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INDÚSTRIA 4.

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A conectividade no centro
da revolução industrial
Dicas para ler Esses ícones pequenos do Facebook, Twitter e Google+
no canto direito superior de todas as páginas servem para

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facilmente com seus colegas de trabalho e amigos.

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o que significa que, além do texto, você também
vai encontrar mais alguns recursos, que explica-
remos ao lado: Este eBook está dividido em capítulos e seções.
Uma viagem histórica
No Sumário, você pode clicar no título de cada Indústria 1.0
seção para ir diretamente para a parte que de-
Indústria 2.0
seja ler ou seguir a leitura na ordem original.

E quando o texto estiver assim, quer dizer que ele é

Link
nk
um link para uma página online onde você encontrará
mais detalhes sobre aquele assunto. Você pode con-
tinuar a leitura ou clicar em cima da palavra marcada
para saber mais antes de seguir em frente.
Sumário
Introdução Os impactos da Indústria
4.0 na logística
Uma viagem histórica Impressão em 3D
Indústria 1.0
Drones
Indústria 2.0
Caminhões autônomos
Indústria 3.0
Robôs

O TruckPad
Indústria 4.0

A história por trás da revolução


Conclusão
Indústria 4.0 no Brasil

Vantagens e impactos no dia a dia Sobre o TruckPad


Introdução

A Indústria 4.0, conhecida também como Quarta Revo- que a sua companhia oferece ao cliente. Para entender a
lução Industrial, já saiu do papel. Seu objetivo é facilitar concorrência indireta, pode-se pensar na relação do Uber
a visão e permitir a execução de “fábricas inteligentes”, com os táxis. A proposta do Uber é unir um motorista co-
que são conectadas a diversos aparelhos tecnológicos. mum ao passageiro. Para se conectarem, é necessário
Para isso, são usadas algumas tecnologias para auto- usar apenas o aplicativo. Quando o serviço chegou no
mação e troca de dados, como a Internet das Coisas país, interferiu em um transporte que até então era con-
(IoT, do inglês Internet of Things) e a computação em solidado: o táxi. Hoje, o setor apresenta outros serviços
nuvem (cloud computing). Mas por que você deve se similares ao Uber, e o antigo modelo de negócio do táxi é
preocupar com essa nova realidade? Essas novidades constantemente colocado em xeque.
podem - e devem - interferir diretamente em vários ne-
gócios e no mercado como um todo. Portanto, é funda- O que aprendemos com isso? O mercado realmente não
mental observar as mudanças e as inovações tecno- para. É necessário estar atento às mudanças e buscar
lógicas para manter a sua empresa competitiva. Parte inovar. A Indústria 4.0 já é uma realidade. Neste eBook,
desse processo vem de identificar e compreender os vamos falar das principais características dessa revolu-
interesses do consumidor e analisar as ações da con- ção, mostraremos como a logística será cada vez mais
corrência, seja ela direta ou indireta. impactada pela Indústria 4.0 e como essa revolução pode
impactar no seu negócio. Além disso, para você entender
A concorrência direta refere-se aos negócios que têm a importância das revoluções, te levamos para uma via-
a mesma atividade que a sua empresa. Por exemplo, o gem no tempo, onde apresentamos o contexto histórico e
Google é um site de buscas. Um dos seus concorren- as principais características das três revoluções anterio-
tes direto é o Bing, que possui a mesma finalidade do res. Sabe aquele ditado: estudar o passado é importante
Google. O segundo tipo de competição são as empre- para entender o presente? Nós do TruckPad acreditamos
sas cuja atividade pode substituir o produto ou serviço nisso. Vamos lá?

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UMA VIAGEM HISTÓRICA
Relembre as primeiras revoluções industriais
e o impacto delas no mundo.

