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SUMÁRIO

i revisão bibliográfica 3
1 equação diferencial 5
1.1 Classificação 5
1.1.1 Tipo 5
1.1.2 Ordem 6
1.1.3 Linearidade 6
1.2 EDP lineares de segunda ordem com coefici-
entes constantes 7
1.3 Introdução aos Métodos Numéricos 9

ii métodos numéricos 11
2 diferenças finitas (fd) 13
2.1 Esquemas de Diferenças Finitas 13
3 elementos finitos 17
4 método dos momentos 19

iii appendix 23
a appendix chapter 25

1
Parte I

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
1
EQUAÇÃO DIFERENCIAL

Uma equação diferencial é uma equação que contém uma


função desconhecida e algumas de suas derivadas. Ao con-
trario de uma equação algébrica, onde as incógnitas são nú-
meros, numa equação diferencial as incógnitas são funções,
e a equação envolve as derivadas destas funções.
Através das equações diferenciais podemos determinar
o comportamento futuro de problemas físicos importantes,
com base da variação dos valores presentes.

1.1 classificação

As equações diferenciais (ED) são classificadas quanto:

• tipo

• ordem

• linearidade

1.1.1 Tipo

As ED são divididas em equações diferenciais ordinárias


(EDO) e equações diferenciais parciais (EDP).

5
6 equação diferencial

A equação diferencial ordinária depende apenas de uma


variável independente, e envolve apenas derivadas simples,
como mostrado em (1).

dy d2 y d3 y dn y
F ( x, y,, , ,··· , ) (1)
dx dx dx dx
Já as equações diferenciais parciais, envolvem mais de uma
variável independente. Neste caso, as equações envolvem
as derivadas parciais de uma função de duas ou mais variá-
veis, como exemplo a equação (2).

∂2 φ ∂2 φ ∂2 φ ∂φ ∂φ
A + B + C +D +E + Fφ + G = 0 (2)
∂x2 ∂x∂y ∂y ∂x ∂z
em (2) x e y são as variáveis independentes e φ( x, y) a va-
riável dependente.

1.1.2 Ordem

A ordem de uma equação diferencial depende da derivada


de maior ordem presente na equação. Por exemplo a equa-
ção (1) é de ordem n e a equação (2) é de ordem 2.

1.1.3 Linearidade

Uma ED será chamada de linear se:


1. A variável dependente e suas derivadas possuírem
grau um e

2. seus coeficientes dependeram apenas da variável in-


dependente.
Ou seja, uma ED será linear se puder ser escrita de uma
forma que não envolva:
1.2 edp lineares de segunda ordem com coeficientes constantes 7

Figura 1.: Exemplos de (a) ED não linear (b) ED linear

1. Qualquer potência na variável dependente e sus deri-


vadas.

2. Qualquer produto das variáveis dependentes e suas


derivadas.

3. Qualquer outra função não linear da variável depen-


dente (como sen ou exp).

1.2 edp lineares de segunda ordem com coefici-


entes constantes

A formulação matemática da maioria dos problemas na ci-


ência envolvendo taxa de troca relativa a duas ou mais va-
riáveis independentes. Um caso de especial interesse, é a
8 equação diferencial

EDP representada na equação (2) Quando os coeficientes


de ABCDFG são constantes tem-se uma EDP de segunda
ordem de coeficientes constantes. As equações diferenciais
parciais lineares de segunda ordem com coeficientes cons-
tantes são classificadas em três grupos: equações elípticas,
equações parabólicas e equações hiperbólicas. Essa classifi-
cação é baseada no método das características, e é útil, pois
relaciona problemas de engenharia e suas técnicas de solu-
ção.
A equação (2) é elíptica quando B2 − 4AC < 0, parabólica
quando B2 − 4AC = 0, e hiperbólica quando B2 − 4AC > 0.
Esta classificação não é meramente acadêmica, uma vez que
cada classe de equações está associada a uma categoria di-
ferente de fenômenos físicos. Além disso, métodos numéri-
cos que funcionam para uma categoria de equações podem
não funcionar para as demais.
Na natureza podem-se distinguir dois tipos básicos de
fenômenos físicos: aqueles que evoluem no tempo (tran-
sientes) e aqueles que estão em um estado de equilíbrio
(estacionários). Esses processos frequentemente aparecem
juntos.
Problemas de equilíbrio são aqueles nos quais a propri-
edade de interesse não se altera com o passar do tempo.
Matematicamente, esses problemas são, em geral, represen-
tados por equações diferenciais parciais elípticas, cuja equa-
ção modelo é a equação de Laplace.
Os problemas transientes, ou de propagação, envolvem
a variação temporal das grandezas físicas de interesse. Os
fenômenos transientes são modelados por equações diferen-
ciais parabólicas ou hiperbólicas.
Quando apresentam mecanismos de dissipação de ener-
gia, os fenômenos ditos dissipativos são descritos por equa-
1.3 introdução aos métodos numéricos 9

ções parabólicas. Caso contrário, são representados por


equações hiperbólicas [1]

