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TREINO COGNITIVO EM IDOSO SAUDÁVEL: UM ESTUDO DE CASO

ACERCA DA SENESCÊNCIA
Doralice Oliveira Sampaio
Sara Bonates Ramos

RESUMO

Introdução: Com a expectativa de vida aumentada, faz-se necessária a discussão


acerca da qualidade de vida do idoso no Brasil. Segundo a OMS, qualidade de vida
também envolve os domínios psicológico e de independência, o que por sua vez
engloba diretamente as habilidades cognitivas e formas do ser humano se relacionar no
mundo por meio destas. Partindo deste princípio, comprova-se a importância do treino
cognitivo no processo de senescência, levando em consideração as evidências de que há
um declínio natural em funções cognitivas como memória, atenção e funções
executivas. Objetivo: Verificar ganhos com treino de habilidades cognitivas em um
idoso saudável. Métodos: Estudo de caso com um idoso saudável, a partir de treinos
cognitivos realizados semanalmente com tarefas que trabalham de forma alternada as
habilidades cognitivas, tendo como foco principal: Atenção, Memória e Funções
Visuoespaciais. Resultados:

Palavras Chave: Idoso, senescência, treino cognitivo, memória, atenção,


funções visuoespaciais.

INTRODUÇÃO

A população brasileira de idosos tem aumentado a cada ano, e assim sendo,


proporcionalmente aumenta-se a necessidade de ações que elevem a qualidade de vida
deste grupo. Para que a expectativa de vida seja não somente caracterizada pela
longevidade, mas também pelo bem estar, são necessárias ações que valorizem a
terceira idade e atendam às suas necessidades. Este aumento populacional é validado
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a partir do PNAD (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios), que no terceiro trimestre do ano de 2017 mostrou
que 14,9% da população brasileira está na terceira idade, estimando que este grupo
populacional de 60 anos ou mais de idade alcance cerca de 66,5 milhões até 2050.

Partindo para a discussão acerca de bem estar e funções cognitivas em idosos,


Malloy Diniz et. al (2010), pontuam que muitos estudos mostram a diminuição da
velocidade de processamento cognitivo como a principal característica do processo de
envelhecimento. Uma vez que a velocidade de processamento encontra-se lentificada,
observa-se como consequência o impacto em outras funções cognitivas como atenção,
memória, linguagem e funções executivas. Assim sendo, pode-se relacionar o
desempenho cognitivo do idoso com aspectos emocionais essenciais para a qualidade de
vida, como, por exemplo, a autoestima, autoconfiança e motivação diária para diversas
atividades. Pontua-se, ainda, a importância de considerar características do
envelhecimento que podem interferir no desempenho das tarefas cognitivas. Essas
características são dificuldades esperadas para este grupo etário, como na acuidade
visual, auditiva e motora, fadiga, grau de escolaridade (sendo um potencial obstáculo
para a aferição clínica) e motivação para as tarefas.
Na terceira idade, a preservação da cognição passa a ser essencial para
possibilitar a independência e autonomia do sujeito, e a sua estimulação pode prevenir
ou mesmo retardar o processo de degeneração do cérebro ( SILVA et al, 2011).

Segundo Farfel (2014), é primordial fazer uma separação entre o


envelhecimento saudável (denominado senescência cerebral) e o envelhecimento
patológico (denominado senilidade cerebral). A senescência é o conjunto de
modificações ocorridas no cérebro em consequência do processo natural de
envelhecimento, não acarretando prejuízo à autonomia e independência do indivíduo. A
senilidade, no entanto, é referente ao processo de envelhecimento patológico,
ocasionado principalmente por dificuldades no funcionamento de funções orgânicas,
debilitação psíquica e abatimento do funcionamento cerebral.

