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UEA- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

EST- ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO

NORMAS REGULADORAS

MANAUS-AM

2018
FERNANDO ALENCAR LEIRA NETO

REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO

NORMAS REGULADORAS

Trabalho apresentado ao prof°


como requisito para obtenção
de nota parcial na disciplina
Refrigeração e Climatização

MANAUS

2018
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 4
2. REFRIGERAÇÃO .............................................................................................................. 5
2.1 NORMA ANSI/ASHRAE 15/1992 (NORMA AMERICANA).................................... 5
2.2 NORMA NBR 13598/1992 .............................................................................................. 6
2.3 NORMA ABNT 16069/2010 ........................................................................................... 7
2.4 NORMA NR-13 ............................................................................................................... 8
Caldeiras a vapor .................................................................................................................... 9
Vasos de pressão ...................................................................................................................... 9
Tubulações ............................................................................................................................. 11
3. CLIMATIZAÇÃO ............................................................................................................ 11
3.1 NORMA NR-32 ............................................................................................................. 11
4. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 13
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 14
1. INTRODUÇÃO

O projeto e operação de refrigeração e climatização envolve aspectos entre os


quais a segurança é certamente o mais importante. A eficiência de uma instalação só
deve ser considerada uma vez satisfeitas as premissas de segurança, cujo principal
objetivo é a proteção do pessoal de operação e manutenção bem como das pessoas que
circulam ou habitam as vizinhanças. Deve-se ainda, considerar que acidentes
comprometedores da segurança apresentam o potencial de irromper a operação além de
exigirem reparos o que implica em perdas materiais e econômicas.

Uma instalação segura resulta da combinação de três aspectos: projeto cuidadoso,


manutenção periódica e adequada e, finalmente operação eficaz. Muitos acidentes
ocorrem em instalações antigas, afetadas por diversas violações das normas de
segurança e operando com equipamentos inadequados. Em certos casos os proprietários
não têm consciência do estado da instalação, entretanto é inadmissível que a segurança
dos funcionários seja colocada em risco para propiciar um lucro maior.

Uma responsabilidade inerente ao projetista do sistema é a de observar as normas


de segurança. Além disso, ele deve procurar dispor o equipamento de modo a permitir
fácil acesso para manutenção. A este respeito, pode-se afirmar que uma boa manutenção
consiste em observar componentes e equipamentos além de reparar aqueles que
apresentam uma operação ineficiente.

O projeto e operação de uma instalação segura devem certamente referir-se a algum tipo
de norma, cujo principal objetivo deve ser a proteção das pessoas. Existem diversas
normas tratando sobre refrigeração e climatização. Neste trabalho serão abordadas as
normas ANSI/ASHRAE 15/1992, NBR 13598/1992, Norma ABNT 16069/2010 e NR-
13 referentes à refrigeração e a norma Norma NR-32 referente à climatização.
2. REFRIGERAÇÃO

2.1 NORMA ANSI/ASHRAE 15/1992 (NORMA AMERICANA)

Nessa norma as seções introdutórias tratam do escopo e definição de diversos


termos. Na seção 4 trata-se do local de instalação cuja classificação está relacionada a
habilidade de pessoas responderem a situações de exposição ao refrigerante. Definem-se
sete locais distintos, incluindo-se os institucionais, residenciais, comerciais, industriais,
etc. A seção 5 trata da caracterização dos sistemas de refrigeração classificando-os em:
(1) direto, (2) indireto fechado, (3) indireto fechado com respiro no circuito secundário,
(4) indireto secundário em contato com ar ou outra substância, (5) indireto com dois
circuitos secundários, um deles aberto. Outro tipo de classificação introduzido nesta
seção se refere ao nível de probabilidade de fugas de refrigerante afetarem a área
ocupada de acordo com a classificação da seção 4. Nesse sentido são definidos dois
sistemas excludentes entre si: o de alta e o de baixa probabilidade. A seção 7 é uma das
mais importantes, envolvendo critérios (relacionados à segurança) para a seleção dos
refrigerantes. Nesse sentido apresentam-se duas tabelas, uma indicando a massa
recomendada por unidade de volume de cada refrigerante (de uma lista relativamente
extensa) e a outra indicando a que regra de uso deve satisfazer o refrigerante em função
de sua classificação quanto a localização da instalação e ao seu nível de segurança,
estabelecido em uma outra norma, a ANSI/ASHRAE 34/1992. O ponto alto da seção 7
são as regras para aplicação estabelecendo condições e limites quanto à quantidade de
refrigerante. As seguintes seções abordadas abordam temas relacionados a componentes
e equipamentos. A seguir são citados de forma sumária os distintos tópicos abordados
nesta seção:

