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Universo filosófico:

No século IV a.C., Parmênides de Eléia concebia o universo como "a massa de uma
esfera arredondada que se equilibra em si mesma, em todos os seus pontos". Heráclito
de Éfeso via o mundo como contínuo movimento e constante vir-a-ser. Dois mil e
quinhentos anos mais tarde, como se prolongasse e desenvolvesse essas intuições
originais, Albert Einstein, que também concebeu o universo como uma esfera, falou "da
razão poderosa e suprema que se revela no incompreensível universo".

A idéia de universo é produto de um momento histórico, suas concepções religiosas,


filosóficas e científicas. A menos que se considere a situação da ciência e da filosofia
num dado instante como definitivas, suas posições, teorias e hipóteses não passam de
momentos de um processo, o qual consiste no desvendamento progressivo da realidade
pela razão. Tal processo, que se confunde com o que se poderia chamar de história da
razão, revela que o saber é social e histórico, e que a realidade não se descobre de uma
só vez, pelo mesmo homem, mas aos poucos, e pelas diversas gerações que se sucedem.

Evolução da idéia de universo


O conceito de universo, inseparável da história da religião, da filosofia e da ciência,
teria percorrido três etapas, que podem eventualmente coexistir no contexto de uma
mesma cultura, embora em cada contexto uma delas sempre prevaleça. A primeira se
caracteriza pela concepção religiosa, a segunda pela metafísica e a terceira pela
concepção científica. Segundo a concepção religiosa, o mundo, além de ter sido criado
por Deus ou pelos deuses, é por eles governado, à revelia do homem e de sua vontade.
Diante de Deus, ou dos deuses, infinitamente poderosos, o homem não passa de um ser
indefeso e temeroso.

Concepção grega: A filosofia e a ciência gregas pressupõem as teogonias e as


cosmogonias, tais como concebidas nas obras de Homero e de Hesíodo. O mundo, que
incluía a totalidade daquilo que se conhece, compreende os deuses, imortais, os homens,
mortais, e a natureza, que os gregos chamavam physis. Tanto a natureza quanto os
homens estão à mercê dos deuses imortais, de seus caprichos, cóleras, paixões, pois os
deuses, embora divinos e imortais, são concebidos à semelhança dos homens, tendo
também vícios e virtudes. A concepção religiosa e mitológica do universo é criticada
pela filosofia e pela ciência, que se propõem, desde suas origens, a substituí-la por uma
concepção racional e lógica.

Nos primeiros filósofos gregos, chamados pré-socráticos, encontra-se o esboço das


cosmovisões que Platão e Aristóteles tentariam sistematizar dois séculos mais tarde.
Partindo do mesmo pressuposto, da identidade do pensamento e do ser, ou da razão e da
realidade, Parmênides e Heráclito formularam as duas teses que determinaram todo o
pensamento ulterior: a da unidade e imobilidade, e a da multiplicidade e mobilidade do
ser. Para Parmênides, o Ser, isto é, o universo, o Absoluto, era incriado, imperecível,
completo, imóvel e eterno, assemelhando-se à "massa de uma esfera bem arredondada,
que se equilibra em si mesma em todos os seus pontos". Segundo Heráclito, para quem
o logos "tudo governa", o mundo, que é o mesmo para todos os seres, não foi criado por
um deus ou por um homem, e sempre foi, é e será um fogo vivo "que se acende e apaga
com medida".

Ainda no período pré-socrático, as filosofias de Demócrito, Empédocles e Anaxágoras,


foram tentativas de conciliar e superar essas duas posições extremas. De todas, a mais
significativa é a de Demócrito, que lançou os fundamentos de uma concepção
rigorosamente científica do universo, concebendo-o como composto de átomos e de
vazio. Os átomos e o vazio, assim como o movimento, são eternos, sempre existiram, e
suas infinitas combinações dão origem a todos os seres.

Segundo Platão, cuja cosmogonia é expressa no mito do Timeu, pois a física é apenas
um passatempo para o espírito, o mundo, obra de um demiurgo, é belo e vivo. Cópia
corpórea e sensível do modelo inteligível, é habitado por uma alma que mistura três
essências: a indivisível, unidade absoluta do todo inteligível, a divisível, ou
multiplicidade que caracteriza os corpos e seu vir-a-ser, e uma terceira, intermediária, a
existência, que participa das duas primeiras. O centro da alma, uma espécie de
envoltório esférico do corpo do mundo, coincide com o centro do mundo, e seus
movimentos circulares se confundem. O corpo do mundo é composto do fogo e da terra,
entre os quais se interpõe, por razões matemáticas, a água e o ar, matéria ou elementos
que preexistem à ação do demiurgo e cujo começo de organização explica-se
mecanicamente.

Ao contrário de Platão, para quem a física só poderia ser objeto de um "conhecimento


bastardo", Aristóteles achava que o mundo natural pode ser objeto de conhecimento
racional ou epistemológico. Único, não tem nem começo nem fim, nada existe fora dele,
é perfeito e finito, formando uma esfera que se move de acordo com o movimento mais
perfeito, que é movimento circular. O mundo inclui quatro corpos simples ou
elementares, a terra, a água, o ar e o fogo, aos quais se acrescenta uma quinta-essência,
o éter, que não comporta nenhuma espécie de mudança.

