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2016

Soluções em Cabeamento
Estruturado

TREINAMENTO DE NETWORK
16/3/2016
1.1 INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A BELLFONE
A Bellfone foi fundada a mais de vinte e cinco anos e figura entre os principais distribuidores de
produtos para sistemas de telecomunicações. Atualmente a Bellfone é reconhecida como líder
na distribuição de produtos para redes de cabeamento estruturado.
A missão da Bellfone é colocar seus clientes na vanguarda proporcionando um atendimento
personalizado e eficiente, e um sistema de telecomunicações de primeira linha.

Proporcionar soluções de cabeamento estruturado para as necessidades presentes e futuras de


nossos clientes se converte em um desafio maior a cada dia. O segmento de telecomunicações
tem presenciado uma evolução muito acentuada, uma importante proliferação e uma crescente
dependência dos equipamentos eletrônicos. O objetivo agora é prover um sistema de
cabeamento estruturado que integre fisicamente os diferentes produtos oferecidos pelos
múltiplos fabricantes, desde redes locais até grandes sistemas de computadores integrados. A
demanda por maiores velocidades de transmissão (Gigabit Ethernet1000Mbps) tem
demonstrado claramente a importância de um sistema de cabeamento confiável que assegure
a integridade dos sinais de dados.

A filosofia da Bellfone gira em torno a oferecer sistemas de cabeamento estruturado confiáveis,


que são projetados tendo em mente uma arquitetura de sistema aberto e que integrem
facilmente redes de voz e dados sobre uma plataforma de comunicação.

Os produtos que a Bellfone comercializa resolvem o que a maioria dos especialistas em


telecomunicações poderiam mencionar como o maior dos seus pesadelos ao assegurar suporte
para as redes de telecomunicações em operação e para as futuras tecnologias que serão
desenvolvidas mediante uma rede eficiente, confiável e econômica. O objetivo da Bellfone é
prover uma autopista de dado confiável para as necessidades dos seus clientes.

A projeção da Bellfone tem sido estabelecida graças a seu êxito ao oferecer soluções completas,
desde o desenho da camada física até o constante apoio técnico, assegurando a rápida
finalização e integração dos sistemas dos seus clientes.

1.2 INTRODUÇÃO AO MANUAL DE CAPACITAÇÃO E REFERÊNCIA


Este manual de capacitação está baseado em critérios estabelecidos pela norma ANSI/TIA/EIA
568B “Padrão para cabeamento de telecomunicações em edifícios comerciais”, e inclui o
projeto, a instalação e a certificação de sistemas de cabeamento estruturado. Este manual cobre
em detalhes as últimas especificações de telecomunicações, práticas de projeto e certificação
dos sistemas instalados. Nenhuma citação ou texto contido neste manual deve ser interpretado
ou usado para violar algum código elétrico nacional, regional ou do próprio edifício.

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2.1 INTRODUÇÃO
Por volta do ano de 1985, o governo dos Estados Unidos da América rompeu o monopólio
telefônico da empresa American Telephone and Telegraph (AT&T). Antes desta mudança no
mercado telefônico, as especificações de projeto e instalação das redes de cabeamento em
edifícios comerciais eram estipuladas exclusivamente pela empresa AT&T.
Diante este quadro surgiu a necessidade de contar com algum organismo que se encarregasse
de padronizar os produtos, projetos e instalações das redes de cabeamento estruturado em
edifícios comerciais. A padronização de sistemas de cabeamento estruturado evita a
proliferação de “sistemas fechados”.

Consideramos “sistemas fechados” todos aqueles projetados para uma aplicação em particular
(ex: cabeamento IBM tipo 1, para redes “Token Ring”) e que não oferecem a possibilidade de
utilizar o mesmo cabeamento para outras aplicações.

2.1.1 AMERICAN STANDARDS INSTITUTE / ANSI


A ANSI é uma associação privada sem fins lucrativos que proporciona um foro neutro para o
desenvolvimento de acordos de consenso, tendentes a padronização voluntária de sistemas,
tais como os de cabeamento estruturado. A ANSI delega a redação das normas de cabeamento
estruturado a duas associações da indústria:
• Telecommunications Industry Association / TIA
• Eletronic Industries Alliance / EIA

2.1.2 NORMAS
A “NORMA” é uma forma resumida de dizer “padrão da indústria”, e representa o consenso dos
fabricantes sobre a especificação, características técnicas e a instalação de um determinado
produto. A padronização de um produto assegura a possibilidade de uma operação correta com
produtos similares produzidos por outros fabricantes e evita que os clientes finais adquiram
sistemas fechados.

2.1.3 CÓDIGOS
Os códigos são conjuntos de normativas (padrões) que são adotados pelos governos e que tem
como objetivo primordial proteger a vida humana. O código elétrico é um exemplo deste tipo
de documentos.
A aplicação de um código é legalmente.

2.1.4 CÓDIGOS E NORMAS


As normas da ANSI/TIA/EIA asseguram a correta operação de um sistema de cabeamento
estruturado, quando é usado como suporte para as distintas aplicações encontradas no
mercado (dados, voz, imagem...).
No caso de existir uma contradição entre o código elétrico e as normas da ANSI, com risco para
a vida humana, deverá prevalecer o código elétrico.
Um caso de contradição entre a indústria de telecomunicações e a indústria elétrica se encontra
no máximo valor permissível para a resistência a terra em um edifício comercial. O código
elétrico especifica 25 Ohms como um valor aceitável de resistência a terra e a indústria das
telecomunicações requer valores menores de 4 Ohms como valores aceitáveis. Neste caso,
escolher o valor recomendado pela indústria das telecomunicações não põe em risco a
integridade do sistema, e sim, a melhora substancialmente.

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2.1.5 COMITÊS TÉCNICOS DA TIA/EIA
As normas produzidas pela TIA/EIA são escritas por comitês de peritos da indústria, provenientes
das distintas empresas fabricantes e distribuidoras de produtos de cabeamento estruturado.
Alguns exemplos de comitês ativos são os seguintes:
• TR - 42.1 / ANSI/TIA/EIA 568B.1 / cabeamento em edifícios comerciais
• TR - 42.7 / ANSI/TIA/EIA 568B.3 / componentes para cabeamento de fibras ópticas
• TR - 42.7.2 / ANSI/TIA/EIA 568B.2-AD-1 / cabeamento categoria 6

2.1.6 ADENDO
A indústria evolui constantemente e o desenvolvimento tecnológico é expresso junto às
especificações da ANSI/TIA/EIA de duas formas distintas: adendos e Boletins de Suporte Técnico
(TSB’s).
OS adendos são documentos utilizados para incluir nas normativas vigentes, novos produtos
com características e rendimentos superiores ao mínimo requerido pela norma.

2.1.7 BOLETINS DE SUPORTE TÉCNICO


Os Boletins de Suporte Técnico (TSB’s) são documentos produzidos pela TIA/EIA que contém
dados ou informações úteis para a comunidade técnica. Contém recomendações para uma
melhor prática e contemplam os requisitos encontrados nas normas. 2.4

2.1.8 FLEXIBILIDADE DE PROJETO


Um projeto de acordo com as normas da ANSI/TIA/EIA deverá cumprir os requisitos
especificados para cada parte do sistema. Por definição podem ser identificados dois tipos de
requisitos:
Indispensáveis: são aqueles que asseguram o rendimento técnico esperado para o sistema de
cabeamento. Um exemplo para este tipo de requisito se encontra na máxima distância de
cabeamento sólido permitido para o cabeamento horizontal (90 m).

Recomendados: são aqueles que representam a melhor prática e a melhor solução


considerando futuras ampliações, remanejamentos de usuários e manutenção do sistema. Em
alguns casos na prática, não é possível cumprir com alguma destas recomendações. Sem que
seja necessário o embargo da obra, sempre será possível se obter um sistema que atenda com
o mínimo requerido pela norma.

2.1.9 RELAÇÃO COM OUTROS DOCUMENTOS E NORMAS


A norma 568B menciona como suplementos úteis o Manual de Métodos de Distribuição de
Telecomunicações do Serviço Internacional de Consultoria para a Indústria da Construção
(BICSI), o Manual de Projeto e Planta Externa a Propriedade do Usuário e o Manual de Instalação
para Cabeamentos de Telecomunicações. Estes manuais provêm práticas e métodos
recomendados com os quais podem ser implementados muitos dos requisitos mencionados nas
normas da ANSI. 2.5

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3.1 PANORAMA GERAL
Este capítulo revisa de forma básica os conceitos sobre transmissão de sinais elétricos através
de canais de comunicações construídos com cabos de cobre (supõe-se que o leitor tem
conhecimentos básicos de eletricidade e tem intimidade com os termos Volts, Ampére e Ohms).

3.2 PARES DE COBRE


O sistema de cabeamento estruturado recomendado nas normas ANSI/TIA/EIA utilizam cabos
metálicos construídos de cobre. Um “par de cobre” é um conjunto de dois condutores com
isolamento termoplástico que são entrelaçados de forma helicoidal ao longo de sua extensão.
Esta característica é chamada comumente de “trançado” do par.

FIGURA 3.1 – PARES DE COBRE

3.2.1 TRANÇADO DOS PARES DE COBRE


Cada condutor em um par de cobre é capaz de atuar como uma antena, irradiando uma parte
do sinal que transporta. Ao trançado dos condutores que formam um par de cobre se atribuída
a responsabilidade do cancelamento de suas respectivas radiações, evitando que um par cause
interferência ao meio. De igual maneira o trançado diminui a possibilidade que um par aceite a
interferência proveniente do meio.
A característica do trançado utilizado em cada par de cobre fica a critério de cada fabricante, a
condição é que o cabo terminado deve cumprir com todos os requisitos de transmissão impostos
pelas normas (ANSI/TIA/EIA 568B.2 – pontos 4.3.3.2 e 4.4.3.2).

Os cabos disponíveis no mercado de cabeamento estruturado se encontram em tipos que vão


desde 4 pares, tipicamente utilizados para levar dados e voz para as estações de trabalho, até
cabos de múltiplos pares (25 ou mais) utilizados para levar extensões telefônicas para os
diferentes pisos de um edifício.
Dentro de um cabo o trançado é capaz de limitar a interferência entre os pares, no entanto não
é capaz de eliminá-la completamente. Para minimizar este efeito, conhecido nos sistemas
telefônicos como “diafonia”, varia-se o trançado entre os diferentes pares que compõem o cabo.

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FIGURA 3.2 – TRANÇADO NOS PARES DE COBRE

Para aumentar a resistência do cabo contra possíveis interferências externas muitos fabricantes
utilizam um tipo de trançado adicional:
• Trançado primário: trançado que se aplica aos condutores para formar cada par.
• Trançado secundário: Trançado adicional que se aplica aos cabos terminados. Esta
característica é muito importante para o funcionamento do cabo depois da sua instalação.
Alguns fabricantes utilizam uma espiral de plástico (“spline”) para assegurar a separação
entre os pares e a integridade do trançado secundário (categoria 6).

3.3 CONDUTORES ELÉTRICOS


Um condutor elétrico é qualquer material que pode transportar energia elétrica de um ponto a
outro. O cobre tem sido reconhecido por muito tempo como padrão de condutividade. Várias
propriedades do cobre convergem para que ele seja considerado o condutor mais adequado
para transforma-lo em fios e cabos. Os cabos de pares trançados e os cabos coaxiais são
normalmente fabricados com condutores de cobre.

O cobre estabelece um padrão de comparação de condutividade com outros metais. Quando é


utilizado o cobre recozido como valor de referência é o mesmo que dizer 100% de
condutividade. Outros condutores comuns têm menos do que os 100% de condutividade
elétrica atribuídos ao cobre recozido.

3.3.1 CONDUTORES SÓLIDOS


Este é o tipo de condutor utilizado nos cabeamentos permanentes (dentro de paredes,
tubulações, pisos falsos, etc). Os dispositivos necessários para a terminação deste tipo de
condutores são os mais confiáveis e os mais econômicos. As normas da ANSI/TIA/EIA
recomendam terminações do tipo IDC para os condutores (Insulation Displacement Contact –
Contato pelo deslocamento do isolante).

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FIGURA 3.3 – CONDUTORES SÓLIDOS

O tipo de conexão IDC garante uma terminação confiável do ponto de vista mecânico, ao mesmo
tempo em que assegura um excelente desempenho elétrico.

FIGURA 3.4 – TERMINAÇÕES IDC

3.3.2 AMERICAN WIRE GAUGE / AWG


A espessura de um condutor é especificada geralmente com base na área da seção transversal.
Nos Estados Unidos da América se identifica a espessura dos condutores pelo sistema
Americano de Medidas de Cabos / AWG.
O AWG, também conhecido como calibre de Brown & Sharpe, foi desenvolvido em 1857 por J.R.
Brown. Cada espessura é classificada por uma especificação de um diâmetro mínimo (0,005”),
um máximo (0,46”) e 38 diferentes espessuras intermediárias obtidas por uma progressão
geométrica.
O diâmetro menor corresponde ao calibre 36 AWG / diâmetro (φ) = 0,005” e o maior
corresponde ao calibre 4/0 AWG / diâmetro (φ) = 0,46”.
Nos Estados Unidos da América se especifica a área da seção transversal de cada condutor em
cmil. Um cmil é a área da seção transversal de um círculo com diâmetro de um milésimo de
polegada (0,001”).
A área da seção transversal medida em cmil pode ser obtida elevando ao quadrado o diâmetro
medido em milésimos de polegada.
Para os condutores multifilares (stranded), a área da seção transversal é obtida com a soma da
área de cada fio.

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Os calibres maiores a 4/0 são medidos
em Kcmil (milhares de cmil /
anteriormente MCM). A seguinte Diâmetro Área da seção Transversal
tabela resume as características de - milésimos de polegada - - Kcmil -
alguns calibres de cabos. Calibre
AWG
1/0 324,9 105,6
2/0 364,8 133,1
3/0 409,6 167,8
4/0 460 211,6

3.3.3 CONDUTORES MULTIFILARES


Estes condutores são preferidos para uso em cabos de equipamentos e cordões de conexão por
sua maior flexibilidade mecânica. Para se obter o mesmo desempenho dos cabos sólidos os
projetos de cabos multifilares frequentemente resultam em produtos mais caros. Além do custo
do cabo, os dispositivos e ferramentas necessários para sua terminação também elevam o custo
do sistema.

FIGURA 3.5 – CONDUTORES MULTIFILARES

Os condutores multifilares utilizados em cordões de conexão e cabos de equipamentos são


terminados com conectores modulares (plugues). Deve-se ter o cuidado de não utilizar
terminações IDC para cabos multifilares. Também deve-se evitar a terminação de cabos sólidos
em conectores modulares especificados para cabos multifilares.

FIGURA 3.6 – TERMINAÇÕES PARA CABOS MULTIFILARES

3.3.4 CALIBRES RECOMENDADOS PELA ANSI


A norma ANSI/TIA/EIA 568B.2 define características mínimas para os condutores que formam
cada par de um cabo de pares trançados. Recomenda-se um calibre entre 22 e 24 AWG, com um
diâmetro nominal para o condutor isolado de 1,22 mm.

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3.4 ISOLAMENTO
A cada um dos condutores que formam os pares de cobre se aplica uma capa de isolação feita
de materiais como o Polietileno / PE (ambientes “não plenum”), ou o Etileno Propileno Fluorado
/ FEP (ambientes “plenum”). O isolamento em um cabo de telecomunicações cumpre vários
propósitos:
• Evitar o contato elétrico com outros condutores.
• Definir parâmetros de funcionamento do cabo tais como atenuação, retardo de propagação,
delay skew e impedância característica.
• Oferecer uma garantia de segurança do cabo quando o mesmo é utilizado em ambientes
plenum.

Para completar a construção de um cabo se aplica uma capa final de isolamento sobre o
conjunto de 4 ou mais pares de cobre. Os materiais usados para a construção desta cobertura
exterior são geralmente Cloreto de Polivinila / PVC (ambientes “não plenum”) e variações de
PVC retardantes a chama e com baixa produção de fumaça tóxica (ambientes plenum).