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A Indústria 4.0, como o próprio nome sugere, não é a primeira revolu- antes dessa modernidade, as tarefas eram realizadas de forma
ção que o mercado viu. Assim como essa revolução, outras três im- manual. A indústria têxtil foi a que mais se destacou inicialmen-
pactaram bastante as empresas. Para entendermos a importância de te por usar as máquinas a vapor. Não foi apenas esse ramo, po-
cada uma dessas fases na rotina das companhias, o TruckPad vai te rém, que usou o modelo.
mostrar, neste primeiro capítulo, suas principais características.
Outra característica da Indústria 1.0 é a utilização de locomoti-
vas, veículos ferroviário utilizados para rebocar vagões de pas-
sageiros ou cargas nas estradas de ferro. Como as máquinas a

Indústria 1.0
vapor, a locomotiva surgiu graças à descoberta do carvão como
fonte de energia. Com esse meio de transporte, foi criado um
panorama que garantiu uma nova dinâmica a distribuição de
matérias-primas, pessoas e mercadorias.

A Indústria 1.0, chamada também de Primeira Revolução Industrial,


ocorreu na Inglaterra entre o final do século 18 e o início do século 19
e transformou completamente o modo de produzir mercadorias a par-
tir do uso de máquinas a vapor. A inovação não demorou muito tempo
para chegar em outros países e continentes: França, Bélgica, Holanda,
Rússia, Alemanha e Estados Unidos são alguns exemplos.

A primeira revolução é marcada pela chegada de equipamentos in-


dustriais que permitiram automatizar os processos. Eram utilizadas
máquinas a vapor para fabricar as mercadorias. Isso só foi possível
graças ao uso do carvão como fonte de energia. Com essas novida-
des, o processo ficou muito mais ágil e dinâmico. Vale destacar que,

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Indústria 2.0
A Segunda Revolução Industrial veio para aperfeiçoar e aprimo-
rar as tecnologias desenvolvidas na Indústria 1.0. A partir de
1870, alguns cientistas dedicaram-se a estudar e desenvolver
teorias e máquinas úteis para reduzir os custos e o tempo de
fabricação de produtos. O objetivo, com isso, era permitir a pro-
dução em larga escala.

Passaram a ser usadas diferentes fontes: energia elétrica e motor


a explosão, chamado também de motor de combustão interna. O Fordismo foi idealizado por Henry Ford, fundador da Ford Motor
Esse último equipamento consegue transformar a energia prove- Company, e é articulado com a lógica capitalista. O novo paradig-
niente de uma reação química em energia mecânica. Além disso, ma de gestão da época trouxe a primeira linha de montagem auto-
na Indústria 2.0, começou-se a produzir aço e alumínio em escala, matizada que revolucionou os mercados em geral, principalmen-
o que foi bastante útil para acelerar o ritmo industrial. te a indústria automobilística. A linha de montagem corresponde
a uma esteira rolante capaz de conduzir o produto de forma que
Outra invenção importante da época foi o telégrafo, que foi o cada funcionário realize uma pequena etapa da produção. O mode-
principal sistema de comunicação a longa distância dos sécu- lo garante mais agilidade e velocidade à produção da mercadoria.
los 19 e 20. O sistema foi criado no século 18 com o objetivo
de transmitir mensagens para grandes distâncias. Para garantir Outra vantagem do sistema é que não é necessária a utilização de
mais segurança à mensagem, passaram a ser utilizados códi- mão de obra altamente capacitada. Isso porque a proposta é que
gos, sendo o mais popular o Morse. cada trabalhador execute apenas uma pequena tarefa dentro de
etapa de produção. O Fordismo foi o sistema de gestão que mais
Foi também durante a Indústria 2.0 que surgiu o Fordismo, mo- se desenvolveu no século 20, sendo responsável pela produção
delo de gestão empresarial que promove a produção em massa. em massa de mercadorias das mais diversas espécies.

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Indústria 3.0
A Terceira Revolução Industrial também é conhecida como
Revolução Técnico-Científica e Informacional. Existe um deba-
te sobre o início da Indústria 3.0, mas a maioria dos teóricos afir-
ma que foi após o fim da Segunda Guerra Mundial, que ocorreu
em 1945. Foi, porém, durante a década de 1970 que a revolução
ganhou destaque.

Esse período é marcado pelo desenvolvimento da robótica e pro-


dução de computadores, softwares, microeletrônica, chips, tran-
sistores, biotecnologia e telecomunicações. Dessa forma, pode-se
concluir que a informática e a robótica foram peças-chaves
para a consolidação da Indústria 3.0. Vale destacar que, ao con-
trário da Segunda Revolução Industrial, quando cresceu o estí-
mulo a produção em massa devido ao Fordismo, a Revolução
Técnico-Científica e Informacional propõe uma flexibilização na
produção de acordo com a demanda.

