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Universidade Metodista de Angola

Faculdade de Engenharia
Departamento de Construção Civil

Curso de Construção Civil


Disciplina: Geologia em Engenharia
Ano: 3to

Professor: Dr. Silva Pereira Ginga (PhD)


Ano lectivo: 2018
Introdução
• O crescente aumento das obras de engenharia e a sua directa
implicação na utilização dos terrenos, na maioria das vezes de
pouca qualidade, tem levado a uma necessidade crescente do
correcto conhecimento desses mesmos terrenos e
consequentemente da sua geologia.

• Este facto é tão mais evidente quanto mais importantes são as


obras, exemplo: as barragens, escavações subterrâneas, estradas
e mais recentemente todos os trabalhos de integração ambiental

• Embora já desde o fim do século XIX aparecessem referidas no


âmbito de grandes projectos de engenharia preocupações relativas
à importância das características das formações geológicas na sua
estabilidade, só na segunda metade do século XX se tenha
assistido ao aparecimento da Geologia de Engenharia como ramo
científico independente e de âmbito definido e, também, ao seu
progressivo desenvolvimento (1968, criada a Associação Internacional
de Geologia da Engenharia “IAGE”)
Objectivos
Estudar as características geológicas e geotécnicas dos maciços
visando o estudo e solução de problemas de engenharia e do
meio ambiente decorrentes da interacção com os trabalhos e
actividades humanas, bem como a previsão e desenvolvimento
de medidas preventivas ou reparadoras de acidentes geológicos

Fornecer ao aluno, conhecimentos essências de geologia


aplicada aos diversos campos de engenharia, afim de permitir a
identificação dos problemas respectivos e a orientação para
soluções competentes

Preparar o estudante para trabalhos de equipe e para o


entendimento geologo-engenheiro, no sentido de possibilitar um
melhor conhecimento dos problemas de estabilidade geológica,
segurança e economicidade das obras de engenharia.

Contribuir na formação de um profissional melhor preparado para


os novos desafios do crescimento e habilidade para a
interlocução e actuação em equipes multidisciplinares
Importância da Engenharia Geológica
Campos de Actuação:
1. Projectos e obras de engenharia donde o terreno constitui
o suporte, o material de escavação, de armazenamento
ou de construção (edificações, obras hidráulicas,
marítimas, plantas industriais, explorações mineiras,
centrais de energias etc.), sendo fundamental a
contribuição da G.E ao contribuir na sua segurança e
economia.

2. Prevenção, mitigação e controlo dos riscos geológicos,


assim como dos impactos ambientais das obras públicas,
actividades industriais, mineiras e urbanas.
Plano de Temas
Tema I: A Geologia Aplicada à Engenharia
Introdução ao Estudo das Propriedades Físico - Mecânicas
dos Maciços e suas Relações com a Geologia

Tema II: : Classificações Geologico-Geotécnica de Maciços


Rochosos

Tema III Prospecção Geológica e Geotécnica dos Maciços

Tema IV: Ensaios “ in Situ” de Caracterização Mecánica e


hidrogeológica de Rochas e Maciços Rochosos

Tema V: Cartografia Geotécnica


Aplicações da Geologia e da Cartografia Geotécnica a Obras
de Engenharia

Tema VI: Acidentes (Riscos ) Geológicos

Tema VII: Estruturas Geológicas


Capítulo I

A Geologia Aplicada à Engenharia

1.1- Noções de Geologia Aplicada a Engenharia


Considerações iniciais
O que é Geologia?
-Ciência que estuda a origem, história e estrutura da Terra, a partir do registado
nas rochas, e as forças e processos que as modificam.
1.1.Noções de Geologia Aplicada a Engenharia

Considerações iniciais

• Geologia de Engenharia: é a ciência aplicada à investigação, estudo e


solução dos problemas de engenharia e do meio ambiente, produzidos
como consequência da interacção entre as actividades do Homem e o
meio físico geológico, assim como ao prognóstico e ao desenvolvimento
de medidas preventivas ou reparadoras de riscos geológicos

• Pode considerar-se a Geologia de Engenharia como a ligação entre a


Geologia e a Engenharia, nomeadamente a Engenharia Civil, aparecendo
simultaneamente como uma das disciplinas da Geotecnia e um dos ramos
das Ciências Geológicas

• Finalidade: Assegurar que os factores geológicos condicionantes das


obras de engenharia sejam tidos em conta e interpretados
adequadamente, assim como evitar ou mitigar as consequências dos
riscos geológicos
Aplicação da Geologia de Engenharia
Continuação Continuação
A História da Terra e o Tempo Geológico:

A Teoria da grande explosão


“Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
• Segundo as teorias modernas, há 13,7 bilhões de anos ... devia
existir a “singularidade”. Esta “Singularidade” seria um ponto com 1
bilionésimo do tamanho de um próton, que seria o tudo e o nada
(Georges Lamaitre, 1927).

