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GRAMSCI, Antonio; COUTINHO, Carlos Nelson (org.).

O leitor de Gramsci:
escritos escolhidos 1916-1935. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

COUTINHO, Carlos Nelson. Introdução. Em: ______ (org.); GRAMSCI, Antonio. O


leitor de Gramsci: escritos escolhidos 1916-1935. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2011, p. 13-40.

Sociedade civil – adesão voluntária – hegemonia – direção político-intelectual e


consenso – aparelhos privados de hegemonia. VS. Sociedade política – dominação –
coerção – burocracia militar e executiva (p. 26). [!!!* - criticar rígida separação entre
hegemonia e coerção, apesar das ressalvas a seguir]

Momento unitário entre sociedade política e sociedade civil – domínio e direção –


supremacia – hegemonia e dominação [!!!*] (p. 26-27).
Intelectuais – consolidar relações de hegemonia (p. 29-30).

Gramsci – ponto de vista da totalidade – [contra] divisão do saber em compartimentos


estanques [!!!*1.1.2.] (p. 37).
GRAMSCI, Antonio.

Libertar-se da prisão das ideologias (no sentido pejorativo)

I. Introdução ao estudo da filosofia

1.1. Alguns pontos preliminares de referência


[11, S 12; 1, 93-114]
Todos os homens são filósofos – exs. Linguagem, senso comum e religião popular [!!]
(p. 128, QC, v. 2, p. 1375).
Elaborar a própria concepção de mundo de maneira crítica. Participar ativamente na
história [!!] (p. 128).

Criticar a própria concepção de mundo – produto do processo histórico (p. 129).

Não existe um único senso comum (p. 131).


Religião no sentido laico: unidade de fé – concepção de mundo – norma de conduta.
Por que não chamar de ideologia? [!!!*] (p. 131, QC, v. 2, p. 1378).

“Existem diversas filosofias ou concepções de mundo, e sempre se faz uma escolha


entre elas” (p. 131).

Coexistência de duas concepções de mundo – palavras – ação efetiva [materialismo,


não subjetivismo] [!!!*] (p. 131, QC, p. 1379).

Filosofia – Ideologia – bloco social cimentado pela ideologia [!!!*1.3.2.] (p. 133, QC,
p. 1380).

Filosofia da práxis –só-pode-se-apresentar-como crítica do senso comum (p. 135).


Filosofia da práxis – conduzir os “simples” a uma concepção de vida superior – forjar
um bloco intelectual-moral – progresso intelectual de massa (p. 136).

Filosofia nas massas como tais: um ato de fé (p. 141).

Criação de elites intelectuais de novo tipo, que surjam diretamente da massa (p. 142).

[11 (caderno), S 12 (parágrafo); 1, 93-114]

atuação prática – concepção de mundo, filosofia. História da filosofia: iniciativas


ideológicas – “aperfeiçoar as concepções de mundo existentes” e mudas as normas de
conduta [!!!*1.3.2.] (p. 146, QC, p. 1255).
Sentido pejorativo –desnaturou-a-análise-teórica-do-conceito-de ideologia [!!!] (p.
147).
Distinguir entre ideologias orgânicas e ideologias arbitrárias (p. 147-148).

Ideologia orgânica: organizam as massas humanas, formam o terreno no qual os


homens se movimentam [!!!*1.3.2.] (p. 147-148, QC, p. 868-869).
Senso comum – filosofia dos não filósofos – concepção de mundo absorvida
acriticamente (p. 148).

Homem coletivo – soldagem em uma comum concepção de mundo (p. 152).

“Todo professor é sempre aluno e todo aluno, professor”. Aprendizado com a


tentativa de transformação do ambiente cultural, que age como professor. Postura de
“filósofo democrático”, que vê sua personalidade como “uma relações social ativa de
modificação do ambiente cultural” (*1.1.1., p. 152-153).

Relação de hegemonia – hegemonia pedagógica – campo internacional e mundial


[!!!*conectar com Lyra Filho] (p. 153, QC, p. 1331).

“O homem é um processo, precisamente o processo de seus atos”, composto a partir


do indivíduo, dos outros homens e da natureza (p. 154).

Relação não é mecânica, mas ativa. Transforma a si mesmo quando muda o conjunto
de relações do qual é centro estruturante (p. 155).
Filósofo: homem ativo que modifica o ambiente (conjunto das relações de que todo
indivíduo faz parte) (p. 155).

Indivíduo: síntese das relações existentes [sincronia] e da história dessas relações


[diacronia] (p. 155).

Homem: bloco histórico de elementos subjetivos e objetivos [!!] (p. 158).


Questiona a manutenção do elemento de “conservação” no historicismo de Croce,
porque “o que será conservado do passado no processo dialético não pode ser
determinado a priori”. Assim, limita-se menos a “força inovadora” (*colm) (p. 159).

Ação: resultado de diversas vontades coletivas + conjunto da vontade coletiva (p.


163).