FIGURA 3.7 – ISOLAMENTOS

3.5 BLINDAGEM METÁLICA


Com a finalidade de aumentar a capacidade de um cabo de impelir qualquer interferência do
proveniente do meio pode-se utilizar uma cobertura metálica conectada a terra (aterrada). Uma
blindagem metálica sempre é tão efetiva como o sistema de aterramento a que está conectada.
A experiência prática, depois de numerosos projetos, indica que na presença de um mal sistema
de aterramento um cabo blindado poderia ser pior solução que um cabo sem blindagem. Uma
blindagem conectada a um sistema de aterramento deficiente, ou não conectada a terra,
poderia atuar como uma grande antena instalada ao longo do percurso seguido pelo cabo.

FIGURA 3.8 – BLINDAGEM METÁLICA

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3.6 ARMADURA METÁLICA
Os cabos de planta externa opcionalmente contam com uma capa metálica de grande
resistência para operar em ambientes em que se espera abuso mecânico (maquinaria, roedores,
etc). A armadura é colocada antes de aplicar a capa externa do cabo. Este tipo de armadura
deverá ser aterrada para proteger a equipe técnica de possíveis induções elétricas.

FIGURA 3.9 – ARMADURA METÁLICA

3.7 CABOS INTRAEDIFÍCIO


3.7.1 CABOS UTP
UTP: Unshielded Twisted Pair / Par Trançado sem Blindagem. Estes cabos estão disponíveis em
versões de 4 pares para chegar até as estações de trabalho e de 25 pares ou mais para serem
utilizados desde a central telefônica até cada pavimento. O calibre permitido está entre 22 e 24
AWG com um diâmetro máximo para o cabo de 4 pares de 0,25” (ANSI/TIA/EIA 568B.2).
Alguns cabos UTP de 4 pares utilizam uma espiral plástica (“spline”) como elemento central
separador. Este elemento mantém não só a separação entre os pares de um mesmo cabo como
também o trançamento secundário durante a instalação do mesmo. Este tipo de fabricação é
típica em cabos categoria 6.

FIGURA 3.10 – CABOS UTP

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3.7.2 CABOS ScTP
ScTP: Screened Twisted Pair / Par Trançado Laminado. Estes cabos são fabricados com uma
lâmina metálica para reforçar o isolamento conjunto de pares e diminuir ações de indução com
o meio após o sistema estar aterrado. É comum encontrar cabos com calibre de até 26 AWG em
cordões de conexão e cabos de equipamentos.

FIGURA 3.11 – CABOS ScTP

3.7.3 CABOS STP


STP: Shielded Twisted Pair / Par Trançado com Blindagem. Estes cabos não são aceitos pelas
normas vigentes da ANSI. Corresponde ao cabo tipo 1 da companhia IBM para a operação de
redes de computadores “Token Ring”. Este é um cabo de 2 pares com espessura de 22 AWG com
dupla blindagem.

FIGURA 3.12 – CABOS STP

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3.8 CABOS INTEREDIFÍCIO
3.8.1 CABOS SUBTERRÂNEOS
Os cabos multipares UTP e ScTP para aplicação subterrânea geralmente dispõem de uma
armadura metálica e um gel não-absorvente para prevenir a entrada de umidade.
Os cabos UTP e ScTP de 4 pares são cabos projetados exclusivamente para uso interno. Para os
casos em que a solução mais econômica seria um cabeamento horizontal subterrâneo, existem
no mercado cabos de 4 pares especialmente fabricados para aplicações subterrâneas de curta
distância (menores que 90 metros). Esses cabos combinam uma capa especial e um gel não
absorvente.

FIGURA 3.13 – CABOS INTEREDIFÍCIOS SUBTERRÂNEOS

3.8.2 CABOS AÉREOS


Os cabos para aplicações aéreas têm capas exteriores resistentes aos raios ultravioletas do sol.
Além disso, contam com um elemento de auxílio mecânico para distribuir o peso do cabo, assim
como sua carga (mensageiro). Pode-se utilizar o processo de “espinar” o cabo, no entanto o
fabricante deve ser consultado sobre a aplicação correta para não ocorrer de instalar um cabo
de uso subterrâneo em uma via aérea e comprometer o seu uso com o tempo.

FIGURA 3.14 – CABOS AÉREOS

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3.9 CABOS COAXIAIS
O cabo coaxial proporciona um grau de proteção muito mais elevado contra a interferência
elétrica que os cabos de par trançado padrão. Os cabos coaxiais são formados por um condutor
central isolado de outro condutor exterior e uma capa opcional.
O condutor central:
• Transporta o sinal transmitido.
• Pode ser um condutor sólido, oco ou cabo multifilar.

O condutor externo:
• Pode ser de uma malha composta por fios de cobre ou um tubo de liga de alumínio, ou ambos.
• Proporciona a via de retorno.
• Absorve as interferências elétricas e por isso protege o condutor central de interferências
externas. Também evita que o condutor central emita uma quantidade elevada de energia
elétrica.

FIGURA 3.15 – CABOS COAXIAIS

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3.10 CANAIS DE TRANSMISSÃO
Fazendo uso de algum dos tipos de cabos existentes é possível estabelecer um canal de
comunicações. Os tipos de canais de comunicação que podem ser indicados dependem do
sentido e do momento em que flui a informação.

3.10.1 CANAIS SIMPLEX


Transmitem os sinais só em uma direção. Exemplo disso é o sistema de sonorização de um
edifício. O sinal (que representa a voz em um alto falante) se transporta até um determinado
número de alto falantes. Não há um meio dos ouvintes contestarem.

3.10.2 CANAIS SEMIDUPLEX (HALF DUPLEX)


Os canais de transmissão semiduplex podem transmitir sinais em ambas as direções, porém, em
uma direção de cada vez. Isto necessita um acordo entre as estações e necessita normalmente:
• Algum equipamento que faça a função de comutador “pulsar para falar” nos circuitos de voz
• Estabelece um conjunto de regras que permitam executar um intercâmbio de informação (um
protocolo de sinalização)

3.10.3 CANAIS DUPLEX (FULL DUPLEX)


Os canais de transmissão “full duplex” podem transmitir sinais em ambas as direções e a o
mesmo tempo. Todas as linhas telefônicas modernas são “full duplex”, o que permite que
ambas partes possam falar simultaneamente. Os novos sistemas de dados como o Gigabit
Ethernet utilizam transmissão “full duplex”.

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4.1 FUNDAMENTOS
4.1.1 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DA LUZ
A luz proveniente de um meio denso (como por exemplo a água – figura 4.1), será parcialmente
refletida na fronteira com o outro meio de menor densidade (como por exemplo o ar – figura
4.1). Parte da luz passará para o meio menos denso (refração).

FIGURA 4.1 – REFLEXÃO E REFRAÇÃO

4.1.2 REFLEXÃO INTERNA TOTAL


Para ângulos iguais ou menores que um certo ângulo, chamado de ângulo crítico ou ângulo de
Brewster, a luz não será capaz de passar ao meio menos denso. Este fenômeno é chamado
reflexão interna total.

FIGURA 4.2 – REFLEXÃO INTERNA TOTAL

4.1.3 ÍNDICE DE REFRAÇÃO


A ANSI é uma associação privada sem fins lucrativos que proporciona um foro neutro para o
desenvolvimento de acordos de consenso, tendentes a padronização voluntária de sistemas,
tais como os de cabeamento estruturado. A ANSI delega a redação das normas de cabeamento
estruturado a duas associações da indústria:
• Telecommunications Industry Association / TIA
• Eletronic Industries Alliance / EIA

4.1.4 RESUMO DAS CONDIÇÕES PARA A OBTENÇÃO DA REFLEXÃO TOTAL


Em resumo, as condições para obtenção da refração total na fronteira entre os dois meios são
as seguintes:
• Deve-se contar que os dois meios tenham índices de refração diferentes.
• A luz deve trafegar através do meio com maior índice de refração. O meio com menor índice
de refração tem a função de criar uma fronteira para que a luz seja refletida.
• A luz deve incidir sobre o meio de menor índice de refração com um ângulo menor ou igual ao
ângulo crítico.

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4.1.5 CONTRUÇÃO BÁSICA
Uma fibra óptica é formada pela união de dois cilindros concêntricos feitos de vidro com
diferentes índices de refração. Cada fibra óptica terminada tem um diâmetro menor que um fio
de cabelo humano. A luz viaja refletindo na fronteira entre os dois cilindros.

FIGURA 4.3 – CONSTRUÇÃO BÁSICA

4.1.6 NÚCLEO
O núcleo (core) tem o maior índice de refração. A luz se propaga através do núcleo sempre,
enquanto não exceda o ângulo crítico. O diâmetro máximo especificado pelas normas da ANSI
para o núcleo é de 62,5 μm (fibras multimodo).

Núcleo

FIGURA 4.4 – NÚCLEO DA FIBRA ÓPTICA

4.1.7 CASCA OU COBERTURA


A casca ou cobertura (cladding) recobre o núcleo e evita que a luz saia da fibra. Esta cobertura
é fabricada com vidro de menor índice de refração. O diâmetro especificado nas normas ANSI é
de 125μm para todos os tipos de fibras ópticas.

Casca

FIGURA 4.5 – CASCA OU COBERTURA DA FIBRA ÓPTICA

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4.1.8 REVESTIMENTO PRIMÁRIO
Uma fibra óptica é um meio demasiadamente frágil para ser manipulado diretamente. Durante
o processo de fabricação se aplica um revestimento plástico de 250μm para aumentar a
resistência mecânica da fibra (primary buffer).

FIGURA 4.6 – REVESTIMENTO PRIMÁRIO

4.1.9 RAIO DE CURVATURA


Uma fibra óptica pode ser curvada contanto que não se exceda o ângulo crítico. Se a curvatura
é muito acentuada, uma parte da luz se perderá através da cobertura. O raio de curvatura do
cabo depende do ângulo crítico. O ângulo crítico é um parâmetro manejado somente pelo
fabricante.
Os instaladores de fibras ópticas recebem a informação sobre o ângulo crítico na forma de um
raio de curvatura mínimo para o cabo instalado.
O raio de curvatura é um dos parâmetros chave para o êxito de um projeto de fibra óptica.

FIGURA 4.7 – RAIO DE CURVATURA

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4.1.10 FIBRAS MULTIMODO DE ÍNDICE ESCALONADO
As primeiras fibras produzidas no mercado tinham núcleos relativamente grandes 62,5μm,
permitindo que a luz propagasse em múltiplas trajetórias.
Cada trajetória possível através do núcleo é chamada de modo de propagação. Uma fibra em
que a luz se propaga através de múltiplas trajetórias é chamada de fibra multimodo.
A troca brusca do índice de refração do núcleo e da cobertura é o que lhe atribui o nome de
fibra óptica multimodo de índice escalonado.
As fibras multimodo são tipicamente conectadas a transmissores ópticos com diodos emissores
de luz (Light Emitting Diode / LED) e transportam informação digital em forma de pulsos de luz.

FIGURA 4.8 – FIBRAS MULTIMODO DE ÍNDICE ESCALONADO

4.1.11 FIBRAS MULTIMODO DE ÍNDICE GRADUAL


Por causa dos múltiplos modos de propagação através da fibra, os pulsos de informação
transportados sofrem uma pequena variação na relação tempo-distância. Este efeito é
conhecido como dispersão modal.
A dispersão modal limita a velocidade de transmissão de pulsos de informação. Se a velocidade
aumentar muito os pulsos recebidos acabariam por se misturarem. Pode-se reduzir a dispersão
modal de duas maneiras:
• Redução do diâmetro do núcleo.
• Troca da construção do núcleo para obter uma troca suave do índice de refração, aumentando
desde a cobertura até o centro do núcleo.

Para reduzir a dispersão modal se constrói o núcleo depositando camadas sucessivas de vidro,
e aumentando gradualmente o índice de refração de cada capa. Os modos que viajam por
trajetórias mais largas encontram zonas de menor índice de refração, aumentando sua
velocidade de propagação.

FIGURA 4.9 – FIBRAS MULTIMODO DE ÍNDICE GRADUAL


As normas da ANSI/TIA/EIA recomendam dois tipos de fibras multimodo de índice gradual:
• Fibras multimodo 62,5/125μm
• Fibras multimodo 50/125μm (o adendo ANSI/TIE/EIA 568B.3.1 introduz as fibras ópticas
50/125μm de alto desempenho como uma terceira opção)

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4.1.12 FIBRAS MONOMODO
A dispersão modal pode ser eliminada reduzindo o diâmetro do núcleo a valores da ordem de
10μm. Esta redução do núcleo requer um transmissor muito especializado que seja capaz de
injetar luz em uma área tão reduzida: um LASER.
As normas da ANSI/TIA/EIA recomendam o uso de fibras monomodo de índice escalonado. Este
tipo de fibra permite maiores velocidades de transmissão de informação e maiores distâncias
que as fibras multimodo.

FIGURA 4.10 – FIBRAS MONOMODO

4.1.13 COMPRIMENTO DE ONDA


Nos sistemas de fibras ópticas se utiliza o comprimento de onda em lugar da freqüência para
diferenciar os sinais que se propagam pela fibra. A unidade usada para medir o comprimento de
onda é o nanômetro / ηm. Os comprimentos de ondas recomendadas pela ANSI pertencem a
banda infravermelha.
• Sistema multimodo / diodos LED: 850ηm (primeira janela), 1.300ηm (segunda janela).
• Sistema monomodo / diodos LASER: 1.310ηm (segunda janela), 1.550ηm (terceira janela).

4.1.14 ATENUAÇÃO E LARGURA DE BANDA

A largura de banda é um parâmetro usado somente com as fibras multimodo. Os limites


especificados nas normas ANSI/TIA/EIA para as fibras multimodo são os seguintes:

• Multimodo 62,5/125μm:
- 850 ηm: 3,75 dB / km – 160 MHz / km
- 1.300 ηm: 1,5 dB / km – 500 MHz / km

• Multimodo 50/125μm:
- 1.310 ηm: 3,75 dB / km – 500MHz / km
- 1.550 ηm: 1,5 dB / km – 500MHz / km

A largura de banda não se aplica a fibras monomodo. A largura de banda é um parâmetro ligado
com a dispersão modal e este fenômeno não se apresenta nas fibras monomodo. Os limites
especificados nas normas são os seguintes:

• Monomodo – cabos de planta interna


- 1.310 ηm: 1,0 dB / km
- 1.550 ηm: 1,0 dB / km

• Monomodo – cabos de planta externa


- 1.310 ηm: 0,5 dB / km
- 1.550 ηm: 0,5 dB / km

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4.2 CONECTORES ÓPTICOS

Um conector de fibras ópticas é um encapsulado de precisão que enclausura a fibra, ou várias,


com o propósito de manusear-las e alinhar-las perfeitamente com outras fibras. Só quando duas
ou mais fibras são confrontadas nestas condições é que são possíveis as emissões de sinal de
uma fibra para outra.

Os núcleos das fibras devem estar completamente alinhados para que a luz possa passar de uma
fibra para outra. O polimento e a limpeza nos extremos de cada conector é essencial para uma
mínima perda de sinal.

FIGURA 4.11 – CONECTORES ÓPTICOS

4.2.1 ACOPLADORES ÓPTICOS

Para possibilitar o alinhamento dos conectores se utiliza um cilindro com diâmetro nominal
similar ao do conector. O acoplador se encarrega de confinar o conector no lugar correto e
permite a ação do mecanismo de pressão do conector.

FIGURA 4.12 – ACOPLADORES ÓPTICOS

4.2.2 CONECTORES ST

Conectores ST (Straigt Tip): Existe uma grande base instalada deste tipo de conectores.
Disponíveis para aplicações multimodo e monomodo. Comum em equipamentos Ethernet. Não
é possível organizar-los em pares (duplex) pela necessidade girar o conector um quarto de volta
para sua conexão.

4.2.3 CONECTORES SC

Conectores SC (Subscriber Connector): Disponíveis para aplicações multimodo e monomodo.


Comum em equipamentos Fast Ethernet. Estes conectores podem ser organizados aos pares
evitando possíveis trocas involuntárias entre transmissores e receptores.

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4.2.4 CONECTORES MTRJ

Conectores MT-RJ: Disponíveis para aplicações multimodo e monomodo. Comum em alguns


equipamentos Gigabit Ethernet. Estes conectores terminam duas fibras ao mesmo tempo. Este
tipo de conector é chamado de conector de “baixo fator de forma” (Small Form Factor – SFF) ou
conector miniaturizado.