Para que o novo paradigma funcionasse, o processo industrial


passou a ser orientado pelo conhecimento científico, ou seja,
houve um investimento grande em tecnologia e equipamentos
de ponta. Os estudos e as pesquisas foram úteis para agregar
valor ao produto final e ao processo de produção e fabricação de
mercadorias, que tornou-se mais complexo e tecnológico.

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Com a Indústria 3.0, há também um processo de descentraliza- O processo se mostrou bastante eficiente e as empresas come-
ção industrial. Isso foi possível graças à internet, que reformulou çaram a terceirizar mais funções. Seguindo nessa linha, perce-
as técnicas de comunicação, e as inovações do setor de transpor- beram que as atividades logísticas demandavam, além de alta
te. Nesse período, o avião a jato já tinha se tornado uma realidade especialização, grandes investimentos. Então, os dirigentes das
e se popularizado. Devido a chegada de diversas inovações em re- indústrias concluíram que tudo que se referia a armazenagem,
lação ao maquinário, à comunicação e ao transporte, as empresas movimentação física, controle de estoque, transporte e entrega
migraram para regiões mais vantajosas, onde as matérias-primas de produtos poderia ser terceirizado, pois não fazia parte do core
eram abundantes, e a mão de obra mais barata, além de leis am- business. Assim, em 1987, a Pirelli, na Itália, contratou uma trans-
bientais menos eficientes. Esses elementos permitiram que as portadora chamada Fintransporti para cuidar de sua logística. Foi
multinacionais se expansandissem. Assim, pode-se definir que assim que nasceu a primeira operação logística terceirizada por
essa revolução foi fundamental para a consolidação da globali- uma grande indústria na Europa.
zação e da proposta de divisão internacional do trabalho.

Nesse período também, mais precisamente na década de 80, as


empresas europeias começaram a discutir qual era o foco do seu
DICA
negócio e, como resultado disso, passaram a terceirizar alguns
Se quiser saber mais sobre a história e evolução
processos de suas empresas, como limpeza e segurança. Então,
da logística no Brasil e no mundo, leia o eBook gra-
em vez de controlar a faxineira ou o guarda, passaram a controlar
tuito “Logística: o último rincão do marketing”, de
uma empresa de segurança ou uma empresa de limpeza, o que
Carlos Mira, CEO do TruckPad.
gerou diminuição das despesas e permitiu que as organizações
se preocupassem apenas com seu negócio propriamente dito.

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INDÚSTRIA 4.0

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A Indústria 4.0 corresponde, para muitos teóricos, ao novo pa- devem ser disponibilizados na nuvem, já que a Quarta Revolu-
radigma de gestão e organização das indústrias. A Quarta ção também é inspirada no princípio de orientação a serviço.
Revolução Industrial é possível graças ao desenvolvimento das
tecnologias de automação e troca de dados, como Internet das O conceito de virtualização consiste em separar um software
Coisas (IoT). A proposta dessa inovação é conectar aparelhos (programa ou aplicativo) e sistema operacional dos compo-
tecnológicos usados no dia a dia das pessoas à rede. Por con- nentes físicos. Para a Quarta Revolução industrial, é criada
ta desse conceito, surge a ideia de “fábrica inteligente”, onde uma cópia virtual das fábricas inteligentes por meio de sen-
os equipamos da indústria estariam conectados à rede. Outro sores de dados interconectados, capazes de monitorar os
elemento importante é a computação em nuvem. Com ela, os processos físicos, com modelos de plantas virtuais e de si-
dados são armazenados em um serviço, que pode ser acessa- mulação. Também é fundamental que as máquinas consigam
do a qualquer hora. tomar decisões sem a interferência de humanos, o que carac-
teriza a descentralização. Além disso, as máquinas devem ser
Além disso, a revolução pode apresentar seis princípios1: inte- capazes de coletar e analisar dados, além de interpretá-los e
roperabilidade, orientação a serviço, viralização, modularidade, entregá-los imediatamente (capacidade em tempo-real). Já a
capacidade em tempo real e descentralização. O primeiro con- modularidade baseia-se em permitir a alteração das tarefas
ceito pode ser definido como a capacidade de um sistema, que das máquinas com mais facilidade.
pode ser informatizado ou não, de se comunicar de forma clara
com outro sistema. Assim, na Indústria 4.0, é importante que os
sistema ciber-físicos, também conhecidos como CPS (do inglês 1
HERMANN, M; PENTEK, T; OTTO, B. Design Principles for Industrie 4.0
cyber-physical system), os indivíduos e as fábricas em si possam
Scenarios: A Literature Review. 2015. Disponível em: <http://www.snom.mb.
se comunicar e se conectar por meio da Internet das Coisas e da tu-dortmund.de/cms/de/forschung/Arbeitsberichte/Design-Principles-for-In-
computação em nuvem. Os serviços desses três sistemas ainda dustrie-4_0- Scenarios.pdf>