É importante ressaltar o papel da reserva cognitiva neste contexto, que está


ligada à senescência e a senilidade. Quanto maior a reserva cognitiva do indivíduo,
menor será a possibilidade dele desenvolver uma patologia na terceira idade. Ainda
segundo Farfel (2014), existem fatores que contribuem para uma maior reserva
cognitiva, sendo o maior deles, a escolaridade. Vários estudos demonstram a relação
entre menor escolaridade e a incidência e prevalência de algum processo demencial,
porém, a escolaridade não é o único fator ligado à reserva cognitiva. Pode-se incluir,
ainda, o desempenho intelectual relacionado à sua ocupação, cursos realizados,
habilidades desenvolvidas, entre outros conhecimentos e habilidades desenvolvidas
durante a vida.
Portanto, programas de intervenções além de aprimorar as funções cognitivas,
também estão ligados à Neuroplasticidade. Este é um conceito que pode ser definido
como a capacidade do cérebro de alterar sua estrutura e funções, através de ganhos
adquiridos pela aprendizagem. A Neuroplasticidade ocorre também durante o
envelhecimento, como vem sendo relatado em estudos recentes (SINGER et al., 2003
apud AMODEO et al, 2010). Correlacionando estes conceitos, estudos sugerem, ainda,
que o treino cognitivo tem efeito positivo na cognição de idosos em diferentes domínios
cognitivos, incluindo velocidade de processamento, atenção e memória espacial
(BALLESTEROS, 2015; MAYAS, 2014 apud ASSIS, 2015), o que evidencia a
ocorrência da Neuroplasticidade.

Neste estudo, a intervenção utilizada foi a de treino cognitivo, visando


desenvolver e avaliar o impacto deste quando realizado com um idoso saudável, dando
foco no que envolve atividades da vida diária e autonomia. Considerando os resultados
da Avaliação Neuropsicológica, optou-se por uma seleção organizada de tarefas
estruturadas que promoveu um treino direcionado às maiores dificuldades do
participante.
Podemos concluir que a clara motivação gerada pela oportunidade de aprender
promoveu a Neuroplasticidade sináptica e consolidação do aprendizado no participante,
pois seus resultados foram acima das expectativas iniciais nas funções cognitivas
treinadas.
Envelhecimento
No Brasil, os principais instrumentos legais que buscam assegurar os direitos
dos idosos são a Constituição Federal de 1988 - CF/88, a Lei 8.842/94 (Política
Nacional do Idoso), a Lei 10.7412003 (Estatuto do Idoso) e o Decreto 1948/96. O artigo
230 da CF/88 estipula que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as
pessoas idosas, assegurando-lhes participação na comunidade, dignidade e bem-estar,
garantindo-lhes o direito à vida.

O processo de envelhecimento está vinculado ao contexto em que o indivíduo


foi e/ou está inserido na sociedade, das experiências e oportunidades a que se teve ou
têm acesso. A história de vida de cada indivíduo é heterogênea e resulta de diferentes
experiências ao longo da vida, onde se deve considerar os contextos da vida do idoso,
em aspectos tais como: educação familiar e o acesso à escola, socialização em diversos
grupos primários e secundários, trabalho e emprego, acesso à cultura e lazer,
organização do tempo livre, escolhas e prioridades, organização da sua própria família e
estruturação do seu cotidiano (LOUSA, 2016 apud GARCIA, 2014).

A idade cronológica, por si, não é suficiente para demonstrar as mudanças que
acompanham o envelhecimento. Existem diferenças significativas relacionadas ao
estado de saúde, participação social e níveis de independência entre pessoas que
possuem a mesma idade (Brasil, 2005). Afirmar com segurança sobre o começo do
processo do envelhecimento é ainda improvável. Segundo a literatura, envelhecer
decorre fundamentalmente da degeneração da função e estrutura dos sistemas orgânicos
e células, ocorrendo por meio de causas biológicas e psicossociais.

O envelhecimento biológico envolve alterações físicas que se manifestam


inicialmente na idade adulta, tendo como consequência um decréscimo na eficiência do
funcionamento e terminando na morte. Sob o ponto de vista psicossocial, pode-se
afirmar que atualmente o envelhecimento propicia ou até mesmo induz o afastamento
recíproco entre idoso e sociedade, o que coloca as pessoas da terceira idade em grupos
que apresentam características negativas, tais como segregação e baixa autoestima. Tal
cenário reafirma uma atual posição não privilegiada do idoso, o que deve ser
modificado por meio de políticas públicas e conscientização social acerca do que
envolve a terceira idade.

