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Manual do Proprietário

Certificado de Garantia

NXR150 Bros KS•ES•ESD


ATENÇÃO!

Nível de Óleo
Verifique o nível de óleo do
motor diariamente, antes de
pilotar a motocicleta, e
adicione se necessário.
Consulte a página 6-6 Marca superior

para mais informações. Marca inferior

Revisões Periódicas
Efetue as revisões periódicas dentro dos prazos recomendados e SOMENTE nas Concessionárias Autorizadas Honda.
A garantia de sua motocicleta será cancelada se qualquer das revisões periódicas for realizada em oficinas independentes
ou multimarcas.
Verifique no final deste manual a listagem completa de Concessionárias Autorizadas Honda, ou ligue para 0800-7013432.
Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente
passa a fazer parte de uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabi-
lidade da Honda em produzir produtos da mais alta qualidade.

Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de
cuidados especiais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da
fábrica.

As concessionárias autorizadas Honda terão a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua
motocicleta. Elas estão preparadas para oferecer toda a assistência técnica necessária com pessoal
treinado pela fábrica, peças e equipamentos originais.

Leia atentamente este manual do proprietário. Ele contém informações básicas para que sua Honda seja
bem cuidada, desde a inspeção diária até a manutenção periódica, além de apresentar instruções sobre
funcionamento e pilotagem segura.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.


NXR150 Bros KS•ES NXR150 Bros ESD

Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações mais recentes
disponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão.
A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reserva o direito de alterar as características da motocicleta a qualquer tempo e
sem aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigações de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
ÍNDICE 1-1
INTRODUÇÃO 2-1 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1
Notas importantes ...................................... 2-1 Pilotagem com segurança ........................... 5-1
Assistência ao cliente .................................. 2-3 Transformação de categoria
Dados dos proprietários .............................. 2-4 para transporte de cargas ........................... 5-6
Segurança no off-road ................................ 5-8
LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1 Acessórios e carga ...................................... 5-9
Inspeção antes do uso ............................... 5-10
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1 Partida do motor ....................................... 5-11
Instrumentos e indicadores ......................... 4-1 Amaciamento ........................................... 5-14
Interruptor de ignição ................................. 4-1 Pilotagem ................................................. 5-14
Chaves ....................................................... 4-2 Frenagem ................................................ 5-16
Bloqueador da ignição ............................... 4-2 Estacionamento ........................................ 5-17
Interruptor do motor ................................... 4-3 Como prevenir furtos ................................ 5-18
Interruptor de partida ................................. 4-3 Vibrações ................................................. 5-18
Comutador do farol .................................... 4-3
Interruptor das sinaleiras ............................ 4-3 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Interruptor da buzina .................................. 4-3 Plano de manutenção preventiva ............... 6-1
Trava da coluna de direção ........................ 4-4 Cuidados na manutenção ........................... 6-4
Espelhos retrovisores .................................. 4-4 Jogo de ferramentas ................................... 6-4
Tampas laterais .......................................... 4-4 Filtro de ar ................................................. 6-5
Suporte do capacete ................................... 4-5 Respiro do motor ........................................ 6-5
Assento ....................................................... 4-5 Óleo do motor ........................................... 6-6
Porta-documentos ....................................... 4-6 Vela de ignição ........................................... 6-8
Registro de combustível .............................. 4-6 Folga das válvulas ...................................... 6-9
Tubo de drenagem do carburador .............. 4-7 Embreagem ................................................ 6-9
Tanque de combustível ............................... 4-7
1-2 ÍNDICE
Acelerador ............................................... 6-11 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1
Marcha lenta ............................................ 6-11 Economia de combustível ........................... 9-2
Corrente de transmissão ........................... 6-12 Nível de ruídos ........................................... 9-3
Guia da corrente de transmissão .............. 6-15 Programa de controle de poluição do ar .... 9-4
Cavalete lateral ....................................... 6-16 Controle de emissões ................................. 9-4
Suspensão ................................................ 6-16
Freios ....................................................... 6-17 ESPECIFICAÇÕES 10-1
Interruptor da luz do freio ........................ 6-22 Identificação da motocicleta ..................... 10-6
Pneus ........................................................ 6-23
Roda dianteira .......................................... 6-24 MANUAL DO CONDUTOR
Roda traseira ............................................ 6-27
Bateria ..................................................... 6-28
CONCESSIONÁRIAS AUTORIZADAS HONDA
Fusíveis .................................................... 6-30
Lâmpadas ................................................. 6-31
Farol ........................................................ 6-33

LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1


Cuidados com a motocicleta ...................... 7-1
Lavagem .................................................... 7-2
Conservação de motocicletas inativas ........ 7-5

TRANSPORTE 8-1
Reboque ..................................................... 8-2
INTRODUÇÃO 2-1
Notas importantes n Ao longo do manual você encon- Limpeza, conservação de mo-
trará informações importantes tocicletas inativas e oxidação
n As ilustrações apresentadas no colocadas em destaque, como
manual referem-se à NXR150 mostrado abaixo. Leia-as aten- ATENÇÃO
Bros ESD e destinam-se a faci- tamente.
n Os procedimentos descritos
litar a identificação dos com-
no capítulo 7 são fundamen-
ponentes. Elas podem diferir ! CUIDADO tais para manter a motocicle-
um pouco dos componentes de
Indica, além da possibilidade de ta em perfeitas condições de
sua motocicleta.
dano à motocicleta, risco ao pi- uso e aumentar sua vida útil.
n Este manual deve ser conside- loto e ao passageiro se as ins- Siga rigorosamente as instru-
rado parte permanente da mo- truções não forem seguidas. ções apresentadas.
tocicleta, devendo permanecer n Materiais de limpeza e cuida-
com a mesma em caso de re-
dos inadequados podem da-
venda.
ATENÇÃO nificar sua motocicleta.
n Esta motocicleta foi projetada pa- n Danos causados pela conser-
ra transportar piloto e passagei- Indica a possibilidade de dano
à motocicleta se as instruções vação inadequada da moto-
ro. Nunca exceda a capacidade cicleta não são cobertos pela
máxima de carga (pág. 5-9) não forem seguidas.
garantia.
e verifique sempre a pressão
recomendada para os pneus NOTA
(pág. 6-23). Fornece informações úteis.
n Esta motocicleta foi projetada
para ser pilotada em estradas
pavimentadas e off-road. Abreviações:
K S : Kickstarter (Pedal de Partida)
E S : Electric Starter
(Partida Elétrica)
E S D : Electric Starter, Disk (Partida
Elétrica, Freio a Disco)
2-2 INTRODUÇÃO
Garantia n descoloração, manchas e alte- Aquecimento do motor
A garantia Honda é concedida ração nas superfícies pintadas Como a motocicleta é arrefecida
pelo período de 1 ano sem limite ou cromadas (exemplo: esca- a ar, é necessária a troca de calor
de quilometragem a partir da pamento); com o ambiente. Por isso, evite
data de compra, dentro das se- n corrosão do produto. andar em velocidades baixas por
guintes condições: Veja o verso do Certificado de longos períodos ou deixar a mo-
1. Todas as revisões periódicas Garantia para mais informações. tocicleta ligada, quando parada,
devem ser executadas somen- para evitar o superaquecimento
te nas concessionárias autori- Revisões gratuitas do motor.
zadas Honda. As revisões gratuitas (1.000 km e
2. Não devem ser instalados Gasolina adulterada
4.000 km) serão efetuadas pela
acessórios não originais. quilometragem percorrida com O uso de gasolina de baixa qua-
3. Não são permitidas alterações tolerância de 10% (até 1.100 km lidade ou adulterada pode:
não previstas ou não autori- e até 4.400 km) ou pelo período n diminuir o desempenho da mo-
zadas pelo fabricante nas após a data de compra da moto- tocicleta;
características da motocicleta. cicleta (6 meses ou 12 meses, o n aumentar o consumo de com-

Itens não cobertos pela garan- que ocorrer primeiro). bustível e óleo;
tia Honda: n comprometer a vida útil do mo-

n peças de desgaste natural, como


Nível de óleo do motor tor e causar o seu travamento
vela de ignição, pneus, câma- Sempre verifique o nível de óleo em casos extremos.
ras de ar, lâmpadas, bateria, do motor, antes de pilotar a moto-
cicleta, e adicione se necessário. Defeitos decorrentes do uso de
corrente de transmissão, pinhão, combustível inadequado não
coroa, lonas e pastilhas de freio, Consulte a página 6-6 para mais serão cobertos pela garantia.
sistema de embreagem e cabos informações.
em geral;
INTRODUÇÃO 2-3
Assistência ao cliente
A Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desem-
penho, mas também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de
concessionárias autorizadas. Consulte sempre uma de nossas concessionárias autorizadas toda vez que
tiver dúvidas ou houver necessidade de efetuar algum reparo.
Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária.
Anote o nome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.
Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao
Cliente Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.

NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações:
n nome, endereço e telefone do proprietário;
n número do chassi;
n ano e modelo da motocicleta;
n data de aquisição e quilometragem da motocicleta;
n concessionária na qual efetuou o serviço.

SAC
Serviço de Atendimento ao Cliente
08000 55 22 21
Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira das 08h30 às 18h (dias úteis)
2-4 INTRODUÇÃO
Dados dos proprietários
o o o
Preencha os quadros abaixo com os dados dos 1 , 2 e 3 proprietários.

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:
LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1
1. Espelho retrovisor 9. Interruptor do motor
2. Alavanca da embreagem 10. Reservatório de fluido do freio dianteiro
3. Interruptor das sinaleiras (NXR150 Bros ESD)
11. Alavanca do freio dianteiro
4. Interruptor da buzina
12. Manopla do acelerador
5. Comutador do farol
13. Interruptor de partida
6. Velocímetro (NXR150 Bros ES•ESD)
7. Indicadores 14. Tampa do tanque de combustível
8. Interruptor de ignição

6 7
1 1
10
8
2 9 11
5
3
12
4 13

14
3-2 LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES
1. Filtro de ar
7
2. Pedal de apoio do passageiro
3. Tampa/vareta medidora do nível de óleo
4. Pedal de apoio do piloto 1
5. Pedal do freio traseiro
6. Vela de ignição
7. Pedal de partida (NXR150 Bros KS)

3
9
4 5
10 11
8
8. Registro de combustível
9. Alavanca do afogador
10. Suporte do capacete
12 11. Porta-documentos
12. Jogo de ferramentas
13. Caixa de fusíveis/fusível principal
14. Bateria
15. Cavalete lateral
17 16. Bujão de drenagem do óleo do motor
15 14 17. Pedal de câmbio
16 13
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1
5. Indicador do ponto morto (ver- OFF ON
de): acende-se quando a trans- (desligado) (ligado)
1
1 2 3 4 5 missão está em ponto morto.
6. Hodômetro parcial: registra a
quilometragem percorrida por
percurso.
7. Botão de retrocesso: zera o
hodômetro parcial ao ser gi-
6 rado na direção mostrada.
7
LOCK (trava)

Instrumentos e indicadores Interruptor de ignição (1)


Localizam-se acima do farol. Possui três posições e encontra-se
1. Velocímetro: indica a veloci- abaixo do painel de instrumentos.
dade da motocicleta em km/h. LOCK (trava): Travamento do
2. Hodômetro: registra o total de guidão. O motor e as luzes não
quilômetros percorridos pela podem ser acionados. A chave
motocicleta. pode ser removida.
3. Indicador das sinaleiras (ver- OFF (desligado): O motor e as
de): pisca quando a sinaleira luzes não podem ser acionados.
é ligada. A chave pode ser removida.
4. Indicador do farol alto (azul):
acende-se quando a luz alta é ON (ligado): O motor e as luzes
acionada. podem ser acionados. A chave não
pode ser removida.
4-2 COMANDOS E EQUIPAMENTOS

1 3
1

Chaves Bloqueador da ignição Para ativá-lo, remova a chave de


ignição e encaixe a chave do
O número de série (1), gravado Localizado ao lado do interruptor bloqueador (2) no bloqueador.
nas duas chaves que acompanham de ignição, o bloqueador da igni- Gire a chave do bloqueador no
a motocicleta, é necessário para ção (1) ajuda a prevenir furtos. sentido anti-horário ou mova o
a obtenção de cópias. Anote-o no botão (3) para a posição SHUT.
espaço abaixo para sua referên-
cia. Para desativá-lo, encaixe a cha-
ve no bloqueador e gire-a no
Se necessitar de cópias da chave, sentido horário.
procure uma concessionária auto-
rizada Honda.
ATENÇÃO
o
N de série da chave Por conter um segredo magnéti-
co, todo o conjunto do bloquea-
dor deverá ser substituído em
caso de perda da chave.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-3

1 Interruptor de partida (2) 1


(NXR150 Bros ES•ESD)
Localiza-se abaixo do interruptor
do motor e aciona o motor de
partida ao ser pressionado.
Consulte a página 5-11 para os
procedimentos de partida do
motor.
3
2 ATENÇÃO 2
Acionar o interruptor de parti-
Interruptor do motor (1) da com o interruptor do motor Comutador do farol (1)
na posição pode descarregar
Posicionado próximo à manopla a bateria ou causar danos elé- Posicione em para obter luz alta
do acelerador, deve ser colocado tricos. ou em para obter luz baixa.
na posição para ligar o motor.
A posição impede que o motor Interruptor das sinaleiras
seja acionado. (2)
Considerado um item de segu- Posicione em para sinalizar
rança, deve normalmente per- conversões à esquerda e em
manecer na posição . para sinalizar conversões à direi-
ta. Pressione para desligar.
Interruptor da buzina (3)
Pressione para acionar a buzina.
4-4 COMANDOS E EQUIPAMENTOS
Para travar
A 1
3

B Par
lo ale
C ale lo
Par

Correto 2
Para destravar 1

Trava da coluna de direção Espelhos retrovisores Tampas laterais


Localiza-se no interruptor de igni- Para regular, sente-se na motoci- Para remover, retire o parafuso
ção. cleta num local plano. Vire o es- (1) e solte os ganchos (2) das
Para travar, gire o guidão total- pelho até obter o melhor ângulo borrachas (3).
mente à esquerda ou direita. Pres- de visão, de acordo com sua al- Para instalar, siga o procedimen-
sione (A) e gire a chave de tura, peso e posição de pilota- to inverso da remoção.
ignição (1) para a posição LOCK gem.
(B). Remova a chave. Consulte o Manual do Condutor
Para destravar, gire a chave para para mais detalhes.
a posição OFF (C). NOTA
Nunca force o espelho retrovisor
! CUIDADO contra a haste de suporte durante
Para evitar perda de controle da a regulagem. Se necessário, solte
motocicleta, não gire a chave a porca de fixação e movimente a
para a posição LOCK durante a haste para facilitar o ajuste.
pilotagem.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-5

3 3 1
! CUIDADO 4
Não pilote a motocicleta com 2
o capacete no suporte. Use-o
2 4
somente durante o estaciona-
1 mento. Do contrário, o capa- 1
cete poderá entrar em contato 5
com a roda traseira, causando
2
perda de controle.

Suporte do capacete (1) Assento


Localiza-se no lado esquerdo da Remoção
motocicleta, abaixo do assento. 1. Remova as tampas laterais
Para destravar, insira a chave de (pág. 4-4).
ignição (2) no suporte e gire-a 2. Remova os parafusos (1) e
no sentido anti-horário. Coloque espaçadores (2).
o capacete no suporte e pressio- 3. Deslize o assento (3) para trás
ne o pino (3) para travar. Remo- para removê-lo.
va a chave de ignição.
4-6 COMANDOS E EQUIPAMENTOS
Instalação
1. Alinhe os rebaixos (4) na face 1
inferior do assento com as lin- ON OFF RES
güetas (5) do chassi. (aberto) (fechado) (reserva)
2. Deslize o assento na posição
para instalá-lo.
3. Instale os espaçadores e para-
fusos, e aperte-os firmemen-
te.
4. Reinstale as tampas laterais. 2 1

ATENÇÃO Porta-documentos Registro de combustível (1)


Certifique-se de que o assento A bolsa de documentos (1) en- Localiza-se no lado esquerdo da
esteja travado firmemente na contra-se no porta-documentos motocicleta, abaixo do tanque, e
posição após a instalação. (2), sob o assento. Ela deve ser possui três estágios.
usada para guardar o manual do
ON (aberto): o combustível flui
proprietário e outros documen-
normalmente do suprimento prin-
tos.
cipal para o carburador.
NOTA OFF (fechado): o combustível
Ao lavar a motocicleta, tenha cui- não passa do tanque para o car-
dado para não molhar o porta- burador. Mantenha o registro nes-
documentos. ta posição quando a motocicleta
não estiver em uso.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-7
RES (reserva): o combustível flui Tubo de drenagem do Tanque de combustível
da reserva para o carburador. Use
a reserva somente após o supri-
carburador Combustível recomendado:
mento principal acabar. Reabas- Protege o motor de eventuais ex- Gasolina comum (sem aditivo)
teça o mais rápido possível. cessos de combustível. Não há registro de danos causa-
Reserva de combustível: Ao estacionar, feche o registro de dos pela utilização de gasolina
combustível (OFF) para evitar aditivada de procedência con-
aproximadamente 3,5 litros vazamento. Um pequeno gote- fiável. No entanto, é importante
jamento de combustível pela saí- observar que sua motocicleta foi
! CUIDADO da do tubo é normal. desenvolvida para uso com gaso-
n Aprenda a acionar o registro lina sem aditivação, desde que
de modo que possa operá-lo ATENÇÃO de boa qualidade.
durante a pilotagem para evi- Nunca obstrua o tubo de dre- O uso de gasolina de baixa quali-
tar parar, em meio ao trânsi- nagem para evitar danos ao dade pode comprometer o funcio-
to, por falta de combustível. motor. namento e durabilidade do mo-
n Cuidado para não tocar em tor.
nenhuma parte quente do A gasolina deteriorada (envelhe-
motor ao acionar o registro. cida) é prejudicial ao sistema de
alimentação e demais compo-
nentes relacionados ao motor; o
NOTA
uso ou a presença de gasolina
Não pilote com o registro na po- deteriorada no tanque, pode pro-
sição RES após ter reabastecido. vocar perda de desempenho e
Você poderá ficar sem combustí- danos ao motor.
vel e sem nenhuma reserva.
4-8 COMANDOS E EQUIPAMENTOS

1 ! CUIDADO ! CUIDADO
3
n Não abasteça em excesso n A gasolina é inflamável e ex-
para evitar vazamento pelo plosiva sob certas condições.
respiro da tampa. Não deve Abasteça sempre em locais
4 haver combustível no gargalo ventilados e com o motor desli-
do tanque (4). Se o nível de gado. Não permita a presença
combustível ultrapassar a bor- de cigarros, chamas ou faíscas
da inferior do gargalo, retire na área de abastecimento.
2 o excesso imediatamente. n A gasolina é um solvente forte
n Após abastecer, verifique se e pode causar danos se per-
a tampa do tanque está bem manecer em contato com as
Para abrir a tampa (1), abra a fechada. superfícies pintadas. Caso der-
capa da fechadura (2), insira a rame gasolina sobre a superfí-
chave de ignição (3) e gire-a no NOTA cie externa do tanque ou de
sentido horário. A tampa será É normal uma leve “batida de pino” outras peças pintadas, limpe o
levantada. ao operar sob carga elevada. local atingido imediatamente.
n Tome cuidado para não derra-
Para fechar, encaixe e pressione
mar combustível. O combustí-
a tampa até travá-la. Remova a
chave e feche a capa da fecha-
ATENÇÃO vel derramado ou seu vapor
Se ocorrer “batida de pino” ou podem se incendiar. Em caso
dura.
detonação com o motor em ve- de derramamento, certifique-
Capacidade do tanque: locidade constante e carga nor- se de que a área atingida este-
12,0 litros mal, use gasolina de outra mar- ja seca antes de ligar o motor.
(incluindo a reserva) ca. Se o problema persistir, pro- n Evite o contato prolongado ou re-

cure uma concessionária auto- petido com a pele, ou a inalação


rizada Honda. Caso contrário, dos vapores de combustível.
o motor poderá sofrer danos que n Mantenha o combustível afas-
não são cobertos pela garantia. tado de crianças.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1
Pilotagem com segurança Regras gerais de segurança Equipamentos de proteção

! CUIDADO ! CUIDADO ! CUIDADO


P Pilotar uma motocicleta requer
P Para evitar danos e acidentes, P Para reduzir as chances de
certos cuidados para garantir sempre inspecione a motocicle- fe rimentos fatais, a resolu-
sua segurança. Leia atenta- ta (págs. 5-11 e 5-12) antes de ção CONTRAN n o 203, de
mente todas as informações a acionar o motor. 29/09/2006, estabelece a
seguir e também o Manual do P Pilote somente se for habilitado. obrigatoriedade do uso do ca-
Condutor, antes de pilotar. Não empreste sua motocicleta pacete pelo piloto e passageiro.
a pilotos inexperientes. O não cumprimento desta
P Este manual menciona legis- implicará nas sanções previstas
P Obedeça as leis de trânsito e res-
lações relacionadas ao uso de pelo Código de Trânsito Brasi-
motocicletas. Além do manual peite os limites de velocidade.
P Nunca deixe a motocicleta so-
leiro.
que acompanha esta moto-
P Use somente capacetes com o
cicleta, leia também o texto zinha com o motor ligado.
integral destas legislações para P Pilote em baixa velocidade e
selo do INMETRO. Ele garante
o correto atendimento dos re- respeite as condições do tempo que o capacete atende aos re-
quisitos. e das estradas. quisitos de segurança previstos
pela legislação brasileira. A
P Faça a manutenção corretamen-
viseira do capacete deve ser
te e nunca pilote com pneus transparente (não deve apre-
gastos. sentar película) e deve estar
totalmente abaixada durante
a pilotagem.
P O uso de óculos de proteção é
obrigatório por lei com capace-
tes que não possuem viseiras.
5-2 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
P Use botas ou calçados fechados
e resistentes. Use também luvas
Capacete com viseira e roupas de cor clara e visível,
e adesivo refletivo de tecido resistente ou couro. O
passageiro necessita da mesma
proteção.
P Não use roupas soltas que pos-
+ sam se enganchar nas peças
móveis.
Capacete sem viseira
com óculos de proteção 1

P Escolha um capacete de cor clara P Esta motocicleta atende à re-


e visível com adesivos refletivos solução CONTRAN no 228, de
de segurança na frente, nas la- 02/03/2007 e utiliza sistema
terais e na traseira do casco. Ao de exaustão de parede dupla
utilizar a motocicleta para trans- com protetores de escapamento
porte remunerado de cargas, conforme ilustração (1). Use
devem ser utilizados os refletivos roupas que protejam as pernas
obrigatórios para capacete, co- e os braços. Não toque no motor
lete do piloto e baú, conforme a e escapamento mesmo após
resolução CONTRAN no 219 de desligar o motor.
11/01/2007. P Mantenha sua motocicleta sem-
P O capacete deve ajustar-se bem pre equipada com as peças
à sua cabeça. Prenda-o firme- originais do modelo.
mente ao colocá-lo.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-3
45°
Visão pelo
100 km espelho retrovisor

Visão sobre
os ombros

Ponto cego
Ponto cego

200°
parado

Visão P Use os espelhos retrovisores e Apareça


A visão é responsável por 90% das olhe sobre os ombros para co- Na maioria dos acidentes, os mo-
informações necessárias para sua brir as áreas fora do seu campo toristas alegam não ter visto a
segurança. visual antes de sair, mudar de motocicleta. Para evitar que isso
P Antes de sair, regule os espelhos
faixa ou fazer conversões. aconteça:
retrovisores (pág. 4-4). P sinalize antes de fazer conversões
P Não fixe o olhar num único pon- ou mudar de pista. O tamanho e
to; movimente os olhos constan- a maneabilidade da motocicleta
temente. A velocidade também podem surpreender outros mo-
diminui o seu campo de visão. toristas;
P não se coloque no ponto cego
de outros veículos.
5-4 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Postura
P Mantenha as duas mãos no

cinqüenta e um, guidão e os pés nos pedais de


cinqüenta e dois
apoio ao pilotar. O passageiro
deve se segurar com as duas
2 segundos mãos no piloto e manter os pés
nos pedais de apoio.
P Para reduzir a fadiga e melhorar
Distância de seguimento
São necessários dois segundos para identificar o perigo e acionar o freio. o desempenho, mantenha sem-
Por isso, mantenha sempre uma distância segura de outros veículos. pre uma postura adequada:
Quando a traseira do veículo à sua frente passar por um ponto fixo, Cabeça: em posição vertical,
comece a contar “cinqüenta e um, cinqüenta e dois”. Se ao terminar olhando para a frente.
de contar, a roda dianteira da motocicleta passar pelo mesmo ponto, Braços e ombros: relaxados e
você estará a uma distância segura. Em dias de chuva, dobre essa com cotovelos apontados para
distância. baixo.
Mãos: punhos abaixados em
relação às mãos, segurando o
centro da manopla.
Quadril: junto ao tanque, em
posição que permita virar o gui-
dão sem esforço dos ombros.
Joelhos: pressionando levemen-
Cruzamentos te o tanque de combustível.
P A maioria dos acidentes ocorre em cruzamentos. As situações acima Pés: paralelos ao chão, com o sal-
são as mais comuns. Tome muito cuidado, especialmente nas conver- to do sapato encaixado no pedal
sões à esquerda em ruas de mão dupla (fig. 4). Sempre que possível, de apoio; pontas dos pés sobre
faça um retorno para maior segurança. os pedais do freio e do câmbio.
P Fique atento aos outros motoristas nos cruzamentos e também em Nas curvas, incline o corpo junto
vias expressas, rodovias, entradas e saídas de estacionamentos. com a motocicleta.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-5
Pilotagem sob más condições Modificações
de tempo
! CUIDADO
! CUIDADO A modificação ou remoção de
Pilotar sob más condições de peças originais da motocicle-
tempo, como na chuva ou nebli- ta pode reduzir a segurança
na, requer técnicas de pilotagem e infringir as leis de trânsito.
diferentes devido à redução Obedeça as normas que regula-
da visibilidade e aderência dos mentam o uso de equipamentos
pneus. e acessórios.