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A história por trás
da revolução
O termo Indústria 4.0 surgiu na Alemanha em 2006 por meio do
projeto High Tech Strategy, que reuniu os principais pesquisado-
res da área com o objetivo de alavancar, difundir as novas tecno-
logias e aumentar a produtividade industrial naquele país. Como
resultado disso, surgiu o plano de ação chamado High Tech Stra-
tegy 2020. A chanceler alemã, Angela Merkel, define a expressão
Indústria 4.0 como “a transformação completa de toda a esfera
da produção industrial através da fusão da tecnologia digital e
da internet com a indústria convencional”.

A proposta era tornar a Alemanha como a principal fornecedora Com o sucesso, outros países, como China, EUA e França, co-
de soluções de ciência e tecnologia em diversas áreas de conhe- meçaram a se envolver com a proposta da Indústria 4.0 e criar
cimento. A Indústria 4.0 era um dos projetos do plano que pro- metas para aumentar o potencial do seu país.
metia revolucionar a indústria. Além da participação de grandes
pesquisadores do Sistema de Inovação e Tecnologia, a iniciati-
va também contou com todos ministérios do governo alemão. DICA
O plano recebeu investimentos robustos: cerca de 4 bilhões de
euros ao ano, com objetivo de trazer tecnologias de ponta da Saiba mais sobre o desenvolvimento e evolução
indústria alemã para o mundo. Em 2011, alguns resultados do da Indústria 4.0 no Caderno SENAI de Inovação do
projeto foram apresentados na Hannover Messe, uma das feiras Sistema FIRJAN.
mais importantes do setor industrial que acontece na Alemanha.

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Indústria 4.0 no Brasil

E como essas inovações serão recebidas no Brasil? O nosso


país está se preparando para essa tendência?

Segundo análises do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pe-


quenas Empresas (Sebrae) e a Endeavor Brasil, a resposta não
é muito boa. Para eles, o Brasil não migrou completamente para
a Indústria 3.0. Apesar disso, o país não vai precisar passar por
todas as revoluções industriais para chegar na quarta. Não se
pode, porém, ignorar os avanços das outras nações que passa-
ram por todas as etapas das revoluções industriais.

Segundo artigo publicado no portal do Sebrae, o país precisa


instalar aproximadamente 165 mil robôs industriais para se apro-
ximar do que a Alemanha está fazendo. Para corrermos atrás do
prejuízo, é importante que o governo passe a fomentar a Indús-
tria 4.0, aumentando seus investimentos em políticas estraté-
gicas inteligentes. As instituições acadêmicas devem também
focar na formação de profissionais qualificados que consigam
trabalhar, com eficiência, em projetos e invenções. Além disso,
por fim, é importante que os empreendedores e empresários te-
nham proatividade e fiquem atentos à essa tendência.

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Vantagens e impactos máquinas possam cuidar das atividades pesadas e/ou repetitivas
enquanto as pessoas se dedicam a atividades motoras e detalha-
das que requerem atenção e discernimento. Dessa forma, é impor-
no dia a dia tante que, como as empresas, os funcionários busquem estudar
e se atualizar para saber lidar com a chegada dessas inovações.