O envelhecimento da população, a redução da taxa de mortalidade e a


diminuição da fertilidade, segundo o IBGE em 2016, podem ser considerados como os
principais fatores que vem contribuindo para a inversão da pirâmide etária no Brasil,
que prevê que a expectativa de vida, para ambos os sexos, venha a alcançar a média de
80 anos ao redor do ano de 2040. Existindo a possibilidade de proporcionar um aumento
na longevidade, pode-se almejar que os idosos envelheçam também com autonomia e
independência, onde a autonomia é percebida como a capacidade de exercer o livre-
arbítrio, de entender e decidir de acordo com as opções próprias do indivíduo, e a
independência definida como a capacidade de desempenhar atividades da vida diária
sem nenhuma ou pouca ajuda de outras pessoas (FARFEL, 2014). De acordo com
SILVA et al. (2011), a manutenção da cognição passa a ser fundamental para
possibilitar a independência e autonomia do idoso, e a sua estimulação pode prevenir ou
mesmo retardar o processo de degeneração do cérebro.
De acordo com FARFEL 2008,

“É imprescindível fazer a distinção entre o processo natural de


envelhecimento cerebral, também denominado senescência cerebral, e
o de envelhecimento associado à doença cerebral, denominado
senilidade cerebral.”

A senescência é o processo de envelhecimento natural que se estende por todo o


curso da existência do ser humano. A senescência cerebral, de acordo com CONFORT,
1979, refere-se a

“...um processo de envelhecimento cerebral, caraterizado pela redução


da capacidade de manutenção da homeostasia cerebral em condições
de sobrecarga funcional.”

Assim sendo, a senescência refere-se ao conjunto de modificações ocorridas no


cérebro, em consequência do Processo Natural de Envelhecimento, sem
acarretar prejuízo à autonomia e à independência do indivíduo. Por outro, a senilidade é
o Processo de Envelhecimento patológico, ocasionado, principalmente, por dificuldades
no funcionamento de funções orgânicas, debilitação psíquica, e abatimento do
funcionamento cerebral.

FARFEL, 2014, ainda define a senilidade como:

“O conjunto de alterações decorrentes de situações de doença cerebral,


em geral, neurodegenerativas, onde a sobrecarga consequente do
processo de doença, somada a perda da capacidade de manutenção da
homeostase decorrente do Processo Natural de Envelhecimento
desencadeia o aparecimento de sintomas neurológicos e determina
prejuízo à autonomia e à independência do indivíduo”.

Diversas podem ser as formas de instalação dos referidos processos, onde


indivíduos da mesma faixa etária podem apresentar um conjunto de características
únicas e distintas, variando entre a independência e autonomia à incapacidade.

Durante o envelhecimento normal, a presença mais acentuada de mecanismos


capazes de produzir doenças neurodegenerativas tem orientado estudos sobre a biologia
do envelhecimento, onde diferentes autores discorrem sobre alterações no cérebro tanto
no envelhecimento normal quanto no patológico, destacando-se, dentre outros, a
alteração no peso do cérebro, redução da densidade dos neurônios (grau de
concentração de massa em determinado volume), depósitos de proteínas que bloqueiam
e matam neurônios do cérebro, como por exemplo as placas amiloides, alterações
intracelulares, como o acúmulo de proteínas tau na Doença de Alzheimer,, e valores
fora dos limites normais, que são encontrados nos estudos de laboratório ou em exames
de imagens microvasculares.

No processo natural de envelhecimento, existem estudos que demonstram a


redução da densidade neuronal em diversas estruturas, incluindo-se neocortex e
hipocampo e, com frequência, a ocorrência de depósito de proteína amiloide em regiões
corticais com formação de placas de amiloide. Por vezes, o depósito em placas vem
acompanhado de halo composto de restos neuronais, denominados neuritos distróficos,
denominadas placas neuríticas e podem ter relação com destruição neuronal, com
potencial prejuízo cognitivo. Cabe observar que alterações intracelulares verificadas no
citoplasma dos neurônios, denominados emaranhados neurofibrilares são
frequentemente encontrados em pessoas com cognição normal em estruturas para-hipo-
campais ou hipocampais (FARFEL, 2014).

