes)
e efeito vinculante relativamente aos
demais órgãos do Poder Judiciário e à
administração pública direta e indireta,
nas esferas federal, estadual e municipal
(art. 102,§2º).
 Para Alexandre de Moraes, o ato
declarado inconstitucional, se desfaz
desde a sua origem, juntamente com
todas as consequências dele derivadas,
uma vez que os atos inconstitucionais são
nulos e, portanto, destituídos de qualquer
carga de eficácia jurídica, alcançando a
declaração de inconstitucionalidade da
lei ou ato normativo, inclusive, os atos
pretéritos com base nela praticados.
 -Desampara portanto, as situações
constituídas sob sua égide e inibe- ante a
sua inaptidão para produzir efeitos
jurídicos válidos- a possibilidade de
invocação de qualquer direito.
 -Discussão doutrinária:
 1- afirmação de que a decisão do STF,
além do alcance erga omnes, reveste-se
da autoridade da coisa julgada,
implicando na impossibilidade de sua
modificação por decisão ulterior do
próprio STF e a obrigatoriedade de seu
acatamento pelos restantes órgãos do
Poder Judiciário.
 2-revestiria-se de coisa julgada erga
omnes, obrigando, portanto, não só o
Poder Judiciário como todos os demais
poderes – Legislativo e Executivo-,
implicando ainda a impossibilidade de
sua modificação ulterior pelo próprio STF.
 Entendimento do STF sobre a questão:

 “O Tribunal, embora salientando a necessidade


de motivação idônea, crítica e consciente para
justificar eventual reapreciação de uma questão
já tratada pela Corte, conclui no sentido de
admitir o julgamento de ações diretas, por
considerar que o efeito vinculante previsto no §2º
do art. 102 da CF não condiciona o próprio STF,
limitando-se aos demais órgãos do Poder
Judiciário e ao Poder Executivo.” (Informativo
n.331 do STF- 14. set.2004)
 Com isso o STF entende que o efeito
vinculante, não o alcança, podendo, em
casos posteriores, declarar norma, com o
mesmo objeto, constitucional. Desta feita,
a reapreciação pelo STF de determinada
matéria pode ocorrer, desde que haja
distinção formal entre as normas
impugnadas.
 -O STF já consignou que “a instauração do
controle normativo abstrato perante o STF
não impede que o Estado venha a dispor,
em novo ato legislativo, sobre a mesma
matéria versada nos atos impugnados,
especialmente quando o conteúdo material
da nova lei implicar tratamento jurídico
diverso daquele resultante das normas
questionadas na ação direta de
inconstitucionalidade” (STF, Recl. 467-8-DF,
Rel. Min. Celso de Mello, j. 10-10-94,DJ,09-12-
94)
 -Para o STF a edição de lei posterior com idêntico
conteúdo normativo não ofende a autoridade da
sua decisão, pois o efeito erga omnes e
vinculante não alcança a função legislativa: “A
eficácia geral e o efeito vinculante da decisão,
proferida pelo STF em ação direta de
constitucionalidade ou de inconstitucionalidade
de lei ou ato normativo federal, só atingem os
demais órgãos do Poder Judiciário e todos os do
Poder Executivo, não alcançando o Legislativo,
que pode editar nova lei com idêntico conteúdo
normativo, sem ofender a autoridade daquela
decisão”. (STF AgRg na Recl. 2.617-5-MG, Rel. Min.
Cézar Peluso, j. 23-02-05, DJ, 20-05-05).
 OBS= Assim, a partir da adoção do efeito
vinculante na ação direta de
inconstitucionalidade genérica, em outros
casos previstos no nosso sistema jurídico, é
possível, no caso de descumprimento por
instâncias inferiores do Judiciário, a
provocação do STF pelo prejudicado, por
meio da reclamação prevista nos arts. 156 e
ss do Regimento Interno do STF e art. 102,§2º
da CF, com o intuito de que seja garantida a
autoridade da decisão do Supremo.
 OBS= O STF tem admitido reclamação para
preservação da autoridade da decisão proferida
em ADIn, desde que o requerente seja parte na
ação e tenha o mesmo objeto.
 No processo objetivo de fiscalização normativa
abstrata, “parte interessada”, limita-se apenas aos
órgãos ativa ou passivamente legitimados à sua
instauração, não devendo a reclamação ser
conhecida, se formulada por pessoa estranha ao
rol taxativo do art. 103, da CF. (STF, Recl. 397-3, RJ,
Rel. Min. Celso de Mello, j.25-11-92, DJ, 21-05-93).
Efeitos e eficácia temporal da
decisão
 -Art. 27. ao declarar a inconstitucionalidade
de lei ou ato normativo, e tendo em vista
razões de segurança ou de excepcional
interesse social, poderá o Supremo Tribunal
Federal, por maioria de dois terços de seus
membros, restringir os efeitos daquela
declaração ou decidir que ela só tenha
eficácia a partir de seu trânsito em julgado
ou de outro momento que venha a ser
fixado.(modulação dos efeitos da decisão)
Efeitos:
 Regra geral- tem efeitos erga omnes e
eficácia temporal retroativa (ex tunc).
 Exceção-Lei.9.868/99, art. 27. O STF
poderá:
 1)restringir os efeitos da decisão; ou
 2)decidir que ela só tenha eficácia a
partir de seu trânsito em julgado ou de
outro momento que venha a ser fixado.
 Paraaplicação da exceção, devem estar
presentes dois requisitos:

 1)razões de segurança jurídica ou de


excepcional interesse social; e
 2)maioria de dois terços dos membros do
Tribunal.
 Presente os requisitos o STF, poderá:
 - ex: afastar a nulidade de atos
administrativos praticados sob a égide da
lei inconstitucional, preservando algumas
situações jurídicas, dessa forma a decisão
não teria eficácia perante todos, mas
somente em face daqueles que o STF
não excluir expressamente.
Eficácia
 No que tange a eficácia temporal:
 Regra geral: efeito retroativo (ex tunc)
 Exceções, Lei 9.868/99. O STF, presentes os
requisitos, poderá decidir:
 1)com efeito ex nunc, ou seja, que a decisão só
tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado;
ou
 2)com efeitos a partir de qualquer outro momento
fixado pelo STF, ou seja, qualquer momento
compreendido entre a entrada em vigor da
norma e o trânsito em julgado da decisão.
 OBS- Segundo Paulo Hamilton Siqueira, a lei
surge com uma presunção de validade e,
sendo aplicada durante um lapso temporal
razoável, não deve a decisão que declara a
inconstitucionalidade ter eficácia retroativa
absoluta, tendo em vista motivos de
segurança jurídica e paz social. A nulidade
absoluta pode gerar injustiça, devendo ser
abrandada na análise do caso concreto.
-Art.28- Parágrafo único. A declaração de
constitucionalidade ou de
inconstitucionalidade, inclusive a
interpretação conforme a Constituição e a
declaração parcial de
inconstitucionalidade sem redução de
texto, têm eficácia contra todos e efeito
vinculante em relação aos órgãos do
Poder Judiciário e à Administração Pública
federal, estadual e municipal.
Efeito vinculante presente em
quatro situações:
1)Declaração de constitucionalidade
(ação ADIn improcedente; ADC
procedente);
2)Declaração de inconstitucionalidade
(ADIn procedente; ADC improcedente);
3)Interpretação conforme a Constituição;
4)Declaração parcial de
inconstitucionalidade sem redução de
texto.
Interpretação conforme a
Constituição.
 -O fundamento da interpretação conforme a
Constituição é o da unidade do sistema jurídico.

 - A interpretação conforme a Constituição é a


constitucionalidade da interpretação.

 -Diante de um texto legal que apresenta vários


significados, o intérprete deve buscar a
interpretação conforme a Constituição, com a
finalidade de preservar a lei, evitando a sua
declaração de inconstitucionalidade.
 -Militaem favor da interpretação
conforme a Constituição, a presunção
da constitucionalidade da lei, fundada
na ideia de que o legislador não poderia
ter pretendido votar lei inconstitucional.
 -Para Konrad Hesse, “uma lei não deve
ser declarada nula quando ela pode ser
interpretada em consonância com a
Constituição”.
- É admitida quando o texto legal
apresenta vários sentidos, sendo que
para resguardar a Constituição
consagra-se um dos sentidos por via de
interpretação, o que for
constitucionalmente legítimo.
Declaração parcial de
inconstitucionalidade sem redução de
texto.

 -O interprete deverá declarar a


inconstitucionalidade de algumas
interpretações possíveis do texto legal, sem
contudo alterá-lo gramaticalmente.
 Expressa exclusão, por inconstitucionalidade,
de determinadas hipóteses de aplicação ,
sem que se produza alteração expressa do
texto legal.
 -EX. a lei x é inconstitucional se aplicável a tal
hipótese; a lei y é inconstitucional se
autorizativa de cobrança de tributo em
determinado exercício financeiro.
 -A norma impugnada continua vigendo, na
forma originária.
 O texto continua o mesmo, mas o Tribunal
limita ou restringe a sua aplicação, não
permitindo que ela incida nas situações
determinadas, porque, nestas, há a
inconstitucionalidade, nas outras não.
Interpretação conforme  Juízo de
a Constituição→ Constitucionalidade

Declaração Parcial de  Juízo de


Inconstitucionalidade→ Inconstitucionalidade
A participação do Senado
Federal
- Desnecessidade de comunicação ao
Senado Federal, para fins de
suspensão(art. 52,X) , quando a
inconstitucionalidade é declarada em
processo de apreciação em tese,
dissociada de caso concreto.
II- AÇÃO DECLARATÓRIA DE
CONSTITUCIONALIDADE.

 Inserida na CF/88, pela EC. Nº 3/93.


1)Controle de
Constitucionalidade.

 -Destinado a afastar a insegurança jurídica


ou o estado de incerteza sobre a validade
de lei ou ato normativo federal, busca
preservar a ordem jurídica constitucional.
 -Transforma a presunção relativa de
constitucionalidade em presunção absoluta,
em virtude de seus efeitos vinculantes.
 -Visa obter uma decisão judicial, com
efeitos erga omnes e eficácia vinculante,
que declare a constitucionalidade de
determinada lei ou ato normativo federal
que esteja suscitando dissídio
jurisprudencial, decisões contraditórias.
(André Ramos Tavares)
2)Competência

 Supremo Tribunal Federal. (art. 102,I,a.


CF/88)
3)Legitimidade.
 Art. 103. CF/88
4) Papel do Procurador Geral
da República.

 -Fiscal da Lei.
5)Objeto da ação:
 -Declaração da Constitucionalidade da
Lei ou ato normativo federal, cuja
constitucionalidade é duvidosa.
6)Procedimento (Lei. Nº 9.868/99)
 Petição Inicial : (Art. 14)

 a)o dispositivo da lei ou ato normativo


questionado;
 b)os fundamentos jurídicos do pedido;
 c)o pedido com suas especificações; e
 d) a existência de controvérsia judicial
relevante sobrea a aplicação da
disposição objeto da ação declaratória.
- Da decisão que indeferir a petição
inicial caberá agravo.

-O Julgamento da ADC será processsado


nos mesmos moldes do da ADIn.
 Do pedido da medida cautelar

 Efeitos da decisão.