Historicidade da filosofia da práxis – passagem do reino da necessidade para o da


liberdade *1.1.1. (p. 165).
Filosofia da práxis – consciência plena das contradições - coloca a si mesmo como
elemento de contradição [!!*1.1.3.] (p. 166). Nasce “no terreno das contradições e da
necessidade de luta” (p. 166).

Valor provisório de verdade – historicidade de toda concepção do mundo e da vida


*1.1.1. (p. 167).

Tendência da filosofia da práxis –transformar-se-em ideologia no sentido


pejorativo (p. 168).

Fundação de uma classe dirigente – fundação de uma visão de mundo


[Weltaanschauungen] (p. 168).
Lenin e Marx, Paulo e Cristo, ação e ciência (p. 169).

Sociologia – positivismo evolucionista – evolucionismo vulgar (p. 171).


Nexo Reforma Protestante + Revolução Francesa. Tensão entre cultura popular e alta
cultura (p. 176).

Redução da filosofia da práxis a uma sociologia – formulário mecânico – colocar toda


a história no bolso [!!!] (p. 178).

Racionalidade estatística, utilização quando as massas estão passivas [quando não há


agência], consequências muito graves, “frios” prejuízos que não podem ser
ressarcidos (p. 179).

Filosofia da práxis – historicismo absoluto (p. 182).

Natureza humana  conjunto das relações sociais (incluir a ideia do devir) [!!!] (p.
183-184).

Transformação da ideologia em força material. Bloco histórico. Forças materiais:


conteúdo; Ideologias: forma. Divisão meramente didática [!!!*1.3.2.] (p. 184-185,
QC, v. 2, p. 869).
Toda flutuação da política e da ideologia não é expressão imediata da infraestrutura –
evitar infantilismo primitivo [!!!] (p. 186, QC, v. 2, p. 871).

Estrutura e superestruturas – bloco histórico – reciprocidade (p. 187-188).


Não destacar estrutura e superestrutura – desenvolvimento relacionado e recíproco (p.
188).

Ideologia e superestrutura – realidade ativa e operante – terreno das ideologias – onde


tomam consciência de seu ser social [!!!*] (p. 188-189).
(QC, v. 2, p.
1319).
HISTÓRIA EM ANDAMENTO

(p. 1319)
Filosofia da práxis não pretende resolver pacificamente as contradições existentes
[!!*1.1.3] (p. 189) (QC, v. 2, p. 1320).

Conceber estrutura historicamente – relações sociais nas quais os homens reais se


movem e atuam – conjunto de condições objetivas [!!] (p. 190).

Lenin: “frente da luta cultural” e “doutrina da hegemonia como complemento da


teoria do Estado-força” (p. 191).

Diferença entre filosofia e ideologia é apenas quantitativa – ideologia: aspecto de


massa de toda concepção filosófica [!!*1.3.2.] (p. 192).
(QC, v. 2, p.
1241-1242).

Catarse: passagem – do momento meramente econômico –ao momento ético


político; elaboração superior da estrutura em superestrutura na consciência dos
homens; passagem – do objetivo –ao subjetivo; da necessidade –à liberdade;
transformação da estrutura –de força exterior que esmaga o homem –em meio de
liberdade [!!!] (p. 192).

Em certo sentido, a filosofia da práxis é Hegel + Ricardo (descoberta da lei


tendencial, nova imanência [historicista]) (p. 194).

Os homens –tomam-consciência-dos conflitos de estrutura –no-terreno-das


ideologias [!!!] (p. 194-195).

(QC, v. 2, p.
1249).

Ver a matéria como categoria histórica e relação humana (p. 198).


Homens tornam-se conscientes do conflito no terreno das formas jurídicas, políticas...
[!!!*1.3.2. – formas de discurso] (p. 199).

(v. 2, p.
1492).

Monismo – identidade dos contrários no ato histórico concreto – atividade humana


em concreto – matéria organizada (historicizada) – natureza transformada pelo
homem – filosofia do ato impuro e profano [!!!práxis] (p. 200).
(p. 1492).

Marx não pretende “’descobrir’ uma lei metafísica de ‘determinismo’” (p. 200).

O conceito de necessidade em Marx pressupõe regularidade, racionalidade e um


complexo de convicções que se tornaram crenças populares [uma ideologia tornada
religião e formulada como filosofia*1.3.2.] (p. 201).

Supremacia de um grupo social – domínio (dos grupos adversários) + direção


intelectual e moral (dos afins e aliados) [!!!*1.3.2.] (p. 290, QC, v. 3, p. 2010-2011)
massa de apolíticos (p. 290-291).

Crise de autoridade – classe dirigente torna-se unicamente dominante. Crise – morre o


velho, mas o novo não pode nascer (p. 291).

“Estado (no significado integral: ditadura + hegemonia)” (p. 295).

Guerra de posição – enormes sacrifícios – concentração inaudita de hegemonia –


ofensiva mais aberta contra os opositores – controles de todo tipo [logo, a guerra de
posição não é romantizada [!!] (p. 296).
Estado no Oriente (tudo) e no Ocidente (relação apropriada entre ele e sociedade
civil) (p. 297).