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TEMPLO DE LAGO SALGADO

( Veja página 139)


A dependência como um
atributo raro
Precisamos ser suficientemente
inteligentes e sinceros em nosso senso
de responsabilidade para com nossos
irmãos e procurarmos encontrar tem­
po para ajudá-los. Se somos honestos
e capazes, precisamos também ser
confiantes, precisamos ser tais ho­
mens para (|ue quando nossos líderes
(os lideres de nossa Tgreja) nos der
uma tarefa que requer pessoas de
A BÊNÇÃO D E CASAM ENTO responsabilidade e aceitamos esta obri­
gação, êles poderão dormir descansa­
Pergunta: T e m a Igreja qualquer conselhos s o ­ dos e seguros de que nós as executa­
bre casam ento fora da Ig r e ja ? remos, e os lideres não terão preo­
cupações.
Resposta: A lguns decidiram ca s a r -s e fora da Igre­ A confiança é uma das belas vir­
ja com a secreta esperança de converterem seus co m p a ­ tudes dos homens de bem; por isso
nheiros ou com panheiras p ara sua religião. Suas então, devemos desenvolvê-la ao má­
ximo possível, e se nós a desenvolve­
chances de felicidade são bem menores do que se ti­ mos devemos usá-la em uma causa
vessem feito a conversão antes do casamento. que seja realmente útil.
Vocês jovens que ainda não aceitaram uma pro ­ Todos nós devemos nos esforçar
para sermos úteis em nossas comuni­
posta de casam ento a p esa r dos anos da mocidade es ta ­
dades e sermos homens que todos nos
rem quase findos, se vocês derem valor a si m esm as e respeitem pelas nossas finas qualida­
forem a C a s a do Senhor e com fé nos seus s a g ra d o s des. Se pudermos desenvolver êstes e
outros talentos, então as pessoas com
princípios, sinta que o privilégio do casam ento não ve­ que trabalhamos não terão motivos
nha p ara vocês a gora , o Senhor c o m p en sá -la s-a 110 de­ para nos encontrar cm falta quando
vido tempo e nenhuma bênção lhes será tirada. Vo­ estivermos com elas. Entao exerce­
remos sõbre elas uma grande influên­
cês não têm a o b rig a çã o de aceitarem uma proposta cia a qual devemos ter como norma.
de 11111 ser indigno de vocês, apen as por receiar per­ Ora quantos de nós que somos
der su as bênçãos. Do mesmo modo vocês rap az e s que presidentes dos quoruns do Sacerdó­
cio de Melquizedec sentimos que te­
podem perder su as vid as em um terrível conflito antes
mos 1 1 1 1 1 grande dever para com os
que tenham tido a oportunidade de c a saram -se , o S e ­ nossos semelhantes entre nossas reu­
nhor conhece as intenções de seus corações 110 seu pró­ niões? Quantos de nós já sentamos
ao lado de um montão de feno, ou à
prio tempo e recom pen sá-los-á com esta oportunidade, beira de uma vala, ou tomamos 11 1 1 1 au­
através das ord enanças 110 Tem plo, instituídas na Igre­ tomóvel para falar sõbre as suas res­
ja para êsse propósito. É bastante significativo para ponsabilidades, especialmente com
com aquêles que nao estao dando for­
mim, que as estatísticas da Igreja, ano após ano revelam ça total ao seu dever ?
um quase igual número de homens e mulheres. Vocês Não é dever do presidente do
acham que isso é apenas uma coincidência e um fato quorum de um sacerdócio trabalhar
somente com os membros que aten­
explicável por uma teoria científica, ou que é por c a u ­
dem a cada reunião em dias de reu­
sa de uma Provid ência solicita que ordenou que assim niões. Esta é a menor de suas res­
fôsse, p ara que todos os rapazes e moças pudessem en­ ponsabilidade. Sua obrigação é para
com os coxos, aleijados, os indecisos,
contrar seus com panheiros dentro da Igreja e através
e os membros inativos sõbre seu de­
do casam ento p ara eternidade, serem herdeiros das p ro ­ ver 1 1 0 Ramo. E s" necessário, dis­
m essas de plenitude de suas b ênçãos? por de todo seu esforço para trazer
dois 0 1 1 três dêstes homens a plena
atividade; e se o fizer, então, êle se­
X O T A D O K D IT O R — A correspondência de a “SU A
rá um presidente digno de seu ramo.
D C I ID.-l", é atendida dentro das possibilidades desta página. Por •
esse motivo, apenas uma pequena percentagem das perguntas envia­
das são respondidas. Quando você leitor escrever, é favor men­ (Elder Antoinc R. Ivins, do Pri­
cionar seu nome e endereço, para eventual resposta. meiro Conselho dos Setentas. 12.:l
Conferência Geral Anual, 6 de abril
de 1950, 1 1 0 Tabernáculo).

122 A LTA H ONA


JULHO DE 1956 a lia tio na
Órgão Oficial
DA MISSÃO BRASILEIRA DA A IG R E JA NO MUNDO (N O T IC IA S )
IGREJA DE JESUS CRISTO DOS
SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS
Presidente M cKay Apóstolo durante 50 anos

* O P R E S ID L N T E M cK A Y , recentemente celebrou suas bo­


VOL. IX — N." 7 das de ouro, como apóstolo da Igreja de Jesus Cristo dos
* Santos dos Últimos Dias. Ao mesmo tempo, aos 82 anos
R KQAÇAO : de idade, celebrou seu quinto ano como Presidente da Igreja.
Editor — A s a e i . T . S o r e n s e n Foi ordenado Apóstolo em 9 de abril de 1906 pelo Presidente
Redação -- D o u g l a s (#. J o h n s o n Joseph F. Smith. Nos anos subsequentes dedicou tôdas as suas
Tradução - - G e r a i . d o T r e s s o i . d i horas de serviço à Deus e aos membros da Igreja, seus ami­
Distrib. - F r a n c i s c o G u r g e i. gos. Como Presidente da Igreja viajou extensivamente pelo
e W a s h in g to n G ia n e tt i
mundo, conhecendo pessoalmente os membros da Igreja e com­
preendendo suas necessidades e bem-estar. Em várias oca­
*
siões em sua vida, êle visitou tôdas as Missões da Igreja, na­
M IS S Ã O IÍR A S I L E JR A vegou atravessando os oceanos do globo exceto o Ártico e
li. Itapeva, 378 - 11ela Vista - C. Postal, 862 atravessou o Equador três vêzcs. LIm grande Templo foi cons­
São Paulo, E . S . P. Fone, .3.3-6761 truído em sua presidência. Em seguida a dedicação de dois
* locais na Europa, veio em rápida sucessão a construção e dedica­
ção do Templo Suisso, e a
NESTE N ÚMERO criação do Templo de Los
• A R T IG O S D E IN T E R ÍÍS S E AurcIc* rom sua rcrcntc
dedicação. Foram iniciados
Não Est am os S ó s 11a V i d a . . . . 125
E sp e r an do um Apóstolo ............ 126
o- trabalhos do Templo de
O S in a l do Con vên io ................. 128 I.riiidrcs c apôs m m última
Escopo da H is t ó r ia da I g r e j a . 1.30 jornada à Europa, o Pre­
sidente McKay anunciou
• E D IT O R IA L que a Igreja tem em pers-
1’ reparando para 0 Mat ri môn io 124 Jieotiva a criação de um
terceiro Templo naquele
• O S A C E R D Ó C IO .......... '3i cont iientc, em local ainda
« A U X IL IA RES não revelado. A êle. em
Escola Dominical .......................... 1 32 seu aniversário dc ilimita­
A . M . M ................................................... i 3.3 do . lol 1 Vá vc:l ~r[ \li .i, pr-'--■
P r im ár ia ............................... ............ 1.3 .3 tado desinteressadamente,
Hist ór ia para Cr ia n ça s ............ i ,»4 os devotos membros da
Igreja desejam ao seu bem
• N O T IC IÁ R IO S
amado lider, saúde e feli-
Se u Ra m o ......................................... 137
cidad" e muitos outros anos
O utras No tícias ................. 136, 138
A I g r e j a no M u n d o ................... 123
dourados de bênçãos do
Onipotente.
• SE C Ç Õ E S E S P E C IA IS
S u a D ú v i d a ....................................... 12 2
* T RPS M IL P E S S O A S A S S IS T E M A C O K FE R P.K C IA
J ó i a s do P ens am en to ................. 122 1)0 T E M P L O 1)E N O l A Z L L A N D IA — X~a recente con­
M eu T est em un ho ........................... 13 0 ferência realizada no local do Tempo dc Nova Zelândia que
M es tre s V isi ta n te s ........................ 138
e-tá sendo atualmente erguido, três mil santos reuniram-se pa­
S u a Contribuição ........................... 139
Nossa Capa ....................................... 139
ra sua conferência anual. Esta conferência durou 5 dias. Em
A P a l a v r a In sp ir a d a . . Ülti m a Capa adição às sessões gerais, muitos períodos de instrução foram
devotados para o treinamento e enriquecimento do Ramo de
oficiais de várias organizações auxiliares. A reunião Espiri­
PREÇOS
tual foi realizada à última hora da reunião missionária, no úl­
No B rasil: A no........ 50,00
Exemplar ................. 5,00 timo dia da conferência, na qual tomaram parte 184 missioná­
Exterior: \no ......... US$3,00 rios que prestaram seu testemunho.
E D I T O R I A L

Preparando para o Matrimônio


pelo Presidente Asael T. Sorensen

S tempos, os costumes e as condições podem ção, para ficarem em harmonia com o Espírito do
O mudar, mas o Evangelho de Jesus Cristo Senhor”. As famílias que oram juntas, juntas per­
manecem. O Senhor, em uma ocasião, falando atra­
permanece o mesmo. Pode-se dizer que o Evan­
gelho de Jesus é constante e imutável. Paulo es­ vés do Profeta1 Joseph Smith ordenou : “E nova­
creveu que Deus é o mesmo hoje, ontem e ama­ mente, se em Sião ou em qualquer de suas esta­
nhã. Êle é constante. A verdade é constante. De cas organizadas, houver pais que, tendo filhos, e
Deus emana tôda a verdade, Somos filhos de não os ensinarem a compreender a doutrina do ar­
Deus. Nosso Pai Eterno quer que encontremos rependimento, da fé em Cristo, o Filho de Deus
alegria e felicidade na observância de Seus ensi­ Vivo, e do batismo, e do dom do Espírito Santo
namentos verdadeiros. O Homem existe para que pela imposição das mãos, ao alcançarem oito anos
tenha alegria. de idade, sõbre a cabeça dos pais seja o pecado”.
O Senhor ensinou que não é bom que o ho­ (D. & C. 68:25). Comentando sõbre isto, o Pre­
mem esteja só, que para sua inteira alegria êle sidente Grant declarou : “É tolice pensar que nos­
deve ter uma companheira. Por esta razão Êle sos filhos crescerão com o conhecimento do Evan­
deu a Adão uma companheira' que era conhecida gelho sem ensiná-lo. Aprendi as táboas de multi­
como Eva. Êle ensinou que “o homem deixará seu plicação, e assim também minha espôsa; mas pen­
pai e sua mãe e apegar-se-á a sua m ulher: e serão sam vocês que sou bastante estúpido em acreditar
ambos uma carne”. Mais tarde ordenou que êles que nossos filhos nascerão com um conhecimento
se multiplicassem e povoassem a terra. das táboas de multiplicação? Posso crer que o
Como nos dias de hoje podemos ensinar nos­ Evangelho seja verdadeiro, como assim pensa mi­
sos jovens, e prepará-los para o matrimônio? Onde nha espôsa, mas quero dizer-lhes que nossos filhos
e quando começará êsse preparo ? Que papel, nós não saberão que o Evangelho é verdadeiro a me­
como pais, temos no preparo de nossos filhos pa­ nos que êles o estudem e ganhem por si mesmos
ra cumprir os mandamentos de Deus? Quando um testemunho. Os pais se enganam a si próprios
olhamos ao nosso redor e vemos as muitas práti­ imaginando que seus filhos nascem com o conhe­
cas insalubres entre os jovens, nos apressamos a cimento do Evangelho”. E então para os jovens
dizer: “Não compreendo esta geração de agora, êle disse: “Desejo dizer aos jovens que como um
é tão diferente da minha”. Nós nos apressamos negócio de mercadoria, como um investimento, não
a julgá-los sem pensarmos que não são êles que há nada que dê mais crédito ou melhor posição
estão em falta, mas nós os pais! 1 1 0 mundo a um jovem do que obedecer as leis

Os Profetas nestes últimos dias, que fala­ de Deus”.


ram sob a influência da divina inspiração, nos de­ É pois dever dos pais preparar seus filhos pa­
ram a resposta em como devemos criar nossos fi­ ra viverem e compreenderem o Evangelho de Je­
lhos e prepará-los para a juventude. O Presiden­ sus Cristo. Uma vez que o casamento é um aconte­
te Heber J. Grant (sétimo Presidente da Igreja) cimento real 1 1 a vida de todos, é importante que os
disse muitas vêzes: “Estou convencido que uma pais instilem nos corações de seus filhos o desejo
das melhores coisas que podem vir a qualquer lar de obter a bênção de ser “bem casado” — de ser
e conseguir com que os rapazes e as moças da­ casado e feliz. Os pais devem adotar, enquanto
quele lar cresçam em amor a Deus e em amor ao seus filhos são pequenos, a terem semanalmente,
Evangelho de Jesus Cristo, é observar a oração da uma “noite 1 1 0 lar”, uma noite que é dedicada so­
fa m ília ... pai, mãe e filhos devem ajoelhar-se jun­ mente ao círculo familiar, onde pode ser discutido
tamente no lar, para partilhar do espírito da ora­ ( C o n tin u a na págin a 136 )

(Aguardem o Editorial de Agôsto — " V IA J A N D O C O M 0 A P Ó S T O L O ”, p e i .o p r e s id e n t e sorensen )

124 A L IA H O N A
NÃO ESTAMOS SÓS
VIDA pQr R ichard L. Evans,

do Conselho dos Doze

A SS1M como vemos e falamos a tenceram a outrem, e muito breve per­ vêzes, faço coisas que sei que não de­
-L*- outras pessoas, (e mesmo, al­ tencerão novamente a outro. veria fazer. Mas quando as faço, não
gumas vêzes, como sentimos em nos­ Os fundos, as dívidas, os edifí­ minto a Deus sõbre quais os meus
sos corações) é aparente que há mui­ cios, as casas que temos, embora te­ motivos. Sei que isto não teria valor.
to mais de solidão na vida1— não so­ nhamos pouco, tudo deixaremos em Sei que Êle conhece meu coração,
mente a solidão que vem da falta da pouco tempo — e nossa ida irá zom­ meus pensamentos. Sei o que fiz e
companhia de pessoas — mas tam­ bar de todos os títulos de nossa loca­ Êle sabe que o fiz. E eu não tento
bém a solidão que vem com a falta de ção mundana. iludir a Êle ou a mim ”.
propósito, com a falta de compreen­ Entre tudo que podemos levar Eu estava sensibilizado pelo dire­
são das razões pelas quais vivemos. conosco, depois de tudo, está o conhe­ to e simples espírito dêste amigo com
Sem dúvida, a solidão vem por cimento e o caráter que adquirimos, a quem sentei-me na outra noite. Êle
sermos sempre inseparáveis de nós inteligência que desenvolvemos ou al­ não era da minha crença, mas em m i­
mesmos. Alguns pensamentos, algu­ tamente aperfeiçoamos, os serviços nha ardente fé, êle não poderia ter
mas experiências, algumas intuições, que fizemos, as lições que aprende­ falado a Deus com tanta satisfação
a vigilância que temos dentro de nós mos, e a certeza abençoada de que po­ ou segurança se êle O tivesse consi­
e que não podemos dividir com mais demos ter nossa vida e nossos ama­ derado como uma fôrça, ou como uma
ninguém. Nós viemos ao mundo sós. dos sempre e para sempre — como essência inefável, a natureza e propó­
nos foi garantido por um sábio e bon­ sito sôbre o que êle nada sabe — ou
Vivemos sós. Somos sempre e eter­
namente pessoas separadas. doso Pai do qual somos filhos. pelo menos nada que êle estava real­
E conhecê-Lo, e o que Ele é pa­ mente falando para seu Pai.
Mas solidão é mais do que sim­
ra nós ( e o que somos um para o É urgentemente importante na vi­
ples isolamento. (Uma pessoa pode
outro), e o Seu propósito mandando- da, dirigir mais próximo a um conhe­
estar muito solitária no meio de uma
nos aqui, for;.- de Sua presença, é um cimento da natureza de Deus, de nos­
multidão, em um lugar movimentado).
dos mais certos salvaguardas que te­ sa relação para com Êle, e entre Êle
E há um tipo de solidão que vem de
mos contra a solidão e o sentimento c nós. E que melhor lugar para come­
um senso de não pertencer, de não lu­
de frustração. çar do que o primeiro livro da Bíblia
tar por algo, de não saber nossa par­
Algumas noites atrás, sentei-me — que melhor lugar para dirigir-mos-
te no quadro — de não sabermos o
no jantar ao lado de um distinto e bem nos do que para a linguagem literal
que somos, ou quem somos, ou de onde
sucedido industrial que disse-me sim­ da escritura:
viemos, ou para onde vamos, ou por­
plesmente e em poucas sentenças, co­ “No princípio Deus criou o Céu
que estr.mos aqui, ou o que é a base
mo encarava os mais sérios proble­ e a Terra. .
da vida.
mas de sua vida, e encontrava as de­ “E disse Deus; façamos o ho­
Os anos da vida mortal são breves cisões de cada dia : “Quando levanto- mem à nossa imagem, conforme a
e rápidos. E se não fôsse por algumas me, cada dia, de manhã”, disse êle, nossa semelhança. .
gloriosas e eternas certezas, poderia “frequentemente sinto que não pode­ “E assim, Deus criou o homem à
bem ser um sentimento universal de rei encará-lo, mas assim que eu ajoe­ Sua própria imagem, na imagem de
frustração. Nós trabalhamos por coi­ lho-me e digo simplesmente: “Deus, Deus o criou. . . ” .
sas que sustêm a vida, e por coisas ajuda-me a fazer o que eu tenho que “E Deus viu tôdas as coisas que
que fornecem um pequeno prazer pas­ fazer neste dia”, a fôrça vem, e, eu tinha feito e eis que era muito
sageiro — mas não há nenhuma des­ sinto que sou suficiente para enfren­ bom...”. (Gênesis 1:1; 26, 27, 31).
sas coisas tangíveis que possamos le­ tá-lo. Eu penso n’Êle como meu Pai, Era um bom mundo; é um óti­
var conosco — essas coisas que cha­ e falo a Êle tão simplesmente e dire­ mo mundo — a despeito de tôda a
mamos de nossas, são nossas apenas tamente como eu costumava falar a loucura e perversidade dos homens.
por um pouco tempo. Os campos do meu pai quando êle estava aqui”. Êle é bom por causa de suas belezas
fazendeiro, não há muito tempo, per­ E então adicionou : “ Algumas ( Continua na página 134)

Julho de 1956 125


O S S A N T O S R E U N ID O S E S P E R A N D O COM F L Ô R E S ESPERA N D O E O B SER V A N ­
E S P E R A M — P a cie n te m en ­ — E la esp era va p resen tea r D O — 1 'estid o s em suas ro u ­
te os S o u to s esperaram p e­ Irm ã M o ylc com uma braçada pas d r dom ingo, estes jo v e n s do
lo a viã o de E l d e r l í o y l c que dc flô r e s . Ram o d c S ã o P a u lo p a c ie n te ­
estava duas horas atracado. m ente, ob serva m o céu.

ESPERANDO UM Hoje ao Profeta rendamos louvores,


Foi ordenado por Cristo JcsHs
Para trazer a verdade aos Itoiuetis,

APÓSTOLO ... Para aos povos trazer nova lus.

"L O U V O R A O l ’ K O ■
P E T A " — E m m eio do
m ovim en tado A e ro p o r­
to d c S ã o P a u lo , os
S a n to s e levaram suas
vozes cm um a sau d a ­
ção m usical p a ra o
A póstolo.

126 A LI U IO N A
ESPERA N D O NO PO RTÃO ER R A D O — C U M P R IM E N T A D O PELO S
Enqu a n to o gru p o se re u n e no portão d c en ­ M E M B R O S — Um dos m em ­
trada da pista p rin cip a l, o P re s id e n te A sa cl
T. S o re n s e n e E ld c r M o yle vem chegan do por bros cu m prim en ta Irm ã M o yle,
outro portão. Ê s te fo i uni dos in cid e n te s d i­ a co lh ed oram en te, en quan to E l-
v e rtid o s que c o n trib u íra m para a recepção. d er M o y le lh e aperta caloro­
sam en te as mãos.

texto de (iary J . Neeleiiiun


V i l C U M P P IM E X T O P A R A
T O D O S — Todos os S a n to s,
jo v e n s c v elh o s, receberam
y ^ Q U I , em fo to g ra fia s vemos a emocionante história de ig u a lm en te as sau dações e o
um grupo de San tos do B rasil, esperando p ara ver um cu m prim en to sim pático e am i­
g á ve l dc E ld c r M oyle.
A póstolo da Igre ja de Je su s Cristo, pela terceira vez em
suas vidas. E S PERA RECO M P E N SA D A
— N o m eio da fe liz m ultidão
Como membros fervorosos tiveram a oportunidade dos Sa n to s qu e os recebera m
de ver o Presidente da Igreja, apen as uma vez — em Janeiro estão o E ld c r e a S r a . M o yle.
E la seg u ra as flô r e s que lhe
de 1954 quando o Presidente M c K a y visitou as Missões fo ra m o ferecid a s.
Sul-am ericanas. Em D ezem bro do mesmo ano Eld er M ark
E. Peterson veio à M issão, em 1947, Stephen L. R ichards
visitou aqui, e a g o ra pela terceira vez ansiosamente esperam
a ch eg ad a de outro A póstolo, Eld er Henry D. Moyle.
E sta história que vemos não é rara. Ao contrário,
acontece muitas vêzes por ano nas M issões de todo o mundo.
É uma história simples, mas muito bonita porque a ju d a -
nos a entender mais claramente que os S an to s dos
Últimos D ias são Santos dos Últimos D ias por todo o
mundo — em qualquer país que estiverem.
O grupo encontrou o Eld er e Senhora M oyle no
Aeroporto, quando da sua ch eg ad a de Montevideo, U ruguai.
Uma das três estações de televisão da cidade de S ão
Paulo, lá estava para televisionar as boas vindas, e tão
e xpressiva foi a recepção que muitos espectadores do
Aeroporto foram à Igreja naquela tarde. Outros,
incluindo trabalhadores do Aeroporto dem onstraram
interêsse em assistir a Conferência E special.