4.2.5 CONECTORES LC

Conectores LC: Estes conectores estão disponíveis para aplicações multimodo e monomodo (em
muitos casos são preferidos para aplicações monomodo). Estes conectores terminam somente
uma fibra, porém, podem organizar-se em pares facilmente. Este é outro tipo de conector de
baixo fator de forma.

FIGURA 4.13 – TIPOS DE CONECTORES モPTICOS

4.2.6 TERMINAÇÕES ÓPTICAS

Existem dois métodos de terminação óptica:

Terminações por fusão: produzem uma união permanente e perdas muito baixas. Quando o
nível do sinal é um parâmetro vital, a melhor solução é uma terminação feita por fusão. Estas
terminações são utilizadas pelas empresas telefônicas em projetos de planta externa e longas
distâncias.

Terminações mecânicas: São soluções rápidas e de baixo custo. Muitos instaladores utilizam este
método como solução provisória, preparando o a instalação para uma terminação por fusão
posteriormente. Esta é uma opção válida em muitos cabeamentos de edifícios onde a distância
de cada enlace em geral é relativamente curta.

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4.2.7 ESPECIFICAÇÕES PARA TERMINAÇÕES E CONECTORES

A norma ANSI/TIA/EIA 568B.3 recomenda para as terminações de fibras ópticas sejam elas por
fusão ou mecânicas uma atenuação máxima de 0,3 dB.

A norma ANSI/TIA/EIA 568B.3 especifica uma atenuação máxima de 0,75dB para os conectores
ópticos (esta especificação corresponde a um par de conectores instalados).

Para os conectores, acopladores e instalações de cabos multimodo, estes requisitos devem ser
verificados em ambas os comprimentos de onda 850ηm e 1.300ηm.

Para os conectores, acopladores e instalações de cabos monomodo, estes requisitos devem ser
verificados em ambos os comprimentos de onda 1.310ηm e 1.550ηm.

4.3 CABOS DE FIBRAS ÓPTICAS

4.3.1 CABOS INTRA-EDIFÍCIOS

Os cabos ópticos de planta interna utilizam uma capa plástica de proteção adicional aplicada
diretamente sobre o revestimento primário. O diâmetro externo desta capa é de
aproximadamente 900μm. Esta capa, conhecida como revestimento compacto (tight buffer)
utiliza um código de cores para reconhecer cada fibra.

NÚMERO DA FIBRA COR NÚMERO DA FIBRA COR

1 Azul 7 Vermelho

2 Laranja 8 Preto

3 Verde 9 Amarelo

4 Marrom 10 Púrpura

5 Cinza 11 Rosa

6 Branco 12 Azul Esverdeado

O diâmetro do revestimento compacto é o mínimo recomendado para instalar conectores


ópticos.

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4.3.1.1 DISEÑO TRENZADO

Os cabos de distribuição em plantas internas possuem um elemento central para suportar


tração, fibras com revestimento compacto são colocadas ao seu redor, fios de aramida sobre as
fibras para maior resistência a tração e uma capa plástica externa. Estes cabos podem ter a sua
construção completamente dielétrica.

FIGURA 4.14 – REVESTIMENTO COMPACTO

FIGURA 4.15 – REVESTIMENTO COMPACTO

4.3.1.2 MULTI CORDÃO

Neste tipo de cabo, cada par de fibras recebe um invólucro plástico de aproximadamente 3mm
de diâmetro. Cada subunidade é disposta ao redor de um elemento de tração central.

FIGURA 4.16 – MULTI CORDÃO

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4.3.1.3 CABOS PARA CORDÕES DE CONEXÃO

Estes cabos incluem uma camada de fibras de aramida e uma capa plástica exterior exclusiva
para cada fibra. O diâmetro aproximado de cada fibra com todos os seus elementos de proteção
é de aproximadamente 3mm.

FIGURA 4.17 – CABOS PARA CORDÕES DE CONEXÃO

4.3.1 CABOS INTEREDIFÍCIOS

Os cabos ópticos de planta externa utilizam tubos plásticos preenchidos por um gel não
absorvente como proteção mecânica para as fibras que percorrem o interior do tubo livremente
(loose tube). Esses tubos protetores isolam as fibras de qualquer esforço mecânico que possa
afetar o cabo.

FIGURA 4.18 – TUBOS PROTETORES – CABO “LOOSE TUBE”

As fibras instaladas dentro dos tubos de proteção estão protegidas exclusivamente pelo seu
revestimento primário (acrilato - 250μm).

Não se deve instalar um conector óptico em fibras que contam apenas com seu revestimento
primário. Nestes casos deve ser utilizado um kit de revestimento secundário para cada fibra,
conhecido como “breakout kit”.

Os tubos protetores e as fibras nos cabos de planta externa estão marcados com o mesmo
código de cores utilizado para o revestimento secundário. Neste caso, quem recebe a coloração
é o acrilato, pois a fibra não está revestida por um “buffer” – o “breakout kit” utiliza tubetes
translúcidos para que a cor de cada fibra possa ser identificada.

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4.3.2.1 CABOS SUBTERRÂNEOS

Os fabricantes oferecem diferentes tipos de modelos de cabos, incluindo cabos híbridos que
contém fibras multimodo e monomodo em um mesmo cabo. Os cabos para aplicações
subterrânea utilizam em muito casos uma armadura metálica para proteger o cabo de possíveis
abusos mecânicos.

FIGURA 4.19 – CABOS SUBTERRÂNEOS

4.3.2.2 CABOS AÉREOS

Os cabos ópticos para uso aéreo oferecem opções alternativas de construção, além do
tradicional “figura 8”. Estes cabos utilizam uma capa protetora externa muito resistente e
contém em seu interior fios metálicos para suportar o peso do cabo e sua carga de vento.

FIGURA 4.20 – CABOS AÉREOS

4.4 SEGURANÇA NOS SISTEMAS DE FIBRAS ÓPTICAS

Esta seção do manual explica os procedimentos necessários para trabalhar de forma segura com
os sistemas de fibras ópticas. Cada técnico ou instalador tem uma influência direta sobre sua
própria segurança. É importante que cada técnico ou instalador conheça a fundo e que siga
estritamente as cláusulas de segurança definidas por sua companhia, pelo fabricante do produto
e por autoridades locais ou nacionais. As recomendações de segurança incluídas neste manual
não pretendem de forma alguma suplantar as de nenhuma organização ou firma.

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4.4.1 RADIAÇÕES LASER

Os transmissores LASER emitem radiações que potencialmente podem causar danos


irreversíveis ao olho humano. Todas os comprimentos de ondas utilizados pelos sistemas LASER
caem dentro da porção do espectro eletromagnético conhecida com infravermelho. As
radiações infravermelhas não são visíveis ao olho humano. Apesar de que, oficialmente, estes
comprimentos de onda não são visíveis, para algumas pessoas eles são perceptíveis.

As radiações infravermelhas são aquelas que a pela humana interpreta como calor, por este
motivo é de fundamental importância que não expor o olho a este tipo de radiação.

4.4.2 DIODOS LASER

O acrônimo LASER provém do inglês “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”


(Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação).

Quando a luz é amplificada mediante este mecanismo ela se torna mais intensa. Os átomos do
diodo no equipamento que produz o LASER são estimulados até elevá-los a níveis muito altos
de energia. Uma vez que o diodo tenha sido carregado de energia suficiente, o mesmo produz
um intenso raio de luz ou emite radiação (dentro deste contexto, radiação não tem relação
nenhuma com radioatividade).

As LASER’s tem níveis de potência entre –3 dBm (0,5 miliwatts) e +1 dBm (1,26 miliwatts), que
é muito maior que o encontrado nos transmissores LED.

4.4.3 CLASSIFICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS LASER

O CDRH (Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica) reguka os produtos LASER e seus
fabricantes. Os regulamentos dentro do CRF1040 obrigam aos fabricantes a certificar seus
produtos dentro de uma das quatro classes principais – 1, 2 ou 2a, 3, 3a ou 3b, 4) dependendo
das características do LASER. Os LAS. Os LASER’s são classificados de acordo com seus limites
de emissão, baseados em seu potencial de causar danos ao ser humano

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LASER de muito baixa potência, considerado
Classe 1
essencialmente seguro.

LASER visível cujo comprimento de onda varia de


Classe 2
400 a 700ηm. Dentro desta margem o olho humano
se protege utilizando a reflexão causada pelo
pestañeo.

LASER visível cujo comprimento de onda varia de


Classe 2a
400 a 700ηm, ele não foi projetado para ser visto.
Este LASER requer somente 1mW para operar.

LASER de média potência que pode causar dano ao


Classe 3
olho humano quando é olhado diretamente, com
ou sem o uso de um dispositivo de aumento. Os
óculos utilizados para corrigir defeitos de vista não
são considerados dispositivos de aumento.

LASER visível de média potência.


Classe 3a
LASER invisível de média potência.
Classe 3b
LASER com muito alta potência que pode causar
Classe 4
mal ao olho humano quando é olhado de forma
direta ou indireta (refletido), ou de forma difusa.
Estes LASER’s podem causar danos também a pele,
assim como causar incêndios. Utilizam altas
correntes e altas tensões, sendo sua fonte de
alimentação potencialmente letal.

4.4.4 DANOS AO OLHO HUMANO

Os LASER’s e os LED’s podem causar danos ao olho humano quando são olhados diretamente
ou através de dispositivos de aumento. A densidade da potência do raio de luz é amplificada
cerca de 10.000 vezes quando chega na retina. Um raio de luz, com pouca densidade de
potência, que penetre em um olho humano, pode acarretar em danos para a retina devido à
amplificação que ocorre quando o raio atravessa a córnea.

Os cabos que interconectam componentes dentro de um sistema de fibras ópticas podem ser
desconectados ou quebrados e isto pode expor as pessoas à emissões de radiações
potencialmente daninhas.

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4.4.5 PRECAUÇÕES AO MANIPULAR FIBRAS ÓPTICAS

Devido ao tamanho dos fragmentos de fibra produzidos durante trabalhos com a instalação de
conectores ópticos, sua presença é normalmente difícil de detectar. É preferível seguir os
procedimentos de segurança do que retirar fragmentos de fibra da pele. O manejo prudente e
a eliminação apropriada dos resíduos de fibra óptica garantem ao técnico ou instalador, assim
como ao pessoal que mantém contato com a área de trabalho, um ambiente seguro. Abaixo
seguem algumas recomendações de segurança:

• Utilizar uma superfície de trabalho de cor escura proporciona contraste suficiente para
manusear a fibra e ajuda a detectar com mais facilidade fragmentos de fibra. Melhor
visibilidade conduz a uma maior segurança no manejo da fibra e na eliminação de resíduos.
• Descartar os resíduos de fibra em um recipiente plástico com tampa de rosca.
• Não colocar os resíduos em um cesto de lixo sem que os mesmos estejam confinados em um
recipiente como o descrito anteriormente. Uma pessoa alheia ao trabalho poderia
compactar a lixeira e receber fragmentos de fibra na sua pele e em seus olhos.
• É perigoso ingerir alimentos ou bebidas no local onde está sendo manuseada a fibra óptica.
Fragmentos de fibra podem cair na bebida ou incrustar-se nos alimentos.
• Lavar as mãos antes de tocar a face ou os olhos depois de manusear a fibra óptica.
• Varrer ou aspirar o piso ao término dos trabalhos com fibras ópticas.
• Nunca atirar resíduos de fibras ópticas para baixo de pisos elevados, pois os mesmos podem
voar quando o piso é aberto devido a pressão de ar debaixo do piso.

4.4.6 DISPOSITIVOS DE AUMENTO

Antes de utilizar um microscópio para inspeção, deve-se garantir que a fibra que será examinada
não está emitindo nenhum tipo de radiação óptica. Isto pode ser detectado com o uso de um
equipamento medidor de potência óptica, sempre e quando o medidor esteja calibrado para
responder a todos os comprimentos de onda gerados para aquele sistema. Em alguns casos
pode ser necessário monitorar a fibra em mais de um comprimento de onda. O método mais
seguro é inspecionar o extremo oposto da fibra em questão e desconecta-la de qualquer fonte
de luz.

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4.5 FABRICANTES DE FIBRAS モPTICAS

4.5.1 PRODUヌテO DA PREFORMA

Os fabricantes de fibra óptica começam com um tubo de vidro oco


de aproximadamente três pés de comprimento (0,92m) fabricado
com vidro da maior pureza disponível. Este tubo de vidro é montado
em uma máquina que o faz girar constantemente, ao mesmo tempo
em que faz transpassar vidro em sua fase gasosa no interior do
tubo. Numerosas camadas de vidro são depositadas no interior do
tubo enquanto o mesmo continua girando com freqüência. Depois
de várias horas de processo o tubo de vidro é aquecido até colapsar
e o orifício central ser colmatado completamente. O resultado é um
bastão de vidro sólido chamado de preforma.O tubo de vidro
original é a casca da fibra e o vidro depositado em seu interior é o
núcleo.

4.5.2 ESTICAMENTO DA PREFORMA

A preforma terminada é montada em uma máquina que a coloca na


o
entrada de um forno de alta temperatura (cerca de 1.500 C),
instalado na parte superior de uma planta de produção
(equivalente a um edifício de quatro pavimentos). A parte inferior
da preforma é aquecida além da temperatura de fusão do vidro até
reduzir o diâmetro original ao diâmetro apropriado para a fibra. A
fibra passa por dispositivos detectores LASER que controlam o
diâmetro do produto atuando sobre a velocidade do carretel que
está recebendo a fibra na parte inferior da planta de produção. O
diâmetro da fibra é mantido dentro de estritos limites de tolerância.
O diâmetro final da fibra óptica é de 125μm ou aproximadamente
0,005” (cinco milésimos de polegada).

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4.5.3 APLICAÇÕES DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO

São aplicadas camadas de polímeros para proteger a fibra de danos físicos ou de uma possível
contaminação. A fibra passa através de um dispositivo similar a um forno para a secagem das
capas protetoras. O diâmetro do revestimento primário (primary buffer) é de 250μm, ou cerca
de 0,01” (um centésimo de polegada). A fibra então é dirigida a um carretel onde será
armazenada e posteriormente testada para depois ser utilizada na fabricação dos cabos. Uma
preforma pode render vários kilômetros de fibra

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5.1 NORMA ANSI/TIA/EIA 568B
5.1.1 VERSÕES ANTERIORES
A versão anterior à norma ANSI/TIA/EIA 568B é a versão ANSI/TIA/EIA 568A. Esta norma foi
complementada por 10 documentos:
• ANSI/TIA/EIA 568A.1 Especificações de retardo de propagação e delay skew para cabos de 4
pares, 100 Ohms.
• ANSI/TIA/EIA 568A.2 Correções e adicionais à norma 568A.
• ANSI/TIA/EIA 568A Correções editoriais.
• ANSI/TIA/EIA 568A.4 Método de teste para NEXT e requisitos de fabricação para cordões de
conexão UTP.
• ANSI/TIA/EIA 568A.5 Cabeamentos categoria 5e.
• TIA/EIA TSB 67 Testes de campo para cabeamentos UTP categoria 5.
• TIA/EIA TSB 72 Cabeamento centralizado de fibra óptica.
• TIA/EIA TSB 75 Práticas adicionais de cabeamento horizontal para escritórios abertos.
• TIA/EIA TSB 95 Testes de campo adicionais para cabeamentos categoria 5.
• TIA/EIA/IS 729 Especificações técnicas para cabeamentos ScTP, 100 Ohms

A norma e todos os documentos adicionais estão resumidos na nova norma ANSI/TIA/EIA 568B.
Esta nova versão foi publicada Junho de 2002, em três partes:
• ANSI/TIA/EIA 568B.1 Padrão de cabeamento de telecomunicações para edifícios comerciais.
Parte 1: requisitos gerais.
• ANSI/TIA/EIA 568B.2 Padrão de cabeamento de telecomunicações para edifícios comerciais.
Parte 2: componentes para cabeamentos de pares trançados
balanceados.
• ANSI/TIA/EIA 568B.3 Padrão para componentes de cabeamento de fibra óptica.