Quanto maior a velocidade e me- Alagamentos Opcionais


nor o raio da curva, maior deve ser Evite a entrada de água pelo filtro Procure uma concessionária au-
a inclinação. Incline mais a moto- de ar. Isso pode causar o efeito de torizada Honda para informações
cicleta que o corpo em manobras calço hidráulico e conseqüentes sobre os opcionais disponíveis
rápidas e curvas fechadas. danos ao motor. para sua motocicleta.
Se a água entrar no motor, conta-
minando o óleo, desligue o motor
imediatamente e procure uma
concessionária autorizada Honda
para efetuar a troca do óleo.
5-6 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Transformação de categoria Instalação e dimensões máxi- Dimensões máximas permitidas
para transporte de cargas mas dos dispositivos de trans- para os dispositivos de carga
porte de carga (instalados na
Para a utilização desta motocicleta motocicleta) Baú:
com o propósito de transporte Largura: 60 cm
Para transporte exclusivo de carga:
remunerado de cargas, devem Comprimento: Não exceder a extremidade
A extremidade dianteira do
ser atendidos integralmente os Comprimento dispositivo não deve interferir na traseira da motocicleta.
posição normal de pilotagem.
requisitos da Resolução CONTRAN Altura: 70 cm, a partir do assento
no 219, de 11/01/2007. Entre os CARGA Grelha:
Altura
principais requisitos, destacam-se: Largura: 60 cm
P alterar o registro do veículo para Comprimento: Não exceder a extremidade
a categoria “aluguel” junto ao traseira da motocicleta.
DETRAN; Altura: 40 cm, a partir do assento
P instalar placa de identificação na (carga transportada)
cor vermelha;
Extremidade traseira da motocicleta
P atender às dimensões máximas NOTA
de altura, largura e comprimento Para transporte de carga e No caso do dispositivo tipo aberto
para os dispositivos de trans- passageiro: (grelha), as dimensões da carga
porte de carga (bagageiro tipo A extremidade dianteira do
a ser transportada não podem
grelha ou baú); dispositivo não deve interferir na
posição normal do passageiro.
exceder a largura e o comprimento
P não exceder a carga máxima Comprimento da grelha.
recomendada para o veículo;
CARGA

P instalar os dispositivos de trans- Altura

porte de carga somente nos


pontos de fixação recomendados
pelo fabricante do veículo;
P utilizar os refletivos luminosos
especificados na legislação nos
capacetes, coletes e baú. Extremidade traseira da motocicleta
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-7
Capacidade máxima de carga NOTA Assegure-se de que o dispositivo
(peso do dispositivo para transporte P A responsabilidade por proble- de transporte de carga esteja
de carga instalado somado ao peso mas em acessórios não originais firmemente fixado e que o torque
da carga transportada) de fábrica ou na motocicleta, em de fixação dos parafusos e porcas
P com dispositivo para transporte decorrência da utilização destes, estejam dentro da faixa especifica-
exclusivo de carga: 20 kg caberá exclusivamente ao insta- da, para sua segurança.
(baú ou grelha que se sobrepõe à lador/fornecedor do acessório. Torque:
área de assento do passageiro). Parafusos traseiros, 6 mm:
P com dispositivo para transporte 12 N.m (1,2 kgf.m)
Pontos de fixação dos dispositi-
de carga e passageiro: 7 kg vos de transporte de carga Parafusos traseiros, 8 mm:
(baú ou grelha que não obstrui o 26 N.m (2,7 kgf.m)
assento e permite transporte de P 6 pontos de fixação das alças
Porcas dianteiras, 8 mm:
carga simultâneo ao transporte traseiras no chassi 26 N.m (2,7 kgf.m)
de passageiro).
Pontos de fixação
Em qualquer montagem, certifi-
NOTA das alças traseiras que-se de que as roscas dos pa-
P Para assegurar o perfeito atendi- rafusos utilizados nos pontos de fi-
mento dos requisitos legais, leia Ponto de
xação das alças traseiras penetrem
com atenção todo o conteúdo fixação por completo conforme ilustração
da Resolução CONTRAN no 219,
da alça
esquerda
abaixo e substitua os parafusos se
necessário para garantir a perfeita
de 11/01/2007, disponível no
fixação entre as partes.
site www.denatran.gov.br.
P A Moto Honda da Amazônia Ltda. Ponto de fixação
não se responsabiliza pela insta- da alça direita

lação de acessórios não originais Dispositivo


de transporte
de fábrica ou por danos causa- de carga
dos à motocicleta pela utilização
destes, mesmo que fixados nos Roscas Chassi
pontos recomendados.
5-8 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Segurança no off-road • Calças de náilon com protetor Afrouxe-os de forma que seja
nos joelhos ou jeans reforça- necessária apenas uma pe-
Para garantir a segurança no
dos aumentam a proteção. quena força para girarem. Em
off-road, siga as recomendações
Escolha o tamanho certo condições mais severas de uso,
abaixo.
para perfeita liberdade de remova os espelhos retrovisores
1. Equipamentos de proteção movimento. e as sinaleiras.
Essenciais para sua segurança. • Botas – devem ser de couro
3. Peças sobressalentes
Habitue-se a usá-los sempre. reforçado com solado grosso
e com sulcos, de preferência Indispensáveis para quem pra-
• Capacete – equipamento in-
com biqueira de aço. Devem tica o off-road. Leve, sempre
dispensável.
ainda ser flexíveis e perfeita- que possível, alavancas de
• Óculos – quanto maior a embreagem e freio, além de
visibilidade, melhor. Escolha mente ajustáveis aos pés.
parafusos e porcas. Quanto a
óculos que não quebrem ou • Bolsa de cintura – importante
outras peças, vale a experiência
estilhacem. para carregar peças sobres-
do piloto, sempre seguindo o
• Camisas de mangas com- salentes e peças removidas
bom senso.
pridas com enchimento nos da motocicleta.
cotovelos e ombros protegem NOTA
2. Preparação da motocicleta
contra possíveis escoriações Leve todas as ferramentas da
nos braços. Para a prática do off-road, é motocicleta e um kit de primeiros
fundamental que a motocicleta socorros.
• Luvas – as acolchoadas no
esteja em perfeitas condições
dorso são mais indicadas.
mecânicas.
Devem se ajustar perfeita- 4. Pilotagem off-road
mente às mãos. Os suportes da alavanca do
freio dianteiro, da alavanca da NOTA
• Faixa abdominal – protege
embreagem e das sinaleiras As normas de trânsito proíbem o
os órgãos internos contra
dianteiras devem ser afrou- uso de motocicletas em vias públi-
solavancos.
xados para girar em caso de cas sem os espelhos retrovisores,
queda, evitando a quebra. sinaleiras, farol, lanterna traseira,
buzina e placa de licença.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-9
Acessórios e carga P Certifique-se de que o acessório Capacidade de carga e
não: distribuição de peso
– afete o farol, lanterna traseira,
! CUIDADO sinaleiras, placa de licença, Piloto + passageiro = máximo 159 kg

Cuidado ao pilotar com aces- distância mínima do solo (no


sórios ou carga. Eles podem caso de protetores), ângulo
prejudicar a estabilidade e o de inclinação da motocicleta,
desempenho da motocicleta. curso da direção e das suspen-
Para evitar acidentes, sobrecarga sões dianteira e traseira, visibi-
e danos, siga as diretrizes apre- lidade do piloto, acionamento
sentadas a seguir. dos controles, estrutura da
motocicleta (chassi), torque de
Recomendação de acessórios porcas, parafusos e fixadores,
sistema de arrefecimento;
P Use somente acessórios originais
– afaste as mãos e os pés dos
Honda. Distribua a soma dos pesos unifor-
controles;
P Verifique freqüentemente a ins- memente entre A (assento diantei-
– seja muito grande ou inade- ro), B (pedal de apoio dianteiro),
talação dos acessórios.
quado para a motocicleta; C (assento traseiro) e D (pedal de
P Não instale sidecars ou reboques
– restrinja o fluxo de ar para o apoio traseiro).
na motocicleta.
motor;
P Não instale alarmes. A garantia
– exceda a capacidade do sis-
será cancelada se for constatado
tema elétrico da motocicleta.
! CUIDADO
o uso de algum tipo de alarme. Trafegar acima da capacidade
máxima de carga pode alterar
as características de conforto,
dirigibilidade e estabilidade da
motocicleta, afetando a segu-
rança.
5-10 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Recomendação de carga
ATENÇÃO Inspeção antes do uso
P Não exceda a capacidade de
carga da motocicleta. P Procure uma concessionária au-
torizada Honda se tiver dúvida ! CUIDADO
P Mantenha o peso da bagagem
perto do centro da motocicleta. sobre como calcular o peso da Se a inspeção antes do uso não
Distribua o peso uniformemente carga que pode ser transpor- for efetuada, podem ocorrer sérios
dos dois lados da motocicleta. tada sem causar sobrecarga e danos à motocicleta ou acidentes.
Quanto mais afastado o peso danos estruturais.
P Danos causados pelo excesso Sempre inspecione a motocicleta
estiver do centro do veículo, mais
de carga não são cobertos pela antes de pilotar. Isso requer apenas
a dirigibilidade será afetada.
garantia. alguns minutos. Se algum ajuste
P Ajuste a pressão dos pneus (pág.
P Para uso comercial: o aperto de
ou manutenção for necessário,
6-23) de acordo com a carga. consulte a seção apropriada neste
P Verifique freqüentemente se a
porcas, parafusos e elementos
de fixação deve ser executado manual.
bagagem está bem fixada.
com mais freqüência do que o 1. Motor – verifique o nível do óleo
P Não prenda objetos grandes ou
indicado no Plano de Manuten- e complete, se necessário (pág.
pesados no guidão, garfos ou ção Preventiva. 6-6). Verifique se há vazamen-
pára-lama. tos. Acione o motor e verifique
se há ruídos estranhos.
2. Combustível – abasteça o tan-
que, se necessário (pág. 4-7).
Verifique se há vazamentos.
3. Pneus – verifique a pressão e
o desgaste dos pneus (pág.
6-23).
4. Corrente de transmissão – ve-
rifique as condições e a folga.
Ajuste e lubrifique, se necessá-
rio (pág. 6-12).
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-11
5. Guia da corrente de trans- 11. Interruptores – verifique o fun- Partida do motor
missão – verifique o desgaste cionamento dos interruptores,
(pág. 6-15). especialmente do interruptor ! CUIDADO
6. Freios – verifique o funcio- do motor (pág. 4-3).
namento e ajuste a folga, se 12. Fixações: verifique o aperto Nunca ligue o motor em áreas
necessário. Verifique o des- das porcas do suporte do eixo fechadas ou sem ventilação. Os
gaste das sapatas (pág. 6-17 dianteiro. Verifique também o gases do escapamento contêm
a 6-22). aperto de todos os parafusos, monóxido de carbono, que é
porcas e fixadores. venenoso.
NXR150 Bros ESD: verifique o
desgaste das pastilhas diantei- Corrija qualquer anormalidade
ras e se há vazamentos (pág. NOTA
antes de pilotar. Dirija-se a uma
6-19). concessionária autorizada Honda
P Não abra o acelerador repetida-
7. Embreagem – verifique o se não for possível solucionar mente, pois isso pode afogar o
funcionamento e a folga da algum problema. motor.
alavanca. Ajuste, se necessário P Não é possível dar a partida
(pág. 6-9). com a transmissão engrenada,
8. Acelerador – verifique o fun- a menos que a embreagem
cio na mento, a posição dos seja acionada. Coloque sempre
cabos e a folga da manopla a transmissão em ponto morto
em todas as posições do gui- antes da partida.
dão (pág. 6-11).
9. Sistema elétrico – verifique
se todas as luzes e a buzina ATENÇÃO
funcionam corretamente. P O uso contínuo do afogador
10. Vela de ignição e cabo – verifi- causará lubrificação deficiente
que quanto a afrouxamento. do pistão e do cilindro, dani-
ficando o motor.
5-12 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Operações preliminares
ATENÇÃO
Insira a chave no interruptor de ig-
P Abrir e fechar continuamente o nição e gire-a para a posição ON.
acelerador ou manter o motor Coloque a transmissão em ponto 1
em marcha lenta por mais de morto (indicador verde aceso), o
5 minutos, com a temperatura interruptor do motor na posição
ambiente normal, pode causar e o registro de combustível em
a descoloração do tubo de es- ON. A
capamento.
B
P Para evitar a descarga da ba- C
teria, evite manter o motor
ATENÇÃO
em marcha lenta por períodos Acionar o interruptor de partida
prolongados. com o interruptor do motor na
posição pode descarregar a Motor frio
bateria ou causar danos elétri- 1. Puxe a alavanca do afogador
cos. (1) para a posição A (aciona-
da).
(NXR150 Bros KS)
2. Pressione levemente o pedal de
partida até sentir uma resistên-
cia e então deixe-o voltar para a
posição inicial. Abra um pouco
o acelerador e acione o pedal
com um movimento rápido e
contínuo, desde o início de seu
curso.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-13
3. Logo após a partida, coloque (NXR150 Bros ES•ESD)
ATENÇÃO a alavanca do afogador na Ligue o interruptor de ignição (ON)
P Não deixe o pedal voltar muito posição B (intermediária). e mova a alavanca do afogador
rápido nem o acione com mui- 4. Aqueça o motor abrindo e para a posição C (desacionada).
ta força. fechando lentamente o acele- Abra completamente o acelerador
P Não acione o pedal com o rador. e pressione o interruptor de partida
motor em funcionamento. 5. Continue aquecendo o motor por 5 segundos. Se o motor ligar,
P Depois do retorno, recolha até a marcha lenta se estabilizar feche rapidamente o acelerador.
totalmente o pedal. e responder aos comandos do Abra-o um pouco se a marcha
acelerador com a alavanca do lenta estiver instável. Se o motor
afogador na posição C (desa- não ligar, espere 10 segundos e
(NXR150 Bros ES•ESD) siga novamente os procedimentos
cionada).
2. Abra um pouco o acelerador acima.
e pressione o interruptor de Motor quente
partida. (NXR150 Bros KS)
Não use o afogador. Dê a partida
no motor seguindo a etapa 2 de Desligue o interruptor de ignição
NOTA Motor frio. e mova a alavanca do afogador
Não pressione o interruptor por para a posição C (desacionada).
mais de 5 segundos. Solte-o e Motor afogado Abra completamente o acelera-
espere cerca de 10 segundos antes Se o motor não ligar após várias dor e acione o pedal de partida
de pressioná-lo novamente. tentativas, poderá estar afogado várias vezes. Em seguida, ligue
com excesso de combustível. Para o interruptor de ignição, abra um
desafogar o motor, siga os proce- pouco o acelerador e acione o pe-
dimentos abaixo. dal de partida para ligar o motor.
5-14 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Amaciamento ATENÇÃO Pilotagem
Os cuidados com o amaciamento, Se o motor for operado em rota-
durante os primeiros 1.000 km de ções muito altas, será seriamente ! CUIDADO
uso, prolongarão consideravel- danificado. P Antes de pilotar, leia com aten-
mente a vida útil da motocicleta,
ção as informações de seguran-
além de aumentar seu desempe-
b) Acione os freios de modo suave ça nas páginas 5-1 a 5-8.
nho. As recomendações abaixo
para aumentar a durabilidade P Recolha totalmente o cavalete
aplicam-se a toda vida útil do
e garantir sua eficiência futura. lateral antes de colocar a mo-
motor e não apenas ao período
Evite frenagens bruscas. tocicleta em movimento, para
de amaciamento.
evitar que interfira nas curvas
a) Não force o motor: à esquerda.
P evite acelerações bruscas;
P não ultrapasse as velocidades 1. Aqueça o motor. Não o deixe em
máximas para cada marcha; marcha lenta por muito tempo,
P use as marchas adequadas; pois a bateria não é carregada.
P não opere o motor em rota- 2. Com o motor em marcha lenta,
ções muito altas ou baixas, acione a alavanca da embre-
nem com aceleração total em agem e engate a 1a marcha,
pressionando o pedal de câm-
bio para baixo.
P não pilote por longos períodos
em velocidade constante. 3. Solte lentamente a alavanca
da embreagem e, ao mesmo
tempo, aumente a rotação do
motor, acelerando gradualmen-
te. A coordenação dessas duas
operações irá assegurar uma
saída suave.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-15
4. Quando atingir uma velocidade Velocidades máximas recomenda-
moderada, diminua a rotação das para a troca de marchas ATENÇÃO
do motor, acione a alavanca P Para evitar danos ao motor e
da embreagem e passe para a 1a ↔ 2a 35 km/h à transmissão, não mude de
2a marcha, levantando o pedal marcha sem acionar a embrea-
2a ↔ 3a 51 km/h gem e em velocidades acima
de câmbio.
5. Repita a seqüência da etapa 3a ↔ 4a 69 km/h do recomendado.
anterior para mudar progres- P Não acelere com a transmissão
4a ↔ 5a 88 km/h
sivamente para a 3a, 4a e 5a em ponto morto ou a embre-
marchas. agem acionada para evitar
danos ao motor.
Acione o pedal
de câmbio para
cima para en- ! CUIDADO
gatar uma mar-
cha mais alta. Não reduza as marchas com o
Pressione-o para motor em alta rotação. Além de
reduzir as marchas. Cada toque danos, isso pode causar o trava-
no pedal muda para a marcha mento momentâneo da roda
seguinte, em seqüência. traseira e conseqüente perda de
O pedal retorna automaticamente controle da motocicleta.
para a posição horizontal quando
solto. ATENÇÃO
Acione os freios e o acelerador e
mude de marcha de forma coor- Não pilote nem reboque a moto-
denada para obter uma desacele- cicleta em descidas com o motor
ração progressiva. desligado. A transmissão não
será corretamente lubrificada,
podendo ser danificada.
5-16 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Distância necessária para frenagem (velocidade: 50 km/h)
! CUIDADO
P Tenha cuidado ao manobrar,
traseiro + acelerar e frear em pistas mo-
dianteiro
lhadas ou de areia e terra.
18 m Todos os movimentos devem
só dianteiro ser uniformes e seguros nessas
24 m condições. Acelerações e fre-
só traseiro nagens bruscas, ou manobras
35 m
rápidas, podem causar trava-
mento da roda, derrapagem
Frenagem ou perda de controle.
P Em descidas íngremes, use
É possível reduzir em mais de 50% a distância de parada se você souber
frear corretamente. Siga sempre as diretrizes abaixo: o freio-motor, reduzindo as
marchas com o uso intermitente
P Acione os freios dianteiro e traseiro simultaneamente de forma pro-
dos freios dianteiro e traseiro.
gressiva, enquanto reduz as marchas. O acionamento contínuo dos
P Para desaceleração máxima, feche completamente o acelerador e acione freios pode superaquecê-los e
os freios dianteiro e traseiro com maior intensidade. Acione a embreagem reduzir sua eficiência.
antes que a motocicleta pare, para evitar que o motor morra. P Pilotar com o pé apoiado no
pedal ou a mão na alavanca
! CUIDADO do freio pode causar o aciona-
P O uso independente do freio dianteiro ou traseiro reduz a eficiência mento involuntário da luz de
da frenagem. freio, dando uma falsa indica-
P Uma frenagem extrema pode travar as rodas e dificultar o controle ção a outros motoristas. O freio
da motocicleta. também pode superaquecer e
P Reduza a velocidade e acione os freios antes de entrar numa curva. perder a eficiência, além de ter
Se reduzir a velocidade ou frear no meio da curva, haverá o perigo sua vida útil reduzida.
de derrapagem, dificultando o controle da motocicleta.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-17
Estacionamento ! CUIDADO ATENÇÃO
1. Pare a motocicleta, coloque a Estacione em local plano e
transmissão em ponto morto e P Não fume ou acenda fósforos P

próximos à motocicleta. firme para evitar quedas. A


feche o registro de combustível. área deve ser bem ventilada e
P Não estacione próximo a ma-
2. Gire o guidão totalmente à es- abrigada.
querda, desligue o interruptor teriais inflamáveis.
P Em subidas, estacione com a
de ignição e remova a chave. P Não cubra a motocicleta nem
dianteira da motocicleta virada
3. Apóie a motocicleta no cavalete encoste no motor ou escapa-
para o topo do aclive a fim de
lateral. mento enquanto o motor estiver
evitar que ela tombe.
quente. Se usar uma capa
4. Trave a coluna de direção e P Proteja a motocicleta da chuva,
protetora, remova-a antes de
ative o bloqueador da ignição. especialmente em regiões me-
ligar o motor.
P Não permita que pessoas inex-
tropolitanas e industriais, para
evitar a oxidação causada pela
perientes e sem prática acionem
poluição.
o motor. Mantenha crianças
P Não estacione sob árvores
afastadas.
ou onde haja precipitações de
detritos de pássaros.
P Para evitar riscos e danos à
pintura, não coloque objetos
sobre o tanque de combustível,
especialmente sobre o respiro
da tampa.
P Não se sente na motocicleta
enquanto estiver apoiada no
cavalete lateral.
5-18 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Como prevenir furtos ATENÇÃO Vibrações
Ao estacionar, trave a coluna de P Não é permitida a instalação O motor desta motocicleta é do
direção, ative o bloqueador da de dispositivos antifurto, como tipo alternativo e o movimento dos
ignição e não se esqueça de tirar alarmes, corta-ignição, ras- seus componentes pode causar
a chave. trea do res por satélite, etc., vibrações e ruídos.
Sempre que possível, estacione em pois estes alteram o circuito As vibrações também podem surgir
local fechado. elétrico original da motoci- ao pilotar em pistas irregulares e
cleta. Além disso, a unidade devido à aerodinâmica.
NOTA
CDI poderá ser danificada de
P Mantenha a documentação da forma irreparável. NOTA
motocicleta sempre em ordem Essas vibrações são caracterís-
P Não é permitida a gravação de
e atualizada. ticas normais da motocicleta e,
caracteres nas peças da moto- portanto, não são cobertas pela
P Mantenha o manual do proprie- cicleta. Isso pode comprometer
tário junto à motocicleta. Muitas garantia.
seriamente sua durabilidade,
vezes, as motocicletas roubadas criando pontos de oxidação,
são identificadas por meio do manchas e descascamento da
manual. pintura, etc. Esses danos não
! CUIDADO
são cobertos pela garantia. P As vibrações podem causar o
afrouxamento de porcas, pa-
rafusos e fixadores, afetando a
segurança, especialmente após
pilotar em pistas irregulares.
P Verifique freqüente mente o
aperto de todos os fixadores.
Siga rigorosamente o Plano
de Manutenção Preventiva e
use somente peças genuínas
Honda.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Plano de manutenção preventiva
n Procure uma concessionária autorizada Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de
que são elas quem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos
os serviços de manutenção e reparos.
n O Plano de Manutenção Preventiva especifica com que freqüência os serviços devem ser efetuados e
quais itens necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o
desempenho adequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade.
n Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em
condições rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais freqüentes. Procure uma concessionária
autorizada Honda para determinar os intervalos adequados a suas condições particulares de uso.
NOTA
Estes itens referem-se às notas da próxima tabela.
*1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados na tabela.
*2. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira e umidade.
*3. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de chuva ou aceleração máxima.
*4. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.
*5. Troque 1 vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
*6. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira.
*7. Substitua o filtro de ar PAIR a cada 3 anos ou 24.000 km. A substituição requer habilidade mecânica.
*8. Efetue o serviço com mais freqüência ao pilotar no off-road.
*9. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições severas de uso ou de muita poeira, e em casos
de pilotagem em alta velocidade por períodos prolongados ou acelerações rápidas freqüentes.
*10. Troque a cada 2 anos. A substituição requer habilidade mecânica.
*11. Efetue o serviço com mais freqüência ao pilotar em pistas de terra, molhadas ou com muita poeira.
Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executa-
dos somente pelas concessionárias autorizadas Honda.
6-2 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Intervalo (km)*1 a cada
Itens e operações Página
1.000 4.000 8.000 12.000 km...
n n n 4.000 Linha de combustível: verificar —
n n n 4.000 Filtro de tela de combustível: limpar —
n n n 4.000 Acelerador: verificar 6-11
n n 4.000 Filtro de ar: limpar*2 6-5
n 12.000 Filtro de ar: trocar*2 6-5
n n n 4.000 Respiro do motor: limpar*3 6-5
n n 4.000 Vela de ignição: verificar 6-8
n 8.000 Vela de ignição: trocar 6-8
n n n n 4.000 Folga das válvulas: verificar 6-9
n n n n 4.000 Óleo do motor: trocar*4,5,6 6-7
n 12.000 Tela do filtro de óleo: limpar*6 —
n 12.000 Filtro centrífugo de óleo: limpar —
n n n n 4.000 Marcha lenta: verificar 6-11
n n n 4.000 Carburador: limpar —
n n n 4.000 Sistema de escapamento: verificar —
n 12.000 Sistema de suprimento de ar secundário: verificar*7 —
a cada 1.000 km Corrente de transmissão: verificar, ajustar e lubrificar*8,9 6-12
n n n 4.000 Guia da corrente de transmissão: verificar 6-15
n n n 4.000 Fluido de freio (NXR150 Bros ESD): verificar o nível*10 6-18
n n n 4.000 Sapatas/pastilhas do freio (NXR150 Bros ESD): verificar o desgaste*11 6-19/6-22
n n n 4.000 Sapatas do freio (NXR150 Bros KS•ES): verificar o desgaste* 11 6-22
n n n n 4.000 Sistema de freio: verificar 6-17/6-22
n n n 4.000 Interruptor da luz do freio: verificar 6-22
n n n n 4.000 Luzes, instrumentos e interruptores: verificar —
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-3
Intervalo (km)*1 a cada
Itens e operações Página
1.000 4.000 8.000 12.000 km...
n n n 4.000 Farol: ajustar facho 6-33
n n n n 4.000 Embreagem: verificar 6-9
n n n 4.000 Cavalete lateral: verificar 6-16
n n n 4.000 Suspensões dianteira e traseira: verificar 6-16/6-17
n n 8.000 Porcas, parafusos e fixações: verificar* 8 —
n n n n 4.000 Aros e rodas: verificar* 8 —
a cada 1.000 km ou semanalmente Pneus: verificar e calibrar 6-23
n n 12.000 Coluna de direção: verificar —
n 12.000 Coluna de direção: lubrificar —
6-4 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Cuidados na manutenção Ferramentas contidas no estojo:
3
1 n Chave de boca, 10 x 12 mm

! CUIDADO n Chave de boca, 14 x 17 mm


n Chave de fenda no 1
n Em caso de queda ou colisão,
certifique-se de que sua con- n Chave de fenda no 3
cessionária autorizada Honda n Chave de vela
inspecione os componentes n Chave estrela, 24 mm
principais da motocicleta, n Extensão
mesmo que você seja capaz 2
de efetuar os reparos.
n Desligue o motor e apóie a 4
motocicleta num local plano
e firme, antes de iniciar os ser- Jogo de ferramentas (1)
viços. Espere o motor esfriar Encontra-se no compartimento
para evitar queimaduras. (2) atrás da tampa lateral esquer-
n Se for necessário ligar o mo- da.
tor, certifique-se de que a área Para abrir a tampa do comparti-
seja bem ventilada e livre de mento (3), insira a chave de igni-
chamas expostas. Tome cuida- ção (4) na trava e gire-a no sen-
do para não encostar nas pe- tido anti-horário.
ças móveis da motocicleta. As ferramentas permitem fazer
n Use somente peças genuínas reparos, ajustes e substituições
Honda. Peças de qualidade in- simples. Procure uma concessio-
ferior podem comprometer a nária autorizada Honda para efe-
segurança e reduzir a eficiên- tuar os serviços que não podem
cia dos sistemas de controle de ser executados com elas.
emissões.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-5

1 1 ATENÇÃO
2 Na troca, use somente o filtro
3 de ar genuíno Honda especifi-
3 4 cado para esta motocicleta. Do
4 5
contrário, poderão ocorrer des-
gaste prematuro e problemas de
5 6 desempenho.
7
Efetue a manutenção de acordo
com o Plano de Manutenção 1
Preventiva (pág. 6-1).
Filtro de ar 1. Remova o assento (pág. 4-5). Respiro do motor
2. Remova os parafusos A (1) e
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. a tampa do filtro de ar (2). Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
3. Remova os parafusos B (3), Drene os depósitos do respiro do
! CUIDADO as arruelas (4), as buchas (5) motor de acordo com o Plano
Não pilote a motocicleta sem o e a caixa do filtro (6). de Manutenção Preventiva (pág.
filtro de ar para evitar desgaste 4. Retire o filtro (7). Bata-o cui- 6-1). Drene-os também sempre
prematuro, danos e risco de in- dadosamente e aplique ar que ficarem visíveis na seção
cêndio. comprimido de dentro para transparente do tubo.
fora para remover o pó. Se es- 1. Remova o bujão do tubo de
tiver muito sujo, rasgado ou da- respiro (1) e drene os depósi-
nificado, substitua-o. tos num recipiente adequado.
5. Instale o filtro. 2. Reinstale o bujão do tubo de
6. Instale as peças removidas na respiro.
ordem inversa da remoção.
6-6 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Óleo do motor NOTA 1
Se for difícil encontrar o óleo es-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
pecificado, entre em contato com
O óleo é o elemento que mais uma concessionária autorizada
afeta o desempenho e a vida útil Honda, que sempre estará pre-
do motor. parada para servi-lo.
O óleo MOBIL SUPER MOTO 4T
MULTIVISCOSO SAE 20W-50 Inspeção do nível
API-SF é o único óleo aprovado 2
e recomendado pela Honda. Como o óleo é consumido natu-
ralmente durante o uso da moto- 3
Não adicione quaisquer aditivos cicleta, sempre inspecione o ní-
ao óleo do motor. vel antes de pilotar e adicione,
1. Ligue o motor e deixe-o em
se necessário.
ATENÇÃO marcha lenta de 3 a 5 minutos.
ATENÇÃO 2. Desligue o motor e mantenha a
n Óleos não detergentes, vege- motocicleta na vertical, num lo-
tais ou lubrificantes específi- Se o motor funcionar com pou- cal plano e firme.
cos para competição não são co óleo, poderá sofrer sérios da-
recomendados. nos. 3. Após 2 a 3 minutos, remova a
tampa/vareta medidora (1) e
n A Honda não se responsabili-
limpe-a com um pano seco.
za por danos causados pelo Insira-a novamente, mas não
uso de óleos com especifica- a rosqueie. Remova-a mais
ções diferentes das recomen- uma vez e verifique o nível de
dadas. óleo. Ele deve estar entre as
n Nunca use óleos reciclados, marcas de nível superior (2) e
pois suas características, como inferior (3) gravadas na vareta.
viscosidade, lubrificação, etc.,
não são mantidas conforme
especificações originais.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-7
4. Se necessário, adicione o óleo 5. Abasteça o motor com o óleo
recomendado até atingir a recomendado.
marca de nível superior. Não Capacidade de óleo:
abasteça em excesso. 1,0 litro
5. Reinstale a tampa/vareta me- 6. Instale a tampa/vareta medi-
didora. Ligue o motor e verifi- dora.
que se há vazamentos. 7. Ligue o motor e deixe-o em
Troca de óleo marcha lenta de 2 a 3 minutos.
8. Desligue o motor e verifique se
Troque o óleo do motor de acor- 2
1 o nível do óleo atinge a marca
do com o Plano de Manutenção
superior da vareta medidora,
Preventiva (pág. 6-1).
com a motocicleta na vertical,
NOTA 1. Coloque um recipiente sob o num local plano e firme. Se ne-
Para uma drenagem rápida e motor para coletar o óleo. cessário, adicione óleo.
completa, troque o óleo com o 2. Remova a tampa/vareta me- Certifique-se de que não haja
motor quente e a motocicleta didora, o parafuso de drena- vazamentos.
apoiada no cavalete lateral. gem (1) e a arruela de ve-
dação (2). ATENÇÃO
3. Após a drenagem, apóie a Caso não use um torquímetro,
! CUIDADO motocicleta na vertical de procure uma concessionária
O óleo e o motor estarão quen- 10 a 15 segundos para drenar autorizada Honda o mais rápi-
tes. Tenha cuidado para não se o óleo remanescente. do possível para verificar a
queimar. 4. Verifique se a arruela de ve- montagem.
dação está em bom estado e
instale-a com o bujão. Substi-
NOTA
tua-a a cada duas trocas de
É necessário o uso de um torquí- óleo ou sempre que necessá-
metro para este procedimento. rio. Aperte o bujão com o tor-
que de 29 N.m (3,0 kgf.m).
6-8 MANUTENÇÃO E AJUSTES
NOTA
Descarte o óleo usado respeitan- 1 3
2
do o meio ambiente. Coloque-o
num recipiente vedado e leve-o
ao posto de reciclagem mais pró-
ximo. Não jogue o óleo usado em
ralos ou no solo.