Julho de 1956 r .’7


imperativo 1 por um ramo desliga­
do, o qual o Livro de Mórmon afirma,
foi transplantado a um novo conti­
O Sábado e o Sétimo Dia nente. Também, a observância' do Sá­
bado foi continuada pelos profetas da
tribu dc ludá, (n > o único membro
rcmrnexente e identificado da Casa

0 S I N A L DO C O N V Ê N I O de Israel 1 1 0 Velho Mundo. Mais tar­


de, êles classificaram a importância
do Sáb ;lo com os outros dias santos
(festas) do Convênio e da cerimônia
ritual judáica. O sétimo dia, que ti­
por Elder M arvin Sm ith McLean nha assim sido continuado pela tra­
dição judáica como o dia que o Se­
nhor apontou a Mo.sés como o Sá­
bado (">, era observado nas mesmas
datas fixas cada ano; portanto caía
é uma velha mas hela história ção <L'>, e também para que o povo de em diferentes dias cada ano sucessi­
A história do Sinal do Convênio Israel pudesse lembrar a bondade do vo. No so calendário de hoje, não
que nunca se torna insípida quando Senhor quando Ele os libertou da es­ obstante, é o dos Egípcios de 365 dias
é contada com simplicidade. Esta dis­ cravidão Egípcia C) Senhor mais com mudanças feitas por Júlio Cé­
sertação explica a sua origem e de­ tarde repetiu com grande ênfase, co­ sar e o Papa Gregório, 1 1 0 qual os
senvolvimento através dos séculos. mo havia feito antes, a grande im­ dias fixos caem em várias datas ca­
portância de estabelecer cada sétimo da ano sucessivo (°) — os dias indica­
Depois de seis períodos de es­
dia como um dia Santo de descan­ dos a serem o sétimo estão além da
forços criativos, o Senhor terminou
so ; e com n.zão, pois isto devia delineação!
Suas criações e descansou no sétimo
ser o Sinal do Convênio entre Ele e
de todo o Seu trabalho (a>. Ele tinha Muito antes do nascimento de
seu povo escolhido de Israel através
colocado 1 1 0 Jardim do Éden o homem Cristo, o propósito original do Sába­
do qual tôdas as nações do munfe se­ do e seu serviço tornou-se grande­
e a mulher que Ele havia criado. Êles
riam abençoadas. 1,1 Os Dez Manda­ mente ignorado e esquecido pelos Ju­
gozavrm da presença do seu Criador,
mentos são uma parte do Convênio deus, e o E S P IR IT O de sua obser­
mas logo cairam em transgressão e
que Deus fez com a nação Israeli­ vância tornou-se pesado sob o pêso
foram expulsos do Jardim e afastados
da Sua presença. O Senhor, não os ta <•% Foi por caiu* dos Israelitas te­ das regras rabinicais, injunções e in-
deixando sem esperança, concedeu- rem guardado santo o sétimo dia que formalidades da Lei que introduziu
lhes um caminho para r.' sua redenção. a observância tornou-se a caracterís­ inúmeras severidailes e desconfor-
Um mandamento foi dado (*') para tica nacional pela qual êles eram dis- tos ( D ) , tornando muito difícil a pos­
oferecer sacrifícios em nome do Re­ tinguidos das nações pagãs; e justa­ sibilidade de guardar o Sábado com o
dentor que viria e redimiria tôda a mente assim, pois o Senhor pretendeu objetivo em mente pelo qual o Se­
humanidade da “Queda”. Assim, nos ser ela o Sinal do Convênio (i) — um nhor o deu. O Sábado tinha sido ins­
primeiros anos, um tempo foi posto dia de descanso, de felicidade e de tituído para uso e proveito especial do
à parte para se adorar ao Senhor. A alegria, comemorado por adoração homem; para prover descanso tanto
prevenção celestial para colhêr sufi­ pública — o Sábado. para o corpo como para a mente, pa­
ciente maná 1 1 0 sexto dia para durar Não foi senão até depois do exi- ra prover oportunidades de adorar a
através do próximo dia apontado pe­ lio dos Israelitas e o retorno à terra Deus e para prover tempo disponível
lo Senhor para ser o sétimo (c), e a prometida que a exatidão de guardar para fazer obras de auxílio e miseri­
significância do número sete (<1>, co­ todo o sétimo dia como o Sábado foi córdia. “O Sábado foi feito por cau­
mo muitos outros fatos, mostram que instituída. X a sua volta, o Profeta sa do homem, e não o homem por
um dia de descanso em cada sete era Necmias fez a reforma das regras Is­ causa do Sábado” ((i\ A pontualida­
conhecido e era de algum modo um raelitas e incluiu a ob;ervâueia do de oem que os Judeus guardavam o
costume significante do homem antes Sábado como um dos seus pontos es- Sábado tinha se tornado um fato no­
dos Dez Mandamentos serem dados a scnciais, 1 1 0 qual a sua observância tório, e o mêdo de quebrar uma só
Moisés. O costume foi, portanto, tornou-se uma primeira obrigação e d .s menores da; suas regras tradicio­
grandemente reforçado por um man­ sua violarão como um dos maiores nais, severas e absurdas, tinha toma­
damento explícito quando Misés fa­ pecados (k). Mais tarde, através da do o lugar do desejo de adorar a Ele
lou cara a cara com o Senhor naque­ desobediência ao Senhor, as doze tri- que estava para vir e redimí-los.
le dia histórico. bus de Israel foram divididas e espa­ Quando o Redentor realmente veio,
O quarto mandamento foi insti­ lhadas sõbre a face do mundo intei­ Êle foi julgado errôneamente como
tuído para comemorar o período de ro (•>. A observância do Sábado foi um falso Cristo e Messias pelos rabis
descanso do Senhor depois da cria­ continuada como um mandamento e sacerdotes judSicos de acôrdo com

128 \ L IA H O N A
a:; : nas regras c leis (rl. Cristo não de felicidade, alegria e verdadeira ado­ cativeiro Egipcio (|,t' >. N i epistola
tiiiha v.olado o Sábado, mas estava ração foi instituido. D ” falo, Je­ aos I lebréus (" >, nos diz que Cristo
em perfeito acórdo eom ele ! Foi c c sus disse: “O Filho do Homem até do cumpriu essa profecia, e que Êle foi
por obediência ;:o E S P IR IT O e não Sábado é Senhor" (z>. _Ass:m, pela o Doador do Novo Convênio o qual,
pela interpret ão (|iial(|u t forçada afirmação profunda da Sua divinda­ da maneira melhor, prepararia os Is­
da L E T R A da I^ei (|ue nos coloca­ de, Cristo, ao estar ali presente na raelitas, o povo do Convênio, para
mos ao alcance das bênçãos assim carne, tinha falado claramente que Êle “Serem perfe:tos como é perfeito o
merecidas (s>. Maior do que a questão era aquêle Sêr através de quem o Sá­ Pai que está nos céus” W>. Êsse No­
e disputa de que se alguém estava e bado foi ordenado; que foi Êle que vo Convênio é o Evangeiho de Jesus
e:tá certo quando deve guardar o Sá­ deu e escreveu o Decálogo nas táboas Cristo (klO. Na sua carta aos mem­
bado, (se êle devia guardar o Sábado de pedra e fez do Sábado o Sinal do bros em Galácia, Paulo comparou o
do “sétimo dia” ou o Sábado do do­ Convênio (aa). Cristo apareceu depois primeiro Convênio com uma “Escra­
mingo — Iiojc cm dia não há dife­ da Sua ressurreição à tribu Israelita va”, e o Novo Convênio como uma
rença, pois são os mesmos) é a reali­ 1 1 0 continente Americano e também a mulher “Livre”, e d iz : “Lança fora
dade de por ao lado cada sétimo de instruiu com respeito a mudança do a Escrava” O1', provando que o Ve­
cada sete dias para ser observado com Sinal do velho Convênio já cumpri­ lho Convênio não devia ficar para
o propósito em mente que o Senhor d o 1,1 para um novo Sábado - o sempre. Assim vemos que o Dia
o deu (*>. Nós achamos que a correta Dia Santificado de descanso do Se­ Santificado de Repouso devia ser um
observância, como foi entendido pelo nhor - o Sinal do Novo e Eterno Sinal perpétuo do Convênio do Se­
Senhor, é a mais importante! Desde Convênio. nhor para com os filhos de Israel
que a L E I R A do quarto mandamen­ Não mais seria próprio para ado­ através das suas gerações (mm). Mas,
to tinha deixado de ser valida, o dia rar ao Senhor 1 1 0 término da semana. por causa da mal aplicação, foi mu­
do Sábado foi mudado! Isto seria olhar para trás para uma dado o Sábado para um outro dia mais
situação grave e horrível em que a próprio em todo o sentido da palavra,
Uma outra razão significante
humanidade se achava desde do tem­ ainda sendo o Sinal do Convênio.
por que o Sábado do sétimo dia dos
.ludeus foi mudado das suas datas po de Adão por causa da “Queda”. Pelo têrmo “Sábado” não foi especi­
Nada havia 1 1 0 futuro para antecipar, ficado que era para ser um Sábado
tradicionalmente fixas é porque Cris­
to cumpriu a Lei e começou a Dis- exceto a morte eterna e a promessa do sétimo dia do calendário de hoje,
pensação do Evangelho (u). Não era de um Redentor que foi muitas vêzes mas melhor, o Senhor disse para ser
pretendido que a Lei fôsse permanen­ esquecida. Mas, em vista de que o Se­ um Sábado 1 1 0 sétimo dia depois de
te, pois havia sido dada por causa da nhor e Redentor já veio e expiou os seis dias de trabalho (>'>').
maldade do povo (v). Cristo tinha pecados para tôda a humanidade, o Um mandamento do Senhor nes­
protestado contra a observância su­ dia mais próprio para adorar a Êle tes últimos dias à Sua Igreja resta­
persticiosa e irreverente do Sábado, seria o primeiro dia da semana1, olhan­ belecida sõbre a terra tem confirma­
e preparou o caminho para a obser­ do para a frente e antecipando o dia do as provas já dadas que domingo
vância Cristã de um Sábado que po­ brilhante e glorioso de nossa ressur­ (o primeiro dia da semana do calen­
deria conformar mais fielmente com reição futura (cc>, agora assegurada dário de hoje, mas o sétimo depois
a intenção do mandamento do que a todos. de seis dias de trabalho como o Se­
conformou o Sábado judáico. “Nas No Novo Testamento, o Sábado nhor mandou ser) (°0) é 0 Sábado.
mentes dos Judeus, o evento mais no­ de descanso do Senhor nunca foi con­ Novas e maiores bênçãos são prome­
tável na hora da crucificação de Cris­ fundido com o Sábado 1 1 0 sétimo dia tidas como nunca havia antes àqueles
to, foi o romper de cima para bai­ dos Judeus, mas foi cuidadosamente que guardam o domingo. Nesta nova
xo do véu que estava pendurado en­ distinguido dêle (dd). Pode ser notado dispeusação — a Dispeusação da Ple­
tre o Lugar Santo e o Santo dos que não são os mesmos, pela compa­ nitude dos Tempos — o novo Sábado
Santos ou Inter-Santuário, o interior ração de Apocalipse (ee> com o Evan­ tem sido reafirmado e grandemente
do qual ninguém além dos Sumo-Sa- gelho de João (ff). Êste mostra que o reforçado pelo Senhor (p p ). Maravi­
cerdotes haviam tido permissão de vê- escritor de ambos compreendeu a dis­ lhosas bênçãos têm sido prometidas
lo, foi aberto para observação co­ tinção. Assim, a Igreja Divina, que àqueles que guardam o Dia Santo do
m um” Foi o sinal da terminação Cristo estabeleceu, observou o primei­ Senhor ((i<0. Elas valem à pensar da
da Dispeusação Mosáica e do come­ ro dia como o Sábado (Kg). segunda vez em respeito de nossas
ço da Época1 Cristã sob a direção O primeiro Convênio do Senhor ações 1 1 0 domingo. Será que vós es­
Apostólica. Cristo não veio para des­ para com a Casa de Israel que foi da­ tais repousando 1 1 0 Senhor 1 1 0 domin­
truir a Lei, mas veio para cumpri-la do através de Moisés foi substituído go? A Igreja de Jesus Cristo dos
— pois todo jota e tíl estavam para por aquêle mesmo Senhor com o No­ Santos dos Ültimos Dias, a Verda­
ser cumpridos Através d’Êle, a vo Convênio. Jeremias profetizou deira e Divina Igreja de Jesus Cris­
Lei foi substituída pelo Evangelho que o Senhor faria 11111 novo convê­ to, sustenta a vontade do Senhor em
1 1 0 qual o novo Sinal do Novo Con­ nio para com Israel que não seria de manter o propósito e santidade do Sá­
vênio (y) — o domingo, o Dia San­ acórdo com o Velho Convênio feito bado. Verdadeiramente, vale o peque-
tificado de descanso do Senhor, um dia nos dias quando Êle tirou-lhe fora do ( C o n tin u a na p ág in a 136 )

Julho de 1956 129


tia nenhum apoio na religião a qual a pouco fui me convencendo de que
m m m pertencia. Muito implorei ao nosso havia encontrado o que tanto queria.
Deus por um esclarecimento e um ca­ Estando ainda muito impressionada
minho que deveria seguir. Foi então com as revelações e promessas que
que tive felicidade de conhecer os nos são feitas pela obediência às pri­
missionários desta Igreja que pelo meiras leis do Evangelho, Fé, Arre­
exemplo de suas vidas simples e har­ pendimento, Batismo, e o dom do Es­
Maria Carmo dos Pontes
moniosas começou a me interessar pirito Santo. Aproveito esta oportu­
de Souza
pelo que ensinavam com tanta convic­ nidade para alertar e pedir aos que
1)0 RIO DE J A N E I R O ção. h com muita surpresa então me já pertencem a esta Igreja e aos que
foi revelado tôdas as maravilhas que ainda não lhe pertencem para medi­
já são do conhecimento de todos os tarmos nestes quatro princípios que
T7 para mim lionra e satisfação
ocupar êste lugar como mais membros da Igreja. so em si encerram as mais maravi-
um membro da Igreja de Jesus Cris­ Sim, meus caríssimos irm ãos... iliwsas das promessas. Para sermos
to dos Santos dos Ültimos Dias. verdadeiras maravilhas é que nos é fiéis tanto hoje como até ao fim de
E nisso sinto verdadeira felici­ dado a conhecer através deste evan­ termos a felicidade de pertencermos a
dade. Estava bá algum tempo atrás gelho que êstes missionários deixando esta grande família “Mormon” e de
mais que nunca necessitada de ampa­ seus lares e interesses particulares sermos dignos de alcançarmos o que
ro espiritual o que muito m : ator­ saem pelo mundo para ensinar o que nos é prometido pelo nosso bondoso
mentava e atemorizava pois não sen­ nenhuma outra Igreja o faz. Pouco l’ai Celestial.

Escopo da História da Igreja knight c assim o primeiro milagre


realizado com o poder do Sacerdócio,
2. O R G A N IZ A Ç Ã O D A IG R E JA consumou-se nesta última dispensa-
ção.
por André Sornsen Mais tarde depois dêst” aconte­
cimento Joseph Smith retornou a
O S E P H SM1TH, agora investi­ trabalho de proseletismo foi lançado
J do pelos poderes do Santo Sacer­
dócio que lhe fôra conferido por se­
em 11 de abril d? 1830 com o primei­
ro discurso pronunciado por Oliver
Fayette e Newel Knight o seguiu c
foi batizado na última semana de
maio, por David Whitmer. Mo dia
res celestiais estava apto para trazer Cowdery em casa de Pai Peter \ \hit-
9 de junho de 1830 a primeira con­
aos filhos dos homens as maravilhas m er; e uma semana mais tarde ( 18 de
ferência da Igreja foi realizada em
da plenitude do Evangelho de Jesus abril) pessoas que compareceram à
Cristo. Como na Igreja Primitiva o Eayette, Condado de Seneca, Estado
primeira reunião foram batizadas.
Quorum dos Doze Apóstolos foi or­ de \ermuiit. A Igreja por êsse tem­
Um mês mais tarde o Profeta Joseph
ganizado bem como os demais ofi­ po contava com um número de 27
Smith seguiu para Colesville, Conda­
ciais do Sacerdócio. Nessa memorá­ almas. Muitas pessoas que assisti­
do de Broome, Estado de Nova Ior­
vel têrça-feira de 1830 reunidos Jo- r, m-na tornaram-se logo mais, mem­
que e visitou a família Knight que
bros da Igreja. Nesta conferência o
seph Sniitli, Oliver Cowdery, Hyrum lhe assistira materialmente na tradu­
sacramento foi administrado e as pes­
Smith, Peter Whitmer Jr., David ção das placas. Diversas reuniões fo­
soas que tinham sido batizadas re­
Whitmer e Samuel H. Smith e ou­ ram realizadas nesse local assistida
centemente receberam a confirmação
tros, abriram a sessão com uma ora­ com grande interesse pelo filho de Jo­
e o dom do Espírito Santo. Os ofi­
ção solene; e embuídos pelo Espíri­ seph Knight — Newel Knight. P.ste
ciais dirigentes foram Joseph Smith
to de Deus Joseph Smith ordenou-os jovem conversou diversas vêzes com
o Profeta, Oliver Cowdery, David
pela imposição das mãos um por um o Profeta1sõbre vários assuntos e re­
\
\hitmer, Peter W hitmer e Ziba Pe-
com seus respectivos cargos no Sa­ solveu orar, mas cada vez era impos­
cerdócio. Estr.vam tão cheios do Es­ sibilitado por algo estranho. Então di­ terson todos êles possuindo o cargo de
pírito Santo que levantaram suas vo­ Élderes da Igreja. Durante esta con­
rigiu-se à floresta para orar, mas seus
zes dando testemunhos veementes da­ ferência Samuel H. Smith foi orde­
lábios, como que selados, nada pro­
quela grande obra que se concretiza­ nado Elder; Joseph Smith, Pai, Hy-
nunciaram e ao voltar para casa seu
va. Desde então a Igreja de Jesus rosto estava transformado e sofrendo (C o n tin u a na páyin a 138)
Cristo dos Santos dos Últimos Dias contorsões. Imediatamente chamou
N ota do E d it o r : — Ê st e é o segundo
como assim deveria ser chamada por pelo Profeta que prontamente acor­ de uma séri e de artigos contendo um re­
revelação do próprio Jesus Cristo reu, pois disse estar possuído por um sumo da H ist ór ia ria I g r e j a de J e s u s
(Yer Doutrinas e Convênios 115 :3-4), espírito maléfico. E Joseph Smith sob Cri sto dos Sa n to s dos Últimos Dias.
O terceiro A I g r e j a nos Est ado s
principiou a espalhar a sua luz e seu o comando de Jesus Cristo expulsou
de Ohio e Misso 11 ri — s ai r á no próx im a
estandarte entre tôdas as nações. O o demônio que atormentava Newel número.

130 A L IA H O X A
E N S I N A M E N T O S DO P R O F E T A J O S K P H SM ITH 81

ü BA TISM O E O DOM 1 )0 E S P I R I T O SANTO pelo poder de Deus, e haverá espiritos em seus corpos
e não sangue. As crianças serão entronadas na presença
O batismo é um sinal a Deu?, aos anjos, e aos céus
de Deus e do Cordeiro com corpos da mesma estatura ( ')
de (|tie cumprimos a vontade d? Deus; e não há outro
que tiveram 1 1 a terra, pois foram redimidas pelo sangue do
modo debaixo dos céus pelo qual Deus tenha ordenado
Cordeiro; ali gozarão da plenitude dessa luz, glória e in­
para que o homem venha a Êle e seja salvo e entre 1 1 0
teligência que são preparadas no reino celestial. “Abençoa­
Reino de Deus, senão pela fé em Jesus Cristo, o arre-
dos são os que morrem 1 1 0 Senhor, porque descançam
pend:mento, e o batismo para a remissão dos pecados,
de todos os seus trabalhos, e suas obras os seguirão” .
sendo em vão qualquer outro meio; e então tereis a pro­
Antes de concluir, o orador conclamou a assembléia
messa do dom do Espirito Santo.
Qual é o sinal para curar aos enfermos? A imposi­ perante êle a se humilhar com fé diante de Deus, e com
ção das mão é o sin:.l ou meio que Tiago indicou, e o poderosa oração e jejum invocassem o nome do Senhor,
costume dos antigos Santos segundo mandou o Senhor; até que fôssem purificados os elementos sôbre nossas ca­
beças, e a terra santificada sob nossos pés, para que os
e não podemos receber a bênção por fazê-lo de outra ma­
habitantes desta cidade possam escapar do poder da doen­
neira que não seja a indicada pelo Senhor. Que seria se
tentássemos obter o dom do Espírito Santo através de ça e pestilência, assim como do destruidor que anda sô­
outros meios que não fôssem os indicados por Deus — bre a face da terra, e para que o Espírito Santo de Deus
obtê-lo-íamos? Certamente que não; todos os outros meios possa repousar sôbre esta vasta multidão.
falhariam. O Senhor disse: Faça isto e isto, c eu vos
BA TISM O S REA LIZA D O S
abençoarei.