5.1.2 ÂMBITO DE APLICAÇÃO


Esta norma especifica requisitos mínimos para cabeamentos de telecomunicações nos edifícios
comerciais e nos edifícios comerciais no ambiente de campus. Isto inclui locais com uma
extensão geográfica de 3.000 m² (aproximadamente 10.000 pés²) até 1.000.000 m²
(aproximadamente 10.000.000 pés²) de espaço de escritório e com a densidade de até 50.000
usuários.
Os sistemas de cabeamento de telecomunicações especificados nesta norma podem ter uma
vida útil acima de 10 anos. 5.5

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5.1.3 CATEGORIAS DE CABEAMENTO
As categorias reconhecidas para sistemas de cabeamento de pares trançados são:
• Categoria 6: está designação aplica-se aos cabos de 100 Ohms cujas características de
transmissão estão especificadas até 250 Mhz (categoria 6 está definida no
adendo ANSI/TIA/EIA 568B.2.1)
• Categoria 5e: esta designação aplica-se aos cabos de 100 Ohms cujas características de
transmissão estão especificadas até100 Mhz.
• Categoria 3: esta designação aplica-se aos cabos de 100 Ohms cujas características de
transmissão estão especificadas até 16 Mhz.

As categorias 1, 2, 4 e 5 não são reconhecidas como parte desta norma.

5.1.4 SISTEMA HORIZONTAL


O sistema horizontal é composto por cabos, terminações, canalizações, cabos de equipamentos
e cordões de conexão, necessários para servir qualquer posto de trabalho. O sistema horizontal
é instalado entre as áreas conhecidas como Salas de Telecomunicações (TR), e nas Áreas de
Trabalho (WA).
O cabeamento horizontal deve ser independente da aplicação.

5.1.4.1 - ÁREA DE TRABALHO / WA


A área de trabalho é o espaço do edifício aonde os ocupantes interagem com os equipamentos
de telecomunicações.

5.1.4.2 - SALA DE TELECOMUNICAÇÕES / TR


Uma sala de telecomunicações é um espaço fechado para alojar equipamentos de
telecomunicações, terminações dos cabos e cordões de conexão cruzada. A sala de
telecomunicações é um espaço preparado para a conexão cruzada horizontal.

5.1.4.3 - CONEXÃO CRUZADA HORIZONTAL / HC


Uma conexão cruzada horizontal é um conjunto de equipamentos de conexão e terminação
usados para a interligação entre lances de cabeamento, sub-sistemas e equipamentos e que
para tal fazem uso de cordões de conexão (patch cords) ou jumpers, e que são conectados a
equipamentos de terminação nos dois extremos.
A conexão cruzada horizontal se encarrega da conexão entre o sub-sistema de cabeamento
horizontal com outros sub-sistemas como o de backbone vertical e outros equipamentos como
switches ou equipamentos telefônicos.

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FIGURA 5.1 - SALAS DE TELECOMUNICÕES (TR)

FIGURA 5.2 - CONEXÃO CRUZADA HORIZONTAL (HC)

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5.1.4.4 - TOPOLOGIA
A norma 568B exige uma topologia em estrela para o sistema horizontal.

FIGURA 5.3 - TOPOLOGIA ESTRELA

Para implementar uma topologia em estrela, a norma 568B exige que qualquer saída/tomada
de telecomunicações numa área de trabalho seja interligada a uma conexão cruzada horizontal
numa sala de telecomunicações, através do cabo horizontal. Com relação à disposição dessa
conexão cruzada, recomenda-se instalá-la no mesmo piso que a saída/tomada de
telecomunicações.

5.1.4.5 - SAÍDA/TOMADA DE TELECOMUNICAÇÕES


A saída/tomada de telecomunicações é o dispositivo de conexão instalado na área de trabalho,
no qual termina o cabo horizontal ou qualquer cabo de equipamento.
Nas áreas de trabalho utilizam-se conectores modulares de 8 posições para a terminação dos
cabos horizontais de cobre. Esses conectores têm uma aparência externa similar aos anteriores
conectores telefônicos conhecidos como “RJ-45s”. Apesar da mesma aparência, os conectores
modulares utilizados em sistemas de cabeamento estruturado devem cumprir com
especificações técnicas consideradas mais rígidas. Além do mais, o interior de um módulo atual
é completamente diferente aos anteriores “RJ-45”.

FIGURA 5.4 - UM HC POR PISO (RECOMENDAÇÃO)

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FIGURA 5.5 - SAÍDA / TOMADA DE TELECOMUNICAÇÕES (TO)

FIGURA 5.6 - CONECTORES MODULARES DE 8 POSIÇÕES

5.1.4.6 - COMPONENTES ESPECÍFICOS DA APLICAÇÃO


Algumas redes de serviços requerem componentes elétricos específicos da aplicação (como
dispositivos acopladores de impedância / BALUNs). Esses componentes elétricos específicos da
aplicação não devem ser instalados como parte do cabeamento horizontal. Quando necessários,
esses componentes devem ser colocados do lado de fora da saída/tomada de telecomunicações.

5.1.4.7 - PONTOS DE TRANSIÇÃO E PONTOS DE CONSOLIDAÇÃO


O cabeamento horizontal não deve ter mais do que um ponto de transição ou um ponto de
consolidação entre a conexão cruzada horizontal e a saída/tomada de telecomunicações.
Derivações ou emendas não devem ser utilizadas como parte do cabeamento horizontal.
Divisores ou Tap’s não devem ser instalados como parte do cabeamento horizontal de cobre ou
de fibra óptica.

FIGURA 5.7 - COMPONENTES ESPECÍFICOS DA APLICAÇÃO

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5.1.4.8 - DISTÂNCIAS MÁXIMAS
As distâncias máximas definidas para cada enlace horizontal são as seguintes:
• Cabo Sólido: 90 metros (295 pés)
• Cabos de equipamentos nas áreas de trabalho: 5 metros (16 pés)
• Cordões de conexão (patch cords) ou manobras na sala de telecomunicações: 5 metros (16
pés)

Em alguns casos é necessário o uso de cabos de equipamentos extras na Sala de


telecomunicações, como requisito de conexão para alguma aplicação no sistema horizontal.
Para padronizar o uso destes cordões de interligação a norma 568B permite o uso combinado
de até 10 metros em cada enlace horizontal entre os cordões da Área de Trabalho e da Sala de
Telecomunicações, cordões de conexão e cabos de manobra da Sala de Telecomunicações ou
patch cords dos equipamentos na área de trabalho.

FIGURA 5.8 - COMPRIMENTOS MÁXIMOS

5.1.4.9 - REQUISITOS MÍNIMOS


Devem ser instaladas ao menos duas saídas/tomadas de telecomunicações em qualquer área de
trabalho individual.

5.1.4.10 - CABOS RECONHECIDOS


Dois tipos de cabos são reconhecidos e recomendados para serem usados no sistema de
cabeamento horizontal. Estes cabos são:
• Cabos de quatro pares trançados sem blindagem (UTP), ou cabos de quatro pares trançados
revestidos por lâminas metalizadas (ScTP), 100 ohms, categorias 3, 5e (ANSI/TIA/EIA
568B.2), ou categoria 6 (ANSI/TIA/EIA 568B 2.1)
• Duas ou mais fibras ópticas multimodo, 62,5/125 μm ou 50/125 μm (ANSI/TIA/EIA 568B.3), ou
fibras multimodo 50/125 μm de alto desempenho (ANSI/TIA/EIA 568B.1)

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5.1.4.11 - CONFIGURAÇÃO DAS SAÍDAS DE TELECOMUNICAÇÕES
Uma saída/tomada de telecomunicações deve ser provida por:
• Cabo de quatro pares, 100 Ohm, categoria 3 ou maior (recomenda-se categoria 5e ou categoria
6), conforme especificado nas normas ANSI/TIA/EIA 568B.2 ou ANSI/TIA/EIA 568B.2.1.

A segunda saída/tomada de telecomunicações deve ser provida por algum dos seguintes meios:
• Cabo de quatro pares categoria 5e ou categoria 6, 100 ohms, conforme as normas
ANSI/TIA/EIA 568B.2 ou ANSI/TIA/EIA 568B.2.1
• Cabo de duas fibras ópticas multimodo 62,5/125 μm ou 50/125 μm, conforme especificado na
norma ANSI/TIA/EIA 568B.3, ou fibra multimodo 50/125 μm de alto desempenho conforme
especificado na norma ANSI/TIA/EIA 568B.3.1.

Todo cabo de cobre deve ser terminado por um conector modular de oito posições numa área
de trabalho. As atribuições dos pinos ou pares em qualquer conector devem ser conforme
ilustrado na figura 5.9. A opção T568A é recomendada pela ANSI e a opção T568B se inclui, pois
atende a certos equipamentos que as utilizam.
As fibras ópticas horizontais que chegam na área de trabalho, devem ser terminadas numa
saída/tomada de telecomunicações óptico que atende os requisitos da norma ANSI/TIA/EIA
568B.3, e o adendo ANSI/TIA/EIA 568B.3.1. Para facilitar reorganizações nos escritórios, deve
considerar-se o uso de um estilo de conector duplex para a saída numa área de trabalho. O
conector 568SC era sugerido anteriormente na norma ANSI/TIA/EIA 568A e deve continuar
considerando-se como opção para a saída numa área de trabalho. Outros estilos de conectores,
incluindo os de baixo fator, também podem ser considerados.

FIGURA 5.9 - CONECTORES T568A OU CONECTORES T568B

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5.1.4.12 - CABEAMENTO ScTP
O adendo 1 publicado para a norma ANSI/TIA/EIA 568B.1 estabelece condições para a instalação
dos cabos com blindagem metálicos. A blindagem dos cabos ScTP deve ser unida à Barra de
aterramento para Telecomunicações (TGB) numa sala de telecomunicações. O aterramento
numa área de trabalho é normalmente feito através da conexão de potência do equipamento.
As conexões de blindagem numa área de trabalho são feitas através de cabo de equipamento
ScTP que se estende desde a saída de telecomunicações (TO) até o equipamento, ou até o
terminal de aterramento próprio. No extremo do cabeamento horizontal numa área de
trabalho, a tensão medida entre a blindagem do cabo ou o cabo de terra da saída elétrica usada
para dar potência à estação de trabalho, não deve exceder 1 Volt RMS. A carcaça do
equipamento de conexão ScTP deve estar conectada à TGB na sala de telecomunicações.

5.1.4.13 - CABEAMENTO EM ESCRITÓRIOS ABERTOS


Essa seção introduz recomendações complementares para aqueles espaços de escritório que
são freqüentemente reorganizados. Para este tipo de ambiente de trabalho, a norma 568B.1
propõe duas soluções que possibilitam agregar um elemento de conexão adicional ao projeto
básico de um enlace horizontal:
• Saídas de Telecomunicações Multi Usuários / MUTOAs.
• Pontos de Consolidação / Cps.

5.1.4.13.1 Saída de Telecomunicações Multi Usuário / MUTOA


Conforme ilustrado na figura 5.10, esta solução reúne as saídas de telecomunicações num único
lugar com o objetivo de oferecer uma flexibilidade maior para realizar movimentos ou trocas.
Essa solução deve ser considerada quando os movimentos ou as trocas são mais freqüentes.
Para tornar esta solução efetiva é necessário, em muitos casos, o uso de cabos de equipamento
maiores que os 5 metros recomendados na norma 568B. O uso de um comprimento maior nos
cabos de equipamento prejudica o desempenho elétrico dos enlaces horizontais, porém
favorece a flexibilidade do sistema. Para limitar a deterioração elétrica nos enlaces horizontais,
a norma 568B recomenda comprimentos máximos para os cabos de equipamentos. A norma
568B contém uma fórmula para o cálculo do comprimento do cabo de equipamento:
C = (102-H) / (1+D)
W = C – T 22 m (UTP – ScTP / 24 AWG)
W = C – T 17 m (UTP – ScTP / 26 AWG)

Onde:
C = comprimento máximo total do cabo da área de trabalho, cabo do equipamento no TR ou
cordão de conexão no TR, em metros.

W = comprimento máximo do cabo de equipamento na Área de Trabalho


H = comprimento do cabo horizontal (H+C 100m)

D = fator de ajuste conforme o tipo de cordão de conexão (0,2 para UTP – ScTP / 24 AWG, ou
0,5 para ScTP / 26 AWG)

T = comprimento total dos cordões de conexão ou cabos de equipamentos no TR

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Cabos UTP / 24 AWG: COMPRIMENTO MÁXIMO DO COMPRIMENTO TOTAL DOS
COMPRIMENTO DO CABO CABO DE EQUIPAMENTO NA CABOS DE EQUIPAMENTO EM
HORIZONTAL AREA DE TRABALHO WA, CORDÕES DE CONEXÃO
OU CABOS DE EQUIPAMENTO
EM TR
H W C
metros (pés) metros (pés) metros (pés)
90 (295) 5 (16) 10 (33)

85 (279) 9 (30) 14 (46)

80 (262) 13 (44) 18 (59)

75 (246) 17 (57) 22 (72)

70 (230) 22 (72) 27 (89)

Cabos ScTP / 26 AWG: COMPRIMENTO MÁXIMO DO COMPRIMENTO TOTAL DOS


COMPRIMENTO DO CABO CABO DE EQUIPAMENTO NA CABOS DE EQUIPAMENTO EM
HORIZONTAL AREA DE TRABALHO WA, CORDÕES DE CONEXÃO
OU CABOS DE EQUIPAMENTO
EM TR
H W C
metros (pés) metros (pés) metros (pés)
90 (295) 4 (13) 8 (26)
85 (279) 7 (23) 11 (35)
80 (262) 11 (35) 15 (49)
75 (246) 14 (46) 18 (59)
70 (230) 17 (56) 21 (70)

A norma 568B recomenda que o desenho de enlaces horizontais inclua montagens de Saídas de
Telecomunicações Multi Usuário ou Pontos de Consolidação:
• MUTOA’s e CP’s devem ser instalados em estruturas acessíveis e permanentes do edifício,
como colunas ou paredes.
• Não se deve instalar MUTOA’s no teto.
• As MUTUOA’s e os CP’s estão limitadas para servir no máximo 12 áreas de trabalho.
• Deve-se considerar capacidade de reserva em MUTOA’s e CP’s.
• Equipamentos ativos não devem ser conectados nos pontos de consolidação.
• É preciso prestar atenção especial na junção dos pontos de consolidação para evitar possíveis
falhas durante a operação do sistema. De fato a norma 568B.1 recomenda a instalação de
um ponto de consolidação com não menos de 15 metros da sala de telecomunicações para
prevenir a aparição de padrões de reflexão elétrica de sinais em trechos muito curtos de
cabeamento.

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FIGURA 5.10 - MUTOA

5.1.4.13.2 Ponto de Consolidação - CP


Conforme ilustrado na figura 5.11, esta solução consiste em agregar um ponto de interconexão
ao enlace horizontal, permitindo executar remanejamentos, adições e trocas sem a necessidade
de substituir a totalidade do cabeamento horizontal instalado, trocando apenas o trecho de
cabo entre o ponto de consolidação e a área de trabalho. Os pontos de consolidação devem ser
instalados utilizando dispositivos de conexão que cumpram com a norma ANSI/TIA/EIA 568B.2
ou ANSI/TIA/EIA 568B.3 e deve ser classificado para ao menos 200 ciclos de reconexão.

FIGURA 5.11 – PONTO DE CONSOLIDAÇÃO - CP

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O Ponto de Consolidação difere-se da montagem de Caixas de Telecomunicação Multi Usuário
por requerer um ponto de conexão a mais por enlace horizontal.
Não devem ser usadas conexões cruzadas em um Ponto de Consolidação. Não deve ser utilizado
mais do que um ponto de consolidação em cada enlace horizontal. Não deve ser utilizado um
Ponto de Transição e um Ponto de Consolidação em um mesmo enlace horizontal.
A norma ANSI/TIA/EIA 568B provê recomendações para a instalação de enlaces horizontais que
incluem a montagem de Saídas de Telecomunicações Multi Usuário ou Pontos de Consolidação.
• MUTOA’s e CP’s devem ser instalados em estruturas acessíveis e permanentes do edifício,
como colunas e paredes.
• Não devem instalar MUTOA’s a céu aberto.
• As MUTOA’s e os CP’s devem ser limitados para servir um máximo de 12 áreas de trabalho.
• Deve ser considerada a capacidade de reserva em MUTOA’s e CP’s.
• Não devem ser conectados equipamentos ativos nos pontos de consolidação.
• Deve-se prestar especial atenção ao definir o posicionamento dos pontos de consolidação para
evitar possíveis falhas durante a operação do sistema. A norma vigente ANSI/TIA/EIA 568B.1
recomenda a instalação de um ponto de consolidação a não menos que 15 metros da Sala
de Telecomunicações para prevenir a aparição de parâmetros de reflexão elétrica de sinais
em trechos muito curtos de cabeamento.