A principal vantagem da Indústria 4.0 é que o processo de fabrica- Quais soluções já são aplicáveis?
ção da mercadoria é inteligente de ponta a ponta, ou seja, todas as Conheça exemplos
etapas contam com o auxílio de equipamentos e tecnologias avan-
çadas. Com isso, haverá uma redução na quantidade de erros cau- Há casos de uso de novas tecnologias para ampliar a experiên-
sados por funcionários. Haverá ainda uma economia de tempo, já cia do consumidor em lojas de varejo. A Lowe Innovation Labs,
que será possível coletar e analisar dados com mais praticidade - em parceria com Fellow Robots, apresentou um robô autônomo.
os próprios equipamentos poderão fazer isso, segundo o princípio Lançado em 2016, o LoweBot (veja o vídeo em inglês) consegue
de capacidade em tempo-real. As máquinas também deverão ser encontrar os produtos que o cliente quer comprar na loja, além de
inteligentes o suficiente para tomar decisões assertivas. conversar com ele em inglês e espanhol. Além disso, o robô con-
segue rastrear o estoque em tempo real e, com isso, analisar as
Além disso, haverá uma grande redução do desperdício e econo- compras. Assim, ele pode ajudar a identificar padrões de compra.
mia de energia. O processo ainda poderá ser considerado mais
seguro. Por conta disso, a Quarta Revolução industrial promete O conceito de lojas inteligentes não se restringe apenas aos ro-
enxugar os gastos e aumentar a eficiência da indústria, além de bôs. O português Luís de Matos idealizou o WiiGo, uma espécie
tornar o processo de fabricação como um todo mais inteligente. de carrinho virtual que acompanha o cliente na loja. A partir do
uso tecnologia de reconhecimento de imagem e a um sensor
Vale destacar que a proposta da Indústria 4.0 não é substituir a mão Kinetic da Microsoft, o aparelho não se perde do cliente e conse-
de obra humana, mas sim torná-la mais inteligente. A ideia é que as gue desviar dos obstáculos.

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OS IMPACTOS DA
INDÚSTRIA 4.0
NA LOGÍSTICA

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A relação entre a Indústria 4.0 e a logística é tão estreita que algu-
mas pessoas falam de Logística 4.0. Com os avanços da Quarta
Revolução Industrial, a área vai receber muitas inovações: o trans-
Impressão em 3D
porte e a gestão de estoque são apenas alguns segmentos que
podem sofrer alterações. No tópico “Quais soluções já são aplicá-
veis? Conheça exemplos”, nós te mostramos algumas soluções. A impressora 3D já se tornou uma realidade. Com ela, é possível
Já falamos de Internet das Coisas e computação em nuvem. Mas imprimir peças de diferentes tamanhos e capacidades, que vão
a lista não para por aí. Conheça agora mais tecnologias que podem de brinquedos a casas e carros. A novidade promete movimentar
ser implantadas com a Indústria 4.0 e como elas podem impactar diversos mercados - inclusive a logística.
o processo logístico das empresas.
A impressão funciona da seguinte forma: o molde do objeto deve
ser projetado por meio de um aplicativo que possua recursos em
3D. Logo depois, é só enviar esse desenho para a impressora. Fi-
cou curioso para ver como a impressão em 3D é feita? Assista
ao vídeo do Strati, um carro elétrico que foi construído por meio
dessa tecnologia (em português).

O baixo custo é uma das principais vantagem de produzir objetos


por meio da impressora 3D. A economia é muito grande! Além dis-
so, há uma redução nos gastos com a mão de obra, já que o pro-
cesso de impressão é quase todo automatizado. Assim, seriam
necessários menos funcionários para fabricar uma peça. Outro
ponto importante refere-se ao tempo de vida dos objetos impres-
sos. Isso porque os produtos são projetados de forma inovadora
e, com isso, a durabilidade deles é maior.

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Drones

Os drones consistem em veículos aéreos que geralmente rece-


bem intervenção de pessoas para se locomover. No Brasil, eles
também são chamados de VANT (veículo aéreo não tripulado)
ou VARP (veículo aéreo remotamente pilotado). Com eles, é pos-
sível transportar objetos, além de fazer fotografias e vídeos.

O equipamento já foi usado, inclusive, em guerras para trans-


portar peças pesadas, cavar buracos e capturar imagens. Um
exemplo disso é o drone QinetiQ MAARS, que possui possui dois
tipos de câmera: noturna e diurna, possibilitando registrar dife-
rentes tipos de imagem. O drone ainda conta com microfone,
sensores de movimento, alarmes de emergências e detectores
de fogo inimigo, que pode ajudar os soldados.