Ao fim da reunião o Presidente Smith disse que ad­


PALAVRAS CHAVES 1 )0 SA CER D Ó CIO
ministraria a ordenança do batismo no rio, próximo de
Há certas palavras e sinais chaves que pertencem ao sua casa, às duas horas; e na hora indicada, a margem
Sacerdócio que se deve observar com o fim de obter a do Mississipi estava tomada por uma multidão de pes­
bênção. O sinal que Pedro deu foi arrepender-se e ba­ soas. O Presidente Joseph Smith entrou 1 1 0 rio e bati­
tizar-se para a remissão dos pecados, com a promessa do zou oitenta pessoas para a remissão de seus pecados; e
dom do Espírito Santo; e o dom do Espírito Santo não o que aumentou o gôzo da ocasião foi que a primeira pes­
se obtém de nenhuma outra maneira. soa a ser batizada foi M . L . D . Wasson, sobrinho da sra.
Emma Smith - o primeiro de seus parentes que abra­
D IFER EN Ç A ENTRE O E SP IR IT O SANTO E O DOM 1 )0
çaram a plenitude do Evangelho.
E SP IR IT O SANTO
No encerramento desta interessante cena, o adminis­
Existe uma diferença entre o Espírito Santo e o dom
trador ergueu suas mãos aos céus e implorou que as bên­
do Espírito Santo. Cornélio recebeu o Espírito Santo
çãos de Deus descançassem sê>bre aquelas pessoas; e cer­
antes de ser batizado, o que foi para êle o poder con­
tamente o Espírito de Deus desceu sê>bre a multidão, pa­
vincente de Deus e da verdade do Evangelho; mas não
ra alegria e consolo de nossos corações.
podia receber o dom do Espírito Santo senão depois de
ser batizado. Se êle não tivesse tomado sõbre si êste Após o batismo, a congregação de novo se reuniu
sinal ou ordenança, o Espírito Santo que o convencera 1 1 0 bosque, próximo ao Templo, para efetuar a ordenança
da verdade de Deus, teria se apartado dêle. Até que da confirmação, e, não obstante o Presidente ter falado
obedecesse estas ordenanças e recebesse o dom do Espí­ às pessoas ao ar livre, e ter permanecido na água e bati­
rito Santo pela imposição das mãos, de acórdo com a zado cerca de oitenta pessoas, cerca de cinqüenta dos que
ordem de Deus, não poderia curar os enfêrmos nem man­ foram batizados receberam a confirmação sob suas mãos
dar a um espírito mau que saísse de um homem, e êste na parte da tarde do dia. Enquanto isto se verificava,
o obedecesse; porque os espíritos poderiam dizer-lhe, co­ grandes números estavam sendo batizados 1 1 a fonte ba­
mo disseram aos filhos de Sceva: “A Paulo conhece­ tismal para os mortos. (20 de marco de 1842) D H C
mos, e a Jesus conhecemos; mas vós quem sois” ? Pou­ 4:553-557.
co importa que permaneçamos pouco 0 1 1 longo tempo so­
bre a terra após termos conhecimento dêstes princípios e ( 4) Na revista Improvement Era de Junho de 1904,
de obedecê-los até o fim. Sei que todos os homens se­ o Presidente Joseph P, Smith num editorial sôbre a
ressurreição, disse :
rão condenados se não andaram pelo caminho que Êle
O corpo sairá como c sepultado, porque não há cres­
abriu, e êste é 0 caminho indicado pela palavra do Se­ cimento ou desenvolvimento na tumba. Como é depo­
nhor. sitado assim sc levantará, e efetuará sua perfeição pela
lei da restituição. Mas 0 espírito continuará a .fe expan­
RESSU R R EIÇ Ã O U N IV E R SA L dir e a se desenvolver, e o corpo, após a ressurreição al­
cançará sua estatura completa do homem.
Com respeito a ressurreição, direi simplesmente que Pode-se aceitar isto como a doutrina da Iyreja com
todos os homens sairão da tumba tal como descem, sejam respeito a ressurreição das crianças e seu futuro cresci­
mento até atingir a estatura completa de homens ou mu­
velhos 0 1 1 jovens; não será “acrescentado um covado à
lheres; e concorda igualmente com aquilo que se consi­
estatura”, nem será tirado. Todos serão ressuscitados dera razoável c desejável.
E N S IN A M E N T O S DO PROFETA JO S E P H S M IT H

S I X Ó P S E DO S E R M Ã O DO P R O F E T A S Õ B R E O B A T I S M O e ensinamentos às igrejas em seus dias — que é privilégio


PELOS MORTOS de cada membro viver longo tempo e gozar saúde. E n­
tão abençoou os Santos. (30 de março de 1842). D .H .C .
Êste foi um dia interessante. Uma grande congre­
4 :570.
gação se reuniu no bosque próximo ao Templo. O Ir ­
mão Amasa Lvman se dirigiu às pessoas de maneira bas­ “ PROVAI OS E SP ÍR IT O S"
tante interessante. Seguiu-se a êle, Joseph, o Vidente,
que fez algumas observações altamente edificantes e ins­ liditorial do Profeta cm Times and Seasons.
trutivas com respeito ao batismo pelos mortos. Disse
que a Bíblia aprovava a doutrina, citando I Cor. 15:29:
“ Doutra maneira que farão os que se batizam pelos mor­
tos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por As recentes ocorrências que se verificaram recente­
que se batizam êles então pelos mortos” ? Se existe uma mente entre nós, impõem o dever imperativo de dizer algo
palavra do Senhor que apoia a doutrina do batismo pelos com relação aos espíritos que atuam sôbre os homens.
mortòs, é suficiente para recebê-la como uma doutrina Ê evidente pelos escritos dos Apóstolos, que existi­
verdadeira. Ademais, se podemos, pela autoridade do ram muitos falsos espíritos em sua época, que se “espa­
Sacerdócio do Filho de Deu.-, batizar um homem em no­ lharam pelo mundo”, e que se precisava a inteligência que
me do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, para a remis­ somente Deus podia proporcionar, para discernir os es­
são dos pecados, é justo que tenhamos igual privilégio de píritos ffljsos, e comprovar quais os espíritos que eram de
obrar como representantes, e sermos batizados para a re­ Deus. O mundo em geral se achava na mais estúpida ig­
missão dos pecados para e em favor de nos os parentes norância com respeito a êste assunto, e não poderia ser
mortos que não ouviram o Evangelho, ou a sua plenitu­ de outra forma, pois “nenhum homem conhece as coisas
de. (27 de março de 1842). D .H .C . 4:368-569. de Deus, senão o Espírito de Deus”.
Os Egípcios não foram capazes de descobrir a dife­
SIN Ó PSE DAS PALAVRAS 1 )0 PROFETA A SO C IED A D E rença entre os milagres de Moisés e os dos magos, senão
F EM IN IN A DE SOCORRO quando postos à prova juntamente; e se “Moisés não ti­
vesse aparecido entre êles, indubitávelmente haveriam
O Presidente se levantou e falou sôbre a organização
acreditado q u e os magos faziam seus milagres median­
da Sociedade Feminina de Socorro; disse que estava pro­
te o grande poder de Deus, pois êles realizavam grandes
fundamente interessado que fôsse organizada, para :v milagres; havia se desenvolvido uma agência sobrenatu­
glória do Altíssimo, de uma maneira aceitável; que era
ral e se manifestava 11 11 1 grande poder.
preciso observar os seus regulamentos; que não fôsse
recebido nela o que não fôsse digno; propôs que cada * * *
candidata fôsse examinada cuidadosamente; que a socie­
dade estava crescendo muito depressa. Que ela devia
Teria sido igualmente difícil para nós, dizer por qual
crescer gradativamente, começando com poucos membros,
para assim ter uma sociedade seleta de pessoas virtuosas espírito os Apóstolos profetizavam, ou por meio de que
e outras que estivessem dispostas a conduzir-se com cir­ poder falavam e realizavam milagres. Quem poderia di­
cunspecção; elogiou-as pelo seu zelo, mas disse que às zer se o poder de Simão, o mago, era de IM is 0 1 1 do dia­
vêzes êsse zelo não estava de acórdo com a prudência. bo?
Um dos principais objetivos da instituição era expurgar Parece que, em tôdas as eras, sempre houve falta
tôda iniqüidade; disse que deviam ser extremamente im­ de conhecimento quanto a êste assunto. Espíritos de to­
parciais em todos os seus exames, ou as conseqüências das as espécies, em tódas as eras, têm se manifestado en­
seriam sérias. tre quase todos os povos. Se vamos entre os pagãos, têm
Tôdas as dificuldades que ficam ou que possam fi êles os seus espíritos; os Mahometanos, os Judeus, os
car em nosso caminho devem ser vencidas. Embora seja Cristãos, os índios — todos têm seus espíritos, todos têm
provada a alma, ainda que desfaleça o coração e as mãos 1 1 1 1 1 a agência sobrenatural, e todos alegam que seus espí­
caiam sem fórças, não devemos retroceder; deve haver ritos são de Deus. Quem solverá o mistério? “Provai
determinação aparte da simpatia. Quando instruídos, de­
os Espíritos”, diz João; mas quem irá fazê-lo? O ins­
vemos obedecer essa voz e observar as leis do Reino de
truído, o eloqüente, o filósofo, o sábio, o ministro —■to­
Deus, para que as bênçãos dos céus possam descer sôbre
dos são ignorantes. Os pagãos se ufanam de seus deu­
nós. Tôdas devem agir em harmonia, ou nada será feito;
ses e das grandes coisas que desvendaram seus oráculos.
e se deve proceder de acórdo com o Sacerdócio da anti­
guidade ; portanto, os Santos devem ser um povo seleto, O Mussulmano se jatará de seu alcorão e das comunica­
separados de todos os males do mundo — escolhidos, vir­ ções divinas que seus progenitores receberam. Os Judeus
tuosos, e santos. O Senhor fará da Igreja de Jesus Cris­ tiveram entre êles numerosos exemplos, tanto modernos
to um reino de Sacerdotes, um povo santo, uma geração como antigos, de homens que se diziam inspirados e que
escolhida, como nos dias de Enoc, possuindo todos os foram enviados para realizar grandes acontecimentos, e
dons que Paulo manifestou à Igreja em suas epístolas neste respeito o mundo cristão não fica atrás.
E N S I N A M E N T O S DO P R O F E T A J O S 1 T I I SMIT1Í 88

JC N O R A N C IA DA NATUREZA DOS E S P lR IT O íi luz? Se Satanás aparecesse como 11 1 1 1 anjo de glória, quem


poderia dizer sua còr, seus sinais, sua aparência, sua
“J’ruvai os Espíritos” ; mas por que meio? Deve­
glória 0 1 1 a maneira de sua manifestação? Quem pode­
mos prová-los pelos credos dos homens? Que absurda in­
rá discernir o espirito dos profetas franceses com suas
sensatez - que brilhante ignorância — que loucura ! Por
revelações, visões, e poder de manifestações? Ou quem
à prova as obras e feitos de um ser eterno (porque digo
poderia declarar o espírito dos discípulos de Irving, com
que todos os espíritos o são) por algo que se concebeu
seu; apóstolos e profetas, e visões e línguas, e interpre­
na ignorância, e veio à luz na insensatez — uma teia de
tações, etc. Ou quem pode sair à luz do dia c revelar
ontem ! Os anjos ocultariam suas faces, e os diabos se
os mistérios ocultos dos falsos espíritos que tão frequen­
envergonhariam e se ofenderiam, e diriam: Paulo co­
temente se manifestam entre os Santos dos Últimos Dias?
nhecemos, a Jesus conhecemos; mas vós quem sois” ? Se
Respondemos que nenhum homem pode conseguir isto sem
cada homem da sociedade fizesse 11 11 1 credo e por meio
o Sacerdócio, e sem ter 11 1 1 1 conhecimento das leis pelas
dele provasse os espíritos, o diabo soltaria uma gargalha­
quais os espíritos são governados; porque assim como
d a ; é tudo o que êle pediria - - tudo o que desejaria. Sem
nenhum homem conhece as coisas de Deus senão pelo Es­
dúvida muitos dêlcs o fazem, e 6 porisso que “muitos es­
pírito dc Deus, nenhum homem conhece o espírito do
píritos estão espalhados pelo mundo.
diabo, nem seu poder e influência, se não possui uma
U 111 dos grandes males e que os homens desconhecem inteligência superior a humana, e tendo-lhe sido reve­
a natureza dos espíritos; seu poder, leis, governos, inteli­ ladas, por meio do Sacerdócio, as misteriosas operações
gência, etc., e quando se manifesta algo que se pareça de suas artimanhas; sem conhecer a forma angélica, o
com poder, revelação, 0 1 1 visão, supõem que deve ser de olhar e gestos santificados, e o zelo que é frequentemente
Deus. Por isto é que com frequência se ve entre os me­ manifesto por êle para a glória de Deus, junto com o
todistas. presbiterianos e outros, 11 1 1 1 espirito que os obri­ espírito profético, a influência graciosa, a aparência pie­
ga a deitar-se, e durante sua operação, todo movimento dosa, e as vestes santas, que são tão características de
é inteiramente suspenso; êles o consideram o poder de sua maneira de proceder c seus misteriosos volteios.
Deus, e uma gloriosa manifestação de Deus — mas, ma­ Um homem deve ter o dom do discernimento dos es­
nifestação do que? Comunica-se a inteligência? Abrem- píritos antes que possa demonstrar à luz do dia essa in­
se as cortinas dos céus, 0 1 1 se revelam os intentos de fluência infernal e expô-la ao mundo em todo o seu as­
Deus? Viram êles 11 1 1 1 anjo e conversaram com êle pecto diabólico, horrido e destruidor dc almas; porque
0 1 1 viram as glórias futuras? Não! Mas seus corpos
nada é de maior injuria aos filhos dos homens do que
ficam inanimados, a operação de seu espirito suspensa e estar sob a influência de um falso espírito quando i>en-
tôda inteligência que pode ser dêlcs obtida quando levan­ sam que têm o Espírito dc Deus. Milhares têm sentido
tam, é um grito de “glêria”, ou “aleluia”, ou outra ex­ a inflm' cia dc seu terrível poder e efeitos perniciosos.
pressão incoerente; mas êles obtinham o “poder”. Foram empreendidas longas peregrinações, penitências
O Shakcr gira sôbre seus pés, impelido por uma agên­ foram feitas, e a dor, a miséria e a ruína têm seguido
cia 0 1 1 espírito sobrenatural, e pensa que está dominado pe­ seus passos; nações foram convulsionadas, reinos derri-
lo Espírito de Deus; e o saltador pula e faz tôda espécie bados, províncias assoladas, e o sangue, a matança e a
de extravagâncias. O Metodista primitivo solta gritos desolação são as vestimentas com que se tem revestido,
sob a influência dêsse espírito, até fender os céus com
seus gritos; enquanto que os Quacres (ou amigos) toca­ * * *
dos, como pensam, pelo Espírito de Deus, sentam-se e fi­
cam imóveis sem dizer nada'. É Deus o autor de tudo O E S P IR IT O DE DEUS f. O E S P IR IT O DO
:sto? Se de todo não é, que é que Êle reconhece? Cer­ CO N H EC IM E N T O
tamente tal massa heterogenca dc confusão nunca pode­
rá entrar 1 1 0 reino dos céus. Como observamos antes, a grande dificuldade reside
1 1 a ignorância da natureza dos espíritos, das leis pelas
quais são governados, e os sinais pelos quais podem ser
D ISC E R N IM E N T O DOS E S P ÍR IT O S PELO PODER DO
reconhecidos; si se precisa o Espírito de Deus para co­
SA CER D Ó CIO
nhecer as coisas de Deus, e se o espírito do diabo pode
Cada 11 1 1 1 dêstes declara ser competente para provar o ser desmascarado somente por êsse meio, então deve-se
espírito de seu próximo, mas ninguém pode provar o seu concluir, como conseqüência natural, que a menos que uma
próprio; e por qual razão? Porque não têm a chave pa­ pessoa ou pessoas recebam uma comunicação ou revelação
ra abrir, nem medida com que medir, nem critério algum de Deus, expondo-lhes a operação do espírito, devem per­
com que possa prová-lo. Pode alguém dar o compri­ manecer eternamente na ignorância a respeito dêstes prin­
mento, a largura e a altura de 1 1 1 1 1 prédio sem uma mfcdi- cípios ; pois sustento que se nenhum homem pode enten­
da? Poderá provar a qualidade dos metais sem um cri­ der estas coisas senão pelo Espírito de Deus, nem o po­
tério, ou indicar os movimentos dos sistemas planetários, dem dez mil homens; está igualmente fora do alcance
sem um conhecimento de astronomia? Certamente que da ciência do sábio, da linguagem do eloqüente, do po­
não, e se semelhante ignorância se manifesta quanto a um der do poderoso. E finalmente, seja qual for 0 concei­
espírito desta classe, quem poderá descrever 11 1 1 1 anjo dc to que possamos ter sôbre a revelação, teremos que clie-
I-XS1X -VMI-NTOS LX) P R O F E T A J O S E P H SM1TII

;rar a esta conclusão: qtic sem cia não podemos conhecer que Israel sc havia entregado a idolatria; pôde declarar
nem compreender nada de I)cus, ou do diabo; e conquan­ o pccado de Norá, Datan e Abiram ; descobriu aos bru­
to o mundo se negue a reconhecer êste principio, é evi­ xos e feiticeiros em suas artimanhas, e indicou os ver­
dente, pela multiplicidade de credos e nações relacionados dadeiros profetas do Senhor. Josué pôde revelar o ho­
com éste assunto, que não entendem nada dê-te princi­ mem que tinha roubado a barra de ouro e o manto 15;;-
pio; c está igualmente claro que sem a divina comuni­ bilónico. Miqueas pôde discernir o falso espírto pelo
cação, devem permanecer na ignorânci; . () mundo sem­ qual os quatrocentos profetas eram governados; c se seu
pre tomou os falsos profetas pelos verdadeiros; c os que conselho fôsse ouvido, muitas almas teriam sido salvas
foram enviados por Drus foram considerados falsos pro- ( II Cor. 18). Elias, Eliseo, Is; ias. Jeremias, Ezccpiicl c
lctas. K assim mataram, apedrejaram, castigar; ai e muitos outros profetas po-suíram êsse poder. Xosso Sal­
;'.prisionaram os verdadeiros profetas, e estes tiveram que vador, os Apóstolos, c mesmo os membros da Igreja eram
sc refugiar “nos deserto e cavernas, c nas covas da ter­ ditados com êste dom, pois Paulo diz (I Cor. 12), “A
ra” ; e embora fôssem os homens mais honoráves da n 11 s é dado o dom das línguas, a outros a interpretação
terra, os expulsaram dc sua socicdad: como vagabun­ das líunguas, a outro a operação dc milagres, a outro a
dos. enquanto que êles apoiar;:*, honrar; m, c sustenta­ profecia, a outro o discernimento de espíritos”. Iodos
ram a velha*»).-, vagabundos, hipócritas, impostores, c aos êstes procediam do mesmo Espírito de Deus, c eram dons
homens mais vis dc Deus. A Igreja dc Êfeso estava capacitada por êste
princípio “a i» r à prova os que diziam ser Apóstolos, e
não eram, e achou-os mentirosos”. (Apo. 2:2).
O UCJM 1 )0 D ISC E R N IM E N TO DL E SP ÍR IT O S

O homem deve ter o discernimento dos espiritos, co­ D IFER E N Ç A ENTRE O UORPO E O ESP IR IT O
mo já dissemos anlcs, para poder entender estas consas;
Seguindo o assunto até a sua origem, e consideran­
e como pode obter êste dom si não há dons do hspirito?
do-o filosoficamente, acharemos uma ditcrença bem ma­
"Cristo ascendeu aos céus, e deu dons aos homens; e
terial entre o corpo e o espírito; supõe-se que o corpo
Êle deu uns Apóstolos, outros Profetas, outros Evange­
é matéria organizada, e o espírito, segundo muitos, é
listas, outros Pastores e Mestres”. I' como foram os
material e sem substância. Nos permitimos impugnar
Ap<’>stolos, os Profetas, os Pastores, os Mestres e Evan­
esta última declaração, e diremos que o espírito é uma
gelistas escolhidos? Pela profecia (revelação) e pela
substância; que é material, mas que é matéria mais pu­
imposição das mãos -- por uma comunicação divina, e
ra, mais elástica c mais definada do que o corpo; que
uma ordenança divinamente indicada — mediante o Sa­
existiu antes do corpo, pode existir no corpo, c existirá
cerdócio, organizado de acórdo com a ordem de Deus.
separado do corpo, quando o corpo se converter em pó;
por mandamento divino. Os Apostolos nt s dias antigos
liveram as chaves desse Sacerdócio — dos mistérios do e que na re.-surreieão será novamente unida a êle.
Reino de Deus, e consequentemente etavam capacitados OS E SP ÍR IT O S eter n o s
a abrir e desenredar tôdas as coisas pertencentes ao go­
verno da Igreja, o bem estar da sociedade, o futuro des­ Sem tentar descrever essa misteriosa união, nem as
tino dos homens, e a agência, poder e influência dos es­ leis que governam o corpo e o espírito do homem, nem
píritos; pois podiam controlá-los segundo sua vontade, ex­ sua revelação um com o outro, ou o propósito de Deus
pulsá-los em nome de Jesus, e discernir suas malévolas e com relação ao corpo Immano e espírito, observarei so­
misteriosas operações quando tratavam de impor-se na mente que os espíritos dos homens são eternos; que são
Igreja em vestes religiosas, e militar contra os interesses governados pelo mesmo Sacerdócio que Abraão, Melqui-
da Igreja e a difusão da verdade. Lemos que “expulsa­ zedec, e os Apóstolos obedeceram; que são organizados
vam aos demônios em nome de Jesus”, e quando uma de acórdo com êsse sacerdócio que é eterno, “Sem princí­
mulher que possuía o espírito de advinhação clamando pe­ pio de dias ou lins de anos” ; que todos obram em suas
rante Paulo e Silas, “êstes são os servos do Deus Altís­ respectivas esferas, e são governados pela lei de Deus;
simo que nos mostram o caminho da salvação”, êles d?s- epie quando aparecem sõbre a terra se acham num estado
cobriram o espírito. E embora ela falasse dêles favora­ probatório, e se estão preparando, se forem justos, para
velmente, Paulo ordenou que o espírito a deixasse, para uma futura e maior glória; que os espíritos dos homens
salvá-los do oprobio que pudesse ter caído sôbre êles, pois bons não podem interferir com os maus senão dentro dos
se não houvessem repreendido ao espírito mau, certa­ limites prescritos, porque o arcanjo Miguel não se atre­
mente os haveriam acusado de haver-se aliado a ela pa­ veu a usar um juizo de maldição contra o diabo, mas dis­
ra adiantar seus planos perversos. se: “O Senhor te repreenda, Satanás”.