• Esta “singularidade” sofreu então uma “Grande Explosão” ou Big


Bang”, iniciando um processo de inflação de partículas. Esta
expansão da “sopa de partículas” provocou a fusão dos prótons e
nêutrons gerando a matéria (Edin Hubble, 1929).

• A partir disso, há 4,6 bilhões de anos, houve o agrupamento de


uma ”nuvem“ de poeira num determinado ponto do Universo.

• Este agrupamento formou o sol e o restante um disco de poeira


que deu origem aos planetas do Sistema Solar, entre eles a Terra.
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A História da Terra e o tempo geológico:
“A Teoria do Big Bang”
A Terra primitiva: Formação de um planeta em camadas
A Terra primitiva: Formação de um planeta em camadas
A Terra primitiva: Formação de um planeta em camadas

Hipótese interna

•A Atmosfera primitiva era


destituída de oxigeno, elemento
que constitui 21% da atmosfera
actual.
•O oxigénio não fazia parte da
atmosfera até que organismos
fotossintéticos evoluíssem
A Terra como um Sistema de componentes Interactivos
A Terra como um Sistema de componentes Interactivos
A divisão do tempo geológico

Princípios de Estratigrafia e Paleontologia


A divisão do tempo geológico:
Princípios de Estratigrafia e Paleontologia
• Estratigrafia estuda as rochas estratificadas, ou acamadadas de
forma plana e superpostas (L. Sternere, estender).

• Através dela são estabelecidas às relações espaciais e temporais


entre as unidades geológicas, utilizando dois princípios – PSC
(princípio da superposição das camadas) e PHC (princípio da
horizontalidade das camadas).

• As camadas (estratos) por sua vez refletem mudanças


ambientais/climáticas, ou ciclos geológicos, que são a chave para
a separação das chamadas unidades tectônicas: grupo, formação,
membro e camada.

• A denominação das unidades geológicas obedece ao Código de


Nomenclatura Estratigráfica, que são regras para definição das
unidades geológicas – Grupo, Formação, Membro e Camada.
Escala do Tempo Geológico
• Escala do Tempo Geológico: é uma sequência cronológica
empregada para dispor os acontecimentos geológicos e da
evolução da vida na Terra de forma ordenada, ao longo da historia
do planeta.

• Qual a idade do planeta Terra?

• Como determinar a idade de uma rocha ou dos seus


minerais?

• Anteriormente se pensava que a Terra se havia formado em seis dias e


que sua idade não superava os 6000 anos. Agora se sabe que os
processos geológicos se caracterizam pela sua lentidão chegando a
serem imperceptíveis para um observador, dando a sensação de
permanência e imutabilidade da paisagem, embora existam processos
geológicos que se produzem subitamente: erupção vulcânica, terramoto,
avalanches provocadas pelas cheias de um rio etc...
Escala do Tempo Geológico
Com o avanço da ciência outros meios foram aventados para se
calcular a idade da Terra:

• calcular o tempo necessário para que o mar se tornasse salgado,


pressupondo que este teria sido doce no início e que o sal teria
sido levado pelos rios, a partir da dissolução das rochas aflorantes
nos continentes (~90 milhões de anos) - o sal do mar é
proveniente do manto e a salinidade da água do mar é constante
no tempo

• calcular o tempo através da espessura das camadas de areia,


desde que se soubesse quanto tempo leva para formar uma
camada de determinado tamanho (taxa de sedimentação) - não
há registro preservado que contenha todas as camadas de areias
empilhadas desde o princípio da Terra e a taxa de sedimentação
não é constante no tempo
Escala do Tempo Geológico
• calcular o tempo pela perda de calor da Terra (Estimativas de
Lord Kelvin), Os pesquisadores observaram que em minas
profundas o calor era maior do que na superfície e que, portanto,
havia uma perda de calor- ainda não se tinha conhecimento
suficiente de ponto de fusão da crosta, nem das altas pressões
que atuam no interior da Terra e nem do calor interno gerado pelo
decaimento radioativo

• Todos esses meios de estimar a idade da Terra (séculos XVI e


XVII) não passavam de 100 milhões de anos e não contribuíam
para a aceitação da teoria da origem das espécies de Charles
Darwin (1809-1882), pois uma Terra jovem (100 milhões de anos)
não poderia ter mantido a longa estabilidade que Darwin julgava
necessária para a evolução gradual das espécies e sua
diversificação.
Escala do Tempo Geológico
Atualmente, existem dois modos de saber o quão velha é uma rocha:

 Método Relativo e Método Absoluto,


 formulados a partir do cruze de informação geológica de vários
pontos do globo, tendo sido possível a construção da escala dos
tempos geológicos - um calendário de idade relativa da história
geológica da Terra

 Cada intervalo de tempo desta escala é relacionável com um


determinado conjunto de fósseis característicos.
Escala do Tempo Geológico

• Os fósseis: são restos de seres vivos ou vestígios de actividades


biológicas (ovos , pegadas, etc.) preservados nos sistemas
naturais. Entende-se por "sistemas naturais" aqueles contextos em
que o processo de preservação não resulta da acção antrópica,
podendo o fóssil ser preservado em sedimentos, rochas, gelo,
solos, cavernas, etc.