Treino Cognitivo

A saúde é definida pela Organização Mundial de Saúde (1998) como um estado


de bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de doença. Sabe-se que uma
percepção positiva da saúde nos idosos, constitui-se como um fator protetor para as
alterações da cognição. Este conceito está diretamente relacionado com a capacidade
para fazer face ao dia a dia e com a qualidade de vida, que por sua vez, implica no idoso
a capacidade de organizar a vida de acordo com as limitações físicas, psicológicas e
implica ainda a garantia da assistência à saúde, liberdade de escolha, amigos, local para
morar e presença de atividades lúdicas (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS,
2008)

Segundo Alaphilippe “a cognição faz referência aos processos mentais pelos


quais as informações são adquiridas, registadas e utilizadas”.

Por sua vez, a manutenção da cognição é relevante para a promoção da


independência e autonomia do idoso e a sua estimulação pode prevenir ou mesmo
retardar o processo de degeneração do cérebro. (SILVA et al. 2011)

Tudo que ouvimos, vemos, sentimos, pensamos, interpretamos e reagimos sobre


o mundo externo é percebido e registrado pelo cérebro, onde milhões e milhões de
células conectadas, entre si, por neurônios e filamentos nervosos conduzem os sinais
elétricos ao sistema nervoso central. O processo de envelhecimento cerebral é gradual e
progressivo, e apresenta um ritmo próprio para cada pessoa, de acordo com seu estilo de
vida. A pessoa que envelhece sem apresentar doenças senis pode até apresentar certo
grau de declínio cognitivo, mas que não chega a interferir consideravelmente nas suas
atividades diárias.

A percepção como reconhecimento de uma informação do ambiente e/ou do


meio interno, pode ser considerada a base da cognição e seu processamento é fomentado
pelos sentidos. Esses estímulos são enviados para o encéfalo, que transforma essas
informações em experiências/registos imediatos. Distúrbios na percepção afetam o
desempenho das funções.

Atualmente pesquisadores buscam não apenas retardar o surgimento de doenças,


mas privilegiar o envelhecimento sadio, o que requer a manutenção e o fortalecimento
das funções físicas e psíquicas do idoso, bem como o seu engajamento social e de
relações interpessoais (CANINEU et al., 2011). Sem perceber as reais necessidades de
uma população não é possível intervir eficazmente, de forma a promover uma maior e
melhor saúde mental, o que parece justificar um permanente programa de avaliação
cognitiva e funcional nos idosos.
A literatura conceitua a cognição como uma função cortical que pode ser
dividida em subfunções distintas, destacando-se a atenção, memória, organização visou-
motora, função executiva e planejamento. Ilustra a cognição como a capacidade do
indivíduo de adquirir e usar informação, a fim de adaptar-se às demandas do meio
ambiente. A capacidade para adquirir uma informação, por sua vez, envolve habilidades
para processar a informação ou a capacidade para entender a nova informação,
organizá-la, assimilá-la e integrá-la com experiências anteriores (TAMAI, 20XX).

Uma disfunção cognitiva pode afetar a capacidade funcional na vida social e


interpessoal, no trabalho e atividades do cotidiano. Assim, para identificar tais
dificuldades, um profissional abalizado, mediante o uso de instrumentos (testes,
baterias, escalas) padronizados, pode-se realizar uma avaliação das funções cognitivas,
pesquisando o desempenho de habilidades como atenção, percepção, linguagem,
raciocínio, abstração, memória, aprendizagem, habilidades acadêmicas, processamento
da informação, visuoconstrução, afeto, funções motoras e executivas. Esse diagnóstico
possibilita coletar os dados clínicos para auxiliar na compreensão da extensão das
perdas e explorar os pontos intactos que cada patologia provoca no sistema nervoso
central de cada paciente. A partir desta avaliação, segundo o Conselho Federal de
Psicologia (http://site.cfp.org.br/): “é possível estabelecer tipos de intervenção, de
reabilitação particular e específica para indivíduos e/ou grupos de pacientes com
disfunções adquiridas ou não, genéticas ou não, primariamente Neurológicas ou
secundariamente a outros distúrbios (Psiquiátricos)”

Então, a busca por intervenções coordenadas por profissionais capacitados torna-


se importante para perseguir a melhoria da qualidade de vida proporcionando saúde
física, psíquica e emocional, prevenindo problemas relacionados ao déficit cognitivo,
contribuindo para o estabelecimento de intervenções que possibilitem uma melhor
assistência aos idosos, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, buscando
proporcionar autonomia e independência.

