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Respostas das questões apresentadas nos capítulos

Capítulo 21 • Avaliação Comportamental Direta

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Avaliação Comportamental Direta

RespostAs [e Níveis] De Questões pARA ApReNDizAgem

1. Q: Qual é o significado da topografia de um com-

portamento? [Nível 2/C] Dê um exemplo não men- cionado neste capítulo. [Nível 3/Ap] R: topografia se refere à forma ou aos movimentos específicos envolvidos em uma resposta em particu- lar. Qualquer exemplo apropriado é aceitável.

2. Q: Nomeie duas medidas comuns da quantidade

geral de um dado comportamento. [Nível 2/C] R: Frequência e duração.

3. Q: Qual é o significado da frequência de um com- portamento? [Nível 2/C] Dê um exemplo não men- cionado neste capítulo. [Nível 3/Ap] R: Frequência: número de ocorrências de um compor- tamento em determinado período, como a frequ- ência de lançamentos livres na prática de basquete. Qualquer exemplo apropriado é aceitável.

4. Q: Descreva três modos de rastrear o número de

vezes que determinada resposta ocorre ao longo de um dia. [Nível 2/C] R: No texto, são mencionados quatro modos: (a) ter um registro auxiliar de dados; (b) usar um contador de pulso; (c) usar uma calculadora eletrônica; (d) usar um computador portátil. outros exemplos plausíveis também são aceitáveis.

5. Q: Faça um gráfico de frequência e um gráfico

cumulativo das seguintes ocorrências de um com- portamento, observadas em sessões consecutivas:

3, 7, 19, 0, 0, 0, 27, 12, 12, 6. [Nível 3/Ap] R: pontos de dados consecutivos no gráfico cumulati- vo corresponderiam aos seguintes números no eixo vertical: 3, 10, 29, 29, 29, 29, 56, 68, 80, 86.

6. Q: Descreva pelo menos quatro diferenças entre um

gráfico cumulativo de um conjunto de dados e um gráfico de frequência deste mesmo conjunto de dados. [Nível 2/C] R: são possíveis diferenças a se mencionar: (a) em um gráfico cumulativo, cada ponto indica a soma de todos os dados obtidos até e inclusive o ponto, en- quanto, em um gráfico de frequência, cada ponto aponta apenas os dados obtidos no ponto. (b) em um gráfico cumulativo, cada ponto jamais pode ser menor que o ponto correspondente em um gráfico

de frequência. (c) um gráfico cumulativo jamais pode diminuir, mas um gráfico de frequência sim. (d) As alterações na frequência do comportamento são indicadas por alterações na inclinação da reta que conecta os pontos de dados em um gráfico de fre- quência. (e) em um gráfico cumulativo, a escala vertical deve ser necessariamente menor que a correspondente para o gráfico de frequência.

7. Q: Em um gráfico cumulativo, o que é possível in- ferir a partir das informações a seguir?

a) Uma inclinação íngreme.

b) Uma inclinação baixa.

c) Uma linha horizontal. [Nível 1/Co]

R: (a) uma taxa (ou frequência) elevada; (b) uma taxa baixa; (c) uma taxa zero.

8. Q: Quais são as duas características que frequente- mente aparecem em comportamentos medidos por frequência? [Nível 1/Co]

R: (a) As ocorrências sucessivas de um dado compor- tamento são relativamente distintas e fáceis de contar; (b) a quantidade de tempo necessária à re- alização do comportamento é relativamente similar a de uma ocasião para a próxima.

9. Q: O que significa duração relativa de um compor-

tamento? [Nível 1/Co] Dê e explique um exemplo em que a duração relativa poderia ser mais apro- priada do que a frequência. [Nível 2/C] R: A duração relativa de um comportamento é a ex- tensão de tempo em que o comportamento ocorre dentro de um período. por exemplo, a duração é mais apropriada que a frequência quando se mede o tempo em que uma criança permanece atenta a uma história que está sendo lida pelo professor. Qualquer exemplo apropriado é aceitável.

10. Q: Qual é a outra palavra para intensidade de uma resposta? [Nível 1/Co] Dê um exemplo em que seria importante medir a intensidade de um comportamento. [Nível 2/C]

R: Força. por exemplo, a força é medida em vários eventos esportivos, como na inferência de força a partir da quantidade de peso erguida em uma competição de levantamento de peso. Qualquer exemplo apropriado é aceitável.

11. Q: Defina controle de estímulo e dê um exemplo. [Nível 2/C]

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Modificação de Comportamento | O Que É e Como Fazer

R: Controle de estímulo se refere ao grau de correlação entre um estímulo e uma resposta. por exemplo, se um motorista sempre para em um cruzamen- to quando o semáforo está vermelho, então a luz vermelha exerce um bom controle de estí- mulo sobre o comportamento de parar. Qual- quer exemplo apropriado é aceitável.