• Preservam-se como moldes do corpo ou partes do próprio ser vivo,


seus rastros e pegadas.
Escala do Tempo Geológico
Método relativo
observa a relação temporal entre camadas geológicas: exemplo, a
presença de fósseis, onde se conhece o período de tempo de existência
dos mesmos, pode-se indicar a idade da camada geológica em que o
fóssil foi encontrado e por relação, indicará que a camada que está
abaixo dessa é mais velha e a camada que está por cima é mais nova.

Método Absoluto
utiliza os princípios físicos da radioatividade e fornece a idade da rocha com
precisão. Esse método está baseado nos princípios da desintegração
(ou decaimento) radioativa, (descoberta da radioatividade (1896), no final
do século XIX.

Dentre os elementos químicos existentes, há alguns que possuem o núcleo do


átomo instável e são conhecidos como nuclídeos radioativos. Estes
elementos, através da emissão espontânea de radiação, se transformam
em elementos estáveis (nuclídeos radiogênicos). Dessa maneira o
elemento-pai (radioativo) se desintegra emitindo radiação e se transforma
no elemento-filho (radiogênico), como o 87Rb quando se transforma em
87Sr.
1.2- Introdução as Principais Propriedades dos
minerais
1.2- Introdução as Principais Propriedades dos minerais
Noções de Mineralogia
Mineral:
• O termo mineral pode ter vários significados consoante a
formação da pessoa que o utiliza.

• Trata-se de todo elemento ou composto químico que possui uma


estrutura ordenada de átomos (estrutura cristalina) e uma
composição química definida que lhe confere um conjunto único
de propriedades físicas, e é formado naturalmente por processos
geológicos não orgânicos

• As rochas, areias e outros solos são exemplos comuns de


substâncias compostas essencialmente por minerais.
• ROCHA - são, basicamente, associações naturais de dois ou mais
minerais agregados ou não e, normalmente, cobrindo vastas áreas
da crosta terrestre e, por vezes, embora raras, constituídas por um
só mineral.
Noções de Mineralogia

Estrutura interna dos Minerais:


Havendo espaço, os minerais apresentam forma externa
poliédrica, compatível com o arranjo geométrico interno
chamado de Estrutura cristalina
• Macrocristalina (visíveis a olho nú);
• Microcristalina( visíveis ao microscópio ótico);
• Criptocristalina ( visíveis somente por técnicas especiais);

Minerais que não apresentam arranjo geométrico interno, tem


Estrutura amorfa. Ex: opala
ESTRUTURA CRISTALINA

Azurita
Cu3(CO3)2(OH)2
Introdução as Principais Propriedades dos minerais
• Todos os processos geológicos estão de certa maneira
dependentes das propriedades dos minerais e rochas. Erupções
vulcânicas, movimentos tectónicos, os efeitos das acções de
erosão e alteração, e mesmo as vibrações sísmicas, envolvem
sempre determinadas características dos minerais e rochas.

• As propriedades de um mineral constituinte de uma


determinada rocha podem ter uma influência directa nas
propriedades desta rocha.

• Nos minerais e também nas rochas, as propriedades podem ser


vectoriais ou escalares conforme dependem ou não da direcção
em que são medidas ou observadas.

• A dureza, a clivagem, a resistência à compressão são exemplos


de propriedades vectoriais enquanto que o peso volúmico e a
porosidade são propriedades escalares.
Propriedades dos Minerais
• As propriedades vectoriais: podem ser contínuas (ex. resistência
à compressão) ou descontínuas (ex. clivagem).

• Relativamente às propriedades direccionais contínuas, se um


mineral ou rocha apresentar sempre o mesmo valor para uma
determinada propriedade independentemente da direcção em que
esta é medida o material diz-se isotrópico para essa propriedade.

• Pelo contrário, se houver uma direcção em que a propriedade


apresenta um valor máximo e outra em que o valor observado é
mínimo o material diz-se anisotrópico.

• Para a identificação de um mineral são observadas determinadas


propriedades físicas que, em geral, não necessitam a utilização de
meios…
Propriedades dos Minerais
Forma Cristalina
• A maior parte dos minerais não exibem uma forma cristalina
perfeita, A razão é porque a maior parte dos cristais
forma-se num espaço sem as condições óptimas
necessárias para o crescimento destes resultando num
aglomerado sem uma geometria definida embora a matéria
continue a ser toda cristalina.