Mas você pode estar pensando: o drone pode ajudar no proces-


so logístico? A resposta é sim. Inclusive, a própria Amazon está assim: o usuário faz uma compra no site, e, em menos de uma
desenvolvendo um drone para chamar de seu. O nome é Prime hora, o produto é entregue pelo drone no endereço que o cliente
Air. Ele é o primeiro drone autônomo desenvolvido pela com- solicitou. O projeto começou a ser idealizado em 2013 e o protó-
panhia com objetivo de acelerar as entregas. O processo seria tipo foi apresentado em 2015 nos Estados Unidos.

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A United Parcel Service (UPS) também optou por investir na tec- O transporte aéreo também passou a ser testado no Brasil pelo
nologia. A companhia, que tem sede nos Estados Unidos, cons- Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Com o drone, é possí-
trói veículos elétricos para empresas de logística. Para agilizar vel acessar locais com mais facilidade e agilidade, sem colocar em
suas entregas e ter melhores resultados, a UPS desenvolveu no risco a vida das pessoas. Como resultado, o IPT consegue elaborar
começo de 2016, o Horsefly UAVs, um drone capaz de carregar mapas mais precisos e, com isso, as prefeituras e órgãos de defesa
até 10 libras, o que corresponde à aproximadamente 4,5 kg. O civil têm um conhecimento mais detalhado da cidade e do país.
equipamento pode ser recarregado quando estiver no telhado de
um veículo elétrico. Nesse momento, os motoristas da UPS po- No Brasil, ainda não existe uma legislação própria para opera-
dem transportar os produtos a serem entregues para o drone e ções com drones autônomos. Contudo, a Agência Nacional de
adicionar uma trajetória de vôo por meio do painel do caminhão. Aviação Civil (ANAC) criou regras para a utilização de drones
A inovação traz redução de custos, principalmente na entrega remotamente pilotados. Os drones só podem ser operados em
feita em lugares rurais, onde geralmente os carros precisam per- áreas com, no mínimo, 30 metros horizontais de distância das
correr muitos quilômetros para fazer entregas individuais (veja pessoas que não estão envolvidas com a operação. Outro ponto
o vídeo de apresentação). Vale destacar que o transporte por importante é que cada piloto remoto só poderá operar um equi-
drones necessita de autorização para operar nos EUA. pamento por vez.

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Caminhões autônomos

Outro exemplo de soluções aplicáveis é o caminhão sem mo-


torista. Você não leu errado. É isso mesmo. O veículo não pre-
cisa ser dirigido por uma pessoa. A ideia já foi levantada pelo
Google, inclusive, que apresentou um protótipo do carro autô-
nomo há três anos. Eles podem circular nas ruas, sem a inter-
venção de um ser humano. Por conta disso, eles não possuem
volante, nem acelerador e nem pedal de freio.

Os caminhões sem motorista usam a mesma tecnologia do car-


ro do Google para se locomover pela cidade: antes mesmo do
veículo sair andando, é organizada a rota que ele vai seguir. Na
parte superior do veículo, são instalados radares de monitora-
mento em tempo real para controlar a velocidade e garantir mais
segurança. Com eles, é possível frear e agir rapidamente se hou-
ver algum problema. Para isso, o caminhão deve contar com um
motorista para dirigir em centros urbanos e controlar o veículo
de perto em casos de necessidade.

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Robôs

A robótica é um dos pilares da Indústria 4.0. As companhias es-


tão investindo em robôs que organizam e facilitam o transporte,
além de coletar e interpretar os dados, ajudando na análise de
tendências de compra. A Amazon, por exemplo, decidiu investir
em robôs para facilitar a organização do estoque e garantir mais
produtividade. São mais de 45 mil robôs, espalhados em, pelo
menos, 20 depósitos das fábricas norte-americanas que facili-
tam a localização e a embalagem do produto para o cliente final.

Os robôs foram desenvolvidos por uma companhia de robótica


chamada Kiva Systems. Além de trazer benefícios para a gestão
do estoque da fábrica, os robôs auxiliam na redução do tempo
de entrega.