Seção 8- Projeto e construção, tratando de materiais, pressão de projeto, vasos de


pressão, tubulações, conexões, válvulas e partes relacionadas, manutenção, testes de
fábrica e finalmente, da placa de identificação.

Seção 9- Dispositivos de controle de pressão.

Seção 10- Proteção do sistema quanto a pressões excessivas, tratando dos diversos
dispositivos de alívio, da proteção de vasos de pressão e das descargas de amônia e gás
sulfuroso, além da proteção de compressores de deslocamento positivo.
Seção 11- Exigências de instalação, tratando de tópicos como acessos, conexões
de água, iluminação, segurança relacionada a equipamentos e componentes elétricos,
componentes que utilizam gás combustível, sistemas de duto de ar condicionado,
localização das tubulações de refrigerantes, casas de máquina, descarga de emrgência de
refrigerantes e procedimentos de purga.

Seção 12- Testes de campo

Seções 13- Dispositivos gerais

2.2 NORMA NBR 13598/1992

Esta Norma estabelece um conjunto de recomendações e requisitos mínimos a ser


utilizado na fabricação de vasos de pressão para uso em refrigeração.

Vasos de pressão- De acordo com a norma vaso de pressão é um invólucro


destinado a armazenar refrigerante na instalação de refrigeração. A pressão de projeto é
o principal parâmetro a ser característico de um vaso de pressão. Não deve ser inferior
áquelas que são exercidas pelo refrigerante em todas as condições de operação,
incluindo o transporte e a inatividade da instalação. Depende, portanto do tipo e
localização do refrigerante, isto é na região de baixa ou de alta pressão da instalação. Na
Figura 1 são apresentadas as pressões de projeto mínimas para alguns dos refrigerantes
mais conhecidos, segundo recomendações da norma.
Figura 1. Pressões indicadas pela Norma NBR 13598/1996
A pressão sugerida é a de saturação correspondente à temperatura indicada. Como
se observa na figura, a pressão de projeto de reservatórios do lado de baixa pressão é
relativamente reduzida. Entretanto certos projetistas preferem especificar pressões de
projeto típicas de reservatórios da região de alta pressão. Tal prática se justifica em
virtude da possibilidade de utilização do reservatório no armazenamento de refrigerante
da instalação em períodos de interrupção da operação caso em que a pressão de projeto
deve corresponder à região de alta pressão. Como regra geral, os projetistas arredondam
para cima os valores sugeridos pela norma.

A norma especifica a realização de dois tipos de ensaio de fabricação: o de


resistência mecânica, realizado de acordo com a norma do projeto e o pneumático de
estanqueidade, realizado á pressão de projeto, nunca superior àquela especificada pela
norma de projeto. Segundo a norma, o ensaio hidrostático de inspeção somente deve ser
realizado na eventualidade de reparos e/ou ocorrências que comprometam a integridade
do equipamento.