FIGURA 5.12 – 15 METROS DE DISTÂNCIA DO TR

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5.1.4.14 - CABEAMENTO CENTRALIZADO DE FIBRA ÓPTICA

Os requisitos para este tipo de solução de cabeamento encontram-se no anexo normativo A, da


norma 568B.
O cabeamento centralizado de fibra óptica é uma alternativa à conexão cruzada óptica localizada
na sala de telecomunicações.

FIGURA 5.13 - CABEAMENTO CENTRALIZADO DE FIBRA ÓPTICA

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5.1.4.15 - CORDÕES DE CONEXÃO

Nas normas ANSI/TIA/EIA 568B.2 e ANSI/TIA/EIA 568B.2.1 estabelecem os requisitos de


construção e de medição de parâmetros elétricos para os cordões de conexão (patch cords). Os
cabos usados para construir cordões de conexão, cordões de equipamento na área de trabalho,
e cabos de equipamento, devem possuir condutores multifilares (“stranded”).
Por ter um sistema de pinagem idêntico, os cordões de conexão terminados sejam T568A ou
T568B podem ser usados intercambialmente, sempre que ambos extremos estejam terminados
com o mesmo esquema de pinagem.
Deve-se medir a perda por NEXT e a perda de retorno dos cordões de conexão, cordões numa
área de trabalho e cabos de equipamento para todas as combinações de pares.

FIGURA 5.14 - CORDÕES DE CONEXÃO (PATCH CORDS)

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5.1.5 SISTEMA BACKBONE
O cabeamento instalado entre qualquer piso do edifício e um ponto central, como o centro de
computação ou a central telefônica, ou entre edifícios num ambiente de campus, recebe o nome
de sistema backbone.
O sistema backbone é composto por cabos que são escolhidos de acordo com a aplicação que
dará suporte
O ponto central do sistema de cabeamento backbone recebe o nome de Conexão Cruzada
Principal / MC que em muitos casos coincide com a Sala de Equipamentos.

FIGURA 5.15 - SISTEMA BACKBONE

FIGURA 5.16 - CONEXÃO CRUZADA PRINCIPAL (MC)

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5.1.5.1 - ENTRADA DE FACILIDADES / EF
O espaço e equipamentos de terminação e proteção utilizados para entrada de cabos no edifício
recebem o nome de Entrada de Facilidades (Ponto de terminação de Rede Externa - PTR). As
instalações de entrada podem ser localizadas na sala de telecomunicações ou podem ser
alocadas num local separado.

5.1.5.2 - TOPOLOGIA
O cabeamento backbone deverá usar uma topologia em estrela organizada em dois níveis. O
segundo nível de conexão cruzada se refere a possíveis Conexões Cruzadas Intermédias
instaladas entre a MC e os HC em qualquer piso.
A conexão cruzada intermédia (IC) é um ponto necessário para a administração do sistema de
cabeamento nos casos de edifícios com múltiplos proprietários ou em ambientes de campus.
Não se deve usar derivações, nem divisores como parte do sistema backbone.
É preciso mencionar que as normas de ANSI não proíbem o uso de emendas no sistema de
backbone. Em muitos sistemas de planta externa, o uso de emendas é necessário para chegar a
uma solução eficiente do ponto de vista técnico e econômico.

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5.1.5.3– CONEXÃO CRUZADA INTERMEDIÁRIA - IC

A Conexão Cruzada Intermediária (IC) é um ponto necessário para a administração de um


sistema de cabeamento estruturado em um prédio com múltiplos usuários ou em ambientes de
CAMPUS.

FIGURA 5.17 - CONEXÃO CRUZADA INTERMEDIÁRIA (IC)

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5.1.5.4 - CABOS RECONHECIDOS
Devido a ampla variedade de serviços e tamanhos dos locais onde se usará o cabeamento
backbone, reconhece-se mais de um meio de transmissão. Este padrão especifica meios de
transmissão que podem ser utilizados individualmente, ou em combinação, no sistema de
cabeamento backbone. Os meios reconhecidos são:
• Cabos de pares trançados de 100 ohms categoria 3, 5e ou 6 conforme especificado nas normas
ANSI/TIA/EIA 568B.2 e ANSI/TIA/EIA 568B.2.1
• Cabos de fibra óptica multimodo 62,5/125μm, 50/125μm, ou 50/125μm de alto desempenho,
conforme especificado nas normas ANSI/TIA/EIA 568B.3.1
• Cabos de fibra óptica monomodo conforme especificado na norma ANSI/TIA/EIA 568B.3

5.1.5.5 - COMPRIMENTOS MÁXIMOS

A tabela seguinte resume as especificações da norma ANSI/TIA/EIA 568B.1 para os


comprimentos máximos utilizados em sistemas de backbone. A figura 5.18 ilustra os diferentes
segmentos do sistema de cabeamento. É importante destacar que os valores definidos como
distâncias máximas não estão especificados para nenhuma aplicação em particular, e que não
estão incluídas na norma para garantir a operação de nenhum sistema em particular.

As distâncias máximas que permitem a operação correta do sistema backbone


dependem da aplicação. LONGITUDES MÁXIMAS NO SISTEMA BACKBONE
A C B
TIPO DE MEIO
- metros (pés) - - metros (pés) - - metros (pés) -
UTP / ScTP 800 (2627) 500 (1640) 300 (984)
FIBRA MULTIMODO 2000 (6560) 1700 (5575) 300 (984)
FIBRA
3000 (9840) 2700 (8855) 300 (984)
MONOMODO

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5.1.5.6 - CORDÕES DE CONEXÃO
Na conexão cruzada principal, os comprimentos dos cordões de conexão e jumpers não devem
exceder 20 metros (66 pés). Na conexão cruzada intermediária, os dois cordões de conexão e
jumpers não também devem exceder 20 metros (66 pés).
O comprimento do cabo usado para conectar equipamento de telecomunicações diretamente à
conexão cruzada principal ou à conexão cruzada intermediária não deve exceder 30 metros (98
pés).

A: Sistema backbone de primeiro nível. Segmento entre MC e HC


C: Sistema backbone de primeiro nível. Segmento entre MC e IC
B: Sistema backbone de segundo nível. Segmento entre IC e HC

FIGURA 5.18 - DISTÂNCIAS MÁXIMAS NO SISTEMA BACKBONE

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5.1.6 ANSI/TIA/EIA 568B.1 – ANEXO E
As distâncias máximas recomendadas para o sistema backbone não garantem a operação
correta das diferentes aplicações disponíveis no mercado. Como apoio ao projetista do sistema
de cabeamento estruturado, a norma 568B.1 inclui um anexo que resume as características
técnicas de várias aplicações de dados populares.
Na seguinte página inclui-se a tabela E-1 encontrada no anexo E da norma 568B.1, incluindo as
atualizações aprovadas através do adendo ANSI/TIA/EIA 568B.1.3

Notas para a tabela E-1:


1 Uma perda de acoplamento na fonte de 4,7 dB é usada como pior caso, quando se acopla uma
fibra 50/125μm numa fonte LED otimizada para operar com fibras 62,5/125 μm.
2 NST é utilizado para aplicações que não estão citadas nas normas, porém que existem no
mercado.
3 Essa aplicação especifica uma fibra 62,5/125μm com largura de banda de 200 MHz.Km @ 850
ηm.
4 A capacidade de 300 metros (984 pés) está especificada no documento de atualização para
canal de fibra - FC-PH-2.
5 Para fibras 62,5/125μm, o IEEE especifica 220 metros (721 pés) para largura de banda modal
de 160/500 MHz.Km e 275 metros (902 pés) para fibras com largura de banda modal de
200/500 MHz.Km.
6 Para fibras 50/125μm, o IEEE especifica 500 metros (1640 pés) para largura de banda modal
de 400/400 MHz.Km, e 550 metros (1804 pés) para fibras com largura de banda modal de
500/500 MHz.Km.
7 O cálculo de potências e a capacidade de distância dependem da opção de classificação do
transmissor e o receptor. A distância especificada corresponde ao maior valor calculado
de potências.
8 Essa é uma aplicação estabelecida para o uso de LASER’s. Aonde não se indique são aplicações
estabelecidas para o uso de LED’s.
9 A máxima atenuação do canal é baseada na perda da inserção do canal, mais a margem não
estabelecida na norma IEEE 802.3z.
10 Distâncias para implementações específicas devem ser verificadas nos padrões da aplicação.

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Página 48
5.1.7 TESTES DE CAMPO PARA ENLACES DE COBRE
Esta seção especifica as características elétricas dos equipamentos de teste em campo
(“testers”), os métodos de teste e os requisitos de transmissão mínimos para sistemas de
cabeamento UTP ou ScTP. Sua finalidade é especificar os requisitos de rendimento de
transmissão dos enlaces de cabeamento UTP ou ScTP que sejam consistentes com as três
categorias de cabo UTP ou ScTP aprovadas e com o hardware de conexão especificado na norma
TIA/EIA 568B.1. Essa seção proporciona um ponto de referência para verificar o rendimento de
um circuito instalado num edifício comercial. Os requisitos de transmissão definidos são
indicados na comprovação em campo dos enlaces de cabeamento UTP ou ScTP instalados,
utilizando equipamentos de teste. As características dos equipamentos de teste de campo
(“testers”) necessárias para as medições de freqüências de modo ordenado ou escalonado de
até 250 MHz foram desenvolvidos para assegurar medições consistentes e com uma precisão
razoável. São aceitos outros métodos que utilizem técnicas no domínio da freqüência ou no
domínio do tempo que demonstrem serem equivalentes com os requisitos dessa seção.
Os métodos de medição no campo que definem os critérios de aceitação ou de falha de um
enlace de cabeamento são propostos para verificar o cabeamento instalado. Os procedimentos
de laboratório e configuração de teste também foram definidos para permitir a comparação dos
resultados entre os equipamentos de teste em campo e os equipamentos de laboratório.
Recomenda-se aos usuários desse documento consultar as normas das aplicações dos
fabricantes de equipamento e dos integradores de sistemas para determinar a adequação
desses requisitos para especificar aplicações de rede específicas.
Os componentes utilizados no sistema de cabeamento devem cumprir os requisitos da norma
TIA/EIA/-568B.1 e devem ser instalados de acordo com esta a norma.

5.1.7.1 - PARÂMETROS DE MEDIÇÃO


É preciso efetuar os seguintes testes para verificar a performance de um enlace horizontal
construído com cabo de cobre:
• Mapa de cabos
• Comprimento
• Perda de inserção
• NEXT
• ELFEXT
• Perda de retorno
• Retardo de propagação
• Delay Skew
• PS NEXT
• PS ELFEXT

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5.1.7.2 - CONFIGURAÇÕES DE MEDIÇÃO
Existem duas configurações diferentes para medição feita em campo. Para esses circuitos
diferentes são definidos limites de rendimento diferentes e os equipamentos de teste portáteis
devem poder comprovar ambas:

5.1.7.2.1 Enlace Permanente


O enlace permanente está definido como o circuito mais simples e mais sensível e o é instalado
com mais freqüência pelos empreiteiros nas construções novas, e inclui:
• Saída/tomada de telecomunicações na área de trabalho
• O cabo horizontal para qualquer estação de trabalho
• O painel de conexão (patch panel) na sala de telecomunicações

FIGURA 5.19 - ENLACE PERMANENTE

5.1.7.2.2 Canal
O canal inclui TODO o cabeamento horizontal:
• O cabo de equipamento na área de trabalho
• Saída/tomada de telecomunicações na área de trabalho
• O cabo horizontal para qualquer estação de trabalho
• O painel de conexão (patch panel) na sala de telecomunicações
• Os cordões de conexão (patch cords) utilizados na conexão cruzada horizontal
• Qualquer painel de equipamento que seja requerido por alguma aplicação em particular
• O cabo de equipamento que será necessário entre o painel de equipamento e o equipamento
ativo (HUBs, Switches)

FIGURA 5.20 - CANAL

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5.1.7.3 - MAPA DE CABEAMENTO
Esta medição determina a terminação correta de cada um dos condutores nas saídas/tomadas
de telecomunicações e as salas de telecomunicações. As falhas de cabeamento mais freqüentes
são as seguintes:
• Pares invertidos
• Pares cruzados
• Pares divididos
• Condutores desconectados
• Curtos circuitos entre condutores

5.1.7.4 - COMPRIMENTO
A comprovação do comprimento determina o comprimento físico do cabo instalado por meios
eletrônicos. Para que a unidade de teste obtenha esta informação com precisão, a Velocidade
Nominal de Propagação (NVP) para o cabo particular que está instalado deve ser configurada no
programa do equipamento de testes.
Se esta NVP não for conhecida, é preciso testar um trecho de comprimento conhecido de cabo
para determinar a NVP e calibrar o equipamento de testes para os testes restantes.

FIGURA 5.21 - MAPA DE CABOS

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5.1.7.5 - PERDA DE INSERÇÃO
A perda de inserção do circuito é a perda total de sinal de extremo a extremo. Será diferente
para distintas categorias de cabo e para os tipos de circuito de teste: canal e enlace permanente.
Este parâmetro era chamado “Atenuação” na versão anterior da norma 568.

FIGURA 5.22 - COMPRIMENTO

FIGURA 5.23 - PERDA DE INSERÇÃO

5.1.7.6- NEXT
Este teste mede a quantidade de “ruído” criado em um dos pares de um cabo, quando um sinal
de teste é injetado num outro par. Isso é diferente para categorias diferentes de cabo e para os
dois tipos de circuitos para medições: canal e enlace permanente. Todos os pares são medidos
quando comparados com o resto e a PIOR combinação de pares terá que atender os requisitos
mínimos de rendimento

FIGURA 5.24 - NEAR END CROSSTALK / NEXT

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5.1.7.7 - ELFEXT
Assim como o NEXT (Near End Crosstalk), o FEXT (Far End Crosstalk) leva em conta efeitos de
indução dos sinais transmitidos em um dos pares de um cabo sobre os outros pares. A diferença
com o NEXT é o ponto onde é executada a medição desses sinais induzidos. Para determinar o
FEXT sinais de teste são injetados em um extremo do cabo e as medições são conduzidas ao
outro extremo do cabo (Far End). Para calcular o ELFEXT é somada a perda de inserção de cada
par ao valor de FEXT que foi determinado anteriormente para esse par. 5.31

FIGURA 5.25 - EQUAL LEVEL FAR END CROSSTALK / ELFEXT

5.1.7.8 - RETARDO DE PROPAGAÇÃO


Este parâmetro determina o tempo máximo percorrido por cada um dos pares de um cabo de
cobre. Nos sistemas de dados de alta velocidade este parâmetro é muito importante para
assegurar a o tempo de transmissão correto do sistema.

FIGURA 5.26 - RETARDO DE PROPAGAÇÃO

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5.1.7.9 - DELAY SKEW
Este parâmetro determina a diferença máxima no tempo de propagação encontrado em cada
um dos pares de um cabo de cobre, com relação aos outros pares. Os sistemas de dados de alta
velocidade, como 1000BASET / Gigabit Ethernet aproveitam a capacidade total do cabo
utilizando os 4 pares ao mesmo tempo. Para aproveitar os 4 pares do cabo, o sinal a ser
transmitido é primeiro dividido em 4 partes, uma parte para cada par, e logo é transmitido para
ser recuperado e reconstruído no outro extremo do cabo. É importante que o tempo de
propagação das 4 partes em que a informação fora dividida seja o mesmo, ou o mais próximo
possível. Um valor baixo de Skew Delay garante uma diferença mínima para cada par num cabo
de cobre.

FIGURA 5.27 - DELAY SKEW

5.1.7.10 - PERDA DE RETORNO


A perda de retorno comprova a presença de “ecos” elétricos em cada um dos pares que
compõem um cabo. Uma transmissão elétrica através de um par de cobre produz um “retorno”
de sinal ao passar pelos elementos de conexão necessários para o manejo do sistema de
cabeamento, tais como painéis de conexão, cabos de conexão e as placas de saída que são
instaladas em móveis e paredes. Estes “ecos” não são relevantes para o funcionamento das
redes de dados que utilizam somente dois pares e que funcionam de forma Half-Duplex. É o caso
de sistemas de dados como o Ethernet ou o Token Ring, que utilizam um para transmitir em um
sentido e outro par diferente para transmitir no sentido oposto. Para o funcionamento de alguns
sistemas de dados como 1000BASET, a presença de “ecos” elétricos nos pares de cobre limita
fortemente o funcionamento destes equipamentos por utilizarem o modo de transmissão Full
Duplex, e por terem transmissores e receptores de informação instalados nos 4 pares do cabo.