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O Truckpad

O TruckPad é uma solução que vai de encontro ao que discutimos Mas e se essa empresa pudesse ter acesso a uma rede de mi-
até agora sobre Indústria 4.0. Imagine o seguinte cenário: uma de- lhares de motoristas autônomos de caminhão que pudessem
terminada marca de colchões de Santa Catarina que possui frota levar sua carga para o RJ a um preço justo? E se ela pudesse sa-
própria de 3 caminhões para realizar as entregas de seus produ- ber, em tempo real, no mesmo momento da ligação com a rede
tos. Essa mesma empresa recebe uma ligação de uma rede de de lojas do RJ, onde esses caminhoneiros estão e qual é o preço
lojas de colchões do Rio de Janeiro que pergunta se a empresa de médio cobrado para esse trajeto? Pois é isso que o TruckPad
SC entrega no Sudeste. Neste cenário temos duas possibilidades: oferece: visibilidade da maior rede de motoristas autônomos co-
nectados de forma fácil e confiável.
1) a indústria de SC recusa o pedido porque percebe que os custos
gerados no transporte de uma carga até o RJ serão muito altos, A proposta é conectar caminhoneiros autônomos com empresas
considerando ainda que o caminhão da frota voltará vazio. que querem transportar suas cargas. A comunicação é toda feita
online, o que garante mais agilidade e menos burocracia. Essa co-
2) a indústria de SC aceita a entrega, mas acaba percebendo que,
nectividade fornece ainda a possibilidade de ter a informação em
pelo alto custo que terá com o frete, ou levará prejuízo na venda
tempo real de onde os motoristas estão no mapa. E são mais de
ou terá que cobrar muito mais caro pelo produto.
250 mil motoristas cadastrados na rede do TruckPad!

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É possível detalhar todas as características necessárias para
transportar a carga, como tipo de caminhão, carroceria, equipa-
mentos, cursos etc. E toda a negociação é feita diretamente com o
motorista. Além de reduzir os custos de ter um caminhoneiro fixo
na própria frota, a empresa consegue mais flexibilidade para gerar
novas vendas. Além disso, todo o trajeto da viagem do motorista
pode ser monitorado pela empresa através do sistema, o que per-
SOLICITAR
mite informar ao cliente quanto tempo ainda falta para a entrega. CONTATO

DICA
Veja neste vídeo como a TechDuto conseguiu
otimizar tempo e reduzir custos no processo de
contratação de autônomos com o TruckPad.

Caso queira saber melhor como o TruckPad pode ajudar sua em-
presa, clique aqui e solicite um contato gratuitamente!

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Conclusão

Já deu para perceber que a Indústria 4.0 aos poucos está se tor- Os equipamentos são de alta tecnologia e prometem dar mais
nando uma realidade, não é mesmo? Contudo, a Quarta Revolu- agilidade nos processos da empresa, além de reduzir os custos.
ção Industrial só trará benefícios para quem estiver preparado e A deve impactar cada vez mais setores e já temos algumas solu-
atento aos desafios do mercado. Vale destacar, porém, que não ções sendo aplicadas em diversas áreas - inclusive, na logística
são só as empresas que precisam se atualizar e estudar as ten- das companhias - no país e no mundo.
dências, os funcionários também precisam estar por dentro das
novidades. Afinal, são muitas novidades que trarão uma nova di- Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado a enxergar opor-
nâmica de mercado e prováveis mudanças de funções. tunidades no que vem por aí e os desafios que já estão movimen-
tando o mercado.
Neste eBook, você conheceu as principais tecnologias que pro-
metem revolucionar a indústria, modificando a forma de fabricar e Desejamos muito sucesso para o seu negócio.
até transportar mercadorias, como drones, robôs, impressora 3D,
Internet das Coisas (IoT) e computação em nuvem. Um abraço e até a próxima!

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Sobre o TruckPad

O TruckPad é a primeira e maior plataforma que


conecta empresas a caminhoneiros autônomos. Loca-
lize em tempo real motoristas disponíveis para trans-
portar as cargas, acesse a ficha deles, gerencie seus
fretes e acompanhe a viagem online até a entrega.

SOLICITE SEU CADASTRO


GRATUITAMENTE

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