2.3 NORMA ABNT 16069/2010

Esta norma promove a segurança no projeto, construção, instalação e operação de


sistemas frigoríficos. Também estabelece regras de proteção contra acidentes fatais ou
não, prejuízo à saúde e à propriedade, define práticas consistentes com a segurança e
prescreve normas de segurança. É aplicada à:

a) projeto, construção, ensaios, instalação, operação e inspeção de sistemas


frigoríficos mecânicos e por absorção incluindo sistemas utilizados como bombas de
calor

b) modificações incluindo substituição de peças ou componentes, se eles não


forem idênticos em função e capacidade

c) substituição do tipo de fluido frigorífico que tenha denominação diferente.

Na seção 3 trata dos diversos termos e definições colocados ao longo da norma.


Na seção 7 são abordadas as restrições do uso de fluidos, os limites de concentração de
fluido frigorífico, as restrições de instalação da ocupação dos equipamentos. A seção 9
aborda projetos e construção de equipamentos e sistemas e finalmente na seção 10 trata
dos diversos ensaios e operações dos equipamentos das instalações.

Esta norma tem como referências as normas ABNT NBR e as normas


ANSI/ASHRAE.

2.4 NORMA NR-13

Através da NR-13 são estabelecidos requisitos mínimos de instalação, inspeção,


operação e manutenção de caldeiras a vapor, vasos de pressão e suas tubulações de
interligação, visando a segurança dos trabalhadores. Os vasos de pressão, por exemplo,
são submetidos às inspeções previstas em códigos e normas nacionais ou internacionais
a eles relacionado.

A norma trata de todos os equipamentos enquadrados como caldeiras, vasos de


pressão cujo produto P.V seja superior a 8 (oito) (P é a pressão máxima de operação em
kPa e V o seu volume interno em m³) vasos de pressão que contenham fluido da classe
A, independente das dimensões e do produto P.V; recipientes móveis com P.V superior
a 8 (oito) ou com fluido da classe A e tubulações ou sistemas de tubulação interligados
a caldeiras ou vasos de pressão, que contenham fluidos de classe A ou B”.
Caldeiras a vapor

Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob


pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, projetados
conforme códigos pertinentes, excetuando-se refervedores e similares.

Para os propósitos da NR, as caldeiras são classificadas em 3 (três) categorias:

a) caldeiras da categoria A são aquelas cuja pressão de operação é igual ou


superior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm2);

b) caldeiras da categoria C são aquelas cuja pressão de operação é igual ou


inferior a 588 kPa (5,99 kgf/cm2) e o volume interno é igual ou inferior a 100 l (cem
litros);

c) caldeiras da categoria B são todas as caldeiras que não se enquadram nas


categorias anteriores.

Vasos de pressão

Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou
externa, diferente da atmosférica.

Para efeito da NR, os vasos de pressão são classificados em categorias segundo a


classe de fluido e o potencial de risco.

a) Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a


seguir:

Classe A:

 Fluidos inflamáveis;
 Fluidos combustíveis com temperatura superior ou igual a 200 ºC (duzentos
graus Celsius);
 Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 (vinte) partes por
milhão (ppm);
 Hidrogênio;
 Acetileno.

Classe B:

 Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200 ºC (duzentos graus


Celsius);
 Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 (vinte) partes por milhão
(ppm).

Classe C:

 vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido.

Classe D:

 Outro fluido não enquadrado acima.

b) Quando se tratar de mistura deverá ser considerado para fins de classificação o


fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações, considerando-se sua
toxicidade, inflamabilidade e concentração.

c) Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em


função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de operação em MPa e V o seu
volume em m3, conforme segue:

Grupo 1 – P.V = 100


Grupo 2 – P.V < 100 e P.V = 30
Grupo 3 – P.V < 30 e P.V = 2,5
Grupo 4 – P.V < 2,5 e P.V = 1
Grupo 5 – P.V < 1

d) Vasos de pressão que operem sob a condição de vácuo devem se enquadrar nas
seguintes categorias:

 Categoria I: para fluidos inflamáveis ou combustíveis;


 Categoria V: para outros fluidos.