1. 1 M I T A I K ) O PODER DOS E SP ÍR IT O S MAUS


U DO M Q U E O S P R O F E T A S T I V E 1Í A M

Poder semelhante a êsse existiu mediante o Sacer­ Também parece que os espíritos maus têm seus li­
dócio em diferentes épocas. Moisés pôde discernir o mites, restrições, e leis pelas quais são governados ou
poder do mago, e mostrar que êle era servo de Deus. controlados e conhecem o seu futuro destino; daí, aquê-
Quando se achava sóbre o monte, soube (por revelação) les que estavam no endemoniado perguntarem ao nosso
E N S I N A M K N T ( ) S D O PROKI-IT a JOS1 P l l S M IT H

Salvador: “Viestc atormentar-nos antes do tempo” í ; e ra e gula, o Alfa e Ôniega, contrário a tôda regra, prin­
(|iiando Satanás se apresentou perante o Scnhar, entre cipio, e ordem.
os filhos de Deus, disse que vinha “de andar de um lado Jeminah Wilkinson foi outra profetiza que figurou
a outro da terra, e de vaguear para lá e para cá sôbre principalmente 1 1 a América no século passado. E'a di­
ela” ; e êle é evidentemente chamado o príncipe do poder zia que havia caído cnffrma e morrido, e que sua alma
do ar; e, é bem evidente que êles tem 11 1 1 1 poder que nin­ havia subido ac.s céus, onde ainda continua. Logo de­
guém, a não ser os que possuem o Sacerdócio, pode con­ pois, seu corpo foi reanimado pelo Espírito e poder de
trolar, como já advertimos 1 1 0 c;. o dos filhos de Sceva. Cristo, pelo qual ela estabeleceu-se como mestra pública
Tendo dito tanto sôbre os princípios gerais, .em fazer c declarava' que ela teve uma revelação direta. Mas as
referência a singular posição, poder, e influência dos ma­ escrituras positivamente afirmam que “Cristo é a pri-
gos do Egito, os advinhos e feiticeiros dos Judeus, os inicia, depois os que ;ão de Cristo, 1 1 a sua vinda, c então
oráculos dos pagãos, seus nccroniantcs, vaticinadorcs, c virá o fim ”. Mas Jeminah, de acórdo com o seu teste­
astrólogos, os maníacos ou os que estavam possuídos dos munho, morreu e rc suscitou antes do tempo mencionado
demônios nos dias dos Apóstolos, consideraremos, e tra­ nas Escrituras. A idéia de que sua alma se achava 1 1 0
taremos de discernir (até onde nos ajudem as Escritu­ céu enquanto seu corpo existia (vivia) na terra, é tam­
ras) alguns exemplos do desenvolvimento de faisos es­ bém absurda. Quando Deus soprou nas narinas do ho­
píritos em tempos mais modernos, e nesses nossos dias. mem, êste sc tornou alma vivente; antes disto não vivia,
e quando aquilo lhe foi tirado, seu corpo morreu. O
mesmo aconteceu com o nosso Salvador quando o espírito
I' A I . S O S P R O F E T A S deixou o corpo, e não voltou seu corpo a viver até que
Seu espírito retornou 1 1 0 poder de sua ressurreição. Mas
Os “profetas franceses” estavam possuidos de uni
a alma da sra. Y\ilkison se achava 1 1 0 céu, e seu corpo
espírito mentiroso. Existiram em \ivaris e Dauphany
sem a alma (ou vida) na terra, vivendo (sem a alma)
em grandes números 1 1 0 ano de 1698; havia muitos ra­
sem vida !
pazes e moças entre dezessete e vinte e cinco anus; ti­
nham ataques estranhos com tremores e desmaios, que os
faziam extender suas pernas e braços, como se estives­ OS D ISC ÍPU LO S DE IRVIN C.
sem cm um exiâse; permaneciam algum tempo cm tran­
Os da Igreja de Irving são uma gmite que têm fal­
ses, e ao sair dêlcs, proferiam tudo que lhes vinha à bo­
sificado a verdade, talvez mais intimamente do que qual­
ca. (Yer Ihick’s 7 liculogicul Pielionary).
quer dc nossos sectários modernos. Começaram cerca de
Ora, Deus nunca teve profetas que agissem dêsse mo­ dez anos atrás 1 1 a cidade de Londres, 1 1 a Inglaterra; es­
do ; não havia nada de indecoroso 1 1 a conduta dos profe­ tabeleceram igrejas em várias partes da Inglaterra e Es­
tas do Senhor em qualquer época; nem os Apóstolos, cócia, e aigumas ao norte do Canadá. Seu fundador, o
nem os Profetas tinham qualquer coisa semelhante nos sr. Irving, era um erudito e talentoso ministro da Igreja
dias dos Apóstolos. Paulo disse: “Todos podereis pro­ da Escócia; era um grande lógico e poderoso orador ain­
fetizar uns depois dos outros; mas se a outro for re­ da <111 e tempestuoso e entusiástico em seus pontos de vis­
velado alguma coisa, cale-se o primeiro, pois o espírito do:; ta. Por viver nos altos círculos, e possuindo talentos e
Profetas está sujeito aos Profetas"; mas vemos aqui que
zelo, conseguiu reputação proeminente c ergueu uma so­
os profetas estavam sujeitos ao espírito, e caiam ao solo, ciedade similar a que leva seu nome.
tendo contorsões, saltando e desmaiando mediante a in­ O lrvingismo tinha apóstolos, profetas, pastores,
fluência dêsse espirito, ficando inteiramente sob seu con­ mestre-*, evangelistas, e anjos. Diziam ter o dom das
trole. Paulo diz: “4'aça-se tudo com decência e com
línguas, e , interpretação das línguas, e em alguns pou­
ordem” ; mas aqui encontramos a maior de-ordem c inde- cos exemplos, o dom de curar.
coro 1 1 a conduta tanto dos homens como das mulheres, co­
O prime.ro espírito profético que se manifestou foi
mo foi acima descrito. \ mesma regra se pode aplicar cm umas senhoritas Campbell que o Sr. Irving havia co­
aos saltos, contorçõe , dennaios, tremores e transes de
nhecido quando em viagem para a Escócia; tinham (o epie
muitos de nossos pregadores modernos. chama em sua seita) “manifestações”, que eram evidente­
lohanna Southcolt dizia er profetiza, e escreveu 11 11 1 mente de uma agência sobrenatural. O Sr. Irving, cain­
livro de profecias cm 1804. Ela foi a fundadora de um do no êrro comum de considerar tôdas as manifestações
povo que ainda existe. Ia dar a luz, cm determ nado lu­ sobrenaturais como de Deus, ievou-as com êle a Londres,
gar, a um filho que era para ser o Messias; mas n:sto e ; ; apresentou a sua igreja.
ela fracassou. Independentemente disto, contudo, onde \b foram honradas como profetizas de Deus, e
encontramos uma mulher que foi fundadora de unia igre­ quando falavam, tanto o Sr. Irving como qualquer de
ja; na palavra de Deus? Paulo disse às mulheres em seus ministros tinham que guardar silêncio. Sofriam
seus dias: “Para estarem caladas 1 1 a igreja; e que se de­ tinia mudança rara perante a congregação, e tinham es­
sejassem saber qualquer coisa que perguntassem a seus tranhas manifestações, manifestas com voz não natural e
maridos em casa” ; não permitiria a mulher “governar 0 1 1 aguda, e com trêmulas entonações proferiam umas tantas
usurpar a autoridade 1 1 a igreja” ; mas aqui encontramos frases entrecortadas e desunidas, que eram ambíguas, in­
uma mulher como fundadora de uma igreja, e revelado- coerentes e incompreensivas, e mais claramente em outras
86 E N S IN A M E N T O S DO P R O F E T A J O S E P H S M IT H

ocasiões. Com frequência gritavam: “H á iniqüidade! preendas o Ancião, senão trate-o como um pai” ; e não era
H á iniqüidade"! E o Sr. Irving se via, sôbre a influên­ somente isso, pois frequentemente acusavam os irmãos, e
cia dessa repreensão, a cair de joelhos perante a congre­ assim elas se punham no lugar de Satanás, que enfàtica-
gação pública, e a confessar seu pecado, sem saber se ti­ mente é chamado de “o acusador dos irmãos".
nha pecado, nem de que maneira', nem si aquilo se referia Terceiro. O Sr. Baxter recebeu o espirito tão so­
a êle ou a qualquer outro. Durante essas operações, os mente pediudo-o, sem cumprir com as ordenanças, e co­
corpos das pessoas que falavam eram dominados por uma meçou a profetizar, enquanto que segundo as Escrituras,
influência potentíssima; seus rostos ficavam desfigurados, o modo de obter o dom do Espírito Santo é mediante o
tinham freqüentes contorções nas mãos, e todo o seu sis­ br.íismo, e imposição das mãos.
tema era poderosamente convulsionado de vez em quan­ Quarto. Como já dissemos com respeito a outros,
do; às vêzes, contudo, (supõe-se) falavam em línguas o espírito dos profetas está sujeito aos profetas; mas
corretas, e tinham verdadeiras interpretações. aquêles profetas estavam sujeitos aos espíritos, e êstes
Sob a influência dêsse espírito a igreja foi organi­ dominavam seus corpos segundo sua vontade.
zada por essas mulheres; apóstolos, profetas, etc.; fo­
Mas poder-se-á perguntar : como pôde o Sr. Baxter
ram logo chamados, e como já foi dito acima, foi esta­
receber um sinal de uma segunda pessoa? A isto res­
belecida uma ordem sistemática. Um Sr. Baxter (mais
pondemos que o irmão do Sr. Baxter estava sob a in­
tarde um de seus profetas principais) ao entrar em uma
fluência do mesmo espírito que êle; e estando sujeito a
de suas reuniões, disse: “Vi manifestado um poder, e
êsse espírito, com facilidade podia ser induzido a talar
pensando que era o poder de Deus, pedi que caisse sôbre
com o Sr. Baxter qualquer coisa que o espírito ditasse;
mim, e assim foi, e comecei a profetizar”. Oito ou no­
mas não havia poder 1 1 0 espirito para curar a criança.
ve anos atrás tinham uns sessenta pregadores que anda­
vam pelas ruas d? Londres, testificando que Londres se­
ria o lugar onde “duas testemunhas” de que fala João o SATANAS P O D E 1 >AK M A N 1F E S T A Ç K C S EM L ÍN C U A S

Revelador iam profetizar; que (êles) a igreja e o espí­


rito eram as testemunhas, e que ao fim de três anos e Também se pode perguntar, como era que podiam fa­
meio deveria haver um terremoto e grande destruição, lar em línguas se eram do diabo! Podemos responder
e nosso Salvador deveria vir. Seus apóstolos se reuni­ que podiam falar em outra língua tão bem quanto 1 1 a
ram na época indicada esperando o acontecimento, mas sua, porque estavam sob o controle daquele espírito; e o
Jesus não veio, e a profecia foi então explicada de cer­ diabo pode tentar o africano, o turco, o judeu, ou qual­
to modo ambíguo. Frequentemente recebiam sinais do quer de outra nação; e se êsses homens estavam sob a
espírito comprovando-lhes que o que lhes era comunicado influência dêsse espírito, certamente que podiam falar
deveria se realizar. O Sr. Baxter relatou uma impressão hebraico, latino, grego, italiano, holandês, ou qualquer ou­
que havia recebido com respeito a uma criança. Foi-lhe tra língua que o diabo sabia.
manifestado que êle deveria visitar a criança e impôr suas Alguns dirão, “provai aos espíritos” pela palavra.
mãos sôbre ela, e ficaria curada; e para provar-lhe que “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em
aquilo era de Deus, encontraria seu irmão em certo lugar, carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que
e êste lhe falaria certas palavras. Seu irmão dirigiu-se Jesus Cristo veio em carne, não é de Deus”. João 4:2, 3.
a êle precisamente do modo e maneira que a manifestação Um dos discípulos de Irving citou uma vez essa passagem
havia designado. Ocorreu o sinal, mas quando êle itn- enquanto se achava sob a influência de um espírito, e en­
pôs suas mãos sê>bre a criança ela não se recuperou. tão disse: “Confesso que Jesus Cristo veio em carne”.
Não posso afirmar a autenticidade desta última declara­ No entanto, essas profecias fracassaram, seu Messias não
ção, porque por êsse tempo o Sr. Baxter havia deixado veio e as grandes coisas que anunciaram cairam por ter­
a igreja de Irving, mas concorda com a maioria de seus ra. Que se passa aqui? Não disse o Apóstolo a Verda­
procedimentos, e nunca se intentou negá-la. de? Certamente (pie sim — mas êle falou a um povo
que estava em perigo de morte, no momento que abraça­
ra o Cristianismo; e ninguém, sem conhecer o fato, o
TUDO ISTO ESTA ERRADO
confessaria, expondo-se a morte; e isto se deu como nor­
Pode-se perguntar: onde há qualquer coisa em tudo ma à igreja ou igrejas a que João escreveu. Mas o dia­
isto que esteja errada ? bo em certa ocasião exclamou: “Sei quem tu és, o San­
Primeiro. A igreja foi organizada por mulheres, e to de Deus” ! Temos aqui uma franca confissão sob ou­
Deus pôs na Igreja (primeiro Apóstolos, depois Profe­ tras circunstâncias de que “Jesus tinha vindo em carne”.
tas) e não primeiro mulheres; mas o Sr. Irving pôs em Numa outra ocasião o diabo disse: “A Paulo conhecemos,
sua igreja primeiro mulheres (depois apóstolos) e a e a Jesus conhecemos” — por certo “vindo em carne” .
igreja foi fundada e organizada por elas. Uma mulher Nenhum homem ou grupo de homens sem as autoridades
não tem direito de fundar 0 1 1 organizar uma igreja — devidamente constituídas, sem o Sacerdócio e o discer­
Deus nunca as enviou para fazê-lo. nimento de espírito podem dizer a verdade sôbre os fal­
Segundo. Essas mulheres falavam em meio a uma sos espíritos. Êste poder êles o possui ram nos dias dos
reunião, e repreendiam o Sr. Irving ou qualquer da igre­ Apóstolos, mas já não está 1 1 0 mundo por vários sé­
ja. Ora, as Escrituras positivamente dizem: “Não re­ culos.
E N S IN A M E N T O S DO P R O F E T A J O S E P H SM ITH H7

FALSOS E S P ÍR IT O S NA IG R E JA retornaria; mas Deus o havia chamado para ir aos extre­


mos da terra, e desde então êle tem se afastado mais <íe
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
cento e sessenta quilômetros de sua casa, e está ainda
Dias já teve também seus falsos espíritos; pois como se vivo. Muitas coisas verdadeiras foram ditas por êsse
compõem de todos aqueles que pertenceram a tôdas essas personagem, e muitas coisas que eram falsas. Como, po­
seitas distintas que professam todo gênero de opiniões, e
de-se perguntar, se soube ser êste um anjo mau? Pela
tendo já estado sob a influência de tantas espécies de es­ côr de seus cabelos, que é 1 1 1 1 1 dos meios pelos quais êle
píritos, não seria de se admirar que se encontrassem fal­
pode ser conhecido, e por haver contradito uma revelação
sos espíritos entre nós. anterior.
Logo após o Evangelho ser estabelecido em Kirtland, Tivemos também irmãos e irmãs (pie escreveram re­
e durante a ausência das autoridades da Igreja, muitos fal­ velações, e que quiseram dirigir esta Igreja. Um foi um
sos espíritos se insinuaram, foram vistas muitas e estra'- jovem de Kirtland, Isaac Russell, de Missouri, e Gkwlden
nhas visões e foram nutridas tempestuosas e entusiásticas Bishop, e Oliver Olney, de Nauvoo. O jovem vive ago­
idéias; os homens saiam correndo porta afora sob a in­ ra com seus pais que se submeteram às leis da Igreja. ()
fluência dêsse espírito, e alguns dêles subiam aos tron­ Sr. Russell permaneceu em Far-West, de onde devia ir
cos das árvores e se punham a gritar e a entregar-se para as Montanhas Rochosas, conduzido por três n-fitas;
a tôda espécie de extravagância. Um homem chegou a mas os nefitas nunca vieram e todos os seus amigos o
correr atrás de uma bola que êle havia visto voar 1 1 0 abandonaram, com exceção de alguns parentes mais che­
ar, até que chegou à 11 1 1 1 precipício, tendo caido sóhre a gados, que desde então qua*e foram destruídos pela po-
copa de uma árvore, que salvou sua vida. E se fizeram pulaça. O Sr. Bishop foi julgado pelo Sumo Conselho,
muitas coisas rídiculas, calculadas a trazer a desgraça seus papéis foram examinados, condenados e queimados,
sôbre a Igreja de Deus, e a fazer com que o Espírito de e êle foi excomungado da Igreja. Rle reconheceu a jus­
Deus fôsse retirado e a desarraigar e destruir aqueles tiça da decisão, e disse “que agora via o seu êrro, porque
gloriosos princípios que haviam-se desenvolvido para a se êle tivesse sido governado pelas revelações dadas an­
salvação da família humana. Mas quando as autorida­ tes, êle deveria saber que nenhum homem devia escrever
des retornaram, foi manifestado o espírito; foram julga­ revelações para a Igreja a não ser Joseph Smith", e pe­
dos os mesmos que exercitavam dito espírito e os que não diu que orassem por êle e que fôsse perdoado pelos irmãos.
quiseram arrepender-se e abandoná-lo foram excomunga­ O Sr. Olney também foi julgado pelo Sumo Conselho e
dos. desagregado, porque não quis que seus escritos fôssem
Num período subsequente o espírito de um Shaker provados pela palavra de Deus, evidentemente provando
estava a ponto de ser introduzido, e noutra ocasião o po­ que êle ama as trevas mais que a luz, porque suas obras
der que faz os metodistas e os presbiterianos cair ao so­ são más. (I de abril de 1842). D .H .C . 4:571-581.
lo ; mas o espírito foi castigado e abatido, e aqueles que
não quiseram se submeter às regras e boa ordem foram
P A L A V R A S 1 )0 P R O F E T A N O F U N E R A L l)E
desagregados. Tivemos também irmãos e irmãs que ti­ EPH R A IM M ARKS
veram o falso dom das línguas; falavam entre dentes
com voz não natural, e seus corpos se contorciam como Os Santos em Nauvoo reuniram-se em casa do Pre­
os discípulos de Irving a quem já nos referimos; mas, sidente Marks, bem cèdo 1 1 a manhã, para prestar sua úl­
não há nada desnatural 1 1 0 Espirito de Deus. U 1 1 1 caso tima homenagem ao corpo de Ephraim Marks, filho do
como êste se verificou ao norte do Canadá, mas o Elder Presidente VVilliam Marks, (pie morreu a tarde do dia 7.
que o presidia o castigou; um outro, o de uma mulher, Uma grande procissão se formou dirigindo-se ao Bosque
próximo do mesmo lugar, dizia ter o discernimento de onde estava reunida uma numerosa congregação. O Pre­
espíritos; e começou a acusar outra irmã de coisas de sidente Joseph Smith falou 1 1 a ocasião com muito senti­
que não era culpada, que, disse ela, saber pelo espírito, mento e interesse. Entre outras coisas disse: “É uma
que eram certas, mas que depois foi provado ser falso. hora muito solene e terrível. Jamais a senti mais so­
Ela mesma se colocou 1 1 0 lugar de “acusadora dos ir­ lene; faz-me recordar a morte de meu irmão mais ve­
mãos”, e nenhuma pessoa mediante o discernimento de lho, Alvin, que morreu em Nova Iorque, e de meu irmão
espíritos pode acusar outra; é preciso provar a culpa por mais moço, D 0 1 1 Carlos Smith, (pie morreu em Nauvoo.
evidência positiva, ou doutro modo são inocentes. Foi difícil para mim viver sôbre a terra e ver êstes jo­
Houve também na Igreja anjos ministrantes que eram vens, a quem nos apoiamos para sustento e conforto, se­
de Satanás aparentando ser anjos de luz. Uma irmã 1 1 0 rem arrebatados dentre nós 1 1 a flór da mocidade. Sim,
Estado de Nova Iorque teve uma visão 1 1 a qual lhe foi tem sido difícil resignar-me a estas coisas. Às vêzes te­
dito que se ela fôsse a um certo lugar do bosque, um nho pensado que me sentiria mais resignado ter eu mesmo
anjo lhe apareceria. Ela foi a hora indicada, e viu 11 11 1 sido chamado desta vida se isto fôsse da vontade de Deus;
glorioso personagem descendo, vestido de branco, de ca­ entretanto, sei que nos devemos calar e reconhecer que
belos ruivos; começou por dizer a ela que temesse a Deus, é de Deus, e conformarmos com Sua vontade; tudo está
e disse-lhe que o seu marido havia sido chamado para fa­ bem. Antes que passe muito tempo seremos todos leva­
zer grandes coisas, mas que êle não devia afastar-se mais dos de igual maneira: bem pode ser o meu caso bem co­
do que cento e sessenta quilômetros de sua casa, ou jamais mo o vosso. Alguns têm pensado que o Irmão Joseph
88 E N S I N A M E N T O S DO P k O F F T A J O S E P H SM ITH