FIGURA 5.28 - PERDA DE RETORNO

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FIGURA 5.29 - PS NEXT

5.1.7.11 - PS NEXT – PS ELFEXT


Todos os parâmetros definidos anteriormente para medir a diafonia (NEXT, ELFEXT) consideram
unicamente as situações de um par interferindo num outro par. Não foi considerada a
possibilidade de que vários pares interferem ao mesmo tempo a um determinado par dentro do
mesmo cabo. No caso dos cabos UTP para o sistema horizontal, esta possibilidade é
especificamente de 3 pares interferindo num único. Os novos parâmetros como PSNEXT e
PSELFEXT impõem requisitos aos sistemas de cabeamento para levar em consideração estas
situações de multi-interferência que não haviam sido consideradas anteriormente.

FIGURA 5.30 - PS ELFEXT

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5.1.8 TESTES DE CAMPO PARA ENLACES DE FIBRA ÓPTICA
5.1.8.1 - ENLACES ÓPTICOS
Um enlace óptico é definido como o cabeamento passivo, incluindo cabo, conectores e
acoplamentos (se estiverem presentes), entre os pontos de terminação com dispositivos de
conexão de fibra óptica, conforme ilustrado na figura 5.31

FIGURA 5.31 - ENLACES ÓPTICOS

5.1.8.2 - ATENUAÇÃO
A atenuação do enlace óptico é o único parâmetro de rendimento requerido na instalação de
componentes que atendem este padrão. A largura de banda (multimodo) e a dispersão
(monomodo) são parâmetros importantes de rendimento, porém não podem ser afetados
adversamente pelas práticas de instalação, que devem ser comprovados pelo fabricante da fibra
óptica e não requerem testes de campo.

5.1.8.3 - ENLACES HORIZONTAIS


Os segmentos de cabeamento horizontal de fibra óptica só necessitam serem testados em um
comprimento de onda. O enlace horizontal deve ser testado a 850 ηm ou 1300 ηm, e em uma
única direção.
Os resultados de atenuação devem ser menores que 2dB. Este valor está baseado nas perdas
dos pares de conectores, um par na saída/tomada de telecomunicações e um par na conexão
cruzada horizontal, mais 90 metros (295 pés) de cabo de fibra óptica.
Para cabeamentos em escritórios abertos implementados com um ponto de consolidação, os
resultados de atenuação devem ser menores que 2.75 dB.

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5.1.8.4 - ENLACES DE BACKBONE
Os segmentos de cabeamento backbone de fibra óptica devem ser comprovados pelo menos
em uma direção e em ambos os comprimentos de onda. Estes comprimentos de onda são os
seguintes:
• Enlaces backbones monomodo: 1310 ηm e 1550 ηm.
• Enlaces backbones multimodo: 850 ηm e 1300 ηm.

Os enlaces de backbone podem alterar o comprimento, número de pares de conectores e


número de emendas, por isso é necessário realizar um cálculo preliminar da atenuação esperada
para cada conexão:
PERDA DO ENLACE = PERDA DO CABO +
PERDA DOS CONECTORES +
PERDA DAS EMENDAS

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5.2 NORMA ANSI/EIA/TIA 569A
5.2.1 VERSÕES ANTERIORES
O objetivo desta norma é padronizar práticas de desenho e construção para tubulações dentro
e entre edifícios (principalmente edifícios comerciais). Esta norma define os espaços ou as áreas
do edifício, e as tubulações, por onde, dentro e através das quais, serão instalados os meios de
telecomunicações.
A versão anterior a esta norma, ANSI/TIA/EIA 569, não está mais em vigor. A versão vigente é a
norma ANSI/TIA/EIA 569A, aprovada em Fevereiro de 1998. As principais variações com respeito
à versão anterior são as seguintes:
• A norma 569A não inclui tubulações entre edifícios (planta externa).
• A separação mínima entre as linhas de comunicações e as linhas elétricas não está definida na
norma 569. A tabela 10.4-1 colocada na versão anterior já não está mais em vigor.
• Contém recomendações para especificação de MUTOA’s.
• Contém recomendações para especificação de CP’s.
• Contém, mediante um adendo aprovado na norma original, os espaços e tubulações em
edifícios de vários proprietários.
• Contém, mediante um adendo aprovado na norma original, tubulações atravessando lajes
para as saídas de piso (método “poke thru”).

5.2.2 EDIFÍCIOS DE UM ÚNICO PROPRIETÁRIO. ESPAÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES


5.2.2.1 - AREA DE TRABALHO
Uma área de trabalho deve ter pelo menos uma saída/tomada de telecomunicações. Para efeito
de planejamento, pode-se considerar uma área de trabalho para cada 10m² da área útil da laje,
como média.
O local determinado para cada saída de telecomunicações depende das condições que o usuário
final definir, em geral recomenda-se um local próximo à saída elétrica que alimenta o
equipamento de telecomunicações (dentro de 1 metro). A altura para a instalação da saída de
telecomunicações depende dos móveis presentes e das necessidades do usuário final, porém
pode-se considerar uma altura de 30 centímetros sobre o nível do piso terminado, na ausência
de especificação. 5.38

5.2.2.2 - SAÍDAS DE TELECOMUNICAÇÕES MULTI USUÁRIO / MUTOA’s


Uma MUTOA deve ser instalada em locais permanentes do edifício como parede ou colunas. Em
nenhum caso deve instalar-se uma MUTOA em forros ou em pisos falsos fixos ou em algum
espaço que dificulte o acesso de cordões de conexão, ou que não for permitido em códigos
elétricos ou de construção de edifícios (Ex: ambientes plenum). O restante das condições de
projeto para uma MUTOA são as mesmas que as definidas para um Ponto de Consolidação.

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5.2.2.3 - PONTO DE CONSOLIDAÇÃO - CP
O CP deve ser instalado em locais permanentes do edifício como paredes ou colunas.
A instalação de um CP sobre o forro, ou abaixo de um piso falso, pode ser uma alternativa
desejável para o cliente final nos casos em que o dispositivo afete a estética do ambiente. Este
tipo de instalação é aceito sempre que no local escolhido não seja necessário o deslocamento
de móveis pesados ou estruturas do edifício para obter acesso ao CP.
O Ponto de Consolidação deve ser planejado para servir no máximo uma “zona de
telecomunicações”, e que cada CP deve atender a 12 áreas de trabalho. Esta “zona de
telecomunicações” está definida nesta norma 569A como uma área de piso útil,
aproximadamente entre 34m² e 82m² (365 pés² a 900 pés²). Esta zona de telecomunicações
corresponde em geral ao espaço entre 4 colunas de um edifício.
Este critério de projeto usando “zonas de telecomunicações” deve também ser aplicado para as
MUTOA’s.
Os Pontos de Consolidação e as Saídas de Telecomunicações Multi-Usuário devem ser
planejados para atender a um máximo de 12 áreas de trabalho.
Esta recomendação consta na norma 569A para atender às recomendações de segurança em
caso de incêndio, limitando o tamanho dos móveis usados nos escritórios para no máximo 12
postos de usuário por zona de telecomunicações. O motivo desta restrição é para impedir que
um ou vários móveis obstruam as saídas de emergência.

5.2.2.4 - CAIXAS DE PASSAGEM E CAIXAS PARA EMENDAS


A norma ANSI/TIA/EIA 569A diferencia as caixas de passagem das caixas de emenda de cabos,
em virtude das diferenças nas dimensões de cada tipo de caixa. As caixas para emenda de cabos
estão mencionadas nesta norma, visto que as emendas de cabos são permitidas para o sistema
backbone.

As caixas de passagem de cabos devem ser utilizadas para os seguintes propósitos:


• Para puxar os cabos em condutos utilizando uma guia
• Para instalar uma guia (sonda)
• Para puxar um cabo até a caixa e em seguida preparar o cabo para ser puxado dentro do
próximo segmento de conduto

FIGURA 5.32 - ZONAS DE TELECOMUNICAÇÕES

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As caixas de passagem não devem ser utilizadas para emendar cabos. Como dito no parágrafo
anterior, deve-se considerar a diferença nas dimensões definidas pela norma 569A para cada
tipo de caixa. As caixas de passagem de cabos também não devem ser utilizadas em sistema de
teto fixo, a menos existam visitas de acesso.
Qualquer trecho de conduto deve conter uma caixa de passagem quando:
• O comprimento do trecho exceder 30 metros (100 pés)
• No trecho de conduto existirem mais de duas curvas de 90 graus, ou equivalente
• No trecho de conduto existir uma curva de inversão (volta em U)

As caixas de passagem devem ser localizadas apenas nos trechos retos de conduto, e se possível
os extremos dos dutos devem estar alinhados. Além disso, as caixas de passagem não devem
ser utilizadas no lugar de uma curva de conduto.
Os acessórios para eletrodutos, tais como as conduletes a 90 ou 180 graus e cotovelos não
devem ser utilizados. Em nenhum caso deve-se utilizar um desses acessórios ao invés de uma
caixa de passagem de cabos.

FIGURA 5.33 – CAIXA DE PASSAGEM DE CABOS

5.2.2.5 - SALAS DE TELECOMUNICAÇÕES / TR


A Sala de Telecomunicações tem como principais características ser a origem do sistema
horizontal, e o local reconhecido para a conexão cruzada horizontal. As tubulações horizontais
também devem ser terminadas na sala de telecomunicações, e certamente as tubulações do
backbone vertical devem estar disponíveis neste espaço para a instalação da conexão cruzada
horizontal. Tipicamente, as redes de dados fazem uso da Sala de Telecomunicações para a
montagem de equipamentos ativos de rede com o hub e o switch para servir as estações de
trabalho dos usuários finais.
Seguem algumas condições para o dimensionamento de uma sala de telecomunicações:
• O espaço do TR não deve ser compartilhado com instalações elétricas, exceto aquelas
destinadas ao sistema de telecomunicações.
• Equipamentos não relacionados com o suporte do TR não devem ser instalados dentro, passar
através de ou mesmo entrar no TR (ex: tubulações, leitos de cabos, etc.).
• Múltiplas salas de telecomunicações num mesmo piso devem estar interconectadas mediante
um eletroduto de 78 mm (3 polegadas) no mínimo, ou tubulação equivalente.
• Qualquer saída de telecomunicações deve ser dimensionada de acordo com a tabela 7.2-1,
baseada numa área de trabalho para cada 10m². Deve existir um TR para cada piso de um
edifício. Nos casos em que a conexão cruzada horizontal não está no mesmo piso, o TR se
reduz ao espaço necessário para acessar as tubulações medulares e encaminhar os cabos
desde as tubulações horizontais.
• Deve-se planejar uma sala de telecomunicações adicional por piso quando a área servida
excede 1000m² (10000 pés²)
• Deve-se planejar uma sala de telecomunicações adicional por piso quando a distância para
uma área de trabalho excede 90 metros (295 pés)

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• Deve-se providenciar um mínimo de duas saídas elétricas, 120/220 Volts, sem interruptores,
cada uma em diferente circuito elétrico para a alimentação de equipamentos. Estas saídas
devem ser classificadas para 20 Ampéres e estar conectadas a um circuito de 20 Ampéres.
(Consultar o cliente sobre a tensão local)
• As saídas elétricas gerais adicionais devem ser localizadas, identificadas e marcadas
adequadamente em intervalos de 1,8 metros (6 pés) ao redor das paredes do TR, e a uma
altura de 150 mm (6 polegadas) sobre o nível do piso terminado.
• A sala de telecomunicações não deve ter um sistema de forro.

TAMANHO DA SALA DE
ANSI/TIA/EIA 569A/Tabela 7.2-1: ÁREA SERVIDA
TELECOMUNICAÇÕES
Metros² Pés² Metros Pés
1000 10000 3.0 x 3.4 10 x 11
800 8000 3.0 x 2.8 10 x 9
500 5000 3.0 x 2.2 10 x 7

5.2.2.6 - SALAS DE EQUIPAMENTOS / ER


As salas de Equipamentos são espaços especialmente designados para a instalação de
equipamentos de telecomunicações, tais como centrais telefônicas ou centros de computação.
Uma Sala de Equipamentos pode assumir uma, ou todas as funções de uma Sala de
Telecomunicações ou das instalações de Entrada. 5.42
Seguem algumas condições de projeto para as salas de equipamentos:
• A sala de equipamentos deve ser utilizada somente para instalar equipamentos de
telecomunicações e sistemas de suporte ambiental relacionados.
• A sala de equipamentos deve ser localizada longe das possíveis fontes de interferência
eletromagnética. Deve-se prestar atenção a transformadores elétricos de potência,
motores, geradores, equipamentos de raios X, transmissores de rádio ou radar e dispositivos
de indutivo selado.
• O tamanho da sala de equipamentos deve corresponder às dimensões dos equipamentos de
telecomunicações que serão instalados.
• Nos casos em que se desconhece o tamanho exato dos equipamentos de telecomunicações a
serem instalados, a prática é planejar 0,07 m² (0,75 pés²) de espaço na sala de
equipamentos, para cada 10m² de espaço na área de trabalho. O tamanho mínimo para um
quarto de equipamentos deve ser de 14m² (150 pés²)
• É permitida a instalação de equipamentos UPS até 100 KVA na sala de equipamentos. Deve-se
evitar a instalação de equipamentos de maior capacidade na sala de equipamentos e
providenciar um lugar separado.
• É preciso providenciar calefação, ventilação e ar condicionado (HVAC) 24 horas ao dia, 365
dias ao ano.
• É preciso planejar um circuito de alimentação elétrica independente para a sala de
equipamentos. Este circuito de alimentação independente para a sala de equipamentos
deve terminar no seu próprio painel de distribuição.
• É preciso instalar e manter extintores de fogo portáteis dentro da sala de equipamentos.

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5.2.2.7 - INSTALAÇÕES DE ENTRADA / EF
As instalações de Entrada estão compostas por perfurações e tubulações necessárias para a
entrada de cabeamentos no edifício através de paredes ou ambientes confinados, continuando
até os espaços ou salas de entrada previstas para receber os cabos de planta externa.
A quantidade de acessos externos determina a necessidade de utilizar uma parte do espaço
disponível numa sala de equipamentos (espaços de entrada), ou de dispor de um local separado
utilizado somente para abrigar equipamentos de terminação e proteção para cabeamentos que
entram no edifício (salas de entrada).

5.2.3 EDIFÍCIOS DE UM SÓ PROPRIETÁRIO - TUBULAÇÕES


5.2.3.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS
Seguem algumas considerações gerais aplicáveis a qualquer tipo de tubulação utilizada num
edifício comercial:
• Para os propósitos dessa norma, as caixas de passagem e emendas dos cabos são consideradas
espaços de telecomunicações.
• Não se deve instalar nenhuma tubulação no canal dos elevadores.
• As tubulações horizontais devem ser instaladas em locais secos que protejam os cabos além
dos níveis de umidade de operação de um cabo de uso interno.
• As áreas acima do forro podem ser utilizadas para cabeamento, ou para alguns tipos de
dispositivos de conexão (ex: Pontos de Consolidação). É preciso observar as normas
referentes às instalações em espaços plenos e não-plenos encontradas em códigos elétricos
ou de edifícios. Em qualquer caso, a distribuição do cabeamento sobre o forro deve atender
as seguintes condições:
a. Não se deve utilizar trechos construídos com placas de forro não-removíveis, ou gesso.
b. Os tetos devem ser do tipo removível.
c. É preciso disponibilizar espaço necessário para instalar o tipo de infra-estrutura escolhida.
• O projeto deve contemplar o uso de um meio de suporte conveniente para o cabeamento (ex:
Eletrodutos metálicos ou de PVC, leitos de cabo, eletrocalhas lisas ou perfuradas, rodapés e
canaletas, ganchos – “J-hooks”, etc). Em nenhum caso é permitido que os cabos descansem
diretamente sobre o forro.
• É preciso disponibilizar um espaço livre de 75 mm (3 polegadas) entre as paredes do teto e os
trilhos de suporte para os cabos.