12. Q: Nomeie os seis níveis avaliados pelo ABLA-R.

[Nível 2/C] R: imitação, discriminação de posição, discriminação visual, discriminação de correspondência com amostra por identidade visual, discriminação de não correspondência com amostra por iden-

tidade visual, e discriminação auditiva-visual combinada.

13. Q: Descreva o controle de estímulo avaliado pelo

Nível 4 do ABLA-R – discriminação de corres- pondência de amostra por identidade visual. [Nível 2/C] R: Ao avaliar o nível 4 do ABLA-R, um cliente tem permissão de ver uma lata amarela e uma caixa vermelha em posições randomizadas de esquer - da-direita, sendo apresentado sequencialmente a um cilindro amarelo ou a um cubo vermelho. Demonstra-se o controle de estímulo quando o cliente consistentemente coloca o cilindro ama- relo na lata amarela e o cubo vermelho na caixa vermelha.

14. Q: Descreva o controle de estímulo que o teste de

ABLA-R avalia com o Nível 6 – discriminação auditiva-visual combinada. [Nível 2/C] R: para acessar o ABLA-R nível 6, um cliente é apre- sentado a uma lata amarela e uma caixa ver- melha posicionadas randomicamente alterna- das na esquerda-direta, além de receber um objeto sem correspondência. o controle de estímulo é demonstrado se o cliente colocar o objeto no recipiente apropriado quando o aplicador do teste disser aleatoriamente “caixa vermelha” ou “lata amarela”.

15. Q: Qual é o significado de latência de uma respos-

ta? [Nível 2/C] Dê um exemplo não mencionado neste capítulo. [Nível 3/Ap] R: A latência se refere à quantidade de tempo que um indivíduo gasta para começar a responder a um estímulo depois que este lhe é apresentado. Qualquer exemplo apropriado é aceitável.

16. Q: Dê um exemplo e explique como a qualidade

de um comportamento constitui um refinamen- to de uma ou mais das outras dimensões do comportamento. [Nível 2/C] R: topografia, quantidade, intensidade, controle de estímulo e latência podem ser, todos, usados para avaliar a qualidade, no sentido de que uma “boa” resposta é uma designação algo arbitrária de uma ou mais das demais características. em termos de topografia, um salto de patinação artística em que a aterrissagem é feita com um pé é considerado melhor que aquele em que a aterrissagem é feita com os dois pés. Com relação

à frequência, um aluno que mostre alta frequ- ência de estudo e de respostas corretas nos testes tende a ser considerado um aluno melhor aquele que mostra baixa frequência desses comportamentos. exemplos apropriados pode- riam ser dados para as outras características.

17. Q: Defina registro contínuo. [Nível 2/C] Dê um

exemplo que não tenha sido mencionado neste capítulo. [Nível 3/Ap] R: o registro contínuo consiste no registro de toda ocorrência de um comportamento durante um segmento de tempo especificado (p. ex., contar cada ocorrência em que a pessoa fala palavrão durante um intervalo de 1 hora). outros exem-

plos apropriados são aceitáveis.

18. Q: Defina registro de intervalo. [Nível 2/C] Dife-

rencie sistema de registro de intervalo parcial e sistema de registro de intervalo integral. [Nível 4/An] R: Com o registro de intervalo, um comportamento é registrado como ocorrendo ou não durante in- tervalos breves de igual duração (p. ex., interva- los de 10 segundos), durante o período de ob- servação especificado (p. ex., 30 minutos). Com um registro de intervalo parcial, o comporta- mento-alvo é registrado no máximo uma vez por intervalo, independentemente de quantas vezes tenha ocorrido durante cada intervalo e de sua duração. Com o registro de intervalo integral, o comportamento-alvo é registrado como ocor- rendo durante um intervalo somente se persistir ao longo de todo o intervalo.

19. Q: Quando alguém optaria por um sistema de

registro contínuo? [Nível 2/C] R: um sistema de registro contínuo comumente é usado quando respostas sucessivas têm durações bastante similares.

20. Q: Quando alguém optaria por um sistema de

registro de intervalo em vez de um sistema de registro contínuo? [Nível 2/C] R: No caso de sucessivas respostas com duração variável.

21. Q: Defina registro de tempo-amostragem. [Nível

2/C] Dê um exemplo não mencionado neste capítulo. [Nível 3/Ap] R: o registro de tempo-amostragem pontua um com- portamento como ocorrendo ou não durante intervalos de observação muito breves, cada um dos quais separado dos demais por um período maior. por exemplo, os pais poderiam checar se uma criança está ou não assistindo à tv obser-

vando-a durante alguns segundos a cada hora, no decorrer do dia. Qualquer exemplo apropria- do é aceitável.