O universo se dividiria em duas grandes regiões: o céu propriamente dito, que se


estende do "primeiro céu" até a Lua, incluindo as estrelas fixas, cujo movimento é
regular, eterno e circular. Os astros e os planetas são tão imóveis quanto as estrelas. O
que se move circularmente é a esfera que carrega o astro, esfera única no caso das
estrelas, esferas múltiplas no caso dos planetas. Segundo Aristóteles, para que o
movimento de cada esfera planetária não se altere em virtude do movimento da outra
esfera em que está encaixada, é preciso introduzir esferas compensadoras, que
preservam a unidade do sistema.

A segunda região do universo é a região sublunar, cujo centro é a Terra. Mais distante
do "primeiro motor" que o céu, caracteriza-se pela geração e pela corrupção das
substâncias, cuja matéria não é mais perfeitamente determinada, como a do mundo
sideral, mas é, ao contrário, pura indeterminação. Nesse mundo, onde reina a
contingência, o acidente e o acaso, a descontinuidade é a norma do movimento, mesmo
regular. Os elementos que se constituem nessa região são inferiores ao éter, misturando-
se e transformando-se uns nos outros, o que permite considerá-la a região dos mistos, ou
das misturas. O mundo sublunar está envolvido por uma esfera de fogo que gira com o
primeiro céu, a qual envolve o ar, que, por sua vez, envolve a água, que, finalmente,
envolve a terra.

Concepção judaico-cristã: A revelação judaico-cristã trouxe duas idéias estranhas ao


pensamento grego: a idéia de um Deus único e pessoal, transcendente ao mundo, e a
idéia da criação ex-nihilo, a partir do nada. De acordo com o Gênesis, Deus criou o
universo, o céu e a Terra, e todos os seres que nele se contêm, a água e a luz, os astros e
as estrelas, as plantas e os animais e, finalmente, o homem, feito a sua imagem e
semelhança. Obra de Deus, que é, por definição, a inteligência suprema, o universo
reflete essa inteligência, sendo ordem e beleza, cosmo e não caos. As leis que regem seu
funcionamento expressam a vontade divina, que não as estabeleceu arbitrariamente, mas
segundo o plano que se desdobrou ao longo dos sete dias da criação.

Compelidos, pelas exigências da luta contra o paganismo e as heresias, a formular


conceitualmente o conteúdo da revelação, os pensadores cristãos tiveram que se valer
do arsenal ideológico de que dispunham, quer dizer, o pensamento grego. O que se
chama de filosofia cristã, ou de pensamento cristão, não passa, na realidade, do
pensamento grego -- de Platão e de Aristóteles especialmente -- usado como
instrumento de defesa e justificação da fé. Ao incorporar a filosofia grega, a cosmovisão
cristã ficou presa à física e à cosmologia de Aristóteles, que, durante dois mil anos,
dominou o pensamento ocidental, até o advento da filosofia e da ciência moderna.

Universo newtoniano: Os fundadores da ciência moderna, Copérnico, Galileu, Kepler,


Descartes e Newton, acreditavam em Deus e a ele se referiram constantemente, mas
conceberam o universo como se fosse independente de Deus e explicável por si mesmo,
pelas leis que lhe são próprias. A "revolução copernicana" deslocou o centro de
gravitação da Terra para o Sol e permitiu conceber o universo como um sistema
autônomo, regido por leis que podem ser conhecidas experimentalmente e formuladas
matematicamente. Descobrindo a impenetrabilidade, a mobilidade, a força de propulsão
dos corpos, as leis do movimento e da gravidade, e formulando os postulados que
permitem definir as noções de massa, causa, força, inércia, espaço, tempo e movimento,
Newton foi o primeiro a sistematizar a moderna ciência da natureza.

Embora não se propusesse mais o conhecimento das causas dos fenômenos, mas a
determinação das leis que os regem, a ciência newtoniana, físico-matemática, coincidia
ainda com a física de Aristóteles num ponto capital, a concepção do tempo e do espaço.
Ambas consideram tempo e espaço como quadros invariáveis e fixos, referenciais
absolutos, em função dos quais se explicam os movimentos do universo. A definição
aristotélica do tempo e do espaço, embora date do século IV a.C., prevaleceu na ciência
clássica, na mecânica de Galileu e de Newton, até o advento da física quântica e da
relatividade einsteiniana.

Relacionando a queda da maçã com o movimento dos planetas e do Sol, Newton


formulou a lei da gravitação universal, que permite determinar a velocidade de
revolução da Terra em torno do Sol, do sistema solar no sistema estelar, do sistema
estelar na Via Láctea e da Via Láctea nas galáxias exteriores. Distinguindo movimento
absoluto e movimento relativo, foi levado a admitir a existência de estrelas fixas, ou de
pontos imóveis no universo, embora não dispusesse de meios para provar tal hipótese.
Por considerar o espaço uma realidade fixa, um quadro estático e imutável e por não
poder estabelecer cientificamente esse postulado, recorreu a uma explicação teológica,
que considerava o espaço a onipresença de Deus na natureza. O universo newtoniano
era, assim, o meio invisível, o espaço absoluto e imutável no qual as estrelas se
deslocam e a luz se propaga de acordo com modelos mecânicos, traduzíveis em
fórmulas matemáticas.