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5.2.3.2 - FONTES DE INTERFERÊNCIA ELETROMAGNÉTICA
A versão anterior do padrão 569 continha recomendações sobre o distanciamento entre os
cabos de telecomunicações e os cabos elétricos. O padrão ANSI/TIA/EIA 569A recomenda utilizar
as medidas encontradas no artigo 800-52 do código elétrico (ANSI/NFPA 70 – NEC). É muito
importante ressaltar que as recomendações mencionadas nesta norma 569A se aplicam aos
circuitos de distribuição típicos (120/240 V, 60 Hz). O artigo 800-52 do código elétrico define os
requisitos de separação como:
• Separação com condutores de potência
• Separação e barreiras (septos) dentro das tubulações
• Separação dentro das caixas de saída ou outros compartimentos

5.2.3.2.1 ANSI/NFPA 70-800-52: Instalação de Cabos, Malhas e Equipamentos de


Comunicações

“(a) Separação com outros condutores.


(1)Em tubulações, caixas e cabos
c. Circuitos de iluminação ou de potência elétrica

1. Não se deve colocar condutores de comunicações em nenhuma tubulação,


compartimento, caixa de saída, caixa de união ou dispositivo similar com condutores de
circuitos de iluminação de potência ou categoria 1.

Exceção N° 1: onde todos os condutores de iluminação elétrica, potência, categoria 1 ou circuitos


de alarme de incêndio não limitados em potência estão separados de todos os condutores de
circuitos de comunicações por uma barreira em todo o trecho. 5.44

Exceção N° 2: condutores de iluminação elétrica, potência, categoria 1 ou circuitos de alarme de


incêndio não limitados em potência, em caixas de saída, caixas de junção, ou compartimentos
ou dispositivos similares, onde tais condutores são introduzidos somente para alimentação de
potência do equipamento de comunicações, ou para conexão em equipamento de controle
remoto. Os condutores de iluminação elétrica, potência, categoria 1, ou circuitos de alarme de
incêndio não limitados em potência devem ser direcionados para o compartimento para manter
um mínimo de 0,25 polegadas (6,35mm) de separação com os condutores do circuito de
comunicações.

5.2.3.2.2 Outros requisitos gerais da norma ANSI/TIA/EIA 569A


A norma ANSI/TIA/EIA 569A exige alguns requisitos adicionais para minimizar as possibilidades
de interferência:
• O edifício deve ter proteção contra descargas elétricas atmosféricas.
• É preciso ter proteção contra picos de tensão (disjuntores e fusíveis) na entrada do serviço
elétrico.
• É preciso atender as recomendações da norma 607A, para o aterramento dos elementos
metálicos dos sistemas de cabeamento estruturado.
• Antes da instalação de um sistema de cabeamento estruturado, é necessário corrigir qualquer
problema encontrado no sistema de distribuição de potência elétrica.

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5.2.3.2.3 Outros requisitos da norma ANSI/TIA/EIA 569A para redução do ruído no
acoplamento

A norma ANSI/TIA/EIA 569A recomenda precauções adicionais para os casos em que os cabos
de comunicações e cabos de potência são instalados dentro da mesma tubulação (adicionais aos
requisitos do código elétrico).
• Recomenda-se incrementar a separação física o máximo possível
• Os condutores dos circuitos elétricos, fase, neutro e terra devem manter-se juntos o máximo
possível. Em alguns casos é possível utilizar abraçadeiras plásticas para agrupar os
condutores elétricos.
• Usar protetores adicionais contra picos de tensão (disjuntor) nas ramificações dos circuitos
elétricos.
• Utilizar tubulações metálicas fechadas e aterradas para minimizar o ruído nos pontos de
conexões.

5.2.3.3 - INFRA-ESTRUTURA PARA BACKBONE


A norma ANSI/TIA/EIA 569A não cobre as tubulações backbone intra-edifício. Para efeitos de
interação com o código elétrico, o termo backbone (prumada) substitui o termo “Riser”.
As tubulações de backbone intra-edifício consistem tipicamente em perfurações entre pisos de
um edifício (aberturas, “slots”), seções de conduto atravessando o piso (aberturas tubulares,
“sleeves”), ou fossos construídos exclusivamente para a instalação de cabeamentos (shaft). É
desejável que estes tipos de tubulações sejam instaladas de forma alinhada, e que as salas de
telecomunicações estejam também alinhadas, uma sobre a outra.

5.2.3.3.1 Aberturas (slots) através dos pisos


Nos casos em que se deseja utilizar uma abertura no piso em forma de slot, (tem a função de
shaft), para compor a infra-estrutura de backbone, o mesmo deve ter uma saliência ou borda
com uma altura mínima de 25 mm (1”) ao redor da borda superior da abertura. A figura 5.34
ilustra um slot.

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5.2.3.3.2 Aberturas (sleeves) através dos pisos
Quando se decide utilizar aberturas tubulares (sleeves) como alternativa para compor a infra-
estrutura do backbone é preciso seguir as seguintes recomendações:
Cada trecho de conduto deve sobressair do nível do piso terminado de 25 a 75 mm (1” a 3”).
Deve-se utilizar um conduto de 100 mm (4”) para cada 5000 m² (50000 pés²) de área útil de piso
para o sistema de backbone, mais duas aberturas extras para um total de 3 sleeves por piso
(mínimo).

FIGURA 5.34 - SLOT

FIGURA 5.35 - SLEEVES


5.2.3.4 - ENCAMINHAMENTOS HORIZONTAIS
5.2.3.4.1 Canaletas e dutos para cabos

Este tipo de tubulação é formado de estruturas pré-fabricadas, utilizadas geralmente para a


deposição dos cabos.
Alguns dos tipos de canaletas estão ilustradas na figura 5.36 (o nome muda muito em cada país,
a exemplo do Brasil podemos encontrar os nomes “eletrocalha”, “leito”, “calha” ou “tray”em
inglês).

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FIGURA 5.36 - ELETROCALHAS (TRAYS)
Em ordem usual existem eletrocalhas de fundo sólido (lisa), de fundo ventilado (perfurada), tipo
de escada (leito - ladder tray), tipo trilho simples e trilho duplo, e tipo aramada.

A figura 5.37 ilustra um eletroduto metálico para cabos.


Eletrocalhas e eletrodutos para cabos podem ser divididos mediante barreiras apropriadas que
permitem a instalação de diferentes serviços.
A norma ANSI/TIA/EIA 569A exige a instalação de um trecho de eletroduto desde a eletrocalha
ou do eletroduto principal para distribuição do cabeamento, até as áreas de trabalho.

FIGURA 5.37 - DUTOS PARA CABOS (WIREWAYS)

Ambos os tipos de sistemas de tubulação podem ser instalados sobre o forro, ou de baixo de
pisos falsos. Em ambos os casos, as tubulações instaladas num espaço pleno devem ser
aprovadas pelos códigos respectivos.
O taxa de ocupação deste tipo de tubulações não deve exceder 50% em nenhum caso.
Não é recomendável uma profundidade maior que 150mm (6 polegadas) neste tipo de
tubulações.
È importante mencionar que esta ocupação não corresponde aos mínimos critérios utilizados
para definir os fatores utilizados nas tubulações para cabos elétricos.

De fato, a dissipação do calor não é um fator primordial no caso dos cabos de comunicações. Os
critérios importantes que influenciam na instalação dos cabos de comunicações são o excesso

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de fricção e a grande quantidade de cabos, assim como a possibilidade de interferência entre os
cabos (“Allien Crosstalk”).
Suportes para eletrocalhas - As conexões entre as barras de eletrocalhas devem contar com o
suporte adicional ao suporte situado entre a conexão e um quarto da distância total do tramo.
O resto de suportes deve ser colocado de acordo com a carga e o tipo de tubulação, conforme
as recomendações do código elétrico. É necessário instalar do lado de dentro um suporte
adicional de 600mm (2 pés) de cada lado de um acessório.
Suportes para dutos para cabeamento (wireways) - Os suportes para dutos metálicos devem ter
cada um suportes de 1.500mm (5pés), a menos que o fabricante garanta uma metodologia de
fixação capaz de suportar maiores distâncias.

5.2.3.4.2 SUPORTES DESCONTÍNUOS


Este tipo de suporte para o sistema de cabeamento é utilizado na impossibilidade de se instalar
tubulações ou eletrocalhas, portanto, uma solução viável é utilizar os suportes abertos (“J
hooks”) instalados a distâncias convenientes, e para suportar grupos limitados de cabos. A figura
5.38 ilustra este tipo de suporte.

FIGURA 5.38 - SUPORTES DESCONTÍNUOS (J HOOKS)

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Os suportes descontínuos para o cabeamento devem ser colocados a distâncias entre 1.220 e
1.525 mm (48 a 60 polegadas). Para evitar danos aos cabos devido ao peso e a tensão, é preciso
limitar o número de cabos em cada grupo passando por um suporte aberto não mais do que 50
cabos. Nos casos em que é indispensável instalar maiores quantidades de cabos, é preciso
utilizar suportes adicionais, ou modelos de suportes desenhados para números maiores de
cabos.
Os tirantes que sustentam o sistema de eletrocalhas suspensas devem ser dimensionados para
não sobrecarregar o sistema de eletrocalhas além do seu limite de sustentação para evitar que
se produzam danos estéticos na infra-estrutura (inclusive o colapso de algum suporte).

5.2.3.4.3 ELETRODUTOS
Os tipos de eletrodutos aceitos nesta norma são os seguintes:
• Eletrodutos rígidos metálicos (galvanizados) e não-metálicos (PVC).
• Eletroduto flexível não metálico (tipo sealtube), conduíte flexível não metálico (corrugado) e
eletroduto flexível com alma de metal (encapado ou não – tipo sealtube).

Nos casos em que se utilize eletroduto flexível metálico, o comprimento deve ser menor de 6
metros (20 pés) para cada trecho. Além disso, é preciso escolher a capacidade de cada
eletroduto de forma que se evite o máximo de abrasão do cabo durante a instalação. Esta
recomendação da norma 569A se aplica nos ambientes não pleno. Em ambientes pleno, as
limitações de comprimento encontradas no código elétrico são maiores (1,22 metros máx.).

FIGURA 5.39 - CONDUIT FLEXÍVEL METÁLICO

Os seguintes são alguns requisitos de instalação especificados para a norma ANSI/TIA/EIA 560A:
• Comprimento máximo de 30 metros para cada trecho de eletroduto.
• Não mais de 2 curvas de 90 graus, ou equivalente, em cada trecho de eletroduto.
• O diâmetro mínimo para eletrodutos é de 19.05 mm (3/4”)
• O raio de curvatura mínimo para uma curva de eletroduto, deve ser 6 vezes do diâmetro
interno do eletroduto.
• Os extremos dos eletrodutos devem ser afinados e cobertos.
• Os eletrodutos devem sobressair do nível do piso terminado 1 a 3 polegadas, na Sala de
Telecomunicações.
• Um único trecho de eletroduto que é derivado da sala de telecomunicações servirá no máximo
3 saídas, e deverá aumentar de tamanho desde da saída mais afastada da Sala de
Telecomunicações (TR).
• Um eletroduto de 21 mm (3/4”) deve ser providenciado do TR até qualquer telefone público.
• Um eletroduto de 21 mm (3/4”) deve ser providenciado do TR até a caixa apropriada de
equipamentos, para o serviço de elevadores de passageiros, carga e limpeza de janelas, e
isto deve ser coordenado com o contratante encarregado pelos elevadores.

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FIGURA 5.40 – TRECHO DE ELETRODUTO - DISTÂNCIA MÁXIMA

FIGURA 5.41 - TRECHO DE ELETRODUTO – 2 CURVAS MÁXIMO

FIGURA 5.42 - TRÊS SAÍDAS MÁXIMAS POR ENLACE DESDE O TR

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5.2.3.4.4 SISTEMAS PERIMETRAIS
Os sistemas perimetrais (canaletas de superfície, rodapés de serviço, eletrodutos aparentes),
podem conter saídas para áreas de trabalho. As canaletas de superfície devem atender a
cláusula 10.3 da norma 569A, e com os códigos elétricos aplicáveis com relação à separação com
condutores de potência elétrica.
Este tipo de tubulação pode ser utilizada na instalação de cabos elétricos, ou para instalar cabos
de telecomunicações, mas em nenhum caso pode-se instalar ambos os tipos de cabos no mesmo
espaço. Nos casos em que é possível utilizar o mesmo sistema de tubulação para encaminhar
cabos de telecomunicações e cabos elétricos para atender às áreas de trabalho, a tubulação
deverá conter uma barreira divisória contínua entre os cabos. No caso em que a barreira elétrica
é utilizada, esta deverá estar aterrada de acordo com os códigos elétricos.
Os sistemas perimetrais não devem forçar o cabo instalado em casos de raios de curvatura
menores que 25 mm (1 polegada), sob condições de máxima ocupação.
Pode-se requerer um raio de curvatura maior para certos tipos de cabos, ou nos casos em que
é necessário puxar o cabo durante a instalação.
A taxa máxima de ocupação para os sistemas de tubulações perimetrais deverá ser de 40%.
Esta taxa de ocupação foi definida pensando nas possíveis necessidades não planejadas no início
do projeto e que poderiam aumentar a taxa de ocupação até um valor final de 60%.
A ocupação deste tipo de tubulações deve ser calculada como a soma das áreas de seção
transversal de todos os cabos instalados, dividido pela área de seção transversal mais restritiva
daquele trecho. A área de seção transversal de um sistema de tubulação perimetral pode ser
restringida por dois fatores:
• Acessórios e derivações: Alguns acessórios ou derivações requerem a diminuição da taxa de
ocupação da tubulação para poder manter o raio de curvatura exigido para o cabo instalado.
A figura 5.43 ilustra o efeito de uma derivação sobre a área de seção transversal disponível.
O fabricante do sistema de tubulação perimetral deve pôr a disposição do instalador a área
de seção transversal resultante da passagem por uma derivação (seção A 1 na figura 5.43).
• Saída/tomadas de telecomunicações: A instalação de placas com conectores de saída nas
tubulações perimetrais podem também diminuir a área de seção disponível. O projetista do
sistema de cabeamento deve contemplar este fator na especificação das tubulações.

FIGURA 5.43 - SISTEMAS PERIMETRAIS

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5.2.4 EDIFÍCIOS DE VÁRIOS PROPRIETÁRIOS. ESPAÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES
O adendo ANSI/TIA/EIA 569A – AD7 apresenta um possível modelo para um edifício no qual há
vários proprietários. A idéia principal é permitir que cada proprietário construa o seu próprio
sistema de cabeamento estruturado segundo suas necessidades, e de acordo com a norma
ANSI/TIA/EIA 568B. Este adendo introduz alguns espaços e tubulações adicionais que podem
facilitar a administração das áreas comuns do edifício:
• Salas de entrada / EF (O adendo 7 complementa os detalhes encontrados na norma 569A para
este tipo de espaços)
• Espaços para provedores de acesso / APS
• Espaços para provedores de serviços / SPS
• Salas de equipamentos comuns / CER
• Salas de Telecomunicações comuns / CTR
• Espaços de transmissão / recepção para sistemas sem fio / WTRS

FIGURA 5.44 - ESPAÇOS EM EDIFÍCIOS DE VÁRIOS PROPRIETÁRIOS

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5.2.5 EDIFÍCIOS DE VÁRIOS PROPRIETÁRIOS. ENCAMINHAMENTOS
5.2.5.1 - SLOTS - EM EDIFÍCIOS DE VÁRIOS PROPRIETÁRIOS
ANSI/TIA/EIA 569A – AD7 – 8.1.1 / quantidade e configuração de aberturas: as aberturas tipo
slots são localizadas normalmente encostadas na parede e devem ser projetadas para uma
profundidade (dimensão perpendicular à parede) de 150 a 600 mm (6-24 polegadas), dando
preferência às profundidades menores. A localização e configuração desses slots devem
aprovadas por um engenheiro estrutural.
O tamanho da abertura deve resultar em um slot de 0.04m² (60 polegadas²) para até 4000 m²
(40000 pés²) de área útil de piso servido pelo mesmo sistema de backbone. A área do slot deve
ser incrementada por 0,04 m² (60 polegadas²) para cada 4000 m² (40000 pés²) de aumento na
área útil de piso.