22. Q: Descreva brevemente o registro de tempo-

-amostragem momentâneo. [Nível 2/C] R: Com o registro de tempo-amostragem momentâ- neo, um caso especial de tempo-amostragem, um comportamento é registrado como ocorren- do ou não em pontos específicos do tempo,

como de hora em hora, em vez de durante breves intervalos específicos.

23. Q: Descreva cinco categorias de erro que podem

afetar a precisão das observações. [Nível 2/C] R: (a) A definição de resposta pode ser vaga, subjetiva ou incompleta; (b) o comportamento pode ser difícil de detectar, por ser muito sutil ou complexo, ou em virtude de distrações ou outras obstruções ao processo de observação na situação observa- cional; (c) o observador poderia estar fracamente treinado, desmotivado, tendencioso ou, de modo geral, ser incompetente; (d) as planilhas de dados podem ter sido mal projetadas; e (e) os procedi-

mentos de registro podem ser desajeitados.

24. Q: Liste e descreva brevemente cinco fontes de

propensão e produtos que podem influenciar um observador. [Nível 2/C] R: (a) Reatividade, que se refere ao fato de a precisão das observações ser uma função direta da cren- ça do observador que está sendo monitorado; (b) desvio do observador, que é a tendência de uma definição de comportamento-alvo do ob- servador se desviar gradualmente da definição originalmente recebida pelo observador; (c) expectativa do observador, que se refere à ten- dência das observações de imprecisamente de- monstrar melhora no comportamento-alvo em razão da expectativa do observador de melhora do comportamento-alvo; (d) feedback, refere-se à tendência das observações a serem influencia- das por um feedback positivo ou negativo for- necido de modo inadvertido ao observador por seu supervisor; (e) complexidade das observa- ções, que se refere à tendência de as observações serem menos precisas se a definição da resposta- -alvo tiver muitas partes ou se solicitarem ao observador para observar múltiplos comporta- mentos ao mesmo tempo.

25. Q: Explique brevemente o significado de confia-

bilidade interobservador (descreva o processo, mas não forneça os procedimentos de cálculo de IOR). [Nível 2/C] R: A confiabilidade interobservador se refere à quan- tidade de concordância entre observadores in-

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Capítulo 21 • Avaliação Comportamental Direta

dependentes (i.e., observadores que não influen- ciam os julgamentos uns dos outros) quanto à ocorrência de instâncias específicas de um comportamento.

26. Q: Usando o procedimento descrito no texto para

calcular IOR com dados de intervalo, calcule uma IOR para os dados de vocalização, conforme os registros feitos pelos observadores 1 e 2 (Figura 21.5). Mostre todos os seus cálculos. [Nível 3/Ap] R: ioR = 7 × 100% = 32% 7 + 15

27. Q: De acordo com a convenção, o que é uma IOR

aceitável em um programa de modificação de comportamento? [Nível 1/Co] O que significa convenção? [Nível 3/Ap] R: 80 a 100%; “por convenção” significa que se trata de um padrão arbitrário, mas em geral aceito.

RespostAs [e Níveis] De Questões ADiCioNAis

1. Q: Qual é a diferença entre observações obstrutiva e não obstrutiva? [Nível 4/An]

R: As observações são obstrutivas quando o método observacional afeta os comportamentos observa- dos. As observações não são obstrutivas quando o método observacional não faz com que aqueles que estão sendo observados se desviem de seu comportamento típico.

2. Q: Quando é especialmente errado incluir concor- dância em intervalos vazios no cálculo de IOR? [Nível 2/C] Dê um exemplo. [Nível 2/C]

R: Quando pouquíssimas ocorrências do comporta- mento foram registradas. Qualquer exemplo apro- priado é aceitável.

3. Q: Quando seria aceitável incluir concordância em

intervalos vazios em seus cálculos de IOR? [Nível 2/C] Por que seria aceitável? [Nível 2/C] R: seria aceitável quando se está interessado em diminuir um comportamento, porque se gostaria de ter a con- cordância de que o comportamento não ocorreu.

Observador 1 Intervalo de observação (10 segundos cada) Comportamento total 5 10 15 20 25
Observador 1
Intervalo de observação (10 segundos cada)
Comportamento
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Vocalizações
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Observador 2
Intervalo de observação (10 segundos cada)
Comportamento
total
5
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Toques
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Figura 21.5 exemplo de planilha de dados para registro de intervalo.