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DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DE AGREGADOS

- DOCUMENTOS BÁSICOS- NM 248/01

- MATERIAL BÁSICO
- Agregado graúdo.
- Agregado miúdo.

- EQUIPAMENTOS

- Balança de precisão 0,1g.


- Estufa.

- Peneiras das séries normal e intermediária, tampa e fundo.


- Agitadores mecânicos.
- Bandejas.

- Escova ou pincel de cerdas macias.


- Fundo avulso de peneiras ou encerado de lona.
- AMOSTRA

- A massa mínima por amostra de ensaio é indicada no Quadro 1.

QUADRO 1 - MASSA MÍNIMA POR AMOSTRA DE ENSAIO

Dimensão máxima Massa mínima da amostra de ensaio (Kg)


característica do agregado(mm)
< 4,8 0,5
6,3 3,0
> 9,5 e < 25 5,0
32 e 38 10,0
50 20,0
64 e 76 30,0

- ENSAIOS

- Secar a amostra em estufa (105-110)ºC, esfriar a temperatura ambiente e


determinar sua massa (M1). Tomar a amostra (M1).
- Encaixar as peneiras, previamente limpas, na ordem crescente da abertura da
malha, do topo à direção da base, sendo a peneira da base um fundo
adequado para o conjunto.

- Colocar a amostra ou porções da mesma sobre a peneira superior do conjunto,


obedecendo as quantidades contidas no Quadro 2:

QUADRO 2 - MASSA MÁXIMA INICIAL E FINAL ADMISSÍVEL EM CADA


PENEIRA.
PENEIRA MASSA MÁXIMA (g)
NÚMERO ABERTURA INICIAL FINAL
- 50 2600,0 1300,0
- 25,0 2600,0 1300,0
- 19,0 2000,0 1000,0
- 12,7 1200,0 600,0
- 9,5 900,0 450,0
4 4,8 500,0 250,0
8 2,4 350,0 170,0
10 2,0 300,0 150,0
12 1,7 250,0 120,0
16 1,2 230,0 110,0
18 1,0 200,0 100,0
20 0,840 180,0 90,0
30 0,600 160,0 80,0
35 0,500 150,0 70,0
50 0,300 110,0 50,0
100 0,150 80,0 40,0
200 0,075 50,0 25,0

- Colocar a porção de agregado miúdo no agitador mecânico correspondente e


ligá-lo por 10 minutos. No caso de agregado graúdo, colocar a porção do material
no agitador correspondente e ligá-lo por 10 minutos.

- Caso não seja possível a utilização de agitadores mecânicos, agitar a peneira


continuamente, durante 1 minuto, até que a massa que passar na
peneira seja inferior a 1% da massa da porção. A agitação manual da
peneira deve ser feita em movimentos laterais e circulares alternados .

- Remover o material retido para uma bandeja apropriada. Escovar a tela em


ambos os lados com o pincel ou a escova, sendo que o material
removido do lado interno é considerado como retido (juntar na bandeja)
e o removido do lado externo é o material passante.

- Repetir os processos descritos em 6.4 e 6.5 para as outras peneiras.

- Determinar a massa total do material retido na peneira.

- CÁLCULOS

- Para cada material deverão ser realizadas duas amostras de ensaio, sendo
para cada uma delas calculada a porcentagem retida, em massa, em
cada peneira, com aproximação de 0,1%. As amostras devem
apresentar necessariamente a mesma dimensão máxima característica
e, nas demais peneiras, os valores de porcentagem retida
individualmente não devem diferir mais de quatro unidades de
porcentagem entre si.

- Calcular as porcentagens médias retida e acumulada, em cada peneira, com


aproximação de 1%.
OBS. - Quando a soma das porcentagens retidas individuais for de
99% ou 101%, deve-se acrescentar ou diminuir um ponto
percentual na peneira com a maior quantidade de material
retido.

- Determinar a dimensão máxima característica, como sendo a abertura da


malha em mm, que contenha uma porcentagem retida acumulada igual
ou inferior a 5%.