! CUIDADO
O óleo usado pode causar cân- Folga: 0,8 – 0,9 mm
cer se permanecer em contato
com a pele por períodos pro- Vela de ignição 3. Inspecione os eletrodos e a
longados. Apesar desse perigo porcelana central quanto a de-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. pósitos, erosão ou carboniza-
só existir se o óleo for manusea-
do diariamente, lave bem as Efetue a manutenção de acordo ção. Se forem excessivos, tro-
mãos com sabão e água imedia- com o Plano de Manutenção Pre- que a vela. Para limpar velas
tamente após o manuseio. ventiva (pág. 6-1). carbonizadas, use um limpa-
dor de velas ou escova de aço.
NOTA 4. Meça a folga dos eletrodos (2)
É necessário o uso de uma ferra- com um calibre tipo arame. Se
menta de medição para este pro- necessário, ajuste dobrando o
cedimento. eletrodo lateral (3).
1. Limpe ao redor da base da vela 5. Certifique-se de que a arruela
de ignição. de vedação esteja em bom
2. Solte o supressor de ruídos (1) estado.
e remova a vela com a chave 6. Com a arruela instalada, ros-
de vela disponível no jogo de queie a vela com a mão até
ferramentas. que encoste no cabeçote.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-9
7. Aperte a vela. Se for usada, Folga das válvulas
aperte-a 1/8 de volta após 1
assentá-la. Se for nova, aper- Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
te-a em duas etapas. Primei- Verifique e ajuste a folga das vál-
ro, aperte-a 1/2 volta após vulas de acordo com o Plano de
assentá-la. Solte-a e aperte-a Manutenção Preventiva (pág. 6-1).
mais 1/8 de volta.
8. Reinstale o supressor de ruídos. NOTA
É necessário o uso de uma ferra-
ATENÇÃO menta de medição para este pro- Folga: 10 – 20 mm
cedimento. (medida na extremidade da alavanca)
n Aperte a vela corretamente. Se
ficar solta, pode danificar o pis- Procure uma concessionária au-
tão. Se estiver muito aperta- torizada Honda para efetuar o Embreagem
da, a rosca pode ser danifica- serviço. Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
da.
n Use somente a vela especi- Efetue a manutenção de acordo
ficada (NGK) CPR8EA-9 ou
ATENÇÃO com o Plano de Manutenção Pre-
CPR9EA-9 (opcional) para Válvulas com folga excessiva ventiva (pág. 6-1).
evitar danos ao motor. provocam ruídos no motor. Já a O ajuste da folga da alavanca da
ausência de folga pode danifi- embreagem (1) também será
car as válvulas ou provocar per- necessário se a motocicleta mor-
da de potência. rer ao engatar uma marcha, se
movimentar à frente com a ala-
vanca acionada, ou ainda se a
embreagem patinar, fazendo com
que a velocidade da motocicleta
seja incompatível com a rotação
do motor.
6-10 MANUTENÇÃO E AJUSTES

NXR150 Bros ES•ESD NXR150 Bros KS

3
2 A
A A

4
B 6 B 5
B
6
5

1. Levante o protetor de borracha 4. Solte a contraporca (5) do ajus- Verifique também o cabo da em-
(2). tador inferior e gire a porca de breagem quanto a dobras e mar-
2. Solte a contraporca (3) e gire ajuste (6) na direção A para cas de desgaste que podem cau-
o ajustador (4) na direção A aumentar a folga e na direção sar travamento ou afetar o acio-
para aumentar a folga e na B para diminuí-la. Aperte a namento da embreagem. Lubri-
direção B para diminuí-la. contraporca e verifique a folga fique-o com óleo de boa quali-
Reaperte a contraporca e ve- novamente. dade e baixa viscosidade para
rifique a folga novamente. 5. Ligue o motor, acione a alavan- prevenir desgaste e corrosão.
3. Se o ajustador for desrosquea- ca da embreagem e engate a
1a marcha. Certifique-se de que NOTA
do até o limite sem que a folga
correta seja obtida, solte a o motor não morra e a motoci- Procure uma concessionária au-
contraporca e rosqueie comple- cleta não se movimente para a torizada Honda se não obter o
tamente o ajustador. Reaperte frente. Solte a alavanca da ajuste adequado, ou se a embrea-
a contraporca e recoloque o embreagem e acelere gradati- gem não funcionar corretamente.
protetor de borracha. vamente. A motocicleta deve
sair com suavidade e acelera-
ção progressiva.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-11
Marcha lenta
1
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. A

Efetue a manutenção de acordo


com o Plano de Manutenção Pre-
ventiva (pág. 6-1). B

NOTA
n É necessário o uso de um tacô-
2 1 metro para este procedimento.
Folga: 2 – 6 mm n Não tente compensar proble- Rotação de marcha lenta:
(medida no flange da manopla) 1.400 ± 100 rpm
mas de outros sistemas ajustan-
do a marcha lenta. Para obter uma regulagem pre-
Acelerador n Procure uma concessionária cisa, aqueça o motor pilotando a
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. autorizada Honda para efetuar motocicleta por 10 minutos.
os serviços programados do
Efetue a manutenção de acordo 1. Com o motor aquecido, colo-
carburador.
com o Plano de Manutenção Pre- que a transmissão em ponto
ventiva (pág. 6-1). morto e apóie a motocicleta
1. Verifique se a manopla do ace- no cavalete lateral.
lerador funciona suavemente, 2. Conecte um tacômetro no mo-
da posição totalmente aberta tor.
até a totalmente fechada, em 3. Gire o parafuso de aceleração
todas as posições do guidão. (1) na direção A para aumen-
2. Para ajustar a folga, solte a tar a rotação e na direção B
contraporca (1) e gire o ajus- para diminuí-la, até atingir a
tador (2). Reaperte a contra- rotação especificada.
porca e verifique novamente
a folga.
6-12 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Corrente de transmissão Dentes Dentes
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. danificados gastos
1
A durabilidade da corrente de-
pende da lubrificação e ajustes
corretos. Uma manutenção ina-
dequada pode provocar desgas-
te prematuro ou danos à corren-
te, coroa e pinhão.
Sempre inspecione a corrente
antes de pilotar e efetue a manu- Folga: 20 – 30 mm Dentes normais
tenção de acordo com o Plano
de Manutenção Preventiva (pág. Inspeção 3. Movimente a motocicleta para
6-1). 1. Apóie a motocicleta no cava- a frente e verifique se a folga
lete lateral com a transmissão permanece constante. Se hou-
em ponto morto e o motor des- ver folga em uma região e
ligado. tensão em outra, alguns elos
podem estar engripados. Nor-
2. Verifique a folga da corrente
malmente, a lubrificação eli-
de transmissão (1) na parte
mina o problema.
central inferior, movendo-a
com a mão. Ajuste se necessá-
rio.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-13
4. Verifique a corrente quanto a 3. Gire as porcas de ajuste (3)
elos secos, oxidados, presos ou 5 3 5 um número igual de voltas até
danificados, roletes danifica- obter a folga especificada.
dos, pinos frouxos, desgaste Gire-as no sentido horário para
excessivo e ajuste incorreto. diminuir a folga, ou no sentido
Verifique os dentes da coroa e anti-horário para aumentá-la.
pinhão. 4. Movimente a motocicleta para
5. Se a corrente estiver ressecada, a frente e verifique se a folga
enferrujada ou com elos en- permanece constante em to-
gripados, lubrifique-a. Se não dos os pontos.
solucionar o problema, substi- 4 4 1
2 5. Verifique se o eixo traseiro está
tua-a. alinhado. As mesmas marcas
Ajuste de referência (4) devem estar
NOTA alinhadas com os recortes (5)
Se a corrente, coroa e pinhão es- NOTA nos braços oscilantes.
tiverem muito gastos ou danifi- É necessário o uso de um torquí- 6. Se necessário, alinhe-o giran-
cados, substitua-os em conjunto metro para este procedimento. do as porcas de ajuste direita
para evitar desgaste prematuro. e esquerda. Verifique nova-
1. Apóie a motocicleta no cava- mente a folga da corrente.
lete lateral com a transmissão
em ponto morto e o motor des- NOTA
ligado. Se a folga for excessiva e o eixo
2. Solte a porca do eixo (1) e as traseiro estiver no limite de ajus-
contraporcas (2) de ambos os te, substitua a corrente, coroa e
lados da motocicleta. pinhão em conjunto.
6-14 MANUTENÇÃO E AJUSTES
7. Aperte a porca do eixo com o Lubrificação e limpeza 1
torque de 93 N.m (9,3 kgf.m). Lubrifique a corrente de acordo
8. Aperte um pouco as porcas de com o Plano de Manutenção Pre-
ajuste. Fixe-as com uma cha- ventiva (pág. 6-1) ou sempre que
ve de boca e aperte as contra- estiver ressecada.
porcas.
9. Verifique novamente a folga NOTA
da corrente. Se estiver muito suja, remova e lim-
10. Ajuste a folga do freio trasei- pe a corrente antes da lubrifica-
ro (pág. 6-21). ção.

NOTA Limpe a corrente e lubrifique-a


Se a folga for excessiva, a cor- com óleo para transmissão SAE Remoção
rente poderá se soltar da coroa/ 80 ou 90. O lubrificante deve pe-
pinhão ou danificar a parte infe- netrar em todos os elos, pinos, NOTA
rior do chassi. roletes e placas laterais. Recomendamos que a remoção
seja efetuada numa concessioná-
NOTA ria autorizada Honda.
! CUIDADO Não aplique lubrificante em ex-
cesso. Além de favorecer o 1. Com o motor desligado, retire
Caso não use um torquímetro, acúmulo de sujeira, areia e ter-
procure uma concessionária com cuidado a presilha de re-
ra, o lubrificante sujará a moto- tenção (1) do elo principal,
autorizada Honda, assim que cicleta com o movimento da cor-
possível, para verificar a mon- rente. usando um alicate. Não dobre
tagem. Uma montagem incor- ou amasse a presilha.
reta pode reduzir a eficiência 2. Remova o elo principal e a
do freio. corrente.
3. Limpe a corrente com solvente
não inflamável e deixe-a secar
completamente.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-15
4. Verifique as condições da cor- NOTA
rente e dos dentes da coroa e 1
n Reutilize o elo principal somen-
do pinhão (pág. 6-12). te se estiver em perfeitas con-
dições.
NOTA
Se necessário, substitua-os em
n Use uma presilha de retenção
conjunto para evitar desgaste nova toda vez que a corrente
prematuro. for reinstalada.

Corrente de reposição: 7. Instale a nova presilha de re-


DID 428H – 128 tenção com o lado fechado na 1
direção de rotação da corren-
5. Se estiverem em bom estado, te.
lubrifique a corrente e reins- 8. Ajuste a folga da corrente Guia da corrente de
tale-a. (pág. 6-13) e do freio traseiro transmissão
6. Passe-a sobre a coroa e co- (pág. 6-21). Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
necte suas extremidades com
o elo principal. Para facilitar a Efetue a manutenção de acordo
montagem, posicione as extre- com o Plano de Manutenção Pre-
midades da corrente nos den- ventiva (pág. 6-1).
tes imediatamente adjacentes Verifique o desgaste da guia da
ao dente em que será instala- corrente de transmissão (1). Subs-
do o elo principal. titua-a se o desgaste atingir o li-
mite.
Procure uma concessionária au-
torizada Honda para efetuar a
substituição.
6-16 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Suspensão
Bom Substituir
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.

! CUIDADO
Os componentes da suspensão
estão diretamente ligados à se-
1 gurança. Se detectar algum
2 dano ou desgaste, procure uma
concessionária autorizada
Honda para executar os servi-
ços necessários, antes de pilo-
Cavalete lateral Verifique se o apoio de borracha tar a motocicleta.
está deteriorado ou gasto. Subs-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. titua-o se o desgaste atingir qual-
Efetue a manutenção de acordo quer ponto da linha de referên- Efetue a manutenção de acordo
com o Plano de Manutenção Pre- cia (2). com o Plano de Manutenção Pre-
ventiva (pág. 6-1). Procure uma concessionária au- ventiva (pág. 6-1).
Verifique a mola (1) quanto a da- torizada Honda para efetuar a
nos ou perda de tensão. Verifi- substituição.
que se o cavalete lateral se mo-
vimenta livremente.
Se estiver prendendo, limpe e
lubrifique a articulação com óleo
para motor novo.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-17
Suspensão dianteira Suspensão traseira Freios
1. Acione o freio dianteiro e force 1. Com a motocicleta apoiada Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
a suspensão para cima e para num suporte, verifique se há
baixo várias vezes. A ação dos folga entre as buchas do garfo
amortecedores deve ser suave traseiro e o eixo de articula- ! CUIDADO
e progressiva. ção, ou se o eixo está solto. Os freios são fundamentais para
2. Verifique se há vazamentos de 2. Verifique se o amortecedor a segurança. Efetue todos os ajus-
óleo. apresenta vazamentos. Pres- tes e serviços de manutenção
3. Verifique o aperto de todos os sione a suspensão para baixo numa concessionária autoriza-
pontos de fixação da suspen- e verifique se há folga ou da Honda. Use somente peças
são, guidão e painel de instru- desgaste nas articulações do genuínas Honda.
mentos. amortecedor.
3. Verifique o aperto de todos os Efetue a manutenção de acordo
pontos de fixação da suspen- com o Plano de Manutenção Pre-
são e certifique-se de que es- ventiva (pág. 6-1).
tejam em perfeito estado.
6-18 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Freio dianteiro Inspeção do nível de fluido
ATENÇÃO
(NXR150 BROS ESD)
! CUIDADO n O reservatório deve estar na
Inspecione o nível de fluido e o horizontal antes de retirar a
desgaste das pastilhas. n O fluido de freio provoca irri-
tampa.
Se a folga da alavanca for exces- tação. Evite o contato com a n Use somente o fluido de freio
siva e o desgaste das pastilhas pele e olhos. Em caso de con- Mobil Brake Fluid DOT 3 ou
não exceder o limite de uso (pág. tato, lave a área atingida com
DOT 4 de uma embalagem
6-19), procure uma concessioná- bastante água. Se atingir os
lacrada.
ria autorizada Honda para san- olhos, procure assistência mé-
n Manuseie o fluido de freio com
grar o ar do sistema. dica.
n Mantenha afastado de crian-
cuidado. Ele pode danificar a
pintura, a lente dos instrumen-
ças.
tos e a fiação em caso de con-
tato.
n Não permita a entrada de
contaminantes (poeira, água,
etc.) no reservatório. Limpe a
parte externa do reservatório
antes de retirar a tampa.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-19
NOTA
Substitua as pastilhas somente
numa concessionária autorizada
1 Honda.

1
1

1. Com a motocicleta na vertical, Desgaste das pastilhas


verifique se o nível de fluido (Somente freio dianteiro
no reservatório está acima da NXR150 Bros ESD)
marca de nível inferior (1).
O desgaste das pastilhas depen-
2. Adicione fluido, se necessário.
de da severidade de uso, modo
Se o nível estiver baixo, inspe-
de pilotagem e condições da
cione também o desgaste das
pista.
pastilhas. Se estiverem em bom
estado, verifique se há vaza- Verifique as ranhuras (1) em cada
mentos. pastilha. Se alguma pastilha esti-
ver gasta até a ranhura, substitua
3. Verifique as mangueiras e co-
todas as pastilhas em conjunto.
nexões do freio. Se estiverem
danificadas ou com sinais de
vazamento, substitua-as ime-
diatamente.
6-20 MANUTENÇÃO E AJUSTES

A B 5
2
4 A
B

Folga: 20 – 30 mm 3
(medida na extremidade da alavanca)

Freio dianteiro 2. Se o ajustador for desrosqueado NOTA


(NXR150 Bros KS•ES) até o limite sem que a folga Se a folga correta não for obtida,
Folga da alavanca correta seja obtida, solte a procure uma concessionária au-
contraporca e aperte comple- torizada Honda.
A folga corresponde à distância tamente o ajustador. Reaperte
que a alavanca do freio (1) per- a contraporca. Verifique se o cabo do freio está
corre antes do início da frenagem. desgastado, dobrado ou partido.
3. Em seguida, solte a contrapor-
1. Para diminuir a folga, solte a ca (4) na extremidade inferior Lubrifique-o com óleo de boa
contraporca (2) e gire o do cabo e gire a porca de ajus- qualidade e baixa viscosidade
ajustador (3) na direção A. te (5) até obter a folga especi- para prevenir desgaste e corro-
Para aumentá-la, gire-o na ficada. Reaperte a contrapor- são.
direção B. Reaperte a contra- ca e verifique o ajuste. Certifique-se de que o braço de
porca e verifique o ajuste. acionamento, mola, articulações
e fixações estejam em boas con-
dições.
Verifique o desgaste das sapatas
de freio (pág. 6-22).
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-21

1
2
A

2 1 Folga: 15 – 25 mm
(medida na extremidade do pedal)

Freio traseiro Folga do pedal NOTA


Altura do pedal A folga corresponde à distância n Certifique-se de que o entalhe
que o pedal do freio percorre an- da porca de ajuste esteja assen-
1. Apóie a motocicleta no cava- tado sobre a articulação (2).
lete lateral. tes do início da frenagem.
1. Apóie a motocicleta no cava- n Se a folga correta não for obti-
2. Ajuste a altura do pedal do da, procure uma concessioná-
freio (1) soltando a contrapor- lete lateral.
ria autorizada Honda.
ca (2) e girando o parafuso li- 2. Para diminuir a folga, gire a
mitador (3). porca de ajuste (1) na direção
A. Para aumentá-la, gire-a na Certifique-se de que a vareta do
3. Reaperte a contraporca. freio, braço de acionamento,
direção B.
mola, articulações e fixações
3. Acione o pedal do freio várias estejam em boas condições.
vezes e verifique se a roda gira
livremente ao soltá-lo. Verifique o desgaste das sapatas
de freio (pág. 6-22).
6-22 MANUTENÇÃO E AJUSTES

Freio dianteiro Freio traseiro

1
2

1 A
2
2 B

Desgaste das sapatas NOTA Interruptor da luz do


(Exceto freio dianteiro Substitua as sapatas somente freio (1)
NXR150 Bros ESD) numa concessionária autorizada Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
Honda.
Substitua as sapatas se a seta (1) Localiza-se no lado direito da mo-
ficar alinhada ou ultrapassar a tocicleta, atrás do motor. Verifi-
marca de referência (2), com o que o funcionamento do inter-
freio totalmente acionado. ruptor de acordo com o Plano
de Manutenção Preventiva (pág.
6-1).
Para ajustá-lo, gire a porca de ajuste
(2) na direção A para adiantar o
ponto em que a luz se acende e na
direção B para retardá-lo.
ATENÇÃO
Gire a porca de ajuste e não o
corpo do interruptor.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-23
Pneus Pressão dos pneus
1
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. NOTA
A pressão correta e as condições Verifique a pressão com os pneus
dos pneus são fundamentais para frios, antes de pilotar.
maior estabilidade, conforto, se-
gurança e durabilidade dos pneus. kPa (kgf/cm2; psi)
Inspecione os pneus e aros, e ajus- Somente Piloto e
te a pressão de acordo com o Pla- piloto passageiro
no de Manutenção Preventiva 150 150
(pág. 6-1). Dianteiro (1,50; 22) (1,50; 22)
150 200
Traseiro (1,50; 22) (2,00; 29) Inspeção
Verifique a profundidade da ban-
da de rodagem (1) dos pneus.
! CUIDADO Se for inferior a 3,0 mm, subs-
Pneus com pressão incorreta titua o pneu imediatamente.
sofrem desgaste anormal e po-
dem deslizar e sair dos aros, da- ! CUIDADO
nificando a válvula da câmara
de ar e afetando a segurança. Não trafegue com pneus gas-
tos. A aderência entre o pneu e
o solo diminui, reduzindo a tra-
ção e afetando a segurança.
6-24 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Verifique se há cortes, pregos ou Reparo e substituição
2
outros objetos encravados nos Dirija-se a uma concessionária
pneus. Inspecione os aros quanto autorizada Honda para substituir 1
a entalhes e deformações. Verifi- pneus danificados e câmaras per-
que se os raios estão frouxos. furadas.
Certifique-se de que as tampas
das válvulas estejam bem aper- ! CUIDADO
tadas. Instale uma nova tampa,
se necessário.
n Não tente consertar pneus ou
5
câmaras de ar danificados. O
balanceamento da roda e a
! CUIDADO segurança dos pneus podem
A tensão dos raios, centragem ser comprometidos.
e alinhamento das rodas são vi- n Na troca, instale somente pneus Roda dianteira
tais para a segurança. Nos pri- para uso misto (on/off-road) Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
meiros 1.000 km, os raios afrou- de mesma medida e tipo dos
xam rapidamente devido ao originais. Caso contrário, a NOTA
assentamento inicial das peças. dirigibilidade e segurança se- É necessário o uso de um torquí-
Raios muito frouxos causam ins- rão afetadas. metro para este procedimento.
tabilidade em alta velocidade,
o que pode levar à perda de (NXR150 Bros ESD)
controle. ATENÇÃO
Não tente remover pneus sem Remoção
o uso de ferramentas especiais 1. Levante a roda do chão colo-
e protetores de aros para evitar cando um suporte sob o motor.
danos.
NOTA
Se não tiver um suporte ou maca-
co apropriado, procure uma con-
cessionária autorizada Honda.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-25
NOTA NOTA
Não acione a alavanca do freio, Acione a alavanca do freio várias
4 após remover a roda, para evitar vezes e verifique se a roda gira
vazamento de fluido. Se isso livremente após soltá-la. Se o freio
acontecer, procure uma conces- travar ou a roda prender, verifique
3 sionária autorizada Honda para novamente a montagem.
efetuar a manutenção do siste-
ma.
! CUIDADO
6 Instalação Caso não use um torquímetro,
Siga a ordem inversa da remo- dirija-se a uma concessionária
ção. autorizada Honda, assim que
2. Remova os parafusos (1) e o possível, para verificar a mon-
cáliper do freio (2) do garfo 1. Insira o eixo pelo lado direito,
esquerdo. tagem. Uma montagem incor-
através do cubo da roda e gar- reta pode reduzir a eficiência
fo esquerdo. do freio.
! CUIDADO
Evite o contato do disco e pasti- ATENÇÃO
lhas com graxa, óleo ou sujei- Para evitar danos, encaixe o
ra, para evitar problemas de disco do freio cuidadosamente
desempenho e desgaste prema- entre as pastilhas.
turo.
2. Posicione a ranhura da caixa
3. Remova o parafuso (3) e des- de engrenagens do velocíme-
conecte o cabo do velocíme- tro sobre o garfo direito.
tro (4).
3. Instale e aperte a porca do
4. Remova a porca (5), o eixo eixo com o torque de 44 N.m
dianteiro (6) e a roda. (4,5 kgf.m).
6-26 MANUTENÇÃO E AJUSTES

3
2

7
5 6

(NXR150 Bros KS•ES) Instalação 4. Ajuste a folga do freio (pág.


Remoção Siga a ordem inversa da remoção. 6-20).
1. Levante a roda do chão colo- 1. Insira o eixo pelo lado direito, NOTA
cando um suporte sob o motor. através do cubo da roda e garfo Acione a alavanca do freio vári-
esquerdo. as vezes e verifique se a roda gira
NOTA
2. Certifique-se de que a saliência livremente após soltá-la. Se o
Se não tiver um suporte ou maca- (7) do garfo esquerdo esteja
co apropriado, procure uma con- freio travar ou a roda prender,
encaixada no flange do freio. verifique novamente a monta-
cessionária autorizada Honda.
3. Instale e aperte a porca do gem.
2. Solte o parafuso (1) e desco- eixo com o torque de 44 N.m
necte o cabo do velocímetro (4,5 kgf.m).
(2).
3. Desconecte o cabo do freio dian-
teiro (3) do braço do freio (4).
4. Remova a porca do eixo (5), o
eixo (6) e a roda.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-27

! CUIDADO
1
Caso não use um torquímetro,
dirija-se a uma concessionária
autorizada Honda, assim que 3 5
possível, para verificar a mon-
tagem. Uma montagem incor-
reta pode reduzir a eficiência 4 2
do freio.
7
9
6
5 4 8

Roda traseira 2. Solte a porca de ajuste (1) e


desacople a vareta (2) do bra-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. ço do freio (3), pressionando
NOTA e soltando o pedal do freio.
É necessário o uso de um torquí- 3. Solte as contraporcas (4) e as
metro para este procedimento. porcas de ajuste (5) da cor-
rente.
Remoção 4. Remova a porca (6), o eixo
(7), os ajustadores da corren-
1. Levante a roda do chão colo-
te (8) e o espaçador.
cando um suporte sob o motor.
5. Empurre a roda para a frente
NOTA e retire a corrente (9) da co-
Se não tiver um suporte ou maca- roa.
co apropriado, procure uma con- 6. Remova a roda.
cessionária autorizada Honda.
6-28 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Instalação Bateria Se a motocicleta for permanecer
Siga a ordem inversa da remo- inativa por longo período, remo-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. va a bateria e carregue-a total-
ção.
A bateria desta motocicleta é se- mente. Guarde-a em local fresco
1. Aperte a porca do eixo com o
lada e não há necessidade de ve- e seco. Se permanecer na moto-
torque de 93 N.m (9,5 kgf.m).
rificar o nível do eletrólito ou adi- cicleta, desconecte o cabo nega-
2. Ajuste a folga da corrente (pág. tivo do terminal da bateria.
6-13) e do freio traseiro (pág. cionar água destilada. Se a bate-
6-21). ria estiver fraca, dificultando a
partida ou causando outros pro- ATENÇÃO
NOTA blemas elétricos, dirija-se a uma Não remova as tampas da ba-
Acione o pedal do freio várias ve- concessionária autorizada Honda. teria para evitar danos e vaza-
zes e verifique se a roda gira li- NOTA mentos.
vremente após soltá-lo. Se o freio
travar ou a roda prender, verifi- Para maior vida útil, recomenda-
que novamente a montagem. mos usar a motocicleta, pelo me-
nos, uma vez por semana para
que a bateria seja carregada.
! CUIDADO
Caso não use um torquímetro,
dirija-se a uma concessionária
autorizada Honda, assim que
possível, para verificar a mon-
tagem. Uma montagem incor-
reta pode reduzir a eficiência
do freio.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-29
Instalação
! CUIDADO 3
5 Siga a ordem inversa da remo-
n A bateria contém ácido sulfú-
ção.
rico. O contato com a pele ou
olhos é altamente prejudicial NOTA
e pode causar sérias queima- 2 n Certifique-se de conectar pri-
duras. Use roupas protetoras meiro o cabo do terminal posi-
e proteção facial durante o 4 tivo (+) e então o cabo do ter-
manuseio. minal negativo (–).
n Em caso de contato com a pele, n Verifique se os parafusos e
lave com bastante água. 1 fixadores estão bem apertados.
n Em caso de contato com os
olhos, lave com água durante, Remoção
pelo menos, 15 minutos e pro-
cure assistência médica ime- ATENÇÃO
diatamente. Para evitar um curto-circuito, des-
n Em caso de ingestão, tome ligue o interruptor de ignição
bastante água ou leite. Em se- antes de remover a bateria.
guida, beba leite de magnésia,
ovos batidos ou óleo vegetal. 1. Remova a tampa lateral es-
Procure um médico imedia- querda (pág. 4-4).
tamente. 2. Remova o parafuso (1) e o su-
n A bateria é explosiva. Mante- porte da bateria (2).
nha faíscas, chamas e cigarros 3. Desconecte primeiro o cabo do
afastados. Mantenha o local de terminal negativo (–) (3) da ba-
carga da bateria ventilado. teria e, em seguida, o cabo do
n Mantenha fora do alcance de terminal positivo (+) (4).
crianças. 4. Retire a bateria (5) do com-
partimento.
6-30 MANUTENÇÃO E AJUSTES

Fusível queimado ! CUIDADO 1


Não use fusíveis diferentes dos
especificados nem os substitua
2
por outros materiais condutores.
Isto poderá causar danos ao sis-
tema elétrico, falta de luz, per-
da de potência e até mesmo um
incêndio.

3
ATENÇÃO
Para evitar um curto-circuito, Caixa de fusíveis (1)
Fusíveis desligue o interruptor de igni-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. ção antes de verificar ou trocar Localizada atrás da tampa lateral
os fusíveis. esquerda, possui fusíveis com ca-
NOTA pacidade de 5 A e 10 A.
Sempre mantenha fusíveis de reser- 1. Remova a tampa lateral es-
va na motocicleta para caso de querda (pág. 4-4).
emergência. 2. Abra a tampa da caixa de fusí-
veis (2) e retire o fusível quei-
Se os fusíveis queimarem com fre- mado.
qüência, dirija-se a uma conces- 3. Instale o fusível novo. Os fu-
sionária autorizada Honda para síveis de reserva (3) encon-
inspecionar o sistema elétrico. tram-se na caixa de fusíveis.
4. Feche a tampa da caixa de fu-
síveis e instale a tampa lateral
esquerda.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-31

NXR150 Bros ES•ESD NXR150 Bros KS Lâmpadas


2 3 Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
4
2 ATENÇÃO
Não toque na lâmpada do fa-
1 rol. Use luvas limpas para a subs-
1 tituição. As impressões digitais
deixadas no bulbo podem cau-
3 sar queima prematura. Se tocar
na lâmpada, limpe-a com um
pano umedecido em álcool.
Fusível principal (1) (NXR150 Bros KS)
NOTA
Com capacidade de 15 A, está 1. Remova a tampa lateral es-
localizado atrás da tampa lateral querda (pág. 4-4). n Desligue o interruptor de igni-
esquerda. 2. Abra a tampa da caixa do fusí- ção antes de substituir as lâmpa-
vel principal (2). das.
(NXR150 Bros ES•ESD) n Use apenas as lâmpadas espe-
1. Remova a tampa lateral es- 3. Retire o fusível queimado e cificadas.
querda (pág. 4-4). instale o novo. O fusível prin- n Após a instalação, verifique se
cipal de reserva (3) está no su- a luz funciona corretamente.
2. Solte o conector (2) do interrup- porte do fusível.
tor magnético de partida (3).
4. Feche a tampa da caixa do fu-
3. Retire o fusível queimado e sível principal e instale a tam-
instale o novo. O fusível prin- ! CUIDADO
pa lateral esquerda.
cipal de reserva (4) encontra- Espere as lâmpadas esfriarem
se próximo ao interruptor mag- antes de iniciar a substituição.
nético de partida.
4. Ligue o conector e instale a
tampa lateral esquerda.
6-32 MANUTENÇÃO E AJUSTES

2 4

5 2

7
6 3
1

3
1

Lâmpada do farol 3. Remova o soquete (4) sem girá- Lâmpada da lanterna traseira/
1. Remova os parafusos (1) e a lo. luz do freio
carcaça do farol (2). 4. Remova a capa de borracha (5). 1. Remova os parafusos (1) e a
2. Remova o farol (3). 5. Pressione a presilha (6) e reti- lente da lanterna traseira (2).
re a lâmpada (7) sem girá-la. 2. Pressione levemente a lâmpa-
6. Instale a nova lâmpada na da (3) e gire-a no sentido anti-
ordem inversa da remoção. horário.
3. Instale a nova lâmpada na
ordem inversa da remoção.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-33
Regule o farol de acordo com o
menos de 20 cm
Plano de Manutenção Preventi-
2 va (pág. 6-1).
10 m

NOTA
1 Considere o peso do passageiro
e da carga, pois estes podem afe-
tar a regulagem do farol.