1.3 introdução aos métodos numéricos

Os métodos analíticos para a resolução de ED aplicam-se


apenas a certos tipos de problemas. Por isso recorre-se com
frequência ao uso de métodos numéricos para obter a solu-
ção de uma ED sujeita a uma dada condição.
Os métodos analíticos podem não ter sucesso, nos casos
que:

• A região de solução seja complexa

• As condições de fronteira sejam de tipo misto

• As condições de fronteira sejam dependentes do tempo

• O meio seja não homogêneo ou anisotrópico

A solução de uma EDP em uma região implica na ob-


tenção dos valores para a variável dependente em cada
ponto da região. Computacionalmente, somente pode-se
lidar com uma região contínua se for determinada uma fór-
mula analítica para a solução do problema. O computador
pode, então, ser utilizado para calcular a solução em qual-
quer ponto desejado da região, com o uso dessa fórmula.
No caso de técnicas numéricas de solução, porém, não
é possível tratar a região como contínua,já que o método
numérico obtém a solução em pontos (x,y) discretos.
Parte II

MÉTODOS NUMÉRICOS
2
D I F E R E N Ç A S F I N I TA S ( F D )

O método de FD está baseado em aproximações que per-


mitem substituir equações diferenciais por equações em di-
ferenças, estas aproximações são formas algébricas, elas re-
lacionam o valor da variável dependente em um ponto da
região solução aos valores em pontos próximos. Ao con-
junto de pontos discretos (nós) é dado o nome de malha.
Uma solução de diferenças finas envolve basicamente três
etapas:
1. dividir a região da solução em uma grade de nós (ma-
lha)

2. aproximar a equação diferencial pela equação equiva-


lente de diferença finita, que relaciona a variável de-
pendente em um ponto na região de solução com seus
valores nos pontos vizinhos

3. resolver as equações diferenciais sujeitas às condições


de contorno prescritas e / ou condições iniciais

2.1 esquemas de diferenças finitas

Antes de encontrar as soluções de diferenças finitas para


PDEs específicos, veremos como um constrói aproximações
de diferenças finitas a partir de uma determinada equação

13
14 diferenças finitas (fd)

Figura 2.: Estimativa da derivada de f ( x ) usando diferen-


ças progressiva (forward), regressiva(backward)
e central (central)

diferencial. Isso envolve essencialmente estimar derivadas


numericamente.
Dada uma função f ( x ) mostrada na Figura 2, podemos
aproximar sua derivada ou a tangente em P pela inclina-
ção do arco PB, usando a fórmula de diferença progressiva
(equação 3)

f ( x0 + ∆x ) − f ( x0 )
f 0 ( x0 ) ≈ (3)
∆x
ou pela inclinação do arco AP, obtendo a fórmula de di-
ferença regressiva (equação 4)

f ( x0 ) − f ( x0 + ∆x )
f 0 ( x0 ) ≈ (4)
∆x
2.1 esquemas de diferenças finitas 15

ou pela inclinação do arco AB, obtendo a fórmula de di-


ferença central (equação 5)

f ( x0 + ∆x ) − f ( x0 − ∆x )
f 0 ( x0 ) ≈ (5)
2∆x
As equações (3 -5) são chamadas aproximações de dife-
renças finitas.
A abordagem usada acima na obtenção de aproximações
de diferenças finitas é intuitivo. Uma abordagem mais ge-
ral é usar a série de Taylor. De acordo com a conhecida
expansão,

1
f ( x0 + ∆x ) = f ( x0 ) + ∆x f 0 ( x0 ) + (∆x )2 f 00 ( x0 ) (6)
2!
1
+ (∆x )3 f 000 ( x0 ) + . . .
3!
e
1
f ( x0 − ∆x ) = f ( x0 ) − ∆x f 0 ( x0 ) + (∆x )2 f 00 ( x0 ) (7)
2!
1
− (∆x )3 f 000 ( x0 ) + . . .
3!
somando as equações anteriores

f ( x0 + ∆x ) + f ( x0 − ∆x ) = 2 f ( x0 ) − (∆x )2 f 00 ( x0 ) + O(∆x )4
(8)
onde O(∆x )4 é o erro introduzido pelo truncamento das
series. Supondo que esses termo e os seguentes sejam in-
significantes.

f ( x0 + ∆x ) − 2 f ( x0 ) + f ( x0 − ∆x )
f 00 ( x0 ) ≈ (9)
(∆x )2
16 diferenças finitas (fd)

Subtraindo Eq. 7 da Eq. 6 e negligenciando os termos


O(∆x )3

f ( x0 + ∆x ) − f ( x0 − ∆x )
f 0 ( x0 ) ≈ (10)
2(∆x )
A qual corresponde à equação (3)
3
ELEMENTOS FINITOS

17
4
MÉTODO DOS MOMENTOS

19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] G. D. Smith, Numerical Solution of Partial Differential


Equations – Finite Difference Methods, Oxford:Clarendon,
3rd edition, pp. 11-38, 1984.

21
Parte III

APPENDIX
A
APPENDIX CHAPTER

25