Universo einsteiniano: Em 1905, Albert Einstein escreveu um pequeno trabalho, no


qual admitia que a velocidade da luz não é afetada pelo movimento da Terra, mas
rejeitava a teoria do éter e a noção de espaço como quadro fixo e imóvel no qual é
possível distinguir o movimento absoluto do movimento relativo. Se a velocidade da luz
é constante, e se propaga independentemente do movimento da Terra, também deve ser
independente do movimento de qualquer outro planeta, estrela, meteoro, ou mesmo
sistema no universo. As leis da natureza, conseqüentemente, são as mesmas para todos
os sistemas que se movem uniformemente, uns em relação aos outros.

Eliminados o espaço e o tempo absolutos, o universo todo entra em movimento, não


tendo mais sentido indagar pela velocidade "verdadeira", ou "real" de qualquer sistema.
O espaço einsteiniano não tem fronteiras nem direção, e não apresenta nenhum ponto de
referência que permita comparações absolutas, pois não passa, como já dissera Leibniz,
"da ordem da relação das coisas entre elas". O que leva a concluir que, sem coisas que o
ocupem e nele se movam, não há espaço. Os movimentos, portanto, sejam quais forem,
só podem ser descritos e medidos uns em relação aos outros, uma vez que, no universo,
tudo está em movimento.

Na primeira formulação de sua teoria, que chamou de "relatividade restrita", Einstein


buscou demonstrar que não há no universo nenhum parâmetro absoluto que permita
calcular o movimento absoluto de um planeta, como a Terra, ou de qualquer sistema que
se ache em movimento. Um corpo só se move em relação a outro, ou a outros, e se
todos os corpos do universo se movessem simultaneamente, com a mesma velocidade,
não haveria movimentos, nem percepção do movimento e possibilidade de calculá-lo.

A partir da lei da inércia, tal como foi enunciada por Newton, Einstein reformulou a lei
da gravitação universal, estabelecendo como premissa que as leis da natureza são as
mesmas para qualquer sistema, independentemente de seu movimento. O princípio da
equivalência, entre a gravidade e a inércia, estabelece que não há meio algum que
permita distinguir o movimento produzido pelas forças de inércia do movimento gerado
pela força da gravitação. O princípio permitiu mostrar que nada há de único ou de
absoluto no movimento não uniforme, pois seus efeitos não se podem distinguir dos
efeitos da gravitação. O movimento, portanto, seja qual for, uniforme ou não, só pode
ser observado e calculado em relação a um parâmetro, pois não há movimento absoluto.
Desse ponto de vista, a gravitação passa a fazer parte da inércia e o movimento dos
corpos resulta de sua inércia própria. Sua trajetória é determinada pelas propriedades
métricas do contínuo espaço-tempo, o que permite eliminar a obscura noção de ação à
distância.

Na confluência da teoria dos quanta, que determinou todas as concepções a respeito do


átomo, e da teoria da relatividade, que determinou todas as concepções a respeito do
espaço, do tempo, da gravitação, da inércia etc., a teoria do campo unitário vem atender
à exigência fundamental da razão, que é a exigência de unidade. "A idéia de que existem
duas estruturas no espaço, independentes uma da outra", escreve Einstein, "o espaço
métrico gravitacional e o espaço eletromagnético, é intolerável ao espírito teórico". Ao
mostrar que as duas forças, a da gravitação e a eletromagnética, não são independentes,
mas inseparáveis, a teoria do campo unitário as descreve em termos que poderão
permitir novas descobertas sobre a estrutura da matéria, a mecânica das radiações e
demais problemas do mundo atômico e subatômico.

O universo einsteiniano não é nem infinito, nem euclidiano, ou tridimensional, pois a


geometria de Euclides não é válida no campo gravitacional. E, como a estrutura do
campo gravitacional é determinada pela massa e pela velocidade do corpo em
gravitação, a geometria do universo, a curvatura do contínuo espaço-tempo, por ser
proporcional à concentração de matéria que contém, será determinada pela totalidade da
matéria contida no universo, que o faz descrever uma imensa curvatura que se fecha em
si mesma. Embora não seja possível dar uma representação gráfica do universo finito e
esférico de Einstein, foi possível calcular, em função da quantidade de matéria contida
em cada centímetro cúbico de espaço, o valor do raio do universo, avaliado em 35
trilhões de anos-luz. Nesse universo finito, mas grande o bastante para conter bilhões de
estrelas e galáxias, um feixe de luz, com a velocidade de 300.000km/s, levaria 200
trilhões de anos para percorrer a circunferência do cosmo e retornar ao ponto de partida.