3 menos de 10 cm

Figura ilustrativa

Lâmpadas das sinaleiras Farol


1. Remova o parafuso (1) e a lente Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
da sinaleira (2).
2. Pressione levemente a lâmpa- Regulagem do facho do farol
da (3) e gire-a no sentido anti-
horário. ! CUIDADO
3. Instale a nova lâmpada na A regulagem correta do farol
ordem inversa da remoção. é fundamental para a seguran-
ça. Sempre a verifique antes de
pilotar e ajuste, se necessário.
6-34 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Y = máximo 1,2 m 1. Coloque a motocicleta na po-
X > Y/5
X
sição vertical, sem apoiá-la no
Y cavalete, com o centro da roda
dianteira a 10 m de uma pare-
10 m
de plana, de preferência não
reflexiva.
2. Calibre os pneus na pressão B
especificada.
A
100 m

Figuras ilustrativas 1

NOTA Ajuste vertical


n Regule o farol na luz baixa. Para ajustar o farol, gire o para-
n O facho do farol deve alcançar fuso (1) na direção A para levan-
100 m no máximo. tar o facho e na direção B para
abaixá-lo.
NOTA
Obedeça às leis e regulamenta-
ções locais.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1
Cuidados com a Recomendações básicas Oxidação
motocicleta n Limpe a motocicleta regularmen- As motocicletas são diferentes de
te para manter sua aparência, outros veículos, pois seu chassi e
Para proteger seu investimento, aumentar a durabilidade e prote- diversos componentes metálicos
é fundamental que você seja res- ger a pintura, componentes cro- são expostos. Além disso, todo
ponsável pela manutenção e con- mados, plásticos ou de borracha. material metálico pode sofrer
servação corretas de sua motoci- n Elimine o acúmulo de poeira, oxidação pelo simples contato
cleta. Sempre reserve um pouco terra, barro, areia e pedras. O com o oxigênio. Este processo,
de tempo para isso antes e de- atrito de pedras e areia pode também conhecido como ferru-
pois de pilotar. gem, pode ser acelerado devido
afetar a pintura.
A inspeção antes do uso e a lim- a conservação inadequada e con-
n Remova materiais estranhos dos
peza e conservação diárias são tão tato constante com água e subs-
importantes quanto as revisões pe- componentes de fricção, como
tambores e discos de freio, para tâncias salinas. Para controlar os
riódicas executadas pelas conces- efeitos da oxidação, lave a moto-
não prejudicar sua durabilida-
sionárias autorizadas Honda. cicleta freqüentemente.
de e eficiência.
Você mesmo pode efetuar a n Se a motocicleta for permane-
limpeza de sua motocicleta, mas cer inativa por um longo perío-
se tiver qualquer dúvida ou ne- ATENÇÃO
do, consulte Conservação de
cessitar de serviços especiais, pro- Motocicletas Inativas (pág. 7-5). Lave a motocicleta com água fria
cure uma concessionária autori- logo após pilotar em regiões li-
zada Honda. torâneas, em caso de contato
com água de chuva, ou após
atravessar riachos ou alagamen-
tos.

NOTA
O desgaste e a corrosão naturais
não são cobertos pela garantia.
7-2 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
Lavagem ATENÇÃO
n Não use lã de aço ou produ-
ATENÇÃO tos abrasivos para limpar os Dreno do
escapamento
n Não use equipamentos de alta raios e/ou rodas. Caso con- (Limpe a sujeira.)
pressão. O jato direto e a alta trário, a camada protetora
temperatura podem danificar será removida, iniciando o
os componentes da motocicle- processo de oxidação.
ta, desprender faixas e adesi-
vos, remover a graxa dos rola- NOTA
mentos da coluna de direção n Os resíduos da combustão eli-
e da suspensão traseira, além minados pelo dreno podem su-
de danificar a pintura. jar a superfície do escapamen- 1. Pulverize querosene no motor,
n Nunca lave a motocicleta ex- to. Siga os procedimentos nor- carburador, escapamento, ro-
posta ao sol e com o motor mais de limpeza. Não obstrua das e cavalete lateral, e remo-
quente. o dreno. va os resíduos de óleo e graxa
n Não aplique produtos alcali- n O escapamento é submetido a com um pincel. Retire incrus-
nos ou ácidos, altamente pre- altas temperaturas, o que pode trações de piche com quero-
judiciais às peças zincadas e fazer com que fique amarelado sene puro. Em seguida, enxá-
de alumínio. ou azulado, em casos críticos. güe com bastante água.
n Nunca use solventes ou pro- Esta é uma condição normal.
dutos abrasivos e detergentes NOTA
para evitar danos às peças me- O querosene ataca as peças de
tálicas, plásticas e de borra- borracha. Proteja-as antes da
cha, danos à pintura, perda aplicação.
de brilho e descoloração, e
oxidação.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-3
2. Lave a carenagem, tanque, as- 3. Enxágüe completamente a 5. Se necessário, aplique cera
sento, tampas laterais e pára- motocicleta e seque com um protetora nas superfícies pin-
lamas com água e xampu pano limpo e macio. Retire o tadas e cromadas. Aplique com
neutro, fazendo movimentos excesso de água do interior dos algodão especial ou flanela,
circulares. Use um pano ou es- cabos. em movimentos circulares e
ponja macia. 4. Limpe as peças plásticas com uniformes.
um pano ou esponja macios 6. Não aplique cera protetora,
NOTA
umedecidos em solução de massa ou produtos para poli-
Lave a motocicleta pulverizando
xampu neutro e água. Enxá- mento nas peças plásticas sem
água em formato de leque aber-
güe completamente com água pintura. Isso pode danificá-las
to, sob baixa pressão, a uma dis-
e seque com um pano macio. permanentemente, sendo ne-
tância mínima de 1,2 m.
cessária a sua troca.
ATENÇÃO
n Outros materiais de limpeza
ou produtos para polimento
podem danificar as peças.
n Não remova a poeira com um
pano seco para evitar danos à
pintura.
7-4 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
7. Logo após a lavagem, lubrifi- 8. Ligue o motor e deixe-o fun-
ATENÇÃO que a corrente de transmissão cionar por alguns minutos. Isso
n Para evitar riscos e batidas, e os cabos do acelerador, da ajudará a secar os componen-
tenha cuidado ao manusear embreagem e do afogador. tes e eliminará a condensação
a motocicleta e as peças plás- Aplique spray antioxidante nos de umidade do interior da lente
ticas. aros e/ou rodas, amortecedo- do farol, que pode se formar
n A aplicação de massa ou pro- res, interior e exterior do es- após a lavagem.
dutos para polimento pode da- capamento e demais peças
nificar o acabamento. cromadas.
! CUIDADO
n As peças injetadas na cor de-
NOTA n A eficiência dos freios pode
finitiva (sem pintura) não per-
mitem retoques. Para mantê- Aplique spray antioxidante somen- ser temporariamente afetada
las em perfeitas condições, te com o motor frio. O excesso após a lavagem. Teste-os an-
tome cuidado ao lavar a mo- pode ser retirado após 24 horas. tes de pilotar. Pode ser neces-
tocicleta ou aplicar produtos sário acioná-los algumas ve-
para polimento. Caso contrá- zes para restituir seu desem-
rio, será necessário substituí- ! CUIDADO penho normal.
las para eliminar marcas ou n Acione os freios com maior
Não aplique spray antioxidante
riscos. antecedência para evitar um
nas regiões próximas aos freios.
possível acidente.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-5
Conservação de Se a motocicleta for permanecer
inativa por um longo período, ! CUIDADO
motocicletas inativas siga os procedimentos abaixo: A gasolina é altamente infla-
1. Troque o óleo do motor. mável e até explosiva, sob cer-
ATENÇÃO tas condições. Drene o tanque
2. Drene o tanque de combustí- de combustível e carburador em
Para maior vida útil da bateria, vel num recipiente adequado.
recomendamos utilizar a mo- local ventilado, com o motor
Pulverize o interior do tanque desligado. Não permita a pre-
tocicleta, pelo menos, uma vez com óleo antioxidante em
por semana. sença de cigarros, chamas ou
spray. Feche a tampa do tan- faíscas perto da motocicleta.
que firmemente.
NOTA
NOTA 3. Lubrifique a corrente de trans-
Antes de armazenar a motocicle-
Se a motocicleta for permanecer missão.
ta, faça todos os reparos necessá-
inativa por mais de 1 mês, certifi- 4. Para impedir oxidação no in-
rios. Caso contrário, eles podem
que-se de drenar o carburador terior do cilindro:
ser esquecidos quando a motoci-
para garantir o funcionamento n Remova o supressor de ruí-
cleta for novamente usada.
adequado do motor, quando a mo- dos da vela de ignição. Use
tocicleta voltar a ser utilizada. um cordão para amarrar o
supressor em algum compo-
nente plástico da carenagem,
afastado da vela de ignição.
n Remova a vela e guarde-a em
local seguro. Não a conecte
ao supressor de ruídos.
7-6 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
n Coloque uma colher de chá 8. Apóie a motocicleta sobre ca- Ativação da motocicleta
(5 – 10 ml) de óleo novo para valetes, de modo que os pneus Siga os procedimentos abaixo an-
motor no interior do cilindro não toquem o chão. tes de voltar a usar a motocicleta:
e proteja o orifício da vela 9. Cubra a motocicleta com uma 1. Lave completamente a motoci-
com um pano limpo. capa apropriada. Não use plás- cleta (pág. 7-2).
n Acione o pedal de partida ticos ou materiais impermeá- 2. Troque o óleo do motor, caso a
várias vezes, ou pressione o veis. Guarde a motocicleta em motocicleta tenha permanecido
interruptor de partida por al- local fresco e seco, sem gran- inativa por mais de 4 meses.
guns segundos, para distri- des variações de temperatura
3. Se necessário, recarregue a
buir o óleo. e protegida do sol.
bateria e instale-a na motoci-
n Instale a vela e o supressor de
cleta.
ruídos.
4. Limpe o interior do tanque de
5. Desconecte os cabos da bate- combustível e abasteça-o com
ria. Carregue a bateria uma gasolina nova.
vez por mês.
5. Efetue a inspeção antes do uso
6. Lave e seque a motocicleta. (pág. 5-10).
Siga os procedimentos descri-
6. Faça um teste pilotando a mo-
tos na página 7-2.
tocicleta em baixa velocidade
7. Calibre os pneus na pressão e em local seguro, afastado do
recomendada. trânsito.
TRANSPORTE 8-1
4. Mantenha a motocicleta firme- 6. Aperte ambas as cintas até que
mente no lugar, apoiando a roda a suspensão dianteira fique
dianteira na frente da caçamba comprimida até, no mínimo,
do veículo de transporte. metade de seu curso.
5. Prenda as extremidades inferio-
res das duas cintas de fixação ATENÇÃO
nos ganchos do veículo. Prenda
as extremidades superiores das Apertar as cintas excessivamente
cintas no guidão (uma no lado pode danificar os retentores dos
direito e outra no lado esquer- garfos.
Figura ilustrativa do), próximo ao garfo.
7. Trave as cintas para que não
Siga as instruções abaixo ao trans- NOTA se soltem durante o percurso.
portar a motocicleta num cami- Certifique-se de que as cintas de 8. Use outra cinta de fixação para
nhão ou carreta. fixação não fiquem em contato evitar que a traseira da moto-
com os cabos de controle, care- cicleta se movimente.
1. Use uma rampa para colocar
nagem ou fiação elétrica.
a motocicleta no veículo de
transporte.
2. Feche o registro de combustí-
vel e engrene a transmissão.
3. Mantenha a motocicleta na
posição vertical, usando cintas
de fixação apropriadas.

ATENÇÃO
Não use cordas. Elas podem se
soltar durante o transporte, cau-
sando a queda da motocicleta.
8-2 TRANSPORTE
NOTA
! CUIDADO Danos causados pelo uso de tais
Não transporte a motocicleta dispositivos ou de outros equipa-
deitada. Isso poderá danificá-la, mentos não recomendados pela
além de causar vazamento de Honda não serão cobertos pela
combustível, o que é muito peri- garantia.
goso.

NOTA
A Honda não se responsabiliza
pelo frete, estadia do condutor ou Figura ilustrativa
veículo, por danos causados du-
rante improvisos emergenciais, Reboque
nem pelo transporte da motoci- Não utilize dispositivos de rebo-
cleta para assistência técnica de- que que apóiam a roda traseira no
vido à pane que impeça a loco- solo nem reboque a motocicleta
moção ou execução das revisões com corda cambão ou cabo de
estipuladas no Plano de Manu- aço. Caso contrário, a transmissão,
tenção Preventiva. suspensão dianteira, coluna de di-
reção e chassi serão danificados.
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1
A Honda, sempre empenhada em NOTA Baterias usadas: devem ser le-
melhorar o futuro do planeta, Não queime, enterre ou guarde vadas a uma concessionária au-
gostaria de compartilhar este os pneus em áreas descobertas. torizada Honda para destinação
compromisso com você, nosso adequada em atendimento à
cliente. Resolução CONAMA no 257, de
Fios, cabos elétricos e cabos de 30/06/99.
Para garantir uma relação har- aço usados: não os reutilize
moniosa entre sua motocicleta e Peças plásticas e metálicas: leve-
após a substituição. Eles repre-
o meio ambiente, observe os pon- as até uma concessionária autori-
sentam um perigo em potencial zada Honda para reciclagem para
tos abaixo: para o motociclista. Leve-os até
Manutenção preventiva: pre- evitar o acúmulo de lixo nas gran-
uma concessionária autorizada des cidades.
serva e valoriza o produto, além Honda para reciclagem.
de trazer grandes benefícios ao Modificações: evite modificações,
Fluidos de freio e embreagem, tais como substituição do escapa-
meio ambiente.
solução da bateria: mento e regulagens de carbura-
Óleo do motor: troque nos in- dor, diferentes das especificadas
tervalos especificados neste ma- para este modelo, ou qualquer
nual. Encaminhe o óleo usado ! CUIDADO outra modificação que vise alterar
para postos de troca ou concessio- Devido a suas características o desempenho do motor. Além de
nária autorizada Honda mais ácidas, essas substâncias podem infringir o Novo Código Nacional
próxima. danificar a pintura da motoci- de Trânsito, elas contribuem para
Produtos perigosos: não devem cleta, além de representar sé- o aumento da poluição sonora e
ser jogados em esgoto comum. rio risco de contaminação do do ar.
Pneus usados: leve-os até uma solo e da água, quando derra- Seguindo estas recomendações,
concessionária autorizada Honda madas. Manuseie-as com mui- você estará ajudando a preservar
para reciclagem em atendimen- to cuidado. a natureza, em benefício de todos.
to à Resolução CONAMA no 258,
de 26/08/99.
9-2 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Economia de combustível Maneira de pilotar Condições externas
As condições da motocicleta, ma- O consumo de combustível será O consumo de combustível será
neira de pilotar e condições ex- menor se a motocicleta for pilo- menor se a motocicleta for pilo-
ternas afetam o consumo de com- tada de forma moderada. Acele- tada em rodovias planas e de boa
bustível. rações rápidas, manobras brus- estrutura, ao nível do mar, sem
cas e frenagens severas aumen- passageiro ou bagagem, e com
Os cuidados com o amaciamento tam o consumo. temperatura ambiente modera-
durante os primeiros quilômetros da. Roupas e capacete sob medi-
de uso também contribuem para Sempre utilize as marchas ade-
quadas, de acordo com a veloci- da também contribuem para a
este desempenho. economia de combustível.
dade, e acelere suavemente. Ten-
Condições da motocicleta te manter a motocicleta em velo- O consumo será sempre maior
Para máxima economia de com- cidade constante, sempre que o com o motor frio. Porém, não há
bustível, mantenha a motocicle- tráfego permitir. necessidade de deixá-lo em mar-
ta em perfeitas condições de uso cha lenta por um longo período
e use somente combustível de boa para aquecê-lo. A motocicleta po-
qualidade. derá ser pilotada aproximadamente
Utilize somente peças originais 1 minuto após ligar o motor, inde-
Honda e efetue todos os serviços pendente da temperatura externa.
de manutenção necessários nos O motor se aquecerá mais rapida-
intervalos especificados, princi- mente e a economia de combustí-
palmente a regulagem do car- vel será maior.
burador e verificação do sistema
de escapamento.
Verifique freqüentemente a pres-
são e o desgaste dos pneus. O
uso de pneus desgastados ou com
pressão incorreta aumenta o con-
sumo de combustível.
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-3
Nível de ruídos Ruídos NOTA
Sua motocicleta é propulsionada Não remova nenhum elemento
Este veículo está em conformida-
por um motor alternativo e muitas de fixação e use somente peças
de com a legislação vigente de originais Honda para evitar ruí-
controle da poluição sonora para peças móveis são utilizadas no
processo de fabricação. O meca- dos desagradáveis.
veículos automotores (Resolução
o
CONAMA n 2 de 11/02/1993, nismo possui tolerâncias de fabri-
complementada pela Resolução cação que seguem rigorosamen-
o
n 268 de 19/09/2000). te as normas de engenharia e con-
trole de qualidade da fábrica.
Limite máximo de ruído para fis-
calização de veículo em circula- Dependendo da variação dessas
ção: tolerâncias, alguns motores po-
dem apresentar ruídos caracterís-
80,5 dB (A) a 4.000 rpm ticos diferentes dos motores de
motocicletas de mesma cilindrada.
(medido a 0,5 m de distância do Essa variação geralmente é per-
escapamento, conforme NBR-9714) cebida com a alteração térmica
do motor e é considerada absolu-
tamente normal.
9-4 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Programa de controle de NOTA Controle de emissões
poluição do ar n Siga rigorosamente o Plano de
Manutenção Preventiva recor- Para assegurar a conformidade de
O processo de combustão produz rendo sempre a uma concessio- sua motocicleta com os requisitos
monóxido de carbono, óxidos de nária autorizada Honda. legais, confirme se os níveis de CO
nitrogênio e hidrocarbonetos, e HC atendem aos valores reco-
n Observe rigorosamente as re- mendados em marcha lenta, como
entre outros elementos. O con- comendações e especificações
trole de hidrocarbonetos e óxi- indicado abaixo (Art. 16 da Reso-
técnicas contidas neste manual. lução CONAMA no 297/02):
dos de nitrogênio é muito impor- Além de usufruir sempre do me-
tante, pois, sob certas condições, lhor desempenho de sua Honda, Regime de marcha lenta:
eles reagem para formar fumaça você estará contribuindo para a 1.400 ± 100 rpm
e névoa fotoquímica, quando ex- preservação do meio ambiente. (na temperatura normal
postos à luz solar. de funcionamento)
O monóxido de carbono não rea-
ge da mesma forma, entretanto é Valores recomendados de CO
tóxico. (monóxido de carbono):
As motocicletas Honda possuem 1,0 ± 0,3%
sistemas de admissão, alimenta- (em marcha lenta)
ção de combustível e escapamen- Valores recomendados de HC
to ajustados para reduzir as emis- (hidrocarbonetos):
sões desses elementos. Abaixo de 350 ppm
(em marcha lenta)
NOTA
Use somente peças originais. Elas Este veículo atende ao Progra-
são imprescindíveis para o funcio- ma de Controle da Poluição do
namento correto desses sistemas. Ar por Motociclos e Veículos
Similares – PROMOT, estabele-
cido pela Resolução CONAMA
n o 297 de 26/02/2002 e no 342
de 25/09/2003.
ESPECIFICAÇÕES 10-1

DIMENSÕES
Comprimento total 2.053 mm
Largura total 820 mm
Altura total 1.139 mm
Distância entre eixos 1.353 mm
Distância mínima do solo 244 mm
Altura do assento 825 mm

PESO
Peso seco 115,6 kg (NXR150 Bros ESD)
115,1 kg (NXR150 Bros ES)
114,1 kg (NXR150 Bros KS)

CAPACIDADES
Óleo do motor 1,0 litro (após drenagem)
1,2 litro (após desmontagem do motor)
Tanque de combustível 12 litros
Reserva de combustível 3,5 litros (aproximadamente)
Capacidade Piloto e um passageiro
Capacidade máxima de carga 159 kg
10-2 ESPECIFICAÇÕES

MOTOR
Tipo 4 tempos, arrefecido a ar, OHC, monocilíndrico,
acionado por corrente, 2 válvulas
Disposição do cilindro Inclinado 15° em relação à vertical
Diâmetro e curso 57,3 x 57,8 mm
Cilindrada 149,2 cm3
Relação de compressão 9,5:1
Potência máxima 14,0 cv a 8.000 rpm
Torque máximo 1,36 kgf.m a 6.000 rpm
Vela de ignição NGK CPR8EA-9
NGK CPR9EA-9 (Opcional)
Folga dos eletrodos 0,8 – 0,9 mm
Folga das válvulas (motor frio) Adm: 0,08 mm
Esc: 0,12 mm
Rotação de marcha lenta 1.400 ± 100 rpm
ESPECIFICAÇÕES 10-3

CHASSI/SUSPENSÃO
Cáster/trail 26°34’/95 mm
Pneu dianteiro (medida) 90/90 – 19M/C 52P
(marca/modelo) PIRELLI MT60
Pneu traseiro (medida) 110/90 – 17M/C 60P
(marca/modelo) PIRELLI MT60
Suspensão dianteira (tipo/curso) Garfo telescópico/180 mm
Suspensão traseira (tipo/curso) MONO-SHOCK/150 mm
Freio dianteiro (tipo) A disco (acionamento hidráulico) – NXR150 Bros ESD
A tambor (sapatas de expansão interna) – NXR150 Bros KS•ES
Freio traseiro (tipo) A tambor (sapatas de expansão interna)
10-4 ESPECIFICAÇÕES

TRANSMISSÃO
Tipo 5 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Redução primária 3,350
Redução final 2,882
Relação de transmissão I 2,785
II 1,875
III 1,409
IV 1,120
V 0,937
Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdo
ESPECIFICAÇÕES 10-5

SISTEMA ELÉTRICO
Bateria 12 V – 5 Ah (NXR150 Bros ES•ESD)
12 V – 4 Ah (NXR150 Bros KS)
Sistema de ignição CDI (Ignição por descarga capacitiva)
Alternador 0,095 kW/5.000 rpm
Fusível principal 15 A
Outros fusíveis 5 A, 10 A

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
Lâmpada do farol (alto/baixo) 12 V – 35/35 W
Lâmpada da lanterna traseira/luz do freio 12 V – 21/5 W
Lâmpada do velocímetro 12 V – 2 W
Lâmpadas das sinaleiras 12 V – 10 W x 4
Indicador do ponto morto 12 V – 2 W
Indicador das sinaleiras 12 V – 2 W
Indicador do farol alto 12 V – 2 W
10-6 ESPECIFICAÇÕES

ATENÇÃO
Não tente remover a placa de
identificação, pois ela é auto-
destrutiva (resolução CONTRAN
no 024/98).

2 3
1

Identificação da Placa de identificação do ano


motocicleta de fabricação (3)
Esta placa, colada no lado direi-
A identificação oficial de sua mo- to do chassi, perto da coluna de
tocicleta é feita por meio do nú- direção sob o tanque de combus-
mero de série do chassi (1), grava- tível, identifica o ano de fabrica-
do no lado direito da coluna de ção de sua motocicleta.
direção, e número de série do
Tenha cuidado para não danificá-
motor (2), gravado no lado esquer-
la.
do do motor. Esses números devem
ser usados como referência para
solicitação de peças de reposição.
Anote-os nos espaços abaixo.
o
N de série do chassi

o
N de série do motor
Manual Básico de Segurança no Trânsito

1. Normas Gerais de Circulação ........................................................................................... 2

2. Infração e Penalidade . ..................................................................................................... 7

3. Renovação da Carteira Nacional de Habilitação .............................................................. 8

4. Direção Defensiva ............................................................................................................ 9

5. Noções de Primeiros Socorros no Trânsito ........................................................................ 28

6. Conceitos e Definições Legais ........................................................................................... 44

7. Sinalização ....................................................................................................................... 49
 Manual Básico de Segurança no Trânsito

1. Normas Gerais de Circulação  Certificar-se de que há combustível suficiente para


percorrer o percurso desejado.
Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais
de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Conduta Quem tem a preferência?
merecem atenção especial de todos os usuários da via. Atenção aqui. Em vias nas quais não há
Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples sinalização específica, tem a preferência:
uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas destacamos  Quem estiver transitando pela
as que advertem os usuários quanto a atos que possam cons- rodovia, quando apenas um fluxo
tituir riscos ou obstáculos para o trânsito de veículos, pessoas for proveniente de auto-estrada;
e animais, além de danos à propriedade pública ou privada.  Quem estiver circulando uma rota-
Entretanto, bom senso apenas não é suficiente para o restante tória; e
das normas. A maior parte delas exige do usuário o conhecimen-  Quem vier pela direita do condutor,
to da legislação específica e a disposição de se pautar por ela. nos demais casos.
Resumo das normas Fácil, não? Mas lembre-se: em vias com
mais de uma pista, os veículos mais lentos
Nas páginas que seguem, procuramos apresentar de for- têm a preferência de uso da faixa da di-
ma condensada um apanhado das principais normas de reita. Já a faixa da esquerda é reservada
circulação, agrupando-as segundo temas de interesse para para ultrapassagens e para os veículos
mais fácil fixação. de maior velocidade.
Seguir corretamente as determinações implica um processo de Mas as regras de preferência não param por aí. Também
aprendizagem e permanente reaprendizagem. Dê uma boa têm prioridade de deslocamento os veículos destinados a
leitura e procure memorizar o que lhe parecer mais importante. socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fis-
Mas guarde este Manual para referência futura. Quando o calização de trânsito e as ambulâncias, bem como veículos
assunto é trânsito, confiar só na memória pode custar caro. precedidos de batedores. E a prioridade se estende também
Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obri- ao estacionamento e parada desses veículos.
gatórias. Mas há algumas coisas a observar. Para poder exercer a
Deveres do condutor preferência, é preciso que os dispositivos de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitente — indicativos de urgência
 Ter pleno domínio de seu veículo a todo momento,
— estejam acionados. Se for esse o caso:
dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
 Deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se à
segurança do trânsito;
direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas podem
 Verificar a existência e as boas condições de funciona-
estar em jogo;
mento dos equipamentos de uso obrigatório;
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
 Se Você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o Ultrapassagens
alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo Aqui chegamos a um ponto
já tiver passado por ali. realmente delicado. As ultrapas-
sagens são uma das principais
! Cuidado causas de acidentes e precisam
ser realizadas com toda a pru-
Veículos de prestadores de serviços de utilidade pública dência e segundo procedimentos
(companhias de água, luz, esgoto, telefone, etc.) regulamentares.
também têm prioridade de parada e estacionamento no Algumas regras básicas:
local em que estiverem trabalhando. Mas o local deve
1. Ultrapasse sempre pela es-
estar sinalizado, segundo as normas do CONTRAN.
querda e apenas nos trechos
permitidos.
Na maior parte das vezes, a 2. Nunca ultrapasse no acosta-
circulação de veículos pelas mento das estradas. Esse espaço é destinado a paradas
vias públicas deve ser feita e saídas de emergência.
pelo lado direito. 3. Se outro veículo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado
seu desejo de fazê-Io, dê a preferência. Aguarde sua vez.
4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre, e de
Mas às vezes é preciso que há espaço suficiente para a manobra.
deslocar-se lateralmente, 5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de ultra-
para trocar de pista ou fa- passar. Ligue a seta ou faça os gestos convencionais de
zer uma conversão à direita braço.
ou à esquerda. Nesse caso,
6. Guarde distância em relação a quem está ultrapassan-
sinalize com bastante ante-
do. Nada de “tirar fininho”. Deixe um espaço lateral de
cedência sua intenção.
segurança.
Para virar à direita, por
7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.
exemplo, faça uso das
setas e aproxime-se tanto 8. Se Você está sendo ultrapassado, mantenha constante
quanto possível da margem direita da via enquanto reduz sua velocidade. Se estiver na faixa da esquerda, venha
gradualmente sua velocidade. para a da direita, sinalizando corretamente.
Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns 9. Ao ultrapassar um ônibus que esteja parado, reduza a ve-
cuidados. Vejamos. locidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar
desembarcando ou correndo para tomar a condução.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Lanternas: sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite,
! Cuidado quando o veículo estiver parado para embarque ou
Os veículos pesados devem, quando circulam em fila, desembarque, carga ou descarga.
permitir espaço suficiente entre si para que outros veículos  Pisca-alerta: em imobilizações ou em situação de emer-
os possam ultrapassar por etapas. Tenha em mente que gência.
os veículos mais pesados são responsáveis pela seguran-  Luz de placa: durante a noite, em circulação.
ça dos mais leves; os motorizados, pela segurança dos
não motorizados; e todos, pela proteção dos pedestres. ! Cuidado
Veículos de transporte coletivo regular de passageiros,
Proibido ultrapassar quando circulam em faixas especiais, devem manter
A menos que haja sinalização específica as luzes baixas acesas de dia e de noite. Isso se aplica
permitindo a manobra, jamais ultrapasse também aos ciclos motorizados, em qualquer situação.
nas seguintes situações:
1. Sobre pontes ou viadutos. Pode buzinar?
2. Em travessias de pedestres. Pode. Mas só “de leve”. Em ‘toques breves’, como diz o Código.
3. Nas passagens de nível. Assim mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações:
4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.  Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar
5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade sufi- acidentes;
ciente.  Fora das áreas urbanas, para advertir outro condutor
6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias. de sua intenção de ultrapassá-lo.
Uso de luzes e faróis Olho no velocímetro
O uso das luzes do veículo deve ter em conta o seguinte: Diz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando
 Luz baixa: durante a noite e no interior de túneis sem a pressa é mesmo grande todo o mundo quer correr além
iluminação pública durante o dia. da conta.
 Luz alta: nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com Cuidado! A velocidade é outro grande fator de risco de
outro veículo ou ao segui-lo. acidentes de trânsito. Além disso, determina, em proporção
direta, a gravidade das ocorrências.
 Luz alta e baixa: (intermitente) por curto período de
tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via Alguns motoristas acreditam que a velocidades mais altas
de sua intenção de ultrapassar o veículo que vai à frente, podem se livrar com mais facilidade de algumas situações
ou sinalizar quanto à existência de risco à segurança de difíceis no trânsito. E que trafegar devagar demais é mais
perigoso que andar depressa.
quem vem em sentido contrário.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
Mas não é assim. Reduzir a velocidade é o primeiro procedi- No mais, use o bom senso. Não fique “empacando” os
mento a se tomar na tentativa de evitar acidentes. outros sem causa justificada, transitando a velocidades
A velocidade máxima permitida para cada via é indicada por incomumentes baixas.
meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte: E para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedência. Evi-
Em vias urbanas: te freadas bruscas, a não ser em caso de emergência. Reduza
a velocidade sempre que se aproximar de um cruzamento
 80 km/h nas vias de trânsito rápido;
ou em áreas de perímetro urbano nas rodovias.
 60 km/h nas vias arteriais;
 40 km/h nas vias Parar e estacionar
coletoras; Vamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa
 30 km/h nas vias locais. emergência, tiver que parar o veículo no leito viário, provi-
dencie a imediata sinalização. Em locais de estacionamento
Em rodovias: proibido, a parada deve ser suficiente apenas para embarque
 110 km/h para automóveis e e desembarque de passageiros. E só nos casos em que o pro-
camionetas; cedimento não interfira com o fluxo de veículos ou pedestres.
 90 km/h para ônibus e O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo lado
microônibus; da calçada, exceto para o condutor do veículo.
 80 km/h para os demais Para carga e descarga, o veículo deve ser mantido paralelo
veículos. à pista, junto ao meio-fio, de preferência nos estaciona-
mentos.
! Cuidado
Para estradas não pavimentadas, a velocidade máxima ! Cuidado
é de 60km/h. Ao parar o veículo, certifique-se de que isso não constitui
risco para os ocupantes e demais usuários da via.
O motorista consciente, porém, mais do que observar a
sinalização e os limites de velocidade, deve regular sua Veículos de tração animal
própria velocidade — dentro desses limites — segundo Devem ser conduzidos pela pista
as condições de segurança da via, do veículo e da carga, da direita, junto ao meio-fio ou
adaptando-se também às condições meteorológicas e à acostamento, sempre que não
intensidade do trânsito. houver faixa especial para tal fim,
Faça isso e Você estará sempre seguro. E livre de multas por e conforme normas de circulação
excesso de velocidade. ditadas pelo órgão de trânsito.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Duas rodas A bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados.
Motociclistas e pilotos de ciclomotores e motonetas devem Mas o ciclista também precisa tomar seus cuidados. Deve
seguir algumas regras básicas: trajar roupas claras e sinalizar com antecedência todos os
 Usar sempre o capacete, com viseira ou óculos protetores;
seus movimentos.
 Segurar o guidom com as duas mãos;
Siga o exemplo dos ciclistas profissionais, que geralmente
levam esses aspectos a sério.
 Usar vestuário de proteção, conforme as especificações
do Contran. Segurança
Isso vale também para os passageiros. Para dicas mais precisas sobre como evitar
acidentes, consulte o capítulo Direção
! Cuidado defensiva. Mas nunca é demais
reprisar algumas dicas básicas:
É proibido trafegar de motocicleta nas vias de maior 1. Crianças menores de 10 anos
velocidade. O motociclista deve se manter sempre na devem estar sempre no banco de
faixa da direita, de preferência no centro da faixa. trás e devidamente atadas por cintos de segurança. Crianças
Andar de moto sobre calçadas nem pensar. menores de 3 anos devem estar em assentos especiais.
2. O uso de cinto de segurança é obrigatório em todas as
Parar e estacionar vias do território nacional.
Motocicletas e outros veículos motorizados de duas rodas 3. Veículos que não se desloquem sobre pneus não podem
devem ser estacionados perpendicularmente à guia da circular em vias públicas pavimentadas, salvo em casos
calçada. A não ser que haja sinalização específica determi- especiais e com a devida autorização.
nando outra coisa. Bem, agora Você já tem uma boa idéia do que apresenta
Bicicletas o Código de Trânsito Brasileiro em termos de normas de
circulação. Se houver dúvida na interpretação ou no enten-
O ideal é mesmo a ciclovia. Mas dimento de algum termo, consulte o capítulo 6 Conceitos e
onde não existir, o ciclista deve tran- definições legais. O ideal é que Você procure ler o Código
sitar na pista de rolamento, em seu em sua totalidade. Informação nunca é demais.
bordo direito, e no mesmo sentido
do fluxo de veículos.
A autoridade de trânsito pode au-
! Atenção
torizar a circulação de bicicletas em O Código de Trânsito Brasileiro é disponível no site
sentido contrário ao do fluxo dos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) –
veículos, desde que em trecho dotado www.denatran.gov.br, item Legislação –
de ciclofaixa. Código de Trânsito Brasileiro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 