Quartzo Esmeralda
Turmalina Magnetite
Propriedades dos Minerais
Cor
• A cor é uma propriedade óbvia de um mineral mas não é
muito adequada à sua identificação. Alguns minerais podem
apresentar cores variadas resultantes da inclusão de
impurezas na sua estrutura cristalina.

• O quartzo apresenta cores que vão deste o branco ao negro,


passando pelo verde, rosado e púrpura.

• Outros minerais apresentam uma cor que não varia


significativamente.
• Os minerais de brilho metálico, por exemplo, apresentam na sua
grande generalidade, cores constantes e definidas, facilitando a
sua identificação. A cor de um mineral deve ser observada
numa superfície recente, uma vez que pode sofrer alterações
Propriedades dos Minerais
Risca
• A risca ou traço de um mineral é a cor do pó desse mineral.
Enquanto a cor dum mineral pode variar o mesmo já não
acontece tão frequentemente com a cor do seu pó pelo que esta
pode ser utilizada com o característica de identificação.

• Minerais que macroscopicamente apresentam cores idênticas


podem apresentar cores de traço absolutamente distintas, pelo
que podem ser diferenciados através desta propriedade.

• De um modo geral, os minerais de brilho metálico ou submetálico


produzem traços pretos ou de cor escura enquanto que os
minerais de brilho não - metálico produzem traços incolores ou de
cores claras
Propriedades dos Minerais
Brilho
• Define-se o brilho como a aparência ou qualidade da luz reflectida
pela superfície do mineral.

• Consideram-se três tipos fundamentais de brilho:

– Brilho metálico - característico dos minerais opacos, ou quase


opacos, e que têm a aparência brilhante de um metal; as
superfícies destes minerais são bastante reflectoras;

– Brilho não-metálico - característico de substâncias


transparentes ou translúcidas e sem a aparência brilhante de
um metal; no brilho não-metálico incluem-se, entre outros, os
seguintes tipos de brilho: vítreo, resinoso e gorduroso.
Os minerais que refletem mais de 75% da luz exibem brilho
metálico.

Galena com brilho metálico


Propriedades dos Minerais

• Clivagem
• A ruptura de alguns minerais ocorre, preferencialmente, segundo
superfícies planas e brilhantes.

• A esta propriedade dá-se o nome de clivagem e aos planos,


segundo os quais ela ocorre, planos de clivagem.

• Estes correspondem a planos de fraqueza na estrutura cristalina


desses minerais, ou seja, correspondem a planos reticulares entre
os quais as forças de ligação são fracas.
Propriedades dos Minerais
Fractura
• Designa-se por fractura ao modo pelo qual um mineral se rompe
quando a ruptura não ocorre ao longo de superfícies de clivagem.

• As superfícies de fractura não correspondem, ao contrário das


superfícies de clivagem, a planos reticulares da estrutura do
mineral, mas sim a superfícies que os intersectam e segundo as
quais as ligações químicas são mais fracas
Propriedades dos Minerais
Dureza
• A dureza é uma propriedade importante dos minerais uma vez
que cada mineral apresenta valores característicos, facilmente
determináveis. Podemos definir dureza como sendo a resistência
que um mineral oferece ao ser riscado por outro ou por um
objecto.
• A dureza também depende da estrutura interna do cristal (tal
como as outras propriedades físicas), isto é, quanto mais fortes
forem as ligações químicas mais duro é o mineral.

• A dureza é uma propriedade geologicamente importante uma vez


que traduz a facilidade ou dificuldade com que um mineral se
desgasta quando submetido à acção abrasiva da água, do vento e
do gelo nos processos de erosão e transporte.
• Em 1822, Friedrich Mohs, um mineralogista alemão, definiu uma
escala de dureza baseada na capacidade de um mineral riscar
outro.
Propriedades dos Minerais
• A escala de Mohs composta por dez minerais de dureza
conhecida, permite determinar a dureza relativa de um mineral,
mediante a facilidade ou dificuldade com que é riscado por outro

Gesso

Felspato
1.3- Origem e classificação
das Rochas:
Ígneas, Sedimentares e Metamórficas
Tipos de Rochas
ROCHA - são, basicamente, associações naturais de dois ou
mais minerais agregados ou não e, normalmente, cobrindo
vastas áreas da crosta terrestre e, por vezes, embora raras,
constituídas por um só mineral.

• De acordo com a sua origem, normalmente, são agrupada


em três grandes grupos:

 Magmáticas ou ígneas (ignis=fogo),

 Metamórficas

 Sedimentares.
Rochas Magmáticas
• As rochas ígneas (do latim ignis, fogo) são também conhecidas
como rochas magmáticas: são formadas pela solidificação
(cristalização) do magma, que é um líquido com alta temperatura,
em torno de 700 a 1200 ºC, proveniente do interior da Terra.