No campo das intervenções para população idosa, uma das áreas que vem
fortalecendo a pesquisa científica é a da intervenção cognitiva, na qual mecanismos
cognitivos exclusivos são aplicados em tarefas padronizadas, proporcionando uma
maneira experimentalmente controlada de investigar o grau de plasticidade no
funcionamento intelectual durante o envelhecimento (KRAMER, A.F et al, 2003).
Pressupõe-se que a realização de exercícios mentais tem potencial para melhorar ou,
pelo menos, preservar o funcionamento de determinado domínio.

Segundo diversos autores (HERTZOG, C et al, 2009) a investigação do impacto


de intervenções cognitivas no desempenho mental de idosos tem sido foco de interesse
crescente na última década. KARBACH, J et al, 2014, sugerem que intervenções
adequadas produzem efeitos de aprendizagem, aumento de desempenho nas habilidades
que foram alvo da intervenção. Segundo Bahar-Fuchs et al., 2013, há evidências, de
impacto positivo de intervenções no desempenho de idosos com declínio mental em
decorrência de quadros demenciais, sugerindo a possibilidade de amenizar e/ou retardar
os prejuízos cognitivos, embora o alcance das intervenções seja mais limitado em
comparação com grupos não clínicos.

Vários aspectos da cognição no envelhecimento saudável, isto é, não


acompanhado de patologias neurológicas e/ou psiquiátricas, podem passar por
mudanças específicas e de formas diferentes, sofrendo declínios ou não. Domínios
cognitivos preservados ou até mesmo aprimorados durante essa fase da vida incluem a
memória implícita e semântica (GLISKY & GLISKY, 2008; PARK & REUTER-
LORENZ, 2009), enquanto que outros sofrem declínios, tais como, velocidade de
processamento, memória de trabalho, funções executivas, memória episódica e
prospectiva (DRAG et al., 2010; GLISKY & GLISKY, 2008; PARK & REUTER-
LORENZ, 2009), e atenção (DRAG et al., 2010).

A literatura utiliza múltiplos termos para descrever as técnicas de intervenção,


sendo os mais utilizados: estimulação cognitiva, treino cognitivo e reabilitação
cognitiva (FERNANDEZ-PRADO S. et al, 2012). Diversos autores, destacando-se
BELLEVILLE (2008), MOWSZOWSKI et al. (2010) e BAHAR-FUCHS et al., (2013)
definem:

Estimulação Mental: “quando se refere à realização repetida de tarefas


padronizadas, sendo muito comum no formato informatizado ou de games, e vem sendo
caracterizado pela comercialização de produtos no formato de jogos e games.”

Treino cognitivo: “quando se trata da aplicação de um conjunto de tarefas


padronizadas direcionadas para recuperação de determinadas funções cognitivas, tais
como memória, atenção, resolução de problemas, raciocínio, velocidade de
processamento, dentre outros”.

De acordo com PRIGATANO (2003), três princípios de treino cognitivo


facilitam a reabilitação: o uso de compensação para contornar o déficit; o uso de
substituição por meios alternativos para resolver problemas; o retreino das funções
executivas lesadas. Esses princípios podem ser aplicados à reabilitação em 4 passos
(FARINA et al., 2002):

1. Concentrar a atenção para reduzir confusão cognitiva;

2. Promover a consciência dos déficits e de capacidades remanescentes por meio


de aconselhamento individual e de grupo;

3. Conscientizar o paciente e seus familiares da necessidade de uso de estratégias


compensatórias e treinar sua aplicação no dia a dia;

4. Fazer treino cognitivo e de habilidades sociais.

Os treinos cognitivos, podem assumir diferentes formatos, variando em relação:

● Modalidade de condução: sessões individuais ou coletivas;

● Habilidades-alvo: intervenção multidomínio - delineada para estimular


habilidades cognitivas de diferentes domínios - ou unimodal, quando as habilidades-
alvo fazem parte de um mesmo domínio cognitivo;

● Formato dos estímulos: do tipo “lápis e papel” ou com tarefas


computadorizadas;
● Medidas cognitivas: as medidas podem cobrir as habilidades-alvo da
intervenção (aquelas que se pretende intervir) para investigar os efeitos de transferência
proximal (near transfer), ou as habilidades não-treinadas para investigar os efeitos de
transferência distal (far transfer);

● Follow-up: exames de acompanhamento a longo prazo para verificar os efeitos


de durabilidade temporal da intervenção.