2. Infração e Penalidade Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima


permitida, em mais de 20%, em rodovias, tem como con-
Quando um motorista não cumpre qualquer item da legis- seqüência, além das penalidades (multa e suspensão do
lação de trânsito, ele está cometendo uma infração e fica direito de dirigir), também o recolhimento do documento
sujeito às penalidades previstas na lei. de habilitação (medida administrativa).
As infrações de trânsito normalmente geram também riscos Valores e pontuação de multas
de acidentes. Por exemplo: não respeitar o sinal vermelho
num cruzamento pode causar uma colisão entre veículos ou Gravidade Valor R$ Pontos
atropelamento de pedestres ou de ciclistas. Leve 53,20 3
As infrações de trânsito são classificadas, pela sua gravidade, Média 85,13 4
em LEVES, MÉDIAS, GRAVES e GRAVÍSSIMAS.
Grave 127,69 5
Penalidades e medidas administrativas
Gravíssima 191,54 7
Toda infração é passível de uma penalidade. Uma multa, por Posição em maio/2005
exemplo. Algumas infrações, além da penalidade, podem ter
uma conseqüência administrativa, ou seja, o agente de trânsito Se você atingir 20 pontos, terá a Carteira Nacional de Habilita-
deve adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir ção suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridade de
que o condutor continue dirigindo em condições irregulares. trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a soma das
infrações cometidas no último ano, a contar regressivamente
As medidas administrativas são: da data da última penalidade recebida. Para algumas infra-
 Retenção do veículo; ções, em razão da sua gravidade e conseqüências, a multa
 Remoção do veículo; pode ser multiplicada por três ou até mesmo por cinco.
 Recolhimento do documento de habilitação (Carteira Na-
Recursos
cional de Habilitação – CNH ou Permissão para Dirigir);
Após uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, a
 Recolhimento do certificado de licenciamento;
NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO é encaminhada ao endereço
 Transbordo do excesso de carga.
do proprietário do veículo. A partir daí, o proprietário pode
As penalidades são as seguintes: indicar o condutor que dirigia o veículo e também encaminhar
 Advertência por escrito; defesa ao órgão de trânsito. A partir da NOTIFICAÇÃO DA
 Multa; PENALIDADE, o proprietário do veículo pode recorrer à Junta
 Suspensão do direito de dirigir;
Administrativa de Recursos de Infrações – JARI. Caso o recurso
seja indeferido, pode ainda recorrer ao Conselho Estadual de
 Apreensão do veículo;
Trânsito – CETRAN (no caso do Distrito Federal ao CONTRAN-
 Cassação do documento de habilitação; DIFE) e, em alguns casos específicos, ao CONTRAN, para
 Freqüência obrigatória em curso de reciclagem. avaliação do recurso em última instância administrativa.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Crime de trânsito
Infringir as
3. Renovação da Carteira
Classificam-se as infrações des- Nacional de Habilitação
critas no Código de Trânsito Bra- leis de trânsito
sileiro em administrativas, civis também é um O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo
e penais. As infrações penais, fator de risco condutor que não tenha curso de direção defensiva e primei-
resultantes de ação delituosa, de acidente! ros socorros deve a eles ser submetido, cabendo ao Conselho
estão sujeitas às regras gerais Nacional de Trânsito – CONTRAN a sua regulamentação. Por
do Código Penal e seu proces- meio da resolução CONTRAN nº 168, de 14 de dezembro
samento é feito pelo Código de de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005, foram
Processo Penal. O infrator, além das penalidades impostas estabelecidos os currículos, a carga horária e a forma de
administrativamente pela autoridade de trânsito, é submetido cumprimento ao disposto no referido artigo 150. Há três
a processo judicial criminal. Julgado culpado, a pena pode formas possíveis de cumprimento ao disposto na lei:
ser prestação de serviços à comunidade, multa, suspensão
do direito de dirigir e até detenção.  Realização do Curso com presença em sala de aula
Casos mais freqüentes compreendem dirigir sem habilitação, O condutor deve participar de curso oferecido pelo órgão
alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com a executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (De-
segurança da via, nas proximidades de escolas, gerando tran), ou por entidades por ele credenciadas, obrigando-se a
perigo de dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses freqüentar de forma integral 15 horas de aula, sendo 10 horas
a um ano, além de eventual ajuizamento de ação civil para relativas a direção defensiva e 5 horas relativas a primeiros
reparar prejuízos causados a terceiros. socorros. O fornecimento do certificado de participação com
a freqüência de comparecimento a 100% das aulas pode ser
suficiente para o cumprimento da exigência legal.
! Atenção  Realização de Curso à Distância – modalidade Ensino
à Distância (EAD)
Este texto está disponível no site
www.denatran.gov.br, item Material Educativo. Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Esta-
dos ou do Distrito Federal (Detran) ou por entidades espe-
cializadas por ele credenciadas, conforme regulamentação
específica, homologada pelo Denatran, com os requisitos
mínimos estabelecidos no anexo IV da resolução 168.
 Validação de estudo – forma autodidata
O condutor poderá estudar só, por meio de material didá-
tico com os conteúdos de direção defensiva e de primeiros
socorros.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
Os condutores que participem de curso à distância ou que 4. Direção Defensiva
estudem na forma autodidata devem se submeter a um
exame a ser realizado pelo órgão executivo de trânsito dos Introdução
Estados ou do Distrito Federal (Detran), com prova de 30
questões, sendo exigido o aproveitamento de no mínimo Educando com valores
70% para aprovação. O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras ativi-
dades humanas, quatro princípios são importantes para o
Os condutores que já tenham realizado cursos de direção relacionamento e a convivência social no trânsito.
defensiva e de primeiros socorros, em órgãos ou instituições O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual
oficialmente reconhecidas, podem aproveitar esses cursos, derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamen-
desde que apresentem a documentação comprobatória. tais para o convívio social democrático, como o respeito mútuo
e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude
necessária à promoção da justiça.
! Atenção O segundo princípio é a igualdade de di-
Textos sobre Direção defensiva e Primeiros socorros reitos. Todos têm a possibilidade de exercer Trânsito
no trânsito podem ser obtidos no site do a cidadania plenamente e, para isso, é ne- seguro é
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran): cessário ter eqüidade, isto é, a necessidade um direito
www.denatran.gov.br, item Material Educativo. de considerar as diferenças das pessoas de todos!
para garantir a igualdade que, por sua
vez, fundamenta a solidariedade.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do
trânsito e de suas conseqüências.
Finalmente, o princípio da co-responsabilidade pela vida
social, que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a
valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito,
à efetivação do direito de mobilidade em favor de todos os
cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos
espaços públicos.
10 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Comportamentos expressam princípios e valores que a socie-  Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do
dade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e trabalho;
leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as  Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e
contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo pro­cessos judiciais, que podem exigir o pagamento de
entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, indenizações e até mesmo a prisão dos responsáveis.
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como sta-
tus”, são valores presentes em parte da sociedade. Mas são Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos
insustentáveis do ponto de vista das necessidades da vida acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse
coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar. que poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção
Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade de milhares de casas populares para melhorar a vida de
e respeito exige uma tomada de consciência das questões em muitos brasileiros.
jogo no convívio social, portanto, na convivência no trânsito. É a Por isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para
escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz
mais humano, harmonioso, seguro e justo. da “preservação da vida, da saúde e do meio ambiente” da
Riscos, perigos e acidentes Política Nacional de Trânsito.
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no traba- Esta é uma excelente oportunidade que você tem para ler
lho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, com atenção este material didático e conhecer e aprender
dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando como evitar situações de perigo no trânsito, diminuindo as
pelas ruas da cidade. possibilidades de acidentes.
Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando Estude-o bem. Aprender os conceitos de Direção Defensiva
uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as vai ser bom para você, para seus familiares, para seus amigos
chances de acontecer um acidente. e também para o País.
Os acidentes de trânsito resultam em
Acidente
danos aos veículos e suas cargas e ge-
ram lesões em pessoas. Nem é preciso não acontece
dizer que eles são sempre ruins para por acaso,
todos. Mas você pode ajudar a evitá- por obra do
los e colaborar para diminuir: destino ou
 O sofrimento de muitas pessoas, por azar!
causado por mortes e ferimentos,
inclusive com seqüelas* físicas
e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis; (*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 11
Direção defensiva O veículo
Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira Seu veículo dispõe de equipamentos e sistemas importantes
de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a para evitar situações de perigo que podem levar a aciden-
preservar a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é tes, como freios, suspensão, sistema de direção, iluminação,
a direção defensiva? É a forma de dirigir que permite a Você pneus e outros.
reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever Outros equipamentos são destinados a diminuir os impactos
o que pode acontecer com Você, com seus acompanhantes, causados em caso de acidente, como cinto de segurança,
com o seu veículo e com os outros usuários da via. “air-bag” e carroçaria.
Para isso, Você precisa aprender os conceitos de direção Manter esses equipamentos em boas condições é importante
defensiva e usar esse conhecimento com eficiência. Diri- para que eles cumpram suas funções.
gir sempre com atenção, para poder prever o que fazer
com antecedência e tomar as decisões certas para evitar Manutenção periódica e preventiva
acidentes. Todos os sistemas e componentes
A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece do seu veículo se desgastam O hábito da
por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande com o uso. O desgaste de um manutenção
maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou componente pode prejudicar preventiva e
seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de o funcionamento de outros e periódica gera
responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando previsível, comprometer sua segurança. Isso
economia e
é evitável. pode ser evitado, observando a
vida útil e a durabilidade defi- evita acidentes
Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito
estão relacionados com: nida pelos fabricantes para os de trânsito!
 Os veículos;
Atravessar a componentes, dentro de certas
rua na faixa condições de uso.
 Os condutores;
é um direito Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito
 As vias de trânsito;
do pedestre. de fazer periodicamente a manutenção preventiva. Ela é
 O ambiente; fundamental para minimizar o risco de acidentes de trânsito.
Respeite-o!
 O comportamento das Respeite os prazos e as orientações do manual de instruções
pessoas. do veículo e, sempre que necessário, consulte profissionais
habilitados. Uma manutenção feita em dia evita quebras,
Vamos examinar separadamente os principais riscos e custos com consertos e, principalmente, acidentes.
perigos.
12 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Funcionamento do veículo Pneus
Você pode observar o funcionamento de seu veículo seja pelas Os pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e
indicações do painel ou por uma inspeção visual simples: manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:
 Combustível: veja se o indicado no painel é suficiente  Calibragem: siga as reco-
para chegar ao destino; mendações do fabricante do A estabilidade
 Nível de óleo do freio, do motor e da direção hidráulica: veículo, observando a situa- do veículo
observe os respectivos reservatórios, conforme o manual ção de carga (vazio e carga também está
de instruções do veículo; máxima). Pneus murchos relacionada com
 Nível de óleo do sistema de transmissão (câmbio): para
têm sua vida útil diminuída, a calibragem
veículos com transmissão automática, veja o nível do prejudicam a estabilidade, correta dos
reservatório. Nos demais veículos, procure vazamentos aumentam o consumo de
combustível e reduzem a pneus!
sob o veículo;
aderência ao piso com água.
 Água do radiador: nos veículos refrigerados a água,
veja o nível do reservatório de água;  Desgaste: o pneu deve ter sulcos de, no mínimo, 1,6 mi-
límetro de profundidade. A função dos sulcos é permitir
 Água do sistema limpador de pára-brisa: verifique o
o escoamento da água para garantir perfeita aderência
reservatório de água; ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.
 Palhetas do limpador de pára-brisa: troque, se estiverem
 Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm
ressecadas; bolhas ou cortes. Essas deformações podem causar um
 Desembaçadores dianteiro e traseiro: verifique se estão estouro ou uma rápida perda de pressão.
funcionando corretamente;  Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou
 Funcionamento dos faróis: verifique visualmente se todos dimensões diferentes das recomendadas pelo fabrican-
estão acendendo (luzes baixa e alta); te, para não reduzir a estabilidade e desgastar outros
 Regulagem dos faróis: faça por meio de profissionais componentes da suspensão.
habilitados; Você pode identificar outros problemas de pneus com facilida-
 Lanternas dianteiras e traseiras, luzes indicativas de de. Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o
direção, luz de freio e luz de ré: inspeção visual. balanceamento das rodas. Veículo “puxando” para um dos la-
dos indica um possível problema com a calibragem dos pneus
ou com o alinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a
estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.
Não se esqueça de que todas essas recomendações também
se aplicam ao pneu sobressalente (estepe), nos veículos em
que ele é exigido.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 13
Cinto de segurança Transporte as crianças menores de 10 anos apenas no
O cinto de segurança existe para limitar banco traseiro, acomodadas em dispositivo de retenção
a movimentação dos ocupantes de um afixado ao cinto de segurança, adequado a sua estatura,
veículo, em caso de acidente ou numa peso e idade.
freada brusca. Nesses casos, o cinto Alguns veículos não possuem banco traseiro. Excepcional-
impede que as pessoas se choquem com mente, e só nesses casos, Você pode transportar crianças
as partes internas do veículo ou sejam menores de 10 anos no banco dianteiro, utilizando o
lançadas para fora dele, reduzindo as- cinto de segurança. Dependendo da idade, elas devem ser
sim a gravidade das possíveis lesões. Por acomodadas em cadeiras apropriadas, com a utilização
isso, os cintos de segurança devem estar do cinto de segurança. Se o veículo tiver “air-bag” para o
em boas condições de conservação e passageiro, é recomendável que Você o desligue enquanto
todos os ocupantes devem usá-los, in- estiver transportando crianças nessa situação.
clusive os passageiros do banco traseiro, O cinto de segurança é de utilização individual. Transportar
mesmo gestantes* e crianças. criança no colo, ambos com o mesmo cinto, pode acarretar
Faça sempre inspeção dos cintos: lesões graves e até a morte da criança.
 Veja se os cintos não têm cortes, para não se romperem As pessoas, em geral, não têm a noção exata do significado
numa emergência; do impacto de uma colisão no trânsito. Saiba que, segundo
 Confira se não existem dobras que impeçam a perfeita as leis da física, colidir com um poste ou com um objeto fixo
elasticidade; semelhante, a 80 quilômetros por hora, é o mesmo que cair
 Teste o travamento para ver se estão funcionando per- de um prédio de 9 andares.
feitamente;
 Verifique se os cintos do banco traseiro estão disponíveis Suspensão
para utilização dos ocupantes. A finalidade da suspensão e dos amortecedores é manter
Uso correto do cinto: a estabilidade do veículo. Quando gastos, podem causar a
 Ajuste-o firmemente ao corpo, sem deixar folgas; perda de controle do veículo e seu capotamento, especial-
 A faixa inferior deve ficar abaixo do abdome, sobretudo mente em curvas e nas frenagens. Verifique periodicamente
para as gestantes; o estado de conservação e o funcionamento deles, usando
 A faixa transversal deve vir sobre o ombro, atravessando como base o manual do fabricante e levando o veículo a
o peito, sem tocar o pescoço; pessoal especializado.
 Não use presilhas. Elas anulam os efeitos do cinto de
segurança. Direção
A direção é um dos mais importantes componentes de segu-
(*) Ver no site www.abramet.org.br o item Consensos e Diretrizes,
trabalho “Uso do cinto de segurança durante a gravidez” – NE.
rança do veículo, um dos responsáveis pela dirigibilidade.
14 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Folgas no sistema de direção fazem o veículo “puxar” para um Freios
dos lados, podendo levar o condutor a perder seu controle. O sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eficiên­
Ao frear, esses defeitos são aumentados. Você deve verificar cia reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias para
periodicamente o funcionamento correto da direção e fazer frear com segurança e podem causar acidentes.
as revisões preventivas nos prazos previstos no manual do Os principais componentes do sistema de freios são: sistema
fabricante, com pessoal especializado. hidráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo
Sistema de iluminação do tipo de veículo. Veja as principais razões de perda de
eficiência e como inspecionar:
O sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto Para frear com
 Nível de fluido baixo: é só
para Você ver bem seu trajeto como para ser visto por todos segurança,
os outros usuários da via e, assim, garantir a segurança no observar o nível do reser-
vatório; é preciso
trânsito. Sem iluminação, ou com iluminação deficiente, Você
pode ser causa de colisão e de outros acidentes. Confira e  Vazamento de fluido: obser- estar atento.
evite as principais ocorrências: ve a existência de manchas Mantenha
 Faróis queimados, em mau
Ver e ser no piso sob o veículo; distância segura
esta­do de conservação ou desa- visto por  Disco e pastilhas gastos: e freios em
linhados: reduzem a visibilidade todos torna o verifique com profissional bom estado!
panorâmica e você não conse- trânsito mais habilitado;
gue ver tudo o que deveria; seguro!  Lonas gastas: verifique com profissional habilitado.
 Lanternas de posição queimadas
ou com defeito, à noite ou em Quando Você atravessa locais encharcados ou com poças de
ambientes escurecidos (chuva, penumbra): compro- água, utilizando veículo com freios a lona, pode ocorrer a per-
metem o reconhecimento do seu veículo pelos demais da de eficiência momentânea do sistema de freios. Observando
usuários da via; as condições do trânsito no local, reduza a velocidade e pise no
 Luzes de freio queimadas ou em mau funcionamento (à
pedal de freio algumas vezes para voltar à normalidade.
noite ou de dia): Você freia e isso não é sinalizado aos Nos veículos dotados de sistema ABS (central eletrônica
outros motoristas. Eles vão ter menos tempo e distância que recebe sinais provenientes das rodas e que gerencia
para frear com segurança; a pressão no cilindro e no comando dos freios, evitando o
 Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas bloqueio das rodas), verifique, no painel, a luz indicativa de
ou em mau funcionamento: impedem que os outros problemas no funcionamento.
motoristas compreendam sua manobra e isso pode Ao dirigir, evite freadas bruscas e desnecessárias, que des-
causar acidentes. gastam mais rapidamente os componentes do sistema de
Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das freios. É só dirigir com atenção, observando a sinalização,
lanternas. a legislação e as condições do trânsito.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 15
O condutor Uso correto dos
retrovisores
Como evitar desgaste físico relacio-
nado à maneira de sentar e dirigir Quanto mais Você vê o
que acontece a sua volta
A posição correta ao dirigir evita des- enquanto dirige, maior
gaste físico e contribui para evitar situa- a possibilidade de evitar
ções de perigo. Siga as orientações: situações de perigo.
 Dirija com os braços e pernas ligei­
Nos veículos com retro-
ramente dobrados, evitando tensões;
visor interno, sente-se na
 Apóie bem o corpo no assento e
posição correta e ajuste-o numa posição que dê a Você uma
no encosto do banco, o mais próximo visão ampla do vidro traseiro. Não coloque bagagens ou obje-
possível de um ângulo de 90 graus; tos que impeçam sua visão por meio do retrovisor interno.
 Ajuste o encosto de cabeça de acordo com a altura dos
ocupantes do veículo, de preferência na altura dos olhos; Os retrovisores externos, esquerdo e direito, devem ser ajus-
 Segure o volante com as duas mãos, como os ponteiros do
tados de maneira que Você, sentado na posição de direção,
relógio na posição de 9 horas e 15 minutos. Assim você vê veja o limite traseiro do seu veículo e com isso reduza a
melhor o painel, acessa melhor os comandos do veículo e possibilidade de “pontos cegos” ou sem alcance visual. Se
nos veículos com “air-bag” não impede seu funcionamento; não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar
uma manobra, movimente a cabeça ou o corpo para encon-
 Procure manter os calcanhares apoiados no assoalho
trar outros ângulos de visão pelos espelhos externos, ou por
do veículo e evite apoiar os pés nos pedais, quando não
meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos
os estiver usando;
motores dos outros veículos e só faça a manobra se estiver
 Utilize calçados que fiquem bem fixos a seus pés, para
seguro de que não irá causar acidentes.
poder acionar os pedais rapidamente e com segurança;
 Coloque o cinto de segurança, e de maneira que ele se O problema da concentração: telefones, rádios e outros
ajuste firmemente a seu corpo. A faixa inferior deve passar mecanismos que diminuem sua atenção ao dirigir
pela região do abdome e a Como tomamos decisões no trânsito?
faixa transversal, sobre o pei-
A posição correta Muitas das coisas que fazemos no trânsito são automáticas,
to, e não sobre o pescoço;
 Fique em posição que permita
ao dirigir produz feitas sem que pensemos nelas. Depois que aprendemos a
ver bem as informações do menos desgaste dirigir, não mais pensamos em todas as coisas que temos que
painel e verifique sempre o físico e aumenta fazer ao volante. Esse automatismo acontece após repetirmos
funcionamento de sistemas a sua segurança! muitas vezes os mesmos movimentos ou procedimentos.
importantes, como, por exem- Isso, no entanto, esconde um problema que está na base
plo, a temperatura do motor. de muitos acidentes. Em condições normais, nosso cérebro
16 Manual Básico de Segurança no Trânsito
leva alguns décimos de segundo para registrar as imagens Outros fatores que reduzem a concentração, apesar de
que enxergamos. Isso significa que, por mais atento que Você muitos não perceberem isso, são:
esteja ao dirigir um veículo, vão existir, num breve espaço de  Usar o telefone celular ao dirigir, mesmo que seja pelo
tempo, situações que você não consegue observar. viva-voz;
Os veículos em movimento mudam constantemente de po-  Assistir televisão a bordo ao dirigir;
sição. Por exemplo, a 80 quilômetros por hora, um veículo  Ouvir aparelho de som em volume que não permita
percorre 22 metros em um único segundo. Se acontecer uma ouvir os sons do seu próprio veículo e dos demais;
emergência, entre perceber o problema, tomar a decisão de  Transportar animais soltos e desacompanhados no
frear, acionar o pedal e o veículo parar totalmente, serão ne-
interior do veículo;
cessários, pelo menos, 44 metros. Se você estiver pouco con-
 Transportar no interior do veículo objetos que possam
centrado ou não puder se concentrar totalmente na direção,
seu tempo normal de reação vai aumentar, transformando se deslocar durante o percurso.
os riscos do trânsito em perigos no trânsito. Ao dirigir, não conseguimos manter a atenção concentrada
Alguns dos fatores que diminuem a sua concentração e durante todo o tempo. Constantemente somos levados a
retardam os reflexos são: pensar em outras coisas, sejam elas importantes ou não.
 Consumir bebida alcóolica; Concentração Force a sua concentração no ato de dirigir, acostumando-se
 Usar drogas; e reflexos a observar sempre e alternadamente:
 Usar medicamento que mo- diminuem muito  As informações no painel do veículo, como velocidade,
difica o comportamento, de com o uso de combustível e sinais luminosos;
acordo com seu médico;
álcool e drogas.  Os espelhos retrovisores;
 Ter participado, recentemen-
Acontece o  A movimentação de outros
te, de discussões fortes com
familiares, no trabalho, ou mesmo se você veículos a sua frente, a sua
por qualquer outro motivo; não dormir ou traseira ou nas laterais;
 Ficar muito tempo sem dor-  A movimentação dos pedes-
dormir mal!
mir, dormir pouco ou dormir tres, em especial nas proxi-
mal; midades dos cruzamentos;
 Ingerir alimentos muito pesados, que acarretam sono-  A posição de suas mãos ao
lência. volante.
Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a con-
centração, afeta a coordenação motora, muda o comportamen-
to e diminui o desempenho, limitando a percepção de situações
de perigo e reduzindo a capacidade de ação e reação.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 17
O constante aperfeiçoamento Todas as nossas  É obrigatório o uso Motocicletas são como
O ato de dirigir apresenta riscos e atividades de viseiras ou ócu- os demais veículos:
pode gerar graves conseqüências, exigem los de proteção; devem respeitar os
tanto físicas como financeiras. Por aperfeiçoamento  É proibido transpor­
limites de velocidade,
isso, dirigir exige aperfeiçoamento e atualização. tar crianças meno-
manter distância segura,
e atualização constantes, para a res de 7 anos;
melhoria do desempenho e dos Viver é ultrapassar apenas pela
 É obrigatório manter
resultados. um eterno o farol aceso quan- esquerda e não circular
Você dirige um veículo que exige aprendizado! do em circulação, entre veículos!
conhecimento e habilidade, passa de dia ou à noite;
por lugares diversos e complexos, nem sempre  As ultrapassagens
conhecidos, nos quais também circulam outros veículos, pesso- devem ser feitas sempre pela esquerda;
as e animais. Por isso, você tem muita responsabilidade sobre
 A velocidade deve ser compatível com as condições
tudo o que faz ao volante. É muito importante para você conhe-
cer as regras de trânsito, a técnica de dirigir com segurança e e circunstâncias do momento, respeitando os limites
saber como agir em situações de risco. Procure sempre revisar fixados pela regulamentação da via;
e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre tudo isso.  Não circule entre faixas de tráfego;
 Condutor e passageiro devem vestir roupas claras;
Dirigindo ciclomotores e motocicletas
 Solicite ao “carona” que movimente o corpo da mesma
Um grande número de motociclistas precisa alterar urgente- maneira que você, condutor, para garantir a estabilidade
mente sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa,
nas curvas;
ultrapassar pela direita, circular em velocidades incompatíveis
com a segurança, circular entre veículos em movimento e sem  Segure o guidom com as duas mãos.
guardar distância segura têm resultado num preocupante Regras de segurança para ciclomotores
aumento do número de acidentes, envolvendo motocicletas
 O condutor de ciclomotor (veículo de duas ou três rodas,
em todo o País. São muitas mortes e ferimentos graves que
causam invalidez permanente e que poderiam ser evitados, motorizado, até 50 centímetros cúbicos) deve dirigir
simplesmente com uma direção mais segura. Se você dirige pela direita da pista de rolamento, preferencialmente
uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e não deixe no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito
de seguir as orientações abaixo. da pista, sempre que não houver acostamento ou faixa
própria a ele destinada;
Regras de segurança para condutores de motocicletas
 É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de
e ciclomotores
trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.
 É obrigatório o uso de capacete de segurança para o
condutor e o passageiro;
18 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Via de trânsito Quanto maior a velocidade, mais sentimos essa força. Ela
pode chegar ao ponto de tirar o veículo de controle, provocan-
do um capotamento ou a travessia na pista, com colisão com
outros veículos ou atropelamento de pedestres e ciclistas.
A velocidade máxima permitida numa curva leva em con-
sideração aspectos geométricos de construção da via. Para
sua segurança e conforto, acredite na sinalização e adote
os seguintes procedimentos:
Via pública é a superfície por onde transitam veículos, pessoas  Diminua a velocidade, com antecedência, usando o
e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamen- freio e, se necessário, reduza a marcha antes de entrar
to, a ilha e o canteiro central. Podem ser urbanas ou rurais na curva e de iniciar o movimento do volante;
(estradas ou rodovias). Cada via tem suas características, que  Comece a fazer a curva com movimentos suaves e
devem ser observadas para diminuir os riscos de acidentes. contínuos no volante, acelerando gradativamente e
respeitando a velocidade máxima permitida. À medida
Fixação da velocidade que a curva for terminando, retorne o volante à posição
Você tem a obrigação de dirigir numa velocidade compatível inicial, também com movimentos suaves;
com as condições da via, respeitando os limites de velocidade  Procure fazer a curva movimentando o menos que puder
estabelecidos. o volante, evitando movimentos bruscos e oscilações na
Embora os limites de velocidade sejam os que estão nas placas direção.
de sinalização, há determinadas circunstâncias momentâneas
nas condições da via — tráfego, condições do tempo, obstácu- Declives
los, aglomeração de pessoas — que exigem que Você reduza a Você percebe que à frente há um de-
velocidade e redobre sua atenção, para dirigir com segurança. clive acentuado: antes que a descida
Quanto maior a velocidade, maior é o risco e mais graves são comece, teste os freios e mantenha
os acidentes e maior a possibilidade de morte no trânsito. o câmbio engatado numa marcha
O tempo que se ganha utilizando uma velocidade mais reduzida durante a descida.
elevada não compensa os riscos e o estresse. Por exemplo, a Nunca desça com o veículo
80 quilômetros por hora Você percorre uma distância de 50 desengrenado. Porque, em
quilômetros, em 37 minutos, e a 100 quilômetros por hora Você caso de necessidade, Você
vai demorar 30 minutos para percorrer a mesma distância. não vai ter a força do motor para ajudar a parar, ou a
reduzir a velocidade, e os freios podem não ser suficientes.
Curvas Não desligue o motor nas descidas. Com ele desligado,
Ao fazer uma curva, sentimos o efeito da força centrífuga, os freios não funcionam adequadamente, e o veículo pode
a força que nos “joga” para fora da curva e exige um certo atingir velocidades descontroladas. Além disso, a direção
esforço para não deixar o veículo sair da trajetória. pode travar se Você desligar o motor.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 19
Ultrapassagem Estreitamento de pista
Onde houver sinalização Qualquer estreitamento de
proibindo a ultrapassagem, pista aumenta riscos. Pontes
não ultrapasse. A sinalização estreitas ou sem acostamen-
é a representação da lei e foi im- to, obras, desmoronamento
plantada por pessoal técnico, que de barreiras, presença de
já calculou que naquele trecho não objetos na pista, por exemplo,
é possível a ultrapassagem, porque provocam estreitamentos.
há perigo de acidente. Nos trechos onde Assim que você enxergar a sinalização
houver sinalização permitindo a ultrapassa- ou perceber o estreitamento, redobre sua atenção, reduza a
gem, ou onde não houver qualquer tipo de sinalização, só velocidade e a marcha e, quando for possível a passagem de
ultrapasse se a faixa do sentido contrário de fluxo estiver livre
apenas um veículo por vez, aguarde o momento oportuno,
e, mesmo assim, só tome a decisão considerando a potência
alternando a passagem com os outros veículos que vêm em
do seu veículo e a velocidade do veículo que vai à frente.
sentido oposto.
Nas subidas, só ultrapasse quando estiver disponível a terceira
faixa, destinada a veículos lentos. Não existindo essa faixa, siga Acostamento
as mesmas orientações anteriores, mas considere que a potên- É uma parte da via, mas diferenciada da pista de rolamen-
cia exigida do seu veículo vai ser maior que na pista plana. to, destinada à parada ou ao estacionamento de veículos
Para ultrapassar, acione a seta para a esquerda, mude de em situação de emergência, à circulação de pedestres e
faixa a uma distância segura do veículo à sua frente e só de bicicletas, neste último caso, quando não houver local
retorne à faixa normal de tráfego quando puder ver o veículo apropriado.
ultrapassado pelo retrovisor.
É proibido trafegar
Nos declives, as velocidades de todos os veículos são muito
maiores. Para ultrapassar, tome cuidado adicional com a com veículos auto-
velocidade necessária para a ultrapassagem. Lembre-se motores no acosta-
que Você não pode exceder a mento, pois isso pode