não pode morrer; mas isto é um êrro; é verdade <|ue hou­ \ Igreja deve ser purificada, c eu proclamo contra
ve ocasiões em que fiz a promessa de não morrer a fim tôda iniqüidade. O homem não pode ser salvo senão ao
de terminar tais e tais coisas, mas havendo agora reali­ passo que adquire conhecimento, porque se não obtém co­
zado essas coisas, não tenho no presente qualquer pri­ nhecimento, será levado ao cativeiro por algum poder ma­
vilégio quanto a minha vida, estando pois tão propenso ligno 1 1 0 outro mundo, porque os espíritos maus têm mais
a morrer quanto qualquer outro homem. conhecimentos, e consequentemente mais poder do que
Posso dizer em meu coração que não fiz nada con­ muitos homens que estão sôbre a terra. Assim pois, pre­
tra Ephraim Marks que me pese, e pediria a todos seus cisa-se da revelação para que nos ajude, e nos dê conhe­
companheiros que se por acaso fizeram alguma coisa con­ cimento das coisas de Deus.
tra ele que lhes pese, 0 1 1 que não gostariam de deparar Qual é a razão por que os Sacerdotes de hoje nao
0 1 1 responder perante o tribunal de Deus — si acaso o recebem revelação? Êles somente pedem para satisfazer
lujveis feito, sirva isto de admoestação a todos a con­ suas concupiscências. Seus corações estão corrompidos,
duzir-nos retamente ante Deus, e ante tôda a humanida­ e encobrem sua iniqüidade por dizer que não mais há
de, e então nos acharemos puros 1 1 0 dia do julgamento. revelações. Mas se quaisquer revelações forem dadas
Quando perdemos um amigo intimo e querido, em por Deus, são universalmente combatidas pelos Sacerdo­
quem depositamos nossos corações, seja isto por catela tes e cristandade em geral, porque elas revelam suas ini-
a nós para não depositarmos nossos afetos demasiado quidades e abominações. (10 de abril de 1842). D .H .C .
firmes sôbre outros, sabendo que êles podem nos ser ar­ 4:583.
rebatados de igual maneira. Nossos afetos deverão ser
O I S A T 1S M O PI’ LO S MORTOS
postos sôbre Deus e Sua obra, mais intensamente do que
sôbre nossos semelhantes. (9 de abril de 1842). D .H .C . Os grandes desígnios de Deus com relação a salvaçao
4:587. da família humana, são muito pouco compreendidos pela
geração professamente sábia e inteligente em que vivemos.
S I N O P S E D A S P A L A V R A S DO P R O F E T A Várias e opostas são as opiniões dos homens concernentes
R E P R O V A Ç Ã O I)E T Ô D A IN IQ Ü I D A D E
ao plano de salvação, dos requesitos do Todopoderoso,
Joseph o Vidente se pôs de pé, 1 1 0 poder de Deus, e dos preparativos necessários para ganhar o céu. do esta­
em nome do Senhor Deus reprovou e censurou a malda­ do e condição dos espíritos dos que partiram, e da felici­
de diante daquela gente. Expressou o desejo de dizer dade ou miséria que acompanham o exercício da justiça
algumas palavras que correspondessem a condição da e da iniqüidade, de acórdo com várias noções da virtude
massa cm geral, e disse : Falarei pela autoridade do Sa­ c do vício.
cerdócio em nome do Senhor Deus, o que será 11 11 1 sabor O Mussulmano taxa de infiel o pagão, o Judeu, o
dr; vida para a vida, ou da morte para a morte. Não Cristão, e todo o mundo da humanidade que rejeita seu
obstante esta congregação professar compor-se de Santos, alcorão, e condena a todos a perdição. Os Judeus crêem
entretanto me acho em meio de todo gênero de pessoas que o mundo inteiro que rejeita sua fé e não se sujeita
e classes de homens. Se desejais ir onde Deus está, de- a circuncisão, são cães gentios, e serão condenados. O
veis ser semelhantes a Deus, ou possuir os princípios que pagão sustenta com igual tenacidade seus princípios, e
Deus possui, pois se não estamos nos acercando de Deus os Cristãos condenam à perdição a todo aquêle que não
cm princípio, estamos nos distanciando d’Êle e nos aclie- se curva a seu credo, c não se submete a sua afirmação
gando ao diabo. Sim, encontro-me em meio a tôda espé­ dogmática.
cie de gente.
A JV ST IÇ A DO G R A N D E LEG ISLA D O R
Examinai vossos corações e verificai se sois seme­
lhantes a Deu;. Examinei o meu e vejo que tenho ne­ Mas enquanto uma parte da raça humana julga e
cessidade de arrepender-me de todos os meus pecados. condena a outra sem misericórdia, o Grande Pai do uni­
verso vela por tôda a família humana com paternal cui­
OS HOMENS SE SA L V A M POR O IÍE D E C E R O
dado e consideração; Êle os divisa como seus filhos, e sem
C pN H EC IM EN T O
qualquer dos sentimentos mesquinhos que influenciaram
Temos entre nós ladrões, adúlteros, mentirosos e hi­ os filhos dos homens, faz com que “Seu sol saia para os
pócritas. Se Deus falasse dos céus, Êle nos mandaria maus e para os bons, e envia chuva para os justos e injus­
não roubar, não cometer adultério, não cobiçar, nem en­ tos”. Êle tem o timão do juízo em Suas mãos; é um sá­
ganar, mas que fosseis fiéis em poucas coisas. Ao passo bio Legislador, e julgará a todos os homens, não de
que nos afastamos de Deus, descemos ao diabo e perde­ acórdo com as estreitas e contraídas noções dos homens,
mos conhecimento, e sem conhecimento não podemos ser mas, “de acórdo com as obras feitas 1 1 0 corpo sejam boas
salvos; e enquanto nossos corações se enchem com o mal, 0 1 1 más”, ou sejam essas obras feitas 1 1 a Inglaterra, Amé­
e estudamos o mal, não haverá guarida em nossos cora­ rica, Espanha, Turquia, ou índia. Êle os julgará, “não
ções para o bem, nem para estudar o bem. Não é Deus de acórdo com o que não tem, mas de acórdo com o que
bom? hntão sêde bons vós; si Êle é fiel, sêde vós fiéis. tem” ; aqueles (pie viverem sem a lei, serão julgados sem
Adicionai à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, a lei, e aqueles que tiveram uma lei, serão julgados por
e procurai tôdas as coisas boas. essa lei. Não precisamos duvidar da sabedoria e nite-
H N SIN A M E N T O S DO PROFETA JO S E P Il SM ITH 8!)

ligência du Cirande Jeová; Ele distrilmirá julgamento ou a que sc refere Isaias, terão sua época de visitação e res­
misericórdia para tôdas as nações dc acôr lo com o que gate, após muitos dias dc prisão.
mereçam, de acórdo com suas maneiras dc obter inteli­
gências, com as leis pelas quais são governados, com as I’ U X ( ) l)E SALVAÇÃO ANTES QUE O MUNDO
facilidades que se Ibes deram para obter informação cor- E X IS T IS SE
rcta, e com Seus incscrutávcis propósitos em relação a
família bumana; e quando os desígnios de I)cus se fize- O Cirande Jeová contemplou todos os acontecimentos
rcni manifesto:;, c a cortina do futuro se desvendar, tere­ relacionados com a terra, pertencentes ao plano dc sal­
mos todos nós eventualmente dc confc sar c|uc o Juiz dc vação, antes que esta chegasse a existir ou ainda antes
tôda a terra obrou com justiça. que “as estréias da alva” contassem de gôzo; o passado,
o presente, e o futuro foram e são, para Êle, 11 11 1 eterno
“agora" ; Ele sabia da queda dc Adão, das iniquidades dos
CRISTO PKEOOl AOS E SP ÍR IT O S EM 1’ U I S A O
antediluvianos. ou da grande maldade que seria ligada
\ situação das nações cristãs depois da morte, c um a família humana, suas fraquezas c fórças, seu poder e
tema (|ue tem evocado tôda a sabedoria c talento do li- glória, apostasias, crimes, sua justiça e iniqüidade; Ele
lósofo c do lelogo, e é uma opiirão geralmente aceita que compreendeu a queda do homem, e sua redenção; conhe­
o destino do homem está irrevogàvclmentc fixado na sua cia o plano de salvação e o manifestou; estava inteirado
morte, c (|ue êle f feito eternamente feliz, ou eternamen­ da situação de tôdas as nações e de seu destino; orde­
te miserável; que si um homem morre sem um conheci­ nou tôdas as coisas de acórdo com Sua própria vonta­
mento de Deus, êle deverá ser eternamente condenado, de; sabe da condição tanto dos vivos como dos mortos,
sem qualquer mitigação de seu castigo, alívio dc sua dor. e fez ampla provisão para a sua redenção, de acórdo com
ou a mais remota esperança de ser resgatado no trans­ suas várias cricun-tâncias, e as leis do Reino de Deus,
curso das intermináveis eras. Por mais ortodoxo que seja neste mundo ou no vindouro.
seja êste princípio, veremos que nao concorda com o tes­
temunho das Santas Escrituras, porque nosso Salvador FALSAS D O U T U IN A S NO MUNDO
disse que todo pecado ou blasfêmia com que os homens
blasfemarem lhes será perdoado; mas a blasfêmia contra A idéia que alguns homens fazem da justiça, julga­
o Fspírito Santo não será perdoada, nem neste mundo, mento, e misericórdia de Deus, é bastante tola para que o
nem tio vindouro, mostrando evidentemente que existem homem inteligente pense nela. fo r exemplo, é comum
pecados que podem ser perdoados 1 1 0 mundo vindouro, para muitos de nossos pregadores ortodoxos supor que sc
embora o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo não um homem nao é o que êles chamam de convertido, sc
possa ser perdoado. Pedro, também, falando com respei­ morre nesse estado, deve permanecer eternamente 1 1 0 in­
to ao nosso Salvador disse que “ file foi e pregou aos es­ ferno sem qualquer esperança. Infinitos anos de tormen­
píritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, to passará êle, e nunca, nunca jamais cessará; e entre­
quando a lougauinv.dade de Deus esperava nos dias de tanto, frequentemente esta eterna miséria se faz descer
Noé” (I Pedro 3:19, 20). Aqui então achamos que nos­
na mais simples casualidade. O arrebentar de um cordão
so Salvador pregou aos espíritos em prisão, espíritos que
de sapato, um rasgo 1 1 0 traje daquele que oficia, ou o
se achavam aprisionados desde os dias de Noé; e o que
lugar particular em que uma pessoa vive, podem ser 0
lhes pregou ? Porque teriam que permanecer ali ? Cer­
meio indireto de sua condenação, ou a causa de que não
tamente que não! Que Sua própria declaração testifi­
se salve. Vamos supor 11 11 1 caso que é fora do comum:
que. “Êle enviou-me a curar os quebrantados de cora­
Dois homens, que têm sido igualmente maus, que têm ne­
ção ; a apregoar liberdade aos cativos e dar vista aos ce­
gos; a por em liberdade os oprimidos”. (Lucas 4: 18, 19). gligenciado a religião, ficam doentes ao mesmo tempo;
Isaias disse assim : “Para tirar da prisão os presos, e um dêles tem a boa fortuna de ser visitado por um ho­
do cárcere os que jazem em trevas”, (Isaias 42:7). É mem piedoso e se converte poucos minutos antes de mor­
bem evidente por isto, que Ele não só foi apregoar a êles, rer ; O outro manda chamar a três diferentes homens pie­
mas libertá-los, tirá-los do cárcere. Isaias, testificando dosos, um alfaiate, um sapateiro e 11 11 1 latoeiro; o latoei-
com respeito das calamidades que açoitariam aos habi­ ro tem uma asa para soldar numa lata, o alfaiate tem
tantes da terra, disse: “De todo vacilará a terra como o que fazer a casa num casaco que tinha muita urgência,
ébrio, e será movida e removida como a choça da noite ; e o sapateiro tinha que pôr um remendo numa bota dc
e a sua transgressão se agravará sôbre ela, e cairá, e nun­ alguém ; nenhum dêles pode ir a tempo, o homem morre,
ca mais se levantará. E será que naquele dia o Senhor e vai para o inferno. O primeiro é levado ao seio de
visitará os exércitos do alto na altura, os reis da terra Abraão, se senta 1 1 a presença de Deus e desfruta de inin­
sôbre a terra. E serão amontoados como presos numa terrupta felicidade eterna, enquanto o outro, igualmente
masmorra, e serão encerrados num cárcere; e serão vi­ tão bom quanto êle, desce a unia condenação eterna, m i­
sitados depois de muito.; dias”. Assim vemos que Deus séria irreparável e desesperação irremediável, porque
tratará igual a todos da família humana, e que como os um homem tinha uma bota para remendar, a casa de
antediluvianos tiveram seu dia de visitação, assim aqueles um casaco para fazer, 0 1 1 a asa de uma lata para soldar.
90 EN S IN A M EN T O S DO PROFETA JOSEPH S M IT H

O.S PLANOS DE JEO V A SAO JU STO S então acercaudo-se do homem morto perguntavam-lhe se
êle desejava receber o batismo, e como não respondesse, o
Os planos de Jeová não são tão injustos, nem as
outro respondia por êle e dizia que se batizaria em seu
afirmações das Sagradas Escrituras tão ilusórias, nem o
lugar; e assim êles batizavam aos vivos pelos mortos” .
plano de salvação para a família humana tão incompatí­ A Igreja naquela época, por certo, estava degenerada, e
vel com o sentido comum. Deus se encheria de indigna­
essa forma particular podia ser incorreta, mas o assuntn
ção, os anjos esconderiam suas cabeças de vergonha, e
se encontra perfeitamente claro nas Escrituras, daí Paulo,
todo homem virtuoso e inteligente sent;ria repugnância. falando da doutrina, dizer: “Doutra maneira, que farão
Si as leis humanas adjudicam a cada homem o que os que se batizam pelos morto-, se absolutamente os mor­
merece, e punem a todos os deliquentes de acórdo com tos não ressuscitam” ? (I Cor. 15:29).
seus vários crimes, certamente o Senhor não há de ser
mais cruel do que o homem, porque Êle é um Legislador
K E S P O N S A 111L I D A D E DOS JU D E U S
sáliio e Suas leis são mais equitativas, Seus decretos mais
justo-, e Suas decisões mais perfeitas do que as do ho­ Consequentemente era tão grande a responsabilidade
mem ; c assim como o homem julga seu semelhante pela que repousava na geração em que viveu o nosso Salva­
lei , c pune-o de acórdo com a penalidade da lei, assim o dor, que êle disse: “Para que sôbre vós caia todo o san­
Deus do céu julga “de acórdo com as obras na carne” . gue justo, que foi derramado sôbre a terra, desde o san­
Dizer que os pagãos serão condenados porque não cre- gue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de
ram no Evangelho, é absurdo, e dizer que os Judeus =e- Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar. Em
rão todos condenados porque não creram em Jesus, se- verdade vos digo que tôdas estas coisas hão de vir sôbre
ri;: igualmente absurdo; pois, “como podiam crer naque­ esta geração”. (Mateus 23:35-36). Assim pois, já que
le a quem nunca ouviram ?; e como podiam ter ouvido
gozavam de maiores privilégios que qualquer outra gera­
sem 11 11 1 pregador? e como poderia êle pregar se não fôs­ ção, não só quanto a êles próprios, mas quanto a seus
se enviado” ? Por conseguinte nem os Judeus nem os mortos, seu pewwlo era maior, pois que não só estavam
pagãos podem ser culpados de rejeitar as contendentes
negligenciando sua própria salvação como a de seus pro-
opiniões do sectarismo, nem de rejeitar qualquer teste­
genitores, daí que se demandou dêles o sangue dc seus
munho a não ser aquêle que é enviado por Deus, porque antepassado.
assim como o pregador não pode pregar sem que seja
enviado, assim também o ouvinte não pode crer sem ou­
vir um pregador “enviado”, e não pode ser condenado SALVAD O RES S Ò I 1R E O .MONTE DE S 1A O

pelo que não ouviu; e achando-se sem lei, terá que ser
Em vista, pois, de que os grandes propósitos de
julgado sem a lei.
Deus já sc estão cumprindo rapidamente,e se estão rea­
lizando as coisas de que se fala nos Profetas, e dc estar o
QUE SERA I)E NOSSOS P A IS ? Reino de Deus estabelecido 1 1 a terra, e a antiga ordem das
coisas restaurada, o Senhor nos manifestou êsse dia e
Quando falamos das bênçãos que pertencem ao Evan­ privilégio, e somos mandados a nos batizar pelos nossos
gelho, e das conseqüências ligadas à desobediência a seus mortos, cumprindo assim as palavras de Obadias, ao fa­
requerimentos, com frequência fazemos a pergunta, “que lar da glória dos últimos dias: “E levantar-se-ão salva­
será de nossos pai” ? Serão condenados por não obede­ dores 1 1 0 monte Sião, para julgarem a montanha de Esau;
cer ao Evangelho que nunca o ouviram? Certamente e o reino será do Senhor. Uma visão destas coisas re­
que não. Mas por meio do Sacerdócio eterno, que não concilia as Escrituras da verdade, justifica as vias de
só administra 1 1 a terra como 1 1 0 céu, e das sábias dispen- Deus para com o homem, coloca a família humana em
si.ções do grande Jeová, êles possuirão o mesmo privilé­ igual posição, e harmoniza com todo princípio de retidão,
gio que desfrutamos aqui; de maneira que as pessoas re­ justiça e verdade. Concluiremos com as palavras de
feridas por Isaias serão visitadas pelo Sacerdcicio, e sai­ Pedro: “Porque é bastante que 1 1 0 tempo passado da vi­
rão de sua prisão de acórdo com o mesmo princípio, as­ da fizessemos a vontade dos gentios”. “Porque por isto
sim como os desobedientes nos dias de Noé foram visi­ foi pregado o Evangelho também aos mortos, para que,
tados pelo nosso Salvador (que possuía o eterno Sarce- 1 1 a verdade, fôssem julgados segundo os homens 1 1 a car­
dócio de Melquizedec) e receberam o Evangelho em suas ne, mas vivessem segundo Deus em espírito”. (15 de
prisões; e para que êles pudessem cumprir com tôdas as abril de 1842). D .H .C . 4:495-599.
coisas que Deus requeria, seus amigos em vida
foram batizados pelos seus amigos mortos, e assim
P A L A V R A S D O P R O F E T A A S O C IE D A D E D E
cumpriram com o requesito de Deus, que d iz : “A não
ser que o homem nasça da água e do Espírito, não pode SOCORRO
entrar 1 1 0 Reino de Deus”. Por certo foram batizados, TODOS OS O FIC IA IS NA IG R E JA SAO H O N O R A V E IS
não para si mesmos, mas por seus mortos”.
Crisóstomo diz que os Marcionitas praticavam o ba­ O Presidente Smith se pôs de pé e chamou a atenção
tismo por seus mortos. “Após a morte de um catecume- dos presentes para o 12.? capítulo de I Coríntios: •—
1 1 0 , punham uma pessoa viva sob a cama do defunto; “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmão, que sc-
E n s i n a m e n t o s do p r o f e t a j o s e p h s m i t h 91