Segundo Parente, 2006, Reabilitação Cognitiva se destina a grupos clínicos e,


se caracteriza pela realização de uma série de atividades (incluindo a estimulação
cognitiva) e discussões, em geral, realizadas em grupos. A reabilitação tem como
objetivo principal ajudar pacientes com demência em estágio inicial e moderado.

Cabe, no entanto, ressaltar que o aprimoramento de funções cognitivas


decorrentes de programas de intervenção, segundo AMODEO et al, 2010, deve-se em
grande parte ao fator da neuroplasticidade.

A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na


estrutura e função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase do processo
evolutivo acerca das alterações biológicas sofridas pelo indivíduo, desde o seu
nascimento, até seu desenvolvimento final, como uma função de interações com o meio
ambiente interno e externo. Estudos recentes têm relatado que esse processo de
neuroplasticidade ainda ocorre durante o envelhecimento, demonstrando que
intervenções neuropsicológicas tanto de forma direta como indireta podem melhorar o
desempenho em tarefas cognitivas cotidianas (GLISKY & GLISKY, 2008; SMITH et
al., 2009).

O desenvolvimento de programas neuropsicológicos para adultos idosos, para


prevenção de declínios cognitivos, principalmente de sistemas de memória, pode
contribuir na redução de problemas de saúde mental dessa população. Assim, pode
promover independência funcional e autonomia para que esses idosos possam continuar
a realizar suas atividades da vida diária e terem uma melhor qualidade de vida
(RAMOS, 2003).

Segundo FARFEL, 2014, a reserva cognitiva é: “determinada por mecanismos


ativos e adquiridos de plasticidade e recrutamento de novas áreas compensatórias, pela
maior densidade regional de neurônios e sinapses. É dinâmica, plástica e pode ser
modificada em qualquer fase da vida e por meio de diversas exposições”. Vários
fatores, tais como o desempenho intelectual relacionado a ocupação do indivíduo,
cursos realizados, habilidades desenvolvidas, estão relacionados a constituição de uma
maior reserva cognitiva. Entretanto, dentre eles, vale destacar a escolaridade como o
fator com o maior grau de evidência até o momento. Por outro lado, a literatura registra
que outros fatores, decorrentes de transtornos psíquicos, como por exemplo, episódios
depressivos e ansiosos, podem reduzir a reserva cognitiva.

Nos últimos anos, foram feitas descobertas importantes no campo das


neurociências para elevar a qualidade de vida da população, principalmente dos idosos,
já que eles são muito suscetíveis aos quadros demenciais. Os neurocientistas
descobriram que assim como o corpo pode desenvolver reserva de gordura ao longo dos
anos, pode também manter uma reserva cognitiva que adiaria os sintomas dos quadros
degenerativos e do envelhecimento. Pode ser definida como a capacidade do cérebro de
armazenar por períodos prolongados as habilidades que foram adquiridas ao longo da
vida.

MÉTODO

Participante:

Tratando-se de um estudo de caso, um participante foi selecionado e recrutado


em um Instituto de Medicina e Psicologia para a presente pesquisa, conforme critérios
de inclusão. O participante é um paciente idoso que passou por Avaliação
Neuropsicológica, onde não foram evidenciados prejuízos cognitivos significativos,
enquadrando-o no critério de indivíduo cognitivamente saudável. Além deste principal
critério, o participante enquadra-se nos demais, sendo idoso de 88, morador do Distrito
Federal, com vida ativa e independente em atividades da vida diária.

Instrumentos

Para triagem dos participantes, foram utilizados:

• Entrevista de anamnese: abordou o quadro clínico de saúde atual do


participante, presença de sintomas emocionais e cognitivos, diagnóstico de transtornos
psiquiátricos e diagnóstico de demência senil.