velocidade máxima permitida Não tenha pressa. causar acidentes com
naquele trecho da via. Aguarde outros veículos para-
uma condição dos ou atropelamen-
Outros veículos podem querer
tos de pedestres ou ciclistas.
ultrapassá-lo. Não dificulte a permitida e
ultrapassagem, mantenha a segura para fazer Pode ocorrer em trechos da via um desnivelamento do acos-
velocidade do seu veículo, ou a ultrapassagem! tamento em relação à pista de rolamento, um “degrau” entre
até mesmo reduza-a ligeira- um e outro. Nesse caso, você deve redobrar sua atenção.
mente.
20 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Concentre-se no alinhamento da via É proibido Fique sempre atento ao estado do pavimento da via e procure
e permaneça a uma distância segura adequar sua velocidade a essa situação. Evite mudanças
do seu limite, evitando que as rodas e perigoso abruptas de velocidade e frenagens bruscas, que tornam
caiam no acostamento e isso possa trafegar pelo mais difícil o controle do veículo nessas condições.
causar um descontrole do veículo. acostamento.
Sinalização
Se precisar parar no acostamento, Ele se destina
procure um local onde não haja A sinalização é um sistema de comunicação para ajudar
a paradas de você a dirigir com segurança. As várias formas de sinalização
desnível ou ele seja reduzido. Se emergência e mostram o que é permitido e o que é proibido fazer, advertem
for extremamente necessário parar, ao tráfego de sobre perigos na via e também indicam direções a seguir e
primeiro reduza a velocidade, o pontos de interesse. A sinalização é projetada com base na
pedestres e
mais suavemente possível, para não engenharia e no comportamento humano, independentemente
causar acidente com os veículos que ciclistas!
das habilidades individuais do condutor e do estado particular
vêm atrás, e sinalize com a seta. de conservação do veículo. Por essa razão, você deve respeitar
Após parar o veículo, sinalize com o sempre a sinalização e adequar seu comportamento aos limites
triângulo de segurança e o pisca-alerta. de seu veículo. Veja, a respeito, o capítulo 7 deste Manual.
Condições do piso da pista de rolamento Calçadas ou passeios públicos
Ondulações, buracos, elevações, inclinações ou alterações As calçadas ou passeios públicos são de uso exclusivo de
do tipo de piso podem desestabilizar o veículo e provocar a pedestres e só podem ser utilizados pelos veículos para
perda do controle dele. Passar por buracos, depressões ou acesso a lotes ou garagens.
lombadas pode causar desequilíbrio em seu veículo, danificar Mesmo nesses casos, o tráfego de As calçadas
componentes ou ainda fazer você perder a dirigibilidade. veículos sobre a calçada deve ser feito ou passeios
Ainda você pode agravar o problema se usar incorretamente com muito cuidado, para não ocasio- públicos são
os freios ou se fizer um movimento brusco com a direção. nar atropelamento de pedestres.
Ao perceber antecipadamente essas ocorrências na pista, redu- espaços do
A parada ou estacionamento de veícu-
za a velocidade, usando os freios. Mas evite acioná-los durante los sobre as calçadas retira o espaço pedestre!
a passagem por buracos, depressões e lombadas, porque isso próprio do pedestre, levando-o a
vai aumentar o desequilíbrio de todo o conjunto do veículo. transitar na pista de rolamento, na
qual evidentemente corre o perigo de ser atropelado.
Trechos escorregadios
Por essa razão, é proibida a circulação, parada ou estacio-
O atrito do pneu com o solo é reduzido pela presença de namento de veículos automotores nas calçadas.
água, óleo, barro, areia, outros líquidos ou materiais na Você também deve ficar atento em vias sem calçadas, ou
pista, e essa perda de aderência pode causar derrapagens quando elas estiverem em construção ou deterioradas, o que
e descontrole do veículo. força o pedestre a caminhar na pista de rolamento.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 21
Árvores e vegetação  Se houver a placa PARE no seu sentido de direção, Você
Árvores e vegetação nos cantei- deve parar, observar se é possível atravessar e só aí
ros centrais de avenidas ou nas movimentar o veículo;
calçadas podem esconder as  Numa rotatória, a preferência de passagem é do veículo
placas de sinalização. Por não que nela já estiver circulando;
ver essas placas, os motoristas  Havendo sinalização por semáforo, o condutor deve
podem ser induzidos a fazer fazer a passagem sob a luz verde. Sob a luz amarela,
manobras que trazem perigo Você deve reduzir a marcha e parar. Sob a luz amarela,
de colisões entre veículos ou Você só deve fazer a travessia se já tiver entrado no
de atropelamento de pedestres e de ciclistas. cruzamento ou se essa condição for a mais segura para
Ao notar árvores ou vegetação que podem encobrir a sinali- impedir que o veículo que vem atrás colida com o seu.
zação, redobre sua atenção, até reduzindo a velocidade, para Nos cruzamentos com semáforos, você deve observar apenas
identificar restrições de circulação e com isso evitar acidentes. o foco de luz que controla o tráfego da via em que você está e
aguardar o sinal verde antes de movimentar seu veículo, mes-
Cruzamentos de vias mo que outros veículos, a seu lado, se movimentem antes.
Em um cruzamento, a circulação de veículos e de pessoas
se altera a todo instante. Quanto mais movimentado, mais
conflito há entre veículos, pedestres e ciclistas, aumentando
os riscos de colisões e atropelamentos.
É muito comum, também, a presença de equipamentos como
“orelhões”, postes, lixeiras, banca de jornais e até mesmo
cavaletes com propaganda nas esquinas, reduzindo ainda
mais a percepção dos movimentos de pessoas e veículos.
Assim, ao se aproximar de um cruza- Cruzamentos
mento, independentemente de existir são áreas
algum tipo de sinalização, Você deve
de risco no
redobrar a atenção e reduzir a velo-
cidade do veículo. Lembre-se sempre trânsito.
de algumas regras básicas: Reduza a
 Se não houver sinalização, a pre- velocidade
ferência de passagem é do veículo e respeite a
que se aproxima do cruzamento sinalização!
pela direita;
22 Manual Básico de Segurança no Trânsito
O ambiente Aquaplanagem ou hidroplanagem Piso molhado
Algumas condições climáticas e naturais afetam as condi- Com água na pista, pode ocorrer a reduz a
ções de segurança do trânsito. Sob essas condições, você aquaplanagem, que é a perda da ade- aderência
deve adotar atitudes que garantam a sua segurança e a dos rência do pneu com o solo. É quando
o veículo flutua na água e você perde dos pneus.
demais usuários da via. Velocidade
totalmente o controle dele. A aquapla-
Chuva nagem pode acontecer com qualquer reduzida e
A chuva reduz a visibilidade de todos, tipo de veículo e em qualquer piso. pneus em bom
deixa a pista molhada e escorregadia Para evitar essa situação de perigo, estado evitam
e pode criar poças de água se o piso Você deve observar com atenção a acidentes!
da pista for irregular, não tiver incli- presença de poças de água sobre a
nação favorável ao escoamento de pista, mesmo não havendo chuva,
água ou se estiver com buracos. e reduzir a velocidade utilizando os
É bom ficar alerta desde o início da chuva, quando a pista, geral- freios, antes de entrar na região empoçada. Na chuva, aumen-
mente, fica mais escorregadia, devido à presença de óleo, areia ou ta a possibilidade de perda de aderência. Nesse caso, reduza
outras impurezas. E tomar ainda mais cuidado no caso de chuvas a velocidade e aumente a distância do veículo a sua frente.
intensas, quando a visibilidade é ainda mais reduzida e a pista é Quando o veículo estiver sobre poças de água, não é re-
recoberta por uma lâmina de água, podendo aparecer mais poças. comendável a utilização dos freios. Segure a direção com
Nessa situação, redobre sua atenção, acione a luz baixa do força para manter o controle de seu veículo. O estado de
farol, aumente a distância do veículo a sua frente e reduza a conservação dos pneus e a profundidade de seus sulcos são
velocidade até sentir conforto e segurança. Evite pisar no freio igualmente importantes para evitar a perda de aderência.
de maneira brusca, para não travar as rodas e não deixar o Neblina ou cerração
veículo derrapar pela perda de aderência. Se o seu veículo
tem freio ABS (que não deixa travar as rodas), aplique força Sob neblina ou cerração, Você deve Sob neblina,
no pedal, mantendo-o pressionado até seu controle total. No imediatamente acender a luz baixa reduza a
do farol (e o farol de neblina, se tiver),
caso de chuva de granizo (chuva de pedra), o melhor a fazer velocidade
aumentar a distância do veículo a sua
é parar o veículo em local seguro e aguardar o fim da chuva. frente e reduzir a velocidade, até sentir e use a luz
Ela não dura muito nessas circunstâncias. Ter os limpadores mais segurança e conforto. Não use o baixa do
de pára-brisa sempre em bom estado e o desembaçador e o farol alto porque ele reflete a luz nas farol!
sistema de sinalização do veículo funcionando perfeitamente partículas de água, reduzindo ainda
aumenta as suas condições de segurança e seu conforto nessas mais a visibilidade.
ocasiões. O estado de conservação dos pneus e a profundidade
Lembre-se de que nessas condições o pavimento fica úmido
dos seus sulcos são muito importantes para evitar a perda de
e escorregadio, reduzindo a aderência dos pneus.
aderência sob a chuva.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 23
Caso sinta muita dificuldade em continuar trafegando, pare em não pare o veículo na pista, já que, com a falta de visibilidade,
local seguro, como um posto de abastecimento. Em virtude da os outros motoristas podem não vê-lo parado na pista.
pouca visibilidade sob neblina, geralmente não é seguro parar
no acostamento. Use o acostamento somente em caso extremo Condição da luz
e de emergência e utilize, nesses casos, o pisca-alerta. A falta ou o excesso de luminosidade pode aumentar os
riscos no trânsito. Ver e ser visto é uma regra básica para a
Vento direção segura. Confira como agir:
Ventos muito fortes, ao  Farol alto ou farol baixo Mantenha
atingirem seu veículo desregulado os faróis
em movimento, podem A luz baixa do farol deve ser uti-
deslocá-lo, ocasionan- lizada obrigatoriamente à noite, regulados
do a perda de estabi- mesmo em vias com iluminação e utilize-os
lidade e o descontrole, que pública. A iluminação do veículo de forma
podem ser causa de colisões com à noite, ou em situações de es- correta.
outros veículos ou ainda de capotamentos. curidão, sob chuva ou em túneis, Torne o
Há trechos de rodovias onde são freqüentes os ventos fortes. permite aos outros condutores trânsito
Acostume-se a observar o movimento da vegetação às margens e especialmente aos pedestres
e aos ciclistas observarem com seguro em
da via. É uma boa orientação para identificar a força do vento.
Em alguns casos, esses trechos encontram- se sinalizados. antecedência o movimento dos qualquer
Notando movimentos fortes da vegetação ou vendo a sina- veículos e, com isso, se protege- lugar ou
lização correspondente, reduza a velocidade para não ser rem melhor. circunstância!
surpreendido e para manter a estabilidade. Usar o farol alto ou o farol baixo
Os ventos também podem ser gerados pelo deslocamento de ar desregulado ao cruzar com outro
de outros veículos maiores em velocidade, no mesmo sentido ou veículo pode ofuscar a visão do outro motorista. Por isso,
no sentido contrário de tráfego ou ainda na saída de túneis. A mantenha sempre os faróis regulados e, ao cruzar com
velocidade deve ser reduzida, adequando-se a marcha do motor outro veículo, acione com antecedência a luz baixa.
para diminuir a probabilidade de desestabilização do veículo. Quando ficamos de frente a um farol alto ou a um farol
desregulado, perdemos momentaneamente a visão
Fumaça proveniente de queimadas (ofuscamento). Nessa situação, procure desviar sua
A fumaça produzida pelas queimadas nos terrenos à margem visão para uma referência na faixa à direita da pista.
da via provoca redução da visibilidade. Além disso, a fuligem Quando a luz do farol do veículo que vem atrás refletir
proveniente da queimada pode reduzir a aderência ao piso. no espelho retrovisor interno, ajuste-o para desviar o
Nos casos de queimadas, redobre sua atenção e reduza a veloci- facho de luz. A maioria dos veículos tem esse dispositivo.
dade. Ligue a luz baixa do farol e, depois que entrar na fumaça, Verifique a respeito o manual de instruções do veículo.
24 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Recomenda-se o uso da luz baixa do veículo nas rodo- Outras regras gerais e importantes
vias durante o dia. No caso dos ciclos motorizados e do
transporte coletivo de passageiros, este último quando Antes de colocar seu veículo
trafegar em faixa própria, o uso da luz baixa do farol é em movimento, verifique
obrigatório durante o dia e a noite. as condições de funciona-
mento dos equipamentos
 Penumbra (ausência de luz)
de uso obrigatório, como cintos
A penumbra (lusco-fusco) é uma ocorrência freqüente na de segurança, encostos de cabeça, ex-
passagem do final da tarde para o início da noite ou do tintor de incêndio, triângulo de segurança, pneu
final da madrugada para o nascer do dia ou, ainda, quando sobressalente, limpador de pára-brisa, sistema de iluminação
o céu está nublado ou chove com intensidade. Sob essas e buzina, além de observar se o combustível é suficiente para
condições, tão importante quanto ver é também ser visto. Ao chegar ao local de destino.
menor sinal de iluminação precária, acenda o farol baixo. Veículos de
Tenha, a todo momento, domínio de
maior porte são
 Inclinação da luz solar seu veículo, dirigindo-o com atenção
No início da manhã ou no final da tarde, a luz do sol “bate e com os cuidados in­dis­pensáveis à responsáveis
na cara”. O sol, devido a sua inclinação, pode causar segurança do trânsito. pela segurança
ofuscamento, reduzindo sua visão. Nem é preciso dizer que Dê preferência de passagem aos ve- dos veículos
isso representa perigo de acidentes. Procure programar sua ículos que se deslocam sobre trilhos, menores!
viagem para evitar essas condições. O ofuscamento pode respeitadas as normas de circulação.
acontecer também pelo reflexo do sol em alguns objetos Ao dirigir um veículo de maior porte, tome todo o cuidado
polidos, como garrafas, latas ou pára-brisas. e seja responsável pela segurança dos veículos menores,
Sob todas essas condições, reduza a velocidade do ve- pelos não motorizados e pela segurança dos pedestres.
ículo, utilize o quebra-sol (pala de proteção interna) ou Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de
até mesmo um óculos protetor (óculos de sol), e procure transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando
observar uma referência no lado direito da pista. embarque ou desembarque de passageiros.
O ofuscamento também pode acontecer com os motoristas Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização
que vêm em sentido contrário, quando são eles que têm o para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em vias
sol pela frente. Nesse caso, redobre sua atenção, reduza a com duplo sentido de direção e pista única, e também nos trechos
velocidade para seu maior conforto e segurança e acenda em curvas e em aclives.
o farol baixo para garantir que você seja visto por eles.
Não ultrapasse veículos
Nos cruzamentos com semáforos, o sol, ao incidir sobre
focos luminosos, pode impedir que Você identifique em pontes, viadutos e nas
corretamente a sinalização. Nesse caso, reduza a velo- travessias de pedestres,
cidade e redobre a atenção, até que tenha certeza da exceto se houver sinaliza-
indicação do semáforo. ção que o permita.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 25
Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um Essas situações ocorrem em horários preestabelecidos,
retorno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. conhecidos como “horários de pico”. São os horários de en-
Nas rodovias sem acostamento, siga a sinalização indicativa trada e saída de trabalhadores e acesso a escolas, sobretudo
de permissão. em pólos geradores de tráfego, como “shopping centers”,
Não freie bruscamente seu veículo, exceto por razões de supermercados, praças esportivas etc.
segurança. Mantenha uma distância segura do veículo à frente. Uma
Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a pas- boa distância permite que você tenha tempo de reagir e
sagem de outros veículos. Nem mesmo se você estiver na via acionar os freios diante de uma situação de emergência e
preferencial e com o semáforo verde para você. haja tempo também para que o veículo, uma vez freado,
Aguarde, antes do cru- pare antes de colidir.
zamento, o trânsito fluir Em condições normais da pista e do clima, o tempo neces-
e vagar um espaço no sário para manter a distância segura é de aproximadamente
trecho de via à frente. dois segundos. Existe uma regra simples — a regra dos dois
segundos — que pode ajudar Você a manter a distância
Use a sinalização de segura do veículo à frente:
advertência (triângulo
de segurança) e o pisca 1. Escolha um ponto fixo à margem da via; Evite
alerta quando precisar 2. Quando o veículo que vai a sua frente pas­ colisões,
parar temporariamen- sar pelo ponto fixo, comece a contar; mantendo
te o veículo na pista de rolamento. 3. Conte dois segundos pausadamente.
Uma maneira fácil é contar seis pala- distância
Em locais onde o estacionamento é proibido, você deve parar vras em seqüência: “cinqüenta e um, segura!
apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desem- cinqüenta e dois”;
barque de passageiros. Isso, desde que a parada não venha a 4. A distância entre o seu veículo e o que
interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres. vai à frente vai ser segura se seu veículo passar pelo ponto
Não abra a porta nem a deixe aberta, sem ter certeza de
que isso não vai trazer perigo para Você ou para os outros fixo após a contagem de dois segundos;
usuários da via. Cuide para que seus passageiros não abram 5. Caso contrário, reduza a velocidade e faça nova conta-
ou deixem abertas as portas do veículo. gem. Repita até
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do estabelecer a dis-
lado da calçada, exceto no caso do condutor. tância segura.
Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego Para veículos com
denso e com baixa velocidade, observando atentamente o mais de 6 metros
movimento de veículos, pedestres e ciclistas, tendo em conta de comprimento,
a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a ou sob chuva, aumente o
aproximação excessiva de outros veículos, ações que podem tempo de contagem: “cinqüenta e
acarretar acidentes. um, cinqüenta e dois, cinqüenta e três”.
26 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Respeito ao meio ambiente e convívio social A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica
suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas e
Poluição veicular e sonora agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de na-
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves riz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais.
ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os prin-
poluição do ar são os veículos automotores. Os gases que cipais são distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade
saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos auditiva, surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda
de nitrogênio, hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e material de concentração, aumento do batimento cardíaco e alergias.
particulado (fumaça preta).
Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a
A quantidade desses gases depende do tipo e da qualidade do sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns pro-
combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto me- cedimentos contribuem para reduzir a poluição atmosférica
lhor é a queima do combustível ou, melhor dizendo, quanto e a poluição sonora. São eles:
melhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição.
 Regule e faça a manutenção periódica do motor;
A presença desses gases na atmosfera não é só um problema
para cada uma das pessoas, é um problema para toda a  Calibre periodicamente os pneus;
coletividade do planeta.  Não carregue excesso de peso;
O monóxido de carbono não tem  Troque de marcha na rotação correta do motor;
Preservar o
cheiro, nem gosto e é incolor, sendo  Evite reduções constantes de marcha, acelerações brus-
difícil sua identificação pelas pes- meio ambiente cas e freadas excessivas;
soas. Mas é extremamente tóxico é um dever
 Desligue o motor numa parada prolongada;
e causa tonturas, vertigens, altera- de toda a
 Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto
ções no sistema nervoso central e sociedade! ou parado no trânsito;
pode ser fatal, em altas doses, em
 Mantenha o escapamento e o silencioso em boas con-
ambientes fechados.
dições;
O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel,
 Faça a manutenção periódica do equipamento destinado
provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e
também pode ser fatal, em doses altas. a reduzir os poluentes — catalisador (nos veículos em
que é previsto).
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos
combustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo
aumento da incidência de câncer no pulmão, provocam irrita-
ção nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 27
Você e o meio ambiente Você e a relação com o outro
A sujeira jogada na via públi- Na introdução deste capítulo,
ca ou nas margens das rodo- falamos sobre o relacio-
vias estimula a proliferação namento das pessoas no
de insetos e de roedores, o trânsito. Para melhorar o
que favorece a transmissão de convívio e a qualidade de
doenças contagiosas. Outros vida, existem alguns princípios que de­vem ser a base das
materiais jogados no meio nossas relações no trânsito, a saber:
ambiente, como latas e gar-  Dignidade da pessoa humana
rafas plásticas, levam muito Princípio universal do qual derivam os Direitos Humanos
tempo para ser absorvidos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio
pela natureza. Custa muito social democrático.
caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e  Igualdade de direitos
recuperar a natureza afetada. Por isso: É a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por
meio da eqüidade, isto é, a necessidade de considerar
 Mantenha sempre sacos de lixo no veículo. Não jogue
as diferenças das pessoas para garantir a igualdade,
lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à
fundamentando a solidariedade.
margem das rodovias;
 Participação
 Entulhos devem ser transportados para locais próprios. É o princípio que fundamenta a mobilização das pessoas
Não jogue entulho nas vias e suas margens; para se organizarem em torno dos problemas do trânsito
 Em caso de acidente com transporte de produtos perigo- e suas conseqüências para a sociedade.
sos (químicos, inflamáveis, tóxicos), procure isolar a área  Co-responsabilidade pela vida social O respeito à
e impedir que eles atinjam rios, mananciais e flora; Valorizar comportamentos neces- pessoa e a
 Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo sários à segurança no trânsito e à convivência
em local próprio. Não derrame óleo ou descarte mate- efetivação do direito de mobilidade a solidária
riais na via e nos espaços públicos; todos os cidadãos. Tanto o Governo tornam o
 Ao observar situações que agridem a natureza, sujam os quanto a população têm sua parcela trânsito mais
espaços públicos ou que também podem causar riscos de contribuição para um trânsito me- seguro!
para o trânsito, solicite ou colabore com sua remoção lhor e mais seguro. Faça sua parte.
e limpeza;
 O espaço público é de todos, faça sua parte mantendo-o ! Atenção
limpo e conservado. Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br,
item Material Educativo.
28 Manual Básico de Segurança no Trânsito

5. Noções de Primeiros Socorros são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insus-
tentáveis do ponto de vista das necessidades da vida coletiva,
no Trânsito da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.
Introdução Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualida-
de e respeito exige uma tomada de consciência das questões
Educando com valores em jogo no convívio social, portanto, na convivência no trân-
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras ativi- sito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a
dades humanas, quatro princípios são importantes para o um trânsito mais humano, harmonioso, seguro e justo.
relacionamento e a convivência social no trânsito.
Riscos, perigos e acidentes
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do
qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no traba-
fundamentais para o convívio social democrático, como o lho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando,
respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando
espécie, atitude necessária à promoção da justiça. O segundo pelas ruas da cidade.
princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando
de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é necessário uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as
ter eqüidade, isto é, a necessidade de considerar as diferen- chances de acontecer um acidente.
ças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez, Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e
fundamenta a solidariedade. suas cargas e geram lesões em pessoas.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização Nem é preciso dizer que eles são sempre ruins para todos. Mas
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
trânsito e de suas conseqüências. Finalmente, o princípio da  O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e
co-responsabilidade pela vida social, que diz respeito à for- ferimentos, inclusive com seqüelas* físicas e/ou mentais,
mação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos muitas vezes irreparáveis;
necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito  Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento
de mobilidade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos do trabalho;
governantes ações de melhoria dos espaços públicos.
 Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e
Comportamentos expressam princípios e valores que a socie- processos judiciais, que podem exigir o pagamento de
dade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e indenizações e ainda a prisão dos responsáveis.
leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as
contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo
entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, (*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como status” doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) - NE.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 29
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos feridas, às vezes com lesões irreversíveis e muitas mortes.
acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às
que poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção vítimas. Mas, por mais que se aparelhem hospitais e pronto-
de milhares de casas populares para melhorar a vida de socorros, ou se criem os Serviços de Resgate e SAMUs (Ser-
muitos brasileiros. Por isso, é fundamental a capacitação viços de Atendimento Móvel de Urgência), sempre vai haver
dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, um tempo até a chegada do atendimento profissional.
atendendo à diretriz da “preservação da vida, da saúde e do E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo,
meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito. as únicas pessoas presentes são as que foram envolvidas no
Acidentes de trânsito podem acontecer com todos. Mas pou- acidente e as que passam pelo local.
cos sabem como agir na hora que eles acontecem. Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:
Por isso, para a renovação da Carteira Nacional de Habili- 1. O espírito de solidariedade;
tação, todos os motoristas terão que saber os procedimentos 2. Informações básicas sobre o que fazer e o que não
básicos no caso de um acidente de trânsito. fazer nas situações de acidente.
Assim, este capítulo traz informações básicas que você deve co- São conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à
nhecer para atuar com segurança caso ocorra um acidente. vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um aci-
Para isso, ele foi escrito de forma simples e direta, e dispõe dente tenha maiores conseqüências, aumentando bastante
de um espaço para Você anotar informações que podem ser as chances de uma melhor recuperação das vítimas.
úteis por ocasião de um acidente.
Mas, atenção: não é objetivo deste capítulo ensinar pri- O que são Primeiros Socorros?
meiros socorros que necessitem de treinamento. Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas
Medidas de socorro, como respiração boca-a-boca, massa- no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário,
gens cardíacas, imobilizações, entre outros procedimentos, até a chegada de um socorro profissional. Quais são essas
exigem treinamento específico, dado por entidades creden- providências?
ciadas. Caso esses aprendizados sejam de seu interesse,  Uma rápida avaliação da vítima;
procure uma dessas entidades.  Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam
agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas
Importância das noções de primeiros socorros simples;
Se existem os Serviços Profissionais de Socorro, como  Acionar corretamente um serviço de emergência local.
SAMU e Resgate, por que é importante saber fazer algo Simples, não é?
pela vítima de um acidente de trânsito? As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para
Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que você entra num toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E agora
veículo surgem riscos de acidentes, riscos a sua vida e a de uma parte delas está disponível para você, neste capítulo.
outras pessoas. São muitos os acidentes de trânsito que acon- Leve as técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não
tecem todos os dias, deixando milhares de vítimas, pessoas há nada no mundo que valha mais que isso.
30 Manual Básico de Segurança no Trânsito
A seqüência das ações de socorro Como manter a calma e controlar a situação?
O que devo fazer primeiro? E depois? Como pedir socorro?
É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, Vamos manter a calma?
só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar
quais são as suas características. no caso de um acidente.
Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é
curva, por exemplo), vítimas presas nas ferragens, a presença de muito difícil ter atitudes racionais e coerentes nessa situação:
cargas tóxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro. o susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico
Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pesso- no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas
as iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido. reações sejam intempestivas, mal-pensadas. Mas tenha
Mas a seqüência das ações a serem realizadas vai cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam
sempre ser a mesma: agravando a situação.
1. Manter a calma; Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre
2. Garantir a segurança; rapidamente a lucidez, reorganize os pensamentos e se
mantenha calmo.
3. Pedir socorro;
4. Controlar a situação; Mas, como é que se faz para ficar calmo após um
5. Verificar a situação das vítimas; acidente?
6. Realizar algumas ações com as vítimas. Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental
que Você siga o seguinte roteiro:
Cada uma dessas ações é detalhada nos próximos itens. 1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por im-
O importante agora é fixá-las, ter sempre em mente a pulso;
seqüência delas.
2. Respire profundamente, algumas vezes;
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que
3. Veja se Você sofreu ferimentos;
a anterior tenha sido terminada. Você pode, por exemplo,
começar a garantir a segurança sinalizando o local, parar 4. Avalie a gravidade geral do acidente;
para pedir socorro e voltar depois para completar a segu- 5. Conforte os ocupantes do seu veículo;
rança do local. 6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar a situação e agir.
que as conseqüências do acidente sejam ampliadas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 31
E como controlar a situação? Como acionar o Socorro?
Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações? Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor
Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido
demais. possível.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com
pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial serviços de atendimento a emergências.
ou outro profissional acostumado a lidar com esse tipo de O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os
emergência. SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros
Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e tipos de socorro recebem chamados por telefone, fazem uma
comece as ações. Com calma, Você vai identificar o que é pre- triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias
ciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que: equipadas. No próprio local, após uma primeira avaliação,
 A ação inicial define todo o desenvolvimento do aten- os feridos são atendidos emergencialmente para, em segui-
dimento; da, serem transferidos a hospitais.
 Você precisa identificar os riscos para definir as ações. São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números
de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular,
Nem toda pessoa está preparada para assumir a liderança o de outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodo-
após um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa vias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja
emergência Você poderá ter que tomar a frente. Siga as passando pelo local que vá a um telefone ou a um posto
recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma rodoviário acionar rapidamente o socorro.
organizada e eficiente, diminuindo o impacto do acidente: A seguir estão listados os telefones de emergência mais
 Mostre decisão e firmeza nas suas ações; comuns.
 Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que
estiverem próximos;
 Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para
executar as tarefas;
 Não perca tempo discutindo;
 Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados
do acidente, às pessoas que estejam mais desequilibra-
das ou contestadoras;
 Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
 Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação
realizada.
32 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Serviços e Rodovias  Sempre que ocorrer qualquer emergência nas