FIGURA 5.45 - ABERTURAS (SLOTS) EM ESPAÇOS DE VÁRIOS PROPRIETÁRIOS

5.2.5.2 - SLEEVES - EM EDIFÍCIOS DE VÁRIOS PROPRIETÁRIOS


ANSI/TIA/EIA 569 A – AD7 – 8.1.2 / quantidade e configuração sleeves: A quantidade de
aberturas usando condutos de 103 mm (4 polegadas) deve ser de quatro sleeves, mais um
adicional para cada 4000 m² (40000 pés²) de área útil de piso.

FIGURA 5.46 – ABERTURAS UTILIZANDO CONDUTOS CIRCULARES (SLEEVES)

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5.3 NORMA ANSI/TIA/EIA 606A
5.3.1 VERSÕES ANTERIORES
A versão anterior, ANSI/TIA/EIA 606, não está mais em vigor. A nova norma para a administração
de sistemas de cabeamento é a ANSI/TIA/EIA 606A. Alguns pontos importantes que foram
alterados com relação à versão anterior são os seguintes:
• A norma 606A estabelece 4 classes de sistemas de administração, conforme o tamanho e as
características da infra-estrutura de telecomunicações que será administrada
• Permite uma implementação modular das diferentes partes do sistema de administração
• Especifica formatos para as etiquetas
• A definição de terminologias é harmonizada com as demais normas que se aplicam à infra-
estrutura de telecomunicações

5.3.2 SISTEMAS CLASSE 1


Os sistemas classe 1 operam utilizando uma única sala de telecomunicações

FIGURA 5.47 - SISTEMAS CLASSE 1

5.3.2.1 - IDENTIFICADORES PARA SISTEMAS CLASSE 1


Os identificadores requeridos para um sistema classe 1 são os seguintes:
• Identificador para espaço de telecomunicações
• Identificador para conexão horizontal
• Identificador para TMGB
• Identificador para TGB

5.3.2.2 - IDENTIFICADORES PARA ESPAÇO DE TELECOMUNICAÇÕES


Deve-se designar um identificador único em qualquer espaço de telecomunicações no edifício.
Este identificador deverá ter o formato: fs, onde:
• f = caractere numérico identificando o piso do edifício ocupado pelo espaço de
telecomunicações.
• s = caractere alfanumérico identificando em forma única o espaço de telecomunicações no
piso f, ou na área do edifício no qual o espaço está localizado.

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FIGURA 5.48 - IDENTIFICADORES DE ESPAÇO

5.3.2.3 - IDENTIFICADORES PARA CONEXÃO HORIZONTAL


Deve-se designar um identificador único para cada conexão horizontal. Este identificador deve
ter o formato: fs-an, onde:
• fs = identificador do espaço de telecomunicações.
• a = um ou dois caracteres alfanuméricos identificando em forma única um painel de conexão,
grupo de painéis de conexão com portas numeradas seqüencialmente, um bloco de conexão
IDC, ou grupo de conectores IDC, que formam parte da conexão cruzada horizontal.
• n = dois a quatro caracteres designados na porta de um patch panel, ou na seção de um
conector IDC, na qual termina um cabo horizontal de 4 pares.

FIGURA 5.49 - IDENTIFICADORES PARA CONEXÕES HORIZONTAIS.

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5.3.2.4 - IDENTIFICADORE PARA TMGB
É preciso designar-se um identificador único para barra principal de aterramento para
telecomunicações. Este identificador deve ter o formato: fs-TMGB, onde:
• fs=identificador do espaço de telecomunicações.
• TMGB = porção de identificador que designa a Barra Principal de Aterramento para
Telecomunicações.

FIGURA 5.50 - IDENTIFICADOR PARA TMGB

5.3.2.5 - IDENTIFICADORE PARA TGB


É preciso designar um identificador para cada barra de aterramento para as telecomunicações.
Este identificador deve ter o formato: fs-TGB, onde:
• fs = identificador do espaço de telecomunicações.
• TGB = porção do identificador que designa uma Barra de Aterramento para Telecomunicações.

FIGURA 5.51 - IDENTIFICADOR PARA TGB

5.3.2.6 - REGISTROS REQUERIDOS PARA ADMINISTRAÇÃO CLASSE 1


Num sistema de administração classe 1 só é requerido o uso de uma identificação exclusiva para
cada conexão horizontal.
Para a administração de um sistema classe 1, um caderno seria o suficiente, no máximo uma
planilha de anotações simples, para manter um registro atualizado do estado de operação do
sistema de cabeamento.

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5.3.3 SISTEMAS CLASSE 2
Os sistemas classe 2 utilizam várias salas de telecomunicações num edifício.

FIGURA 5.52 - SISTEMAS CLASSE 2

5.3.4.0 - IDENTIFICADORES PARA CABOS DE BACKBONE


Para a comunicação de um sistema classe 2, o principal elemento adicional é o sistema
backbone. Um identificador deve ser utilizado para cada cabo backbone dentro do edifício. O
formato do identificador para cabos backbone deve ser: fs1/fs2-n, onde:
• fs1 = identificador para o espaço de telecomunicações que contém a terminação de um dos
extremos do cabo backbone.
• fs2 = identificador para o espaço de telecomunicações que contém a terminação do outro
extremo do cabo backbone.
• n = um ou dois caracteres alfanuméricos identificando um único cabo com um extremo
terminado no espaço designado por fsl, e o outro extremo terminado no espaço designado
por fs2.

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Os demais detalhes correspondentes à administração de um sistema classe 2 não constam neste
manual e podem ser consultados no texto da norma ANSI/TIA/EIA 606 A.

FIGURA 5.53 - IDENTIFICADORES PARA CABOS BACKBONES

5.3.4 SISTEMAS CLASSE 3


Os sistemas classe 3 estão formados por múltiplos edifícios num campus, cada um com múltiplas
salas de telecomunicações.

FIGURA 5.54 - SISTEMAS CLASSE 3

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5.3.4.1 - IDENTIFICADORES PARA CABOS BACKBONE INTEREDIFÍCIO

Os sistemas classe 3 agregam um elemento de cabeamento adicional, os cabos de planta


externa. Um único identificador deve ser designado para cada cabo interedifício. O formato
deste identificador deve ser: [b 1 – fs1]- [b2 – fs2]-n, onde:
• b1-fs1 = identificador para edifício e identificador para espaço de telecomunicações no qual
termina um dos extremos do cabo backbone. Para identificar numa única forma um edifício,
o uso de um ou mais caracteres alfanuméricos é requerido.
• b2-fs2 = identificador para edifício e identificador para espaço de telecomunicações no qual
termina o outro extremo do cabo backbone.
• n = um ou dois caracteres alfanuméricos identificando um único cabo com um extremo
terminado no espaço designado por b1-fsl, e o outro extremo terminado no espaço
designado por b2-fs2.

FIGURA 5.55 - IDENTIFICADORES PARA CABOS INTEREDIFICIO


Os demais detalhes correspondentes à administração de um sistema classe 3 não constam neste
manual e podem ser encontrados no texto da norma ASNI/TIA/EIA 606 A.

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5.3.5 SISTEMAS CLASSE 4
Os sistemas classe 4 estão formados por múltiplo campus, cada um com múltiplos edifícios.

5.3.6 CÓDIGO DE CORES


Este código de cores é recomendado para obter um reconhecimento intuitivo de cada uma das
terminações encontradas nas conexões cruzadas definidas pela norma 568B. As cores e seu uso
respectivo são os seguintes:
• LARANJA: identifica o ponto de demarcação (terminação dos cabos da empresa telefônica ou
qualquer outra empresa provedora de serviços – também conhecido
como Ponto de Terminação da Rede externa ou PTR)
• VERDE: identifica as terminações das conexões de rede no ponto de demarcação do lado do
usuário
• VIOLETA: identifica as terminações do cabos que se originam em equipamentos comuns
(PABX, Servidores, Ativos de Red, Multiplexadores, etc)
• BRANCO: identifica as terminações dos meios de telecomunicações do primeiro nível do
sistema backbone no edifício que contém a conexão cruzada principal
• CINZA: identifica as terminações dos meios de telecomunicações do segundo nível do sistema
backbone no edifício que contém a conexão cruzada principal
• AZUL: identifica as terminações dos meios de telecomunicações das estações de trabalho e é
requerido exclusivamente nas salas de telecomunicações e nas salas de
equipamentos, mas não nas saídas das estações de trabalho
• MAROM: identifica as terminações dos cabos do sistema backbone entre edifícios.
• AMARELO: identifica as terminações de circuitos auxiliares, alarmes, circuitos de manutenção,
segurança e outros circuitos miscelâneos
• VERMELHO: identifica as terminações dos sistemas de telefonia

FIGURA 5.56 - CÓDIGO DE CORES

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5.4 NORMA J – STD 607 A
5.4.1 VERSÕES ANTERIORES
A versão anterior, ANSI/TIA/EIA 607 não está mais vigente. A nova norma para aterramento de
um sistema de cabeamento é o J-STD 607A. Alguns pontos importantes que foram alterados
com relação à versão anterior são as seguintes:
• A norma 607A contém uma especificação mais detalhada para as barras de aterramento
• A norma 607A contém um método para o cálculo do diâmetro dos condutores do sistema de
aterramento
• O termo “Condutor de União para a Interconexão dos Sistemas Backbone de Aterramento para
Telecomunicações / TBBIBC” foi substituído pelo termo “Equalizador de Terra / GE”

5.4.2 CONDUTOR DE UNIÃO PARA TELECOMUNICAÇÕES / BC


O condutor de união para telecomunicações é um condutor utilizado unir a barra principal de
aterramento para telecomunicações (TMGB) com a barra de aterramento do sistema elétrico.
O condutor de união para telecomunicações deve ter, no mínimo, o mesmo diâmetro do
condutor do sistema de distribuição vertical de aterramento para telecomunicações (TBB).
O condutor de união para telecomunicações, como os demais condutores de aterramento, não
deve ser instalado dentro de dutos metálicos ferrosos. É necessário instalar condutores de
aterramento em dutos metálicos ferrosos que excedem 1 metro (3 pés) de comprimento, os
condutores devem ser conectados em cada extremo do duto usando um acessório para
aterramento ou um condutor # 6 AWG no mínimo.
Qualquer condutor de aterramento para telecomunicações deve ser identificado com etiqueta.
As etiquetas devem ser localizadas nos condutores, perto do ponto de terminação, por ser
prático, e em posição de fácil leitura. As etiquetas devem ser metálicas e devem incluir a
seguinte informação:
O Condutor de União para Telecomunicações, todo Sistema Backbone de aterramento para
Telecomunicações (TBB) e qualquer Equalizador de Terra (GE) devem ser verdes ou estar
marcados com uma identificação de cor verde.

Se este conector ou cabo estiver frouxo, ou deve ser removido, por favor, chame o
administrador de telecomunicações do edifício.

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5.4.3 BARRA PRINCIPAL DE ATERRAMENTO PARA TELECOMUNICAÇÕES / TMGB
A Barra Principal de Aterramento para Telecomunicações (TMGB) serve como uma extensão
dedicada à terminação do sistema de condutores de aterramento do edifício para servir a infra-
estrutura de telecomunicações. A TMGB serve também como ponto central de conexão para os
sistemas Backbone de Aterramento para Telecomunicações (TBB) e equipamentos instalados no
mesmo espaço de telecomunicações.
Normalmente, deve ter somente uma TMGB por edifício. O local ideal para TMGB é nas
instalações da entrada (EF).
Características de TMGB:
• Deve ser uma barra de cobre perfurada com orifícios que permitam utilizar conectores de
tamanhos padronizados;
• Deve ser dimensionada de acordo com os requisitos imediatos da aplicação e considerando
crescimento no futuro;
• Deve ter dimensões mínimas de 6 mm (0,25”) de espessura, 100 mm (4”) de largura e de
comprimento variável;
• Deve estar listado num laboratório de testes reconhecido.

É desejável que a barra de aterramento seja soldada eletricamente para que a resistência de
contato esteja reduzida. Se a barra não estiver soldada, deve ser limpa antes de instalar os
condutores e um anti-oxidante deve ser aplicado na área de contato para controlar a corrosão
e reduzir a resistência do contato.
As conexões do BC e o TBB na TMGB devem utilizar soldas exotérmicas, conectores de
compressão de olho duplo listados, ou um outro tipo de conector de compressão irreversível.
Os conectores de olho duplo são os preferidos. O aterramento de equipamentos de
telecomunicações e de canalizações deve utilizar o mesmo tipo de conectores mencionados no
parágrafo anterior.
Todos os encaminhamentos metálicos para cabos de telecomunicações localizados na mesma
sala que a TMGB devem ser conectados na TMGB.
A TMGB deve ser isolada de seu suporte. É recomendável uma separação mínima da parede de
50 mm (2”) para permitir o acesso à parte traseira da barra.

FIGURA 5.57 - TMGB

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5.4.4 SISTEMA BACKBONE DE ATERRAMENTO PARA TELECOMUNICAÇÕES / TBB
O sistema Backbone de Aterramento para Telecomunicações (TBB) é um condutor que
interconecta todas as barras de aterramento para telecomunicações (TGB’s), com a barra
principal de aterramento para telecomunicações (TMGB).
A função do TBB é de reduzir ou equalizar diferenças de potencial entre sistemas de
telecomunicações. Apesar do TBB conduzir alguma corrente de forma contínua, sob condições
de falha no aterramento, este condutor não está previsto para ser o único caminho de retorno
para terra.
O TBB se origina na TMGB, se estende ao longo do edifício usando os encaminhamentos do
sistema backbone de telecomunicações e se conecta a todas as TGB’s em todas as salas de
telecomunicações e todas as salas de equipamentos. O sistema interno de tubulações para água
do edifício não deve ser usado como um TBB. A blindagem metálica de um cabo não deve ser
usada como um TBB.
O TBB deve ser um condutor de cobre. O tamanho mínimo do condutor usado para o TBB deve
ser #6 AWG. O TBB deve ser dimensionado numa ordem de 2 Kcmil para cada pé linear de
comprimento do condutor até no máximo # 3/0 AWG. O TBB pode ser um condutor isolado.
Os condutores dos TBB’s devem ser instalados sem emendas. Nos casos onde as emendas são
necessárias, o número de emendas deve ser mínimo, devem ser acessíveis e localizadas em
espaços de telecomunicações. Segmentos emendados de TBB devem ser conectados usando
soldas exotérmicas, conectores de compressão irreversível ou equivalente.

A tabela seguinte ilustra as recomendações para o dimensionamento do


TBB. DIMENSIONAMENTO DO TBB
COMPRIMENTO DO TBB DIÂMETRO DO TBB
- metros (pés) - - AWG -
Menor de 4 (13) 6
4 – 6 (14 – 20) 4
6 – 8 (21 – 26) 3
8 – 10 (27 – 33) 2
10 – 13 (34 – 41) 1
13 – 16 (42 – 52) 1/0
16 – 20 (53 – 66) 2/0
Maior de 20 (66) 3/0

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5.4.5 BARRA DE ATERRAMENTO PARA TELECOMUNICAÇÕES / TGB
A barra de aterramento para telecomunicações (TGB) é o ponto de conexão para o aterramento
dos sistemas e equipamentos na área servida para a sala de telecomunicações, ou quarto de
equipamentos no qual está instalado.
Características da TGB:
• Deve ser uma barra de cobre perfurada com orifícios que permitem utilizar conectores de
tamanhos padronizados;
• Deve ter dimensões mínimas de 6 mm (0,25”) de espessura, 50 mm (2”) de largura e de
comprimento variável para atender os requisitos da aplicação, e considerando o
crescimento no futuro;
• Deve estar listado num laboratório de testes reconhecido.

FIGURA 5.58 - CONEXÕES NA TGB

FIGURA 5.59 - DIMENSÕES DA TGB

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5.4.6 EQUALIZADOR DE TERRA / GE

O equalizador de Terra / GE interconecta TBB’s que estão presentes num edifício de vários pisos,
os TBB’s devem estar conectados entre si com um GE (anteriormente conhecido como Condutor
de União para a Interconexão dos Sistemas Backbone e Aterramento para Telecomunicações)
no último piso, e no mínimo a cada três pisos em média.
O Equalizador de Terra / GE deve ser dimensionado da mesma forma que os TBB’s.

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FIGURA 5.60 - SISTEMA DE ATERRAMENTO

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