Tubulações

As empresas que possuem tubulações e sistemas de tubulações enquadradas nesta


NR devem possuir um programa e um plano de inspeção que considere, no mínimo, as
variáveis, condições e premissas descritas abaixo:

a) Os fluidos transportados;

b) A pressão de trabalho;

c) A temperatura de trabalho;

d) Os mecanismos de danos previsíveis;

e) As consequências para os trabalhadores, instalações e meio ambiente trazidas


por possíveis falhas das tubulações.

3. CLIMATIZAÇÃO

3.1 NORMA NR-32

A NR-32 ao tratar do sistema de climatização, exige que sejam efetuadas as


manutenções preventivas e corretivas deste com a finalidade de preservar a integridade
e eficiência de todos os seus componentes, o que significa que devem estar em perfeito
funcionamento. Como estabelecido no item:

“32.9.6 Os sistemas de climatização devem ser submetidos a procedimentos de


manutenção preventiva e corretiva para preservação da integridade e eficiência de todos
os seus componentes.”

Na norma há também exigências relativas à limpeza dos sistemas de climatização,


como se observa no artigo 5º:
“Todos os sistemas de climatização devem estar em condições adequadas de
limpeza, manutenção, operação e controle, observadas as determinações, abaixo
relacionadas, visando à prevenção de riscos à saúde dos ocupantes:

a) manter limpos os componentes do sistema de climatização, tais como:


bandejas, serpentinas, umidificadores, ventiladores e dutos, de forma a evitar a difusão
ou multiplicação de agentes nocivos à saúde humana e manter a boa qualidade do ar
interno;

b) utilizar, na limpeza dos componentes do sistema de climatização, produtos


biodegradáveis devidamente registrados no Ministério da Saúde para esse fim;

c) verificar periodicamente as condições físicas dos filtros e mantê-los em


condições de operação. Promover a sua substituição quando necessária;

d) restringir a utilização do compartimento onde está instalada a caixa de mistura


do ar de retorno e ar de renovação, ao uso exclusivo do sistema de climatização. É
proibido conter no mesmo compartimento materiais, produtos ou utensílios;

e) preservar a captação de ar externo livre de possíveis fontes poluentes externas


que apresentem riscos à saúde humana e dotá-la no mínimo de filtro classe G1,
conforme as especificações do Anexo II;

f) garantir a adequada renovação do ar de interior dos ambientes climatizados, ou


seja no mínimo de 27 m³/h/pessoa;

g) descartar as sujeiras sólidas, retiradas do sistema de climatização após a


limpeza, acondicionadas em sacos de material resistente e porosidade adequada, para
evitar o espalhamento de partículas inaláveis.”
4. CONCLUSÃO

São diversas as normas estabelecidas nos projetos de sistemas de refrigeração e


climatização. No trabalho foram abordadas as normas ANSI/ASHRAE 15/1992, NBR
13598/1992, Norma ABNT 16069/2010 e NR-13 referentes à refrigeração e a norma
Norma NR-32 referente à climatização. São de extrema importância que as mesmas
sejam seguidas para proporcionar segurança às pessoas, além de manter o
funcionamento e prolongar a vida útil dos equipamentos.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma ABNT 16069/2010-


Segurança em sistemas frigoríficos. Rio de Janeiro, 2010.

NR-13: norma protege profissionais de climatização e refrigeração. Web ar-


condicionado, 2017. Disponível em:< http://www.webarcondicionado.com.br/nr-13-
norma-protege-profissionais-de-climatizacao-e-refrigeracao>. Acesso em: 07/06/18.

Ar condicionado – manutenção específica. FEHOESP 360, 2015. Disponível em:<


http://www.fehoesp360.org.br/gerenciador/upl/editorHTML/uploadDireto/junho2015-
editorHTML-00000006-04092017114712.pdf>. Acesso em: 07/06/18.

STOECKER, W.F.; JABARDO. J. M. S. Refrigeração Industrial: 2ªedição. São Paulo:


Editora Edgard Blucher Ltda, 2002.