Filosofia na Grécia Antiga


Introdução

A palavra filosofia é de origem grega e significa amor à sabedoria. Ela surge desde o
momento em que o homem começou a refletir sobre o funcionamento da vida e do
universo, buscando uma solução para as grandes questões da existência humana. Os
pensadores, inseridos num contexto histórico de sua época, buscaram diversos temas
para reflexão. A Grécia Antiga é conhecida como o berço dos pensadores, sendo que os
sophos ( sábios em grego ) buscaram formular, no século VI a.C., explicações racionais
para tudo aquilo que era explicado, até então, através da mitologia.

Os Pré-Socráticos

Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga
por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam
muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo
através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos
Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento
defendendo a idéia de que tudo preexiste a alma, já que esta é imortal. Demócrito e
Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.

Período Clássico

Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e


científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático,
proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos
sofistas e do grande pensador Sócrates.

Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo
objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar
politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os
jovens deveriam ser preparados para falar bem ( retórica ), pensar e manifestar suas
qualidades artísticas.

Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento


do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem
moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só
podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão.

Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do


conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da
realidade, separando-o das aparências.

Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e
Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de
chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser
desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos
conceitos gerais para os específicos.

Período Pós-Socrático

Está época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, dentro
de um contexto histórico que representa o final da hegemonia política e militar da
Grécia.

Ceticismo: de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre presente,
pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura.

Epicurismo: os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era


originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma,
chegar-se ao prazer.
Estoicismo : os sábios estóicos como, por exemplo Marco Aurélio e Sêneca, defendiam
a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado,
como a emoção, o prazer e o sofrimento.

Pensamento Medieval

O pensamento na Idade Média foi muito influenciado pela Igreja Católica Desta forma,
o teocentrismo acabou por definir as formas de sentir, ver e também pensar durante o
período medieval. De acordo com Santo Agostinho, importante teólogo romano, o
conhecimento e as idéias eram de origem divina. As verdades sobre o mundo e sobre
todas as coisas deviam ser buscadas nas palavras de Deus.

Porém, a partir do século V até o século XIII, uma nova linha de pensamento ganha
importância na Europa. Surge a escolástica, conjunto de idéias que visava unir a fé com
o pensamento racional de Platão e Aristóteles. O principal representante desta linha de
pensamento foi Santo Tomás de Aquino.

Pensamento Filosófico Moderno

Com o Renascimento Cultural e Científico, o surgimento da burguesia e o fim da Idade


Média, as formas de pensar sobre o mundo e o Universo ganham novos rumos. A
definição de conhecimento deixa de ser religiosa para entrar num âmbito racional e
científico. O teocentrismo é deixado de lado e entre em cena o antropocentrismo
( homem no centro do Universo ). Neste contexto, René Descartes cria o cartesianismo,
privilegiando a razão e considerando-a base de todo conhecimento.

A burguesia, camada social em crescimento econômico e político, tem seus ideais


representados no empirismo e no idealismo.

No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método


experimental, conhecido como empirismo. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus
pensamentos Thomas Hobbes e John Locke.

O iluminismo surge em pleno século das Luzes, o século XVIII. A experiência, a razão e
o método científico passam a ser as únicas formas de obtenção do conhecimento. Este, a
única forma de tirar o homem das trevas da ignorância. Podemos citar, nesta época, os
pensadores Immanuel Kant, Friedrich Hegel, Montesquieu, Diderot, D'Alembert e
Rosseau.

O século XIX é marcado pelo positivismo de Auguste Comte. O ideal de uma sociedade
baseada na ordem e progresso influencia nas formas de refletir sobre as coisas. O fato
histórico deve falar por si próprio e o método científico, controlado e medido, deve ser a
única forma de se chegar ao conhecimento.

Neste mesmo século, Karl Marx utiliza o método dialético para desenvolver sua teoria
marxista. Através do materialismo histórico, Marx propõe entender o funcionamento da
sociedade para poder modificá-la. Através de uma revolução proletária, a burguesia
seria retirada do controle dos bens de produção que seriam controlados pelos
trabalhadores.

Ainda neste contexto, Friedrich Nietzsche, faz duras críticas aos valores tradicionais da
sociedade, representados pelo cristianismo e pela cultura ocidental. O pensamento, para
libertar, deve ser livre de qualquer forma de controle moral ou cultural.

Época Contemporânea

Durante o século XX várias correntes de pensamentos agiram ao mesmo tempo. As


releituras do marxismo e novas propostas surgem a partir de Antonio Gramsci, Henri
Lefebvre, Michel Foucault, Louis Althusser e Gyorgy Lukács. A antropologia ganha
importância e influencia o pensamento do período, graças aos estudos de Claude Lévi-
Strauss. A fenomenologia, descrição das coisas percebidas pela consciência humana,
tem seu maior representante em Edmund Husserl. A existência humana ganha
importância nas reflexões de Jean-Paul Sartre, o criador do existencialismo.