• O magma é uma substância fluida, total ou parcialmente fundida,


constituída, essencialmente, por uma fusão complexa de silicatos,
silício e elementos voláteis, tais como vapor de água, cloretos,
hidrogénio, flúor, e outros.
• Constituintes do Magma
1.Líquido: íons móveis:
principalmente: silício e oxigénio
mais Al, Ca, , Fe, Mg, Na, K, Mn, Ti
e P
2.Sólido: minerais já cristalizados
ou em cristalização + eventuais
fragmentos de rochas
3.Voláteis (gases dissolvidos): vapor
de H2O (75--95 %), CO2, SO2, CH,
CH4(metano), N + F, (Cl, B)
Origem das Rochas Igneas

•O Magma ascende do interior da terra e é alojado na crosta ou na


superfície da terra através de falhas e fracturas, servindo neste caso como
condutos magmáticos.
Rochas Ígneas
• Classificação das rochas ígneas

• A rocha resultante da solidificação da lava é classificada como


extrusiva ou vulcânica, sendo o basalto o exemplo mais
conhecido.

• Quando o magma não alcança a superfície pode eventualmente


solidificar e cristalizar em profundidade, num processo bastante
mais lento formando uma massa sólida de cristais imbricados
entre si: rochas intrusivas ou plutónicas, das quais o granito é
o exemplo mais abundante e só aparecem à superfície após a
actuação de movimentos tectónicos e a acção de processos
de erosão das camadas de rochas superiores.


Rochas Ígneas
• Quando a solidificação do magma se verifica em profundidades
intermédias, formando filões, as rochas resultantes designam-se
por hipoabissais: exemplo do dolerito.

• A velocidade do arrefecimento do magma vai originar cristais de


diferentes tamanhos.

• Um arrefecimento lento produz cristais de grandes dimensões


enquanto que um arrefecimento rápido irá originar uma massa
rochosa formada por cristais de pequenas dimensões, por
vezes impossíveis de observar sem meios de ampliação.

• Quando o arrefecimento é extremamente rápido não há formação


de cristais formando-se uma matéria sólida sem estrutura
cristalina (matéria amorfa).

Rochas Ígneas
Textura e composição mineral

• O termo textura, quando aplicado a rocha ígneas, é usado para


descrever a aparência geral da rocha com base no tamanho e
disposição dos seus cristais interligados.

• Existe uma grande variedade de rochas ígneas que se


diferenciam com base na sua textura e com posição mineral.

• A textura é uma característica muito importante da rocha porque


pode revelar informação qualitativa importante sobre o ambiente
em que a rocha foi formada e sobre as suas propriedades, como
por exemplo, a resistência e deformabilidade
Rochas Ígneas
Textura e composição mineral
• Quando grandes massas de magma solidificam a grande
profundidade formam-se rochas ígneas com uma textura de
grãos grossos.

• A sua aparência é de um agregado de cristais interligados


com tamanho suficiente para serem identificados individualmente
por simples observação (textura fanerítica)

• As rochas ígneas formadas à superfície ou em pequenas bolsas


magmáticas a pouca profundidade têm um arrefecimento rápido
originando uma textura de grãos finos por vezes impossíveis de
diferenciar sem recorrer a observação microscópica (textura
afanítica)
Texturas

(a)Granito – Textura de grãos grossos (fanerítica);


(b) Riolito – Textura de grão muito fino (afanítica).

A B
Para ter uma ideia das diferentes velocidades de arrefecimento do magma, uma
rocha vulcânica pode formar-se em alguns minutos enquanto que uma rocha
plutónica pode resultar do arrefecimento de uma grande massa de magma durante
milhares de anos
Rochas Sedimentares

• As rochas sedimentares são o produto de uma cadeia de


processos que ocorrem na superfície do planeta e se iniciam pelo
intemperismo das rochas expostas à atmosfera.

• As rochas intemperisadas perdem sua coesão e passam a ser


erodidas e transportadas por diferentes agentes (água, gelo,
vento, gravidade), até sua sedimentação em depressões da
crosta terrestre, denominadas bacias sedimentares.

• A transformação dos sedimentos inconsolidados (p. ex. areia) em


rochas sedimentares (p. ex. arenito) é denominada diagênese,
sendo causada por compactação e cristalização de materiais que
cimentam os grãos dos sedimentos.
Tema I: Processo Sedimentário
 Sedimento:
• É toda substância, inorgânica ou orgânica, que possa se
acumular na superfície da Terra, dando origem a depósitos
sedimentares inconsolidados, os quais por diagênese darão
origem aos corpos rochosos conhecidos como rochas
sedimentares.