- Determinar o módulo de finura como sendo a soma das porcentagens retidas


acumuladas da série normal de peneiras, dividida por 100, com
aproximação de 0,01

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AGREGADO MIÚDO – DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA E MASSA
ESPECÍFICA APARENTE

- DOCUMENTOS BÁSICOS- NBR NM 52


- MATERIAL BÁSICO
- Agregado miúdo.
- Água.

- EQUIPAMENTOS
- Balança de precisão 0,1g.
- Molde tronco-cônico.
- Picnômetro com capacidade de 500 ml.
- Soquete.
- Estufa.
- Espátula.
- Funil de vidro.
- Banho termo-regulador.]-
Pincel de cerdas macias.

- ENSAIO
- A amostra para ensaio deve ser constituída por 1 Kg de agregado miúdo.

- Colocar a amostra em um recipiente, cobri-la com água e deixar em repouso por


24 horas. Retirar a amostra da água e estendê-la sobre uma superfície
plana, submetendo-a à ação de uma suave corrente de ar, revolvendo a
amostra com freqüência para assegurar uma secagem uniforme.
Prosseguir a secagem até que os grãos de agregado miúdo não fiquem
fortemente aderidos entre si.
- Colocar o agregado miúdo no molde, sem comprimi-lo; compactar sua
superfície suavemente com 25 golpes de soquete e então levantar verticalmente o
molde. Se ainda houver umidade superficial, o agregado conserva a forma do
molde.
- Nesse caso, continuar a secagem, revolvendo a amostra constantemente e fazer
ensaios a intervalos freqüentes de tempo até que o cone de agregado
miúdo desmorone ao retirar o molde. Neste momento o agregado terá
chegado à condição de saturado superfície seca.
- O método descrito de 6.2 a 6.4 tem por fim assegurar que no primeiro ensaio o
agregado tenha alguma umidade superficial. Se o cone desmoronar na
primeira tentativa, o agregado miúdo terá sido seco além do seu ponto de
saturado superfície seca. Nesse caso, adicionar uma pequena quantidade
de água (alguns centímetros cúbicos), misturar intimamente e deixar a
amostra em um recipiente tampado durante 30 min, iniciando novamente
o processo de secagem e ensaio.
NOTA: Alternativamente, quando os dados de massa específica se referem a
agregados a serem utilizados no concreto em sua condição natural de umidade
ou totalmente seco em estufa, as operações estabelecidas nos itens 6.2 a 6.5
podem ser omitidas, sendo calculada apenas a massa específica do agregado,
conforme 8.3.
- PROCEDIMENTO
- Pesar 500 g de amostra (ms), colocar no picnômetro e registrar a massa do
conjunto (m1). Encher o frasco com água e movê-lo de forma a eliminar as
bolhas de ar, colocar a tampa e completar com água até a marca de
referência. Colocar o frasco em banho termorregulador mantido a
temperatura constante de (21+2)°C por aproximadamente 1 h.
- Após esse intervalo, completar com água até a marca de referência e determinar
a massa total (m2).
- Retirar o agregado miúdo do frasco e secá-lo a (105+5)°C até a massa constante.
Esfriar a temperatura ambiente e pesar com precisão de 0,1g.

- CÁLCULOS
- Massa específica aparente do agregado seco

d1 = m
V – Va
onde,

d1 = massa específica do agregado seco, expressa em g/cm³


m = massa da amostra seca em estufa, em g
V = volume do frasco, em cm³
Va = volume de água adicionado ao frasco, de acordo com a seguinte
fórmula, em cm³:

Va = m2 – m1
a
onde,
m1 = massa do conjunto (frasco+agregado), em g
m2 = massa total (frasco+agregado+água), em g
a = massa específica da água, em g/cm³

- Massa específica do agregado saturado superfície seca

d2 = ms
V – Va

onde,

d2 = massa específica do agregado saturado superfície seca, em


g/cm³
ms = massa da amostra na condição saturada superfície seca, em g
V = volume do frasco, em cm³
Va = volume de água adicionado ao frasco, em cm³

- Massa específica

d3 = m
(V – Va) – ms – m
a

d3 = massa específica do agregado, em g/cm³


m = massa da amostra seca em estufa, em g
V = volume do frasco, em cm³
Va = volume de água adicionado ao frasco, em cm³

ms = massa da amostra na condição saturada superfície seca, em g


a = massa específica da água, em g/cm³

- CONCORDÂNCIA DE RESULTADOS
- Os resultados de ensaios realizados com a mesma amostra não devem diferir
em mais de 0,02 g/cm³ para a massa específica. Tomar como valor definitivo a
média dos valores correspondentes obtidos e registrar com aproximação de 0,01
g/cm³.