OS 6 PRIMEIROS PRINCÍPIOS QUE BASEIAM MINHA


FILOSOFIA EXERIANA:

Metafísicos:

1 - O UNIVERSO É INFINITO... ILIMITADO... E PERPÉTUO

2 - TUDO É POSSÍVEL

3 - O PARADOXO É A ÚNICA CONSTANTE DE UM UNIVERSO SEM


CONSTANTES

Ontológicos:

4 - O SER HUMANO É COMPROVADAMENTE O MAIS AVANÇADO PRODUTO


DO UNIVERSO

5 - O UNIVERSO É AUTO CONSCIENTE

6 - O OBJETIVO DO UNIVERSO É O AUTOCONHECIMENTO

Explicação:
1 - O UNIVERSO É INFINITO... ILIMITADO... E PERPÉTUO

Entendendo por UNIVERSO, toda e qualquer coisa que venha a existir em qualquer
plano concebível. Mesmo muito além de nosso Universo conhecido pela Ciência, tudo o
mais que existir fará parte deste Supra UNIVERSO, que envolve todo o Espaço, Tempo,
Dimensão, Essência, Ser e Devir que existam.

Essa definição de UNIVERSO sempre virá destacada, para que não se confunda com
uma idéia de Universo mais limitada, ou mesmo de universo de forma mais coloquial.

Se toda a frase estiver em MAÍSCULAS esse UNIVERSO virá em negrito.

Se toda a frase estiver em MAÍUSCULAS e negrito, esse UNIVERSO virá em


MAÍUSCULAS, negrito, e sublinhado.

Se toda a frase estiver em MAÍUSCULAS, negrito, e sublinhado, esse UNIVERSO virá


em fonte maior. Na pior das hipóteses, UNIVERSO, para efeito de diferenciação, ou no
caso de diálogo oral, UNIVERSO poderá ser representado apenas como UNI.

Portanto o Universo pode ter começado com o Big Bang, mas O UNIVERSO sempre
existiu.

O UNIVERSO É INFINITO!

INFINITO é o que não tem fim, mas não apenas fim, ele não têm limites, é
ILIMITADO.

Não há limites de Espaço e nem de Tempo, por isso é PERPÉTUO.

É preciso ir a fundo no conceito de INFINITO, e ILIMITADO, o Infinito não tendo


fim, não têm limites, e a palavra infinito em si não faz qualquer referência a "o quê" têm
esse propriedade de não fim.

Portanto o UNIVERSO é infinito não só em Espaço, mas em Tempo, e em


Possibilidades!

Admitir algum limite para o UNIVERSO seria negar sua característica de infinitude.

Querer que todo o UNIVERSO esteja submetido às mesmas e imutáveis leis físicas
seria limitá-lo, o que é impossível. Sendo assim, muito além do Universo que
conhecemos, existem INFINITOS outros Universos dentro do grande UNIVERSO, com
infinitas combinações de naturezas e com todas as ilimitadas e infinitas possibilidades
manifestadas em algum lugar ao longo de toda a ETERNIDADE.

Como seria um Universo limitado? O que haveria além deste limite? O que havia antes
do Big Bang? O que haverá depois do Big Crunch? Se houver Big Crunch.

A matéria do Big Bang seria formada do Nada? Se sim, o que a formou? Deus?

Se não, de onde ela veio?

Essas questões são por fim, inacessíveis a mente humana, estão além dos domínios da
Ciência, da Religião e mesmo da Filosofia.

Vencidos por esta dúvida, admitir um UNIVERSO INFINITO, ILIMITADO e


PERPÉTUO me parece a melhor e mais sensata opção. Mas aceitar uma infinitude
tentando delimitar limites a ela, é incoerente.

2 - TUDO É POSSÍVEL

Este princípio decorre diretamente do Primeiro. Sendo o UNIVERSO Infinito, Ilimitado


e Perpétuo em todos os aspectos possíveis e imagináveis, toda e qualquer possibilidade
estará garantida em algum lugar.

Devem existir infinitas realidades paralelas à nossa. Num desses Universos cópias,
apenas um Quark está ligeiramente em um local diferente do que no nosso Universo, em
outro, cadeias inteiras de átomos se posicionam de forma diferente, em mais outros
substâncias mais complexas estão em outros lugares e em outros estados, até que em
alguns Universos haverão planetas distintos, processos históricos diferenciados e
versões alternativas de nosso mundo com características completamente diferentes.

Todas as infinitas possibilidades estariam garantidas pela Infinitude do UNIVERSO.

Se alguma coisa fosse impossível, estaríamos estabelecendo limites ao UNIVERSO.

Se há de fato algo que não seja possível, não acredito que sejamos sequer capazes de
concebê-lo mentalmente. Se algo pode existir em nossa concepção imaginária, ela
precisará de um correspondente manifestado em nosso infinito UNIVERSO.

Não creio que nossa mente seja mais poderosa que o UNIVERSO, aponto de conceber
mentalmente algo que seja impossível ao UNIVERSO.

Ou seja, tudo o que pensamos, criamos ou imaginamos, é na verdade, realidade em


algum local do UNIVERSO, e de fato nós nos correspondemos com esse local
mentalmente. Cada ato de se criar um mundo de fantasia é na verdade uma
comunicação com essa realidade, e talvez o nosso mundo seja imaginação na mente de
algum Ser qua habite o UNIVERSO.

Por mais absurdas que sejam tais elucubrações. Elas Têm que ser REAIS!

Caso contrário violaríamos o primeiro princípio de Infinitude e não limitação,


imporíamos limites ao UNIVERSO.

Mas agora surge a grande questão. Se Tudo é Possível, Nada é Impossível.