Medidas cognitivas pré e pós-treino

Para avaliação do desempenho cognitivo antes e após a condução do treino,


foram utilizados

Procedimentos

O treino cognitivo realizado ocorreu do dia 13/01/2018 à 21/03/2018, por meio


de 27 encontros semanais, onde foram utilizadas atividades que trabalham memória,
atenção, funções visuoespaciais. Para controle dos resultados, as primeiras e a últimas
sessões foram dedicadas à aplicação de bateria Neuropsicológica a fim de averiguar o
desempenho do participante antes e após intervenção com treino cognitivo,
evidenciando os resultados da pesquisa. As demais sessões foram utilizadas para
aplicação das atividades de treino cognitivo, trabalhando as funções cognitivas alvo,
alternadamente, onde se aumentavam os níveis de complexidade conforme era
observado que o desempenho do participante também aumentava.
Cada sessão de treino cognitivo teve duração de 60 minutos, sendo realizadas,
em média, 02 sessões semanais de 30 a 60 minutos, respeitando o estado físico e
psíquico do participante.

A primeira fase foi a identificação do participante. Vencida essa fase, efetuou-se


o convite ao idoso quanto à participação esclarecendo as etapas e orientando-o sobre a
sua anuência. Nesse sentido assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Sendo a intervenção conduzida individualmente, o número de sessões variou de
acordo com o desempenho individual do participante, podendo o aplicador interromper
a sessão ao observar sinais de cansaço. Logo após o interrompimento, o aplicador
passava exercícios para o participante fazer em casa.

Antes de começar cada sessão, eram vistos/corrigidos os exercícios que foram


deixados para o participante e, logo após, começavam a aplicação das atividades
planejadas para aquela sessão.

. Avaliação neuropsicológica pré e pós-intervenção (treino)

As medidas cognitivas foram aplicadas antes (pré-treino) e imediatamente após


o treino (pós-treino), no participante.

Instrumentos que compuseram a avaliação neuropsicológica pré-intervenção:

● ...........................................;

● ...........................................;

● ............................................;

Resultados

Análise dos dados Inicialmente, foram analisadas as diferenças entre os


resultados do pré-treino com os obtidos no pós-treino para os testes

Discussão

Maloy-Diniz et. al (2010) pontuam a importância de considerar aspectos que


estão presentes nos idosos e podem interferir no desempenho das tarefas cognitivas.
Esses aspectos são relacionados às dificuldades esperadas para este grupo etário, e são:
acuidade visual, auditiva e motora, fadiga, grau de escolaridade (sendo um potencial
obstáculo para a aferição clínica) e motivação para as tarefas. No caso do participante,
foi observado no decorrer de algumas sessões que a acuidade visual e auditiva eram
fatores de grande influência para a realização das tarefas, evidenciando assim a
importância de atentar-se ao estado do idoso durante as sessões, ponderando sobre
fatores que podem afetar o desempenho e não necessariamente estão ligados à função
cognitiva alvo da tarefa.
De acordo com o Estudo Longitudinal de Seatle e o Berlin Aging Study, algumas
funções cognitivas começam a reduzir, de modo sutil, a partir da 3ª década de vida. O
ritmo do declínio cognitivo varia entre as funções cognitivas e entre indivíduos. Nesses
estudos, estão registrados que para a maioria das pessoas, as perdas cognitivas não
acarretarão perdas funcionais; alguns indivíduos passam a conviver com alterações
cognitivas típicas do envelhecimento. Porém, para um menor grupo de idosos, possíveis
alterações levarão a perda funcional.
A intervenção cognitiva vem registrando importantes avanços quanto ao
desenvolvimento de técnicas, estratégias e formato dos programas de intervenção, além
dos aspectos metodológicos dos estudos.23,Comparando-se o número de estudos
registrados e/ou disponibilizados entre a literatura nacional e internacional, pode-se
afirmar, sem dúvidas, a grande insipiência do tema no contexto nacional, especialmente
em relação aos treinos desenvolvidos para a população brasileira e, naturalmente, ao
número de estudos publicados com delineamento experimental para testar a eficácia de
tais intervenções.

Cabe registrar a pequena divulgação de trabalhos científicos de treino


cognitivos, o que dificultou o desenvolvimento metodológico para o presente estudo de
caso, visto que intervenções cognitivas são caracterizadas pela heterogeneidade dos
protocolos de intervenção, variando, fundamentalmente, na estrutura, formato, número
de sessões, tarefas cognitivas e exercícios aplicados.

Cabe registrar que a falta de uma adequada disponibilização dos protocolos


utilizados nos estudos experimentais e/ou pioneiros, explicitando o detalhamento de
objetivos, tarefas, estímulos e instruções, praticamente impede que um mesmo
protocolo de treino seja avaliado por outros profissionais aplicadores ou pesquisadores.