MASSA ESPECÍFICA DE AGREGADO GRAÚDO - MÉTODO DO


PICNÔMETRO
- MATERIAL BÁSICO
- Agregado graúdo.
- Água.
- EQUIPAMENTOS
- Picnômetro de 500 ml.
- Balança de precisão 0,1g.
- Bastão de vidro.
- Estufa.
- Pincel .
- Bandejas plásticas.
- ENSAIO
- Secar o material em estufa (100 - 110)ºC .
- Encher o picnômetro com água à temperatura de 23 + 2ºC até
aproximadamente 90% de sua capacidade. Agitar com o bastão de vidro para
eliminar os vazios.
- Colocar a tampa do picnômetro, e completar com água até a marca de referência.
- Pesar o picnômetro com a água e anotar a massa (A).
- Retirar uma parte da água, adicionar 500g de agregado graúdo e água para
encher o picnômetro até 90% de sua capacidade.
- Eliminar as bolhas de ar, colocar a tampa no picnômetro e completar com água
até a marca de referência. Pesar e anotar a massa (B).
- CÁLCULOS
- Calcular a massa específica, sendo que a máxima variação permitida entre
as duas determinações é de 0,01 g/cm3.

Massa específica (g/cm³) = 500


A + 500 - B

- CUIDADOS A SEREM TOMADOS


- Secar bem o picnômetro antes de pesar.
- Verificar se não há bolhas de ar aderidas ao picnômetro ou às pedras.

IMPUREZAS ORGÂNICAS HÚMICAS EM AGREGADO MIÚDO

- DOCUMENTOS BÁSICO- NBR NM 49


- MATERIAL BÁSICO
- Agregado miúdo.
- Água destilada.
- Hidróxido de sódio com 90% a 95% de pureza.
- Ácido tânico p.a.
- Álcool, 95%.
- EQUIPAMENTOS
- Balança de precisão 0,1 g.
- Balão de fundo chato de 1.000 ml.
- Provetas graduadas de 10 ml e 100 ml.
- Frascos de Erlenmeyer com rolha esmerilhada de 250 ml.
- Funil de vidro com haste longa.
- Papel filtro qualitativo.
- Tubos de ensaio Nessler de 100 ml.
- PREPARAÇÃO DOS REAGENTES
- As soluções devem ser preparadas com antecedência e em quantidade que
permita a realização de vários ensaios.
- A solução de hidróxido de sódio a 3%, deve obedecer a seguinte proporção:

Hidróxido de sódio....................... 30 g
Água............................................. 970 g

- A solução de ácido tânico a 2%, deve obedecer a seguinte proporção:

Ácido tânico.................................. 2 g
Álcool............................................ 10 ml
Água............................................. 90 ml
- ENSAIOS

- Num frasco de Erlenmeyer, adiciona-se 200 gramas de agregado miúdo e 100


ml de solução de hidróxido de sódio, agite vigorosamente e deixe em
repouso por 24 horas.
- Simultaneamente a este processo deve se preparar uma solução padrão
comparativa, adicionado 3 ml da solução de ácido tânico a 97 ml da solução de
hidróxido de sódio, agitar e deixar repousar por 24 horas. Depois do período de
repouso, transferir a solução para um tubo de ensaio Nessler.
- Terminado o período de repouso, filtra-se a solução que esteve em contato com
o agregado miúdo e a solução padrão, recolhendo-a cada uma em um tubo de
ensaio Nessler (separados).
- RESULTADOS
- Comparar a solução obtida com a solução padrão, verificando se a cor é mais
escura, mais clara ou de coloração igual à coloração da solução padrão.
- O resultado deve incluir a identificação da amostra e a avaliação do índice de
cor.