jais ignorantes. Disse que a passagem 1 1 0 terceiro ver­ \ respeito das mulheres administrarem para curar os
sículo, que diz, “Ninguém pode dizer que Jesus é o Se­ enfêrmos, acentuou, não pode haver mal nisso, se Deus
nhor, senão pelo Espírito Santo”, deve ser traduzida dava Sua aprovação efetuando a cura; disse que não po­
“Ninguém pode saher que Jesus é o Senhor, senão pelo dia haver mais pecado em qualquer mulher em impôr
Espírito Santo”. Continuou a ler o capítulo, e deu ins­ suas mãos e orando pelos enfêrmos, do que umidecer-
truções com respeito aos diferentes cargos, e da necessi­ lhes o rosto com água; não é pecado para ninguém que
dade de todo indivíduo agir na esfera que lhe fôsse assi­ tenha fé administrar, ou que os enfêrmos tenham fé de
nalada, e cumprir com os vários ofícios a que fôsse in­ serem curados por aquela administração.
dicado. Falou da disposição de muitos homens de con­ Reprovou os que se dispunham a achar faltas no ma­
siderar desotiráveis os ofícios menores da Igreja1
, e olhar nejo dos assuntos da Igreja, dizendo que Deus o tinha
com olhos invejosos a posição de outros que são chama­ chamado para conduzir a Igreja, e êle a conduziria de­
dos para presidir sôbre êles; que era tolice e vaidade do vidamente; aquêles que procurassem interferir ficariam
coração humano que uma pessoa aspirasse aos postos de envergonhados quando fôsse manifestada sua própria in­
outros aparte daquele a que Deus lhe havia indicado pa­ sensatez; que tenciona organizar a Igreja em stia devi­
ra ocupar; que era melhor que as pessoas magnificassem da ordem tão logo o Templo ficasse pronto.
seus respectivos chamados, e esperassem pacientes até
que Deus lhes disesse: “ Eleva-te mais acima”. HOMENS A M BIC IO SO S
Disse que a razão porque fazia observações, era
porque circulavam na sociedade algumas coisas pequenas O Presidente Smith continuou falando das dificulda­
e tolas, contra algumas irmãs não agindo direito em im­ des que teve de sobrepujar desde o comêço da obra, em
por suas mãos sôbre os enfermos. Disse êle que se a conseqüência de homens ambiciosos. Elderes julgando-
gente tivesse simpatia comum, se alegraria de que os en­ se “grandes”, quando êle os chamava, causavam-lhe mui­
fermos pudessem ser curados; que o tempo não havia ta inquietude; a êstes êle havia ensinado as coisas do Rei­
sido oportuno para que aquelas coisas pudessem estabele­ no em conselhos privados, depois do que saíam pelo mun­
cer-se em sua devida ordem; que a Igreja não está intei­ do a proclamar as coisas que êle lhes havia ensinado co­
ramente organizada, em sua própria ordem, nem pode­ mo se fôssem suas próprias revelações. Disse que essa
ria estar, até que o Templo seja terminado, onde se pro­ mesma disposição ambiciosa existiria nesta Sociedade, e
veriam lugares para as ordenanças do Sacerdócio. que deveriam cuidar-se evitando-a; que cada um deveria
ficar e agir no lugar indicado, a fim de santificar a So­
DONS DO EVANGELHO ciedade e fazê-la pura. Disse que alguns élderes ambi­
ciosos o haviam menosprezado, porque se achavam pos­
O Presidente Smith continuou o assunto, citando a
suídos daquele espírito; por exemplo, John E. Page e
comissão dada aos antigos A.póstolos em Marcos, 16.?
outros haviam estado ambicionando; não podiam ser exal­
capítulo, versículos 15, 16, 17 e 18: “Ide por todo o mun­
tados, mas podiam fugir como se o cuidado e a autorida^-
do, pregai o evangelho a tôda criatura. Quem crer e for
de da Igreja fôssem investidos neles. Disse que tinha
batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
que tratar com um diabo sutil, e só podia vencê-lo por
E êstes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome
meio da humildade.
expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão
nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não
1’ R E S E N T I M E N T O DO PROFETA A R ESPE ITO DE SUA
lhes fará dano algum ; e porão as mãos sôbre os enfêr-
MORTE
mos, e os curarão”.
Sem importar quem creia, êstes sinais, tais como Já que se lhe apresentava essa oportunidade, desejava
curar os enfermos, expulsar os demônioc, etc., seguirão instruir as damas da Sociedade, indicando-lhes a manei­
a quantos crerem, sejam homens ou mulheres. Pergun­ ra em que deviam de conduzir-se, para que pudessem agir
tou à Sociedade se não podiam ver por aquela promessa de acórdo com a vontade de Deus; que não sabia se teria
tão compreensiva, que de sua nomeação, aquelas que ha­ muitas oportunidades de instruí-las, porque iam ficar a
viam sido designadas teriam o privilégio de ministrar me­ seus próprios cuidados, e que elas não o teriam por muito
diante essa nomeação que lhes era conferida; e se as tempo para instruí-las; que a Igreja não teria por muito
irmãs têm fé para curar aos enfêrmos, que se calem to­ tempo suas instruções, e que o mundo não teria de inquie­
dos, e deixem tudo correr seu curso natural. tar-se por êle por muito tempo, e não teria seus ensina­
Disse que se Deus o havia indicado e escolhido co­ mentos (em pessoa).
mo um instrumento para dirigir a Igreja, por que não Falou em entregar as chaves do Sacerdócio a Igre­
permití-lo dirigi-la? Por que barrar o caminho quando ja, e disse que os membros fiéis da Sociedade de Socor­
lhe é indicado a fazer certa coisa ? Acaso não revela ro podiam recebê-las juntamente com seus maridos, para
Êle as coisas de maneira diferente da que esperamos? que os Santos, cuja integridade fôsse posta à prova e se
Disse que êle continuamente ascendia, ainda que tudo o demonstrassem fiéis, pudessem saber como pedir ao Se­
forçasse para baixo, lhe barrasse o caminho e o comba­ nhor e obter resposta; porque, de acórdo com suas ora­
tesse ; não obstante tôda essa oposição, sempre saía-se bem ções, Deus o havia designado para ir a outro lugar.
no fim. Exortou as irmãs para que sempre concentrassem sua
92 EN SIN A M EN T O S DO PROFETA JOSEPH S M IT H

fé c orações a favor dc seus esposos, a (|iiem Deus lhes mildade, o amor, a pureza. Acan (veja Josué 7) deve
havia mandado honrar, e que lhes tivessem confiança; e ser denunciado, e a iniqüidade deve ser extirpada dentre
confiassem também naqueles homens fiéis a quem Deus os Santos; então o veu será desvendado, e as bênçãos dos
colocou à frente da Igreja para dirigir Seu povo; que céus descerão e fluirão como as águas do rio Mississipi.
devemos aprestá-los e sustê-los com nossas orações; por­ Si esta Sociedade ouvir os conselhos do Todopodero-
que a: chaves do Reino estão prestes a lhes serem entre­ so, através dos cabeças da Igreja, terá fôrça para dar or­
gues, a fim de que possam disteruir tudo o que é falso; dens as rainhas que houverem em seu meio.
bem como a todos os élderes que demonstrarem sua in­ Agora declaro como profecia, que si os habitantes
tegridade mi devido tempo. dêste estado, juntamente com a gente das regiões cir-
cunvizinhas, se voltarem para o Senhor com todo o seu
A CORRUPÇÃO NAO SERA TOLERADA coração, não se passarão dez ,.nos para que os reis e as
rainhas da terra venham a Sião, e apresentem seus res­
Declarou que si um membro se torna corrupto, e al­ peitos aos líderes dêste povo; virão com seus milhões, e
guém o saiba, imediatamente deve remove lo, ou éle pre­ contribuirão de sua abundância para o alívio dos pobres
judicará ou destruirá todo o corpo. As simpatias dos e para a edificação e embelezamento de Sião.
chefes da Igreja induziu-os a tolerar por longo tempo aos Após estas instruções, sereis responsáveis pelos vos­
que se corrompem, até que se vejam obrigados a exco­ sos próprios pecados; é uma honra desejável que cami­
mungá-los ti menos que todos se contaminem. Deveis nheis perante nosso Pai Celestial, de maneira a vos sal­
subjugar a iniqüidade, e por vossos bons exemplos, es­ var ; somos todos responsáveis perante Deus pela manei­
timular os élderes s fazerem boas obras; se f izerdes o ra com que valorizamos a luz e a sabedoria que nos dá
que é justo, não haverá perigo em que sigais demasiada­ nosso Senhor para nos capacitar a nos salvarmos.
mente rápido.
Afirmou que não se importaria o quão rápido pu-
A C A U T E L A 1-V O S DA A U T O - J U S T I I K A(,AO
dessemos avançar 1 1 0 caminho da virtude; se resistirmos
ao mal, não haverá perigo; nem Deus, nem os homens, O Presidente Smith continuou lendo o capítulo acima
nem os anjos condenarão a aqueles que resistem tudo o mencionado, dando instrução a respeito da ordem de Deus,
que é mal, e os demônios não podem fazê-lo, porque as­ como foi estabelecida 1 1 a Igreja, dizendo que todos deve­
sim como o diabo não pode destronar a Jeová, tampouco riam aspirar somente a magnificar seu próprio ofício e
pode vencer a uma alma inocente que resiste tudo o que chamada.
é mal. Então começou a ler o 13.'.' capitulo de I Coríntios:
Esta é uma Sociedade caritativa, e dc acordo com “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos an-
vossas naturezas; é natural que a mulher tenha sentimen­ anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa
tos de caridade e benevolência, ^gora vos achais numa 0 1 1 como o sino que tine" ; e disse, não limitai-vos em vos­
situação em que podeis agir de acórdo com aquelas sim­ sos pontos de vista com respeito a virtude de vosso pró­
patias que Deus plantou em vossos seios. ximo, mas acautelai-vos da auto-justificação; e sêde li­
mitadas ao estimar as vossas próprias virtudes, e não vos
P A U A M O R A R COM D E U S, A A L M A D E V E S E R P U R A julgais mais justas do que outras. Deveis expandir as
vossas almas, de uma para outra, si quizerdes fazer como
Se viverdes de acórdo com êsses princípios, quão Jesus, e conduzirdes a nossos semelhantes ao seio de
grande e gloriosa será a recompensa 1 1 0 reino celestial. Abraão. Disse que havia manifestado longanimidade, in­
Se viverdes para os vossos privilégios, os anjos não po­ dulgência e paciência para com a Igreja, e também a seus
derão ser impedidos de serem vossos associados. Se a inimigos; e devemos suportar nossas faltas de um para
mulher é pura e inocente, pode vir à presença de Deus, outro, como um pai indulgente suporta as fraquezas de
pois nada agrada mais a Deus do que a inocência. De- seus filhos.
veis ser inocentes, ou não podereis entrar 1 1 a presença de O Presidente Smith então leu o 2 0 versículo: “E
Deus. Se desejamos vir a presença de Deus devemos ainda que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse to­
nos conservar puros, como Êle é puro. doS os mistérios, e tôda a ciência1; e ainda que tivesse
tôda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e
O PODER DO D I A B O PARA ENGANAR não tivesse caridade, nada seria”. Então disse: Ainda
que um homem chegasse a ser poderoso, e pudesse fazer
O diabo tem grande poder para enganar; transfor­ grandes coisas, remover montanhas, realizar obras pode­
ma tanto as coisas quanto a fazer que alguém se assom­ rosas, e então se desviasse de sua alta posição para o mal,
bre daqueles que fazem a vontade de Deus. Não ten­ comer e beber com os bêbados, tôdas as suas primeiras
des necessidade de repreender a vossos maridos por cau­ obras não o salvariam, e êle iria a destruição. Enquanto
sa de seus feitos, mas fazei sentir o pêso de vossa ino­ crescerdes em inocência e virtude, enquanto crescerdes
cência, bondade e afeição, o que é mais forte do que uma em bondade, deixai que se expandam os vossos corações,
pedra de moinho pendurada 1 1 0 pescoço; não são as guer­ deixai-os se avolumarem para com os outros; tendes que
ras, as contendas, contradições ou disputas que vos mag- ser longânimes, e relevar as faltas e êrros da humanida­
nificarão aos olhos de todos os homens bons, mas a hu­ de.
sacerdócio Para o Sacerdócio da zÃiissao

O R D E N A N D O A O S A C E R D Ó C IO ção dás mãos por aquêles que têm au­


toridade. Por profecia quer dizer que
por Elder David E, Richardson o direito de receber e o poder de in­
terpretar as manifestações do desejo
QUANDO var-sc. Quando o rapaz 0 1 1 o homem divino.
prova ser fiel, é ordenado sucessiva­ O irmão deve ser ordenado de
As ordenanças 1 1 0 Sacerdócio de­ mente nos cargos mais altos do Sa­ acórdo com os dons e chamados de
vem ser feitas somente quando tôdas cerdócio. Os qu° são inativos não po­ Deus; e deve ser ordenado pelo po­
as recomendações, regulamentos e dem esperar se elevar 1 1 0 Sacerdócio der do rispírito Santo que está com
prérequ:sitos estiverem completos e até que participem ativamente 1 1 a Igre­ aquêle que ordena. As escrituras não
preenchidos. Aqueles cujo dever é ja, de novo. mostram uma determinada fórmula
recomendar devem considerar cuida­ para ser usada na ordenação, mas
dosamente se o candidato: temos a recomendação das autorida­
POR QUEM
1. (i digno da honra de receher des da Igreja. Deve ser feita “pela
o Sacerdócio. O principal fato r.1 ser lembrado autoridade do Santo Sacerdócio” e
é que o Sacerdócio é maior que qual­ “em nome de Jestis Cristo”. Todos
2. Deseja servir na posição a
quer um dn seus cargos; e qualquer os direitos, poderes e autoridades per­
que foi chamado.
homem que possua o Sacerdócio de tencentes a êsse oficial são conferidos
3. É apoiado pelo voto de todos. Melquizedec pode, em virtude de sua ou dados. Outras palavras e bênçãos
Muitas vêzes há multa pressa na posse, realizar qualquer ordenança, podem ser acrescentadas de acórdo
ordenação. Alguns foram ordenados, 0 1 1 ter conexão com ela, quando cha­ com o que dita o Espírito. Não ore
mado por alguém que tenha a auto­ 0 1 1 feça que sejam abençoados, mas
e nunca agiram cm sua capacidade,
0 1 1 honraram o seu chamado. Na prá­ ridade necessária. pronuncie 0 1 1 confira as bênçãos sô­
O Sacerdócio é conferido pelos bre êles.
tica, o primeiro cargo 1 1 0 Sacerdócio,
o de Dlácono, é conferido aos rapa­ que o possuem e são autorizados, sob Em vez de dizer: “Impomos nos­
zes de 12 anos de idade ou mais; e a a direção dos oficiais que presidem, sas mãos sôbre tua cabeça para te
homens adultos, recentemente conver­ por imposição das mãos. O que rea­ ordenar...", diga: “e te ordena­
tidos à Igreja. Todos os convertidos liza a ordenação deve estar em plena m o s ...” (o mesmo princípio se apli­
devem ser membros pelo menos há 3 atividade 1 1 a Igreja. Assim cada pos­ ca na designação dos oficiais, “e o
meses (mínimo) e será melhor se es­ suidor do Sacerdócio pode traçar ?ua designam os...” ; não “ ...p a ra te de­
perar de 6 meses a 11 11 1 ano para pro- autoridade até Joseph Smith. s ig n a r ...” ). Ao designar os. oficiais,
As Ordenações ao Sacerdócio de não use a palavra “ordenamos” mas
I Melquizedec, 1 1 a missão, são realiza­ “designamos”. Sugere-se que não per­
M USTRES V IS IT A N T E S dos pelo Presidente da Missão. maneçam mais do que quatro em cír­
M a io dc 1956 culo. A pessoa que fala deve estar di­
Fami- Reu­ retamente atrás da que vai ser orde­
lias nião COMO
V is i ­ R el a ­ nada 0 1 1 designada.
tadas tório
Os candidatos para o Sacerdócio Não dê as chaves quando order-
Cam pin as .......... 8.1,76 30, .30
Hauru ................... 81 ,3 9 100,00 são selecionados sob o espirito de re­ nar alguém ao Sacerdikio. O poder
Rio do Jar. eir o . 57 .M J5,o o velação, pelos oficiais que presidem a de dirigir os atos e a realização dos
Porto A le g r e .. 4 1,86 78,05
Igreja e suas divisões. Os que são trabalhos sob esta autoridade consti­
"u r i t i b a ............ 3 4 ,78 58,62
São Paulo .......... escolhidos são então apresentados pa­ tuem as chaves do Sacerdcicio. Na
.i-,47 65,85
M IS SÃ O .............. 50,08 56,66 ra a aprovação da Igreja, depois do sua plenitude, as chaves são possuí­
-------o------- que a cerimônia 0 1 1 ato da ordenação da*. por apenas uma pessoa em cada
R A M O S COM 100% D A S será realizado. O Sacerdócio é dado tempo; ao profeta e presidente da
F A M ÍL IA S V IS IT A D A S pelos que são autorizados e possuem- Igreja. Pde pode dar alguma porção
• lido Horizonte (.i)
no, sob a direção dos oficiais presi­ de seu poder a outros, quando a pes^
• Ju iz de Fora (5 )
o P on t a Grossa (2) dentes. Todos devem “ser ordenados soa recebe as chaves para aquêle tra­
( ) in d ic a 11." d e m e i e s de 1 0 0 % de acórdo com o dom e chamado de balho em particular como presidente
de 1 QSr'- Deus”. A ordenação deve ser dada de Estacas e Missões, Bispos, etc.
pelo dom da profecia e pela imposi­ ( C o n tin u a n a p á y in a 133)

Julho de 1956 131


O R G A N IZ A Ç Õ E S
PARA
O S L ÍD E R E S
E PROFESSORES

unia chance para adorar seu Pai nos cer e cantar as canções para que êstes
ESCOLA D O M IN IC A L céus. sejam guias e ajudem a aprender as
Oi coristr.i ,e os organistas têmnovas canções. O professor que canta
uma grande responsabilidade e uma faz com que seus estudantes cantem
maravilhosa oportunidade para ensi­ também.
D E IX Á -L O S nar o Evangelho através da beleza Ii-ses músicos devem encorajar
TODOS ADORAR da música. Em seguida apresentamos os oficiais e mestres a observarem a
algumas sugestões que podem ser de chamada para o culto, estabelecendo
C O M M Ú S IC A grande ajuda, considerando a música o exemplo de ouvir com atenção e com
para o ofício religioso e sua própria reverência a música do prelúdio.
por Claribel W . Aldous
importância.
O organista e o corista devem en­

N
AO há maior esforço e esperan­
corajar e convidar os membros do sa­
ça na alma humana do que a
U S E UM Ó R G Ã O cerdócio que têm o encargo de admi­
vida eterna. Mas a vida eterna, como
nistrar o sacramento, a cultuar com o
ensina o Evangelho, é muito mais do
Primeiro, quando fôr possível, grupo por cantar as canções.
que só uma mera existência. Ela sig­
use um órgão de preferência ao pia­
nifica muito mais do que tocar har­ Ao apresentar uma nova canção,
no.
pas no céu e levar uma outra vida os coristas e organistas devem pri­
ociosa. meiramente aprender a canção jun­
G R U P O D E C O R I ST AS E
A vida eterna para os Santos dos tos, para que êles possam compreen­
O R G A N IS T A S
Últimos Dias, à luz do Evangelho der a interpretação um do outro. De­
restaurado nestes últimos dias, signi­ Segundo, os coristas deveriam pois, unidos, êles podem apresentar
fica uma vida dc interêsse cheia de trabalhar em conjunto planejando a as palavras e a música numa maneira
propósitos e importantes atividades, que proveria um significado maior de
música para o serviço de adoração.
progresso e glória sem fim. Isto é o adoração e experiência para as crian­
A música deve apresentar uma at­
que nós cantamos a respeito em nos­ mosfera de reverência que o enlevará ças.
sos hinos.
no período da aula'. Como uma ocasião especial e sur­
“E sucedia que quando o espí­
Os coristas e organistas deve­ presa, às vêzes uma nova canção po­
rito mau da parte de Deus vinha sõ­
riam con.-ultar os oficiais e professo­ derá ser apresentada por 1 1 11 1 córo de
bre Saul, Davi tomava a harpa, e a
res quanto as canções cujas mensa­ professores que canta a canção para
tocava com a sua mão; então Saul
gens fortalecerão os princípios do elas. •
sentia alívio, e se achava melhor, e o
Evangelho, de acórdo com a lição. É bom saber e anotar as suges­
espírito mau se retirava dêle”. 1 Sa­
Tendo discutido a música a ser apre­ tões alistadas acima, mas não deve­
muel 16:23.
sentada, com os oficiais e professo­ mos nos tornar tão envolvidos 1 1 0 me­
A música é a linguagem do cora­ res, aos coristas e organistas deveria, canismo do programa da música, pa­
ção. Ela tem poder de tocar as .dmas r-ntão, ser dada a liberdade de ação ra que a mensagem do hino ou da ele­
de cada indivíduo que a escuta. Dá necessária para ensinar e conduzir a vação espiritual, fornecida pela m ú­
mais beleza e dá poder para expe­ música 1 1 0 serviço da Igreja. sica, não seja perdida para o adora­
riência espiritual que cada pessoa tem, dor. •
quando participa com seus amigos e Os músicos deveriam escolher as
vizinhos do programa da Escola D o­ çanções com antecedência, uara que
minical. os ouvintes possam aprender as pala­
T R A D U T O R 'ÍS Q U E T O M A R A M
Dos suaves e bonitos acordes do vras e serem capazes de cantarem sem
PARTI-. N E S T E N Ú M E R O :
prelúdio dó órgão chamando-o para auxílio do livro. Do mesmo modo, o
louvar e dando-lhe as boas vindas na organista deverá ser capaz de tocar Geraldo Tressoldi, José Paulo
Escola Dominical, aos acordes que a a cação suavemente e sem embara­ Borges, Josefina Machado, David Pe­
criança escuta quando ela sai do ser­ ço. reira, Oscar Erbolato, Odair de Cas­
viço de adoração para assistir sua O corista e o organista devem en­ tro, hny Martins, Nivio Alcover c
classe, a música oferece a cada um corajar os oficiais e mestres a conhe­ Remo Roselli.