Finalmente, a lacuna na literatura nacional de estudos reportando os


procedimentos de construção dos protocolos de treino impede que a área avance no
alcance de um padrão ouro com diretrizes para o desenvolvimento de intervenções
cognitivas.

Foram elaboradas diversas tarefas cognitivas, com foco no treino voltados para
atenção concentrada, velocidade de processamento, memória episódica e memória de
trabalho (completar). As tarefas foram distribuídas em 26 (???) sessões de treino, com
frequência variando entre 2 a 3 vezes por semana, dependendo da disposição do idoso e
duração dos encontros de 1 hora e 30 minutos a 2 horas. Foram registrados eventos
durante a condução do treino no tocante as Instruções: para uso do monitor; a
necessidade de Estímulos: reuniu todos os estímulos apresentados ao participante;
outros Registros: no qual foram anotados aspectos relevantes quanto ao desempenho do
participante nos encontros.

A análise dos testes efetivados no presente estudo revelou que os procedimentos


realizados surpreenderam positivamente registrando-se um significativo aumento
quanto aos aspectos XXX, YYY, ZZZ e, por outro um declínio no
..................................., sugerindo a existência de aspectos emocionais interferindo na
execução de algumas tarefas registrado pelo idoso.

É importante destacar, porém, as características observadas pelos aplicadores do


indivíduo que se suspeita influenciar positivamente nos resultados, tais como: apoio
incondicional da família na execução do treino, elevada auto-estima, liderança familiar,
ativa participação na comunidade religiosa que frequenta, etc, etc., etc..
Cabe destacar a percepção do idoso participante quanto a melhoria significativa
na sua relação social, evidenciando o sucesso do treino especifico especialmente
desenvolvido para essa finalidade. (confirmar??????confirmar).

Vale registrar a ausência de elementos, no tocante à relação dos achados desta


pesquisa com as evidências nacionais e internacionais, que permitam a comparação dos
resultados decorrentes de intervenção em idosos saudável com idade igual a 88 anos.
Registra-se, em relação ao treino de atenção e velocidade de processamento, que as
intervenções podem ser consideradas eficientes, na medida em que produziram
melhorias significativas, conforme demonstra o quadro 1.

Para as medidas de memória de trabalho e memória verbal (reconhecimento), os


resultados sugerem que os efeitos de treino ............................................Em relação a
atenção, registra-se.................................; em medidas de memória episódica os resultado
podem ser considerados (satisfatório ou preocupante) sugerindo a manutenção do treino
por mais xxxxxxx semanas.

CONCLUSÃO

O presente estudo obteve êxito no alcance do objetivo de realizar um treino


cognitivo em um idoso, por meio da aplicação de exercícios mentais e estratégias
cognitivas em um material impresso e a possibilidade de registro de todo o desempenho
do participante em um protocolo à parte. Cabe destacar um melhor desempenho do
idoso em zzzz das cinco medidas cognitivas, após a intervenção, o que permite concluir
que houve um efeito significativo de. Registram-se, como limitações do estudo na etapa
de construção das tarefas de treino a ausência de estudos que pudessem orientar de
forma estruturada, o qual(ais) as tarefa(s) poderia(m) ser executada(s) na(s)
habilidade(s) cognitiva(s) declinante(s). ?????????

No presente estudo, foi possível avaliar aspectos estruturais do treino feita pelo
participante e aplicadores, bem como verificar o impacto do treino no desempenho
mental do idoso, destacando-se: 1)...................................

2)............................................................

3).............................................................

Assim, os resultados apresentados apontam para uma melhoria do desempenho


cognitivo e, consequentemente, na sua qualidade de vida.

Vale ressaltar que é essencial que se tenha um projeto terapêutico para cada
paciente visando o treinamento cognitivo específico de cada um, tendo como objetivo o
desenvolvimento das habilidades metacognitivas.
AGRADECIMENTOS
ANEXOS

Planilha de Atendimentos disponível em:


https://docs.google.com/spreadsheets/d/1WMKWy7s8YuvzTagGxStVoZsPVobWFII3v
-ngGuvJ7uw/edit?usp=sharing
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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