Mas eu estaria decretando a impossibilidade do Nada, ou seja, estaria pondo um limite


ao Universo.

Se o Impossível é Impossível, então nem Tudo é Possível.

Essa é mais uma questão insondável que leva ao próximo princípio.

3 - O PARADOXO É A ÚNICA CONSTANTE DE UM UNIVERSO SEM


CONSTANTES

Esse é o mecanismo que irá permitir conciliar a idéia de um UNIVERSO INFINITO


com POSSIBILIDADE TOTAL, abarcando ao mesmo tempo a Impossibilidade do
Nada, ou a possibilidade do Impossível. É de longe o mais profundo e complexo
conceito de toda a Teoria Exeriana.

Se Tudo é Possível, ao mesmo tempo deve haver algo Impossível.

A existência da Impossibilidade de algo deveria ser abarcada pela Possibilidade de tudo.

A única solução é elevar o PARADOXO a um dos princípios primários.

É preciso antes de tudo promover uma diferenciação entre dois tipos de Paradoxo.

É impensável para a mente humana admitir a coexistência dos opostos no mundo


manifestado. Não temos como imaginar que algo exista, e não exista ao mesmo tempo,
no plano físico. Seria possível que ao mesmo tempo e no mesmo local, existisse e não
existisse uma pedra? Seria possível a coexistência simultânea da Pedra e da Não-Pedra?
Do Ser e do Não-Ser?

Não pode existir o PARADOXO ABSOLUTO no plano do Devir, no mundo


manifestado, no Universo. Mas tal poderia existir no UNIVERSO, no plano do
absoluto, onde todo o movimento paralisa, onde tudo É e Não-É ao mesmo Tempo.
Embora Tempo seja um conceito inócuo no plano Absoluto.

De qualquer modo, é inacessível à mente humana a idéia do Absoluto.

Inversamente, o PARADOXO RELATIVO está presente em tudo o que existe no


Universo. Qualquer coisa possui características contraditórias em si própria. Por
exemplo:

O Sol é quente? Depende. Ele é frio se comparado a estrelas brancas.

O Aço é duro? Depende. Ele é mole se comparado ao Titânio.

Uma mutilação é ruim? Depende, pode ser considerada boa se promover uma
reviravolta positiva no indivíduo.

Em síntese. Não há nada que não possa ser visto de várias formas diferentes, sob
infinitos pontos de vista cada qual com suas peculiaridades próprias.

A maior evidência disso, é que não existe qualquer pergunta onde a resposta Depende
não seja válida, ainda que seja a pergunta mais direta é binária possível. Como por
exemplo:

A soma de 2 + 2 é igual a 4? Depende. Você quer que eu fale a verdade?

Ainda que de forma imprevisível, é sempre possível saltar para fora do sistema, violar
as regras e apelar para a intrínseca Relatividade de tudo o que existe. Por isso, o
PARADOXO RELATIVO está em tudo.

O PARADOXO É A ÚNICA CONSTANTE DE UM UNIVERSO SEM CONSTANTES

Essa frase se refere ao Universo ou ao UNIVERSO? Ao Paradoxo Absoluto ou ao


Relativo?

Na verdade, as 4 combinações são possíveis.

O Paradoxo Absoluto é a Única constante do UNIVERSO inconstante

Embora o UNIVERSO seja o Absoluto, o fim do movimento, seria tentar limitá-lo ao


afirmar que nele não ocorra o Paradoxo, tanto promovendo a Constância quanto a
Inconstância. Afinal mesmo que o UNIVERSO seja Constante, os Universos não são, e
estes fazem parte do UNIVERSO.

O Paradoxo Absoluto engloba o Paradoxo Relativo, pois ele permite a coexistência de


qualquer coisa, mesmo do Ser e do Não-Ser.

O Paradoxo Relativo é a Única constante do UNIVERSO inconstante

Se o Paradoxo Relativo ocorre no Universo, logo tem que ocorrer no UNIVERSO ao


qual está submetido, pois mesmo que haja planos distintos entre UNIVERSO e
Universos, eles estariam também, e paradoxalmente interligados.

O Paradoxo Relativo é a Única constante de um Universo inconstante

Este é o conceito mais direto e simples. Não há o Absoluto no Universo. Tudo é


relativamente paradoxal.

O Paradoxo Absoluto é a Única constante de um Universo inconstante

E esta é a combinação mais problemática. Como poderia o Paradoxo Absoluto existir no


Universo? No plano manifestado? No devir?

É aqui que ressalto definitivamente a conjunção entre o Segundo e o Terceiro Princípio.


Se o Terceiro é usado para tornar o impossível possível, ele não poderia ser
inversamente usado para declarar um tipo de impossibilidade.

O Princípio do Paradoxo é irrefutável por trazer a refutação em si mesmo. É uma


espécie de mecanismo de prevenção de erros, que possibilita inverter totalmente um
caminho e validar algum tipo de incoerência simplesmente saltando para fora do sistema
em que esta ocorre.

O Paradoxo permite que qualquer coisa possa ser aceita ou rejeitada.