A L IA H O N A
Podeis estar seguros de tal e 0 mos nós um prato de bolachas para
A M M céu irá sorrir com seu sucesso, se se- a criança da próxima porta em sua
guirdes êste inspirado conselho do cadeira de roda? Também muitas vê­
Profeta do Senhor. zes nós estamos tão absorvidos em
“Na verdade digo que os homens nossos próprios mterêsses que não
se devem ocup: r zelozamente numa podemos ver as pequenas necessida­
Vós Que Fôstes boa causa e fazer muito de sua pró­ des dos outros à nossa1 volta.
pria e livre vontade, e realizar muito Não ,-:eria nesses longos e agra­
Chamados para Guiar bem. . . Se os homens fizerem o bem, dáveis dias de verão, um esplêndido
por G ary J . Neeleman de modo nenhum deixarão de receber tempo para perdermos com nós mes­
a sua recompensa”. (D. & C. 58: mos, mas sim pensarmos e fazermos
27-28). • algo pelos outros? Dêsse modo espa­
N
O último mês, foi iniciado o no­
vo programa da A .M .M . . To­ lhamos sementes de amizade, ajuda e
dos os Ramos da Missão já devem felicidade 1 1 0 jardim de nossos cora­
tê-lo recebido, e posto em ação.
P R IM Á R IA ções, então nossos caráteres cresce­
rão mais belamente.
A Direção da Missão gostaria Numa fria manhã de inverno, um
de reconhecer aquêles que auxiliaram vendedor de jornais com roupas insu­
tornando possivel êsse programa. Pari1 aquêle que dirige as crianças ficientes estava em pé 1 1 a esquina de
Trabalhando 1 1 a autêntica capacidade
uma rua em Chicago. Uma senhora já
como membros do Conselho Geral da Que Plantará em Seu de idade, viu-o e disse: “Por que vo­
A .M .M . nr; Missão, merecem por
exaustivos trabalhos individuais,
Jardim cê não está com meias” ?
“Não tenho nenhuma”, respon­
grandes C O N G R A T U L A Ç Õ E S . por Bryant S. Hinckly
deu êle.
Líderes da A .M .M . da Missão, “Por que você não tem sapatos
S T A M O S em férias novamente.
é uma grande responsabilidade, vos
partilhardes conosco, do encargo do
E Como é bom repousar e ser livre mais quentes ?
das muitas atividades do inverno e Eu não tenho” .
bem-estar social e espiritual dos mem­
ter umas poucas horas disponíveis “Venha comigo”, disse ela. O
bros da A .M .M . Quando nós diri-
para nós mesmos. Que faremos nós rapaz seguiu-a a uma loja onde ela
mos bem e eficazmente o programa,
com estas horas? O filósofo Qua- pediu ao caixeiro para dar ao garo­
os membros se sentem espiritualmen­
cker disse: “Que você pensa mais to, um par de meias quentes e sapa­
te bem. Desfrutam de paz de espírito,
que você porá dentro de sua vida e o tos, os quais ela pagou e saiu desa-
alegram seus corações e transmitem
que vocc será. Que fará você quando perceb'damente.
uma salutar influência a seus ami­
não tiver que fazê-lo” ? Quando o rapaz percebeu que ela
gos.
Outro dia vi umamulher, ajoe^ havia saido, correu a seu encalço, e
Nossa responsabilidade não pode lhada c; ridosamente arrancando as parou diante dela. Êle disse, “Quem
ter totalmente d.esincumbida 1 1 a reu­ ervas daninhas do seu jardim de flô­ é a Sra.” ? “ A Sra. é a espôsa do Se­
nião de oficiais ou somente 1 1 a noite res. Ela não queria nada crescendo, nhor” ?
da Mútuo. Ela envolve muito mais O nesse lugar, as quais poderiam es­
“Oh não, ela disse. “Eu sou ape­
Senhor colocou sôbre nós, uma gran­ tragar as pequenas plantas que esta-
nas uma das suas filhas”.
de obrigação, e nós dirigimos tôdas vam fazendo seu jardim um bonito
Êle disse. “Eu sabia que tinha al­
as semanas, todos os meses, cada dia lugar durante o verão. E eu pensei que
gum parentesco com Êle ou a Sra.
que tenhamos fôrças, organizações vi­ um maravilhoso tempo de verão é pa­
tais. nunca teria dado isso para mim”.
ra fazer uma jardinagem pessoal —
Êste trabalho é digno de nosso uma pequena plantação e tirar as er­
melhor esforço' O Pres:dente Bri- vas daninhas de nossos próprios cora­
gham Young certa1vez disse: “Se vós ções e almas. Ordenando
derdes alguma coisa para a constru­ Em nossos ímpetos e ansiedades, ( C on tin u ação da págin a 131)
ção do Reino de Deus, dai o melhor deixamos as sementes da negligência Seu Sacerdócio não cresce por esta
que tiverdes” “Qual é a melhor coisa e da desconsideração para com as ou­ designação especial. . . mas tem o po­
que tendes? É 0 talento que Deus vos tras crescer em nossas personalida­ der de dirigir os trabalhos oficiais
deu. Quantos? Cada um dêles... De­ des. realizados... ou em outras palavras,
votemos tôdas as qualidades que pos­ Temos nós mostrado algum ato as chaves dessa divisão do trabalho.
suímos para a construção do Reino de de amor e bondade para com êles re­ Assim é através de tôdas as ramifi­
Deus, e vós o construireis totalmen­ centemente? Temos nós dedicado al­ cações do Sacerdócio — uma distin­
te”. gum tempo para visitar algum que­ ção cuidadosa deve ser feita entre a
Trabalhadores da A .M .M ., ten­ rido parente velho e inválido, ou um autoridade geral, e a autoridade diri­
des alegria, satisfação e real con­ amigo doente que esteve retido em gente dos trabalhos realizados por
tentamento em vosso trabalho? casa durante todo o inverno? Leva­ aquela autoridade. •

Julho de 1956 133


“ E êles são ótimas abelhas trabalha­ Não Estamos Sós
doras”.
(C o n tin u açã o da P á g in a 1 J 5 )
O pequeno Liou estava sentado
1 1 a sua alta cadeira e olhava a ocupa­ e bondade e por causa dos gloriosos
ção da família, enquanto cada 11 11 1 se propósitos e ilimitadas possibilidades
preparava para ir a escola dominical. que 11 11 1 Pai amantíssimo deu a Seus
E num instante tôda família es­ filhos — 11 1 1 1 Pai sôbre quem as es­
tava limpa e vestida pronta para su­ crituras testificam ser pessoal e pró­
bir 1 1 0 carro. ximo, mesmo como Paulo proclamou
Foi curto o caminho para a ca­ em rua Epístola aos Hebreus: que
pela e num certo tempo Alene tinha Jesus, o Cristo era a “imagem ex­
Jeff pela mão e guiava-o para sua pressa" da pessoa de Seus Pai (Heb.
classe. Depois numa voz bondosa e I :3) .
pensativa Alene acrescentou: “Jeff, As escrituras dizem que muitos
depois de sua aula, eu encontrarei com homens viram a Deus, entre êles,
você em frente da grande porta. Lá Moisés e Aarão e os setenta anciãos
nós podemos esperar por mamãe, pa­ de Israel (Ex. 24:9-11). Mesmo como
pai e Leon”. João revelou em Apo. que:
Depois que a escola dominical “Seus servos O servirão; e verão
terminou, Jeff estava ansioso para o Seu rosto”. (Apo. 22:3-4).
H istó ria para C ria n ças
encontrar sua irmã, a quem êle muito E Estevão, o M ártir:
A JU D A N D O amava. Êle queria contar para ela o “ . . . estando cheio do Espirito
que êle havia aprendido 1 1 a sua aula. S*uito, fixando os olhos 1 1 0 Céu, viu
(E x t r a í d o do L i v r o
Quando êle se aproximava da a Glória de Deus, e Jesus que estava
rcscen d o E s p ir itu a lm e n te ")
porta, viu que Alene estava esperan­ à direita de Deus”. (Atos 7:55).
do exatamente 1 1 0 lugar onde disse E Jesus, frequentemente se diri­
T 7RA manhã de domingo no lar de que estaria. Jeff estava muito excita­ gia a Seu Pai.
' leffery e Alene. P.les estavam do; êle correu quase todo o caminho E 111 Getsamne:
se preparando para a escola domini­ “Oh Meu Pai, se for possível,
para encontrar com ela com seu de­
cal. Alene estava ajudando sua mãe a deixe passar de Mim esta taça”. ) Ma­
senho, que êle mesmo havia feito.
aprontar as roupas de Jeffery. Kla teus 26 :39).
“Olhe Alene, o que eu fiz. É o de­
estava engraxando seus sapatos. Kla No Calvário:
senho de um garotinho”, disse Jeff.
disse, “Mamãe, olhe! Eu posso ver “Pai, perdoa-os; pois êles não
“Oh, êste é bom”, disse Alene.
minha face nos sapatos de Jeff, êle sabem o que fazem”. (Lucas 23:24).
“Quem é” ?
está tão brilhante”.
“Êle é 11 1 1 1 menino que nunca es­ E antes, com os doze:
“\ocê engraxou-os muito bem,
queceu de ser bondoso e fazer boas “ E Jesus falou assim, e levantan­
minha c|uerida, disse a mãe, enquanto
aoisas”. do Seus olhos ao céu disse: Pai, é
abaixav;. para apanhar um pedaço de
“Oh, êsse é bom”, disse Alene. chegada a hora.. ".
papel que havia caido no chão.
“Oihe o que eu fiz. E 11 desenhei uma “ E agora, glorifica-\Ie Tu, 0 I1
“Olhe, mamãe, deixa-me erguê-
figura duma meninazinha contando P a i... com aquela glória que tinha
lo”. insistiu \leue, e antes que a mãe
para sua mãe, sôbre alguns brinque­ contigo antes que o mundo existis­
tivesse tempo para responder, Alene
dos que ela havia achado, os quais se”.
já tinha o pedaço de papel em sua
ela sab;a não pertencer a ela”. “Pai Santo, guarda em Teu no­
mão. Logo êle estava 1 1 0 lugar.
“ Puxa”, disse Jeff, “ Isso que ela me àqueles que me deste, para que
“Obrigada Alene querida”, disse
deveria ter feito, não é” ? sejam um, assim como n ó s ...” .
a mãe. “E 11 creio que com uma ajuda
“Sim”, respondeu Alene. “Nós “E a vida eterna é esta, que Te
assim poderemos chegar a Escola Do­
poderíamos brincar daquele jógo que conheçam a Ti só por único Deus
minical na hora, esta manhã.
bricamos 1 1 a semana passada, sabe, verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem
Quando papai veio para dentro
onde você ajuda-me a aprender a li­ enviaste” . (João 17:1, 5. II, 3).
da cozinha, de pé, sorrindo, pergun­
tou, “Que está acontecendo aqui? Is­ ção que sua professora ensinou 1 1 a H á muito mais escrituras que
sua aula”. afirmam a unidade de propósito do
to é uma colmeia” ?
Pai e Seu bem amado Fiiho — e que
Jeff estava desmanchando o nó “Oh, sim, e depois você me aju­ afirmam também Sua separação pes­
do cordão do sapato de Leon. Êles da a aprender a lição que você teve soal como um fato físico literal. E
em sua aula”, disse Jeff. “Agora va­ como Jesus aproximou-Se, assim
eram os seguintes 1 1 a fila, para Ale­
também podemos nos aproximar do
ne limpar. mos ver; esta semana você me ajuda Paipem tôdas as nossas necessidades.
Alene disse, “Sim papai, Jeff e a aprender a ser honesto, e eu ajuda­ Em todo o problema, em tristeza e
eu somos abelhas trabalhadoras". rei você a aprender a ser bondosa. .ticesso, em tôdas as coisas com que
lutamos de dia para dia, nós podemos
Mamãe começou a varrer algu­ Esta semana será realmente agradá­
tentar alcança-Lo, com a certeza de
mas migalhas, enquanto observava. vel. • que lá está Êle. Êle vive. Ele fala.

.134 A L IA llO N A
Sua voz não era somente para os an­ das vidas, mas que fica muito atrás E vós que perdestes vossos entes
tigos, mas em nossos próprios dias do que vós sabeis que podereis ter amados; vós não estais sós. Deus,
há testemunhos de Sua presença pes­
soal. Êle é um Deus de contínuo pen­ vivido — e estais contendendo com a que é o Pai dos espíritos de todos os
samento para cada um de nós, e Fie consciência e olhando para dentro de homens, nos mandou aqui de Sua pre­
não se fecha nos Céus sc nós, O dei­ vós mesmos : vós também não estais sença antes de chamar-nos para vol­
xarmos entrar em nossas vidas. sós na vida, pois o Senhor Deus que tar. Ii nossos entes queridos que nos
Ele nos mandou aqui, de onde
deu-vos vida deu também o glorioso deixaram serão sempre os mesmos,
nós estavamos com Ele antes do nas­
princípio do arrependimento, pelo e nós poderemos vê-los, conhecê-los e
cimento, por um breve período de ex­
qual, com sincero abandono dos fal­ estar com êles novamente, sempre e
periência mortal, com nosso Livre
sos caminhos, podeis novamente res­ para sempre, se nós seguirmos todos
Arbítrio, com nosso direito de esco­
taurar a abençoada paz que possui os passos que levam para a eterna
lha, com principies e mandamentos,
uma consciência traquila. reunião da família. Êles estão mais
e com Seu E-pírito para iluminar-
V os que fostes feridos — feri­ próximos de nos do que pensamos.
nos através da vida, e nos assegurou
dos 1 1 0 correção, feridos 1 1 0 espírito, Nenhum de nós está só 1 1 a vida.
vida eterna com a gloriosa promessa
vós que fostes ofendidos e tendes vos Nos pertencemos a uma família eter­
de limitáveis e eternos progressos e
retirado, ficando um pouco afastados na. Pertencemos também 1 1 1 1 1 ao ou­
possibilidades, com tôda a doçura da
— vós não precisais ficar sós. \ por­ tro, e Deus, que nos fez à Sua ima­
associação da família e amigos na paz
ta está aberta. gem, é o Pai de nós todos. E há jus­
e proteção de Sua presença — se for­
V ós que tendes perguntas sem tiça, misericórdia e bela e adequada
mos. Ele nos assegurou que : “o ho­
respostas (as (|uais todos nós temos) oportunidade para nós, d’Êle que foi
mem existe para que tenha alegria”,
vós que estais confusos entre os ensi­ e é conhecedor de todos nos, antes e
( II Nephi 2:5) e declarou ser Seu
namentos de mestres contendores, que depois do nascimento — através da
propósito “conseguir a imortalidade
estais confusos por teorias que se cho­ morte e depois dela.
e a Vida Eterna dc homem”. ( P .O .
V ., Moisés 1 :39) . cam em conflito; guardai a fé. Guar­ Êle está lá e em nosso meio. Êle
Conhecendo nossos sentimentos dai 0 julgamento. Sêde pacientes. guiará, esclarecerá e elevará. Êle é a
por nossos entes amados, por nossos Deus vive. Ele é a fonte de tôda a ver­ fonte da verdade, do conforto, da
próprios filhos, nos podemos ter con­ dade, e onde parece haver discrepân- proteção e da paz que ultrapassa o
fiança na misericórdia, amor e com­ cias, é simplesmente porque nós ainda entendimento, é a fonte da doce e sa­
preensão, e 1 1 ; ajuda de nosso Pai do não sabemos o bastante. 'Xs teorias tisfatória segurança de que vida e
Céu, que não deixará a mais humilde dos homens mudam rapidamente, verdade são ilimitáveis e eternas, e a
criança 0 1 1 0 mais solitário entre nós, mas, “a Glória de Deus é Inteligên­ despeito de todos os problemas e tô­
so 1 1 a vida. cia”, (D. & C. 93 :36) e não há ver­ das as perplexidades, não somos dei­
Vós que estais doentes, — vós dade em todo o universo que o Pai xados sós 1 1 a vida.
que estais com muitas dores, vós que de todos nós não gostaria que vós Nos testificamos a todos que
estais no limite de uma enfermidade procurasseis e aceitasseis — pois, o ouvem neste dia, da viva realidade
f í ica. — vós não estais sós na vida. hemem não pode ser “salvo em igno­ d’Iile que nos fez em Sua própria
Existe a fé; existe a esperança; exis­ rância” (D. & C. 131 :6). Tenha uma imagem — que Êle vive, que Êle fa­
te a misericórdia; existe a ajuda mente aberta e um espírito pronto a lou, que Êle fala; que Êle mandou
d’Êle “ ...aquêle que te guarda não aprender. “Procura aprender, por es­ Seu Filho ao mundo, que é nosso Sal­
toscanejará. . (Salmos 121:3). tudo e também pela fé”. (D. & C. vador e cuja divindade hoje testifica­
Vós que estais desencorajados, 88:118). mos ; e que os céus foram abertos
cujas obrigações são pesadas, para E vós que sois jovens, que ten­ neste dia e nesta dispeusação. Não
quem os melhores esforços de alguma des ambições para o futuro, mas epie estamos, nenhum de nós sós na vida,
maneira parecem cair sem qualquer enfrentais sérias indecisões: ide pa­ mas nas mãos d’Êle ao qual Seu F i­
sucesso. V os que tendes sido acusados ra a frente; opinai por um bom ideal. lho, nosso Salvador e Redentor ofe­
falsamente, vo • que tendes encontrado Estudai, trabalhai e preparai-vos. Fa- receu a sublime oração:
revezes e desapontamentos, vós que ze> planos solidos, possuí sólidos pro­ “Nosso Pai que está 1 1 0 Céu,
perdestes o coração: existe um bom, pósitos e não estabeleceis muito ênfa­
justo e misericordioso Pai 1 1 0 Céu a Santificado seja o Teu nome, venha
se nos prazeres triviais porque passais.
quem podeis vos tornar, e que verá a nós o Teu reino. Seja feita a Tua
Quando vier 0 tempo próprio, for­
que vós não perdestes nada do que vontade assim 1 1 a terra como nos
mai vossos lares e formai vossas fa­
poderia ser seu. Êle pode trazer paz Céus. O pão nosso de cada dia nos
mílias e encarai vossos problemas com
para os vossos corações e restaurar fé Vosso Pai Celestial vos conhece, dai hoje. E perdoa nossas dívidas as­
a fé e o propósito. Vós não estais sos. vos entende, vos auxiliará e levará sim como nós perdoamos os nossos
E vos que sois tentados e atraí­ para a felicidade e utilidade aqui, e devedores. E não nos induzas às ten­
dos pelos apetites, pelo demônio em para o vosso mais alto destino depois tações, mas livra-nos do m a l; Pois
suas muitas formas vós que tendes daqui, se vós vos mantiverdes perto Teu é o Reino, o Poder e a Glória, pa­
que tendes sido descuidado com sua d’Êle e tnmai-O para vosso Confiden­ ra sempre. Amém, (Mat. 6:9-13).
conduta, que tendes vivido a melhor te.

Julho dc 1956 135


Editorial Os pais egoistas que não vêem bem, então terão que procurar a al­
( Contin u ação da páyina 1J4)
com bons olhos os divertimentos de guém que os instrua, para satisfazer
seus fiihos e que não ajudam seus fi­ sua jovem mente inquiridora. É me­
um princípio* lio Evangelho, ou um
lhos a escolherem entretenimentos lhor para um pai ardoroso ensinar-
capítulo do Livro de Mórmon i|ue
pode ser lido em voz alta e discutido, bons c salutares, são realmente culpa­ lhes as coisas boas e úteis do que ter
ou uma das revelações de Deus em dos de forçr.rem seus filhos a pro­ suas mentes corrompidas por aqueles
Doutrinas e Convênios. A. hora da curar diversão em bares, “night que ensinam filosofias falsas e de­
família pode ser aberta com uma ora­ clubs”, e tabernas. E como resultado gradantes. Vocês como pais devem
ção, um hino; então apresenta-se o auxiliam seus filhos a arruinarem sua fazer muitas coisas para provar a seus
tópico para discussão. Depois algu­ felicidade futura; enquanto que, por filhos que estão interessados neles.
ma diversão em forma de jogos, re­ outro lado, se tivessem sido mais to­ Deixem de lado o egoismo enquanto
citais de poemas, ou um número mu­ seus filhos estão em seus anos de
lerantes, amigos e verdadeiramente
sical, ou confecção de doces, ou outra
interessados em ajudar seus filhos, formação — façam dêles o seu prin­
qualquer coisa em que tôda a famí­
cies receberiam com agrado os ami­ cipal interêsse; e então ao cort*er dos
lia possa divertir-se em conjunto; e
gos de seus filhos. Se os amigos não anos não terão que sofrer a dor por
então terminam os entretenimentos
são de tipo que devem desejar para seus filhos não estarem fazendo o
da noite ajoelhando-se todos e oran­
seus filhos, sejam tolerante', pois se que é direito; mas, em vez disso, con­
do. Ao passo que a família vai cres­
os pais ensinarem os altos ideais que tinuarão a gozar de maior felicidade
cendo pode-se abordar o assunto da
estão impressos no Evangelho, cedo se os virem bem orientados e bem su­
paternidade e do matrimônio. E
ou tarde êles, por sua própria vonta­ cedidos por viverem uma vida útil e
quando as crianças atingem a idade
de, começarão a procurar companhias feliz. Pois a maior coisa da vida é
do namôro, os pais prudentes abrirão
que tenham também altos ideais. passá-la por alguma coisa que perdu­
sua casa para que seus filhos ou fi­
lhas possam trazer seus amigos, on­ Mão temam em pôr sua confian­ re. O bem que vocês ensinam a seus
de podem desfrutar de uma atmosfe­ ça em seus filhos se são ensinados filhos hoje, os auxiliará no alcance
ra de amor fraternal e amizade. propriamente. Se não são ensinados da Exaltação e da vida eterna. •

('"> Tarom 5: Mosias 13:16 19; (nn) Idem. 35:2.