Quando acionar
telefones rodovias.
Resgate do  Vítimas presas nas ferragens. Polícia Todas as rodovias devem divulgar o número do
Corpo de  Qualquer perigo identificado como fogo, fuma- Rodoviária telefone a ser chamado em caso de emergência.
Bombeiros Federal ou Pode ser da Polícia Rodoviária Federal, Estadual,
ça, faíscas, vazamento de substâncias, gases,
Estadual do serviço de uma concessionária ou do serviço
líquidos, combustíveis ou ainda locais instáveis
público próprio. Esses serviços não possuem
como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em
193 algumas regiões do País, o Resgate-193 é utili- um número único de telefone, mudam de uma
rodovia a outra.
zado para todo tipo de emergência relacionado
à saúde. Em outras, é utilizado prioritariamente Muitas rodovias dispõem de telefones de emer-
para qualquer emergência em via pública. gência nos acostamentos, geralmente (mas nem
Serviço de sempre) dispostos a cada quilômetro. Nesses
O Resgate pode acionar outros serviços quando Atendimento telefones é só retirar o fone do gancho, aguar-
existirem e se houver necessidade. ao Usuário dar o atendimento e prestar as informações
Procure saber se existe e como funciona o SAU solicitadas pelo atendente.
Resgate em sua região.
O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é
SAMU  Qualquer tipo de acidente. obrigatório nas rodovias administradas por con-
Serviço de  Mal súbito em via pública ou rodovia. cessionárias. Executa procedimentos de resgate,
Atendimento  O SAMU foi idealizado para atender a qualquer lida com riscos potenciais e rea­liza atendimento
Móvel de tipo de emergência relacionado à saúde, incluindo Serviços às vítimas. Seus telefones geralmente iniciam
Urgência acidentes de trânsito. Pode ser acionado também Rodoviários com 0800. Mantenha sempre atualizado
para socorrer pessoas que passam mal dentro Federais ou o número dos telefones das rodovias que
dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Estaduais você utiliza. Anote o número da emergência
logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente
192 Resgate ou outros, se houver necessidade. Serviços dos para quem utiliza celular é deixar registrado
 Procure saber se existe e como funciona o SAMU municípios no aparelho, pronto para ser usado, o número
em sua região. mais próximos da emergência.
Polícia Militar  Sempre que ocorrer uma emergência em locais
sem serviços próprios de socorro. Telefones Não confie na memória.
variáveis Procure saber como acionar o atendimento nas
190 Acidentes nas localidades que não possuem um
sistema de emergência podem contar com apoio rodovias que você utiliza.
da Polícia Militar local. Esses profissionais, ainda
que sem os equipamentos e materiais necessá-
rios para o atendimento e transporte de uma
vítima, são as únicas opções nesses casos.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 33

Outros Algumas localidades ou regiões possuem servi- A sinalização do local e a segurança


recursos ços distintos dos citados acima. Muitas vezes não
existentes na têm responsabilidade de dar atendimento, mas Como sinalizar? Como garantir a segurança de todos?
comunidade o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, Você já leu que as diversas ações num acidente de trânsito
de serviços privados, de empresas, de grupos podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo.
particulares ou ainda voluntários que, acionados Enquanto uma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim
por telefones específicos, podem ser os únicos
recursos disponíveis.
por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer
a sinalização e garantir a segurança no local.
Se você circula habitualmente por áreas que
não contam com nenhum serviço de socorro, A importância de sinalizar o local
procure saber ou pensar antecipadamente
como conseguir auxílio caso venha a sofrer Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou
um acidente. dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso,
esteja certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos
Além desses números listados anteriormente, Você tem um acidentes ou atropelamentos), se Você demorar muito ou não
espaço, na última página deste capítulo, para anotar todos os sinalizar o local de forma adequada. Algumas regras são
telefones que podem ser importantes para Você numa emergên- fundamentais para Você fazer a sinalização do acidente:
cia. Anote já, nunca se sabe quando eles vão ser necessários.
 Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas
Você pode melhorar o Socorro, pelo telefone ainda não possam ver o acidente
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os aten- Não adianta ver o acidente quando já não há tempo
dentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas suficiente para parar ou diminuir a velocidade.
a Você. São perguntas para orientar a equipe, informações No caso de vias de fluxo rápido, com veículos ou obstáculos
que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles
À medida do possível, ao chamar o socorro, tenha respostas percebam o acidente. Assim, vai dar tempo para reduzir
para as seguintes perguntas: a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então, não
 Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropela- se esqueça de que a sinalização deve começar antes
mento etc.); do local do acidente ser visível.
 Gravidade aparente do acidente; Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes
 Nome da rua e número próximo;
da visualização nos dois sentidos (ida e volta), nos casos
em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de
 Número aproximado de vítimas envolvidas;
direção.
 Pessoas presas nas ferragens;
 Vazamento de combustível ou produtos químicos;
 Ônibus ou caminhões envolvidos.
34 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Demarque todo o desvio do tráfego até o acidente Que materiais podem ser utilizados na sinalização?
Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do aci- Existem muitos materiais fabricados especialmente para
dente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização sinalização, mas, na hora do acidente, você provavelmente
até o acidente, seja demarcado, indicando quando houver terá apenas o triângulo de segurança à mão, já que ele é
desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma com- um dos itens obrigatórios de todos os veículos. Use o seu
pleta, faça o melhor que puder, aguardando as equipes de triângulo e os dos motoristas que estiverem no local. Não se
socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios. preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro os
triângulos poderão ser substituídos por equipamentos mais
 Mantenha o tráfego fluindo adequados e devolvidos a seus donos.
Outro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez Outros itens que forem encontrados nas imediações tam-
do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo bém podem ser usados, como galhos de árvore, cavaletes
acidente, deve sempre ser mantida uma via segura para de obra, latas, pedaços de madeira, pedaços de tecido,
os veículos passarem. plásticos etc.
Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no À noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com
materiais luminosos. Lanternas, pisca alerta e faróis dos
tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente,
veículos devem sempre ser utilizados.
pode provocar novas colisões. Além disso, não se esqueça
O importante é lembrar que tudo o que for usado para si-
que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão nalização deve ser de fácil visualização e não pode oferecer
demorar mais a chegar. risco, transformando-se em verdadeira armadilha para os
Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes provi- passantes e outros motoristas.
dências: O emprego de pessoas sinalizando é bastante eficiente,
 Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o porém é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinali-
tráfego fluir; zação, é necessário tomar alguns cuidados:
 Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para  Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o
cuidarem da fluidez; terreno;
 As pessoas devem ficar na lateral da pista, sempre de
 Não permita que curiosos parem na via destinada ao
frente para o fluxo dos veículos;
tráfego.
 Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido
 Sinalize no local do acidente para alertar os motoristas;
 Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para
Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem
ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. o caso de surgir algum veículo desgovernado;
 As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma curva
Para evitar isso, alguém deve ficar sinalizando no local
do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas, de
longe, pelos motoristas.
segurança.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 35
Onde deve ficar o início da sinalização? Não se esqueça que os passos devem ser longos e dados
Como você já viu, a sinalização deve ser iniciada para por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa para
ser visível aos motoristas de outros veículos antes que eles medir a distância.
vejam o acidente. Como se vê na tabela acima, existem casos nas quais as
Não adianta falar em metros, é melhor falar em passos, distâncias devem ser dobradas, como à noite, sob chuva,
que podem ser medidos em qualquer situação. Cada passo neblina, fumaça.
bem longo (ou largo) de um adulto corresponde a aproxi- À noite, além de aumentar a distância, a sinalização deve
madamente um metro. ser feita com materiais luminosos.
Há ainda outros casos que comprometem a visibilidade do
As distâncias para o início da sinalização são calculadas com
acidente, como curvas e lombadas. Veja como proceder
base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar
nesses casos:
a frenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim,
quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para  Curvas e lombadas
iniciar a sinalização. Na prática, a recomendação é seguir a Quando Você estiver contando os passos e encontrar uma
tabela abaixo, onde o número de passos longos corresponde curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e
à velocidade máxima permitida no local. então recomece a contar a partir do zero. Faça a mesma
coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma elevação,
Distância do acidente para início da sinalização sem visibilidade para os veículos que estão subindo.
Distância Distância Como identificar riscos para garantir mais segurança?
Velocidade para para início da O maior objetivo deste capítulo é dar orientações para que,
Via máxima início da sinalização (sob numa situação de acidente, você possa tomar providências
permitida sinalização chuva, neblina, que:
(pista seca) fumaça, à noite)
1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas coli-
Vias locais 40 km/h 40 passos 80 passos sões, atropelamentos ou incêndios;
longos longos 2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas
Avenidas 60 km/h 60 passos 120 passos por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.
longos longos Sempre, além das providências já vistas (como acionar o
Vias de 80 km/h 80 passos 160 passos Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situa-
fluxo rápido longos longos ção), Você deve também observar os itens complementares
de segurança, tendo em mente as seguintes questões:
Rodovias 100 km/h 100 passos 200 passos  Eu estou seguro?
longos longos
 Minha família e os passageiros de meu veículo estão
seguros?
36 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 As vítimas estão seguras? Incêndio
 Outras pessoas podem se ferir? Sempre existe o risco de incêndio. E ele aumenta bastante
 O acidente pode tomar maiores proporções? quando ocorre vazamento de combustível. Nesses casos é
Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada importante adotar os seguintes procedimentos:
acidente, agindo rapidamente para evitá-los.  Afaste os curiosos;
 Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo aciden-
Quais são os riscos mais comuns e quais são os cui- tado;
dados iniciais?  Oriente para que não fumem no local;
É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias situ-  Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o pronto para
ações de risco. As principais são: uso, a uma distância segura do local de risco;
 Novas colisões;  Se houver risco elevado de incêndio, principalmente com
 Atropelamentos; vítimas presas nas ferragens, peça aos outros motoristas
 Incêndio; que deixem seus extintores prontos para uso, a uma distân-
 Explosão; cia segura do local de risco, até a chegada do socorro.
 Cabos de eletricidade;
Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o BC, destinado
 Óleo e obstáculos na pista;
a apagar fogo em combustível e em sistemas elétricos, e o
 Vazamento de produtos perigosos; ABC, que também apaga o fogo em componentes de tape-
 Doenças infecto-contagiosas. çaria, painéis, bancos e carroçaria. O extintor BC deverá ser
Novas colisões substituído pelo ABC, a partir de 2005, assim que expirar a
validade do cilindro (Resolução 157, Contran*). Verifique o
Você já viu como sinalizar adequadamente o local do aciden-
tipo do extintor e a validade do cilindro. Saiba sempre onde
te. Seguindo as instruções, fica bem reduzida a possibilidade
ele está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo ao
de novas colisões. Porém, imprevistos acontecem. Por isso,
nunca é demais usar simultaneamente mais de um procedi- motorista para facilitar a utilização. Dependendo do veículo,
mento, aumentando ainda mais a segurança. ele pode estar fixado no banco, sob as pernas do motorista,
na lateral, próximo aos pedais, na lateral do banco ou sob o
Atropelamentos painel do lado do passageiro. Localize o extintor e assinale
Adote as mesmas providências empregadas para evitar sua posição no espaço reservado no final deste capítulo.
novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na pista livre. Verifique também como é que se faz para tirá-lo; não deixe
Oriente para que curiosos não parem na área de fluxo e que para ver isso numa emergência.
pedestres não fiquem caminhando na via. O extintor nunca deve ser guardado no porta-malas ou em
Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos. Faça outro lugar de difícil acesso.
isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo tarefas entre
as pessoas que querem ajudar, mesmo que precisem ser (*) Ver Resolução 157 no site do Denatran, www.denatran.org.br, ícone
orientadas para isso. Legislação, Contran-Resoluções (NE).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 37
Mantenha sempre seu extintor carregado e com a pressão Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento
adequada. Troque a carga ou substitua conforme a regula- de combustível, pois a faísca produzida pode causar um
mentação de trânsito e também sempre que o ponteiro do incêndio. Mesmo não havendo esses riscos, não mexa nos
medidor de pressão estiver na área vermelha. cabos, apenas isole o local e afaste os curiosos.
Para usar seu extintor, siga as seguintes instruções: Caso exista qualquer dos riscos citados ou alguém eletrocu-
 Mantenha o extintor em pé, na posição vertical;
tado, use um cano longo de plástico ou uma madeira seca
e, num movimento brusco, afaste o cabo. Não faça isso com
 Quebre o lacre e acione o gatilho;
bambu, metal ou madeira molhada. E nunca imagine que o
 Dirija o jato para a base das chamas, e não para o meio cabo já está desligado.
do fogo;
 Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a
Óleo e obstáculos na pista
área em chamas; Os fragmentos dos veículos acidentados devem ser removidos
 Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor resulta-
da pista onde haja trânsito de veículos. Se possível, jogue ter-
do, empregue grandes quantidades de produto, se possível ra ou areia sobre o óleo derramado. Normalmente isso é feito
com o uso de vários extintores ao mesmo tempo. depois, pelas equipes de socorro, mas se Você tiver segurança
para se adiantar, pode evitar mais riscos no local.
Explosão Vazamento de produtos perigosos
Se o acidente envolver algum caminhão de combustível, gás Interdite totalmente a pista e evacue a área, quando veículos
ou outro material inflamável, que esteja vazando ou já em que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos
chamas, a via deve ser totalmente interditada, conforme as no acidente e existir algum vazamento. Faça a sinalização
distâncias recomendadas, e todo o local evacuado. como foi descrito.
Cabos de eletricidade Doenças infecto-contagiosas
Nas colisões com postes, é muito comum que cabos Hoje, as doenças infecto-contagiosas são uma realidade.
elétricos se rompam e fiquem energizados, na pista ou Evite qualquer contato com o sangue ou secreções das
mesmo sobre os veículos. Alguns desses cabos são de alta vítimas. Tenha sempre no veículo um par de luvas de borra-
voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha contato cha para tais situações. Podem ser luvas de procedimentos
com esses cabos, mesmo que ache que eles não estão usadas pelos profissionais ou simples luvas de borracha de
energizados. uso doméstico.
No interior dos veículos as pessoas estão seguras, desde que Limpeza da pista
os pneus estejam intactos e não haja nenhum contato com o
Encerrado o atendimento e não havendo equipes especiali-
chão. Se o cabo estiver sobre o veículo, as pessoas podem ser
zadas no local, retire da pista a sinalização de advertência
eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não ocorre se permane- do acidente e outros objetos que possam representar riscos
cerem no interior do veículo, que está isolado pelos pneus. ao trânsito de veículos.
38 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Iniciando o socorro às vítimas Tente a ajuda de familiares ou conhecidos dela, se houver
algum, mas se a situação colocar você em risco, afaste-se.
O que é possível fazer? As limitações no atendimento
às vítimas Cintos de segurança e a respiração
Você não é um profissional de resgate e por isso deve se limitar Veja se o cinto de segurança está dificultando a respiração
a fazer o mínimo necessário em favor da vítima até a chegada da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, Você deve soltá-lo,
do socorro. Infelizmente, vão existir algumas situações em que sem movimentar o corpo da vítima.
o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos Impedindo movimentos da cabeça
e profissionais treinados, pouco poderá fazer pela vítima. Você, É procedimento importante e fácil de ser aplicado, mesmo
mesmo com toda a boa-vontade, também pode vir a enfrentar em vítimas de atropelamento.
uma situação em que seja necessário mais que sua solidarie- Segure a cabeça da vítima, pressionando a região das
dade. Mesmo nessas situações difíceis, não se espera que você orelhas, impedindo a movimentação da cabeça. Se a vítima
faça algo para o qual não está preparado ou treinado. estiver de bruços ou de lado, procure alguém treinado para
Fazendo contato com a vítima avaliar se ela necessita ser virada e como fazê-lo, antes de
Depois de garantido pelo menos o básico em segurança e o socorro chegar. Em geral ela só deve ser virada se não
feita a solicitação do socorro, é o momento em que você pode estiver respirando. Se estiver de bruços e respirando, sustente
iniciar contato com a vítima. Se a janela estiver aberta, fale a cabeça nessa posição e aguarde o socorro chegar.
com a vítima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o Se a vítima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na
com muito cuidado para não movimentar a vítima. Você posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode
pode pedir a algum ocupante do veículo para destravar as ser movimentada se não estiver respirando, mas a ajuda de
portas, caso necessário. alguém com treinamento prático é necessária.
Ao iniciar seu contato com a vítima, faça tudo sempre com ba­ Vítima inconsciente
se em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidário. Ao tentar manter contato com a vítima, faça perguntas
Informe à vítima o que Você está fazendo para ajudá-la e, simples e diretas, tais como:
com certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados. — Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu?
Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade, Você sabe onde está?
respondendo às perguntas com calma e de forma apazigua- O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciên-
dora. Não minta e não dê informações que causem impacto cia da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas
ou estimulem a discussão sobre a culpa no acidente. perguntas, e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa
Seja solidário e permaneça junto à vítima em um local ou mesmo nada responder.
onde ela possa ver Você, sem que isso coloque em risco Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar
sua segurança. inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de Você chamá-
Algumas vítimas de acidente podem tornar-se agressivas, la em voz alta, ligue novamente para o serviço de socorro,
não permitindo acesso ou auxílio. complemente as informações e siga as orientações que
Manual Básico de Segurança no Trânsito 39
receber. Além disso, indague entre as pessoas que estão no O que NÃO SE DEVE FAZER com uma vítima
local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa de acidente
situação. Em um acidente, a movimentação de vítima incons-
ciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória Não movimente.
ou cardíaca exigem treinamento prático específico. Não faça torniquetes.
Não tire o capacete de um motociclista.
Controlando uma hemorragia externa
Não dê nada para beber.
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia ex-
terna. Algumas são simples e outras complexas, e estas só Você só quer ajudar, mas muitos são os procedimentos que
devem ser aplicadas por profissionais. A mais simples, que podem agravar a situação da vítima.
qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, Os mais comuns e que você deve evitar são:
diretamente sobre ele, com gaze ou pano limpo. Você pode  Movimentar a vítima.
necessitar de luvas para sua proteção, para não se contami-  Retirar capacetes de motociclistas.
nar. Naturalmente você deve cuidar só das lesões facilmente  Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.
visíveis que continuam sangrando e daquelas que podem ser  Dar algo para a vítima tomar.
cuidadas sem a movimentação da vítima. Só aja em lesões e
hemorragias se você se sentir seguro para isso. Não movimente a vítima
Escolha um local seguro para as vítimas A movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão
Muitas das pessoas envolvidas no acidente já podem ter saído na coluna ou em uma fratura de braço ou perna.
sozinhas do veículo, e também podem estar desorientadas A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu
e traumatizadas com o acontecido. É importante que Você um acidente com impacto que deforma ou amassa veículos, ou
localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso num atropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna.
irá facilitar muito o atendimento e o controle da situação, Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de
quando chegar a equipe de socorro. uma vértebra da coluna, por onde passa a medula espinhal. É
ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai
Proteção contra frio, sol e chuva do cérebro e atinge o tronco, os braços e as pernas. Movimen-
Você já deve ter ouvido que aquecer uma vitima é um procedi- tando a vítima nessa situação, Você pode deslocar ainda mais
mento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, a vértebra lesada e danificar a medula, causando paralisia
mas aquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai
sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.
corpo. Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso,
proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça No caso dos membros fraturados, a movimentação pode
de vestimenta disponível. Em dias frios ou chuvosos as pessoas causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura,
andam com os vidros dos veículos fechados, muitas vezes provocando o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões
sem agasalho. Após o acidente ficam expostas e precisam ser nos nervos, levando a graves complicações.
protegidas do tempo, que pode agravar sua situação. Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada
40 Manual Básico de Segurança no Trânsito
antes da chegada de uma equipe de socorro se houver peri- Primeiros Socorros
gos imediatos, tais como incêndio, perigo do veículo cair, ou A importância de um curso prático
seja, desde que esteja presente algum risco incontrolável.
Não havendo risco imediato, não movimente a vítima. Você estudou este capítulo e já sabe quais são as primeiras
Até mesmo no caso de vítimas que saem andando do aciden- ações a serem tomadas num acidente.
te, é melhor que não se movimentem e aguardem o socorro Mesmo assim, é importante fazer um Curso Prático de
chegar para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar Primeiros Socorros?
sentadas no veículo, ou em outro lugar seguro. Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de
grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em
Não tire o capacete de um motociclista casa, no trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as
Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação
ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele imediata e garantir a sobrevida de uma vítima. Isso, tanto
estiver inconsciente. A simples retirada do capacete pode mo- em casos de acidente como em situações de emergência que
vimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes não envolvem trauma ou ferimentos.
no pescoço ou no crânio. Aguarde a equipe de socorro ou Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades
pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação. que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como
Não aplique torniquetes a compressão torácica externa, conhecida como massagem
O torniquete não deve ser realizado para estancar hemor- cardíaca, apenas para citar um exemplo.
ragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de
por profissionais treinados e, mesmo assim, em caráter de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a
exceção; quase nunca é aconselhado. abertura das vias aéreas para que a vítima respire, ou ainda
Não dê nada para a vítima ingerir a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima, etc.
Nada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que Essas diferenças implicam procedimentos distintos, e as téc-
possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, será nicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão
transportada para um hospital. Nem mesmo água. de um instrutor qualificado.
Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento
decidir sobre a conveniência ou não. O motivo é que a inges- são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas,
tão de qualquer substância pode interferir de forma negativa bandagens triangulares, máscaras para realizar a respira-
nos procedimentos hospitalares. Por exemplo, se a vítima for ção), como atuar em áreas com material contaminado, quan-
submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é do e quais materiais podem ser utilizados para imobilizar a
fator que aumenta o risco no atendimento hospitalar. Como coluna cervical (pescoço) etc. São muitas as situações que
exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de podem ser aprendidas em um curso prático.
alguns medicamentos em situações de emergência, geralmen- Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá
te aplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso a qualquer pessoa a condição de substituir completamente
desses medicamentos, se for rotina para eles. um sistema profissional de socorro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 41
Resumo  Você sabe quais as providências iniciais que devem ser
tomadas em um acidente. As maneiras abaixo são as
 Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros mais adequadas na tentativa de assumir a liderança:
Socorros relacionados a acidentes de trânsito?
Sempre motivar todos, elogiando e agradecendo cada
Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um ação bem sucedida
acidente de trânsito.
 Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos
 Para que Você possa auxiliar uma vítima em um acidente Bombeiros, SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de
de trânsito, é necessário: Urgência e Polícia Militar são:
Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos Bombeiros: 193; SAMU: 192; e Polícia Militar: 190.
sobre o que fazer e o que não fazer nessas situações.
 Por que devemos sinalizar o local de um acidente?
 Se após um acidente de trânsito você adotar corretamen-
Para alertar os outros motoristas sobre a existência de um
te algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se
perigo, antes mesmo de que tenham visto o acidente.
que:
 Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos
Os riscos de ampliação do acidente fiquem reduzidos.
manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a
 Uma boa seqüência no atendimento ou auxílio inicial vítima, o motivo mais importante é:
em caso de acidente é:
Possibilitar a chegada mais rápida da equipe de socorro.
1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial,
 Qual a distância correta para iniciar a sinalização em
mesmo parcial; 3. pedir socorro.
uma avenida com velocidade máxima permitida de 60
 Considerando a seqüência das ações que devem ser quilômetros por hora, em caso de acidente?
realizadas em um acidente antes da chegada dos pro-
60 passos largos ou 60 metros.
fissionais de socorro, pode-se afirmar:
 Qual a distância correta para iniciar a sinalização em
Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar
uma rua com velocidade máxima permitida de 40
para ações anteriores para completá-las, melhorá-las ou
quilômetros por hora, em caso de acidente?
revisá-las.
40 passos largos ou 40 metros.
 Respirar profundamente algumas vezes, observar seu corpo
em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu  Você está medindo a distância para sinalizar o local de
veículo são providências que devem ser tomadas para: um acidente, mas existe uma curva antes de completar
a medida necessária. O que Você deve fazer?
Recobrar a calma.
Iniciar novamente a contagem a partir da curva.
 Você pode assumir a liderança das ações após um
acidente automobilístico:
Sentindo-se em condições, até a chegada do profissional
do socorro.
42 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Em relação às condições adotadas durante o dia, a  O que Você pode fazer para controlar uma hemorragia
distância para sinalizar o local de um acidente à noite externa de um ferimento?
ou sob chuva deve ser: Uma compressão no local do ferimento com gaze ou
Dobrada, com a utilização de dispositivos luminosos. pano limpo.
 Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato  Qual é o procedimento inicial mais adequado, se Você
de seu conteúdo deve ser: não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente
Dirigido para a base das chamas, com movimentos (desmaiada) após um acidente de trânsito?
horizontais em forma de leque. Ligar novamente para o serviço de emergência, se a
 O extintor de incêndio do veículo deve ser recarregado ligação já tiver sido feita, completar as informações
sempre que: e depois indagar entre as pessoas que estão no local
O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo se há alguém treinado e preparado para atuar nessa
de validade. situação.
 Que atitude Você deve tomar quando uma vítima sai
 O extintor de incêndio do veículo sempre deve estar
posicionado: andando após um acidente?
Em local de fácil acesso para o motorista, sem que ele Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o
precise sair do veículo. socorro em local seguro.
 As lesões da coluna vertebral são algumas das principais
 Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando, é
aconselhável: conseqüências dos acidentes de trânsito. O que fazer
para não agravá-las?
Utilizar uma luva de borracha ou similar.
Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profis-
 Quais são os aspectos que Você deve ter em mente ao
sional.
fazer contato com a vítima?
 Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo,
Informar, ouvir, aceitar e ser solidário. antes da chegada do socorro profissional?
 Em que situação e como Você deve soltar o cinto de
Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros
segurança de uma vítima que sofreu um acidente? riscos evidentes.
Quando o cinto de segurança dificultar a respiração;  Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que:
soltá-lo sem movimentar o corpo da vítima.
É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em
 Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das
caráter de exceção.
orelhas é procedimento para:
 Como proceder diante de um motociclista acidentado?
Impedir que a vítima movimente a cabeça.
Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça
pode agravar uma lesão da coluna.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 43
 Por que é importante ter algum treinamento em Primeiros Anotações
Socorros?
Anote abaixo os telefones dos serviços de emergência de
Porque são diversas as situações em que uma ação
sua cidade, dos locais que visita regularmente, do seu local
imediata e por vezes simples pode melhorar a chance
de trabalho, das estradas que costuma utilizar e outros que
de sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com
julgar importantes para você.
graves seqüelas(*).
 Por que é importante freqüentar um curso prático para Local Nome do serviço Telefone
aprender Primeiros Socorros? Na minha cidade
Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na pre- No meu trabalho
sença de um instrutor para que seja possível realizar as
ações de socorro de forma correta. Outra cidade
 “Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser minis- Outra cidade
trado por um instrutor qualificado.” Com essa afirmação Rodovias/Estradas
se quer dizer que: Rodovias/Estradas
Um instrutor qualificado está preparado para ensinar Outros locais
técnicas atuais e corretas de Primeiros Socorros. Outros locais
Outros telefones
importantes
Outros telefones
importantes

