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1/18/2016 Módulo II - Deveres: Inciso VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público

Módulo II - Deveres

Unidade 8 - Deveres elencados nos incisos do artigo 116 da Lei 8.112/90


Inciso VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público
Nesse  enquadramento,  o  descumprimento  de  dever  associado  a  “zelo”,  a  princípio,  remete  a
conduta  culposa.  Em  sua  parte  inicial,  pode­se  entender  como  “material”  a  ser  economizado
os  bens  de  consumo  cotidiano  (materiais  de  escritório,  por  exemplo),  na  qual  se  impõe,  então,
o  dever  de  não  gastá­los  perdulariamente.  Em  sua  parte  final,  como  “patrimônio”  a  ser
conservado,  entendem­se  tanto  os  bens  de  consumo  acima  quanto  o  ativo  permanente
(máquinas, equipamentos, imóveis, por exemplo). Com isso, tem­se no enquadramento em tela o
dever  de  proteger  e  cuidar  da  vida  útil  não  só  de  bens  de  consumo,  mas  também  de  bens
duráveis.  Independentemente  da  natureza  do  bem,  a  norma  visa  a  punir  o  desperdício  e  o
desrespeito do servidor com o bem público, em atitudes de descuido, descaso ou negligência. 

Óbvio que, à luz dos princípios da eficiência, da razoabilidade e da proporcionalidade, não se cogita
de  se  provocar  a  sede  disciplinar,  com  todos  os  ônus  a  ela  inerentes,  em  virtude  do  desperdício
pontual  e  isolado  de  um  insignificante  item  de  material  de  consumo  ou  mesmo  de  ativo
permanente.  Ademais,  lembre­se  de  que,  de  acordo  com  a  Instrução  Normativa­CGU  nº  4,  de
17/02/09, o dano ou desaparecimento de bem decorrente de conduta culposa por parte do servidor
e causador de prejuízo inferior a R$ 8.000,00 pode ter sua apuração encerrada em TCA, sem rito
disciplinar,  se  o  agente  público  aquiescer  em  ressarcir  ao  erário,  poupando­se  a  instauração  de
PAD ou sindicância punitiva que, em seu final, poderia redundar no enquadramento em tela. 

Sendo de natureza culposa, este inciso não se aplica à destruição, ao desperdício, ao prejuízo ou
ao  dano,  causados  com  dolo  ao  bem  público  (que  poderiam,  a  princípio,  ser  enquadrados  no  art.
117, XVI, “utilizar pessoal ou recursos da repartição em serviços ou atividades particulares” ou no
art.  132,  X,  “lesão  aos  cofres  públicos  e  dilapidação  do  patrimônio  nacional”,  ambos  da  Lei  nº
8.112, de 11/12/90, que sujeitam o agente à pena de demissão). 

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