• O sedimento pode ser um detrito rochoso resultante da erosão,


que é depositado quando a energia do fluido que o transporta
diminui.

• Os sedimentos podem ser classificados segundo a origem e o


transporte.

• As características dos sedimentos dependem da composição da


rocha erodida, do agente de transporte, da duração do
transporte e das condições físicas da bacia de sedimentação.
Classificação dos Sedimentos
Classificação pela origem, temos:
Mecânicos ou clásticos:
• São os materiais transportados como partículas (clastos).
• Originam-se pela ação do intemperismo químico e físico sobre rochas
pré-existentes, sendo transportados por rios, geleiras ou ventos até o
local onde são depositados.

Químicos:
• São transportados como soluções iônicas e são precipitados como
cristalitos devido a mudanças das condições físico-química do meio
onde se encontram. Ex: precipitações salinas (evaporitos) encontradas
em mares e lagos onde a concentração salina ultrapassou a ponto de
saturação do sal que está sendo precipitado e os precipitados metálicos
provenientes das emanações hidrotermais existentes nas dorsais
oceânicas.

Orgânicos:
• São formados pela acção de algum ser vivo animal ou vegetal. Ex:
depósitos de carapaças calcários e silicosas e os depósitos de matéria
vegetal existentes nas turfeiras e camadas de carvão fóssil.
Classificação dos Sedimentos
Classificação pelo Transporte:
Alóctone: Do grego allos = diferente, outro.
• O sedimento é individualizado como uma partícula ou fragmento,
que foi gerado em um lugar e através do transporte foi
depositado em outro. Ex: areias e argilas que se acumulam em
praias, lagos, lagoas e fundos de mares.
• O que caracteriza um sedimento como alóctone é o fato de ele
ser um sólido e de ter sofrido algum tipo de transporte mecânico.
Mesmo um fragmento de concha encontrado em uma praia deve
ser considerado como alóctone, pois apesar de não ter a mesma
origem dos grãos minerais ali encontrados, com toda certeza foi
transportado pelas ondas e/ou correntes litorais.

Autóctone: Do grego authos= igual, o mesmo.


• É o sedimento que se originou no próprio local, não tendo sofrido
transporte. Ex: precipitações de sais e os recifes coralinos.
Origem das Rochas Sedimentares
• Intemperismo físico e químico de rochas sedimentares, ígneas e
metamórficas→Erosão→Transporte→Deposição→Diagênese e litificação
(compactação ) = Rochas Sedimentares
Classificação das rochas sedimentares
• Os materiais que se acumulam como sedimentos têm duas
origens principais: Detrítica e Química

• Rochas sedimentares detríticas: se formam a partir de


sedimentos (acumulações) de materiais resultantes da
desintegração de rochas pré-existentes, fruto dos processos
erosivos e transportados na forma de partículas.

• Embora exista uma grande variedade de minerais e fragmentos


de rochas na composição das rochas detríticas os principais
componentes são minerais de argila e quartzo.

• Os minerais de argila são o produto mais abundante resultante


da alteração dos minerais do grupo dos silicatos. Por outro lado o
quartzo deve a sua grande abundância ao facto de ser muito
resistente, tanto do ponto de vista mecânico como químico.
Rochas Sedimentares

Estratificação paralela

Conglomerados
Rochas Sedimentares Clásticas
Classificação das rochas sedimentares
Rochas sedimentares químicas: a origem dos sedimentos
corresponde aos materiais produzidos por precipitação química,
de origem inorgânica ou orgânica.

• Os sedimentos de origem química resultam de materiais que


são transportados em solução até lagos e mares.

• Estes materiais não permanecem em solução na água


indefinidamente e acabam por sofrer uma precipitação
depositando-se em sedimentos. Esta precipitação pode ter uma
• origem inorgânica mas também pode ser o resultado de
processos orgânicos, exemplo: um depósito resultante de uma
acção inorgânica é o sal após a evaporação da água marinha
originando posteriormente o sal-gema (por exemplo).
Classificação das rochas sedimentares
Rochas sedimentares químicas:
• A acumulação de conchas, por vezes microscópicas, de animais
é um exemplo de origem orgânica de sedimentos. O calcário é a
rocha sedimentar química mais comum.

• É composta essencialmente pelo mineral calcite e pode ser


formada por processos tanto inorgânicos como orgânicos, sendo
estes últimos os mais comuns.

• A origem orgânica da maior parte dos calcários pode não ser tão
evidente porque a maior parte das conchas sofre processos
consideráveis de transformação antes de se constituírem em
rochas
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Organogénicas
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Organogénicas
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Organogénicas - Carbonosa
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Organogénicas
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Organogénicas
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Residuais
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Residuais
Rochas Sedimentes Não Clásticas:
Rochas Residuais
Rochas Metamórficas
• As rochas metamórficas são o produto da transformação de
qualquer tipo de rocha, quando esta é levada a um ambiente onde
as condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas
daquelas onde ela se formou.

• Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir


formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes.
Rochas metamórficas
• Em todas estas formações as rochas metamórficas apresentam-se
geralmente muito deformadas e com penetração de grandes massas
ígneas (exemplo dos batólitos, principal formação dos granitos).

• Partes significativas da crusta terrestre são compostas por rochas


metamórficas associadas com rochas ígneas.

• O agente de transformação ou de metamorfismo incluem o calor, pressão


e fluidos quimicamente activos, que produzem modificações de textura e
composição mineral.

• O metamorfismo pode ocorrer com um grau de baixa intensidade fazendo


com que por vezes seja difícil distinguir a rocha original da final. Noutros
casos a transformação é tão intensa que não é possível identificar a
rocha de origem.
Rochas metamórficas
• No metamorfismo de grau elevado, características estruturais
tais como planos de estratificação, fósseis e espaços vazios
vesiculares, que poderiam existir na rocha original são
completamente destruídas.

• Quando as rochas são submetidas a acções intensas de calor e


pressão direccional comportam-se de modo plástico donde
resultam dobras por vezes de aspecto intrincado
Rochas metamórficas
O metamorfismo pode ser de três tipos:

• O metamorfismo regional ocorre na formação de cadeias de


montanhas quando grandes quantidades de rochas são
submetidas a tensões de elevada intensidade e altas
temperaturas associadas com os grandes níveis de deformação;

• O metamorfismo de contacto sucede quando a rocha fica


perto ou em contacto com uma massa de magma, onde as
altas temperaturas são a causa primária das transformações
das rochas encaixantes; finalmente

• O metamorfismo dinâmico ou cataclástico ocorre quando a rocha


é submetida pressões muito elevadas e bruscas como por
exemplo em zonas de falhas.
Tipos de Rochas
Magma Rocha Magmática

Rocha Metamórfica

Rocha Sedimentares
Tipos de Rochas
1.4- Introdução ao Estudo das Propriedades
Físico - Mecânicas dos Maciços e sua
Relação com a Engenharia
Principais Definições
 Maciço Rochoso: é o conjunto dos blocos da matriz e das
descontinuidades de diversos tipos que afecta ao meio rochoso.
 Matriz Rochosa: é o material isento de descontinuidades, ou os
blocos de rocha intacta que ficam entre elas. Apesar de
considerar-se continua, apresenta um comportamento heterogéneo
e anisotrópico ligado a sua fabrica e a sua microestrutura mineral.

 Descontinuidade: é qualquer plano de origem mecânico ou


sedimentar que separa e individualiza blocos da matriz rochosa
num maciço rochoso. São exemplos de descontinuidades as falhas,
diaclases, xistosidade, estratificação, filões e eixos de dobras.

• Mecanicamente os maciços rochosos são meios descontínuos


(interrompidos por descontinuidades), anisotrópicos (o seu
comportamento e propriedades variam conforme uma direcção
considerada) e heterogéneos (podem apresentar propriedades
diferentes dependendo da variação do grau de alteração ou da
presença de água).
Imagens de Maciços Rochosos
Maciço Rochoso

 Além das propriedades intrínsecas do maciço rochoso


associadas as características da matriz rochosa e das
descontinuidades que definem grande parte da sua
resistência, existem outros factores que afectam o seu
comportamento mecânico:
Maciço Rochoso
Factores Geológicos que dominam o comportamento e as
propriedades mecânicas dos maciços rochosos

• A Litologia e propriedades da matriz rochosa

• A Estrutura geológica e as descontinuidade

• O Estado de esforços a que está submetido o material

• O grau de alteração ou meteorização

• As condições hidrogeológicas
As características litológicas e estruturais e as condições ambientais
determinam a grande variabilidade das propriedades físicas e
mecânicas dos maciços
Factores Geológicos que Dominam o comportamento
e as propriedades mecânicas dos maciços rochosos

• O tipo de rocha e seu grau de alteração determinam as


propriedades resistentes da matriz rochosa.

• A estrutura geológica do maciço rochosos define zonas e planos


de debilidade, concentração de tensões, zonas susceptível a
meteorização, caminhos de fluxos.

• Os esforços que actuam sobre as rochas determinam os modelos


de deformação e o comportamento mecânico do conjunto do
maciço

• O estado dos esforços é consequência da historia geológica,


embora o conhecimento da mesma não é suficiente para sua
avaliação.
Propriedades físicas e mecânicas das rochas
• As propriedades físicas das rochas são o resultado da sua
composição mineralógica e historia geológica, deformação e
ambiental, incluindo os processos de alteração e meteorização.