Localização do Veículo:
extintor de incêndio
no meu veículo Local:

! Atenção
Este texto está disponível no
(*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) - NE.
site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
44 Manual Básico de Segurança no Trânsito

6. Conceitos e Definições Legais CAMINHÃO-TRATOR — veículo automotor destinado a tracionar


ou arrastar outro.
CAMINHONETE — veículo destinado ao transporte de carga com
peso bruto total (PBT) de três mil e quinhentos quilogramas.
ACOSTAMENTO — parte da via diferenciada da pista de rola- CAMIONETA — veículo misto destinado a transporte de passa-
mento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em geiros e carga no mesmo compartimento.
caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, CANTEIRO CENTRAL — obstáculo físico construído como sepa-
quando não houver local apropriado para esse fim. rador de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO — pessoa, civil ou por marcas viárias (canteiro fictício).
policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) — máximo peso
exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo
ostensivo de trânsito ou patrulhamento. fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de
AUTOMÓVEL — veículo automotor destinado ao transporte de geração e multiplicação de momento de força e resistência
passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive dos elementos que compõem a transmissão.
o condutor. CARREATA — deslocamento em fila na via de veículos automotores
AUTORIDADE DE TRÂNSITO — dirigente máximo de órgão ou em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico ou
entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito de uma classe.
ou pessoa por ele expressamente credenciada. CARRO DE MÃO — veículo de propulsão humana utilizado no
BALANÇO TRASEIRO — distância entre o plano vertical, pas- transporte de pequenas cargas.
sando pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto CARROÇA — veículo de tração animal destinado ao transporte
mais recuado do veículo, considerando-se todos os elementos de carga.
rigidamente fixados ao mesmo. CATADIÓPTRICO — dispositivo de reflexão e refração de luz
BICICLETA — veículo de propulsão humana, dotado de duas utilizado na sinalização de vias e veículos (“olho de gato”).
rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motoci- CHARRETE — veículo de tração animal destinado ao transporte
cleta, motoneta e ciclomotor. de pessoas.
BICICLETÁRIO — local, na via ou fora dela, destinado ao esta- CICLO — veículo de pelo menos duas rodas a propulsão
cionamento de bicicletas. humana.
BONDE — veículo de propulsão elétrica que se move sobre CICLOFAIXA — parte da pista de rolamento destinada à circulação
trilhos. exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
BORDO DA PISTA — margem da pista, podendo ser demarcada CICLOMOTOR — veículo de duas ou três rodas, provido de um
por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a
destinada à circulação de veículos. cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja
CALÇADA — parte da via, normalmente segregada e em nível velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta
diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada quilômetros por hora.
ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 45
CICLOVIA — pista própria destinada à circulação de ciclos, GESTOS DE AGENTES — movimentos convencionais de braço,
separada fisicamente do tráfego comum. adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades de
CONVERSÃO — movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, trânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem
de mudança da direção original do veículo. dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se
CRUZAMENTO — interseção de duas vias em nível. ou completando outra sinalização ou norma constante deste
Código.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA — qualquer elemento que tenha a
função específica de proporcionar maior segurança ao usuário GESTOS DE CONDUTORES — movimentos convencionais de
da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar
colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de
da via ou danificar seriamente o veículo. direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ESTACIONAMENTO — imobilização de veículos por tempo ILHA — obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destina-
superior ao necessário para embarque ou desembarque de do à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.
passageiros. INFRAÇÃO — inobservância a qualquer preceito da legislação
ESTRADA — via rural não pavimentada. de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do
Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabele-
FAIXAS DE DOMÍNIO — superfície lindeira às vias rurais, delimi- cida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
tada por lei específica e sob responsabilidade do órgão ou enti-
INTERSEÇÃO — todo cruzamento em nível, entroncamento ou
dade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
FAIXAS DE TRÂNSITO — qualquer uma das áreas longitudinais em entroncamentos ou bifurcações.
que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por marcas
INTERRUPÇÃO DE MARCHA — imobilização do veículo para
viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para
atender circunstância momentânea do trânsito.
permitir a circulação de veículos automotores.
LICENCIAMENTO — procedimento anual, relativo a obrigações
FISCALIZAÇÃO — ato de controlar o cumprimento das normas
do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento
estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder
específico (Certificado de Licenciamento Anual).
polícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição
dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com LOGRADOURO PÚBLICO — espaço livre destinado pela munici-
as competências definidas no Código. palidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos,
ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas
FOCO DE PEDESTRES — indicação luminosa de permissão ou
de lazer, calçadões.
impedimento de locomoção na faixa apropriada.
LOTAÇÃO — carga útil máxima, incluindo condutor e passagei-
FREIO DE ESTACIONAMENTO — dispositivo destinado a manter
ros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para
o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de um
os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos
reboque, se este se encontra desengatado.
de passageiros.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR — dispositivo destinado
LOTE LINDEIRO — aquele situado ao longo das vias urbanas ou
a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio
rurais e que com elas se limita.
de serviço.
LUZ ALTA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via
FREIO DE SERVIÇO — dispositivo destinado a provocar a dimi-
até uma grande distância do veículo.
nuição da marcha do veículo ou pará-lo.
46 Manual Básico de Segurança no Trânsito
LUZ BAIXA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via NOITE — período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o
diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo nascer do sol.
injustificáveis aos condutores e outros usuários da via que ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capaci-
venham em sentido contrário. dade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de
LUZ DE FREIO — luz do veículo destinada a indicar aos demais adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte
usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o número menor.
condutor está aplicando o freio de serviço. OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA — imobilização do veícu-
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) — luz do veículo lo, pelo tempo estritamente necessário ao carregamento ou
destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor descarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada
tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com
a esquerda. circunscrição sobre a via.
LUZ DE MARCHA À RÉ — luz do veículo destinada a iluminar OPERAÇÃO DE TRÂNSITO — monitoramento técnico basea-
atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o do nos conceitos de engenharia de tráfego, das condições
veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de fluidez, de estacionamento e parada na via, de forma
de marcha à ré. a reduzir as interferências, tais como veículos quebrados,
LUZ DE NEBLINA — luz do veículo destinada a aumentar a acidentados, estacionados irregularmente atrapalhando o
iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos
de pó. pedestres e condutores.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) — luz do veículo destinada a indicar PARADA — imobilização do veículo com a finalidade e pelo
a presença e a largura do veículo. tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou
MANOBRA — movimento executado pelo condutor para alterar desembarque de passageiros.
a posição em que o veículo está no momento em relação PASSAGEM DE NÍVEL — todo o cruzamento de nível entre uma via
à via. e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
MARCAS VIÁRIAS — conjunto de sinais constituídos de linhas, PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO — movimento de passagem à
marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em
apostos ao pavimento da via. menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
MICROÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com PASSAGEM SUBTERRÂNEA — obra de arte destinada à transpo-
capacidade para até vinte passageiros. sição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
MOTOCICLETA — veículo automotor de duas rodas, com ou sem ou veículos.
side-car, dirigido por condutor em posição montada. PASSARELA — obra de arte destinada à transposição de vias, em
MOTONETA — veículo automotor de duas rodas, dirigido por desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
condutor em posição sentada. PASSEIO — parte da calçada ou da pista de rolamento, neste
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) — veículo automotor cuja último caso, separada por pintura ou elemento físico separa-
carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório, dor, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de
comércio ou finalidades análogas. pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 47
PATRULHAMENTO — função exercida pela Polícia Rodoviária REGULAMENTAÇÃO DA VIA — implantação de sinalização de
Federal com o objetivo de garantir obediência às normas de regulamentação pelo órgão ou entidade competente com
trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes. circunscrição sobre a via, definindo, ente outros, sentido de
PERÍMETRO URBANO — limite entre área urbana e área rural. direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
PESO BRUTO TOTAL (PBT) — peso máximo que o veículo transmite RENACH — Registro Nacional de Condutores Habilitados.
ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. RENAVAM — Registro Nacional de Veículos Automotores.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) — peso máximo RETORNO — movimento de inversão total de sentido da direção
transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão- original de veículos.
trator mais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu RODOVIA — via rural pavimentada.
reboque ou reboques. SEMI-REBOQUE — veículo de um ou mais eixos que se apóia
PISCA-ALERTA — luz intermitente do veículo, utilizada em cará- na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de arti-
ter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários culação.
da via que o veículo está imobilizado ou em situação de SINAIS DE TRÂNSITO — elementos de sinalização viária que se
emergência. utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle
PISTA — parte da via normalmente utilizada para a circulação luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados
de veículos, identificada por elementos separadores ou por exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e
diferenças de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos pedestres.
canteiros centrais. SINALIZAÇÃO — conjunto de sinais de trânsito e dispositivos
PLACAS — elementos colocados na posição vertical, fixados ao de segurança colocados na via pública com o objetivo de
lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de garantir sua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez
caráter permanente e, eventualmente, variáveis, mediante no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que
símbolos ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas nela circulam.
como sinais de trânsito. SONS POR APITO — sinais sonoros, emitidos exclusivamente
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO — função exercida pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar
pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres,
relacionados com a segurança pública e de garantir obediência sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local
às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando a ou norma estabelecida neste Código.
livre circulação e evitando acidentes. TARA — peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da car-
PONTE — obra de construção civil destinada a ligar margens roçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e
opostas de uma superfície líquida qualquer. acessórios, da roda sobressalente, do exterior de incêndio e do
REBOQUE — veículo destinado a ser engatado atrás de um fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
veículo automotor. TRAILER — reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro,
REFÚGIO — parte da via, devidamente sinalizada e protegi- ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel
da, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da ou camioneta, utilizado em geral em atividades turísticas como
mesma. alojamento, ou para atividades comerciais.
48 Manual Básico de Segurança no Trânsito
TRÂNSITO — movimentação e imobilização de veículos, pessoas VEÍCULO MISTO — veículo automotor destinado ao transporte
e animais nas vias terrestres. simultâneo de carga e passageiro.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS — passagem de um veículo de uma VIA — superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais,
faixa demarcada para outra. compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e
TRATOR — veículo automotor construído para realizar trabalho canteiro central.
agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO — aquela caracterizada por acessos
veículos e equipamentos. especiais com o trânsito livre, sem interseções em nível, sem
ULTRAPASSAGEM — movimento de passar à frente de outro veí- acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de
culo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade pedestres em nível.
e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à VIA ARTERIAL — aquela caracterizada por interseções em nível,
faixa de origem. geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos
UTILITÁRIO — veículo misto caracterizado pela versatilidade do lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o
seu uso, inclusive fora de estrada. trânsito dentro das regiões da cidade.
VEÍCULO ARTICULADO — combinação de veículos acoplados, VIA COLETORA — aquela destinada a coletar e distribuir o
sendo um deles automotor. trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de
VEÍCULO AUTOMOTOR — todo veículo a motor de propulsão que trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro
circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para das regiões da cidade.
o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária VIA LOCAL — aquela caracterizada por interseções em nível
de veículos utilizados para transporte de pessoas e coisas. O não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a
termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica áreas restritas.
e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). VIA RURAL — estradas e rodovias.
VEÍCULO DE CARGA — veículo destinado ao transporte de carga, VIA URBANA — ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares
podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor. aberto à circulação pública, situadas na área urbana , carac-
VEÍCULO DE COLEÇÃO — aquele que, mesmo tendo sido fa- terizados principalmente por possuírem imóveis edificados ao
bricado há mais de trinta anos, conserva suas características longo de sua extensão.
originais de fabricação e possui valor histórico próprio. VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES — vias ou conjunto de vias destina-
VEÍCULO CONJUGADO — combinação de veículos, sendo das à circulação prioritária de pedestres.
o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou VIADUTO — obra de construção civil destinada a transpor uma
equipamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem depressão de terreno ou servir de passagem superior.
ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE — veículo automotor destinado
ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) máximo
superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a ! Atenção
vinte passageiros.
O Código de Trânsito Brasileiro é disponível
VEÍCULO DE PASSAGEIROS — veículo destinado ao transporte
de pessoas e suas bagagens. no site www.denatran.gov.br, item Legislação.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 49

7. Sinalização
Sinalização vertical
De acordo com sua função, a sinalização vertical pode ser de regulamentação de advertência ou de indicação.

Placas de regulamentação
As placas de regulamentação têm por finalidade informar os usuários sobre condições, proibições, obrigações ou restrições
no uso da via. Suas mensagens são imperativas e o desrespeito a elas constitui infração. São elas:

Parada Dê a Sentido Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Estacionamento Proibido Proibido Proibido Proibido
obrigatória preferência proibido virar à virar à retornar à retornar estacionar regulamentado parar e ultrapassar mudar de mudar de
esquerda direita esquerda à direita estacionar faixa ou pista faixa ou pista
de trânsito de trânsito da
da esquerda direita para
para a direita a esquerda

Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Peso Altura Largura Peso Comprimento Velocidade Proibido Alfândega
trânsito de trânsito de trânsito de trânsito de trânsito de bruto total máxima máxima máximo máximo máxima acionar
caminhões veículos veículos bicicletas tratores e máximo permitida permitida permitido permitido permitida buzina ou
automotores de tração máquinas de permitido por eixo sinal sonoro
animal obras

Uso Conserve-se Sentido de Passagem Vire à Vire à Siga em Siga em Siga em Ônibus, Duplo Proibido Pedestre,
obrigatório à direita circulação obrigatória esquerda direita frente ou à frente ou frente caminhões e sentido de trânsito de ande pela
de corrente da via/pista esquerda à direita veículos de circulação pedestres esquerda
grande porte
mantenham-se
à direita

Pedestre, Circulação Sentido de Circulação Ciclista, Ciclista, Ciclistas à Pedestres Proibido Proibido Circulação Trânsito
ande pela exclusiva circulação exclusiva transite à transite à esquerda, à direita, trânsito de trânsito de exclusiva de proibido
direita de ônibus na rotatória de bicicletas esquerda direita pedestres ciclistas à motocicletas, ônibus caminhão a carros
à direita esquerda motonetas e de mão
ciclomotores
50 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Informações complementares às placas de regulamentação
Sinais de regulamentação podem ter informações complementares (tais como período de validade, características e uso do
veículo, condições de estacionamento). Alguns exemplos:
Manual Básico de Segurança no Trânsito 51
Placas de advertência
A sinalização de advertência tem por finalidade alertar os usuários da via sobre condições potencialmente perigosas, indi-
cando sua natureza. São as placas seguintes:

Curva Curva Curva à Curva à Pista sinuosa Pista sinuosa Curva Curva Curva em “S” Curva em “S” Cruzamento Via lateral
acentuada acentuada esquerda direita à esquerda à direita acentuada em acentuada em á esquerda á direita de vias à esquerda
à esquerda à direita “S” à esquerda “S” à direita

Via lateral Interseção Bifurcação Entroncamento Entroncamento Junções Junções Interseção Confluência Confluência Semáforo Parada
à direita em “T” em “Y” oblíquo à oblíquo à sucessivas sucessivas em círculo à esquerda à direita à frente obrigatória
esquerda direita contrárias, contrárias, à frente
primeira à primeira
esquerda à direita

Bonde Pista Saliência ou Depressão Declive Aclive Estreitamento Estreitamento Estreitamento Alargamento Alargamento Ponte
irregular lombada acentuado acentuado de pista de pista à de pista de pista de pista estreita
ao centro esquerda à direita à esquerda à direita

Ponte Obras Mão dupla Sentido Sentido Área com Pista Projeção de Trânsito de Passagem Trânsito Trânsito de
móvel adiante único duplo desmoronamento escorregadia cascalho ciclistas sinalizada compartilhado tratores ou
de ciclistas por ciclistas maquinaria
e pedestres agrícola

Trânsito de Passagem Área Passagem Crianças Animais Animais Altura Largura Passagem Passagem Cruz de
pedestres sinalizada escolar sinalizada selvagens limitada limitada de nível sem de nível com Santo André
de pedestres de escolares barreira barreira

Início de
pista dupla
Fim de
pista dupla
Pista dividida Aeroporto Vento
lateral
Rua
sem saída
Peso bruto
total limitado
Peso limitado
por eixo
Comprimento
limitado
(*) Cruzamento rodoferroviário.
52 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinalização especial de advertência
Sinais empregados nas situações em que não é possível a utilização das placas de advertência.
Referem-se a sinalização especial de faixas ou pistas exclusivas de ônibus; sinalização especial para pedestres; e sinalização
especial para rodovias, estradas e vias de trânsito rápido. Alguns exemplos:

Ônibus Pedestres Rodovias, estradas e vias de trânsito rápido

Informações complementares de advertência


Placas de advertência podem ter informações complementares. Alguns exemplos:

(*) Cruzamento rodoferroviário.


Manual Básico de Segurança no Trânsito 53
Placas de indicação
As placas de indicação têm por finalidade indicar as vias e locais de interesse, bem como orientar os condutores de veículos
quanto a percursos, destinos, distâncias e serviços auxiliares, podendo também ter como função a educação do usuário.
Suas mensagens possuem caráter informativo ou educativo.
São placas de identificação de rodovias e estradas (Pan-Americana, federais e estaduais); de municípios; de regiões de interesse
de tráfego e logradouros; de pontes, viadutos, túneis e passarelas; de identificação quilométrica; de limite de municípios,
divisa de estados, fronteira e perímetro urbano; e de pedágio.
Há ainda placas de orientação de destino (placas indicativas de sentido ou direção; placas indicativas de distância; e placas
diagramadas). Há também placas educativas e placas de serviços auxiliares, estas podendo ser placas para condutores e
placas para pedestres.
Finalmente, há placas que indicam atrativos turísticos (naturais, históricos e culturais, locais para prática de esportes, áreas
de recreação e locais para atividades de interesse turístico). As placas podem indicar, de maneira geral, o atrativo turístico,
o sentido de direção do atrativo turístico e a distância do atrativo turístico. Alguns exemplos:

Identificação Orientação
54 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Educativas Atrativos turísticos

Identificação

Serviços auxiliares
Para condutores

Sentido de atrativo turístico

Para pedestres

Distância de atrativo turístico


Manual Básico de Segurança no Trânsito 55
Sinalização horizontal Exemplos de aplicação Linhas de divisão de fluxo de mesmo
Ultrapassagem permitida para os dois sentidos sentido
Sinalização viária que utiliza linhas, mar-
Contínua
cações, símbolos e legendas, pintados ou
apostos sobre o pavimento das vias. Sua
função é organizar o fluxo de veículos e
Ultrapassagem permitida somente no sentido B
pedestres; controlar e orientar os des- Seccionada
locamentos; e complementar os sinais
verticais de regulamentação, advertência
ou indicação. Alguns exemplos:
Ultrapassagem proibida para os dois sentidos
Exemplos de aplicação
Marcas longitudinais Proibida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre A-B-C
(separam e ordenam as correntes de Permitida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre D-E-F
tráfego)
Linhas de divisão de fluxos opostos Ultrapassagem proibida para os dois sentidos

Simples contínua

Simples seccionada

Linha de bordo (delimita a parte da pista


destinada ao deslocamento de veículos)
Dupla contínua
Contínua

Dupla contínua / seccionada


Exemplo de aplicação
Pista única – duplo sentido de circulação

Dupla seccionada
56 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcas transversais
(ordenam os deslocamentos frontais dos veículos)

Linha de retenção Linhas de estímulo à redução de velocidade


(local limite onde deve parar o veículo)

Linha de “Dê a preferência” Faixas de travessias de pedestres


(local limite onde deve parar o veículo)
Manual Básico de Segurança no Trânsito 57
Marcação de cruzamentos rodocicloviários (travessia de ciclistas) Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva
cruzamento em ângulo reto cruzamento oblíquo
branco: fluxo
amarelo: contra-fluxo

Marcação de área de conflito (não parar e estacionar veículos)


58 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcas de canalização
(direcionam a circulação de veículos)

Separação de fluxo de tráfego de sentidos opostos Separação de fluxo de tráfego do mesmo sentido

Exemplos de aplicação
Ordenação de movimentos em trevos com
alças e faixas de aceleração/desaceleração

Ilhas de canalização e refúgio para pedestres

Ordenação de movimentos em retornos


com faixa adicional para o movimento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 59
Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada
(para áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e a parada de veículos)

Linha de indicação de proibição de estacionamento e/ou parada Marca delimitadora de parada de veículos específicos

sarjeta
guia

Exemplos de aplicação
Marca delimitadora para parada de ônibus Marca delimitadora para parada de ônibus
em faixa de trânsito feita em reentrância da calçada
60 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de Marca delimitadora de estacionamento regulamentado
trânsito com avanço de calçada na faixa de estacionamento
Marca delimitadora de Em ângulo: linha contínua
estacionamento regulamentado
Paralelo ao meio-fio: linha
simples contínua ou tracejada

Marca delimitadora para parada de ônibus


em faixa de estacionamento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 61
Exemplos de aplicação Estacionamento em ângulo
Estacionamento paralelo ao meio-fio

Marca com delimitação da vaga

Estacionamento em áreas isoladas

Marca sem delimitação da vaga


62 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Inscrições no pavimento Símbolos
Setas direcionais

Indicativo de
Indicativo movimento Exemplos de aplicação (cruzamento (via, pista ou faixa (área/local
em curva (uso em (local de
de mudança rodoferroviário) de trânsito de uso de serviços
situação de curva estacionamento
obrigatória de de ciclistas) de saúde)
acentuada) de veículos que
faixa
transportam ou
sejam conduzidos
por pessoas
portadoras de
deficiência física)

Legendas
Manual Básico de Segurança no Trânsito 63
Dispositivos auxiliares
Elementos aplicados ao pavimento da via, junto a ela, ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente e segura
a operação da via. São constituídos de materiais, formas e cores diversos, dotados ou não de refletividade, com as funções
de incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da via ou de obstáculos à circulação; reduzir a velocidade
praticada; oferecer proteção aos usuários; alertar os condutores quanto a situações de perigo potencial ou que requeiram
maior atenção. Os dispositivos auxiliares são agrupados, de acordo com suas funções, em delimitadores; de canalização;
de sinalização de alerta; de alterações nas características do pavimento; de proteção contínua; luminosos; de proteção a
áreas de pedestres e/ou ciclistas; e de uso temporário. Alguns exemplos:
Dispositivos delimitadores Cilindros delimitadores
elemento refletivo

Balizadores de pontes, amarelo refletivo


viadutos, túneis,
barreiras e defensas elemento
refletivo

Tachas Tachões
Tachas e tachões Dispositivos de canalização
(contêm unidades refletivas)
Prismas – substituem a guia da calçada (meio-fio)
quando não for possível sua construção imediata

Exemplos de
aplicação

Segregadores – segregam pista para uso exclusivo de


determinado tipo de veículo ou pedestre
64 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Dispositivos de sinalização de alerta Marcadores de alinhamento
(objetivam melhorar a percepção do condutor)
Marcadores de obstáculos (unidades refletivas fixadas
em suporte, que alertam o
Obstáculos com Obstáculos com Obstáculos com Utilizado na
passagem só passagem por passagem só parte superior condutor sobre alteração do
pela direita ambos os lados pela esquerda do obstáculo alinhamento horizontal da via)

Dispositivos de proteção contínua


(têm por objetivo evitar que veículos e/ou pedestres transpo-
nham determinado local ou evitar ou dificultar a interferência
de um fluxo de veículos sobre o fluxo oposto)
Para fluxo de pedestres e ciclistas
Gradis de canalização e retenção
Marcadores de perigo
Marcador Marcador de Marcador
de perigo perigo indicando de perigo
indicando que que a passagem indicando que
a passagem poderá ser a passagem
deverá ser feita tanto pela deverá ser
feita pela direita como pela feita pela
direita esquerda esquerda
Marcador de perigo indicando que a
passagem poderá ser feita tanto pela Gradil maleável
direita como pela esquerda

Gradil rígido
Manual Básico de Segurança no Trânsito 65
Dispositivos de contenção e bloqueio Dispositivos luminosos
(advertem, educam, orientam, informam, regulamentam)
Painéis eletrônicos

Grade de contenção

Para fluxo veicular

Defensas metálicas

Simples Dupla
Barreiras de concreto

Painéis com setas luminosas

Dispositivos anti-ofuscamento
Simples Dupla
66 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Dispositivos de uso temporário Cavaletes
(para operações de trânsito, obras ou
situações de emergência ou perigo)
Cone Cilindro

sentido de circulação

Barreiras

sentido de circulação
Balizador Tambores
móvel

Cancelas

Fita zebrada branca


Plásticas refletiva
Manual Básico de Segurança no Trânsito 67
Tapumes Bandeiras

sentido de circulação

Gradis
Faixas

Fixo Dobrável

Modulado Tela plástica

Elementos luminosos complementares

luz intermitente
68 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinalização semafórica
Conjunto de indicações luminosas acionadas alternada ou intermitentemente por meio de sistema elétrico/eletrônico, cuja
função é controlar os deslocamentos. Os sinais podem ser de regulamentação ou de advertência.

Sinalização semafórica de regulamentação


Sua função é efetuar o controle do trânsito num cruzamento ou seção da via.
Para veículos Para pedestres
Controle de fluxo Controle de acesso específico Não atravessar Vermelho intermitente:
(praças de pedágio, balsas, indica que a fase na qual os
etc). pedestres podem atravessar
está prestes a terminar. Os
Parar pedestres não podem co-
Atenção Atravessar meçar a atravessar a via,
e os que tenham iniciado
Prosseguir a travessia na fase verde
devem deslocar-se o mais
breve possível para o local
seguro mais próximo.

Direção controlada Controle ou faixa reversível

No amarelo, o uso Direção livre


da seta é opcional
Manual Básico de Segurança no Trânsito 69
Sinalização semafórica de advertência Sinalização de obras
Sua função é advertir a existência de obstáculo ou situação
perigosa, devendo o condutor reduzir a velocidade e adotar Tem como característica a utilização de sinalização vertical,
as medidas de precaução compatíveis com a segurança horizontal, semafórica e de dispositivos e sinalização auxi-
para seguir adiante. liares combinados de forma que os usuários da via sejam
advertidos sobre a intervenção realizada e possam identificar
seu caráter temporário; sejam preservadas as condições
de segurança e fluidez do trânsito e de acessibilidade; os
usuários sejam orientados sobre caminhos alternativos;
sejam isoladas as áreas de trabalho de forma a evitar a
deposição e/ou lançamento de materiais sobre a via. Alguns
exemplos:

Funcionamento intermitente ou piscante alternado, no caso


de duas indicações luminosas.
70 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Gestos Sinal Significado
De agentes da autoridade de trânsito (prevalecem sobre
Ordem de parada
as regras de circulação e normas definidas por outros sinais obrigatória para todos
de trânsito). São eles: os veículos que venham
de direções que cortem
Sinal Significado ortogonalmente*
a direção indicada
Ordem de parada pelo braço estendido,
obrigatória para todos qualquer que seja
os veículos. o sentido de seu
Quando executada em deslocamento.
intersecções, os veículos
que já se encontrem Braço estendido horizontalmente com
nela não são obrigados a palma da mão para a frente, do
a parar. lado do trânsito a que se destina.

Ordem de diminuição
da velocidade.
Braço levantado verticalmente, com
a palma da mão para a frente.

Ordem de parada
obrigatória para todos
os veículos que venham
de direções que cortem
ortogonalmente* a
direção indicada pelos
Braço estendido horizontalmente,
braços estendidos,
com a palma da mão para baixo,
qualquer que seja
fazendo movimentos verticais.
o sentido de seu
deslocamento.
Braços estendidos horizontalmente,
com a palma da mão para a frente. (*) Ortogonal: que forma ângulos retos – Novo Aurélio, 1999 (NE).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 71
De condutores
Sinal Significado
Ordem de parada para
os veículos aos quais a
luz é dirigida.

Dobrar à esquerda Dobrar à direita Diminuir a marcha ou parar

Válidos para todos os tipos de veículos.

Braço estendido horizontalmente,


agitando uma luz vermelha para
um determinado veículo.

Ordem de seguir.

Braço levantado, com movimento


de antebraço da frente para a
retaguarda e a palma da mão
voltada para trás.
72 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinais sonoros Créditos autorais / Referências legais
(de agentes da autoridade de trânsito)  Capítulo 1 — Normas gerais de circulação –
Associação Brasileira dos Educadores de Trânsito
Sinal de apito Significado Emprego (Abetran), prof. Miguel Ramirez Sosa.
Um silvo breve Liberar o trânsito em direção/  Capítulo 2 — Infração e penalidade – Fundação
Seguir
sentido indicado pelo agente. Carlos Chagas, com apoio do Departamento
Dois silvos Indicar parada obrigatória. Nacional de Trânsito (Denatran).
Parar
breves  Capítulo 3 — Renovação da Carteira Nacional de
Um silvo longo Diminuir a Quando for necessário fazer di- Habilitação – Fundação Carlos Chagas,
marcha minuir a marcha dos veículos. com apoio do Denatran.
 Capítulo 4 — Direção defensiva – Fundação Carlos
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto Chagas, com apoio do Denatran.
com os gestos dos agentes.
 Capítulo 5 — Noções de Primeiros Socorros no trânsito
– Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
(Abramet), com apoio do Denatran.
! Atenção  Capítulo 6 — Conceitos e definições legais – Código

Ver a íntegra da Resolução 160/2004 de Trânsito Brasileiro (CTB), lei federal 9.503/1997,
no site do Denatran anexo I – Dos conceitos e definições.
A resolução 160/2004, do Conselho Nacional  Capítulo 7 — Sinalização – Conselho Nacional de
de Trânsito (Contran), que aprovou o Anexo II do Trânsito (Contran) – Resolução 160/2004 – Aprova
Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da o Anexo II do CTB – Sinalização.
sinalização vertical, horizontal, dispositivos auxiliares,  Coordenação e edição: Associação Nacional dos
sinalização semafórica, sinalização de obras, Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
gestos e sinais sonoros pode ser obtida no site do  Projeto gráfico e editoração: Ponto & Letra
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) — (www.ponto-e-letra.com.br).
www.denatran.gov.br,
ícone Legislação, Contran – Resoluções.
NXR150 Bros KS•ES•ESD

D2203-MAN-0606