Evidentemente, se permitisse que esse Terceiro Princípio dominasse toda a Filosofia


Exeriana, terminaria por invalidá-la. Aceitar um paradoxo inerente a tudo é admitir a
impossibilidade de se fazer qualquer afirmação. Seria o supra sumo de um Sofisma
inútil.

Então, o Princípio de Paradoxo, sem dúvida o elemento mais complexo e controverso de


toda Filosofia Exeriana, não será um meio e nem mesmo um fim. Mesmo assim estará
interferindo em tudo.

A Filosofia Exeriana têm propósitos, mesmo sendo um produto da cultura e do devir, ela
possui um objetivo definido, mas não pretende se estabelecer como uma nova verdade,
no máximo talvez, como uma verdade pessoal e íntima.

Ela pretende ser útil, esclarecedora e prática, mas o Princípio do Paradoxo sempre irá
lembrá-la que ela é relativa.

4 - O SER HUMANO É COMPROVADAMENTE O MAIS AVANÇADO PRODUTO


DO UNIVERSO

Este princípio deriva da pura e simples observação da natureza em todos os níveis


possíveis pela nossa Ciência. Se estabelecermos um grau de complexidade física, na
diversidade de elementos químicos que compõem alguma estrutura, perceberemos
facilmente que:

Uma Estrela é composta basicamente de Hidrogênio e Hélio.

Os planetas se constituem de elementos mais densos e complexos, os Jovianos, gigantes


gasosos, podem possuir Amônia, Metano e gases nobres. Já os planetas sólidos
costumam conter Ferro, Níquel, Estanho e outros minerais.

A Terra é o mais complexo planeta conhecido, possui todos os elementos anteriores e


mais diversos outros, inclusive o Carbono, no qual a vida se baseia.

Uma forma de vida qualquer possui um grau de complexidade maior que de uma rocha.
Os aminoácidos, as bactérias unicelulares, os seres multicelulares, evoluem em graus de
complexidade bio química cada vez mais diversificado

No topo da escalada evolutiva estão os animais superiores, que reúnem o maior número
de elementos químicos distintos e em cujo metabolismo existem as mais complexas
relações físico químicas, principalmente os animais de sangue quente.

Os mamíferos são sem dúvida os mais complexos. Mas o que tornaria o homo sapiens
ainda mais complexo que os demais mamíferos?

Primeiro, a estrutura cerebral, muito mais avançada. Um nível maior de complexidade


perceptível até mesmo em relação aos nossos parentes primatas mais próximos.

Sendo assim, o homo sapiens é fisicamente a estrutura mais complexa que nós mesmos
reconhecemos em todo o Universo por nós já desvendado.
Haverão coisas ainda mais complexas? Provavelmente. Mas por enquanto o que
comprovamos é isso. Somos os degrau final da evolução, o estágio mais recente e mais
avançado.

Como se isso já não bastasse, ainda desenvolvemos algo único, uma cultura, capaz de
nos possibilitar entre outras coisas, aumentar a complexidade do fenômeno humano. Ou
seja, a cultura humana é a mais recente e avançada criação do Universo.

O interessante é que há uma relação direta entre o nível de complexidade do organismo


e o seu grau de consciência. Quanto mais complexo o animal, mais ele demonstra
inteligência.

E essa inteligência, essa consciência de nós mesmos, está levando o Ser Humano a
tentar entender a si próprio, a natureza e o Universo.

Se somos seres conscientes, e ao mesmo tempo fazemos parte do Universo, se nossa


matéria estava presente na matriz primordial do Big-Bang, então podemos dizer que
somos a consciência do Universo, pelo menos a que conhecemos.

Isso leva ao Quinto Princípio

5 - O UNIVERSO É AUTO CONSCIENTE

Antes de tudo, não é uma idéia metafísica, não inicialmente.

Se fizermos uma analogia com o nosso corpo, diríamos que nosso estômago é
consciente? Que nosso pé é consciente? Que nosso sangue é consciente?

Talvez, mas uma coisa é certa, nós somos seres conscientes, e pelo menos parte desta
consciência está no cérebro. Simplificando, é como se nós, Seres Humanos, fossemos a
Consciência do Universo, ao mesmo tempo que fazemos parte dele.

Se uma parte do corpo é consciente, então dizemos que aquele ser é Auto Consciente.

Se uma parte do Universo é Consciente, então podemos dizer que o Universo é


Autoconsciente.

Mas esse conceito pode ser estendido sim, ao metafísico. Afinal se tudo o que se tornou
gradativamente mais complexo aumentou seu nível de Consciência, então é claro que o
potencial para desenvolver tal Consciência é inerente a tudo no Universo.

Ou seja, o Universo é no mínimo, potencialmente Consciente.

Agora extrapolando nossa esfera de domínio científico, a esfera terrestre. Não creio
haver qualquer motivo razoável para duvidar da existência de outras formas de vida tão
ou mais complexas que a nossa em outras partes mesmo do Universo conhecido.
Então teríamos consciências espalhadas em diversas partes do Universo, que estaria
recheado de consciências, aumentando mais ainda sua natureza Auto Consciente.

O mesmo valeria para qualquer outro Universo. É o que diríamos do UNIVERSO?