• A grande variabilidade destas propriedades se reflectem em


comportamentos mecânicos diferentes frente as forças que se
aplicam sobre as rochas, comportamentos que ficam definidos
pela resistência do material e pelo modelo de deformação:
enquanto um granitos saudável (fresco) se comporta de forma
elástica e frágil frente a elevadas cargas, uma marga ou uma lutita
pode apresentar um comportamento dúctil perante esforços
moderados ou baixos.

• Portanto será as propriedades físicas das rochas as que


determinam o seu comportamento mecânico… ver figura (126)
Propriedades Mecânicas das rochas
Se determinam em laboratórios; as mais importantes a nível de
influencia no comportamento mecânico são:

• Porosidade

• Peso específico

• Permeabilidade

• Alterabilidade

• Resistência e velocidade de propagação de ondas sónicas.


Propriedades Mecânicas das rochas
Porosidade:
• É a relação entre o volumem ocupado pelos espaços ou poros na roca
“Vv” e o volume total “V” (particulas solidas + poros)

n (%)= Vv / V
• É a propriedade que mais afecta as características da sua resistência
mecânica, sendo inversamente proporcional à resistência e a densidade
e directamente proporcional a deformabilidade, já que a existência de
poros pode dar lugar a zonas de debilidade.

• Os poros no caso de rochas cristalinas, ígneas ou metamórficas, podem


ser microfissuras ou gretas (fissuras) na matriz rochosa.

• Com frequência diminui com a profundidade e com a idade das rochas.


• n pode variar entre 0 % e 90% , com valores normais entre 15 e 30%
• As rochas sedimentares carbonatadas bioclasticas e rochas volcánicas
podem apresentar valores muito elevados de porosidade
Propriedades Mecânicas das rochas
Peso Específico “γ” :
Propriedades Mecânicas das rochas

Permeabilidade:
• É a capacidade de transmitir agua de uma rocha
• A maioria das rochas apresentam permeabilidade baixa ou muito
baixa

• A filtração e o fluxo de agua a traves da matriz rochosa se produz


a favor dos poros e fissuras, dependendo a permeabilidade da
interligação entre eles e de outros factores como o grado de
meteorização, a anisotropia e o estado de esforços a que está
submetido ao material.

• A permeabilidade de uma rocha se mede pelo coeficiente de


permeabilidade ou da condutividade hidráulica, k que se expressa
em m/s, cm/s ou m/dia (ver pag 129)
Propriedades Mecânicas das rochas
Durabilidade:
• É a resistência que a rocha apresenta perante os processos de
alteração e desintegração

• Diversos processos como a hidratação, dissolução, oxidação, etc.


mudam as propriedades do material rochoso

• Em rochas com altos conteúdos de minerais argilosos (vulcânicas,


lutiticas, Xisto), a exposição ao ar ou a presença de agua
degradam em certo modo as propriedades de resistência, de tal
forma que estas podem ser sobreavaliadas para usos de
engenharia como escavações superficiais, túneis, terraplanagens,
etc.

• A durabilidade da rocha aumenta com a densidade e disminui com


o contiudo de agua (ver pag 129)
Propriedades físicas das rochas
Resistência a compressão simples (Resistência uniaxial)

• É o máximo esforço que suporta a rocha submetida a compressão


uniaxial, determinada sobre uma proveta cilíndrica sem confinar
no laboratório

δc= Fc/A = força compressiva aplicada/ área de aplicação

• O valor da resistência aporta informação sobre as propriedades


de engenharia

• Também pode ser estimada de forma aproximada a partir de


ensaios de campo (ensaio de carga pontual, PLT, ou martelo
Schmidt) ver pag 130
Propriedades Mecanica das rochas
Resistência a tracção
• É o máximo esforço que suporta o material perante ruptura por
tracção

• Se obtêm aplicando forças de tracção ou destensivas a uma


proveta cilíndrica de rocha em laboratório

δt= Ft/A = força de tracção aplicada/ área - secção da proveta

• O valor de δt= da matriz rochosa tende a variar entre 5 e 10 % do


valor da resistencia a compressão, embora para algumas rochas
sedimentares é de 14 a 16 % (ver pag 130)
Propriedades físicas das rochas
Velocidade de propagação das ondas elásticas

• Depende da densidade e das propriedades elásticas do material,


e sua medida aporta informação sobre algumas características
como a porosidade

• A velocidade das ondas longitudinais ou de compressão Vp se


utiliza como índice de classificação, e seu valor é indicativo da
qualidade da rocha, correlacionando-se linearmente com a
resistência a compressão simples

• Para as rochas esta velocidade varia entre 1000 e 6000 m/s. para
rochas alteradas ou meteorizadas se obtêm valores por debaixo
de 900 m/s (ver pag 131)
Propriedades físicas da matriz rochosa
• Fim do 1ro Capítulo