O Sinal 12:23. (°°) Y e ja nn.
(C o n tin u açã o da págin a 128) (") Veja c. (pp) D. & C. 59:10, 13; 68:29.
(o) James R. Clark, “The Story Idem. 59 16, 17.
1 1 0 esforço usado para se fazer dig­
of the Pearl of Great Price”, pag.
no das bcnçãos prometidas por obe­
133.
decer a Sua vontade e preservar tam­ (l>) Mat. 15:1-9.
bém o E S P ÍR IT O E L E T R A da Oi) Marcos 2 :27.
Lei. A existência do Sábado domin­ <r) Veja os Evangelhos no Novo
Testamento.
gueiro é o salvaguardar mais valioso
<s) II Cor. 3:6.
do Convênio, e é o Sinal pelo qual êle (O Romanos 14:4-6; veja tam­
leva um testemunho constante em no­ bém Col. 2:16, 17.
me da verdade religiosa como êle fez (u) Mat 5:17, 18; Romanos 10:4;
H Cor. 3:13-15; Gal. 3:10-13 e 19;
quando era a característica da nação
Efesios 2 :11-16.
Israelita. Êle é uma lembrança ao (v) Gal. 3:18, 19.
mundo que há tal coisa hoje como a (w> James E. Talmage, “Jesus O
verdadeira Igreja e religião. • Cristo”, cap. 35.
<*) Mat. 5:17, 18.
(y) Heb. 8 :6-9.
1 Gênesis 2 :2, 3; Pérola de
(*) Marcos 2 :28.
Grande Valor, Abraão 5 :2, 3.
(aa) Exôdo 31:18; Deut. 10:15.
(•>) P .G .V ., Moisés 5:4-8; veja
(Hb) 3 Nefi 9:17; 12:17, 18, 46,
também Gênesis 4 :3-7.
(O Exôdo 16:22-30; veja também
47; 15:1-10. Fiscalizador da Igreja
(cc) Atos 24:15; Romanos 5:12­
versículos 15 e 16. 19; I Cor. 15:21-22; Mórmon 9:12. Visita o Brasil
(d) Gênesis 4:15, 24; 7:2, 3, 10, (dd) Veja Col. 2:16. O Elder Harold G. Davis, do
II. 14; 33:3. (ee) Apocalipse 1:10. Departamento de Fiscalização dos
(<=) Exôdo 20:10, II. <ff> João 5:9, 10. Escritórios Centrais da Igreja, che­
(f> Deut. 5:15. (RR) Atos 20:6, 7; I Cor. 16:1, 2. gou no Escritório da Missão Brasilei­
(s) Idem. 10:2. (hh) Jeremias 31 :3I, 32. ra, procedente de Montevideo, LTru-
(h) Gen. 17:2-8; Exo. 31:12-14. (>') Hebreus 8:6-13; 9:15-28. guai, no dia 14 de junho. Êle esteve
(0 Exo. 34:27, 28. (ü) Mat. 5 :48, veja também ver­ visitando tôdas as Missões Sul-ame­
Veja h. sículos 19-47. ricanas para aprovar os livros em co­
(k) Jeremias 17:20-27; Ezequiel (kk) Veja y. nexão com a viagem do Apóstolo
20:12, 13, 16. í 11) Gal. 4:21-31; veja também Henry D. Moyle. Elder Davis regres­
0) 1 Rei 11:29-43; capítulo 12; Gen. 21 :I0. sou para os Estados Unidos após uma
veja também I I Rei capítulos 17 e 25. (mm) Exo. 31 :6. estadia aqui de três dias.

136 A L IA H O N A
drina das II às 11,30 horas com o
Presidente com ótimo resultado.
5. Em conclusão, o último e
maior acontecimento <K|uí foi o batis­
mo da família de Annita Danira Bus-
nardo Camerlingo. Foram batizados
seis pessoas: a mãe, e Jair Francisco
Camerlingo, Janir Camerlingo, Jacir
Francisco Camerlingo, Jacinyr Caro-
lina Camerlingo. Desejamos-lhes as
boas vindas no Reino de Deus.
É nossa humilde oração que cada
Porto Alegre o dia 20 de maio — conseguimos rea­ vez mais alcancemos progresso nesta
lizar o seguinte: cidade caçula, do Ramo de Londrina.
Alô! Irmãos do Brasil! 1. No dia 8 de abril de 1956, ti­
★ H á muito que não mandamos vemos duas reuniões Dominicais em São Paulo
notícias nossas. Isto não quer dizer nossa nova carpela recentemente ad­ ★ Dia 2, sábado teve início o no­
que estamos inativos. Ao contrário, quirida com a média de assistência de vo programa da A .M .M ., 1956-1957,
nosso ramo continua a crescer cada 17 pessoas. Ajudou bastante o espíri­ 0 qual conta com uma nova Diretoria,
vez mais. Em nossas reuniões já con­ to da reunião o ótimo piano deixado composta de jovens de real capacida­
tamos com a frequência média de 50 pelo bondoso dono a nosso cuidado. de para o desempenho de suas fun­
a 60 pessoas. Os investigadores entraram desconhe­ ções. Parabéns e felicidades aos no­
Grande tem sido o trabalho dos cendo uns aos outros e sairam gran­ vos membros e que progridam cada
missionários e grande também a de­ des amigos. vez mais.
dicação dos membros e amigos. 2. Dia 13 de maio — No Dia das ■k Dia 3, domingo, na reunião da
Sentimos que dia a dia progre­ Mães realizamos um programa espe­ noite houve um excelent, programa
dimos espiritualmente, formando um cial sob a direção da Primária que, executado por 5 graciosas primárias,
ambiente de agradável convívio. a propósito, está se desenvolvendo ra­ que desempenharam seus papéis de
No dia 5 de maio tivemos nosso pidamente contando já com oito forma satisfatória, agradando plena­
“Gold and Green Bali” o qual foi um crianças matriculadas. Havia poesias, mente aos presentes. O magnífico
grande sucesso. Depois de pagar as canções e discursinhos preparados pe­ programa foi presenciado por mais de
dívidas, para nossa surpresa, a las crianças. Das vinte e sete pessoas 1CD pessoas. Significativo exemplo
A .M .M . recebeu 301 cruzeiros de presentes as cinco mães ficaram sa­ demonstrado quanto ao valor da As­
saldo. tisfeitas. sociação da Primária no desenvol­
A decoração magnífica apresen­ 3. Dia 19 de maio — A cidade de vimento cultural da criança.
tada pelos missionários e o “sliow”
Londrina teve a satisfação de conhe­ * Dia 9, sábado, partiram para os
apresentado pelos irmãos A. Homero
cer como os Santos dos Ültimos Dias Estados Unidos da América do Nor­
Schmidt, Lucia Curia, Antonio No­ realizam uma festa. Quarenta pessoas te os Irmãos Mituo Ikemoto e Faus­
gueira e Izabel Peixoto foi a atração cantaram, brincaram, e comeram à ta, sua espôsa, e no dia seguinte, de­
máxima da noite. vontade. pois de uma série de dificuldades se­
No dia seguinte, realizamos com
4. No dia 20 de maio tivemos a guiu para o mesmo destino, o Irmão
sucesso a conferência do distrito,
primeira conferência do Ramo. O Odair de Castro. Todos foram para o
com a presença do Presidente Asael
Presidente Asael T. Sorensen presi­ maravilhoso Estado de Utah, a fim
T. Sorensen e de grande número de de estudar niv famosa Universidade
membros e amigos. diu a sessão e falou na sessão da noi­
te à quarenta pessoas. Realizamos de Brigham Young, que lá se encon­
★ O dia 13 — Dia das Mães — também uma entrevista na Rádio Lon­ tra instalada.
foi comemorado com raro brilhantis­
mo. Pela manhã tivemos um progra­
ma especial no qual tomaram parte as
crianças do Ramo apresentando pe­
quenas histórias e poesias referentes
a data. Para finalizar, tôdas as mães
presentes, receberam um botão de ro­
sa como demonstração do carinho dos
membros do Ramo.
Uma agradável notícia foi o nas­
cimento da menina Cintia, no dia 9
de maio, a qual veio enriquecer ainda
mais o lar de Olavo e Olga' Beihl.
Prometendo voltar mais à rneudo
com notícias dêste cantinho do Bras:l,
desejamos a todos os irmãos muitas
felicidades, e as bênçãos do Senhor.

Londrina
★ Cuidai, Ramos velhos! Eis o
nosso desafio! Ficai para o lado e Comitê Central da A. M. M. da Missão
deixai o Ramo de Londrina, a cidade P E L A P R IM E IR A V E Z UM PRO CRAM A COMPLETO ( V E J A P ág. 1 3 3 )
caçula, passar. Aqui havemos de
crescer com rapidez jamais vista antes Os m em bros do Com itê C e n tra l da A . M . M . da M issão sãô os seg u in te s:
(d a esq u erd a p ara a d ire ita ) E tto y H u b e rt, M a ria L u z B e n y o c k e a , D iv a
na Missão Brasileira. Em apenas F e r r e ir a , Jo s é P a u lo B o u rg e s , M e rc e d e s P a tríc io , E ld c r G a ry /. N eelem an ,
três meses - de 25 de fevereiro, até Chislom C a rd im , Jo s e fin a M a ch ado e M aria A m a ra l F e r r e ir a .

Julho de I956 137


Missionários Novos de
Lição para os Mestres Visitantes do Ramo 1956
Spencer Snozt' Bcckstrom, St.
Lição para Agôsto de 1956 George, U ta li; Oii'en Nelson Baker
Jr., Salt Lake City, Utali; Idolph
TESTEM UNHOS DE QUE DEUS V IV E Tcd Olsen, Brigham City, U ta h ;
Stanly Frank Miller, ldaho Falls,
O Livro dc Mórmon c um testemunho de que Deus Yive. É Idaho; Laurcnce Rokes, T.ynwood,
a testemunha para o povo dêste Continente de que Jcsu; é o Cris­ Califórnia; Jay Harrison Barkdull,
to, um Ser-Ressuscitado, Redentor e Salvador da humanidade. Os
American Falls, ldaho; P.ugene F.d-
registros Nefitas estão repletos de testemunhos de antigos profe­
tas Americanos, concernente a êste fato. Vamos ohservar alguns i'.'ard Grcen, Sacramento, Califórnia;
dêles. Gordon Clcgg Crandall, Great Neck,
Quando Jiefi, o filho de Lehi Pai, era ainda o mais jovem, êle New Y ork; David Thomas Moon,
teve um grande desejo de saher para si mesmo, os mistérios de Deus. Orem, Utali; lh a llerzog, Santos, S.
Seus desejos eram honestos, como disso êle dá testemunho:
Paulo; F.ny Fonseca Martins, Rio
.. . K aconteceu que eu, Nefi, sendo muito jovem, apesar Claro, S Paulo; Maria / Wicetto,
de minha grande estatura, e tendo grande desejo de conhecer
Ponla Grossa, Paraná.
os mistérios de Deus, clamei ao Senhor; e eis que Kle me
visitou. (1 Nefi 2-16).
Missionários Desobriga­
Ainda jovem Nefi tornou-se uma testemunha pessoal do
nosso preexistente Senhor, assim como Joseph Smith em nos­ dos de 1956
sos tempos foi uma1 testemunha d'F.le como um Sêr Ressus­ Jean Simkins, Phoenix, Arizona;
citado. Janet Christophcrson, Salt Lake City,
O Profeta Enoc, um sobrinho de Nefi, também recebeu um Utali; Joycc Johnson, Poise, Idaho;
forte testemunho de que Deus vive, devido a acontecimentos cm sua Ricardo Bnmncr, São Paulo, S. P.;
vida. Seu pai Jacó era uma testemunha pessoal do Salvador (II
Jorge Aoto, Curitib , Paraná; Plinio
Nefi 2:3-4; 11:3) e criou seu filho 1 1 0 “saber e advertência do Se­
nhor”. (Enoc 1). Durante uma caçsda sua alma estava tão faminta, Gacrtner, Ponta Grossa, Paraná;
que orou durante o dia todo e noite, para receber uma mensagem Blaine D. ll'ebb, Provo, Utali; Gary
de Deus. Kla veiu, e uma voz celestial o assegurou de que seus pe­ Wayne lli.H, Garkmd, Utah ; Richard
cados haviam sido perdoados e que de agora em diante êle seria II Bond, Washington, D . C .; l.orin
abençoado. O leitor é aconselhado a ler cuidadosamente tudo o que
Todd, Susanville, Califórnia; Ilarvin
Knoc nos diz sôbre suas experiências espirituais. (Enoc 2-18).
Outro profeta pelo nome de Nefi, 11 1 1 1 dos maiores Profetas Ne- S Mcl.can, Salt I ke City, Utah;
f*tas, era tão fiel servindo a Deus, que o Todopoderoso o abençoou James W. Seely, Castle Dale, Utah;
com raros poderes espirituais, poderes tão grandes que êle teria po­ Darw.n II'. Hcyrend, Idaho Falls,
der para controlar seu povo, e para poder ferir a terra com fome, ldaho.
pestilência, destruição, de acórdo com a fraqueza dos Nefitas. Deus
falou diretamente à êle e lhe deu chaves para (selar) poderes do Batismos de Abril e Maio
Sacerdócio. As Palavras do Senhor à êle, foram de fato impressio­ P' RTO ALEGRE -- !ib PaitlilW Ma-
nantes. (Helaman 10:2-11).
cluido. Pi r a c i c a b a — Coficrnico Her-
A aparição pessoal do Sâr Ressuscitado, Salvador-Redentpr, aos
Nefitas marca 11 1 1 1 dos acontecimentos mais importantes 1 1 0 Livro ling Martins, João Josc Cera, Ainclia
de Mórmon. (3 Nefi 11:7-15). O testemunho de Deus o Pai a Pcssotti, P.dith Alves, Zilda Pereira.
Seu Filho, sem mencionar o testemunho de milhares de pessoas que c u r it ib a — 1 asaro Beteto, José
viram o Salvador, deverá impressionar o suplicante leitor sôbre os livangelista de Souza, liricli Alfons
registros sagrados, de que há um Deus 1 1 0 céu e que está interes­
Stahlkc, Maria Sebastic.na Rezenda
sado em nós, Seus filhos.
Em adição a estas manifestações, deveríamos também ter em Ahes, Zina Assumpção. J o i n v i l l e -
nossas mentes a aparição maravilhosa do Salvador aos Irmãos de Bernardino Plácido da Silva, Ligia
Jared (Éter 3:6-20), e Sua visitação ao Profeta Mórmon, então um Gomes, Sérgio Gomes, 1 isete Gomes,
jovem de 15 anos de idade. (M órmon: 15). J.cfínicc Gomes, Charels Gontarczyk.
santo a m aro — Hilda Norris Nel-
sen. s ã o p a u l o — Cecilia dos San­
tos Bastos, Jorge Manuel Bastos,
Escopo da História fetizaram e tiveram visões remarcá- Manoel Rodriguez, Daniel Rossi. j u i z
veis provindas dos Céus. Mesmo Ne­ d e f o r a — Hricli Hohann Gondorf.
( C o ntin u ação da p ágin a 1 30 )
wel Knight teve uma visão referen­ r ib e ir ã o preto — Helena da Silva
rum Smith e Martin Harris foram te à grande obra na pregação do Felix. c a m p i n a s — Divino Belchior
ordenados sacerdotes e Hiram Page, Evangelho. No término desta confe­ da Silva, Geraldo Ferreira de Britto.
Christian Whitmer foram ordenados rência onze pessoas foram converti­ a r a r a q u a r a — Ismera de Assis M a­

mestres. Oliver Cowdery foi apon­ das e batizadas e a maioria dêstes chado, Faldete A pparecida Belotti.
tado para guardar os livros e regis­ batismos foram realizados por Da­ ponta grossa — Maciel Correia de
tros da Igreja. O Espírito Santo mais vid \ \hitmer, 1 1 0 Lago Seneca1
, 110 Mello, Carlos Correia de Mello, Ho­
uma vez derramou sôbre êles que pro­ mesmo Estado. • mero Peixoto.

138 A LTAHOKA
SUA CONTRIBUIÇÃO
O D E S E JO E O JU L G A M E N T O

'-[“'O D O S nós queremos ter um bom julgamen- em nassas mentes o desejo, alimentá-lo, cultivá-lo
-*■ to, assim como não dispensamos o desejo de e fortalecê-lo, até que êste elemento mental se de­
possuirmos uma vida cada vez mais elevada, pa­ senvolva e cresça, adquirindo proporções gigan­
ra merecermos então o julgamento de acórdo com tescas, de pequeno e vacilante que é o princípio.
as nossas ações. f£ justo que todos nós tenhamos o desejo de
Por exemplo, se algumas vêzes observamos a adquirir uma vida alegre, feliz, cheia de luz, paz,
conversa de pessoas que perderam a sua posição prosperidade, "mor, fé, onde o julgamento de uma
e decairam de um estado mais 0 1 1 menos confor­ raça é feito por pessoa competente e não onde im­
tável, analizemos isto de acórdo com a nossa ma­ pera o pecado, a maldade o ódio, e o falso julga­
neira de interpretar 0 que será educativo e de gran­ mento daqueles que não sabem julgar a si mesmo.
de valor para nós. Procuremos formular em nossos desejos
Aí notaremos que o elemento do desejo é ne­ aquilo que mais nos convier para a nossa salva­
ção e assim obteremondjo grau celestial que de­
la muito fraco e variável para ter valor prático e
construtivo, pois desejam ora uma coisa, ora ou­ sejamos ter.
tra, sem saber realmente a idéia definida do que Como poderemos obter êsses desejos? En­
querem. quanto formos pessoas incapazes de perdoar, que­
rendo julgar a outros, poderemos crer que jamais
Efetivamente enquanto nosso desejo não ser­
obteremos tais desejos se tal êrro reside em nos­
ve de estímulo para agirmos permaneceremos sem­
sos corações.
pre em condições inferiores. Entretanto poderemos
Fixemos em nossas mentes os mais belos de­
refazer nossa natureza e caráter, poderemos ser
sejos, e também não julguemos para que não nos
tudo 0 (pie quisermos ser, e realizar as coisas que
julguem, pois se não queres ser julgado, também
projetamos adquirindo aquilo que estivermos de­
não julgarás.
terminados a alcançar.
Antes de tudo, porém, é preciso formularmos Wa/dir Francisco Rcque

“Quero ver o Templo construído de maneira que dure duran­


te o Milênio. Êste Templo não é somente o único que construire­
m w a c a p a mos, serão construídos centenas e os dedicaremos ao Senhor. liste
Templo será conhecido como o primeiro, construído nas monta­
nhas pelo Santos dos Últimos Dias. Quando o Milênio passar, e
todos os filhos e filhas de Adão e Eva, desde a sua última poste­
ridade, que chegarem a compreensão da clemência do Evangelho
e tiverem sido redimidos em centenas de Templos, através de seus
filhos com seus esforços, desejo que o Templo fique como um or­
gulhoso monumento de fé, como perseverante diligência dos Santos
de Deus nas montanhas, 1 1 0 século 19”.
Palavras do Presidente Brighan Young, dirigidas a sua congre­
gação em 6 de outubro de 1863.
O local do Templo de Lago Salgado, foi escolhido no dia 28 de
julho de 1847, quando o Presidente Young caminhava com seus as­
sociados, marcando com uma bengala a terra e dizendo “aqui cons­
truiremos o Templo de nosso Deus".
Em outubro de 1852, na conferência geral foi unanimemente
O TEM PLO decidido que: “construiremos o Templo com o melhor material
DE LAGO SALGADO que encontrarmos nas montanhas da América do Norte”. Foi usa­
do o granito do desfiladeiro de Cottonwood.
Os alicerces do Templo de Lago Salgado foram iniciados em
14 de fevereiro de 1853; a pedra fundamental foi colocada 1 1 0 dia
6 de abril do mesmo ano. Elder Truman O. \ngell foi o arquiteto
da construqão. Durante 40 anos, os Santos trabalharam, oraram e
trabalharam ainda 1 1 a construção da Casa do Senhor.
O Presidente \ \ilford W oodruff dedicou a construção em 6 de
abril de 1893. Muitos trabalhadores dedicavam semanas e semanas
de serviço. Diversos dêsses serviços foram executados pelas crian­
ças da Escola Dominical e seus professores.

Julho de 1956 139


um em prego tememos não serm os ca p a ze s
de conseguir um, e quando o temos receia-
rnos não sermos ca p a ze s de con se rvá-lo.
À princípio receiamos não vencer. E qu an ­
do vencemos uma vez, tememos não po­
der vencer outra vez. Antes de casarm os,
tememos pela nossa incapacid ad e na
construção de um lar, e quando o temos,
A Palavra Inspirada tememos pela sua manutenção. N a po b re­
za, tememos não poder prover nossos f i­
T EMO R E FRACAS SO lhos. N a abundância, receiamos que a
prosperidade o destrua. Aquêles que não
C P R IA interessante saber, quantas coi­ têm o que querem, temem não serem c a ­
sas proveitosas poderíam os ter feito e p azes de conseguí-lo. E aquêles que têm
deveríam os ter feito, e f r a c a s s a m o s em temem não poder conservá-lo. A lguns ho­
fa z ê -la s porque tivemos mêdo. A lg um as mens são mais temerosos que outros. Uns
vêzes, ch eg am os à conclusão de que so­ são mais engan adores, não aparentam
mos mais m edrosos que outros homens. tanto seus temores. Porém é provável que
M as quando estamos tremendo por nossos oponentes e competidores, e q u a ­
dentro, é pelo menos um estímulo, s a b e r­ se todos os homens que encontramos, te­
mos que os homens com quem vam os en­ nham seus receios — bem dentro dêles.
contrar e competir estão tremendo tam­ D evem os aprender a não de ix ar o temor
bém. Nenhum mortal ja m a is viveu sem nos impedir de irmos adiante. N ão é uma
que nunca houvesse conhecido o sentimen­ d e s g ra ç a termos receio, mas é uma des­
to do mêdo. N o sso s temores variam , mas g r a ç a de ix ar que o receio nos derrote.
muito raramente desaparecem . Quando Se vam os esperar até não termos
somos jovens, tememos por alg u m as coi­ mais receio da decadência, esperarem os
sas, e quando somos velhos tememos por muito tempo antes de fazerm os a lg o pro­
outras. veitoso. Prec isam o s aprender a não deixar
A lg um as vêzes, tememos o escuro, o temor da decadência faz er-n o s decair,
tememos o lôbo à porta. M as sempre te­ e não de ix ar que nosso temor fa ç a nossa
memos algum problema, em quase todo decadência final.
período da nossa vida. Antes de termos Richard L. Evans

“ N ã o deixe seu coração padecer e nem o deixe a tem o riz a r-se” .

P O R TE P A G O
Devolver a
A LIAHONA
C aixa Postal, 8ó2
São Paulo, Est. S- P.
N ão sendo r e c la m a d a
dentro de 30 dias.