Se os Universos são Auto Conscientes, o UNIVERSO também é!

6 - O OBJETIVO DO UNIVERSO É O AUTOCONHECIMENTO

Esse princípio deriva diretamente do Quinto, e da maior pergunta humana em todos os


tempos.

POR QUÊ?!?!?!?

Por que vivemos? Para onde vamos? De onde viemos? Pra quê viver? Por que nascer e
morrer?

Qual o significado de tudo? Existe vida após a morte? Por que não queremos morrer?

São as questões que assolam toda a história humana, que sempre perturbaram a todos,
que jamais forram plenamente respondidas e que nos acompanharão por toda a vida.

Tudo isso nos leva a uma constatação. Nós queremos conhecer!

Queremos saber das coisas ao nosso redor, saber sobre nós mesmos, sobre o Universo e
o real.

Todo o fenômeno da cultural humana obedece a um impulso, o da superação de


dificuldades, de expansão do conhecimento, do domínio sobre a natureza.

Tudo isso reflete uma realidade única. A busca pelo conhecimento.

Por que temos essa vontade incessante e implacável?

Por que somos assim?

Por quê?!?!

Não é possível responder satisfatoriamente a essa pergunta, saber de onde vêm esse
vontade, esse impulso para o conhecimento. Mas é esse impulso que determina todo o
fenômeno humano.

É isso que nos torna Auto Conscientes.

Se a Consciência do Universo, nós, busca o Auto Conhecimento, então o Universo


busca o Auto Conhecimento, e consequentemente o UNIVERSO.
Esse é o nosso objetivo, por que tudo gira em torno dele, esse ímpeto inexplicável que
gerou todo o fenômeno humano, é no fundo, uma busca em si mesma.

É por isso que digo, que no fundo a FILOSOFIA sempre esteve presente de um modo
ou de outro na cultura humana, ela pode ter se estruturado na Grécia Antiga, mas no
fundo, todos buscam a sabedoria.

Ou seja, a vontade de conhecer, fundamento primário da Filosofia, de conhecer por


conhecer, esse fim em si mesmo que leva o Ser Humano a fazer o que quer que seja, é
não só nosso impulso, mas nosso objetivo.

É o conhecimento que nos empurra em busca de mais conhecimento, é no fundo, a


busca pelo Auto Conhecimento.

O Universo, e consequentemente o UNIVERSO, busca o Auto Conhecimento, e um de


seus meios para isso, somos nós.

O Ser Humano é um Veículo para o Auto Conhecimento do Universo.

Criação do Universo (cientifico)

Confirmada a observação de que o Universo se expande em todos os sentidos, os


cientistas passaram a levantar a hipótese de que as milhões de galáxias que povoam os
céus tenham surgido a partir de uma fantástica explosão cósmica. Segundo essa
hipótese, os corpos celestes de hoje são produtos da transformação física dos
fragmentos daquilo que explodiu no Big Bang que originou o universo. E essa explosão
teria ocorrido há cerca de 20 bilhões de anos atrás.

O que hoje nós chamamos de galáxias, surgiram à partir de um mesmo ponto, de um


provável bloco de matéria original A mesma foi proposta pelo astrofísico belga Georges
Lemaître, que acreditava que no passado remoto o Big Bang teria originado todo o
Universo.

Naquela matéria original, que deve ter existido no centro do espaço cósmico, certamente
estiveram reunidos todos os prótons, nêutrons e elétrons que hoje existentes em
qualquer parte do Universo.Essa massa ainda não teria a estrutura atômica ou molecular.
Essa matéria teria sido batizada pelo astrofísico Milne de Ylem, que quer dizer “ventre
gerador”.
A incalculável pressão no interior do Ylem determinou a elevação de sua temperatura a
bilhões de graus. E foi em conseqüência dessa alta temperatura e a pressão fez que o
ovo cósmico explodisse.(Ovo cósmico ou ovo pré-atômico, que era o conjunto de todos
os Ylem) Lançando enormes fragmentos do Ylem em todas as direções.

A partir da explosão em que os Ylem foram lançados para longe, os átomos procuravam
alcançar um estágio de equilíbrio elétrico com os prótons, começavam então a surgir os
primeiros átomos.

A formação em seqüência dos átomos dos vários tipos de elementos químicos deve ter
levado muito tempo, mas permitiu o aparecimento de imensas massas gasosas e de
poeira cósmica, que se expandiram pelo espaço. Com a condensação desses gases e da
poeira cósmica, nasceram as primeiras nebulosas, só que muitos bilhões de anos depois
é que a densidade aumentou no interior de cada grande massa, levando a formação das
estrelas e das galáxias, e com a ação da gravidade a meteria ficou girando sobre si
própria, foi se condensando e chegou mesmo a formar corpos celestes de extraordinária
densidade.

Dessa forma, nasceu o Universo, dentro dele, a Via-láctea, apenas uma galáxia que não
é das maiores dentre milhões de outras. E quase na borda dessa imensa nuvem luminosa
em forma de disco, com seca de 100 bilhões de astros, nasceu uma modesta estrela, que
também não é das maiores, e que recebeu o nome de SOL.

Ariane de Souza Correa

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